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09 junho 2022

Quando surgem os imprevistos... - Momento Espírita



QUANDO SURGEM OS IMPREVISTOS...

Luiz e sua família programaram uma viagem de férias para a praia.

A família se reuniu, mais de uma vez, consultando as tantas opções de passeios.

Divertiram-se escolhendo uma praia maravilhosa: dias junto ao mar, andando na areia, tomando água de coco...

Foram planejados os mínimos detalhes para usufruírem de todos os lindos dias de sol e calor.

A data da viagem foi se aproximando e o entusiasmo crescendo.

Finalmente, chegou o dia! A família alcançou seu destino. A praia era realmente linda, conforme tinham visto nos folhetos de viagem.

Na primeira manhã, o dia amanheceu com muita chuva, vento e frio.

Podemos pensar que a família desanimou e começou a se lamentar: Por que a chuva hoje? Não poderia ter chovido na semana passada? Por que estragar toda nossa programação? E agora?

Mas, não foi assim que eles se comportaram.

Estavam tão dispostos a aproveitar a viagem em família que não perderam tempo. Decidiram fazer novos planos.

Na pesquisa na internet, descobriram várias outras opções de passeios.

A primeira, a ida a um interessante museu. Depois, aulas de cerâmica típica, ministradas por morador da localidade. Também, descobriram um mercado municipal com várias comidas tradicionais...

Dessa forma, o passeio continuou agradável e todos aproveitaram a feliz convivência, naqueles dias de férias, apesar da chuva, dos ventos, do frio.

* * *

Quantas vezes ocorrem imprevistos em nossas vidas?

Podemos cair no abismo infindável das lamentações. Podemos encontrar alguém para culpar pelo que acontece.

Isso nos deixará ainda mais arrasados, irritados. E os primeiros a sofrer por causa disso, seremos nós mesmos.

A lamentação somente nos levará a perder tempo e energia, não resolvendo nenhuma dificuldade.

E poderá, ainda, nos criar alguns problemas de saúde, enquanto literalmente, estragamos nosso dia. Por vezes, dos que nos estão próximos, também.

Se preferirmos, podemos contornar o problema e procurar solucioná-lo, sem nos estressarmos e sem acusar ninguém.

Podemos encarar os imprevistos como fazendo parte do mundo em que vivemos.

Em vez de lamúrias, uma atitude ativa, para encontrar soluções.

A vida é dinâmica e não temos o controle de tudo. As situações fortuitas acontecem.

A sabedoria está em encararmos tudo com disposição de quem deseja acertar, encontrar outro caminho, solucionar, ao menos em parte, o inconveniente.

A escolha é nossa de como lidar com os imprevistos da vida.

Buscar as melhores alternativas para situações inesperadas que nos alcancem e olhar para elas como oportunidades de aprendizado.

Talvez, nossos planejamentos devam contemplar mais alguns itens, além daqueles de que nos servimos para essa circunstância.

Com certeza, não é fácil lidar com as frustrações, mas é através do domínio de nossas emoções que podemos crescer e nos fortalecer moralmente.

Finalmente, conscientes dos nossos limites, entreguemo-nos a Deus e O busquemos, através da oração, sempre que nos sintamos incapazes de superar os impedimentos.

Redação do Momento Espírita, com base no vídeo Encarar os imprevistos, de Lufe Gomes e no cap. 27, do livro Momentos de decisão, pelo Espírito Marco Prisco, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL.

30 maio 2022

Nossa casa permanente - Momento Espírita

 
NOSSA CASA PERMANENTE

Não importa nossa idade, nossa ideologia, nossos meios culturais, nossa raça, nossa cor de pele.

Não importa quanto tempo nos distanciamos nem por onde andamos.

Não importa se, desejando conquistar o mundo, abandonamos fronteiras natais.

Não importa se buscamos muito longe ilustrar o nosso intelecto e angariar melhores fontes de renda.

Não importa se construímos nosso lar, se somos felizes ou infelizes ali.

Existe no mundo uma casa onde, a qualquer momento, podemos entrar sem avisar, mesmo porque, na maioria dos casos, temos a chave.

Quando entramos, olhos amorosos nos recebem, braços se estendem em saudoso abraço.

Um abraço demorado que nos faz sentir outra vez pequeninos e protegidos, totalmente, sem vontade de nos soltar.

Essa casa tem o poder de nos fazer lembrar dos dias que passamos despreocupados e felizes, antes de descobrirmos que deveríamos andar com nossos próprios pés e vencer nossas batalhas.

Traz de volta a nossa infância com todos os seus folguedos e brincadeiras, todas as risadas e distrações.

Traz de volta a presença dos irmãos, amigos, familiares, vizinhos, que há muito não vemos, mas que moram em nossos corações.

Essa casa tão especial é a casa dos nossos pais, ou somente do pai ou da mãe.

É o único lugar em que olhando seus rostos, sentimos a maior bênção do mundo. Para eles, a alegria é nos ver e ter por perto.

É o lugar onde, por mais contemos o que fizemos, temos e conquistamos, ainda é preciso falar um pouco mais.

Porque quem nos recebe quer saber tudo, nos mínimos detalhes.

Crescemos, somos executivos, empresários, funcionários de empresas públicas ou privadas, profissionais de variada ordem, pais de família mas, para eles, continuamos a ser os filhos que necessitam carinho e ternura.

Nesse recanto, parece que as luzes brilham mais, e podemos falar do que quisermos, sabendo que quem nos ouve, compreende.

Mesmo que sejam atitudes erradas, ações equivocadas, eles entendem. E depois de tudo, terão palavras de encorajamento para que busquemos acertar, doravante.

Quando formos à mesa, perceberemos que as flores colhidas no jardim são as mais belas e perfumadas.

Que o jantar, independente do que seja servido, tem o ingrediente especial do amor.

Mesmo que tenhamos chegado com o coração dilacerado, depois de chorarmos todas as lágrimas, conseguiremos esboçar um leve sorriso.

Todos os que desfrutamos da ventura dessa casa, devemos expressar nosso reconhecimento aos que estão lá e nos aguardam, quando queiramos comparecer.

Importante que eles saibam, antes de partir, como essa casa faz a grande diferença em nossas vidas.

* * *

Quem de nós desfrute da ventura de ter seu pai, sua mãe, ou ambos, ainda sobre a Terra; quem de nós tenha essa casa permanente para voltar, na alegria, ou na tristeza, na abundância ou na carência, deve ser grato.

Grato a Deus que nos permite essa bênção.

E nesse preito de gratidão, que lembremos de retornar muitas vezes a essa casa, onde tanto recebemos.

Retornar para abraçar, beijar e dizer: Obrigado, meu pai, minha mãe, por vocês existirem.

Vocês tornam minha vida mais feliz!

Redação do Momento Espírita

19 abril 2022

Ante a dificuldade alheia - Momento Espírita

 
ANTE A DIFICULDADE ALHEIA

Naquele lixão, a cena se repete, todos os dias. Mães e filhos revolvendo tudo, à procura de algo útil.

Pode ser um utensílio, desprezado por alguém. Ou uma vestimenta, um calçado.

Bem dizem que o lixo de uns se constitui na riqueza de outros.

Na manhã ensolarada, os olhos de um menino brilharam.

Entre sacolas plásticas e todo aquele lixo revirado, ele encontrou um carrinho de plástico.

Certo: estava com os faróis quebrados, a caçamba amassada mas, para o garoto, era um achado fabuloso.

Pensou que o lavaria bem e poderia ser um brinquedo legal para seu irmão menor.

A mãe sorri ante a alegria do filho, e continua na sua tarefa, que lhe parece bem mais importante: encontrar alguma coisa com que possa alimentar os filhos, nesse dia.

* * *

Pode nos parecer incrível mas, cenas como essa ainda são comuns em algumas grandes cidades brasileiras.

Famílias à cata de algo para matar a fome, não importando o que seja.

Uma triste realidade que precisa ser seriamente pensada.

Sabemos que a Terra é um planeta de duras provas e expiações.

É de nos perguntarmos por que, num mundo de tantas oportunidades, aqueles de nós que desconhecemos a fome, o frio, a necessidade, não temos olhos para nosso irmão.

Num mundo em que o Evangelho de Jesus ecoa em quase todos os quadrantes, em que se fala tanto em solidariedade, fraternidade, como ainda nos permitimos assistir a cenas tão deprimentes assim?

Nenhum de nós está impedido de socorrer o outro, por mínima possa ser a nossa cota de contribuição.

Podemos começar por questões simples, analisando quem nos serve no lar, uma vez na semana, ou todos os dias.

Quem vem fazer a manutenção do nosso jardim, a certos períodos.

Conhecemos suas necessidades reais, onde vive, como vive? Interessamo-nos por saber se seus filhos estão na escola, se foram vacinados, se tem uma mínima assistência médica?

Se a pessoa trabalha de segunda a domingo, para conseguir o pão honrado de cada dia, quando dará atenção aos seus meninos?

O apelo é de fraternidade, que nos convida a verificar como vive nosso irmão.

E, se pudermos lhe amenizar a carga de dores, que o façamos.

Podemos orientar, esclarecer, auxiliar.

Pensemos em oferecer algo mais, além da diária ou do salário formal.

Ninguém chega ao nosso lar, à nossa empresa, à nossa oficina, por puro acaso.

Somos sempre responsáveis pelos que nos são subordinados.

Naturalmente, não poderemos resolver todos os problemas e nem a fome no país ou no mundo.

Porém, se conseguirmos atender ao próximo mais próximo, minimizando-lhe as agruras, estaremos contribuindo para um mundo menos cruel.

Pensemos a respeito e não detenhamos o gesto fraterno, a atenção.

Tenhamos olhos de ver, coração de sentir. Por vezes, o próximo mais próximo pode ser alguém da parentela corporal.

Perto ou distante, vejamos o que podemos fazer em benefício de quem padece.

Afinal, a recomendação evangélica é de amar ao próximo como a nós mesmos.

Pensemos nisso. Disponhamo-nos a modificar o cenário do mundo. Nós podemos.

Redação do Momento Espírita

05 abril 2022

O lugar ideal para progredir - Momento Espírita


O LUGAR IDEAL PARA PROGREDIR

A família é nosso lugar de aconchego, de fraternidade ou de inúmeros problemas.

Alguns, vivemos em famílias onde nos amamos, nos auxiliamos, mas nas quais irrompem doenças terríveis e o desemprego é quase constante.

Outros, vivemos em famílias onde imperam os desentendimentos.

Famílias com pais abnegados e filhos ingratos. Famílias com filhos amorosos e pais descuidados.

São muito diversas as famílias na Terra.

Importante lembrarmos que os filhos recebem, dos pais biológicos, apenas os componentes do corpo físico: cor da pele, dos olhos, do cabelo.

Por isso, as semelhanças físicas, inclusive mais acentuadas com a mãe ou com o pai.

No entanto, a inteligência, os vícios e as virtudes são heranças pessoais.

São a bagagem do próprio espírito que chega ao nosso lar, como filho. Cada um é uma individualidade única.

Os filhos nos chegam ligados por compromissos anteriores, que podem ser de sentimentos de vingança ou cobrança.

É a forma que a Lei Divina estabelece, reunindo almas que trazem pendências na área das antipatias e animosidades.

Ligadas pelos laços familiares, têm a oportunidade de diluir as armas do desafeto, e se aproximarem um tanto mais.

É nesse afã que a família é, antes de tudo, um laboratório de experiências reparadoras, na qual a felicidade e a dor se alternam, programando a paz futura.

Nem é o grupo da bênção, nem o impulso passageiro da desdita.

Antes, é a escola de aprendizagem e redenção futura.

Funciona para os irmãos que se amam como para aqueles que se detestam. Também para os pais que demonstram maior preferência por um filho do que a outros.

Como somos almas que nos reencontramos, felizes umas, outras portadoras de muitas mazelas espirituais, vemos filhos que se voltam contra os pais, ingratos ou revoltosos.

A vida é incessante, e com a família carnal temos experiências transitórias em programação, objetivando a família universal.

Dessa forma, somos chamados a prestar muita atenção naquelas almas que reunimos em nossos lares.

Criarmos meios para melhor encaminhá-las desde muito cedo, às veredas do amor, do perdão e da real amizade.

Nossos filhos são Espíritos que renascem em nossos lares com o objetivo de redenção, de aprimoramento.

Como pais, somos os responsáveis, perante o Criador, por essas almas que nos são endereçadas.

A Divindade confia que façamos o nosso melhor.

E, se, em nosso lar, chegou o filho limitado física ou mentalmente, saibamos que o Pai Celeste tem ainda maior confiança em nós.

Ele nos confia esse Espírito porque sabe que teremos condições de amá-lo, de conduzi-lo na vida.

São tantos os exemplos de filhos que, renascidos com limitações, as superam, muito além do esperado, graças ao amor dos pais, que se esmeram nos estímulos, nos incentivos, na educação.

Nossa família, generosa ou complicada; pequena ou numerosa; plena de amor ou com muitas arestas de incompreensão, acreditemos: é o lugar ideal para progredirmos.

Tenhamos, portanto, um renovado olhar para nossos pais, nossos filhos, nossos irmãos.

Somos todos almas irmãs a caminho da perfeição.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. 2, do livro S O S Família, pelo Espírito Joanna de Ângelis e outros Espíritos, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL.

14 janeiro 2022

Exilados de Capela - Momento Espírita

 
EXILADOS DE CAPELA

Nos mapas zodiacais, que os astrônomos terrestres usam em seus estudos, observa-se uma grande estrela na Constelação do Cocheiro, que recebeu, na Terra, o nome de Cabra ou Capela.

Há vários milênios, um dos planetas da Capela, que guarda muitas afinidades com o globo terrestre, atingiu o ponto máximo de um dos seus extraordinários ciclos evolutivos.

Alguns milhões de Espíritos rebeldes lá existiam, dificultando o progresso daqueles povos cheios de piedade e virtudes.

As grandes comunidades espirituais, diretoras do Cosmo, resolveram, então, trazer aqueles Espíritos aqui para a Terra longínqua.

Na Terra, eles aprenderiam a realizar, na dor e nos trabalhos penosos do seu ambiente, as grandes conquistas do coração, impulsionando, simultaneamente, o progresso dos povos primitivos que habitavam este planeta.

Foi assim que Jesus, como governador da Terra, recebeu, à luz do Seu reino de amor e de justiça, aquela multidão de seres sofredores e infelizes.

Jesus mostrou-lhes os campos imensos de luta que se desdobravam na Terra, envolvendo-os no halo bendito da Sua misericórdia e da Sua caridade sem limites.

Abençoou-lhes as lágrimas salutares, fazendo-lhes sentir os sagrados triunfos do futuro e prometendo-lhes a Sua colaboração cotidiana e a Sua vinda no porvir.

Esses Espíritos, vindos de um mundo em que o progresso já estava bem acentuado, guardavam no coração a sensação do paraíso perdido.

Ao encarnar na Terra, se dividiram em quatro grandes grupamentos dando origem à raça branca, ou adâmica, que até então não existia no orbe terrestre.

Formaram, desse modo, o grupo dos árias, a civilização do Egito, o povo de Israel e as castas da Índia.

Tendo ouvido a palavra do Divino Mestre antes de chegar à Terra, guardavam a lembrança da promessa do Cristo.

Eis por que as grandezas do Evangelho foram previstas e cantadas alguns milênios antes da vinda do Sublime Galileu, no seio de todos os povos, pelos antigos profetas.

Dentre os Espíritos exilados na Terra, os que constituíram a civilização egípcia foram os que mais se destacaram na prática do bem e no culto da verdade.

Importa considerar que eram eles os que possuíam menos débitos perante as leis Divinas.

Em razão de seus elevados patrimônios morais, guardavam no íntimo uma lembrança mais viva das experiências de sua pátria distante.

Uma saudade torturante de seu mundo distante, onde deixaram seus mais caros afetos, foi a base de todas as suas organizações religiosas.

Depois de perpetuarem nas pirâmides os seus avançados conhecimentos, todos os Espíritos daquela região africana regressaram à pátria sideral.

Isso explica por que muitas raças que trouxeram grande contributo de conhecimentos à Terra, desapareceram há muito tempo.

Informações preciosas sobre a História da Humanidade terrestre foram trazidas pelo Espírito Emmanuel, através da mediunidade de Chico Xavier e constam do livro A caminho da luz.

Nesse livro você encontrará esclarecimentos sobre as grandes civilizações do passado, sobre a trajetória evolutiva do planeta, e muitas outras.

Irá saber porque Jesus afirmou que os mansos herdarão a Terra.

Descobrirá, também, que a Terra não está desgovernada; que no leme dessa gigantesca nave está Jesus, com mãos firmes e olhar sereno.

* * *

Os mundos também estão sujeitos à lei de progresso.

A Terra, por exemplo, já foi mundo primitivo, e hoje está na categoria de provas e expiações, que é apenas o segundo degrau da escala evolutiva.

Como o progresso é da lei, um dia a Terra atingirá o ponto máximo do atual ciclo evolutivo e passará para a categoria de mundo de regeneração, e assim por diante.

Por isso vale a pena investir na melhoria do ser humano, pois só assim conseguiremos transformar a Terra em um mundo de paz e felicidade.

Redação do Momento Espírita, com base no livro A caminho da luz, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel, ed. Feb.

31 outubro 2021

A Sabedoria de envelhecer - Momento Espírita

 
A SABEDORIA DE ENVELHECER

Ele é um homem com mais de oitenta anos. Forte, daqueles bons italianos.

Um exemplo de saber envelhecer. Ele já se deu conta, há muito tempo, que o vigor da juventude o deixou.

Mas, isso não quer dizer que se acomodou. Faz tudo o que o corpo ainda lhe permite.

Até há pouco tempo, dirigia seu carro e, em determinadas épocas, tomava da esposa, dizia Inté para os filhos e netos e saía a viajar.

De cada vez, um local diferente.

Vamos conhecer tal lugar? - Perguntava para a esposa, cuja idade beira a dele.

Quer dizer, perguntava por perguntar, porque a senhora, também disposta, sempre concordava.

Fecham o apartamento e lá se vão para uma estância, uma estação de águas, um hotel fazenda.

Há pouco, completaram suas bodas de ouro e os filhos promoveram uma grande festa.

Ele compareceu no mais belo e alinhado terno, bigodes aparados, cabelo branco bem penteado e a seriedade, disfarçando a emoção.

Ela, num lindo vestido longo, azul turquesa, encantando os olhos dele, como se fossem os anos primeiros de convivência.

Recentemente, amigos de ideal espírita decidiram por prestar-lhe homenagem, pelos anos de dedicação à causa. Pelo seu pioneirismo, alçando a bandeira da Doutrina Espírita em terras onde apenas despontava, tímida.

De imediato, sua memória e sua ética foram ativadas.

Por que eu? Antes de mim, houve quem fizesse muito mais do que eu. E melhor.

E recordou do amigo, por cujas mãos conheceu a Doutrina Espírita. E esteve presente para a entrega da homenagem. Naturalmente, ele também foi homenageado.

Emocionado, agradeceu, dizendo não merecer porque, dizia, da Doutrina Espírita recebera o melhor. Ele era, portanto, um devedor.

E, incentivou à juventude, aos atuais trabalhadores a continuarem no bendito labor da divulgação, espalhando luzes, aclarando mentes e corações.

Comoveu a todos.

Simples, embora detentor de considerável patrimônio e posses, abraça com vigor os amigos.

Faz questão de um bom papo, embora a dificuldade, por vezes, para ouvir. Mas, ele ajusta o seu aparelho para a surdez e participa.

Não tem vergonha de tornar a perguntar, quando não entende.

Sábio, não fala se não tem certeza de ter bem entendido a pergunta.

Sabe calar-se quando muitos falam ao mesmo tempo, dificultando-lhe a captação das palavras.

Ainda guarda um ar de maroto, por vezes, mostrando que o viço infantil não morreu em sua intimidade.

Assim, outro dia, em pleno café da manhã com amigos, quando todos já haviam terminado a refeição e se entretinham à mesa, conversando, ele tomou de uma faca e a introduziu no pote de doce de leite.

Trouxe-a com a ponta carregada do precioso doce. Olhou para a esposa, exatamente como criança que sabe que, o que vai fazer está errado, e lambeu-a, com prazer.

Todos riram. Ele também. Havia acabado de fazer uma peraltice bem própria de criança.

Mas, afinal, quando envelhecemos com sabedoria, somos assim.

Maduros no agir, jovens no pensar, crianças para o prazer de viver intensamente cada dia.

Pessoas frívolas, que somente valorizam o exterior, temem envelhecer.

Pessoas ponderadas envelhecem sorrindo. Sabem que o vigor da juventude é passageiro e aproveitam a madurez dos anos para semear sabedoria e colher venturas.

Venturas por ter educado filhos para o bem e para o amor.

Por ter cultivado o afeto no matrimônio. Por ter construído amizades sólidas, independentes de idade, raça, cor, nível social.

Aprendamos com quem sabe envelhecer!

Redação do Momento Espírita. Disponível no CD Momento Espírita v. 13 e no livro Momento Espírita, v. 6, ed. FEP.

04 setembro 2021

Propósito da reencarnação - Momento Espírita

 


 PROPÓSITO DA REENCARNAÇÃO

 

O Espírito encarna e reencarna inúmeras vezes com a finalidade de progredir.

Gradualmente, ele sai da ignorância e cresce em conhecimentos e em moralidade.

Esse processo é vasto e demanda incontáveis existências.

Nesse longo caminhar, vagarosamente, a criatura inteira-se do teor das Leis Divinas, que se encontram inscritas em sua consciência.

As Leis Divinas constituem um roteiro de felicidade.

Quem consegue adaptar sua vontade e seu proceder aos estatutos divinos, apressa e ameniza sua evolução para Deus.

Todo ato contrário às Leis soberanas gera desequilíbrio, a exigir reparação.

Conforme a extensão das consequências, o ato de reparar pode demandar inúmeras encarnações.

Muitas vezes um homem consegue ignorar e sufocar a própria consciência durante um tempo.

Não raro, grandes criminosos terminam seus dias terrenos na abastança.

No plano espiritual, tudo muda de figura.

Entre as encarnações, o Espírito contempla, no cenário da própria consciência, os atos que praticou.

Ele vislumbra todas as consequências que advieram de seu proceder. E se vê tal qual é, sem ilusões ou desculpas.

Alguns recalcitram no reconhecimento da própria realidade.

Entretanto, permanecem desequilibrados e sofredores, enquanto isso não se dá.

Não existe a figura do Espírito culpado, mas feliz.

Os pensamentos e os sentimentos do Espírito desencarnado são muito intensos e claros.

O corpo físico funciona como um quebra-luz, que diminui a agilidade mental e abafa as percepções e sensações.

Sem o corpo, tudo se torna muito vívido e vibrante.

Um Espírito delinquente padece enormemente por conta do remorso.

Seus sofrimentos morais possuem uma pujança impossível de ser concebida por quem está encarnado.

Para atenuá-los, ele se decide pelas mais dramáticas e sofridas encarnações, sem titubear.

Tudo parece preferível a suportar tão angustiantes impressões.

Isso bem evidencia a sabedoria do preceito evangélico segundo o qual devemos nos acertar com os inimigos, enquanto estamos ao lado deles.

É prudente resolver imediatamente as pendências que temos com o próximo, sem acumular dívidas na consciência.

Por outro lado, como tudo é muito intenso no plano espiritual, isso também ocorre com a felicidade.

A alegria do dever bem cumprido, de estar em perfeita paz, tudo se multiplica ao infinito.

O Espírito devedor percebe a diferença entre sua condição e a de quem cumpriu o próprio dever.

Para passar de um estado a outro, decide-se a enfrentar algumas dificuldades na Terra.

Por isso, quando o Espírito programa sua existência futura, age com lucidez.

Posteriormente, esquecido do que o moveu, muitas vezes reclama das agruras da vida.

Mas, as dificuldades são desafios destinados a fazer surgir o melhor que existe no ser.

Elas se destinam a promover a reparação do passado de enganos e gerar novos conhecimentos.

Seu corajoso e digno enfrentamento descortina um amanhã luminoso, pleno de paz.

Assim, não reclame de sua vida.

Seja digno e correto, em todas as circunstâncias.

Não se preocupe com os equívocos alheios.

Cada qual dará contas de seus atos à própria consciência.

Sua tarefa consiste em melhorar-se, sempre e cada vez mais.

Para isso você nasceu.

Redação do Momento Espírita


28 agosto 2021

Herdeiro de si mesmo -Momento Espírita

 
HERDEIRO DE SI MESMO

A notícia estava estampada no caderno jornalístico Notícias do mundo, com o título Conferência Médica.

Possivelmente, muitos que não somos da área médica, passaríamos sem nos determos na leitura, não fosse a imagem intrigante.

Era um garoto de seis anos de idade, em pé, sobre uma cadeira, para ficar à altura das dezenas de repórteres que o entrevistavam.

E podia-se ler: Aos seis anos, o mexicano Maximiliano Arellano de la Noe concede entrevista coletiva a jornalistas, depois de proferir conferência para estudantes de medicina sobre causas e consequências da osteoporose.

Dono de uma rara memória, o garoto se especializa em assuntos médicos, há quatro anos, desde quando começou a ler.

No entanto, não é somente sobre osteoporose que o garoto faz conferências. Ele também fala sobre diabetes e anemia cardiovascular.

> Faz conferências para alunos de medicina, em Universidades do México e da Argentina.

Segundo as notícias, Maximiliano impressiona os ouvintes pela profundidade de seus conhecimentos, especialmente por sua pouca idade.

Sem dúvida, trata-se de mais um caso de genialidade que não encontra explicação lógica, a menos que se lance mão da reencarnação.

Alguns dizem que Deus escolhe determinadas pessoas e as presenteia com certos dons. Essa hipótese tira de Deus alguns de Seus atributos como a Justiça e o Amor.

Outros dizem que se trata de herança genética, de alguma influência que a criança sofreu quando estava no ventre materno e por aí afora.

Essas hipóteses deixam sem explicação uma gama enorme de questões, ou estabelecem argumentos contraditórios.

Todavia, quando se cogita da hipótese de se tratar de um Espírito que trouxe, ao nascer, as experiências adquiridas em outras existências, tudo faz sentido.

Os conhecimentos não se perdem no túmulo. O Espírito é herdeiro de si mesmo.

Pela morte, despe-se do corpo material, mas não sai da vida. Reveste outra forma física e não perde seus conhecimentos.

Isso está absolutamente de acordo com o ensino de Jesus, de que a cada um é dado segundo as suas obras.

Nenhum dos filhos de Deus nos sentimos preterido. Pelo contrário, nossa esperança se fortalece, pois sabemos que todos os nossos esforços serão recompensados.

Com a certeza da vida futura, e das inúmeras oportunidades de aprendizagem que nos são concedidas pela lei da reencarnação, sabemos que nossa felicidade depende unicamente de nós.

Como o pequeno Maximiliano que, aos seis anos de idade fala, com conhecimento de causa, para universitários, sobre problemas complexos, outros tantos gênios anônimos estão pelo mundo.BR>
Não se trata de uma questão de ter boa memória, mas de conhecimentos de existências passadas, que não se extinguem jamais.

Sem dúvida, nem todos nos lembramos claramente de todos os conhecimentos adquiridos ao longo dos milênios, mas temos o que realmente importa: a voz da consciência e as tendências instintivas.

Pensemos nisso, e nos permitamos, Espíritos imortais que somos, utilizar muito bem a chance desta vida, que nos permite crescer, a caminho da perfeição.

Redação do Momento Espírita, com base em notícia colhida no Jornal Gazeta do Povo, de 29/04/06

11 agosto 2021

O Novo Normal - Momento Espírita

 
O NOVO NORMAL

Quando um vírus desconhecido ganhou lastro por todos os continentes, instalou-se a pandemia em nosso planeta.

Ele se alastrou na velocidade de um mundo sem fronteiras e distâncias, globalizado desde há muito.

Não tardou para que novos hábitos e costumes se inserissem no nosso cotidiano, exigindo atenção a detalhes antes desconsiderados.

Os apertos de mãos, abraços e rostos sem proteção foram rareando, nos necessários cuidados sanitários.

E tivemos que nos isolar uns dos outros, permanecendo em nossos lares.

Rapidamente passamos a comentar, nos noticiários e nas conversas informais, a respeito da instauração de um novo normal.

Aquilo que era tido como comportamento e atitudes normais, deviam, agora, ser repensados, reelaborados, para se inserir em novo contexto.

Efetivamente, é isso que a pandemia nos pede: uma reflexão, um novo olhar sobre o mundo e, acima de tudo, sobre nós mesmos.

Será que, efetivamente, o mundo estava em um estado normal? Será que nós estávamos na normalidade?

Podemos dizer que eram normais os nossos comportamentos ou os valores que conduziam nossas atitudes?

Talvez possamos pensar a esse respeito, antes de estabelecermos o nosso novo normal.

Há mais de dois mil anos, um homem especial propôs um novo normal.

Ele encontrou um mundo onde os poderosos sobrepujavam os fracos, onde a mentira poderia construir impérios e onde os frágeis, débeis e doentes eram desprezados, descartados.

Ele nos aconselhou a amar aos inimigos, e mesmo orar por aqueles que nos perseguem.

Ensinou que amar é uma questão de opção, e que a felicidade está na nossa capacidade de amar ao próximo como a nós mesmos.

Apontou que a ventura da vida se encontra em outros rumos, distante dos palácios e das riquezas temporárias. Está na intimidade do coração.

Esclareceu que Deus é Pai que nos ampara e provê a todas as nossas necessidades, porque nos ama infinitamente, mesmo nos enganos e nos tropeços.

Cantou as grandiosidades do Universo e a generosidade das Leis Divinas com simplicidade, para que, de coração simples, pudéssemos entender.

Porém, ao longo dos séculos, poucos nos convencemos de que era necessário estabelecer esse novo normal.

Quase todos permanecemos encastelados em nosso orgulho, cultivando atitudes egoístas.

Veio a pandemia para nos despertar e provocar reflexões.

Agora, sob os aguilhões da dor, não mais sob a bênção do amor, na doce proposta do meigo Rabi Galileu.

Busquemos, dessa forma, um novo normal. Mas que ele nasça não pautado apenas nos cuidados sanitários do vírus que a ciência analisa e estuda.

Em nossas almas, existem muitos vírus, que a ciência não detecta, mas que nos adoecem: os vírus da indiferença, da maldade, do egoísmo e do orgulho.

Para esse novo normal, que pretendemos construir, não permitamos todos esses vírus em nossas almas.

Busquemos a proteção para essas enfermidades, no tratamento maior que a figura incomparável de Jesus nos propôs: Amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a nós mesmos.

Redação do Momento Espírita

13 julho 2021

Tempos de dor - Momento Espírita


 TEMPOS DE DOR

Possivelmente, os que nos encontramos na Terra, neste momento, jamais ouvimos falar tanto a respeito da morte, como nestes dias.

E não somente ouvimos. Ela nos parece rondar, de forma trágica, insaciável. A pandemia tem levado muitos amigos, familiares, conhecidos, companheiros de trabalho.

E tudo nos remete a palavras do livro de Êxodo, na vigência da décima praga, que se refere ao grande clamor que haveria em toda a Terra do Egito, como nunca houve semelhante e nunca haverá.

Ou aos escritos do profeta Jeremias, que registra que entre o povo, uma voz se ouviu, lamentação, choro amargo. Raquel, personificando a mãe espiritual de Israel, chora seus filhos.

E não quer ser consolada quanto a seus filhos, porque eles já não existem.

Estes são dias semelhantes a tantos que a Humanidade já viveu.

Aqui foi arrebatado um filho querido. Ali o pai devotado. Acolá os avós carinhosos.

Bem perto, um colega, um professor com quem convivemos, rimos e brincamos.

Tudo parece trágico e nos remete aos ditos do livro apocalíptico de João: E dirão aos montes e aos rochedos: caí sobre nós. Escondei-nos.

Sim, tudo parece trágico, lúgubre.

No entanto, não nos esqueçamos que, depois da noite mais escura, raia a madrugada. Nada é definitivo neste planeta.

Tudo é passageiro. Olhamos as grandes cidades do passado, envolvidas em mortalhas.

As cidades gregas de tanto brilho, Roma antiga com toda sua pompa, Herculano e Pompeia soterradas pelas cinzas do Vesúvio.

Tudo passa. Isso também passará. E acima e mais verdadeiro do que o clima de dor e luto que nos envolve, existe a assistência de um Pastor.

Recordemos Suas palavras: Não vos deixarei órfãos.

Onde houver duas ou mais pessoas reunidas em meu nome, eu estarei no meio delas.

Tudo que pedirdes ao Pai, em meu nome, ele vos dará.

É momento de nos entregarmos ao Pastor, de reconhecermos que somente Ele, em nome do amor, nos pode atender, auxiliar.

É momento de sermos irmãos, de repartirmos o pão. De sonharmos menos com o que conquistaremos para os nossos cofres e mais nos tesouros que devemos amealhar para a essência imortal que somos.

Tempo de solidariedade. Tempo de olhar o mundo e reconhecer que somos uma única e grande família.

A pandemia nos atesta isso, desde que não poupa nação, raça, credo religioso, alcançando a fragilidade humana.

É tempo de pensarmos no amanhã de luz, que se fará, depois da tempestade que castiga o mundo.

É tempo de recordarmos que durante a travessia do lago, quando se agitaram as ondas, assoviaram os ventos, Jesus ergueu-se do barco em que se encontrava e, sob Seu comando, tudo retornou à calmaria.

Ele é o nosso Governador Planetário. Entreguemo-nos a Ele, com a confiança de que a tempestade ruge, mas Ele é quem tudo haverá de asserenar.

Confiemos nEle, oremos, trabalhemos e aguardemos o amanhã. Alguns haveremos de partir. Outros sobreviveremos para ver e continuar contribuindo com o mundo novo.

Confiemos. Tudo passa. Isso também passará.

Redação do Momento Espírita, com base nos livros bíblicos Êxodo, cap. 12, vers. 30; em Jeremias, cap. 31, vers. 15; em Apocalipse, cap. 6, vers. 16 e 17.

06 junho 2021

Filhos Dificultosos - Momento Espírita


FILHOS DIFICULTOSOS

Diziam ser uma adolescente sem futuro. Desde cedo seus dias eram gastos em drogas e promiscuidade.

Tinha apenas dezesseis anos. Como poderia a mãe desistir de uma vida diferente para sua filha?

Ela desejava que Kátia estudasse, adentrasse os bancos universitários, abraçasse uma profissão, se tornasse uma pessoa útil para a sociedade.

No entanto, as reclamações na escola se sucediam. A jovem não comparecia às aulas, não apresentava as tarefas, muito menos se dedicava aos livros.

Era um caso perdido.

Contudo, um dia, durante uma agressão, ela feriu outro jovem e foi presa.

No julgamento, de uma forma inesperada, várias pessoas falaram a seu favor. Sua melhor amiga, aquela a quem ela confidenciava suas dores e suas loucuras.

Os pais dessa amiga que a haviam acolhido em seu lar, mais de uma vez, em dias muito ruins.

Considerando, além disso, algumas atenuantes, entre elas ter sido considerado o ato como legítima defesa, Kátia recebeu a penalidade de prestar um ano de serviço comunitário em um lar de idosos.

O julgamento, a perspectiva de uma pena muito dura, tudo a apavorara.

Pareceu despertar e no lar no qual passou a cumprir a sua pena, várias vezes na semana, encontrou um dos idosos a quem, em especial, se dedicou.

Para ele, ficava horas a ler. Era um senhor muito culto e, igualmente afeiçoando-se àquela jovem, foi sugerindo a pouco e pouco, novas ideias.

Tudo de uma forma quase lúdica em que discutiam a respeito das ações felizes ou infelizes dos personagens dos livros que ela lia para ele.

Kátia sentiu-se estimulada a estudar e suas notas, de forma incrível, no semestre seguinte, foram as melhores da turma.

Incentivada por Léo, ainda, ela se preparou para as provas que lhe dariam direito a adentrar a Universidade, definindo-se pelo Curso de Sociologia.

A transformação, a princípio, pareceu para a mãe e os amigos, ser fingimento. Mas, ao final, constataram que ela realmente se modificara.

A vida é assim. Tudo são oportunidades. Até mesmo algum revés, parecendo uma infelicidade, pode render bons frutos.

E também nos fala que nunca devemos desistir da renovação de nossos filhos.

Poderemos ter filhos irresponsáveis, marcados por desequilíbrios de comportamento, até cruéis.

São esses, em verdade, os que mais necessitam da assistência e compreensão materna e paterna.

Acreditemos que um dia tudo se resolverá. Nem sempre como idealizamos mas, com certeza, chegará para eles o momento de reformulação.

Qualquer um de nós que viva essa agonia de ter um filho de comportamento antissocial ou atormentado por ações infelizes, continuemos amando-o.

Mais do que nossas palavras, necessita do nosso exemplo de honradez, honestidade, esforço no bem.

Entreguemo-nos nas mãos de Deus, e continuemos a abençoá-lo com nossa presença, com nossa mensagem de reeducação, de orientação, que jamais se perderá.

Nosso filho problema grave, lembremos, é antes de tudo filho de Deus.

Um dia, ele abrirá os olhos, contemplará nossos esforços e mudará o rumo da própria vida.

Prossigamos confiando!

Por: Momento Espírita, Redação do Momento Espírita, com base no cap. 17, do livro Vereda familiar, pelo Espírito Thereza de Brito, ed. FRÁTER.

27 maio 2021

Agressões anônimas - Momento Espírita

 

AGRESSÕES ANÔNIMAS


Expressar nossos pensamentos e sentimentos é um direito. No entanto, se ao expor o que pensamos podemos ofender, prejudicar ou humilhar alguém, é preciso ponderar se isso se constitui nosso direito.

Nossas palavras, sejam escritas ou faladas, podem causar danos muitas vezes irreversíveis em quem as ouve ou em quem as lê.

A tecnologia tem presenteado a Humanidade com ferramentas e instrumentos que possibilitam uma comunicação cada vez mais rápida e eficaz.

As redes sociais surgiram como uma forma de diminuir a distância entre pessoas, promover o contato, a formação de novas amizades.

Mas, ao mesmo tempo em que propiciaram essa aproximação virtual também promoveram um falso sentimento de proteção pelo anonimato, que acabou fortalecendo o lado perverso de algumas criaturas.

Pessoas começaram a ser gratuitamente atacadas por sua aparência. Outras foram ameaçadas e hostilizadas por sua orientação sexual, posicionamento político, crença religiosa ou ideologia.

Acreditando que escapariam de ser identificados, os agressores não pouparam ofensas e ameaças. Desconheciam que seriam localizados e teriam de responder por seus atos e palavras, da mesma forma que responderiam se tivessem agido assim nas ruas.

O sentimento de ser melhor, superior ao outro e possuidor da verdade ainda move pessoas orgulhosas e egoístas, incitando-as a agredirem outras, utilizando as redes sociais.

Uma mãe postou um desabafo, compartilhando sentimentos e angústias com aqueles que ela acreditava serem amigos.

Sua postagem foi multiplicada e ela passou a receber críticas ferrenhas, com palavras duras e cruéis, de pessoas que não a conheciam e a julgaram por aquele desabafo.

Discussões acaloradas a respeito de posicionamentos políticos estão pondo fim a amizades, abalando relacionamentos, incitando o ódio, ameaçando vidas.

Os que usam as redes para acusar e ofender, muitas vezes nunca o fizeram na presença das pessoas, temendo sua reação.

No entanto, a sensação de proteção que sentem, por estarem distantes fisicamente dos que acusam, os encoraja.

Sem se darem conta, acabam atraindo para seu lado Espíritos de padrão vibratório inferior, que alimentam o ódio, a raiva, os sentimentos destrutivos.

E assim, verdadeiras guerras são travadas com palavras.

Algumas têm provocado mortes. Morte do respeito, do amor, do carinho que antes nutria relações.

Morte da alegria, da vontade de viver e de ser o que se é.

Entretanto, as palavras, quando utilizadas para o bem, podem edificar, dar ânimo, espalhar paz, luz e amor.

Cabe a cada um de nós escolher que sentido dará às palavras: de vida ou de morte.

Quando estivermos prestes a proferir palavras contra nosso próximo, lembremo-nos da orientação de Emmanuel:

Palavras são agentes na construção de todos os edifícios da vida. Lancemo-las na direção dos outros, com o equilíbrio e a tolerância com que desejamos que elas venham até nós.

Redação do Momento Espírita, com citação do cap. 24, do Livro da esperança, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. CEC. Em 8.6.2016.

18 maio 2021

Reclamar e Exemplificar - Momento Espíritta


RECLAMAR E EXEMPLIFICAR

Na vida cotidiana, são constantes as reclamações a respeito do proceder alheio.

É comum se achar que o outro faz pior ou menos do que deveria.

Empregados criticam os patrões.

Empregadores acham que seus contratados não trabalham como deveriam.

Esposas consideram que seus maridos não as auxiliam o suficiente nas tarefas do lar.

Esposos se sentem incompreendidos quanto ao cansaço que decorre de seu trabalho.

De um modo ou de outro, sempre se espera bastante do próximo.

Ocorre que ninguém consegue modificar o semelhante à custa de meras exigências ou reclamações, por fundadas que pareçam.

Já grande é o poder transformador do exemplo.

Mais efetivo do que bradar contra os erros do mundo é viver com acerto.

Se você ainda não pode ser considerado um padrão de conduta, lembre-se de que dispõe de pleno poder modificativo sobre si próprio.

A qualquer momento, pode decidir ser compreensivo, trabalhador, generoso e puro.

Por certo, o mundo desafiará tais decisões, tão logo sejam tomadas.

Mas tudo tem um princípio e demora um tempo para se consolidar.

Os maus hábitos de hoje foram construídos em algum momento da jornada milenar.

Em algum instante, a criatura se permitiu o princípio de qualquer leviandade que hoje a infelicita.

Vícios e virtudes são a tragédia ou o tesouro que se constrói com o tempo.

Os vícios ensejam dores e candidatam seu possuidor a sacrificadas vivências de depuração.

Já as virtudes trazem paz e plenitude.

Para ser feliz, incumbe a cada qual desenvolver em si as virtudes mais sublimes, passo a passo.

Cesse, pois, reclamações e pare de se angustiar com o proceder alheio.

Perante o egoísmo que impera no mundo, seja quem auxilia e ampara.

Em face de perversões, mantenha um padrão puro de conduta.

Mesmo entre maledicentes, zele para que sua boca não seja causa de escândalo.

Em um ambiente corrupto, seja rigorosamente honesto.

É maravilhoso que você esteja em condições de perceber e viver o bem, enquanto muitos ainda não o conseguem.

Não menospreze essa dádiva, apenas com base no proceder equivocado dos outros.

Na impossibilidade de modificar o semelhante, cresça em compreensão.

E jamais olvide o poder dos exemplos.

Sua conduta ilibada e desprendida, cedo ou tarde, causará impacto nos que o rodeiam.

Revele a luz que existe em seu ser!

O primeiro a beneficiar-se da luminosidade será você, que gozará da bênção de uma consciência pacificada.

Pense nisso.


23 abril 2021

Corpo Humano: Dádiva de Deus - Momento Espírita

 
CORPO HUMANO: DÁDIVA DE DEUS

Quando estamos encarnados, temos um instrumento fantástico que nos serve ao progresso: o nosso corpo.

Com ele, podemos promover nosso aprimoramento físico, moral e espiritual.

O pesquisador e neurocientista, David Eagleman, diz que o corpo humano é formado por quarenta trilhões de células.

Podemos nos dar conta dessa imensidão de células, que trabalham de forma constante?

Afirma, maravilhado, o cientista: O corpo humano é uma obra-prima de complexidade e beleza. É uma sinfonia de células trabalhando em harmonia.

Podemos dizer que nosso corpo é uma perfeição da natureza, que precisou de milhões de anos de evolução para que chegasse ao que hoje é.

De igual forma concluímos que é muito delicado.

É o mesmo David Eagleman que narra o caso de um jovem de dezenove anos, que sofreu um dano grave em seu sistema nervoso.

A lesão fez com que ele perdesse a função dos nervos que levam ao cérebro as informações sobre o tato e a capacidade de localização dos membros do corpo.

Os médicos lhe informaram que não poderia mais se mover, porque não teria mais o controle do próprio corpo.

Viveria a partir de então em uma cadeira de rodas.

Como uma pessoa que não consegue ter a percepção dos membros de seu corpo poderia se mover?

Contudo, o jovem não aceitou se entregar a uma vida sem movimentos. Passou a se levantar e andar.

A grave questão é que ele não sente suas pernas e braços. Também não sente o chão. Por isso usa a visão para calcular o espaço e poder andar.

Isso lhe exige toda concentração para cada ação que realiza, cada passo que dá. Uma pequena distração pode levá-lo ao chão.

Ele precisa pensar atentamente em cada movimento que fará, o que lhe exige igualmente muita determinação.

No entanto, apesar da grande dificuldade, ele se movimenta e segue em frente.

Um exemplo da vontade férrea do Espírito sobre a máquina física.

* * *

Em nossas vidas, muitas vezes não percebemos a complexidade e a fragilidade de nosso corpo e deixamos de valorizar esse conjunto perfeito que nos permite desde os mais simples aos mais complexos movimentos.

Aprendamos a valorizar essa preciosidade. Deus, o Criador de tudo, o elaborou com precisos detalhes.

Não nos permitamos negligenciar cuidados com ele.

Cautela com nossa alimentação para manter o bom funcionamento dos órgãos.

Não façamos uso de bebidas, medicamentos ou outras substâncias que possam prejudicar o seu funcionamento.

Não esqueçamos dos exercícios físicos para manutenção do seu vigor.

Prestemos atenção aos nossos pensamentos, não alimentando os negativos, a fim de não perturbar a sua harmonia.

Utilizemos a reflexão sobre as nossas emoções que o podem impactar para o bem e para o mal, produzindo enfermidades ou mau funcionamento desse ou daquele órgão.

O corpo físico é o santuário de que nos servimos para nos manifestarmos no mundo.

Sirvamo-nos dele com parcimônia, com atenção. Zelemos pela sua conservação para o melhor funcionamento.

E agradeçamos, diariamente, a Deus, por essa dádiva: nosso corpo físico.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. 3, do livro Cérebro: uma biografia, de David Eagleman, ed. Rocco e no cap. Teu corpo, do livro Viajor, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. IDE. 
 

05 janeiro 2021

A honestidade conquista - Momento Espírita

(imagem: 42 Frases)

 

A HONESTIDADE CONQUISTA



Imagine que deixou seu carro estacionado numa rua qualquer e quando você volta encontra o seguinte bilhete no para-brisa:

Desculpe. Eu bati no seu carro. Desequilibrei da bicicleta. Aqui está o telefone do meu pai.

Isso aconteceu quando um menino de sete anos esbarrou o guidão de sua bicicleta num veículo parado.

O pai conta que ficou sabendo ao chegar em casa, quando o filho se mostrou bastante incomodado com o acontecido e perguntou quanto custaria o conserto porque desejava pagar com seu próprio dinheiro.

Fiquei anos juntando um pouquinho de dinheiro e daí ia ser tudo despejado em uma coisinha só. Fiquei preocupado, mas o bem sempre vai e volta - disse Benício aos repórteres que o entrevistaram, após o pequeno acontecimento ganhar notoriedade nas redes sociais.

Quem fez questão de divulgar a ação do menino foi justamente o dono do veículo, que disse nem ter percebido o pequeno arranhão, mas notou o simpático bilhete no para-brisa.

Achei um gesto de uma doçura, de uma honestidade sem igual. Meu carro estava sujo e não percebi nada de diferente. Se não fosse o bilhete, nem teria notado.

Resumo de tudo: a honestidade da criança conquistou a todos e falou muito mais alto do que os fatos geradores da situação problema.

O que você faria ou já fez numa situação parecida com essa? Se ninguém estivesse olhando, você seguiria adiante? Faria de conta que nada aconteceu? Ou assumiria a responsabilidade, fosse ela qual fosse?

Como é sua honestidade nessas pequenas coisas?

Sua linha de raciocínio em momentos assim pode dizer muito do que você é, ou do que ainda pode vir a ser.

Se está na fase do o que os olhos não veem o coração não sente ou se não consegue permitir, pela exigência da consciência, que possa causar qualquer dano a alguém sem assumir a devida responsabilidade.

Pense no exemplo do menino e sua bicicleta. Ele estava disposto a dar todas as suas economias em nome da honestidade, em nome desse bem que, segundo ele, vai e volta.

Você faria o mesmo?

A honestidade procede dessa forma, uma vez que está baseada numa justiça intocável, que dá a cada um o que é seu de direito.

Por isso é importante que busquemos sempre ser honestos em todos os passos de nosso viver.

Vivamos a honestidade e nunca enganemos a ninguém.

A vida é grande cobradora e exímia retribuidora. O que façamos com os outros sempre retornará para nós.

À sementeira sucede a colheita. Colheremos conforme tenhamos plantado. Quem engana, ilude, trai, a si próprio se prejudica, desrespeitando-se primeiro e fazendo jus aos efeitos da sua conduta reprovável.

Sejamos honestos para conosco mesmos e, como consequência, para com nosso próximo.

Lembremos que o bem vai e volta... Vai e volta. Foi Jesus de Nazaré quem afirmou que aquele que é fiel nas coisas pequenas será também fiel nas coisas grandes. E quem é injusto nas coisas pequenas, também será nas grandes..

Sejamos honestos para conosco mesmos e, como consequência, para com nosso próximo. 

Lembremos que o bem vai e volta... Vai e volta. Foi Jesus de Nazaré quem afirmou que aquele que é fiel nas coisas pequenas será também fiel nas coisas grandes. E quem é injusto nas coisas pequenas, também será nas grandes..

 

Por Momento Espírita

Redação do Momento Espírita, com base em notícia publicada no site www.sonoticiaboa.com.br, em 22.9.2020; no cap. 37, do livro Vida Feliz, pelo Espírito Joanna de Angelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL e no Evangelho de Lucas, cap. 16, vers. 10.

01 janeiro 2021

E já é Ano Novo, outra vez - Momento Espírita

 
E JÁ É ANO NOVO, OUTRA VEZ

Quando chega, é sempre pleno de esperanças. Espera-se o Ano Novo para começar vida nova, para estabelecer novas metas de vida, propósitos renovados para tantas coisas...

É comum as pessoas elaborarem suas listas de bons propósitos para o novo ano.

Mesmo sabendo que o tempo somente existe em função dos movimentos estabelecidos pelo planeta em que nos encontramos, é interessante essa movimentação individual, toda vez que o novo período convencional de um ano reinicia.

Mas, falando de lista de bons propósitos, já se deu conta que, quase sempre, esquecemos o que listamos? Alguns até esquecemos onde guardamos a tal lista, o que atesta da pouca disposição em perseguir os itens elencados.

Ano Novo deve ter um significado especial.

Embora o tempo seja sempre o mesmo, essa convenção se reveste de importância na medida em que, nos condicionando ao início de uma etapa diferente, renovada, sintamo-nos emulados a uma renovação.

Renovação de hábitos, de atitudes, como estar mais com a família, reorganizando as horas do trabalho profissional.

Importar-se mais com os filhos, lembrando-se de não somente indagar se já fizeram a lição, mas participar, olhando, lendo as observações dos professores nos cadernos, interessando-se pelos conteúdos disciplinares.

Sair mais com as crianças. Não somente para passeios como a praia, a viagem de férias.

Mas, no dia a dia, um momento para um lanche e uma conversa, uma saída para deliciar-se com um sorvete.

Outros, para só ficar olhando a carinha lambuzada de chocolate, literalmente afundando-se na taça de sorvete.

Outros, mais longos, para acompanhar o passo vacilante de quem está aprendendo a andar.

Uma tarde para um papo com os que já estão preparando a mochila para se retirar do cenário desta vida, quem sabe, nos próximos meses?

Isto é viver Ano Novo. Sair com amigos, abraçar amigos, sorrir pelo simples prazer de sorrir.

Trocar e-mails afetuosos, não somente os corriqueiros que envolvam decisões e finanças. Usar o telefone para dar um Olá, desejar Boa viagem, Feliz Aniversário!

Bom, você também pode fazer propósitos de comer menos doces ou diminuir os carboidratos da sua dieta, visando melhor condição de vida ou simplesmente adequar seu peso.

Também pode pensar em mudar o visual. Quem sabe modificar o corte de cabelo, tentar pentear para outro lado, fazer uma visita ao dentista.

E é claro, um bom check-up. Porque cuidar da saúde é essencial.

Bom mesmo é não esquecer de formular propósitos para sua alma.

Assim, acrescente na lista: estudar mais, ler mais, entender mais o outro, devotar-se a um trabalho voluntário, servir a alguém com alegria e bom ânimo.

Com certeza, cada um terá outros muitos itens a serem acrescentados à lista.

Até mesmo coisas simples como alterar os roteiros de idas e vindas do trabalho-lar-escola.

Ou coisas mais complicadas, como se dispor a pensar um pouco no outro e não exclusivamente em si, no relacionamento a dois.

Imprescindível, no entanto, é que você coloque a lista à vista, para olhar muitas vezes, durante todo o novo ano.

Importante que se lembre de lê-la, para ir acompanhando o que já conseguiu e onde ou em que ainda precisa investir mais, insistindo, até a vitória.

Seja este Ano Novo o ano de concretas realizações na sua vida!

Redação do Momento Espírita

23 dezembro 2020

Os benefícios da humildade - Momento Espirita


OS BENEFÍCIOS DA HUMILDADE

A humildade é uma virtude relacionada ao reconhecimento de nossas limitações.

Embora poucos saibamos, não se trata de virtude estudada apenas nos campos da religiosidade e da filosofia.

Estudos existem a seu respeito, no campo científico.

Pesquisas, no âmbito da educação, demonstram que a humildade promove bem-estar físico, psicológico, social e espiritual para aquele que a desenvolve.

Isso porque ela proporciona alívio nas preocupações e no sentimento de vulnerabilidade.

Também gera uma diminuição da ansiedade, da depressão e das fobias sociais.

Afirmam esses estudos que essa virtude está relacionada à sabedoria que temos de que não possuímos todo o conhecimento.

Esse reconhecimento nos possibilita a compreensão das nossas limitações.

Não se trata, no entanto, de uma virtude passiva. Ao contrário, é ativa, pois ao reconhecermos que não sabemos tudo, nos colocamos em uma postura de querer e buscar novos conhecimentos.

Segundo os pesquisadores, no campo educacional, a humildade, quando estimulada nos alunos, permite que eles queiram sempre aprender mais, posto que são sabedores das limitações de seus conhecimentos.

Ao reconhecer suas debilidades, se posicionam desejando a própria melhoria e desenvolvimento.

Igualmente há reflexo na relação com seus professores, desde que se dispõem a uma maior aceitação dos ensinos que lhes são transmitidos.

Identificando nos professores aqueles que podem repassar novos conhecimentos, gera uma relação de maior respeito e reciprocidade. Por sua vez, pesquisas no campo da psicologia demonstram que a prática da humildade facilita o desenvolvimento da compaixão, do perdão, do respeito e da autoestima.

E, por possibilitar o surgimento desses bons sentimentos, ela inibe o desenvolvimento da arrogância, do narcisismo e do orgulho.

* * *

Façamos um breve intervalo e nos questionemos se já desenvolvemos em nós a humildade. Ou se precisamos investir nisso.

Iniciemos revendo nossos comportamentos e atitudes.

Temos consciência de que não somos os que sabemos tudo a respeito de tudo?

Em síntese: Sabemos reconhecer nossas limitações nas diversas áreas do saber, do conhecimento?

Somos daqueles que nos colocamos como os que criticam os demais pelo uso incorreto da fala, da escrita, do que apresentam como suas conquistas pessoais?

Ou somos os que nos apresentamos dispostos a querer saber mais, a aprofundar nossos estudos, a aprender com o outro?

O nosso exercício para o desenvolvimento da humildade deve iniciar, no campo mais propício e, ao mesmo tempo, promissor: nosso lar.

Podemos nos dispor a aprender a cozinhar, arrumar uma mesa, passar a nossa roupa.

Podemos aprender um pouco de jardinagem, desde como plantar de forma adequada a semente, aos cuidados com a rega, com a poda.

Quanto bem-estar podemos promover em nossa família a partir de um comportamento mais humilde.

Depois, podemos ampliar o exercício dessa virtude para nossas relações sociais e de trabalho.

Que tal iniciarmos esses exercícios neste dia?

Redação do Momento Espírita, com base no artigo A humildade e a esperança: fatores de resiliência na práxis humana?, de Joana Freitas e Maria Helena Martins, da Revista Omnia, abril 2015.