Total de visualizações de página

Mostrando postagens com marcador Rossano Sobrinho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rossano Sobrinho. Mostrar todas as postagens

30 abril 2017

O espírito não tem cor! - Rossano Sobrinho




O ESPÍRITO NÃO TEM COR!


Racismo, xenofobia: pontos em destaque no quotidiano. Não há diário que se preze que não contenha uma notícia sobre violência racista. Exacerbam-se os nacionalismos. Que se passa com os seres humanos?

Ultimamente temos sido flagelados com notícias de vária ordem abordando o racismo, quer no nosso país quer em outras partes do Mundo. Inclusive parece estar na moda ser racista (veja-se o caso dos imigrantes africanos), ser contra os imigrantes ou pelo menos mostrar um pouco de intolerância para com eles. E, é claro, é chique estar contra os «pretos» como usualmente se designa, em sentido pejorativo, os seres humanos que reencarnaram na raça negra.

O planeta Terra está a passando por uma fase de transição, fase essa que não é estanque, nem será catastrófica, não será rigorosamente neste século que o mundo vai acabar como apregoam os profetas da desgraça. Bem vistas as coisas, essa fase já começou há muito tempo e por muito tempo se prolongará com a natural e paulatina mudança do estado das coisas: de planeta de expiação e provas, a Terra passará a planeta de regeneração (onde as pessoas evoluirão mais pelo amor que pelo sofrimento). Normal é, por isso, que existam situações conflituosas, forças em descontrolo, sentimentos catárticos nos homens, conflitos sociais, entre outros.

A resposta espírita

No entanto, a doutrina espírita vem dar um grande contributo à Humanidade, explicando os fundamentos do cristianismo, de uma forma clara, aberta e acessível a todos. Sabendo nós que os espíritos não têm cor, que os espíritos têm um corpo temporário para que assim possam atuar no planeta onde reencarnarem, lógico será que esses mesmos espíritos possam nascer (reencarnar) neste ou naquele país, nesta ou naquela situação social, com esta ou aquela cor de pele, conforme as suas necessidades evolutivas. 

Muito enganados andam aqueles que pensam que uma coloração lhes pode conferir uma superioridade de qualquer tipo. No futuro, esse mesmo espírito (hoje racista) orgulhoso, poderá reencarnar num outro povo qualquer de raça negra ou não, pois todos os seres humanos fazem parte da grande família universal criada por Deus. 

Estamos no planeta Terra à semelhança do aluno que é mandado para uma escola para que se aprimore, para que lime as suas arestas no campo dos sentimentos e da inteligência. Uns irão para umas «turmas» (povos), outros para outras. Nada impede que aquele que por preguiça e livre-arbítrio «chumbou» de ano venha a ser transferido para outras «turmas» noutras escolas, com as quais está mais afinizado, assim como aquele que passou de ano fique apto a ingressar em «turmas» condizentes com o seu grau evolutivo.

Proposta antiga

Com o espiritismo, a fraternidade, o amor ao próximo deixam de ser uma quimera, um capricho meramente humano para passarem a ser uma necessidade intrínseca ao desenvolvimento moral do homem e inerente bem-estar interior. Agora, o homem compreende que volta mais vezes à Terra (reencarnação) e que a sua futura existência será o fruto daquilo que semeou em existências anteriores, de acordo com a lei de causa e efeito; que só um masoquista se dará ao luxo de odiar, se dará ao luxo de dar guarida ao egoísmo feroz, à tola vaidade, ao orgulho estéril.

O espiritualista, e mais propriamente o espírita, sabe que que todos os homens são músicos dessa orquestra universal que é o Cosmos infinito, e como tal não deve existir espaço no seu coração para racismos e outros tipos de atitudes hostis para com os seres humanos. A solução para os problemas sociais mantém-se inalterável e foi apresentada por Cristo: o amor ao próximo, fazer aos outros o que quereríamos para nós próprios, a fraternidade, o entendimento, a bondade, a ajuda mútua. Muitas surpresas esperam aqueles que sonham com a superioridade rácica ou com outro tipo de hegemonia, todas aparentes, pois ao desencarnarem (falecerem) o seu desalento será grande demais ao verem que desperdiçaram uma existência a apostar em projetos falidos.

Depois, é o recomeçar... até que o aprendizado se consolide.

Cada um colherá o que semear e pela colheita será o único responsável. Abrangidos pela lei de causa e efeito, que nos condiciona quer acreditemos nela ou não, os racistas voltam mais tarde, reencarnando num grupo étnico que persigam, aprendendo a dar valor ao que realmente interessa: a pessoa em si, qualquer que seja cor da pele do seu corpo, o veículo de manifestação do ser humano, ou seja, do espírito que é cada um de nós.

Por isso, não surpreende que até haja espíritos racistas, neste ou noutro plano de vida. O fenómeno da morte é apenas o soltarmo-nos do corpo físico, continuando com as paixões, as virtudes que estamos a caminho de adquirir e os defeitos que ainda não burilámos.

Mas todas essas separações se diluirão no tempo, à medida que mais nos identificarmos com o que somos - por dentro - e menos acreditarmos ser aquilo que parecemos. A espiritualidade latente no íntimo de cada um vai desabrochando, ampliando-se pouco a pouco, dando lugar ao homem de bem, mais ou menos lentamente, conforme o esforço de cada um.


José Lucas
Revista de Espiritismo - Nº.  25, 1994


05 abril 2016

Parentes desencarnados em visita aos entes encarnados - Rossano Sobrinho



PARENTES DESENCARNADOS EM VISITA AOS ENTRES ENCARNADOS

Quando um Espírito, já harmonizado na vida espiritual, recebe uma autorização superior para nos visitar na Terra, naturalmente, não trará qualquer malefício aos encarnados. Sua presença carinhosa poderá apenas despertar “lembranças” nos familiares mais sensíveis que poderão sentir-lhe a presença.

Mas a questão é que muitos dos nossos entes queridos, após desencarnarem, não se desvinculam do ambiente doméstico, podendo afetar negativamente aqueles que permanecem na experiência física.

Há no Movimento Espírita um fato muito interessante, que comprova essa afirmação. Um dos nossos mais queridos oradores, o conhecido médium e tribuno baiano Divaldo Franco, na adolescência, após a morte de um irmão biológico, foi tomado por uma repentina paralisia nas pernas. Durante seis meses, recebeu toda a assistência médica sem qualquer resultado positivo. Os médicos não conseguiam sequer diagnosticar o que exatamente ocorria com o jovem, já que não encontravam quaisquer problemas no campo orgânico. Até que um prima de Divaldo decidiu recorrer a uma senhora espírita que, prontamente, atendeu ao pedido. A experiente trabalhadora do Cristo estendeu as mãos sobre o rapaz acamado, aplicando-lhe o “passe magnético”, enquanto orava ao Senhor da Vida. Através da mediunidade, percebeu também a presença do irmão desencarnado de Divaldo que, inconscientemente, se lhe vinculara magneticamente, tirando-lhe o movimento das pernas.

Imediatamente após o passe e o afastamento do Espírito enfermo, a senhora gentilmente informou o que estava acontecendo, pedindo ao jovem que se levantasse e andasse, o que, para surpresa de todos, ocorreu com desenvoltura. Divaldo Franco, na época, ainda não era espírita, mas já possuía uma acentuada sensibilidade mediúnica. Após o ocorrido, foi conduzido pela família a uma Casa Espírita, onde iniciou seus estudos doutrinários e seu ministério de amor. E até hoje, aos 85 anos, prossegue viajando pelo mundo, já tendo visitado mais de 60 países, divulgando as diretrizes seguras e abençoadas do Espiritismo.

Como se vê, muitos desencarnados não são conduzidos imediatamente às colônias espirituais; ficam apegados aos plano físico, podendo gerar “obsessões inconscientes”, desconfortos e até desequilíbrios orgânicos, pela lei de sintonia.

A terapêutica da oração, do passe e, principalmente, a renovação do campo mental e emocional do encarnado, através de leituras e palestras edificantes, são recursos preciosos para que os vínculos energéticos sejam retirados e o equilíbrio psicofísico retorne à pessoa espiritualmente afetada.

Aproveitando o ensejo da pergunta, é importante informar, de forma mais generalizada, que somente pode haver um real processo de desobsessão ou libertação espiritual, quando o obsediado (quem sofre a influência) suplantar o obsessor (quem influencia) com sua vibração pessoal, que deve ser alcançada principalmente através da transformação moral e comportamental, proposta pelo Evangelho do Cristo.

Esperando der oferecido algumas singelas “sementes” para reflexão sobre esse tema tão significativo, envio meu fraterno abraço aos queridos leitores, com votos de muita paz em Jesus.

Rossano Sobrinho