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23 abril 2017

O desapego que liberta - Viviane Draghetti

 

O DESAPEGO QUE LIBERTA


Nós somos almas ainda muito apegadas às pessoas, situações, à matéria e emoções, sentindo grande dificuldade em deixar ir o velho, o desnecessário e até mesmo quem tem que ir, para continuar seu caminho evolutivo longe de nós, aqui ou em outro plano.

Atendi uma pessoa que estava sofrendo muito com a doença do pai, um câncer, e sentia que faltava pouco para ele desencarnar. Ela sentia um apego muito forte pelo pai e depois de muita conversa direcionamos o trabalho para a regressão. Ela não regrediu, mas visualizou sua vida atual, desde os sete anos de idade, viu a relação com o pai e mãe, a qual havia esquecido devido o passar dos anos. Percebeu que desde a infância, sentia muito apego pelo pai, sofrendo quando ele ia trabalhar, ou quando a deixava com um terceiro para sair com sua mãe. Viu também que durante a infância passou por diversas situações em que pessoas da família desencarnaram, umas cinco ou seis, uma atrás da outra. Em todas essas ocasiões, via o pai e mãe chorarem muito e sempre a deixavam na casa de um conhecido, vizinho ou amigo e dirigiam-se ao velório, ela nunca ia junto. Portanto, desde a infância, o desencarne para ela foi visto como algo terrível, com muita dor e desespero, encarado como algo que a privava do convívio familiar e fazia todos sofrerem.

A consultante também visualizou cenas corriqueiras do dia a dia onde sentia muita pena do pai, inclusive nos momentos em que ele passava por desafios diários. Por fim, viu o genitor doente (no momento atual) e então seu mentor espiritual apareceu, ordenando que ela seguisse, momento em que visualizou o pai em um caixão. Seu Amparador lhe disse que precisa deixar ele ir, pois irá para um lugar melhor, escolhido antes de encarnar.

Com o relato acima, percebemos o quanto confundimos amor incondicional com apego, ou seja, amor condicionado. Amamos as pessoas e situações porque elas nos fazem bem, porque nos trazem felicidade, porque suprem nossa carência. Mas quando surge alguém que mostra nossas inferioridades, que nos critica, que pensa diferente, o julgamos, vendo-o como uma pessoa má ou distante da espiritualidade.

Quando nos apegamos a um relacionamento, não estamos pensando no outro, ma somente em nós. As pessoas precisam partir, para esse ou outro plano no momento oportuno e nossa carência não deve prender quem amamos. Todo relacionamento deveria estar baseado no amor incondicional, ou seja, a pessoa, a situação, complementando a felicidade, mas não suprindo um sentimento inferior.

Quando amamos incondicionalmente, soltamos as pessoas, as situações, entendemos que o novo somente entra em nossa vida quando permitimos que o velho se distancie. Não somos donos da verdade e nem temos o controle da vida dos outros, ou seja, mal controlamos nossa encarnação com o livre arbítrio (que muitas vezes não usamos adequadamente).

Não sabemos o que é melhor para o outro, isto é, o que ele deve seguir, fazer, ser, para onde deve ir e principalmente quando deve partir. Quando controlamos muito a vida das pessoas, esquecemos de olhar para nosso redor, é uma fuga para não encarar a nossa realidade, nossa vida com os medos e desafios.

Precisamos olhar para nosso interior, onde estão as respostas para todos os conflitos e dúvidas, desapegando também dos sentimentos de medo, orgulho e arrogância. Querer controlar o destino do outro é arrogância, pois não conseguimos nem cumprir satisfatoriamente nosso plano pré-reencarnatório, estamos sempre nos desviando, nos perdendo nos caminhos da vida.

Então, vamos permitir que cada um viva sua vida do jeito que preferir, sem controle, sem julgamento, sem arrogância, pois não temos consciência do propósito espiritual e missão dos outros. Vamos cuidar de nossa caminhada evolutiva, pois isso demonstra maturidade e consciência espiritual.



Por Viviane Draghetti
é Terapeuta Holística, com formação em Psicoterapia Reencarnacionista, Radiestesia, Fitoenergética, Mestre Reiki, Mestre Karuna Reiki

Grupo Espírita Casa do Caminho de S.Vicente


Local: Rua Jacob Emmerick, 903 - Centro - S.Vicente/SP
Grupo Espírita Casa do Caminho de S.Vicente
Propósito, História e Programação


O Grupo Espírita Casa do Caminho é uma entidade que foi criada com o intuito de levar o estudo, auxilio espiritual e o conhecimento da doutrina espírita Kardequiana a todos que a procurarem. Esta entidade é sem fins lucrativos, nós trabalhamos com afinco para construirmos nossa sede própria. Almejamos ampliar tanto o nosso espaço físico, como o nossa assistência aos carentes que nos procuram.


***

Dirigente da Casa: Jussara Faria

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Resumo de sua história


Um grupo de 12 amigos, começou a se reunir todas as terças-feiras para fazer o evangelho. Um ano depois, ou seja, em 20/01/1996, após muitas reuniões, iniciou-se a Casa do Caminho, dava-se assim o início aos trabalhos ao público, onde a maior intenção era levar ao próximo os seus ensinamentos da doutrina e assistência espiritual.

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PROGRAMAÇÃO SEMANAL

SEGUNDA-FEIRA (NOITE)
Atendimento Fraterno das 18:30hs às 19:00hs
Musicaterapia das 19:00hs às 20:00hs
Palestra das 20:00hs às 20:30hs
Passes e Água Fluidificada.

TERÇA-FEIRA
Curso de Educação Mediúnica (Trabalho Privativo)
das 19:30hs às 21:00hs

QUINTA-FEIRA
Tratamento Médico Espiritual (Cirurgia)  às 17:30 hs
(Trabalho Privativo)

SEXTA-FEIRA

Desobsessão às 19:30 hs (Trabalho Privativo)


SÁBADO
Atendimento Fraterno às 14:00hs
Palestra e  Passes às 15:30hs
Evangelização Infantil às 17:00hs
ESDE (Estudo Sistematizado da  Doutrina Espírita) às 17:00hs

LINKS:
Deste Blog: http://www.gecasadocaminhosv.blogspot.com
Facebook: https://www.facebook.com/gecasadocaminhosv


22 abril 2017

 
DECORO "PRA LAMENTAR"


A palavra DECORO signfica decência, honestidade, dignidade. Ela é bastante usada e conhecida na formação da expressão decoro parlamentar, que é a conduta individual exemplar que se espera ser adotada pelos políticos, representantes eleitos de sua sociedade. Pelo "andar da carruagem", parece-nos mais indicado alterá-la para o título que usamos na presente abordagem. Afinal, o que se vê é exatamente o contrário de decoro, em todas as áreas. É de se lamentar realmente.

Se soubessem nossos políticos e demais envolvidos com a corrupção da máquina governamental, nas manipulações de bastidores, no jogo de interesses - repita-se: em todas as áreas – o buraco que cavam para si mesmos no futuro de reparações perante a própria consciência que terão que enfrentar não se envolveriam em corrupções, em jogos de interesses ou nas manipulações a que se permitem.

Toda lesão que causamos a nós mesmos, ao próximo, mas também à sociedade, teremos que reparar, custe o que custar. A lei de causa e efeito é perfeita. Não é castigo, mas simplesmente consequencia, que nos devolve o que oferecemos à vida.

É ilusória a ganância ou a vaidade pelo poder e mesmo pelo status social de projeção. Vantagens, benefícios, momentos de glória e projeção indevidamente utilizados não compensam os danos posteriores que enfrentaremos perante a própria consciência.

É que todos temos o dever da honestidade. A própria palavra DEVER já é indicativa da responsabilidade que detemos perante a vida e toda vez que enganamos a consciência para atender os interesses ou seduções que ferem a justiça ou a dignidade, adentramos no periogoso precipício dos desastres morais que exigirão reparações no futuro. O dever é obrigação moral perante nós mesmos e perante os outros. É difícil de ser cumprido porque normalmente é seduzido pela vaidade, pela ganância, pela ingratidão ou pelo poder e pelas manipulações a que nos permitimos. Como é uma questão consciencial, ele não tem aplausos ou reprimendas, permanecendo na intimidade das decisões que conseguimos esconder da visão alheia, mas permanece conhecido pela própria consciência. E o futuro, breve ou remoto, nos colocará novamente para o devido enfrentamento.

É, pois, de se lamentar, o que se vê, o que se ouve. Nossos políticos, eleitos pelo povo, deveriam honrar o cargo de alta responsabilidade. Os eleitores, por sua vez, igualmente nos enquadramos na mesma questão quando o voto é movido pelo interesse. É falta de decoro mesmo. Os interesses da coletividade não podem estar expostos ou sobrepostos pelo interesse individual ou de grupos. Como usar a máquina administrativa de uma instituição, pública ou não, de uma cidade, de um partido, de uma nação, para atender interesses particulares? Isso não é coerente, não combina com a dignidade, com o dever de consciência do papel que assumimos ou representamos.

Abramos os olhos, como políticos ou eleitores. A responsabilidade será sempre nossa daquilo que fizermos com nossos dons, conquistas, recursos, poderes, habilidades, cargos ou influência...

Melhor ouvirmos mais a consciência. Afinal, o desfrute de tais situações é tão efêmero, tão frágil e tão rápido, que não compensa o que enfrentaremos depois, quando burlamos a consciência.

Orson Peter Carrara

21 abril 2017

Momento atual e mensagens apócrifas - Valentim Fernandes)

 

MOMENTO ATUAL E MENSAGENS APÓCRIFAS


Natural que no momento difícil que estamos vivendo, aumente a procura por mensagens espíritas que possam trazer algum alento para as criaturas.

E é nesse contexto, de dúvidas e incertezas, que surge uma série de mensagens assinadas por espíritos cujos nomes são respeitáveis no movimento espírita. Porém é nesta hora também que devemos estar muito atentos com as mistificações de médiuns e de espíritos que se aproveitam da credulidade das pessoas para se passarem por veneráveis, com recomendações, ora repetitivas, ora esdrúxulas, que não acrescentam absolutamente nada.

Diz Kardec no item 255 de "O Livro dos Médiuns": "A questão da identidade dos Espíritos é uma das mais controvertidas, mesmo entre os adeptos do Espiritismo. Porque os Espíritos, de fato, não trazem nenhum documento de identificação e sabe-se com que facilidade alguns deles usam nomes emprestados".

Diz ele ainda, mais adiante, no mesmo item, que a questão se torna mais complexa quando temos de comprovar a identidade de Espíritos de personalidades antigas, o que muitas vezes é impossível.

De modo geral devemos avaliar os Espíritos como avaliamos os homens: pela sua linguagem, estilo, tendências morais, atos, pelos conselhos dados etc. Desde que o Espírito só diga coisas boas e proveitosas, pouco importa o seu nome. É como nos disse Jesus: "Porque não é boa árvore a que dá maus frutos, nem má árvore a que dá bons frutos. Porquanto cada árvore é conhecida pelo seu fruto" (Lucas, VI: 43 e 44).

Isso se aplica a encarnados e desencarnados, médiuns e Espíritos. Entre as comunicações espíritas no último capítulo de "O Livro dos Médiuns", (XXXI), temos alguns exemplos dados por Allan Kardec de mensagens consideradas apócrifas, que é algo escrito sobre o que não se tem a certeza da autoria ou cuja autenticidade não pode ser comprovada.

“Há muitas vezes comunicações de tal maneira absurdas, embora assinadas por nomes os mais respeitáveis, que o mais vulgar bom-senso demonstra a sua falsidade. Mas há aquelas em que o erro é disfarçado pela mistura com princípios certos, iludindo e impedindo às vezes que se faça a distinção à primeira vista. Mas elas não resistem a um exame sério”.

Em síntese, Kardec apresenta no item 267 de "O Livro dos Médiuns", vinte e seis princípios que nos auxiliam a reconhecer a identidade e qualidade dos Espíritos. Vejamos alguns:

- "Não há outro critério para discernir o valor dos Espíritos, senão o bom-senso";

- "Julgamos os Espíritos pela sua linguagem e pelas suas ações";

- "A linguagem dos Espíritos superiores é sempre digna, elevada, nobre, sem nenhuma mistura de trivialidade";

- "A linguagem dos Espíritos elevados é sempre idêntica, senão quanto à forma, pelo menos quanto à substância. As ideias são as mesmas, sejam quais forem o tempo e o lugar";

- "Os Espíritos bons só dizem o que sabem, calando-se ou confessando a sua ignorância sobre o que não sabem";

- "Os Espíritos levianos são ainda reconhecidos pela facilidade com que predizem o futuro e se referem com precisão a fatos materiais que não podemos conhecer";

- "Os Espíritos superiores se exprimem de maneira simples, sem prolixidade. Seu estilo é conciso, sem excluir a poesia das ideias e das expressões";

- "Os Espíritos bons não fazem lisonjas. Aprovam o bem que se faz, mas sempre de maneira prudente";

- "Os Espíritos superiores mantêm-se, em todas as coisas, acima das puerilidades formais. Os Espíritos vulgares são os únicos que podem dar importância a detalhes mesquinhos, incompatíveis com as ideias verdadeiramente elevadas";

Outras recomendações poderiam ser citadas, porém estas já são suficientes às nossas reflexões. Com certeza os espíritos superiores se preocupam com o estado atual das coisas, mas de forma alguma estariam disseminando o medo, a desesperança, e tampouco se comportando como se estivessem em um palanque político.

Sábias as recomendações de Kardec:

- "Devemos igualmente desconfiar dos Espíritos que se apresentam com muita facilidade usando nomes bastante venerados e só com muita reserva aceitar o que dizem" ("O Livro dos Médiuns" item 267).


Por Valentim Fernandes*
*é dirigente e expositor espírita na cidade de Matão - SP.


20 abril 2017



CEMITÉRIOS SÃO ENERGETICAMENTE PERIGOSOS?


Sempre que me deparo com esta pergunta, minha cabeça começa a fervilhar de tanto que os próprios espíritas divergem sobre o tema. Uma coisa é certa e unânime entre todos:

– Os cemitérios são, nada mais/nada menos que o lugar onde se guardam as vestimentas carnais, porém isso não quer dizer que não devemos ter o devido respeito pelo o lugar e pelos túmulos que foram, ao longo do tempo, preenchendo o local.

O centro o qual frequento, aqui no interior do Rio Grande do Norte, somos aconselhados a não frequentar e evitarmos a entrada no local. Foi-nos ensinado que lá, além dos restos mortais, obviamente estão os espíritos dos nossos irmãos desencarnados ainda em estado de perturbação (pois alguns deles sentem a ligação ainda muito forte pelos trajes carnais), revolta (pois alguns não aceitam o fato do desencarne) e ainda por cima teriam os zombeteiros. Portanto, os cemitérios seriam lugares muito movimentados no plano astral.

Mas daí eu mesmo me pergunto:

– Mas qualquer lugar é passível de ser um local agitado no plano astral, pois estas mesmas classes de espíritos estariam por toda parte, ou estou errado?

Está certíssimo! Porém os cemitérios detém aquela atmosfera mais densa, que junta tristeza, melancolia e outros sentimentos deletérios que prefiro nem citar.

De fato, onde eu quero chegar é…

Existem aquelas pessoas que entram e saem dos cemitérios sem sentir nada. Outros, sentem um desconforto considerável. Tal desconforto pode estar relacionado com a mediunidade ainda em desenvolvimento, que por sua vez torna uma pessoa desse tipo um alvo fácil de vampirizar. É justamente por isso, que no estudo lá no centro onde eu frequento somos aconselhados a evitar passear por estes locais. Até porque ainda falta-nos um controle mais apurado das vibrações.

– Imagine um médium em desenvolvimento adentrando nesse lugar e, ainda por cima, invigilante com sua vibração. É tenso!

Para outras pessoas (que não são médiuns ostensivas em desenvolvimento), o que acaba pesando mesmo é o fator psicológico/sentimental. Sendo o cemitério, na cultura mundial, considerado um lugar de dor e sofrimento, as pessoas desse tipo acabam sofrendo um bocado ao adentrarem.

Por fim, respondendo a pergunta no geral: “cemitérios são lugares energeticamente perigosos?”. A minha conclusão é: “Em certos casos, sim. Em outros nem tanto.”





Como é a vida dos espíritos no Umbral? - Marcos Paterra


 

AUTISMO – UMA ANALISE PROFUNDA A LUZ DO ESPIRITISMO


Esse artigo trás como intento afastar as más interpretações e desinformações sobre o autismo e tentar o entender sob a ótica espírita, sob esse prisma é necessário entendermos que a palavra “autismo” deriva do grego “autos”, que significa : “voltar-se para sí mesmo”.

O autismo é um distúrbio do desenvolvimento humano que vem sendo estudado pela ciência há quase seis décadas, o precursor de seus estudos foi Léo Kanner[1] (1943) o qual pesquisou o primeiro vários casos e lançou o livro : "Autistic disturbances of affective contact",[2] onde descreveu os casos de onze crianças que tinham em comum : "um isolamento extremo desde o início da vida e um desejo obsessivo pela preservação da mesmice"[i], denominando-as de "autistas"

É bom salientar de que embora só em 1943 tenha se publicado as pesquisas, ao longo da história sempre houve crianças autistas, Kanner começou a interessar-se nesses casos específicos quando ingressou na psiquiatria infantil : “ Desde 1938 têm chamado a minha atenção algumas crianças cujas condições diferem de forma marcante e tão específica de qualquer coisa até agora registrada que creio que cada caso merece, e eu espero que eventualmente receba , uma apreciação detalhada de suas fascinantes peculiaridades [...]”.(KANNNER. 1943.p.217)

Alguns podem questionar de como reconhecemos uma criança autista em resumo podemos afirmar que é o autismo é síndrome[3] definida por alterações presentes desde idades muito precoces, tipicamente antes dos três anos de idade, e que se caracteriza sempre por desvios qualitativos na comunicação, na interação social e no uso da imaginação. Sob esse prisma Lorna Wing e Judith Gould em seu estudo realizado em 1979[4] caracterizaram estes três desvios, que ao aparecerem juntos caracterizam o autismo, denominam de “Tríade”. A Tríade é responsável por um padrão de comportamento restrito e repetitivo, mas com condições de inteligência que podem variar do retardo mental a níveis acima da média.

As autoras usaram o termo “espectro autista”[5] para permitir uma definição mais abrangente da perturbação, uma vez que constataram que algumas das crianças observadas não se integravam totalmente na caraterização efetuada por Kanner.

[…] É esta tríade que define o que é comum a todas elas, consistindo em dificuldades em três áreas do desenvolvimento mas nenhuma dessas áreas, isoladamente e por si só, se pode assumir como reveladora de “autismo”. É a tríade, no seu conjunto, que indica se a criança estará, ou não, a seguir um padrão de desenvolvimento anómalo […] (Wing & Gould, 1979, p.17)

Em resumo o espectro nos abre um leque enorme de tipos de autistas, sendo o mais severo o autista denominado no CID 10[6] como “Transtorno Global de Desenvolvimento” onde é classificado (F84.0) , ou pelo DSM 5. [7] o qual classifica como leve[8] ou moderado e severo[9] os : “ Transtornos Invasivos do Desenvolvimento” e no meio desses espectro destacamos os que tem a “síndrome de Asperger” a qual diferencia-se do autismo clássico por não comportar nenhum atraso ou retardo global no desenvolvimento cognitivo ou da linguagem do indivíduo.

O termo “Síndrome de Asperger” foi utilizado pela primeira vez por Lorna Wing em 1981 em um jornal médico, que pretendia desta forma homenagear Hans Asperger[10], cujo trabalho não foi reconhecido internacionalmente até a década de 1990. A síndrome foi reconhecida pela primeira vez no DSM, na 4º edição em 1994 (DSM-IV)[11]

Ao contrário dos autistas “clássicos”, que normalmente estão ausentes e desinteressados do mundo que os rodeia, muitos “aspies” (apelido dado aos que sofrem da síndrome) querem ser sociáveis e gostam do contato humano. Têm no entanto dificuldade em perceber sinais não-verbais, incluindo os sentimentos traduzidos em expressões faciais, o que levanta problemas em criar e manter relações com pessoas que não percebem esta dificuldade.

Conforme Bryson e col. em seu estudo conduzido no Canadá em 1988, em cada mil crianças nascidas uma teria autismo; Segundo a mesma fonte, o autismo seria Três vezes mais frequente em pessoas do sexo masculino do sexo feminino, e incide igualmente em famílias de diferentes raças, credos ou classes sociais. [12]

Muitos cientistas e pesquisadores procuram sua causa, e ainda não chegaram a um denominador comum, hoje com os avanços da neurociência e do conhecimento sobre o genoma humano, tem-se avançado pelo campo das consequências mas não das causas propriamente ditas, a exemplo podemos citar de que nesse campo de investigação os pesquisadores convergem na afirmativa de que o autismo tem sua causa esta na formação do cérebro quando a criança ainda é um feto; ou seja quando dá-se inicio na formação do cérebro... Ali ocorre algo; uma excentricidade.

Em média, os autistas têm 67% mais neurônios do que as outras crianças no córtex pré-frontal, além disso, a massa do cérebro também mostrou uma grande diferença; segundo os dados obtidos, o cérebro dos autistas é 17,6% mais pesado que a média geral.

Estudos de James Sikela[13] e colaboradores através de pesquisas da Universidade do Colorado, descobriam correlação entre um alto numero de copias de um gene numa certa região do DNA humano e o desenvolvimento do cérebro, acarretando autismo e esquizofrenia. Conforme Sikela em uma região instável do genoma 1q21.1 concentra-se um numero alto de cópias de um gene chamado : DUF1220; Essa variação do numero de copias do genoma 1q21.1 , no autismo e na esquizofrenia, se encaixa na ideia de que os indivíduos com essas doenças são os que o mecanismo humano permitiu a geração de mais copias do gene DFU1220.

James Watson[14] lança a hipótese de que existe uma correlação entre autismo, esquizofrenia e inteligência, sua hipótese surgiu depois que sequenciou o genoma humano, o que levou a descoberta de que tinha mutações em genes ligados ao reparo do DNA : BRCA 1 e BRCA2 que atuam corrigindo danos causados durante a replicação do DNA.

As correções segundo Watson acabam por exceder ou não atingir o numero de genes defeituosos.[15]

“Desse modo as pessoas com essas mutações tendem a ter filhos especiais”.[16]

Adentrando á ótica espírita, podemos perguntar, por que nasceriam crianças assim, encontraremos entre diversas respostas na codificação a questão 373 do Livro dos espíritos [ii]: P: Qual será o mérito da existência de seres que, como os cretinos e os idiotas, não podendo fazer o bem nem o mal, se acham incapacitados de progredir?

R: “É uma expiação decorrente do abuso que fizeram de certas faculdades. É um estacionamento temporário.” E complementa no item “a” da mesma questão:

“P: Pode assim o corpo de um idiota conter um Espírito que tenha animado um homem de gênio em precedente existência?”

“ R: Certo. O gênio se torna por vezes um flagelo, quando dele abusa o homem”

Na questão 374 mostra-nos a consciência do espírito: “P: Na condição de Espírito livre, tem o idiota consciência do seu estado mental?

R: “Frequentemente tem. Compreende que as cadeias que lhe obstam ao voo são prova e expiação.”

E nos brinda com a 375 item “a” : P: Então, o desorganizado é sempre o corpo e não o Espírito?”

R:“Exatamente; mas, convém não perder de vista que, assim como o Espírito atua sobre a matéria, também esta reage sobre ele, dentro de certos limites, e que pode acontecer impressionar-se o Espírito temporariamente com a alteração dos órgãos pelos quais se manifesta e recebe as impressões. Pode mesmo suceder que, com a continuação, durando longo tempo a loucura, a repetição dos mesmos atos acabe por exercer sobre o Espírito uma influência, de que ele não se libertará senão depois de se haver libertado de toda impressão material”

O corpo humano está subordinado às informações ou ordens dos genes, desde que há, em verdade, um “Poder Inteligente” que orienta a formação do DNA e permite repará-lo quando necessário. Logo após a fecundação, a entidade reencarnante, de acordo com sua sintonia evolutiva, grava o seu código cifrado vibratório na matéria, atuando sobre o DNA.

Portanto, todas as transformações físicas, químicas, orgânicas, biológicas, de todas as células são orientadas e dirigidas pelo espírito que preside a tudo, funcionando o corpo como um grande computador biológico.

A doutrina espírita ensina que somos mentores do nosso próprio destino (o acaso não existe). Quando nascemos com alguma deformidade, em verdade a mesma já existia antes em espírito, porque a criamos dentro de nós, em determinada vivência física. Sob esse prisma entendemos que o espírito é responsável por tudo que pensa e faz, subordinado à Lei de Causa e Efeito. Se tivermos algo a expiar, a distonia arquivada, em nosso períspirito, propiciará a escolha compatível ao novo encarne.

Conforme Bezerra de Menezes, o Autismo, assim como também todos os processos de limitações e doenças psíquicas e/ou mentais, é um resgate para espíritos que em suas encarnações passadas tiveram "poder" de influencia, decisão, liderança, ideológico ou coisas assim e que não utilizaram aquele "dom" em um objetivo útil ao próximo, abusando de sua influencia e muitas vezes se aproveitando de tudo o que podia fazer para ganho próprio.

" [...] Espíritos há que buscaram, na alienação mental através do autismo, fugir às suas vítimas e apagar as lembranças que os acicatam, produzindo um mundo interior agitado ante uma exteriorização apática, quase sem vida. O modelador biológico imprime, automaticamente, nas delicadas engrenagens do cérebro e do sistema nervoso, o de que necessita para progredir: asas para a liberdade ou presídio para a reeducação". (FRANCO.1988 )[iii]

Conforme o psicólogo Adenáuer de Novaes[17] em sua obra “Reencarnação[iv]: processo educativo”, o processo reencarnatório desses espíritos é muito complexo : “Há crianças que rejeitam tão fortemente a encarnação atual, aos membros de sua família, ao ambiente em que retornaram, que se alheiam da realidade. Experimentam uma rejeição muito grande à atual encarnação. O espírito prefere permanecer vinculado ao passado, a algo distante e remoto que, de alguma forma, lhe recompensa. Esses casos podem levar ao autismo. [...] ” e complementa de modo sublime : “[...] O mutismo, a indiferença, a ausência quase que completa de emoções, geralmente têm suas raízes em encarnações anteriores. A aceitação da atual existência seria fundamental. O trabalho dos pais consiste, em princípio, em reconquistar o filho nessa condição.(NOVAES. Cap. Psicologia e Reencarnação P.84/85)

Analisando essas informações, podemos de aqui destacar a frase do Dr. Jorge Andrea[18] : “O mundo espiritual aqui e ali tem informado que a condição autista desde o nascimento seria o resultado da revolta do espírito diante a imposição reencarnatória; bem claro que, além disso, estarão presente reações como respostas de uma vida pretérita distoante.”[v]

O autismo até a presente data não tem cura, nos casos mais severos há a necessidade de auxilio psiquiátrico e tratamento com remédios, a doutrina espírita aconselha sempre manter o tratamento com os profissionais especializados, e em paralelo um tratamento a base de fluidoterapia. A água fluidificada é um recurso também dos mais interessantes, já que a própria espiritualidade tem a possibilidade de impregnar a água destinada a ser tomada após o passe, com vibrações adequadas para aquele paciente, como um medicamento que seja apropriado para aquele momento específico e para aquela situação específica do paciente.

“Com o tempo tem havido assimilação vibratória dessas energias benéficas, por mimetismo natural, e os interregnos, sem a intoxicação telepática dos adversários desencarnados, vêm proporcionando -lhe a revitalização mental, destruindo as paredes do mundo íntimo para onde, apavorado, fugiu, desde quando a reencarnação o trouxe à infância carnal.”(Bezerra de Menezes – Loucura e Obsessão, cap. 7, pp. 83 e 84).

Os autistas de grau mais leve ou os Aspegers, podem também assistir as palestras, assimilando as informações e educando a alma.

“A criança como ser humano é um ser aberto à mudança, deficiente ou não deficiente, pode modificar-se por efeitos da educação e, ao mudar a sua estrutura de informação, formação e transformação do envolvimento, pode adquirir novas possibilidades e novas capacidades.” ( Vitor da Fonseca. 1995)[vi]

Autor: Marcos Paterra




[1] Leo Kanner ( 1894 - 1981) psiquiatra austríaco radicado nos Estados Unidos. Especializou por seu próprio esforço em psiquiatria pediátrica, tendo estudado por seus próprios meios.

[2] Tradução : "Distúrbios autísticos do contato afetivo", publicado na revista Nervous Children (crianças nervosas)..

[3] Síndrome - s.f. (gr. Syndrome) Conjunto dos sintomas que caracterizam uma doença.

[4] Lorna Wing e Judith Gould, efetuaram um estudo epidemiológico num bairro Londrino, onde concluíram que as dificuldades que caraterizam o autismo podem ser relatadas segundo uma “Tríade de Limitações” (Cumine et al., 2006, p. 9)

[5] Espectro autista, também referido por desordens do espectro autista (DEA, ou ASD em inglês) ou inda condições do espectro autista (CEA, ou ASC em inglês), é um espectro de condições psicológicas caracterizado por anormalidades generalizadas de interação social e de comunicação, e por gama de interesses muito restrita e comportamento altamente repetitivo.

[6] CID = Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde

[7] DSM= Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais.

[8] Transtorno invasivo do desenvolvimento não-especificado TID ou TEA = Transtorno do Espectro Autista., CID 10 = F84.1 Autismo atípico

[9] Autismo Clássico

[10] Hans Asperger (1906-1980): médico pediatra austríaco formado na Universidade de Viena.

[11] Asperger tinha especial interesse em crianças "fisicamente anormais". Submeteu em 1943, o artigo Die 'Autistischen Psychopathen' im Kindesalter (A psicopatia autista na infância), à revista científica Archiv fur psychiatrie und Nervenkrankheiten, que o publicou no ano seguinte, no seu número 117, páginas 76-136. Seu trabalho baseou-se em estudos que envolveram mais de 400 crianças.

[12] Informações coletadas no site da ASA - Autism Society of America (www.autism-society.org).

[13] James Sikela: Professor Do departamento de bioquímica e genética molecular da Universidade do Colorado (escola de medicina).

[14] James Dewey Watson: Biólogo molecular e geneticista; Premio Nobel e um dos descobridores da estrutura do DNA.

[15] Watson apresentou sua tese durante o 74º Simpósio de Cold Spring Harbor sobre Biologia Quantitativa, organizado pelo laboratório do qual ele era chanceler.

[16] Reportagem publicada na Folha Online em 03/06/2009 - "Autismo é o preço da inteligência, diz descobridor da estrutura do DNA" disponível em : http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2009/06/575851-autismo-e-o-pre... (pagina visitada em 07/02/2014)

[17] Adenáuer M. F. de Novaes: psicólogo clínico, escritor e orador espírita, fundador e diretor da Fundação Lar Harmonia, na cidade de Salvador.

[18] Jorge Andrea dos Santos, Nascido em 1916, em mais de meio século cruzou o país de Norte a Sul, fazendo palestras divulgando o espiritismo em seu aspecto cientifico.




Referências :

[i] KANNER Leo. Autistic disturbances of affective contact. revista Nervous Children. Nº 2, páginas 217-250.

[ii] KARDEC, Allan. O livro dos espíritos. Rio de Janeiro: FEB, 2008.

[iii] FRANCO, Divaldo. Loucura e Obsessão –pelo espírito de Manoel Philomeno de Miranda / Bezerra de Menezes. Rio de Janeiro.

FEB. 1988.

[iv] NOVAES. Adenáuer Marcos Ferraz de . Reencarnação : processo educativo. Ed. Fundação Harmonia. Salvador/BA. 1997.

[v] SANTOS, Jorge Andrea. VISÃO ESPÍRITA NAS DISTONIAS MENTAIS. Rio de janeiro. FEB. 1998.

[vi] FONSECA, VITOR. Educação especial: programa de estimulação precoce – uma introdução às ideias de Feuerstein. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995.


Autor: Marcos Paterra

19 abril 2017

Asas da Libertação - Joanna de Ângelis


ASAS DA LIBERTAÇÃO


Se pretendes mergulhar nos fluidos superiores da Vida, desvendando os complexos mecanismos da existência, ora e medita.

A prece levar-te-á ao norte seguro e a meditação fixar-te-á no centro das aspirações superiores, harmonizando-te.

Se desejas permanecer em paz integral, consolidando as conquistas espirituais, renuncia e esquece todo o mal.

A renúncia ensinar-te-á libertação das coisas e das conjunturas afligentes e o esquecimento de qualquer mal ser-te-á o pilotis para a libertação plena.

Se planejas integração no bem, ampliando a visão do amor, trabalha e serve ao próximo.

O trabalho enriquecer-te-á de valores inquestionáveis e o serviço da caridade ao próximo, proporcionar-te-á oportunidade de iluminação pessoal com doação de felicidade aos outros.

Se queres a consciência tranqüila no teu processo de busca e de redenção, persevera e acompanha os que sofrem, não os deixando a sós.

A perseverança no bem dar-te-á generosidade natural e a companhia ao lado dos infelizes far-te-á sábio pelas técnicas de amor que aprenderás a utilizar para o êxito no ministério.

As duas primeiras linhas do comportamento podem ser a tua vertical de silencioso crescimento para Deus, na luta íntima, sem testemunhas, muitas vezes chorando e sofrendo, como se o solo da alma fosse rasgado para que se fixasse a trave em que te apóias e amparas.

As duas atitudes outras são a linha horizontal da tua vivência espiritual e fraterna com as criaturas humanas do teu caminho.

Já não é a busca em estrangulamento das paixões, mas a doação em sorrisos de alegria, distribuindo estímulos e coragem em nome do amor que reflete o Grande Amor.

Uma cruz a tua vida!

Nela, de braços abertos, tu te encontras.

Já não há dor, nem aflição.

Lentamente verás transformar-se a trave horizontal em asas de luz, e, livre, ascenderás na direção do Sublime Crucificado, que a todos nos aguarda em confiança de paz.


Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo P. Franco
Livro: Otimismo

18 abril 2017

Como ajudar seus entes queridos desencarnados e se ajudar também - Sandra Cecilia



“COMO AJUDAR SEUS ENTES QUERIDOS DESENCARNADOS E SE AJUDAR TAMBÉM. ”


Fiquei alguns dias aborrecida, entediada. Acordava de manhã e só conseguia focar os problemas. Já percebeu que se você marca um problema ele aumenta? Aparece uma grande lente de aumento que torna tudo mais penoso e sofrido.

E, quando você está pensando no problema vem outros muito mais importantes: o jeito de encarar a dificuldade. Dificuldade - difícil. O que parece difícil pode ficar intransponível. É como trombar com um monte de pedras enormes na estrada. E você não vê que o caminho tem flores também. As pedras machucam e , nem sempre dá para pular as pedras. E, correr para tomar banho de rio ou de cachoeira. E, quando a cachoeira está longe e as pedras grandes a frustração dá um baque no corpo. Aí, a gente faz drama. Senta na pedra e faz cara de coitado. Chora; chama os guias e, nem sempre uma oração para fortalecer a alma.

Mal sabe que, após as pedras haverá um caminho mais leve se você enfrentar. Se parar nas pedras vai sentar e chorar. Ou vai voltar e perder a linda paisagem.

Reconhecer o problema é ser realista, mas é melhor não chamar de problema e, sim, desafio. O desafio é uma palavra mais bonita.

Chega a ser chique, não é? Problema - é chato.

E, quando estou assim, tudo fica mais chato. Aí, eu me lembro da casa do meu pai. E, quando tocava a campainha e ele atendia. Sempre sorrindo. A sala era mágica. E, lá conversávamos sobre Espiritismo. Na verdade, tinha vontade de chorar, reclamar da vida mas seria muito egoísmo da parte. Meu pai estava atravessando problemas sérios de saúde que limitavam sua vida bastante. Mesmo assim, conversávamos muito e eu gostava dos seus conselhos. E, se eu chegava durante à tarde, íamos para a cozinha onde a Ana Luiza, sua esposa preparava um delicioso café. E, sempre havia bolo. E, se eu estava com vontade de chorar a vontade passava logo. A casa do meu pai era um lugar seguro e aconchegante. Visitá-lo não era uma fuga ; era uma saída, sentir a sensação familiar de aconchego.v E, sempre chegava mais alguém, meu irmão, minha irmã. E, quando estou com problemas e, passo perto da casa dele sinto um aperto: " 

"- Meu pai não vai mais atender à porta!"- é sempre um pensamento saudoso egoístico. Procuro não relembrar os oito meses de doença grave enfrentados por ele. Não me regozijo da liberdade espiritual merecida que ele deve estar desfrutando. Na minha saudade egoística um dia clamei:

"- Pai, o senhor pode me ajudar?"- nos primeiros meses os sonhos eram frequentes. Cheguei a ouvir sua voz grave me chamar. E, numa noite, tive um sonho memorável que pode ter sido um desdobramento espiritual. Estava num local cheio de gente e uma senhora me chamou:

- Sandra, seu pai quer falar com você! - ele veio e me abraçou. E me deu um beijo no rosto. Foi tão bom! E, agora, mesmo sendo espírita, umbandista a verdade é essa:

- Sua presença física não mais
- Poder ligar para ele?- sem chances
- Sentar e tomar café com ele junto com a família toda. Sem chances.
- Almoços e festas de aniversário- sem ele. ( sem a presença física)

A gente sabe que eles estão presentes e mais vivos do que nunca mas temos que enfrentar essa ilusória falta. E, quando temos problemas queremos o colo materno, o colo paterno ,um lugar seguro onde possamos descansar das lutas.

E, se eu ficar nessa onda frustrante de nostalgia posso entrar em depressão ou sufocar meu pai de pensamentos negativos. E, tentando ser feliz, você ajuda seu ente querido a melhorar, a viver em outro plano. Olhar para o nosso umbigo traz mais pesar. Quantas perdas você já sofreu? Se for a morte de um filho o pesar pode durar a encarnação toda. No entanto, Deus costuma dar uma compensação para que você enfrente uma provação ou seja um novo desafio. Manda sempre energias positivas, um pouco mais de consolo, novos amigos, novas sensações e fluidos regeneradores. E, você acaba enfrentando o vazio inevitável através de um novo projeto de vida, da caridade, de um recomeço.

Perdas físicas são inevitáveis, mas as piores são as espirituais. Deixar de amar, brigar, fazer conflitos. São marcas de sofrimento. Uma consulente perdeu o irmão há quinze dias. Numa consulta comentou sobre o luto e disse que estava triste, mas sentia que o irmão estava bem. Ás vezes, sentia vontade de chorar e ficava triste. A tristeza faz parte desse processo. O seu irmão não estava doente e era relativamente jovem. Enfarto fulminante. Minha consulente viajou uns quatro dias, mas disse que estava enfrentando o luto com muita força. E disse que se sentia relativamente bem, apesar da tristeza. Voltou às tarefas domésticas e ao trabalho. E, me contou que, saber que a vida não acaba com a morte era um grande consolo. Quando estou de mal com a vida procuro orar mais e pedir o apoio dos meus guias.

Converso com minha mãe espiritualmente e sei que ela me ouve. Converso com meu pai espiritualmente. Eles também precisam de paz e refrigério. E, também, precisam de nossas preces.

Morrer em vida é muito pior do que perder alguém fisicamente.

Se você acreditar no movimento da vida e no fluir da esperança, estará preparado para enfrentar as prováveis perdas que não são perdas.

Algumas pessoas vão à campa dos entes queridos orar ou adorná-la com flores. Sim; seu ente querido sentirá o aroma das flores e sua energia amorosa. Outros, rezam em templos, olhando para o porta-retratos ou mesmo num choro dorido de saudade. Eles gostam de ser lembrados, mas o desespero os aflige.

Outras pessoas querem recados e mensagens espirituais. Há uma profusão de médiuns habilitados para tal mas, de repente, você dorme e vai ao encontro deles. Sem tensão; sem cobranças. Acorda revitalizado e otimista. E mal sabe que bateu um longo papo com seu filho, seu ente querido ou amigo.

A vida sempre nos oferece a semente da esperança, da fé e da luz. Não procure luz olhando para as trevas. Acenda o candeeiro. A vida vai achar um jeito de lhe ajudar de acordo com sua crença e seu jeito de funcionar diante dos momentos.

Seu filho, seu namorado, seu pai, sua avó, estão todos vivos. E, não estão num céu fictício e, nem mesmo num inferno incandescente. Estão vibrando pela sua felicidade. Ouvem seu pranto ou sua risada. Não há distancia para a eternidade. Mesmo que seu filho tenha partido pelas portas do suicídio não acredite na voz da sombra e de eterno sofrimento. Jesus é misericordioso. As folhas caem e começa tudo de novo! As flores voltam!

E, pare de pensar tanto no "morto" e olhe em volta! Os "vivos" precisam de você e, você precisa deles.

Depois das pedras vem uma estrada florida e, quiçá, você nem precise das pedras para aprender a caminhar.

A verdade é inevitável: um dia você vai partir dessa para melhor. Nem pense nisso e viva um dia de cada vez. Seu ente querido precisa de paz, silêncio e repouso nos primeiros tempos, mas de repente, se você ficar chamando muito por ele poderá assustá-lo ou confundi-lo. Cada ser tem seu processo evolutivo!

Dedico esse texto ao meu querido meu pai Sinval e minha querida Mãe Leny e tantos outros que já se foram.

E todos que amam e vivem o frescor da esperança!


Sandra Cecilia

17 abril 2017

A Criança Cura - José Carlos De Lucca



A CRIANÇA CURA


A criança que fui chora na estrada. Deixei-a ali quando vim a ser quem sou. Mas hoje, vendo que o que sou é nada, Quero ir buscar quem fui onde ficou. Fernando Pessoa (Poema - A Criança que Fui Chora na Estrada)


Muitos buscam a saúde para serem felizes. Estamos andando na contramão. Busquemos primeiramente a felicidade e a saúde virá por consequência. Esse é o roteiro proposto por Jesus ao nos ensinar que deveríamos em primeiro lugar buscar o reino de Deus, porque tudo o mais nos seria acrescentado.(Mateus: 6, 33) A saúde é filha da felicidade, é conseqüência e não causa, é fruto e não árvore.

Muitos enfermos vivem mal-humorados, azedos, pessimistas e agressivos, portanto não buscam o remo de Deus em si mesmos, e por isso a lâmpada da saúde não se acende quando a mente está em trevas.

A felicidade produz um aroma tão espetacular que atrai todas as coisas boas em seu caminho. A doença se estabelece quando não estamos sendo capazes de sentir felicidade em nossa vida.

Onde, pois, encontrar a felicidade? Ela não está fora de você, não é um carro, uma casa, um emprego, uma pessoa. A felicidade é o produto de um estado de consciência que brota da satisfação de nos sentirmos realizados perante a vida. O homem se realiza quando ele emprega com sabedoria todos os potenciais de sua alma, fazendo aquilo que esta de acordo Com a sua natureza Em palavras muito simples e resumidas, o ser humano é feliz quando ele coloca alegria em tudo aquilo que faz. E a alegria é um dos melhores tônicos para a saúde.

Quando, porém, o homem não realiza seu propósito de vida, quando não vibra na pauta da alegria, geralmente a alma se entristece em forma de doenças das mais variadas espécies Muitos escolhem seus caminhos profissionais apenas com vistas a possibilidade de enriquecerem a qualquer custo. Trocam seus sonhos a custa de obterem status e segurança financeira. Depois gastam o que acumularam em remédios e tratamentos paliativos, pois os buracos da alma não se preenchem com nada que não seja a realização de si mesmo. O tédio e o vazio existencial são os agentes nocivos mais perigosos da nossa saúde.

Busque saber se a doença não é um grito de sua alma dizendo que esta insatisfeita com a vida que você esta levando. Ajuda muito nessa hora, voltar ao passado e reencontrar os sonhos da sua criança, pois os pesadelos de hoje são a sombra escura dos sonhos do ontem que não se viveram.

Há quanto tempo você não se permite fazer algo que alimente seu espírito de alegria e satisfação? Lembre-se da sua infância e ira se recordar que, com muito pouco, você era feliz porque seus sonhos eram alimentados a todo o instante. Com sua criatividade e imaginação, um simples cabo de vassoura se transformava na espada mágica de um super-herói. Com uma bola de meia em uma rua esburacada nos sentíamos como um verdadeiro astro do esporte. E tomávamos chuva, andávamos descalços, ficávamos no sereno, vivíamos com as mãos sujas de terra, e quando doentes nos tratávamos com o farmacêutico do bairro.

Tudo isso porque éramos felizes.

E por que agora você tem mais facilidades e não desfruta a mesma alegria de Viver? Porque largou sua criança em algum trecho do caminho.

A enfermidade é um convite para que você a reencontre. Conecte-se com sua criança interior, ela saberá apontar o que esta faltando para você ser feliz. Busque cada vez mais fazer o que gosta e se não puder fazer tudo o que gosta, aprenda a gostar de tudo que faz. Eis ai o segredo da felicidade.

Não permita que uma pessoa idosa habite seu corpo, pois isso é um passaporte para o mundo das enfermidades. Desperte a criança que ainda vive em você, deixe que ela lhe traga mais alegria, espontaneidade, curiosidade, espírito de aventura, contentamento, criatividade, divertimento e pureza. Ai está um verdadeiro laboratório de remédios poderosos para curar qualquer doença. Jesus falou que somente entrarão no Remo dos Céus os que se assemelhem as crianças(Mateus; l8,3) E poderíamos complementar que somente entrarão no reino da saúde os que viverem a felicidade de uma criança.

Busque saber se a doença não é um grito de sua alma dizendo que está insatisfeita com a vida que você esta levando.


José Carlos De Lucca
 Capítulo 17 do livro: O Médico Jesus

16 abril 2017

Na plana, a inteligência dormita; no animal, sonha; só no homem desperta - Jorge Hessen



NA PLANTA, A INTELIGÊNCIA DORMITA; NO ANIMAL, SONHA; SÓ NO HOMEM DESPERTA


O cálculo do biólogo Ernst Mayr, da Universidade Harvard, sobre a possibilidade de a natureza produzir seres inteligentes pelos processos evolutivos conhecidos é quase uma sugestão de que os seres humanos são mesmo produtos “sobrenaturais”. De 30 milhões de espécies vivas atualmente e de cerca de 50 bilhões de outras espécies vivas ou que já viveram e desapareceram, somente o homo sapiens desenvolveu inteligência superior.

Sabe-se que o homo sapiens surgiu na África Oriental entre 190.000 e 160.000 anos atrás, depois se espalhou para o leste do Mediterrâneo em torno de 100.000 a 60.000 anos atrás, e pode ter chegado na China há 80.000 anos. Atualmente os seres humanos estão distribuídos por toda a Terra. O homo erectus, uma pré espécie crucial na evolução do ser humano atual (homo sapiens), parece ter evoluído em solo africano há cerca de 1,8 milhões de anos, migrando posteriormente para a Ásia e depois para a Europa. Porém, foi há apenas 6.000 ou 8.000 anos que alguns homens abandonaram por fim a vida selvagem e deram-se à árdua agricultura, que tornou possível o aparecimento das primeiras aldeias sedentárias no Oriente Médio. Os primórdios de nossa civilização urbana remontam aos mais primitivos sítios neolíticos, em Jericó, por volta de 6000 a.C. e em Jarmo, no Iraque, por volta de 4500 a.C.

Hoje, como explicar que nós, homo “erectus/sapiens”, tenhamos cérebros capazes de teoremas, teorias científicas e seriados de TV, num mundo em que nenhuma outra espécie foi muito além dos grunhidos e das ferramentas de pau e pedra? Analistas materialistas argumentam que o fator causador da inteligência humana se restringe à incapacidade dos bebês. Para os acadêmicos devaneadores, os nenéns indefesos motivaram a evolução da inteligência, afinal, não há nenhuma outra espécie de bebês tão “incapazes” como os humanos. Dizem!

Em verdade, a Terra não é o ponto de partida da primeira encarnação humana. O período da humanização começa, geralmente, em mundos ainda inferiores à Terra. Isso entretanto não constitui regra absoluta, pois pode suceder que um Espírito, desde o seu início humano, esteja apto a viver na Terra. Não é frequente o caso; constitui antes uma exceção. Nos seres inferiores, cuja totalidade estamos longe de conhecer, é que o princípio inteligente se elabora, se individualiza pouco a pouco e se ensaia para a vida. É, de certo modo, um trabalho preparatório, como o da germinação, por efeito do qual o princípio inteligente sofre uma transformação e se torna Espírito. Entra então no período da humanização, começando a ter consciência do seu futuro, capacidade de distinguir o bem do mal e a responsabilidade dos seus atos.

Em verdade, o princípio inteligente consumiu, desde os vírus e as bactérias das primeiras horas do protoplasma na Terra, mais ou menos quinze milhões de séculos [1 bilhão e meio de anos], a fim de que pudesse, como ser pensante, embora em fase embrionária da razão, lançar as suas primeiras emissões de pensamento contínuo (inteligência humana) para os Espaços Cósmicos.” [1] Diz-se que a força anímica no mineral é atração, no vegetal é sensação, no animal é instinto, no homem é razão e no anjo é divindade. Nessa direção caminha Leon Denis quando propõe a sua versão romântica da evolução proferindo: que o princípio inteligente dorme na pedra, sonha na planta, agita-se no animal e desperta no homem. Ou seja: Na planta, a inteligência dormita; no animal, sonha; só no homem acorda, conhece-se, possui-se e torna-se consciente.

A inteligência é o atributo essencial do Espírito, em razão do qual toma ele conhecimento de sua própria existência e exerce atividades voluntárias e livres. Quando o Espírito atinge o grau de humanização, sua inteligência adquire desenvolvimento superior, como o surgimento da razão e do senso moral, que lhe facultam a capacidade de conceber e reconhecer a existência de Deus. Sendo a inteligência, em sua plenitude, a faculdade de pensar e agir racional e deliberadamente, os atos inteligentes são conscientes, voluntários, livres e calculados. São, além disso, suscetíveis de variações, porque a inteligência, variável e individual por excelência, é suscetível de progresso.

É bem verdade que o patinho, logo que rompe a casca do ovo que o mantinha encerrado, se vê próximo a um córrego ou a um lago, por instinto corre alegremente para ele e lança-se na água, nadando imediatamente com perfeição. Onde aprendeu o pato a nadar? São igualmente instintivos o ato do castor, que constrói sua casa com terra, água e galhos de árvores; o ato dos pássaros, que constroem com perfeição seus ninhos; o ato da aranha, que tece com precisão sua teia. Veem-se já aí alguns dos caracteres do instinto: é algo inato, perfeito e específico, ou seja, surge espontaneamente, sem prévia aprendizagem, em todos os indivíduos de uma mesma espécie e leva a atos completos, acabados, perfeitos, desde a primeira vez que são realizados.

Descrevem os Espíritos que a inteligência humana, se comparada entre alguns homens e certos animais, em muitas vezes é superior nesses animais. Por isso, é difícil estabelecer uma linha de demarcação em alguns casos. Porém, ainda assim o homem é um Ser à parte, que desce às vezes muito baixo [irracionalidade] ou pode elevar-se muito alto. “É bem verdade que o instinto domina a maioria dos animais; mas há os que agem por uma vontade determinada, ou seja, percebemos que há uma certa inteligência animal, ainda que limitada.” [2]

Na questão 593 de O Livro dos Espíritos, os benfeitores espirituais esclarecem que nos animais há mais do que simplesmente instintos. Há neles certa inteligência incipiente ou limitada. E para não deixar dúvidas, na pergunta 597, informam que essa inteligência capaz de, em pequeno grau, atenuar o determinismo biológico, dando-lhes um pouco de liberdade de ação e expressão de vontade íntima, sobrevivendo ao corpo físico. Não é ainda propriamente um Espírito, alma humana encarnada, mas o princípio inteligente que faz parte da cadeia evolutiva referida na questão 540. [3]

A inteligência é uma propriedade comum, um ponto de contato entre a alma dos animais e a do homem. Porém os animais só possuem a inteligência da vida material. No homem, a inteligência proporciona a vida moral. O princípio inteligente que constitui a Alma com a natureza específica de que são dotados provém do elemento inteligente universal. Emanam de um único princípio a inteligência do homem e a dos animais. Porém, no homem passou por uma elaboração que a coloca acima da que existe no animal.

Somente com a cooperação do Espiritismo poderá a ciência definir a sede da inteligência humana, não nos complexos nervosos ou glandulares do corpo perecível, mas no espírito imortal. Os valores intelectivos representam a soma de muitas experiências, em várias vidas do Espírito, no plano material e espiritual. Uma inteligência profunda significa um imenso acervo de lutas planetárias e extrafísicas. Atingida essa posição, se o homem guarda consigo uma expressão idêntica de progresso espiritual, pelo sentimento, então estará apto a elevar-se a novas esferas do Infinito, para a conquista de sua perfeição.



Jorge Hessen


Referências bibliográficas:


[1] Xavier, Francisco Cândido. Evolução em dois mundos, ditado pelo Espírito André Luiz, cap. VI , Rio de Janeiro: Ed. FEB, 2012

[2] Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 2001, perg. 592

[3] Idem questão 593, 597, 540

15 abril 2017

Inumanidade - Divaldo P.Franco


 INUMAIDADE


Quando pensamos que já vimos praticamente tudo que diz respeito ao comportamento humano, somos surpreendidos por novos terríveis episódios que nos exigem reflexão profunda.

A mídia apresentou durante a semana anterior [agosto 2014], a barbárie cometida pelos fanáticos religiosos que militam na Síria destroçada, gravando e exibindo depois a terrível façanha do degolamento de um jornalista americano, sendo seu sicário, conforme estudos cuidadosos de linguagem, um jovem nascido na Inglaterra e que teria vivido em Londres.

Arrebanhado, como centenas de outros inimigos da humanidade homiziados naquela região belicosa e cruel, não trepidou em assassinar friamente e com requintes de crueldade um seu irmão que estava em serviço digno, como responsável por apresentar ao mundo os horrores indescritíveis da guerra já existente, sustentada por nações que pregam as liberdades e os direitos humanos... Posteriormente, um outro fanático, apresentou o filho segurando uma cabeça humana também decepada do seu corpo, na condição de herói. Estarrece-nos acompanhar as sucessivas ondas de terrorismo e de hediondez, enquanto também se fala em ajuda humanitária para as vítimas dos psicopatas que enxameiam na sociedade contemporânea.

A crueldade é uma das características do ser humano quando tresvaria, mas a onda se faz tão volumosa que a todos nos aparvalha, ante o seu crescimento em toda parte, desde a violência do lar, a todas as outras expressões, incluindo os crimes covardes, que se denominam como do colarinho branco. Sucede que o ser humano ainda não conseguiu vencer os instintos agressivos que nele permanecem em predomínio, porque a síndrome do poder com todas as suas forças levam-no à desordem mental.

Indispensável que cada um de nós reflita em torno do próprio comportamento e busque transformar-se para melhor, lutando tenazmente contra a inferioridade moral e espiritual que vige no íntimo e busque a autoiluminação, mudando o mundo.

Divaldo Pereira Franco
Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, em 28.8.2014