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28 fevereiro 2007

Aflição Vazia - Emmanuel

AFLIÇÃO VAZIA

Ante as dificuldades do cotidiano, exerçamos a paciência, não apenas em auxílio aos outros, mas igualmente a favor de nós mesmos.

Desejamos referir-nos, sobretudo, ao sofrimento inútil da tensão mental que nos inclina à enfermidade e nos aniquila valiosas oportunidades de serviço.

No passado e no presente, instrutores do espírito e médicos do corpo combatem a ansiedade como sendo um dos piores corrosivos da alma. De nossa parte, é justo colaboremos com eles, a benefício próprio, imunizando-nos contra essa nuvem da imaginação que nos atormenta sem proveito, ameaçando-nos a organização emotiva.

Aceitemos a hora difícil com a paz do aluno honesto, que deu o melhor de si, no estudo da lição, de modo a comparecer diante da prova, evidenciando consciência tranquila.

Se o nosso caminho tem as marcas do dever cumprido, a inquietação nos visita a casa íntima na condição do malfeitor decidido a subvertê-la ou dilapidá-la; e assim como é forçoso defender a atmosfera do lar contra a invasão de agentes destrutivos, é forçoso defender a atmosfera do lar contra a invasão de agentes destrutivos, é indispensável policiar o âmbito de nossos pensamentos, assegurando-lhes a serenidade necessária...

Tensão à face de possíveis acontecimentos lamentáveis é facilitar-lhes a eclosão, de vez que a idéia voltada para o mal é contribuição para que o mal aconteça; e tensão à frente de sucessos menos felizes é dificultar a ação regenerativa do bem, necessário ao reajuste das energias que desastres ou erros hajam desperdiçado.

Analisemos desapaixonadamente os prejuízos que as nossas preocupações injustificáveis causam aos outros e a nós mesmos, e evitemos semelhante desgaste empregando em trabalho nobilitante os minutos ou as horas que, muita vez, inadvertidamente, reservamos à aflição vazia.

Lembremo-nos de que as Leis Divinas, através dos processos de ação visível e invisível da natureza, a todos nos tratam em bases de equilíbrio, entregando-nos a elas, entre as necessidade do aperfeiçoamento e os desafios do progresso, com a lógica de quem sabe que tensão não substitui esforço construtivo, ante os problemas naturais do caminho. E façamos isso, não apenas por amor aos que nos cercam, mas também a fim de proteger-nos contra a hora da ansiedade que nasce e cresce de nossa invigilância para asfixiar-nos a alma ou arrasar-nos o tempo sem qualquer razão de ser.

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Encontro marcado.
Ditado pelo Espírito Emmanuel.

27 fevereiro 2007

Usina de Forças- Joanna de Ângelis

USINA DE FORÇAS

Ama o corpo que te serve de instrumento para o progresso espiritual com respeito e elevação.

Através dele, cresces e constróis o mundo de esperança e felicidade, se o conduzes com dignidade e trabalho.

Não suponhas que ele seja responsável pela falência dos teus valores éticos, ou pelas sucessivas quedas que te retêm na retaguarda.

Considerando-o, prolongar-lhe-ás a existência e finalidade, preservando-o de desgastes desnecessários.
*
A fraqueza moral nunca é da carne, mas, sim, do Espírito que a comanda.
*
Graças ao corpo, a Humanidade recebeu as belezas da arte superior através de Miguel Ângelo, Rafael, Goya, Rembrandt e, antes deles, Fídias, Praxíteles ou Renoir, Tissot, Manet.

Por ele se expressaram, na música divina, Bach, Mozart, Beethoven, Sibelius, Schummann, Carlos Gomes, Villa Lobos, para nos recordarmos apenas de alguns poucos.

Através dele, o pensamento se humanizou em Sócrates, Platão, Aristóteles, Rousseau, Hegel, Kant...

Utilizando-o, Krishna, Buda, Confúcio, Jesus, Allan Kardec, trouxeram ao mundo a canção de beleza da imortalidade em triunfo.

Mergulhados nele, Pasteur, Koch, Hansen, Fleming, ampliaram os horizontes da saúde, ao lado de Kraepelin, Griesinger, Freud, Jung, que lutaram pelo reequilíbrio mental e emocional dos homens.

Conduzindo-o com nobreza, Francisco de Assis, Teresa de Ávila, Vicente de Paulo, mantiveram viva a chama da fé e da caridade.

... E milhares de cientistas, filósofos, artistas, poetas, músicos, santos, heróis e lutadores anônimos construíram sob divina inspiração o mundo onde agora respiras.
*
Certamente, há muito ainda por fazer. E isto a ti compete realizar, oferecendo a tua quota de engrandecimento.
*
Se os vestígios do primitivismo, do qual ele proveio, te induzem à promiscuidade de qualquer natureza ou ao seu rebaixamento moral, sustenta-o na fragilidade com o combustível da temperança, não agindo de forma a perturbar-lhe o equilíbrio ou intoxicá-lo com os miasmas da injunção danosa.
*
Se te ocorre ciliciá-lo, a fim de o acalmar, conforme ensinam, erradamente, os atormentados da fé, balsamiza-lhe os impulsos com os medicamentos da prece e os esforços do trabalho que retemperam as energias.
*
Se o tombas, por qualquer motivo ou invigilância, não o lastimes nem o recrimines. Simplesmente, levanta-o e evita-lhe repetir o insucesso.
*
Se o tens enfermo ou mutilado, acode-o com o otimismo e a confiança em Deus.
*
Se o possuis sadio e harmônico, bendize-o com a sua preservação cuidadosa.
*
Nem excesso de cuidados, vivendo para ele, nem abandono, desprezando-o à própria sorte.
*
O teu corpo é conquista que alcançaste diante das Soberanas Leis da Vida.

Torna-o uma usina de forças a serviço do bem e um santuário de bem-aventuranças com possibilidades de alçar-te das cinzas e do lodo da terra aos altiplanos espirituais, onde reinam a felicidade e o amor total.

Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Momentos de Coragem.
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.
Salvador, BA: LEAL, 1988.

26 fevereiro 2007

Oportunidade e Desazo - Joanna de Ângelis

OPORTUNIDADE E DESAZO

Queixas-te, amargurado, ante os problemas que se sucedem, considerando não teres sido aquinhoado com ensejos de ventura e triunfo de que outros se beneficiam.

As tuas hão sido lutas sem quartel, provocadoras de desatinos que te estiolam os propósitos de enobrecimento.

Os dias se sucedem cansativos debilitando as tuas fibras morais de tal modo que, mesmo emulado a uma salutar reação não te dispões concretá-la.

Paisagens cinzas, agitadas pelas tormentas desanimadoras constituem os horizontes do teu caminho.

Desaires e pessimismo são os estados dalma que assinalam a marcha.

Outrora sonhavas; agora defrontas pesadelos.

Antes crias; ora te açoitam as dúvidas.

A princípio sorrias; depois sulcaste a face coma dureza de expressão.

Ontem o entusiasmo te esflorava as aspirações; hoje a visão da esperança recobre-se de amargura.

Atabalhoado com os resultados a que chegas, estás sem rumo e interrogas: "Que fazer?"

Só há uma opção: seguir adiante, colocando o sol d'alegria na penumbra das dores.

Nem tudo, porém, aconteceu, conforme te parece. Erras no conceito com que interpretas a vida, como te equivocaste nas atitudes assumidas.

Ideal e ação, palavra e vida são situações mui diversas. Imperioso discernir com lucidez para acertar com segurança.

Quando s concessões da juventude te exornavam o corpo, assumiste compromissos perniciosos e gastaste as energias no jogo ilusório do prazer imediato.

Nos períodos de paz esqueceste da elaboração de um programa de trabalho primoroso, entregando-te ao repouso, desconcertante.

Às aquisições significativas em formas de amizades, afeições, estudo, meditação, operosidade cristã, intercâmbio fraterno, preferiste outros valores... Natural que defrontes o vazio refertando o íntimo e as dificuldades tornando-se impedimentos por fora.

Expulsa a nuvem da queixa e oferta-te a bênção lenificadora de um ponderado reexame com nova disposição.

Sempre é hoje, o momento precioso para um recomeço santificando, assim, as horas que ainda terás. Não o proteles, arrimado à cruz inútil da autocomiseração. A oportunidade perdida, mesmo quando se repete, já não são as mesmas as circunstâncias e condições...

Era uma voz e um exemplo. Palavras felizes e atitudes superiores. Idealismo abrasante e dedicação integral. Amor insuperável e dever imperioso.

Com essas insígnias Jesus mudou as rotas do pensamento humano; não obstante sofreu as mais pérfidas humilhações que culminaram numa cruz de desprezo que Ele santificou e num tumulto vazio, como portal de incomparável liberdade para todos nós.

Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Celeiro de Bênçãos.
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.

25 fevereiro 2007

Reforma Íntima


REFORMA ÍNTIMA

Que valor teria se a mudança de hábitos e atitudes, não tivesse dificuldades; jamais foi dito que seria fácil e que não exigia nenhum esforço.

Hábitos milenares enraizados em nosso ser, que o mantemos pela ignorância em contrariar as leis divinas.

Nosso querido Irmão e Mestre, veio nos trazer os esclarecimentos necessários para nossa reforma, veio nos trazer palavras de esperança e consolo, amor e compreensão a nossa ignorância das leis imutáveis universais e que ultrajamos pela nossa persistência no mal.

Precisamos dar o primeiro passo para a nossa reforma íntima, comecemos a rever os conceitos que acreditamos como nossas verdades, mas que conhecimentos temos da verdade?

Atemo-nos aos ensinamentos do mestre Jesus, que nos acharemos preparados para mudar estes conceitos egoístas e mesquinhos.

Um dia seremos angélicos, mas precisamos começar um dia, em alguma reencarnação, que tal nesta que temos o ambiente propício, amigos e familiares que nos auxiliam.

Hoje é um marco inicial para alguém e que sejamos nós este alguém.

Todos os irmãos em Cristo esperam por nós.

Graças a Deus.

Mensagem recebida em 02/02/07
G.E. Casa do Caminho de S.Vicente
Psicografia Anônima

24 fevereiro 2007

Compromisso com a Fé - Joanna de Ângelis

COMPROMISSO COM A FÉ

Qualquer compromisso que se assume impõe deveres que devem ser atendidos, a fim de conseguir-se a desincumbência feliz.

Se te comprometes com a área da cultura sob qualquer aspecto, enfrentas programas e horários, disciplina e atenção, para alcançares a meta pretendida.

Se buscas trabalho e desenvolvimento econômico, arrostas obrigações sucessivas, obediência, ação constante, e através dessa conduta chegarás aos objetivos que anelas.

Se te comprometes com a edificação da família, muitos imperativos se te fazem indispensáveis atender, de forma que o lar se transforme em realidade feliz.

Se aceitas o compromisso social, tens que te submeter a inúmeras condições inadiáveis, para atingires os efeitos ditosos.

Compromisso é vínculo de responsabilidade entre o indivíduo e o objetivo buscado.

Ninguém se pode evadir, sem tombar na irresponsabilidade.

Medem-se a maturidade e a responsabilidade moral do ser através da maneira como ele se desincumbe dos compromissos que assume.

O profissional liberal que enfrenta dificuldades, para o desempenho dos compromissos, luta e afadiga-se para bem os atender, mantendo-se consciente e tranqüilo.

O operário que aceita o compromisso do trabalho, sejam quais forem as circunstâncias e os desafios, permanece na atividade abraçada até sua conclusão.

Compromisso é luta; é desempenho de dever.

O prazer sempre decorre da honorabilidade com que cada qual se desincumbe da ação.

Em relação à fé religiosa, a questão é semelhante.

Quem se apresenta no campo espiritual buscando a iluminação, não tem condição de impor requisitos, mas, aceitá-los conforme são e devem ser seguidos.

Não se trata de um mercado de valores comezinhos, que devem ser leiloados e postos para a disputa dos interesses subalternos.

O compromisso com a fé religiosa é de alta relevância, pois se trata de ensejar a libertação do indivíduo, dos vícios e delitos a que se condicionou, e que o atormentam.

São graves os quesitos da fé religiosa.

Mesmo em se tratando de preservar a liberdade do candidato à fé, ela não modifica os programas que devem ser considerados e aplicados na transformação moral íntima.

Estabelecida a dieta moral, o necessitado de diretriz esforça-se para aplicar, incorporar as lições hauridas no seu cotidiano. Nenhuma modernidade altera as leis da vida, que são imutáveis.

Desse modo, o compromisso com a fé não permite ao indivíduo adaptar a linha direcional da doutrina que busca aos seus hábitos perniciosos e às suas debilidades morais.


O Espiritisimo apóia-se moralmente nas lições de Jesus, sendo a sua, a mesma moral vivida e ensinada pelo Mestre.

Adaptar essa moral às licenças atuais, aos escapismos éticos em moda, às concessões sentimentais de cada um, constitui grave desconsideração ao excelente conteúdo que viceja no pensamento espírita.

Indispensável que o compromisso com a fé espírita mantenha-se inalterado, sem a incorporação dos modismos perniciosos e perturbadores do momento, assim ensejando a transformação moral para melhor de todos quantos o aceitem em caráter de elevação.

Somente assim, todo aquele que abrace a fé, que luz na Doutrina Espírita, terá condições para vencer estes difíceis dias em paz de consciência, mesmo que sob chuvas de incompreensões e desafios constantes do mal, dos vícios e dos perturbadores.

Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Momentos Enriquecedores. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis. Salvador, BA: LEAL, 1994.

23 fevereiro 2007

Anote Hoje - André Luiz

ANOTE HOJE

Anote quanto auxílio poderá você prestar ainda hoje. Em casa, pense no valor desse ou daquele gesto de cooperação e carinho.

No relacionamento comum, faça a gentileza que alguém esteja aguardando conforme a sua palavra.

No grupo de trabalho, ouça com bondade a frase menos feliz sem passá-la adiante.

Ofereça apoio e compreensão ao colega em dificuldade.

Estimule o serviço com expressões de louvor.

Quanto puder, procure resolver problemas sem alardear seu esforço.

Em qualquer lugar, pratique a boa influência.

Desculpe faltas alheias, consciente de que você também pode errar.

Observe quanto auxílio poderá você desenvolver no trânsito, respeitando sinais.

Acrescente paz e reconforto à dádiva que fizer.

Evite gritar para não chocar a quem ouve.

Pague a sua pequena prestação de serviço à comunidade, conservando a limpeza, por onde passe.

Sobretudo, mostre simpatia e reconhecerá que o seu sorriso, em favor dos outros, é sempre uma chave de luz para que você encontre novas bênçãos de Deus.

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Amanhece.
Ditado pelo Espírito André Luiz.
GEEM.

22 fevereiro 2007

Abençoa e Passa - Emmanuel


ABENÇOA E PASSA

Tanto quanto puderes, não participes de boatos ou de julgamentos precipitados, em torno de situações e pessoas.

Silencia ante quaisquer palavras agressivas que te forem dirigidas, onde estejas, e segue adiante, buscando o endereço das próprias obrigações.

Não eleves o tom de voz, entremostrando superioridade, à frente dos outros.

Não te entregues à manifestações de azedume e revolta, mesmo quando sintas, por dentro da própria alma, o gosto amargo dessa ou daquela desilusão.

Respeita a carência alheia e não provoques os irmãos ignorantes ou infelizes com a exibição das disponibilidades que os Desígnios Divinos te confiaram para determinadas aplicações louváveis e justas.

Ao invés de criticar, procura o lado melhor das criaturas e das ocorrências, de modo a construíres o bem, onde estiveres.

Auxilia para a efevação, abençoando sempre.

Lembra-te: o morrão aceso é capaz de gerar incêndios calamitosos e, às vezes, num gesto infeliz de nossa parte, pode suscitar nos outros as piores reações de vandalismo e destruição.

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Atenção. Ditado pelo Espírito Emmanuel. 16a edição. Araras, SP: IDE, 1997.

21 fevereiro 2007

Decisão e Vontade - Emmanuel

DECISÃO E VONTADE

Incerteza parece coisa de pouca monta, mas é assunto de importância fundamental no caminho de cada um.

As criaturas entram na instabilidade moral, habituam-se a ela, e passam ao domínio das forças negativas sem perceber.

Dizem-se confiantes pela manhã e acabam indecisas à noite.

Freqüentemente rogam em prece:

- Senhor! Eis-me diante de tua vontade!...

Mostra-me o que devo fazer!...

E quando o Senhor lhes revela, através das circunstâncias, o quadro de serviço a expressar-se, conforme as necessidades a que se ajustam, exclamam em desconsolo:

- Quem sou eu para realizar semelhante tarefa?

Não tenho forcas.

Ai de mim que sou inútil!...

Sabem que é preciso servir para se renovarem, mas paradoxalmente esperam renovar-se sem servir.

Dispõem de verbo fácil e muitas vezes se proclamam inabilitadas para falar auxiliando a alguém nas construções do Espírito.

Possuem dedos ágeis, quais filtros inteligentes engastados nas mãos; entretanto, costumam asseverar-se inseguras na execução das boas obras.

Ouvem preleções edificantes ou mergulham-se na assimilação de livros nobres, prometendo heroísmo para o dia seguinte, mas, passada a emoção, volvem à estaca zero, à maneira de viajante que desiste de avançar nos primeiros passos de qualquer jornada.

Louvam na rua o equilíbrio e a serenidade e, às vezes, dentro de casa, disputam campeonatos de irritação.

O dever jaz à frente, a oportunidade de elevação surge brilhando, os recursos enfileiram-se para o êxito e realizações chamam urgentes, mas preferem a fuga da obrigação sob o pretexto de que é preciso cautela para evitar o mal, quando o bem francamente lhes bate à porta.

Trabalho, ação, aprendizado, melhoria!...

Não te ponhas à espera deles sob a imaginária incapacidade de procurá-los, à vista de imperfeições e defeitos que te marcaram ontem.

Realização pede apoio da fé.

Mãos à obra.

Tudo o que serve para corrigir, elevar, educar e construir, nasce primeiramente no esforço da vontade unida à decisão.

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Rumo Certo.
Ditado pelo Espírito Emmanuel.
5a edição. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1991.

20 fevereiro 2007

Ciência e Amor - Emmanuel

CIÊNCIA E AMOR

"A ciência incha, mas o amor edifica."-Paulo. (1 CORINTIOS, 8:1.)

A ciência pode estar cheia de poder, mas só o amor beneficia. A ciência, em todas as épocas, conseguiu inúmeras expressões evolutivas. Vemo-la no mundo, exibindo realizações que pareciam quase inatingíveis. Máquinas enormes cruzam os ares e o fundo dos oceanos. A palavra é transmitida, sem fios, a longas distâncias. A imprensa difunde raciocínios mundiais. Mas, para essa mesma ciência pouco importa que o homem lhe use os frutos para o bem ou para o mal. Não compreende o desinteresse, nem as finalidades santas.

O amor, porém, aproxima-se de seus labores e retifica-os, conferindo-lhe a consciência do bem. Ensina que cada máquina deve servir como utilidade divina, no caminho dos homens para Deus, que somente se deveria transmitir a palavra edificante como dádiva do Altíssimo, que apenas seria justa a publicação dos raciocínios elevados para o esforço redentor das criaturas.

Se a ciência descobre explosivos, esclarece o amor quanto à utilização deles na abertura de estradas que liguem os povos; se a primeira confecciona um livro, ensina o segundo como gravar a verdade consoladora. A ciência pode concretizar muitas obras úteis, mas só o amor institui as obras mais altas. Não duvidamos de que a primeira, bem interpretada, possa dotar o homem de um coração corajoso; entretanto, somente o segundo pode dar um coração iluminado.

O mundo permanece em obscuridade e sofrimento, porque a ciência foi assalariada pelo ódio, que aniquila e perverte, e só alcançará o porto de segurança quando se render plenamente ao amor de Jesus-Cristo.

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Caminho, Verdade e Vida.
Ditado pelo Espírito Emmanuel.
16a edição. Lição 152. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1996.

19 fevereiro 2007

Você e os Outros - André Luiz

VOCÊ E OS OUTROS

Amigo, atendamos ao apelo da fraternidade.

Abra a própria alma às manifestações generosas para com todos os seres, sem trancar-se na torre de falsas situações, à frente do mundo.

A pretexto de viver com dignidade, não caminhe indiferente ao passo dos outros.

Busque relacionar-se com as pessoas de todos os níveis sociais, erguendo amigos além das fronteiras do lar, da fé religiosa e da profissão.

Evite a circunspecção constante e a tristeza sistemática que geram a frieza e sufocam a simpatia.

Não menospreze a pessoa mal vestida nem a pessoa bem posta.

Não crie exceções na gentileza, para com o companheiro menos experiente ou menos educado, nem humilhe aquele que atenta contra a gramática.

Não deixe meses, sem visitar e falar aos irmãos menos favorecidos, como quem lhe ignora os sofrimentos.

Não condiciones as relações com os outros ao paletó e à gravata, às unhas esmaltadas ou aos sapatos brilhantes, que possam mostrar.

Não se escravize a títulos convencionais nem amplie as exigências da sua posição em sociedade.

Dê atenção a quem lha peça, sem criar empecilhos.

Trave conhecimento com os vizinhos, sem solenidade e sem propósito de superioridade.

Faça amizades desinteressadamente.

Aceite o favor espontâneo e preste serviço, também sem pensar em remuneração.

Ninguém pode fugir à convivência da Humanidade.

Saiba viver com todos, para que o orgulho não lhe solape o equilíbrio.

Quem se encastela na própria personalidade é assim como o poço de água parada, que envenena a si mesmo.

Seja comunicativo.

Sorria à criança.

Cumprimente o velhinho.

Converse com o doente.

Liberte o próprio coração, destruindo as barreiras de conhecimento e fé, título e tradição, vestimenta e classe social, existentes entre você e as criaturas e a felicidade, que você fizer para os outros, será luz da felicidade sempre maior, brilhando em seu caminho.

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Apostilas da Vida.
Ditado pelo Espírito André Luiz.
5a edição. Araras, SP: IDE, 1993.

18 fevereiro 2007

Transformação Íntima - Joanna de Ângelis

TRANSFORMAÇÃO ÍNTIMA

Tendências viciosas como impulsos para a virtude procedem, sim, do Espírito, agente determinante do comportamento humano.

Não podendo a organização celular definir estados psicológicos e emocionais, estes obedecem às impressões espirituais de que se encharcam, exteriorizando-se como fatores propelentes para uma ou outra atitude.

Destituída de espontaneidade, exceto dos fenômenos que lhe são inerentes, graças aos automatismos atávicos, a matéria orgânica é resultado das aquisições eternas do Espírito que dela se veste para as experiências da evolução.

A hereditariedade vigente nos mapas dos genes e dos cromossomas encarrega-se de transmitir inúmeros caracteres morfológicos, fisiológicos, sem exercer preponderância fundamental nos arcabouços psicológicos e morais, que pertencem ao ser espiritual, modelador das necessidades inerentes ao progresso e fomentador dos recursos que se lhe fazem indispensáveis a esse processo de crescimento a que se destina.

Descartar-se o valor dos implementos espirituais nos fenômenos comportamentais do homem, é uma tentativa de reduzi-lo a um amontoado de tecidos frágeis que o acaso organiza e desmantela ao próprio talante.

A vida pessoal escreve nas experiências de cada ser as diretrizes para as suas conquistas futuras.

Vícios e delitos ignóbeis, virtudes sacrificiais e abnegação, pertencem à alma que os externa nos momentos hábeis conforme o seu estágio evolutivo.

Vicente de Paulo e Francisco de Sales, fascinados pelo amor aos infelizes, liberaram as altas forças que lhes jaziam inatas, a serviço da caridade e da dedicação sem limite.

Ana Nery e Eunice Weaver, sensibilizadas pelo sofrimento humano, esqueceram-se de si mesmas e dedicaram-se, a primeira, aos combatentes feridos, e a segunda, à salvação dos filhos sadios dos hansenianos.

Eichmann e inúmeros carrascos nazistas acariciavam, comovidos, os filhinhos, após enviarem, cada dia, milhares de outras crianças e adultos aos fornos crematórios em inúmeros lugares dos países subjugados.

Tamerlão incendiava as cidades conquistadas, após degolar os sobreviventes, para depois dormir tranqüilo ao lado daqueles a quem amava.

Homens e mulheres virtuosos, sempre revelaram o alto grau de amor que lhes jazia em latência, da mesma forma que sicários e criminosos sanguissedentos deixaram transparecer a crueldade assassina desde os primeiros anos de infância...

As exceções demonstram o poder da vontade, que é manifestação do Espírito, quando acionada, propelindo para uma ou para outra atitude.

O hábito vicioso arraigado remanesce, impondo de uma para outra reencarnação suas características, assim impelindo o homem para manter a sua continuidade.

Da mesma forma, os salutares esforços no bem e na virtude ressumam dos refolhos da alma, e conduzem vitoriosos aos labores de edificação.

Toda ação atual, portanto, tem as suas matrizes em outras que as precedem, impressas nos arquivos profundos do ser.

Estás, na Terra, com a finalidade de abrir sepulturas para os vícios e dar asas às virtudes.

Substituindo o mau pelo bom hábito, o equivocado pelo correto labor, corrigirás a inclinação moral negativa, criando condicionamentos sadios que se apresentarão como virtudes a felicitar-te a vida.

Teus vícios de hoje, transforma-os, no teu mundo íntimo, em virtudes para amanhã ao teu alcance desde agora.

Libera-te pois, com esforço e valor moral, do mau gênio que permanece dominador, das paixões perturbadoras que te inquietam, e renova-te para o bem, pelo bem que flui do Eterno Bem.

Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Vigilância. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis. 1a edição. Salvador, BA: LEAL, 1987.

17 fevereiro 2007

A Grande Pergunta - Emmanuel

A GRANDE PERGUNTA

E por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu digo?
Jesus. (LUCAS, 6:46)

Em lamentável indiferença, muitas pessoas esperam pela morte do corpo, a fim de ouvirem as sublimes palavras do Cristo.

Não se compreende, porém, o motivo de semelhante propósito. O Mestre permanece vivo em seu Evangelho de Amor e Luz.

É desnecessário aguardar ocasiões solenes para que lhe ouçamos os ensinamentos sublimes e claros.

Muitos aprendizes aproximam-se do trabalho santo, mas desejam revelações diretas. Teriam mais fé, asseguram displicentes, se ouvissem o Senhor, de modo pessoal, em suas manifestações divinas. Acreditam-se merecedores de dádivas celestes e acabam considerando que o serviço do Evangelho é grande em demasia para o esforço humano e põem-se à espera de milagres imprevistos, sem perceberem que a preguiça sutilmente se lhes mistura à vaidade, anulando-lhes as forças.

Tais companheiros não sabem ouvir o Mestre Divino em seu verbo imortal. Ignoram que o serviço deles é aquele a que foram chamados, por mais humildes lhes pareçam as atividades a que se ajustam.

Na qualidade de político ou de varredor, num palácio ou numa choupana, o homem da Terra pode fazer o que lhe ensinou Jesus.

É por isso que a oportuna pergunta do Senhor deveria gravar-se de maneira indelével em todos os templos, para que os discípulos, em lhe pronunciando o nome, nunca se esqueçam de atender, sinceramente, às recomendações do seu verbo sublime.

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Caminho, Verdade e Vida.
Ditado pelo Espírito Emmanuel.
17a edição. Lição 47. Rio de Janeiro, RJ: FEB.

16 fevereiro 2007

Veneno Livre - Irmão X

VENENO LIVRE

Pede você que os Espíritos desencarnados se manifestem sobre o álcool, sobre os arrasamentos do álcool.

Muito dificil, entretanto, enfileirar palavras e definir-lhe a influência. Basta lembrar que a cobra, nossa velha conhecida, cujo bote comumente não alcança mais que uma só pessoa, é combatida a vara de ferro, porrete, pedra, armadilha, borralho, água fervente e boca de fogo, vigiada de perto pela gritaria dos meninos, pela cautela das donas de casa e pela defesa do serviço municipal, mas o álcool, que destrói milhares de criaturas, é veneno livre, onde quer que vá, e, em muitos casos, quando se fantasia de champanha ou de uísque, chega a ser convidado de honra, consagrando eventos sociais. Escorrega na goela de ministros com a mesma sem-cerimônia com que desliza na garganta dos malandros encarapitados na rua. Endoidece artistas notáveis, desfibra o caráter de abnegados pais de família, favorece doenças e engrossa a estatística dos manicômios; no entanto, diga isso num banquete de luxo e tudo indica que você, a conselho dos amigos mais generosos, será conduzido ao psiquiatra, se não for parar no hospício.

Ninguém precisa escrever sobre a aguardente, tenha ela o nome de vodca ou suco de cana, rum ou conhaque, de vez que as crônicas vivas, escritas por ela mesma, estão nos próprios consumidores, largados à bebedeira, nos crimes que a imprensa reclama de sensacionalismo, nos ataques da violência e nos lares destruídos. E se comentaristas de semelhantes demolições devem ser chamados à mesa redonda da opinião pública, é indispensável sejam trazidos à fala as vítimas de espancamento no recinto doméstico, os homens e as mulheres de vida respeitável que viram a loucura aparecer de chofre no ânimo de familiares queridos, as crianças transidas de horror ante o desvario de tutores inconscientes e, sobretudo, os médicos encanecidos no duro oficio de aliviar os sofrimentos humanos.

Qual! Não acredite que nós, pobres inteligências desencarnadas, possamos grafar com mais vigor os efeitos da calamidade terrível que escorre, de copinho a copinho.

É por isso talvez que as tragédias do alcoolismo são, quase sempre, tratadas a estilete de sarcasmo. E creia você que a ironia vem de longe. Consta do folclore israelita, numa história popular, fartamente anotada cm vários países por diversos autores, que Noé, o patriarca, depois do grande dilúvio, rematava aprestos para lançar à terra ainda molhada a primeira vinha, quando lhe apareceu o Espírito das Trevas, perguntando, insolente:

- Que desejas levantar, agora?

- Uma vinha - respondeu o ancião, sereno.

O sinistro visitante indagou quanto aos frutos esperados da plantação.

- Sim - esclareceu o bondoso velho -, serão frutos doces e capitosos. As criaturas poderão deliciar-se com eles, em qualquer tempo, depois de colhidos. Além disso, fornecerão milagroso caldo que se transformará facilmente em vinho, saboroso elixir capaz de adormecê-las em suaves delírios de felicidade e respouso...

- Exijo sociedade nessa lavoura! - gritou Satanás, arrogante.

Noé, submisso, concordou sem restrições e o Gênio do Mal encarregou-se de regar a terra e adubá-la, para o justo cultivo. Logo após, com a intenção de exaltar a crueldade, o parceiro maligno retirou quatro animais da arca enorme e passou a fazer adubagem e a rega com a saliva do bode, com o sangue do leão, com a gordura do porco e com excremento do macaco.

À vista disso, quantos se entregam ao vício da embriaguez apresentam os trejeitos e os berros sádicos do bode ou a agressividade do leão, quando não caem na estupidez do porco ou na momice dos macacos.

Esta é a lenda; entretanto, nós, meu amigo, integrados no conhecimento da reencarnação, estamos cientes de que o álcool, intoxicando temporariamente o corpo espiritual, arroja a mente humana em primitivos estados vibratórios, detendo-a, de maneira anormal, na condição de qualquer bicho.

Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Ditado pelo Espírito Irmão X.

15 fevereiro 2007

No Campo da Mente - Joanna de Ângelis


NO CAMPO DA MENTE

Canaliza as tuas forças mentais para a ideação do bem em preparativos de materialização.

As energias da mente são o potencial de força que estrutura a vida.

Jogadas a esmo, perdem a finalidade superior para a qual existem, concretizando irrisão e desequilíbrio.

Assim, cuida do direcionamento dos teus pensamentos, evitando os devaneios que te incendeiam de paixões perturbadoras, que anelas e, certamente, não se consumarão.

Mesmo que aconteçam, sustentadas pelo teu desejo ardente, são fogos-fátuos que logo desaparecem.


Exercita a tua mente, fixando idéias otimistas, de saúde e de trabalho.

Insiste com essas formas ideais, e elas se consubstanciarão, mantidas pelo fluxo do anelo, condensando-se no plano da realidade objetiva.

Quando saibas comandar a mente, alterar-se-á, em profundidade, o ritmo da tua existência.

O cenho contraído cederá lugar à alegria espontânea; a ira fácil dará campo à benevolência; a exigência será substituída pela compreensão, e experimentarás o prazer de ser bom, pelo bem que faças, que te fará bem.


Insiste no pensamento gentil, edificante.

A mente, que se faz leviana, exorbita na alucinação e padece a hipertrofia das aspirações felizes.

A formulação de propósitos saudáveis faculta a viabilidade deles, que se convertem em realização.


O homem se torna aquilo que cultiva na mente.

A usina mental é dínamo gerador de que o Espírito se utiliza para a viagem carnal e, fora dela, para expressar a sua identidade e valor, que exterioriza no processo da evolução.


Se embalas pesadelos, defrontarás sempre sofrimentos.

Se vitalizas esperanças de paz, encontrarás tranqüilidade.

Triunfo e insucesso são termos iguais de qualquer empresa: aquele que elejas, merece a tua fixação e o teu trabalho, mediante os quais o lograrás.


No bloco de pedra dorme a estátua, que o artista vê e de lá a arranca, a esforço e dedicação.

No solo adusto se oculta a seara, que o agricultor descobre a contributo de adubagem, irrigação e semeação.

No barro imundo repousa a peça de cerâmica, que o oleiro modela com carinho e habilidade.

Na mente vigem o ideal, a forma, a vida.

Aplica com sabedoria as tuas forças mentais e não as perturbes com os desvios da ilusão.

Jesus, que as conhecia com profundidade, usou-as, convidando-nos a aplicá-las bem, quando enunciou que podemos fazer tudo quanto Ele fez, se quisermos, se tivermos fé e valor de lutar contra as imperfeições, e extrair, do bloco de granito que ainda somos, a centelha divina que dorme em nós.

Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Momentos de Felicidade. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis. Salvador, BA: LEAL, 1990.

14 fevereiro 2007

Calma para o Êxito - Joanna de Ângelis

CALMA PARA O ÊXITO

Em todos os passos da vida, a calma é convidada a estar presente.

Aqui, é uma pessoa tresvairada, que te agride...

Ali, é uma circunstância infeliz, que gera dificuldade...

Acolá, é uma ameaça de insucesso na atividade programada...

Adiante, é uma incompreensão urdindo males contra os teus esforços...

É necessário ter calma sempre.

A calma é filha dileta da confiança em Deus e na Sua justiça, a expressar-se numa conduta reta que responde por uma atitude mental harmonizada.

Quando não se age com incorreção, não há por que temer-se acontecimento infeliz.

A irritação, alma gêmea da instabilidade emocional, é responsável por danos, ainda não avaliados, na conduta moral e emocional da criatura.

A calma inspira a melhor maneira de agir, e sabe aguardar o momento próprio para atuar, propiciando os meios para a ação correta.

Não antecipa, nem retarda.

Soluciona os desafios, beneficiando aqueles que se desequilibram e sofrem.

Preserva-te em calma, aconteça o que acontecer.

Aprendendo a agir com amor e misericórdia em favor do outro, o teu próximo, ou da circunstância aziaga, possuirás a calma inspiradora da paz e do êxito.

Psicografia de Divaldo P. Franco.
Ditado pelo Espírito Joanna de Angelis.
Alvorada.

13 fevereiro 2007

Com Efeito - Marco Prisco

COM EFEITO

"Todos vós, que dos homens sofreis injustiças, sede indulgentes para as faltas dos vossos irmãos, ponderando que também vós não vos achais isentos de culpas; é isso caridade, mas é igualmente
humildade." - (Alan Kardec. E.S.E. Cap.VII. Item 11.)

Exercite a humildade ao lado dos modestos servidores do lar doméstico.

Ser humilde com os superiores, de quem se depende, é muito fácil.


Suporte com resignação as dificuldades da tarefa nova.

Quem muda de clima sofre a modificação da temperatura.


Retorne ao trabalho com ânimo redobrado, no lugar em que o insucesso o magoou.

Nem sempre o triunfo pode ser sentido nas moedas de lucro fácil.


Submeta-se às vicissitudes naturais da luta, mas prossiga na direção do serviço honrado.

Não há repouso justo sem o cansaço haurido nas tarefas da aprendizagem.


Cultive o verbo "cooperar".

O progresso nasce quando todos se ajudam.


Levante-se do erro e siga renovando-se.

Muita correnteza cristalina nasce em lodo.


Seja indulgente com aqueles que ainda se demoram sob as fortes luzes da ilusão.

O perdão que você oferece aos outros funciona como lubrificante nas engrenagens de sua alma.

Desperte na criança o ardor evangélico, atestando sempre junto a ela a excelência da Mensagem Cristã.

As atitudes hostis que você mantém, supondo que "a criança não entende", anulam quaisquer palavras da pregação apaixonada.


Combata a onda-materialista que domina o mundo, deixando de apoiar as indústrias de perversão dos valores morais.

O prazer do cinema, teatro e televisão, muitas vezes se transforma em "labaredas para o coração".


Empenhe-se na implantação do Evangelho na Terra.

Faça-se, entretanto, um a "carta-viva do Cristo".

Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Glossário Espírita-Cristão.
Ditado pelo Espírito Marco Prisco.
4a edição. Salvador, BA: LEAL, 1993.

12 fevereiro 2007

Doação Diferente - Meimei

Doação Diferente

Tantos rogam!...

E o coração se enternece.

São doentes largados à noite, companheiros em penúria aguardando auxílio, pequeninos sem lar e irmãos em prova que te estendem as mãos, algo esperando de tua bondade ou de tua bolsa!...

Todos são dignos do apoio que se te faça possível.

Entretanto, nas trilhas do cotidiano, outros necessitados vão surgindo, a reclamarem uma das mais preciosas doações que a criatura é capaz de oferecer.

São aqueles que te agridem a vida, os que te dilapidam os interesses; os que te experimentam com a magia da tentação; os que te estragam o relacionamento familiar; os que te menosprezam os sentimentos; os que te espancam com as farpas invisíveis do sarcasmo; os que se apoderam do destaque para que te omitas obrigatoriamente nas sombras; os que descarregam seus próprios fardos sobre as responsabilidades que transpostas nos ombros; os que te agravam as dificuldades e aqueles outros que em vão te consomem as possibilidades de trabalho, anulando-te o tempo.

Diante desses irmãos que tantas vezes te emaranham no cipoal da inquietação vazia, não desesperes, nem desanimes.

Oferece-lhes a tua doação de paciência e deixa-os no recanto de incompreensão a que se acolhem.

Entrega-os a Deus e segue o teu próprio caminho.

São doentes do espírito que só a Divina Providência conseguirá curar na clínica do tempo.

E é preciso reconhecer que os doentes da alma não sabem o que fazem.

Meimei

11 fevereiro 2007

O Canto da Caridade - Bezerra de Menezes

O Canto da Caridade

O mundo ainda não conhecia a beneficência verdadeira antes do Cristo de Deus. A Humanidade chorava, sofria, clamava por misericórdia, fazendo ressoar suas vozes no cosmo infinito, em busca do amor, aquele amor que a consciência vislumbrava como se fosse um sonho nos caminhos da vida.

Amor que não exige, que não fere, que não troca, que não maltrata, que confia, que consola e que consubstancia os dias com a força da esperança.

E o Senhor de todos os mundos ouviu a rogativa, abriu as portas dos céus e se compadeceu dos homens, enviando seu próprio filho, em forma de homem, como sendo a Paz. E ele nos trouxe o Canto da Caridade, iluminado pelo sol do Amor, gravando nos corações de todas as criaturas a letra da canção sublimada de Deus no ambiente de paz e de benevolência: o EVANGELHO.

Jesus nos ensina a amar por meios e métodos simples, mas fecundos; enérgicos, mas verdadeiros, confortando-nos pela alegria e instruindo-nos pelo exemplo. A Caridade com o Mestre enriqueceu a atmosfera na Terra e de todos os seres com a força da instrução e a Luz da Fraternidade Universal, abrindo os nossos olhos para o entendimento mais alto, na altura da própria vida.

E não ficou somente nisso. Sabendo o Senhor que iríamos esquecer a lição dignificante da amizade pura e da exuberância do amor, ele nos prometeu – e o apóstolo João anotou no capítulo quatorze, versículo dezesseis – esta vigorosa fala:

“E eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro consolador, a fim de que esteja para sempre convosco.”

E adiante afirma: “Eu voltarei para vós, e não vos deixarei órfãos.” E voltou, pelas mãos abençoadas de Allan Kardec, avivando as nossas consciências, para que pudéssemos sentir e procurar viver tudo aquilo que Ele nos dissera antes e que o Evangelho já ensinava havia quase dois mil anos.

Meus filhos! Despertemos! Vamos, entrelacemos as mãos com urgência no clima da caridade, que somente ela nos salva, salvando todas as criaturas das trevas da ignorância, predispondo a todos nós para o conhecimento.

Lembremo-nos e tornemos a lembrar que, sobre os céus do Brasil, paira uma bandeira, cujo dístico de luz esplende sob toda a nação, impondo-se pela claridade própria, como um cântico imortal: DEUS – CRISTO – CARIDADE

Bezerra de Menezes

10 fevereiro 2007

O Instante da Morte - Ricardo Orestes Forni

O Instante da Morte

Mãe optou pela continuidade da gravidez mesmo sabendo da anencefalia do feto.

“Um homem está agonizante, presa de cruéis sofrimentos. Sabe-se que seu estado é desesperador. Será lícito pouparem-se-lhe alguns instantes de angústias apressando-se-lhe o fim?”
E.S.E., capítulo V, Espírito S. Luiz (Paris-1860)

O jornal “Folha de S. Paulo”, edição de 23/11/2006, caderno A, traz uma reportagem sobre uma menina anéncefala nascida em Patrocínio Paulista, com 2,5 quilos, medindo 47 centímetros e que continuava viva 48 horas após o nascimento. Segundo os exames realizados na criança, continua a reportagem, apenas uma região anterior do cérebro existia faltando o encéfalo, o que prognosticava a morte fatal daquela recém-nascida. A mãe que sabia do defeito do feto ainda na vida intra-uterina desde o quarto mês de gravidez, não fez opção pelo direito ao aborto que pode ser pleiteado judicialmente nesses casos. Segundo a mesma reportagem, ela afirmou que ficaria com a filha até o instante em que Deus assim determinasse.

Antes que passemos à transcrição da resposta do Espírito de S. Luiz à pergunta que encabeça este artigo, lembramos que o Código de Ética Médica aprovou recentemente a ortotanásia. A eutanásia creio que não é preciso ser definida por ser de conhecimento do público leigo em geral. A distanásia é quando a medicina emprega todos os meios que possui para manter um enfermo vivo, mesmo sabendo que essa possibilidade não existe mais. Ortotanásia é deixar que a enfermidade siga o seu curso natural. Não se acelera a morte como na eutanásia mas não se emprega nenhum recurso para prolongar a vida que não tem mais nenhuma chance de prosseguir como é feito na distanásia.

Agora vamos à transcrição do texto do Evangelho Segundo o Espiritismo, em comunicação do Espírito S. Luiz: “Quem vos daria o direito de prejulgar os desígnios de Deus? Não pode ele conduzir o homem até à borda do fosso, para daí o retirar, a fim de fazê-lo voltar a si e alimentar idéias diversas das que tinha? Ainda que haja chegado ao último extremo um moribundo, ninguém pode afirmar com segurança que lhe haja soado a hora derradeira. A Ciência não se terá enganado nunca em suas previsões?

Sei bem haver casos que se podem, com razão, considerar desesperadores; mas, se não há nenhuma esperança fundada de um regresso definitivo à vida e à saúde, existe a possibilidade, atestada por inúmeros exemplos, de o doente, no momento mesmo de exalar o último suspiro, reanimar-se e recobrar por alguns instantes as faculdades! Pois bem: essa hora de graça, que lhe é concedida, pode ser-lhe de grande importância. Desconheceis as reflexões que seu Espírito poderá fazer nas convulsões da agonia e quantos tormentos lhe pode poupar um relâmpago de arrependimento.

O materialista, que apenas vê o corpo e em nenhuma conta tem a alma, é inapto a compreender essas coisas; o espírita, porém, que já sabe o que se passa no além-túmulo, conhece o valor de um último pensamento. Minorai os derradeiros sofrimentos, quanto o puderdes; mas, guardai-vos de abreviar a vida, ainda que de um minuto, porque esse minuto pode evitar muitas lágrimas no futuro”. (grifo nosso)

Sobre o alívio que devemos proporcionar ao paciente terminal ou em casos como nos fetos anencéfalos que podem ser abortados com autorização prévia requerida na justiça, lembramos as colocações de Francisco Cândido Xavier, contidas no livro “Plantão De Respostas”, 1.ª edição da Editora CEU: “A morte voluntária é entendida como o fim de todos os sofrimentos, mas trata-se de considerável engano. A fuga de uma situação difícil, como a enfermidade, não resolverá as causas profundas que a produziram, já que estas se encontram em nossa consciência. É necessário confiar, antes de tudo, na Providência Divina, já que tais situações consistem em valiosas lições em processos de depuração do espírito . Os momentos difíceis serão seguidos, mais tarde, por momentos felizes”.

Do exposto, podemos concluir sobre esse caso da menina anencéfala que a mãe decidiu ter junto de si até o momento em que Deus assim determinasse, que a opção dessa mãe está absolutamente de acordo com as orientações que os Espíritos Superiores nos trouxeram. Quem somos nós para vislumbrarmos o que algumas horas ou dias de vida física na situação dessa criança abordada pela reportagem do jornal “Folha de S. Paulo”, poderá trazer em benefício do Espírito que estagia nesse corpo em tão difícil prova ou expiação? Nesses casos está ocorrendo a terapia da consciência, causa profunda das enfermidades que afloram no corpo de carne conforme elucidou Chico Xavier.

Enquanto necessitarmos da dor como mecanismo de resgate ou de aprendizagem em qualquer local do Universo, ela aí estará cumprindo a sua função até entendermos de maneira definitiva o “vá e não peques mais para que não te suceda o pior”...

Nota da Redação: A Folha de São Paulo, edição de 19/01/07, informa que Marcela já havia completado 60 dias de vida.

*Ricardo Orestes Forni

*O autor é Presidente-fundador da Soc. Muriaense de Estudos Espírita, expositor e escritor.

Revista Internacional de Espiritismo – Janeiro 2007

09 fevereiro 2007

Desculpemos - Meimei

Desculpemos

Desculpemos, infinitamente.

Tudo na vida se reveste de importância

fundamental no aprimoramento comum.

Dura é a pedra e áspera se nos afigura

a longa extensão de areia, entretanto,

fazem o leito das águas para que o rio

não se perca. Obscura é a noite, mas, sem ela,

as criaturas desconheceriam as estrelas.

Desditosa e feia é a lagarta, contudo,

é tecelã dos fios de seda nobre que honra os

ideais da beleza terrestre.

Asfixiante é a dor, mas, sem o sofrimento,

jamais seriamos advertidos pela verdade.

Sempre que a mágoa ou a ofensa nos

bater a porta, desculpemo-las tantas vezes

quantas se fizerem necessárias.

É pelo esquecimento de nossos

erros que o senhor se impõe sobre nós,

porque só a bondade torna a vida realmente

grande e em condições de ser divinamente

vitoriosa, sentida com sinceridade e vivida

em gloriosa plenitude.


Meimei

08 fevereiro 2007

Jesus Contigo - Joanna de Ângelis

Jesus Contigo

Dedica uma das sete noites da semana ao culto do Evangelho no lar, a fim de que Jesus possa pernoitar em tua casa.

Prepara a mesa, coloca água pura, abre o Evangelho, distende a mensagem da fé, enlaça a família e ora, Jesus virá em visita.

Quando o lar se converte em santuário, o crime se recolhe ao museu.

Quando a família ora, Jesus se demora em casa. Quando os corações se unem nos liames da fé, o equilíbrio oferta bênçãos de consolo e a saúde derrama vinho de paz para todos.

Jesus no lar é vida para o lar.

Não aguardes que o mundo te leve a certeza do bem invariável. Distende, da tua casa cristã, a luz do Evangelho para o mundo atormentado.

Quando uma família ora em casa, reunida nas blandícias do Evangelho, toda a rua recebe o beneficio da comunhão com o Alto.

Se alguém, num edifício de apartamentos, alça aos céus a prece da comunhão em família, todo o edifício se beneficia, qual lâmpada ignorada acesa na ventania.

Não te afastes da linha direcional do Evangelho entre os teus familiares.

Continua orando fiel, estudando com os teus filhos e com aqueles a quem amas, as diretrizes do Mestre e, quanto possível, debate os problemas que te afligem à luz clara da mensagem da boa nova e examina as dificuldades que te perturbam ante a inspiração consoladora do Cristo.

Não demandes a rua, nessa noite, senão para inevitáveis deveres que não possas adiar.

Demora-te no lar para que o Divino Hóspede ai também se possa demorar.

E quando as luzes se apagarem à hora do repouso, ora mais uma vez, comungando com Ele, como Ele procura fazer, a fim de que, ligado a ti, possas, em casa uma vez por semana,
em sete noites, ter Jesus contigo.

Ditado por: Joanna de Ângelis - Psicografia de Divaldo Pereira Franco

07 fevereiro 2007

Angústia e Paz - Joanna de Ângelis


ANGÚSTIA E PAZ

Previne-te contra a angústia.

Esta tristeza molesta, insidiosa, contínua, arrasta-te a estado perturbador.

Essa insatisfação injustificável, perseverante, penosa, conduz-te a desequilíbrio imprevisível.

Aquela mágoa que conservas, vitalizada pela revolta sem lógica, impele-te a desajuste insano.

Isso que te assoma em forma de melancolia, que aceitas, empurra-te a abismo sem fundo.

Isso que aflora com freqüência, instalando nas tuas paisagens mentais de pressão constante, representa o surgimento de problema grave.

Aquilo que remóis, propiciando-te dor e mal-estar, impele-te a estados infelizes, que te atormentam.

A angústia possui gêneses. Várias.

Procede de erros que se encontram fixados no ser desde a reencarnação anterior, como matriz que aceita motivos verdadeiros ou não, para dominar quem deveria envidar esforços por aplainar e vencer as imposições negativas e as compulsões torpes.

Realmente, não há motivos que justifiquem os estados de angústia.

A angústia entorpece os centros mentais do discernimentos e desarticula os mecanismos nervosos, transformando-se em fator positivo de alienações.

Afeta o psiquismo, o corpo e a vida, enfermando o espírito.

Rechaça a angústia, pondo sol nas tuas sombras-problemas.

Não passes recibo aos áulicos da melancolia e dispersa com a prece as mancomunações que produzem angústia.

Fomenta a paz, que á antídoto da angústia.

Exercita a mente nos pensamentos otimistas e cultiva a esperança.

Trabalha com desinteresse, fazendo pelo próximo o que dizes dele não receber.

A paz é fruto que surge em momento próprio, após a germinação e desenvolvimento do bem no coração.

Jamais duvides do amor de Deus.

Fixado no propósito de crescimento espiritual, transfere para depois o que não logres agora, agindo com segurança.

Toda angústia dilui-se na água corrente da paz.

Livro: Alerta
Psicografia de: Divaldo Pereira Franco
Ditado por: Joanna de Ângelis
Editora: LEAL

06 fevereiro 2007

O Que Mais Sofremos - Albino Teixeira


O Que mais Sofremos

O que mais sofremos no mundo:

Não é a dificuldade.

É o desânimo em superá-la.

Não é a provação.

É o desespero diante do sofrimento

Não é a doença.

É o pavor de recebê-la.

Não é o parente infeliz.

É a mágoa de tê-lo na equipe familiar.

Não é o fracasso.

É a teimosia de não reconhecer os próprios erros.

Não é a ingratidão.

É a incapacidade de amar sem egoísmo.

Não é a própria pequenez.

É a revolta contra a superioridade dos outros.

Não é a injúria.

É o orgulho ferido.

Não é a tentação.

É a volúpia de experimentar-lhe os alvitres.

Não é a velhice do corpo.

É a paixão pelas aparências.

Como é fácil de perceber que,

na solução de qualquer problema,

o pior problema é a carga de aflição

que criamos, desenvolvemos e

sustentamos contra nós mesmos.

Albino Teixeira

05 fevereiro 2007

Hospital do Senhor - Autoria Desconhecida

HOSPITAL DO SENHOR

“Fui ao hospital do Senhor fazer um
Check-up” de rotina e constatei
que estava doente.

Quando Jesus mediu minha pressão, verificou
que estava baixa de ternura.

Ao tirar a temperatura, o termômetro
registrou 40 graus de egoísmo.

Fiz um eletrocardiograma e foi diagnosticado
que necessitava de uma ponte de
amor, pois minha artéria estava bloqueada
e não estava abastecendo meu coração vazio.

Passei pela ortopedia, pois estava com
dificuldade de andar lado a lado com
meu irmão e não conseguia abraçá-lo
por ter fraturado o braço, ao tropeçar
na minha vaidade.

Constatou-se miopia, pois não conseguia
enxergar além das aparências.

Queixei-me de não poder ouvi-lo e
diagnosticou bloqueio em decorrência das
palavras vazias do dia a dia.

Obrigado, Senhor, por não ter me cobrado
consulta, pela sua grande misericórdia.

Prometo, ao sair daqui, somente usar
remédios naturais que me indicou e que
estão no receituário de seu evangelho.

Vou tomar diariamente, ao me levantar,
chá de agradecimento; ao chegar ao trabalho,
beber uma colher de sopa de bom dia,
e de hora em hora, um comprimido de
paciência, com um copo de humildade.

Ao chegar em casa, Senhor, vou tomar
diariamente, uma injeção de amor,
e ao me deitar, duas cápsulas de
consciência tranqüila.

Agindo assim, tenho certeza de que não
ficarei mais doente e todos os dias
serão de confraternização e solidariedade.

Prometo prolongar esse tratamento preventivo
por toda a minha vida para que,
quando me chamar, seja por morte natural.

Obrigado, Senhor, e perdoe-me por ter
tomado seu tempo.

De seu eterno cliente,
( Autor Desconhecido)

04 fevereiro 2007

Treze Passos - Autoria Desconhecida

Treze passos

1) Por mais que lhe falem da tristeza...
prossiga Sorrindo.

2) Por mais que lhe demonstrem rancor...
prossiga Perdoando.

3) Por mais que lhe tragam decepções...
prossiga Confiando.

4) Por mais que o ameaçem de fracasso...
prossiga apostando na Vitória.

5) Por mais que lhe apontem erros...
prossiga com os seus Acertos.

6) Por mais que discursem sobre a
ingratidão... prossiga Ajudando.

7) Por mais que noticiem a miséria...
prossiga crendo na Prosperidade.

8) Por mais que lhe mostrem destruições...
prossiga na Construção.

9) Por mais que lhe acenem doenças...
prossiga vibrando Saúde.

10) Por mais que exibam ignorância...
prossiga exercitando sua Inteligência.

11) Por mais que o assustem com a velhice...
prossiga sentindo-se Jovem.

12) Por mais que plantem o mal...
prossiga semeando o Bem.

13) Por mais que lhe contem mentiras...
prossiga na Sua Verdade.

Por mais difícil que lhe pareçam essas 13 tarefas,
prossiga acreditando na capacidade que Deus lhe deu para cumprí-las...

E se lhe disserem que 13 é um número de azar, lembre-se que...

Sua sorte não depende de um número, mas sim do quanto você acredita nela.

Autor Desconhecido

03 fevereiro 2007

Emprego da Fortuna - Alger Fénelon

Emprego da Fortuna

Ao homem, sendo o depositário, o gerente dos bens que Deus depositou em suas mãos, lhe será pedida severa conta do emprego que deles tiver feito em virtude do seu livre arbítrio.

O mau emprego consiste em não fazê-los servir senão à satisfação pessoal; ao contrário, o emprego é bom todas as vezes que dele resulta um bem qualquer para outrem; o mérito é proporcional ao sacrifício que se impõe.

A beneficência não é senão um modo do emprego da fortuna; ela alivia a miséria atual: aquieta a fome, preserva do frio e dá asilo àquele que não o tem; mas um dever igualmente imperioso, igualmente meritório, consiste em prevenir a miséria; nisso, sobretudo, está a missão das grandes fortunas, pelos trabalhos de todos os gêneros que podem fazer executar; e devessem elas disso tirar um proveito legítimo, o bem não existiria menos, porque o trabalho desenvolve a inteligência e realça a dignidade do homem sempre confiante em poder dizer que ganhou o pão que come, ao passo que a esmola humilha e degrada.

A fortuna concentrada numa só mão deve ser como uma fonte de água viva que derrama fecundidade e bem-estar em torno dela. Ó vós ricos! se a empregardes segundo os desígnios do Senhor, vosso coração, o primeiro, se saciará nessa fonte benfazeja; tereis nesta vida os inefáveis gozos da alma em lugar dos gozos materiais do egoísta, que deixam o vazio no coração. Vosso nome será abençoado sobre a Terra, e quando a deixardes, o soberano senhor vos dirigirá a palavra da parábola dos talentos: "Ó bom e fiel servidor, entrai no gozo do vosso Senhor". Nessa parábola, o servidor que enterrou na terra o dinheiro que lhe foi confiado, não é a imagem dos avarentos entre as mãos dos quais a fortuna é improdutiva?

Se, entretanto, Jesus fala principalmente das esmolas, é porque naquele tempo e naquele país onde ele vivia, não se conheciam os trabalhos que as artes e a indústria criaram depois, e nos quais a fortuna pode ser empregada utilmente para o bem geral.

A todos aqueles que podem dar, pouco ou muito, eu direi pois: Dai esmola quando isso for necessário, mas, tanto quanto possível, convertei-a em salário, a fim de que aquele que a recebe, dela não se envergonhe.

Livro: O Evangelho Segundo Espiritismo - Allan Kardec FÉNELON, Alger, 1860

02 fevereiro 2007

Você Vai Tomar Passe? - Albino Teixeira

Você vai tomar passe?

O corpo humano é o santuário do espírito encarnado. O passe opera em cada um de nós a limpeza perispíritual e o equilíbrio dos nossos centros de força, curando ou prevenindo possíveis enfermidades.

Para que você alcance os benefícios que necessita, através do passe, é importante que você participe ativamente:
  1. Não beber ou evitar beber no dia do passe.
  2. Não fumar ou evitar fumar no dia do passe.
  3. Não se alimentar em excesso.
  4. Não comer carne no dia do passe.
  5. Policiar as expressões verbais.
  6. Vigiar seus pensamentos, sentimentos e emoções.
  7. Não valorizar tanto as atitudes desagradáveis de outras criaturas na sua direção.
  8. Perdoar é próprio das almas elevadas.
  9. Cuidado com as criticas destrutivas.
  10. Não se permita a ociosidade. Trabalho é terapia.
  11. Exercite a fé através da prece.
  12. O tratamento espiritual Não dispensa o tratamento médico.
Se você já alcançou todas estas conquistas, já está colaborando com as equipes espirituais na sua cura e provavelmente não precisará estar sempre tomando passes.

Albino Teixeira

01 fevereiro 2007

Álcool: Bengala do Fraco - Luiz Sérgio

Álcool: Bengala do Fraco

Crescem a cada dia os dependentes de bebidas alcoólicas. As crianças nem precisam comprá-las, pois as adegas dos pais dão perfeitamente para sustentar seus vícios, pois mais parecem lojas de bebidas, onde os empregados da casa também são consumidores de álcool.

O alcoolismo está tão intenso no Brasil que ninguém pode imaginar. É doloroso que ditos grandes homens vivam alcoolizados, quando bem sabemos que um cérebro movido a álcool pouca capacidade possui.

Todos os vícios são como parasitas.

Chegam para se colar na gente, mas se o espírito desejar, ele é ele, ser pensante, chama eterna, luz bendita da vida; portanto, como pode ser prisioneiro de algo que não possui inteligência? O álcool é o ácool, a droga é a droga.

O homem, entretanto, tem um espírito, que está vestido do perispírito, e ainda possui outro corpo, chamado duplo etérico, além do corpo físico.

Nesse último corpo existe um cérebro que pesa cerca de 1.200 gramas e é formado de dois hemisférios: direito e esquerdo, e cada hemisfério dividido em quatro lóbulos: frontal, parietal, temporal e occipital.

Nele está a sede das atividades intelectuais e sensoriais.

Portanto, sendo o homem um ser inteligente, não pode se deixar dominar pelo vício. A bebida, a droga ou a comida não possuem força.

Agora, o homem é possuidor dela desde que a busque em si próprio, no seu interior. Dessa forma tornar-se-á um deus e vencerá as coisas perecíveis. Está nas nossas mãos fortalecermos os nossos espíritos.

Livro: Lírios Colhidos - Psicografia de Irene Pacheco Machado
Ditado por Luiz Sérgio