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30 abril 2013

Brandura - Miramez



BRANDURA

ESE – Cap. X - Item 18

O indulgente é, notadamente, brando nas suas conclusões, porque ele é tolerante para com o próximo; vê no seu irmão a sua continuação, por serem todos filhos de Deus, com os mesmos direitos e deveres; analisa seus companheiros no silêncio, sem exigir ostentação, tirando do que observar experiências para o seu comportamento.

Convém compreender que estamos na Terra buscando um aprendizado, notando que este planeta é de provas e expiações. A Doutrina Espírita mostra à humanidade a sua rica literatura, com o fito de que as lições sejam aplicadas e que o homem se renove nas suas concepções sobre a vida, que tem leis para serem respeitadas e rotas para serem corrigidas.

A indulgência mostra a cada criatura que a correção, em cada indivíduo, tem de ser feita por ele mesmo, porque é o único responsável pelos seus deslizes. E o Espiritismo, força pulsante no clima da vida, dá-nos força para conquistar a educação e a disciplina na nossa vida.

Estamos na época de mudanças, tanto no que tange à Terra, como moradia nossa, quanto na estrutura dos nossos sentimentos, aprimorando-os. O planeta se encontra cheio de missionários dando exemplos, e muitos deles o fazem em silêncio, de como crescer no equilíbrio, na fé e na esperança.

Quando nos dominamos, alimentamos no coração as virtudes e vamos nos livrando do apego a tudo e a todos, vivendo bem onde estivermos, amando a Deus em todas as coisas, de maneira a estabilizar a nossa vida, ligando-a à harmonia universal. Quanto mais apego, quanto mais orgulho, quanto mais egoísmo, mais amontoamos inferioridades dentro da consciência, passando a viver em guerra constante. E quando sentirmos o universo como a nossa casa, e Deus como único Pai, saberemos o que fazer da vida: poderemos ir para qualquer lugar, sem a doença da saudade que faz sofrer, pois todos somos irmãos e estamos sempre com Deus!

O sofrimento vem do apego e do egoísmo, e nada disso deve existir, nos nossos caminhos. Viver bem, em qualquer lugar, é sinal de que conhecemos a verdade, e nos tornamos livres, sendo indulgentes para com todos, amando a tudo. Convém notar que as leis espirituais nos ensinam esse viver.

O apego traz distúrbios na intimidade e sofrimento nas sensibilidades; devemos, então, purificar tudo e todos os sentimentos, transformando-os em amor, para que não falte em nossos passos a caridade bem conduzida, nos fazendo sentir a fraternidade universal.

O amor é força livre, na liberdade da vida. Quando se ama verdadeiramente, não há apego, não nos prendemos às saudades, surgindo em nós pensamentos de desprendimento; somos, neste momento, doadores de tudo o que esteja ao nosso alcance. É por isso que entendemos a força do amor, iluminando todas as virtudes, dando curso à verdade. Do amor surge a brandura, do amor temos os sinais da caridade e do perdão. Ele é a fonte de todos os valores espirituais, porque ele é Deus, sendo Jesus o padrão do amor de Deus na Terra.

De “Máximas de Luz”
De João Nunes Maia
Pelo Espírito Miramez

29 abril 2013

O Sábio e o Pássaro - Richard Simonetti

 

O SÁBIO E O PÁSSARO

Conta-se que certa feita um jovem maldoso e inconsequente resolveu pregar uma peça em idoso e experiente mestre, famoso por sua sabedoria.

— Quero ver se esse velho é realmente sábio, como dizem. Vou esconder um passarinho em minhas mãos. Depois, em presença de seus discípulos, vou perguntar-lhe se está vivo ou morto. Se responder que está vivo, eu o esmagarei e o apresentarei morto. Se afirmar que está morto, abrirei a mão e o pássaro voará.

Realmente, uma armadilha infalível.

Aos olhos de quem presenciasse o encontro, qualquer que fosse sua resposta, o sábio ficaria desmoralizado. 

E lá se foi o jovem mal-intencionado, com sua artimanha perfeita.

Diante do ancião acompanhado dos aprendizes, fez a pergunta fatal:

— Mestre, este passarinho que tenho preso em minhas mãos, está vivo ou morto?

O sábio olhou bem fundo em seus olhos, como se perscrutasse os recônditos de sua alma, e respondeu:

— Meu filho, o destino desse pássaro está em suas mãos

-x-

Esta história pode ser um sugestivo exemplo da perversidade que não vacila em esmagar inocentes para conseguir seus objetivos.

Será, também, uma demonstração das excelências da sabedoria, a sobrepor-se aos ardis da desonestidade.

É, sobretudo, uma ilustração perfeita sobre os mistérios do destino.

Consideram muitos que tudo acontece pela vontade de Deus, mesmo a doença, a miséria, a ignorância, o infortúnio...

Trata-se da mais flagrante injustiça que cometemos contra o Criador, o pai de infinito amor e bondade revelado por Jesus.

A Vida é dádiva divina, mas a qualidade de vida será sempre fruto das ações humanas.

Segundo os textos bíblicos, fomos criados à imagem e semelhança de Deus.

Filhos do Senhor Supremo, o que caracteriza nossa condição é o poder criador, que exercitamos usando prodigioso instrumento — a vontade, a moldar nosso destino e interferir no destino alheio.

Há os que não vacilam em esmagar a Vida para alcançar seus objetivos, envolvendo-se com a ambição e a usura, a agressividade e a violência, a mentira e a desonestidade, o vício e o crime...

E há os que libertam a Vida, estimulando-a a ganhar as alturas, mãos abertas para a solidariedade.

Entre essas duas minorias, que se situam nos extremos, temos a maioria que não é má, mas não assume compromisso com o Bem.

Por isso, o mal no Mundo está muito mais relacionado com a omissão silenciosa dos que se acreditam bons, mas não desenvolvem nenhum esforço para evitar que os maus façam barulho.

Isso está bem claro na questão 931, de O Livro dos Espíritos:

Por que, no Mundo, tão amiúde, a influência dos maus sobrepuja a dos bons?

Observe, leitor amigo, o alcance da resposta, uma das mais contundentes da Codificação:

Por fraqueza destes. Os maus são intrigantes e audaciosos, os bons são tímidos. Quanto estes o quiserem, preponderarão.

Poderíamos acrescentar que a omissão dos bons favorece ainda que as pessoas se envolvam com o mal, porque ninguém as ajuda, nem ampara, nem orienta, nem as atende em suas carências e necessidades.

-x-

Algum progresso tem sido alcançado.

Fala-se muito, na atualidade, sobre cidadania.

Ser cidadão é estarmos conscientes de nossos direitos.

É lutarmos por eles, a partir dos elementares direitos à saúde, à educação, à habitação e, sobretudo, o inalienável direito à vida.

É um passo importante.

Podemos melhorar as condições de vida de uma sociedade, trabalhando pelos direitos humanos.

Mas há outro passo, bem mais importante:

Assumir deveres.

Destaque-se o dever básico:

Exercitar a solidariedade.

Jesus deixa isso bem claro ao recomendar que nos amemos uns aos outros e ao proclamar que devemos fazer pelo próximo o bem que desejaríamos receber dele, se sofrêssemos suas carências.

A mão que liberta o homem da doença, da miséria, da ignorância, do infortúnio, para que a Vida ganhe as alturas, deve ser a filosofia do trabalho de todas as pessoas que desejam contribuir em favor de um mundo melhor.

A Doutrina Espírita deixa bem claro que não podemos nos omitir diante das misérias humanas.

É preciso fazer algo pelo semelhante.

O destino de nossa sociedade é o somatório de nossas ações.

Não se faz uma sociedade boa se, a par do exercício, de cidadania, não houver o cultivo da solidariedade.

E aqueles que participam, que se dedicam a esse mister, logo fazem descobertas maravilhosas.

No empenho de ajudar o próximo, libertam-se das angústias que afligem o homem comum, preso ao egoísmo.

Ajudando alguém a erguer-se de suas misérias, pairam acima das inquietações humanas.

Contribuindo para clarear sendas alheias, iluminam o próprio caminho.

Estimulando ao bem seus irmãos, com a força do exemplo, percebem, deslumbrados, que encontraram sua gloriosa destinação.


Transcrição, na íntegra, do capítulo “O sábio e o pássaro”, do livro O DESTINO EM SUAS MÃOS, de Richard Simonetti.

28 abril 2013

A Harmonia da Dicção - Mirames





A HARMONIA DA DICÇÃO


A dicção harmoniosa se apresenta como se fosse um conjunto de estrelas que brilham, mesmo no céu da boca. Os teus dentes são como pedras preciosas, quando a tua fala atinge as raias da fala do Mestre. Entretanto, poderás compreender o ponto que pretendemos atingir no teu coração, se ainda não foi dado a tua inteligência descobrir – através da experiência, leituras, de ouvir falar, ou em escolas fechadas – que qualquer dos nossos órgãos, senão as próprias célular, enfim, todo o complexo humano, obedecem ao comando da fala, quando esta é incorporada à harmonia divina, arrojada pela mente educada e amplificada pela voz.

Quando falares a um órgão em desequilíbrio, haverás de usar variadas formas de tons, de jeitos, cada um atendendo a sons diferentes. Se a mente é a central que fala, existem outros comandos menores que atendem, fazendo cumprir a nossa vontade. É um pouco engenhoso esse trabalho, no entanto, com a prática, poderás ser realmente, dono e médico de ti mesmo. É o que fazem os grandes mestres da palavra. O Cristo não curava os outros, falando? Podes começar curando a ti mesmo. Primeiramente, deves trabalhar para que o teu corpo, desde o metabolismo celular até a harmonia total do teu aparelho de carne obedeça, para depois operar no plano energético dos corpos espirituais. Esquece o fanatismo e inicia com ponderação. Bate os dedos de leve na região enferma ou enfraquecida, e fala com amor, principalmente aos órgãos mais sensívies. Em outros casos, como o do fígado e dos rins, fala com energia que não atinja a brutalidade. Nada no mundo se dá bem com a arrogância, nem mesmo as plantas e os animais. A intuição fará de ti um bom comandante de ti mesmo.

Acalma, com o teu verbo, alguma alteração no teu vizinho, se já conseguiste acalmar os teus impulsos desfavoráveis ao bem. Abranda, no teu companheiro, possíveis tormentos, com uma conversa sadia, se já tranquilizaste as veredas da tua mente. Apaga, naquele que anda contigo, as chamas da discórdia, se a harmonia já canta em teu coração. Sê sempre pacificador no falar, que as luzes brilharão em ti, no grande convite pela e para a paz. Cultiva no teu ambiente íntimo a serenidade, porquanto os anjos estão sempre em volta da mansuetude. Registra e faze com que os outros reconheçam a harmonia do teu falar. Ela é portadora dos fios invisíveis da alegria universal e da verdadeira bonança espiritual.

Devemos, de vez em quando, introvertermo-nos em oração ao Criador, agradecendo a Ele pelo bom uso da palavra, se porventura já tivermos oportunidades de usá-la nesse sentido. A fala bem orientada é um manancial de recursos para todas as atividades da alma. Certamente que, no princípio dos exercícios da palavra, não verás, de imediato, resultados satisfatórios, mas com o perpassar do tempo, ajudado pela confiança, verás surgir os primeiros milagres da tua mente, em conexão com a tua fala. Essas duas forças de Deus em ti fazem prodígios, como comprova a história da humanidade, principalmente o Evangelho de Jesus.

A palavra de Deus e de Cristo não está naqueles que pretendem esquecer a educação da palavra e da mente na limpeza das ideias. Por isso, é bom nos lembremos dos escritos de João: “Bem sei que sois descendentes de Abraão, contudo, procurais matar-me, porque a minha palavra não está em vós”. João, 8:37.

Quando a palavra divina está na tua alma, desperta pela tua força de vontade, pelo poder da fé, pelo amor a Deus e ao próximo, a tua fala encanta e embeleza onde quer que estejas, brilhando como estrelas no firmamento e podes dizer e pensar sem constrangimento algum: “falo assim, porque a minha fala é de luz, porque Deus e Cristo estão em mim”.


Livro Horizontes da Fala, cap. 26
Espírito Miramez
Psicografia de João Nunes Maia



27 abril 2013

Canais dos Sentimentos - Miramez



CANAIS DE SENTIMENTOS


O teu verbo deve comprazer-se, no momento da fala, contagiando a quem ouve, para que os canais dos sentimentos sejam desobstruídos das velhas cargas magnéticas menos favoráveis à luz. Se ele já serve de vida no estímulo das vidas, aumenta o teu prazer na doação do amor, porque Deus ficará mais visível em teu coração, quando o teu esforço no bem for maior e não vacilar.

Se por quaisquer circunstâncias, começares o dia com o mau humor a te perseguir, não deixes que ele se denuncie pela conversação e nem pela feição do teu rosto. Nessas horas, procura entrar em contato com as belezas da criação: vê as árvores, os animais e, certamente, muitas pessoas, mostrando a alegria de servir. Medita na satisfação, que logo te contagiarás por ela. E os canais dos teus sentimentos começarão a vibrar em tonalidade grandiosa, fazendo so que te ouvem e veem regozijarem-se com a tua presença.

Pelo som da fala, o Espírito elevado deixa circunfluir do seu coração, para quem o escuta, o mais puro magnetismo, cuja força poderá realizar maravilhas, haja vista o conhecimento daquele que o doa. É uma verdadeira fonte de luz, que quanto mais se oferta, mais aumenta seu manancial. Há pessoas que não conseguem conversar com prazer, a não ser quando as forças cândidas da palavra se misturam com o charco da indecência. Essa alegria não devemos considerar com tal, pois é um entusiasmo passageiro, fornecido pela ilusão. A alegria pura é aquela que se ramifica na mais alta compreensão e no amor espiritual. As criaturas dispostas a se melhorarem procurando modelar suas ideias, aproximando-se de quem conversa com acerto, lendo livros de alto teor moral, e dando um cunho melhor às suas palavras, terão o tempo a mostrar-lhes o fruto de seus esforços.

A nossa mente condiciona-se com facilidade, tanto para o mal como para o bem, e este último carrega consigo mais condição de estabelecer moradia nos corações de boa vontade. Não deves entregar a Deus esse trabalho que é teu. Ele, a Grande Onisciência, tudo já fez em nosso favor e espera, pelos canais do tempo, que nossos sentimentos brilhem algum dia, doando em todos os campos de labor. Aumenta a tua fé pelos meios de que dispões, e não esqueças da oração nas horas convenientes. Bate nesta tecla, que a nota e a música não deixarão de sair, ajuntando-se à grande orquestração universal.

Pela fé conquistada nos teus caminhos, focará mais fácil, à tua palavra, educar-se. O nosso empenho maior é verdadeiramente na disciplina das conversas entre as criaturas pois, na verdade, a palavra é uma semente que germinará onde for lançada e é de lei que quem plantar deverá colher.

Lembremos, pois, de Luvas, capítulo oito, versículo onze: “Esse é o sentido da parábola: a semente é a palavra de Deus”.

Toda semente é, por sua natureza, divina, principalmente a semente da palavra. A boa é uma porta de luz, pela qual a vida poderá multiplicar infinitamente o bem em todas as latitudes, manifestando esperança onde haja desespero, amor onde se encontrar o ódio e paz onde a guerra se fez inquilina.

Reflete um pouco e verás que tens a felicidade, o poder de dominar a palavra, de conversar com prazer, de entabular entendimento com pessoas que te compreendem através de diálogo aberto e feliz. Com o despertar do homem, no amanhã, poderás, com vários outros planos da vida, tanto abaixo da escala da tua posição, quanto acima dos teus atuais alcances. Esses dons estão reservados para todas as criaturas de Deus! Façamos a nossa parte, pois somos todos filhos da Grande Luz. E, se quiseres, poderás começar hoje mesmo, pelos canais dos sentimentos, usando como instrumento a palavra, mas, falemos antes com bom ânimo: Obrigado, meu Deus! Obrigado, Jesus!

Livro Horizontes da Fala, cap. 11
Espírito Miramez
Psicografia de João Nunes Maia

26 abril 2013

Dramas ocultos, um Novo Conceito de Responsabilidade Social - Ermance Dufaux



DRAMAS OCULTOS, UM NOVO CONCEITO DE RESPONSIBILIADE SOCIAL


Os serviços de assistência solidária são canais de alívio e misericórdia perante as dores e os testemunhos das calamidades sociais. Muitos buscam a sopa e o remédio nos encontros socorristas, outros solicitam agasalho e alimento. A caridade material em um mundo de provas e expiações é bênção de amor e solidariedade que anima e conforta.

Surgem, também, as calamidades ocultas. Aquelas que não são ditas e ninguém vê. Outro gênero de fome e doença. Calamidades que raramente ganham destaque em razão da complexidade de sua realidade.

Suicidas potenciais; deprimidos arredios; pais fragilizados ante o peso dos deveres da família; filhos prestes a se consorciar com os portais das sombras morais; juízes dolorosamente atormentados pela culpa de sentenças interesseiras; políticos à beira de vender sua honra; mulheres enredadas em lamentável amargura pela ausência de afeto correspondido; homens vilipendiados pela tortura dos pensamentos ante as fantasias libidinosas; corações partidos pela dor da separação de qualquer natureza; pessoas que desistiram de lutar e progredir, escravas de obsessões de amplo leque; patrões materialistas dipostos a encetar golpes lesivos; empregados revoltados a ponto de estabelecerem demandas injustas; jovens desorientados quase se rendendo ao encontro macabro com as drogas; idosos arrependidos que não se perdoam.

São essas e muitas outras calamidades sutis que atormentam mentes e enfraquecem corações. Fomes e doenças que exigem medidas de auxílio mais conscientes e devotadas.

Nossas instituições de amor têm um desafio pela frente: uma campanha para que a caridade, que tanto estimulamos, possa, igualmente, beneficiar esses dramas ocultos da alma.

Para isso, nos preparemos por meio da autorrenovação, do estudo e da disposição sincera de servir e amar sem condições. Abramos espaços largos para o socorro fraterno a quantos recorrerem em busca de orientação e consolo, e dessa forma estaremos espalhando a bênção da misericórdia e da bondade.

Entretanto, saibamos usar de discernimento e alruísmo, empatia e abnegação para aprender a descobrir qual é a verdadeira calamidade que atinge a quantos nos pedem “pão e água”.

Um novo e mais emergente conceito de responsabilidade social será necessário para corresponder aos tempos novos das sociedades. As dores imperceptíveis e ocultas causam mais destruição que aquelas que os olhos conseguem alcançar.

Jesus, Expressão Sublime da Generosidade, em meio à multidão atormentada, indagou: “Quem tocou nas minhas vestes?” Uma mulher sofrida e virtuosa, que aguardava em silêncio as provas dilacerantes, manifestou a verdade sobre sua dor e o Mestre a curou.

No burburinho da massa, nos sorrisos enfeitados da falsa alegria e nas passarelas do realce humano há muita fragilidade e sofrimento à espera da nossa sensibilidade. Em muitos casos, basta dizer, de alguma forma: conte comigo!


Livro Diferenças Não São Defeitos, cap. 4, 
Espírito Ermance Dufaux
Psicografia de Wanderley Soares de Oliveira




25 abril 2013

Estaremos prontos para a regeneração planetária? - Espírito Álex



ESTAREMOS PRONTOS PARA A REGENERAÇÃO PLANETÁRIA?

A Transição Planetária não é uma mudança repentina, como se fosse uma “reforma de última hora”. É uma transformação que vem ocorrendo gradualmente, ao longo do tempo.

Tudo, no universo, é movimento e nada está estático, haja visto, por exemplo, os movimentos de rotação e translação da Terra, ou ainda, o movimento de processão dos equinócios.

Em termos de evolução, podemos afirmar que todo o ser vivo assim também como o seu “habitat” encontram-se numa movimentação permanente evolutiva.

Todavia, quando nós, espíritos, nos “aventuramos” a escrever uma obra literária que fala deste tema, faz-se necessária muita prudência. O livro não deve induzir à mera curiosidade.

O intento precípuo é açular a análise do tema sob o ponto de vista moral.

Afinal, o “velho mundo” se encontra nos estertores da morte; além disso, em breve, o planeta intruso provocará muitas instabilidades no orbe terrestre. 

Tragédias naturais ocorrerão?
Provavelmente.

Desencarnações em massa acontecerão?
Por certo, sim. 

Teremos uma grande crise financeira, em nível mundial?
Sem dúvida.

No entanto… Nenhum desses 
acontecimentos, em “nível do espírito imortal”, trará prejuizos para a Humanidade. Afinal, a morte inexiste. 
O que é urgente é começarmos a viver de acordo com os padrões estabelecidos pelo Cristo, para que possamos “acelerar” a transição do homem velho para o homem novo.

Além da Governabilidade do orbe estar sob os cuidados do Cristo, uma comissão, que poderíamos chamar de comunidade, também tem trabalhado incansavelmetne em prol do planeta Terra.

A comunidade dos Seres Angélicos do Sistema Solar já estabeleceu um programa de ação para a coletividade planetária, especialmente, para o momento da “Grande Tribulação”.

Dessa forma, se conhecemos a Lei de atração e de afinidade e sabemos que existe algo chamado de “identificação vibratória”, NOSSA MAIOR PREOCUPAÇÃO NÃO DEVERÁ SER COM O PLANETA INTRUSO. A preocupação principal deve ser outra. 

Eis a indagação principal: MEU PADRÃO VIBRATÓRIO, SEGUNDO MINHAS ATITUDES, PENSAMENTOS E SENTIMENTOS TEM SE “IDENTIFICADO” COM AS CARACTERÍSTICAS DE UM PLANETA DE REGENERAÇÃO? 

Advirto, porém, que mesmo que a resposta seja positiva, ainda assim, experimentará dores atrozes, haja visto que o homem responde à Lei Divina, em termos individual e coletivo.

O malfadado passado da Humanidade a “empurra” para um futuro dolorido. A insaciabilidade em relação aos prazeres efêmeros da carne e o encarceramento dos valores morais, durante milênios, custarão um alto preço para essa mesma Humanidade.

Notadamente, doravante – apesar dos imensos desafios -, prevemos “flores” para a Humanidade, no futuro. Contudo, em meio à beleza e ao perfume das flores, a Humanidade terá os espículos, lembrando-a de que há um passado delituoso a ser resgatado.

Livro Nos Últimos Tempos…, cap. 7, Espírito Álex – psicografia de Agnaldo Paviani. 


24 abril 2013

Prece Perfeccionista - Hammed

  
PRECE PERFECCIONISTA

“Não se vendem dois pardais por um asse? E, no entanto, nenhum deles cai em terra sem o consentimento do vosso Pai! Quanto a vós, até mesmo os vossos cabelos foram todos contados. Não tenhais medo, pois valeis mais do que muitos pardais”. (Mateus, 10:29 a 31.)

Senhor Jesus, livra-me da compulsão para fazer as coisas com perfeição. 

Ajuda-me a aceitar a normalidade das falhas humanas. Neste momento de minha caminhada evolutiva, compreendo que me criaste para viver humanamente e não perfeitamente. Hoje “ser homem” é respeito ao limite daquilo que sou. 

Amigo Excelso, que eu possa retirar de meu vocabulário diário as expressões: “ter que”, “deveria”, “precisaria agir” ou atuar melhor”. Certas frases que utilizo com frequência me induzem a fazer além do que eu sei ou. posso fazer. 

Quase sempre, amável Condutor de Almas, noto que ninguém me repreende tão cruelmente quanto eu mesmo. Disseste certo dia: “Não se vendem dois pardais por um asse? E, no entanto, nenhum deles cai em terra sem o consentimento do vosso Pai! Quanto a vós, até mesmo os vossos cabelos foram todos contados. Não tenhais medo, pois valeis mais do que muitos pardais”. 

 Todavia, Senhor, quase sempre me esqueço dessas tuas palavras de confiança e destemor e tento buscar no perfeccionismo uma forma de compensar meu medo de viver, de indenizar a insegurança que me domina, de conter minha inquietação diante da existência.

Esclarece-me, Mestre Galileu, para que eu perceba com clareza minhas fronteiras internas e externas, e jamais deixes que eu me compare com os outros. Quando faço comparações, sempre me frustro, Senhor Jesus. 

Que eu perceba até onde devo ir, até onde minhas forças aguentam, até onde são úteis e verdadeiras as minhas buscas existenciais. 

Não permitas que eu me fantasie de herói ou de super-criatura, uma vez que pertenço à raça humana, tenho dificuldades e pontos fracos, estou aprendendo lições comuns e vivendo situações apropriadas às minhas forças. 

Rabi de Nazaré, não consintas que eu ignore os meus erros, pois, dessa forma, tudo o que eu teria que aprender com eles ficaria prejudicado. 

Luz do Mundo, quando a síndrome de onipotência me envolver a casa mental, ajuda-me a me desvencilhar dela rapidamente, a admitir minha vulnerabilidade e a retomar o que me é devido — minhas possibilidades inatas, singelas e naturais. 

A minha mais pura intenção, Senhor, é transformar minha conduta perfeccionista, fonte oculta de ansiedade e amargura. 

Eu preciso mudar meu esquema mental e buscar formas alternativas de transformação para viver melhor comigo mesmo. 

Neste final de rogativa, despeço-me de ti, Preceptor Amigo, solicitando-te, mais uma vez, que venhas em meu socorro, auxiliando-me em minhas lutas íntimas. 

Senhor, livra-me da perfeição apressada que me martiriza a alma e faze com que eu possa aceitar a normalidade das falhas humanas. 

Esteja comigo agora e sempre. 

Assim seja.  


Livro Um Modo de Entender Uma Nova Forma de Viver, cap. 55, Espírito Hammed – psicografia de Francisco do Espírito Santo Neto.

 

23 abril 2013

O que temos feito do nosso tempo? - Espírito Álex



O QUE TEMOS FEITO DO NOSSO TEMPO?
 

Na ampulheta do tempo, a vida passa, e o homem, habitualmente, não se dá conta que as oportunidades não voltam mais. É natural e óbvio que terá outros momentos para o seu soerguimento espiritual; apesar disso, aquela chance de fazer o bem, naquela hora, naquele dia, naquele instante… essa, definitivamente, é oportunidade desperdiçada, sem chance de recuperação.

Infelizmente, comumente infrenes, em busca dos seus anseios imediatistas, em detrimento das coisas do espírito, o homem permanece moralmente estacionado por várias encarnações.

Deus, em momento algum, vai persuadí-lo a evoluir; ele permanece à mercê de sua própria vontade, e o tempo continua passando, e como resultado da sua inércia e de sua falta de iniciativa, na atitude de retirar de dentro de si mesmo o “lixo emocional” acumulado, há séculos, naturalmente suas existências futuras tornar-se-ão cada vez mais difíceis. Isso ocorre porque os problemas íntimos mal resolvidos de “ontem” foram “arremessados” para o “hoje” e, graças a essa triste realidade, serão “arremessados” para a próxima encarnação. Na verdade, em simplista comparação, podemos afirmar que o homem, quase sempre, permanece “sentado” numa montanha de problemas, acumulados ao longo do tempo.

Daí porque é tão difícil a resolução de determinadas problemáticas humanas, tais como: a depressão, a obsessão, as síndromes ou as mais variadas patologias que acometem o homem, enquanto na roupagem física.

Normalmente, as enfermidades de hoje são apenas o reflexo de problemas muito mais profundos e complexos que, na verdade, tiveram início há muitos séculos. Os problemas de hoje são, em sua maioria, apenas a ponta de um grande icebergm que guarda a sua maior estrutura submersa nos escaninhos do mundo íntimo dos homens.

De posse dessas informações, o homem necessita, o mais urgente possível, despertar e compreender que o tempo continua passando e a hora de servir ao próximo é agora.

Conduzindo nossas reflexões para a seara espírita, meditemos um pouco mais sobre o que temos feito de nosso tempo disponível.

Livro Nos Últimos Tempos…, cap. 1
Espírito Álex
Psicografia de Agnaldo Paviani