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30 junho 2007

O Espiritismo e os Cônjuges - André Luiz

O ESPIRITISMO E OS CÔNJUGES

Sem entendimento e respeito, conciliação e afinidade espiritual, torna-se difícil o êxito no casamento.

Todos os pretendentes à união conjugal carecem de estudar as circunstâncias do ajuste esponsalício antes do consórcio, para isso existindo o período natural do noivado. Aspecto deveras importante para ser analisado será sempre o da crença religiosa.

Efetivamente, se a religião idêntica no casal contribui bastante para a estabilidade do matrimônio, a diversidade dos pontos de vista não é um fator proibitivo da paz da família. Mas se aparecem rixas no lar, oriunda do choque de opiniões religiosas diferentes, a responsabilidade é claramente debitada aos esposos que se escolheram um ao outro.

A tendência comum de um cônjuge é a de levar o outro a pensar e agir como ele próprio, o que nem sempre é viável e nem pode ocorrer. Eis por que não lhes cabe violentar situações e sentimentos, manejando imposições recíprocas, mormente no sentido de se arrastarem a determinada crença religiosa.

Deve partir do cônjuge de fé sincera a iniciativa de patentear a qualidade das suas convicções, em casa, pelo convite silencioso a elas, através do exemplo.

Não será por meio de discussões, censuras ou pilhérias em torno de assuntos religiosos que se evidenciará algum dia a excelência de uma doutrina.

Ao invés de murmurações estéreis, urge dar provas de espiritualidade superior, repetidas no dia-a-dia. Em lugar de conceitos extremados nas prédicas fatigantes, vale mais a exposição da crença pela melhoria da conduta, positivando-se quão pior seria qualquer criatura sem o apoio da religião.

Para os espíritas jamais será construtivo constranger alguém a ler certas obras, freqüentar determinadas reuniões ou aceitar critérios especiais em matéria doutrinária.

Quem deseje modificar a crença do companheiro ou companheira, comece a modificar a si mesmo, na vivência da abnegação pura, do serviço, da compreensão, do bom-senso prático, salientando aos olhos do outro ou da outra a capacidade de renovação dos princípios que abraça.

O cônjuge é a pessoa mais indicada para revelar as virtudes de uma crença ao outro cônjuge.

Um simples ato de bondade, no recinto do lar, tem mais força persuasiva que uma dezena de pregações num templo onde a criatura comparece contrariada.

Uma única prova de sacrifício entre duas pessoas que se defrontam, no convívio diário, surge mais eficaz como agente de ensino que uma vintena de livros impostos para leituras forçadas.

Em resumo, depende do cônjuge fazer a sua religião atrativa e estimulante para o outro, ao contrário de mostrá-la fastidiosa ou incômoda.

Nos testemunhos de cada instante, no culto vivo do Evangelho em casa e na lealdade à própria fé, persista de cada qual nas boas obras, porque, ante demonstrações vivas de amor, cessam quaisquer azedumes da discórdia e todas as resistências da incompreensão.

Ditado por André Luiz
Título original: "O Espiritismo e os Cônjuges"
Do livro "Estude e Viva" c/Emmanuel
Frâncico Cândido Xavier

29 junho 2007

Perdão e Liberdade - Emmanuel

PERDÃO E LIBERDADE

Aprendamos a perdoar, conquistando a liberdade de servir.

E imprescindível esquecer o mal para que o bem se efetue.

Onde trabalhas, exercita a tolerância construtiva para que a tarefa não se escravize a perturbações...

Em casa, guarda o entendimento fraterno, a fim de que a sombra não te algeme o espírito ao desespero...

Onde estiveres e onde fores, lembra-te do perdão incondicional, para que o auxílio dos outros te assegure paz à vida. É indispensável que a compreensão reine hoje entre nós, para que amanhã não estejamos encarcerados na rede das trevas.

A morte não é libertação pura e simples...

Desencarnar-se a alma do corpo não é exonerar-se dos sentimentos que lhe são próprios.

Muitos conduzem consigo, além-túmulo, uma taça de fel envenenado com que aniquilam os melhores sonhos dos que ficaram na Terra, e muitos dos que ficam na Terra conservam consigo no coração um vaso de fogo vivo com que destroem as melhores esperanças dos que demandam o cinzento portal do túmulo.

Não procures para tua alma o inferno invisível do ódio.

Acomoda-te com o adversário ainda hoje, procurando entendê-lo e servi-lo, para que amanhã não te matricules em aflitivas contendas com forças ocultas.
Transferir a reconciliação para o caminho da morte é atormentar o caminho da própria vida.

Desculpa sempre, reconhecendo que não prescindimos da paciência alheia.
Nem sempre somos nós a vítima real, de vez que, por atitudes imanifestas, induzimos o próximo a agir contra nós convertendo-nos, ante os tribunais da Justiça Divina, em autores, intelectuais dos delitos que passamos a lamentar indebitamente diante dos outros.

Toda intolerância é violência.

Toda dureza espiritual é crueldade.

Quase sempre, a crítica é corrosivo do bem, tanto quanto a acusação habitualmente, é um chicote de brasas.

E sabendo que encontraremos na estrada a projeção de nós mesmos, conservemos o perdão por defensor de nossa liberdade, ajudando agora para que não sejamos desajudados depois.

Ditado por Emmanuel
Do livro "Trevo de Idéias"
Psicografia de Francisco Cândido Xavier
Edição GEEM

28 junho 2007

Chaves Libertadores - André Luiz

CHAVES LIBERTADORAS

DESGOSTO
Qualquer contratempo aborrece.
No entanto, sem desgosto, a conquista de experiência é impraticável.

OBSTÁCULO
Todo empeço atrapalha.
Sem obstáculo, porém, nenhum de nós consegue efetuar a superação das próprias deficiências.

DECEPÇÃO
Qualquer desilusão incomoda.
Todavia, sem decepção, não chegamos a discernir o certo do errado.

ENFERMIDADE
Toda doença embaraça.
Sem a enfermidade, entretanto, é muito difícil consolidar a preservação consciente da própria saúde.

TENTAÇÃO
Qualquer desafio conturba.
Mas, sem tentação, nunca se mede a própria resistência.

PREJUÍZO
Todo o golpe fere.
Sem prejuízo, porém, é quase impossível construir segurança nas relações uns com os outros.

INGRATIDÃO
Qualquer insulto à confiança estraga a vida espiritual.
No entanto, sem o concurso da ingratidão que nos visite, não saberemos formular equações verdadeiras nas contas de nosso tesouro afetivo.

DESENCARNAÇÃO
Toda morte traz dor.
Sem a desencarnação, porém, não atingiríamos a renovação precisa, largando processos menos felizes de vivência ou livrando-nos da caducidade no terreno das formas.

Compreendamos, à face disso, que não podemos louvar as dificuldades que nos rodeiam, mas é imperioso reconhecer que, sem elas, eternizaríamos paixões, enganos, desequilíbrios e desacertos, motivo pelo qual será justo interpretá-las por chaves libertadoras, que funcionam em nosso espírito, a fim de que nosso espírito se mude para o que deve ser, mudando em si e fora de si tudo aquilo que lhe compete mudar.

Ditado por André Luiz
Do livro “Paz e Renovação”- Francisco Cândido Xavier

27 junho 2007

Tempo e Serviço - Emmanuel

TEMPO E SERVIÇO

Terminando as tarefas de cada dia, podes, perfeitamente, efetuar o balanço das próprias horas.

Tempo de higiene...
Conheceste os mais finos produtos da assepsia necessária ao teu conforto.

Tempo de lanche...
Conheceste o café mais saboroso ou o leite mais puro.

Tempo de dever...
Conheceste os melhores cálculos e as técnicas mais justas, valorizando o próprio interesse ou mecanizando as próprias atividades.

Tempo de refeição...
Conheceste os pratos mais agradáveis ao paladar.

Tempo de conversa...
Conheceste pessoas e problemas, assuntos e comentários, convites e propostas que, ainda agora, te batem mentalmente às portas do espírito.

Tempo de distração...
Conheceste passeios e entretenimentos diversos.

Tempo de leitura...
Conheceste noticiários e livros, escolhendo reportagens e autores que mais te alimentem as emoções.

Tempo de repouso...
Conheceste os mais adequados processos de descansar, preferindo leitos ou poltronas, redes generosas ou bancos acolhedores ao ar livre.

Conheceste, assim, algo de tudo o que representa conforto e segurança, rotina e convenção no caminho diário.

Entretanto, fazendo o inventário de teus impulsos e palavras, movimentos e ações, recorda que a Lei Divina te conhece igualmente...

Não por teu nome, nem pelo espaço que ocupas.

Não por teu título, nem pelos direitos que te competem.

Não por tua crença religiosa, nem pelo consolo que ela te dá.

Não pela extensão dos teus dias, nem por teu grupo doméstico.

Na Esfera Superior és visto pelo que fazes.

O auxílio que prestas ao bem dos outros é nota de crédito em tua ficha.

E como a Divina Bondade te deixa livre para fazer o bem como queiras, onde queiras e quando queiras, depende de ti limitar o repouso, olvidar o que seja inútil e evitar o que prejudica, a fim de atenderes, em regime de ação constante, ao serviço do bem, e seres assim mais amplamente conhecido e naturalmente credenciado diante da Lei de Deus.

Ditado por Emmanuel
Psicografia de Francisco Cândido Xavier
Reunião pública de 21/12/59
Questão nº 683

26 junho 2007

Imagens - Emmanuel

IMAGENS

Não é somente o homem que escreve, a pessoa capaz de trazer monstruosas criações ao pensamento do povo, assim como não apenas o tribuno pode formar na mente alheia estados alarmantes de ansiedade e loucura.

Quantas vezes, nas tarefas cotidianas, traçamos nos outros destrutivas impressões de revolta e indiferença, com os nossos gestos impensados?

Quantas vezes nossa cólera terá gerado naqueles que nos cercam, o desânimo e a frustração?

Em quantos pequeninos lances da luta diária, damos pasto à calúnia e a maledicência, plasmando idéias que, hoje vagas e imprecisas, podem ser amanhã, decisivos fatores de perturbação e delinqüência?.

Longe de ponderar as responsabilidades que nos enriquecem o espírito, freqüentemente descemos a questiúnculas e bagatelas infelizes, sugerindo a maldade e disseminando a aflição, agravando, assim, nossos débitos, consolidando as forças da ignorância e da crueldade, em desfavor de nós mesmos.

No altar de nossa fé e no campo da caridade que o Senhor nos deu a lavrar, recorda que responderemos pelas imagens que os nossos pensamentos, palavras e atos estabelecem na alma dos outros, tanto quanto os arquitetos se incumbem das construções que lhes obedecem aos planos.

E acordando para a luz que nos cabe acender na viagem da vida, não te esqueça da claridade de paz e bom ânimo, confiança e alegria que nos compete estender, na proteção aos que nos cercam, a fim de que possamos avançar livremente ao encontro da harmonia e do progresso, porque toda as nossas criações de pessimismo e indisciplina, desalento e amargura, em seus golpes de retorno, significarão para nós mesmos, penúria e dificuldade, infortúnio e provação.

Ditado por Emmanuel
Do livro: "Mãos Marcadas"
Psicografia de Francisco Cândido Xavier

25 junho 2007

Três Atitudes - Emmanuel

Três Atitudes

Na sociedade:
O egoísmo faz o que quer.
O orgulho faz como quer.
O bem faz quanto pode,
acima das próprias obrigações.

No trabalho:
O egoísmo explora o que acha.
O orgulho oprime o que vê.
O bem produz incessantemente.

Na equipe:
O egoísmo atrai para si.
O orgulho pensa em si.
O bem serve a todos.

Na amizade:
O egoísmo utiliza as situações.
O orgulho clama por privilégios.
O bem renuncia ao bem próprio.

Na fé:
O egoísmo aparenta.
O orgulho reclama.
O bem ouve.

Na responsabilidade:
O egoísmo foge.
O orgulho tiraniza.
O bem colabora.

Na dor alheia:
O egoísmo esquece.
O orgulho condena.
O bem ampara.

No estudo:
O egoísmo finge que sabe.
O orgulho não busca saber.
O bem aprende sempre, para realizar o melhor.

O egoísmo e o orgulho são dois corredores sombrios, inclinando-nos, em toda parte, ao vício e à delinqüência, em angustiantes processos obsessivos, e só o bem é capaz de filtrar com lealdade a Inspiração Divina, mas, para isso, é indispensável não apenas admirá-lo e divulgá-lo; acima de tudo, é preciso querê-lo e praticá-lo com todas as forças do coração.

Ditado por Emmanuel
Psicografia de Francisco Cândido Xavier
Seara dos Médiuns, 15, edição FEB

24 junho 2007

Tópicos de Irritação - Emmanuel

Tópicos de Irritação
Se a irritação já se te fez um hábito, pensa nas desvantagens dela para que te livres
de semelhante desajuste espiritual.

Ora, pedindo à Divina Providência a força precisa a fim de que te
resguardes na tolerância.

Imagina o azedume como sendo um espinheiro magnético, arremessando raios de energia destruidora em todas as direções.

A intemperança mental nunca auxilia ninguém.

Uma frase carregada de aspereza, na maioria dos casos, pode ser figurada como sendo murro no rosto das melhores oportunidades que te procuram.

Ânimo violento apenas agrava situações e complica problemas.

O costume de enraivecer-se é um predisponente a moléstias de trato difícil.

Condenação não edifica.

Ainda que o coração se te mostre ferido, conversa com serenidade
e esclarece com paciência.

Um gesto de gentileza opera prodígios.


Ditado por Emmanuel
Psicografia de Francisco Cãndido Xavier
Livro:
Calma

23 junho 2007

Tu És Responsável - Irmão Franciscano ABEL TAVARES

TU ÉS RESPONSÁVEL

Quantos olhos a verem o mundo de crueldades e discórdias; quantos homens com mentes vazias, obsediados, incrédulos.

Mundo este herdado há muito de espíritos que aqui passaram e deixaram para trás diversas aversões com seus passados e com seus legados; com suas desilusões e com suas decepções.

Muitos olhos tudo vêem e tudo intuem e instruem os seres encarnados que hoje aqui habitam, para poder construir, evoluir, descobrir, crescer, aprender e ensinar.

Muitos se perdem nos seus ensinamentos, pois pensam estar certos, acreditando que tudo podem, e se esquecem que são minúsculos perante o poder de Deus Nosso Senhor, a quem tudo devemos.

Muitos olhos estão tristes em ver a crueldade e as injustiças de vosso mundo; aqueles que têm poder momentâneo usufruem dele para si mesmos e às vezes o usam de mau grado e de mau gosto.

Triste para nós, espíritos doutrinadores, que sabemos da dificuldade em instruir e suprir as energias dentro do ser encarnado, vermos tudo aquilo que ensinamos e sugerimos não ser praticado; muitos comprometem-se em sua encarnação e não cumprem com o que se propuseram a fazer.

Ah... pobre alma... quando se encontrar em sua vida espiritual será cobrada – e muito cobrada – daquilo que fez e do que não fez.

Por isso sempre tem dentro de ti o amor ao próximo; pensa em resgatar aquilo que perdeu há séculos ou épocas passadas; preocupa-te em instruir-te e respeita sempre teus erros e problemas; verifica dentro de ti tuas imperfeições. Assim, com certeza, estarás te elevando, te aperfeiçoando, em todos os sentidos.

Tem sempre em mente que “tu és responsável por ti mesmo“; nunca deposites culpas em alheios a tua vida moral ou social; pelo resgate, tu recuperas e alcanças muitas graças: é só acender tua “luz interior“, seguir teu caminho e ter fé, que no fundo de tua alma encontrarás o verdadeiro “ser“ e te encontrarás conosco aos pés de Jesus, o Nosso Mestre.

Irmão Franciscano ABEL TAVARES
Livro: Mensagem de um Amigo
Psicografia de Valter Carmona

22 junho 2007

Religiões - Momento Espírita

RELIGIÕES

"Para mim, as diferentes religiões são lindas flores, provenientes do mesmo jardim. Ou são ramos da mesma árvore majestosa. Portanto, são todas verdadeiras".

A frase que você acabou de ouvir foi dita por uma das mais importantes personalidades do século vinte: o Mahatma Gandhi.

Veja quanta sabedoria nas palavras do homem que liderou a independência da Índia sem jamais recorrer à violência!

Nos tempos atuais, são raros os que realmente têm uma posição como a de Gandhi, que manifestava um profundo respeito pela opção religiosa dos outros.

Muitas pessoas acreditam que sua religião é superior às demais. Acreditam firmemente que somente elas estão salvas, enquanto todos os demais estão condenados.

Pouquíssimas pensam na essência da mensagem que abraçam, já que estão muito preocupadas em converter almas que consideram perdidas.

E, no entanto, Deus é Pai da Humanidade inteira. Todos nós temos a felicidade de trazer, em nossa consciência, o sol da Lei Divina. Ninguém está desamparado.

De onde vem, então, essa atitude preconceituosa, exclusivista, que nos afasta de nossos irmãos?

Vem de nosso pensamento limitado e ainda egoísta. Quase sempre o homem acredita que tem razão.

Imagina que suas opiniões, crenças e opções são as melhores. Você já notou que a maior parte das pessoas acha que tem muito a ensinar aos outros?

É que, em geral, as pessoas quase não se dispõem a ouvir o outro: falam sem parar, dão opiniões sobre tudo, impõem sua opinião.

São almas por vezes muito alegres, expansivas, que adoram brincar. Chamam a atenção pela vivacidade, pelos modos espalhafatosos, pelas risadas contagiantes e pelas conversas em voz alta.

Mas são raras as vezes em que param para escutar o que o outro tem a dizer.

São como crianças um tanto egoístas, para quem o Mundo está centrado em si ou na satisfação de seus interesses.

É uma atitude muito semelhante a que temos quando acreditamos que o outro está errado, simplesmente por ser de uma religião diferente. É que não conseguimos parar de pensar em nossas próprias escolhas.

Não estudamos a religião alheia, não nos informamos sobre o que aquela religião ensina, que benefícios traz, quanta consolação espalha.

Se estivéssemos envolvidos pelo sentimento de amor incondicional pelo próximo, seríamos mais complacentes e mais atentos às necessidades do outro.

E então veríamos que, na maioria dos casos, as pessoas estão muito felizes com sua opção religiosa.

A nossa religião é a melhor? Sim, é a melhor. Mas é a melhor para nós.

É óbvio que gostamos de compartilhar o que nos faz bem. Ofertar aos outros a nossa experiência positiva é uma atitude louvável e natural.

Mas esse gesto de generosidade pode se tornar inconveniente quando exageramos.

Uma coisa é ofertar algo com espírito fraternal, visando o bem. Mas diferente quando desejamos impor aos demais a nossa convicção particular.

Se o outro pensa diferente, respeite-o! Ele tem todo o direito de fazer escolhas. Quem de nós lhe conhece a alma? Ou a bagagem espiritual, moral e intelectual que carrega?

Deus nos deu nosso livre arbítrio e o respeita. Por que não imitá-Lo?

Enquanto não soubermos amar profundamente o próximo, respeitando-lhe as escolhas, não teremos a atitude de amor ensinada por todas as religiões e pelos grandes Mestres da Humanidade.

Texto da Redação do Momento Espírita

21 junho 2007

Sentimento - Aulus

SENTIMENTO
Amigos,

Em nossas relações com o Senhor, com os nossos Semelhantes, com a Vida e com a Natureza, é importante lembrar que a nossa própria alma produz os modelos sutis que nos orientam as atividades de cada dia.

Tanto quanto a segurança de um edifício corresponde ao projeto a que se subordina, o êxito ou o fracasso em nossos menores empreendimentos correspondem à nossa atitude espiritual.

Sabemos em fotografia que o clichê é a imagem negativa obtida na câmara escura, do qual podemos extrair inumeráveis provas positivas. Assim também o pensamento é a matriz que compomos na intimidade do ser, com a qual é possível criar infinitas manifestações de nossa individualidade.

Mas a formação do clichê depende da película sensível que, em nosso caso, é o sentimento antecedendo-nos toda e qualquer elaboração de ordem mental.

É imprescindível, dessa forma, melhorar sempre e cada vez mais as nossas aquisições de fraternidade, entendimento e simpatia.

A estrela é conhecida pela luz que desprende de si mesma.
A presença da flor é denunciada pelo perfume que lhe é característico.
A criatura é identificada pelas irradiações que projeta.
Sorvemos idéias, assimilamos idéias e exteriorizamos idéias todos os dias.

É imperioso, assim, em nosso intercâmbio uns com os outros, observar os nossos estados sentimentais nas bases de nossas reflexões e raciocínios, como origens de nossa vitória ou de nossa derrota no campo de luta vulgar.

Ilustrando-nos a conceituação despretensiosa, evoque¬mos a natureza para simbolizar alguns de nossos sentimentos e clarear, tanto quanto possível, a lição que a experiência nos oferece.

O ódio é comparável à hiena, espalhando terror e morte.
A inveja é semelhante à serpente que rasteja, emitindo raios de venenoso magnetismo.
O ciúme parece um lobo famulento, estendendo aflição e desconfiança.

A agressividade assemelha-se ao ouriço, arremessando espinhos na direção daqueles que lhe respiram a presença.

O amor é comparável ao sol que aquece e ilumina.
A compreensão copia a fonte amiga.
A tolerância fraterna é qual árvore que serve e ajuda sempre.
A gentileza é irmã da música construtiva, desdobran¬do consolações e mitigando o infortúnio.

O sentimento elevado gera o pensamento elevado e o pensamento elevado garante a elevação da existência.

Sintamos bem, para bem refletir, assegurando o bem na estrada que fomos convidados a percorrer.

Em verdade, o pensamento é a causa da ação, mas o sentimento é o molde vibrátil em que o pensamento e a causa se formam.

Sentindo, modelamos a idéia.
Pensando, criamos o destino.

Atendamos à higiene mental, entretanto não nos esqueçamos de que a casa, por mais brilhante e por mais limpa, não viverá feliz sem alimento. E a bondade é o pão das almas.

Em razão disso, recomendou-nos o Divino Mestre, em sua lição imperecível: — «Amai-vos uns aos outros como eu vos amei.»
AULUS*
Livro: Instruções Psicofôncas
Psicografia de Francisco Cândido Xavier

* Trata-se do benfeitor espiritual a que se refere André Luiz
em seu livro “Nos Domínios da Mediunidade”.

20 junho 2007

Orientação Espírita - Emmanuel

ORIENTAÇÃO ESPÍRITA

Declaras-te necessitado de orientação para que te faças melhor ante o Cristo de Deus; todavia, o Espiritismo, em nos revelando a Vida Maior, expõe claramente a essência e o plano de nossas obrigações.

Todos somos férteis em petições ao Senhor, invocando-lhe auxilio, esquecendo-nos, contudo, de que no campo das necessidades humanas clama o Senhor igualmente por nossos braços.

Não peças, assim, a outrem para que te empreste os ouvidos.
Ouçamos o apelo da Esfera Superior que nos pede melhoria para que o mundo melhore.

Do degrau de conhecimento a que te elevas, descortinarás o vale imenso em que se movem nossos irmãos nos labirintos da experiência.

Muitos enlouqueceram de dor sobre o ataúde de um coração, em troca do qual dariam a própria vida, outros jazem parafusados em catres de sofrimento.

Multidões deles mascaram-se de alegria, despedaçados intimamente por lâminas de aflição e remorso, e outros muitos se alistam, a serviço das trevas, arrastando-se, espantados, na lama taciturna do crime...

Contempla as estradas que se entrecruzam na sombra. Há quem agoniza no desespero, quem se afoga no vício, quem cambaleia de angústia, quem se requeima, sem perceber, no fogo da ambição desmedida, quem transfigura a oração em blasfêmia e quem mitiga a sede nas próprias lágrimas.

Desce do pedestal em que te levantas e estende-lhes mãos amigas.
Quem sabe?
É possível que semelhantes companheiros de luta estejam contigo, entre as paredes da própria casa.

Envolvidos no nevoeiro da ilusão e da ignorância, rogam-te socorro na cartilha do exemplo, para que se libertem do desajuste a que se escravizam.

Não te queixes, nem te revoltes.
Não censures, nem firas.
Ampara-os a todos, como e quanto puderes.
Não importa pertençam a outros lares, outros credos, outras raças, outras bandeiras...

A caridade, filha de Deus, não tem ponto de vista. Recorda que o Senhor, cada dia, te situa a presença no lugar certo, onde possas servir mais e melhor, no momento justo.

Desse modo, não solicites ao irmão do caminho te trace roteiro às atividades, porque o próximo está vinculado a problemas que desconheces.

Lembra-te de que somos chamados a ajudar e sublimar hoje e sempre, e de que, se estás anotado entre os homens pela feição que aparentas, perante a Verdade serás conhecido pelo que és.

Empenha-te, pois, em merecer a aprovação da tua consciência pelo bem que pratiques e pela justiça que faças, pela paz que entesoures e pela tarefa que realizes, porqüanto, se te devotas ao serviço da perfeição em ti mesmo, perceberás, no que tange ao aprimoramento dos outros, que, seja onde for e com quem for, a Bondade de Deus fará sempre o resto.

Ditado por Emmanuel Psicografia de Francisco Cândido Xavier Livro: A Religião dos Espíritos, 30, Reunião pública de 27/04/59
Questão nº 802, FEB

19 junho 2007

Morte - Emmanuel

MORTE

Sendo a mente o espelho da vida, entenderemos sem dificuldade que, na morte, lhe prevalecem na face as imagens mais profundamente ínsculpidas por nosso desejo, àcusta da reflexão reiterada, de modo intenso.

Guardando o pensamento — plasma fluídico — a precisa faculdade de substancializar suas próprias criações, imprimindo-lhes vitalidade e movimento temporários, a maioria das criaturas terrestres, na transição do sepulcro, é naturalmente obcecada pelos quadros da própria imaginação, aprisionada a fenômenos alucinatórios, qual acontece no sono comum, dentro do qual, na maioria das circunstâncias, a individualidade reencarnada, em vez de retirar-se do aparelho físico, descansa em conexão com ele mesmo, sofrendo os reflexos das sensações primárias a que ainda se ajusta.

Todos os círculos da existência, para se adaptarem aos processos da educação, necessitam do hábito, porque todas as conquistas do espírito se efetuam na base de lições recapituladas.

As classes são vastos setores de trabalho específico, plasmando, por intermédio de longa repercussão, os objetivos que lhes são peculiares naqueles que as compõem.

É assim que o jovem destinado a essa ou àquela carreira é submetido, nos bancos escolares, a determinadas disciplinas, incluindo a experiência anterior dos orientadores que lhe precederam os passos na senda profissional escolhida.

O futuro militar aprenderá, desde cedo, a manejar os instrumentos de guerra, cultuando as instruções dos grandes chefes de estratégia, e o médico porvindouro deverá repetir, por anos sucessivos, os ensinos e experimentos dos especialistas, antes do juramento hipocrático.

Em todas as escolas de formação, vemos professores ajustando a infância, a mocidade e a madureza aos princípios consagrados, nesse ou naquele ramo de estudo, fixando-lhes personalidade particular para determinados fins, sobre o alicerce da reflexão mental sistemática, em forma de lições persistentes e progressivas.

Um diploma universitário é, no fundo, o pergaminho confirmativo do tempo de recapitulações indispensáveis ao domínio do aprendiz em certo campo de conhecimento para efeito de serviço nas linhas da coletividade.

Segundo o mesmo principio, a morte nos confere a certidão das experiências repetidas a que nos adaptamos, de vez que cada espírito, mais ou menos, se transforma naquilo que imagina.

É deste modo que ela, a morte, extrai a soma de nosso conteúdo mental, compelindo-nos a viver, transitoriamente, dentro dele. Se esse conteúdo é o bem, teremos a nossa parcela de céu, correspondente ao melhor da construção que efetuamos em nós, e se esse conteúdo é o mal estaremos necessariamente detidos na parcela de inferno que corresponda aos males de nossa autoria, até que se extinga o inferno de purgação merecida, criado por nós mesmos na intimidade da consciência.

Tudo o que foge à lei do amor e do progresso, sem a renovação e a sublimação por bases, gera o enquistamento mental, que nada mais é que a produção de nossos reflexos pessoais acumulados e sem valor na circulação do bem comum, consubstanciando as idéias fixas em que passamos a respirar depois do túmulo, à feição de loucos autênticos, por nos situarmos distantes da realidade fundamental.

É por esta razão que morrer significa penetrar mais profundamente no mundo de nós mesmos, consumindo longo tempo em despir a túnica de nossos reflexos menos felizes, metamorfoseados em região alucinatória decorrente do nosso monoideísmo na sombra, ou transferindo-nos simplesmente de plano, melhorando o clima de nossos reflexos ajustados ao bem, avançando em degraus conseqüentes para novos horizontes de ascensão e de luz.

Ditado por Emmanuel
Livro: Pensamento e Vida, 29
Psicografia de Francisco Cândido Xavier

18 junho 2007

Ingenuidade e Otimismo - André Luiz

INGENUIDADE E OTIMISMO

Benemerência gera otimismo, sorriso à frente do mundo; por mais obscura a paisagem, alma radiante clareando o caminho.

O dicionário traduz otimismo por "sistema de tudo examinar do melhor modo possível".

Aceitar as circunstâncias e as coisas "do melhor modo possível", no entanto, não é abraçar prejuízos por vantagens ou trevas por luzes.

Temos companheiros que, a pretexto de bondade, se imaginam ajustando lentes róseas à visão mental e declaram enxergar brejos por fontes e calhaus por flores. Extáticos, produzem teorias e discursos, esquecidos de que o viajante realista encontrará charcos nos charcos e pedras nas pedras.

O otimismo, no quadro, não procederá com ilusão.
Identificará a presença do pântano e dar-lhe-á o que possa, a fim de convertê-lo em terra fértil e reconhecerá o seixo aparando-lhe as arestas para que se faça utilidade em lugar próprio. Para isso, despenderá trabalho e atenção, agindo da maneira mais nobre.

Em atividade espírita, não será lícito caminhar de antolhos, mesmo que sejam tecidos com fios de mel, como se fôssemos portadores de pupilas enfermas, tão-só para repetirmos inconscientemente que tudo é doçura em torno de nós.

Não somos chamados a condenar pessoa alguma e nem a malquistar as situações por mais difíceis se mostrem; tampouco somos trazidos ao maior movimento de libertação da Humanidade para laurear a astúcia ou aprovar a delinqüência.

Os problemas terrestres e os desafios da regeneração estão em nós e ao redor de nós, exigindo-nos entendimento e vigilância, sinceridade e serviço.

Indispensável não nos iludirmos com benevolência irrestrita, como não é justo entregar-se alguém à censura sistemática.

Reconheçamos que o mal ainda existe, diligenciando removê-lo com a nossa lealdade ao bem que nos prometemos cultivar.

Sorrir sempre e abençoar sempre, mas discernindo sempre, associando energia e brandura, amor e clareza.

Otimismo não é ingenuidade - é o processo de auxiliar - seja algo fazendo ou consertando algo - "do melhor modo possível".

Do livro "SOL NAS ALMAS", 43, edição CEC
Francisco Cândido Xavier & Waldo Vieira

17 junho 2007

Sombras Não - Iveta Ribeiro

SOMBRAS NÃO

Não anotes na estrada
A pedra que te magoa,
Nem acalentes cicatrizes,
Detém-te a recordar na caminhada
O Sol que te abençoa
E os encontros felizes.

Não contes no jardim dos próprios sonhos
Os espinhos da prova,
Se a sombra da tristeza ainda te alcança,
Lembra os dias risonhos
No ideal que te ampara e te renova
Em celeste esperança...

Não aponte brejais, esquecendo, de todo,
A tentação que arrasa, a injúria que devora,
Nos pântanos que viste,
Soma as flores colhidas sobre o lodo,
Que te induzam a ver, jornada afora,
A grandeza de tudo quanto existe!...

Enumera no tempo, a transformar-te,
Os dons do amor na imperfeição vencida
Os tesouros do bem que te conduz...
E encontrarás Deus, em toda parte,
A burilar-te o ser para a glória da vida
Arrancando-te à treva e impelindo-te à Luz!...

Ditado por Iveta Ribeiro
Do livro: Servidores no Além
Psicografia: Francisco Cândido Xavier
Espíritos Diversos

16 junho 2007

Ciúme Destruidor - Momento Espírita

CIÚME DESTRUIDOR

A vida de Ana se tornara muito ruim, desde o momento em que começou a desconfiar que Artur, seu marido, tinha outra mulher.

Ana olhava para ele e se sentia traída. Toda vez que Artur chegava atrasado do trabalho, mesmo que dissesse que fora o trânsito complicado ou uma reunião de última hora, ela pensava: “demorou por causa da outra. Devem ter se encontrado hoje. Por isso se atrasou.”

A paz do lar ficou comprometida. Ele chegava cansado, ela estava mal-humorada e procurava todos os motivos para reclamar.

Por vezes, ela surpreendia Artur dispersivo, distante. O pensamento longe. Era o suficiente para pensar consigo mesma: “olhe só como está pensativo! Aposto que está pensando nela.”

Finalmente, um dia, ela resolveu seguir o marido para o surpreender.

Esperou-o na saída do trabalho. Ele pegou o carro, andou algumas quadras e parou na floricultura. Ela viu quando ele escolheu as maravilhosas flores e saiu carregando-as com carinho.

“Mau-caráter”, pensou ela. “gastando com outra.”

Aquilo a deixou de tal forma desconsertada, que começou a chorar. Foi para casa e se jogou na cama. Chorou muito.

Pouco depois, ela ouviu a porta abrir e seu marido chegar. Escutou os passos dele na escada, subindo até o quarto do casal, onde ela estava.

Mal o viu adentrar o quarto, ela se sentou na cama, os olhos vermelhos de chorar, os cabelos em desalinho e desabafou:

“Eu vi tudo. Você não pode negar. Comprou flores para ela. Rosas vermelhas maravilhosas. Você me traiu. Traiu o nosso amor.”

Alterada, ela se levantou e avançou na direção dele. Para sua surpresa, verificou que ele trazia nas mãos o lindo ramalhete de rosas vermelhas.

Um pouco chateado, estendendo o ramalhete para ela, ele falou:

“Ana, hoje é dia do nosso aniversário de casamento. Você nem se lembrou?”

O ciúme cria quadros exagerados, fomentando desconfiança. Atestado de insegurança, destrói o relacionamento pelo clima de tensão que cria a todo momento.

Cultivador da infelicidade, o ciúme altera a correta visão dos fatos, aumentando a importância de pequenos atrasos, desejos não atendidos, esquecimentos de datas e compromissos a dois.

Criando azedume, envenena a alma e desassossega o pensamento.

Colocando óculos escuros na visão mental, tudo faz parecer escuro, sombrio, devastador.

Uma distração é tida à conta de desinteresse. O atraso para um encontro é considerado desrespeito.

Fora da realidade sempre, o ciúme provoca cenas desastrosas e desgastantes, em situações onde uma leve indagação ou uma conversa a dois, com toda a certeza, resolveria.

***
Nunca deixemos que o ciúme nos atormente, ele é o responsável pela devastação de corações e de lares.

Se nos sentimos inseguros, fortifiquemos a relação a dois com diálogos mais profundos, com saídas para um passeio ao luar ou um final de semana a sós.

Se o outro estiver, verdadeiramente, permitindo que a relação esfrie, que o amor amorne, providenciemos o melhor para o estreitamento dos laços afetivos, guardando a certeza de que é nos pequenos gestos que a relação se torna mais forte, mais firme.

Equipe de Redação do Momento Espírita
com base no cap. 48 do
Livro: Para que minha vida se transforme, vol. 1,
de Maria Salette e Wilma Ruggeri, editora Verus

15 junho 2007

Com Deus me Deito, com Deus me Levanto - Momento Espirita

COM DEUS ME DEITO, COM DEUS ME LEVANTO

Numa antiga oração popular, ensinada às crianças para que seja orada antes de dormir, encontramos uma expressão muito interessante:

"Com Deus me deito, com Deus me levanto..."

Eis então algumas considerações importantes inspiradas neste costume:

"Com Deus me deito..."

Que importante anelo para alguém que se prepara para o sono!

Tendo em vista que ao dormir, ao se penetrar o universo do sono e dos sonhos, ninguém pode garantir a qualidade deste transe, a harmonização com Deus faz-se fundamental.

Cada pessoa que se desprende do corpo físico, passa a travar contato com os variados tipos espirituais.

Amigos uns, inimigos outros, comparsas do pretérito reencarnatório, incontáveis.
Por causa disso, torna-se primordial criar-se o hábito benfazejo de orar, antes de dormir, entregando a mente, os raciocínios e os sentimentos às mãos do Criador.

Quando alguém mergulha nesse rio do sono, não tem idéia de com quem deparará.

É o que nos ajuda a entender os sonhos suaves, cheios de estesias, repletos de alegrias, que levam muita gente a dizer que chega a ter vontade de não despertar.

Há, por outro lado, os conhecidos pesadelos, que não são, senão, o resultado do contato angustiante e perturbador com adversários ou inimigos, cobradores, em vários níveis, das condutas daquele que dorme.

Deitar-se com Deus, então, transforma-se em providência muito feliz, com o fito de libertar-se de qualquer perseguição sombria.

"Com Deus me levanto..."

Em realidade, a referência é ao ato de despertar do sono.

É fundamental alguém aprender a levantar-se com Deus, num mundo em que, de costume, muitos indivíduos anseiam por levantar-se admitindo a não necessidade de cogitar Deus.

Quantos indivíduos, caídos na rua da amargura, rogam a ajuda divina para erguer-se da dificuldade em que se acham?

Mãos anônimas, mãos amigas, benfeitores humanos, socorristas encarnados, atendentes sociais, todo este plantel de almas do bem representa a presença de Deus junto aos irmãos que sofrem.

Tanto caminho, tanta ajuda, tanto apoio impulsionarão o sofredor para que ele se levante, e se levante com Deus.

Quantos experimentam dramas econômico-financeiros, fazendo-se endividados, inadimplentes, desgastados sociais, desacreditados, muito embora a sua honestidade, a sua consciência dos próprios deveres?

Esses companheiros anseiam pelo socorro de amigos e de instituições bancárias que lhes retirem do pescoço o nó, que lhes ofertem algum oxigênio.

Assim livrando-os da sufocação em que se acham, para que se levantem, e se levantem com Deus.

Qualquer que seja a queda humana, material ou moral, a possibilidade de levantar-se com Deus, com o apoio do Mundo Superior, será sempre a melhor maneira de se levantar no Planeta.

* * *
A oração é uma das melhores maneiras de nos colocarmos em sintonia com os amigos espirituais.

Eis um hábito muito salutar: travar conversas constantes, onde quer que estejamos, com nosso Espírito Protetor, e com os Espíritos afins que nos acompanham diariamente.

Mantendo-nos em sintonia com os bons Espíritos, através de pensamentos elevados, de alegria, gratidão e amor, conseguiremos ouvir suas inspirações, e delas nos utilizarmos para nosso bem.

Contemos mais com este recurso fabuloso que temos: a prece, e nos surpreendamos com os bons resultados obtidos.

Texto da Redação do Momento Espírita
Com base no capitulo:- "Levanta-te com Deus",
Do livro Em nome de Deus
Ditado pelo Espírito José Lopes Neto
Psicografado por Raul Teixeira, ed. Fráter

14 junho 2007

Trauma Anterior - Momento Espírita

Trauma Anterior

O garoto tinha pavor de permanecerna sala de aula.

Todo dia era aquele drama entre os pais e os professores, funcionários e demais alunos.

A sala não tinha forro e a cada manhã eram ouvidos os gritos de pavor para entrada às aulas.

Somente com a presença da mãe ou do pai ao seu lado, o garoto concordava em permanecer, ainda que muito contrariado.

Era o início da vida escolar daquele garotinho de apenas cinco anos.

Com o tempo, já que nem o tratamento psicológico resolvia a questão, uma informação espiritual provinda de fonte digna e respeitosa esclareceu o assunto e auxiliou os psicólogos, pais e professores a ajudarem o assustado garoto.

Em existência imediatamente anterior, o mesmo espírito também na época um garoto no início da vida escolar sofreu o traumatismo de ter sua vida física encerrada numa sala de aula, quando o teto desabou sobre os alunos.

Ficou o trauma que ora se refletia com intensidade na memória, que associava a sala de aula à tragédia vivida antes.

Estes e outros casos de lembranças de existências passadas, muitas delas nítidas e passíveis de sérias pesquisas científicas, mostram claramente que somos um espírito eterno vivendo diversas experiências carnais.

E isto se manifesta não apenas através de lembranças, mas principalmente nas tendências morais, no patrimônio intelectual, nas habilidades desenvolvidas e mesmo nos afetos e desafetos espontâneos.

É que, entre outras razões, como uma única existência pode decidir a sorte futura?

Como pode alguém, que moralizado e esforçado nas boas causas durante toda vida, possa estar na mesma situação de outra que comportou-se relapso, indiferente e mesmo em prejuízo de si ou do próximo?

E os que morrem na infância, os incapazes e aqueles sem perspectivas?

Ao mesmo tempo, por que tantos extremos entre os seres humanos?

Estas são questões que só a reencarnação consegue explicar.

Admitamos, ainda que por um instante no raciocínio, que realmente vivamos diversas experiências carnais na Terra e concluiremos:

-o que não se pôde fazer numa existência, faz-se em outra;

-ninguém escapa à lei de progresso;

-a cada um será dado conforme as suas próprias ações, segundo seu merecimento real e esforços próprios na conquista do intelecto e da moral;

-ninguém fica excluído da conquista da felicidade, já que as oportunidades se renovam;

-ninguém está condenado eternamente a nada, pois sempre teremos oportunidade de reparar o mal que causamos;

-que a idéia está conforme as noções de justiça e imparcialidade de Deus para todos.

São questões que se multiplicariam ao infinito, porquanto são inúmeras as questões morais e psicológicas resolvidas pela multiplicidade das existências.

Para ampliar o assunto, sugiro ao leitor consultar O Livro dos Espíritos, especialmente na questão 222.

Se quiser conhecer a história do garoto citado no início do artigo,
busque o livro Nossos Filhos são Espíritos, de Hermínio C. Miranda.
Artigo extraído do CD Coletânea de Reflexões Espíritas

13 junho 2007

Destinos - Valérium

DESTINOS

A árvore generosa eleva-se à beira da estrada.

Os viandantes que passam famintos e exaustos buscam-lhe os frutos.
E, no desvario de suas necessidades, atiram-lhe pedras.

Espancam-na com varas.

Sacodem-lhe os galhos.

Quebram-lhe as grimpas.

Talham-lhe as folhas.

Sufocam-lhe as flores.

Esmagam-lhe os brotos tenros.

Ferem-lhe o tronco.

Mas, a árvore, sem queixa nem revolta, balouçando os frondes, doa, a todos que a maltratam, os frutos substanciosos e opimos de sua própria seiva.
Esse é o destino.

Também na estrada da existência onde você vive, transitam os viajores da
evolução apresentando múltiplas exigências a lhe rogarem auxílio.
E, na loucura de seus caprichos, atiram-lhe pedras de ingratidão.
Espancam-lhe o nome com as varas da injúria.

Sacodem-lhe o coração a golpes de violência.

Quebram-lhe afeições preciosas, usando a calúnia.

Talam-lhe os serviços com a tesoura da incompreensão.

Sufocam-lhe os sonhos nos gases deletérios da crueldade.

Esmagam-lhe as esperanças com as pancadas da crítica.

Ferem-lhe os ideais com a lâmina da ironia.
A todos, porém, sorrindo fraternalmente, aprenda com a árvore generosa a doar
os frutos do próprio esforço, sem revolta e sem queixa.
Espírita, não estranhe se esse é o seu destino.
Quando esteve humanizado entre nós, com amor incomum,
esse foi o destino de JESUS, nosso MESTRE.

Livro: "Bem-aventurados os Simples"
Psicografia de Waldo Vieira
Ditado por Valérium

12 junho 2007

Na Hora da Decepção - "O Amigo"

Na Hora da Decepção

"A perseverança deve ter ação completa,
para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes." (Tiago 1:4)

Como uma decepção enfraquece os nossos ânimos.

Às vezes chegamos a perder a fé. Passamos a desconfiar de tudo e de todos.

No entanto, depois de algum tempo verificamos que estamos mais esclarecidos, mais dentro da realidade.

Paramos de sonhar, saímos da ilusão e amadurecemos.

Podemos observar que, após uma decepção, ficamos reforçados pela experiência vivida e adquirimos mais recursos para as novas realizações.

As decepções fazem parte da nossa vivência, são úteis e até necessárias na nossa caminhada.

Sem elas não conseguimos crescer, porque não aprendemos a analisar nem a avaliar as situações.

É com base nas decepções que aprendemos a optar pelo novos rumos, porque elas nos mostram os caminhos mais sensatos.

Se você está abatido por ter sofrido uma decepção, pare um pouco, procure reviver seus passos antes e depois de isto acontecer.

Veja quantas coisas você está aprendendo e que podem ser aproveitadas para as decisões futuras.

O que você acha daquela frase tão comum, dita pelas pessoas decepcionadas?

- "Nesta eu não caio mais!"
Que quer dizer, aprendi a lição.

Aproveite a experiência e procure, daqui para frente, tomar decisões mais seguras e mais firmes, portanto menos ilusórias.

Procure entender que uma decepção, embora aparentemente seja algo negativo, deve ser analisada com atenção, porque seus resultados podem nos conduzir a razoável avanço espiritual.

Obra: "Na hora exata", de Maria Cotroni Valente,
inspirado pelo espírito "O Amigo" - Edição FEESP

11 junho 2007

Agentes Contrários - Emmanuel

AGENTES CONTRÁRIOS

Basta leve reflexão sobre os processos da natureza, para que se verifique o valor dos agentes contrários na formação de todos os recursos chamados a servir.

A semente e a terra que a sufoca.

A argila e o fogo.

O minério bruto e o forno de alta tensão.

O martelo e a pedra.

O buril e a obra-prima.

A chama e a vela.

O metal e o cadinho.

O grão e o triturador.

O bisturi e a cirurgia.

Na experiência humana, por agora, são muito raras as pessoas que se empenham a reconhecer a importância dos agentes contrários na renovação e na melhoria de si mesmas.

Os companheiros que se fazem instrumentos de malícia ou de inveja, de escárnio e perseguição, constituem testes que nos inclinam à compreensão e ao amor, ao ouvido de todo mal e à aquisição de mais luz.

Num plano de imperfeições, qual o nosso, todos somos lições de uns para os outros.

Aconselhou-nos Jesus: "amai aos vossos inimigos".
Isso não quer dizer que eles, de imediato, se farão capazes de amar-nos; entretanto, mediante a nossa atitude construtiva, auxiliando a eles com serenidade e paciência, eles igualmente se reconhecerão beneficiados por nossos gestos de entendimento, desde que lhes saibamos aceitar os desafios sem azedume e agradecer-lhes o bem que nos façam, caminhando para diante no dever a cumprir.

Ditado por Meimei
Obra: "Recados da Vida" - Autores Diversos
Psicografia de Francisco Cândido Xavier

10 junho 2007

Começar de Novo - Emmanuel

COMEÇAR DE NOVO

Erros passados, tristezas contraídas, lágrimas choradas, desajustes crônicos!...
Às vezes, acreditas que todas as bênçãos jazem extintas, que todas as portas se mostram cerradas à necessária renovação!...

Esqueces-te, porém, de que a própria sabedoria da vida determina que o dia se refaça cada amanhã.

Começar de novo é o processo da Natureza, desde a semente singela ao gigante solar.

Se experimentaste o peso do desengano, nada te obriga a permanecer sob a corrente do desencanto. Reinicia a construção de teus ideais, em bases mais sólidas, e torna ao calor da experiência, a fim de acalentá-los em plenitude de forças novas.

O fracasso visitou-nos em algum tenta-me de elevação, mas isso não é motivo para desgosto e autopiedade, porquanto, freqüentemente, o malogro de nossos anseios significa ordem do Alto para mudança de rumo, e começar de novo é o caminha para o êxito desejado.

Temos sido desatentos, diante dos outros, cultivando indiferença ou ingratidão; no entanto, é perfeitamente possível refazer atitudes e começar de novo a plantação da simpatia, oferecendo bondade e compreensão àqueles que nos cercam.

Teremos perdido afeições que supúnhamos inalteráveis; todavia, não será justo, por isso, que venhamos a cair em desânimo.

O tempo nos permite começar de novo, na procura das nossas afinidades autênticas, aquelas afinidades suscetíveis de insuflar-nos coragem para suportar as provações do caminho e assegurar-nos o contentamento de viver.

Desfaçamo-nos de pensamentos amargos, das cargas de angústia, dos ressentimentos que nos alcancem e das mágoas requentadas no peito! Descerremos as janelas da alma para que o sol do entendimento nos higienize e reaqueça a casa íntima.

Tudo na vida pode ser começado de novo para que a lei do progresso e de aperfeiçoamento se cumpra em todas as direções.

Efetivamente, em muitas ocasiões, quando desprezamos as oportunidades e tarefas que nos são concedidas na Obra do Senhor, voltamos tarde a fim de revisá-las e reassumi-las, mas nunca tarde demais.

Ditado por Emmanuel
Do livro "Alma e Coração"
Psicografia de Francisco Cândido Xavier

09 junho 2007

Eles estão vivos - Emmanuel

ELES ESTÃO VIVOS

Ainda quando não reconheças, de pronto, semelhante verdade, eles te vêem e te escutam!

Quanto possível, seguem-te os passos compartilhando-te problemas e aflições!

Compadece-te dos que te precederam na Grande Renovação!

Aqueles que viste partir de mãos desfalecentes nas tuas, doando-te os derradeiros pensamentos terrestres, através dos olhos fitos nos teus, não estão mortos.

Entraram em novas dimensões de existência, mas prosseguem de coração vinculado ao teu coração.

Assinalaram-te o afeto e agradecem-te a lembrança, no entanto, quase sempre se escoram em tua fé, buscando em ti a força precisa para a ressuscitação espiritual que demandam.

Muitos deles, ainda inadaptados à vida diferente que são compelidos a facear, pedem serenidade em tua coragem e apoio em teu amor...

Outros, muitos, jazem mergulhados na bruma da saudade, detidos na sede de reencontro, ante as requisições continuadas dos teus pensamentos de angústia.

Outros muitos, seguem-te ainda...

Aqueles que se despediram de ti, depois de longa existência, abençoando-te a vida; os que amaste, indicando-lhes o caminho para as esferas superiores; os que levantaste para a luz da esperança e aqueles outros que socorreste um dia, com o ósculo da amizade e da beneficência...

Todos te agradecem, estendendo-te os braços no sentido de te auxiliar a transpor as estradas que ainda te cabem percorrer.

Auxilia aos entes queridos na Espiritualidade, a fim de que te possam auxiliar!

Se lhes recorda a presença e o carinho, preenche o vazio que te impuseram à alma, abraçando o trabalho que terão deixado por fazer.

Sê a voz que lhes reconforte os seres amados ainda na Terra, a força que lhes execute o serviço de paz e amor que não terminaram, a luz para aqueles que lhes lastimam a ausência em recantos de sombra, ou o amparo em favor daqueles que desejariam continuar te sustentando no mundo!

Compadece-te dos entes queridos que te antecederam na Grande Libertação!

Chora, porque a dor é fonte de energias renovadoras por dentro do coração, mas chora trabalhando e servindo, auxiliando e amando sempre!

E deixa que os corações amados, hoje no Mais Além, te enxuguem as lágrimas, inspirando-te ação e renovação, porque, no futuro, tê-los-á a todos positivamente contigo nas alegrias do Novo Despertar.

Ditado por Emmanuel
Psicografia de Francisco Cândido Xavier

08 junho 2007

Existência Terrestre - Emmanuel

EXISTÊNCIA TERRESTRE

A existência terrestre é um aprendizado
em que nos consumimos devagarinho,
de modo a atingir a plenitude do Mestre.

No plano da própria materialidade,
poderemos observar esse imperativo da lei.

A infância, a mocidade e a decrepitude,
em seu aspecto de transitoriedade,
não podem representar a vida.

São fases de luta, demonstrações da sagrada oportunidade
concedida por Deus para nos expurgarmos da grosseria dos sentimentos,
da crosta de imperfeição.

Ditado por Emmanuel
Obra: Renúncia
Psicografia de Chico Xavier

07 junho 2007

Parabéns Jussara


Hoje é seu dia

Hoje é um dia especial: o dia do seu aniversário.
Aproveite, então e comece a sorrir mais cedo.
Pense em coisas boas.
Alimente seus sonhos.
Escute uma música legal e dance, mesmo que sozinha.
Valorize as pessoas próximas a você.
Perca o controle.
Grite.
Espalhe alegria.
Lembre-se que você é uma privilegiada.
Nem todos têm as mesmas oportunidades.
Agradeça.
As coisas mais importantes
são aquelas que você não pode ver.
Que tal começar hoje aquela mudança
em sua vida que você vem adiando?
Não espere para ser feliz.
Não adianta tentar fugir de seus problemas.
Ninguém consegue.
Esqueça deles por um dia, ainda que seja só HOJE!
Depois, aprenda o que tiver que aprender e os enfrente.
Não se deixe abater.
Acredite.
Tenha energia.
O mundo começará a mudar quando você mudar.
Viver vale a pena. E hoje, você deve viver o melhor!
Desejo a você mais um ano com muita saúde, paz e amor.
E que sejam assim todos os próximos anos da sua vida,
enquanto vida houver para você aproveitar o que ela
tem de melhor para lhe dar. Dê um chance a você mesmo,
a partir de hoje, de fazer tudo diferente e ser feliz pois,
afinal, é como se, hoje, sua vida começasse mais uma vez...
Que este dia seja realmente um marco na sua vida.

Sinceros parabéns!!!



A Morte - Joanna de Ângelis

A MORTE

Tudo que nasce, vive, morre e se transforma.

O corpo se organiza, tem seu ciclo vital,
Desagrega-se e modifica as moléculas que constituem,
mediante o fenômeno da morte.

A Morte é, portanto, acontecimento biológico, inevitável,
para todas as formas vivas na Terra.

Considera a fragilidade orgânica na qual te movimentas,
e, ao cair do dia, antes do repouso no lar,
pensa na possibilidade de a perderes mediante
a transformação pela Morte.

O sono é uma quase desencarnação, e ninguém tem segurança,
se despertará na aparelhagem física do dia seguinte...

Faze uma avaliação do teu dia...,
busca retificar o em que te enganaste,
reprograma as tuas atividades e vive com retidão,
que caracteriza aquele que dispõe de pouco tempo,
confiando no prosseguimento da vida após o transe.

Desenfaixa-te dos elos retentivos com a retaguarda,
sempre que te sintas atado,
recordando que a vida prossegue,
e toda vinculação com os caprichos humanos
representa sofrimento em programação.

Todos os momentos que passam,
podem ser considerados adeuses.

Assim, avança para o amanhã,
libertando-te,
para alcançares o triunfo da tua Imortalidade.

Ditado por Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo P. Franco

06 junho 2007

Crianças Doentes - Meimei

Crianças Doentes

Acalentas nos braços o filhinho robusto que o lar te trouxe e, com razão, te orgulhas dessa pérola viva. Os dedos lembram flores desabrochando, os olhos trazem fulgurações dos astros, os cabelos recordam estrigas de luz e a boca assemelha-se a concha nacarada, em que os teus beijos de ternura desfalecem de amor.

Guarda-o, de encontro ao peito, por tesouro celeste, mas estende compassivas mãos aos pequeninos enfermos que chegam à Terra como lírios contundidos pelo granizo do sofrimento. Para muitos deles, o dia claro inda vem muito longe...

São aves cegas que não conhecem o próprio ninho, pássaros mutilados esmolando o socorro em recantos sombrios da floresta do mundo!...

Ás vezes, parecem anjos pregados na cruz de um corpo paralítico ou mostram no olhar a profunda tristeza da mente anuviada de densas trevas.

Há quem diga que devem ser exterminados para que os homens não se inquietem; contudo, Deus, que é Bondade perfeita,no-los confia hoje, para que a vida, amanhã, se levante mais bela.

Diante, pois, do teu filhinho quinhoado de reconforto, pensa neles!... São nossos outros filhos do coração, que volvem das existências passadas, mendigando entendimento e carinho, a fim de que se desfaçam dos débitos contraídos consigo mesmos...

Entretanto, não lhes aguardes rogativas de compaixão, de vez que, por agora, sabem tão somente padecer e chorar.
Enternece-te e auxilia-os, quanto possas!...

E, cada vez que lhes ofertes a hora de assistência ou a migalha de serviço, o leito agasalhante ou a lata de leite, a peça de roupa ou a carícia do talco, peceberás que o júbilo do Bem Eterno te envolve a alma no perfume da gratidão e na melodia da bênção.

Ditado por Meimei
Do livro: Luz no Lar
Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Autores diversos

05 junho 2007

Viagens - Joanna de Ângelis

VIAGENS

Ambicionas viajar, mudar de ares, viver novas experiências, conhecer outras pessoas...

Sentes-te saturado por fazer as mesmas coisas, repetir os trabalhos habituais, conviver com as criaturas de todos os dias.

A imaginação te desenha cenas empolgantes, enriquecidas de ilusões, convidando-te a conhecer outras terras, passear pelas regiões paradisíacas.

Os lugares onde ainda não estiveste, se te apresentam encantadores, ricos de promessas e de realizações, ensejando-te a felicidade que se te faz escassa, muito distante daquilo que anelas.

Os promotores de turismo apresentam recepcionistas risonhos, vivendo um clima de festa permanente, de verdadeiro encantamento.

Fascinado, acreditas que lá, no lugar onde não estás, tudo são alegrias e brilho, jogos de prazeres e constante renovação de festa.

Se não consegues, de imediato, realizar os projetos que traças, na esperança de fruir essas satisfações, deixas-te dominar pela amargura, pela frustração, tombando em estados depressivos ou de revolta contra tudo e todos.

Retifica, porém, a maneira de encarar a vida.

A dor, a dificuldade e o problema, a alegria e a tristeza, a saúde, a enfermidade e a morte visitam a todos e se apresentam em todos os lugares.

Quem vive lá, no lugar que desejas ardentemente visitar, atormenta-se pelo desejo irreprimível de vir cá, onde te encontras, com idênticas impressões.

Ali se padece de situações iguais às tuas.

Há um fluxo contínuo e crescente destes que vão e daqueles que vêm.

Sorridentes e joviais aqui, comunicativos e ligeiros, lá, são taciturnos e tristes, vivem cansados e deprimidos, qual ocorre contigo e com os indivíduos daqui.

Há festa em toda parte e programações especiais para vender sensações, que deixam ressaibos de insatisfação e dor.

Provocam paixões que se desvanecem, tornando-se cinzas e rescaldo dos incêndios que proporcionam.

Enquanto na Terra, ninguém passa isento de provações.

Cada criatura experimenta e vive sua quota, conforme as suas necessidades evolutivas.

Não te iludas, portanto.

Aqueles que se te fazem modelos de felicidade e beleza, também sofrem muito. Estão, apenas, disfarçados, guindados ao profissionalismo do qual retiram o pão diário, e, às vezes, o veneno com que se matam lentamente.

Não imaginas o que lhes sucede...

Há um lugar ao teu alcance, onde a felicidade te aguarda e nada a perturbará.

Não te exige muito, nem te atormenta. Este reduto maravilhoso é o coração. Põe nele o teu tesouro, conforme propôs Jesus, e aí o desfrutarás.

Se viajares e te alegrares, levarás contigo a verdadeira alegria, e se não puderes sair de onde vives, manterás a mesma bênção sem qualquer conflito.

Já que desejas, porém, viajar, faze-o como uma experiência para dentro, descobrindo o mundo íntimo profundo, e aí fruirás da plenitude que nunca se acabará.

Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Momentos de Coragem.
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis. Salvador, BA: LEAL, 1988.

04 junho 2007

Auto-Encontro - Joanna de Ângelis

AUTO-ENCONTRO

A ansiosa busca de afirmação da personalidade leva o indivíduo, não raro, a encetar esforços em favor das conquistas externas, que o deixam frustrado, normalmente insatisfeito.

Transfere-se, então, de uma para outra necessidade que se lhe torna meta prioritária, e, ao ser conseguida, novo desinteresse o domina, deixando-o aturdido.

A sucessão de transferências termina por exauri-lo, ferindo-lhe os interesses reais que ficam á margem.

Realmente, a existência física é uma proposta oportuna para a aquisição de valores que contribuem para a paz e a realização do ser inteligente. Isto, porém, somente será possível quando o centro de interesse não se desviar do tema central, que é a evolução.

Para ser conseguida, faz-se imprescindível uma avaliação de conteúdos, a fim de saber-se o que realmente é transitório e o que é de largo curso e duração.

Essa demorada reflexão selecionará os objetivos reais dos aparentes, ensejando a escolha daqueles que possuem as respostas e os recursos plenificadores.

Hoje, mais do que antes essa decisão se faz urgente, por motivos óbvios, pois que, enquanto escasseiam o equilíbrio individual e coletivo, a saúde e a felicidade, multiplicam-se os desaires e as angústias ceifando os ideais de enobrecimento humano.

Se de fato andas pela conquista da felicidade, tenta o auto-encontro.

Utilizando-te da meditação prolongada, penetrar-te-ás, descobrindo o teu ser real, imortal, que aguarda ensejo de desdobramento e realização.

Certamente, os primeiros tentames não te concederão resultados apreciáveis.

Perceberás que a fixação da mente na interiorização será interrompida, inúmeras vezes, pelas distrações habituais do intelecto e da falta de harmonia.

Desacostumado a uma imersão, a tua tentativa se fará prejudicada pela irrupção das idéias arquivadas no inconsciente, determinantes de tua conduta inquieta, irregular, conflitiva.

Concordamos que a criatura é conduzida, na maior parte das vezes, pelo inconsciente, que lhe dita o pensamento e as ações, como resultado normal das próprias construções mentais anteriores.

A mudança de hábito necessita de novo condicionamento, a fim de mergulhares nesse oceano tumultuado, atingindo-lhe o limite que concede acesso às praias da harmonia, do auto descobrimento, da realização interior.

Nessa façanha verás o desmoronar de muitas e vazias ambições, que cultivas por ignorância ou má educação; o soçobrar de inúmeros engodos; o desaparecer de incontáveis conflitos que te aturdem e devastam.

Amadurecerás lentamente e te acalmarás, não te deixando mais abater pelo desânimo, nem exaltar pelo entusiasmo dos outros.

Ficarás imune à tentação do orgulho e à pedrada da inveja, à incompreensão gratuita e à inimizade perseguidora, porque somente darás atenção à necessidade de valorização do ser profundo e indestrutível que és.

Terminarás por te venceres, e essa será a tua mais admirável vitória.

Não cesses, portanto, logo comeces a busca interior, de dar-lhe prosseguimento se as dificuldades e distrações do ego se te apresentarem perturbadoras.

Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Momentos Enriquecedores.
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.
Salvador, BA: LEAL, 1994.

03 junho 2007

Pá para Voce - Richard Simonetti

Pá para Você

Ao observar as pessoas no centro espírita, à procura de lenitivo para seus males, Chico comentava:
Muitos desses nossos irmãos não precisam de tanto passe.
Precisam mesmo de uma pá.


Traduzindo: precisam de serviço, algo para ocupar o tempo de forma produtiva.

Há algumas observações interessantes sobre a ociosidade:

A ociosidade é como a ferrugem, gasta mais do que o trabalho, a chave de que nos servimos está sempre limpa. (Benjamin Franklin)

Um ocioso é um relógio sem os dois ponteiros, inútil quando anda e quando parado. (Cowper)

O homem ocioso é como água estagnada, corrompe-se. (Latena)

A ociosidade é o anzol do demônio. (Tomás de Aquino)

Um homem perfeitamente ocioso é um pecado ambulante. (Colecchi)

Há um consenso, como vemos, em torno da necessidade de nos mantermos ativos, superando a tendência à indolência que caracteriza o ser humano.

Note, leitor amigo, que essa maneira de ser é tão arraigada no espírito humano que os teólogos da antiguidade consideravam o céu um local de beatitude, onde as almas se desvaneceriam na contemplação do Criador, em absoluto repouso.

Daí falar-se diante da morte de pessoas que enfrentaram atribulações ou tiveram doença de longo curso: Finalmente descansou!

Ah! Esse terrível céu de beatitude vazia, de descanso sem remissão, de ociosidade perene, de monótonos arpejos!
Está muito mais para inferno!

Bem, amigo leitor, se você está consciente de que deve manter-se ativo, evitando a ociosidade, deve conhecer o que nos diz Sócrates: Não é ocioso apenas o que nada faz, mas é ocioso quem poderia empregar melhor o seu tempo.

Exemplo ilustrativo: o lazer ocioso.

Multidões elegem o fim de semana para viajar, ir à praia, ao cinema, ao shopping; assistir ao futebol, ver televisão.

Nada disso é mau em princípio (um espairecimento), diria o leitor, indispensável ao nosso bem-estar.
Concordo com você.

Mas, se reconhecermos que não estamos em estação de férias na Terra, e sim para evoluir, tudo o que não represente empenho de aprendizado e exercício do bem, com exceção das atividades relacionadas com a subsistência, será, em última instância, mera perda de tempo.

E, não raro, ensejo à perturbação. Comprometimentos morais, desvios de comportamento, vícios, adultério chegam sempre pela porta do lazer ocioso.

Quando Chico lembra a pá, não se refere apenas ao trabalho pela subsistência, envolvendo profissão, cuidados do lar.

Há que se considerar esforço do bem, substituindo lazeres no mínimo inconseqüentes por iniciativas que nos enriqueçam espiritualmente, valorizando o tempo que Deus nos concede para as experiências humanas.

Há lazeres maravilhosos: visitar enfermos no hospital, preparar refeições para famílias carentes, distribuir cestas básicas, ler livros de caráter edificante, participar de seminários e conferências.

São lazeres que nos colocam em sintonia com as fontes da vida.
Sustentam o bom ânimo, alegram o coração e enriquecem a alma.

Por isso, se nas nossas saudações aos confrades, desejamos-lhes paz, seria interessante, até em favor dela, eliminar a letra Z.
Assim, amigo leitor, concluo, dizendo-lhe, à maneira de Chico: Pá pra você!

Richard Simonetti
Texto retirado da Folha Espírita Online
Ano:2007 / Mês: Abril

02 junho 2007

Resignação e Resistência - Emmanuel/André Luiz

Resignação e Resistência

De fato, há que se estudar a resignação para que a paciência não a venha trazer resultados contraproducentes.

Um lavrador suportará corajosamente aguaceiro e granizo na plantação, mas não se acomodará com gafanhoto e tiririca.

Habitualmente, falamos em tolerância como quem procura esconderijo à própria ociosidade. Se nos refestelamos em conforto e vantagens imediatas, no império da materialidade passageira, que nos importam desconforto e desvantagens para os outros?

Esquecemo-nos de que o incêndio vizinho é ameaça de fogo em nossa casa e, de imprevisto, irrompem chamas junto de nós, comprometendo-nos a segurança e fulminando-nos a ilusória tranquilidade.
Todos necessitamos ajustar resignação no lugar certo.

Se a Lei nos apresenta um desatre inevitável, não é justo nos desmantelemos em gritaria e inconformação. É preciso decisão para tomar os remanescentes e reentretecê-los para o bem, no tear da vida.

Se as circunstâncias revelam a incursão do tifo, não é compreensível cruzar os braços e deixar campo livre aos bacilos.

Sempre aconselhável a revisão de nossas atitudes no setor da conformidade.
Como reagimos diante do sofrimento e do mal?
Se aceitamos penúria, detestando trabalho, nossa pobreza resulta de compulsório merecimento.
Civilização significa trabalho contínuo contra a barbárie.
Higiene expressa atividade infinitamente repetida contra a imundície.

Nos domínios da alma, todas as conquistas do ser, no rumo da sublimação, pedem harmonia com ação persistente para que se preservem.
Paz pronta ao alarme. Construção do bem com dispositivo de segurança.
Serenidade é constância operosa; esperança é ideal com serviço.

Ninguém cultive resignação diante do mal declarado e removível, sob pena de agravá-lo e sofrer-lhe clava mortífera.

Estudemos resignação em Jesus-Cristo. A cruz do Mestre não é um símbolo de apassivamento à frente da astúcia e da crueldade e sim mensagem de resistência contra a mentira e a criminalidade mascaradas de religião, num protesto firme que perdura até hoje.

Texto extraído do livro "Estude e Viva" - Emmanuel e André Luiz
Psicogradado por Francisco C. Xavier e Waldo Vieira

01 junho 2007

Duvidar é Preciso - Aureci Figueiredo Martins

DUVIDAR É PRECISO ...

Perdoem-me os que crêem piamente, mas quem quer saber das coisas como elas realmente são precisa duvidar. Refiro-me à dúvida ativa: aquela que não descansa enquanto não encontra a própria destruição na resposta satisfatória, pois que existe a dúvida vazia, que se esgota em si mesma. Esta última é tão ou mais nociva do que a crença cega porque costuma conservar na ignorância os que com ela expressam apenas acomodação mental e uma tola vaidade intelectual.

Eliminar as dúvidas antes de acreditar, eis uma cautela indispensável ao pensador que não quer ser enganado nem enganador. Questionar nossas idéias e convicções, submetendo-as ao crivo sereno e lógico da razão, é uma providência saudável que nos pode livrar de enganos e decepções futuros.

Vivemos a chamada “Era da incerteza”, na qual a precariedade das nossas percepções foi escancarada pelos avanços das ciências psicológicas hoje imbricadas nas dimensões quânticas da “matéria mental” estudada na Nova Física. Já disse alguém – e disse bem – que só os tolos têm certezas absolutas.

Tais descobertas nos levam a concluir que toda e qualquer concepção humana nada mais é do que mera criação subjetiva, individual. Ou seja, as verdades absolutas, embora possam existir, não cabem na estreiteza da bitola mental do homem hodierno; delas, só logramos captar informações fragmentárias. Daí a necessidade de relativizarmos nossos conhecimentos e desconfiarmos de nossas certezas e crenças, para que não venhamos a ser surpreendidos entre os que se deixam enganar por ideologias equivocadas ou pelas mentiras enfeitadas com que, ainda hoje, os falsos profetas continuam explorando a credulidade fácil das multidões acríticas.

Crer sem entender é uma falta de respeito a si mesmo, uma ofensa à própria inteligência. A crença não validada pela racionalidade tende a infantilizar o espírito humano, gerando mentalidades ingênuas que são facilmente transformadas em marionetes nas mãos de exploradores inescrupulosos, ou levadas a fanatismos por “cegos que guiam cegos”.

Todavia, é fora de dúvida que a inteligência é a luz do homem e, como tal, deve ser colocada no alto para clarificar suas operações e construções mentais. Desse modo, com a luz ao velador – tal como recomendado por Jesus –, o espírito humano poderá reconstruir suas convicções e crenças sobre as bases graníticas de uma consciência amadurecida que adotou a crítica racional como instrumento de validação do conhecimento possível, sabidamente relativo.

Por paradoxal que pareça à primeira vista, é justamente a dúvida sistemática que nos leva à construção de uma fé robusta, raciocinante, baseada no perfeito entendimento daquilo em que se acredita em qualquer campo das realidades físicas, extrafísicas ou espirituais.

“Conheceres a Verdade, e ela vos libertará”, prenunciou Jesus. E que me perdoe o Excelso Mestre se me atrevo a proclamar uma nova bem-aventurança:
- ­“Bem-aventurados os que duvidam porque encontrarão a verdadeira fé.”

Autor: Aureci Figueiredo Martins
aureci@globo.com
Porto Alegre-Rs / agosto 2006