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31 maio 2008

Carga Erótica - Emmanuel

CARGA ERÓTICA

Dois sistemas se defrontam: o dos ascetas, que tem por base o aniquilamento do corpo, e o dos materialistas, que se baseia no rebaixamento da alma.

Duas violências quase tão insensatas uma quanto a outra.

Ao lado desses dois grandes partidos, formiga a numerosa tribo dos indiferentes que, sem convicção e sem paixão, são mornos no amar e econômicos no gozar. Onde, então, a sabedoria?

Onde, então, a ciência de viver? Em parte alguma; e o grande problema ficaria sem solução, se o Espiritismo não viesse em auxílio dos pesquisadores, demonstrando-lhes as relações que existem entre o corpo e a alma e dizendo-lhes que, por serem necessários uma ao outro, importa cuidar de ambos. Amai, pois, a vossa alma, porém, cuidai igualmente do vosso corpo, instrumento daquela.

Desatender às necessidades que a própria Natureza indica, é desatender a lei de Deus.

Não castigueis o corpo pelas faltas que o vosso livre arbítrio o induziu a cometer e pelas quais é ele tão responsável quanto o cavalo, mal dirigido, pelos acidentes que causa. Sereis, porventura, mais perfeitos se, martirizando o corpo, não vos tornardes menos egoístas, nem menos orgulhosos e mais caritativos para com o vosso próximo? Não, a perfeição não está nisso, está toda nas formas por que fizerdes passar o vosso Espírito. Dobrai-o, submetei-o, humilhai-o, mortificai-o: esse o meio de o tornardes dócil à vontade de Deus e o único de alcançardes a perfeição.
Do item 11, do Cap.XVII, de "O Evangelho Segundo o Espiritismo".

O instinto sexual, exprimindo amor em expansão incessante, nasce nas profundezas da vida, orientando os processos da evolução.

Toda criatura consciente traz consigo, devidamente estratificada, a herança incomensurável das experiências sexuais, vividas nos reinos inferiores da Natureza.

De existência a existência, de lição em lição e de passo em passo, por séculos de séculos, na esfera animal, a individualidade, erguida à razão, surpreende em si mesma todo um mundo de impulsos genésicos por educar e ajustar às leis superiores que governam a vida.

A princípio, exposto aos lances adversos das aventuras poligâmicas, o homem avança, de ensinamento a ensinamento, para a sua própria instalação na monogamia, reconhecendo a necessidade de segurança e equilíbrio, em matéria de amor; no entanto, ainda aí, é impelido naturalmente a carregar o fardo dos estímulos sexuais, muita vez destrambelhados, que lhe enxameiam no sentimento, reclamando educação e sublimação.

Depreende-se disso que toda criatura na Terra transporta em si mesma determinada taxa de carga erótica, de que, em verdade, não se libertará unicamente ao preço de palavras e votos brilhantes, mas à custa de experiência e trabalho, de vez que instintos e paixões são energias e estados inerentes à alma de cada um, que as leis da Criação não destroem e sim auxiliam cada pessoa a transformar e elevar, no rumo da perfeição.

Fácil entender, portanto, que do erotismo, como fator de magnetismo sexual humano, na romagem terrestre, seja em se tratando de Espíritos encarnados ou desencarnados na Comunidade Planetária, não partilham tão somente as inteligências que já se angelizaram, em minoria absoluta no Plano Físico, e aqueles irmãos da Humanidade provisoriamente internados nas celas da idiotia, por força de lides expiatórias abraçadas ou requisitadas por eles próprios, antes do berço terreno.

Os Espíritos sublimados se atraem uns aos outros por laços de amor considerado divino, por enquanto inabordáveis a nós outros, seres em laboriosa escalada evolutiva e que compartilhamos das tendências e aspirações, dificuldades e provas do gênero humano.

E os companheiros temporariamente bloqueados por cérebros deficientes e obtusos atravessam períodos mais ou menos longos de silêncio emocionados, destinados a reparações e reajustes, quase sempre solicitados por eles mesmos - repetimos -, já que se sentenciam a entraves e inibições, no campo de exteriorização da mente, através dos quais refazem atitudes e recondicionam impulsos afetivos em preciosas tomadas e retomadas de consciência.

À vista do exposto, é fácil reconhecer que toda criatura humana, sempre nascida ou renascida sob o patrocínio do sexo, carreia consigo determinada carga de impulsos eróticos, que a própria criatura aprende, gradativamente, a orientar para o bem e a valorizar para a vida.

Diante do sexo, não nos achamos, de nenhum modo, à frente de um despenhadeiro para as trevas, mas perante a fonte viva das energias em que a Sabedoria do Universo situou o laboratório das formas físicas e a usina dos estímulos espirituais mais intensos para a execução das tarefas que esposamos, em regime de colaboração mútua, visando ao rendimento do progresso e do aperfeiçoamento entre os homens.

Cada homem e cada mulher que ainda não se angelizou ou que não se encontre em processo de bloqueio das possibilidades criativas, no corpo ou na alma, traz, evidentemente, maior ou menor percentagem de anseios sexuais, a se expressarem por sede de apoio afetivo, e é claramente, nas lavras da experiência, errando e acertando e tornando a errar para acertar com mais segurança, que cada um de nós - os filhos de Deus em evolução na Terra - conseguirá sublimar os sentimentos que nos são próprios, de modo a erguer-nos em definitivo para a conquista da felicidade celeste e do Amor Universal.

Emmanuel
Livro: Vida e Sexo - Páginas 73 a 76
Psicografia de Chico Xavier - Editora FEB

30 maio 2008

Revivendo o Amor - Momento Espírita

Revivendo o amor...

Na adolescência, ele surge, manifestando-se de muitas formas.

Percebe-se que ele chegou ao coração da menina, com anseios de mulher, quando ela passa a se demorar nos cuidados pessoais.

O cabelo nunca está bom. Hoje ela o quer liso, depois, encaracolado, mudando a cor, alterando o corte.

Ela se olha no espelho de frente, de lado, pelas costas. E nunca está bem.

Batom, perfume, maquiagem. Roupa mais justa, roupa mais larga, mais curta. Uma sessão interminável de gostos, segundo a moda.

E, mais de uma vez, já no portão de casa, volta correndo, para tornar a se olhar no espelho.

Passa pelo pai e pergunta:

Estou bonita, pai?

Afinal, a opinião de um homem é importante.

Quando o menino, que sente em si os ardores da masculinidade, o descobre, todos na família percebem.

Porque o banho é demorado e freqüente. A roupa é escolhida com detalhes.

O cabelo – ah, o cabelo – é o item mais trabalhado. Raspar bem o rosto ou deixar crescer a barba? Que indecisão!

A grande pergunta é: Como as meninas gostam mais?

O motivo de tudo isso chama-se amor. Algo diferente que faz bater o coração no cérebro, tremer as pernas, gaguejar, suar nas mãos.

É um sentimento diferente pelo sexo oposto.

Há pouco se digladiavam, considerando-se verdadeiros inimigos.

Os meninos eram chatos. As meninas, umas tolas.

Agora, aquele olhar, um simples olhar de um para o outro é capaz de os fazer alçar às nuvens.

É belo esse período da descoberta desse doce sentimento. Não é o mesmo amor que se tem para com os pais, para com os irmãos, os avós, os amigos.

É um sentimento que fomenta o desejo de estar ao lado do outro; que tem a capacidade de fazer sonhar de olhos abertos; de acreditar que tudo se realizará, no futuro próximo; que a felicidade é plena, rósea, permanente.

Amor, enamorados. Gestos de carinho, olhares perdidos no vazio que, em verdade, se plenificam com a imagem do objeto do amor.

Caixas de chocolate, flores, pequenos mimos.

Você, que já ultrapassou a linha da adolescência;

que está namorando a mesma pessoa há anos;

que está casado, já é pai, avô – você recorda como eram apaixonantes aqueles dias de sonho, esperanças, castelos no ar?

Talvez você diga que passou da idade, que adolescência é adolescência.

Acredite: a época de amar não acaba nunca. Não importa a estação do ano.

Quando se ama, há sempre flores e perfumes no coração.

Por isso, neste dia dos namorados, surpreenda seu amor, mesmo que você já esteja desabituado a gestos creditados aos extremamente apaixonados.

Mostre que você ainda é o galã dos sonhos dela. Convide-a para passear, para dançar, para um jantar.

Saiam sozinhos. Voltem a sonhar, olhando a lua e as estrelas, que deverão estar brilhando só para vocês dois.

Redescubra o amor que um dia os uniu.

Ofereça flores, diga palavras de carinho, lembre como ela ainda está bonita.

A madurez dos anos lhe fez tão bem!

Aprume-se como um garoto saindo pela primeira vez com a namorada.

E descubra que o amor jamais envelhece. Porque o amor é o sentimento mais sublime que Deus nos permite alcançar.

Pense nisso! Hoje, neste dia especial!

Redação do Momento Espírita
www.momento.com.br

29 maio 2008

Limites - Momento Espírita

Limites

Somos as primeiras gerações de pais decididos a não repetir com os filhos os erros de nossos progenitores.

E com o esforço de abolir os abusos do passado, somos os pais mais dedicados e compreensivos, mas, por outro lado, os mais bobos e inseguros que já houve na História.

A constatação trazida pelo artigo que circula pela Internet é deveras interessante, e vale a pena ser estudada.

O texto continua, dizendo que Parece que, em nossa tentativa de sermos os pais que queríamos ter, passamos de um extremo ao outro.

Assim, somos a última geração de filhos que obedeceram a seus pais, e a primeira geração de pais que obedecem a seus filhos.

Os últimos que tiveram medo dos pais e os primeiros que temem os filhos.

E o pior: os últimos que respeitaram os pais e os primeiros que aceitam que os filhos lhes faltem com o respeito.

Na medida em que o permissível substituiu o autoritarismo, os termos das relações familiares mudaram de forma radical, para o bem e para o mal.

Com efeito, antes se consideravam bons pais aqueles cujos filhos se comportavam bem, obedeciam a suas ordens e os tratavam com o devido respeito.

E bons filhos, as crianças que eram formais e veneravam seus pais.

Mas, à medida que as fronteiras hierárquicas entre nós e nossos filhos foram se desvanecendo, hoje, os bons pais são aqueles que conseguem que seus filhos os amem, ainda que pouco os respeitem.

E são os filhos que, agora, esperam respeito de seus pais, pretendendo de tal maneira que respeitem as suas idéias, seus gostos, suas preferências e sua forma de agir e viver.

E, além disso, que os patrocinem no que necessitarem para tal fim.

Quer dizer, os papéis se inverteram, e agora são os pais que têm que agradar a seus filhos para ganhá-los e não o inverso, como no passado.

Isto explica o esforço que fazem hoje tantos pais e mães para serem os melhores amigos e dar tudo a seus filhos.

Os filhos precisam perceber que, durante a infância, estamos à frente de suas vidas, como líderes capazes de sujeitá-los quando não os podemos conter, e de guiá-los enquanto não sabem para onde vão.

Se o autoritarismo suplanta, humilha, o permissível sufoca.

Apenas uma atitude firme, respeitosa, lhes permitirá confiar em nossa idoneidade para governar suas vidas enquanto forem menores.

Vamos à frente liderando-os e não atrás, carregando-os, e rendidos à sua vontade.

É assim que evitaremos que as novas gerações se afoguem no descontrole e tédio no qual muitos estão afundando, descuidados.

Os limites abrigam o indivíduo. Com amor ilimitado e profundo respeito.

* * *

Allan Kardec, na questão 208 de O livro dos espíritos, pergunta: O Espírito dos pais tem influência sobre o do filho após o nascimento?

Há uma influência muito grande – respondem os Espíritos – como já dissemos, os Espíritos devem contribuir para o progresso uns dos outros.

Pois bem, os Espíritos dos pais têm como missão desenvolver o de seus filhos pela educação. É para eles uma tarefa: se falharem, serão culpados.

Redação do Momento Espírita com base em texto recebido pela internet, atribuído a Mônica Monastério, e no item 208 de O livro dos Espíritos, de Allan Kardec, ed. Feb.

28 maio 2008

Amor e Saúde - Joanna de Ângelis

Amor e Saúde

Um coração aberto ao amor torna-se afável e possuidor de tesouros de alegria e de bem estar.
A necessidade de manter o coração aberto é imprescindível para a instalação do amor.

Isso significa permanecer em inocência, sem os resíduos da perversidade, da insensatez, da maldade dos relacionamentos infelizes.

Os dias tumultuados, que exigem movimentação e astúcia para a sobrevivência, geram conflitos que fecham o coração a novas experiências e afeiçoes, em razão do medo que dele se apossa, gerando desconfiança e inquietação.

Um coração aberto significa estar acessível à linguagem do amor que se encontra ínsito em toda parte: no ar que se respira, na paisagem rutilante ao sol, na sinfonia de sons da natureza, nos sorrisos despreocupados da infância, na velhice confiante, no próprio pulsar da vida como manifestação de Deus.

Com o coração aberto podem-se ver melhor os acontecimentos e identificar as pessoas, compreender as ocorrências desagradáveis e trabalhar em favor do progresso, avançar no compromisso dos deveres e nunca recuar ante os insucessos, que são apenas transferências no tempo em relação ao êxito que virá.

Com essa atitude torna-se mais fácil perdoar, por causa da presença da compaixão, o que não equivale a dizer que se permitir ferir pela crueldade dos outros, mesmo não os vinculando dos seus sentimentos, não lhes revidando o ato com o mesmo mal.

Evitando acumular o bafio pestoso na mente ou no coração, respira-se melhor e readquire-se o ritmo do equilíbrio que vem sendo afetado pelas perturbações que grassam e pelo materialismo que desarticula os princípios de ética e de amor, exigindo o aproveitamento de cada momento, a vitória a qualquer preço, mesmo que através da destruição de outrem...

Assim, torna-se inevitável que a saúde se instale, que as resistências imunológicas se fortaleçam, e um vigor diferente, inusual, tome conta das células, estimulando-as à equilibrada mitose que lhes proporciona vida.

É provável que experimente enfermidades, transtornos momentâneos, desajustes orgânicos, ficando doente, nunca, porém, sendo doente.

A capacidade para enfrentar as ocorrências difíceis robustece o ânimo, que não se quebranta por questões de somenos importância, e mesmo quando são graves, facultam bom senso ao situar-se na reflexão e renovar-se, mantendo-se ativo na luta e perseverando nos propósitos saudáveis.

Um coração aberto ao amor torna-se afável e possuidor de tesouros inigualáveis de alegria e de bem-estar, que proporcionam interesse e despertam atenção nos outros, que o buscam sedentos de ternura, ansiosos por paz.

O coração fecha-se quando agasalha a amargura, dá campo ao pessimismo, acumula recriminações e azedume, coleciona ressentimentos... De imediato, a saúde cambaleia e, aprisionado nesse labirinto de aflições, o ser desgasta-se e perde a direção de si mesmo.

Livro: Garimpo de Amor
Joanna de Ângelis e Divaldo P. Franco

27 maio 2008

Amigos - Emmanuel

Amigos

Questão 938 - O Livro dos Espíritos - (Reunião Pública de 19-10-59)

À medida que avances, montanha acima, nas trilhas da evolução, é possível que muitos de teus amigos se transformem, porque não possam ver o que vês.

É qual se o vinho capitoso surgisse transfigurado em resíduo de fel, ou como se o brilhante longamente acariciado se metamorfoseasse em pedra falsa.

Consagras-te agora à luz.
Dormitam muitos na sombra.
Escolhes hoje servir.
Demoram-se muitos reclamando o serviço alheio.
Buscas presentemente a verdade.
Afeiçoam-se muitos à mascara da ilusão.
Desapegas-te de prazeres inferiores e posses materiais.
Algemam-se muitos à egolatria.

Estranhando-te a nova atitude, quase sempre te classificam os anseios de elevação com adjetivos injuriosos.

Porque não mais te acomodas nas trevas, há entre eles quem te chame orgulhoso.
Porque conservas a humildade na luz da abnegação, há entre eles quem te chame covarde.
Porque não mais te relaciones com a mentira, há entre eles quem te chame fanático.
Porque esqueces a ti mesmo no culto do amparo a outrem, há entre eles quem te chame idiota.

Entretanto, ama-os, mesmo assim, sem exigir que te amem, cultivando o trabalho que a vida te confiou.

O serviço sustentado nas tuas mãos falará, sem palavras, de teus bons propósitos a criaturas diferente que, tangidas pelo divino amor, chegarão de outros campos em teu auxílio.

Para isso, porém, é indispensável não entres no labirinto das lamentações vinagrosas.
Censurar é ferir, e queixar-se é perder tempo.

Renuncia, pois, à satisfação da convivência com aqueles que, embora continuem amados em teu coração, não mais te comunguem as esperanças.

Se te esquecerem, perdoa.
Se te desprezarem, perdoa mais uma vez.
Se te insultarem, perdoa novamente.
Se te atacarem, perdoa sempre.
Seja qual for a maneira pela qual te apareçam, nos dias da incompreensão, ajuda-os quanto puderes.

O silêncio em serviço é uma prece que fala.
Deus que concede à semente o refúgio da terra e a bênção da chuva
para que germine, em louvor do pão, dar-te-á também outras almas, com as quais te associes para a glória do bem.

Livro: Religião dos Espíritos
Emmanuel e Francisco Cândido Xavier

26 maio 2008

O Amor Perante a Indignidade - Momento Espírita

O Amor Perante a Indignidade

É comum o cristão experimentar a angustiante sensação de que não está à altura da crença que esposa.

Ele pensa que não se esforça o bastante para viver o que acredita.

Ou que seus esforços não dão os resultados que gostaria.

Uma triste dúvida por vezes lhe baila na mente:

Será que ele é apenas um hipócrita, enamorado de belos ideais, mas sem colocá-los em prática?

O modelo cristão é bastante elevado.

Trata-se da figura do Cristo, sublime sob todos os aspectos.

Embora em constante contato com seres ignorantes e transviados, preservou Sua pureza.

Ensinou, curou e exemplificou as mais excelsas virtudes.

Submetido às maiores violências, perdoou imediatamente.

Rigorosamente paciente com os simples e ignorantes, soube usar de energia ao tratar com os poderosos e os sábios de coração vazio.

Jesus alterou a História e os valores da Humanidade.

Com ele, a palavra amor ganhou uma nova acepção.

Não mais se tratava apenas de erotismo ou de amizade, conforme o legado dos filósofos gregos.

Tinha-se doação incondicional, sem qualquer expectativa de retorno.

Surgiu a concepção de que o semelhante deve ser amado apenas porque existe, independentemente de seus valores e de seus atos.

Aí reside um fator de dificuldade para uma boa parte dos cristãos.

A figura de Jesus cintila em Suas perfeições.

O relato de Seus feitos provoca um intenso desejo de segui-Lo, de imitar-Lhe a conduta.

Mas para isso é preciso desenvolver um amor desinteressado e abrangente.

Entretanto, a Humanidade parece tão lamentável e suscita tão pouca simpatia!

Pessoas genuinamente boas são raras no Mundo.

Já os desonestos são tão abundantes e ardilosos!

As notícias sobre políticos corruptos não colocam o coração humano em disposição amorosa.

Os criminosos sempre estão a conseguir um modo de sair da cadeia.

Vê-se por todo lado a esperteza, a desonestidade e o egoísmo.

Parece que todo mundo está à cata de vantagens e de privilégios.

Fala-se mais em greves do que em serviços eficientemente prestados.

Amar uma Humanidade assim parece uma tarefa bem difícil, quase impossível ...

Entretanto, Jesus é o Modelo e conviveu com homens ainda mais rudes e os amou.

Um fator importante a considerar é que cada qual recebe conforme suas obras.

A Justiça Divina preside a harmonia universal.

Não é necessário gastar tempo com atitudes de revolta e inconformismo.

As leis humanas são falhas e freqüentemente são burladas.

Mas as Leis Divinas são incorruptíveis e infalíveis.

Todo ato, seja digno ou indigno, tem naturais e automáticas repercussões.

Assim, os que se permitem viver no mal devem apenas ser lamentados.

Eles estão semeando dores em seus destinos.

Conforme afirmou o Mestre na cruz, eles não sabem o que fazem.

Ciente dessa realidade, não deixe que a miséria moral alheia seja um obstáculo à sua piedade e ao seu amor.

Mesmo que você não consiga fazê-lo com perfeição, esforce-se em amar seu semelhante.

Os ignorantes e indignos são apenas os mais necessitados de compreensão e auxílio.

Pense nisso.

Redação do Momento Espírita

25 maio 2008

Posso Estar Errado - Momento Espírita

Posso Estar Errado

Ele carregou aquele peso inútil durante todo o dia.

Saíra de casa afobado, nervoso, e ainda por cima, havia discutido com a esposa.

Defendera uma idéia, um pensamento, com unhas e dentes, como se não conseguisse admitir, de forma alguma, que sua opinião poderia não ser a verdadeira.

Foi grosseiro, teimoso e impaciente.

Voltava agora para casa, e ao sintonizar a rádio no carro, ouviu a frase: Posso estar errado.

Era um professor dizendo o quanto sua vida se tornou diferente, quando passou a considerar esta opção, perante os alunos.

Dizia que passaram a respeitá-lo mais do que antes, quando pretendia ser sempre o dono da verdade.

Afirmava que até mesmo os conteúdos, sendo passados de uma forma mais humilde, menos impositiva, eram melhor absorvidos pela classe.

Ele resumia sua teoria dizendo: Admitir falhas é o melhor caminho.

* * *

Será que costumamos fazer este exercício? Considerar, nesta ou naquela situação ou discussão, que podemos estar errados?

Ou ainda insistimos em achar que o nosso ponto de vista é sempre o mais correto?

Parece que, ao acharmos que estamos com a razão, acreditamos que a nossa opinião é mais importante do que a dos demais, e que tem de prevalecer.

Não percebemos, mas isso é manifestação do vício do orgulho, em uma de suas muitas formas de atuação.

Um exercício interessante é tentar, a cada momento, considerar a simples hipótese de que podemos estar errados, e fazer um esforço para enxergar as coisas por outro ângulo.

Podemos experimentar ser mais flexíveis e abertos e lembrarmos que algumas vezes podemos não estar com a razão.

Tal forma de agir nos ajuda a tomar decisões mais acertadas e, conseqüentemente, duradouras, pois elas não terão sido fruto de uma reação automática de nossa personalidade.

Ao nos desapegarmos da necessidade de estarmos sempre com a razão, transformamos nossas vidas numa experiência bem mais prazerosa.

Afinal, por que temos que estar sempre certos? Não parece um peso desnecessário que carregamos nos ombros?

Buscar acertar sempre é saudável, nos faz crescer. Porém, querer ser sempre o dono da verdade, é desperdício de energia. Além de ser uma pretensão muito grande.

O caminho para a verdade está em conhecer todos os ângulos possíveis de visão sobre algo, e isso só é possível ouvindo os outros, considerando as experiências alheias na construção de nosso conhecimento.

Quanto mais humildes, mais ouvimos. Quanto mais orgulhosos, mais queremos ser ouvidos.

* * *

Dale Carnegie, autor do best seller Como fazer amigos e influenciar pessoas, afirma que você nunca terá aborrecimentos admitindo que pode estar errado.

Isto evitará discussões e fará com que o outro companheiro se torne tão inteligente, e tão claro e tão sensato como foi você.

Fará com que ele também queira admitir que pode estar errado.

A inflexibilidade de uma opinião gera quase sempre aversão. Um gesto de humildade sempre inspira outro.

Redação do Momento Espírita com base em matéria da Revista Prana Yoga Journal, de março de 2008, ed. Brmidia e em trecho extraído do livro Como fazer amigos e influenciar pessoas, de Dale Carnegie, ed. Ibep.

24 maio 2008

A Respeito do seu Cansaço - Espírito Joanes

 
A RESPEITO DO SEU CANSAÇO

É compreensível que haja dias em que você se sinta, realmente, muito cansado, levando-se em consideração a vida agitada, os compromissos exigentes e a multiplicidade dos seus afazeres.

Nobre será você, caso consiga dar conta de tudo com entusiasmo, por poder ser útil à existência.
Feliz você é porque dispõe de energia e saúde para essas realizações.

Contudo, na faixa do seu cansaço, evite seguir reclamando.

Afinal, os seus amigos apenas suportam a sua gentileza que apregoa o seu cansaço.
Recomendam as divinas leis a obediência à lei do repouso.

Desse modo, caso esteja com as forças físicas em queda digna de atenção; ou se as suas capacidades psicológicas o ameaçam com sinais de pane, o caminho mais recomendável é o que o leva ao descanso ou aos cuidados profissionais compatíveis com a sua necessidade.

Perceba que a lamentação por cansaço não muda os quadros da sua vida.

Observe que quando você assume o mote do desgaste, costuma-se fazer repetitivo, impondo aos que o homenageiam com atenção algumas atitudes diante das suas lamúrias: ou concordam com você, para não desgostá-lo, ou silenciam, pensando no tempo que você joga fora, reclamando sem qualquer providência, ou se mostram indiferentes, porque nada podem fazer por você, ou se irritam e verbalizam o aborrecimento ou se afastam para não mais ouvir, porque ao reclamar em demasia você se torna inoportuno, excessivo, aborrecido.

Se o seu cansaço o preocupa, de fato, tome o caminho mais conveniente. Caso não possa fazê-lo por qualquer motivo, silencie, trabalhe e ore, buscando apoio e refazimento nas Fontes benfazejas do Reino do Espírito.

Procure Jesus e entregue a Ele o seu cansaço e o seu descanso trabalhando sempre, já que você sabe que toda e qualquer ocupação, que se faça útil, isso é trabalho.

Aprenda com os Avançados Espíritos que repousam, modificando as atividades, renovando desse modo as alegrias da alma.

O seu cansaço excessivo pode denotar a somatização dos seus aborrecimentos, frustrações, desgostos, incapacidades e limitações. Pode ser caminho para fugir de si mesmo, sem sucesso.

Por isso é que encontramos os perenes cansados que, tendo tempo e chance para o lazer e o relaxamento, costumam regressar sempre mais cansados, invariavelmente, requerendo períodos cada vez maiores para isso.

Cuide-se, trate-se, mas renove-se também, ilumine os campos internos da alma por meio de atividades que o enriqueçam espiritualmente, que o plenifiquem verdadeiramente.

Evite reclamações sobre o seu estado de esgotamento e procure as suas verdadeiras razões para tratá-lo e viver feliz, tanto quanto a Terra pode permitir.

Meditação: O sono foi dado ao homem para reparação das forças orgânicas e também para a das forças morais. Enquanto o corpo recupera os elementos que perdeu por efeito da atividade da vigília, o Espírito vai recuperar-se entre os outros Espíritos. Cap. XXVIII, item 38 - ESE

De "Para uso diário",
de J. Raul Teixeira,

pelo Espírito Joanes

23 maio 2008

Amor e Caridade - Joanna de Ângelis

AMOR E CARIDADE
  • Sem o amor, a caridade desapareceria da vida, tanto quanto sem caridade o amor feneceria no mundo.
  • O amor é meio.A caridade é fim.
  • O amor é combustível.
  • A caridade é luz.
  • O amor é trigo.
  • A caridade é pão.
  • O amor é bênção.
  • A caridade é vida.
  • O amor ensina.
  • A caridade realiza.
  • O amor propõe.
  • A caridade produz.
  • Sem o amor de Deus, que tudo vitaliza, a caridade de Jesus para conosco não nos alcançaria.
  • Amor sempre.
  • Caridade sem cessar.
  • Diante da impiedade e da delinqüência, pergunta ao amor o quedeves fazer; ele te induzirá à ação da caridade.
  • Sob injunções ingratas e dores que acreditas não merecer, propõe ao amor como te deves conduzir; ouvirás a sua palavra incentivando-te à caridade da paciência.
  • Sofrendo incompreensão e dificuldade nas lutas rudes que te maceram interiormente, inquire ao amor qual a solução; sentirás o impulso da caridade iluminar-te os sentimentos.
  • Perseguido ou malquerido, sob açoites externos ou crucificado em traves invisíveis, ausculta o amor e produze na caridade.
  • O amor abrir-te-á sempre as portas da paz, enquanto a caridade levar-te-á pelas mãos ao termo da batalha redentora.
  • Nunca te situes longe do amor; jamais te apartes da caridade.
  • Na cruz ignominiosa o Senhor sem culpa nem mácula prosseguiu amando, e porque se recordasse de Judas, afligido pelos remorsos insanos, rogou a Deus perdão para ele e todos nós em luminosa lição de imorredoura caridade, permanecendo até hoje trabalhando pela nossa felicidade.
De "Otimismo",
de Divaldo P. Franco,
pelo Espírito Joanna de Ângelis

22 maio 2008

Angústia - Miramez

ANGÚSTIA
ESE - Cap. V - Item 24

Aquele que se posiciona em estado de angústia com a vida, sem razão de ser, deve confiar em Deus e partir para a obediência às Suas leis, que será amparado pelos benfeitores da Vida Maior.

Existem, para tudo, linhas de comportamento, que devem ser respeitadas na urgência dos dias que passam, esperando nossa compreensão.

Muitos pensam que, por serem Espíritos desencarnados, não precisam obedecer aos estatutos espirituais da Divindade; enganam-se, pois as leis são para todos e para tudo. Muitos casos que se pensa que são infortúnios, são, na verdade, oportunidades de redenção da alma, possibilitando a conquista da sua liberdade, pela desventura que passa.

Não há dor que não traga lições valiosas para a educação das almas e o aprimoramento dos seus sentimentos, cuja necessidade nos faz sofrer, pela ausência do amor. Diante dos infortúnios que se apresentam nos caminhos, convém não ficar na indolência, mas exercitar-se no aprimoramento, rumando para a perfeição, buscando no Evangelho a conduta que exemplifica o Cristo nos pergaminhos da Divindade.

Esqueça as angústias que porventura surgirem no seu coração, ativando a alegria e o trabalho no bem. A caridade desentulha os caminhos dos sentimentos das águas da inatividade.

O movimento dirigido pelo amor é rastro de luz que multiplica a esperança no coração.

Pessoas há que gostam e sentem mesmo prazer em aumentar a desdita em suas vidas. Por que pensar no mal, se ele não chegou na sua existência?

Mesmo chegando, é preciso esforçar-se para superá-lo, acendendo o ânimo e trabalhando na caridade, falando da vitória em si mesmo e semeando a fé onde quer que seja. Não alimente mágoas, porque ela é semente do sofrimento.

A nossa paz depende muito de nós; cultivemos a oração, pois com isso ficaremos envolvidos em ambiente de luz, que nos guia para a paz.

Muitas pessoas se levantam de suas camas com os rostos turvos de melancolia, respirando tristeza e dando má impressão aos que as encontram à luz do dia; sem saber, estão saindo a semear, e terão colheita certa, de acordo com a semeadura.

Procure viver Jesus, mesmo sofrendo agressões, que mais tarde elas se tornarão luzes.

As calamidades sempre existiram na Terra, e os grandes homens as transformam sempre em tranqüilidade pela presença da fé. Façamos o mesmo, que entraremos na dimensão da luz espiritual.

Angústia não é ambiente do homem de bem e, portanto, não interessa para o cristão; é plantio fétido que gera podridão. O angustiado sofre e, por vezes, não sabe de onde vem o sofrimento. Para o Espírito, consciente da fonte dos padecimentos em seus caminhos, é seu dever combater todos os impulsos dos maus sentimentos, fazendo a sua mente participar nas dimensões
do amor e da fraternidade.

Busquemos a luz, que essa vontade começará a clarear nossa vida; esqueçamos todos os tipos de aflições que, em muitos casos, não têm razão de ser, estando apenas fazendo ambiente para coisas que não existem.

Alegre-se no bem, que essa alegria crescerá e surgirá o amor, dando nascimento a outras virtudes que engrandecem a alma.

De "Máxima de Luz",
de João Nunes Maia,
pelo Espírito Miramez

21 maio 2008

Calma Ativa - Augusto

CALMA ATIVA

"E por vontade não entendemos aqui um desejo efêmero e inconseqüente, a cada momento interrompido por outras preocupações, mas uma vontade séria, perseverante, sustentada com firmeza, sem impaciência nem ansiedade." O Livro dos Médiuns, cap. 17 - 204.

Um lago agitado eternamente acabará distorcendo as imagens refletidas em seu espelho d'água.

O exemplo, embora pobre, ilustra a importância da disciplina emocional para o intercâmbio mediúnico.

Ansiedade é ruído interior, interferindo na comunicação com o Além.

Impaciência é agitação na alma, perturbando o campo psíquico.

A mente inquieta bloqueia os canais mediúnicos, impedindo a expansão da consciência para além dos sentidos sensoriais.

Por essa razão, Allan Kardec recomenda calma e recolhimento, sustentados numa vontade séria, a fim de que o intercâmbio ocorra em condições favoráveis.

A pressa é ponte para a frustração, tanto quanto a precipitação responde, muitas vezes, pelos desvirtuamentos.

Olha para ti mesmo, examinando o cenário que te caracteriza o interior.
Estuda e estuda-te.

Constatarás que a tua personalidade resulta de experiências muito particulares no ciclo constante de amadurecimento espiritual, o que faz de ti um ser único, portador de ritmo próprio no campo mental e emocional.

Por essa razão, evita comparações de qualquer tipo, respeitando os próprios limites, certo de que cada pessoa atende aos propósitos da vida segundo o momento evolutivo em que se encontra.

Aprende a fazer silêncio interior, para que a sintonia mediúnica se consolide de forma natural, espontânea e segura. Assim, "ouvirás" melhor os espíritos que buscam sintonizar contigo para as tarefas edificantes.

Não confundas, porém, serenidade com inércia. A prática mediúnica direcionada para os objetivos elevados requer esforço e dedicação, impondo ao trabalhador não apenas uma atitude calma, mas também uma calma ativa, capaz de conjugar equilíbrio e trabalho em favor do bem integral.

De "Mediunidade & Autoconhecimento",
de Clayton Levy,
pelo Espírito Augusto

20 maio 2008

Evangelho e Dinamismo - Emmanuel

Evangelho e Dinamismo

Desde os primórdios da organização religiosa no mundo, há quem estime a vida contemplativa absoluta por introdução imprescindível às alegrias celestiais.

Cristalizado em semelhante atitude, o crente demanda lugares ermos como se a solidão fosse sinônimo de santidade.

Poderá, contudo, o diamante fulgurar no mostruário da beleza, fugindo ao lapidário que lhe apura o valor? Com o Cristo, não vemos a idéia de repouso improdutivo como preparação do Céu.

Não foge o Mestre ao contacto com a luta comum.
A Boa Nova em seu coração, em seu verbo e em seus braços é essencialmente dinâmica.

Não se contenta em ser procurado para mitigar o sofrimento e socorrer a aflição.

Vai, Ele mesmo, ao encontro das necessidades alheias, sem alardear a presunção.

Instrui a alma do povo, em pleno campo, dando a entender que todo lugar é sagrado para a Divina Manifestação.

Não adota posição especial, a fim de receber os doentes e impressioná-los.

Na praça pública, limpa os leprosos e restaura a visão dos cegos.
À beira do lago, entre pescadores, reergue os paralíticos.

Em meio da multidão, doutrina entidades da sombra, reequilibrando obsidiados e possessos.

Mateus, no capítulo nove, versículo trinta e cinco, informa que Jesus "percorria todas as cidades e aldeias, ensinando nos templos que encontrava, pregando o Evangelho do Reino e curando todas as enfermidades que assediavam o povo".

Em ocasião alguma o encontramos fora de ação.
Quando se dirige ao monte ou ao deserto, a fim de orar, não é a fuga que pretende e sim a renovação das energias para poder consagrar-se, mais intensamente, à atividade.

Certamente, para exaltar os méritos do Reino de Deus, não se revela pregoeiro barato da rua, mas afirma-se, invariavelmente, pronto a servir.

Atencioso, presta assistência à sogra de Pedro e visita, afetuosamente, a casa de Levi, o publicano, que lhe oferece um banquete.

Não impõe condições para o desempenho da missão de bondade que o retém ao lado das criaturas.

Não usa roupagens especiais para entender-se com Maria de Magdala, nem se enclausura em preconceitos de religião ou de raça para deixar de atender aos doentes infelizes.

Seja onde for, sem subestimar os valores do Céu, ajuda, esclarece, ampara e salva.

Com o Evangelho, institui-se entre os homens o culto da verdadeira fraternidade.

O Poder Divino não permanece encerrado na simbologia dos templos de pedra.

Liberta-se.
Volta-se para a esfera pública.
Marcha ao encontro da necessidade e da ignorância, da dor e da miséria.

Abraça os desventurados e levanta os caídos.

Não mais a tirania de Baal, nem o favoritismo de Júpiter, mas Deus, o Pai, que, através de Jesus-Cristo, inicia na Terra o serviço da fé renovadora e dinâmica que, sendo êxtase e confiança, é também compreensão e caridade para a ascensão do espírito humano à Luz Universal.

Livro: O Essencial
Emmanuel e Francisco Cândido Xavier

19 maio 2008

O Justo Remédio - Emmanuel

O JUSTO REMÉDIO

"Quanto, porém, à caridade fraternal, não necessitais que vos escreva, porque já vós mesmos estais instruídos por Deus que vos ameis uns aos outros."
Paulo. (I TESSALONICENSES, 4:9.)

Em sua missão de Consolador, recebe o Espiritismo milhares de consultas de almas ansiosas, que imploram socorro e solução para diversos problemas.

Aqui, é um pai que não compreende e confia-se a sistemas cruéis de educação.

Ali, é um filho rebelde e ingrato, que foge à beleza do entendimento.

Acolá, é um amigo fascinado pelas aparências do mundo, e que abandona os compromissos com o ideal superior.

Além, é um irmão que se nega ao concurso fraterno.

Noutra parte, é o cônjuge que deserta do lar.

Mais adiante, é o chefe de serviço, insensível e contundente.

Contudo, o remédio para a extinção desses velhos enigmas das relações humanas está indicado, há séculos, nos ensinamentos da Boa Nova.

A caridade fraternal é alguém que foi admitido à presença do Divino Mestre para servir.

A recompensa de semelhante trabalhador, efetivamente, não pode ser aguardada no imediatismo da Terra.

Como colocar o fruto na fronde verde da plantinha nascente?

Como arrancar a obra-prima do mármore com o primeiro golpe do cinzel?

Quem realmente ama, em nome de Jesus, está semeando para a colheita na Eternidade.

Não procuremos orientação com os outros para assuntos claramente solucionáveis por nosso esforço.

Sabemos que não adianta desesperar ou amaldiçoar...

Cada espírito possui o roteiro que lhe é próprio.

Saibamos caminhar, portanto, na senda que a vida nos oferece, sob a luz da caridade fraternal, hoje e sempre.

Emmanuel
Página recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier,

contida no Livro "Fonte Viva" - 1956

Questão 138, páginas 309 e 310 edição Federação Espírita Brasileira

18 maio 2008

Vinculações - Emmanuel

VINCULAÇÕES

Os que encarnam numa família, sobretudo como parentes próximos, são, as mais das vezes, Espíritos simpáticos, ligados por anteriores relações, que se expressam por uma afeição recíproca na vida terrena.
Do item 8, do Cap. XIV, de "O Evangelho Segundo o Espiritismo".


Estudos e pesquisas se multiplicam, nos domínios da psicologia, quanto às complexidades do mundo infantil, e o exame das vinculações se destaca à vista.

Cada pequenino é um campo de tendências inatas, com tamanha riqueza de material para a observação do analista, que, debalde, se lhe penetrará os meandros da individualidade, Baseando-nos no trabalho biológico de construção do ser, assente em milênios numerosos, é indubitável que surpreenderemos na criança todo o equipamento dos impulsos sexuais prontos à manifestação, quando a puberdade lhe assegure mais amplo controle do carro físico.

E, com esses impulsos, eis que lhe despontam do espírito as inclinações para maior ou menor ligação com esse ou aquele companheiro do núcleo familiar.

O jogo afetivo, porém, via de regra se desenrola mais intensivamente entre ela e os pais, reconhecendo-se para logo se os laços das existências passadas estão mais fortemente entretecidos com o genitor ou a genitora.

Debitando-se ao impulso sexual quase todos os alicerces da evolução sobre os quais se nos levanta a formação de espírito, é compreensível que o sexo apareça nas cogitações dos pequeninos em seu desenvolvimento natural, e, nesse território de criações da mente infantil, ser-nos-á fácil definir a direção dos arrastamentos da criança, se para os ascendentes paternos ou maternos, porquanto aí revelará precisamente as tendências trazidas de estâncias outras que o passado arquivou.

Com freqüência, mas não sempre, as filhas propendem mais acentuadamente para a ligação com os pais, enquanto que os filhos se pronunciam por mais entranhado afeto para com as mães.

Subsistirá, no entanto, qualquer estranheza nisso, quando não ignoramos que toda a estrutura psicológica, em que se nos erguem os destinos, foi manipulada com os ingredientes do sexo, através de milhares de reencarnações? e, aceitando os princípios de causa e efeito que nos lastreiam a experiência, desconheceremos, acaso, que os instintos sexuais nos orientaram a romagem, por milênios e milênios, no reino animal, edificando a razão que hoje nos coroa a inteligência? Apreciando isso, recordemos o cipoal das relações poligâmicas de que somos egressos, quanto aos evos transcorridos, e entenderemos.

Com absoluta naturalidade, os complexos da personalidade infantil.

Assim sucede, porque herdamos espiritualmente de nós mesmos, pelas raízes do renascimento físico, reencontrando, matematicamente, na posição de filhos e filhas, aqueles mesmos companheiros de experiência sentimental, com os quais tenhamos contas por acertar.

Atentos a semelhante realidade, somos logicamente impulsionados a concluir que os vínculos da criança, de uma forma ou de outra, em qualquer distrito de progresso e em qualquer clima afetivo, solicitam providências e previdências, que sintetizaremos tão-somente numa palavra única: educação.

Emmanuel
Livro: Vida e Sexo - Páginas 61 a 63

Psicografia de Chico Xavier - Editora FEB

17 maio 2008

Pais e Filhos - Emmanuel

Pais e Filhos

“A ingratidão é um dos frutos mais diretos do egoísmo. Revolta sempre os corações honestos. Mas, a dos filhos para com os pais apresenta caráter ainda mais odioso.”
Do item 9, do Cáp. XIV, de “O evangelho segundo o espiritismo”

Trazida a reencarnação para os alicerce dos fenômenos sócios-domésticos, não é somente a relação de pais para filhos que assume caráter de importância, mas igualmente a que se verifica dos filhos para com os pais.
Os filhos não pertencem aos pais; entretanto, de igual modo, os pais não pertencem aos filhos.
Os genitores devem especial consideração aos próprios rebentos, mas o dever funciona bilateralmente, de vez que os rebentos do grupo familiar devem aos genitores particular atenção. Existem pais que agridem os filhos e tentam escravizá-los, qual se lhes fossem objeto de propriedade exclusiva; todavia, encontramos, na mesma ordem de freqüência, filhos que agridem os pais e buscam escravizá-los, como se os progenitores lhes constituíssem alimárias domésticas.
A reencarnação traça rumos nítidos ao mútuo respeito que nos compete de uns para com os outros.

Entre pais e filhos, há naturalmente uma fronteira de apreço recíproco, que não se pode ultrapassar, em nome do amor, sem que o egoísmo apareça, conturbando-lhes a existência.

Justo que os pais não interfiram no futuro dos filhos, tanto quanto justo que os filhos não interfiram no passado dos pais.

Os pais não conseguem penetrar, de imediato, a trama do destino que os princípios cármicos lhes reservam aos filhos, no porvir, e os filhos estão inabilitados a compreender, de pronto, o enredo das circunstâncias em que se mergulharam seus pais, no pretérito, a fim de que pudessem volver, do Plano Espiritual ao renascimento no Plano Físico.

Unicamente no mundo das causas, após a desencarnação, ser-lhes-á possível o entendimento claro, acerca dos vínculos em que se imanizam. Invoque-se, à visto disso, o auxílio de religiosos, professores, filósofos, e psicólogos, a fim de que a excessiva agressividade filial não atinja as raias da perversidade ou da delinqüência para com os pais e nem a excessiva autoridade dos pais venha a violentar os filhos, em nome de extemporânea ou cruel desvinculação.

Nunca é lícito o desprezo dos pais para com os filhos e vice-versa.
Não configuramos no assunto qualquer aspecto lírico na temática afetiva. Apresentamos, sumariamente, princípios básicos do Universo.

A existência terrestre é muito importante no progresso e no aperfeiçoamento do Espírito; no entanto, ao mesmo tempo, é simples estágio da criatura eterna no educandário da experiência física, à maneira de estudante no internato.

Os pais lembram alunos, em condições mais avançadas de tempo, no currículo de lições, ao passo que os filhos recordam aprendizes iniciantes, quando surgem na arena de serviço terrestre, com acesso na escola, sob o patrocínio dos companheiros que os antecederam, por ordem de matrícula e aceitação.

E que os filhos jamais acusem os pais pelo curso complexo ou difícil em que se vejam no colégio da existência humana, porquanto, na maioria das ocasiões, foram eles mesmos, os filhos, que, na condição de Espíritos desencarnados, insistiram com os pais, através de afetuoso constrangimento ou suave processo obsessivo, para que os trouxessem, de novo, à oficina de valores físicos, de cujos instrumentos se mostravam carecedores, a fim de seguirem rumo correto, no encalço da própria emancipação.

Emmanuel
Livro: Vida e Sexo – Francisco Cândido Xavier

16 maio 2008

Adultério e Prostituição - Emmanuel

ADULTÉRIO E PROSTITUIÇÃO

Atire-lhe a primeira pedra aquele que estiver isento de pecado, disse Jesus.

Esta sentença faz da indulgência um dever para nós outros porque ninguém há que não necessite, para si próprio, de indulgência.

Ela nos ensina que não devemos julgar com mais severidade os outros, do que nos julgamos a nós mesmos, nem condenar em outrem aquilo de que nos absolvemos.

Antes de profligarmos a alguém uma falta, vejamos se a mesma censura não nos pode ser feita.

Do item 13, do Cap. X, de O Evangelho Segundo o Espiritismo.


É curioso notar que Jesus, em se tratando de faltas e quedas, nos domínios do espírito, haja escolhido aquela da mulher, em falhas do sexo, para pronunciar a sua inolvidável sentença: "aquele que estiver sem pecado atire a primeira pedra".

Dir-se-ia que no rol das defecções, deserções, fraquezas e delitos do mundo, os problemas afetivos se mostram de tal modo encravados no ser humano que pessoa alguma da Terra haja escapado, no cardume das existências consecutivas, aos chamados "erros do amor".

Penetre cada um de nós os recessos da própria alma, e, se consegue apresentar comportamento irrepreensível, no imediatismo da vida prática, ante os dias que correm, indague-se, com sinceridade, quanto às próprias tendências.

Quem não haja varado transes difíceis, nas áreas do coração, no período da reencarnação em que se encontre, investigue as próprias inclinações e anseios no campo íntimo, e, em sã consciência, verificará que não se acha ausente do emaranhado de conflitos, que remanescem do acervo de lutas sexuais da Humanidade. Desses embates multimilenares, restam, ainda, por feridas sangrentas no organismo da coletividade, o adultério que, de futuro, será classificado na patologia das doenças da alma, extinguindo-se, por fim, com remédio adequado, e a prostituição que reúne em si homens e mulheres que se entregam às relações sexuais, mediante paga, estabelecendo mercados afetivos.

Qual ocorre aos flagelos da guerra, da pirataria, da violência homicida e da escravidão que acompanham a comunidade terrestre, há milênios, diluindo-se, muito pouco a pouco, o adultério e a prostituição ainda permanecem, na Terra, por instrumentos de prova e expiação, destinados naturalmente a desaparecer, na equação dos direitos do homem e da mulher, que se harmonizarão pelo mesmo peso, na balança do progresso e da vida.

Note-se que o lenocínio de hoje, conquanto situado fora da lei, é o herdeiro dos bordéis autorizados por regulamentação oficial, em muitas regiões, como sucedia notadamente na Grécia e na Roma antigas, em que os estabelecimentos dessa natureza eram constantemente nutridos por levas de jovens mulheres orientais, direta ou indiretamente adquiridas, à feição de alimárias, para misteres de aluguel.

Tantos foram os desvarios dos Espíritos em evolução no Planeta – Espíritos entre os quais muito raros de nós, os companheiros da Terra, não nos achamos incluídos - que decerto Jesus, personalizando na mulher sofredora a família humana, pronunciou a inesquecível sentença, convocando os homens, supostamente puros em matéria de sexualidade, a lançarem sobre a companheira infeliz a primeira pedra.

Evidentemente, o mundo avança para mais elevadas condições de existência. Fenômenos de transição explodem aqui e ali, comunicando renovação. E, com semelhantes ocorrências, surge para as nações o problema da educação espiritual, para que a educação do sexo não se faça irrisão com palavras brilhantes mascarando a licenciosidade.

Quando cada criatura for respeitada em seu foro íntimo, para que o amor se consagre por vínculo divino, muito mais de alma para alma que de corpo para corpo, com a dignidade do trabalho e do aperfeiçoamento pessoal luzindo na presença de cada uma, então os conceitos de adultério e prostituição se farão distanciados do cotidiano, de vez que a compreensão apaziguará o coração humano e a chamada desventura afetiva não terá razão de ser.

Emmanuel Livro: Vida e Sexo - Páginas 93 A 96 - Emmanuel
Psicografia de Chico Xavier - Editora FEB

15 maio 2008

Atritos Físicos - Emmanuel

ATRITOS FÍSICOS

"Mas se alguém te bater na face direita, oferece-lhe também a outras." Jesus. (MATEUS, 5:39.)

Alguns humoristas pretendem descobrir na advertência do Mestre uma exortação à covardia, sem noção de respeito próprio.

O parecer de Jesus, no entanto, não obedece apenas aos ditames do amor, essência fundamental de seu Evangelho. É igualmente uma peça de bom senso e lógica rigorosa.

Quando um homem investe contra outro, utilizando a força física, os recursos espirituais de qualquer espécie já foram momentaneamente obliterados no atacante.

O murro da cólera somente surge quando a razão foi afastada. E sobrevindo semelhante problema, somente a calma do adversário consegue atenuar os desequilíbrios, procedentes da ausência de controle.

O homem do campo sabe que o animal enfurecido não regressa à naturalidade se tratado com a ira que o possui.

A abelha não ferretoa o apicultor, amigo da brandura e da serenidade.

O único recurso para conter um homem desvairado, compelindo-o a reajustar-se dignamente, é conservar-se o contendor ou os circunstantes em posição normal, sem cair do mesmo nível de inferioridade.

A recomendação de Jesus abre-nos abençoado avanço . . .

Oferecer a face esquerda, depois que a direita já se encontra dilacerada pelo agressor, é chamá-lo à razão enobrecida, reintegrando-o, de imediato, no reconhecimento da perversidade que lhe é própria.

Em qualquer conflito físico, a palavra reveste-se de reduzida função nos círculos do bem. O gesto é a força que se expressará convenientemente.

Segundo reconhecemos, portanto, no conselho de Cristo não há convite à fraqueza, mas apelo à superioridade que as pessoas vulgares ainda desconhecem.

Emmanuel Página recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier,
contida no livro "Vinha de Luz" - 1951
Questão 63,
páginas 139 e 140 edição Federação Espírita Brasileira.

14 maio 2008

A Terra - Nossa Escola - Emmanuel

A TERRA - NOSSA ESCOLA

Contempla a beleza da Terra - a nossa escola - para que o pessimismo não te obscureça a estrada, anulando-te o tempo na regeneração do destino.

Não será fazer lirismo inoperante, mas sim descerrar os olhos no painel das realidades objetivas.

Pensa no Sol que é luz infatigável;

no céu a constelar-se em turbilhões de estrelas, novas pátrias de luz exaltando a esperança;

na fonte que se entrega, mitigando-te a sede;

na árvore generosa a proteger-te os passos;

na semente minúscula abrindo-se em flor e pão;

no lar aconchegante a guardar-te, promissor...

Tudo no altar da natureza é prazer de auxiliar e privilégio de servir.

Entretanto, muitas vezes, trazemos em nós próprios, tristeza e crueldade por tóxicos do caminho...

E renascentes de ontem cujos minutos gastamos na edificação do próprio infortúnio, temos o coração qual vaso de fel, aniquilando em nós as bênçãos da alegria.

Não podemos negar a condição de espíritos prisioneiros, quando se nos desdobra a experiência no corpo físico, entretanto, é nessa segregação oportuna que recapitulamos as nossas lições perdidas.

É na veste física que tornamos ao adversário do pretérito, à afeição mal vivida e ao obstáculo que se fez resultado de nossa própria incúria.

Não há mal na Terra, senão em nós mesmos - mãe de nossa rebeldia multimilenária diante da Eterna Lei, do Amor - gerando os males que nos marcam a imprevidência.

Descerremos as portas da alma à luz da grande compreensão e, buscando aprender com os recursos do mundo, que nos amparam em nome da Divina Providência, reajustemo-nos no amor que entende e socorre, abençoa e serve sempre, na certeza de que, refletindo em nós os Propósitos Divinos, encontraremos, desde agora, nas complexidades e nevoeiros do mundo, a preciosa trilha de acesso ao Eterno Bem.

Espírito: Emmanuel
Psicografia: Francisco Cândido Xavier
Livro: Família

13 maio 2008

A Caridade é o Caminho - Scheilla


A CARIDADE É O CAMINHO

Fora da caridade não há ambiente para o verdadeiro Amor, mas a verdadeira caridade igualmente não se expressa sem o ato amoroso que se irradia do coração para todas as frentes de trabalho onde o Bem é a meta dos sentimentos.

Na verdade, a caridade é o caminho único para encontrarmos a paz de consciência, mas essa verdade somente é encontrada quando a praticamos por dever e, acima do dever, por prazer de sermos úteis a todos e a tudo em nossos caminhos.

Há muitos que interrogam sua própria alma: o que é caridade? E como fazê-la? Esses certamente desconhecem livros espíritas, pois essas obras são todas inspiradas nesta virtude grandiosa que dá e que é vida em todos os mundos habitados.

Se queres saber o que é caridade, nós te falamos novamente; podes começá-la dentro da tua casa, nos gestos generosos para com tua mulher e filhos, parentes e amigos, pai e mãe.

Entrementes, antes que o faça dentro do teu lar, faze-o contigo mesmo, cortando as arestas dos teus impulsos inferiores, caso os tenha, amansando a tua fala diante dos outros.

A caridade é luz que brilha em toda a parte, como sendo o perfume de Deus a alentar os que sofrem. Se te sobrarem algumas horas por dia, meu irmão, nas deixe vazias e sabes como pode preenchê-las: pela caridade, por ser semente de luz a te trazer frutos de paz para o próprio coração.

Podes fazer caridade nos atos de bondade para com o próximo, nos momentos adequados, sem que essa bondade transforme em decadência o homem verdadeiramente bom. Mescla-a com a energia cristã, sem deixar-te também pular para o reino da violência.

Jesus foi a expressão máxima da caridade na Terra e nos deixou exemplos vivos do maior equilíbrio na beneficência, acendendo luzes em todos os assuntos da própria vida.

Se a caridade é o mesmo Amor, não podemos nos esquecer de amar no mesmo nível do amor do Mestre para conosco. O mundo está cheio de exemplos que brilham mais que o sol e nos fornecem água de vida mais que os mares e rios, valores maiores que o próprio ar, pela grandeza da fé que nos apresentam por todos os meios.

Jesus nasceu na Terra por ato de Deus, pelo Seu grande amor às criaturas, traduzido no envio do próprio Filho para iluminar todos os nossos caminhos. Tornaremos a dizer que, fora da caridade não pode haver vida, porque ela é a razão pura da fraternidade, florindo como amor nos reinos dos corações que expandem esses sentimentos salvadores.

Quem começa a melhorar, somente pode dar início à renovação, pela caridade.

De "Flor de Vida", de João Nunes Maia, pelo Espírito Scheilla

12 maio 2008

Mamãe, por que te amo tanto? - Momento Espírita

Mamãe, por que te amo tanto?

Todas as crianças, inevitavelmente, chegam naquela fase das famosas perguntas.

Perguntam sobre tudo. Querem saber sobre tudo, num afã natural e belo de se ver, na busca pelo conhecimento, por descobrir o mundo.

Do que são formadas as nuvens?

Por que aquele homem mora na rua?

Como o Papai do Céu pode vigiar todos ao mesmo tempo?

Como nasceu a primeira mãe de todas?

Porquês e mais porquês... Que acabam deixando os pais de cabelo em pé, em muitas ocasiões.

Uma dessas perguntas em especial, chamou-nos a atenção, quando em contato com uma reportagem de certa revista especializada em educação infantil.

Mamãe, por que te amo tanto?

Há perguntas que nasceram para serem perguntas, e há respostas que não são palavras. – Afirma o autor da matéria.

Diz ele ainda que nesses casos a melhor resposta pode ser um beijo, um abraço forte, o toque, o silêncio...

Realmente, poderíamos pensar: Como explicar o amor? Como encontrar a razão na Terra onde reinam os sentimentos?

Sem a pretensão de explicá-lo, mas com a vontade de torná-lo mais admirável ainda, quem sabe poderíamos dizer a essa criança:

Você ama sua mãe, pois antes de lhe dar o abrigo desta casa feita de paredes, ela guardou você em um lar de beleza sem igual, aconchegante e cheio de paz.

Você ama sua mãe, pois possivelmente esta não é a primeira vez que você a vê. Seus corações amigos podem ter se encontrado muito tempo antes...

Você ama sua mãe, certamente porque junto do alimento do corpo, ela lhe concedeu sempre a nutrição da alma, com seu sorriso e um ‘Seja bem-vindo ao mundo, meu filho!’

Seu amor por sua mãe vem dos cuidados que ela tem pelas coisas mais simples da vida, como:

arrumar os bichinhos de pelúcia no quarto para lhe darem ‘bom dia’ pela manhã;

colocar o macaquinho ao seu lado, para que você o abrace à noite, e não se sinta só.

Conversar com você durante o banho, ensinando o nome de cada pedacinho de seu novo corpo, e enchendo-o de beijos amorosos.

Dançar com você pela sala, rodando, rodando, para ouvir suas gargalhadas deliciosas.

Ficar com você no colo, assistindo seu desenho preferido, até você pegar no sono, tranqüilo, seguro, aquecido.

Levar você para a cama dela, quando você se sente sozinho em seu quarto à noite, aconchegando-o bem perto de seu coração - lembrando dos tempos em que você estava ali, crescendo forte dentro dela.

Finalmente, poderíamos dizer que você ama sua mãe, porque ela ama você sem pedir nada em troca. O que um dia você entenderá como sendo o amor incondicional. E ela será seu maior exemplo dele.
* * *

Um filho bem amado nunca esquecerá sua mãe.

Mesmo que ele enverede por caminhos tortuosos, que faça escolhas perigosas na vida, aquela candeia do carinho materno sempre estará lá.

Será aquela luzinha distante, no meio da escuridão dominante da ignorância - como um convite terno para trazê-lo para a senda iluminada novamente.

O amor materno será sempre seu laço seguro e certo com o amor de Deus.

Que o Criador Supremo do Universo abençoe todas as mães...

Redação do Momento Espírita com base no artigo
Cada pergunta difícil,
de Cristiane Rogério, publicado na Revista Crescer,
de março de 2008, ed. Globo.

11 maio 2008

Mensagem para os Dias das Mães

Mensagem para o Dia das Mães

Deus de Infinita Bondade !

Puseste astros no Céu e colocaste flores na haste agressiva...

A mim deste os filhos e, com os filhos, me deste o amor diferente, que me rasgam as entranhas, como se eu fosse roseira espinhosa, que mandasses
carregar uma estrela!...

Aceitaste minha fragilidade a teu serviço, determinando que eu sustente com a maternidade o mandato da vida; entretanto, não me deixes transportar, sozinha, um tesouro assim tão grande!

Dá-me força, para que te compreendam os desígnios; guia-me o entendimento, para que a minha dedicação não se faça egoísmo, guarda-me em teus braços eternos, para que o meu sentimento não se transforme em cegueira.

Ensina-me a abraçar os filhos das outras mães, com o carinho que me insuflas no trato daqueles de que enriqueceste minhalma!

Faze-me reconhecer que os rebentos de minha ternura são depósitos de tua bondade, consciências livres, que devo encaminhar para a tua vontade e não para os meus caprichos.

Inspira-me humildade para que não se tresmalhem no orgulho por minha causa. Concede-me a honra do trabalho constante, a fim de que eu não venha precipitá-los na indolência.

Auxilia-me a querê-los sem paixão e a servi-los sem apego.

Esclarece-me para que eu ame a todos eles com devotamento igual.

No entanto, Senhor, permite-me inclinar o Coração em teu nome, por sentinela de tua alma bênção, junto daqueles que se mostrarem menos felizes!...

Que eu me veja contente e grata se me puderem oferecer mínima parcela de ventura, e que me sinta igualmente reconhecida se, para agradá-los. For impelida a seguir nos caminhos dos tempos, sobre longos calvários de aflição!...

E, no dia em que me caiba entregá-los aos compromissos que lhes reservaste, ou a restituí-los às tuas mãos, dá que, ainda mesmo por entre lágrimas, possa eu dizer-te, em oração, com a obediência da excelsa Mãe de Jesus:

Senhor, eis aqui tua serva!
Cumpra-se em mim, segundo a tua palavra!...

MEIMEI
Página recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier, 
eu reunião da Comunhão Espírita Cristã, na noite de 22/02/1964, 
em Uberaba – Minas Gerais

10 maio 2008

O Instante Divino - José de Castro

O INSTANTE DIVINO

Não deixes passar, despercebido, o teu divino instante de ajudar.

Surge, várias vezes nos sessenta minutos de cada hora, concitando-te ao enriquecimento de ti mesmo.

Repara, vigilante.
Aqui, é o amigo que espera por uma frase de consolo. Ali, é alguém que te roga insignificante favor.

Além, é um companheiro exausto no terreno árido das provas, na expectativa de um gesto de solidariedade.

Acolá, é um coração dorido que te pede algumas páginas de esperança. Mais além, é um velhinho que sofre e a quem um simples sorrisoteu pode reanimar.

Agora, é um livro edificante que podes emprestar ao irmão de luta.

Depois, é o auxílio eficiente com que será possível o socorro ao próximonecessitado.

Não te faças desatento.

Não longe de tua mesa, há quem suspire por um caldo reconfortante.

E, enquanto te cobres, feliz, há quem padeça frio e nudez, em aflitiva expectação.

As horas voam.

Não te detenhas.

Num simples momento, é possível fazer muito.

Ao teu lado, a multidão das necessidades alheias espera por teu braço, por tua palavra, por tua compreensão...

Vale-te, pois, do instante que foge e semeia bênçãos para que o mundo se empobreça de miséria e, em se fazendo hoje mais rico de amor, possa fazer-te, amanhã, mais rico de luz.

José de Castro
Do livro "Relicário de Luz",
 de Francisco Cândido Xavier 
 Autores  Diversos

09 maio 2008

O Anúncio Divino - Emmanuel

O ANÚNCIO DIVINO

"Pois na cidade de David, nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor". - Lucas:- 2-11

A palavra do Anjo aos pastores continua vibrando sobre o mundo, embora as sombras densas que envolvem as atividades dos homens.
*
Como aconteceu, há dois mil anos, a Espiritualidade anuncia que nasceu o Salvador.
*
Onde se encontram os que desejam a luminosa notícia?
*
Nas cidades e nos campos, há multidões atormentadas, corações inquietos, almas indecisas.
*
Muita gente pergunta pela Justiça do Céu.
*
Longas fileiras de criaturas procuram os templos da fé, incapazes, porém, de ouvir o anúncio Divino.
*
A família cristã, em grande parte, experimenta a incerteza dos mais fracos.
*
Muitos discípulos cuidam somente de política, outros apenas de intelectualismo ou de expressões sectárias.
*
Entretanto, sem que o Cristo haja nascido na "terra do coração", a política pode perverter, a filosofia pode arruinar, a seita é suscetível de destruir pelo veneno da separatividade.
*
A paisagem humana sempre exibiu os quadros escuros do ódio e da desolação.
*
No longo caminho evolutivo, como sempre, há doentes, criminosos, ignorantes, desalentados, esperando a Divina Influência do Mestre.
*
Muitos já ouviram ou pregaram as mensagens do Evangelho, mas, não desocuparam o coração para que Jesus os visite.
*
Não renunciaram às cargas pesadas de que são portadores e, cedo ou tarde, dão a prova de que, nos serviços da fé, não passaram de ouvintes ou transmissores.
*
No íntimo, não obstante a condição de necessitados, guardam, ciosamente, o material primitivista do "homem velho".
*
Esquecem-se de que Jesus é o amigo renovador, o Mestre que transforma.
*
Os séculos transcorrem. As exigências de cada homem sucedem-se no caminho terrestre.
*
E a Espiritualidade continua convidando as criaturas para as esferas mais altas.
*
Bendito, assim, todo aquele que puder ouvir a voz do anjo que ainda se dirige aos simples de coração, sentindo entre as lutas terrestres, que o Cristo nasceu hoje no país de sua alma.

Emmanuel
De "Mentores e Seareiros",
de Francisco Cândido Xavier - Autores diversos

08 maio 2008

Sabedoria na Doação - Momento Espírita

Sabedoria na Doação

Não é raro que, na ânsia de fazer o bem, nos disponhamos a dar coisas, distribuir alimentos.

Não é raro também se ouvir frases de decepção, do tipo: As pessoas nunca estão satisfeitas.

Se ofereço sopa, elas perguntam se não há algo mais. Se distribuo roupas, reclamam da cor e do modelo.

Ou ainda: Acredita que o andarilho falou que não queria o cobertor?

Essas situações nos remetem a uma outra, vivida no século passado, durante a revolução cultural da China.

Fang era uma pessoa compreensiva e receptiva a novas idéias.

Uma das grandes realizações dos Guardas Vermelhos fora a criação de escolas noturnas, cujo objetivo era transmitir aos camponeses as idéias comunistas de Mao.

Todos recebiam cópias do Livro Vermelho.

Fang era analfabeta. Por isso, dois jovens e entusiasmados Guardas Vermelhos decidiram ensiná-la a ler.

Ela nunca chegou a reconhecer palavras isoladas. Mas, conseguiu memorizar parágrafos inteiros dos ensinamentos de Mao.

Enquanto lavava a roupa, limpava a casa, costurava ou cozinhava, seus lábios se moviam.

Ela recitava, em silêncio, passagens do Livro Vermelho. Por isso, foi considerada uma aluna-modelo.

Pouco tempo passado, duas jovens da Brigada Vermelha foram visitá-la. Desejavam verificar seus progressos na leitura.

Fang disse que estava ocupada, que elas voltassem depois.

Naquela manhã, o carvão usado se recusava a acender e o pequeno cômodo estava tomado pela fumaça.

As moças se foram, mas, voltaram logo depois, insistindo que era preciso verificar se a senhora entendera os ensinamentos do Livro Vermelho de Mao.

Tinham de entregar, naquela noite, um relatório ao líder do grupo.

Fang ficou impaciente. Ela pediu que uma das moças assumisse seu lugar na cozinha, que a outra tentasse acender o fogo.

Elas se entreolharam confusas. Então, a camponesa desabafou:

Eu poderia passar todos os dias, por todo o resto da minha vida, decorando os ensinamentos de Mao.

Mas quero saber: Quem vai arrumar, limpar e cozinhar?

Quem vai dar banho nos meus sete filhos, costurar as roupas deles, preparar três refeições por dia, todo santo dia?

Quem vai fazer mágica para conseguir cozinhar?

Vocês pensam que as palavras do Presidente Mao enchem barriga?

Se vocês vierem aqui todos os dias para me ajudar nas minhas tarefas, eu aprendo o que quer que queiram me ensinar. E muito mais.

As moças foram embora, sem dizer nada. E nunca mais voltaram àquela casa.

* * *

Desejando fazer o bem, analise o que especialmente as pessoas que você pensa auxiliar, necessitam.

Algumas carecem de pão, outras necessitarão agasalho. Alguém pedirá que você lhe decifre o alfabeto.

Outro mais desejará dinheiro para se locomover a determinado local. Aquele sonha em freqüentar bancos escolares.

Pense nisso: o importante não é dar. É dar com sabedoria a cada um aquilo de que carece e anseia.

Desta forma, o seu benefício alcançará superiores objetivos, suprindo a real necessidade.

Redação do Momento Espírita com base no cap. 2
do livro Adeus, China – o último bailarino de Mao,
de Li Cunxin, ed. Fundamento.
www.momento.com.br