Total de visualizações de página

Mostrando postagens com marcador Julia Thaís Porciúncula Serra. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Julia Thaís Porciúncula Serra. Mostrar todas as postagens

10 fevereiro 2022

Resgates Coletivos e o Espiritismo - Julia Thaís Porciúncula Serra

 
RESGATES COLETIVOS E O ESPIRITISMO

Constantemente vemos desastres coletivos que podem surpreender a humanidade de várias maneiras. Desastres ambientais, naturais ou grandes acidentes que culmina na vida de várias pessoas. O que nos leva a refletir sobre o porquê acontece dessa forma, destroçando vida de famílias e pessoas e emocionando o mundo, tamanha é a surpresa e a tristeza que isso acontece.

No livro Chico Xavier Pede Licença, no capítulo 19 intitulado de Desencarnações Coletivas, o espírito Emmanuel responde a seguinte questão:

Pergunta: “Sendo Deus a Bondade Infinita, por que permite a morte aflitiva de tantas pessoas enclausuradas e indefesas, como nos casos dos grandes incêndios?” (Pergunta endereçada a Emmanuel por algumas dezenas de pessoas em reunião pública, na noite de 23-2-1972, em Uberaba, Minas).

Resposta: “Realmente reconhecemos em Deus o Perfeito Amor aliado à Justiça Perfeita. E o Humano, filho de Deus, crescendo em amor, traz consigo a Justiça imanente, convertendo-se, em razão disso, em qualquer situação, no mais severo julgador de si próprio. Quando retornamos da Terra para o Mundo Espiritual, conscientizados nas responsabilidades próprias, operamos o levantamento dos nossos débitos passados e rogamos os meios precisos a fim de resgatá-los devidamente. É assim que, muitas vezes, renascemos no Planeta em grupos compromissados para a redenção múltipla.”

Como incêndios em lugares com muitas pessoas, quedas em avião ou desastres naturais como deslizamentos, estão ligadas a buscas coletivas? Para uma explicação mais detalhada, afim de que possa compreender melhor como funciona, no livro continua que:

“Invasores ilaqueados pela própria ambição, que esmagávamos coletividades na volúpia do saque, tornamos à Terra com encargos diferentes, mas em regime de encontros marcado para a desencarnação conjunta em acidentes públicos. Exploradores da comunidade, quando lhe exauríamos as forças em proveito pessoal, pedimos a volta ao corpo denso para facearmos unidos o ápice de epidemias arrasadoras. Promotores de guerras manejadas para assalto e crueldade pela megalomania do ouro e do poder, em nos fortalecendo para a regeneração, pleiteamos no Plano Físico a fim de sofrermos a morte de partilha, aparentemente imerecida, em acontecimentos de sangue e lágrimas. Corsários que ateávamos fogo a embarcações e cidades na conquista de presas fáceis, em nos observando no Além com os problemas da culpa, solicitamos o retorno à Terra para a desencarnação coletiva em dolorosos incêndios, inexplicáveis sem a reencarnação.”

De acordo com o site O Tempo, Marcelo Gardini, da União Espírita Mineira, diz que o médium Chico Xavier sempre falava que os resgates em massa acontecem em momentos de transição. “Geralmente eles acontecem quando um grupo de pessoas precisa passar por determinada prova de ‘desencarne’ ou desencarnação. Por meio da misericórdia divina, essas pessoas são encaminhadas para experienciar juntas uma tragédia, a fim de sanar débitos coletivamente.”

Crê que o desencarne coletivo acontece quando os espíritos envolvidos precisam buscar um resgate semelhante, que não necessariamente estejam ligados, porém, de alguma forma precisa-se ter alguma semelhança ao destino que foi proposto. Acredita-se que, ao reencarnar, cada indivíduo tem o livre arbítrio de fazer escolhas, podendo ou não suavizar ou piorar suas dívidas.

Marcelo completa que “O espírito não traz essas lembranças, pois passa pela nuvem do esquecimento.

Ao longo de nossa trajetória pode acontecer, mediante nossa maturidade espiritual e nossas necessidades, de algo desse compromisso ser revelado. Mesmo nos desencarnes coletivos, quando o contexto é o mesmo, cada pessoa vivencia uma experiência individual. Nenhum desencarne é igual ao outro, e é preciso que busquemos compreender a razão da dor”.

Assim, o desencarne coletivo funciona como catalisador, ao deparar-se com indivíduos improváveis e os colocando no mesmo ambiente, o que possibilita um desencarne semelhante, mesmo que não estejam ligados em vida. Por exemplo, um grave incêndio que ceifa a vida de pessoas que, aparentemente, não tinham ligação, mas, que possuíam um propósito de resgate semelhantes.

Ou em desastres naturais como em Brumadinho, município de Belo Horizonte, que teve a morte de 65 pessoas e 279 desaparecidos. Vale lembrar, que foram acidentes podendo ser evitados, mas que culminaram em tragédias por conta de ações da sociedade. Ações dessa mesma trajetória, a barragem de Brumadinho não era fiscalizada, e após o acidente de Mariana (MG), o alerta e o cuidado deveriam ser maiores.

Em O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. 27, item 12, diz Allan Kardec que esses males se dividem em duas partes: 1) a dos que o homem não pode evitar; 2) a dos causados pela “incúria” ou excessos das pessoas. E completa: “Faz-se, portanto, evidente que o homem é o autor da maior parte de suas aflições, às quais se pouparia, se sempre obrasse com sabedoria e prudência”.

Fica entendido, portanto, que um dos maiores causadores de desastres coletivos, é o próprio homem, por causa de ambição, não mede suas consequências e não pensa no próximo. Dessa forma, é necessário ter em mente, que por mais triste e catastrófico um desastre possa parecer, desencarnar dessa maneira não é, de maneira alguma uma punição ou castigo. Apenas a lei básica de ação e reação, causa e consequência, e que os envolvidos nos acidentes, em espírito, concordaram, para que assim, possam progredir e evoluir.

É de nosso dever, sempre, agir com amor para o próximo e com Deus, além de, fazer uma prece para que os espíritos que desencarnem em situações assim sejam amparados por espíritos nobres e que se curem, que eles encontrem as respostas necessárias para bom entendimento e assim, se desenvolver cada vez mais espiritualmente.

Julia Thaís Porciúncula Serra
Fonte:
Blog Letra Espírita

Referências:

DINIZ, Ana Elizabeth. As desencarnações coletivas. O TEMPO. Disponível em: Acessado em: 27 dez. 2021

NETO, Valentim. CHICO XAVIER PEDE LICENÇA. 2016


30 agosto 2021

Depressão, Ansiedade e a Influência de Espíritos - Julia Thaís Porciúncula Serra

 
DEPRESSÃO, ANSIEDADE E A INFLUÊNCIA DE ESPÍRITOS

A influência dos espíritos no plano físico é maior e mais forte do que possamos imaginar. Os espíritos regem de uma grande influência, de modo que altera ou não os sentimentos dos indivíduos e por que não, seus atos. O objetivo do artigo é estudar como os espíritos podem influenciar nas doenças psiquiátricas, depressão e ansiedade, visto que essas doenças afetam diretamente a pessoa de modo psíquico e físico e que, se de forma grave e não sendo cuidada com psicólogos e em outros casos medicamentos, podem dar fim à vida de um espírito e o mesmo se tornar suicida. Tanto a Depressão como a Ansiedade são doenças que não possuem cura.Ao afetar o emocional do indivíduo deixa-o sensível as vibrações que possam aproximar espíritos mal intencionados e assim, influenciar de maneira negativa, afetando a vida do paciente.

A palavra "depressão" vem do latim depressio, de deprimere, que significa “apertar firmemente", "para baixo”, “esmagar”, “afundar”. Depressão é uma doença psiquiátrica que afeta a pessoa de modo psíquico e físico, caracterizado por uma angústia e tristeza profunda, que pode levar o indivíduo ao suicídio. Os sintomas mais comuns são de dores no corpo, mudanças de humor, melancolia, tristeza, cansaço, etc. A Depressão pode ter dado início a traumas, como violência, bullying, relacionamentos difíceis, entre outros.

Por sua vez, a palavra "ansiedade" tem origem no latim anxietas, que significa “angústia", "ansiedade”, de anxius - “perturbado", "pouco à vontade”, de anguere - “apertar", "sufocar”. Ansiedade e o transtorno de ansiedade, são doenças psiquiátricas que, no geral, acontecem por excesso de preocupação, desequilíbrios químicos, e isso varia de indivíduo para indivíduo, pois nem todo mundo tem os mesmos sintomas. Os sintomas mais comuns são medo, angústia e apreensão, acompanhados por momentos de estresse e de uma situação desagradável. Ansiedade também pode ser a espera de um momento ruim constante e principalmente traumas, em geral sempre na infância.

No livro O Livro dos Espíritos de Allan Kardec, onde no Capitulo IX ele fez perguntas que dizem a respeito sobre a influência dos espíritos nos nossos pensamentos e atos, podendo ou não afetar nossas vidas. Diante disso, a seguinte questão começa a introduzir sobre o assunto:

Questão 457
. Podem os Espíritos conhecer os nossos mais secretos pensamentos?

Resposta: “Muitas vezes chegam a conhecer o que desejaríeis ocultar de vós mesmos. Nem atos, nem pensamentos se lhes podem dissimular.”

a) — Assim, mais fácil nos seria ocultar de uma pessoa viva qualquer coisa, do que a esconder dessa mesma pessoa depois de morta?

Resposta: “Certamente. Quando vos julgais muito ocultos, é comum terdes ao vosso lado uma multidão de Espíritos que vos observam.”

Dessa forma, o espírito que nos cerca tem conhecimentos dos pensamentos e anseios dos indivíduos, sendo assim, a maneira de chegar ao assunto para desequilibrá-lo é fácil, visto que, pode afetar em algum trauma e dor do passado, trazendo à tona ao pensamento do indivíduo.

Vale lembrar que ficar ansioso ou triste é completamente normal, entretanto, é necessário que se saiba sair dessa situação, e que não pode deixar se abater completamente pela tristeza e a baixa autoestima. Ao se deixar permanecer em meio ao momento de tristeza, e cada vez mais se afundar nisso, torna-se vulnerável a ficar com depressão ou ansiedade. O poder da influência de um espírito sobre os indivíduos que regem no plano físico é forte e pode se tornar até duradouro. Sendo influências boas ou ruins, sentindo a presença do espírito ou não, ele sempre o acompanhará. Na questão 459 do Livro dos Espíritos, Allan Kardec questiona se é possível que os espíritos influenciem em vossos pensamentos e atos:


Questão 459. Influem os Espíritos em nossos pensamentos e em nossos atos?

Resposta: “Muito mais do que imaginais. Influem a tal ponto, que, de ordinário, são eles que vos dirigem.”

A influência é o poder de um espírito sobre o outro, uma ascendência de pensamento e atos de um espírito para o outro. Um poder que tem fortes vibrações e irradia sobre o influenciado, quando usada para o mal é caracterizado por muitos motivos. Podem ser espíritos zombeteiros que desejam fazer mal a quem lhes permite, podem ser de um espírito que compartilhou com o influenciado uma encarnação que terminou mal, desse modo, o espírito deseja fazer-lhe mal, ou determinados motivos. Vale lembrar também, que um espírito que esteja mal, ou triste, ao chegar perto de um espírito físico acaba por fazer mal ao outro, mesmo quando não é de sua vontade.

A influência consiste principalmente em vibrações de ódio, o espírito fica emitindo ondas de ódio para que o individuo possa sentir o humor desejado. Se um individuo é muito sensível as vibrações, também pode sentir as ondas que o rodeiam. Dessa forma, Allan Kardec fez as seguintes questões no Livro dos Espíritos:


Questão 458. Que pensam de nós os Espíritos que nos cercam e observam?

Resposta: “Depende. Os levianos riem das pequenas partidas que vos pregam e zombam das vossas impaciências. Os Espíritos sérios se condoem dos vossos reveses e procuram ajudar-vos.”

Questão 464. Como distinguirmos se um pensamento sugerido procede de um bom Espírito ou de um Espírito mau?

Resposta: “Estudai o caso. Os bons Espíritos só para o bem aconselham. Compete-vos discernir.”

A influência dos espíritos sobre o plano físico atende as Leis da Natureza, Causa e Efeito, sendo assim, não pode interferir no plano espiritual de nenhum indivíduo, entretanto, ao ficar ao lado da pessoa soprando em seu ouvido alguma ideia, o indivíduo toma a ideia como sua e acaba por fazer/sentir/pensar. Diante disso, Allan Kardec tem a seguinte questão:

Questão 525. Exercem os Espíritos alguma influência nos acontecimentos da vida?

Resposta: “Certamente, pois que vos aconselham.”

a) — Exercem essa influência por outra forma que não apenas pelos pensamentos que sugerem, isto é, têm ação direta sobre o cumprimento das coisas?

Resposta: “Sim, mas nunca atuam fora das leis da Natureza.”

Dessa forma, um espírito mal intencionado pode afetar um pensamento vosso com os deles, e assim, influenciar na piora da sua depressão ou ansiedade, fazendo com que o individuo se sinta cada vez pior de modo que possa captar as vibrações ruins, e até tirar a sua própria vida. Como nas questões seguinte:

Questão 460. De par com os pensamentos que nos são próprios, outros haverá que nos sejam sugeridos?

Resposta: “Vossa alma é um Espírito que pensa. Não ignorais que, frequentemente, muitos pensamentos vos acodem a um tempo sobre o mesmo assunto e, não raro, contrários uns aos outros. Pois bem! No conjunto deles, estão sempre de mistura os vossos com os nossos. Daí a incerteza em que vos vedes. É que tendes em vós duas ideias a se combaterem.”

Questão 465. Com que fim os Espíritos imperfeitos nos induzem ao mal?

Resposta: “Para que sofrais como eles sofrem.

”a) — E isso lhes diminui os sofrimentos?

Resposta: “Não; mas fazem-no por inveja, por não poderem suportar que haja seres felizes.

”b) — De que natureza é o sofrimento que procuram infligir aos outros?

Resposta: “Os que resultam de ser de ordem inferior a criatura e de estar afastada de Deus.”


Fica claro que um espírito encarnado só vive aquilo que lhe é designado a viver, embora, aconteçam escolhas em seu caminho que podem mudar seu trajeto de vida. Para afetar a depressão e ansiedade. O espírito obsessor fica ao seu lado influenciando os pensamentos negativos, trazendo ao momento de sua tristeza pensamentos que pioram a sua situação, e assim, te enfraquecem. Podendo também, fazer você pensar em se tornar um espírito suicida. De acordo com Kardec:

Imaginamos erradamente que os Espíritos só caiba manifestar sua ação por fenômenos extraordinários. Quiséramos que nos viessem auxiliar por meio de milagres e os figuramos sempre armados de uma varinha mágica. Por não ser assim é que oculta nos parece a intervenção que têm nas coisas deste mundo e muito natural o que se executa com o concurso deles. Assim é que, provocando, por exemplo, o encontro de duas pessoas, que suporão encontrar-se por acaso; inspirando a alguém a ideia de passar por determinado lugar; chamando-lhe a atenção para certo ponto, se disso resulta o que tenham em vista, eles obram de tal maneira que o homem, crente de que obedece a um impulso próprio, conserva sempre o seu livre-arbítrio.

Dessa forma, fica evidente que a influência dos espíritos, seja obsessor ou não, seja compactuo de uma encarnação passada ou não, é grande. A influência é direcionada aos pensamentos do indivíduo que se confundem com os próprios e acaba por se misturar. Na depressão e ansiedade, a influência de um espírito pode piorar e enfraquecer cada vez mais o paciente, de modo que o próprio possa ter atos que compliquem a sua vida e suas escolhas.

Julia Thaís Porciúncula Serra

Referências:

Clinica da mente. DEPRESSÃO. Disponível em: <https://www.clinicadamente.com/depressao/#:~:text=O%20que%20%C3%A9%20a%20Depress%C3%A3o%3F%20A%20Depress%C3%A3o%20%C3%A9,que%20nos%20move%20para%20viver%20uma%20vida%20feliz> Acesso em: 20 jul. 2021.

SANTOS, Maria Tereza. ANSIEDADE: O QUE É. Veja Saúde. Disponível em: <https://saude.abril.com.br/medicina/ansiedade-o-que-e/> Acesso em: 20 jul. 2021.

KARDEC, Allan, O Livro dos Espíritos. Rio de Janeiro, FEB. 2004.

KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Ed.285. Instituto de Difusão Espírita. 2003.