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28 maio 2022

O Oficial Nazista Reencarnado - Fernando Rossit

 
O OFICIAL NAZISTA REENCARNADO

Ele chegou ao Centro Espírita muito doente. O desequilíbrio atingira o ápice e, embora não fosse espírita, os recursos que a Doutrina poderia lhe oferecer era sua “última chance”.

Não conseguia dormir. Sentia a presença de “pessoas” dentro da sua casa e passou a ter crises de pânico. Não conseguia entrar na piscina de sua casa porque “percebia” que estava repleta de sangue. Seu quarto se transformou num quartel-general e ele percebia a presença de “oficiais militares” em movimentação constante. Queria se matar, pois não via saída para seu sofrimento.

Podemos dizer que o caso de Carlos (nome fictício) foi um tratamento espiritual emblemático para nós em 38 anos de sala mediúnica.

Tratava-se de um ex-oficial nazista, que participou diretamente das fileiras de Hitler na segunda guerra mundial. Suas vítimas, hoje transformadas em perseguidores espirituais, eram, na sua maioria, judeus desencarnados. Conseguiram localizá-lo reencarnado aqui no Brasil e a partir daí montaram um verdadeiro cerco para “destruí-lo”.

Criaram, com o poder da mente e graças a fluidez da matéria primitiva (Fluido Cósmico Universal), bem como a plasticidade com que responde ao poder criativo do pensamento, um verdadeiro quartel-general na residência de Carlos.

Para os médiuns videntes, sua casa física não “mais existia”, dado que fora totalmente sobreposta por uma outra construção – fluídica – onde centenas de judeus faziam guarda no seu entorno bem como nas duas torres erguidas para “vigilância”. Para eles, Carlos não poderia escapar. Tinham que destruí-lo fazendo justiça aos desmandos de que participou na guerra estúpida, destruindo suas casas, famílias e país.

O caso para nós, pequenos e imperfeitos servidores, era desafiador. Mas insistimos no Bem, eis que tudo podemos Naquele que nos fortalece, e movidos, também, pela compaixão que nos envolveu seu caso delicado. Tínhamos que fazer algo por aquele jovem de 23 anos.

A orientação doutrinária como o mais eficaz medicamento para amenizar seu sofrimento foi-lhe ministrada: passes, palestras, Evangelho no Lar, preces e vigilância, bem como reforma íntima com mudanças de hábitos e costumes.

As entidades comunicavam-se revoltadas. O desequilíbrio causado pelo ódio e desejo de desforço levaram-nas, em alguns casos, à lincantropia.

Foi um trabalho que durou mais de um ano. Até que, graças a misericórdia do Pai e dedicados trabalhadores da seara do Bem desencarnados, um dia o destino desses irmãos mudou para sempre.

Grupos de judeus desencarnados, alguns deles parentes e amigos daqueles irmãos infortunados, construíram uma grande barraca hospitalar no ambiente espiritual da nossa Casa Espírita, para recebê-los em tratamento naquela noite inesquecível. Era comovedora a visão espiritual desses irmãos em fila, ingressando, um a um, no pronto-socorro montado pelos trabalhadores de Cristo.

Na reunião mediúnica, parentes da metade do século passado se acercaram dos judeus perseguidores e os acalmaram, envolvendo-os amorosamente, com a promessa que de após recolhidos e receberem os primeiros socorros, seriam “repatriados”, podendo retornar aos seus países de onde foram retirados cruelmente durante a segunda guerra mundial. E mais: nossos irmãos judeus poderiam reencarnar nas famílias que “perderam”, reencontrando parentes e afetos queridos. Trabalhadores espirituais, especializados em manipulação fluídica, se encarregaram de desfazer a construção assustadora que fora criada pelos nossos irmãos vítimas da guerra.

A reunião mediúnica durou cerca de uma hora e meia….

Ao final da comovedora experiência que nosso grupo mediúnico teve a alegria de participar, agradecemos ao Senhor da Vida e a Jesus, o fiel Amigo nas provações e sofrimentos por que passamos na Terra.

Carlos, a partir daquela noite memorável, obteve melhora significativa. Aos poucos todos os sintomas desapareceram e retornou ao equilíbrio. Hoje está liberto das injunções obsessivas daquela época.

Casou-se e tem um filho. Enviou-me uma foto onde aparece ele, a esposa e o filho, sorridentes e felizes aproveitando a refrescante água da piscina nesses dias de calor.

Fernando Rossit
Fonte:
Kardec Rio Preto
 

13 abril 2022

Os cinco maiores arrependimentos na hora da morte - Fernando Rossit

 
OS CINCO MAIORES ARREPENDIMENTOS NA HORA DA MORTE

Recentemente foi publicado nos Estados Unidos um livro que tem tudo para se transformar em um best seller daqueles que ajudam muita gente a mudar sua forma de enxergar a vida. The top five regrets of the dying (algo como “Os cinco principais arrependimentos de pacientes terminais”) foi escrito por Bronnie Ware, uma enfermeira especializada em cuidar de pessoas próximas da morte.

A Dra. Ana Cláudia Arantes – geriatra e especialista em cuidados paliativos do Einstein – que comentou, de acordo com a sua experiência no hospital, cada um dos arrependimentos levantados pela enfermeira americana. Confira abaixo.

1. Eu gostaria de ter tido coragem de viver uma vida fiel a mim mesmo, e não a vida que os outros esperavam de mim.

“À medida que a pessoa se dá conta das limitações e da progressão da doença, esse sentimento provoca uma necessidade de rever os caminhos escolhidos para a sua vida, agora reavaliados com o filtro da consciência da morte mais próxima”, explica Dra. Ana Cláudia.

“É um sentimento muito frequente nessa fase. É como se, agora, pudessem entender que fizeram escolhas pelas outras pessoas e não por si mesmas. Na verdade, é uma atitude comum durante a vida. No geral, acabamos fazendo isso porque queremos ser amados e aceitos. O problema é quando deixamos de fazer as nossas próprias escolhas”, explica a médica.

“Muitas pessoas reclamam de que trabalharam a vida toda e que não viveram tudo o que gostariam de ter vivido, adiando para quando tiverem mais tempo depois de se aposentarem. Depois, quando envelhecem, reclamam que é quando chegam também as doenças e as dificuldades”, conta.

2. Eu gostaria de não ter trabalhado tanto.

“Não é uma sensação que acontece somente com os doentes. É um dilema da vida moderna. Todo mundo reclama disso”, diz a geriatra.

“Mas o mais grave é quando se trabalha em algo que não se gosta. Quando a pessoa ganha dinheiro, mas é infeliz no dia a dia, sacrifica o que não volta mais: o tempo”, afirma.

“Este sentimento fica mais grave no fim da vida porque as pessoas sentem que não têm mais esse tempo, por exemplo, pra pedir demissão e recomeçar”.

3. Eu gostaria de ter tido coragem de expressar meus sentimentos.

“Quando estão próximas da morte, as pessoas tendem a ficar mais verdadeiras. Caem as máscaras de medo e de vergonha e a vontade de agradar. O que importa, nesta fase, é a sinceridade”, conta.

“À medida que uma doença vai avançando, não é raro escutar que a pessoa fica mais carinhosa, mais doce. A doença tira a sombra da defesa, da proteção de si mesmo, da vingança. No fim, as pessoas percebem que essas coisas nem sempre foram necessárias”.

“A maior parte das pessoas não quer ser esquecida, quer ser lembrada por coisas boas. Nesses momentos finais querem dizer que amam, que gostam, querem pedir desculpas e, principalmente, querem sentir-se amadas. Quando se dão conta da falta de tempo, querem dizer coisas boas para as pessoas”, explica a médica.

4. Eu gostaria de ter mantido contato com meus amigos.

“Nem sempre se tem histórias felizes com a própria família, mas com os amigos, sim. Os amigos são a família escolhida”, acredita a médica. “Ao lado dos amigos nós até vivemos fases difíceis, mas geralmente em uma relação de apoio”, explica.

“Não há nada de errado em ter uma família que não é legal. Quase todo mundo tem algum problema na família. Muitas vezes existe muita culpa nessa relação. Por isso, quando se tem pouco tempo de vida, muitas vezes o paciente quer preencher a cabeça e o tempo com coisas significativas e especiais, como os momentos com os amigos”.

“Dependendo da doença, existe grande mudança da aparência corporal. Muitos não querem receber visitas e demonstrar fraquezas e fragilidades. Nesse momento, precisam sentir que não vão ser julgados e essa sensação remete aos amigos”, afirma.

5. Eu gostaria de ter me deixado ser mais feliz.

“Esse arrependimento é uma consequência das outras escolhas. É um resumo dos outros para alguém que abriu mão da própria felicidade”.

“Não é uma questão de ser egoísta, mas é importante para as pessoas ter um compromisso com a realização do que elas são e do que elas podem ser. Precisam descobrir do que são capazes, o seu papel no mundo e nas relações. A pessoa realizada se faz feliz e faz as pessoas que estão ao seu lado felizes também”, explica.

“A minha experiência mostra que esse arrependimento é muito mais dolorido entre as pessoas que tiveram chance de mudar alguma coisa. As pessoas que não tiveram tantos recursos disponíveis durante a vida e que precisaram lutar muito para viver, com pouca escolha, por exemplo, muitas vezes se desligam achando-se mais completas, mais em paz por terem realmente feito o melhor que podiam fazer. Para quem teve oportunidade de fazer diferente e não fez, geralmente é bem mais sofrido do ponto de vista existencial”, alerta.

Dica da especialista

“O que fica bastante claro quando vejo histórias como essas é que as pessoas devem refletir sobre suas escolhas enquanto têm vida e tempo para fazê-las”.

“Minha dica é a seguinte: se você pensa que, no futuro, pode se arrepender do que está fazendo agora, talvez não deva fazer. Faça o caminho que te entregue paz no fim. Para que no fim da vida, você possa dizer feliz: eu faria tudo de novo, exatamente do mesmo jeito”.

De acordo com Dra. Ana Cláudia, livros como este podem ajudar as pessoas a refletirem melhor sobre suas escolhas e o modo como se relacionam com o mundo e consigo mesmas, se permitindo viver de uma forma melhor. “Ele nos mostra que as coisas importantes para nós devem ser feitas enquanto temos tempo”, conclui a médica.

Faço uma consideração que considero muito importante: seja feliz porque é um direito seu. Mas, lembrando Chico Xavier, não se permita magoar ninguém nem prejudicar pessoa alguma, pois a felicidade que buscará será um sopro, algo fugaz. Não há como ser feliz fazendo outras pessoas infelizes. Esse é o nosso maior equívoco. “Felicidade é o fruto da felicidade que se semeia no próximo”, como diz o Espírito André Luiz.

Fernando Rossit
Fonte:
Kardec Rio Preto

20 fevereiro 2022

Qual é o Significado dos Sonhos? - Fernando Rossit


 QUAL É O SIGNIFICADO DOS SONHO?

O sonho é a realidade das atividades da alma, ou seja, uma lembrança do que a alma viveu durante o sono. Seja uma recordação da infância ou vidas passadas, muitas vezes associada à vida presente, com uma projeção do futuro, fruto de preocupações e desejos presentes ou passados, vivências espirituais de qualquer natureza etc.

É então que ela (a alma) tira de tudo o que vê, de tudo o que percebe, e dos conselhos que lhe são dados, as ideias que lhe ocorrem depois, em forma de intuições.

Complicado, né? Sim, por isso é muito difícil dar um significado preciso para os sonhos.

Quando estamos fora do corpo, por desdobramento, ficamos, via de regra, semi-conscientes, sem noção exata do que ocorre ao nosso redor. Isso se dá por conta da falta de preparo ou nosso baixo desenvolvimento espiritual.

Existem profissionais que fazem análises dos sonhos, porém é de suma importância que se faça com seriedade e responsabilidade. Muitas vezes estas análises trazem importantes informações que auxiliam no aprimoramento e autoconhecimento da pessoa.

Envolvidos aos sentimentos e emoções, nos sugestionamos às interpretações que julgamos serem as verdadeiras.

Mas é muito difícil a interpretação dos Sonhos porque, em desdobramento, não é nosso cérebro físico que registra as experiências fora do corpo. Como ele é constituído de matéria muito grosseira, no retorno da alma ao corpo, raramente o cérebro vai guardar as recordações da alma (vivências fora do corpo) – e se isso acontecer, poderá ser por associação fragmentária.

Por exemplo, se você tiver medo de cobra no estado de vigília (normalmente acordado), numa experiência extra-corporal que você passa medo (um pesadelo por conta de um filme que assistiu etc.) e retorna ao corpo com aquele sentimento (medo), o cérebro físico poderá associá-lo à cobra. Depois de despertar, você poderá se “lembrar” que sonhou com cobras e outras situações assustadoras.

Temos um caso semelhante desse relatado no Livro “Os Mensageiros”, de André Luiz, Capítulo 38.

“O sonho é a realização do desejo” – dizia Freud.

Freud acreditava que era preciso decodificar os sonhos, que ele considerava como espécie de picos visíveis do inconsciente. A psicanálise seria a sonda capaz de desenterrar esses símbolos e decifrar as metáforas que eles escondem.

Freud estava certo quando falava de metáfora. Os Sonhos constroem a mesma linguagem metafórica da poesia, só que com imagens.

Podemos considerar 3 tipos de sonhos:

1-Sonhos comuns: repercussão de nossas disposições físicas (circulatórias, digestivas…) ou psicológicas (sentimentais: medo, preocupações, anseios, desejos….).

2-Sonhos reflexivos: exteriorização de impressões e imagens arquivadas na memória.

3-Sonhos espirituais: atividade real e efetiva do espírito durante o desdobramento propiciado pelo sono.

Exemplo de Sonhos Comuns (são os mais frequentes):

Quase sempre desencadeados por preocupações e desejos intensos. Se você vai ter uma entrevista de emprego ou uma prova na faculdade, em razão de sua preocupação, poderá sonhar boa parte da noite com isso que, no fundo, do ponto de vista psicológico, estará demonstrando sua insegurança.

Nesses casos, é pequeno o afastamento da sua alma do seu corpo, e envolto por aquelas cenas fluídicas criadas pela sua própria mente, julga estar vivendo algo real (indo mal na prova ou se complicando na entrevista).

Encontros com encarnados e desencarnados nos sonhos:

Durante o sono o espírito se distancia do corpo físico, mas não fica inativo. Neste momento o encontro com entes queridos é possível da mesma forma com desafetos, de acordo com o pensamento que nos liga uns aos outros por vários motivos.

Nos sonhos espirituais a alma, despreendida do corpo, exerce atividade real e efetiva no plano espiritual, facultando meios de nos encontrar com parentes, amigos, instrutores espirituais, inimigos ou desafetos, desta e de outras vidas.

Quando dormimos, o nosso espírito parte em disparada, por atração automática, para os locais de nossa predileção.

-o viciado procurará os outros viciados;

-o religioso procurará um templo;

-a alma caridosa irá ao encontro do sofrimento para assistir os necessitados;

-o interessado em aprender e estudar procurará os cursos na espiritualidade.

É muito importante nosso preparo antes de dormir, evitando programas de TV ou filmes de conteúdo negativo, por exemplo. A prece antes de dormir é um excelente recurso para que possamos ter bons sonhos porque nos liga aos bons espíritos, garantindo-nos boas companhias espiritais.

Fernando Rossit
Fonte: Kardec Rio Preto

Referências:

-Estudando a Mediunidade – Martins Peralva

-O Livro dos Espíritos – Emancipação da Alma

-Os Mensageiros – André Luiz/Chico Xavier

-O Livro dos Médiuns – Allan Kardec

-Blog Espírita Chico Xavier

12 janeiro 2022

Os Suicidas e as Pessoas Más - Fernando Rossit

 
OS SUICIDAS E AS PESSOAS MÁS

Vemos, com certa frequência, a forma descaridosa com que muitos espíritas tratam aqueles que anteciparam a morte do corpo físico pelo meio equivocado do suicídio.

Fruto da ignorância que gera o preconceito, ouvimos críticas de forma velada, mas também direta e cruel, em comentários a respeito de pessoas paraplégicas, dos cadeirantes em geral, daqueles que tratam de doenças incuráveis, dos surdo-mudos, para citar alguns poucos exemplos. Dizem: – é a Lei de Causa e Efeito; estão pagando pelo que fizeram com o próprio corpo…

Em preces em favor dos irmãos suicidas, costumo repetir: “Jesus, tenha piedade deles, não são pessoas más”.

Sim, meus amigos, os maus permanecem entre nós se utilizando de todas as armas para se manter no poder, destruindo vidas, promovendo a desinformação e a mentira, pregando o ódio e a discórdia, destruindo a educação que liberta, difamando aqueles que lutam pelo bem e conquistas da humanidade, estimulando a discórdia e o preconceito contra negros, homossexuais e mulheres, assassinando crianças e adultos com a miséria e desnutrição que impõem por meio de diretrizes macroeconômicas que só beneficiam os mais ricos.

Os maus se encontram entre nós destruindo nossa esperança, atacando instituições democráticas, roubando nossas conquistas civilizatórias, muitas vezes usando o nome de Deus para mascarar sua baixeza, enriquecendo-se às custas de pessoas humildes, fracas e desesperadas que deveriam, por dever, socorrer.

Incrível como o mal é intrigante, audaz e desafiador e como aqueles que lutam pela paz, alegria e justiça são alvo fácil nas suas mãos.

Por quanto tempo ainda perdurará a assertiva do Espírito da Verdade: “o mal predomina por fraqueza dos bons”? (1)

Naturalmente não se trata de fraqueza física, mas de fraqueza moral – e, nesse sentido, se permitirem, acrescentaria: omissão e covardia dos bons!

Necessitamos ouvir os gritos que clamam por socorro: gritos de dor, de fome, de angústia, de perda, de frustração, de sede, de desabrigado, de doente. Gritos de abandono, de solidão, de quem está perdido e desiludido. Grito de quem está cansado, de quem não aguenta mais. (2)

Estamos entre as principais economias do globo, entretanto ocupamos os primeiros lugares em desigualdade social. Os cinco homens mais ricos do nosso país concentram a mesma riqueza que outros 100 milhões de brasileiros. Cinquenta milhões de brasileiros vivem na extrema pobreza com uma renda de, no máximo, R$ 89,00 por mês. (3)

Brasil é o país que mais mata a sua população no mundo: 50 mil, em média, por ano. Uma pessoa a cada 9 minutos – mais que as guerras atuais.
(4)

Numa recente matéria da revista britânica “The Economist”, o Brasil ficou em antepenúltimo lugar no índice de engajamento cívico entre vários países da América Latina. (5) Segundo pesquisas internacionais estamos no segundo lugar em índice de ignorância e de percepção da realidade. Somos aqueles que menos possuem conhecimento geral e capacidade de interpretação da realidade que vivemos. (6)

Coração do Mundo, Pátria do Evangelho?
 
Até quando ficaremos deitados em berço esplêndido? 
(7)
 
Fernando Rossit
Fonte: Kardec Rio Preto
 
Referência:

(1) O Livro dos Espíritos, questão 932.

(2) mensagem de WhatsApp recebida de Jorge Turco, meu amigo, indignado com a situação que vivemos.



(5) engajamento:
https://humanitas360.org/project/indice-de-engajamento-cidadao/


(7) texto baseado e inspirado em vídeo de Alan Maia
: https://www.youtube.com/watch?v=0_y8CqkLXVk

06 janeiro 2022

Inseminação Artificial: há Espíritos ligados aos embriões descartados? - Fernando Rossit


INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL: HÁ ESPIRITOS LIGADOS AOS EMBRIÕES DESCARTADOS?

A reencarnação ocorre por dois meios: o natural e o artificial. Em outras palavras, pela comunhão sexual ou por fertilização artificial, esta última, frequentemente, quando um ou os dois cônjuges são estéreis.

No primeiro caso, isto é, na reencarnação natural, o Espírito reencarnante é atraído pelo campo vibratório que se forma durante a comunhão sexual. Já no segundo caso – uma reencarnação planejada – a ação da medicina, conjugada com a dos mentores espirituais, torna-se imprescindível para que a reencarnação se processe.

Esclarecem-nos os Mentores que a ligação do Espírito reencarnante se dá no momento da concepção, isto é, no momento em que o óvulo é fecundado. Referem-se, evidentemente, à concepção realizada por meios naturais, isto é, através da comunhão sexual. (1)

Pelo fato de ainda não existirem naquela época meios artificiais de fertilização, que só surgiram após o avanço da ciência, os Espíritos não desenvolveram a questão (não havia como se falar sobre algo que ainda não existia).

É certo que, junto com a equipe médica, uma equipe de técnicos espirituais em reencarnação acompanha com cuidado e contribui para o sucesso do procedimento.

Como se trata do retorno de espíritos para a vida física, os Mentores incumbidos da seleção e preparo dos espíritos reencarnantes fazem-se necessários.

No procedimento, os médicos preparam vários embriões que são escolhidos pela capacidade de desenvolverem-se ou não. Nesse aspecto, vê-se, tão somente, as condições orgânicas, puramente físicas da vida prosperar. Os que estiverem em melhores condições, poderão ter chance de desenvolver uma vida.

Quando existirem muitos embriões com condições favoráveis ao desenvolvimento, é possível mantê-los com vida latente por meio do congelamento, para que mais tarde possam ser utilizados na mesma mãe ou em outras incapazes de gerar, naturalmente, bem como em pesquisas.

A legislação brasileira permite o congelamento e utilização em pesquisas de células-tronco. Sobre o descarte, ela é omissa. Senão, vejamos:

A Lei de Biossegurança (Lei 11.105/05), em seu artigo 5º, aduz que é “permitida, para fins de pesquisa e terapia, a utilização de células-tronco embrionárias obtidas de embriões humanos produzidos por fertilização in vitro e não utilizados no respectivo procedimento, atendidas as seguintes condições: (1) sejam embriões inviáveis; ou (2) sejam embriões congelados há três anos ou mais”.

Não há, portanto, permissão nem vedação expressa ao descarte de embriões humanos.

Do ponto de vista espiritual, a dúvida é – existe a presença de Espíritos ligados aos embriões quando são congelados?

A razão e a lógica dizem que não.

É um assunto controverso no meio espírita, pois existem confrades que defendem a ideia de que existem espíritos ligados à vida iniciante. Nessa linha de pensamento, o congelamento ou descarte de embriões implicaria em aborto.

Minha opinião coaduna-se com a de Richard Simonetti:

O processo reencarnatório (no caso de inseminação artificial) se inicia quando há perspectiva de desenvolvimento da vida, a partir da implantação do óvulo fecundado no útero materno. Não consigo imaginar os mentores espirituais sustentando em uma geladeira, indefinidamente, uma reencarnação que não irá além do embrião.”. (2)

Assim, raciocinando, no caso de congelamento de embriões, o que há de fato é apenas vida orgânica, sem a presença de Espírito.

Acreditamos que o mesmo raciocínio seja válido para os embriões descartados.

Fernando Rossit
Fonte: Agenda Espírita Brasil

Referências Bibliográficas:

(1) O Livro dos Espíritos, questões 136-a (2) e 344 (1).
(2) Reencarnação, Inseminação Artificial – Richard Simonetti
(3) Site
http://www.direitonet.com.br

19 novembro 2021

Uniões Cármicas - Fernando Rossit


UNIÕES CÁRMICAS

Nos sentimos atraídos por outras pessoas por duas razões, basicamente: afinidade ou compromissos espirituais.

Num primeiro momento, nem sempre é possível distinguir uma coisa da outra quando nos aproximamos de alguém com a intenção de consolidar um relacionamento mais íntimo (amizade, namoro, casamento…).

A dúvida é: – o que estou sentindo advém de uma “atração cármica” ou trata-se de um espírito amigo com o qual já me relacionei saudavelmente no passado?

“Quando duas pessoas se encontram nos caminhos da Vida e sentem, de forma imediata e automática, uma conexão/atração mútua e irresistível, pode tratar-se de uma situação de um relacionamento cármico entre os dois, que já vem de outras vidas”.

Talvez por isso é que muitos relacionamentos que inicialmente pareciam ter tudo para dar certo, acabam de forma dramática e muitas vezes trágica.

Mas por que será que isto acontece? E o que são encontros cármicos?

São encontros de almas que têm pendências de outras vidas para resolverem entre si.

A principal característica de um relacionamento cármico baseia-se no fato de que ambos parceiros carregam emoções não resolvidas dentro de si, tais como culpa, medo, dependência, ciúmes, raiva, ressentimentos etc, trazidas de outras vidas e que precisam de ser resolvidas na vida atual.

E a oportunidade de resolver dá-se exatamente pelo “reencontro” entre as duas almas.

Num reencontro cármico, a outra pessoa é-nos imediata e estranhamente familiar, mesmo que nunca a tenhamos visto nesta vida ou que não a conheçamos bem.

Este tipo de reencontro, muitas vezes, acaba por se transformar num relacionamento amoroso ou numa intensa paixão. E então as emoções que experimentamos podem ser tão avassaladoras, que acreditamos ter encontrado a “alma gêmea”.

Por causa da “carga emocional” não resolvida, estes dois seres sentem-se atraídos um pelo outro na vida atual e o reencontro é a oportunidade de resolverem o que ficou pendente e libertarem-se, para uma vivência mais plena e feliz.

Então o que acontece quando duas pessoas assim se encontram?

Dois seres com questões por resolver, quando se encontram, sentem uma compulsão, quase que uma emergência em estar mais perto um do outro.

Entretanto, depois de algum tempo, por força dos problemas e atritos que inevitavelmente surgem no relacionamento atual (dessa vida), poderão repetir os mesmos padrões emocionais que causaram rompimentos e dores numa vida passada.

Uma nova existência juntos é a grande oportunidade para enfrentarem os problemas pendentes e lidar com eles de uma forma mais iluminada.

Ou não!

Tudo depende do grau de maturidade emocional de cada um e da vontade de superar as dificuldades do relacionamento.

Por isso, muitos casais acabam por se separar de forma dramática e dolorida, mesmo que o relacionamento tenha começado num aparente “mar de rosas” e, muitas vezes, nem eles mesmos conseguem perceber muito bem por que as coisas deram errado.

Este tipo de relacionamento, por causa da carga emocional e bloqueios que traz consigo, trará sempre grandes desafios, muitos deles bem dolorosos, que virão à tona mais cedo ou mais tarde.

Após algum tempo, geralmente os parceiros acabam envolvendo-se num conflito psicológico, que poderá ter como base a luta pelo poder, o controle e a dependência, seja emocional, material, ou de outra natureza.

E o que isto significa? Significa que muitas vezes, estes dois seres acabam repetindo comportamentos ou criando situações que o seu subconsciente “ reconhece” de uma vida anterior, onde essas pessoas podem ter sido amantes, pai e filho, patrão e funcionário, ou algum outro tipo de relacionamento.

Pode ser que, nessa vida anterior, um dos dois tenha aberto uma ferida emocional no outro, através infidelidade, abuso de poder, manipulação, agressão etc, tendo provocado cicatrizes profundas e trauma emocional.

O propósito espiritual deste tipo de “reencontro” para ambos os parceiros é que eles aproveitem esta oportunidade para fazer escolhas diferentes das que fizeram numa vida passada e aprendam um com o outro, tudo o que deve ser aprendido e absorvido, para a evolução de ambos.

Identifique se está neste tipo de relacionamento, aprenda as lições necessárias, cresça e amadureça.

Caso ambos parceiros sejam suficientemente maduros e evoluídos emocionalmente, o relacionamento cármico pode sim ser verdadeiramente benéfico e transformador para ambos.

Fernando Rossit
Fonte:
Kardec Rio Preto

Bibliografia de apoio:


Reencarnação – Richard Simonetti


13 outubro 2021

Qual o significado dos sonhos ? - Fernando Rossit


QUAL O SIGNIFICADO DOS SONHOS?

O sonho é a realidade das atividades da alma, ou seja, uma lembrança do que a alma viveu durante o sono. Seja uma recordação da infância ou vidas passadas, muitas vezes associada à vida presente, com uma projeção do futuro, fruto de preocupações e desejos presentes ou passados, vivências espirituais de qualquer natureza etc.

É então que ela (a alma) tira de tudo o que vê, de tudo o que percebe, e dos conselhos que lhe são dados, as ideias que lhe ocorrem depois, em forma de intuições.

Complicado, né? Sim, por isso é muito difícil dar um significado preciso para os sonhos.

Quando estamos fora do corpo, por desdobramento, ficamos, via de regra, semi-conscientes, sem noção exata do que ocorre ao nosso redor. Isso se dá por conta da falta de preparo ou nosso baixo desenvolvimento espiritual.

Existem profissionais que fazem análises dos sonhos, porém é de suma importância que se faça com seriedade e responsabilidade. Muitas vezes estas análises trazem importantes informações que auxiliam no aprimoramento e autoconhecimento da pessoa.

Envolvidos aos sentimentos e emoções, nos sugestionamos às interpretações que julgamos serem as verdadeiras.

Mas é muito difícil a interpretação dos Sonhos porque, em desdobramento, não é nosso cérebro físico que registra as experiências fora do corpo. Como ele é constituído de matéria muito grosseira, no retorno da alma ao corpo, raramente o cérebro vai guardar as recordações da alma (vivências fora do corpo) – e se isso acontecer, poderá ser por associação fragmentária.

Por exemplo, se você tiver medo de cobra no estado de vigília (normalmente acordado), numa experiência extra-corporal que você passa medo (um pesadelo por conta de um filme que assistiu etc.) e retorna ao corpo com aquele sentimento (medo), o cérebro físico poderá associá-lo à cobra. Depois de despertar, você poderá se “lembrar” que sonhou com cobras e outras situações assustadoras.

Temos um caso semelhante desse relatado no Livro “Os Mensageiros”, de André Luiz, Capítulo 38.

“O sonho é a realização do desejo” – dizia Freud.

Freud acreditava que era preciso decodificar os sonhos, que ele considerava como espécie de picos visíveis do inconsciente. A psicanálise seria a sonda capaz de desenterrar esses símbolos e decifrar as metáforas que eles escondem.

Freud estava certo quando falava de metáfora. Os Sonhos constroem a mesma linguagem metafórica da poesia, só que com imagens.

Podemos considerar 3 tipos de sonhos:

1-Sonhos comuns: repercussão de nossas disposições físicas (circulatórias, digestivas…) ou psicológicas (sentimentais: medo, preocupações, anseios, desejos….).

2-Sonhos reflexivos: exteriorização de impressões e imagens arquivadas na memória.

3-Sonhos espirituais: atividade real e efetiva do espírito durante o desdobramento propiciado pelo sono.

Exemplo de Sonhos Comuns (são os mais frequentes):

Quase sempre desencadeados por preocupações e desejos intensos. Se você vai ter uma entrevista de emprego ou uma prova na faculdade, em razão de sua preocupação, poderá sonhar boa parte da noite com isso que, no fundo, do ponto de vista psicológico, estará demonstrando sua insegurança.

Nesses casos, é pequeno o afastamento da sua alma do seu corpo, e envolto por aquelas cenas fluídicas criadas pela sua própria mente, julga estar vivendo algo real (indo mal na prova ou se complicando na entrevista).

Encontros com encarnados e desencarnados nos sonhos:

Durante o sono o espírito se distancia do corpo físico, mas não fica inativo. Neste momento o encontro com entes queridos é possível da mesma forma com desafetos, de acordo com o pensamento que nos liga uns aos outros por vários motivos.

Nos sonhos espirituais a alma, despreendida do corpo, exerce atividade real e efetiva no plano espiritual, facultando meios de nos encontrar com parentes, amigos, instrutores espirituais, inimigos ou desafetos, desta e de outras vidas.

Quando dormimos, o nosso espírito parte em disparada, por atração automática, para os locais de nossa predileção.

-o viciado procurará os outros viciados;

-o religioso procurará um templo;

-a alma caridosa irá ao encontro do sofrimento para assistir os necessitados;

-o interessado em aprender e estudar procurará os cursos na espiritualidade.

É muito importante nosso preparo antes de dormir, evitando programas de TV ou filmes de conteúdo negativo, por exemplo. A prece antes de dormir é um excelente recurso para que possamos ter bons sonhos porque nos liga aos bons espíritos, garantindo-nos boas companhias espiritais.

Fernando Rossit
Fonte:
Kardec Rio Preto
 
Fontes:

-Estudando a Mediunidade – Martins Peralva

-O Livro dos Espíritos – Emancipação da Alma

-Os Mensageiros – André Luiz/Chico Xavier

-O Livro dos Médiuns – Allan Kardec

-Blog Espírita Chico Xavier


09 outubro 2021

Morte por COVID-19: Só pra quem Merece! - Fernando Rossit

 
MORTE POR COVID-19: SÓ PRA QUEM MERECE!

A falsa resignação (aceitar passivamente tudo o que acontece) e a fé cega (sem lógica e bom senso) praticadas por muitos seguidores do Espiritismo, associadas a pouco conhecimento Doutrinário, têm favorecido interpretações completamente equivocadas a respeito da Lei de causa e efeito.

Para esses, o que tiver que acontecer vai acontecer, queiramos ou não, pois tudo está programado. Dessa forma, não há nada o que se fazer para impedir.

Assistindo a uma palestra, há poucas semanas, ouvimos de um orador espírita, logo na abertura: -“ninguém tem culpa pela morte de, aproximadamente, 600 mil pessoas por COVID-19 no Brasil. Tudo já estava planejado pela espiritualidade. Ninguém morre antes da hora. Trata-se da Lei de causa e efeito.”

Bem, seguindo essa mesma “lógica”, poderíamos dizer também que nada poderia ser feito com relação à morte de 6 milhões de judeus pelos nazistas na segunda guerra mundial pois estava tudo programado.

Na semana seguinte, um outro orador espírita, arrematou: – “as pessoas que estão com mau comportamento na atual existência não serão perdoadas e estão morrendo com a contaminação. Muitos estão sendo levados para planetas inferiores ao nosso”.

Não os responsabilizo, total e pessoalmente, por essa interpretação completamente equivocada a respeito da pandemia, da Lei de causa e efeito e da justiça divina – “justiça” essa que pune com a morte pessoas viciosas.

Existem dezenas de médiuns renomados nas redes sociais falando bobagens, expressando opiniões pessoais em discordância com os postulados espíritas. São vídeos e psicografias apócrifas, mistificadoras com relação à autoria espiritual ou com relação à própria e duvidosa produção mediúnica.

No youtube encontramos uma enxurrada de vídeos e mensagens de péssima qualidade com milhões de visualizações e likes.

Allan Kardec, em O Livro dos Médiuns, nos adverte inúmeras vezes a respeito dessas mensagens, e nos ensina que não importa o médium que serviu de intermediário nem, tampouco, o espírito que assinou a mensagem. O que importa é seu conteúdo.

Alguém aqui já ouviu falar de Allan Kardec? Pois bem, o Codificador da Doutrina Espírita foi colocado num papel de coadjuvante no movimento espírita. Poucos estudam Kardec.

Atualmente mais vale a opinião de um médium famoso que os princípios doutrinários. Não se analisa criteriosamente suas falas e as psicografias por ele produzidas.

Há 40 anos, quando ainda frequentava a mocidade espírita, o coral da juventude cantava, em eventos, uma música que tinha o seguinte refrão: “está faltando Kardec, está faltando Kardec”.

Como vemos, a história é antiga. Deu no que deu!

Com relação às mortes por COVID-19 e falas dos palestrantes, acima mencionadas, podemos asseverar à luz da Doutrina Espírita:

1- Deus não pune, portanto ninguém é castigado;

2- Espíritos evoluídos e responsáveis pelas reencarnações humanas não programam mortes violentas, assassinatos, miséria, fome, estupros e outros, para resgates de espíritos devedores reencarnados na Terra. O meio (a sociedade terrena) favorece o surgimento dessas ocorrências que acabam por alcançar os espíritos devedores, mas que fique claro: o mal é produção humana, não Divina.

3- A morte não é um “castigo” para as pessoas: é a libertação.

“Fénelon, Espírito (1), apresentou uma breve dissertação sobre um ditado comum usado pelas pessoas quando um homem mal escapa de um perigo.

Fénelon comenta que a lógica é simples: “sucede dar Deus a um Espírito de progresso ainda incipiente prova mais longa, do que a um bom que, por prêmio do seu mérito, receberá a graça de ter tão curta quanto possível a sua provação.”

Sim, para o Espiritismo, a vida espiritual é a verdadeira vida da alma, e a vida material é uma oportunidade de provação e aprendizado.

Assim, se a vida de um amigo, familiar ou ente querido foi “tomada” pela covid19 ou qualquer outra doença fatal, embora nos solidarizamos ante a tristeza que se faz presente junto aos familiares, considere que sucedeu a Deus tê-lo agraciado com o retorno ao mundo espiritual.

Sobre nós outros, que conseguimos manter o isolamento e evitamos o contágio, ou que nos recuperamos da covid19 ou de qualquer outra doença grave, a dissertação de Fénelon convida-nos à reflexão de que a nossa estadia no mundo representa “prova mais longa” para aprendizado moral e intelectual de que ainda necessitamos pois, afinal, se já fôssemos homens de bem, é bem provável que já tivéssemos morrido...(2).

Acrescenta Fénelon que a vida aqui na Terra é parecida com uma prisão. Quem cumpriu a pena pode ser libertado. Quem ainda tem pena para pagar, continua reencarnado.

Perceberam que é justamente o contrário daquilo que estamos vendo e ouvindo nas redes sociais e tribunas espíritas, em nome do Espiritismo?

Vamos estudar Kardec?

Fernando Rossit
Fonte:
Kardec Rio Preto

Referências:

(1) Item 22 do cap. V do Evangelho Segundo o Espiritismo

(2) Alexandre Fontes da Fonseca –
espiritualidades.com.br

19 setembro 2021

São as vítimas da Inquisição, hoje reencarnadas, as responsáveis pelos conflitos atuais no Mundo? - Fernando Rossit


SÃO AS VÍTIMAS DA INQUISIÇÃO, HOJE REENCARNADAS, AS RESPONSÁVEIS PELOS CONFLITOS ATUAIS NO MUNDO?

Vem da Idade Média o ódio de povos de várias nacionalidades, seitas e crenças religiosas contra os cristãos. E quem são os responsáveis por tudo isso? De acordo com Manoel Philomeno de Miranda, no livro “Transição Planetária”, somos nós mesmos, quando, no passado, nos autoproclamando “cristãos”, seguidores da Doutrina de Jesus, cometemos inumeráveis atrocidades contra o próximo, sob a acusação de hereges.

Vejamos alguns trechos do Capítulo 17 do livro citado:

“Em nome de Jesus, vinculamo-nos ao poder imperial, deixamos de ser perseguidos para nos tornarmos perseguidores, abandonamos a humildade, sob os mantos do orgulho e da soberba… Encontramos meios de afastar os inimigos aos quais deveríamos amar, os antipatizantes que pensávamos conquistar, os equivocados que nos cabia esclarecer, e demos início às aventuras da loucura, criando as Cruzadas, os Tribunais do Santo Ofício, as perseguições inclementes aos mouros e judeus, a todos aqueles que não compartilhavam das nossas idéias, afundando-nos no abismo das aberrações mais desastrosas. “(gg.nn)

“E martirizamos milhares de trabalhadores de Jesus nos mais diversos setores do pensamento e dos ideais, somente porque não se submetiam ao talante das nossas equivocadas determinações.”

“Na península ibérica, por exemplo, seguindo os exemplos terríveis de outros países, em nome da hegemonia católica e da fidelidade ao papa, utilizamo-nos de recursos ignóbeis para permanecermos em domínio político, religioso e cultural da sociedade, expulsando das formosas terras aqueles que chamávamos de hereges, somente porque não aceitavam o nosso Jesus. Naturalmente não O aceitavam em razão dos nossos exemplos de anticristianismo, de perversidade e de presunção com que nos vestimos para representá-lO, quando Ele se deixou dominar pelo amor, pela compaixão, pela misericórdia, pelo perdão…”

“E atualmente, o que ocorre? Não nos fazem recordar os comportamentos cavilosos a que nos entregamos no passado? É compreensível, portanto, que sejamos alvos que desejam atingir, em razão do mal que lhes fizemos, quando tivemos ensejo de ajudá-los a sair das deploráveis situações em que se demoravam. Os seus sentimentos inamistosos defluem dos ressentimentos que mantêm desde aqueles já recuados tempos, embora ainda vivos nas carnes das suas almas, que anelam por desforço e paz, que não têm ideia sequer, pensando que ela virá após atenderem a sede de vingança a que se entregam.”

“Lares e vidas foram destroçados, santuários de fé e educandários religiosos foram praticamente destruídos e a fúria da malta ensandecida, após incendiar as cidades e perseguir os sobreviventes, hasteou a bandeira da vitória onde antes tremulava a muçulmana…”

“Expulsos também os judeus, as suas sinagogas, seus lares foram destruídos, suas vidas tornadas banais e vendidas a peso de ouro, a fim de poderem permanecer depois da apostasia das doutrinas a que se vinculavam anteriormente, mudando os antigos nomes para aqueles que seriam denominados como cristãos. “

A fim de arrancar-se a confissão do infiel, eram usados todos os meios bárbaros concebíveis, incluindo-se o empalamento, a roda, a tortura da polé, e tudo quanto de hediondo a mente humana pode conceber quando enlouquecida. As mulheres eram violadas, as crianças assassinadas ou vendidas como escravas, separadas para sempre dos seus pais, os homens válidos eram igualmente vendidos, os idosos e doentes vilmente mortos após suplícios extenuantes… E dizíamos que assim nos comportávamos em nome de Jesus e de Sua doutrina…”

Significado de:

1) empalamento: é um método de tortura e execução que consistia na inserção de uma estaca pelo ânus, vagina, ou umbigo até a morte do torturado. A vítima, atravessada pela estaca, era deixada para morrer sentido dores terríveis, agravadas pela sensação de sede.

2) roda: tipicamente, a roda era nada mais do que uma grande roda de carroça com diversos raios. O condenado era amarrado a ela e seus membros, expostos entre os raios, eram quebrados com massas e martelos. O corpo despedaçado do condenado podia ficar exposto para o público.

3) polé: antigo instrumento de tortura no qual se pendurava o punido pelas mãos com uma corda e se prendia pesos de ferro nos pés, deixando-o cair com violência.

Fernando Rossit
Fonte: Kardec Rio Preto

05 maio 2021

Fake News Espírita - Fernando Rossit


FAKE NEWS ESPÍRITA

“Vacina Espiritual: Pessoal, queremos avisar vocês que no Dia 13/03/2021(sábado)- das 15h às 17h, a Espiritualidade da Casa de Caridade….. (nome omitido), a Equipe Médica do Espaço – Dr. Bezerra de Menezes- equipe Dr Frederik e Dr Cesar, farão vacinação espiritual. Basta você se conectar com o Plano Espiritual, com seu Anjo da Guarda e pedir a vacina. Pode estar sentado ou deitado e deixar seu braço esquerdo livre e descoberto, de 5 a 10 minutos. Principal de tudo é ter Fé, acreditar e embora vacinado, continuar respeitando as orientações físicas da Terra, como lavar bem as mãos, usar álcool 70% e máscara, não subestimando o vírus.”

Recebeu essa mensagem? Pois ela viralizou nas redes sociais. Trata-se de uma fake News espírita, isto é, uma notícia falsa relacionada à Doutrina Espírita.

Fake News são as informações falsas que viralizam entre a população como se fosse verdade. Atualmente, elas estão, principalmente, relacionadas às redes sociais.


Quais são as características das fake news?

Geralmente, elas têm caráter de urgência: quem recebe sente a necessidade de compartilhar, para “informar” rapidamente seus familiares, seus amigos, sem muito refletir sobre seu conteúdo. São espetaculosas, sensacionalistas, surpreendentes.

A internet possibilita que as notícias se espalhem em uma velocidade cada vez mais rápida. E as redes sociais aceleraram ainda mais esse processo. Entretanto, o espaço também é propício para que as notícias falsas também sejam facilmente divulgadas. (1)

O que são fake news espíritas?

Podemos dizer que as notícias espíritas falsas têm características mais amplas: podem ser compostas por mensagens apócrifas, por mensagens imperfeitas (que contêm erros, de má qualidade), mensagens anímicas e de mistificadores (médiuns e espíritos) – tudo isso de uma vez só ou isoladamente.

É claro que na época de Kardec não existiam fake News divulgadas pela internet, mas como ele recebia milhares de cartas com mensagens psicografadas, muitas delas eram rejeitadas por falta de qualidade.

E como Allan Kardec analisava e selecionava as milhares de mensagens que recebia de médiuns do mundo todo?

Utilizando-se de 4 critérios, praticamente infalíveis:


1-crivo da razão e da lógica: significa que devemos fazer uma avaliação detalhada da mensagem para compreender seu conteúdo, utilizando-nos da razão e da lógica.

A respeito, nos orienta o Espírito Erasto: “Quando aparecer uma ideia nova, por menos duvidosa que vos pareça, fazei-a passar pelo crivo da razão e da lógica e rejeitai corajosamente o que a razão e o bom senso reprovarem. É melhor repelir dez verdades do que admitir uma única falsidade, uma só teoria errônea.” (2) 
 
2-utilizando o bom senso: Forma sensata e equilibrada de decidir e julgar; razoabilidade, prudência. É razoável o que a mensagem traz, é necessário, é de utilidade? A propósito, a palavra bom senso aparece 21 vezes em O Livro dos Médiuns. 
 
3-controle universal dos ensinamentos dos Espíritos: Existem outras mensagens com o mesmo conteúdo? São mensagens vindas de diversos locais, por meio de médiuns e espíritos diferentes, ou a publicação é única? Caso a mensagem seja exclusiva de um médium/espírito e traga informação nova, não deve ser publicada de imediato, mas não é isso que estamos presenciando – infelizmente!
 
4- a mensagem não pode contrariar as descobertas da Ciência. Toda mensagem que contiver informações/revelações contrárias às descobertas da Ciência deve ser imediatamente descartada.

* * *

Com base nesses princípios, vamos analisar a mensagem acima sobre a vacinação espiritual?

1- passa pelo crivo da razão e da lógica?

R: Não. O vírus é material e somente uma vacina produzida pela Ciência humana poderá ser eficaz; Os Espíritos agem no mundo moral, raramente no material, mesmo assim sob delicadíssimas condições;

2-bom senso: é razoável, é de utilidade a mensagem?

R: Não, porque é falsa na sua proposição.

3-Controle universal dos ensinos dos Espíritos: outros espíritos, através de outros médiuns, no mundo todo, dizem as mesmas coisas?

R: Não, a mensagem é única.

4-O que diz a Ciência?

R: A mensagem contraria as descobertas da Ciência.

CONCLUSÃO: essa mensagem deve ser descartada.


* * *
 
Todas as mensagens que foram e são compartilhadas nas redes sociais ou vídeos postados no YouTube, independentemente do médium e do espírito autor da mensagem, devem ser assim analisados.

Destaca-se que Allan Kardec não identificava os médiuns que serviam de intermediários aos espíritos comunicantes e afirmava que a identidade do espírito era secundária.

Com base nesses critérios norteadores que a Doutrina Espírita nos oferece, devemos avaliar todas as mensagens recebidas a fim de eliminar aquelas que são suspeitas.


Dessa forma, recomenda-se descartar as postagens nas redes sociais que afirmam:

-que o vírus irá infectar somente aqueles que estiverem com baixa vibração espiritual porque assim estarão em comunhão vibracional com o vírus;

-que o agente infeccioso foi criado em laboratório em país ateu objetivando uma futura guerra químico-biológica;

-que somente serão atingidas as pessoas más e de má conduta;

-que a vacina não fará efeito em pessoas com baixa vibração espiritual;

-que a vacina não será a solução para a COVID-19;

-que os desencarnados pela COVID-19 estão sendo levados para um mundo inferior etc.

Nenhuma dessas informações conseguem passar pelos 4 critérios acima descritos.

Ainda segundo Kardec:

“Há comunicações de tal modo absurdas (de má qualidade, grosseiras), embora assinadas por nomes os mais respeitáveis, que o mais vulgar bom-senso lhes demonstra a falsidade; mas há aquelas onde o erro está dissimulado sob boas coisas, que iludem e impedem, algumas vezes, de perceber ao primeiro golpe de vista, mas que não poderiam resistir a um exame sério.” (3)

O mal é dar como sérias coisas que chocam o bom senso e a razão.

Sugerimos o estudo do item 267, Cap. XXIV, de O Livro dos Médiuns.


Fernando Rossit


Referências:

(1) https://sistemadeensinoequipe.com.br/2020/10/o-que-sao-fake-news/

(2) O Livro dos Médiuns, Cap.20, item 230;

(3) O Livro dos Médiuns, Capítulo XXXI.


30 outubro 2020

A Fogueira da Inquisição e As Bruxas - Fernando Rossit



A FOGUEIRA DA INQUISIÇÃO E AS BRUXAS

Arrastadas de suas casas sem saber ao certo do que estavam sendo acusadas, as “bruxas” eram despidas e submetidas a um criterioso exame em busca das marcas de Satanás. Sardas, verrugas, um mamilo grande, olhos dessemelhantes ou azuis pálidos eram considerados sinais seguros de que a mulher, principal vítima da perseguição, travara contato com as forças do mal. Informada sobre as suspeitas que pesavam sobre ela, a mulher que resistisse às lágrimas ou murmurasse olhando para baixo, seguramente era uma seguidora dos espíritos malignos. Escaldadas em água com cal, suspensas pelos polegares com pesos nos tornozelos, sentadas com os pés sobre brasas ou resistindo ao peso das pedras colocadas sobre suas pernas, as rés não tardavam a gritar aos seus inquisidores que -“sim, era verdade”, que elas sacrificavam animais e criancinhas, evocavam demônios nas noites de lua cheia, e usavam ervas e feitiços para matar e trazer infelicidade aos inimigos.

Instaurada para identificar e punir os hereges e sua doutrina de oposição entre o bem do espírito e o mal do corpo, a inquisição foi oficializada em 1233, no papado de Gregório IX. Do momento em que a Igreja declarou que as antigas religiões pagãs eram uma ameaça hostil ao cristianismo, em 1320, até a última execução judicial, realizada em território polonês no final do século XVIII, milhares de pessoas, 80% mulheres, foram acusadas, investigadas e punidas com base em denúncias da vizinhança.

“A acusação de feitiçaria foi usada em muitas épocas, em muitas sociedades como uma forma de perseguição a inimigos”, reconhece o antropólogo Luiz Mott -, que podia lançar sobre qualquer pessoa de hábitos incomuns: moças muito bonitas e solteiras, anciãs que dividiam o lar apenas com animais, ou mães de filhos deficientes, por exemplo; a culpa pela doença do filho, a falta de leite da vaca, ou a ausência de desejo do marido, também eram motivos “claros”. As chances de escapar sem sofrer qualquer punição eram praticamente nulas, não estavam livres nem os que se negavam terminantemente a acreditar na existência da bruxaria.” [SHVOONG.com]

O Tribunal Da Inquisição

Para não ficar “completamente injusto com as bruxas e os bruxos”, os inquisidores criaram um tribunal, o Tribunal da Inquisição, para julgar as bruxas, além de realizar alguns testes como vimos acima (eram despidas e submetidas a um criterioso exame).

Nem sempre as Bruxas eram médiuns naturais, como se acredita. Bastava uma pessoa querer prejudicar a outra, fazia a denúncia e a morte era certa. Algumas, sim, eram médiuns naturais ostensivos – e como tais, as faculdades eclodiam naturalmente, sem controle do possuidor. Quando isso ocorria, a pessoa era presa e condenada, pois não podemos denominar o que se fazia de “julgamento”. Quer dizer, o médium era condenado à morte.

Claro que neste tribunal era quase impossível que as bruxas fossem inocentadas, pois não existia advogado, nem júri, por isso a bruxa era torturada e encaminhada à fogueira, no entanto se a bruxa pedisse perdão “pelo que fez” e beijasse a Cruz, eles a enforcavam e depois a queimavam mesmo assim.

Mas não eram somente as Bruxas que eram vítimas do tribunal. O Tribunal da Inquisição foi criado pela Igreja Católica Apostólica Romana, no período medieval, com o propósito de investigar, apurar, julgar e condenar os culpados por crimes de blasfêmia, heresia e outras práticas como a Bruxaria.

Se fosse qualquer estudioso, cientista ou inventor eles queimavam apenas os seus olhos para que não pudessem mais ler nem escrever.

O Tribunal era composto por eclesiásticos. Os suspeitos eram encarcerados (eram denunciados por um vizinho, um amigo ou um ambicioso qualquer), tinham seus bens confiscados e divididos entre a Igreja, o Estado e o denunciante e submetidos a um longo processo do qual costumeiramente constavam sessões de abdomináveis torturas e suplícios durante as quais deviam confessar suas culpas (que eles nunca sabiam qual era).


As principais torturas eram:

1) empalamento: é um método de tortura e execução que consistia na inserção de uma estaca pelo ânus, vagina, ou umbigo até a morte do torturado. A vítima, atravessada pela estaca, era deixada para morrer sentido dores terríveis, agravadas pela sensação de sede.

2) roda: tipicamente, a roda era nada mais do que uma grande roda de carroça com diversos raios. O condenado era amarrado a ela e seus membros, expostos entre os raios, eram quebrados com massas e martelos. O corpo despedaçado do condenado podia ficar exposto para o público.

3) polé: antigo instrumento de tortura no qual se pendurava o punido pelas mãos com uma corda e se prendia pesos de ferro nos pés, deixando-o cair com violência. (ver a coluna já publicada “As Causas Espirituais do ódio dos Mulçumanos contra os Cristãos”)

Julgados culpados eram entregues ao Estado (governo) para que lhe fosse aplicada a sentença (quase sempre a morte, muitas vezes queimados vivos). A Inquisição, nos seus últimos séculos, perseguiu e matou milhares de judeus, protestantes, “heréticos” e homens das artes e das ciências que ousaram contrariar os ditames da Igreja e das autoridades eclesiásticas. Com frequência a Inquisição foi usada por reis para justificar a prisão e execução de seus inimigos políticos, acusados de heresia.

Fernando Rossit
Fonte:
Kardec Rio Preto


31 julho 2020

Fila para reencarnar: Verdade ou Mentira? - Fernando Rossit



FILA PRA REENCARNAR: VERDADE OU MENTIRA?


Ouvimos com frequência: – a fila está grande para reencarnar…

É isso mesmo?

Bem, reencarnar nunca foi fácil, até porque o processo reencarnatório é bem mais complexo que o da morte: é “mais fácil morrer” do que nascer.

No entanto, atualmente nascem e sobrevivem muito mais crianças que antigamente. Para se ter uma ideia, na França do século 19, um dos países mais desenvolvidos do mundo, a taxa de mortandade infantil atingia, em algumas regiões, 50%. Isso que dizer que a cada 1000 crianças nascidas, 500 morriam antes de completarem 10 anos de idade.

A mudança da perspectiva de vida para as crianças nascidas hoje cresceram muito. Atualmente a taxa média brasileira é de 0,02% (ou 20 mortes a cada 1000 nascimentos). Segundo o IBGE- Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística a taxa de mortalidade infantil caiu pela metade em dez anos no Brasil.

Como se vê, as possibilidades para a reencarnação só aumentaram – e muito.

Isso sem considerar o aumento exponencial da população mundial. Não há dúvida que nascem muito mais crianças hoje do que no início do século passado, por exemplo.

A população mundial é de 7,2 bilhões de pessoas, enquanto no início do século passado era pouco mais de 1,5 milhões de pessoas. Mais gente, mais chances de nascimentos.

O aumento vertiginoso da população mundial ao longo do século XX resulta basicamente da queda espetacular da mortalidade aliada à manutenção relativa dos elevados níveis de fecundidade. O declínio das taxas de mortalidade foi uma marca do século XX, especialmente nos países desenvolvidos, mas o fenômeno foi especialmente notável na segunda metade do século XX em muitos países em desenvolvimento, entre os quais os da América Latina. Entre as possíveis causas se apontam a vacinação antivariólica e mudanças em saneamento e higiene pública, no impacto significativo sobre certas causas de morte como o tifo e o cólera. (1)

A ONU estima que a população mundial cresça a um ritmo de 1,2 %, isto significa que aproximadamente 211.000 pessoas nascem por dia. Isso daria uma média de quase 3 nascimentos por segundo, ou 180 por minuto ou, ainda, 77 milhões de nascimentos por ano. (2)

Conquanto existam evidências claras de que hoje está mais fácil reencarnar do que no passado, devemos ficar atentos para não perder a oportunidade dessa existência.

Nunca, jamais, as condições atuais irão se repetir no futuro. É impossível reencarnar no mesmo tempo que hoje, na mesma cidade e com as mesmas condições (tudo muda), ter os mesmos pais, irmãos, amigos, estudar nas mesmas escolas, possuir o mesmo emprego etc.

Dessa forma, valorizemos a presente reencarnação para que não venhamos, no futuro, nos arrepender das oportunidades perdidas.

Reencarnar pode estar mais fácil do que antes, mas isso não é garantia de facilidades futuras

No planejamento de uma nova existência muitas condições são levadas em conta, objetivando sempre o atendimento das nossas necessidades espirituais de progresso espiritual.

Você já parou pra pensar na dificuldade que é para nossos superiores espirituais arranjar tudo de modo que várias almas se reencontrem novamente no palco da vida?

Isso inclui a convivência com afetos e desafetos que no tempo-espaço deverão, no momento do nosso retorno ao corpo, estar reencarnados para nos receberem na mesma família para que tenhamos a oportunidade de nova convivência.

Mas nesse momento podemos ser informados que existem outros espíritos esperando essa chance: são avós, bisavós, tios, irmãos etc, que desencarnaram antes de nós e que estão aguardando ansiosamente a oportunidade de se unirem novamente à mesma família.

Então, nesse caso, só nos restará entrar na fila e esperar nossa vez.

Viu como não é simples?

Melhor, então, aproveitarmos a existência que temos agora, pois é uma benção de Deus – não tenhamos dúvida disso.


Fernando Rossit

Referências:

(1) https://ww2.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/29092003estatisticasecxxhtml.shtm

(2) http://desconstrua.com/2016/09/13/quantas-pessoas-morrem-e-nascem-no-mundo-todos-os-dias/

25 julho 2020

O estupro é programado pela Espiritualidade? - Fernando Rossit


 O ESTUPRO É PROGRAMADO PELA ESPIRITUALIDADE?


Uma criança de apenas 7 anos de idade foi violentada sexualmente por seu próprio tio em Rondonópolis, no Mato Grosso. A criança foi levada à unidade de saúde e a médica pediatra se recusou a atender a criança.

A médica alegou que a criança ‘era culpada pelo estupro’.

Segundo a mãe da criança, a pediatra afirmou que ‘uma energia sexual puxou o tio pra ter o sexo com ela’.

A médica disse que não queria se envolver ‘naquele problema espiritual’. E afirmou que a criança foi violentada por problemas em suas ‘vidas passadas’.

“O cara (agressor sexual) tem uma energia sexual, se liga a uma criança, ela (a criança) vai e pratica.”, teria dito a especialista à mãe da criança vítima do estupro.

A mãe acionou a justiça contra a pediatra. O caso chegou ao Tribunal de Justiça em grau de apelação e a Primeira Câmara Cível do TJMT condenou a médica a indenizar a mãe da criança por danos morais, no valor de R$ 10 mil.

A médica alegou liberdade de crença, consciência e de manifestação religiosa para justificar a conversa que teve com a mãe e a recusa em prestar o atendimento à vítima de estupro.

Para a justiça a médica praticou ato ilícito gerador de dano moral porque extrapolou os limites da boa conduta social e que ofendeu a mãe da criança ao atribuir à vítima a responsabilidade pela violência sexual sofrida, por supostas condutas imorais praticadas em vidas passadas. (Jornal O Globo)

Imagina que você seja atingido por uma bala perdida. Vai buscar socorro num hospital e o profissional de saúde alega que não o atenderá porque você está resgatando uma dívida do passado e que não foi por acaso que a bala o atingiu.

Como você reagiria?

O Código de Ética Médica e o Código Penal disciplinam o que é omissão de socorro por parte do médico.

No entanto, claro resta, que no caso descrito, a médica praticou um ato danoso à criança e à família – moralmente e eticamente reprovável.

Mas do ponto de vista espiritual, haveria possibilidade daquele estupro, ter sido programado espiritualmente?

Não há atos perversos que tenham sido planejados pela espiritualidade superior. Seria de uma miopia intelectual sem limites, a ideia de que alguém deve reencarnar a fim de ser estuprado.

A concepção do Deus punitivo e vingativo já não cabe mais no dicionário dos esclarecidos sobre a vida espiritual. Deus é a fonte inesgotável de amor.

Mesmo que considerássemos que a “vítima de hoje” tenha cometido graves erros na área sexual em outra vida, jamais o estupro seria uma condição compulsória de ressarcimento dessas dívidas espirituais.

Um mal não justifica outro mal, e quem pratica o estupro será responsável pelos atos de acordo com a legislação humana e os códigos divinos.

Entretanto, devemos considerar que se praticarmos o mal estaremos, irremediavelmente, retidos nas malhas das suas consequências.

Somos nós mesmos que atraímos para nós o mal que criamos com nossos atos.

No livro “Nas Fronteiras da Loucura”, escrito pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda, encontramos o caso de uma jovem espírita que, em local ermo, estava rodeada por um grupo de rapazes que a ameaçavam. O estupro seria inevitável.

Dr. Bezerra (Espírito), vendo a cena, concentrou seu pensamento em Jesus e dirigiu a onda mental com alta carga vibratória sobre os agressores que seguravam a moça, que também em prece suplicava o apoio do Alto.

Sob a imantação mental que os colheu de surpresa, os agressores afrouxaram os membros e a jovem levantou-se do solo aonde fora arrojada, com as vestes rotas, chorando copiosamente. Dois deles, porém, voltaram à carga.

Dr. Bezerra, porque visse a certa distância uma viatura policial, recorreu a uma ação prática, própria para a circunstância: sintonizou com o motorista da Rádio Patrulha, chamando-o, mentalmente, com vigor. A viatura partiu em direção ao grupo, o que resultou na detenção de todos eles, evitando-se a consumação do atentado. (Obra citada, cap. 21)

De acordo com explicações do Espírito Bezerra de Menezes, a oração sincera imunizou a jovem contra o mal, mas não mudou totalmente seus necessários processos de evolução.

Conseguiu, com a ajuda espiritual, libertar-se dos estupradores e graças à rápida aflição experimentada, anulou, grandes e futuros sofrimentos que lhe pesavam na economia da evolução por erros cometidos na área sexual e da prepotência que infelicitaram muitas pessoas em existência pregressa.

Sintetizando: num momento de provação bem suportada, liberou-se de largos testemunhos de dor e sombra no futuro. Foi um mal menor do que aquele que lhe sucederia se não tivesse passado e bem suportado aquela tentativa de estupro.


Fernando Rossit