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15 agosto 2011

Novos Dias - Eros


NOVOS DIAS

“Doravante, disse Jesus, fica proibido amar com ansiedade de ser amado e servir com a disposição de receber pagamento.

Os roseirais se debruçarão sobre as janelas das casas sorrindo pétalas exuberantes em participação da felicidade doméstica. E os girassóis darão as costas às ruas e campos onde florescem, esgueirando-se pelas frestas dos lares em festas, porque haverá tanta claridade no reduto doméstico que a estrela Solar será confundida com as constelações luminíferas, que explodirão, irisadas, no ninho familiar.

Ficará proibido, também, que o bolo da amizade, servido às pessoas, receba o fermento da suspeita.

A partir de então, já não será necessário que se fale de justiça com as palavras frias dos Códigos humanos. Cada um usufruirá do discernimento com o qual respeitará todos os direitos alheios entregando-se aos deveres que lhe cumpre realizar.

Não mais haverá sofrimento. E quem sofrer não se envergonhará disso, porque entenderá que toda dor recupera e somente padece quem é devedor.”

A piedade fraternal será transformada em flor de solidariedade que converge em dever sem a necessidade dos estímulos fortes.

Vicejará a liberdade sem punição. O revel fruirá da bênção de ser livre e lutará, ele próprio, pela reabilitação. Os animais e as aves não permanecerão em jaulas ou gaiolas. O homem estará subordinado às leis do amor, respeitando o seu irmão e todos os irmãos menores do bosque, do deserto e das planuras. E dar-se-á ao bem doravante...

Os órfãos, os anciãos, os fracos, os enfermos constituirão oportunidade para os aquinhoados com pais, os amparados pelos filhos, os sustentados pela fortaleza, os resguardados pela saúde, o que impedirá a miséria, a vergonha, o abandono, o sofrimento desnecessário.

O lobo e o cordeiros pastarão juntos”, quanto a borboleta e a abelha na mesma flor ou o regato e a fonte misturando as águas, sem guerra nem extermínio.

Os homens se fitarão nos olhos como as estrelas que se espiam no velário da noite transparente, e o ar balouçando a haste delicada da flor.

Os sorrisos dos pobres cantarão na melodia da bondade dos ricos, quais palmeiras farfalhantes nos braços da brisa.

Ninguém a sós... A solidão descerá ao auxílio alheio e a atividade festiva correrá na direção da soledade.

Ninguém mais chorará os seus mortos, nem lamentará os seus vivos, nem se amargurará com as tristezas... Irromperá uma orquestração de vozes no silêncio da saudade dos que ficaram, encorajando os debilitados. Essas melodias levantarão os enfraquecidos e todos cantarão...

Doravante, ninguém engane ninguém, pois que se estará enganando a si mesmo. Nem minta, nem ultraje, nem persiga mais. Todos se dêem as mãos e confraternizem com as rosas, com os girassóis, com as tardes coloridas, com os dias de cinza, com as noites estreladas, com as aves e os animais, e os regatos, e as árvores, compondo um quadro de amor perene, que se faça um perene feriado para o mal.

Doravante, disse o Senhor, e assim se fará nesses vindouros novos dias.”

Obra: No longe do Jardim
Eros (espírito)
Psicografia de Divaldo Pereira Franco

16 outubro 2010

Novos Dias - Eros

NOVOS DIAS

“Doravante, disse Jesus, fica proibido amar com ansiedade de ser amado e servir com a disposição de receber pagamento.

Os roseirais se debruçarão sobre as janelas das casas sorrindo pétalas exuberantes em participação da felicidade doméstica. E os girassóis darão as costas às ruas e campos onde florescem, esgueirando-se pelas frestas dos lares em festas, porque haverá tanta claridade no reduto doméstico que a estrela Solar será confundida com as constelações luminíferas, que explodirão, irisadas, no ninho familiar.

Ficará proibido, também, que o bolo da amizade, servido às pessoas, receba o fermento da suspeita.

A partir de então, já não será necessário que se fale de justiça com as palavras frias dos Códigos humanos. Cada um usufruirá do discernimento com o qual respeitará todos os direitos alheios entregando-se aos deveres que lhe cumpre realizar.

Não mais haverá sofrimento. E quem sofrer não se envergonhará disso, porque entenderá que toda dor recupera e somente padece quem é devedor.”

A piedade fraternal será transformada em flor de solidariedade que converge em dever sem a necessidade dos estímulos fortes.

Vicejará a liberdade sem punição. O revel fruirá da bênção de ser livre e lutará, ele próprio, pela reabilitação. Os animais e as aves não permanecerão em jaulas ou gaiolas. O homem estará subordinado às leis do amor, respeitando o seu irmão e todos os irmãos menores do bosque, do deserto e das planuras. E dar-se-á ao bem doravante...

Os órfãos, os anciãos, os fracos, os enfermos constituirão oportunidade para os aquinhoados com pais, os amparados pelos filhos, os sustentados pela fortaleza, os resguardados pela saúde, o que impedirá a miséria, a vergonha, o abandono, o sofrimento desnecessário.


O lobo e o cordeiros pastarão juntos”, quanto a borboleta e a abelha na mesma flor ou o regato e a fonte misturando as águas, sem guerra nem extermínio.

Os homens se fitarão nos olhos como as estrelas que se espiam no velário da noite transparente, e o ar balouçando a haste delicada da flor.

Os sorrisos dos pobres cantarão na melodia da bondade dos ricos, quais palmeiras farfalhantes nos braços da brisa.

Ninguém a sós... A solidão descerá ao auxílio alheio e a atividade festiva correrá na direção da soledade.

Ninguém mais chorará os seus mortos, nem lamentará os seus vivos, nem se amargurará com as tristezas... Irromperá uma orquestração de vozes no silêncio da saudade dos que ficaram, encorajando os debilitados. Essas melodias levantarão os enfraquecidos e todos cantarão...

Doravante, ninguém engane ninguém, pois que se estará enganando a si mesmo. Nem minta, nem ultraje, nem persiga mais. Todos se dêem as mãos e confraternizem com as rosas, com os girassóis, com as tardes coloridas, com os dias de cinza, com as noites estreladas, com as aves e os animais, e os regatos, e as árvores, compondo um quadro de amor perene, que se faça um perene feriado para o mal.

Doravante, disse o Senhor, e assim se fará nesses vindouros novos dias.”

Eros (espírito)
Obra: No Longe do Jardim

Psicografia de Divaldo Pereira Franco


09 novembro 2009

O Mestre Orienta - Eros

O MESTRE ORIENTA

O jovem escutou os ensinamentos do Mensageiro e deslumbrou-se.

Pela sua mente perpassaram as esperanças de felicidade sem jaça, prenunciando-lhe o momento da libertação.

Aguardou que o mar humano ali presente se diluísse nas praias largas dos seus outros compromissos, e, porque o Benfeitor estivesse a sós, acercou-se-lhe e indagou:

- Quais são os maiores tesouros para o homem?

O Enviado penetrou-lhe a juventude com o olhar profundo e redarguiu, amoroso:

"- Os mais importantes bens do homem para a vida são: o Espírito - o Espírito - ser gerado por Deus destinado às glórias estelares, causa e fim da realidade soberana; a respiração - alicerce da vida orgânica, da nutrição e eliminação de venenos; e o sêmen - vibração co-criadora, perpetuando a espécie em homenagem ao Pai Criador.

Deles decorrem os três elementos-consequências: interação criatura-Criador; manutenção vital e sucessão ininterrupta.

O Espírito, depois de criado, é indestrutível; a respiração, no corpo físico, é indispensável, e o sêmen é essencial para a reprodução animal.

Sábio é todo aquele que se preserva em espírito, laborando para a imortalidade; nutrindo-se para viver e reproduzindo-se para preparar o futuro, quando se reencarnará.

O seu é o gozo do dever, exercido com elevação, porque, enquanto tudo o mais é transitório, ele é permanente e sempre viverá."

- E se eu desejar entregar-me à Realidade última - voltou a interrogar o candidato - como me reproduzirei, abrindo oportunidade para o futuro?

" - O sêmen - concluiu o Santo - é elemento vital, portador de energia orgânica e transcendental.

Há vidas que produzem vidas, gerando corpos; outras existem que fomentam beleza, multiplicando-se os valores eternos pela canalização das suas forças para a imortalidade.

O ato de criar é de Deus, porém, está em nós por herança do Seu excelso amor. Estamos sempre criando para a liberdade ou escravidão pessoal."

De "A um passo da imortalidade",
de Divaldo P. Franco,
pelo Espírito Eros

30 outubro 2009

Fé e Vida - Eros

FÉ E VIDA

A chama da esperança incendiava os corações e se refletia no brilho dos olhos, que fitavam, desafiadoramente, o futuro.

O Messias havia discorrido sobre as bênçãos e consolações reservadas aos humildes e simples, aos mansos e pacificadores.

Já se preparava para afastar-se da massa humana, quando alguém inquiriu:

- E a fé? Qual a tarefa que desempenha na vida?

"- A fé - explicitou, sem censura ou cansaço - é a lâmpada que se acende na mente para clarear a razão e aquece os sentimentos para atuarem com segurança de paz.

Nascidas nas fontes insondáveis da psique divina, de que todos somos herdeiros, é a estrela em noite escura apontando rumo, linfa refrescante no deserto, pão nutriente na fome espiritual.

Espontânea, quando irrompe dos refolhos da alma, e, sustentada pelo combustível do amor, faz-se confiança e estímulo para a luta libertadora que todos travamos com nós mesmos, em relação aos outros e em favor da Sociedade na qual nos movimentamos.

Racional quando surge como consequência da análise das coisas, do estudo do Universo e do aprofundamento das questões da vida, que dizem respeito à Criação.

A fé na criatura, na humanidade, no conhecimento, no progresso de alguma forma é filha da vivência espiritual do homem com Deus, inevitável conquista do ser imortal no seu processo de ascensão.

O céptico, atormentado e zombeteiro, encontra-se enfermo da emoção e, quando se diz douto, entroniza no ego a própria ignorância. Desejando ver Deus, se duvida, não o consegue, e se lobriga, já não tem por que duvidar. Para lográ-lo, no entanto, necessita despojar-se da presunção e buscá-Lo.

O homem sem fé é comparável ao nauta que conduz a embarcação, esquecido de que ela perdeu o leme.

A fé é uma atitude emocional e uma conquista intelectual em favor da Vida.

Pode ser trabalhada através da meditação, que a desenvolve e amplia, da oração, que a consolida, bem como da ação que a demonstra.

Ao abandono, perde a vitalidade, enquanto que estimulada, se expande e arde como labareda divina que jamais consome.

A fé possibilita as conquistas aos himalaias das dificuldades e a vitória sobre os labirintos das paixões.

A fé jamais se confunde, porque intui sempre o correto caminho a seguir, estabelecendo os deveres a cumprir e nunca teme nada, em razão de que, estribada na verdade, não teme conflitos nem suspeitas.

O que hoje se lhe apresenta como impossível de operar, amanhã surge como factível e depois se torna realização vitoriosa.

A Fé é a luz da Vida."

De "A um passo da imortalidade",
de Divaldo P. Franco,
pelo Espírito Eros

18 agosto 2009

A Lição do Mestre - Eros

A Lição do Mestre

Quando sua figura imponente apareceu, uma emoção dulcíssima percorreu a multidão atenciosa.

Os olhos tranquilos derramando claridade de luar e a postura nobre, aureolada de suave luz, compunham o conjunto harmônico que lhe dava a transcendência superior.

Abrindo a boca em resposta às mudas interrogações da massa, Ele elucidou:

"Não sois o que suportais. O vosso fardo de ansiedades e de dores não significa a vossa realidade. Na impermanência de todas as coisas e acontecimentos, sois vida da Vida e realidade da Realidade.

"Nas passageiras demonstrações das ocorrências dolorosas, avançai na busca de vós próprios. O vento dos fenômenos sacode-vos, porém, causas que sois deles todos, basta-vos alterar o rumo dos passos e se modificarão as vossas expressões.

Olhai em derredor e constatareis que passais pelas águas do rio do tempo, e, enquanto ele permanece o mesmo no seu curso, diferente se vos apresenta o peregrinar.

"Dizei: eu não sou isto, estes amargos efeitos, e erguei-vos para reencetar a marcha.

"Quem deseja alcançar o Meio-Dia, viaja com o Sol do amanhecer e segue além."

Silenciando por um momento, a fim de que o povo lhe assimilasse a lição, ante a brisa branda que ciciava no arvoredo, Ele voltou a falar:

"Viajai para dentro do ser e examinai com as lentes da meditação os vossos sentimentos. Renascestes para o triunfo que vos aguarda. Não estanqueis o passo, demorando-vos no pódio das vitórias ilusórias.

"Vencedor é aquele que supera as más inclinações e doma as cruéis paixões.

"Tudo vos chama para o mundo de enganos ledos. Buscai Deus, a certeza única de todas as certezas.

"Quando vos tornardes cinzas remanescentes do corpo, então evolareis em espírito e recuperareis a vossa plenitude que ireis instalando desde já no imo.

"Vós sois luz, oculta em vasilhame grosseiro que necessita de purificação. Reflexionai, buscando o vosso fanal, e afirma desde agora: Eu sou vitória, eu sou saúde, eu sou paz."

Ao silenciar, pairava sobre todos os ouvintes uma doce esperança de felicidade.

De "Paz íntima",
de Divaldo Pereira Franco,
pelo Espírito Eros