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04 julho 2016

Mediunidade e crescimento - André Luis Chiarini Villar


 
MEDIUNIDADE E CRESCIMENTO

Nessa semana iremos escrever um artigo a respeito da MEDIUNIDADE e também a respeito de CRESCIMENTOS. Porém, gostaríamos de deixar bem claro que nossa intenção é falar a respeito do crescimento moral aliado à mediunidade, oportunidade de trabalho com as muitas dimensões que compõem nosso Planeta e nosso universo.

Achei uma frase de Chico Xavier muito interessante: “A solidão é boa somente para refletir, porque, sem dúvida, fomos criados para viver uns com os outros”. A partir dessa sábia assertiva de Chico, entendemos que nós todos fomos criados com a mesmo finalidade de crescimento moral, espiritual e intelectual, e todos nós tivemos o mesmo início: o da simplicidade e ignorância. Com o advento do Espiritismo Cristão, começamos a ver as grandes verdades que sempre existiram mas que ao longo dos milênios deixamos voluntariamente cair no anonimato. E entre elas está a mediunidade. A mediunidade não é algo novo, não foi inventada ou criada pelo Espiritismo. A Terceira Revelação apenas veio relembrar à humanidade de temas fundamentais para nossa existência nesse Planeta.

Chico Xavier, esse exemplo de homem, de cidadão, de religioso em que todos nos deveríamos e devemos seguir, através de suas mãos abençoadas, apresenta-nos o Espírito de André Luiz, o qual nos deixa outra frase muito interessante quando nos afirma: “Extirpa do campo de nossas almas a erva daninha da indisciplina e do orgulho, para que a simplicidade nos favoreça a renovação”. Ora, essa recomendação nada mais é do que o pedido para deixarmos os ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo fazerem parte de nossa realidade, deixarmos a indisciplina de lado. E quando falamos de indisciplina, é na condição de médiuns que somos, envolvendo a família, envolvendo o trabalho, envolvendo as coisas que estão ao nosso derredor, que essa orientação se reveste de importância.

Muitas vezes não temos ideia do quanto a mediunidade exige vigilância, autocontrole, discernimento, disciplina, e procurando algo que pudesse nos ajudar a entender como funciona esse processo de atração através da mediunidade, recorremos a uma frase fantástica (que não é espírita) mas que tem tudo a ver com E espiritismo deixado por Allan Kardec e ampliado por Chico Xavier. Trata-se da citação de Swami Paatra Shankara, um mestre oriental. Ele nos diz: “Mediunidade nos aproxima tanto da luz quanto das trevas. Se sabe ser médium, cuidado com seus pensamentos e atitudes. Luz atrai luz, escuridão atrai escuridão”.

Esse princípio exarado pelo mestre oriental é fundamental para a compreensão da mediunidade: nós iremos atrair as coisas com as quais estamos ligados em nosso cotidiano, através de nossos pensamentos, de nossas atitudes, de nossa postura mediante a um problema que nos envolve ou envolve algo próximo.

O bonito da mediunidade é que depende única e exclusivamente de mim escolher as companhias espirituais que eu quero para perto, sem nos esquecer que Jesus nos afirmara: “Todos vós sois deuses; façais brilhar a luz de vossos corações”. Está na hora de vigiarmos um pouquinho mais; está na hora de nos policiarmos um pouquinho mais, pois o esforço de hoje gerará suas consequências naturais no amanhã.

E para finalizar: mediunidade é sim sinônimo de trabalho. Mas para nos tornarmos bons médiuns, é necessário que procuremos a instrução deixada pelo nosso Codificador Allan Kardec, quando nos apresenta duas máximas imorredouras: “Espíritas amai-vos e instruí-vos”.

André Luis Chiarini Villar

28 março 2016

Brasil e seus momentos de decisão - André Luis Chiarini Villar


O BRASIL E SEUS MOMENTOS DE DECISÃO

Nessas últimas semanas, venho recebendo e-mails de amigos para que eu escrevesse algo a respeito do Brasil e as turbulências que o País vem passando, seja no âmbito social, político, econômico, enfim, em todos os segmentos.

Quando lemos e estudamos o extraordinário livro psicografado pelas mãos abençoadas de Chico Xavier, ditado pelo espírito Humberto de Campos – “Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho” – iremos notar a proposta que Nosso Senhor Jesus Cristo fez ao nosso abençoado País, propondo que as Terras de Santa Cruz recebessem a árvore do Cristianismo nos moldes do Cristianismo Primitivo.

Se lermos com atenção esse livro, vamos ver que é uma proposta feita por Jesus Cristo, cabendo a cada um de nós fazermos a parte que nos cabe. Quando falamos de “Brasil, Coração do Mundo”, é pela potencialidade que nós, os brasileiros, temos de receber os amigos e irmãos que nasceram em outros Países; e “Pátria do Evangelho”, porque mostra a importância dessa proposta – a de sermos o celeiro espiritual, tendo a dádiva de irradiarmos a luz do Evangelho de Jesus a todo o Planeta.

Não é à toa que o Brasil recebe o título de País com maior número de católicos de todo o Mundo; com maior número de evangélicos de todo o Mundo, e também recebe o título de ser a nação com maior numero de espíritas cristãos. Portanto, somos o País com maior numero de cristãos de todo o Mundo!

A Espiritualidade é um tema que nasce conosco, os brasileiros, porém estamos notando que precisamos novamente retornar aos trilhos do progresso espiritual e moral para realizar a proposta feita por Jesus. Estamos passando um momento difícil e delicado, seja pela nossa economia em baixa, seja pelo número do desemprego, que vem aumentando a cada dia, seja pelo custo de vida e inflação que oscilam. Fato é que vivemos esse momento delicado.

Não podemos também nos esquecer que a “Transição Planetária” vem ocorrendo. Muitos espíritos que estão desencarnado, nem aqui mais estão permanecendo, e os que ainda estão envolvendo a coletividade e influenciando a massa a continuar do jeito que está, esses estão agitados, procurando mínimas oportunidades de gerar o caos e a inércia espiritual.

Precisamos reagir. Nosso Senhor Jesus Cristo nos deixou uma advertência que serviu no passado, serve no presente e continuará a servir no futuro. Ele nos assevera: “Vigiai e orai para não cairdes em tentação”. Não podemos mais olvidar que os espíritos nos influenciam, e nós a eles; não podemos mais acreditar que não temos responsabilidade pelo momento político e social que estamos a passar.

Allan Kardec, nosso admirável Codificador, questiona a Espiritualidade Amiga em “O Livro dos Espíritos” sobre a influência dos espíritos em nossas vidas. E os Imortais, sob a direção do Espírito da Verdade, nos revelam que eles (os espíritos) nos influenciam mais do que imaginamos.

E mais: se o Brasil está passando por esse momento difícil, não podemos jogar tudo nas costas dos nossos políticos. É muito fácil legar aos outros as responsabilidades. Se analisarmos, nós também temos culpa, e diga-se de passagem muita culpa, pelo Brasil estar na situação em que está.

O Brasil só irá mudar e melhorar quando nós estivermos cientes do papel que devemos desenvolver. A partir dessa mudança, iremos eleger pessoas mais capacitadas para nos dirigir, tendo uma sociedade mais justa e igualitária. Mas para chegarmos nesse ponto, precisamos fazer o que nos compete, e não mais acreditar que a responsabilidade é sempre do outro.

Vamos à luta. Sem esforço não sairemos do lugar. Devemos sim reivindicar nossos direitos, mas sem esquecermos que também temos deveres; e não podemos cobrar dos outros o que ainda não fazemos. 

É hora de mudança em níveis coletivos, mas o coletivo só mudará quando o indivíduo fizer a parte que lhe compete.

Portanto, o Brasil será sim o “Coração do Mundo e a Pátria do Evangelho” quando fizermos a parte que nos cabe. Vamos orar mais e agir mais para termos um País melhor.

André Luis Chiarini Villar

20 dezembro 2015

A lei da Reencarnação - André Luis Chiarini Villar


A LEI DA REENCARNAÇÃO


A Reencarnação é uma grande verdade que não foi inventada pelo Espiritismo Cristão. É um conceito que vem de muitos milênios, e poderíamos afirmar que não sabemos com precisão quem foi o primeiro a falar a respeito deste assunto tão vasto e ao mesmo, que tempo gera grandes conflitos e dúvidas em muitas pessoas.

Quando compreendemos que a Reencarnação é uma grande verdade da Criação Divina, começamos a entender o papel que cada um de nós devemos desempenhar na sociedade, e mesmo conosco, o que levou nosso codificador Allan Kardec a afirmar: “A Reencarnação é uma questão de justiça”.

Precisamos enxergar que na atualidade, estamos colhendo gradativamente o que ontem fizemos, e ao mesmo tempo estamos plantando uma nova colheita para o futuro que virá.

Quando eu compreendo a Reencarnação, eu vejo a vida de uma maneira mais justa; eu vejo a vida de uma maneira mais humana; e não vejo mais Deus privilegiando a uns e deixando a outros à mercê do sofrimento.

Todos nós sempre fizemos algumas perguntas das quais dificilmente obtivemos respostas lógicas. Por exemplo: quem nunca se perguntou ou mesmo questionou a um chefe religioso (que invariavelmente nos deixou sem uma resposta lógica) a respeito de questões fundamentais da vida, como “de onde eu vim?”, “para onde eu irei após a morte?”, “por que passo por tantos problemas em casa, no trabalho, na religião, na sociedade de um modo geral?”.

Ou ainda, quem nunca questionou a clássica “por que para mim parece que nada dá certo?”. Diante dessas e de outras perguntas, o abençoado Espiritismo Cristão, à luz das obras básicas de Allan Kardec e de sua complementação, que são as obras de Chico Xavier, podemos ver o Mundo de outra maneira. Com outros olhos.

Hoje compreendemos se temos um filho problemático, ou mesmo doente – seja do corpo seja da mente, se temos pais que nos exigem o que não podemos dar, hoje já podemos entender que isso não é uma “vingança de Deus” como nos prega o Velho Testamento, e sim uma necessidade de repararmos um erro de outrora, ou mesmo cometido nessa mesma encarnação.

As leis de Deus são sábias e imutáveis. Para todos nós, a Lei Divina é aplicada sem distinção, diferente do que infelizmente vemos nos tribunais aqui da Terra.

Vamos procurar no dia a dia agradecer mais ao Pai Criador por tudo que vem nos concedendo, pelas oportunidades de hoje vermos o Mundo com o olhar da misericórdia, com o olhar de que se tem alguém que errou. Esse alguém fui eu próprio, pois daí sim iremos ver a necessidade de mudança em nós próprios, e não mais querendo procurando os culpados para os nossos próprios erros...


André Luis Chiarini Villar