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19 janeiro 2019

Por que os maus se dão bem na vida? - Fernando Rossit



POR QUE OS MAUS SE DÃO BEM NA VIDA


Por que as pessoas boas sofrem tanto, enquanto as más parecem prosperar?

Porque estão agindo no meio delas, no ambiente que dominam, perfeitamente. Sabemos que o mal ainda predomina na Terra, então é de se esperar que o mal se sobressaia, prepondere e prevaleça sobre o bem.

Numa sociedade mais justa, os maus se dão mal.

Existem diversas pesquisas que buscam encontrar uma razão que justifique o sucesso no campo profissional de pessoas consideradas más. Uma delas examinou se a resistência mental explica por que os indivíduos com caráter duvidoso atingem a excelência em suas vidas profissionais. Tecnicamente, essas pessoas fazem parte da “Tríade negra”, que é composta por indivíduos que se encaixam em perfis narcisistas, maquiavélicos e psicopáticos. O resultado pareceu óbvio: essas pessoas possuem alguns traços de tenacidade mental que lhes conferem vantagens no ambiente de trabalho, pois são ferrenhos na competição. (1)

Você já imaginou uma pessoa dessas (narcisista, maquiavélica e psicopática) como seu chefe?

Mas o que vem a ser uma pessoa boa e uma pessoa má segundo nosso ponto de vista?

A má é mais fácil de reconhecer, não obstante sermos mais rigorosos na avaliação quando somos nós a vítima. Mas, em geral, as pessoas más são egoístas, orgulhosas, prejudicam os outros, sem pudor ou ética, aproveitam-se de toda situação para levar vantagem, ganham dinheiro desonesto e, por aí vai.

Então, vendo tantos crimes e perversidades, dizemos:

Aí está uma pessoa de sorte, tem tudo na vida e é feliz mesmo fazendo todas essas maldades.

Diferentemente das novelas televisivas onde todas as pessoas más se dão mal no final, a verdade é que na vida, muitas vezes, essas pessoas se dão bem sim. E se dão bem, justamente, porque o ambiente em que elas agem (nossa sociedade) facilita suas ações.

Mas será também que as aparências não enganam? Sendo a felicidade uma conquista interior, representada pela consciência tranquila, pela paz que se apresenta espontânea e NÃO por tudo aquilo que podemos conquistar e gozar, temporariamente, aqui na Terra, será possível e verdadeira essa posição de prosperidade das pessoas más?

A felicidade dos maus não estaria somente na aparência? Não têm eles problemas de relacionamento, por exemplo? Os filhos são disciplinados, educados, estudiosos e sem vícios? Se casados, como é o cônjuge? Bom companheiro, responsável, cumpridor de seus deveres e amigo? Na família não tem ninguém doente?

Claro que eles também têm muitos problemas. É impossível viver na Terra sem aflições, angústias ou pressões diversas.

E quanto às pessoas que julgamos boas? Por que muitas vezes sofrem tanto?

O padrão daquilo que julgamos ser “bondade” é algo que trazemos em nós. Dessa forma, ao analisarmos a índole de uma pessoa, corremos o risco em errar, até porque não temos a capacidade de ver o que se passa na intimidade de cada um.

Muitas pessoas poderão aparentar bondade, com o objetivo de conseguir alguma coisa. São bons atores, eis que usam seus atos dissimulados e fingidos para obterem alguma vantagem, nem que seja para alimentar seu ego (de acreditar ou mostrar que é uma pessoa boa).

Falam manso e devagar, aparentam calma, tranquilidade, muitas vezes, falam em nome de Deus, mas por dentro tem uma panela de pressão prestes a explodir.

Nesse caso, a bondade é apenas um verniz. Em dias de provação mais dura ou quando seus interesses pessoais são ameaçados, a máscara cai e a verdadeira pessoa surge, revelando sua natureza.

“Muitas pessoas que são supostamente boas, caso tivessem poder, usariam mal esse poder adquirido. Vemos todos os dias situações parecidas com essa. Pessoas que pareciam ser boas apenas por não lhes ter sido dada a oportunidade de se mostrarem tal como são. Como diz a máxima: ‘Quer conhecer uma pessoa? Dê poder a ela’. É certo que muitos oprimidos anseiam em se tornar opressores. Ao invés de lutarem contra as injustiças, sonham em um dia terem as mesmas condições de seus algozes e ser como eles. Portanto, é preciso tomar cuidado com rótulos de bondade. Da mesma forma que não devemos fazer um julgamento de uma pessoa como sendo alguém mau e perverso, não devemos também julgar uma pessoa como sendo boa antes de conhecê-la mais a fundo.” (2)

Outra questão que precisamos entender é que as pessoas, realmente boas, são mais adiantadas espiritualmente e, por esse motivo, estão mais preparadas para enfrentar provas mais duras.

“Para entender esse ponto, vamos recorrer a um exemplo. Vamos imaginar um aluno da primeira série fazendo uma prova. Vamos imaginar também um aluno da sétima série fazendo uma prova. Cada um desses alunos realiza um exame que foi preparado de acordo com os conhecimentos do aluno dentro da série onde ele está. Alguém imagina o aluno da primeira série sendo obrigado a resolver as questões de uma prova da sétima série? Claro que não. O aluno da primeira série deverá fazer uma prova adaptada aos padrões de ensino da série em que se encontra.” (2)

“O mesmo ocorre com as almas que vem a esse mundo: as almas mais adiantadas podem sofrer provas mais difíceis porque já estão aptas a serem bem sucedidas. As almas mais atrasadas, por outro lado, não estão preparadas para provações mais complexas, mais duras, mais pesadas, que exijam muito delas, pois se isso ocorrer, elas facilmente vão sucumbir a essas adversidades. Não se pode exigir algo de quem não tem. Como diz a máxima: ‘Deus dá as batalhas mais difíceis aos seus melhores soldados’.” (2)

Por fim, não podemos nos esquecer de que, muitas vezes, nosso passado espiritual fala mais alto. Somos construtores do nosso destino e o fazemos com nossas escolhas e ações. Ora, como a Lei de Deus é perfeita, colhemos aquilo que semeamos nesta e em outras vidas.

Pode ser que a pessoa bondosa esteja reparando o seu passado de erros, sabedora que a justa expiação das suas faltas lhe proporcionará a paz de consciência para avançar na senda do progresso mais livre e feliz no futuro.

Isso não é tudo, mas é o que conseguimos escrever nesse pequeno texto.


Fernando Rossit
Fonte: Agenda Cristã Brasil


 
Referências Bibliográficas:

(1) Tríade negra, Michael Onley , Universidade de Western Ontario. Acesso ao site: www.psiconlinews.com

(2) Apoio em texto original de Hugo Lapa.

Grupo Espírita Casa do Caminho de S.Vicente


Local: Rua Jacob Emmerick, 903 - Centro - S.Vicente/SP
Grupo Espírita Casa do Caminho de S.Vicente
Propósito, História e Programação


O Grupo Espírita Casa do Caminho é uma entidade que foi criada com o intuito de levar o estudo, auxilio espiritual e o conhecimento da doutrina espírita Kardequiana a todos que a procurarem. Esta entidade é sem fins lucrativos, nós trabalhamos com afinco para construirmos nossa sede própria. Almejamos ampliar tanto o nosso espaço físico, como o nossa assistência aos carentes que nos procuram.


***

Dirigente da Casa: Jussara Faria

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Resumo de sua história


Um grupo de 12 amigos, começou a se reunir todas as terças-feiras para fazer o evangelho. Um ano depois, ou seja, em 20/01/1996, após muitas reuniões, iniciou-se a Casa do Caminho, dava-se assim o início aos trabalhos ao público, onde a maior intenção era levar ao próximo os seus ensinamentos da doutrina e assistência espiritual.

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PROGRAMAÇÃO SEMANAL

SEGUNDA-FEIRA (NOITE)
Atendimento Fraterno e Musicaterapia das 19:00hs às 20:00hs
Palestra das 20:00hs às 20:30hs
Passes e Água Fluidificada.

TERÇA-FEIRA
Estudo da Doutrina com Obras Básicas
das 19:30hs às 21:00hs

QUINTA-FEIRA
Cirurgia e Tratamento Médico Espiritual
a partir das 18:00
(Trabalho Privativo)

SEXTA-FEIRA Desobsessão às 19:30 hs (Trabalho Privativo)


SÁBADO
Atendimento Fraterno às 14:00hs
Palestra e  Passes às 15:30hs


LINKS:
Deste Blog: http://www.gecasadocaminhosv.blogspot.com
Facebook: https://www.facebook.com/gecasadocaminhosv


18 janeiro 2019

Marcas de nascença estariam comprovando, definitivamente, a Lei da Encarnação - Adésio Alves Machado




MARCAS DE NASCENÇA ESTARIAM COMPROVANDO, DEFINITIVAMENTE, A LEI DA REENCARNAÇÃO?


Torna-se cada dia mais evidente tudo quanto a doutrina espírita tem afirmado.

Não foram os espiritualistas reencarnacionistas que vieram a público fazer tal afirmação, mas sim aqueles que não acreditavam em vida após a vida (na carne). Hoje são dezenas de médicos, psiquiatras, psicoterapeutas que vêm afirmar que seus pacientes revelaram, e de forma inconteste, que foram protagonistas de episódios existenciais ocorridos em outras vidas que não a atual. É do domínio dos interessados que a TVP (Terapia de Vivências Passadas) corre o mundo todo, curando fobias, traumas psicológicos e muitos males de ordem psíquica, tanto em adultos quanto em crianças.

Queremos, nesta oportunidade, referirmo-nos às recordações de vidas passadas vividas por crianças. Um livro nos chamou a atenção porque a sua autora era uma céptica em matéria de reencarnação e nunca havia imaginado entrar em processo hipnótico e ser conduzida à recordação de outras vidas. Queremos nos referir à norte-americana Carol Bowman e a seu livro "Crianças e suas vidas passadas", com prefácio de Brian Weiss, médico psiquiatra de fama mundial, bastante conhecido no Brasil. Aqui já esteve muitas vezes, e sua fama começou após lançar o livro best-seller "Muitas vidas, muitos mestres", oportunidade para relatar o caso de Catherine, uma de suas pacientes. Carol Bowman também viveu, após entrar em estado hipnótico, episódios de vidas passadas, e com facilidade. Ela escreveu que se uma criança descreve, com tanta convicção, apesar de toda a sua inocência, haver vivido antes, serenamente descreve a sua morte e a sua viagem de volta à vida carnal, dá testemunho inequívoco de uma verdade insofismável: somos almas imortais, já vivemos e continuaremos sempre a viver. Afirma peremptoriamente que essas lembranças das crianças se constitui na maior evidência da reencarnação. Em outras palavras, ela quer dizer: os espíritas estão certos!Aliás, sempre estiveram.

Para esta escritora, quando uma criança fala espontaneamente de suas vidas passadas, sem serem colocadas em estado hipnótico, estão, na verdade, dando aos pais conselhos práticos para que eles reconheçam a existência da reencarnação, e que as ajudem a se curarem de seus medos através das revivescências de certos fatos ocorridos no passado, os quais estão repercutindo negativamente em suas vidas, hoje. Pedem ajuda de seus responsáveis diretos, e de uma forma pouco comum, ainda. Todo o processo de crença absoluta na reencarnação começou, para Carol, quando seu filho caçula Chase, principalmente, demonstrava um intenso terror, um medo fóbico de barulho de tiros, de fogos estourando, estrondos fortes, etc. Resolveu, após conselhos de uma amiga, procurar um hipnoterapeuta para livrar o filho do medo. Causando espanto a todos, o filho recorda ter sido um soldado na Guerra Civil americana, descrevendo fatos com detalhes impressionantes, os quais foram depois devidamente comprovados por um historiador, o que lhe havia acontecido durante a guerra. O mais notável viria após: ele curou-se de sua fobia em seguida à vivência de sua morte na guerra, ocorrida em meio de barulhento e terrível tiroteio. A partir daí, Carol começou todo um trabalho de investigação das lembranças de vidas passadas em outras crianças, constatando que viveram também as mesmas experiências verificadas com seu filho. Ela entrevistou pais que também estiveram perplexos diante dos filhos e de seus relatos de vidas passadas. Visitou bibliotecas em busca de autores que tivessem abordado o assunto que a estava fascinando.

O resultado foi esse livro com um apreciável manancial de fatos incontestáveis mostrando as crianças descrevendo suas antigas vidas, espontaneamente, e também após serem levadas a uma visualização, fazendo-as entrar em estado de alteração da consciência. Para não tornar longo este capítulo, deter-nos-emos em um único caso dos muitos registrados por Carol Bowman. Ele se encontra no final de seu livro, assim mesmo o faremos o mais resumido possível. Contudo, ele será mais do que suficiente para qualquer pessoa se convencer da realidade reencarnatória, das muitas vidas do espírito, desde que não seja tão céptica e não alimente tantas dúvidas sobre a nossa imortalidade. Por mais terrível seja para os pais a morte de sua criança, com a crença na reencarnação essa dor será absorvida rapidamente, não precisando os pais perderem a fé em DEUS, em Sua Justiça e Compaixão pelas Suas criaturas. A reencarnação oferece uma esperança plausível, a de que a própria criança que "morreu" retorne da "morte" para a vida, na mesma família. A família Pollack, da Inglaterra, sofreu o que se costuma dizer na Terra uma tragédia inimaginável. Joanna e Jacqueline, de onze e seis anos, respectivamente, foram atropeladas e "mortas" quando estavam andando por uma calçada. Bem antes do acidente, o pai, John Pollack, um católico convicto, acreditava firmemente na reencarnação.

Na sua fé pedia a DEUS que lhe desse uma prova insofismável da reencarnação. Mal sabia ele o que lhe estava reservado, como veremos. Após o acontecimento trágico, pedia agora a DEUS que lhe devolvesse as filhas. Em menos de um ano a sua esposa, Florence, fica grávida e John assegurou a todos que as suas filhas iam voltar para a família, e como gêmeas. John contradizia até o ginecologista que afirmava ser a gravidez de apenas um bebê. No dia 4 de outubro de 1958, Florence deu à luz dois bebês, duas gêmeas idênticas, que receberam os nomes de Jennifer e Gillian. Perceberam, de imediato, que Jennifer, mas não Gillian, tinha duas marcas de nascença - uma linha branca na testa e uma marca marrom na cintura - que correspondiam em tamanho, forma e localização a uma cicatriz e a uma marca congênita que Jacqueline tinha na testa e na cintura. Tal fato era notável, porque, segundo pesquisa do Dr. Ian Stevenson, gêmeas idênticas teriam que ter marcas de nascença idênticas, o que agora não se dava. Crescidas as meninas, o suficiente para falarem, lembraram detalhes de suas "irmãs mortas", elas que não tinham meios de saber, absolutamente nenhum.

Feito um teste pelos pais e parentes, elas identificaram com detalhes brinquedos que haviam pertencido a Joanna e a Jacqueline. Ao visitarem pela primeira vez a cidade onde haviam vivido (os Pollack se mudaram quando as meninas ainda eram bem pequenas), apontaram corretamente para a antiga casa da família, foram até o parque e o playground, tendo descrito a escola e os balanços antes de vê-los.

É um caso com todos os sinais característicos de lembranças de vidas passadas, especialmente as marcas de nascença. John Pollack acreditava mais e mais em DEUS, ELE lha havia restituído as filhas como resposta à sua fé e à sua crença na reencarnação. A prova que pedira a DEUS lhe fora concedida de forma incontestável. Vale, pois, a pena crer em DEUS, ou não?


Adésio Alves Machado
Escritor, orador e radialista, autor dos livros: Ser, Crer e Crescer - Elucidações Para uma Vida Melhor

17 janeiro 2019

O Triunfo da Imortalidade - Joanna de Ângelis



O TRIUNFO DA IMORTALIDADE


O trânsito carnal festivo e quente que envolve o ser, pela sua própria estrutura resulta das sucessivas transformações que se operam no curso existencial.

Obedecendo às leis do movimento, átomos e suas partículas alteram a constituição em que se apresentam conforme a natureza do conjunto.

No caso da organização humana, reúnem-se em perfeita integração perispiritual, que lhe faculta apresentar-se na forma conhecida, alterando-se conforme as energias emitidas pelo Espírito no seu processo evolutivo.

Por essa razão, o corpo físico sofre contínuas modificações, decorrentes dos campos vibratórios programados para a jornada orgânica. Em consequência, tudo na relatividade do tempo e do espaço impõe alterações estruturais que culminam no fenômeno biológico da morte.

Enigma filosófico desafiador, a morte tem sido a grande incógnita de cada vida.

Enquanto algumas escolas de pensamento confirmam o prosseguimento da vida, outras aí assinalam o seu encerramento.

Pensadores dignos, através da História, têm procurado confirmar a sobrevivência do ser, da sua energia pensante, a disjunção molecular, enquanto a presunção de inumeráveis outros, em razão do sofrimento e dos desencantos que experimentaram, colocam-lhe o noto final.

Entre ambas as correntes comportamentais, os fenômenos mediúnicos, sob variada denominação, demonstram a continuidade da transcendência e, por efeito, da indestrutibilidade da vida.

Em toda a cadeia da existência, não são raras as demonstrações da continuidade dos acontecimentos, apresentando alterações naturais que testemunham o prosseguimento existencial.

Lamentando, porém, a sua interrupção, quando os prazeres se multiplicam, esses aficionados em amargura determinam a destruição do ser na disjunção da forma.

Assim pensando, comportam-se em incessante busca de compensações prazerosas enquanto no corpo, exaurindo-o na luxúria e mediante os tóxicos da alucinação.

Glórias e desgraças na Terra são fenômenos do existir para facultar a aprendizagem das Leis Soberanas no processo iluminativo das reencarnações.

Causam espanto, sim, as alterações do corpo nos períodos que sucedem à infância e à juventude.

As carnes frescas e lisas de repente são convertidas em máscaras de horror mediante as rugas profundas e as degenerações inevitáveis, provocando pranto e dor.

Vezes outras, enfermidades deformadoras instalam-se no vaso carnal, e formas estranhas, algumas aberrantes e assustadoras, convertem os indivíduos em espectros que aparvalham e geram piedade...

Não raro, apresentam-se essas deformações da aparência no monte das exposições degeneradas dentro das quais respira a vida com ânsia ou não de morrer.

* * *

A vida, que promana de Deus, no entanto, aí se homizia, nesses rescaldos de horrores, agarrando-se ao corpo desgastado e disforme.

Nada obstante, um organismo, mesmo sob os camartelos do sofrimento, constitui bênção de alto significado para a experiência iluminativa.

Razões ponderáveis de existências passadas contribuíram para a ocorrência necessária.

Desse modo, seja qual for a manifestação orgânica em que o Espírito se apresente revestido, constitui bênção de Deus, que se deve valorizar, a fim de purificar-se interiormente.

Bendize toda e qualquer circunstância em que te encontres, porque te constitui instrumento de elevação moral.

A beleza de um dia cobra imposto em favor do futuro e, quando utilizada de forma enganosa, plasma alterações correspondentes às necessidades da harmonia.

Utiliza-te de cada instante para aprimorar-te, insculpindo no pensamento e na emoção o amor para modelares o futuro radioso, sempre organizado em experiência anterior.

A filosofia da imortalidade é a mais compatível para proporcionar felicidade ao ser humano pelo ato de o transformar no grande escultor da própria alma.

Mediante o pensamento em contínua edificação, elabora um programa de compreensão ética e moral para a existência transitória.

Insiste sem desânimo no aprimoramento dos teus sentimentos, oferecendo chances a todas as criaturas, muitas vezes sem dar-se conta.

Se te equivocas e ages mal, recua para refazer o caminho. Não deixes marcas aberrantes por onde transitas.

Urge que imprimas no íntimo o anseio de plenitude, trabalhando sem cessar pelo bem.

Quando não possas ajudar, não contribuas para aumentar a ruína, a desdita de outrem.

Renasceste para crescer e desenvolver o deus interno que faz nos refolhos do ser profundo que és.

Adquire o hábito salutar de ser aquele que compreende e ajuda mesmo desconhecido. Não é importante que se saiba quem o bem faz, mas que ele seja feito, porquanto os seus efeitos edificam o mundo melhor.

A vida, por isso mesmo, é um curso incessante que jamais se interrompe, semelhante a um córrego de nascente perpétua a fluir com intensidade, enfrentando o leito desafiador.

* * *

As dúvidas pairavam mesmo entre os Seus discípulos a respeito da ressurreição que Ele prometera.

Estavam desapontados e aturdidos.

Tudo era sombrio, e as expectativas eram ainda piores.Foi quando Ele ressurgiu em imortalidade triunfante, conforme era antes e mais belo do que nas ocasiões passadas.

Assim também aconteceria contigo e, de forma idêntica, os teus amores que retornaram antes ressurgirão em gloriosa madrugada para sustentar-te na saudade e na dor.

Aguardam-te em contentamento e não te abandonam jamais.

Vive, no mundo físico, de maneira que amealhes um tesouro de harmonia íntima por todo o bem que possas realizar. Nunca permitas que o mal dos perversos te aturda na caminhada de libertação, recordando Jesus, que, a cada passo, enfrentou o cinismo e o cepticismo daqueles que viviam apenas para as rápidas ilusões da matéria.


Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Pereira Franco, na sessão mediúnica de 1º de outubro de 2018, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia.



16 janeiro 2019

Compromisso com a Fé Espírita - Bezerra de Menezes



COMPROMISSO COM A FÉ ESPÍRITA


Meus filhos,

Que Jesus nos abençoe!

Vivemos nos dias tormentosos anunciados pelas Escrituras. Experimentamos as glórias da Ciência e da Tecnologia, do pensamento e da arte. No entanto, caminhamos pela senda de espinhos que assinalam sofrimentos, reduzindo a criatura humana à violência, ao despautério, à loucura. Sem dúvida, as conquistas que anotamos em todo lugar, não lograram tornar a criatura humana interior mais feliz nem mais tranquila, salvadas algumas exceções. São os instantes em que os cristãos novos estamos convocados a profundas reflexões. De todo lado, a angústia espreita, a perversidade agride e o desalinho conduz as massas. Homens e mulheres, sitiados no castelo do eu, desvairam, por que perderam contacto com o amor.

O amor é a resposta da Vida para o momento truanesco que atravessamos. Vivenciá-lo na grandiosidade do pensamento cristão é um convite que a imortalidade nos faz através das vozes do céu, restaurando o pensamento de Jesus, que tem permanecido vestido de dogmas, de cerimônias e de fantasias.

Torna-se indispensável romper de maneira positiva com o ergástulo no qual ainda nos encontramos vitimados. Jesus é o libertador, e a Sua mensagem, quando aceita pela mente, será vivida pelo sentimento livre de toda e qualquer manifestação dogmatista e de delinquência. Projetá-la de maneira consciente, para que a Ciência a exteriorize através do pensamento são, da palavra lúcida e das ações enobrecidas, é dever que não nos cabe postergar. Nesses conflitos, que nos desafiam a capacidade de discernimento e nos provocam tomadas de decisões, às vezes, apressadas, há convites para desvio da finalidade que abraçamos, do compromisso que temos para com a Doutrina dos Espíritos. Se é verdade que o espiritista não se pode marginalizar em torno dos acontecimentos que sacodem a sociedade, o planeta, não menos verdade é que, comprometido com o ideal espírita, possui, nos conteúdos doutrinários, os instrumentos hábeis para mudar a situação que vivemos, por intermédio da educação das gerações novas, da autoeducação, mediante a transformação moral que se deve impor e também dos esclarecimentos que, libertando a criatura humana das suas paixões primitivas, tornam-na capaz de mudar as estruturas perturbadoras da sociedade.

É necessário que tenhamos muito cuidado para não nos desviarmos dos objetivos essenciais da Doutrina, que se coloca acima das questões inquietadoras deste momento.

Viver espiriticamente é trabalhar sem desfalecimento pela construção de uma era nova sim, que deve começar no próprio indivíduo, na sua transformação interior.

Adversários de ontem que ressumam em forma de atavismos cruéis e as ações de hoje que nos convocam ao prazer com o desalinho do nosso comportamento constituem perigos muito graves. Aprendemos com Jesus, que muitas vezes é necessário perder em determinado momento para poder estar em paz a partir daí e de triunfar na glória desenhada pela verdade. A nossa preocupação de mudar o mundo não pode abandonar o compromisso da nossa mudança interior. O nosso compromisso com a fé espírita é de urgência e todos os esforços devem ser envidados para conseguirmos esta meta.

Não nos enganemos, evitando enganarmos aos outros. Jesus é o nosso líder insuperável e Allan Kardec tem-Lhe sido discípulo de escol, que nos pôde trazer a Sua palavra vestida de luz para clarear os caminhos do futuro.

Outros apóstolos que lhes foram fiéis desincumbiram-se a contento do ministério abraçado por que não negacearam, não negligenciaram com o dever, não se permitiram abraçar as propostas fascinantes que se constituem desvios dos objetivos essenciais, a fim de receber o aplauso do mundo e permanecer no pódio das considerações terrestres.

Nunca nos esqueçamos que o Mestre recebeu como tributo de gratidão da massa beneficiada a cruz de ignomínia que transformou em asas de luz.

Não fazemos apologia do masoquismo perturbador nem estabelecemos como fundamental o sofrimento, nada obstante, nele reconheçamos o melhor amigo do Espírito em processo de autoburilamento.

Sucede que a nossa proposta, pelas suas características de transformar a Terra, fere interesses individuais e coletivos, agride sistemas e organizações ultramontanos que têm permanecido na condição de dirigentes dos povos. E é natural que as reações individuais e coletivas se façam de imediato assustando-nos ou intimidando-nos.

Não temamos nunca aqueles que nada nos podem fazer ao Espírito, embora momentaneamente cerceiem-nos os passos e gerem dificuldades para a execução dos nossos programas iluminativos. Evitemos compactuar com as suas propostas muito bem estabelecidas na forma, guardando a animosidade contra os objetivos que abraçamos.

O apoio de personalidades proeminentes e de organizações poderosas agrada-nos muito, mas não esqueçamos que o nosso trabalho-desafio é de demolir aquilo que se encontra ultrapassado, destruir as ideias esclerosadas, substituindo-as pelas novas que vieram do Mais Além e receberam a contribuição lúcida de homens e mulheres que se reencarnaram sob a égide do Espírito de Verdade para que o Paracleto pudesse expandir a palavra de Jesus de polo a polo.

Em nossas reuniões verdadeiramente cristãs, nas quais podemos expender as nossas ideias, apresentar os nossos pensamentos, discordar, mas não derrapar nas discrepâncias que nos afastem uns dos outros, gerando animosidades, mantenhamos o nosso objetivo que é servir a Jesus, sem outro e qualquer interesse.

Trabalhemos, então, unificados, amando-nos cada vez mais, para lograrmos alcançar o momento de plenitude com que o Amigo Incomparável de todos nós nos acena desde agora.

Permanecei fiéis, obreiros da última hora, que está assinalada pelas glórias e conquistas, pelas dores e hecatombes, construindo o Reino de Deus na grande transição que aguarda o Mundo de Regeneração.

Muita paz, meus filhos.

Que o Senhor nos abençoe, são os votos do companheiro amigo e paternal de sempre,


Bezerra
Psicofonia de Divaldo Pereira Franco, no encerramento da Reunião do Conselho Federativo Nacional, na sede da FEB, em Brasília, no dia 10 de novembro de 2002


15 janeiro 2019

Nós não temos tempo - Adriana Machado



NÓS NÃO TEMOS TEMPO


O tempo todo pensamos que temos tempo para fazer o que desejamos. É tão intrínseco isso que deixamos para depois o que podemos fazer hoje.

O problema (se posso dizer que é um problema) é que nós não temos tempo. O tempo não nos pertence, ele flui e nós estamos nele, como estamos em Deus.

O TEMPO FLUI

O tempo passa e tudo o que passou não volta mais. O tempo escoa por nossos dedos e tudo o que nele tinha a sua base também com ele escoará. O nosso passado está no passado.

Podemos, porém, não nos desatrelar do passado, trazendo-o para o presente. E fazemos isso porque o passado ainda não é passado; não está acabado, não está encerrado para nós. Ele ainda é presente.

No entanto, o tempo do passado no presente ou o próprio presente no presente, a cada segundo, deixa de existir e o que ficou foram nossas impressões, são as nossas crenças internas construídas ou destruídas a cada experiência. Elas nos fazem mais sábios, mesmo que não estejamos enxergando as lições que ficam para nós; mesmo que não entendamos que aquilo que ficou fará sentindo um dia em nossa existência.

O QUE É MAIS VALORIZADO: O TEMPO OU O QUE FAZEMOS COM ELE?

Após a nossa criação por Deus, nos tornamos seres atemporais (nosso espírito imortal), e para o plano imaterial voltaremos, deixando, finalmente, o ser que sofre o efeito do tempo se findar. Isso nos amedronta, mas é o destino de todos nós que ainda necessitamos viver no plano material. Para nós, na carne, nada fará o tempo voltar e ele poderá fazer falta se acharmos que não o aproveitamos como deveríamos.

Isso é notório quando estamos acamados, doentes em casa ou nos hospitais. Temos tempo para perceber realmente se e como aproveitamos (ou não) o nosso tempo, porque, nos tornamos mais introspectivos quando nestas condições.

Quase todos os médicos e enfermeiras são unânimes em concordar que o que mais se vê, nos quartos, enfermarias e corredores dos hospitais, são os doentes e familiares arrependidos por não terem se doado por inteiro àquela vida (sua ou do seu amor) a si ofertada; por não terem se dedicado mais aos verdadeiros valores do espírito, aos únicos tesouros que o espírito pode acumular e levar daqui. É como se você tivesse resolvido investir todo o seu dinheiro (tempo) em fundos de investimento (escolhas) e estes perderem o seu valor com a quebra da bolsa de valores (escolhas equivocadas).

A culpa por esse horrível investimento o acometerá, mas você poderá se acusar de ter errado se, naquele momento, tudo o levava a acreditar que seus investimentos estavam certos? Preste atenção onde a culpa se baseia, porque, possivelmente, é você se acusando (justa ou injustamente) de não ter feito tudo o que podia para impedir aquele desfecho.

Prestaram a atenção no que eu disse? Justa ou injustamente! Nem sempre estaremos corretos ao nos condenarmos pelas escolhas que fizermos.

JUSTIFICATIVAS OU DESCULPAS?

Voltemos ao caso da doença ou de um dos nossos amores no hospital, lugar onde paramos e nos damos a oportunidade de pensar sobre o que fizemos ou deixamos de fazer em relação a eles ou a nós mesmos: claro que poderíamos ter aproveitado melhor a presença dos nossos filhos, mas eu precisava trabalhar para dar o melhor para eles; claro que poderíamos ter ido visitar mais vezes os nossos pais, mas acreditávamos que teríamos mais tempo; claro que poderíamos ter ajudado financeiramente a nosso irmão quando este pediu ajuda, mas entendíamos que estávamos construindo o seu caráter para lutar pelo que ele sonhava... e quando nós ou estes se vão, uma culpa pode nos atormentar a alma.

Se isso ocorre é porque nós não estávamos totalmente convencidos de nossas próprias justificativas (ou desculpas) e, com o tempo que se foi, amadurecemos para perceber que elas (ou elas) poderiam ser contornadas e que a valorização do ser espiritual deveria ter sido a primeira meta. Mas, todas essas circunstâncias estão no passado e, o amadurecimento, no nosso presente. Por isso, aprendamos com o que ocorreu no passado e tentemos não repetir aquilo que provocou hoje o tormento de nossa alma.

O TEMPO É

O tempo não nos pertence porque ele não nos atende em nossos desejos. Ele chega e vai, ele chega e fica, ele vem e vai sem pudor, sem convite ou carta de despedimento.

Mas, mesmo não nos pertencendo, ele faz diferença, ele nos dá a oportunidade de nos moldar, ele nos dá a chance de refazermos os nossos equívocos simplesmente por estarmos nele e ele escoar de nós.

Não possuímos o tempo e quanto mais tempo gastarmos com o que não nos faz crescer, mais arrependidos poderemos nos sentir por não percebermos que a cada tempo que se vai, menos tempo teremos nesta vivência para melhor dela aproveitar e crescer.

Que entendamos que o tempo é um presente divino e que somente no presente ele existe para nós, mas que, como uma onda intensa, passará e também estará conosco e nos arremeterá aonde necessitamos estar para o nosso aprimoramento.

Usemos do tempo a nosso favor, mesmo que ele não possa ficar, mesmo que ele ainda esteja ao nosso redor!

O tempo não nos pertence, mas é nele que agiremos com os princípios e crenças que nos norteiam para transformarmos a nossa vida no presente, tendo o passado como instrutor e o futuro como meta!



14 janeiro 2019

Obediência às leis - Momento Espírita



OBEDIÊNCIA ÀS LEIS


Na esteira do progresso por onde todos passamos, temos vivenciado variadas experiências no campo da educação.

Desde tempos imemoriais, a Humanidade tem-se deparado com leis que devem ser respeitadas para o bem comum.

No entanto, confundindo as leis com a autoridade, na ausência dessa, as desrespeitamos com naturalidade.

Um exemplo disso é quando estamos no trânsito, diante de um sinal vermelho. Damos uma olhadinha para um lado, para o outro.

Se não vemos o guarda, avançamos o sinal. E temos uma justificativa: Estamos com pressa.

O guarda, nesse caso, seria a autoridade. Na ausência dele, infringimos a lei de trânsito.

Outro exemplo ocorre no ambiente profissional. Quando a chefia não está por perto, o comportamento de grande parte dos funcionários é bem diverso daquele expressado na sua presença.

Se atentarmos para nossas atitudes, encontraremos a base dessas distorções no comportamento das crianças, dos jovens e dos adultos.

A educação é transmitida de forma que sempre temos que temer algo ou alguém, e não respeitar a própria consciência.

Quando um dos filhos pega alguma coisa que pertence ao irmão, costumamos alertar: Não faça isso porque seu irmão não vai gostar.

Se estamos no supermercado, e a criança apanha uma guloseima qualquer para comer, imediatamente falamos: Não coma isso ou virá um guarda lhe prender.

Quando o jovem vai dirigir o automóvel, nossa recomendação é que ele não fure o sinal para não ser multado.

A educação eficaz é aquela que desenvolve a autonomia na criança. A capacidade de autogerir-se com as leis que já conhece. É o homem de bem, que age conforme sua consciência, e não porque alguém lhe impõe isso ou aquilo.

Assim, deveríamos dizer à criança no supermercado que não deve abrir qualquer mercadoria, antes que seja comprada. Essa informação servirá também para quando ela não estiver conosco, que representamos a autoridade.

Para o filho, que vai dirigir o automóvel, é bom frisar que existem leis no trânsito que devem ser respeitadas para o bem de todos, e não porque sofrerá uma multa.

É bom pensarmos mais na importância da educação dos nossos filhos, desenvolvendo neles a capacidade de autogerir-se, estando ou não diante de uma autoridade.

Quando passamos para a criança as informações corretas, capacitando-a para refletir em torno de seus atos, não teremos que nos preocupar com o adolescente, e estaremos formando um cidadão honesto e responsável.

Ele saberá que, além das leis dos homens, existem também as leis de Deus, e que essas são invioláveis, porque as trazemos inscritas na própria consciência.

Dessa forma, façamos o melhor que pudermos para esses que Deus nos confia para educarmos. Só assim estaremos construindo uma sociedade justa no porvir.

* * *

Para conduzir o povo hebreu, o legislador Moisés criou uma série de leis severas e lhes atribuiu caráter divino.

Jesus trouxe leis de acordo com a atual psicologia, que conclui que a melhor forma de educação não é a do não: não roubar, não cobiçar e sim, a do agir: amar o próximo como a nós mesmos, fazer ao próximo o que gostaria que ele nos fizesse, e assim por diante.

Pensemos a respeito.


Redação do Momento Espírita


13 janeiro 2019

Morte física e desencarne – porque demoramos para desligar da matéria? - Richard Simonetti



MORTE FÍSICA E DESENCARNE
PORQUE DEMORAMOS PARA DESLIGAR DA MATÉRIA


Morte física e desencarne não ocorrem simultaneamente. O indivíduo morre quando o coração deixa de funcionar. O Espírito desencarna quando se completa o desligamento, o que demanda algumas horas ou alguns dias.

Basicamente o Espírito permanece ligado ao corpo enquanto são muito fortes nele as impressões da existência física.

Indivíduos materialistas, que fazem da jornada humana um fim em si, que não cogitam de objetivos superiores, que cultivam vícios e paixões, ficam retidos por mais tempo, até que a impregnação fluídica animalizada de que se revestem seja reduzida a níveis compatíveis com o desligamento.

Certamente os benfeitores espirituais podem fazê-lo de imediato, tão logo se dê o colapso do corpo. No entanto, não é aconselhável, porquanto o desencarnante teria dificuldades maiores para ajustar-se às realidades espirituais. O que aparentemente sugere um castigo para o indivíduo que não viveu existência condizente com os princípios da moral e da virtude, é apenas manifestação de misericórdia. Não obstante o constrangimento e as sensações desagradáveis que venha a enfrentar, na contemplação de seus despojes carnais em decomposição, tal circunstância é menos traumatizante do que o desligamento extemporâneo.

Há, a respeito da morte, concepções totalmente distanciadas da realidade. Quando alguém morre fulminado por um enfarte violento, costuma-se dizer:

“Que morte maravilhosa! Não sofreu nada!”

No entanto, é uma morte indesejável.

Falecendo em plena vitalidade, salvo se altamente espiritualizado, ele terá problemas de desligamento e adaptação, pois serão muito fortes nele as impressões e interesses relacionados com a existência física.

Se a causa da morte é o câncer, após prolongados sofrimentos, em dores atrozes, com o paciente definhando lentamente, decompondo-se em vida, fala-se:

“Que morte horrível! Quanto sofrimento!”

Paradoxalmente, é uma boa morte.

Doença prolongada é tratamento de beleza para o Espírito. As dores físicas atuam como inestimável recurso terapêutico, ajudando-o a superar as ilusões do Mundo, além de depurá-lo como válvulas de escoamento das impurezas morais. Destaque-se que o progressivo agravamento de sua condição torna o doente mais receptivo aos apelos da religião, aos benefícios da prece, às meditações sobre o destino humano. Por isso, quando a morte chega, ele está preparado e até a espera, sem apegos, sem temores.

Algo semelhante ocorre com as pessoas que desencarnam em idade avançada, cumpridos os prazos concedidos pela Providência Divina, e que mantiveram um comportamento disciplinado e virtuoso. Nelas a vida física extingue-se mansamente, como uma vela que bruxuleia e apaga, inteiramente gasta, proporcionando-lhes um retomo tranquilo, sem maiores percalços.


Autor: Richard Simonetti 
Livro: Quem tem medo da Morte – Richard Simonetti


12 janeiro 2019

"Não voltes a pecar" - Nilton Moreira



"NÃO VOLTES A PECAR"


É fato que dificuldades sempre se apresentam, afinal nosso Planeta é de enfrentamentos e não existe quem não tenha problemas e sim quem tem menos problemas que outro isto porque cada um está numa determinada faixa evolutiva, embora estejamos todos no mesmo Globo, mas cada um trouxe consigo a bagagem da vida anterior que pode ser leve ou pesada dependendo de como nos conduzimos nas últimas encarnações.

Mas o que nos conforta é saber que o Criador manda para nos acompanhar na trajetória espíritos amigos, sendo um deles chamado de Protetor, Mentor Espiritual, Guia Espiritual, Anjo de Guarda, afinal o nome não interessa, e estes benfeitores tem a missão de nos auxiliar primeiramente com intuições, para que o fardo seja possível de ser suportado.

Ao mergulharmos na carne e quando já estamos numa fase final da adolescência, muitas vezes nos distanciamos de Deus e enveredamos por caminhos tortuosos e a vida torna-se mais difícil de ser trilhada. Para que tenhamos um bem estar na nossa trajetória aqui na Terra é necessário que sintonizemos com coisas boas, edificantes.

Conhecemos pessoas que ao perguntar-lhes como tem passado, imediatamente num baixo astral dizem estar mais ou menos. Ora, esta resposta é muito ruim para o organismo delas, pois estão puxando energias de baixa vibração. É como se fizéssemos aproximar de nós o lixo espalhado pelo ar. Mesmo que não estejamos bem no momento que nos perguntam, devemos sempre dizer que está tudo bem, afinal se estamos sofrendo algo, certamente merecemos e não devemos agravar esta condição manifestando situação que outrem não pode auxiliar! A própria pessoa que pergunta para nós como estamos, ao receber como resposta: mais ou menos ou não estou bem, vai formar em sua tela mental uma energia negativa a qual será emanada com agravamento a nós.v Vivamos a vida com otimismo, mesmo que estejamos passando dificuldades, pois certamente logo ali tudo se aclarará, e não vai ser com lástimas que iremos melhorar a situação. Nossa evolução ainda é pequena para entendermos bem como funcionam as energias, mas temos certeza de que elas são responsáveis por manter nosso corpo material em equilíbrio ou não.

Aquelas pessoas que normalmente reclamam da vida, e gostam de dizer que seu problema é maior que o do outro, acabam por não aproveitar os momentos que estão vivendo, e certamente são pessoas infelizes e sofrem muito, acabando por contrair várias doenças ao longo da vida. Restabelecem-se, mas logo em seguida voltam adoecer. Devemos passar ao outro otimismo, alegria, harmonia, serenidade, tudo isso nos envolverá num halo energético positivo e muitas patologias não se manifestarão em nós.

Lembra quando Jesus curava e dizia: “vai e não voltes a pecar”! Pois é, vamos manter nosso pensamento elevado o maior tempo possível do dia e certamente seremos mais felizes. Muita paz amigos.


Nilton Moreira
Coluna Semanal - Estrada Iluminada
Fonte: Espirit Book


11 janeiro 2019

Quem tem medo de “fantasmas”? - Jorge Hessen



QUEM TEM MEDO DE "FANTASMAS"?


O temor de “fantasmas” é uma atitude ingênua causada pela ausência de conhecimento a respeito da natureza etérea dos “mortos”. Sobre as suas aparições são mais frequentes do que se pensa e muitos creem que a preferência dos Espíritos [“fantasmas”] é pelos ambientes escuros, mas isso é um mito e um engano. Ocorre, simplesmente, que a substância vaporosa dos períspiritos dos “fantasmas” é mais perceptível no escuro, tal como ocorre com as estrelas que só podem ser visualizadas à noite. A claridade do dia, por exemplo, ofusca a essência sutil que constituem os corpos dos “mortos”. Isto porque os tecidos perispirituais são compostos de energia semelhante à luz , portanto, o perispírito dos “fantasmas” não é, digamos, fosco, ao contrário, é dotado de grande diafaneidade para ser perceptível a olho nu, durante o dia.

O perispírito, no seu estado normal, é invisível; mas, como é formado de substância etérea, o Espírito, em certos casos, pode, vontade própria, fazê-lo passar por uma modificação molecular que o torna momentaneamente visível. É assim que se produzem as aparições, que não se dão, do mesmo modo que outros fenômenos, fora das leis da Natureza. Conforme o grau de condensação do fluido perispiritual, a aparição é às vezes vaga e vaporosa; de outra, mais nitidamente definida; em outras, enfim, com todas as aparências da matéria tangível. Pode mesmo chegar à tangibilidade real, ao ponto do observador se enganar com relação à natureza do ser que tem diante de si. [1]

A pesquisadora Elizabeth Tucker, da Universidade Estadual de Binghamton, em Nova York, apresenta diversos relatos de aparições [Espíritos] em campus universitário. Conta-se que os fantasmas revelam o lado sombrio da ética. Suas aparições são muitas vezes um lembrete de que a ética e a moral transcendem nossas vidas e que deslizes podem resultar em um pesado fardo espiritual. No entanto, as histórias de fantasmas também trazem esperança. Ao sugerir a existência de uma vida após a morte, elas oferecem uma chance de estar em contato com aqueles que já morreram e, portanto, uma oportunidade de redenção - uma forma de reparar erros do passado.[2]

A crença nos “fantasmas” é comum, pois baseia-se na percepção que temos na existência e sobrevivência dos Espíritos e na possibilidade de comunicar-se com eles. Deste modo, todo Ser espiritual que manifesta a sua presença sob várias circunstâncias é um Espírito que no senso comum é chamado de “fantasma”. Comumente, pelo conhecimento vulgar, são imaginados sob uma aparência fúnebre, vindo de preferência à noite, e sobretudo nas noites mais sombrias, em horas fatais, em lugares sinistros, cobertos de lençóis ou bizarramente cobertos. Todavia, os tais “fantasmas” assustadores , longe de serem atemorizantes, são, comumente, parentes ou amigos que se apresentam por simpatia, entretanto podem ser Espíritos infelizes que eventualmente são assistidos; “algumas vezes, são farsantes do mundo Espírita que se divertem às nossas custas e se riem do medo que causam; Mas supondo-se mesmo que seja um mau Espírito, que mal poderia ele fazer, e não se teria cem vezes mais a temer de um bandido vivo que de um bandido morto e tornado Espírito!”[3]

Todos que vemos um “fantasma” podemos conversar com ele, e é o que se deve fazer nesse caso, podendo perguntar-lhe quem é, o que deseja e o que se pode fazer por ele. Se o Espírito for infeliz e sofredor, o testemunho de comiseração o aliviará. Se for um Espírito bondoso, pode acontecer que traga a intenção de dar bons conselhos. Tais Espíritos [“fantasmas”] poderão responder, muitas vezes verbalizando mesmo, porém na maioria das vezes o fazem por transmissão de pensamentos.” [4]

Os “fantasmas” afáveis, quando surgem, têm intenções elevadas ou, no mínimo para confortarem pessoas queridas que padecem com a desencarnação de entes queridos e ou com a dúvida sobre a continuação da vida post-mortem; oferecerem sugestões ou, ainda, solicitarem auxílio para si mesmos, “o que pode ser feito através de orações e boas ações, no sentido de corrigir ou compensar as transgressões do morto. Mas os espíritos perversos também aparecem e estes, sim, têm o intuito de "assombrar" os encarnados movidos por sentimentos negativos.” [5]

Os “fantasmas” , aliás, estão por toda parte e não temos a necessidade de vê-los para saber que podem estar ao nosso lado. “O Espírito [“fantasma”]que queira causar perturbação pode fazê-lo, e até com mais penhor, sem ser visto. Ele não é perigoso por ser Espírito [“fantasma”], mas pela influência que pode exercer em nosso pensamento, desviando-nos do bem e impelindo-nos ao mal.” [6]

Em resumo, não é lógico assustar-nos mesmo diante da “assombração de um morto”. Se raciocinarmos com calma compreenderemos que um “fantasma”, qualquer que seja, é menos perigoso do que certos espíritos encarnados que existem à sombra das leis humanas (marginais).


Jorge Hessen



Referências bibliográficas:

[1] KARDEC , Allan. O Livro dos Médiuns, II parte “das manifestações espíritas” capitulo VI “manifestações visuais”, RJ: Ed FEB 2000

[2] Disponível em https://www.bbc.com/portuguese/vert-fut-46515221 acessado em 25/12/2018.

[3] KARDEC, Allan . Revista Espírita, julho de 1860, DF: Ed Edicel, 2002

[4] KARDEC , Allan. O Livro dos Médiuns , II parte “das manifestações espíritas” capitulo VI “manifestações visuais”, RJ: Ed FEB 2000

[5] KARDEC, Allan . Revista Espírita, julho de 1860, DF: Ed Edicel, 2002

[6] KARDEC , Allan. O Livro dos Médiuns , II parte “das manifestações espíritas” capitulo VI “manifestações visuais”, RJ: Ed FEB 2000


Jorge Hessen

10 janeiro 2019

Quais as causas do sono em uma reunião espírita? E como evitá-lo? - Raul Teixeira



QUAIS AS CAUSAS DO SONO EM UMA REUNIÃO ESPÍRITA? 
E COMO EVITÁ-LO


O sono em uma reunião espírita: Quais as causas do sono de que muitos companheiros se queixam quando participam de uma reunião mediúnica? Como evitá-lo?

Raul Teixeira: – As causas podem ser várias. Desde o cansaço físico, quando o indivíduo que vem de atividades muito intensas e que, ao sentar-se, ao relaxar-se, naturalmente é tomado pelo torpor da sonolência.

Também, pode ser causado pela indiferença, pelo desligamento, quando alguém está num lugar, fisicamente, entretanto, pensando em outro, desejando não estar onde se acha. Compelido por uma circunstância qualquer, a pessoa se desloca mentalmente.

O sono pode, ainda, ser provocado por entidades espirituais que nos espreitam e que não têm nenhum interesse em nosso aprendizado para o nosso equilíbrio e crescimento.

Muitas vezes, os companheiros questionam. ‘Mas nós estamos no Centro Espírita, estamos num campo protegido e como o sono nos perturba?”

Temos que entender que tais entidades hipnotizadoras podem não penetrar o circuito de forças vibratórias da Instituição ficam do lado de fora. Mas, a pessoa que entrou no Centro, na reunião não sintonizou-se com o ambiente, continua vinculada aos que se conservam fora, e através dessa porta, desse plug aberto, ou dessa tomada, as entidades que ficaram lá de fora lançam seus tentáculos mentais, formando uma ponte. Então, estabelecida a ligação atuam na intimidade dos centros neuroniais desses incautos, que dormem, que se dizem desdobrar:

“Eu não estava dormindo… apenas desdobrei, eu ouvi tudo…

“Eles viram e ouviram tudo o que não fazia parte da reunião. Foram fazer a viagem com as entidades que os narcotizaram.

Deparamos aí com distúrbios graves, porque quando termina a reunião o indivíduo está fagueiro, ótimo e sem sono e vai assistir à televisão até altas horas, depois de se haver submetido aos fluidos enfermiços. Por isso recomendamos àqueles que estão cansados fisicamente, que façam um ligeiro repouso antes da reunião ainda que seja por poucos minutos, para que o organismo possa beneficiar-se do encontro, para que fiquem mais atentos durante o trabalho doutrinário, levantar-se, borrifar o rosto com água fria, colocar-se em uma posição discreta, sempre que possível ao fundo do salão, em pé, sem encostar-se, a fim de lutar contra o sono.

Apelar para a prece, porque sempre que estamos desejosos de participar do trabalho do bem, contamos com a eficiente colaboração dos Espíritos Bondosos. Faze a tua parte que o céu te ajudará.

Temos, então, o sono como esse terrível adversário de nossa participação, de nosso aprendizado, de nosso crescimento espiritual. Não permitamos que ele se apodere de nós. Lutemos o quanto conseguirmos, e deveremos conseguir sempre, para combatê-lo, para termos bons frutos no bom aprendizado.

Raul Teixeira
Do livro: Diretrizes de Segurança (Divaldo Franco e Raul Teixeira)


09 janeiro 2019

O antídoto para a solidão - Octávio Caúmo Serrano


 
O ANTÍDOTO PARA A SOLIDÃO


Um dos flagelos da humanidade chama-se solidão.

Mas o que é a solidão? Seria a ausência de companhia, de pessoas à nossa volta? Seria estar longe das civilizações?

Mais grave do que estar só é sentir-se só. Duas pessoas que vivem situações parecidas poderão ter comportamentos diferentes. Enquanto uma é infeliz, a outra sobrevive, e bem.

Solidão, mais do que estar só, é a insatisfação da pessoa com a vida e consigo mesma. É precisar da multidão à sua volta, por não perceber que pode bastar-se por si mesma, desde que descubra a riqueza do seu interior. A solidão nasce da insegurança e da necessidade de sentir-se amada, porque ignora que o grande truque é amar.

Há quem use solidão como tempo de inspiração, análise e programação. Não é mais a solidão popularmente conhecida, porque se transforma em recolhimento ao próprio íntimo, necessidade que todos temos, sem nos dar conta. Vez que outra, é preciso estar só. Tentamos nos dar bem com os outros, mas não sabemos viver na harmonia de nós mesmos. Quando Amyr Klink, saindo da África, chegou à Bahia, navegando dias e dias, sozinho em sua pequena embarcação, perguntaram-lhe se a solidão não teria sido seu maior obstáculo. A resposta foi que nunca estivera só, porque muitos torciam por ele e, além disso, fazia o que lhe causava prazer. Quem age dessa forma não dá espaço para a solidão.

Cabe analisar quem são as vítimas da solidão. E responderíamos que são os que não lutam, que nada realizam, não amam, não vivem…!

Quem se fecha em seus problemas, em suas mágoas, melindra-se facilmente, auto-flagela-se e inutiliza preciosas oportunidades de realizações importantes. Deus não pode ocupar-se com os que insistem em ser infelizes. Deixa primeiro que despertem e valorizem a vida, para depois enviar-lhes a ajuda que possam compreender.

O antídoto para a solidão, mais do que os antidepressivos ou os divãs dos analistas, é a ocupação. De qualquer tipo. Trabalho profissional, trabalho de lazer, trabalho de amor ao próximo. Quem se achar em sofrimento, procure ser útil. Quem vive gastando o tempo para reclamar de má sorte, experimente aplicar as horas tristes no trabalho. E como catalisador para esse entendimento não podemos desprezar um agente eficaz contra a solidão: O Centro Espírita.

Nesse pequeno compartimento da imensa Casa de Jesus há, sempre, disponibilidade de vagas para serviços no bem. E, sempre, atinge primeiro o próprio agente. É aí que o jovem estudante busca serenidade para entender as lições mais difíceis; é aí que a moça, frustrada com a perda do namorado, encontra para substituí-lo um amor diferente, sublimado; é ai onde a mãe que ficou, prematuramente, sem o filho querido, conhece outros filhos que suprirão a falta dele; é ai onde a viúva, idosa e enferma, encontra a companhia de operosos auxiliares do Cristo, para suavizar o seu isolamento e a saudade do companheiro; é aí, enfim, onde todo sofrimento se transforma em progresso e entendimento.

Nenhum outro lugar, por mais prazer que ofereça, pode combater a solidão como o Centro Espírita, sem dispêndio para aquele que chega com a mágoa no coração. Ali, enquanto serve, se cura; quando oferece, recebe; ao sorrir, se alegra; com ajuda, se reergue.

Abençoado Centro Espírita, que além destes abriga também os que se sentem infelizes, que têm a alma sensível pronta para oferecer-se. São os que têm consciência de como a vida é boa e retribuem a Deus pela dádiva, ao invés de queixar-se do abandono ou revoltar-se contra os atos comuns da vida de todos nós. Centro Espírita que a todos recebe, servidores e necessitados, com a intenção de irmaná-los e integrá-los em um só propósito e diminuindo a infelicidade porque esta, sempre, faz seu ninho no escuro de cada um, independente da idade, saúde ou situação financeira.

Felizes os que despertam e passam pela porta estreita do Centro. Metade do problema já estará resolvido.

Felizmente, a cada dia os que ali aportam são em maior número e, brevemente, chegará o dia em que o entendimento será absoluto.


Octávio Caúmo Serrano
Redação do Blog Espiritismo Na Rede retirado - Fonte : da Revista Espírita Allan Kardec, nº 37.