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08 maio 2017

A depressão pode ter causa espiritual? - Luiz Carlos Barros Costa



A DEPRESSÃO PODE TER CAUSA ESPIRITUAL?



A depressão é uma doença que compromete o organismo como um todo: a capacidade de pensar, executar tarefas, comer e até dormir. Não é apenas um “baixo astral”. A pessoa deprimida não consegue simplesmente reagir e se livrar dos sintomas incapacitantes. A depressão maior envolve muitos sintomas e inibem bastante a capacidade da pessoa, sua ação e seu humor. A depressão menor, chamada de distimia, envolve sintomas crônicos e prolongados. Não são tão incapacitantes como a depressão maior, no entanto, a pessoa com distimia também pode desenvolver uma depressão maior.

O distúrbio bipolar antigamente chamado de doença maníaca depressiva, caracterizada por períodos de depressão e outros de mania. Em todos esses casos é necessário um tratamento psiquiátrico ou psicoterapia ou ambos. A eficácia dos antidepressivos está assegurada. O efeito dos medicamentos é sentido em tres semanas aproximadamente. Depende de cada pessoa.

A depressão também pode ter causas espirituais, isto é, ser um processo obsessivo causado por um espírito inferior. Nesse caso, o espírito obsidia a pessoa e a perturba mentalmente. Sua vibração pesada e inferior afeta a saúde do deprimido como um todo. Os medicamentos não fazem o efeito esperado. É o que chamamos popularmente de encosto.

Nesse caso o doente deve procurar um tratamento espiritual numa casa espírita. No entanto, não deve, em hipótese nenhuma abandonar o tratamento medico ou ambulatorial. Deve aliar o tratamento médico com o espiritual. Obsessões graves podem comprometer muito a saúde física e emocional da pessoa.

Praticamente todas religiões oferecem suporte para tratamento espiritual. Na religião católica, imposição das mãos. Na religião espírita, passes e água fluida. E, se a pessoa for umbandista será encaminhada ao terreiro para descarregar os miasmas dos espíritos inferiores. A mediunidade desequilibrara ou em desenvolvimento pode causar depressão. A mediunidade é um dom de se comunicar com os espíritos inerente a todas as pessoas em maior ou menor grau. No entanto, algumas pessoas manifestam esse dom de forma ostensiva com sintomas diferentes e estranhos. Deve ser encaminhada a uma causa espírita e, através, de palestras educativas, passes, conhecer os mecanismos da mediunidade. É um dom a mais para o ser humano ajudar a si mesmo e aos outros.

Por que esses espíritos encostam no ser humano? Pode ser que este esteja predisposto por conta do estress, da ansiedade, a falta de fé em si mesmo. A pessoa fica um alvo fácil para esses espíritos negativos. Ou é um resgate de vidas passadas.Aquele espírito encarnado que prejudica o deprimido na vida atual pode ter sido prejudicado por ele na vida passada. Mesmo assim, Deus não quer o mal e nem o sofrimento de ninguém.O que importa é o momento presente. Construa um alicerce emocional e espiritual forte para enfrentar a realidade do dia a dia. O otimismo, o trabalho e a fé podem ser as vacinas que nos imunizam contra ataques espirituais. Afastar o espírito com preces, tratamentos espirituais de desobsessão ajudam na cura do problema. No entanto, orai e vigiai sempre!As companhias espirituais são atraídas por nossos pensamentos. Cada um tem a companhia espiritual que merece ou que atraiu. Cuide da sua vida espiritual! Cuidar da vida espiritual não é somente ir ao templo, culto ou casa espírita ,mas trabalhar para o autoaprimoramento. Agregar energias positivas através de boas atitudes. Ser uma pessoa grata para com a vida.

Uma frase sábia: “Se quer afastar os maus espíritos atraia os bons!”.

Não tente reagir sozinho e não se preocupe com os pensamentos negativos que são muitos durante o processo depressivo. Fazem parte da doença e com o tratamento espiritual e físico eles tendem a desaparecer.

Solicite a companhia dos familiares e dos amigos. Evite ficar trancado em casa ruminando a doença. Respeite os limites da depressão, mas saiba que a melhora e a cura também dependem muito de você.



14 junho 2014

O Rigor Absoluto do Horário nas Reuniões Espíritas - Luiz Carlos Barros Costa


O RIGOR ABSOLUTO DO HORÁRIO NAS REUNIÕES ESPÍRITAS

É importante o respeito do horário nas reuniões espíritas. As pessoas nos dias atuais precisam realizar múltiplas tarefas e organizam tudo o que fazem, dentro dos compromissos que assumem. 

Nas casas espíritas o horário é importante, pois o período reservado às palestras públicas correspondem ao que é utilizado à ministração das aulas de evangelização infantil, caso o orador não respeite o horário, os passes se atrasam às crianças e numa sequencia de desequilíbrios, perde-se a harmonia do trabalho no bem.

Porém, não se pode deixar de observar a advertência de Allan Kardec, em O Livro dos Médiuns, na parte reservada às REUNIÕES MEDIÚNICAS, no final da obra de relevante importância.

333. REGULARIDADE DAS SESSÕES – é uma condição interessante, pois estarão sempre presentes os Espíritos protetores, que darão proteção a fim de que se manifestem todos os que deverão comunicar com esse grupo.

Quando as reuniões se realizam em dias e horas fixos, fácil também para os Espíritos que podem se comunicar, de forma espontânea como favorece a organização prévia do elenco das manifestações.

Há mesmo os que levam a pontualidade ao excesso. Ofendem-se com o atraso de um quarto de hora, e se foram eles que marcaram uma reunião será inútil iniciá-la alguns minutos antes.

Os Espíritos “[...] verdadeiramente superiores não são tão meticulosos. A EXIGÊNCIA DE RIGOROSA PONTUALIDADE É SINAL DE INFERIORIDADE, COMO TUDO O QUE É PUERIL." NOTA: PUERIL (ingênuo, infantil)”.

Mesmo fora das horas marcadas os Espíritos podem comparecer, e na verdade comparecem espontaneamente quando a finalidade é útil.

Há diretores de casas espíritas que interrompem uma reunião mediúnica, durante manifestações mediúnicas de socorro, invocando A NECESSIDADE ABSOLUTA DE CUMPRIMENTO DO HORÁRIO, com uma justificativa: "Os Espíritos possuem compromissos e vão nos deixar sozinhos...".

Também não autorizam alguma reunião de emergência para atendimento de uma pessoa que passou pelo atendimento fraterno e que está, por exemplo, com MARCANTES IDEIAS DE SUICÍDIO.

Dizem eles: "É PRECISO ESPERAR A PRÓXIMA REUNIÃO MEDIÚNICA."

Nada, entretanto, é mais prejudicial à recepção de boas comunicações do que evocar os Espíritos a torto e a direito, por simples capricho ou sem um motivo sério. Como não estão sujeitos aos nossos caprichos, poderiam não nos atender. E é, sobretudo nessas ocasiões, que outros podem tomar-lhes o lugar e o nome.

Esse ensinamento doutrinário é essencial à produção elevada das questões mediúnicas. Mas, é preciso analisar cada caso com bom senso, pois fica evidente que há situações nas quais os Bons Espíritos estejam disponíveis ao envolvimento da luz aos irmãos que se encontram em complexos desesperos, esperando dos espíritas conscientes, ação imediata e eficaz.

Nas complexas questões mediúnicas Eliseu Rigonatti, agora no mundo espiritual, em São José do Rio Preto, nos casos que sentia a necessidade atendimento urgente, não sonegava prontos socorros espirituais.

Esse inesquecível trabalhador da Seara de Jesus instituiu, na sua época, atendimento mensal, de natureza mediúnica, aos suicidas, aos enfermos internados no Hospital de Doenças Mentais Doutor Adolfo Bezerra de Menezes e à APAE, com esclarecimentos doutrinários e evangélicos a centenas de Espíritos atormentados.

Fica aqui a análise dessas reflexões e, óbvio, os comentários que ensejam sempre extraordinárias oportunidades de troca de experiências com os confrades que entretém a prática mediúnica, uma das contribuições das casas espíritas, aos companheiros que jornadeiam conosco a estrada terrena.


Luiz Carlos Barros Costa (Fernandopolis/SP) é  membro da Rede Amigo EspíritaVice Presidente e Diretor de Doutrina da Associação Espírita “Missionários da Luz", Presidente da Use Intermunicipal Espírita de Fernandópolis - SP eDivulgador e Expositor da Doutrina Espírita. e-mail: lubacosta@terra.com.br .  Fonte: Rede Amigo Espírita

07 fevereiro 2013

O Fator Obsessivo no Abuso das Drogas - Luiz Carlos Barros Costa


O FATOR OBSESSIVO NO ABUSO DAS DROGAS


É preciso muito cuidado com os pensamentos e os comportamentos humanos que possam gerar culpa. O processo se instala nas malhas sutis do corpo espiritual e desencadeia os transtornos e, entre eles, os de natureza obsessiva.

 Passo aos leitores um caso especial de tratamento às dependências de drogas.

 Sou carcereiro de uma especializada de repressão aos entorpecentes, principalmente ao tráfico. Conheci Zenão como investigador daquela unidade policial, pessoa de ótimos princípios morais.

 Pai de família, conduta irrepreensível, sem quaisquer vícios, dois anos depois naquele desafiador trabalho, não era mais o mesmo. Movido por fatores que desconhecia, iniciou a ingestão de alcoólicos e, a seguir, tornou-se usuário de drogas em escala sempre crescente.

 Sensibilizado com a aguda transformação do colega, e com um quadro intenso de dependência química, sem qualquer antecedente comportamental, passei a orientá-lo sobre possível tratamento espiritual no centro espírita em que atuo como médium.

 Continuamente fornecia-lhe informações a respeito das perturbações espirituais que contribuem, de forma vigorosa, à usança das drogas ou outras condutas, superestimando-as.

 Dissertava sobre o processo do tratamento da fluidoterapia e dos benefícios da água fluidificada, assim como da conquista indispensável de novas ideias e imagens, de natureza superior, como forma de estabelecer ligação com ondas mentais dos Espíritos Superiores.

 Quando o colega registrou um problema intenso de natureza cardíaca, numa crise sem precedentes, com comportamentos tidos como psicóticos, sem qualquer correspondência nos exames clínicos realizados, despertou para os meus aconselhamentos diuturnos. Algo estranho lhe acontecia, não conseguia encontrar a sua personalidade anterior.

 Passou a participar das reuniões no centro espírita, com atendimentos aos dependentes, num dos bairros da capital paulista. Na entrevista, tomou conhecimento de que seria necessário realizar mudanças importantes em sua vida.

 Deveria entrevistar-se, uma vez por semana, com um médico que atendia os dependentes, num tratamento intitulado ambulatorial. Também deveria seguir rigorosa atenção à prescrição da medicação corretora e dedicar-se uma vez por semana às reuniões com um psicólogo nas terapias em grupo.

 Recebeu um livro intitulado O Evangelho segundo o Espiritismo para ser lido todos os dias, antes de se deitar e ao se preparar para o novo dia. Passou a receber passes magnéticos, em dias alternativos, bem como sorver água fluidificada para renovação lenta e gradativa dos componentes perispirituais comprometidos com as drogas ingeridas.

 Escolheu o dia e horário para a instalação do estudo do Evangelho no seu lar, o que foi realizado por quatro semanas e, a seguir, continuou a atividade renovadora, com o auxílio das obras complementares da Doutrina, com psicografias de Francisco Cândido Xavier e Divaldo Pereira Franco.

 Foi informado que o grupo espírita iria produzir reuniões de vibrações espirituais para o seu lar e, especialmente, ao seu complicado estado de dependência. Essas reuniões foram orientadas pelo Espírito de São Luís a Allan Kardec, Revista Espírita 1863, p. 5.

 Em Paris, foi registrada a internação de uma moça sem motivo determinado pelos médicos, com um quadro que a levaria a morte física. A orientação era precisa: um grupo de pessoas com reconhecidos atributos morais deveria se reunir na Sociedade Pariense de Estudos Espíritas, por trinta dias, em horário determinado, com vibrações intensas àquela pessoa.

 As palavras da orientação eram marcantes: “Por tal meio podereis neutralizar o fluido mau que a envolve.” Após quinze dias a paciente ficou restabelecida e voltou às suas atividades normais.

 Zenão teve duas recaídas, porém não mais voltou às drogas quando tomou conhecimento, através de uma das aulas na casa espírita, sobre o conteúdo da pesquisa de Carlos de Brito Imbassahy.

 Esse estudioso ensina que as drogas como a cocaína e outras similares atuam diretamente nos campos bioenergéticos, com imediatas gravações no perispírito (corpo espiritual que reveste o Espírito), cujas deformações são transmitidas às próximas encarnações.

 Também aprendeu que o uso dessas drogas é cumulativo no processo de deterioração estrutural do corpo espiritual, muito mais grave em relação aos efeitos já conhecidos no corpo físico, do que se concluiu que o maior malefício causado pelo vício é aquele provocado nos campos da alma e não apenas nas consequências patológicas observadas pela ciência.

 Conforme orientação espiritual solicitou mudança de trabalho, passando a constituir uma equipe de plantão no Distrito Policial de seu bairro, com uma responsabilidade maior quanto ao comportamento, pela visibilidade constante com pessoas de seu conhecimento.

 Incorporou-se às atividades do Centro Espírita, com estudos regulares e atividades assistenciais, no que foi acompanhado pelos componentes do colégio familiar, do que lhe resultou enorme alegria pelo reencontro consigo mesmo, numa panorâmica muito mais esperançosa.
 Não se registra uma infinidade de dependências insolúveis, sem qualquer êxito, mesmo com a brilhante atuação de equipes competentes e catedráticos na recuperação aos dependentes?

 Quais as causas do sucesso do tratamento espiritual?

 Mesmo sem qualquer internação nas clínicas especializadas, as causas mais evidentes do sucesso da recuperação de Zenão foram as seguintes.

 Primeira: o colega policial é possuidor de dons mediúnicos, com marcantes sensibilidades espirituais. Quando a pessoa os possui e se deixa levar pelas induções às drogas, o retorno ao normal é muito difícil, pela intensa vivência espiritual com os espíritos desencarnados igualmente dependentes. Eles produzem indescritível domínio a fim de que possam se alimentar do vício herdado na vida terrena, embora sitiados no mundo espiritual.

 Segunda: com a aceitação dele e de sua família de que o tratamento espiritual era o único recurso, a vivência espírita renovou-lhes os conceitos e finalidades da vida, sem qualquer resistência.

 Terceira: com a fluidoterapia foram desarticulados os campos escuros e infelizes através dos quais espíritos doentios e perseguidores instalavam-se na estrutura espiritual do investigador Zenão.

 Quarta: as lições evangélicas e doutrinárias determinaram uma mudança radical nas fotografias espirituais que ficam gravadas no centro de força frontal (vulgarmente chamado de testa, parte anterior da cabeça). Houve uma substituição das horrendas formas de destruição e dor, levando-o a fixação de painéis superiores e a correspondente ambientação com vibrações mais sutis. Durante o sono não mais foi induzido às sombras, mas ao contrário, às colônias espirituais de elevação, onde se processam os apoios aos encarnados na escola bendita da Terra.

 Quinta: as vibrações espirituais produziram camadas fluídicas protetoras com penetração nas dobras mais sutis do espírito e do seu corpo espiritual, chamado de perispírito, com produções profundas de bem-estar e estímulo.

 Sobre a sexta causa há uma explicação necessária.

 Imantado pelo trabalho de repressão às drogas, mas muito próximo com as tristes dependências, foi identificado por um espírito que foi sua vítima na vida terrena anterior. Para conquistar a herança somente para ele, fez-se amigo de seu irmão (mas com o qual tinha antipatias extremas).

 Com muita habilidade levou-o ao mundo do alcoolismo e após, às drogas, inventando mentiras para a sua infelicidade emocional. Com a morte do irmão solteiro, conseguiu aumentar ainda mais a sua fortuna.

 Um Espírito vingativo fixou em Zenão a culpa por seus atos de outrora e o domínio espiritual restou facilitado, com o apoio de quinze desencarnados dependentes, facilitado pelos dons espirituais do seu algoz.

 Depois de várias reuniões mediúnicas, após diálogos constantes com o Espírito, ferrenho inimigo espiritual, convenceu-se de que deveria buscar o seu caminho evolutivo, até porque, numa de suas vidas, na Roma antiga, havia perseguido até a morte física o seu rival.

 É o mesmo. Na atual reencarnação é chamado de Zenão. Vieram como irmãos para renovarem-se moralmente, mas a vingança foi realizada, frustrando-se a programação divina.

 Rompido o liame espiritual de opressão, com a sequência de novos comportamentos, mais espiritualizados, conseguiu o reequilíbrio. Atualmente, Zenão é um dos mais novos médiuns da Casa Espírita e começa a treinar seus conhecimentos para a tribuna espírita.

 A família acompanha-lhe as atividades renovadoras e a paz familiar é o seu grande incentivo para continuar, de forma sempre ascendente, a conquista de novos degraus evolutivos.

 O Espírito de Joanna de Ângelis ditou ao médium Divaldo Pereira Franco o livro: Encontro com a Paz e a Saúde. Na página 124, há uma lição memorável:

“Ninguém consegue atingir um nível de consciência mais elevado, enquanto se encontre moralmente aprisionado nos compromissos negativos que procedem das experiências anteriores.”

Luiz Carlos Barros Costa