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04 dezembro 2013

Renascer e Remorrer - Lins de Vasconcellos


RENASCER E REMORRER

Usufruímos na Espiritualidade o continente sem limites de onde viemos; no Universo Físico, o mar sem praias em que navegamos de quando em quando, e, na Vida Eterna, o abismo sem fundo em que desfrutamos as magnificências divinas.

No trajeto multimilenário de nossas experiências, aprendemos, entre sucessivos transes de nascimento e desencarnação, a alegria de viver, descobrindo e reconhecendo a necessidade e a compensação do sofrimento, sempre forjado por nossas próprias faltas.

Já renascemos e remorremos milhões de vezes, contraindo e saldando obrigações, assinalando a excelsitude da Providência e o valor inapreciável da humildade, para saber, enfim, que toda revolta humana é absurda e impotente.

Se as lutas do burilamento moral não têm unidade de medida, a ação do amor é infinita na solução de todos os problemas e na medicação de todas as dores.

Tolera com paciência as inevitáveis, mas breves provas de agora, para que te rejubiles depois.

Nos compromissos espirituais, todos encontramos solvibilidade através do esforço próprio. Aproveitemos a bênção da dor na amortização dos débitos seculares que nos ferreteiam as almas, perseverando resignadamente no posto de sentinelas do bem, até que o Senhor mande render-nos com a transformação pela morte.

Sempre trazemos dívidas de lágrimas uns para com os outros. Vive, assim, em paz com todos, principalmente junto aos irmãos com os quais a tua vida se intercomunica a cada instante, legando, por testamento e fortuna, atos de amor e exemplos de fé, no fortalecimento dos espíritos de amigos e descendentes. Se há facilidade para remorrer, há dificuldades para renascer. As portas dos cemitérios jamais se fecham; contudo, as portas da reencarnação só se abrem com a senha do mérito haurido nas edificações incessantes da caridade.

As dores iguais criam os ideais semelhantes. Auxiliemo-nos mutuamente.

O Evangelho – o livro luz da evolução – é o nosso apoio. Busquemos a Jesus, lembrando-nos de que o lamento maior, o desesperado clamor dos clamores, que poderia ter partido de seus lábios, na potência de mil ecos dolorosos, jamais chegou a existir.

Pelo Espírito Lins de Vasconcellos
Do livro: O Espírito da Verdade
Médium: Francisco Cândido Xavier

05 janeiro 2012

Os Heróis da Fé - Lins de Vasconcellos


Os Heróis da Fé

Só o amor é capaz de conduzir a barca da Terra, nas mãos do Divino Nauta, ao porto da iluminação.

Esboroa-se a sociedade utopista e passam, pelo crivo dos anos, dos séculos e dos milênios, as civilizações de um dia.

A glória de Cartago, que o tempo consumiu; a imponência faraônica que desapareceu sob os lençóis sucessivos de areias; a beligerância da Babilônia e da Assíria, entre o Tigre e o Eufrates, ora reduzidas a pó.

Roma, apresentando os capitéis dos templos quebrados e a Acrópole de Atenas, com algumas colunas jônicas e dóricas de pé, vencidas pela sucessão das horas.

O carro da guerra, conduzido por Alexandre, arrebentou-se no fragor da batalha contra a morte.

Aníbal, de Cartago, desapareceu nas brumas da noite da desencarnação. Cipião e César sucumbiram, mas Jesus, o herói da manjedoura, de braços abertos na cruz, permanece intocável como no dia glorioso da ressurreição.

A Era do Amor iniciou-se com Ele numa noite fria, sob o lucilar das estrelas. E o Sol que ora aquece a Terra é o mesmo que O viu e que, nos dois mil anos últimos, manteve a chama da Sua palavra como círio ardendo na imensa noite dos homens.

Outros Impérios surgiram e foram consumidos...

Outros guerreiros ímpios e sanguinários, de Átila, o huno a Alarico, o visigodo, a Hitler, o adversário de Deus...

...E Jesus continua o mesmo.

Espíritas, meus irmãos! Amanhece um novo dia. Nasce uma Era Nova.

Não mais os capitães guerreiros, mas os heróis da fé.

O século que passou pertenceu à Ciência e à Tecnologia. O século, em cujo primeiro decênio nos encontramos, será caracterizado pelo amor, pela arte, pela fé.

A religiosidade superará a criminalidade; a beleza entronizará a verdade e o amor conduzirá o ser humano ao seu grande fanal.

A nós, os Espíritos espíritas e a vós, os conhecedores da Verdade liberada pelo nobre Codificador em nome de Jesus, cabe a tarefa da construção do mundo de paz, que o tempo não aniquilará.

Cabe-nos a honra imerecida, na hora última, de preparar o advento do mundo de regeneração.

Não tergiverseis. Não receeis.

A Divindade coloca em vossas mãos esses instrumentos hábeis para a construção deste mundo de amor, iluminado pela fé raciocinada, a fim de que não mais o pranto nem a viuvez ou a orfandade, o desespero nem a revolta, a violência nem a guerra estabeleçam bastiões no planeta amado.

Segui, irretocáveis, impertérritos, a diretriz do Evangelho na ação sublime da caridade pelo amor e da iluminação pela instrução, para fazerdes jus ao salário que vos foi oferecido pelo Senhor da vida.

Permanecei fiéis para que um dia, além da sombra densa da matéria, analisando estes dias, canteis.

Cantai hosanas ao Senhor, bendizendo-lhe o nome e agradecendo a felicidade por haverdes sido chamados e escolhidos para o trabalho do Reino de Deus.

Em nome dos velhos companheiros da nossa Casa, o jequitibá do passado,



Lins de Vasconcellos

Mensagem psicofônica recebida pelo médium Divaldo Pereira Franco, em 25 de dezembro de 2009, na Praça das Araucárias do Recanto Lins de Vasconcellos, Unidade da Federação Espírita do Paraná, em Balsa Nova,PR

25 fevereiro 2011

Não se deve constranger ninguém a aceitar nossa Doutrina - Lins de Vasconcellos

Não se deve constranger ninguém a aceitar nossa Doutrina

O problema não é de ensinar ou não ensinar o Espiritismo, mas sim da excelência do ensino cultural e a educação que se deve dar à juventude e à infância.

Não devemos repetir o erro que cometeu a Igreja Católica, que tentou impor odiosamente seus postulados e em nada melhorou a Humanidade.

Não podemos profissionalizar o ensino da Doutrina e não será justo exigir do professor espírita, que lecione matéria curricular sem ganhar e, se receber, estará profissionalizando o ensino da Doutrina. O ensino da Doutrina é no Centro, nos trabalhos de evangelização.

O Instituto é para educar e ensinar com honradez e dignidade, dando exemplo de lisura no cumprimento do dever de ensinar.

Devemos melhorar as condições culturais do Educandário, a fim de que ele seja conceituado pelo valor do ensino e pela conduta exemplar espírita...

O Ginásio espírita será conhecido não porque ensina Espiritismo, mas pela qualidade excelente do ensino que oferece aos alunos espíritas ou não.

Imaginem o resultado de maus exemplos dados por professores espíritas, que ensinam Espiritismo a alunos que não são espíritas e especialmente aos espíritas.

Que os pais espíritas levem seus filhos aos Centros, pois lá é que devem aprender Espiritismo.

No currículo escolar por enquanto não é lógico e nem aplicável o ensino da Doutrina, pois nem sequer possuímos um sistema uniforme para o ensino doutrinário.

Não devemos ser mais intolerantes que os católicos, devemos agir com equilíbrio e bom senso.

É preferível que o Espiritismo soe bem aos ouvidos dos jovens estudantes não espíritas pela atitude correta dos professores espíritas e pelo valor do ensino que ministrem, do que assumindo uma atitude antipática que nos situe como intolerantes.

Na hora grave que o Brasil atravessa, deve sobressair o esforço cultural do Instituto, procurando contribuir para o bom ensino e educação da juventude.

Excerto da mensagem recebida pelo médium Divaldo P. Franco, ditada pelo Espírito Lins de Vasconcellos, em Curitiba, no dia 26 de novembro de 1968.

22 fevereiro 2011

Caravana da Fraternidade - Lins de Vasconcellos

Caravana da Fraternidade

Amigos queridos,

Permaneça conosco o Mestre de Nazaré.

Há 60 anos os espíritas, conscientes da sua responsabilidade, reunimo-nos para a tarefa de levar a proposta de unificação pelas terras do Nordeste e do Norte do Brasil.

Constituída a Caravana da Fraternidade não poupamos esforços para demonstrar que o Espiritismo é o Consolador prometido por Jesus.

Esta ciência, que comprova a imortalidade da alma e a justiça divina, através do laboratório da mediunidade, tem por finalidade despertar as consciências adormecidas para a responsabilidade filosófica e ético-moral da vivência do Mestre Jesus no dia a dia da sua existência.

Quando, mais tarde, foi dissolvida a Caravana da Fraternidade, acreditamos aqueles que éramos seus membros, que o nosso compromisso com a unificação e a divulgação do Espiritismo havia sido encerrado. Ledo engano, porque, à medida que os seus membros fomos retornando à Pátria, logo demo-nos conta que aquele ensaio de unificação necessitava, essencialmente, de prosseguir com mais entusiasmo, com acendrado vigor e até mesmo com sacrifício.

E quando todos nos libertamos do corpo físico, reconstruímos a Caravana da Fraternidade, que vem sendo enriquecida pelos espíritas responsáveis, na Terra, pela divulgação do Espiritismo e pela união entre as instituições, unificando-as como unindo os indivíduos.

Vivemos os dias que nos testam as resistências morais, especialmente as que dizem respeito a vós outros no mergulho da névoa carnal, muitas vezes com dificuldade de discernir o que fazer, como fazer e onde fazê-lo.

Aqui estamos, os companheiros de sempre, para dizer-vos que o código do Evangelho de Jesus é o paradigma no qual temos todas as diretrizes de segurança e as metodologias mais eficazes para a vivência do Espiritismo de maneira eminentemente cristã.

É certo que, dentro da visão do Codificador, haveria desertores. Como em qualquer segmento da Sociedade, sempre sucedem as deserções dos Espíritos imaturos, dos homens e das mulheres interessados mais no procedimento da ilusão, das quimeras terrestres que o túmulo invariavelmente devora e propõe a realidade.

Mas apesar dessa lamentável ocorrência, os servidores fiéis estão a postos, denodados, enriquecidos pela responsabilidade de servir, de promoverem Jesus e Kardec, ao invés de autopromover-se.

Essa tese, defendida pelo Batista quando proclamava É necessário que eu diminua para que Ele cresça, está em vigência no Movimento Espírita da atualidade, em que o personalismo, as manifestações lamentáveis do egotismo, cedem lugar ao altruísmo cristão, desaparecendo o indivíduo para que Jesus reine, para que Ele triunfe.

O que vindes realizando é a demonstração cabal da consciência espírita, que por fim é assinalada e vivenciada em nossa Casa e no território nacional, expandindo-se nos inúmeros países que hoje agasalham o Consolador, e perspectivas felizes para o futuro, quando o Espiritismo se transforme no grande iluminador das religiões, oferecendo-lhes aquilo que lhes falta, que é exatamente a prova da sobrevivência do ser à disjunção molecular.

Prossegui, portanto, obreiros, na fé renovada.

Construí o Bem onde por momentos prolifera o Mal.

Drenar os pântanos, ao invés de amaldiçoá-los.

Transformai o solo sáfaro em jardim, mesmo que irrigado com lágrimas e suor.

Bem sabemos que a tarefa não é fácil, mas nada é fácil quando nos voltamos para a verdade, em razão das nossas heranças que nos amarram aos vícios e se manifestam como tendências perturbadoras.

O Senhor que nos protege vela por todos nós, e os vossos amigos espirituais, de pé, estamos a postos para que implantemos na Terra o Cristianismo puro, que somente vigeu durante os três primeiros séculos e depois foi vilipendiado.

Que aprendamos com essa lição a não repetir os enganos de outros, unindo-nos ao poder temporal mentiroso para recolhermos migalhas e perdermos o contato com a pulcritude da doutrina de verdade.

Desejamos agradecer aos amigos que em nossa memória agora aqui se encontram e traçam como metas para o futuro programas de dignificação humana neste Recanto que evoca a cátedra de Jesus em pleno coração da Natureza.

Muita paz, meus amigos, meus irmãos, e o carinho dos companheiros de lide que se encontram conosco nesta imensa Caravana da Fraternidade.

Vosso irmão e amigo,

Lins de Vasconcellos
Mensagem psicofônica através do médium Divaldo Pereira Franco, no Recanto Lins de Vasconcellos, em 26.11.2010

10 março 2010

Os Heróis da Fé... - Lins de Vasconcellos

Os Heróis da Fé...

Só o amor é capaz de conduzir a barca da Terra, nas mãos do Divino Nauta, ao porto da iluminação.

Esboroa-se a sociedade utopista e passam, pelo crivo dos anos, dos séculos e dos milênios, as civilizações de um dia.

A glória de Cartago, que o tempo consumiu; a imponência faraônica que desapareceu sob os lençóis sucessivos de areias; a beligerância da Babilônia e da Assíria, entre o Tigre e o Eufrates, ora reduzidas a pó.

Roma, apresentando os capitéis dos templos quebrados e a Acrópole de Atenas, com algumas colunas jônicas e dóricas de pé, vencidas pela sucessão das horas.

O carro da guerra, conduzido por Alexandre, arrebentou-se no fragor da batalha contra a morte.

Aníbal, de Cartago, desapareceu nas brumas da noite da desencarnação. Cipião e César sucumbiram, mas Jesus, o herói da manjedoura, de braços abertos na cruz, permanece intocável como no dia glorioso da ressurreição.

A Era do Amor iniciou-se com Ele numa noite fria, sob o lucilar das estrelas. E o Sol que ora aquece a Terra é o mesmo que O viu e que, nos dois mil anos últimos, manteve a chama da Sua palavra como círio ardendo na imensa noite dos homens.

Outros Impérios surgiram e foram consumidos...

Outros guerreiros ímpios e sanguinários, de Átila, o huno a Alarico, o visigodo, a Hitler, o adversário de Deus...

...E Jesus continua o mesmo.

Espíritas, meus irmãos! Amanhece um novo dia. Nasce uma Era Nova.

Não mais os capitães guerreiros, mas os heróis da fé.

O século que passou pertenceu à Ciência e à Tecnologia. O século, em cujo primeiro decênio nos encontramos, será caracterizado pelo amor, pela arte, pela fé.

A religiosidade superará a criminalidade; a beleza entronizará a verdade e o amor conduzirá o ser humano ao seu grande fanal.

A nós, os Espíritos espíritas e a vós, os conhecedores da Verdade liberada pelo nobre Codificador em nome de Jesus, cabe a tarefa da construção do mundo de paz, que o tempo não aniquilará.

Cabe-nos a honra imerecida, na hora última, de preparar o advento do mundo de regeneração.

Não tergiverseis. Não receeis.

A Divindade coloca em vossas mãos esses instrumentos hábeis para a construção deste mundo de amor, iluminado pela fé raciocinada, a fim de que não mais o pranto nem a viuvez ou a orfandade, o desespero nem a revolta, a violência nem a guerra estabeleçam bastiões no planeta amado.

Segui, irretocáveis, impertérritos, a diretriz do Evangelho na ação sublime da caridade pelo amor e da iluminação pela instrução, para fazerdes jus ao salário que vos foi oferecido pelo Senhor da vida.

Permanecei fiéis para que um dia, além da sombra densa da matéria, analisando estes dias, canteis.

Cantai hosanas ao Senhor, bendizendo-lhe o nome e agradecendo a felicidade por haverdes sido chamados e escolhidos para o trabalho do Reino de Deus.

Em nome dos velhos companheiros da nossa Casa, o jequitibá do passado,

Lins de Vasconcellos

Mensagem psicofônica recebida pelo médium Divaldo Pereira Franco, em 25 de dezembro de 2009, na Praça das Araucárias do Recanto Lins de Vasconcellos, Unidade da Federação Espírita do Paraná, em Balsa Nova,PR