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30 novembro 2007

Paixão Desenfreada - Miramez

Paixão Desenfreada

A paixão desenfreada anula os bons princípios que, porventura, queiram desabrochar no coração e entrava os voos da inteligência. Somente as bênçãos da verdade, agrupadas na disposição de acertar, poderão remover os entulhos provocados pela ignorância. Cada alma tem sua atmosfera particular e representativa daquilo que verdadeiramente é. As luzes que se apresentam aos olhos do vidente, como fruto de irradiações espirituais e biológicas, permitem medir o clima interior de cada ser humano.

A paixão decadente turva a mente em uma nuvem mais ou menos escura, com estrias e vermelho fogo ou escarlate, de acordo com o grau de sentimentos que imprimimos a esse estado de alma, com variáveis são as cores da natureza. As nossas criações mentais são acompanhadas de musicalidades e cheiros, que o sensitivo percebe, deduzindo, assim, a posição que já alcançamos na escala espiritual. Na paixão desenfreada, faz se ouvir uma música acelerada, de arranques estouvados, como um ser ansioso para atingir algo de impossível, estridente, e sem determinado ritmo. Ela parece caminhar como quem está fraco, reunindo energias, em grande batalha. E o cheiro é de um queimado sufocante, como exalando iodo, variando para o aroma de chamusco de carro de boi, queimado pelos atritos e deslizes do seu eixo.

Não é muito fácil descrever os aromas e sons que nos circundam. Mas, pelo que tentamos, o leitor participa da verdade, pelo poder de raciocínio e das suas sensibilidades, mesmo inconscientes. As paixões são o detrito da alma, em perene êxtase nos instintos inferiores, em busca da realidade que está além das suas forças. No entanto, na época certa, esta haverá de surgir como sol no seu novo dia.

O sexo, notoriamente, é um instrumento de vida, e nele é depositada a bênção da continuidade da expansão humana. Todavia, seu abuso faz com que a visão espiritual se confunda com a realidade física, e o espírito tenda a esquecer as bênçãos imortais da alma. Começa o desinteresse pelos serões evangélicos, querendo-se iludir, conscientemente, com certos valores da carne, sem colocar limites nas sensações humanas passageiras, nem tão pouco discipliná-las. Eis a maior luta do ser humano neste seu atual estágio evolutivo: educar seus impulsos sexuais, porque ele é o mesmo amor em forma física, é atração irresistível de alma para alma e troca permanente de elementos magnéticos pelos fios dos sentimentos. É o despertar do entusiasmo de viver.

O abuso do sexo é como o ser humano nas linhas da gula: enfraquece o organismo espiritual e psíquico, depaupera a sensibilidade e desajusta a mente na frequência da vida mais elevada. O bom senso, em todas as hostes dos prazeres, é o mais acertado caminho dos que já despertaram para a verdade.

A paixão desenfreada nos traz consequências desagradáveis para o futuro, comprometendo-nos em outras reencarnações. O Cristo Educador aparece nos nossos roteiros a nos oferecer meios compatíveis com a lei do amor, para que possamos nos libertar do rigor drástico da lei de causa e efeito. Aqueles que tiverem ouvidos para ouvir, ouçam: é chegada a hora de construímos novo santuário no coração, onde o Amor reine e seja lei.

Àquele que quiser olhar para trás, não podemos impedir que se torne estátua de sal. No entanto, o de boa vontade, que aproveita sua visão para o alto e para a frente, terá toda a ajuda, desenvencilhando-se da ignorância, atingindo a luz da verdade que o libertará.

Livro: Horizontes da Mente,
Ditado por Miramez
Psicografia de João Nunes Maia

7.ª edição, 1992, Editora Espírita Cristã Fonte Viva, Brasil, p.91

29 novembro 2007

A Casa Mental - Momento Espírita

A CASA MENTAL

Nossa mente é como uma casa. Pode ser grandiosa ou pequenina, suja ou cuidadosamente limpa. Depende de nós.

Você já observou como agimos com relação aos pensamentos que cultivamos?

Em geral, não temos com a mente o cuidado que costumamos dispensar aos ambientes em que vivemos ou trabalhamos.

Quem pensaria em deixar sua casa ou escritório cheio de sujeira, acumulando lixo ou tomado por ratos e insetos?

Certamente ninguém.

No entanto, com a casa mental somos menos atenciosos. É que permitimos que pensamentos infelizes e maus sentimentos encontrem morada em nosso coração.

E como fazemos isso?

Agimos assim quando permitimos que tenham livre acesso às nossas mentes os pensamentos de revolta, inveja, ciúme, ódio.

Ou quando cultivamos desejo de vingança, rancor e infelicidade.

Nesses momentos, é como se enchêssemos de sujeira a mente. Uma pesada camada de pó cobre a alegria e impede que estejamos em paz.

Além da angústia que traz, a mente atormentada influencia diretamente o corpo, acarretando doenças e sofrimentos desnecessários.

E pior: contribui para o isolamento.

Sim, porque as pessoas percebem quando não estamos bem espiritualmente.

O azedume de nossas palavras, o rosto contraído, tudo faz com que os outros desejem se afastar de nós, agravando nossa infelicidade.

E o que fazer para impedir que isso aconteça?

A resposta foi dada por Jesus: orar e vigiar.

A vigilância é essencial para quem deseja a mente saudável.

Nossa tarefa é observar cada pensamento que se infiltra, analisar a natureza dos sentimentos que surgem.

E, principalmente, estar alerta para arrancar como erva daninha tudo o que possa nos prejudicar.

Dado esse primeiro passo que é a vigilância, é importantíssimo estar atento para a segunda recomendação de Jesus: a oração.

Quando identificamos dentro de nós os feios sentimentos, as más palavras e os pensamentos desequilibrados, sempre podemos recorrer à oração.

A prece é um pedido de socorro que dirigimos ao Divino Pai. Quando nos sentimos frágeis para combater os pensamentos infelizes, é hora de pedir auxílio a Deus.

É tempo de falar a Ele sobre a fraqueza que carregamos ou a tristeza que nos abate. É o momento de pedir força moral.

E o Pai dos Céus nos enviará o auxílio necessário.

Mas... de nossa parte, é importante não haver acomodação. É preciso trabalhar para ser merecedor da ajuda que Deus nos manda.

Como fazer isso? Contrapondo a cada mau pensamento os vários antídotos que temos à nossa disposição: as boas atitudes, o sorriso, a alegria, as boas leituras.

Em vez da maledicência, a boa palavra, as conversas saudáveis.

No lugar da crítica ácida, optar pelo elogio ou pela observação construtiva.

Se surgir um pensamento infeliz, combatê-lo com firmeza.

* * *

Não se deixe escravizar.

Se alguém o ofender ou fizer mal, procure perdoar, esquecer. E peça a Deus a oportunidade de ser útil a essa pessoa.

Não esqueça: todo dia é excelente oportunidade para iniciar a limpeza da casa mental. Comece agora mesmo.

Redação do Momento Espírita
Site: www.momento.com.br

28 novembro 2007

A Maledicência - Rodolfo Calligaris

A Maledicência

Infelizmente, não aprendemos ainda a virtude do silêncio e, o que é pior, experimentamos um prazer imenso em falar desnecessariamente e em demasia, descambando, muitas vezes, para a maledicência, sem sequer nos apercebermos disso.

Basta que duas ou mais pessoas nos reunamos em conversação livre, para que, instantes depois, já estejamos a dizer mal dos outros.

Administração, política, negócios, religião, festas sociais, parentela etc., tudo serve para conduzir-nos aos falatórios inconsiderados em torno de nossos semelhantes, que, uma vez iniciados, podem prolongar-se por horas a fio, eis que nunca faltam "Judas" para serem malhados.

Curioso: nenhum de nós se dá pressa em divulgar notícias sérias, sobre assuntos de relevante interesse para a Humanidade; mas com que sofreguidão disputamos a primazia de passar adiante fatos e boatos desagradáveis, deprimentes ou que possam provocar escândalo!

Não raro, aquilo que nos chega aos ouvidos são meras conjeturas e suposições maldosas, às quais não deveríamos dar o menor crédito. Levianamente, porém, não só as transmitimos a outrem, emprestando-lhes foros de veracidade, como até as exageramos, acrescentando-lhes detalhes fantasiosos, para melhor convencer os que nos escutam.

Quanto desamor ao próximo ressalta dessas atitudes!

Ainda que nós mesmos tenhamos tido oportunidade de presenciar certas cenas ou episódios que nos pareçam comprometedores, manda a prudência nos abstenhamos de comentá-los, porque cada um de nós é levado a julgar as coisas que vê segundo as inclinações de seu próprio coração, e isso altera fundamentalmente o verdadeiro juízo delas.

A maledicência provém do mau vezo que temos de intrometer-nos na vida alheia.

Sem dúvida, haverá ocasiões em que, percebendo que uma pessoa esteja a proceder erroneamente, nos caiba o dever de, muito em particular e com delicadeza, procurar fazê-la convencer-se de tal; nunca, entretanto, alardear com terceiros fraquezas e deslizes que também estamos sujeitos a cometer.

"Antes de falardes - aconselha um sábio mestre espiritual -, tende o cuidado de examinar se aquilo que ides dizer satisfaz a estes três requisitos: ser verdadeiro, agradável e animador; do contrário, deixai-vos ficar calados."

Rodolfo Calligaris

27 novembro 2007

Amizade é o Amor Sublimado - Bezerra de Menezes

Amizade é o Amor Sublimado

Nascer e morrer são duas situações que deveriam ser encaradas pelos encarnados como uma coisa normal. A pessoa, para nascer, recebe ajuda de pessoas especializadas e. na minha época. em vida, de parteiras prestimosas. era o chegar ria vida. Ali era cortado o cordão umbilical, a criança respirava pelos seus pulmõezinhos e começava mais unia etapa reencarnatória, mais experiências, mais vivências, o resgatar de débitos, o assimilar de conhecimentos e a vida era recebida, na sua grande maioria. com manifestações de alegria. Era um bebê que chegava, era uma vida nova.

Quando a pessoa desencarna, ela tem os mesmos preparativos de quando ela nasce, ela parte para o inundo espiritual‑. Assim como existe para os que nascem o cordão umbilical, existe no plano espiritual o cordão fluídico, seja qual for a forma pela qual a pessoa desencarnou, com exceção de mortes violentas ou suicídio‑ que quando .não está tempo previsto, o cordão fluídico rompe‑se com violência‑ existem os mesmos aparatos, cortar o cordão fluídico, a importância desse seccionar o cordão fluídico paia que o espírito permaneça num mundo espiritual sem aquela força vital que pode lhe trazer alguns distúrbios. É a mesma técnica para se nascer, porque se você não cortar bem o cordão umbilical, ou deixá‑lo sem cortar, a criança pode se esvair em sangue. Então, a vida material depende desse cortar do cordão, como a vida espiritual, no seu equilíbrio, depende desse cortar do cordão fluídico.

Mas o ser humano encara a vida como promessa e o desencarne como uma fatalidade. O desencarne material programado. aquele desencarne que é o cessar da prova, é visto no plano espiritual com muita alegria por aqueles que se encontram, no além. P com muita tristeza quando alguém parte por acidente, por invigilância ou por suicídio porque sabemos que aí a criatura vai esvaindo o seu fluido vital em grande sofrimento, não terá toda aquela ;reparação para se esgotar o fluido vital e ajuda: esta pessoa. então ela ficará colocada à própria sorte, porque se rebelou contra os desígnios divinos, se rebelou contra a dor que ela mesma programou para si.

Porque, se nós sofremos, se nós choramos, se passamos por testes difíceis, se o desespero nos bate à porta da alma, tudo isso foi conquistado pela nossa vontade, com nossos esforços, com as nossas opções de ‑‑ida. em decorrência das nossas decisões tomadas em vidas pretéritas.

Existem aquelas vidas em que, na própria carne, a pessoa já vai complicando o seu quadro cármico, com atitudes, com viciações, com imprevidência, com leviandade, com desonestidade, com indignidade, tudo isso são agravantes sérios para a criatura que já traz uma programação reencarnatória, dificuldades para serem superadas e tudo isso representará também agravantes seríssimos no plano espiritual para a pessoa que veio resgatar o que leva na sua bagagem, mais algumas contas para saldar. No geral do saldo ainda fica o devedor.

Sabemos o quanto é difícil enfrentar o mundo com as suas lutas, tomar as decisões certas, nos momentos mais imprevistos. Nós estamos juntos a todos vocês, sentimos a dor de todos vocês. compartilhamos desta dor e procuramos minorá‑las tanto quanto possível, mas respeitando sempre o canoa de cada urre, porque se nós não respeitarmos esse traçado cármico, nós estaremos impedindo as pessoas que amamos de crescer.

Uma criança aprende a escrever com sua própria mão, ela não aprende a escrever com a mão da mãe ou a do pai. A mãe que faz os exercícios do filho não está ajudando o seu filho, ela tem que ajudar o filho a superar as suas dificuldades, ensiná‑lo. estar presente, ter aquela voz mansa, não aquela voz traumática e agressiva, não a voz punitiva, mas a voz apoio, para que o filho aprenda. sem traumas, adquira conhecimentos de forma agradável. Mas a criança tem que fazer por ela, tem que amealhar conhecimentos. tem que incorporar em seu cérebro as informações que obtém no curse que está realizando, e, no curso da vida, as experiências naturais de todo espírito em desenvolvimento.

Por isto, fazer grandes dramas diante da morte só complica o quadro cármico daqueles que estão na terra e daqueles que partiram, porque a saudade desequilibrada, o amor desajustado, provoca sofrimentos enormes, mesmo para aqueles que já estão en5 colônias, já estão em hospitais e enfermarias. Eles passara por convulsões, espasmos violentíssimos, passam horas, dias era inconsciência, só recebendo aquelas emanações envenenadas da terra.

Por isso, em relação àqueles que partiram de uma forma violenta, desajustada ou suicídio, não .se deve pensar nas imagens negativas que eles deixaram. Deve‑se pensar nos instantes em que eles foram felizes, deve‑se pensar em momentos jubilosos. não nos instantes dolorosos, para que eles tenham força e se alimentem dessas energias lenitivas que são emitidas pelo pensamento.

Abençoado aquele que sabe orar pelos que partiram, porque nós sabemos a terapia de apoio que representa. mesmo para os que estão muito desajustados no plano espiritual. Às vezes nos encontramos com eles nos corredores, radiosos, felizes e perguntamos

‑ Porque você está tão feliz ?

‑ Recebi hoje uma prece de uma pessoa amiga. E essa notícia me foi muito prazerosa.

Ou então, quando alguém está dando uma aula, fazendo uma palestra ou recebendo uma terapia e chega aquela vibração boa, aí é projetado nos telões de prece, que nós chamamos de telas de prece, em que é projetado o rosto da pessoa ali. Muitas vezes eles choram.

‑ Porque que esta pessoa que eu não conheço está orando por mim ? Porque não estão orando por mim meus parentes. meus filhos, meus amigos?

Naquele instante ele percebe, o ser que está recebendo a prece, que realmente a amizade não está ligada aos elos biológicos, amizade é o amor sublimado, na sua mais alta essência divina. Amizade é o sentimento mais puro que envolve a terra. Amor e paixão passam em várias experiência reencarnatórias, mas, a amizade são os companheiros de sempre, nas alegrias de sempre.

Ditado por Bezerra de Menezes
Mensagem recebida por Shyrlene Soares Campos
dia 01/03/2000
no Núcleo Servos Maria de Nazaré,
Uberlândia‑MG

26 novembro 2007

Instrumento Divino - Joanna de Ângelis

INSTRUMENTO DIVINO

O violino é instrumento delicado, rico de melodias aguardando execução.

Deixado à umidade, perde a ressonância.

Manipulado com rispidez, desafina-se.

Largado ao abandono, sofre a invasão de insetos que o destroem.

Utilizado com brutalidade, arrebenta-se.

Esquecido em temperaturas elevadas, estala e rompe a caixa acústica.

Em mãos inábeis, perde a finalidade e o valor.

Em museu, é peça morta.

Atirado ao lixo, torna-se inutilidade.

No entanto, cuidado, recebendo afinação, conduzido com carinho, reflete as melodias divinas ao contato com o arco que lhas arranca, vibrando harmonias incomparáveis que lhe saem das cordas distendidas e equilibradas.

+++

O médium, de certa forma, pode ser comparado ao violino.

Afinado com os dons da vida e colocado em mãos treinadas, acostumadas às músicas divinas, traz, à Terra, as gloriosas mensagens da Imortalidade.

Posto em comunhão com o bem, esparze harmonias que facultam paz e estimulam ao amor.

Estando em ação correta, participa da orquestração da Vida, expressando a glória da Criação em concertos de indefiníveis estesias.

Sob a ardência das paixões primitivas, porém, arrebenta os centros de comunicação e perverte a finalidade a que se destina.

Cultivando os instintos primários e dando-lhes expressão, tomba nos depósitos de lixo das obsessões penosas.

Absorvendo a queixa e o pessimismo, perde a afinidade com os instrumentistas superiores.

Relegando-se ao marasmo, desconecta os centros de registro elevado.

Utilizado para o mercantilismo e as frivolidades, gasta-se nos prejuízos destruidores.

Compulsado por Entidades perversas, morrem-lhe os ideais de enobrecimento, e embrustece-se, caindo depois na alucinação auto-aniquiladora.

+++

O violino e o médium têm muita semelhança.

São, em si mesmos, neutros, dependendo de como se deixam utilizar.

O violino, porque não possui razão nem inteligência, depende totalmente do seu possuidor, quanto o médium resulta da conduta moral que imprimir à sua faculdade.

+++

Deixa-te tanger pelas mãos dos artistas espirituais de elevado porte, a fim de que possas transmitir as melodias da Vida Maior para felicitar as criaturas.

Em qualquer situação, permanece cauteloso, zelando pelos teus equipamentos, de modo a responder em harmonia a todas as emissões dos artistas divinos, como instrumento sintonizado com a sublime orquestra do amor de Nosso Pai.

Fonte: "Alegria de Viver"
Psicografia de Divaldo Pereira Franco,
pelo Espírito Joanna de Ângelis

25 novembro 2007

A Necessidade do Trabalho - Momento Espírita

A NECESSIDADE DO TRABALHO

Tudo no Universo é dinamismo e labor.

Os mundos giram incessantemente pelo espaço infinito, em grandiosas jornadas.

As estações do ano mantêm a Terra em processo de constante e viva metamorfose.

As espécies animais e vegetais estão em contínuo aprimoramento.

A organização e o progresso surgem das alterações incessantes.

No âmbito dos seres irracionais, o aprimoramento ocorre de forma automática.

Os imperativos da natureza fazem com que apenas os espécimes mais hábeis e adaptáveis vivam o bastante para assegurar sua reprodução.

Desse modo, a melhor herança genética é transmitida aos futuros seres.

Na faixa da Humanidade, o processo evolutivo é mais sofisticado.

O homem não é guiado apenas pelo instinto de forma automática.

Ele dispõe da razão para orientá-lo.

E sua evolução não possui como aspecto primordial as alterações do organismo físico.

Embora vinculado a um corpo, o homem possui de mais importante a sua natureza espiritual.

Malgrado os corpos se sucedam ao longo das reencarnações, o Espírito que os anima mantém suas conquistas.

As experiências na Terra visam ao burilamento intelecto-moral.

As fadigas necessárias à manutenção da vida física têm por objeto viabilizar essa evolução.

O homem possui muito forte o instinto de conservação da vida.

Para preservá-la, ele se afadiga em inúmeras tarefas.

Essas tarefas, desenvolvidas com a finalidade de obter bem-estar e segurança, fazem-no superar-se a cada dia.

No ambiente profissional, a gentileza é imperativa.

Ninguém pode se dar ao luxo de espantar clientes e maltratar colegas e superiores.

Também é necessário ser pontual, vestir-se adequadamente, falar com correção.

A concorrência torna necessário o contínuo aperfeiçoamento dos próprios talentos e habilidades.

Vagarosamente a criatura desenvolve disciplina, tolerância, amor ao estudo e bons modos.

Caso não necessitasse trabalhar a fim de manter-se, o homem permaneceria um bruto.

Tudo se encadeia com perfeição nos planos divinos.

A Humanidade é uma fase, após a qual vem a Angelitude.

No concerto cósmico, não há favores ou privilégios.

Cada qual é responsável por seu destino e pelos caminhos que trilha.

Mas para sempre, e em qualquer condição, haverá trabalho para ser feito.

Os próprios anjos laboram na manutenção da ordem cósmica.

Trabalhar não é um castigo, conforme o vagabundo o qualifica.

Ócio e estagnação são sinais de doença e de morte.

Valorize suas tarefas.

Realize-as com amor, mesmo por entre dificuldades.

Se você se sente bem apenas no final de semana, esforce-se por mudar esse modo doentio de perceber o mundo.

O seu trabalho corresponde a uma genuína bênção em seu favor.

Se ele lhe exige paciência, renúncias e esforços, não se rebele.

São exatamente as suas áreas de dificuldade que estão sendo trabalhadas.

Enquanto você não enfrentar e superar suas deficiências evolutivas, elas continuarão presentes em sua vida.

Após vencê-las, você estará pronto para experiências mais sublimes.

Pense nisso.
Redação do Momento Espírita
Site: www.momento.com.br

24 novembro 2007

A Grande Transição - Joanna de Ângelis

A GRANDE TRANSIÇÃO

Opera-se, na Terra, neste largo período, a grande transição anunciada pelas Escrituras e confirmada pelo Espiritismo.

O planeta sofrido experimenta convulsões especiais, tanto na sua estrutura física e atmosférica, ajustando as suas diversas camadas tectónicas, quanto na sua constituição moral.

Isto porque, os espíritos que o habitam, ainda caminhando em faixas de inferioridade, estão sendo substituídos por outros mais elevados que o impulsionarão pelas trilhas do progresso moral, dando lugar a uma era nova de paz e de felicidade.

Os espíritos renitentes na perversidade, nos desmandos, na sensualidade e vileza, estão sendo recambiados lentamente para mundos inferiores onde enfrentarão as consequências dos seus atos ignóbeis, assim renovando-se e predispondo-se ao retorno planetário, quando recuperados e decididos ao cumprimento das leis de amor.

Por outro lado, aqueles que permaneceram nas regiões inferiores estão sendo trazidos à reencarnação de modo a desfrutarem da oportunidade de trabalho e de aprendizado, modificando os hábitos infelizes a que se têm submetido, podendo avançar sob a governança de Deus.

Caso se oponham às exigências da evolução, também sofrerão um tipo de expurgo temporário para regiões primárias entre as raças atrasadas, tendo o ensejo de ser úteis e de sofrer os efeitos danosos da sua rebeldia.

Concomitantemente, espíritos nobres que conseguiram superar os impedimentos que os retinham na retaguarda, estarão chegando, a fim de promoverem o bem e alargarem os horizontes da felicidade humana, trabalhando infatigavelmente na reconstrução da sociedade, então fiel aos desígnios divinos.

Da mesma forma, missionários do amor e da caridade, procedentes de outras Esferas estarão revestindo-se da indumentária carnal, para tornar essa fase de luta iluminativa mais amena, proporcionando condições dignificantes, que estimulem ao avanço e à felicidade.

Não serão apenas os cataclismos físicos que sacudirão o planeta, como resultado da lei de destruição, geradora desses fenômenos, como ocorre com o outono que derruba a folhagem das árvores, a fim de que possam enfrentar a invernia rigorosa, renascendo exuberantes com a chegada da primavera, mas também os de natureza moral, social e humana que assinalarão os dias tormentosos, que já se vivem.

Os combates apresentam-se individuais e coletivos, ameaçando de destruição a vida com hecatombes inimagináveis.

A loucura, decorrente do materialismo dos indivíduos, atira-os nos abismos da violência e da insensatez, ampliando o campo do desespero que se alarga em todas as direções.

Esfacelam-se os lares, desorganizam-se os relacionamentos afetivos, desestruturam-se as instituições, as oficinas de trabalho convertem-se em áreas de competição desleal, as ruas do mundo transformam-se em campos de lutas perversas, levando de roldão os sentimentos de solidariedade e de respeito, de amor e de caridade...

A turbulência vence a paz, o conflito domina o amor, a luta desigual substitui a fraternidade.
A fatalidade da existência humana é a conquista do amor que proporciona plenitude.
Há, em toda parte, uma destinação inevitável, que expressa a ordem universal e a presença de uma Consciência Cósmica actuante.

A rebeldia que predomina no comportamento humano elegeu a violência como instrumento para conseguir o prazer que lhe não chega da maneira espontânea, gerando lamentáveis consequências, que se avolumam em desaires contínuos.

É inevitável a colheita da sementeira por aquele que a fez, tornando-se rico de grãos abençoados ou de espículos venenosos.
Como as leis da vida não podem ser derrogadas, toda objeção que se lhes faz converte-se em aflição, impedindo a conquista do bem-estar.

Da mesma forma, como o progresso é inevitável, o que não seja conquistado através do dever, sê-lo-á pelos impositivos estruturais de que o mesmo se constitui.

A melhor maneira, portanto, de compartilhar conscientemente da grande transição é através da consciência de responsabilidade pessoal, realizando as mudanças íntimas que se tornem próprias para a harmonia do conjunto.

Nenhuma conquista exterior será lograda se não proceder das paisagens íntimas, nas quais estão instalados os hábitos.
Esses, de natureza perniciosa, devem ser substituídos por aqueles que são saudáveis, portanto, propiciatórios de bem-estar e de harmonia emocional.

Na mente está a chave para que seja operada a grande mudança.

Quando se tem domínio sobre ela, os pensamentos podem ser canalizados em sentido edificante, dando lugar a palavras corretas e a actos dignos.

O indivíduo, que se renova moralmente, contribui de forma segura para as alterações que se vêm operando no planeta.

Não é necessário que o turbilhão dos sofrimentos gerais o sensibilize, a fim de que possa contribuir eficazmente com os espíritos que operam em favor da grande transição.

Dispondo das ferramentas morais do enobrecimento, torna-se cooperador eficiente, em razão de trabalhar junto ao seu próximo pela mudança de convicção em torno dos objectivos existenciais, ao tempo em que se transforma num exemplo de alegria e de felicidade para todos.

O bem fascina todos aqueles que o observam e atrai quantos se encontram distantes da sua acção, o mesmo ocorrendo com a alegria e a saúde.

São eles que proporcionam o maior contágio de que se tem notícia e não as manifestações aberrantes e afligentes que parecem arrastar as multidões.

Como escasseiam os exemplos de júbilo, multiplicam-se os de desespero, logo ultrapassados pelos programas de sensibilização emocional para a plenitude.

A grande transição prossegue, e porque se faz necessária, a única alternativa é examinar-lhe a maneira como se apresenta e cooperar para que as sombras que se adensam no mundo sejam diminuídas pelo Sol da imortalidade.

Nenhum receio deve ser cultivado, porque, mesmo que ocorra a morte, esse fenômeno natural é veículo da vida que se manifestará em outra dimensão.

A vida sempre responde conforme as indagações morais que lhe são dirigidas.

As aguardadas mudanças que se vêm operando trazem uma ainda não valorizada contribuição, que é a erradicação do sofrimento das paisagens espirituais da Terra.

Enquanto viceje o mal, no mundo, o ser humano torna-se-lhe a vítima preferida, em face do egoísmo em que se estorcega, apenas por eleição especial.

A dor momentânea que o fere, convida-o, por outro lado, à observância das necessidades imperiosas de seguir a correnteza do amor no rumo do oceano da paz.

Logo passado o período de aflição, chegará o da harmonia.
Até lá, que todos os investimentos sejam de bondade e de ternura, de abnegação e de irrestrita confiança em Deus.

Joanna de Ângelis
Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco,

no dia 30 de Julho de 2006, no Rio de Janeiro, RJ

23 novembro 2007

Grupos Fechados em Si Mesmos - Orson Carrara

Grupos Fechados em Si Mesmos
Orson Carrara

Realizam trabalhos exemplares, mas fecham-se em si mesmos.
Estão desconectados com o Movimento, embora estudam a doutrina, pratiquem-na com dedicação e amor à causa.
Conheço alguns grupos assim, próximos de mim.

O que os leva a não participarem do movimento de unificação espírita?
É a palavra que assusta?

Foram vítimas de atitudes arbitrárias e incoerentes do espírito de união que deve viver na prática ou temem que outros centros, órgãos e pessoas lhes firam a independência e autonomia?

Aceito e vivo tranquilamente a unificação.
A instituição a que me vinculo jamais foi desrespeitada em suas práticas e autonomia.
Mantém absoluta liberdade de ação e nunca sofreu qualquer interferência de outros grupos ou líderes.

Aliás, com participação bastante activa no movimento, tem ganhado muito com isso.
Com a participação em eventos de unificação, pudemos aprender muito e trazer muita experiência para dentro de nossas atividades, mas sempre por iniciativa nossa (refiro-me ao grupo de trabalhadores).
Tivemos também a felicidade de ver experiências bem sucedidas em nossa casa serem aproveitadas por outros grupos.

Só vejo vantagens na Unificação.
Aquilo a que se chama "defeitos da unificação" é muito mais obra do personalismo humano que da filosofia da unificação.
Ora unidos, produzimos mais, vivemos em fraternidade, trocamos experiências, aprendemos e ensinamos.

Conscientes do valor de nossa Doutrina, só vantagens encontraremos na união de forças, pelo simples fato de se multiplicarem as perspectivas de trabalho.
Trabalho da divulgação, da ação no bem, da aproximação dos espíritas.
É a causa do Cristo que nos une e esta deve ser a razão de nosso trabalho espírita.

A conversão de Zaqueu ao chamado do Mestre deixou uma lição inesquecível aos discípulos:
Embora rico materialmente, Zaqueu foi visto por Jesus pelo conteúdo de seus sentimentos, independente das aparências.

Nosso argumento não se refere a valores materiais, como no caso de Zaqueu, mas a aparência de que o movimento atrapalha as Casas é equivocado.
Uma Casa Espírita só ganha estando no movimento, pelo simples fato da troca de experiência.

Outro pensa diferente de nós:
respeitem!

Ele é livre e merece conquistar seus espaços.

Nós também não o somos?

Isto tem valor a nível individual e coletivo.
Antes de mais nada, pensemos na causa da Doutrina Espírita!

22 novembro 2007

O Que Herdam de Nós os Filhos? - Momento Espírita

O QUE HERDAM DE NÓS OS FILHOS?

Afinal, quem são nossos filhos, o que representam em nossas vidas e o que representamos nós na vida deles, além do simples relacionamento pais e filhos?
O que herdam de nós ao nascer?
São questões fundamentais trazidas por Hermínio Miranda, em sua obra “Nossos filhos são espíritos.”

O estudioso afirma que “longe de respostas mais claras e objectivas, ou, pelo menos, de hipóteses orientadoras, o que observamos, no dia-a-dia das lutas e alegrias da vida”, é diferente:

Uma colectânea de clichês obsoletos, ou seja, ideias preconcebidas e cristalizadas que, de tão repetidas, assumiram status de verdades inquestionáveis.
Verdades que vamos aceitando meio desatentos, sem procurar examiná-las em profundidade.

Por exemplo: o Marquinho “puxou” o jeito enérgico da mãe, ou a Mônica herdou a inteligência do pai, ou o gosto da tia pelas artes plásticas, ou, ainda, o temperamento da avó Adelaide.

A primeira coisa a desaprender com relação às crianças é a de que elas não herdam características psicológicas, como inteligência, dotes artísticos, temperamento, bom ou mau gosto, simpatia ou antipatia, doçura ou agressividade.

Cada ser é único, em sua estrutura psicológica, preferências, inclinações e idiossincrasias.
Somente características físicas são geneticamente transmissíveis:
cor da pele, dos olhos, ou dos cabelos, tendência a esta ou àquela conformação física, etc.

Entra ainda a predisposição a esta ou àquela enfermidade, ou a uma saúde mais estável, traços fisionómicos e coisas dessa ordem.
Quanto ao mais, não. Pais inteligentíssimos podem ter filhos medíocres, tanto quanto pais aparentemente pouco dotados podem ter filhos geniais.
Pessoas pacíficas geram filhos turbulentos e vice-versa, pais desarmonizados produzem crianças excelentes, equilibradas e sensatas.

Qualquer um de nós poderá citar pelo menos uma dúzia de exemplos de seu conhecimento para testemunhar a exactidão dessas afirmativas.
Por isso, repetimos, cada criança, cada pessoa é única, é diferente, e embora possam ter duas ou mais, certas características em comum ou muito semelhantes, cada uma delas é um universo próprio, como que individualizado.

Até mesmo gémeos univitelinos, ou seja, gerados a partir do mesmo ovo, trazem na similitude de certos traços físicos, diferenças fundamentais de temperamento e carácter.
Diferenças que os identificam com precisão, como indivíduos perfeitamente autónomos e singulares.

Definamos, portanto, um importante aspecto:
os pais produzem apenas o corpo físico dos filhos, não o Espírito (ou alma) deles.

É fundamental que compreendamos que nossos filhos são Espíritos.
São almas que trazem sua própria bagagem psicológica milenar, e que nascem em nosso lar por necessidade.

Necessidade de crescer, de aprender.
Necessidade de corrigir equívocos;
de ser referência, exemplo, num ninho doméstico despedaçado;
necessidade de amar e ser amado.

“Os laços do sangue não criam forçosamente os liames entre os Espíritos.
O corpo procede do corpo, mas o Espírito não procede do Espírito, porquanto o Espírito já existia antes da formação do corpo.
Não é o pai quem cria o Espírito de seu filho; ele mais não faz do que lhe fornecer o invólucro corpóreo, cumprindo-lhe, no entanto, auxiliar o desenvolvimento intelectual e moral do filho, para fazê-lo progredir.”

Momento Espírita com base no cap. 2 do livro Nossos filhos são espíritos, de Hermínio Miranda, ed. Lachâtre e no item 8 do cap. XIV do livro O Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec,ed. Feb.

21 novembro 2007

A Grave Problemática da Corrupção - Momento Espírita

A Grave Problemática da Corrupção

Conforme o dicionário, corrupção é adulterar, corromper, estragar, viciar-se.

Nos dias em que vivemos, muito se tem falado a respeito da corrupção. E, quase sempre, direcionando as setas para os poderes públicos.

Pensamos que corrupção esteja intimamente ligada aos que exercem o poder público.

Ledo engano. Está de tal forma disseminada entre nós, que, com certeza, muito poucos nela não estejamos enquadrados.

Vejamos alguns exemplos.

Quando produzimos algo com qualificação inferior, para auferir maiores lucros, e vendemos como de qualidade superior, estamos sendo corruptos.

Quando adquirimos uma propriedade e, ao procedermos a escrituração, adulteramos o valor, a fim de pagar menos impostos, estamos disseminando corrupção.

Ao burlarmos o fisco, não pedindo ou não emitindo nota fiscal, estamos nos permitindo a corrupção.

Isso tem sido comum, não é mesmo? É como se houvesse, entre todos, um contrato secretamente assinado no sentido de eu faço, todos fazem e ninguém conta para ninguém.

Com a desculpa de protegermos pessoas que poderão vir a perder seus empregos, não denunciamos atos lesivos a organizações que desejam ser sérias.

Atos como o do funcionário que se oferece para fazer, em seus dias de folga, o mesmo serviço, a preço menor, do que aquele que a empresa a que está vinculado estabelece.

Ou daquele que orienta o cliente, no próprio balcão, entregando cartões de visita, a buscar produto de melhor qualidade e melhor preço, segundo ele, em loja de seu parente ou conhecido.

Esquece que tem seu salário pago pelos donos da empresa para quem deveria estar trabalhando, de verdade.

Desviando clientes, está desviando a finalidade da sua atividade, configurando corrupção.

Corrupção é sermos pagos para trabalhar oito horas e chegarmos atrasados, ou sairmos antes, pedindo que colegas passem o nosso cartão pelo relógio eletrônico.

É conseguir atestados falsos, de profissionais igualmente corruptos, para justificar nossa ausência do local de trabalho, em dias que antecedem feriados.

Desvio de finalidade: deveríamos estar trabalhando, mas vamos viajar ou passear.

É promovermos a quebra ou avaria de algum equipamento na empresa, a fim de termos algumas horas de folga.

É mentirmos perante as autoridades, desejando favorecer a uns e outros em processos litigiosos. Naturalmente, para ser agradáveis a ditos amigos que, dizem, quando precisarmos, farão o mesmo por nós.

Corrupção é aplaudir nosso filho que nos apresenta notas altas nas matérias, mesmo sabendo que ele as adquiriu à custa de desavergonhada cola.

E que dizer dos que nos oferecemos para fazer prova no lugar do outro? Ou realizar toda a pesquisa que a ele caberia fazer?

Sério, não?

Assim, a partir de agora, passemos a examinar com mais vagar tudo que fazemos.

Mesmo porque, nossos filhos têm os olhos postos sobre nós e nossos exemplos sempre falarão mais alto do que nossas palavras.

Desejamos, acaso, que a situação que vivemos em nosso país tenha prosseguimento?

Ou almejamos uma nação forte, unida pelo bem, disposta a trabalhar para progredir, crescer em intelecto e moralidade?

Em nossas mãos, repousa a decisão.

Se desejarmos, podemos iniciar a poda da corrupção hoje mesmo, agora.

E se acreditamos que somente um de nós fazendo, tudo continuará igual, não é verdade. Os exemplos arrastam.

Se começarmos a campanha da honestidade, da integridade, logo mais os corruptos sentirão vergonha.

Receberão admoestações e punições, em vez de aplausos.

E, convenhamos, se não houver quem aceite a corrupção, ela morrerá por si mesma.

Pensemos nisso. E não percamos tempo.

Equipe de redação do site www.momento.com.br

20 novembro 2007

Narrativa de Um Viciado "Morto

Narrativa de um Viciado “Morto”

“Meu nome é Cláudio.
Desencarnei em acidente, devido ao excessivo consumo de álcool e drogas.
Tinha nas mãos todos os recursos para vencer, segundo os moldes da vida.
Não vou afirmar que fui alucinado por más companhias.
Todos nós buscamos as pessoas com as quais mais nos identificamos.

Se derrapei no mal e fui vampirizado por entidades que me torturaram o corpo e posteriormente o espírito, se desci à mais negra degradação, se entorpeci meus sentidos anulando-me fisicamente, só a mim cabe a culpa.

Fui aquinhoado com inteligência, pais amoráveis, segurança financeira.
Nunca me faltou dinheiro, amigos, confiança.
Essa excessiva confiança, talvez, tenha sido a causa maior de minha falência.

Quando comecei a trilhar os primeiros passos do vício, e pedir dinheiro e mais dinheiro, se meus pais tivessem me observado, me acompanhado, se tivessem sido mais vigilantes e menos pródigos, talvez meu caminho tivesse sido outro.

Mergulhei em sofrimentos inenarráveis.
Sofri todas as torturas, conheci o “inferno” de perto.
Eu que nasci talhado para vencer, conheci os abismos insondáveis das torpezas humanas e espirituais.

Jovens, sêde prudentes!
Valorizem os tesouros da vida, se amparem nas leituras edificantes, fujam dos amigos da noite e das horas vazias.

Quando socorrido numa colónia abrigo para desintoxicação, rememorei meus dias passados, minha bola colorida, meu velocípede, meus livros, meus discos, meus pratos predilectos, meu bombom favorito.
Chorei de desespero com saudade do menino que fui.

Ah! Se eu pudesse transformar num passe de mágica o tempo que vivi eu mudaria tudo.
Mas, não tenho mais tempo...
Perdi minha chance.

Me resta agora o arrependimento, a dor, a saudade.

Meu Deus, como sou infeliz!
Mas queixas não transformam destino.
Agora é recomeço difícil.
Quase nada conheci, nem pude realizar.

Na próxima vida, muito menos farei. Renascerei num lar pobre com pessoas desconhecidas e que precisam da prova de um filho mongolóide.
Difícil caminho, eu sei...
Mas pior seria permanecer como estou, anulado e sufocado de remorso.

Quando virem um jovem alegre e ele lhe parecer um vencedor, orem por ele.
Quem sabe se no meio da multidão inconsciente e inconsequente não caminha apenas mais um vencido!”
Médium Shyrlene Soares Campos
Busca e Acharás
Agosto de 2000

19 novembro 2007

Silêncio e Consciência - Joanna de Ângelis

Silêncio e Consciência

O silêncio interior resulta da tranqüilidade emocional que a vontade bem dirigida imprime no comportamento do homem.

Sem essa quietação íntima muitas realizações permanecem inconclusas ou são terminadas com precipitação, portanto, imperfeitamente.

O correto direcionamento das aspirações, o exercício da prece, a reflexão em torno das leituras edificantes, geram o clima psíquico indispensável para a harmonia interna.

Mediante essa conquista desanuvia-se a área dos sentimentos retos, que elegem valores expressivos e duradouros, capazes de sobreviver ao desgaste do tempo e às variações emocionais.

Com o silêncio íntimo, os estados de consciência se tornam valiosos mecanismos de progresso.

Durante a lucidez o homem se educa, se disciplina, cumpre deveres, conquista espaços evolutivos.

Na fase do sono, porque liberado das paixões mais primitivas, desgarra-se, parcialmente, das roupas físicas e aprende com abnegados Instrutores que o promovem, levando-o a aprender em definitivo as finalidades da vida, a fim de entregar-se sem reserva a essa conquista.

Há homens que, no estado de consciência lúcida, continuam dormindo, anestesiados pelos tóxicos que expelem, como efeito daquilo que cultivam...

Quando em sono, padecem, agredidos por malfeitores espirituais com os quais se afinizam e se mesclam.

Reserva-te a alegria de manter-te sempre lúcido, em qualquer estado de consciência.

Aprofunda a mente nos objetivos essenciais da tua existência e silencia teus tormentos, canalizando forças para a tua paz.

Jesus, invariavelmente, após as estafantes realizações fugia das multidões insaciáveis e fazia silêncio, buscando, na oração, a plenitude com Deus.

Ditado por Joanna de Ângelis
Livro:Viver e Amar
Psicografia:Divaldo Franco

18 novembro 2007

O Verdadeiro Amigo - Bezerra de Menezes

O Verdadeiro Amigo

Filhos amados,
Calcados naquilo que nosso senhor Jesus Cristo falou a gente pergunte: quem são os nossos amigos? É muito fácil vocês descobrirem quem são os verdadeiros amigos. O verdadeiro amigo é aquele que é capaz de compartilhar com você coisas grandes, a fé, a caridade, a solidariedade. Amigo é aquele que, mesmo sabendo que você errou, é capaz de silenciar o máximo que puder para você jamais perder a auto estima. Amigo é aquele que, nos instantes de alegria, é capaz de nos abraçar e sorrir unido a nós e levar a notícia dessa alegria para que outros também se alegrem. O amigo é capaz de estar presente no instante em que a gente chora e sofre, mas é capaz também de respeitar a nossa ausência e nosso silêncio, não impondo confissões nem, em momento algum, que sejamos os portadores de privilégios que ele, na verdade, não deseja conceder. Amigo não é exclusivista, nem egoísta, ele compartilha. Porque amizade é um sentimento muito amplo e muito belo, é um sentimento que se expande de coração para coração, entrelaça as vidas e solidifica os elos de alma.

Jesus foi um grande amigo dos discípulos, é o grande amigo da humanidade. É o grande amigo dos que sorriem e dos que choram. É o nosso grande amigo em qualquer tempo, porque nos ensinou normas de vida que, se nós obedecermos, seremos menos infelizes e mais ditosos.
O contrário de tudo isso que eu disse, é aquele que é falso amigo.

Por isso, meus filhos amados, mão na mão no trabalho, coração palpitando no mesmo compasso da luz com Jesus, caminhar sempre buscando a frente. Não adianta olharmos para traz, o que está atrás foi feito, foi realizado, estamos no hoje, tentando consertar as arestas do ontem. Não adianta olhar para trás, temos que nos fortalecer no hoje, construir o mais que pudermos, e deixar nas mãos de Deus o nosso futuro, porque ele terá enviado os sublimes que saberão decidir muito melhor do que nós, porque todas as vezes que decidimos nossas vidas nós erramos e todas as vezes que colocamos nossas vidas a serviço de Jesus, com Jesus e por Jesus, nós acertamos, encontramos os verdadeiros amigos que compartilham, que também lutam e que também avançam. Sentimos a alegria pura, aquela alegria que é capaz de transpor montanhas, ultrapassar oceanos, ir além no além, no abraço de alma e falar: que bom, você está comigo. Esse é o verdadeiro Amigo!

Eu vou falar de uma experiência que eu tive:
Conheci um médico que se dizia muito amigo, solidário. Sempre me criticando pelo que eu fazia, pelo tempo que eu perdia, que eu devia arranjar mais recursos monetários, que devia pensar mais em mim. Mas como? Numa época em que a medicina ainda se arrastava, que os conhecimentos que tínhamos eram poucos. Como eu podia abandonar tantos enfermos a quem, às vezes, podia dar tão somente um pouco de conforto, um pouco de consolo, porque eu sabia das minhas limitações. Mas ao chegar no plano espiritual, eu constatei que eu nunca estive sozinho em meu consultório, tinha pessoas que saíam de lá e ficavam curadas. O que foi que curou?
Em verdade, havia dezenas e dezenas de companheiros do plano espiritual: socorrendo, ajudando, aproveitando a minha presença para atuarem mais, para servirem. Então, na verdade, foi Bezerra de Menezes que ajudou todos aqueles pobres que ficavam tão agradecidos? Não meus filhos, eu, na verdade, fui mero instrumento, instrumento imperfeito. Agora, eles, do plano espiritual sim, ajudaram muito, resolveram problemas de depressão que muitas vezes escondiam dramas familiares, resolveram problemas de obsessão. Claro que não resolveram, às vezes, o problema do pão, do arroz, do feijão. Mas naquela época, por incrível que possa parecer a vocês, arroz, feijão e fubá não faltava na mesa do pobre. Arroz e feijão, hoje, é luxo na mesa do pobre.

Vocês vejam, existe um mundo de amigos com quem a gente está, que se preocupam conosco. Tive um amigo que, muitas vezes, me mandava uma banda de porco, ficávamos nós com a gordura para dois, três meses e a minha esposa não esquecia um instante de elogiar esse amigo, que tinha me dado uma banda do porquinho engordado. Eu também salivava com os pedacinhos de carne de porco que punha lá e tinha o capricho de partir e por na farinha, principalmente farinha torradinha.

Mas esse amigo, eu cheguei ao plano espiritual um dia e vi uma pessoa enlouquecida e eu falei:
- Quem é ele? Porque está assim tão desesperado?
Ele desencarnou 15 anos depois de mim. Eles falaram:
- É de onde você veio.
Eu fui vê-lo. Quando ele me viu, ele falou:
- Bezerra eu estou sofrendo muito, eu estou muito infeliz, deixei tanta coisa para trás, tanta coisa boa e hoje eu estou aqui sem saber o que fazer de mim. Vim para este local, não gosto de ninguém aqui, não consigo me adaptar, eu quero voltar para minha casa.

Então eu disse para ele que voltar para casa dele seria a pior coisa do mundo. Porque a esposa não iria falar com alguém que era fantasma, intocável. Os filhos tinham ficado todos muito bem, estavam gastando a larga tudo aquilo que ele havia deixado, o seu patrimônio, a não ser um dos filhos que também se tornou médico e que foi uma pessoa muito sensata. A não ser isso, as filhas casadas, sempre naquele processo de se divertir, não valia a pena voltar. Então eu disse para ele:
- Olha é melhor você se arranjar, com esse amigo aqui, porque eu passei a vida inteira ouvindo os seus conselhos, agora chegou a vez de você ouvir os meus.

E ele falou:
- Não me interessa os seus conselhos.

Eu falei:
- Os seus também não me interessavam, no entanto eu os ouvi. Agora chegou a sua vez de ouvir o que não te interessa.

Ele ficou um tanto assustado e foi embora.
Eu falei:
- Olha, quando você precisar de um amigo, me procura.

Passaram uma duas semanas, mais ou menos, daí a pouco eu o vi correndo pelo corredor.
- Bezerra, eu não vou conseguir mesmo voltar para minha casa, vou Ter que ficar aqui. Será que você me arranja um jeito de eu fazer alguma coisa? Falaram que eu não posso trabalhar aqui.

Você imagina, um médico que ganhou rios de dinheiro como eu, fui para França, fiz tanto, tanto e tanto pela medicina, fui homenageado. Agora eu chego aqui, e não posso fazer nada!
Falei:
- Não... Tem uma ala aqui que você vai poder fazer muito por eles.

Entrei com requerimento junto ao Ministério e arranjamos uma ala de ricos insuportáveis, que estavam em tratamento, para que desfiassem as suas inúmeras queixas, dia após dia, naquele ouvido, tão pouco propenso a ouvir e aquela boca tão propensa a falar o que não convinha.

Eu continuei trabalhando e ele lá no meio de alguns conhecidos muito ricos que também tinham perdido tudo. Porque tudo que conquistaram estava na terra, não tinham nada no plano espiritual. Esqueceram de passar, para o muro de lá, as bagagens que teriam de, ao saltar o muro, carregar.

Quem podia trabalhar não ia perder tempo com lamúria, não é? Então ele ficou com essa tarefa.
Ele não gostava de pegar o dinheiro deles? Não queria o consultório cheio de mulheres ricas, bem vestidas, perfumadas?

Quando eu tirava bicho de pé nos meus pobres, porque nos cortiços dava muito bicho de pé, ou tratava daqueles ferimentos, carrapato, sarna, tanta coisa...

Ele ficava horrorizado e falava:
- Você foi aprender Medicina para fazer isso que você faz?
Pois foi isso que me ajudou. Se vocês querem crescer, meus filhos, vão tratar uma sarna.
Que o mestre nos ampare.

Autor: Bezerra de Menezes
Psicografia de Shyrlene Soares Campos

17 novembro 2007

Na Paz Nasce no Lar - Momento Espirita

A Paz Nasce no Lar

Você já se deu conta de que as guerras, tanto quando a violência, nas suas múltiplas faces, nascem dentro dos lares?

Em tese, é no lar que aprendemos a ser violentos ou pacíficos, viciosos ou virtuosos.

Sim, porque quando o filho chega contando que um colega lhe bateu, os pais logo mandam que ele também bata no agressor.

Muitos pais ainda fazem mais, dizendo: "filho meu não traz desaforo para casa"; "se apanhar na rua, apanha em casa outra vez"!

Se o filho se queixa que alguém lhe xingou com palavrões, logo recebe a receita do revide: "faça o mesmo com ele". "vingue-se", "não deixe por menos".

Quando o amiguinho pega o brinquedo do filho, os pais intercedem dizendo: "tire dele, você é mais forte", "não seja bobo"!

Essas atitudes são muito comuns, e os filhos que crescem ouvindo essas máximas, só não aprendem a lição se tiverem alguma deficiência mental, ou se forem espíritos superiores, o que é raro na Terra.

O que geralmente acontece é que aprendem a lição e se tornam cidadãos agressivos, orgulhosos, vingativos e violentos. Ingredientes perfeitos para fomentar guerras e outros tipos de violências.

Se, ao contrário, os pais orientassem o filho com conselhos sábios, como: perdoe, tolere, compartilhe, ajude, colabore, esqueça a ofensa, não passe recibo para a agressividade, os filhos certamente cresceriam alimentando outra disposição íntima.

Seriam cidadãos capazes de lidar com as próprias emoções e dariam outro colorido à sociedade da qual fazem parte.

Formariam uma sociedade pacífica, pois quando uma pessoa age diante de uma agressão, ao invés de reagir, a violência não se espalha.

A paz só será uma realidade, quando os homens forem pacíficos, e isso só acontecerá investindo-se na educação da infância.

Os pais talvez não tenham se dado conta disso, mas a maioria dos vícios também são adquiridos portas à dentro dos lares.

É o pai incentivando o filho a beber, a fumar, a se prostituir, das mais variadas formas.

É a mãe vestindo a filha com roupas que despertam a sensualidade, a vaidade, a leviandade.

Meninas, desde os três anos, já estão vestidas como se fossem moças, com roupas e maquiagens que as mães fazem questão de lhes dar.

Isso tudo fará diferença mais tarde, quando esses meninos e meninas estiverem ocupando suas posições de cidadãos na sociedade.

Então veremos o político agredindo o colega em frente às câmeras, medindo forças e perdendo a compostura.

Veremos a mulher vulgarizada, desvalorizada, exibindo o corpo para ser popular.

Lamentavelmente muitos pais ainda não acordaram para essa realidade e continuam semeando sementes de violência e vícios no reduto do lar, que deveria ser um santuário de bênçãos.

Já é hora de pensar com mais seriedade a esse respeito e tomar atitudes para mudar essa triste realidade.

É hora de compreender que se quisermos construir um mundo melhor, os alicerces dessa construção devem ter suas bases firmes no lar.

Equipe de redação do site www.momento.com.br, com base em seminário proferido por Raul Teixeira, no VI SIMPÓSIO PARANAENSE DE ESPIRITISMO, no dia 27/05/03, e no cap. 61 do livro Pão Nosso, ed. FEB.

16 novembro 2007

Pais, Instrutores de Deus - Christopher Smith

Pais, Instrutores de Deus

Quando alguém vai se unir à pessoa que escolheu, pensa em todos os problemas de ordem material: é montar a casa, é ter segurança, é equacionar os recursos. Essa é a preocupação primordial.

Chegam os filhos e a preocupação ainda permanece a mesma: dar uma boa escola, dar uma vestimenta digna e educar as crianças – a sua maneira – porque educar as crianças é saber sorrir desde de manhã, é ter alegria e contagiar as crianças com essa alegria, é poder às vezes ser enérgico, mas que a criança saiba que a energia é correspondente ao seu erro. E mesmo que não entenda, quando chegar na maturidade compreenderão que tudo aquilo que receberam de supervisão, disciplina, zelo, correspondia realmente a uma grande dose de dedicação e amor.

É isso que falta nos pais para, às vezes, gerar um espírito, porque gerar um corpo é muito fácil, abandonar um corpo no caminho do vício, do erro ou no desamor é facílimo, mas gerar um espírito é torná-lo consciente dos seus compromissos na Terra, é com a maturidade que possui ensinar que eles são responsáveis por aquilo que fazem, por aquilo que pensam, pelas suas ações, e mesmo que eles se revoltem contra isso terão coragem o bastante de persistir no Bem sem adoçar o mal, porque bem é bem, e mal é mal.

No entanto os pais querem filhos prontos, obedientes, dóceis, sem personalidade. É isso o que eles querem. Querem forjar uma personalidade de acordo com os seus padrões que são muito discutíveis às vezes. Por isso é importante educar os filhos, sim, mas educá-los impondo limites, respeito, espaço, valores morais. Esse tipo de imposição é válida, tipo de imposição atendendo aos caprichos do pai ou da mãe ou aos seus ataques de nervosismo, incompatibilidade de gênio, isso é errado.

Por isso o ser encarnado está sempre diante daquela grande pergunta: “Por que meus filhos são assim?” Muitas vezes eles trazem bagagens pesadas do ontem que é difícil mudar, mas às vezes foram as atitudes incautas que fizeram que eles se transformassem naquilo que são: rebeldes a qualquer domínio de responsabilidade, disciplina e às vezes incapazes de sentir amor e de manifestar esse amor.

Levamos em conta que muitos espíritos são rebeldes, e se a força do amor de um lar cristão não puder auxiliá-los, o mundo que não é cristão e que não é lar para ninguém, ensinará.

Ditado por Christopher Smith
Mensagem recebida por psicofonia,
pela médium Shyrlene Soares Campos,
no Núcleo Servos Maria de Nazaré, Uberlândia-MG

15 novembro 2007

Entre o Dever e o Amor - Um General

Entre o Dever e o Amor

Esclarecimento
Um homem que foi general. Seus comandados o atendiam cegamente. Ele colocava em suas mãos granadas e baionetas e ordenava que fossem para o fogo da batalha. E eles iam e morriam e eram mutilados e obedeciam. O que me impressiona é que, quando Jesus manda apenas que empunhemos a Fraternidade, que sejamos irmãos uns dos outros, que amemos a Paz, a Solidariedade, e nós não obedecemos. Preferimos tombar nos campos de batalha do mundo, dando depois lamentáveis testemunhos de dor, fracasso, de sofrimento. Eis agora o testemunho deste nosso irmão (o seu nome é fictício para resguardar a sua personalidade na Terra) que foi General na Segunda Guerra Mundial.
Paul Thompson

Caros irmãos, diante de vocês está um homem que foi preparado para comandar, e que via nisso a suprema realização da vida. Lutei, fui mandado testar os meus conhecimentos no campo de batalha na Itália, festejei com a família e com os amigos. Esperava ansioso as condecorações. Por nenhum instante pensei no sangue que seria derramado, no sofrimento com o qual iria me confrontar e nem tive medo em instante algum. Trazia dentro de mim a força dos heróis. Era rigoroso na disciplina, implacável no comando. Estrategista, realmente me orgulhava de tudo aquilo que havia conquistado e me sentia um homem forte, realizado e capaz. Tinha sobre o meu comando muitos jovens, alguns até imberbes. Muitos choravam por dias e dias e eu os castigava e dizia que o homem devia ser testado nos campos de batalha. Mas muitos haviam recebido apenas treinamento para enfrentar as trincheiras da morte. Eu os desprezava. Aqueles que choravam, aqueles que temiam a morte eram os que eu primeiro mandava para Frente de Batalha, porque me fazia mal a covardia que eles traziam na face, o medo que traziam nos olhos; e nos campos de batalha nunca me importei ao ver jovens e jovens ensangüentados, desfigurados. Recolhia-lhes a identificação para poder notificar a família. E sempre e sempre, quanto mais cruenta era a batalha, mais cruel eu ficava na alma, mais duro do que aço, mais implacável que o fragor dos canhões a fazer dia em plena noite, trazendo dor e vomitando fogo.

Chegou, no meu Regimento, uma freira ainda jovem, voluntária. O anjo consolador de quantos tombavam feridos, desesperados, mutilados. E eu observava essa enfermeira. Via nela a coragem, mesmo quando canhões se aproximavam muito e as granadas explodiam. Em seus olhos não brilhava em nenhum instante o medo. Tinha sempre um sorriso na face. Tinha sempre uma palavra de consolo. Perto daqueles que sofriam ela se transformava em mil mulheres. era mãe, era irmã, era noiva, era filhinha ou era simplesmente a imagem de Maria. E eu, muitas vezes, falava com os rapazes que eu tinha que enviar para as trincheiras de lutas:

Vejam essa freira, menina quase e não tem medo. Não tem medo da batalha. Não tem medo da luta. E vocês que são homens, tremem e choram, sofrem e se escondem.

Muitos e muitos enlouqueciam, quando tinham que correr em direção ao fogo, aos trovões dos canhões. Mas eu não me importava, e um dia perguntei para a freira:

De onde você tira tanta força, para permanecer noites e noites em claro, se alimentar mal e cuidar de tantos enfermos?

E ela disse:-
Eu tiro essa força da minha fé, a força me vem de Deus. A sua força está na sua arma. A sua fé está na vitória que você que obter, mas a minha vitória será reconquistar essa criaturas que não acreditavam mais na bondade nem na paz. A minha vitória será levar a esperança para cada um desses que não recuperarão no campo de batalha o braço, a perna, os olhos, a beleza, a saúde e muitos, nem a vida. A minha vitória está em reconquistar a lucidez dos que ensandeceram diante do horror da batalha. A minha fé é esta e seu eu aqui estou, não estou para ajudar generais, mas para ajudar aqueles que são comandados pelos generais, que ficam nas suas tendas a dar ordem para que morram. Se sentem heróis e no entanto não são capazes de liderar na frente os seus comandados! Jesus lidera os seus comandados, por isso eu o sigo. Jamais seguiria um general.

Naquela noite houve um bombardeio intenso. A freira, que se chamava Irmã Maria Clara, morreu, e com ela morreu também a esperança de muitos que sobreviveram e muitos, em delírio, gritavam por seu nome, gritavam por Jesus, gritavam por Maria. Outros gritavam por suas mães em terras distantes. Gritavam pelos filhos que não iriam mais ver. E naquele dia em que Irmã Maria Clara morreu, nasceu em meu coração a certeza de que Jesus realmente era o Grande General. Era o General, não de pessoas covardes que se amedrontavam diante das provas e das lutas, mas General daqueles que, na fragilidade do ser, possuíam a força do aço. Eu voltei da guerra. Fui condecorado. E vim depois a morrer vítima de enfermidade. Ao chegar ao plano espiritual certamente não ostentava as medalhas que me enfeitaram o peito. Na terra é que se encontram, guardadas em depósitos de veludo. Também não encontrei os Pracinhas, porque a guerra era uma prova coletiva e todos nós teríamos que responder pelas atrocidades cometidas e não pelas ordens que havíamos dado. Mas sofri muito. Sofri muito pelos conflitos que trazia na alma. Sofri pela perseguição dos inimigos que eu adquiri, porque muitos dos Pracinhas que tombaram nem sequer retornaram para as Terras do Brasil. Seus espíritos, ainda muito deles, vagueiam em terras da Itália, em grandes sofrimentos, porque isso eu pude constatar, levado por instrutores, e foi o instante em que eu mais sofri. Eu e tantos outros fomos obrigados a perceber o sofrimento daquelas, para as quais até hoje a guerra não acabou.

É preciso dominar realmente, a violência em nossas almas. E aquele que busca os comandos na Terra, realmente, ainda traz dentro de si muita violência. E aqueles que são comandados precisam aprender também que a violência não é bandeira para ser abraçada e seguida. Jesus nos ensinou a paz. Irmã Maria Clara, vim reencontrá-la depois, na sua humildade, ainda ajudando e servindo, se apagando humildemente, e ainda dizendo que o maior General de todos os tempos ainda é Jesus, e que a mais bela Batalha para se ganhar é a Batalha da Vida, e a maior condecoração que um homem pode receber é o serviço em favor dos que sofrem. Que a maior benção é a disciplina na alma, não resvalando nas trincheiras das quedas morais, mas no entrincheiramento no caráter, buscando o serviço e a luz. Ainda sofro e sofro muito. Ainda aprendo e aprendo pouco. Mas tenho pesquisado, tenho buscado entender as criaturas que se situam no comando estou tentando ser cada dia mais obediente ao Comando do cristo. Espero tão somente que um dia ele possa confiar em mim, e que eu também possa ter confiança.

Eu agradeço a todos que me ouviram. E saibam, meus irmãos, que a violência não resolve situações sociais e muito menos resolverá situações espirituais. Saibamos aceitar o jogo das necessidades e da dor, porque a Terra não está sem governo, porque a terra não está sem Deus. Jesus está no comando e Deus tem enorme amor por todas as criaturas, violentas ou não. Mas aquele que aceita o comando do cristo, que aceite também a humildade e o bem em suas vidas.

Um General
Mensagem extraída do livro ”Um Amanhã de Luz”
Psicografia de Shyrlene Soares Campos

14 novembro 2007

Afetos e Desafetos - Bezerra de Menezes

AFETOS E DESAFETOS

Filhos amados:

A vida é uma grande escola, onde aprendemos lições que devem ser repassadas todos os dias. Meditadas, revividas as experiências boas e experiências más, permanecendo essas últimas como advertência.

A verdade é, meus filhos, que em cada vida, e, cada curso terreno, nós nos deparamos com adversários implacáveis do ontem, que hoje se colocam no nosso roteiro para se tornarem desequilíbrio, tormento, problemas. Eles já trazem a mesma forma de antigas eras, mas trazem dentro do coração os mesmos ressentimentos. Essas mágoas se diluíram um pouco, porém ainda se fazem presentes. Também nos deparamos com afeições que superaram séculos de testes e que nos ajudam e fortalecerem, ombreando conosco na escala do enriquecimento espiritual e em busca da luz.

Mas todas essas situações e todas essas pessoas, meus filhos, muitas e muitas vezes se nos deparam no próprio âmbito familiar, a nos requisitar muita prudência, muita vigilância, muita perseverança. São elas que nos exigem, mais diretamente de nós, cuidados especiais permanentes, incessante exercício no bem, na caridade, na suportação. Por isso, meus filhos, às vezes os lares são palcos de tantas tragédias, e lá fora, sem a influência do lar, existem tantas afeições queridas.

Dessa maneira é que devemos, cada vez mais, conscientizarmo-nos de que Jesus está presente em todas as situações, mas no teste do dia-a-dia, nas lições suadas e sofridas das provas terrenas, devemos estar sempre vigilantes e sempre a postos para que o instante abençoado de servir se transforme num instante de luz, de amor e de crescimento. Porque dentro do lar é que fomos requisitados, realmente, aos maiores testemunhos de sacrifício, às maiores renúncias e às maiores demonstrações de fé.

Que Jesus nos ampare sempre, e continuemos nessa imensa casa, que é o mundo, a servir sem cessar, compartilhando de horas e momentos, todos na mesma trilha evolutiva, em busca de Jesus e de sua leis maiores!

Ditado por Bezerra de Menezes
Mensagem recebida por psicofonia
pela médium Shyrlene Soares Campos,
em reunião do dia 22/12/94,
no Núcleo Servos Maria de Nazaré, em Uberlândia – MG

13 novembro 2007

Perdoar os Amigos - Bezerra de Menezes

Perdoar os Amigos

Quando falamos em perdão, pensamos logo nos nossos inimigos, pensamos o quanto é difícil para nós passarmos a borracha do esquecimento sobre agressões, calúnias, perseguições, sejam elas no campo carnal ou espiritual. Mas, nos esquecemos de um fator importante: o inimigo nos fere e vai embora, fica distante.

Perguntamos então, quantas vezes vamos perdoar os nossos amigos? Aqueles que estão perto de nós e perto de nós permanecem, aqueles que, muitas vezes, nos magoam, aqueles que, em vários momentos em que precisávamos de auxilio nos negaram, ou a quem nós oferecemos auxílio e foram ingratos. Esses permanecem conosco. Então, é preciso uma grande dose de benevolência, de compreensão, para que os amigos continuem amigos e continuem juntos de nós. Que as coisas pequeninas sejam esquecidas em prol das grandes coisas que, em conjunto, podemos realizar com as pessoas queridas.

Assim, como somos obrigados a desculpar tantas situações dentro de nossa família, porque não podemos nos desprender desses elos biológicos, e sejamos, também, capazes de compreender os amigos, esses que, num instante de invigilância, de imprudência ou, às vezes, até assediados por entidades perseguidoras ou por problemas de difícil solução interior, nos desferiram golpes.

Em benefício dessa grande família espiritual, que nós saibamos relevar e conviver fraternalmente, sem emitir vibrações negativas, sem o processo de cobrança permanente, sem o falar imprudente. Que saibamos, realmente, fortalecer os elos de grandes amigos, porque aqueles que caminham juntos, ombro a ombro com Jesus, estão na mesma estrada, buscando o mesmo horizonte, com as mesmas situações de resolver problemas ou adquirir débitos.

Ditado por Bezerra de Menezes
Mensagem recebida pela médium Shyrlene Soares Campos,
dia 16/02/2000, no Núcleo Servos Maria de Nazaré

12 novembro 2007

Vibrações do Pensamento - Léon Denis

Vibrações do Pensamento

O Espiritismo, por uns considerado perigoso, por outros vulgar e pueril, quase só é conhecido pelo povo sob seus aspectos inferiores. São os fenômenos mais materiais que atraem de preferência a atenção e provocam apreciações desfavoráveis. Esse estado de coisas é devido aos teoristas e vulgarizadores que, vendo no Espiritismo uma ciência puramente experimental, descuram ou repelem por sistema, algumas vezes com desdém, os meios de cultivo e elevação mental indispensáveis para se produzirem manifestações verdadeiramente imponentes entre o estado físico vibratório dos experimentadores e o dos Espíritos suscetíveis de produzir fenômenos de grande alcance, e nada se faz no sentido de atenuar essas diferenças. Daí a penúria de altas manifestações comparadas à abundância dos fenômenos vulgares.

O resultado é que inúmeros críticos, só conhecendo da questão a sua face terra-a-terra, constantemente nos acusam de edificar sobre fatos mesquinhos uma doutrina demasiado ampla. Mais familiarizados com o aspecto transcendental do Espiritismo, reconheceriam que nada exageramos; ao contrário, nos temos conservado abaixo da verdade.

Quaisquer que sejam as relutâncias dos teóricos positivistas e “antimísticos”, forçoso será ter em conta as indicações dos homens competentes, sem o que viria a fazer-se do Espiritismo mísera ciência, cheia de obscuridades e perigosa para os investigadores.

O amor da ciência não basta, disse o professor Falcomer; é indispensável a ciência do amor. Nos fenômenos não temos que nos haver unicamente com elementos físicos, mas com agentes espirituais, com entidades morais, que, como nós, pensam, amam, sofrem. Nas profundezas invisíveis, a imensa hierarquia das almas se desdobra, das mais obscuras às mais radiosas. De nós depende atrair umas e afastar as outras.

O único meio consiste em criarmos em nós, por nossos pensamentos e atos, um foco irradiador de luz e de pureza. Toda comunhão é obra do pensamento. O pensamento é a própria essência da vida espiritual. É força que vibra com intensidade crescente, à medida que a alma se eleva, do ser inferior ao Espírito puro e do Espírito puro até Deus.

As vibrações do pensamento se propagam através do espaço e sobre nós atraem pensamentos e vibrações similares. Se compreendêssemos a natureza e a extensão dessa força, não alimentaríamos senão altos e nobres pensamentos. Mas o homem se ignora ainda, como ignora as imensas capacidades desse pensamento criador e fecundo que nele dormita e com o qual poderia renovar o mundo.

Em nossa fraqueza e inconsciência, atraímos na maior parte das vezes Espíritos maus, cujas sugestões nos perturbam. É assim que a comunicação espiritual, em conseqüência de nossa inferioridade, se obscurece e desvirtua; fluidos corrompidos se espalham pela Terra, e a luta entre o bem e o mal se empenha no mundo oculto como no mundo material.

Na atração dos pensamentos e das almas consiste integralmente a lei das manifestações psíquicas. Tudo é afinidade e analogia no Invisível. Investigadores que sondais o segredo das trevas, elevai bem alto, pois, os pensamentos, a fim de atrairdes os gênios inspiradores, as forças do bem e do belo. Elevai-os, não somente nas horas de estudo e experiências, mas freqüentemente, a todas as horas do dia, como um exercício regenerador e salutar. Não esqueçais que são esses pensamentos que vão lentamente eterizando e purificando o nosso ser, engrandecendo as nossas faculdades e tornando-nos aptos a experimentar as mais delicadas sensações, fonte de nossas felicidades futuras.

Léon Denis
Livro: No Invisível - FEB

11 novembro 2007

Fracasso e Responsibilidade - Joanna de Ângelis

FRACASSO E RESPONSABILIDADE

Muito cômodo atribuir-se o insucesso das realizações a outrem, transferindo responsabilidades.

Incapaz de encarar o fracasso do verdadeiro ângulo pelo qual deve ser examinado, o homem que faliu acusa os outros e exculpa-se, anestesiando os centros do discernimento, mediante o que espera evadir-se do desastre.

Há fatores de vária ordem que contribuem poderosamente em todo e qualquer cometimento humano. O homem de ação, porém, graças aos seus valores intrínsecos reais, responderá sempre pela forma como conduz o programa que tem em mãos para executar. Assim, portanto, pelos resultados do empreendimento.

Pessoas asseveram em face dos desequilíbrios que se permitem: "Não tinha outra alternativa. Fui induzido pelos maus amigos."

Outras criaturas afirmam após a queda: "Os Espíritos Infelizes ganharam a batalha, após a insistência e a perseguição que eu não mais aguentava."

Diversos justificam a negligência, sob o amparo do desculpismo piegas e da desfaçatez indébita.

Luta sem desfalecimento e perseverança no posto em qualquer circunstância são as honras que se reservam ao candidato interessado na redenção.

O vinho capitoso flui da uva esmagada.

O pão nutriente surge do trigo triturado.

A água purificada aparece após vencer o filtro sensível.

Os dons da vida se multiplicam mediante as contribuições poderosas da transformação, da renovação, do trabalho.

Não te escuses dos dissabores e desditas, acusando o teu irmão. Mesmo que ele haja contribuído para a tua ruína, és o responsável. Porque agiste de boa-fé com leviandade, ou tutelado pela invigilância, não te deves acreditar inocente.

Cada um sintoniza com o que lhe apraz e afina.

O Evangelho na sua beleza e candidez de linguagem, registra e nos recorda a incisa e concisa lição do Mestre: "Sede mansos como as pombas e prudentes como as serpentes."

Sem que estejas em posição belicosa, colocado em situação contrária, abre a alma ao amor para com todos, porém vigia "o coração porque dele procedem as nascentes da vida".

Diante de qualquer fracasso, refaze as forças, assume responsabilidades e tenta outra vez. Quiçá seja esse o feliz instante de acertares logrando êxito.

Ditado por Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo P. Franco - Leis Morais da Vida

10 novembro 2007

Novo Alvorecer, Nova Chance - Bezerra de Menezes

Novo Alvorecer, Nova Chance

Muitas vezes nos assemelhamos na vida a uma pessoa de pouca cultura, de poucas chances, mas que tem uma ânsia imensa de trabalhar e, por isso, o Senhor lhe deu um animal que pode puxar uma carroça. Lhe deu um cavalo, um cavalo bem rústico, desses que suportam muito peso, a calor, o frio e é paciente. Esse homem, atrelando o cavalo à carroça foi capaz de prover o sustenta dos seus filhos, construir uma casa, abrigar‑se das intempéries e, dignamente, cumprir a sua rota na Terra.

Q que o cavalo transportava na carroça não era da conta dele. Poderia ser estrume, madeira, legumes, frutas; animais, também, como ele, em evolução; poderia ser homens, objetos, utensílios, mudança... A carroça simplesmente estava ali para servir e transportar tudo que nela se colocasse, a missão do cavalo era transportar a carroça, era suprir as necessidades do seu dona.

Nós também recebemos um corpo, esse corpo que nós recebemos tem que transportar pesadas cargas, tem que, ás vezes, transportar os estrumes que trouxemos de outras vidas, nas tendências e viciações, o ouro precioso de nossa reforma interior, o madeirame abençoada para fazermos urna nova morada de luz, de. proteção, outros animais em evolução, para amá‑los, cuidar deles, respeitá‑los, como também, ajudarmos na mudança interior de outros, transportando‑os para um nova roteiro, para novas esperanças, para nova vida.

Depois dessa tarefa cumprida assim, poderemos realmente agradecer cada encarnação que nada mais representa do que uma chance de caminhar, como a chance que o senhor deu para o seu servo na forma do cavala, para que ele tivesse um trabalha digno, para que ele pudesse prover as suas necessidades, que pudesse, realmente, fazer com que ele estruturasse a sua família e a sua vida, mesmo com poucos recursos. Todos nós trazemos poucos recursos, porque as recursos que trazemos de nossas bagagens são pequenos, poderiam ser enormes, mas ainda arrastamos corpos enfermos, como eu arrastei, com limitações, com necessidades.

Tudo isso, para que? Para aprendermos que, na verdade, a pousa função na Terra ê, tão somente, de servir, transportar, crescer. Dar chance àquele que nos governa os destinos de melhorarmos cada vez mais, de progredirmos, de respeitarmos.

A natureza deve ser respeitada, a natureza humana muito mais. Tudo o que nos cerca Jesus respeita, nós devemos respeitar também, não podemos moldar as criaturas nos nossos moldes. Cada criatura tem os seus débitos, sente e ama de forma diferente, mas todas estão transportando inúmeras chances de crescimento que, podemos dizer, são infinitas. Se vivemos diante do que é finito é, exatamente, para valorizar esse infinito que é Deus, na sua misericórdia, na sua bondade, no seu amor.

Saibamos seguir a voz do nosso dano, transportar aquilo que for colocada para ser transportado, mas que façamos a nossa tarefa com amar e perfeição, parque gratidão terá o senhor por aqueles que não só trabalham, mas trabalham com louvor, em seu nome, ajudando aquele que sofre a sofrer menos, a sorrir mais, a ter mais esperança.

Que a amargura jamais nos tome a alma, porque existe sempre azoa chance nova em cada alvorecer. Se o anoitecer nos envolve nas suas sombras densas, o Sol nos aquece com o seu calor, use um novo dia, cheio de possibilidades, de renovação, de transmutação, de tudo aquilo que passamos de ruim para alguma coisa boa e sólida.

Ditado por Bezerra de Menezes
Mensagem recebida por Shyrlene Soares Campos dia 04/04/2000,
no Núcleo Servos Maria de Nazaré - Uberlândia‑MG

09 novembro 2007

Comemoração dos Mortos - Momento Espírita

COMEMORAÇÃO DOS MORTOS

Dois de novembro. Em todos os cemitérios, o número de pessoas para a visitação é bastante expressivo.

Pessoas viajam quilômetros para vir depositar flores ou acender velas nos túmulos dos familiares ou amigos.

Alguns dedicam este dia para passá-lo no cemitério, quase o dia todo. Afirmam que ali estão ao lado dos seus “amores”.

O fenômeno não é novo e se repete a cada ano. Época que os vendedores de flores e de velas festejam.

A comemoração dos mortos é de iniciativa gaulesa. A Gália ocupava o território que hoje corresponde a França.

Os gauleses festejavam no dia primeiro de novembro a Festa dos Espíritos, que se realizava não nos cemitérios mas sim em cada habitação, onde os videntes e médiuns da época evocavam as almas dos defuntos.

No seu entender, os bosques e as áreas de pouca vegetação eram povoadas por Espíritos errantes.

Os gauleses não honravam os cadáveres. A vida verdadeira era a espiritual, a imortal.

Os despojos dos guerreiros mortos, diziam, nada mais eram que invólucros gastos. Para surpresa dos seus inimigos, eles os abandonavam nos campos de batalha, como indignos de atenção.

Comunicavam-se com o mundo invisível. O seu templo era a floresta secular. Os murmúrios do vento, o barulho das folhas, produziam em tudo acentos misteriosos, que impressionavam a alma e a levavam à meditação.

O visco, sempre verde, era o símbolo da imortalidade.

Deles podemos colher algumas lições, como seja, de lembrar os nossos afetos ditos mortos como seres vivos que se movimentam na Espiritualidade.

Despojaram-se da carne, mas prosseguem vivos. Portanto, não os devemos procurar nas tumbas frias. Não são habitantes dos jazigos, nem dos cemitérios.

As horas que vivem são distribuídas para o estudo e o trabalho. Nenhuma ociosidade desde que o não fazer nada é extremamente penoso.

Se eles vão aos cemitérios? Naturalmente e, neste dia, em maior número, pois as pessoas os chamam através das lágrimas, as exclamações, as oferendas.

Comparecem aos cemitérios como o fariam a qualquer outro lugar, em que um ou mais corações os chamassem.

Da parte dos que estão encarnados, comparecer ou não aos cemitérios, neste dia, é decisão pessoal.

O importante é se conscientizar de que os nossos amores não estão encerrados nos caixões. Prosseguem em atividades ou recuperação.

Merecem-nos respeito como respeitamos o convalescente no hospital ou o executivo em seu escritório, às voltas com suas tarefas.

Se os quisermos honrar, falar da nossa saudade, a melhor comunicação é o diálogo dulcificado pela oração.

O Espírito do poeta português Camilo Castelo Branco, narrando suas experiências após a morte física, diz da sua surpresa ao observar desenhado em uma tela, qual projeção cinematográfica, o perfil de pessoas que por ele oravam na Terra.

Isto o reconfortava e o auxiliava a superar as dores que o atormentavam.

Deste modo, como as nossas palavras e recordações atingem e influenciam os Espíritos, o amor verdadeiro nos dirá que os vocábulos que saírem das nossas bocas deverão ser tranqüilizadores.

Que as evocações mentais deverão ser sempre as da alegria, das felizes recordações.

Não mentalizemos os que se foram como se estivessem gélidos e imóveis nas urnas funerárias. Ao contrário, pensemos neles ativos, lúcidos, vivendo a nova realidade.

Não deixaram de nos amar. Como nós, têm saudades. Ansiariam estar conosco.

Mas como o aprendizado em que se encontram é de suma importância, não sejamos nós a lhes opor obstáculos e criar algemas.

Se algo lhes desejamos ofertar, que seja a prece sentida e vivida.

Prece que dulcifica a saudade, aproxima as almas e reconforta o Espírito.

* * *

Você sabia que os egípcios antigos acreditavam que, após a morte, eles viveriam numa nova terra?

Acreditavam que para gozarem devidamente a vida após a morte necessitavam de comida, bebida e todas as posses que tinham na Terra.

Por isso, todas essas coisas eram postas nos túmulos. O que atraía sempre a cobiça de homens, que lhes violavam as tumbas para se apossarem dos tesouros.

Redação do Momento Espírita com base no cap. 4, da 1. pt. do livro Depois da morte, de Léon Denis, ed. FEB