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31 maio 2015

Pera te os Problemas do Lar - Bezerra de Menezes


PERANTE OS PROBLEMAS DO LAR

I - Continuemos orando pela paz do ambiente familiar. A nossa calma e a nossa compreensão representarão benditos alicerces na harmonia de todos.

II -  Sim, é preciso reunir forças e prosseguir vivendo e lutando pela conquista da paz interior e pela construção da harmonia familiar com os recursos possíveis, Abençoemos sempre os filhos queridos com as nossas preces iluminadas de carinho e esperança e consideremos que Jesus nos estenderá mãos socorredoras e providenciais onde estejamos. Não permitamos que a chama da nossa fé em Deus possa esmorecer e continuaremos para a frente com a nossa confiança em Jesus.

III - Coloquemos as preocupações nas mãos do Senhor na certeza de que, segundo a nossa formação em Jesus, os nossos encargos de família estarão sempre rigorosamente cumpridos. Abençoaremos os filhos queridos com nossas preces e, quanto possível, respeitemos o desígnio de Mais Alto. Nem sempre podemos estar onde se nos fixam os entes amados, mas podemos sempre abençoá-los e auxiliá-los em Amor e Coração.

IV - A caminhada somente prosseguirá serena, sob a orientação iluminada de nossa própria fé. Abençoemos os filhos queridos, mesmo que se encontrem à distância, enviando- lhes pensamentos de paz e esperança, encorajamento e bom ânimo, e confiemos em Jesus, cuja Infinita Bondade jamais nos desampara.

V - Continuemos na prática da fé viva, fazendo o melhor ao nosso alcance pelos nossos entes queridos, mas entregando-os a Deus nas responsabilidades assumidas por eles mesmos. Quanto aos menores, corações tenros na experiência terrestre, auxiliemo-los quanto se nos faça possível, amparando-os na aquisição do entendimento e da paz.

VI - Devotados Amigos Espirituais auxiliam-nos na sustentação de nossa serenidade e de nossa fé, no campo de provas em que todos nos achamos, de vez que as dificuldades e esperanças dos queridos amigos são igualmente nossas. Aguardemos a passagem dos dias e esperemos a Bênção do Senhor, em nosso auxílio, para que a paz e a segurança se restabeleçam, de todo, em nosso núcleo de corações queridos.

VII - Que a luz da serenidade nos abençoe, diante da Vida, amando e compreendendo sempre, na certeza de que devemos estar prontos para o auxílio aos entes amados, estejam como estiverem, mesmo porque estamos todos sob as leis de Causa e Efeito, necessitando constantemente uns dos outros.

VIII - A assistência espiritual em benefício dos Homens prossegue vigilante. Fé, sim! Fé que nos garanta todas as energias para as tarefas por realizar. Muita serenidade nos problemas do lar é fator imprescindível, pois só com a paciência e com a compreensão é que as lutas e os problemas serão removidos.


Espírito Bezerra de Menezes
Psicografia Chico Xavier
Obra:  Apelos Cristãos

30 maio 2015

Evolução Interior - Luiz Sérgio


EVOLUÇÃO INTERIOR

Como a evolução se verifica em escala sempre ascendente, o aprendizado que se faz, através do sofrimento, fica gravado no espírito, para ser considerado quando o silêncio do túmulo o acordar para o exame de consciência do ser espiritual. Logo, irá sofrer ao considerar os terríveis tormentos e as dolorosas conseqüências dos atos de violência praticados com a intenção de trazer reformas positivas para sua sociedade. A agressividade diminuirá dentro de sua potencialidade à medida que se cooperar com as Leis para que a evolução se processe.

Os meus irmãos estarão pensando, na maioria, que, embora saibam de tudo isso, nada poderão fazer contra a avalanche de acontecimentos que envolvem a humanidade, que muitas vezes os alcançam sem que a isso possam impedir. Certo. Vamos trabalhar para o equilíbrio da Terra. Como? É fácil, mas é necessário confiança e persistência.

Eliminemos a violência de nosso meio ambiente, isto é, façamos o possível para terminar com a nossa própria agressividade. Procuremos manter paz à nossa volta, usando a compreensão que já possuímos da eternidade de nosso ser espiritual. Após alcançarmos nossa tranqüilidade interior, vamos transmitir aos nossos amigos essa mesma paz. Usemos, ou melhor dizendo, poderemos usar, mesmo encarnados, o poder de transmissão mental, vibrando em termos de entendimento, de paz, de compreensão absoluta da necessidade alheia de encontrar calma interior. Nada se conseguirá em pouco tempo, porém, a ação contínua e constante imprimir-se-á no espírito que a recebe, impregnando-o da conduta pacífica que lhe desejamos. Aos poucosy‘irá descobrindo as vantagens de se manter em equilíbrio, mesmo nos acontecimentos ou circunstâncias mais difíceis. Saberá resolver seu próprio processo, ou melhor, seu “metabolismo psíquico-espiritual”, de forma a evidenciar reações concitantes à solução de problemas que o irritariam, de forma a eliminá-los sem impactos e sofrimentos.

É difícil a explicação?

Claro, se não meditarmos bastante nas lições que lemos, não poderemos apreender as entrelinhas, aquilo que não pode ser explicado por palavras, mas deve ser despertado por elas e, gradativamente, captado pelo leitor estudioso. As palavras traçam uma rota.

Seguindo-a é que se vai descobrindo o verdadeiro significado de cada termo colocado no ensinamento, dando-lhe o verdadeiro sentido. Far-se-á uma nova concepção, paralela ao termo ou frases explicativas, que introduzirá interpretação condizente com quem deseje seguir o caminho da espiritualidade.

Espírito Luiz Sérgio
Psicografia de Alayde Assunção e Silva
Livro Novas Mensagens, cap. 3

29 maio 2015

Acústica Psicológica - Irmão Saulo

 
ACÚSTICA PSICOLÓGICA

No sentido orgânico, bio-fisiológico, os Espíritos não têm sexo, pois não possuem o corpo material e não se reproduzem. Mas o sexo vegetal, animal e humano é simples manifestação de polaridade. Há, portanto, um problema espiritual de polaridade, semelhante ao das correntes de energias que conhecemos, determinando a condição íntima do Espírito e sua posição masculina ou feminina. Por isso, nos planos inferiores da espiritualidade, nas regiões de transição do Plano físico para o metafísico, as regiões infernais das religiões clássicas ou as regiões umbralinas da concepção espírita, o corpo espiritual das entidades reproduz as condições sexuais que tiveram na vida terrena. Os íncubos e súcubus da Idade Média são exemplos dessas formas grosseiras de Espíritos inferiores.

As manifestações desses seres inferiores confundem muitos estudiosos e médiuns-videntes que não aceitam a tese espírita de que os Espíritos não têm sexo. Simples falta de melhor discernimento doutrinário. Mas, como ensina Emmanuel em sua mensagem, as lesões afetivas que produzimos nos outros repercutem em nós “criando lesões consequentes e análogas em nosso campo espiritual” . É um fenômeno de acústica psicológica, semelhante aos da acústica física e fisiológica das teorias de Helinholtz.

Os problemas sexuais, portanto, fazem parte da lei geral de ação e reação que determina as nossas provas e expiações. Essa a razão por que as vítimas de desequilíbrios nesse campo não devem ser encaradas e tratadas com a repulsa brutal e hipócrita do passado. Os que assim procedem, faltando com a caridade, podem estar preparando para si mesmos situações semelhantes no futuro.

Mas isso não justifica a aceitação em termos de normalidade, como hoje se pretende, pois então estaríamos endossando e estimulando o desequilíbrio e sua propagação, ao invés de ajudar as suas vitimas a se reequilibrarem.

Emmanuel recomenda a aceitação caridosa do doente, mas recomenda que lhe apliquemos a terapêutica, de “amor e esclarecimento, ao invés de menosprezo ou condenação” . Porque foi assim que Jesus procedeu com os desequilibrados do seu tempo, desde o endemoninhado geraseno até a mulher adúltera.

Irmão Saulo
Fonte - Na era do Espírito — Autores diversos
F. C. Xavier / J. Herculano Pires


28 maio 2015

Doenças do Comportamento - Joanna de Ângelis


DOENÇAS DO COMPORTAMENTO

A vida mental responde pelas atitudes comportamentais expressando-se em formas de saúde ou doença conforme o teor vibratório de que se revista.

O bombardeio de petardos contínuos,portadores de alta carga destrutiva,agindo sobre os tecidos sutis da alma,desarticula as engrenagens do perispírito que reflete,no corpo e na emoção , as enfermidades de etiologia difícil de ser detectada pelos métodos comuns.

À exceção dos severos problemas de saúde defluentes das reencarnações passadas,como as viroses e psicoses profundas,as mutilações e deficiências traumatizantes,as baciloses e idiotias irreversíveis que se agravam como necessidade provacional ou expiatória ,grande parte dos males que pesam na economia da área do equilíbrio fisiopsíquico decorre da ação da mente desgovernada,sujeita à indisciplina de conduta e sobretudo,rebelde,fixada aos caprichos das paixões primitivas.

É natural e justo que a descarga mental desagregadora lançada contra alguém ,primeiramente atinja os equipamentos que lhe sustentam a onda emissora acumulando cargas deletérias desconjuntam-se os delicados tecidos sustentados pela energia, ocasionando os desastres no campo da inarmonia propiciadora de distúrbios variados e contaminação compreensíveis.

A ação imunológica do organismo desaparece sob a continua descarga das forcas perniciosas,abrindo espaçoàs calamidades físicas e psicológicas.

Relacionemos algumas ocorrências.

A impetuosidade bloqueia a razão e desarticula o sistema nervoso central.A queixa e o azedume emitem ondas pessimistas que sobrecarregam os sistemas de comunicação ,produzindo envenenamento mental.

A ira obnubila o discernimento e produz disfunções gastrintestinais pelos tóxicos que lança na organização biológica.

A mágoa enlouquece,em razão de produzir fixações que se transformam em monodeismo avassalador .A insatisfação perturba o senso de observação e afeta o ritmo circulatório promovendo quadros depressivos,ou excitantes e prejudiciais. O ciúme enceguece e desencadeia disritimias emocionais pela tensão que domina os neurônios condutores do pensamento.

A maledicência incorpora a calúnia e ambas desorganizam a escala de valores,aumentando os estímulos no aparelho endócrino que se exaure. A ansiedade e o medo desestruturam o edifício celular dando margens às distonias complexas.

A vingança ,sob qualquer aspecto agasalha,corrói os sentimentos,qual ácido destruidor abrindo brechas para a amargura ,o suicídio e a alucinação.

Não nos referimos aos componentes obsessivos por desnecessário ,que tais atitudes facultam por sintonia.Vários tipos de cânceres,alergias e infecções na esfera física,e neuroses,esquizofrenias e psicoses na faixa psíquica ,têm suas gêneses no comportamento mental e nos seus efeitos morais.

A ação dos medicamentos de varias psicoterapias por não alcançarem os centros mentais geradores do mau comportamento ,tornam-se inócuos,quando não constituem sobrecarga nos órgãos encarregados dosfenômenos de assimilação e de eliminação compreensível, portanto que as construções positivas do Bem e o cultivo das virtudes evangélicas positivas produzem quadros de saúde e de bem estar pelos estímulos e recursos que oferecem à organização fisiopsiquica do homem.

Mantém-te equilibrado a qualquer preço ,para que não pagues o preço da culpa.

Não sejas aquele que se faz o mau exemplo.

Sê discreto e aprende a superar-te.

Vence os pequenos problemas e percalços com dignidade,a fim de superares os grandes desafios da vida com honradez.

Podes o que queres.

Resolve-te,em definitivo,por ser Cristão ,não te permitindo o que nos outros censuras,sem desculpismos nem uso de medidas infelizes com as quais esperas do próximo aquilo que ainda não podes ser.


Joanna de Ângelis 
Psicografia de Divaldo P.Franco

27 maio 2015

Muda que a Vida Muda - Maisa Baria


MUDA QUE A VIDA MUDA

Muitas vezes sabemos que precisamos mudar, percebemos os sinais a nossa volta, entendemos as mensagens que nos chegam e até mesmo compreendemos que toda e qualquer mudança depende de cada um de nós, no entanto existe ainda uma questão que persiste em nossa mente: Como fazer isso?

Quando lemos a respeito, ou ouvimos alguém falando sobre o que é preciso ser feito para que as mudanças ocorram, entendemos perfeitamente o que é exposto, tudo parece muito claro e de certa forma até mesmo fácil de ser colocado em prática, mas é na hora que nos encontramos a sós, naquele momento único em que nos vemos frente a frente com nossa consciência e que requer de nós uma atitude, um ponta pé inicial, que nos sentimos impotentes, incapazes e sozinhos nos sentimos sem direção. Não sabemos ao certo por onde começar, como começar e muitas vezes já nem temos mais a certeza de que mudar é preciso.

Mas como mudar? Como sair da posição que nos encontramos e assumir uma atitude diferente diante da vida, dos outros e de nós mesmos? O Primeiro passo (e eu acredito o mais importante) é aceitar que cada um tem seu próprio tempo. Não adianta querer correr quando mal estamos prontos para caminhar. Dar passos pequenos, mas seguros e conscientes é fundamental para que esse caminho ao ser percorrido possa de fato ser transformador. Aceite suas limitações, sejam físicas, emocionais, psicológicas ou materiais, e trabalhe dentro delas de forma que aos poucos você possa expandir essa barreira ou ultrapassá-la.

E por onde eu começo? Devemos sempre começar olhando para dentro de nós mesmos, iniciando um processo de redescobrir a nós mesmos. Muitas vezes diante das circunstâncias que a vida nos apresenta, ou mesmo pelas escolhas que fizemos, nós nos afastamos de nós mesmos, esquecemos o que nos faz sorrir, o que alegra nosso coração, nos deixamos perdidos ao longo do caminho e então precisamos fazer esse reencontro com o nosso próprio “eu”, olhar no espelho e enxergar a nós mesmos dentro de nosso olhar.

Comece lentamente, se observe, gaste um pouco de tempo olhando para si mesmo com ternura, fazendo algo que te agrade, gaste alguns minutinhos todos os dias para dedicar-se a si mesmo. Aprecie-se! Aos poucos você vai perceber que a alegria voltará para sua vida e essa alegria vai te impulsionar a querer cada dia ser mais alegre, perceberá que a tristeza e o desânimo já não mais te comprazem, e que você merece algo melhor e mais feliz.

Quando você redescobrir a força e o poder de um sorriso sentirá prazer em sua própria companhia, vai perceber que estar consigo mesmo pode ser muito agradável, e que ainda que você esteja sozinho você pode ser feliz, pois estará em sintonia com a vida. 

Quando isso acontecer você terá removido as barreiras que te limitavam, o que os outros dizem ou pensam já não importará mais, os problemas já não serão tão grandes quanto pareciam, as dores ainda irão doer mas de uma forma que não possam mais te ferir. 

Tudo aquilo que não estiver em sintonia com esse “novo você” não servirá para sua vida e precisará ser reciclado, renovado e transformado, pois você terá se reerguido diante da vida, reassumido o seu papel e estará pronto para promover as mudanças que tanto queria, desejava ou precisava.

Abra-se para a vida, ame-se e sintonize-se com a alegria de viver e então a vida te responderá com motivos para sorrir.

Maisa Baria


26 maio 2015

Doutrina Espírita ou Espiritismo - FEB


DOUTRINA ESPÍRITA OU ESPIRITISMO


É o conjunto de princípios e leis, revelados pelos Espíritos Superiores, contidos nas obras de Allan Kardec que constituem a Codificação Espírita: O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno e A Gênese.

"O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal." Allan Kardec (O que é o Espiritismo - Preâmbulo).

"O Espiritismo realiza o que Jesus disse do Consolador prometido: conhecimento das coisas, fazendo que o homem saiba donde vem, para onde vai e por que está na Terra; atrai para os verdadeiros princípios da lei de Deus e consola pela fé e pela esperança." Allan Kardec (O Evangelho segundo o Espiritismo - cap. VI - 4).

O que revela


  • Revela conceitos novos e mais aprofundados a respeito de Deus, do Universo, dos Homens, dos Espíritos e das Leis que regem a vida.
  • Revela, ainda, o que somos, de onde viemos, para onde vamos, qual o objetivo da nossa existência e qual a razão da dor e do sofrimento.


Sua abrangência

  • Trazendo conceitos novos sobre o homem e tudo o que o cerca, o Espiritismo toca em todas as áreas do conhecimento, das atividades e do comportamento humanos, abrindo uma nova era para a regeneração da Humanidade.
  • Pode e deve ser estudado, analisado e praticado em todos os aspectos fundamentais da vida, tais como: científico, filosófico, religioso, ético, moral, educacional, social.

Seus ensinos fundamentais 

  • Deus é a inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas. É eterno, imutável, imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom.
  • O Universo é criação de Deus. Abrange todos os seres racionais e irracionais, animados e inanimados, materiais e imateriais.
  • Além do mundo corporal, habitação dos Espíritos encarnados, que são os homens, existe o mundo espiritual, habitação dos Espíritos desencarnados.
  • No Universo há outros mundos habitados, com seres de diferentes graus de evolução: iguais, mais evoluídos e menos evoluídos que os homens.
  • Todas as leis da Natureza são leis divinas, pois que Deus é o seu autor. Abrangem tanto as leis físicas como as leis morais.
  • O homem é um Espírito encarnado em um corpo material. O perispírito é o corpo semimaterial que une o Espírito ao corpo material.
  • Os Espíritos são os seres inteligentes da criação. Constituem o mundo dos Espíritos, que preexiste e sobrevive a tudo.
  • Os Espíritos são criados simples e ignorantes. Evoluem, intelectual e moralmente, passando de uma ordem inferior para outra mais elevada, até a perfeição, onde gozam de inalterável felicidade.
  • Os Espíritos preservam sua individualidade, antes, durante e depois de cada encarnação.
  • Os Espíritos reencarnam tantas vezes quantas forem necessárias ao seu próprio aprimoramento.
  • Os Espíritos evoluem sempre. Em suas múltiplas existências corpóreas podem estacionar, mas nunca regridem. A rapidez do seu progresso intelectual e moral depende dos esforços que façam para chegar à perfeição.
  • Os Espíritos pertencem a diferentes ordens, conforme o grau de perfeição que tenham alcançado: Espíritos Puros, que atingiram a perfeição máxima; Bons Espíritos, nos quais o desejo do bem é o que predomina; Espíritos Imperfeitos, caracterizados pela ignorância, pelo desejo do mal e pelas paixões inferiores.
  • As relações dos Espíritos com os homens são constantes e sempre existiram. Os bons Espíritos nos atraem para o bem, sustentam-nos nas provas da vida e nos ajudam a suportá-las com coragem e resignação. Os imperfeitos nos induzem ao erro.
  • Jesus é o guia e modelo para toda a Humanidade. E a Doutrina que ensinou e exemplificou é a expressão mais pura da Lei de Deus.
  • A moral do Cristo, contida no Evangelho, é o roteiro para a evolução segura de todos os homens, e a sua prática é a solução para todos os problemas humanos e o objetivo a ser atingido pela Humanidade.
  • O homem tem o livre-arbítrio para agir, mas responde pelas conseqüências de suas ações.
  • A vida futura reserva aos homens penas e gozos compatíveis com o procedimento de respeito ou não à Lei de Deus.
  • A prece é um ato de adoração a Deus. Está na lei natural e é o resultado de um sentimento inato no homem, assim como é inata a idéia da existência do Criador.
  • A prece torna melhor o homem. Aquele que ora com fervor e confiança se faz mais forte contra as tentações do mal e Deus lhe envia bons Espíritos para assisti-lo. É este um socorro que jamais se lhe recusa, quando pedido com sinceridade.

Prática Espírita

  • Toda a prática espírita é gratuita, como orienta o princípio moral do Evangelho: "Dai de graça o que de graça recebestes".
  • A prática espírita é realizada com simplicidade, sem nenhum culto exterior, dentro do princípio cristão de que Deus deve ser adorado em espírito e verdade. O Espiritismo não tem sacerdotes e não adota e nem usa em suas reuniões e em suas práticas: altares, imagens, andores, velas, procissões, sacramentos, concessões de indulgência, paramentos, bebidas alcoólicas ou alucinógenas, incenso, fumo, talismãs, amuletos, horóscopos, cartomancia, pirâmides, cristais ou quaisquer outros objetos, rituais ou formas de culto exterior.
  • O Espiritismo não impõe os seus princípios. Convida os interessados em conhecê-lo a submeterem os seus ensinos ao crivo da razão, antes de aceitá-los.
  • A mediunidade, que permite a comunicação dos Espíritos com os homens, é uma faculdade que muitas pessoas trazem consigo ao nascer, independentemente da religião ou da diretriz doutrinária de vida que adotem.
  • Prática mediúnica espírita só é aquela que é exercida com base nos princípios da Doutrina Espírita e dentro da moral cristã.
  • O Espiritismo respeita todas as religiões e doutrinas, valoriza todos os esforços para a prática do bem e trabalha pela confraternização e pela paz entre todos os povos e entre todos os homens, independentemente de sua raça, cor, nacionalidade, crença, nível cultural ou social. Reconhece, ainda, que "o verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza".

"Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre, tal é a lei."

"Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da Humanidade."

O estudo das obras de Allan Kardec é fundamental para o correto conhecimento da Doutrina Espírita.

Fonte: Folheto "Conheça o Espiritismo, uma Nova Era para a Humanidade", editado pela FEB – Campanha de Divulgação do Espiritismo, aprovada pelo Conselho Federativo Nacional da FEB na Reunião de 1996.

25 maio 2015

Uma mensagem de esperança para os dias de hoje - Eurípedes Barsanulfo




UMA MENSAGEM DE ESPERANÇA PARA OS DIAS DE HOJE


“Pátria bem amada ouvi o meu canto de gratidão! Teus ubérrimos campos sustentam a vida. Tuas planícies ubertosas festejam a natureza em corolas perfumadas e multicoloridas. Teus flumes da cor da prata, da ocra, do âmbar e do cristal, serpenteiam caudalosos e fartos. Teus mares de safira e esmeralda escondem ricos tesouros. 

Tuas verdosas florestas acolhem a flora e a fauna exuberantes que, em tudo, revelam o Criador. Em teus céus, coalhados de rútilas estrelas, lucila o cruzeiro como sinal astronômico para a redenção. Mas se os teus recursos naturais enchem-nos de admiração, é o povo, especialmente, que desejamos exaltar.

Brasileiros, filhos desta nobre nação, ante as lutas da vida apresentai-vos intrépidos. Desde que Cabral, capitaneando as naus do descobrimento, ostentando a cruz e o ideal dos templários, rompeu o Atlântico, a terra de Pindorama fez raiar o sol do Novo Mundo. A parte as críticas pertinentes à História, o Brasil tem por função a espiritualização dos homens.

Então, brasileiros, ouvi, levantai-vos, pois vossa missão é a fraternidade universal. Entre os astros de primeira grandeza, incrustados no panteão de nossas conquistas, há um povo cuja tarefa não pode mais tardar! Um país continental, de programação, de espírito e verdade, carece de braços e heróis. Não nas ideologias dominantes, em que a propagação do “heroísmo” interesseiro entorpece as massas, refiro-me ao heroísmo pessoal em benefício da construção de uma nação verdadeira. Mas, no panorama político, alguém recorda:

– A corrupção nos açoita como látego cruel a fazer correr o sangue das multidões!

– A tortura dos tiranos modernos, nas manobras da economia, parece-nos esfacelar o corpo e traspassar a alma com a lâmina da beligerância. Tratai de acalmar-vos! Uma pátria verdadeira não se constrói sem suor e lágrimas. Um Brasil, legitimamente nacional, é construção de todos nós! Um estado que sirva à humanidade, e dela recolha representantes da honestidade e do patriotismo real, é sonho que se sonha na coletividade. Por isso, longe de atacarmos, ferirmos, revolucionarmos com armas, convém contribuir, democraticamente, usando a educação intelecto moral por instrumento de renovação social.

Espíritas brasileiros, oferecei vossa contribuição ao Brasil:

– Trabalho honesto;

– Vivência dos valores cristãos no lar;

– Respeito às diferenças;

– Misericórdia para os falidos;

– Educação, cortesia, gentileza;

– Amizade, fé racional;

– Entendimento correto do Espiritismo;

– Pureza doutrinária.

Isso, está ao nosso alcance! Um Brasil melhor começa com nosso compromisso de bem viver. A violência assusta e enche-nos de indignação! Os hospitais públicos fazem pensar, aos desavisados, que Deus esqueceu-se dos pobres e desesperançados! As escolas, em território nacional, abandonadas muitas, miseráveis outras, fazem crer, aos olhos meramente materialistas, que o povo está desamparado. Se a caixa de Pandora está aberta, convidando os homens à auto superação, lembrai-vos da esperança! Dia virá em que a nossa terra despertará! Ainda vivemos o pesadelo dos exploradores, mas a nação, composta por almas devotadas, sonhará com a liberdade das amarras do poder e a responsabilidade fará surgir um novo Grito, em cada um de nós, e o clamor dessa nova Independência, num Ipiranga de confiança, nos conduzirá na construção de um Brasil mais justo e nobre! O brado novel, porém, diferente do de outrora, retumbará mais forte: Brasil Pátria do Evangelho! Brasileiros, irmãos, bendizei esta terra, amai-a!

Entidades maiores clamam a Deus pelo renascimento e rogam o Brasil por honra de trabalho. Muitos colonizadores retornarão das campas, para devolver ao povo o que ao povo pertence por direito. 

Mas trabalhai, colaborai, vossa bandeira tem de ser o labor! Vossos filhos ganharão letras, honrarão a ciência, permanecerão em solo nacional e a nossa gente contribuirá para uma grande renovação social. Vede, espíritas, quanto bem feito no mundo! Se as trevas nos espreitam, nos estertores de um tempo que se esgota, a luz surge triunfante! Em toda parte há obras de benemerência, muitas outras virão! A aristocracia intelecto moral, promulgada por Kardec, haverá de ser uma realidade. A ética será uma necessidade entre as nações e a economia, necessariamente, trará a fraternidade. Por uma questão de sobrevivência, os povos aprenderão a respeitar-se, reciprocamente!

Brasileiros, nada de abandonar a nossa terra, nada de desertar da batalha! Sois soldados do Cristo, apresentai-vos:

– Vossa arma? A inteligência;

– Vosso escudo? A fé;

– Vosso elmo? A oração;

– Vossa lança? O trabalho;

– Vossa luta? A renovação moral;

– Vosso comandante? Jesus;

– Vossa musa? A Verdade!

Avante, irmãos! Nenhum brasileiro renasceu por acidente! Todos temos uma programação! Ouvi o Hino Nacional, irmãos, e vede que Manuel da Silva e Duque Estrada foram guiados por seres invisíveis a grafar, em acordes de luz com letra de estupenda beleza, o destino da nação. Fazei deste poema cantante, clarim da verdade, vossa prece diária. E quando orardes assim, cheios de certeza, sabei que os ministros do Senhor conhecem o Brasil!

Estudantes, acadêmicos, professores, médicos, cientistas, advogados, políticos, legisladores, religiosos, trabalhadores, gente do povo, irmãos, levantai! Carregai n’alma o nosso pendão! A flâmula verde-louro, representa o ideal que todos devemos perseguir: Ordem e Progresso! Que as vinte e seis unidades federativas e o Distrito Federal, estrelas fulgentes de um céu anilado, representem e exaltem, com honestidade soberana, a nação!

E nós, o povo, encarnado e desencarnado, laboremos com afinco, mantendo-nos honestos e fraternos onde a vida nos colocou.

Irmãos, há uma infinidade de espíritos que se sentem brasileiros (pelo amor que devotam a esta pátria) envolvendo-vos! Aos espíritas deste solo, e aos que aqui vieram ter, coragem, avante! A doutrina nos ilumina, façamos, portanto, luz! O Espiritismo nos esclarece, comportemo-nos, então, com equilíbrio! O Consolador nos estimula, marchemos, assim, impávidos! Mas, o Mestre vos conclama e a todos auxilia, convicto da transformação! Enchamo-nos de ânimo, pois que o Brasil necessita de sua brava gente, plena de fé, esperança e caridade. Quando em vossas reflexões mais profundas sobre a pátria que vos acolhe, olhai para o alto e sabei: de paramos de glória, o Cristo, contando convosco, guia o Brasil!”

Eurípedes Barsanulfo


(Mensagem psicografada pelo médium Emanuel Cristiano em reunião da noite de 21/4/2013, no Centro Espírita Allan Kardec, de Campinas/SP)

24 maio 2015

Deus e o Stress - Maria Helena Marcon

 (by Stefano De Rosa)

DEUS E O STRESS

Em recente pesquisa, uma psicóloga concluiu que o temor do castigo divino perturba crianças de até doze anos, ao ponto de causar stress.

Elas se acreditam vigiadas em tempo integral e sujeitas a punições, caso não se comportem devidamente.

Como conseqüência têm terror noturno, sentimento de culpa exacerbado, irritação, taquicardia, dores de estômago, dificuldade de concentração, gagueira, sudorese nas mãos e até enurese noturna.

A pesquisa revelou ainda que, de um modo geral, o problema não é religioso mas de educação. São os pais, na ânsia de colocar limites que apresentam a imagem punitiva de Deus. Algo semelhante a outros que utilizam a figura do guarda, do policial, do inspetor como símbolo aterrador, afirmando à criança que ele a levará , trancará em local escuro, se ela não cumprir o que se lhe pede.

É a educação pelo terror, sempre de conseqüências desastrosas. Criança amedrontada tornar-se-á o adulto inseguro, com incapacidade de ousar coisa alguma, de construir, pensar além dos limites estabelecidos e, desta forma, exercitar o seu poder de criatividade.

Enquanto os pais estiverem a necessitar de uma autoridade externa para impor limites aos filhos, demonstram que eles mesmos temem tomar atitudes, colocar regras. Em síntese, desejam que os filhos obedeçam, sem desgastarem a própria imagem, sem parecerem, aos seus pares, antiquados, "fora de foco", ultrapassados. É comum se observar no supermercado pais em quase desespero perante os filhos que exigem a compra de determinado produto e ameaçam provocar escândalos. "Ou você compra, ou grito. Jogo-me no chão."

O olhar aterrado dos pais é para os lados, a verificar se alguém os observa. E antes que um mais perspicaz possa se dar conta do que ocorre, os pais sussurram ao ouvido do pequeno tirano: "Não grite. Pode levar o produto."

Mais uma vez se perde a preciosa oportunidade de colocar limites aos pequenos, a fim de que, logo cedo, aprendam que nem tudo lhes é possível ter e fazer.

Antes de nos preocuparmos com o julgamento alheio, seria bom que considerássemos que a cada pai e a cada mãe Deus indagará: "(...) Lembrai-vos de que a cada pai e a cada mãe perguntará Deus: que fizestes do filho confiado à vossa guarda? Se por culpa vossa ele se conservou atrasado, tereis como castigo vê-lo entre os Espíritos sofredores, quando de vós dependia que fosse ditoso.(...)"

Antes de nos inquietarmos com o comportamento da moda, importante que nos recordemos do nosso compromisso de orientadores das almas dos nossos filhos, na presente etapa, e nos esmeremos em cultivá-las, à semelhança de cuidadoso jardineiro em primoroso jardim.

"Nossos filhos não são nossos filhos", escreveu o poeta árabe Gibran Khalil Gibran, enquanto o divino cantor galileu ensinou que o "espírito sopra onde quer; e tu ouves a sua voz, mas não sabes donde ele vem, nem para onde vai."

Se, na qualidade de pais, nos empenharmos em bem conduzi-los, poderemos desde o presente guardar a certeza de que os espíritos dos filhos da nossa carne alçarão vôo ao progresso, galgando degraus rumo ao Pai, que é Amor, Bondade e Perfeição.

A tarefa não é tão difícil como possa parecer. ""(...) Não exige o saber do mundo, Podem desempenhá-la assim o ignorante como o sábio, e o Espiritismo lhe facilita o desempenho, dando a conhecer a causa das imperfeições da alma humana."

E antes e acima de tudo, ensinemos à criança que ela é filha de Deus, que a todos criou e sustenta por Amor. Falemos-lhes da Bondade e da Sua Providência que se manifesta nas menores coisas. Deus justo que faz que o sol se erga sobre justos e injustos, oferece as fontes cristalinas e de ímpar beleza para as necessidades dos seus filhos, preparou a escola terrena para que nela pudéssemos todos aprender, crescer, progredir.

Não ressuscitemos as velhas fórmulas mosaicas, fórmulas que serviram numa época específica e para um povo determinado. 

Recordemos que desde há dois mil anos, o Cristo nos falou do Pai que veste a erva do campo e providencia alimento às aves do céu. 

Mostremos aos nossos rebentos que eles, como espíritos imortais, fadados à perfeição são muito valiosos, jóias raras que hão de se burilar no transcurso do tempo, ao ritmo do trabalho, do esforço e do conhecimento.

Maria Helena Marcon


Bibliografia:


  1. O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec, FEB, 97. ed., cap. XIV, item 9.
  2. Evangelho de João, III, 8.
(Jornal Mundo Espírita de Maio de 1997)

23 maio 2015

Aquele nó na garganta - Maisa Baria


AQUELE NÓ NA GARGANTA

Sabe aquelas coisas que às vezes queremos falar mas ficam paradas na garganta da gente?

Não vai, não sai, enrosca ...

Não volta, não desce, entala ...

Tem gente que acredita que o melhor é falar...

Mas falando às vezes a gente se arrepende, pois machucamos quem amamos sem querer.

Se as palavras saírem de dentro de você com raiva, com ódio, com irritação, com mágoa, serão palavras improdutivas e dilacerantes na alma do outro.

Tem aqueles que pensam que o melhor é se calar...

Mas calando somos obrigados a engolir tudo aquilo que tal, qual veneno vai agir contra nós mesmos, provocando em nosso corpo e em nossa alma um acúmulo de sentimentos ruins, que serão transformados em doenças e dores infligindo sofrimento a nós mesmos.

O que fazer então?

Existem coisas que não precisam ser faladas, nem tão pouco engolidas, devem apenas ser modificadas.

O nó na garganta vai existir durante o tempo que você precisa para repensar sua atitude e reavaliar o que precisa ser feito.

Se você usar esse tempo para refletir, ponderar e observar, sem alimentar a si mesmo de sentimentos nocivos, perceberá que aos poucos o nó irá se diluir.

À medida que você se acalmar, pacificar seu mundo interior e buscar alternativas, perceberá que pouco a pouco, aquele nó vai se desfazendo até desaparecer.

É bem provável que quando esse nó sumir você já terá encontrado uma resposta mais positiva para o problema que te afligia e então será possível falar tudo aquilo que você gostaria, mas de uma maneira diferente, mais sensata e coesa, despido de ódio, de orgulho, de raiva, de forma que sua palavra possa ser como semente lançada em solo fértil, capaz de produzir o efeito que você buscava.

E se por acaso você ainda não tiver essa resposta, perceberá que a leveza de estado no qual se encontra, te proporcionará a serenidade necessária para buscar essa resposta com mais otimismo e perseverança, te levando assim a um resultando mais produtivo e eficiente.

Portanto quando um nó se fizer dentro de você, não tenha pressa de colocar isso para fora, nem se esforce para retê-lo, use esse tempo extra a seu favor para descobrir o que é necessário para desfazê-lo de uma vez por todas.

Maisa Baria

22 maio 2015

Auto Encontro - Joanna de Ângelis




AUTO ENCONTRO


A ansiosa busca de afirmação da personalidade leva o indivíduo, não raro, a encetar esforços em favor das conquistas externas, que o deixam frustrado, normalmente insatisfeito.

Transfere-se, então, de uma para outra necessidade que se lhe torna meta prioritária, e, ao ser conseguida, novo desinteresse o domina, deixando-o aturdido.

A sucessão de transferências termina por exauri-lo, ferindo-lhe os interesses reais que ficam á margem.

Realmente, a existência física é uma proposta oportuna para a aquisição de valores que contribuem para a paz e a realização do ser inteligente. Isto, porém, somente será possível quando o centro de interesse não se desviar do tema central, que é a evolução.

Para ser conseguida, faz-se imprescindível uma avaliação de conteúdos, a fim de saber-se o que realmente é transitório e o que é de largo curso e duração. Essa demorada reflexão selecionará os objetivos reais dos aparentes, ensejando a escolha daqueles que possuem as respostas e os recursos plenificadores. Hoje, mais do que antes essa decisão se faz urgente, por motivos óbvios, pois que, enquanto escasseiam o equilíbrio individual e coletivo, a saúde e a felicidade, multiplicam-se os desaires e as angústias ceifando os ideais de enobrecimento humano.

Se de fato andas pela conquista da felicidade, tenta o auto-encontro.

Utilizando-te da meditação prolongada, penetrar-te-ás, descobrindo o teu ser real, imortal, que aguarda ensejo de desdobramento e realização.

Certamente, os primeiros tentames não te concederão resultados apreciáveis.

Perceberás que a fixação da mente na interiorização será interrompida, inúmeras vezes, pelas distrações habituais do intelecto e da falta de harmonia.

Desacostumado a uma imersão, a tua tentativa se fará prejudicada pela irrupção das idéias arquivadas no inconsciente, determinantes de tua conduta inquieta, irregular, conflitiva.

Concordamos que a criatura é conduzida, na maior parte das vezes, pelo inconsciente, que lhe dita o pensamento e as ações, como resultado normal das próprias construções mentais anteriores.

A mudança de hábito necessita de novo condicionamento, a fim de mergulhares nesse oceano tumultuado, atingindo-lhe o limite que concede acesso às praias da harmonia, do autodescobrimento, da realização interior.

Nessa façanha verás o desmoronar de muitas e vazias ambições, que cultivas por ignorância ou má educação; o soçobrar de inúmeros engodos; o desaparecer de incontáveis conflitos que te aturdem e devastam.

Amadurecerás lentamente e te acalmarás, não te deixando mais abater pelo desânimo, nem exaltar pelo entusiasmo dos outros.

Ficarás imune à tentação do orgulho e à pedrada da inveja, à incompreensão gratuita e à inimizade perseguidora, porque somente darás atenção à necessidade de valorização do ser profundo e indestrutível que és.

Terminarás por te venceres, e essa será a tua mais admirável vitória. Não cesses, portanto, logo comeces a busca interior, de dar-lhe prosseguimento se as dificuldades e distrações do ego se te apresentarem perturbadoras.


Espírito de Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo P.Franco
Do livro: "Momentos Enriquecedores"

21 maio 2015

Obediência e Resignação - Lázaro


OBEDIÊNCIA E RESIGNAÇÃO

A doutrina de Jesus ensina, em todos os seus pontos, a obediência e a resignação, duas virtudes companheiras da doçura e muito ativas, se bem os homens erradamente as confundam com a negação do sentimento e da vontade. A obediência é o consentimento da razão; a resignação é o consentimento do coração, forças ativas ambas, porquanto carregam o fardo das provações que a revolta insensata deixa cair.

O pusilânime não pode ser resignado, do mesmo modo que o orgulhoso e o egoísta não podem ser obedientes. Jesus foi a encarnação dessas virtudes que a antigüidade material desprezava. 

Ele veio no momento em que a sociedade romana perecia nos desfalecimentos da corrupção. Veio fazer que, no seio da Humanidade deprimida, brilhassem os triunfos do sacrifico e da renúncia carnal. Cada época é marcada, assim, com o cunho da virtude ou do vício que a tem de salvar ou perder.

A virtude da vossa geração é a atividade intelectual; seu vicio é a indiferença moral. Digo, apenas, atividade, porque o gênio se eleva de repente e descobre, por si só, horizontes que a multidão somente mais tarde verá, enquanto que a atividade é a reunião dos esforços de todos para atingir um fim menos brilhante, mas que prova a elevação intelectual de uma época. Submetei-vos à impulsão que vimos dar aos vossos espíritos; obedecei à grande lei do progresso, que é a palavra da vossa geração.

Ai do espírito preguiçoso, ai daquele que cerra o seu entendimento! Ai dele! porquanto nós, que somos os guias da Humanidade em marcha, lhe aplicaremos o látego e lhe submeteremos a vontade rebelde, por meio da dupla ação do freio e da espora. Toda resistência orgulhosa terá de, cedo ou tarde, ser vencida. Bem-aventurados, no entanto, os que são brandos, pois prestarão dócil ouvido aos ensinos.

Lázaro. (Paris, 1863.)
O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO
CAPÍTULO IX, item 8 - Allan Kardec

20 maio 2015

Seja Verdadeiro - Maisa Baria


SEJA VERDADEIRO

Quando assumimos um compromisso devemos ter em mente de que cumprir com a nossa palavra é validar o nosso caráter diante das pessoas.

Muitas vezes nos vemos diante de situações onde precisamos tomar uma decisão e dar a nossa palavra. Quando optamos por dizer sim ou não nos comprometemos com a decisão tomada, as pessoas a nossa volta vão se posicionar e movimentar a respeito daquilo de um jeito ou de outro tendo por base aquilo que nós assumimos fazer (ou não). Portanto, ao assumir um compromisso, ao chamar para nós a responsabilidade diante de alguma coisa, precisamos fazer isso de forma consciente, cientes das nossas capacidades e limitações, pois outras pessoas estarão depositando sua confiança naquilo que nos dispusemos a realizar.

É claro que imprevistos podem surgir no meio do caminho que nos impeçam de cumprir com a nossa palavra. Não há como evitar aquilo que foge ao nosso controle. Ou ainda, podemos mudar de ideia e optarmos por desistir daquilo que assumimos. Não há problema em mudar de ideia. De um jeito ou de outro, não importa o que aconteça, a partir do momento em que nos damos conta de que não será possível cumprir com aquilo que nos comprometemos é preciso respirar fundo, olhar de frente as pessoas que estão envolvidas conosco naquela situação e expor a verdade. Seja ela algo alheio a nossa vontade ou ainda de nossa própria escolha, nosso caráter precisa ser validado com a nossa sinceridade e transparência.

Ainda que você se veja limitado no seu poder de escolha e de realização, e isso te faça sentir-se sem saída diante de uma situação, vale lembrar que não existe limitação de caráter para quem tem dentro de si mesmo o compromisso com a verdade, pois ainda que seja necessário se expor aos outros, é preferível vencer o véu do orgulho e se mostrar frágil, pequeno, e sensível, revelando-se grandioso ao ser capaz de assumir a própria incapacidade, do que levar adiante a palavra em um compromisso vazio que jamais será cumprido.

Mesmo que tudo tenha saído do seu controle e saído diferente do que você planejou inicialmente, o controle sobre si mesmo e o poder de manter a consciência tranquila ainda está em suas mãos, seja verdadeiro. Somente quando somos honestos e verdadeiros conosco mesmo e com os outros, nos apresentamos diante da vida como pessoas de bem que merecem credibilidade, confiança e respeito.


 

19 maio 2015

De onde surge a Maldade? - Jorge Hessen


DE ONDE SURGE A MALDADE?
   
O significado do termo maldade tem conexão com a qualidade daquele ou daquilo que é mau, com a ação maligna, a iniquidade e a crueldade. Mas por que alguns têm atrativo pela perversidade? O tema sempre inquietou os pensadores dos mais diversos campos do saber e da ação humana: filosofia, ciência, arte, religião.

Historicamente, segundo alguns modelos previsíveis, os males humanos pareciam não mais destinados a preocupar os pensadores, pois que a maldade parecia ser circunscrita. Para alguns estudiosos o “holocausto”, durante a Segunda Grande Guerra, reacendeu-se o debate sobre os limites da barbárie, da perversidade humana, lançando no universo intelectual europeu e mundial uma onda de pessimismo e ceticismo.

Hanna Arendt, filósofa judia, que estudou as questões do mal, escreveu o livro “Eichmann em Jerusalém”, que analisa o julgamento do verdugo nazista, mentor da morte de milhares de pessoas. Tendo como referencial o “caso Eichmann”, a autora justifica que o mal pode tornar-se banal e difundir-se pela sociedade como um fungo, porém apenas em sua superfície. Para Arendt, as raízes do mal não estão definitivamente instaladas no coração do homem e por não conseguirem penetrá-lo profundamente a ponto de fazer nele morada, podem ser extirpadas. Para muitos, o mal seria mais forte que o bem, e que os Espíritos do mal estariam conseguindo sobrepujar os Benfeitores espirituais, frustrando-lhes os desígnios superiores. Em que pese a antiga tradição de tais assertivas, elas são insustentáveis e falsas; diríamos mesmo absurdas. Admitir o triunfo do maligno a prejuízo da humanidade é o mesmo que negar ao Senhor da Vida os atributos da onisciência e da onipotência, sem os quais não poderia ser o Senhor da Vida.

O mal não advém dos Estatutos do Todo-Poderoso como concebem alguns incautos, especialmente aqueles que vivem distanciados do entendimento da Boa Nova. O mal é transitório, não tem raízes. Para o Espiritismo o mal é criação do próprio homem e não tem existência senão temporária, transitória, pois no arranjo maior da Vida não tem sentido a permanência do mal. No capítulo em que trata da escala espírita, o Codificador, ao situar os Espíritos imperfeitos na terceira ordem, traça como seus caracteres gerais “Predominância da matéria sobre o Espírito. Propensão para o mal. Ignorância, orgulho, egoísmo e todas as paixões que lhes são consequentes.”. [1]

A humanidade vem nos últimos anos passando por transformações viscerais. A influência do materialismo sobre as questões e a vida social cresce consideravelmente. Os valores morais estão sendo corrompidos com assombrosa velocidade. Nunca o mundo precisou tanto dos ensinos espíritas como nestes tempos atuais. Vivenciamos instantes em que se aguça a revolta nos corações em face da imposições de ideologias falidas, e nos vendavais da tecnologia somos remetidos aos acirramentos das separatividades e isolamentos, estabelecendo-se níveis de revoltas sociais inaceitáveis.

Obviamente não há como se desconhecer a luta pela subsistência. Há as enfermidades, as insatisfações, os conflitos emocionais, os desenganos. As imperfeições próprias daqueles com os quais convivemos. Enfim, as variadas vicissitudes da existência. Nessa autêntica desordem, usando e abusando do livre arbítrio, cada qual vai colhendo vitórias ou amargando derrotas, segundo o grau de experiência conquistada. Uns riem hoje, para chorarem amanhã, e outros que agora se exaltam, serão humilhados depois.

Devemos interrogar a própria consciência, passando em revista os atos cotidianos, para a identificação dos desvios dos deveres que deveriam ter sido cumpridos e dos motivos alheios de queixa por conta dos nossos atos. Revisemos periodicamente nossas quedas e deslizes no campo moral, ativando a memória para nos lembrarmos dos tantos espinhos que já trazemos cravados na “carne do espírito”[2], tal como ensina Paulo de Tarso. Estes espinhos nos lembrarão a nossa condição de enfermos em estágio de longa recuperação, necessitados de cautela. O mal não é invencível, pelo contrário.

Não conseguiremos nos livrar das consequências advindas dos males que praticamos. O mal que nasce em nós nos impregna e temporariamente passa a fazer parte de nossa personalidade. Paulo de Tarso, na sua carta aos romanos, tece comentários sobre as lutas que se deve travar para combater o mal em nós mesmos, em frase já célebre: “Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse faço”[3]. O mal a que se refere Paulo em suas epístolas é o mal trivial que subsiste em nós e é alimentado por nossa vontade. E que, em certa medida, nos proporciona prazer pelo torpor de consciência.

A escuridão é somente ausência da luz. Não é real. Só Deus é Vida; somente o Bem é a finalidade da vida. Para que possamos vislumbrar um mundo sem angústias e nem problemas sociais, livres das misérias econômicas e políticas, apelemos para o amor incondicional, que possui os recursos eficazes para a conciliação, o perdão, a transformação moral, fomentando o bem para o progresso, o que concorre para enriquecer nossa sensibilidade, aprimorar nosso caráter, fazer que se nos desabrochem novas faculdades, o que vale dizer, se dilatem nossos gozos e aumente nossa felicidade.

Em suma, o mal deriva do coração humano e a batalha do bem contra o mal, tema de incontáveis livros e filmes, deve ser travada nos domínios dos nossos próprios corações, acima de tudo.

Jorge Hessen
Site: A Luz na Mente


Referências bibliográficas:

[1] Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, pergunta 89, RJ: Ed. FEB, 2000
[2] II Coríntios 12:7
[3] Rom 7:19


18 maio 2015

Aprendi - Momento Espírita


APRENDI ...

Um dia desses, enquanto aguardava a vez na sala de espera, percebi, solta entre as revistas, uma folha de papel.

A curiosidade fez com que a tomasse, para ler o que estava escrito. Era uma bela mensagem que alguém havia escrito.

O título era interessante e curioso: Aprendi...

Dizia mais ou menos o seguinte:

Aprendi que não posso exigir o amor de ninguém; posso apenas dar boas razões para que gostem de mim e ter paciência, para que a vida faça o resto.

Aprendi que não importa o quanto certas coisas sejam importantes para mim. Tem gente que não dá a mínima e eu jamais conseguirei convencê-las.

Aprendi que posso passar anos construindo uma verdade e destruí-la em apenas alguns segundos; que posso usar meu charme por apenas 15 minutos, depois disso, preciso saber do que estou falando.

Eu aprendi... que posso fazer algo em um minuto e ter que responder por isso o resto da vida; que, por mais que se corte um pão em fatias, esse pão continua tendo duas faces, e o mesmo vale para tudo o que cortamos em nosso caminho.

Aprendi... que vai demorar muito para me transformar na pessoa que quero ser, e devo ter paciência.

Mas aprendi, também, que posso ir além dos limites que eu próprio coloquei.

Aprendi que preciso escolher entre controlar meus pensamentos ou ser controlado por eles; que os heróis são pessoas que fazem o que acham que devem fazer naquele momento, independentemente do medo que sentem.

Aprendi que perdoar exige muita prática; que há muita gente que gosta de mim, mas não consegue expressar isso.

Aprendi... que nos momentos mais difíceis a ajuda veio justamente daquela pessoa que eu achava que iria tentar piorar as coisas.

Aprendi que posso ficar furioso, tenho o direito de me irritar, mas não tenho o direito de ser cruel; que jamais posso dizer a uma criança que seus sonhos são impossíveis, pois seria uma tragédia para o mundo se eu conseguisse convencê-la disso.

Eu aprendi que meu melhor amigo vai me machucar de vez em quando, e que eu tenho que me acostumar com isso; que não é o bastante ser perdoado pelos outros, eu preciso me perdoar primeiro.

Aprendi que, não importa o quanto meu coração esteja sofrendo, o mundo não vai parar por causa disso.

Eu aprendi... que as circunstâncias de minha infância são responsáveis pelo que eu sou, mas não pelas escolhas que eu faço quando adulto.

Aprendi que, numa briga, eu preciso escolher de que lado estou, mesmo quando não quero me envolver; que, quando duas pessoas discutem, não significa que elas se odeiem; e quando duas pessoas não discutem não significa que elas se amem.

Aprendi que por mais que eu queira proteger os meus filhos, eles vão se machucar e eu também. Isso faz parte da vida.

Aprendi que a minha existência pode mudar para sempre, em poucas horas, por causa de gente que eu nunca vi antes.

Aprendi também que diplomas na parede não me fazem mais respeitável ou mais sábio.

Aprendi que as palavras de amor perdem o sentido, quando usadas sem critério.

E que amigos não são apenas para guardar no fundo do peito, mas para mostrar que são amigos.

Aprendi que certas pessoas vão embora da nossa vida de qualquer maneira, mesmo que desejemos retê-las para sempre.

Aprendi, afinal, que é difícil traçar uma linha entre ser gentil, não ferir as pessoas, e saber lutar pelas coisas em que acredito.

* * *

A mensagem é significativa, e sua autoria é atribuída a William Shakespeare.

Nós poderíamos simplesmente lê-la e guardá-la na memória, mas preferimos dividi-la com você.

Porque uma coisa nós também aprendemos: o que é bom deve ser divulgado. 


Redação do Momento Espírita, com base em mensagem atribuída a William Shakespeare.

17 maio 2015

Os Espíritos se alimentam no Mundo Espiritual ? - André Luiz


OS ESPÍRITOS SE ALIMENTAM NO MUNDO ESPIRITUAL?

Como se verifica a alimentação dos Espíritos desencarnados?


– Encarecendo a importância da respiração no sustento do corpo espiritual, basta lembrar a hematose no corpo físico, pela qual o intercâmbio gasoso se efetua com segurança, através dos alvéolos, nos quais os gases se transferem do meio exterior para o meio interno e vice-versa, atendendo à assimilação e desassimilação de variadas atividades químicas no campo orgânico. O oxigênio que alcança os tecidos entra em combinação com determinados elementos, dando, em resultado, o anidrido carbônico e a água, com produção de energia destinada à manutenção das províncias somáticas. Estudando a respiração celular, encontraremos, junto aos próprios arraiais da ciência humana, problemas somente equacionáveis com a ingerência automática do corpo espiritual nas funções do veículo físico, porque os fenômenos que lhe são conseqüentes se graduam em tantas fases diversas que o fisiologista, sem noções do Espírito, abordá-los-á sempre com a perplexidade de quem atinge o insolúvel. Sabemos que para a subsistência do corpo físico é imprescindível a constante permuta de substâncias, com incessante transformação de energia.

Substância e energia se conjugam para fornecer ao carro fisiológico os recursos necessários ao crescimento ou à reparação do contínuo desgaste, produzindo a força indispensável à existência e os recursos reguladores do metabolismo.

O alimento comum ao corpo carnal experimenta, de início, a digestão, pela qual os elementos coloidais indifusíveis se transubstanciam em elementos cristalóides difusíveis, convertendo-se ainda as matérias complexas em matérias mais simples, acessíveis à absorção, a que se sucede a circulação dos valores nutrientes, suscetíveis de aproveitamento pelos tecidos, seja em regime de aplicação imediata, seja no de reserva, destinando-se os resíduos à expulsão natural. A ciência terrena não desconhece que o metabolismo guarda a tendência de manter-se em estabilidade constante, tanto assim que, reconhecidamente, a despesa de oxigênio e o teor de glicemia em jejum revelam quase nenhuma diferença de dia para dia.

É que o corpo espiritual, comandando o corpo físico, sana espontaneamente, quando harmonizado em suas próprias funções, todos os desequilíbrios acidentais nos processos metabólicos, presidindo as reações do campo nutritivo comum.

Não ignoramos, desse modo, que desde a experiência carnal o homem se alimenta muito mais pela respiração, colhendo o alimento de volume simplesmente como recurso complementar de fornecimento plástico e energético, para o setor das calorias necessárias à massa corpórea e à distribuição dos potenciais de força nos variados departamentos orgânicos. Abandonado o envoltório físico na desencarnação, se o psicossoma = (perispirito) está profundamente arraigado às sensações terrestres, sobrevém ao Espírito a necessidade inquietante de prosseguir atrelado ao mundo biológico que lhe é familiar e, quando não a supera ao preço do próprio esforço, no auto-reajustamento, provoca os fenômenos da simbiose psíquica, que o levam a conviver, temporariamente, no halo vital daqueles encarnados com os quais se afine, quando não promove a obsessão espetacular.

Na maioria das vezes, os desencarnados em crise dessa ordem são conduzidos pelos agentes da Bondade Divina aos centros de reeducação do Plano Espiritual, onde encontram alimentação semelhante à da Terra, porém fluídica, recebendo-a em porções adequadas até que se adaptem aos sistemas de sustentação da Esfera Superior, em cujos círculos a tomada de substância é tanto menor e tanto mais leve quanto maior se evidencie o enobrecimento da alma, porquanto, pela difusão cutânea, o corpo espiritual, através de sua extrema porosidade, nutre-se de produtos sutilizados ou sínteses quimio-eletromagnéticas, hauridas no reservatório da Natureza e no intercâmbio de raios vitalizantes e reconstituintes do amor com que os seres se sustentam entre si.

Essa alimentação psíquica, por intermédio das projeções magnéticas trocadas entre aqueles que se amam, é muito mais importante que o nutricionista do mundo possa imaginar, de vez que, por ela, se origina a ideal euforia orgânica e mental da personalidade. Daí porque toda criatura tem necessidade de amar e receber amor para que se lhe mantenha o equilíbrio geral.

De qualquer modo, porém, o corpo espiritual com alguma provisão de substância específica ou simplesmente sem ela, quando já consiga valer-se apenas da difusão cutânea para refazer seus potenciais energéticos, conta com os processos da assimilação e da desassimilação dos recursos que lhe são peculiares, não prescindindo do trabalho de exsudação dos resíduos, pela epiderme ou pelos emunctórios normais, compreendendo-se, no entanto, que pela harmonia de nível, nas operações nutritivas, e pela essencialização dos elementos absorvidos, não existem para o veículo psicossomático determinados excessos e inconveniências dos sólidos e líquidos da excreta comum.


Pelo André Luiz
Psicografia Chico Xavier
Fonte - EVOLUÇÃO EM DOIS MUNDOS