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01 fevereiro 2020

A maioria dos Espíritos hesita e se sente Inseguro antes de Reencarnar - Regis Mesquita



A MAIORIA DOS ESPÍRITOS HESITA E SE SENTE INSEGURO ANTES DE REENCARNAR


A reencarnação é uma passagem radical, tal qual a morte. É natural que os espíritos sintam a insegurança e a hesitação tão comuns em momentos como estes.

O processo de encarnação é complexo e exige muito do espírito. As memórias, por exemplo: praticamente todas elas ficam inativas e dissociadas na encarnação. Só uma pequena parcela continua ativa. Ou seja, a encarnação é uma “redução” da vida do espírito.

Abaixo transcrevo um trecho interessante do livro Nascer Várias Vezes:

“Nem todo espírito parte rumo à encarnação satisfeito; aliás, a disposição do espírito frente à encarnação varia muito. A pesquisadora Helen Wambach conduziu a regressão de aproximadamente 1500 pessoas e montou um importante bancos de dados com estas informações. Em dois livros, “Recordando Vidas Passadas” (Editora Pensamento) e Life Before Life (Bantam Books), ela relatou as características das encarnações anteriores e a disposição do espírito para a reencarnação. Existiram aqueles espíritos que se sentiram sugados em direção ao feto, outros relataram temor, receio, angústia de seguirem rumo à nova encarnação. Alguns contaram que foram persuadidos a encarnar. Tiveram aqueles que tomaram as decisões por conta própria, outros relataram grande número diálogos e orientações. A maioria dos espíritos mostrou algum nível de hesitação para a reencarnação. Existem inclusive aqueles que encarnaram indo contra a orientação dos espíritos mais elevados. O que demonstra que mesmo no plano espiritual o livre arbítrio é considerado. Há também aqueles que não puderam escolher o retorno e foram compulsoriamente enviados. As situações são muito diversas”.

A passagem de desencarnado para encarnado é um desafio. O primeiro desafio é a mudança de consciência. “Perder” a consciência espiritual, e se vincular a um corpo em formação é um processo que exige disposição e coragem. Este processo de ligação e adaptação do espírito ao novo corpo é iminentemente energético. Assim como na morte, no renascimento o espírito não controla este processo de ligação energética. É como entrar em uma montanha russa, depois que o “carrinho” começa a andar a pessoa/espírito não pode fazer quase nada. O espírito faz parte do processo e não o controla; é um passageiro indo por caminhos que pouco dependem dele.

Neste processo, as memórias possuem uma importância especial. Explicando: após a fecundação do óvulo, o processo de encarnação do espírito dura anos. Uma boa imagem para explicar é esta: a encarnação é a tentativa de fazer com que uma parte significativa de um elefante caiba em uma caixa de fósforo. A caixa de fósforo são o corpo físico e o campo “magnético” que o envolve. Este corpo incorpora partes do “elefante”. A maior parte fica de fora. O elefante é o espírito, com milhões de anos de experiências, vivências e memórias. A encarnação é, portanto, uma restrição da vida do espírito. Esta restrição acontece porque cada espírito encarna com objetivos evolutivos restritos; jamais alguém conseguiria evoluir tudo de uma só vez. Dá-se o nome a estes objetivos de MISSÕES DE VIDA. Estas missões de vida são as prioridades evolutivas da vida que se inicia. Outros objetivos são deixados para serem resolvidos no plano espiritual ou em outras encarnações.

Reforçando: um espírito com milhares (ou milhões) de anos e uma quantidade enorme de memórias não pode encarnar “trazendo tudo para a vida na Terra”. Existe muita restrição. Esta restrição é, portanto, uma proteção. Resolve-se alguns problemas na vida encarnada e outros são deixados para encarnações futuras ou no plano espiritual. Esta proteção significa que a imensa maioria das memórias ficam dissociadas (inativas) na vida atual. A reencarnação é um novo recomeço; o espírito encarna trazendo alguns conteúdos de sua vida pregressa e deve usar a nova oportunidade para aprender a lidar com eles e superá-los.

Ao reencarnar, a imensa maioria dos conteúdos do espírito ficam dissociados – “inativos”. A pequena parte destes conteúdos que continua ativa é capaz de influenciar decisivamente a vida da pessoa. Todos os seres humanos nascem desprotegidos da ação destes conteúdos que permaneceram ativos. Estes conteúdos estão presentes na reencarnação por um motivo simples: eles são influenciadores e servem como direcionadores da vida da pessoa. Estes conteúdos ativos são a primeira influência sobre o feto, gerando sua personalidade e temperamento.

Concluindo: ao encarnar o espírito sente insegurança porque tem que mudar completamente a sua vida, passar por um processo de perda de controle, diminuição da consciência e enfrentar o desconhecido.


Regis Mesquita

27 janeiro 2018

Meu irmão me odeia. O que posso fazer para mudar esta situação? - Regis Mesquita



MEU IRMÃO ME ODEIA.
O QUE POSSO FAZER PARA MUDAR ESTA SITUAÇÃO?


Quando um irmão odeia o outro é sinal que esta animosidade surgiu em uma vida passada?

Tudo na vida humana sofre influência de outras encarnações ou do plano espiritual, simplesmente porque nosso espírito possui milhares de anos e já reencarnou centenas de vezes. A vida encarnada atual é uma continuidade, sob novas condições, desta vida maior do espírito.

Esta continuidade não quer dizer que tudo na vida atual tem origem no que aconteceu antes do nascimento. Explico: uma pessoa malvada faz malvadezas. Esta pessoa malvada pode prejudicar alguém nesta vida e esta pessoa começar a ter raiva de quem lhe prejudicou. A origem da raiva está na situação negativa vivida nesta vida. A forma como esta raiva irá atingir a mente e o corpo do raivoso será influenciada pelo seu nível evolutivo, pelas experiências anteriores e pelo planejamento de vida feito antes de encarnar. Suponhamos que esta pessoa planejou uma vida com tendências a agressividade, justamente para aprender a ter autocontrole. Dentro dela existe em potencial a capacidade de se autocontrolar, e existe também a tendência à agressividade. Quando o malvado a prejudica, imediatamente é dinamizada a raiva e entra em ação as potências que terá que desenvolver.

Resumindo: a raiva nasceu de um evento desta vida. A forma como a pessoa processa a raiva é uma somatória de fatores da vida atual com fatores cujas origens estão antes do nascimento.

O mesmo acontece entre irmãos. Eles podem ter histórias conjuntas anteriores ou, as vezes, não tem nenhuma relação anterior. É muito comum pessoas que viveram juntas em outras encarnações renascerem juntas. Porém, também é comum pessoas renascerem juntas sem terem vínculos anteriores. Tudo depende do planejamento de vida feito no plano espiritual, antes do reencarne.

Irmãos renascem em uma mesma família para compartilhar um espaço e uma cultura comum. São obrigados a viverem juntos durante vários anos. Nesta convivência intensa cada um expressa o que existe de melhor e de pior em si. Às vezes, agridem o outro e nem percebem isto. Ou depreciam, enganam, desprezam. A vida entre irmãos é cheia de dificuldades, porque são espíritos imaturos, vivendo juntos em corpos imaturos. Deste caldo de imaturidade recíproca podem surgir grandes desavenças.

Uma importante atitude para superar qualquer obstáculo na vida é se perguntar: qual a minha participação nesta dificuldade? Onde estou errando e não estou percebendo? Como somos seres em evolução é provável que existam pontos (grandes ou pequenos) a serem melhorados. Não se culpe! Se perdoe! Foque em desenvolver habilidades e qualidades. Mesmo que o outro não mereça, você merecerá os frutos da sua própria evolução. Quando amadurecemos, todos colhem os frutos de nosso amadurecimento.

O seu irmão pode ser uma pessoa desequilibrada, um invejoso, egoísta, fraco, etc. Saiba que se você não fez nada muito grave, a responsabilidade pelas escolhas e atitudes do irmão será exclusivamente dele. Pessoas que odeiam são capazes de realizar injustiças; portanto, saiba se defender. É necessário amor, dedicação, compaixão e percepção da realidade. Entendendo a realidade, você saberá se defender.

Ofereça o que é bom. Evite ao máximo se defender usando o que é negativo. Ofereça o que é nobre, justo, honesto e harmonioso. A retribuição será pouca. Esteja pronto para receber pouco. Explique a lógica da vida e faça o exercício do perdão contínuo. É muito difícil perdoar continuamente quem só lhe trará negatividades. Se esforce! Se não conseguir, não se culpe.

Tenha planejamento. Às vezes, não vale a pena ficar insistindo. O tempo pode ser um ótimo curador. Tome cuidado apenas para não aumentar a já desgastada relação. Observe a realidade e planeje suas ações. Prepare-se sempre para perdoar. Lembre que o maior beneficiário do perdão não é quem recebe, é quem dá. O perdão é uma limpeza mental que abre espaço para muito prazer e muita satisfação na vida em geral. Uma raiva contra alguém é como carregar um saquinho de areia durante todo o dia; o que gera um cansaço desnecessário.

Tendo ou não a origem em outra encarnação, quem tem mais equilíbrio deve fazer o esforço possível (jamais o esforço impossível) para gerar situações de equilíbrio. Uma das mais importantes caridades que podemos fazer com o outro é conversar sobre a lógica da vida saudável e nobre. Explique, converse, transmita a mensagem positiva centenas de vezes. Não espere resultado, o outro tem seu tempo e sua escolha. Você deve ser feliz, mesmo com este problema. Você deve ser eficiente e cultivar a boa vontade, a caridade, a racionalidade, a bondade. Jamais limite sua vida e sua evolução por causa do outro. Ofereça o que é bom, se esforce para superar o problema – e não paralise sua vida.

Algumas vezes o ódio de agora surgiu em outra encarnação. Os dois nasceram juntos para ajuda mútua; quem nasce na mesma família deve ter em mente a necessidade de ajuda mútua. O que você pode e deve decidir é a forma de ajudá-lo. Sempre devemos desenvolver habilidades e qualidades para o nosso bem estar e para podermos ajudar ao próximo. Ninguém é mais próximo que o irmão/família, mesmo que exista distância física.

A vida é feita de desafios. Alguns deles exigem muita disciplina e perseverança, porque parece que os esforços nunca dão resultados. Quem se esforça fica mais forte e planta uma sementinha. Dependerá da escolha do outro o momento em que esta sementinha irá germinar. Paciência e perseverança são fundamentais.

Finalizando: jamais deixe de ajudar, mesmo que seja em pensamentos ou orações. O maior beneficiário será você. Ele, por sua vez, terá uma oportunidade a mais para evoluir e superar este sentimento que envenena a alma.

Autor: Regis Mesquita


20 janeiro 2018

A criança nasce na família certa para cumprir sua missão de vida. A reencarnação é planejada - Regis Mesquita



A CRIANÇA NASCE NA FAMÍLIA CERTA PARA COMPRIR SUA MISSÃO DE VIDA
A REENCARNAÇÃO É PLANEJADA



- A escolha dos pais com os quais o espírito vai encarnar (como filho) acontece justamente porque eles podem oferecer ao espírito a possibilidade de “ativar” determinados complexos de encarnações passadas. Isto significa que a criança terá naquela família as dificuldades e facilidades necessárias para ela cumprir aquilo que foi planejado antes de nascer (missão de vida).

- O retorno do espírito para o corpo é planejado. A família em que ele nascerá será aquela capaz de propiciar o positivo e o negativo que ele precisa para evoluir.

- A escolha da família na qual um espírito vai reencarnar é determinada pelas qualidades e defeitos que fazem parte do núcleo familiar. Toda família possui características que estimulam positivamente ou negativamente a criança, que está em processo de formação.

Explico-me: uma mãe amorosa, mas medrosa, engravidou. Suas vibrações foram de profundo amor, aceitação e alegria. Junto veio o receio e a insegurança. O espírito que nascerá será estimulado por todos os sentimentos, pensamentos, vibrações e sensações da mãe. Tanto as vibrações de amor quanto as vibrações de insegurança (por exemplo) vão influenciar na formação do feto.

A influência funciona assim: estas vibrações chegam até o feto. Estimulando-o. Na realidade, estimulam os conteúdos espirituais (memórias) relacionados aos temas e que estão presentes no espírito.

Suponhamos que esta mãe tenha medo de perder o emprego. Este conjunto de pensamentos, sentimentos, vibrações e sensações chega até o feto. O feto não tem condições de lidar com estes estímulos. Ele usa o “banco de dados” do espírito. O espírito é a referência, a memória e a percepção do feto. Ou seja, é o espírito quem dá sentido aos estímulos que chegam da mãe. Chamamos estes estímulos de dinamizadores, pois eles dinamizam e estimulam a memória espiritual, fazendo com que parte dela seja impregnada na mente do bebê antes dele nascer, durante o parto e mesmo depois do nascimento.

Suponhamos agora que em uma encarnação passada este espírito tenha passado fome por causa de desemprego. As vibrações da mãe dinamizam esta memória do espírito e o resultado poderá ser a ansiedade no feto. A ansiedade no feto gerará uma criança ansiosa (que terá que enfrentar o desafio da ansiedade em sua vida).

Desta forma, o bebê que nasce é uma continuidade do espírito que nele está encarnado. Ele nasce com informações de outras encarnações e do plano espiritual. O bebê não é uma página em branco, ele possui uma riqueza extraordinária de informações e recursos (é assim que se forma a personalidade do bebê).

A formação da mente é acompanhada pela entrada de conteúdos do espírito, que molda o novo corpo que está se formando.

Somos uma continuidade. Somos um corpo novo conduzido por um espírito antigo, que já teve muitas encarnações, possui muitos recursos, habilidades, conhecimentos, condicionamentos, traumas, etc.

Toda criança é um espírito repleto de vida e de história. É muito importante saber trabalhar com esta história e aproveitar os recursos que foram arduamente desenvolvidos em dezenas (ou centenas) de encarnações.

Lembre-se: o feto está ligado a um espírito que possui capacidade de percepção e memória. Os acontecimentos desta fase da vida são armazenados e influenciam a formação da mente do bebe. Desta forma, as primeiras memórias que o bebê terá serão um misto de memórias intrauterinas com memórias de encarnações passadas.

A mãe insegura (do exemplo anterior) deve se sentir culpada? Não, nunca. A escolha dela (e do pai) para receber aquele espírito deve-se ao conjunto de suas qualidades e dificuldades. O espírito nasce em um novo corpo para lutar, superar dificuldades e evoluir. Ele está reencarnando porque possui muito à aprender e amadurecer. As dificuldades que são dinamizadas na formação do feto JÁ estão presentes no espírito e devem ser por ele resolvidas.

Traduzindo: a família dinamiza somente aquilo que o espírito que está reencarnando carrega no "coração". É igual na vida cotidiana: o que esperar de um ingrato? Ingratidão. E de uma pessoa desonesta? Desonestidade. Se alguém der um prato de comida para um ingrato, o que será dinamizado? Ingratidão. Talvez o ingrato pense e sinta raiva: "ela me deu arroz com feijão, deveria ter me dado macarrão". Se esta pessoa for grata, ela não terá ingratidão por receber um prato de comida. Só é dinamizado o que está no "coração" desta pessoa. O que não existir, não pode ser estimulado.

Da mesma forma, se a mãe emitir vibrações de insegurança e o espírito for seguro, ela não irá dinamizar nada. Tudo de bom ou ruim que for dinamizado no espírito é porque já está presente neste espírito. Se no seu "coração" (espírito não tem coração, imagem simbólica) houver paz, o espírito sentirá paz mesmo que os pais não sintam esta paz. O que existir pode ser estimulado, o que não existir não será estimulado. O que for dinamizado (estimulado) será o que o filho terá de bom ou ruim para enfrentar.

Os filhos são uma benção para a família porque com sua personalidade única contribuem para que os pais também aprendam com eles. Todos aprendem, porque todos possuem muito à aprender e evoluir.

Autor: Regis Mesquita

05 dezembro 2017

O que faz o espírito escolher ficar próximo ao plano material após a morte do corpo? - Regis Mesquita



O QUE FAZ O ESPÍRITO ESCOLHER FICARA PRÓXIMO AO PLANO MATERIAL APÓS A MORTE DO CORPO?


"As motivações para o espírito ficar próximo ao plano material logo após a morte do corpo são todas negativas, pois o caminho natural do espírito é se afastar, distanciar. Portanto, a escolha da proximidade corresponde a um uso intensivo dos recursos negativos que um espírito cultivou ao longo do tempo. Este uso maciço de negatividades geralmente gera confusão mental, percepção fantasiosa da realidade e um grande número de sentimentos negativos. É um mergulho no “fundo do poço” que cobrará um grande esforço para o espírito se reerguer. (Este raciocínio não vale para os espíritos mais evoluídos.)"  - Trecho do livro Nascer Várias Vezes

O fluir natural dos acontecimentos que se sucedem à morte do corpo é o desligamento do perispírito e do espírito deste corpo. Esta separação física é seguida de uma separação espacial. Ou seja, o espírito desloca-se para outros lugares.

O encarnar é um momento especial, o desencarnar também o é. Em condições normais, o espírito aceita o auxílio de outros espíritos, o que facilita sua adaptação à realidade de espírito desencarnado. Esta readaptação inclui a retomada de memórias que estavam isoladas e sem ação no período encarnado. Esta retomada de memórias afeta profundamente sua identidade, ou seja, (em condições ideais) o espírito deixa de se identificar com a última encarnação e passa a se identificar com sua única vida, a vida do espírito.

Um espírito pode ter tido centenas de encarnações, com qual delas irá se identificar no plano espiritual? Com nenhuma. Ele irá identificar-se com a vida do espírito, a menos que esteja patologicamente apegado à uma encarnação qualquer. O espírito não é pai, não é irmão, não é homem, nem mulher. Não é rico ou pobre, feio ou bonito. Com o desencarne (morte) e a retomada das memórias muito amplas do espírito, a vida encarnada passa a ser como um barco que aos poucos vai sumindo no horizonte.

Portanto, o fluir de um desencarne é o desapego e a desidentificação. A vida continua em outras condições e com outras necessidades evolutivas imediatas. A vida do espírito torna a experiência encarnada recente uma entre centenas de outras encarnações. (Para o espírito a vida encarnada atual é importante; mas, é importante como as outras centenas.)

Quanto menos evoluído é o espírito mais difícil é ele se desapegar e se desidentificar. Espíritos atormentados, dominados pelas emoções e pelos traumas, costumam se agarrar ao máximo à vida que existia antes do fim do corpo. Chegam a viver uma vida de delírio, mantendo-se próximos fisicamente ou energeticamente e, ao mesmo tempo, delirando uma realidade que não existe.

Um pai que falece pode ter a necessidade compulsiva de proteger seus filhos. Seu esforço será por manter o máximo de proximidade, procurando influenciar suas vidas. O apego pode torná-lo um obsessor de sua família. Irá prejudicar seus familiares e pouco ajudará. Com o tempo terá que aprender a necessidade do desapego e a importância de deixá-los seguir suas próprias vidas.

Espíritos de luz costumam ajudar estes espíritos. Tentam resgatá-los para um bom caminho. Quando aceitam ajuda tudo fica mais fácil. Por outro lado, quando se revoltam, não aceitam e não se adaptam à nova realidade, tudo fica mais difícil.

A morte é, portanto, acompanhada de descobertas e desafios. A nova vida do espírito deve se impor. Esta vida continua em outras condições e em outros locais. Todos nós já fizemos esta transição do desencarne centenas de vezes. Não há porque ter medo. Somente não lembramos, pois estas lembranças estão protegidas e só devem ser acessadas através da ampliação da consciência ou como terapia.

Na realidade, quando o espírito encarnado evolui as memórias de encarnações passadas ficam MENOS protegidas. Milhões de pessoas, que estão evoluindo espiritualmente, estão tomando consciência de várias encarnações e de vários desencarnes. Sabemos mais sobre nós mesmos à medida que a consciência é ampliada.

Devemos nos preparar psicologicamente para aceitar o falecimento, seja nosso, seja de um membro querido. O processo de vida encarnada finalizou e não aceitar o que é real somente aumenta o sofrimento e dificulta a retomada/evolução da vida.

Deve-se cultivar a gratidão à todos os antepassados desencarnados. Ser grato facilita a transmissão de energia entre encarnados e desencarnados. Isto torna mais agradável a vida de todos.

OBS: o último capítulo do livro Nascer Várias Vezes tem o seguinte título – “Fim: qualquer dia a gente se vê por aí”. E trata do tema da despedida. Um tema essencial para todos, já que a vida nos obriga a despedir de muitas pessoas próximas.


Autor: Regis Mesquita 


11 abril 2017

Como devemos cuidar de quem está próximo da morte - Regis Mesquita



COMO DEVEMOS CUIDAR DE QUEM ESTÁ MUITO PRÓXIMO DA MORTE



A jornada na Terra sempre chega ao fim. Algumas vezes é necessário que o processo da velhice, doença e morte seja acompanhada de perto por alguém.

Esta pessoa pode ser você, que terá a responsabilidade de garantir o respeito, a dignidade e o conforto físico de seu parente amado.

Acredito eu que não exista gesto mais nobre de amor. Tenho a certeza que também não existe momento mais oportuno para o aprendizado e para a vivência espiritual.

Muitas pessoas sentem-se desconfortáveis frente à morte. Mas, acredite, para o espírito é um momento belo e grandioso. Este texto tem a missão de desmistificar a morte, facilitar sua vida ao lado da pessoa que se prepara para partir e te ajudar a viver plenamente o amor que existe dentro de você (sem medo e sem receio).

Se este texto for útil para você, será para outras pessoas. Portanto, te convido a divulgar o link deste texto.

"A separação da alma e do corpo é dolorosa?
— Não; o corpo, frequentemente, sofre mais durante a vida que no momento da morte; neste, a alma nada sente. Os sofrimentos que às vezes se provam no momento da morte são um prazer para o Espírito, que vê chegar o fim do seu exílio.

No momento da morte, a alma tem, às vezes, uma aspiração ou êxtase, que lhe faz entrever o mundo para o qual regressa? — A alma sente, muitas vezes, que se quebram os liames que a prendem ao corpo, e então emprega todos os seus esforços para os romper de uma vez. Já parcialmente separada da matéria, vê o futuro desenrolar-se ante ela e goza por antecipação do estado de Espírito."

Allan Kardec - O Livro dos Espíritos

Ajudar alguém nos últimos meses ou anos é uma das maiores responsabilidades que alguém pode ter. Sob certos aspectos é bem mais difícil que criar uma criança. A criança coleciona conquistas, o idoso ou o doente coleciona dificuldades. Mas, porém, virão conquistas; conquistas para o espírito e para o amadurecimento pessoal. Nesta fase os grandes ganhos não são exteriores, são interiores.

Tenha claro esta realidade: há muito aprendizado nos últimos anos de vida.

E mais, são alguns dos aprendizados mais importantes para o futuro do espírito.
Uma criança nasce e aprende a falar e a andar. São ganhos que parecem grandes, mas que se perdem com o falecimento. Já os aprendizados dos últimos anos são realmente centrais para o espírito. Por exemplo: uma pessoa muito orgulhosa, ao se ver necessitada de ajuda, descobriu na humildade a paz que lhe faltou por toda a vida. Ela dizia: "Meu Deus, porque não aprendi a viver assim antes?" Não aprendeu antes, mas aprendeu quando as limitações físicas se fizeram mais fortes.

Alguém poderia dizer; "antes tarde do que nunca". Quem conhece a vida espiritual sabe que NUNCA é tarde para esta transformação positiva. Esta transformação será muito importante por décadas e séculos.
Por isto, não fique tão triste com as perdas que acompanham a velhice e as doenças. São oportunidades únicas. São oportunidades importantíssimas.

Primeiro porque "tira de cima da pessoa" o peso da sociedade. A sociedade é uma prisão brutal para grande parte das pessoas.
Somos orgulhosos, esta é a verdade. São raríssimos os seres humanos que não são orgulhosos. A doença e as limitações da idade jogam por terra grande parte das vaidades, orgulho e desejo de ser aceito (os místicos dizem: tudo desaba). É um choque que coloca o ego da pessoa lá embaixo; algumas até deprimem. Mas, a queda do ego é a porta aberta para a emersão do que é realmente importante para o espírito.

São bilhões de pessoas que tem na velhice e nas doenças as últimas oportunidades para realizar seu progresso espiritual.

Importante: aprenda a olhar para a pessoa amada como um espírito que dá os últimos passos e que tem as últimas oportunidades de realizar conquistas nesta vida (nesta encarnação).

O corpo perde, mas o espírito pode ganhar. O corpo vai finalizar, mas a vida espiritual ainda é longa. Por isto, tranquilize-se com as perdas. Tenha serenidade para acompanhar estas perdas. Cuide com carinho, mas treine-se para o desligamento. Aceite cada passo que a natureza der; traga conforto e use sempre um diálogo espiritualizado para facilitar o entendimento e a superação das dificuldades.

Treine com a mensagem de Jesus: "seja feita a Sua vontade". Nada é perda, tudo é transformação. Tenha paciência, porque você é apenas alguém que acompanha uma trajetória que é muito pessoal e especial - a trajetória do seu ente querido até a libertação do corpo.

Veja a morte como saudade para quem fica e liberdade para quem vai. É uma libertação, porque chegará um momento em que os aprendizados serão pequenos; este é o momento de voltar para a vida espiritual.


Autor: Regis Mesquita – Blog Nascer Várias