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27 setembro 2008

Homosexualismo - José Herculano Pires

HOMOSSEXUALISMO

No capítulo trágico das obsessões em massa temos o tópico especial do vampirismo. Desde a mais alta Antigüidade os casos de obsessão e loucura foram tratados a pancadas para expulsão dos demônios causadores.

Na Idade Média, como disse Conan Doyle, houve uma invasão de bárbaros, que os clérigos combatiam com afogamento das vítimas nos rios e lagos e a queima dos hereges vivos em praça pública, sobre montes de lenha a que se ateava o fogo da purificação.

Nos conventos e mosteiros houve a infestação dos súcubos e íncubos, demônios libertinos que se apossavam das vítimas, homens e mulheres, para relações sexuais delirantes.

A eclosão da Renascença, após o milênio de torturas e matanças, aliviou o planeta com a renovação da cultura mítico-erótica, em que as flores roxas da mandrágora atraíam os vampiros do sexo condenado.

Em nossos dias assistimos a um explodir de recalques e frustrações nas águas sujas da pornografia e da criminalidade erótica. Voltam os vampiros, em bandos famintos, ansiosos pelo sangue de novas vítimas.

No meio espírita surgem livros mediúnicos de advertência, como Sexo e Destino, na psicografia de Chico Xavier, e livros de elaboração humana, mas baseados em experiências mediúnicas, como Sexo Depois da Morte, do Dr. Ranieri.

São revelações chocantes, mas necessárias, de um aspecto aterrador do problema mediúnico. Não atestam contra a mediunidade, mas tentam despertar os incautos quanto aos perigos do mediunismo selvagem.

São muitos os casos de sexualidade mórbida, exasperada pelos vampiros. Esta denominação é dada aos Espíritos inferiores que se deixaram arrastar nos delírios da sensualidade e continuam nessa situação após a morte.

A Psiquiatria materialista, impotente diante da enxurrada, incapaz de perceber a ação parasitária dos vampiros, desiste da cura dos desequilíbrios sexuais e cai vergonhosamente na aceitação desses casos como normais, estimulando as vítimas no desgaste de suas energias vitais, em favor do vampirismo.

Não obstante, mesmo ignorando as causas profundas do fenômeno ameaçador, poderia ela contribuir para o socorro a essas criaturas, através de teorias equilibradas sobre desvios sexuais.

Ao invés de dar-lhes a falsa cidadania de normalidade, podiam os psiquiatras da libertinagem recorrer às teorias da dignidade humana, que se não são espirituais, pelo menos defendem os direitos do Espírito. Mas preferem deixar-se envolver, que é mais fácil e mais rendoso, tornando-se os camelôs ilustres da homossexualidade, os protetores e incentivadores pseudocientíficos da depravação.

A existência de certas formas de vampirismo, como a sexual, que viola os princípios morais e religiosos, foi pouco tratada no Espiritismo em virtude do escândalo que provocava, podendo até mesmo causar perturbações a criaturas simples e excessivamente sensíveis.

A maioria dos casos do chamado homossexualismo adquirido, senão todos, provêm de atuação obsessiva de entidades animalescas, entregues a instintos inferiores. Mas a responsabilidade não é só das entidades, é também das vítimas que, de uma forma ou de outra, se deixaram dominar pelos primeiros impulsos obsessivos ou até mesmo provocaram a aproximação das entidades.

A experiência de vários casos dessa natureza revela-nos ainda os motivos da provação, decorrentes de atrocidades praticadas no passado pelas vítimas atuais, que são agora colocadas na mesma condição em que colocaram criaturas inocentes em encarnações anteriores.

A lei de causa e efeito, determinando o karma da terminologia indiana, colhe suas vítimas geralmente no período da adolescência, quando essas ocorrências são mais favorecidas pela crise de transição da idade. Mas também há casos ocorridos na idade madura e na velhice, dependentes, ao que parece, de crises típicas desses períodos.

Nos casos chamados de perversão constitucional a presença de obsessores não está excluída, pois eles são fatalmente atraídos e ligam-se às vítimas excitando-lhes as sensações e agravando-lhes a perturbação.

Em todos esses casos o auxílio de práticas espíritas específicas dá sempre resultados. E se houver boa-vontade da parte das vítimas os casos serão resolvidos, por mais prolongado que se torne o tratamento. Em casos difíceis e complexos como esses, é necessária uma boa dose de compreensão e paciência da parte dos que os tratam e uma estimulação constante das vítimas na busca da normalidade.

Os desvios sexuais têm procedências diversas. Suas raízes genésicas podem vir de profundidades insondáveis. A própria filogênese do sexo, que começa aparentemente no reino mineral, passando pelo vegetal e ao animal, para depois chegar ao homem, apresentando enorme variação de formas, inclusive a autogênese dos vírus e das células e a bissexualidade dos hermafroditas, justifica o aparecimento de desvios sexuais congênitos.

Mais próximos de nós, nas linhas da hereditariedade germinal estão os ritos da virilidade de antigas civilizações, entre as quais a Grécia e Roma arcaicas, onde em várias épocas esses ritos vigoraram de maneira obrigatória, como em Esparta, onde os efebos, adolescentes, deviam receber a virilidade transmitida por homens adultos e viris através da prática homossexual, fornecem elementos possíveis de explicação para o fenômeno.

Transcrito da obra Mediunidade,
de José Herculano Pires,
capítulo O Vampirismo, publicada pela editora Edicel
Fonte: Jornal "A voz do Espírito" - Edição 82 - novembro/dezembro-1996


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