Total de visualizações de página

31 julho 2007

Poema da Gratidão - Amélia Rodrigues

Poema da Gratidão

Senhor Jesus, muito obrigada!
Pelo ar que nos dás,
pelo pão que nos deste,
pela roupa que nos veste,
pela alegria que possuímos,
por tudo de que nos nutrimos
Muito obrigada, pela beleza da paisagem,
pelas aves que voam no céu de anil,
pelas Tuas dádivas mil!

Muito obrigada, Senhor!
Pelos olhos que temos.
Olhos que vêem o céu, que vêem a terra e o mar,
que contemplam toda beleza!
Olhos que iluminam de amor
ante o majestoso festival de cor
da generosa Natureza!

E os que perderam a visão?
Deixa-me rogar por eles
Ao Teu nobre coração!
Eu sei que depois desta vida,
Além da morte,
voltarão a ver com alegria incontida.

Muito obrigada pelos ouvidos meus,
pelos ouvidos que me foram dados por Deus.
Obrigada, Senhor, porque posso escutar
O Teu nome sublime, e, assim, posso amar.
Obrigada pelos ouvidos que registram: a sinfonia da vida,
no trabalho, na dor, na lida.
O gemido e o canto do vento nos galhos do olmeiro,
as lágrimas doridas do mundo inteiro
e a voz longínqua do cancioneiro...
E os que perderam a faculdade de escutar?
Deixa-me por eles rogar.
Sei que em Teu Reino voltarão a sonhar.

Obrigada, Senhor, pela minha voz.
Mas também pela voz que ama,
pela voz que canta,
pela voz que ajuda,
pela voz que socorre,
pela voz que ensina,
pela voz que ilumina.

E pela voz que fala de amor,
obrigada, Senhor!
Recordo-me, sofrendo, daqueles
que perderam o dom de falar
E o Teu nome não podem pronunciar!.
Os que vivem atormentados na afasia
e não podem cantar nem à noite, nem ao dia...
Eu suplico por eles
sabendo, porém, que mais tarde,
No Teu Reino voltarão a falar.

Obrigada, Senhor, por estas mãos, que são minhas
alavancas da ação, do progresso, da redenção.
Agradeço pelas mãos que acenam adeuses,
pelas mãos que fazem ternura,
e que socorrem na amargura;
pelas mãos que acarinham,
pelas mãos que elaboram as leis
pelas mãos que cicatrizam feridas
retificando as carnes sofridas
balsamizando as dores de muitas vidas!
Pelas mãos que trabalham o solo,
que amparam o sofrimento e estacam lágrimas,
pelas mãos que ajudam os que sofrem, os que padecem.
Pelas mãos que brilham nestes traços,
como estrelas sublimes fulgindo em meus braços!

...E pelos pés que me levam a marchar,
ereta, firme a caminhar;
pés da renúncia que seguem
humildes e nobres sem reclamar.
E os que estão amputados, os aleijados,
os feridos e os deformados,
os que estão retidos na expiação
por ilusões doutra encarnação,
eu rogo por eles e posso afirmar
que no Teu Reino, após a lida
dolorosa da vida,
hão de poder bailar
e em transportes sublimes outros braços afagar.
Sei que a Ti tudo é possível
Mesmo o que ao mundo parece impossível!

Obrigada, Senhor, pelo meu lar,
o recanto de paz ou escola de amor,
a mansão de glória.
Obrigada, Senhor, pelo amor que eu tenho
e pelo lar que é meu...
Mas, se eu sequer
nem o lar tiver
ou teto amigo para me aconchegar
nem outro abrigo para me confortar,
se eu não possuir nada,
senão as estradas e as estrelas do céu,
como leito de repouso e o suave lençol,
e ao meu lado ninguém existir, vivendo e chorando sozinha, ao léu.
Sem alguém para me consolar
Direi, cantarei, ainda:
Obrigada, Senhor,
porque Te amo e sei que me amas,
porque me deste a vida
jovial, alegre, por Teu amor favorecida...

Obrigada, Senhor, porque nasci,
Obrigada, porque creio em Ti.
E porque me socorres com amor,
Hoje e sempre,
Obrigada, Senhor!

Ditado pelo espírito de Amélia Rodrigues
Psicografia de Divaldo Pereira Franco,
em Buenos Aires, Argentina, 21/11/62
Extraído do livro: "Sol de Esperança"

30 julho 2007

Ódio e Rancor - Cirilo Ribeiro

ÓDIO e RANCOR

Quantos anos são jogados fora nas vidas de muitos daqueles que se colocam com ódio de seu irmão por motivos fúteis, por brigas e mesquinharias de ordem material.

Ódio, por vezes incontrolável, que leva o ser rancoroso a cometer erros ainda maiores no campo das vibrações negativas que são geradas para si mesmo, num ato de ação e reação.

Quanto mais esse ser cultiva rancores e mágoas, mais investe em transtornos para sua vida, e por vezes os carrega por anos ou séculos.

Muitas vezes terá de passar por um resgate muito dolorido e penoso para poder reparar e se redimir do mal que fez ao próximo.

Quantas discórdias poderiam ser relevadas, num ato de interioridade de oração ou meditação...

Conseguiríamos, desse modo, não só nos livrarmos de pequenos problemas, como também de tragédias, discórdias, desavenças e até mesmo de doenças, porque, na maioria das vezes, geramos a própria doença através de pensamentos ou por sintonias vibratórias que acabam se voltando contra nós mesmos.

Doenças que começam com pequenas seqüelas e se tornam grandes no decorrer dos anos.

Por tudo isso, não jogueis fora as vossas oportunidades de “ deixar pra lá “, de esquecimento, até conseguirdes deixar adentrar o perdão em vosso coração.

Começai a vigiar vossos atos e ações no dia-a-dia e aprendei a olhar as pessoas com olhos de compreensão, pois muitos não têm entendimento ou oportunidade de aprender as lições que Jesus Nosso Mestre nos deixou.

Procurai viver feliz; afastai-vos de pensamentos e pessoas que possam vos causar danos que levarão muito tempo para serem resgatados.

O amor incondicional é uma arma enorme contra o mal.

O silêncio é uma grande prece quando empregado na hora certa.

Orientai-vos sempre através dos ensinamentos de Nosso Deus e segui sempre as lições que Jesus nos deixou.

Ditado por Cirilo Ribeiro
Livro: Mensagem de um Amigo - Espíritos Diversos
Psicografia de Valter Carmona

29 julho 2007

Colocar em Prática - Ingrid Renoud Fairid

COLOCAR EM PRÁTICA

Na Seara de Jesus, tudo é explicado de maneira clara e transparente. Todas as explicações do Senhor devem ser entendidas claramente para que o ser humano se favoreça desse aprendizado.

Tudo que se aprende na vida encarnada ou desencarnada fica dentro de ti. Feliz daquele que aprende os ensinamentos e se esforça para colocá-los em prática, pois está exercitando a sua elevação moral e espiritual.

Sempre estuda e aperfeiçoa tuas funções intelectuais, aprendendo com muita fé e dedicação.

Os grandes mestres e pensadores de longas datas, em suas comunicações, colocaram o aperfeiçoamento moral e intelectual em elevado grau de importância, bem como mostraram a importância de seus conhecimentos e de suas descobertas para o enriquecimento e a evolução da espécie humana.

Quando juntos discutiam suas idéias, descobertas, fórmulas de problemas, opiniões ou teses, estavam ali solucionando muitos e muitos problemas, e no decorrer dos anos ou dos séculos essas experiências se colocariam em prática.

Pois bem, o Espiritismo assim é: tudo que é descoberto e aprendido deve ser colocado em prática e ser passado para a frente, para que encontres o aperfeiçoamento em tua jornada evolutiva.

Ama; pratica a caridade e a bondade; deixa mágoas e decepções enterradas no esquecimento, que com o tempo elas serão perdoadas pela tua própria evolução.

Amar é estares presente quando precisam de ti.
Amar é compreenderes o que está dentro de ti.
Amar é florescer tua bondade e retribuir em felicidade.
Amar é sentir-te útil ao próximo e ampará-lo nas dificuldades.
Amar é ter dentro de ti a semente da compreensão.
Amar é te elevar aos pés de Deus, pedindo para o teu inimigo a orientação e o perdão.
Amar é poder te erguer, olhar nos olhos do teu inimigo e dizer: eu te perdôo, em nome de Jesus.
Ama teu próximo para que Deus possa te ofertar, da mesma maneira, o perdão pelos teus erros passados.

Ditado por Ingrid Renoud Fairid
Livro: Mensagem de Um Amigo - Espíritos Diversos

Psicografia: Valter Carmona

28 julho 2007

O Poder do Amor - Joanna de Ângelis

O Poder do Amor

Acredita no amor e vive-o plenamente.

Qualquer expressão de afetividade propicia renovação de entusiasmo, de qualidade de vida, de metas felizes em relação ao futuro.

O amor não é somente um meio, porém o fim essencial da vida.

Emanado pelo sentimento que se aprimora, o amor expressa-se, a princípio, asselvajado, instintivo, na área da sensação, e depura-se lentamente, agigantando-se no campo da emoção.

Quando fruído, estimula o organismo e oferece-lhe reações imunológicas, que proporcionam resistência às células para enfrentar os invasores perniciosos, que são com batidos pelos glóbulos brancos vigilantes.

A força do amor levanta as energias alquebradas, e torna-se essencial para a preservação da vida.

Quando diminui, cedendo lugar aos mecanismos de reação pelo ciúme, pelo ressentimento, pelo ódio, favorece a degeneração da energia vital, preservadora do equilíbrio fisiopsíquico, ensejando a instalação de enfermidades variadas, que trabalham pela consumpção dos equipamentos orgânicos...

Situação alguma, por mais constrangedora, ou desafio, por maior que se apresente, nas suas expressões agressivas, merecem que te niveles à violência, abandonando o recurso valioso do amor.

Competir com os não-amáveis é tornar-se pior do que eles, que lamentavelmente ainda não despertaram para a realidade superior da vida.

Amá-los é a alternativa única à tua disposição, que deves utilizar, de forma a não te impregnares das energias deletérias que eles exalam.

Envolvê-los em ondas de afetividade é ato de sabedoria e recurso terapêutico valioso, que lhes modificará a conduta, senão de imediato, com certeza oportunamente.

O amor solucionará todos os teus problemas. Não impedirá, porém, que os tenhas, que sejas agredido, que experimentes incompreensão, mas te facultará permanecer em paz contigo mesmo.

É possível que não lhe vejas a florescência, naquele a quem o ofertas, no entanto, a sociedade do amanhã vê-lo-á enfrutecer e beneficiar as criaturas que virão depois de ti. E isto, sim, é o que importa.

Quando tudo pareça conspirar contra os teus sentimentos de amor, e a desordem aumentar, o crime triunfar, a loucura aturdir as pessoas em volta, ainda aí não duvides do seu poder. Ama com mais vigor e tranqüilidade, porque esta é a tua missão na Terra - mar sempre.

Crucificado, sob superlativa humilhação, Jesus prosseguiu amando e em paz, iniciando uma Era Nova para a Humanidade, que agora lhe tributa razão e amor.

Psicografia de Divaldo Pereira
Da obra: Momentos Enriquecedores.
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.
Salvador, BA: LEAL, 1994.

27 julho 2007

Solidão - Momento Espírita

SOLIDÃO

Há dias em que sentimos com mais intensidade o fardo da solidão.

À medida que nos elevamos, monte acima, no desempenho do próprio dever, experimentamos a solidão dos cimos e profunda tristeza nos dilacera a alma sensível.

Onde se encontram os que sorriam conosco no parque primaveril da primeira mocidade?

Onde pousam os corações que nos buscavam o aconchego nas horas de fantasia?

Onde se acolhem quantos nos partilhavam o pão e o sonho, nas aventuras felizes do início?

Por certo, ficaram...

Ficaram no vale, voejando em círculo estreito, à maneira das borboletas douradas, que se esfacelam ao primeiro contacto da menor chama de luz que se lhes descortine à frente.

Em torno de nós, a claridade, mas também o silêncio...

Dentro de nós, a felicidade de saber, mas igualmente a dor de não sermos compreendidos...

Nossa voz grita sem eco e o nosso anseio se alonga em vão.

Entretanto, se realmente subimos, que ouvidos nos poderiam escutar a grande distância e que coração faminto de calor do vale se abalançaria a entender, de pronto, os nossos ideais de altura?

Choramos, indagamos e sofremos...

Contudo, que espécie de renascimento não será doloroso?

A ave, para libertar-se, destrói o berço da casca em que se formou, e a semente, para produzir, sofre a dilaceração na cova desconhecida.

A solidão com o serviço aos semelhantes gera a grandeza.

A rocha que sustenta a planície costuma viver isolada e o sol que alimenta o Mundo inteiro brilha sozinho.

Não nos cansemos de aprender a ciência da elevação.

Lembremo-nos do Senhor Jesus, que escalou o Calvário, de cruz aos ombros feridos. Ninguém o seguiu na morte afrontosa, à exceção de dois malfeitores, constrangidos à punição, em obediência à justiça.

Não relacionemos os bens que porventura já houvermos espalhado.

Confiemos no infinito bem que nos aguarda.

Não esperemos pelos outros, na marcha de sacrifício e engrandecimento. E não nos esqueçamos de que, pelo ministério da redenção que exerceu para todas as criaturas, o Divino Amigo da Humanidade não somente viveu, lutou e sofreu sozinho, mas também foi perseguido e crucificado.

O sacrifício na cruz é a mais bela lição de resignação que o Mestre nos legou.

Sem nenhuma imposição conclamou-nos: “Quem quiser vir após Mim, tome a sua cruz, negue-se a si mesmo e siga-Me.”

O que equivale a dizer que tomemos a cruz dos nossos sofrimentos com abnegação, e escalemos a montanha da ascensão espiritual, confiantes Naquele que nos fez o convite.

E embora com os pés sangrando, ao chegarmos no topo do monte, depararemos com a planície florida e a estrada iluminada que nos conduzirá ao Mestre.

Recordemo-Lo portanto, e sigamo-Lo...

* * *

Se não temos conosco as marcas do testemunho pela responsabilidade, pelo trabalho, pelo sacrifício ou pelo aprimoramento íntimo, é possível que amemos profundamente a Jesus, mas é quase certo que ainda não nos colocamos, junto Dele, na jornada redentora.

Sbençoemos, pois, a nossa cruz e sigamo-Lo, sem temor, buscando a vitória do amor e a felicidade eterna.

Redação do Momento Espírita com base nos caps. 70 e 140 do livro Fonte Viva
Pelo Espírito Emmanuel
Psicografado por Francisco Cândido Xavier, ed. Feb
Site: www.momento.com.br

26 julho 2007

Casamento e Família - Benedita Fernandes

Casamento e Família

Diante das contestações que se avolumam, na atualidade, pregando a reforma dos hábitos e costumes, surgem os demolidores de mitos e de Instituições, assinalando a necessidade de uma nova ordem que parece assentar as suas bases na anarquia.

A onda cresce e o tresvario domina, avassalador, ameaçando os mais nobres patrimônios da cultura, da ética e da civilização, conquistados sob ônus pesados, no largo processo histórico da evolução do homem.

Os aficionados de revolução destruidora afirmam que os valores ora considerados, são falsos, quando não falidos, e que os mesmos vêm comprimindo o indivíduo, a sociedade e as massas, que permanecem jungidos ao servilismo e à hipocrisia, gerando fenômenos alucinatórios e mantendo, na miséria de vários matizes, grande parte da humanidade.

Entre as Instituições que, para eles, se apresentam ultrapassadas, destacam o matrimônio e a família, propondo a promiscuidade sexual, que disfarçam com o nome de "amor livre", e a independência do jovem, imaturo e inconseqüente, sob a justificativa de liberdade pessoal, que não pode nem deve ser asfixiada sob os impositivos da ordem, da disciplina, da educação...

Excedendo-se, na arbitrariedade das propostas ideológicas ainda não confirmadas pela experiência social nem pela convivência na comunidade, afirmam que a criança e o jovem não são dependentes quanto parecem, podendo defender-se e realizar-se, sem a necessidade da estrutura familiar, o que libera os pais negligentes de manterem os vínculos conjugais, separando-se tão logo enfrentam insatisfações e desajustes, sem que se preocupem com a prole.

Não é necessário que analisemos os problemas existenciais destes dias, nem que façamos uma avaliação dos comportamentos alienados, que parecem resultar da insatisfação, da rebeldia e do desequilíbrio, que grassam em larga escala.

A monogamia é conquista de alto valor moral da criatura humana, que se dignifica pelo amor e respeito ao ser elegido, com ele compartindo alegrias e dificuldades, bem-estar e sofrimentos, dando margem às expressões da afeição profunda, que se manifesta sem a dependência dos condimentos sexuais, nem dos impulsos mais primários da posse, do desejo insano.

Utilizando-se da razão, o homem compreende que a vida biológica é uma experiência muito rápida, que ainda não alcançou biótipos de perfeição, graças ao que, é frágil, susceptível de dores, enfermidades, limitações, sendo, os estágios da infância como o da juventude, preparatórios para os períodos do adulto e da velhice.

Assim, o desgaste e o abuso de agora tornam-se carência e infortúnio mais tarde, na maquinaria que deve ser preservada e conduzida com morigeração.

Aprofundando o conceito sobre a vida, se lhe constata a anterioridade ao berço e a continuidade após o túmulo, numa realidade de interação espiritual com objetivos definidos e inamovíveis, que são os mecanismos inalienáveis do progresso, em cujo contexto tudo se encontra sob impositivos divinos expressos nas leis universais.

Desse modo, baratear, pela vulgaridade, a vida e atirá-la a situações vexatórias, destrutivas, constitui crime, mesmo quando não catalogado pelas leis da justiça, exaradas nos transitórios códigos humanos.

O matrimônio é uma experiência emocional que propicia comunhão afetiva, da qual resulta a prole sob a responsabilidade dos cônjuges, que se nutrem de estímulos vitais, intercambiando hormônios preservadores do bem estar físico e psicológico. Não é, nem poderia ser, uma incursão ao país da felicidade, feita de sonhos e de ilusões.

Representa um tentame, na área da educação do sexo, exercitando a fraternidade e o entendimento, que capacitam as criaturas para mais largas incursões na área do relacionamento social. Ao mesmo tempo, a família constitui a célula experimental, na qual se forjam valores elevados e se preparam os indivíduos para uma convivência salutar no organismo universal, onde todos nos encontramos fixados.

A única falência, no momento, é a do homem, que se perturba, e, insubmisso, deseja subverter a ordem estabelecida, a seu talante, em vãs tentativas de mudar a linha do equilíbrio, dando margem às alienações em que mergulha.

Certamente, muitos fatores sociológicos, psicológicos, religiosos e econômicos contribuíram para este fenômeno. Não obstante, são injustificáveis os comportamentos que investem contra as Instituições objetivando demoli-las, ao invés de auxiliar de forma edificante em favor da renovação do que pode ser recuperado, bem como da transformação daquilo que se encontre ultrapassado.

O processo da evolução é inevitável. Todavia, a agressão, pela violência, contra as conquistas que devem ser alteradas, gera danos mais graves do que aqueles que se buscam corrigir. O lar, estruturado no amor e no respeito aos direitos dos seus membros, á a mola propulsionadora do progresso geral e da felicidade de cada um, como de todos em conjunto.

Para esse desiderato, são fixados compromissos de união antes do berço, estabelecendo-se diretrizes para a família, cujos membros se voltam a reunir com finalidades específicas de recuperação espiritual e de crescimento intelecto-moral, no rumo da perfeição relativa que todos alcançarão.

Esta é a finalidade primeira da reencarnação.

A precipitação e desgoverno das emoções respondem pela ruptura da responsabilidade assumida, levando muitos indivíduos ao naufrágio conjugal e á falência familiar por exclusiva responsabilidade deles mesmos.

Enquanto houver o sentimento de amor no coração do homem --- e ele sempre existirá, por ser manifestação de Deus ínsita na vida --- o matrimônio permanecerá, e a família continuará sendo a célula fundamental da sociedade.

Envidar esforços para a preservação dos valores morais, estabelecidos pela necessidade do progresso espiritual, é dever de todos que, unidos, contribuirão para uma vida melhor e uma humanidade mais feliz, na qual o bem será a resposta primeira de todas as aspirações.

Psicografia de Divaldo Pereira Franco
Da obra: Antologia Espiritual.
Ditado pelo Espírito Benedita Fernandes.

25 julho 2007

Porvir Inexorável - Joanna de Ângelis

Porvir Inexorável

O indivíduo senciente deve manter como objetivo primacial da existência física a conquista dos valores eternos. Não obstante a consideração pelas conquistas contemporâneas, torna-se-lhe indispensável a compreensão da transitoriedade desses recursos e realizações.

O acúmulo de riquezas materiais proporciona-lhe conforto, não porém, felicidade. Esta é decorrência natural do auto-encontro responsável, graças ao qual se entrega à conquista de diferentes bens, por enquanto, desdenhados.

Somente através da reencarnação, compreendida e aplicada à vivência lúcida, é que poderá considerar o vazio da existência corporal, período este para a aprendizagem iluminativa e libertadora.

Assim considerada, a existência material deixa de ser uma sucessão de sofrimentos e incertezas para proporcionar os investimentos duradouros, que se transferem de uma para outra forma, no corpo ou além dele, porquanto, em qualquer circunstância, ninguém e apresentará fora da Vida.

A vida física se caracteriza pela busca do prazer, no entanto, este sempre se expressa acompanhado do sofrimento. Isto, porque, o próprio prazer gera o medo da sua descontinuidade, o que se transforma em aflição.

A manutenção do prazer estimula o egoísmo, a ambição, a arbitrariedade e seus sequazes criminosos.

Cultivando com acendrado interesse a ignorância, o homem distrai-se no relacionamento com amigos; armazena jóias e dinheiro, víveres e trajes; multiplica habitações e veículos, embora o seu corpo somente os possa usar um a um. Demais, advindo a morte, que é inevitável, vê-se constrangido a deixar tudo, levando apenas a si mesmo e com ele os atos impressos nos painéis da consciência.

Ninguém te condena por seres previdente; porém, a tua consciência te reprocha a ganância.

Pessoa alguma te fiscaliza a conduta gozadora; mas, a tua consciência te diz que isto não te basta.

Deus não te proíbe fruir dos bens, nem da vida; todavia, tua consciência, apesar de anestesiada, vez que outra desperta, assinalando a tua ilusão...

Descoberta a causa do sofrimento do senciente, que é a ignorância, o seu antídoto é, de logo, a sabedoria.

Clareia-te, assim, com as luzes da reencarnação e saberás conduzir a vida sem apego, sem desconsideração, descobrindo-lhe o vazio do mediato e aplicando parte do teu tempo na preparação do teu porvir eterno, que te espreita, e para o qual marchas inexoravelmente, quer o queiras ou não.

Psicografia de Divaldo Pereira Franco
Da obra: Momentos de Felicidade
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis
Salvador, BA: LEAL, 1990.

24 julho 2007

Além dos Outros - Emmanuel

Além Dos Outros

Trabalhar no horário comum irrepreensivelmente, cuidar dos deveres domésticos, satisfazer exigências legais e exercitar a correção de proceder, fazendo o bastante na esfera das obrigações inadiáveis, são tarefas peculiares na senda diária. JESUS, contudo, espera algo mais...

Correspondes aos trabalho diuturno, criando coragem, alegria e estímulo, em derredor de ti?

Sabes improvisar o bem, onde outras pessoas se mostraram infrutíferas?

Aproveitas, com êxito, o material que outrem desprezou por imprestável?

Aguardas, com paciência, onde outros desesperaram?

Conservas o Espírito de serviço, onde o descrente congelou o Espírito de ação?

Partilhas as alegrias, sem inveja e sem ciúme, e participas dos sofrimentos, sem falsa superioridade e sem alarde?

Que dás de ti mesmo no ministério da caridade?

Garantir o continuísmo da espécie, revelar utilidade e adaptar-se aos movimentos da vida são características dos próprios irracionais. O homem vulgar, de muitos milênios para cá, vem comendo e bebendo, dormindo e agindo sem diferenças fundamentais, na ordem coletiva.

De vinte séculos a esta parte, todavia, abençoada luz resplandece na terra com os ensinamentos do Cristo, convidando-nos a escalar os cimos da espiritualidade superior. Nem todos a percebem, ainda...

Mas, para quantos se felicitam em suas bênçãos extraordinárias, surge o desafio do mestre, indagando sobre o que de extraordinário estamos fazendo.

Psicografia: Francisco Cândido Xavier
Ditado pelo Espírito: Emmanuel

Livro: "Fonte Viva"

23 julho 2007

Algemas - Emmanuel

Algemas

Indiscutivelmente, em todas as paisagens da Terra, observamos fardos e prisões que atormentam a vida...

Algemas de ódio, cristalizando a treva em torno das almas...

Algemas de egoísmo, enregelando corações...

Algemas de vingança, estabelecendo perturbação e discórdia...

Algemas de azedume, provocando amargura e enfermidade...

Algemas da ignorância, gerando chagas de penúria...

Na vida social, permanece a criatura encadeada a deveres que lhe martirizam a existência, tanto quanto no lar, antigos companheiros que ontem se acumpliciavam na crueldade, hoje se prendem uns aos outros em tremendos conflitos expiatórios...

Cada espírito renasce no berço com as algemas que forjou para si mesmo no passado próximo ou remoto, a fim de realizar a caminhada regeneradora através de lutas e problemas edificantes até o túmulo, para que o túmulo seja preciosa emancipação.

Recorda o Cristo, o grande libertador, e apresenta-lhe, cada dia, com o suor do próprio trabalho, os grilhões que porventura te releguem à inibição.

E, seguindo-lhe os passos na senda de amor que serve e perdoa sempre, compreenderás que, se a Terra em muitos casos ainda é a penitenciária do sofrimento, podes romper os cárceres que te guardam na sombra, deles fazendo a escola do reajuste e a escada da ascensão desde hoje.

Espírito: Emmanuel
Médium: Francisco Cândido Xavier
Livro: Instrumentos do Tempo

22 julho 2007

Anjos Desconhecidos - Emmanuel

Anjos Desconhecidos

Há guardiães espirituais que te apoiam a existência no plano físico e há tutores da alma que te protegem a vida na Terra mesmo.

Frequentemente, centralizas a atenção nos poderosos do dia, sem ver os companheiros anônimos que te ajudam na garantia do pão.

Admiras os artistas renomados que dominam nos cartazes da imprensa e esqueces facilmente os braços humildes que te auxiliam a plasmar, no santuário da própria alma, as obras primas da esperança e da paciência.

Aplaudes os heróis e tribunos que se agigantam nas praças, todavia, não te recordas daqueles que te sustentaram a infância, de modo a desfrutares as oportunidades que hoje te felicitam.

Ouves, em êxtase, a biografia de vultos famosos e quase nunca te dispões a conhecer a grandeza silenciosa de muitos daqueles que te rodeiam, na intimidade doméstica, invariavelmente dispostos a te estenderem generosidade e carinho.

Homenageia, sim, os que te acenam dos pedestais que conquistaram, merecidamente, à custa de inteligência e trabalho; contudo, reverencia também aqueles que talvez nada te falem e que muito fizeram e ainda fazem por ti, muitas vezes ao preço de sacrifícios pungentes.

São eles pais e mães que te guardaram o berço, professores que te clarearam o entendimento, amigos que te guiaram a fé e irmãos que te ensinaram a confiar e servir...

Vários deles jazem agora, na retaguarda, acabrunhados e encanecidos, experimentando agoniada carência de afeto ou sentindo o frio do entardecer; alguns prosseguem obscuros e devotados, no amparo às gerações que retomam a lide terrestre, enquanto outros muitos, embora enrugados e padecentes, quais cirineus do caminho, carregam as cruzes dos semelhantes.

Pensa nesses anjos desconhecidos que se ocultam na armadura da carne, e, de quando em quando, unge-lhes o coração de reconhecimento e alegria. Para isso, não desejam transfigurar-se em fardos nos teus ombros.

Quase sempre, esperam de ti, simplesmente, leve migalha das sobras que atiras pela janela ou uma frase de estímulo, uma prece ou uma flor.

Espírito: Emmanuel
Médium: Francisco Cândido Xavier
Livro: Caminho Espírita

21 julho 2007

Através da Reencarnação - Emmanuel

Através da Reencarnação

Fora melhor que não existissem na Terra pedintes e mendigos, na expectativa do agasalho e do pão.

Se é justo deplorar o atraso moral do Planeta que ainda acalenta privação e necessidade, examinemos a nós mesmos, quando nos inclinamos para a ambição desvairada, e verificaremos que a penúria, através da reencarnação, é o ensinamento que nos corrige os excessos.

Fora melhor não víssemos mutilados e enfermos, suplicando alívio e remédio.

Se é compreensível lastimar as condições da estância física, que ainda expões semelhantes quadros de sofrimento, observemos o pesado lastro de animalidade que conservamos no próprio ser e reconheceremos que, sem as doenças do corpo, através da reencarnação, seria quase impossível aprimorar as faculdades da alma.

Fora melhor não enxergássemos crianças infelizes, suscitando angústia no lar ou piedade na via pública.

Se é natural comover-nos, diante de problemas assim dolorosos, meditemos nos ódios e aversões, conflitos e contendas, que tantas vezes carregamos para além do sepulcro, transformando-nos, depois da morte, em espíritos vingativos e obsessores.

E agradeceremos às Leis Divinas que nos fazem abatidos e pequeninos, através da reencarnação, entregando-nos ao amparo e ao arbítrio daqueles mesmos irmãos a quem ferimos noutras épocas, a fim de que nós, carecentes de tudo na infância, até mesmo da comiseração maternal que nos limpe e conserve o organismo indefeso, venhamos, por fim, a aprender que a Eterna Sabedoria nos ergueu para o amor imperecível na Vida Triunfante.

Terra bendita!

Terra que tanta vez malsinamos nos dias de infortúnio ou nos momentos de ignorância, nós te agradecemos as dores e as aflições que nos ofereces, por espólio de nossos próprios erros, e rogamos a Deus nos fortaleça os propósitos de reajuste e aperfeiçoamento, para que, um dia, possamos retribuir-te, de algum modo, os benefícios que nos tens prodigalizado, por milênios de milênios, através da reencarnação!...

Livro: Instrumentos do Tempo
Médium: Francisco Cândido Xavier
Espírito: Emmanuel

20 julho 2007

Não Julges Teu Irmão - André Luiz

Não Julges Teu Irmão

Amigo,

- Examina o trabalho que desempenhas.

- Analisa a própria conduta.

- Observa os atos que te definem.

- Vigia as palavras que proferes.

- Aprimora os pensamentos que emites.

- Pondera as responsabilidades que recebeste.

- Aperfeiçoa os próprios sentimentos.

- Relaciona as faltas em que, porventura, incorreste.

- Arrola os pontos fracos da própria personalidade.

- Inventaria os débitos em que te inseriste.

- Sê o investigador de ti mesmo, o defensor do próprio coração, o guarda de tua mente.

Mas, se não deténs contigo a função do juiz, chamado à cura das chagas sociais, não julgues o irmão do caminho, porque não existem dois problemas, absolutamente iguais, e cada espírito possui um campo de manifestações particulares.

Cada criatura tem o seu drama, a sua aflição, a sua dificuldade e a sua dor...

Antes de julgar, busca entender o próximo e compadece-te, para que a tua palavra seja uma luz de fraternidade no incentivo do bem.

E, acima de tudo, lembra-te de que amanhã, outros olhos pousarão sobre ti, assim como agora a tua visão se demora sobre os outros.

Então, serás julgado pelos teus julgamentos e medido, segundo as medidas que aplicas aos que te seguem.

Ditado por André Luiz
Do livro: "Comandos do Amor
Psicografia de F.C.Xavier

19 julho 2007

Quando - Prof. Rubens Costa Romanelli

Quando
Filho meu!

QUANDO, nas horas de íntimo desgosto, o desalento te invadir a alma e as lágrimas te aflorarem aos olhos, busca-me: eu sou aquele que sabe sufocar-te o pranto e estancar-te as lágrimas;

QUANDO te julgares incompreendido dos que te circundam e vires que, em torno, a indiferença recrudesce, acerca-te de mim: eu sou a LUZ, sob cujos raios se aclaram a pureza de tuas intenções e a nobreza de teus sentimentos;

QUANDO se te extinguir o ânimo para arrostares as vicissitudes da vida e te achares na iminência de desfalecer, chama-me: eu sou a FORÇA capaz de remover-te as pedras dos caminhos e sobrepor-te às adversidades do mundo;

QUANDO, inclementes, te açoitarem os vendavais da sorte e já não souberes onde reclinar a cabeça, corre para junto de mim: eu sou o REFÚGIO, em cujo seio encontrarás guarida para o teu corpo e tranqüilidade para o teu espírito;

QUANDO te faltar a calma, nos momentos de maior aflição, e te considerares incapaz de conservar a serenidade de espírito, invoca-me: eu sou a PACIÊNCIA, que te faz vencer os transes mais dolorosos e triunfar das situações mais difíceis;

QUANDO te debateres nos paroxismos da dor e tiveres a alma ulcerada pelos abrolhos dos caminhos, grita por mim: eu sou o BÁLSAMO que te cicatriza as chagas e te minora os padecimentos;

QUANDO o mundo te iludir com suas promessas falazes e perceberes que já ninguém pode inspirar-te confiança, vem a mim: eu sou a SINCERIDADE, que sabe corresponder à franqueza de tuas atitudes e à nobreza de teus ideais;

QUANDO a tristeza e a melancolia te povoarem o coração e tudo te causar aborrecimento, clama por mim: eu sou a ALEGRIA, que te insufla um alento novo e te faz conhecer os encantos de teu mundo interior;

QUANDO, um a um, te fenecerem os ideais mais belos e te sentires no auge do desespero, apela para mim: eu sou a ESPERANÇA, que te robustece a fé e te acalenta os sonhos;

QUANDO a impiedade recusar-se a relevar-te as faltas e experimentares a dureza do coração humano, procura-me: eu sou o PERDÃO, que te levanta o ânimo e promove a reabilitação de teu espírito;

QUANDO duvidares de tudo, até de tuas próprias convicções, e o ceticismo te avassalar a alma, recorre a mim: eu sou a CRENÇA, que te inunda de luz o entendimento e te habilita para a conquista da Felicidade;

QUANDO já não provares a sublimidade de uma afeição terna e sincera e te desiludires do sentimento de teu semelhante, aproxima-te de mim: eu sou a RENÚNCIA, que te ensina a olvidar a ingratidão dos homens e a esquecer a incompreensão do mundo;

E QUANDO, enfim, quiseres saber quem sou, pergunta ao riacho que murmura e ao pássaro que canta, à flor que desabrocha e à estrela que cintila, ao moço que espera e ao velho que recorda. Eu sou a dinâmica da vida, e a harmonia da Natureza: chamo-me AMOR, o remédio para todos os males que te atormentam o espírito.

Estende-me, pois, a tua mão, ó alma filha de minha alma, que eu te conduzirei, numa seqüência de êxtases e deslumbramentos, às serenas mansões do Infinito, sob a luz brilhante da Eternidade.

Prof. Rubens Costa Romanelli
Livro: O Primado do Espírito" capítulo 2, páginas 16-18, 3º edição ampliada 1965
Editora Síntese Ltda., Divinópolis - M.G., Brasil

18 julho 2007

Sexo Transviado - Emmanuel

Sexo Transviado
Tema - Conduta espírita ante o sexo transviado

Ouvirás referências descaridosas, em torno do sexo transviado; no entanto, guardarás invariável respeito para com os acusados, sejam eles quais forem.

Muito fácil traçar caminhos no mapa. Sempre difícil trilhá-los, debaixo da tempestade, às vezes sangrando as mãos para sanar dificuldades imprevistas.

É preciso saber penetrar fundo nas necessidades do espírito, para enxergá-las com segurança.

Aplica a bondade e a compreensão, toda vez que alguém se levante contra alguém, porque, em matéria de sexo, com raras exceções, todos trazemos heranças dolorosas de existências passadas, dívidas a resgatar e problemas a resolver.

Muitos daqueles que apontam, desdenhosamente, os irmãos caídos em desequilíbrio emotivo, imaginando-se hoje anichados na virtude, são apenas devedores em moratória, que enfrentarão, amanhã, aflitivas tentações e provações, quando soar o momento de reencontrarem os seus credores de outras eras.

Não condenarás.

Enunciando tais conceitos, não aceitamos os desvarios afetivos como sendo ocorrências naturais. Propomo-nos defini-los por doenças da alma, junto das quais a piedade é trazida para silenciar apreciações rigoristas.

Nas quedas de sentimento, há que considerar não somente a fraqueza, necessitada de compaixão, mas também, e muito comumente, o processo obsessivo que reclama socorro ao invés de censura.

Não podemos medir a nossa capacidade de resistência, no lugar do companheiro em crise, e, por isso, é aconselhável caminhar com a misericórdia em quaisquer situações, para que a misericórdia não nos abandone quando a vida nos chame ao testemunho de segurança moral.

Se alguém caiu em desvalimento ou desceu à loucura, em assunto do coração, misericórdia para ele! Em todas as questões do sexo transviado, usa a misericórdia por base de qualquer recuperação. E, quando a severidade nos intime a gritar menosprezo, acalentar maledicência, estender escárnio ou receitar punições, recordemos Jesus. Aquele de nós que jamais tenha errado, em nome do amor, seja em pensamento ou palavra, atitude ou ação, atire a primeira pedra.

Ditado por Emmanuel
Psicografia de Francisco Cândido Xavier
Livro: "ENCONTRO MARCADO"

17 julho 2007

Família Espiritual - Momento Espírita

FAMÍLIA ESPIRITUAL

É comum se escutar, em especial por parte dos adolescentes e jovens, queixas a respeito de sua família.

Afinal, a família do amigo, do vizinho é sempre melhor. A mãe do amigo é compreensiva, o pai ouve o filho.

Alguns chegam a dizer que se sentem estranhos no seu lar, que prezariam imensamente serem filhos desta ou daquela família.

E levam tão a sério suas afirmativas, que não é raro se encontrar meninos e meninas a passar dias e dias em casa de amigos. Porque é lá, naquele ambiente, que se sentem muito bem.

Por que isso acontece? Primeiro, temos que considerar que os pais, como responsáveis pela educação dos seus rebentos, de contínuo estão a chamar a sua atenção para os seus deveres, suas obrigações.

É a escola, o dever de casa, as pequenas tarefas do lar, a limpeza do quarto.

Tais questões habitualmente fazem que o jovem se sinta pressionado em seu lar, enquanto no do amigo, nada lhe é exigido, desde que ele é visita.

E visita merece tratamento especial, mesmo porque a sua educação não é dever dos seus anfitriões.

Outro detalhe a se considerar é que alguns de nós, verdadeiramente nascemos em famílias não muito simpáticas a nós.

Tal ocorre como parte do nosso aprendizado, dentro da lei de causa e efeito, pois que, provavelmente em anteriores experiências na carne, descuramos dos afetos familiares, menosprezamos o seu convívio.

Retornamos assim, para viver entre seres indiferentes ou até antipáticos.

Mas, se imaginam que, em tais circunstâncias, deve-se desconsiderar a família atual, enganam-se.

Para nossa própria edificação, é importante que essa família, hoje somente unida pelos laços corporais, se transforme em uma família verdadeira, unida pelos laços do afeto.

Cabe-nos, portanto, trabalhar para isto. Quando a situação parecer meio difícil, dentro do lar, recorrer à oração.

Se a conversa se encaminha para uma discussão, sair um pouco, esfriar a cabeça e retornar depois para um diálogo ameno.

Se um ou outro membro da família nos é antipático, meditemos que não é o acaso que nos reúne, que motivos muito graves nos levaram a estar juntos no hoje e comecemos a olhá-lo, buscando descobrir suas virtudes.

Se, ao sairmos desta vida, pudermos levar como trunfo em nossa bagagem espiritual, o termos conquistado um ou mais membros da nossa família, com certeza teremos realizado algo muito proveitoso para nossa vida, como Espíritos eternos.

Porque conquistar um Espírito indiferente ou antipático, transformando-o em amigo é algo que jamais se perderá.

Pensamento

A fraternidade é sol para as almas e um roteiro para a vida.

Ela começa sempre no lugar onde estamos, para que possamos alcançar a região que desejamos.

Exercitar a fraternidade é deixar-se envolver pela lição de amor de Jesus Cristo, libertando o Espírito e enriquecendo os sentimentos.


Redação do Momento Espírita, utilizando, ao final, pensamento extraído do livro Repositório de Sabedoria, verbete Fraternidade, do Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
Site: www.momento.com.br

16 julho 2007

Livres, mas Responsáveis - Emmanuel

Livres, mas Responsáveis

A quem nos pergunte se a criatura humana é livre, respondamos afirmativamente.

Acrescentemos, porém, que o homem é livre, mas responsável, e pode realizar o que deseje, mas estará ligado inevitavelmente ao fruto de suas próprias ações.

Para esclarecer o assunto, tanto quanto possível, examinemos, em resumo, alguns dos setores de sementeira e colheita ou, melhor, de livre-arbítrio e destino em que o espírito encarnado transita no mundo.

POSSE - O homem é livre para reter quaisquer posses que as legislações terrestres lhe facultem, e acordo com a sua diligência na ação ou seu direito transitório, e será considerado mordomo respeitável pelas forças superiores da vida se as utiliza a benefício de todos, mas, se abusa delas, criando a penúria dos semelhantes, de modo a favorecer os próprios excessos, encontrará nas conseqüências disso a fieira de provações com que aprenderá a acender em si mesmo a luz da abnegação.

NEGÓCIO - O homem é livre para efetuar as transações que lhe apraza e granjeará o título de benfeitor, se procura comerciar com real proveito da clientela que lhe é própria, mas se arrasa a economia dos outros com o fim de auferir lucros desnecessários, com prejuízo evidente do próximo, encontrará nas conseqüências disso a fieira de provações com que aprenderá a acender em si mesmo a luz da retidão.

ESTUDO - O homem é livre para ler e escrever, ensinar ou estudar tudo o que quiser e conquistará a posição de sábio se mobiliza os recursos culturais em auxílio daqueles que lhe partilham a romagem terrestre; mas, se coloca os valores da inteligência em apoio do mal, deteriorando a existência dos companheiros da Humanidade com o objetivo de acentuar o próprio orgulho, encontrará nas conseqüências disso a fieira de provação com que aprenderá a acender em si mesmo a luz do discernimento.

TRABALHO - O homem é livre para abraçar as tarefas a que se afeiçoe e será honorificado por seareiro do progresso se contribui na construção da felicidade geral; mas, se malversa o dom de empreender e de agir, esposando atividades perturbadoras e infelizes para gratificar os seus interesses menos dignos, encontrará nas conseqüências disso a fieira de provações com que aprenderá a acender em si mesmo a luz do serviço aos semelhantes.

SEXO - O homem é livre para dar às suas energias e impulsos sexuais a direção que prefira e será estimado por veículo de bênçãos quando os emprega na proteção sadia do lar, na formação da família, seja na paternidade ou na maternidade com o dever cumprido, ou ainda, na sustentação das obras de arte e cultura, benemerência e elevação do espírito; mas, se para lisonjear os próprios sentidos transforma os recursos genésicos em dor e desequilíbrio, angústia ou desesperação para os semelhantes, pela, injúria aos sentimentos alheios ou pela deslealdade e desrespeito nos compromissos e ajustes afetivos, depois de havê-los proposto ou aceitado, encontrará nas conseqüências disso a fieira de provações com que aprenderá a acender em si mesmo a luz do amor puro.

O homem é livre até mesmo para receber ou recusar a existência, mas recolherá invariavelmente os bens ou os males que decorram de sua atitude, perante as concessões da Bondade Divina.

Todos somos livres para desejar, escolher, fazer e obter, mas todos somos também constrangidos a entrar nos resultados de nossas próprias obras.

Cabe à Doutrina Espírita explicar que os princípios da Justiça Eterna, em todo o Universo, não funcionam simplesmente à base de paraísos e infernos, castigos e privilégios de ordem exterior, mas, acima de tudo, através do instituto da reencarnação, em nós, conosco, junto de nós e por nós. Foi isso que Jesus, compreendendo que não existe direito sem obrigação e nem equilíbrio sem consciência tranqüila, nos afirmou, claramente: "Conhecereis a verdade e a verdade vos fará livres."
Da obra: Encontro Marcado.
Ditado pelo Espírito Emmanuel
Psicografia de Francisco Cândido Xavier

15 julho 2007

Alcoólatras - Honório Armond

QUADRO PUNGENTE

Alcoólatra vampiro alça a boca debalde,
Ébrio desencarnado, a hedionda sede aguça.
Híspidos lábios lambe e escancara a dentuça,
Tateia o vidro, em vão, do frasco verde e jalde.

Rápido, caça alguém no remoto arrabalde,
Alcoólatra encarnado encontra e lhe refuça
A goela que se inflama, enrubesce e empapuça,
Como a sacar de si mais sede que a rescalde.

Agarra-se o vampiro ao bêbado por entre
As vértebras do peito e as vísceras do ventre,
Toma-lhe o braço e o corpo... Estala a língua bronca!
A dupla bebe, bebe... E, às tontas, na calçada
Cai de borco no chão, estira-se largada,
Delira, geme, dorme, espolinha-se e ronca...

Ditado pelo Espírito Honório Armond
Psicografia de Francisco Cândido Xavier
Da obra: Poetas Redivivos

14 julho 2007

Considerando o Medo - Joanna de Ângelis

Considerando o Medo

Coisa alguma se te afigure apavoradora.

A vida são as experiências vitoriosas ou não, que te ensejem aquisições para o equilíbrio e a sabedoria.

Não sofras, portanto, por antecipação, nem permitas que o fantasma do medo te perturbe o discernimento ante os cometimentos úteis, ou te assuste, gerando perturbação e receio injustificado.

Quando tememos algo, deixamo-nos dominar por forças desconhecidas da personalidade, que instalam lamentáveis processos de distonia nervosa, avançando para o desarranjo mental.

Os acontecimentos são conforme ocorrem e como tal devem ser enfrentados.

O medo avulta os contornos dos fatos, tornando-os falsos e exagerando-lhes a significação.

Predispõe mal, desgasta as forças e conduz a situação prejudicial sob qualquer aspecto se considere.

O que se teme, raramente ocorre como se espera, mesmo porque as interferências Divinas sempre atenuam as dores, até quando não são solicitadas.

O medo invalida a ação benéfica da prece, esparze pessimismo, precipita em abismos.

Um fato examinado sob a constrição do medo, descaracteriza-se, um conceito soa falso, um socorro não atinge com segurança.

A pessoa com medo, agride ou foge, exagera ou se exime da iniciativa feliz, torna-se difícil de ser ajudada e contamina, muitas vezes, outras menos robustas na convicção interna, desesperando-as, também.

O medo pode ser comparado a sombra que altera e dificulta a visão real.

Necessário combatê-lo sistematicamente, continuamente.

Doenças, problemas, noticias, viagens, revoluções, o porvir não os temas.

Nunca serão conforme supões.

Uma atitude calma, ajuda a tomada de posição para qualquer ocorrência aguardada ou que surge inesperadamente.

Não são piores umas enfermidades do que outras. Todas fazem sofrer, especialmente quando se as teme e não se encoraja a recebê-las com elevada posição de confiança em Deus.

Os problemas, constituem recursos de que a vida dispõe para selecionar os valores humanos, e eleger os verdadeiros dos falsos lutadores.

As noticias trazem informes que, sejam trágicos ou lenificadores, não modificam, senão, a estrutura de uma irrealidade que se está a viver.

As viagens têm o seu final, e recear acidentes, aguardá-los, exagerar providências, certamente não impedem que o homem seja bem ou mal sucedido.

As revoluções e guerras que alcançam bons e maus, estão em relação a violência do próprio homem que, vencido pelo egoísmo, explode em agressividade, graças aos sentimentos predominantes em a sua natureza animal.

Ninguém pode prever o imprevisto ou evadir-se a necessária conjuntura cármica para o acerto com as leis superiores da evolução.

Prudência, sim, é medida acautelatória e impostergável, para se evitar danos inecessários.

Afinal, em face do medo, deve-se considerar que o pior que pode suceder a alguém, é advir a desencarnação. Se tal ocorrer, não há, ainda, porque temer, desde que morrer é viver.

O único cuidado que convém examinar, diz respeito à situação interior de cada um perante a consciência, ao próximo, à vida e a Deus.

Em face disso, ao invés de sistemático cultivo do medo, uma disposição de trabalho árduo e intimorato, confiança em Deus, a fim de enfrentar bem e ultimamente toda e qualquer coisa, fato, ocorrência, desdita...

Entrega-te ao fervor do bem, expulsa d’alma as artimanhas da inferioridade espiritual. Faze luz íntima e os receios fundados baterão em retirada.

A responsabilidade dar-te-á motivos para preocupações, enquanto o medo minimizará as tuas probabilidades de êxito.

Jesus, culminando a tarefa de construir nos tíbios corações humanos a ventura e a paz, açodado pelos famanazes da loucura em ambos os lados da vida, inocente e pulcro, não temeu nem se afligiu, ensinando como deve ser a atitude de todos nós, em relação ao que nos acontece e de que necessitamos para atingir a glorificação interior.

Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Pereira Franco
Da obra: Leis Morais da Vida

13 julho 2007

Distúrbios Emocionais - Emmanuel

DISTÚRBIOS EMOCIONAIS

Enquanto nos demoramos encarnados no plano terrestre, um tipo de impaciência existe, sutil, capaz de arrastar-nos aos piores distúrbios emotivos: a revolta contra nós mesmos.

Acolhemos receios infundados, em torno de opiniões que formulem de nós, seja por deformidades físicas, frustrações orgânicas, conflitos psicológicos ou empeços sociais de que sejamos portadores, e adotamos o medo por norma de ação, no exagerado apreço a nós mesmos, e dessa inquietação sistemática comumente se deriva um desgosto contínuo contra as forças vivas que nos entretecem o veículo de manifestação.

E tanto espancamos mentalmente esses recursos que acabamos neuróticos, fatigados, enfermos ou obsessos, escorregando mecanicamente para a calha da desencarnação prematura. Tudo por falta de paciência com as nossas provações ou com os nossos defeitos. Decerto, ninguém nasce no corpo físico para louvar as deficiências que carrega ou ampliá-las, mas é preciso aceitar-nos como somos e fazer o melhor de nós. Desinibição construtiva. Compreensão do aprendizado que se tem pela frente. Acolher o instrumento físico de que o Alto Comando da Vida nos considera necessitados, tanto para resgatar culpas do pretérito na esfera individual, quanto para a consecução de empresas endereçadas ao benefício coletivo, e realizar todo o bem que pudermos.

O corpo carnal de que dispões ou a paisagem doméstico-social em que te situas, representam em si o utensílio certo e o lugar justo, indispensáveis à provação regeneradora ou à missão específica a que te deves afeiçoar. Por isso mesmo, o ponto nevrálgico da existência é o teste difícil que te exercita a resistência moral, temperando-te o caráter, no rumo do serviço maior do futuro.

Nossas perturbações emocionais quase sempre decorrem da nossa relutância em aceitar alguns dos aspectos menos agradáveis, conquanto passageiros da nossa vida. Saibamos, pois, rentear com eles honestamente, corajosamente. Nada de subterfúgios. Temos um corpo defeituoso ou estamos em posição vulnerável à crítica? Seja assim. Contrariamente a isso, porém, reflitamos que ninguém está órfão da Bondade de Deus e, confiando-nos a Deus, procuremos concretizar tudo de bom ou de belo, no círculo de trabalho que se nos atribui.

Por outro lado, vale observar que reconhecer a existência do erro ou do desajuste em nós é sinal de melhoria e progresso. Os espíritos embutidos na inércia não enxergam as próprias necessidades morais. Acomodam-se à suposta satisfação dos sentidos em que se lhes anestesia a consciência, até que a dor os desperte, a fim de que retomem o esforço que lhes compete na jornada de evolução e aprimoramento.

Agradeçamos, desse modo, a luz espiritual de que já dispomos para analisar a nossa personalidade e, abraçando as tarefas de equilíbrio ou reequilíbrio que nos compete efetuar no próprio espírito, enfrentemos os nossos obstáculos com paciência e serenidade, na certeza de que podemos solucionar todos os problemas na oficina do serviço com a bênção de Deus.

Ditado pelo Espírito Emmanuel
Psicografia de Francisco Cândido Xavier

Do Livro: Alma e Coração

12 julho 2007

No Templo da UTI - Joana

NO TEMPLO DA UTI

Se queres saber o que fazer e como fazer numa UTI, ante os estertores da dor, recorda Jesus curando os enfermos e ressuscitando os mortos. Imita-O e não te surpreenderás com o milagre do amor.

A UTI é um templo de amor. Nela, une-se a mente do médico à mente divina, as mãos do homem às mãos de Deus, a favor da vida!

Os doentes que nela penetram são irmãos necessitados mais dos recursos da enfermagem do amor que da ciência da cura, porque a alma amada é alma curada.

Quando penetrares esse santuário de bênçãos com a missão de salvar, unge-te primeiro com o bálsamo da oração, para que possas auscultar Deus no doente que assistes. Depois, oferece-lhe ao coração aflito a tua vibração de paz e de reconforto. Só assim estarás ligando no Céu o que ligaste na Terra, ou seja, terás aprovado por Deus o amor praticado em Seu nome.

Não perguntes o que é possível fazer ou deixar de fazer. Mas o que deves fazer, porque é no cumprimento do dever que se descobre a luz que afasta as trevas, o amor que consola a dor, e o bem que elimina o mal. Fazes o que deves e Deus fará o resto. E o que Deus faz está bem feito!

Não contamines jamais o ambiente sagrado da UTI com idéias sombrias e sentimentos de fuga ou indiferença, porque nela Deus te vigia os pensamentos e atos que se constituirão os teus depósitos na contabilidade divina, quando chegar um dia a tua vez de paciente, de necessitado da assistência alheia.

UTI pode ser entendida também como União de Todos os Irmãos, em defesa da vida, que é o maior de todos os bens divinos. E lembra-te de que a vida que se leva aí é a vida que se leva para além-túmulo. A bagagem que trazemos na grande viagem é a dos bens ou dos males que ajuntamos aí.

Por isso, não te descures do dever de amar. Que o convívio com a dor não te anestesie a alma. Não auscultes apenas o bater do coração do enfermo. Ouve, além da linguagem da bomba humana, os apelos da alma que te confia a vida e que deseja viver. Sofre com ela, assim como sofrerias se fosses tu o doente, ou alguém do teu coração.

Aguça a tua visão mental e verás nas entrelinhas do prontuário de cada enfermo esta belíssima receita que São Paulo escreveu para ti:-
“Não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo colheremos, se não relaxarmos”.Gal. 6,9

Com a paz de Jesus, nosso Senhor e Mestre.

Mensagem ditada pelo espírito Joana.
Psicografia de Vanderlei Pereira

11 julho 2007

Pessimismo - Momento Espírita

PESSIMISMO

Vez ou outra uma onda de pessimismo varre o País.

Fala-se em crise, crise muito séria, e a onda vai contaminando as pessoas.

Entra-se no Supermercado e escuta-se a reclamação dos preços."Já não se pode comprar nada. O dinheiro não dá.”

Mas quem assim fala não sai de mãos vazias. Ao contrário, sai com pacotes, pacotinhos e até sacolas.

"0 salário está uma miséria.”

Que ele anda defasado, está correto. Mas miséria é exagero.

O que ocorre é que se está pintando com tintas muito negras o céu do presente.

Tudo isso nos recorda de uma história que colhemos em revista de grande circulação nacional.

Um homem vivia na beira da estrada e vendia cachorro-quente.

Não tinha rádio e não lia jornais. Em compensação, seu cachorro-quente era muito especial.

Ele resolveu colocar um cartaz na beira da estrada, anunciando a sua mercadoria.

As pessoas paravam e compravam.

Então, ele aumentou o pedido de pão e salsichas, e acabou construindo uma mercearia.

O negócio cresceu. Ele resolveu chamar o filho que estudava na Universidade, para ajudá-lo a tocar o negócio.

O filho chegou e disse ao pai: "Papai, o senhor não tem ouvido rádio? Não tem lido jornais? Não sabe que há uma crise no País e que a situação internacional é muito perigosa?”

Diante disso, o pai pensou: "Meu filho estudou na Universidade, ouve rádio e lê jornais. Ele deve saber o que está dizendo.”

Então, reduziu os pedidos de pão e salsichas, tirou o cartaz da beira da estrada e não ficou mais por ali apregoando os seus cachorros-quentes.

As vendas caíram do dia para a noite.

Convencido, o pai disse ao filho: "Você tinha razão, meu filho, a crise é muito séria.”

Crise se combate com trabalho, com bom ânimo, com esperança. Esperança de dias melhores.

Por mais semelhantes que sejam, os dias não são iguais.

A chuva que ontem caiu não é a mesma de hoje, pois as gotas são outras.

O sol que ontem brilhou não o faz hoje da mesma forma.

A árvore da rua já não está com o mesmo número de folhas de ontem. O vento arrancou algumas, outras caíram por si mesmas.

Há uma flor no jardim por onde você passa. Flor que ontem era só botão.

As pessoas que você encontra no ônibus, na rua não são exatamente as mesmas.

Já observou que nessas pequenas coisas está a mensagem de Deus de que nada se repete exatamente igual?

Cada dia é um novo dia.

Oportunidades novas, chances que se apresentam.

O sol que se mostra espancando as trevas da noite que teima em ficar é a mensagem do bom ânimo.

Sol, claridade, novo dia! Espanque as brumas do pessimismo com o sol do seu sorriso, com sua disposição de vencer!

Hoje é um dia sem igual! Horas como as de hoje nunca as tivemos antes. Ânimo! Hoje é dia de vencer, de triunfar!

Tornemos o nosso fardo leve, com Jesus no coração e muita disposição para vencer. O cristão nasceu para ser um triunfador!

Você sabia?

...que Abraão Lincoln, o décimo sexto presidente dos Estados Unidos da América do Norte, se candidatou para a Câmara e para o Senado duas vezes e perdeu as duas vezes?

Durante a Guerra de Secessão perdeu diversas e importantes batalhas e perdeu a popularidade também.

E você sabia que ele nunca se mostrou pessimista e é considerado uma das mais notáveis personalidades da História da Humanidade?

Redação do Momento Espírita
Site: www.momento.com.br

09 julho 2007

Obterás - Emmanuel

OBTERÁS

"Conforme te encontras na hora da prece, assim obterás a resposta..."

Obterás o que pedes.
Não olvides, contudo, que a vida nos responde aos requerimentos, conforme a nossa conduta na petição.

- Sedento, se buscas a água do poço, vasculhando-lhe o fundo, recolherás tão-somente nauseante caldo do lodo.
- Faminto, se atiras lama ao vaso que te alimenta, engolirás a substância corrupta.
- Cansado, se procuras o leito, comunicando-lhe fogo à estrutura, deitarás numa cama de cinzas.
- Doente, se injurias a medicação que se te aconselha, alterando-lhe as doses, prejudicarás o próprio organismo.

Isso acontece porque a fonte, encravada no solo, é constrangida a guardar os detritos com que lhe poluem o seio; o prato é forçado a reter os resíduos que se lhe imponham à face; o colchão é impelido a desintegrar-se ao calor do incêndio, e o remédio, aplicado com desrespeito, pode exercer ação contrária a seus fins.

Ocorre o mesmo, em plena analogia de circunstâncias, na esfera ilimitada do espírito.
Desesperado ou infeliz, desanimado ou descrente, não te valhas do irmão de que te socorres, tentando convertê-lo em cobaia para teus caprichos, porque toda alma é um espelho para outra alma, e teremos nos outros o reflexo de nós mesmos.
- Sombra projetada significa sombra de volta.
- Negação cultivada pressagia a colheita de negação.

Se aspiras a desembaraçar-te das trevas, não desajustes a tomada humilde, capaz de trazer-te a força da usina.
- Oferece-lhe meios simples para o trabalho certo e a luz se fará correta na lâmpada.
- Clareia para que te clareiem.
- Auxilia para que te auxiliem.
- Estuda, servindo, para que o cérebro hipertrofiado não te resseque o coração distraído.
- Indaga, edificando, para que a inércia te não confunda.

Fortaleçamos o bem para que o bem nos encoraje.
Compreendamos a luta do próximo, a fim de que o próximo nos entenda igualmente a luta.

Lembra-te, pois, da eficácia da prece e ora, fazendo o melhor, para que o melhor se te faça, sem te esqueceres jamais de que toda rogativa alcança resposta segundo o nosso justo merecimento...

Ditado por Emmanuel
Livro: "Religião dos Espíritos", 21
Psicografia de Francisco Cândido Xavier, FEB

Tua Hora de Humildade - André Luiz

TUA HORA DE HUMILDADE

Se ainda te observas distante de viver a humildade continuamente em todas as horas do dia, podes vivê-la uma hora diária pelo menos...

Traça o teu programa diário de humildade iniciante. Escolhe uma hora dentre as horas de cada dia a fim de aperfeiçoares os próprios sentimentos, exercitando a maior conquista do espírito - a humildade.

Que nessa hora te despreocupes da pressa, da convenção, do calculismo, das inquietações contumazes e de ti mesmo, para que te adestres no sacrifício, na indulgência desinteressada, na solicitude fraterna e na cooperação espontânea.

Será essa a tua hora de procurar o último lugar, a hora de te apagares para que se eleve o brilho dos outros...

Em tua hora de humildade constituir-te-ás em médium do amor de Cristo entre os homens; serás, especialmente, o servo de todos, o irmão comum, a partícula viva e anônima que se funde no todo da Humanidade, sem qualquer amor-próprio ou interesse pessoal.

Que olvides, nesse lapso de tempo, toda tisna de vaidade, todo propósito de personalismo e até as mínimas excitações acerca do futuro para viver o presente, o dia que flui, os momentos de teu serviço puro!

Nessa hora sê bom acima de ti, acima de tudo, acima de tuas próprias vantagens, para que teus sorrisos abram outros sorrisos, para que tua palavra confiante semeie outras palavras de esperança, para que tua vontade de acertar alicie outras vontades para a renovação maior.

Anula nesses sessenta minutos a tensão emocional a respeito de títulos, condições sociais, inclusive a censura a ti próprio, no que tange à defesa do teu lugar ao sol...

Que a tua hora de humildade seja cultivada esmeradamente, cada dia, nos lugares em que deva ser exercida para favorecer-te a ascensão espiritual, seja no escritório, na via pública, no entendimento entre amigos ou na intimidade do lar...

Que nesse interregno respires acima de todas as conveniências individuais, fazendo maiores concessões ao próximo, superando o temperamento, procurando usar mais ampla docilidade com quem te não compreende, buscando acertar onde ninguém ainda o conseguiu, diligenciando efetuar os mais difíceis serviços de fraternidade, testemunhando o bem na escala que ainda não pudeste e relembrando que o teu corpo, em dia próximo, regressará, inelutavelmente ao pó de onde veio.

Recebe no coração a visita do Senhor, ainda que por breves minutos durante o dia.

Começa a ser humilde, abolindo todo desculpismo e conquistando o tempo necessário para a tua hora de humildade e acabarás incorporando em ti mesmo os valores supremos do benfeitor maior que, na conceituação do Cristo, será sempre aquele que se fizer o servidor de todos.

Ditado por André Luiz
Livro: Sol nas Almas
Psicografia de Waldo Vieira, CEC

08 julho 2007

Enriquece seu Dia - Emmanuel

ENRIQUECE O TEU DIA

Cada dia é uma reencarnação simbólica para nós outros, no círculo de lutas purificadoras da Terra.

Não te esqueças de semelhante verdade, se desejas realmente preparar o coração para a vida imperecível.

Não desperdices a riqueza dos minutos na indiferença, na teimosia, no isolamento ou na inércia.

Cada vez que o sol reaparece no horizonte, é possível melhorar o padrão do próprio entendimento com os familiares, auxiliar ao próximo com mais segurança, amparar a natureza com mais alta compreensão.

Hoje é nova oportunidade a fim de renovar-nos, quanto possível, para o Infinito Bem.

Planta uma árvore amiga e, mais tarde, recolher-lhe-ás o tesouro de bênçãos.

Aceita o desafeto de ontem, oferecendo-lhe simpatia e, em futuro próximo, terás um irmão compreensivo e devotado.

Utiliza, com proveito, o vintém de que dispões, auxiliando ao necessitado e, amanhã, entrarás na posse de valores inesperados da amizade e da alegria.

Sorri com bondade e coopera, com mais diligência, em tua paisagem de serviço habitual, nos instantes do “agora” e encontrarás companheiros, ricos de concurso fraterno nos dias que virão.

As mais comoventes sinfonias são iniciadas em notas pequeninas, aparentemente sem significação.

Se pretendes um lugar no banquete da ciência e da fraternidade, do amor e da sabedoria, começa a estudar e a servir, a compreender e desculpar, a mentalizar o bem e a sublimar o próprio coração, desde hoje.”

Ditado por Emmanuel
Livro: Nascer e Renascer, 11
Psicografia de Francisco Cândido Xavier

07 julho 2007

Humildade - Emmanuel

HUMILDADE

A humildade, por força divina, reflete-se, luminosa, em todos os domínios da Natureza, os quais expressam, efetivamente, o Trono de Deus, patrocinando o progresso e a renovação.

Magnificente, o Sol, cada dia, oscula a face do pântano sem clamar contra o insulto da lama; a flor, sem alarde, incensa a glória do céu. Filtrada na aspereza da rocha, a água se revela mais pura, e, em seguida às grandes calamidades, a colcha de erva cobre o campo, a fim de que o homem recomece a lida.

A carência de humildade, que, no fundo, é reconhecimento de nossa pequenez diante do Universo, surge na alma humana qual doentio enquistamento de sentimentos, quais sejam o orgulho e a cobiça, o egoísmo e a vaidade, que se responsabilizam pela discórdia e pela delinqüência em todas as direções.

Sem o reflexo da humildade, atributo de Deus no reino do “eu”, a criatura sente-se proprietária exclusiva dos bens que a cercam, despreocupada da sua condição real de espírito em trânsito nos carreiros evolutivos e, apropriando-se da existência em sentido particularista, converte a própria alma em cidadela de ilusão, dentro da qual se recusa ao contato com as realidades fundamentais da vida.

Sob o fascínio de semelhante negação, ergue azorragues de revolta contra todos os que lhe inclinem o espírito ao aproveitamento das horas, já que, sem o clima da humildade, não se desvencilha da trama de sombras a que ainda se vincula, no plano da animalidade que todos deixamos para trás, após a auréola da razão.

Possuída pelo espírito da posse exclusivista, a alma acolhe facilmente o desespero e o ciúme, o despeito e a intemperança, que geram a tensão psíquica, da qual se derivam perigosas síndromes na vida orgânica, a se exprimirem na depressão nervosa e no desequilíbrio emotivo, na ulceração e na disfunção celular, para não nos referirmos aos deploráveis sucessos da experiência cotidiana, em que a ausência da humildade comanda o incentivo à loucura, nos mais dolorosos conflitos passionais.

Quem retrata em si os louros dessa virtude quase desconhecida aceita sem constrangimento a obrigação de trabalhar e servir, a benefício de todos, assimilando, deste modo, a bênção do equilíbrio e substancializando a manifestação das Leis Divinas, que jamais alardeiam as próprias dádivas.

Humildade não é servidão. É, sobretudo, independência, liberdade interior que nasce das profundezas do espírito, apoiando-lhe a permanente renovação para o bem.

Cultivá-la é avançar para a frente sem prender-se, é projetar o melhor de si mesmo sobre os caminhos do mundo, é olvidar todo o mal e recomeçar alegremente a tarefa do amor, cada dia...

Refletindo-a, do Céu para a Terra, em penhor de redenção e beleza, o Cristo de Deus nasceu na palha da Manjedoura e despediu-se dos homens pelos braços da Cruz.

Ditado por Emmanuel
Livro: Pensamento e Vida, 24
Psicografia de Francisco Cândido Xavier

06 julho 2007

Julgamento Alheio - Momento Espírita

JULGAMENTO ALHEIO

Famosos são os julgamentos da História. O de Nuremberg, que o Mundo todo acompanhou, opinando pela punição dos que barbaramente, durante a Segunda Guerra Mundial, haviam torturado e matado seres humanos.

O de Jesus, em que se verifica a injustiça gritando alto e superando o bom senso da justiça e da verdade.

Julgamentos de pessoas famosas que cometeram atos criminosos ou desabonadores.

Julgamentos de criminosos que, de alguma forma, envolveram pessoas famosas, como o caso do raptor do filho de Lindenberg.

Em tais processos, sempre a opinião pública se inflama e de alguma forma, influencia os próprios jurados, de maneira a que esses condenem ou absolvam.

Desde as primeiras idades, quando a chama tênue do pensamento de justiça acendeu no homem, ele começou a julgar os seus irmãos.

Muitas vezes, o sentimento de justiça ficou empanado pelas paixões e interesses mesquinhos, levando o homem a cometer erros, punindo seu semelhante com o cerceamento da liberdade, o confisco de bens e a morte.

Nos dias atuais, prosseguimos a julgar o semelhante com todo rigor, sem estabelecer critérios e princípios básicos.

Afoitos, opinamos e damos a nossa sentença tão logo a imprensa torne pública a conduta desta ou daquela criatura, embora desconhecendo detalhes e razões.

E não tememos aumentar um pouco a intensidade da falta cometida, mesmo para justificar a impiedade com que julgamos e a sentença que proferimos.

Por vezes, a inveja por não ter conseguido alcançar a posição social, o cargo ou a função do julgado, nos incita ainda mais ao julgamento arbitrário.

E, mesmo assim, prosseguimos a nos afirmar cristãos. Seguidores de Jesus que ensinou:

"Não julgueis para não serdes julgados, porquanto sereis julgados conforme houverdes julgado os outros."

Há necessidade de cultivarmos a indulgência e a empatia. A indulgência para olharmos os que erram com olhos de quem sabe que o equivocado é sempre um Espírito enfermo.

Não necessita do nosso frio julgamento, mas do nosso auxílio para superar sua problemática.

A empatia, a fim de nos situarmos no lugar daquele que julgamos e nos indagarmos se fôssemos nós os julgados, como nos sentiríamos?

Fosse nosso filho o julgado, como estaria o nosso coração?

A questão do julgamento nos parece fácil, porque os que são trazidos à barra pública do Tribunal não passam de números. Sequer nos recordamos que são seres humanos.

Mas são Espíritos imortais, exatamente como nós, e merecem receber justiça, não impiedade ou a carga das nossas frustrações.

Você sabia?

Você sabia que a autoridade para censurar está na razão direta da moralidade daquele que censura?

Que, aos olhos de Deus, a única autoridade legítima é a que se apoia no exemplo do bem?

E que a base da Justiça Divina se assenta na misericórdia de nosso Pai Criador?

É por esse motivo que Ele nos concede a reencarnação como bendita oportunidade de reparação de nossas faltas, ao tempo que nos faculta crescer e produzir no bem.

Redação do Momento Espírita
Site www.momento.com.br

05 julho 2007

Inimigos - Momento Espirita

INIMIGOS

Inimigo. A palavra traz uma carga negativa impressionante! O inimigo é alguém que desperta em nós os sentimentos mais primitivos: medo, ódio, desejo de vingança.

Diante de um inimigo, as mãos ficam geladas, o coração bate forte, o sangue pulsa nas têmporas. E a pergunta surge: Como agir? O que fazer?

A resposta a essa pergunta foi dada pelo Cristo: Ama o inimigo, ora pelos que te perseguem.

Mas, nós, que somos pessoas comuns, costumamos reagir a esse conselho de Jesus.

E nos perguntamos: Amar o inimigo? Fazer o bem a quem nos feriu e maltratou?

E, em geral, concluímos: Impossível. Para nós, a expressão “Amar o inimigo” parece uma utopia.

Em alguns casos, até somos irônicos: “Esse ensinamento de Jesus não é para nós. Ainda somos muito imperfeitos.”

O que acontece é que não entendemos corretamente o significado da palavra “amar”, quando se aplica ao inimigo.

Jesus era um sábio. Ele conhecia profundamente a alma humana. Você acha que Ele iria sugerir algo que não seríamos capazes de fazer?

Claro que não! Todas as sugestões de Jesus são perfeitamente possíveis. Por isso vamos examinar melhor essa questão do amor ao inimigo?

A primeira coisa é entender o que significa a expressão “amar o inimigo.”

Com essas palavras, Jesus apenas nos convida a perdoar quem nos fez mal. Ou, no mínimo, apela para que não busquemos a vingança.

Parece difícil? Nem tanto. Vamos falar de forma prática.

Se alguém tem um inimigo, em geral, qual é a atitude que adota?

A maioria das pessoas mantém o inimigo permanentemente em seus pensamentos. Não consegue pensar em nada, além da pessoa odiada.

E assim a vida segue. Quem odeia mantém-se escravo do inimigo.

Faz as refeições, dorme, acorda, trabalha e vive constantemente em meio a esse sentimento de rancor, alimentando desejos de vingança.

Parece ruim? Pois é exatamente o que fazemos: deixamos o inimigo comandar a nossa vida. Tornamo-nos escravos daqueles que odiamos.

Por isso a sabedoria da proposta de Jesus, que é a libertação dos laços que nos prendem aos inimigos.

Perdoar é mais fácil. Deixa a alma mais leve, o corpo mais saudável, as emoções sob controle.

Quando o Cristo pronunciou a expressão “amar o inimigo”, na verdade, ofereceu um caminho de equilíbrio e de serenidade.

É claro que o Cristo não espera que tenhamos pelos inimigos o mesmo amor que dedicamos à família e aos amigos.

Jesus quer apenas que afastemos de nosso coração a mágoa, a infelicidade, o ódio e o desejo de vingança.

Por isso Ele aconselhava: Orem pelos que vos ofendem.

E nessas preces, pedi a Deus que vos dê forças para superar a ofensa vivida.

Pedi também a Deus que vos ofereça oportunidade de ser útil àquele que vos feriu.

Se essa oportunidade surgir, não deixemos passar a chance de sermos úteis e bons. Gestos desse tipo fazem nascer na alma o sentimento de superação, de etapa vencida.

É um momento único, encantador.

Pensemos nisso!

Equipe de Redação do Momento Espírita
Site www.momento.com.br

04 julho 2007

Suicídio - Emmanuel

SUICÍDIO

No suicídio intencional, sem as atenuantes da moléstia ou da ignorância, há que considerar não somente o problema da infração ante as Leis Divinas, mas também o ato de violência que a criatura comete contra si mesma, através da premeditação mais profunda, com remorso mais amplo.

Atormentada de dor, a consciência desperta no nível de sombra a que se precipitou, suportando compulsoriamente as companhias que elegeu para si própria, pelo tempo indispensável à justa renovação.

Contudo, os resultados não se circunscrevem aos fenômenos de sofrimento intimo, porque surgem os desequilíbrios conseqüentes nas sinergias do corpo espiritual, com impositivos de reajuste em existências próximas.

É assim que após determinado tempo de reeducação, nos círculos de trabalho fronteiriços da Terra, os suicidas são habitualmente reintegrados no plano carnal, em regime de hospitalização na cela física, que lhes reflete as penas e angústias na forma de enfermidades e inibições.

Ser-nos-á fácil, desse modo, identificá-los, no berço em que repontam, entremostrando a expiação a que se acolhem.

Os que se envenenaram, conforme os tóxicos de que se valeram, renascem trazendo as afecções valvulares, os achaques do aparelho digestivo, as doenças do sangue e as disfunções endocrínicas, tanto quanto outros males de etiologia obscura; os que incendiaram a própria carne amargam as agruras da ictiose ou do pênfigo; os que se asfixiaram, seja no leito das águas ou nas correntes de gás, exibem os processos mórbidos das vias respiratórias, como no caso do enfisema ou dos cistos pulmonares; os que se enforcaram carreiam consigo os dolorosos distúrbios do sistema nervoso, como sejam as neoplasias diversas e a paralisia cerebral infantil; os que estilhaçaram o crânio ou deitaram a própria cabeça sob rodas destruidoras, experimentam desarmonias da mesma espécie, notadamente as que se relacionam com o cretinismo, e os que se atiraram de grande altura reaparecem portando os padecimentos da distrofia muscular progressiva ou da osteíte difusa.

Segundo o tipo de suicídio, direto ou indireto, surgem as distonias orgânicas derivadas, que correspondem a diversas calamidades congênitas, inclusive a mutilação e o câncer, a surdez e a mudez, a cegueira e a loucura, a representarem terapêutica providencial na cura da alma.

Junto de semelhantes quadros de provação regenerativa, funciona a ciência médica por missionária da redenção, conseguindo ajudar e melhorar os enfermos de conformidade com os créditos morais que atingiram ou segundo o merecimento de que disponham.

Guarda, pois, a existência como dom inefável, porque teu corpo é sempre instrumento divino, para que nele aprendas a crescer para a luz e a viver para o amor, ante a glória de Deus

Ditado por Emmanuel
Obra: Religião dos Espíritos, 48, FCXavier, FEB

Reunião pública de 3/7/59
Questão nº 957