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23 janeiro 2021

O Evangelho e o “Novo” - Yé Gonçalves


O EVANGELHO E O "NOVO"

Constantemente escuto alguns companheiros ou companheiras de jornada espírita, após um seminário ou uma palestra pública, ou outro determinado evento, fazerem o seguinte questionamento:

– O que o facilitador, orador, expositor ou palestrante trouxe “de novo” do Evangelho?

Essa interrogação soa, aos meus abençoados ouvidos, em forma de eco, e me leva a trocar miúdos com os meus botões:

– O que o Evangelho tem “de novo”? Será que foi aumentado ou retirado um til ou um jota da tão devassada fonte de conhecimentos sublimes para a vida eterna?

E, logo após, volto os meus ditos sentidos normais ao chão da fábrica do nosso movimento espírita e percebo que há uma preocupação, até alarmante, de muitos confrades e confreiras, na busca de facilitadores, expositores ou palestrantes ilustres, de oratória cuja eloquência acima do normal, proferindo seminários, exposições ou palestras espetaculosos, e que tragam o “novo” do Evangelho de Jesus.

Por que trazer o “novo” do Evangelho, se o Evangelho é sempre “novo”?

Por que não trazer apenas o Evangelho na sua pura simplicidade?


* * *

Se observarmos que o Evangelho é a boa nova, ou se preferirmos, a boa notícia do reino de Deus, e que é o nosso principal manual de trabalho de aperfeiçoamento moral e espiritual, concluiremos que Ele é sempre “novo”, sempre atual.

Então, caro leitor, com base na lógica, a pergunta que sugiro seja elaborada é o inverso, assim vejamos:

– O que “de novo de mim mesmo” estou extraindo do Evangelho a cada dia, numa perspectiva de evolução de minha visão em relação ao seu conteúdo?

– Em cada contato com o estudo do Evangelho, eu estou me tornando uma pessoa renovada, estou me tornando um “homem novo”?

Logo, a questão é que, se diante dos desafios das sendas evolutivas da vida, estou deixando emergir “o novo de mim mesmo” com base nos ensinamentos evangélicos. Se eu estou me tornando “novo” a cada instante.

Se eu estou me tornando “novo” no pensar e no agir, bem como na visão da verdade da vida e de mim mesmo.

Se eu estou me tornando “novo para mim mesmo”, domando as minhas más inclinações ou más tendências, transformando-as em atos de bondade, de misericórdia.

Então, nessa perspectiva, o “novo” deve partir de cada um de nós, da maneira como estamos vivenciando o Evangelho nas tarefas do cotidiano, ou seja, na administração do lar, da empresa, da conduta no trabalho profissional, no trânsito, na forma de se expressar e de posicionar-se diante de tal assunto, situação ou acontecimento, dentre outros exemplos.

E assim, não mais preocuparemos com o que “de novo” os oradores, expositores, facilitadores e palestrantes trarão do Evangelho; mas, acima de tudo, o que cada um de nós estará levando “de novo” para uma melhor compreensão do Evangelho, e dessa forma colaborando positivamente, em vibrações fraternais, com os trabalhos dos oradores, facilitadores, expositores e palestrantes em trazer “o novo de si mesmo”, a fim de despertar “o novo” de cada espectador ou telespectador, acerca do Evangelho que é sempre “novo” e sempre a fonte de renovação e de redenção de nós outros, espíritos imortais, na eternidade do aprendizado constante da vida.


Yé Gonçalves
Fonte:
Agenda Espírita Brasil


09 abril 2018

Você Precisa Apenas de um Motivo Para Ser Feliz - Yé Gonçalves



VOCÊ PRECISA APENAS DE UM MOTIVO PARA SER FELIZ



É muito comum ouvirmos expressões do tipo a felicidade está ao nosso alcance, ou até mesmo, a felicidade mora ao lado, e, também, as palavras de incentivo, tais como devemos buscar a felicidade. Este último item pode nos dar a impressão de que a felicidade mora alhures.

É muito comum ouvirmos expressões do tipo a felicidade está ao nosso alcance, ou até mesmo, a felicidade mora ao lado, e, também, as palavras de incentivo

E o que acontece???

Muitas pessoas conseguem cumprir todos esses itens aquisitivos de felicidade e outros mais. Entretanto, continuam reclamando serem infelizes e que precisam conquistar algo mais para que a tal felicidade venha em plenitude.

E por que isso acontece???

Isso acontece, caro leitor, é porque a felicidade, na verdade, não está no mundo exterior da pessoa, pois ela não mora ao lado, nem precisamos encontrá-la em caminhos distantes.

Para que a felicidade seja encontrada, amigo leitor, é necessário apenas um motivo. Apenas um motivo para que a felicidade se aflore e viva em plenitude nos corações dos humanos.

Esse motivo é você, sou eu, é toda pessoa individualmente. Cada um de nós é um motivo para que a felicidade se desperte e se manifeste com todas as suas energias benéficas, porque a felicidade mora dentro de cada um de nós, isto é, na consciência de cada um.

Logo, podemos afirmar que, seguindo o raciocínio deste escrevinhador de desilusões, tornou-se, agora, mais difícil ainda a busca da felicidade.

E sabe por quê???

É porque, nesta linha de raciocínio, cada um de nós deve fazer uma longa viagem, em busca da felicidade plena; e, talvez, a mais difícil de todas as excursões, sendo uma viagem para dentro do nosso próprio universo íntimo, onde estão localizadas as verdades que não gostamos de ouvir; onde estão morando as más inclinações, ou más tendências, que temos de domar à custa de muito esforço e bastante suor; onde o encontro com o próprio “eu” é bastante tenebroso. Mas, é lá dentro que mora a tão sonhada felicidade.

Diante disso, fica claramente definido que a busca da felicidade tem de ser feita de dentro da nossa intimidade para fora, através do conhecimento de si mesmo, do domínio dos próprios vícios e fraquezas, ou seja, na conquista de virtudes morais, traduzida no amor a Deus e ao próximo, na honra dos filhos aos pais, em fazer ao outro aquilo que gostaria fosse feito para si mesmo, etc e tal…, porque cada um de nós é uma individualidade, donos do próprio destino, personagem principal da própria trama.

Para concluirmos este artigo, sabendo que cada um de nós é o motivo para a felicidade plena, segue um roteiro para conquistá-la, assim vejamos:

1) ame a si mesmo;

2) pratique todo o bem ao seu alcance;

3) perdoe sempre, releve a ignorância alheia;

4) não prejudique ninguém, nem a si mesmo;

5) seja positivo em tudo na vida, inclusive nos momentos de crises;

6) seja amigo da verdade e da verdade de si mesmo.

E assim, amigo leitor, encerramos este artigo com um abraço fraterno e de muita paz.

Até a próxima oportunidade!!!


Autor: Yé Gonçalves