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19 fevereiro 2020

Compromisso reencarnatório e doenças crônicas - Raul de Mello Franco Júnior




COMPROMISSO REENCARNATÓRIO E DOENÇAS CRÔNICAS


Lembra-nos André Luiz, pela pena psicográfica de Chico Xavier, que “renascendo entre as formas perecíveis, nosso corpo sutil, que se caracteriza, em nossa esfera menos densa, por extrema leveza e extraordinária plasticidade, submete-se, no plano da crosta, às leis de recapitulação, hereditariedade e desenvolvimento fisiológico, em conformidade com o mérito ou demérito que trazemos e com a missão ou o aprendizado necessários" (No Mundo Maior). A pedagogia reencarnatória reclama estudo, atenção e atitude para não produzir deteriorações desnecessárias a este corpo, carro material da nossa jornada pelo planeta.

A química fisiológica, como a química espiritual, não é casual ou fatalista. Emerge de nossos atos. Embora seja certo que a dor nos ensina, a ninguém foi dado buscar a doença ou o sofrimento como opção de vida. Incumbe-nos viver de forma cautelosa, escudando a nossa saúde física e espiritual, condição para tornar mais proveitosa a nossa experiência reencarnatória. Neste prisma, ter os olhos abertos para o que ocorre à nossa volta é o primeiro passo para evitar doenças e produzir saúde.

Você sabe o que é doença crônica? São aquelas de progressão lenta e de longa duração. Podem ser silenciosas ou sintomáticas e sempre comprometem a nossa qualidade de vida. Para considerar apenas as não transmissíveis, podemos exemplificá-las com as doenças cardiovasculares, as respiratórias crônicas (bronquite, asma, rinite), a hipertensão, o câncer, as doenças autoimunes (lúpus, doença celíaca, esclerose múltipla etc.) e as doenças metabólicas (obesidade, diabetes, esteatose, osteoporose etc.). Junto às últimas podem ocorrer diversas manifestações psiquiátricas, como o autismo e a depressão. Segundo a OMS, as doenças crônicas respondem por 63% das mortes no mundo (74% das causas dos óbitos no Brasil).

Tive acesso, em data recente, a uma explanação feita pelo Dr. Cícero Galli Coimbra, médico e cientista, acerca de alguns dados estarrecedores da saúde mundial. Na atualidade, 60% da população norte-americana com menos de 25 anos de idade sofrem de pelo menos uma doença crônica. Deste contingente, 45% padecem com duas dessas doenças. Trata-se de amostragem do que ocorre em todo o planeta, num ritmo exponencial que se agravou desde 1980. Na década de 1975 a 1985, duplicaram os casos de autismo no mundo. Nas décadas anteriores, as estatísticas apontavam para o nascimento de 1 criança autista para cada 5.000 crianças normais. No período seguinte, esta proporção já era de 1 para cada 2.500. Em 2012, chegamos a 1 criança autista para cada 88 normais e, em 2018, o índice foi de 1 por 40. Se nada for feito, um enorme contingente de pessoas manter-se-á dependente de medicamentos que a indústria farmacêutica lança no mercado a preços exorbitantes. Essas empresas não estão preocupadas em descobrir ou combater as causas dessas doenças. Orbitam nas cifras milionárias de seus negócios e doenças crônicas constituem a matéria-prima de seus lucros. Os fármacos que produzem combatem apenas os efeitos dessas doenças, o que lhes garante, por tempo indefinido, a fidelidade forçada de um expressivo público consumidor. Em 2016, essa indústria movimentou US$ 17 bilhões apenas com a venda de imunossupressores para o tratamento da esclerose múltipla. Quatro gigantes desse setor projetaram, no mercado de ações, um lucro de US$ 40 bilhões para 2026, gerado exclusivamente com essa doença. Milhares de pessoas tendem a se tornar, ainda jovens, incapacitadas para o trabalho e até para cuidados pessoais.

A boa notícia é que a maioria das doenças crônicas pode ser prevenida ou controlada. O peso da herança genética é pequeno, se comparado a outros fatores de risco que estão sob o nosso domínio e dependem apenas de nossa vontade e determinação. “Não somos vítimas de nossos genes, mas donos do nosso destino.” (Bruce Lipton). Para trabalhar no bem (essência do nosso compromisso reencarnatório) é preciso saúde. Com pequenas atitudes você pode evitar doenças crônicas e permitir uma experiência proveitosa no vaso físico. Mude hábitos para garantir uma alimentação saudável e variada, rica em frutas, vegetais e cereais. Esforce-se para banir o consumo de produtos industrializados, de açúcar, de sódio, de fumo, embutidos e refrigerantes. Mantenha atividades físicas regulares e reduza ao máximo o consumo de bebidas alcoólicas. Não se torne refém de medicamentos. Reserve momentos para desfrutar do prazer merecido, da tranquilidade e do relaxamento. Tudo sem esquecer da atividade mais importante, motriz de saúde física e mental: o trabalho desinteressado em favor do outro.



Raul de Mello Franco Jr.


15 maio 2019

Saúde ou doenças são escolhas pessoais - Raul de Mello Franco Júnior



SAÚDE OU DOENÇAS SÃO ESCOLHAS PESSOAIS



A doutrina espírita, manancial de luz e de saúde, adverte: somos responsáveis pelos cuidados com o nosso corpo material e com o nosso corpo espiritual. A matéria apresenta-se em estados que ainda nos são desconhecidos e que impressão alguma causam aos nossos sentidos (Q. 22, LE). Somos energia que vibra e oscila permanentemente: luz condensada num universo de formas.

A nossa capacidade de conhecer, dominar e interagir com esse campo energético faz toda a diferença entre a liberdade da saúde e a escravidão da doença.

A nova biologia, rompendo as fronteiras do determinismo genético e sem as amarras do dogmatismo religioso, ganha paulatinamente a confiança de centenas de pesquisadores e cientistas. Ela já não tem dúvidas: a vida de uma célula (carregamos cerca de 50 trilhões delas) “é controlada pelo ambiente físico e energético em que se encontra e não pelos genes. Os genes são meros modelos moleculares utilizados na construção das células, dos tecidos e órgãos” (A Biologia da Crença – Bruce H. Lipton). É o que a nova ciência denomina “epigenética”.

Para o espírita, isso sequer constitui novidade. Há décadas, André Luiz vem nos ensinando que “cada criatura, com os sentimentos que lhe caracterizam a vida íntima, emite raios específicos e vive na onda espiritual com que se identifica. Cada alma se envolve no círculo de forças vivas que lhe transpiram do ‘hálito’ mental”, pura corrente energética (Nos domínios da Mediunidade - 1955). Em “Evolução em dois mundos” (1959), foi taxativo: “tirando a imprevidência, a imprudência e a falta de higiene, todas as patologias derivam da relação profunda do Espírito e seus campos energéticos mais profundos, que vão aos poucos se manifestando no corpo”.

A aceitação desses pressupostos deve repercutir na dinâmica de vida de cada um. Saúde e doença são trilhas escolhidas desde os primeiros anos da encarnação. As opções pelo meridiano do equilíbrio interior (vigilância dos pensamentos, sentimentos, emoções e preocupações; prece, meditação, leitura edificante etc.) e pela seleção alimentar criteriosa (a fuga do curral alimentar imposto pela sociedade de consumo e pela gastronomia familiar) são os primeiros passos na direção de um corpo saudável. A eles se conectam, entre outros vetores, os hábitos de vida (combate aos vícios e ao sedentarismo; relativização da importância do suporte material etc.) e a habilidade no enfrentamento das doenças (renúncia à busca de soluções químicas ou farmacológicas tão instantâneas quanto perigosas).

Percorre a senda do adoecimento quem não aprende a lidar com as suas fobias. Enlaça o enfraquecimento das forças aquele que deixa de aprimorar a capacidade do autoperdão ou da compreensão da falibilidade alheia (indulgência e perdão). Mergulha nos vagões das sombras do sofrimento quem não encontra tempo para festejar o brilho da vida ao lado das pessoas que ama. Está a gestar o embrião da dor aquele que, no aspecto qualitativo e/ou quantitativo, seleciona o que come e o que bebe unicamente pelo colorido do paladar e do prazer. Pessoas que trocam os recursos da farmácia de Deus, disposta de forma exuberante na estante da natureza, pelas incursões habituais e impulsivas nas drogarias multiplicadas nos centros urbanos (frutos do egoísmo e da ganância do homem) agem como o terrorista que, meticulosamente, constrói a bomba-relógio que, “do dia para a noite”, vai explodir no seu colo. “Não somos meras máquinas bioquímicas que podem recuperar o equilíbrio físico e mental simplesmente tomando medicamentos” (Bruce Lipton).

É imprescindível manter um corpo vigoroso. A alma é prisioneira da carne e dela depende para se movimentar e manter a ilusão da liberdade (cf. ESE – Cap. XVII – item 11). Contudo, falha nesse dever o encarnado que não se informa adequadamente ou, negligente, age como se a vida outra coisa não lhe exigisse, senão aguardar a morte.

A partir desta edição, viajaremos juntos pelos campos promissores da saúde preventiva e da medicina holística. Pessoas de todas as crenças (e o espírita, de forma especial) precisam tomar consciência e agir diante das tragédias que as cercam. Populações inteiras são vítimas inconscientes ou inocentes úteis de grandes conglomerados de produção alimentícia (um dos mais badalados nichos da sociedade de consumo), da indústria química e da indústria farmacêutica. Não se pode calar diante deste genocídio silencioso e inconsequente que, de forma impiedosa, abate milhões de pessoas todos os dias! Conhecer as trincheiras de proteção nesta guerra será a missão da nossa coluna ao longo deste ano.


Raul de Mello Franco Júnior
Fonte: O Consolador