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17 agosto 2018

Quem ocupa o primeiro lugar na sua vida? - Adriana Machado



QUEM OCUPA O PRIMEIRO LUGAR NA VIDA?


Muitos têm problema em responder essa pergunta porque ela nos coloca filosoficamente à prova. Somos, por toda a nossa vida, educados a buscar colocar o outro como o principal alvo de nossa atenção: filhos, marido ou esposa, pais, amigos... porque se assim não agirmos, estaremos sendo egoístas, não estaremos sendo verdadeiros cristãos.

Porém, o tempo passa e nós amadurecemos e percebemos que aquilo que pensávamos estar correto, pode não ser bem a verdade a ser mantida.

Jesus não nos disse que deveríamos colocar o outro em primeiro lugar, Ele nos disse: “Amai ao próximo como a si mesmo”. Isso significa que não devemos deixar de amar o outro, mas que não o faríamos mais do que a nós mesmos.

Isso não é egoísmo, isso é amor-próprio. Isso é entendermos que não conseguiremos dar ao outro o que não possuímos, porque vai contra a lei divina: só podemos dispor daquilo que temos ou somos.

No patamar evolutivo que estamos, quando vemos pessoas se “anulando” completamente em prol de alguém, e aplaudimos, valorizando sobremaneira a sua atitude, estamos incentivando-a a fazer algo que não é benéfico nem para ela nem para aquele que é o seu alvo de amor.

Normalmente, em contrapartida por tudo o que faz, este alguém deposita todas as suas expectativas no outro, querendo que ele lhe seja grato eternamente. “Abdica de si” esperando que o ser amado faça por ele, o que ele não fez por si mesmo. Daí é que acontecem os desapontamentos, as expectativas maiores do que o outro consegue lidar e o círculo vicioso se instala.

Assim, aquela mãe que faz tudo pelo seu filho, esquecendo-se de suas próprias necessidades, desejará, no seu íntimo, que ele supra aquilo que ela não está podendo fazer para si mesma. O filho não conseguirá atendê-la e as cobranças se iniciam, muitas vezes, sem ela mesma perceber, porque cobra sem saber o que ela deseja dele e ele, tampouco, saberá o que ela precisa.

Vocês podem se perguntar: mas Jesus, que é o exemplo a ser seguido, não fez isso? Não se sacrificou por todos nós, sem pensar em si mesmo? Minha resposta é simples: Ele, em nenhum momento, deixou de amar a Si mesmo e jamais abriu mão de Seu ser por nós. No “sacrifício” que fez, não abriu mão de quem Ele era, porque Ele sabe amar.

Jesus nos proporcionou uma lição de amor e devotamento às verdades que trazia em Seu peito e, nessas verdades, nós estávamos incluídos. Jesus viveu para cumprir a missão que se propôs e não abriu não dela, amando-nos sem cobranças. Como um pai que coloca a sua vida em risco por um filho em perigo, sem exigências e preocupações, Jesus fez o mesmo por nós. Isso é amor e devotamento. Não é deixar de se amar pelo outro, é amar o outro como nos amamos.

Confundimos tais sentimentos e invadimos a vida do outro, porque ainda não compreendemos que a dor é útil, nos fortalece e nos amadurece para o nosso trilhar evolutivo. Por não gostarmos de sofrer, queremos abraçar as dores de nossos amores para poupá-los do sofrimento, mas, esquecemos de que somos quem somos pela somatória de todas as experiências vivenciadas. Jesus era quem era pelo mesmo motivo.

Estamos crescendo e percebendo que precisamos nos amar conscientemente. E se este amar significa vez por outra auxiliarmos quem amamos em sua trajetória, tudo bem. Mas, não os deixar viver por temermos que eles se forjem nas labaredas da dor que edifica a sua alma, estaremos errando duplamente, conosco e com eles.




16 agosto 2018

Segredo dos Invejáveis - Orson Peter Carrara




SEGREDO DOS INVEJÁVEIS


Imagine o que é ser invejável. Por outro lado, como é a estrutura de uma pessoa considerada invejável? E se ampliarmos a questão para famílias invejáveis? Qual o segredo delas? E como se relacionam os invejáveis?

Inveja é algo ridículo. Invejar posição ou bens alheios demonstra incapacidade de descobrir os próprios talentos, perdendo a chance de crescimento no tempo que se dedica ao desgosto com o bem ou a felicidade alheia. Ridículo, dispensável, verdadeira tolice.

Cada qual tem sua própria habilidade, sua própria capacidade, para não dizer várias, que deve ser movimentada no sentido do próprio crescimento. Porque ficar se ocupando e se martirizando com as conquistas alheias? É dessa tortura inútil que surgem as calúnias e tantos prejuízos nos relacionamentos que poderiam muito bem ser mais saudáveis.

Mas, o foco aqui é outro. Desejamos focar que todos podem transformar os desafios diários em verdadeiros e autênticos tesouros de crescimento. Pois afinal, a palavra invejável, por mais paradoxal que possa parecer, muda o sentido da inveja e torna-se apreciável até como estímulo e motivação.

A definição da palavra é: que merece ser invejado; apetecível; precioso.V Sim, porque demonstra e traz alguém que se esforçou, que se dedicou, que conquistou e, portanto, merece ser exemplo para muitos outros.

Podemos começar dizendo que o invejável é alguém bem acordado para as oportunidades diárias que a vida oferece. É alguém com tenacidade, pois enquanto isso é sonho para muitos, é realidade para o invejável. Por outro lado, não se prende à culpa, não fica se comparando; liberta-se da necessidade de aprovação, ama e sabe ser amado, cresce com as inimizades; dribla a ansiedade, tem consciência da brevidade da vida e não perde tempo com tolices, não se rende à preguiça, está sempre se recriando, utiliza as adversidades a seu favor e tira os projetos do papel, tornando-os realidade.

Notem os leitores. São posturas de decisão, criatividade, iniciativa, trabalho, esforço.

Todas essas reflexões estão no belo livro de Lígia Guerra, editado pela Editora Gente, e que traz o título O Segredo dos Invejáveis. Lígia é psicóloga, reside em Curitiba, e sua sensibilidade pode ajudar muitas pessoas no foco psicológico que muitas vezes nos deixamos conduzir com pessimismo, medo ou tantas inseguranças. Lígia destaca, com exemplos marcantes, essa postura de superar obstáculos e prosseguir progredindo. Visite o site www.ligiaguerra.com e, quando puder pesquise pelo Google o vídeo “Lígia Guerra fala do desejo feminino de ser sempre certinha” . No youtube o leitor também encontra muitas reportagens e entrevistas com a citada autora.

Trazendo o assunto para a ótica espírita, a abrangência é notável, face a essa imperfeição moral gritante que é a inveja. Que faz sofrer, que gera angústias, que divide ou separa e destrói grupos e iniciativas.

Allan Kardec e os espíritos trouxeram o assunto com muita lucidez na Codificação e na Revista Espírita. Dada a quantidade de pesquisa que a palavra permite, sugiro ao leitor acessar o portal www.kardecpedia.com e digitar a palavra inveja. E terá vasto material de pesquisa e consuta. Aliás, o site é uma maravilha. Não deixe de visitar. É, digamos, “invejável”....


Por Orson Peter Carrara



15 agosto 2018

Estímulos Indiretos - Joanna de Ângelis



ESTÍMULOS INDIRETOS


Enfrenta o vírus da má-vontade mediante a ação positiva, sem consideração maior pelos fatores perturbantes daqueles que se encontram contaminados.

Arrosta, jovialmente, as conseqüências da tua decisão feliz de servir o bem, não concedendo entrevistas, nem justificações da tua atividade aos ociosos e sempre conflitados.

Imprime tranqüilidade nas tuas tarefas, embora soprem os ventos da dissensão em tua volta.

Cerra os ouvidos à maledicência contumaz dos frívolos, que a utilizam por despeito e inveja dos que promovem a atividade dignificadora.

Há sempre quem esteja contra.

Inclusive, defrontarás pelo caminho aqueles que estão contra eles mesmos.

Não lhes dês tento.

Os insensatos, que sempre se fazem presença perniciosa, fáceis instrumentos da bajulação ou da guerrilha de bastidores, estão enfermos e insistem por ignorá-lo.

Propõe-te ao prosseguimento da tua transformação moral.

Ninguém prejudica outrem, se este não se detiver na faixa de sintonia perversa.

Todo aquele que promove o desequilíbrio, estimulando a luta inglória, acumula nimbos tempestuosos sobre a própria cabeça, prenunciando desastres para depois.

Tem a coragem de estar com eles; não te infestando, porém, das suas mazelas.

Por todos os meios supre-te de valor, para que não te desanimes no contanto constante com tais companheiros porta-vozes do infortúnio e da irresponsabilidade.

A tua é a tarefa de espalhar esperanças e valores de paz.

Todos se reencarnam para progredir, ressarcir delitos, libertar-se das paixões inferiores. Estão programados para a felicidade...

Estagiar no comodismo ou avançar com decisão; permanecer no desvio ou retornar ao caminho; insistir na desídia ou removê-la de si mesmo; estacionar no trabalho ou crescer com decisão é compromisso pessoal, que cada qual deve atender.

Realiza o teu mister com alegria, por mais inexpressivo pareça.

A usina grandiosa tem pequenas peças e implementos que lhe respondem pela segurança.

A represa formidanda repousa no trabalho do operário modesto, tanto quanto no da equipe técnica que a concebeu.

Os que, de alguma forma, intentam perturbar-te o trabalho, são estímulos indiretos à tua dedicação.

Porfia e avança, embora a má vontade, o desentendimento, o amálgama das pequenezes espirituais dos que estão contigo.

Hoje, que percebes melhor, compreendes que já transitaste por aquelas ínvias sendas, desde que, aspirando por metas mais altas, avançaste, lutando.

Também eles se libertarão da conjuntura na qual, por enquanto, se debatem.

Pelo espírito Joanna de Ângelis
Livro: Alerta
Psicografia de Divaldo Pereira Franco

14 agosto 2018

Ética ou Religião: qual você prefere? - Ricardo Orestes Forni



ÉTICA OU RELIGIÃO: QUAL VOCÊ PREFERE?


 “Através da religião, o homem aprofunda reflexões e mergulha no seu inconsciente, fazendo que ressumem angústias e incertezas, animosidades e tormentos que podem ser enfrentados à luz da proposta da fé, e que são lentamente diluídos, portanto, eliminados, a serviço do bem-estar pessoal, que se instala lentamente, tornando-o cada vez mais livre e, portanto, mais feliz.” – Joanna de Ângelis.

A edição de julho de 2015 da revista Seleções READER´S DIGEST, páginas 72 a 79, traz uma reportagem com dalai-lama Tenzin Gyatso, de 80 anos de idade, sendo o 14º dalai-lama. Nascido no dia 6 de julho de 1935 no Tibete, foi reconhecido aos dois anos de idade como sendo a reencarnação do 13º dalai-lama. Entre as suas declarações, vamos destacar a seguinte: É claro que o conhecimento e a prática da religião são úteis, mas hoje já não bastam, como mostram, com clareza cada vez maior, exemplos no mundo inteiro. Isso é verdade em todas as religiões, inclusive no cristianismo e no budismo. Guerras foram travadas em nome da religião, “guerras santas”. Muitas vezes as religiões foram e ainda são intolerantes.

Por isso digo que, no século 21, precisamos de uma nova ética que transcenda todas as religiões. Muito mais importante do que a religião é nossa espiritualidade humana elementar. Ela é uma predisposição para o amor, a bondade e o afeto que todos temos dentro de nós, seja qual for a nossa religião. Pode-se viver sem religião, mas não se pode viver sem valores íntimos, sem ética.

Uma pergunta que o cristão raramente se faz é sobre qual a religião que Jesus professava quando encarnou entre nós para a execução da maior tarefa de amor de que se tem notícia sobre a face da Terra. Ele se colocava dizendo que estava a serviço de Deus sem mencionar religião alguma. “Eu e o Pai somos um”, o que levou a imaginação e interesses humanos a confundi-Lo com o próprio Deus, tendo sido decretado por homens falíveis a divindade Dele.

Em seguida, uma outra pergunta que deve se seguir a essa: qual a religião que Ele nos deixou? Deu alguma denominação, ou “cristianismo” foi uma criação do homem? Podemos afirmar com toda a certeza, porém, que nos legou um código de ética jamais visto com tal clareza até então, principalmente se tomarmos como referência o Sermão da Montanha.

Portanto, o dalai-lama está correto. Com ética no sentido de valores morais, o Espírito, dependendo da sua evolução, já reencarna. A religião, via de regra, é uma opção que vem a posteriori. Influência dos pais; livre escolha da própria pessoa; conveniências da situação em que o indivíduo está vivendo; influência de amigos; de paixões etc.

Através da religião a ética se manifesta. Ou será que não, mas sim através da religiosidade que são coisas absolutamente diferentes? Fico com essa última colocação devido ao ensinamento de Joanna de Ângelis quando ela nos diz: A religiosidade é uma conquista que ultrapassa a adoção de uma religião; uma realização interior lúcida, que independe do formalismo, mas que apenas se consegue através da coragem de o homem emergir da rotina e encontrar a própria felicidade. E encontra essa felicidade porque a consciência pacificada pelo dever cumprido pode ser alcançada sem religião nenhuma, apenas pelos valores éticos que cada um traz dentro de si, incorporados que foram por conquistas milenares ao longo do caminho evolutivo.

Quantos não ostentam uma religião e são a razão do sofrimento dos seus semelhantes? Que “batem no peito” e torturam animais e destroem a natureza através da poluição da atmosfera, de rios, de oceanos, de florestas que são dizimadas em busca da corrida tresloucada pelo dinheiro do mundo que permanecerá no mundo, sem que um único mísero centavo adentre o caixão onde o corpo sem vida repousa em direção ao aniquilamento total! Quantos não se apresentam como participantes de alguma religião e se transformam em instrumentos da corrupção ou se sujeitam a ela desesperados pelo lucro imediato com que os homens lhes acenam, amordaçando a própria consciência como se pudessem sufocá-la para sempre? Como se a morte nunca fosse convocá-los para o local da Justiça perfeita e incorrupta, onde mergulharão no inferno interior pela ausência dos valores éticos que resolveram ignorar ou nunca tenham tido interesse em adquiri-los, na tentativa vã de subornar a própria consciência?

Acertadamente afirma o dalai-lama que pode-se viver sem religião, mas não se pode viver sem valores íntimos, sem ética.

Antes de se tornar o Codificador da Doutrina Espírita, Allan Kardec era possuidor da ética suficiente que o fez escolhido para a missão de trazer aos homens uma filosofia de implicação moral que nos permite adquirir os valores éticos necessários a todos aqueles que se pronunciam como espíritas cristãos. Resta apenas a cada um indagar da própria consciência se temos aproveitado tal oportunidade.

Por Ricardo Orestes Forni


13 agosto 2018

Comerciantes mirins, novas gerações e o mundo de regeneração - Jorge Hessen




COMERCIANTES MIRINS, NOVAS GERAÇÕES 
E O MUNDO DE REGENARAÇÃO


Novas gerações, velhas provocações diante dos atuais desafios da inteligência infanto-juvenil. Realmente observamos os pequenos (crianças e adolescentes) como exímios empreendedores que se sobressaem quais proeminentes alienígenas negociantes e habitantes da Terra.

São indicativos panoramas para uma Nova Era sob as ondas das informações ultrarrápidas e estímulos ao empreendedorismo, cujos efeitos são os surgimentos dos mirins fenomenais que nestes tempos de vida apressada hão faturado alto antes mesmo de completarem a maioridade. Quiçá estejamos diante do convite à solidariedade, inobstante o acúmulo de bens que paradoxalmente poderá diminuir a desigualdade das riquezas.

Além de Mikaila Ulmer, uma das empresárias mais jovens dos EUA, com a criação do BeeSweet Lemonade, comerciando 360 mil garrafas de sua limonada por ano em lojas sofisticadas, como a rede de supermercados Whole Foods, listamos aqui outros empreendedores mirins da Nova era. É o caso de Pixies Bows, responsável pela loja virtual Pixies Bows, em que vende laços e tiaras, os dois acessórios mais marcantes de seu estilo. As peças estão à venda entre US$ 15 e US$ 24 (R$ 45 e R$ 72).

Lembramos de Charlis Crafty Kitchen, de 8 anos, que já virou uma celebridade na internet e fatura cerca de US$ 128 mil com vídeos em que ensina receitas. Outro fenômeno é o pequeno Evan, que desde 2011 faz vídeos no YouTube. Atualmente, seu canal EvanTubeHD já tem mais de 1 bilhão de visualizações e 1,3 milhão de assinantes e fatura mais de US$ 1 milhão.

Outro exemplo é Rachel Zietz, de 18 anos que detém marca para vender equipamentos esportivos. A jovem lançou sua empresa, a Gladiator Lacrosse, e já faturou mais de 1 milhão de dólares.

Noa Mintz tinha apenas 15 anos e já faturava cerca de US$ 500 mil por ano. Sua empresa cobra uma taxa de US$ 5 por serviço de baby-sitter arranjado, e uma taxa de 15% sobre o primeiro salário das babás, que varia entre US$ 64 mil e US$ 100 mil por ano.

Seguramente teremos que aprender a conviver com a pós-modernidade considerando a presença do capital e o consumismo licenciosos, da difusão de conhecimento e tecnologia avançada apressando a automação da vida terrestre, da carência de valores morais, da extenuação dos sistemas de ideias, do desalento dos vínculos afetivos e do egocentrismo acentuado.

Eis aí algumas particularidades da Nova Era que ainda suscitam incertezas de um porvir de um planeta mais pacífico e fraterno. Todas essas mudanças velozes de empreendimentos precoces e as crises presentes nas inquietas esferas sociais indiciam a (pré)construção do mundo de regeneração, que não poderá ser regido pelo convite materialista ainda vigente em nosso atual estágio evolutivo.

A geração da Nova Era, encarnada ou em via de encarnar neste período sensível de mudanças paradigmáticas, obviamente traz uma bagagem moral e intelectual específica do mundo extrafísico e tem ciência sobre a sua fascinante incumbência de tomar as rédeas desse patrimônio civilizacional em nome de um multiculturalismo econômico às vezes insano.

Sim, geração que deve estar comprometida com missões diferentes para o bem coletivo, com o desígnio de agenciar as transformações imprescindíveis que estão antevistas na Lei do Progresso.

Deste modo, não estamos diante de uma geração de seres perfeitos para iniciar uma revolução prodigiosa na Terra, mas tão somente de Espíritos mais experientes nas diversas (re)encarnações terrestres que, mais perspicazes e ilustrados, esquadrinham um indulto na consciência com vista a edificação do amanhã brilhante, cientes de que, sem o enriquecimento moral por meio da observância da Lei de amor, justiça e caridade, será impraticável a concretização do mundo de regeneração.

Jorge Hessen

12 agosto 2018

Nós temos desafios ou problemas? - Luiz Guimarães Gomes de Sá



NOS TEMOS DESAFIOS OU PROBLEMAS?


Observando o nosso dia a dia, verificamos que os acontecimentos que se apresentam podem ser desafios ou problemas, dependendo da forma como os encaramos. Nesse contexto podemos dizer que desafio é tudo aquilo que nos instiga à superação.

É uma espécie de “estímulo” que recebemos e também uma oportunidade para testar a nossa capacidade de vencer aquilo que nos incomoda ou nos conduzir a transtornos de qualquer ordem. Devemos exercitar a paciência e a coragem, para termos condições de enfrentá-los e chegar a um desfecho menos sofrido. Obviamente que essa vitória dependerá de esforço e determinação, e que jamais mergulhemos no desânimo.

Por outro lado, o que seria um problema? Podemos dizer que se trata de algo que nos chega de forma assustadora e que, de início, nos sentimos impotentes para a devida solução. É nesse ponto que o medo e o pessimismo se fazem presentes, trazendo-nos a incerteza quanto ao resultado desse enfrentamento. Daí em diante estaremos no curso de um sofrimento avassalador que terá consequências das mais variadas em nosso campo mental, com repercussões severas no corpo físico, onde a angústia solapa o nosso bem-estar.

O desejo de ser feliz faz parte do sentimento de todo ser humano, sendo essa busca um trabalho diuturno. Contudo, n’ O Livro dos Espíritos, questão 920, temos: “O homem pode gozar na Terra de uma felicidade completa? – Não, pois a vida lhe foi dada como prova ou expiação, mas dele depende abrandar os seus males e ser tão feliz quanto se pode ser na Terra”.

Conscientes dessa assertiva, devemos aceitar os dias atribulados como parte das nossas existências, não cabendo entrar em desespero, mesmo porque somente faremos recrudescer os nossos sofrimentos. Isto posto, descortinemos aquela força interior que nos move diante de tudo que nos ameaça. Esse poder inerente ao ser humano não é bem conhecido, merecendo que nos apercebamos do mesmo, tornando-o útil para melhor vivermos.

Uma reflexão importante se faz necessária e consiste em mudarmos a maneira de ver os fatos e coisas. Lembremo-nos de que toda “moeda” tem dois lados e em geral não atentamos para uma visão diversa daquela que adotamos rotineiramente, face ao arquivo das experiências pretéritas que nos faz proceder conforme aquelas vivências com inúmeros equívocos.

É preciso ter em mente que, não raro, os sofrimentos são “sinais” de alerta para que tomemos novos rumos em nossas vidas. Infelizmente a visão material nos afasta da dimensão extrafísica que se constitui na verdadeira vida, que é a espiritual.

Temos ainda em Matheus 5:4: “Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados”. Desnecessário dizer que a prece, a fé e a esperança configuram a trilogia que nos impulsiona para a resignação, fortalecendo os nossos passos para o contínuo processo evolutivo.

(Todos nós somos suscetíveis a oscilações. A vida é um “surf”, onde as ondas influenciam as emoções e os sentimentos.)


Luiz Guimarães Gomes de Sá



Grupo Espírita Casa do Caminho de S.Vicente


Local: Rua Jacob Emmerick, 903 - Centro - S.Vicente/SP
Grupo Espírita Casa do Caminho de S.Vicente
Propósito, História e Programação


O Grupo Espírita Casa do Caminho é uma entidade que foi criada com o intuito de levar o estudo, auxilio espiritual e o conhecimento da doutrina espírita Kardequiana a todos que a procurarem. Esta entidade é sem fins lucrativos, nós trabalhamos com afinco para construirmos nossa sede própria. Almejamos ampliar tanto o nosso espaço físico, como o nossa assistência aos carentes que nos procuram.


***

Dirigente da Casa: Jussara Faria

*

Resumo de sua história


Um grupo de 12 amigos, começou a se reunir todas as terças-feiras para fazer o evangelho. Um ano depois, ou seja, em 20/01/1996, após muitas reuniões, iniciou-se a Casa do Caminho, dava-se assim o início aos trabalhos ao público, onde a maior intenção era levar ao próximo os seus ensinamentos da doutrina e assistência espiritual.

*

PROGRAMAÇÃO SEMANAL

SEGUNDA-FEIRA (NOITE)
Atendimento Fraterno das 18:30hs às 19:00hs
Musicaterapia das 19:00hs às 20:00hs
Palestra das 20:00hs às 20:30hs
Passes e Água Fluidificada.

TERÇA-FEIRA
Curso de Educação Mediúnica (Trabalho Privativo)
das 19:30hs às 21:00hs

QUINTA-FEIRA
Tratamento Médico Espiritual (Cirurgia)  às 17:30 hs
(Trabalho Privativo)

SEXTA-FEIRA

Desobsessão às 19:30 hs (Trabalho Privativo)


SÁBADO
Atendimento Fraterno às 14:00hs
Palestra e  Passes às 15:30hs
Evangelização Infantil às 17:00hs
ESDE (Estudo Sistematizado da  Doutrina Espírita) às 17:00hs

LINKS:
Deste Blog: http://www.gecasadocaminhosv.blogspot.com
Facebook: https://www.facebook.com/gecasadocaminhosv


11 agosto 2018

A verdadeira honestidade - Richard Simonetti



A VERDADEIRA HONESTIDADE


José Brê faleceu em 1840. Dois anos depois, numa reunião mediúnica, em Bordéus, foi evocado por sua neta, em manifestação registrada no livro O Céu e o Inferno, de Allan Kardec. O diálogo entre ambos é um repositório marcante de ensinamentos que merecem nossa reflexão.

– Caro avô, o senhor pode dizer-me como vos encontrais no mundo dos Espíritos e dar-me quaisquer pormenores úteis ao meu progresso?

– Tudo o que quiser, querida filha. Eu expio a minha descrença, porém grande é a bondade de Deus, que atende às circunstâncias. Sofro, mas não como poderias imaginar. É o desgosto de não ter melhor aproveitado o tempo aí na Terra.

– Como não o empregou? Pois o senhor não viveu sempre honestamente?
– Sim, no juízo dos homens; mas há um abismo entre a honestidade perante os homens e a honestidade perante Deus.

O Espírito coloca o dedo na ferida, porquanto o grande problema no estágio em que nos encontramos é harmonizar a honestidade perante os homens com a honestidade perante Deus.

O rico empresário que explora seus funcionários, pagando-lhes salário irrisório para ampliar os lucros. O investidor que se vangloria de ter comprado imóvel por fração de seu valor, porque o proprietário estava com a corda no pescoço. O funcionário que aciona a empresa de onde foi demitido, reivindicando benefícios imerecidos; O médico que mantém o paciente terminal numa UTI, prolongando sua agonia para engordar sua remuneração. O governante que, para conquistar adesões, nomeia para cargos de confiança pessoas sem qualificação profissional…

Atuam todos estritamente dentro das leis humanas, mas infringem leis divinas, enquadrados em hipocrisia, um dos delitos mais veementemente condenados por Jesus.

Diz o Espírito:
Não é difícil ter epitáfio de honestidade perante os homens, pagando as contas em dia, não emitindo cheque sem fundos, não tendo o nome sujo na praça...

José Brê explica o que é não transgredir as leis divinas:

Honesto aos olhos de Deus será aquele que, possuído de abnegação e amor, consagre a existência ao bem, ao progresso dos semelhantes.

Aquele que, animado de um zelo sem limites, for ativo no cumprimento dos deveres materiais, ensinando e exemplificando aos outros o amor ao trabalho. Ativo nas boas ações sem esquecer a condição do servo ao qual o Senhor pedirá contas um dia do emprego do seu tempo. Ativo finalmente na prática do amor de Deus e do próximo.

Assim, o homem honesto, perante Deus, deve evitar cuidadosamente as palavras mordazes, veneno escondido nas flores, que destrói reputações e acabrunha o homem, muitas vezes cobrindo-o de ridículo.

O homem honesto, segundo Deus, deve ter sempre cerrado o coração a quaisquer germes de orgulho, de inveja, de ambição. Deve ser paciente e benévolo para com aqueles que o agredirem. Deve perdoar do fundo d’alma, sem esforços e sobretudo sem ostentação, a quem quer que o ofenda.

– Estou perdido! – espantava-se um amigo, após a leitura desse trecho da comunicação – Acabo de descobrir que sou extremamente desonesto no contexto das leis divinas.

Forçoso reconhecer, entretanto, que raros podem dizer que cumprem integralmente preceitos dessa natureza e, sobretudo, a regra áurea de Jesus, no exercício do amor.

José Brê tinha a seu favor o fato de desconhecer a vida espiritual, o que nos espera na grande transição, e o que é, legitimamente, ser honesto aos olhos de Deus.

Dessa vantagem não desfrutamos nós, espíritas, não desfrutará você, caro leitor, após ler essa mensagem tão significativa que anula para nós o benefício da ignorância.

Richard Simonetti

10 agosto 2018

Obsessão e Loucura - Caibar Schutel



OBSESSÃO E LOUCURA


Obsessão sob o ponto de vista Espírita o desequilíbrio das funções cerebrais se traduz pelas duas palavras: Obsessão e Loucura.

Obsessão é o domínio que os maus Espíritos exercem sobre certas pessoas no intuito de submetê-las à sua vontade, pelo simples prazer de fazerem mal, ou exercerem uma vingança.

Loucura é um estado mórbido dos órgãos que se traduz as mais das vezes por uma lesão; é, portanto uma moléstia tísica em sua causa, ainda que seja mental na maior parte dos seus efeitos.

Na obsessão se distingue a sugestão, a fascinação e subjugação - como na loucura se verificam a monomania, a mania, a demência e a idiotismo.

A sugestão é o que chamamos obsessão simples; - o indivíduo conhece uma força estranha que sobre ele atua, procura livrar-se e se tem à força moral precisa para vencer o inimigo, dele se desembaraça com mais ou menos dificuldade.

A fascinação tem conseqüências muito mais graves: o Espírito conduz aquele a quem domina como quem conduz um cego e pode excitá-lo a proceder de modo ridículo, comprometedor e até perigoso.

A subjugação é uma pressão que paralisa a vontade daquele que a sofre, e o faz proceder contra a sua vontade. Acha-se verdadeiramente sob um jugo.

A subjugação pode ser moral ou corporal. No primeiro caso o subjugado é solicitado a tomar determinações absurdas e comprometedoras, que por uma espécie de ilusão julga sensatas: é uma espécie de fascinação em alto grau. No segundo caso o Espírito atua sobre os órgãos materiais e provoca movimentos involuntários.

É bastante se ter assistido uma sessão de Hipnotismo para compreender a cena que invisivelmente se desenrola ante nós e que deixamos desapercebida por não afetar os nossos sentidos materiais.

Assim também o cego de nascença negará a ação hipnótica exercida de um indivíduo a outro.

O hábito mata a sensação: o costume de ver loucos e de não buscar as causas que engendraram a loucura nos faz encarar por um outro prisma os desarranjos mentais que têm encerrado nos manicômios tantos infelizes.

Voltando ao hipnotismo é preciso lembrar que neste também se observa diversas fases ou estado: 1 ° Sugestão; 2° Fascinação; 3° Catalepsia; 4° Estado Sonambúlico; 5° Estado Letárgico; 6° Sonambulismo lúcido; 7° Extático.

A este último sucede o desdobramento da pessoa.

Quem hipnotiza não é o corpo e sim o indivíduo - o ser pensante - o Espírito. Claro está que sendo o homem imortal ele pode continuar a hipnotizar no estado invisível em que se acha, exercendo com mais facilidade o seu império, visto a sua invisibilidade - é o que chamamos obsessão.

Hipnotiza-se um indivíduo violentando-lhe à vontade, aniquilando-lhe a liberdade; é nisto que o hipnotismo se diferencia do magnetismo. A hipnotização de um para , outro homem é uma obsessão intervivos.

Hipnotizáveis são, mais ou menos, todas as pessoas e com mais forte razão aquelas que abdicam a liberdade - o livre arbítrio que por Deus lhe foi concedido obedecem cegamente os preconceitos e as imposições que lhes são sugeridas. Donde se pode concluir que é difícil hipnotizar um espírita verdadeiro: um homem que pensa, que raciocina, que discute, que analisa, que compreende, e sabe discenir o bom do mau - a verdade da falsidade.

O espírita médium não se deixa hipnotizar, e quando ele fica mediunizado é que se deixou magnetizar e não hipnotizar, palavras mui distintas e de significação mui diversa.

São raríssimos os casos de obsessão espírita e o testemunho desta verdade tios dá o grande alienista e neuro-patologista dr. Henrique Marselli - professor de clínica mental e nervosa na Universidade de Gênova, quando diz em seu livro:

"É meu dever declarar que deploráveis casos de nevrose "espírita" são muito raros; na minha carreira e entre milhares de doentes, apenas me recordo de quatro ou cinco. Todos as espíritas que melhor conheço me pareceram todos de um caráter equilibrado, duma inteligência cultivada e de uma excelente saúde".

Autor: Caírbar Schutel

09 agosto 2018

Traição Sob a Ótica Espírita - Werlany Maciel



TRAIÇÃO SOB A ÓTICA ESPÍRITA


No livro Nosso Lar, pelo espírito André Luiz, psicografia de Chico Xavier temos uma preciosa lição no que se refere à traição.

André ao receber a visita de sua mãe, indaga por seu pai:

"- E meu pai? - perguntei - onde está? Por que não veio com a senhora?

Minha mãe estampou singular expressão no rosto e respondeu:

- Ah! teu pai! teu pai!... Há doze anos que está numa zona de trevas compactas no Umbral.

Na Terra, sempre nos parecera fiel às tradições da família, arraigado ao cavalheirismo do alto comércio a cujos quadros, pertenceu até ao fim da existência e ao fervor do culto externo, em matéria religiosa; mas, no fundo, era fraco e mantinha ligações clandestinas, fora do nosso lar.

Duas delas estavam mentalmente ligadas a vasta rede de entidades maléficas, e, tão logo desencarnou o meu pobre Laerte, a passagem no Umbral lhe foi muito amarga, porque as desventuradas criaturas, a quem fizera muitas promessas, aguardavam-no ansiosas, prendendo-o de novo nas teias da ilusão. A princípio, ele quis reagir, esforçando-se por encontrar-me, mas não pôde compreender que após a morte do corpo físico a alma se encontra tal qual vive intrinsecamente.

Laerte, portanto, não percebeu minha presença espiritual, nem a assistência desvelada de outros amigos nossos. Tendo gasto muitos anos a fingir, viciara a visão espiritual, restringira o padrão vibratório, e o resultado foi achar-se tão-só na companhia das relações que cultivara irrefletidamente, pela mente e pelo coração. Os princípios da família e o amor ao nosso nome ocuparam algum tempo o seu espírito. De algum modo, lutou, repelindo as tentações; mas caiu afinal, novamente enredado na sombra, por falta de perseverança no bem e reto pensamento.

Muitíssimo impressionado, perguntei:

- Não há, porém, meios de subtraí-lo a tais abjeções?

- Ah! meu filho - elucidou a palavra materna -, eu o visito freqüentemente. Ele, porém, não me percebe. Seu potencial vibratório é ainda muito baixo.

Tento atraí-lo ao bom caminho, pela inspiração, mas apenas consigo arrancar-lhe algumas lágrimas de arrependimento, de quando em quando, sem obter resoluções sérias. As infelizes, das quais se tornou prisioneiro, retiram-no às minhas sugestões.

Venho trabalhando intensamente, anos a fio, solicitei o amparo de amigos em cinco núcleos diversos, de atividade espiritual mais elevada, inclusive aqui em "Nosso Lar".

Certa vez, Clarêncio quase conseguiu atraí-lo ao Ministério da Regeneração, mas debalde. Não é possível acender luz em candeia sem óleo e sem pavio... Precisamos da adesão mental de Laerte, para conseguir levantá-lo e abrir-lhe a visão espiritual. No entanto, o pobrezinho permanece inativo em si mesmo, entre a indiferença e a revolta.

Assombravam-me as informações referentes a meu pai. Que espécie de lutas seriam as dele? Não parecia sincero praticante dos preceitos religiosos, não comungava todos os domingos? Enlevado com a dedicação maternal, perguntei:

- A senhora, entretanto, auxilia o papai, não obstante a ligação dele com essas mulheres infames?

- Não as classifiques assim - ponderou minha mãe -' dize, antes, meu filho, nossas irmãs doentes, ignorantes ou infelizes. São filhas de nosso Pai, igualmente. Não tenho feito intercessões apenas por Laerte, mas por elas também, e estou convencida de haver encontrado recursos para atraí-los todos ao meu coração.

Espantou-me a grande manifestação de renúncia."

Vemos nesse contexto que o Pai do André embora vivesse uma vida de mentiras, chegando ao plano espiritual teve que enfrentar a verdade que só sua consciência conhecia.

E ainda que tenha sido para ele uma aventura sem grande importância, não imaginava que seria tão sério para as criaturas com quem se envolvia. Não esperava que esses encontros gerasse tantas expectativas nessas mulheres a ponto de cobrar no além-túmulo o que não conseguiram enquanto encarnadas.

Muitas vezes enganamos pessoas a nossa volta, (seja em uma traição no relacionamento afetivo como qualquer outra ligação) na ilusão que é uma ação boba, que não trará grandes consequências. O que esquecemos é que como o Laerte, temos a ilusão que podemos enganar, brincar com o outro e ficar por isso mesmo.

O que pra você pode ser, mais um encontro casual sem importância sentimental, para o outro pode estar contribuindo para criar desilusões de grande impacto.

Brincar com as pessoas gera consequências gravíssimas, até porque aquele que engana, logo esquece, mas o que é enganado, dependendo de sua evolução moral pode gerar rancores e ódios criadores de muito sofrimento para todos os envolvidos.

É preciso analisar os atos. Se colocarmos na cabeça que cada ato nosso gera uma reação, nós agiríamos com mais cautela e não daríamos vazão as nossas fraquezas com tanta displicência. Será que uma satisfação momentânea vale anos de sofrimento?

Nada nesse mundo vale a nossa paz.

Tratar o outro com respeito e se colocar sempre na mesma situação. E se fosse comigo? Esta é a pergunta que nos livrará de muitos tropeços.

Enquanto a mãe de André tida aos olhos terráqueos como a traída, a idiota, a coitada... estava na verdade em paz e feliz na colônia, pedindo por aqueles que a enganavam, e que por isso estavam em zonas de sofrimento.

Outra coisa que ela diz é que, o Laerte estava tão acostumado a mentir, a enganar, que viciara a visão. É o que costumamos dizer que tem gente que mente tanto que acaba acreditando na própria mentira. E por estar nesse padrão vibratório pesado não conseguia nem enxergar a ajuda que o Alto lhe enviava. É preciso muitas lágrimas para limpar a cegueira que criamos sob nossos olhos.

Nem todos evoluem pelo amor, infelizmente muitos só avançam pela dor.

Aqui não nos cabe julgamentos mas apenas a lição de que nada fica impune. Ainda que nos pareça que não estamos prejudicando ninguém, quando o véu da encarnação se rompe conseguimos enxergar com exatidão o peso de nossos atos.

Orai e vigiai, nos refletiu Jesus conhecendo bem as nossas faltas. Como Irmão Maior, nos alertou ao fato de amarmos ao próximo como a nós mesmos. Ou seja, fazer pelo outro apenas o que queríamos que nos fizesse.

Werlany Maciel


08 agosto 2018

Não se impressione com o mal - Maurício de Castro



NÃO SE IMPRESSIONE COM O MAL

Os meios de comunicação, a mídia, os grupos de pessoas e até algumas religiões têm pregado o mal como algo inevitável, comum e invencível, assustando as pessoas impressionáveis e pintando o mundo como um lugar de horrores, onde ninguém pode ser feliz e o mal sempre vence. Porém isso não é verdade.

O mal depende apenas daqueles que acreditam nele e o materializam aqui na Terra. Embora o mal faça muito barulho e impressione, ele nunca foi nem maior, nem mais poderoso que o bem.

Na verdade o mal é uma ilusão e só acontece com as pessoas que acreditam nele por meio de pensamentos, crenças e atitudes. Por isso não dê força ao mal, nem tenha medo dele. Ter medo do mal é acreditar que ele tem poder, é abrir as portas para que ele entre em sua vida. Seja prudente, mas só acredite no bem.

Quando você ver tragédias, dores e problemas ocorrendo no mundo, em vez de se impressionar, diga firme: "comigo não vai acontecer, eu só acredito no bem". Repita sempre isso. Creia no bem. Viva no bem, então o mal não terá mais nenhum espaço em sua vida.

Maurício de Castro
Fonte: Intelibra

 

07 agosto 2018

Medo: freio ou impulsionador? - Adriana Machado,




MEDO: FREIO OU IMPUSIONADOR?


Todos somos portadores de muitos medos. Pequenos, médios, grandes ou enormes, eles nos preenchem quando algumas circunstâncias se fazem presentes em nossas vidas.

O medo é uma reação natural e, em razão disso, já podemos analisar a sua importância para nós. Ai de nós se não tivéssemos medo! Ai de nós, que já não temos juízo suficiente, se não tivéssemos esse freio natural para a nossa subsistência!

O medo é importante porque ele nos freia em determinadas circunstâncias e nos dá o tempo devido para pensarmos sobre qual seria a melhor solução ou caminho para chegarmos ao que desejamos. Ele também nos impulsiona, porque nos faz correr, nos afastar daquilo que não seria seguro à nossa preservação emocional e física.

Mas, da mesma forma que afirmo que é um elemento íntimo e natural em nós, podemos deturpá-lo e é quando o deturpamos que ele começa a nos prejudicar.

Podemos exasperá-lo a um nível tal que “ele”[1] pode nos impedir de caminhar; nos impedir de irmos além do nosso “limite”; nos impulsionar para longe de nossos propósitos mais nobres, quando acreditamos que arriscaremos algo que tememos perder.

Temos a capacidade de nos superar dia a dia, porque dia a dia somos uma pessoa nova, somos um novo dínamo para novas experiências. Mas, acreditando que um limite nos é traçado, tememos ir além dele, nos limitando efetivamente em nosso crescer. Esse medo emocional nos é extremamente restritivo.

Cada um de nós pode pensar em alguém que se “arriscou” demais... por “confiar” demais... e acabou tendo resultados que não desejou para sua vida. E é isso que nos motiva a não abusar, a não arriscar demais, porque não queremos sofrer como ele. Para esse alguém que confia cegamente em sua capacidade e almeja um resultado que não atinge, ou atinge outros resultados indesejados, ele simplesmente estará colhendo uma consequência de todas as suas plantações, que, no conjunto, será muito útil e digo até necessária para o seu crescer. Pelo agir, ele está arriscando alcançar os seus sonhos.

Agindo ou não agindo, os resultados virão, mas pela nossa omissão, nos arriscamos a jamais atingir a solução tão sonhada. É a história daquele que sonha em ganhar na loteria, mas jamais joga! Se agimos sem nos responsabilizarmos pelas nossas ações, é natural acontecer um resultado inesperado. Se agimos com um planejamento, estaremos arriscando um resultado mais direcionado, mas ainda assim não significa que obteremos o resultado desejado. Isso fará parte de nossas conquistas, do nosso aprendizado. Isso é a vida em toda a sua essência.

A verdade é que precisamos nos conscientizar que, quando não tivermos preparados para nos “superar”, a vida nos impedirá carinhosa e misericordiosamente de ir além. Quando não pudermos seguir por algum caminho que nos será efetivamente “prejudicial”, a nossa própria ignorância não nos mostrará tal possibilidade. Quando “enxergamos” alguma coisa, ela está no campo do realizável para nós, então, seremos capazes de analisar a situação e nos responsabilizarmos por suas consequências. Essa é a lei. Cada um colherá aquilo que está plantando, esse é o aprendizado.

O medo, na sua dose certa de sabedoria, é um instrumento valoroso de proteção e amparo, mas também de crescimento e evolução. Ele nos impele a agir instintivamente quando em situações de perigo; nos possibilita raciocinar as circunstâncias estressantes que vivemos, no átomo de segundo que nos freia; e nos impulsiona para seguirmos em frente quando o que parece estar “atrás” de nós nos é prejudicial ou já não nos é mais útil ou necessário para continuarmos semeando.

O que nos falta é compreendermos que o medo, originário de nossa criação, não precisa ser alimentado, mas sim, raciocinado e compreendido para o aplicarmos na sua dosagem certa a cada circunstância. Não devemos alimentá-lo, para que não nos sufoque, mas sim, compreendê-lo, moldando-o, para que nos impulsione a agirmos com responsabilidade e sabedoria.

. Assim, o medo é um freio, mas também é um impulsionador valoroso para o nosso viver.

[1] “Ele” significa: nós nos impedirmos, tendo o medo como instrumento impedidor.



06 agosto 2018

Ainda sobre tatuagens e piercings, mas “nem tudo convém” - Jorge HesseN



AINDA SOBRE TATUAGENS E PIERCINGS, MAS "NEM TUDO CONVÉM"


As pessoas que fizeram tatuagem precisam esperar um ano para doar sangue. De acordo com o Ministério da Saúde, esse prazo é necessário porque a pessoa pode ter contraído algum vírus na hora da tatuagem. Esse vírus será contraído por quem receber esse sangue. Para quem colocou piercing, a proibição é ainda maior. Segundo explica o gerente do ciclo do doador hemocentro de Brasília, Rodolfo Duarte. A lei pede 12 meses de inaptidão para o candidato que tiver feito uma tatuagem ou tenha colocado um piercing, desde que não seja um piercing em região de mucosa, seja ela mucosa oral ou mucosa genital. [1]

A partir do momento da retirada dos piercings da região de mucosa, a pessoa teria que ficar 12 meses sem doar sangue, mas enquanto usar vai ficar indefinidamente inapto para doação. Segundo o Ministério da Saúde, quem quer doar sangue, mas tem tatuagem ou piercing, deve ser sincero e falar a verdade, pois do contrário poderá prejudicar a saúde de quem receber a doação, em vez de ajudar. [2]

Médicos pesquisadores norte-americanos associam a tatuagem (arte corporal) à hepatite e como importante agente cancerígeno do fígado. Considerando que na pesquisa não houve relatos de casos de infestação bacteriana ou viral vinculados a estúdios de tatuagens profissionais nos Estados Unidos, os estudiosos recomendam que as pessoas apenas façam tatuagens ou coloquem piercings com profissionais habilitados. [3]

O que é tatuagem? É a introdução de pigmentos [4] insolúveis, coloridos ou não, sob a pele. As granulações microscópicas formam imagens, desenhos e palavras, permanecendo definitivamente na camada subcutânea. Para infiltração dos pigmentos são utilizados instrumentos pontiagudos especiais na epiderme. Durante o procedimento, a pele é perfurada de 80 a 150 vezes por segundo para a introjeção das substâncias [5], processo esse que pode representar perigo de contaminações, e dentre os riscos relacionados, apontados em pesquisas, incluem-se reações alérgicas, HIV, hepatite B e C, infecção de fungos e bactérias, além de outros riscos associados até mesmo com a excisão (remoção) das tatuagens.

Perante questões controversas, as recomendações espíritas buscam na intimidade do ser o seu real problema. Convidam ao autoconhecimento e ao estágio do autoaprimoramento. Sugere a sensatez, a boa autoestima, a altivez, o comedimento e a busca incessante do amor. Nas estruturas dos códigos espíritas não há espaços para proibições.

A Doutrina dos Espíritos nos oferece subsídios para ponderação, a fim de que decidamos prudentemente sobre o que, como, quando e onde fazer ou deixar de fazer (livre-escolha). O Espiritismo é uma ferramenta, uma filosofia de vida que se aceita ou não. É uma doutrina que não condena nem absolve ninguém.

Somos livres para podermos opinar, mas não nos cabe criticar, julgar ou condenar ninguém. Cada um tem inscrita na sua consciência as leis divinas e a responsabilidade dos próprios atos. Essencialmente sabemos o que é certo e o que é errado, e agimos conforme nosso livre arbítrio. De resto vamos tentando acertar se permanecermos inclinados a isso.

Sob o ponto de vista da saúde espiritual, não percebemos vigilância no uso de tatuagens na epiderme, especialmente se a lesão imposta ao próprio corpo for por mero capricho ou vaidade. Nesse caso, refletirá invariavelmente no perispírito, porque sendo o corpo físico um empréstimo divino para nossas provações, devemos mantê-lo dignamente protegido e saudável. Lembremos que o corpo físico é o templo do Espírito e não nos pertence, portanto, temos a obrigação de preservá-lo contra agressões que possam lesar e ou mutilar a sua composição natural.

“Tudo me é permitido, mas nem tudo convém”. [6]

Pensemos nisso!

Jorge Hessen

Referências:




[4] Os pigmentos têm origem mineral

[5] Atualmente são utilizadas máquinas elétricas. Elas são compostas de uma ponteira de aço inox cirúrgico e/ou descartáveis. Avisam os especialistas que essas ponteiras devem ser limpas por ultrassom e esterilizadas com estufa durante 3 horas, pelo menos, a uma temperatura maior ou igual a 170 ºC.

[6] 1 Coríntios 6:12

05 agosto 2018

Enfrentando os males da mentira


 
ENFRENTANDO OS MALES DA MENTIRA


Em tempos de grande inquietação e aflição coletiva como o que vivemos na atualidade, a verdade é geralmente menosprezada pelos defensores contumazes da mentira.

De fato, indivíduos de alta envergadura nas estruturas do poder contemporâneo no planeta têm abusado sistematicamente deste aviltante recurso visando confundir e desorientar as demais criaturas.

Tomemos como exemplo o que vem acontecendo especificamente nos Estados Unidos.

Não é nenhum segredo que aquele país desempenha um papel crucial na preservação da paz na Terra. A sua cultura, conquistas e modo de vida exercem verdadeiro fascínio em outros povos. Desse modo, espera-se que os seus líderes sejam sempre íntegros e precisos na transmissão das suas mensagens para as outras nações, bem como nas premissas que sustentam as suas decisões.

Contudo, é embaraçoso, para dizer o mínimo, o que o seu atual presidente vem fazendo nesse particular. O insuspeito jornal americano The Washington Post informava, em sua edição de 1º de maio, que, no período de 466 dias no cargo de presidente do país, o Sr. Donald Trump, de acordo com um minucioso levantamento, havia dado 3001 declarações falsas ou distorcidas, ou seja, a espantosa média de 6,5 por dia. Aliás, esse comportamento irregular tem sido uma das marcas da sua gestão. Quem acompanha um pouco o dia a dia daquela nação deve se perguntar, como vem fazendo, por sinal, boa parte da imprensa americana: como pode acontecer tal coisa?

O fato é que tal aberração vem ocorrendo, e ele não é o único a usar deste expediente obscuro. Outros líderes mundiais adotam, lamentavelmente, o mesmo padrão. Como os EUA exercem grande influência no planeta, ecoam por toda parte a fala e as atitudes do seu polêmico líder, assim como revela cada vez mais as nuances da sua (doentia) personalidade. No geral, é deveras preocupante observar pessoas – às vezes, dotadas de grande poder – exibindo o comportamento de mentir habitualmente. Há aí um claro problema psíquico requerendo vigoroso reparo.

Em termos bem simples, pessoas que mentem sistematicamente carecem de saúde espiritual. Falta-lhes equilíbrio, bom senso e consciência dos seus atos. Por isso, elas caminham inexoravelmente para a queda sem se dar conta disso. Ingenuamente elas subestimam os seus interlocutores, pois creem que sempre passarão impunes. De modo geral, são almas ainda infantilizadas, já que não divisam as consequências das suas infelizes posturas perante os outros.

O Espiritismo, como farol da humanidade, traz importantes esclarecimentos sobre o assunto. Nesse sentido, o Espírito Emmanuel, na obra O Consolador (psicografia de Francisco Cândido Xavier), alerta: “A mentira é a ação capciosa que visa o proveito imediato de si mesmo, em detrimento dos interesses alheios em sua feição legítima e sagrada; e essa atitude mental da criatura é das que mais humilham a personalidade humana, retardando, por todos os modos, a evolução divina do Espírito”.

O seu alerta é altamente providencial. Afinal, muitos indivíduos incumbidos de amparar os seus irmãos, através do exercício de funções estratégicas nas instituições do mundo, utilizam corriqueiramente o subterfúgio da mentira para justificar os seus delitos. Ou ainda, como explica o Espírito Joanna de Ângelis, no livro Luz da Esperança (psicografia de Divaldo Pereira Franco), “Acostumando-se a uma observação negativa ou exagerada, o mentiroso avança no rumo da alienação, pois que sempre lhe impõem novas ginásticas mentais, a fim de acobertar os deslizes anteriores que se permitiu”.

Por essa razão, a sábia mentora recomenda-nos o dever de sermos receptivos à verdade e à ação inspirada na “inteireza moral”. Ela também incisivamente propõe: “Acostuma-te a ser fiel à verdade e ela estará à tua frente, abrindo-te os caminhos por onde palmilharás, sem que receies ser por ela ser seguido, corrigindo as tuas informações e dando a dimensão do teu comportamento, como sucede ao mentiroso”.

Portanto, abracemos sempre a verdade – não importando a circunstância e o contexto – e ela nos sustentará o avanço.

Anselmo Ferreira Vasconcelos