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17 outubro 2017

Reencarnação de Santos Dumont - Gerson Simões Monteiro



REENCARNAÇÃO DE SANTOS DUMONT



O leitor Gilson Machado me perguntou o seguinte: se o Espírito Santos Dumont já havia se comunicado por algum médium; se já estaria reencarnado; ou se estava no mundo espiritual assistindo às comemorações do centenário do primeiro vôo do seu avião 14 BIS em torno da Torre Eifel, em Paris. Bem respondendo à sua primeira pergunta, informo-lhe que em julho de 1948, Santos Dumont enviou pelo médium Chico Xavier uma oportuna mensagem, na qual diz em certo trecho: “Não há vôo mais divino que o da alma. 

Não existe mundo mais nobre a conquistar, além do que se localiza na própria consciência, quando deliberarmos converter-nos ao bem supremo. Alcemos corações e pensamentos ao Cristo”. O texto na íntegra está publicado no livro Trinta Anos com Chico Xavier.

Com relação à sua segunda pergunta, esclareço-lhe que ele reencarnou na cidade de Campos, em março de 1956, como filho de Clovis Tavares e de Hilda Mussa Tavares, com o nome de Carlos Vitor, segundo revelação de Chico Xavier. Aos nove meses de idade ele caiu de um carrinho de bebê, e com o tombo deslocou a vértebra cervical, ficando tetraplégico. Esse fato foi narrado por seu irmão Dr. Flavio Mussa Tavares, médico homeopata, ao ser entrevistado pelo jornal Folha Espírita de abril desse ano.

Dr. Flávio disse, também, que seu irmão, Carlos Vitor, a partir daí passou a depender totalmente de seus pais, dele e de sua irmã, vindo a desencarnar aos 17 anos de idade, em fevereiro de 1973. 

Como se sabe, em agosto de 1914 a França foi invadida pelas tropas do Império Alemão. Era o início da Primeira Guerra Mundial. Aeroplanos começaram a ser usados na guerra, primeiro para observação de tropas inimigas e, depois, em combates aéreos. 

Os combates aéreos ficavam mais violentos, com o uso de metralhadoras e disparo de bombas. Santos Dumont viu, de uma hora para a outra, seu sonho se transformar em pesadelo. Daí começava a guerra de nervos de Dumont. Em 1932 ocorreu a revolução constitucionalista, em que o estado de São Paulo se levantou contra o governo revolucionário de Getúlio Vargas. Mas o conflito aconteceu e aviões atacaram o Campo de Marte, em São Paulo, no dia 23 de julho. Possivelmente, sobrevoaram o Guarujá, e a visão de aviões em combate pode ter causado uma angústia profunda em Santos Dumont que, nesse dia, aproveitando-se da ausência de seu sobrinho, suicidou-se, aos 59 anos de idade. Os médicos legistas Roberto Catunda e Ângelo Esmolari, que assinaram seu atestado de óbito, registraram a morte como ataque cardíaco. Entretanto, as camareiras que acharam o corpo, relataram que ele havia se enforcado com a gravata. Não suportando ver o seu invento sendo usado para matar, cometeu o suicídio.

Foi por isso, diz Chico Xavier, que o Espírito Santos Dumont, antes de reencarnar, decidiu expiar a sua morte pelo suicídio, por meio de uma vida curta como paraplégico. Eis por que a queda acidental sofrida por Carlos Vitor, aos nove meses de idade, deslocou a sua vértebra cervical. Chico Xavier disse, também, num programa de TV, que a vértebra já estava deslocada no seu perispírito, isto é, no corpo semimaterial que envolve o Espírito, lesada ao se enforcar. 

Esse depoimento, aliás, encontra-se registrado no livro Jesus e Nós.



Autor: Gerson Simões Monteiro
Fonte: (Grupo Fechado) Irmã Scheilla - A Enfermeira do Alto


11 novembro 2016

Deus jamais criaria o inferno - Gerson Simões Monteiro


 DEUS JAMAIS CRIARIA O INFERNO

Há muita lógica quando se diz que, se o inferno existisse, jamais teria sido criado por Deus. Isto porque, se Jesus, Seu representante na Terra, recomenda-nos no seu Evangelho amar os nossos inimigos, convenhamos que seja incoerente admitir-se que o próprio Pai Celestial pudesse colocar Seus filhos nas chamas do inferno. Ora, se eu, que sou um Espírito muito atrasado, não teria coragem de fazer isso com um filho, por mais errado que ele fosse, como Deus cometeria tal monstruosidade, sem dar-lhe chances para se reabilitar?

Da mesma forma que nós, pais humanos, damos novas chances aos filhos que erram para se corrigirem, Deus também sempre nos concede novas oportunidades através das reencarnações sucessivas, para alcançarmos a perfeição espiritual. Uma nova chance, por exemplo, foi concedida aos nazistas que, entre 1939 e 1943, durante a Segunda Guerra Mundial, invadiram moradias de judeus residentes na Alemanha, matando impiedosamente centenas deles e, ainda, saqueando seus bens para o financiamento da guerra.

Diante disso, os Espíritos desses nazistas, ao reencarnarem na própria Alemanha, vítimas da Talidomida, plasmaram em seus corpos, em razão do remorso, as deformidades provocadas nos indefesos judeus, conforme revelação do Espírito Humberto de Campos, no livro “Contos Desta e Doutra Vida”, psicografado por Chico Xavier. É claro que eles, livres da consciência culpada pelo sofrimento, continuarão reencarnando para evoluírem, até um dia se tornarem Espíritos perfeitos, tal como é Jesus, segundo os ensinos do Espiritismo.

Em verdade, tanto o chamado “céu” quanto o denominado “inferno” são estados de alma, e não regiões localizadas no espaço. 

Madre Tereza de Calcutá, por exemplo, construiu o céu dentro de sua consciência pela caridade que praticava, e o levou daqui para a vida espiritual, ao contrário daqueles nazistas que, pelo remorso dos crimes praticados, criaram o “inferno” em seus Espíritos culpados.

Gerson Simões Monteiro

22 maio 2016

Como evitar a obsessão - Gerson Simões Monteiro


COMO EVITAR A OBSESSÃO

A perniciosa influência de um Espírito obsessor pode levar a criatura humana ao estado depressivo, e até mesmo ao suicídio. A pessoa sente vontade de chorar, sem motivo algum; passa a ter sentimentos de tristeza, desânimo e idéia fixa em situações deprimentes; e, por fim, pode ter a idéia de se matar. Há inclusive casos em que o obsidiado sente vontade de beber, fumar ou de usar outras drogas compulsivamente.

É bom esclarecer que no mundo espiritual tanto vivem os bons quanto os maus Espíritos, influenciando as criaturas humanas no dia-a-dia. Os bons nos ajudam e nos influenciam para o bem, como, por exemplo, o benfeitor espiritual Bezerra de Menezes, que foi bondoso médico na Terra e continua nos ajudando espiritualmente por amor ao Cristo.

Já os maus Espíritos podem influenciar os encarnados com as suas vibrações malévolas e pensamentos negativos, desde que a pessoa abra brechas através de sua má conduta. Eles agem pelo desejo de vingança, ou pela vontade simplesmente de absorverem as emanações fluídicas de pessoas que fazem uso de bebidas alcoólicas, ou de outras drogas.

Por isso mesmo é que, em todos os casos nos quais há tais influências espirituais obsessivas, a prece direta a Deus é o mais poderoso meio que está à disposição do obsidiado. Aliás, Allan Kardec, n’O Evangelho segundo o Espiritismo, apresenta diversas preces que podem ser feitas por eles.

O processo obsessivo é sempre bilateral, ou seja, é a própria pessoa encarnada que oferece campo para o Espírito obsessor agir. Não basta, portanto, o Espírito obsessor desejar fazer o mal ou induzir a pessoa ao erro se ela estiver vigilante, pois o Espírito nada conseguirá.

Enfim, para a pessoa se libertar das malignas companhias, ela, além de orar, precisa também mudar seu comportamento moral. A primeira coisa a fazer é seguir a recomendação de Jesus, ou seja, perdoar os inimigos. Também é importante praticar a caridade, e abandonar todos os vícios. Afinal, quem muda seu proceder para o bem atrai para si a companhia dos bons Espíritos, liberta-se dos maus e, com isso, consegue a cura da obsessão.

Gerson Simões Monteiro