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10 agosto 2016

Recurso da Oração - Joanna de Ângelis,



RECURSO DA ORAÇÃO

A oração é o recurso mirífico mais acessível para permitir à criatura comunicação com o Criador.


Ponte invisível de energias sutis, faculta a união da alma com o Genitor Divino, por cujo meio esta haure as forças e a inspiração para os cometimentos difíceis da existência.


Não altera o campo de lutas, nem impede os testemunhos que favorecem a evolução.


Entretanto, brinda resistências para os embates, encorajando e vitalizando sempre.


Amplia a visão da realidade, ao tempo em que robustece o entusiasmo de quem se lhe entrega.


Modifica a compreensão e o modo de encarar-se os acontecimentos, produzindo sintonia com o Divino Pensamento, que tudo governa.


Quem ora, supera tensões e penetra-se de paz.

A oração cria as condições e as circunstâncias para a meditação, que projeta o psiquismo nas esferas elevadas, assim equilibrando a saúde e as aspirações, por melhor orientar o sentido da existência e a programática da reencarnação.


Ela prepara o santo, sustenta o herói, inspira o pesquisador, mantém a vida, enquanto projeta luz nas paisagens em sombra ou enevoadas, que se apresentam ameaçadoras.


Por mais te sintas pleno, não percas o hábito da oração, a fim de te manteres equilibrado.


Atravessando dificuldades ou enfrentando provas rudes e severas expiações, recorre-lhe ao concurso, e constatarás os benefícios que te advirão.


Para manter o ritmo de trabalho e conservar o ideal, ela é o meio mais eficaz, de ação duradoura, de que podes dispor com facilidade. Não somente te preservará as forças morais e espirituais, como atrairá a presença dos Bons Espíritos, que se fazem instrumentos de Deus para a solução de muitos problemas humanos.


Dá prosseguimento à oração, utilizando-te da ação digna, que te manterá psiquicamente no mesmo elevado clima.


Quem ora, renova-se e ilumina-se, pois acende claridades íntimas que se exteriorizam mediante vibrações especiais.


Quando consigas experimentar o bem-estar e a alegria que se derivam da oração, busca-la-ás com freqüência, tornando-se-te linguagem poderosa de comunicação com a Vida Estuante.


Envolto nas suas irradiações, diluirás todo mal que se te acerque, beneficiando os maus que de ti se aproximem.


De tal maneira te sentirás, que passarás a orar constantemente, tornando tua existência um estado de prece.


Recorre à oração em todos os momentos da vida. Na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, na riqueza e sem recursos, no êxito e no fracasso, ora confiante na resposta divina.


Orando, elevar-te-ás, e na energia da prece receberás tudo quanto se te tornará necessário para prosseguires lutando e lograres a vitória.


A criatura busca Deus pela oração e Ele responde-lhe mediante a intuição do que fazer, de como fazer e para que, fazendo, seja feliz.



Pelo Espírito de: Joanna de Ângelis

Médium: Divaldo P. Franco

Livro: Momentos de Saúde

09 agosto 2016

Achologia - Orson Peter Carrara



ACHOLOGIA

Esta talvez seja a mais nova ciência dos homens. Usada diariamente, com mais intensidade nestes tempos de dificuldades maiores, está presente em todos os lugares, famílias, grupos e cidades... Sim, é a ciência do "acho que..." É, isso mesmo, eu acho que:

a) isto deveria ser feito assim, 
b) poderíamos fazer isso, 
c) isto ficaria melhor aqui, 
d) isto ficaria mais bonito se..., 
e) assim funcionaria melhor, 
f) falta isso para melhorar, 
g) alguém poderia tomar a iniciativa de..., etc., etc.

Na verdade todo mundo acha, mas poucos tomam a iniciativa de ... Poucos são os que se expõem, muitos têm o medo de se comprometerem, outros se escondem na suposta incapacidade ou timidez e muitos acabam achando que os outros é que deveriam fazer o que precisa ser feito...

Nesta avalanche do eu acho que, surgem as críticas a governantes, autoridades e as sempre presentes pedradas em quem faz, pois quem faz se expõe, está a frente e como todo mundo está sujeito a erros e também pode errar, aí fica como fácil alvo daqueles que criticam e nunca agem. Mas, pensando como o consagrado Prof. Marins: "...erre, mas pelo amor de Deus, faça!..."

Mas esta é a questão: todo mundo espera que alguém faça algo para melhorar a situação de dificuldades, acha que poderia ser desta ou doutra forma, mas permanecemos todos na acomodação, até indiferença, esperando que as coisas caiam do Céu e esquecendo o acerto da canção popular que diz que quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Estas considerações todas também podem ser levadas para o Centro Espírita, o Movimento Espírita ou no relacionamento entre os espíritas. Existe muita gente achando que, enquanto o tempo passa, as coisas deixam de acontecer, perdemos tempo adiando dias melhores... Veja alguns exemplos:

a) Acho que poderíamos convidar fulano para falar outra vez. Foi tão boa aquela palestra...;
b) Acho que fulano poderia hospedar aquele orador. É uma noite só; 
c) Acho que podemos preparar um lanche para as crianças; 
d) Acho que se trocássemos as cadeiras do Centro, ficaria melhor... estas estão velhas; 
e) Acho que se alugássemos uma Van para ir assistir aquela palestra na outra cidade; 
f) Acho que os estudos ficariam melhor se fossem às 20 horas...; 
g) Acho que se fulano fosse o Presidente, seria melhor...; 
h) Acho que podemos organizar uma festinha para os assistidos...; i) Ah, mas eu acho que se pintasse de amarelo ficaria melhor; 
j) Mas, eu acho que uma Noite da Pizza resolveria nossa questão de caixa.

O fato é que precisamos agir. Está à nossa espera a iniciativa, a decisão, o primeiro passo a ser seguido da perseverança. Há muito o que fazer no Centro, no Movimento. Interessemo-nos, saindo da inércia e da acomodação. Mesmo errando, mas deixando tanto de achar que...

Orson Peter Carrara
Fonte: Jornal Mundo Espírita de Julho de 2001

08 agosto 2016

Processo Reencarnatório - Hermínio C.Miranda



PROCESSO REENCARNATÓRIO


Questão [#001]


Na sua opinião, considerando os livros básicos e a literatura auxiliar, a Doutrina Espírita tem esgotado as informações sobre o processo reencarnatório ou, na medida em que o homem se espiritualize, informações adicionais serão concedidas?


Resposta: Como sistema orgânico de conhecimento, o Espiritismo é uma doutrina evolutiva, atenta à dinâmica da expansão cultural da humanidade. Vamos reler um parágrafo da Introdução que Kardec escreveu para O Evangelho Segundo o Espiritismo (Autoridade da Doutrina Espírita, pg. 31, 57a. edição FEB): " Com extrema sabedoria procedem os Espíritos superiores em suas revelações. Não atacam as grandes questões da Doutrina senão gradualmente, à medida que a inteligência se mostra apta a compreender a verdade de ordem mais elevada e quanto as circunstâncias se revelam propícias à emissão de uma ideia nova. Por isso é que logo de princípio não disseram tudo e tudo ainda hoje não disseram, jamais cedendo à impaciência dos muito afoitos, que querem os frutos antes de estarem maduros."

O Livro dos Espíritos constitui exemplo disso no sentido de que notamos na sua elaboração o cuidado de não dizer mais do que o necessário e conveniente para a época e de compactar informações e ensinamentos num mínimo possível de texto. Em algumas respostas, a linguagem é quase telegráfica, sem detalhamentos, considerados, talvez, prematuros ou inoportunos. O que, de certa forma, parece indicar reserva de espaço para futuras ampliações, à medida que o conhecimento fosse progredindo. Não creio, por isso, que a temática do processo reencarnatório tenha sido esgotada no contexto das obras básicas e nem mesmo nas subsequentes. André Luiz, por exemplo, ampliou consideravelmente tais informações. Penso que ainda temos muito que aprender com os instrutores espirituais sobre esse e tantos outros assuntos.

Questão [#002]


Fiz um aborto aos 21 anos e depois tive um filho aos 27. Existe possibilidade deste espírito ser o mesmo que foi abortado anteriormente?

Resposta: Entendo perfeitamente possível que a criança que você teve aos 27 anos seja a mesma entidade espiritual, cujo corpo fora abortado cerca de seis anos antes.

Na reencarnação sob processo expiatório, ocorre às vezes uma vultosa anomalia cerebral. De que forma há para esse Espírito aproveitamento da reencarnação? Há algum tipo de percepção?

Resposta: A reencarnação constitui sempre valiosa oportunidade de progresso espiritual. O corpo físico pode apresentar-se severamente afetado por anomalias inibidoras, mas a entidade espiritual está presente e atenta ao que se passa. Em nosso trabalho mediúnico, testemunhamos um caso desses. Sugiro que você leia o capítulo 19 - Filhos deficientes, de meu livro "Nossos Filhos são Espíritos", que parece responder à sua pergunta. Leia, também, "Autismo - uma leitura espiritual", ainda que este não seja o caso específico que você tem em mente.

O Sr. poderia comentar as relações entre a descoberta do código genético humano e o processo reencarnatório? Por exemplo, se muitas doenças físicas poderão ser evitadas, como ficam as reencarnações de Espíritos que têm como sua fase evolutiva o ultrapassar justamente doenças físicas?

Resposta: Penso que é cedo para se falar em interferências no código genético que resultem no cancelamento puro e simples de deficiências físicas ou mentais, que, como sabemos, tem sérias implicações cármicas. O projeto genoma, recentemente divulgado com enorme espalhafato publicitário, embora represente um gigantesco passo à frente no entendimento da biologia humana, ainda tem muito trabalho pela frente, como reconhecem os próprios cientistas. São mais de 3 bilhões as combinações possíveis no ser humano. Por outro lado, as leis divinas não se sujeitam a manipulações daqueles que se propõem a "brincar de Deus". Sugiro que você leia, se conseguir localizar, um pequeno artigo meu intitulado "Uma ética para a genética", publicado em Reformador em junho de 1971, há quase trinta anos, portanto. Será útil também, se ainda não o fez, a leitura do Time, de 3 de julho de 2000. Diz-se ali, entre outras coisas, que dois grupos empenharam-se em decifrar as letras bioquímicas do DNA humano e as instruções codificadas para construir e operar um ser humano totalmente funcional. Em outras palavras, ninguém, nesse projeto gigantesco, está pensando no espírito e nem nas leis cármicas. E muito menos, em Deus. Quanto a mim, fico com Deus e não tenho a pretensão de brincar com ele. Não sou, contudo, um especialista no assunto. Sugiro que você leia "O projeto genoma", de autoria da Dra. Marlene Nobre, no recente Boletim SEI, da Capemi, de 29-07-2000. Poderá, para isso, acessar a Home page: http://www.lfc.org.br

Questão [#005]


Na sua opinião, como se dá o processo de ligação do fluido vital entre o perispírito e o corpo durante o processo reencarnatório? Resposta: Não me sinto preparado para responder à sua pergunta. Em outras palavras: Não sei. Acho, até, que é muito bom a gente ter tantas ignorâncias para transformar um dia em conhecimento. Isso indica que a vida será sempre um desafio e nunca uma chatice.

Questão [#006]


Quanto tempo, em média, o espírito permanece na pátria espiritual, antes de reencarnar? Meu pai faleceu há 5 anos; quando eu desencarnar me encontrarei com ele?

Resposta: Cada caso é um caso. Não há uma periodicidade rígida de tantos em tantos anos, entre uma encarnação e outra. O Prontuário da Obra de Allan Kardec, do erudito confrade e pesquisador Deoclécio de Demócrito, indica as seguintes referências sobre o assunto: O Evangelho Segundo o Espiritismo n. 16, p. 31; Céu e Inferno, 2a. parte, cap. 4, p.275 e cap. 5, n. 39, p. 309; Obras Póstumas, Parágr. 3, n. 28, p. 39.

Há, também, uma pesquisa do amigo dr. Hernani Guimarães Andrade, em artigo que não tenho como localizar. Hernani chega à conclusão de que, em vista do número muito maior de habitantes da Terra, o intervalo entre uma encarnação e outra diminuiu nos últimos tempos. Ou seja, a "fila" era muito maior quando havia pouca gente encarnada por aqui...Certamente você se encontrará com a entidade que foi seu pai, bem como com outros seres que se acham ligados a você, nesta ou em existências passadas. É o que costuma acontecer. Leia, a respeito, a Questão 160, de O Livro dos Espíritos.

DICA DE LEITURA do grupo vidaspassadasbr: sugerimos a leitura do primoroso livro Nascer Várias Vezes do confrade Regis Mesquita. http://www.nascervariasvezes.com/

Questão [#007]


Gostaria de saber um pouco mais sobre os departamentos de reencarnação do plano espiritual, como funcionam e quais os seus objetivos.

Resposta: Esta é outra pergunta que não sei responder. Você encontrará as informações que deseja na obra de André Luiz. Esse autor espiritual estudou a questão com entidades de grande experiência e conhecimento.

Questão [#008]


Durante o período da gestação, é possível que a mulher seja obsidiada? Se o processo obsessivo já existir, o obsessor é afastado? Resposta: Sim, a mulher pode ser obsidiada antes, durante e depois da gestação. A gravidez, por si mesma, não a livra do processo obsessivo, nem leva a entidade perseguidora a afastar-se automaticamente. Em muitos casos a gravidez pode até suscitar ou agravar obsessões, quando entidades desorientadas e vingativas procuram interromper ou perturbar o processo reencarnatório, por ter problemas com a mãe, com a criança ou com ambos. A questão é complexa e os casos devem ser tratados com serenidade, compreensão, amor fraterno e prece, em grupos confiáveis que se dediquem à tarefa dita de desobsessão. Não com o objetivo de nos livrarmos da entidade perturbadora, mas para que nos pacifiquemos todos, a fim de seguirmos todos juntos e em paz os caminhos evolutivos. "Reconcilia-te com teu adversário", ensinou o Cristo, "enquanto estás a caminho com ele."

Questão [#009]


Gostei imensamente do seu livro "Nossos filhos são Espíritos"; gostaria de sua análise sobre nossa responsabilidade no processo de resgate com relação à vida conjugal, e como isto influencia a reencarnação daqueles que devem vir como filhos.

Resposta: O lar é o nosso laboratório de trabalho, pesquisa, estudo e aprendizado, bem como um ponto de reencontro. A família representa, usualmente, a melhor combinação possível de situações que levem os seres que a compõem à solução dos problemas que os afligem. É uma preciosa oportunidade que não deve ser desperdiçada, dado que a felicidade e a paz futuras dependem do que estamos fazendo hoje. As entidades que se reencarnam como nossos filhos e filhas constituem parte integrante do projeto elaborado para a vida terrena e precisam contar conosco para as tarefas que se programaram para realizar junto de nós.

Releia o capítulo 21 - "A menina que chorava na calçada", no livro "Nossos Filhos são Espíritos". Leia, ainda, o capítulo que escrevi para o livro "O Espiritismo e os Problemas Humanos", do querido amigo e confrade Deolindo Amorim. É uma edição da USE, São Paulo.

Questão [#010]


É possível um espírito reencarnar em pouco tempo e dentro da mesma família onde viveu a última encarnação?

Resposta: É possível, sim, a uma entidade reencarnar-se na mesma família após alguma permanência na dimensão póstuma. A literatura espírita tem documentado numerosos e convincentes casos dessa natureza. Em "Twenty Cases Suggestive of Reincarnation", o professor Ian Stevenson apresenta (que me lembre) pelo menos dois. Um deles passou-se nas geladas regiões da América do Norte, onde uma entidade reencarnou-se como filho de seu próprio filho. Ou seja, ele nasceu como neto (ou avô) de si mesmo e seus antigos filhos e filhas passaram a ser tios e tias na nova existência. Ele os reconheceu como reconheceu também seu antigo relógio de bolso que a família conservara. O outro caso narrado pelo dr. Stevenson nesse livro passou-se no Brasil, na família do professor Francisco Waldomiro Lorenz, no Rio Grande do Sul. Há uma tradução desse livro em português, mas não tenho comigo os dados. Se bem me lembro, chama-se Vinte Casos Que Sugerem a Reencarnação (Ou Sugestivos de Reencarnação).

Questão [#011]


Quando um espírito está se preparando para reencarnar, ele pode se comunicar numa reunião mediúnica? Em caso afirmativo, como se dá esse processo? Resposta: A entidade que se prepara para reencarnar-se pode, sim, manifestar-se mediunicamente. Tivemos um caso desses, que ficou narrado em meu livro Diálogo com as Sombras (Edição FEB). Mesmo depois de iniciado o processo reencarnatório, a entidade goza de relativa liberdade. Como, aliás, acontece também com os encarnados, que se manifestam, segundo a Codificação, como espíritos, em estado de desdobramento. Veja, nesta mesma entrevista, os comentários acerca da Pergunta número 19.

Questão [#012]


Caro Hermínio, temos uma dúvida que até a presente data não conseguimos elucidação. No livro Evolução em Dois Mundos (André Luiz/Chico Xavier/Waldo Vieira), no capítulo sobre Simbiose Espiritual, encontramos: "Ninguém necessita, portanto, aguardar reencarnações futuras, entretecidas de dor e lágrimas, em ligações expiatórias, para diligenciar a paz com os inimigos trazidos do pretérito, porque, pelo devotamento ao próximo e pela humildade realmente praticada e sentida, é possível valorizar nossa prece, atraindo simpatias valiosas, com intervenções providenciais, em nosso favor."

Nossa questão: Pode um Espírito em uma única reencarnação resgatar todos os seus débitos do passado e anular a vingança de seus inimigos espirituais, através do exemplo do amor puro aos semelhantes ?

Resposta: Parece-me que a pergunta deve ser reformulada. André Luiz está dizendo que não é necessário esperar por reencarnações futuras para nos reconciliarmos com nossos adversários ou com aqueles a quem prejudicamos; podemos começar desde já a tarefa, com a nossa própria reeducação, o hábito da prece, a prática do amor ao próximo, o reaprendizado da vida, enfim. Ele não diz que estaremos, dessa maneira, resgatando numa só existência, todos os erros cometidos.

Temos testemunhado exemplos vivos disso, em nossos trabalhos mediúnicos, no decorrer de quase 40 anos. Entidades indignadas que conseguimos resgatar com paciente argumentação, compreensão e amor, tinham ligações conflituosas com membros do nosso próprio grupo. Não foi preciso, nesses casos, esperar futuras existências de atrito e sofrimento, para trabalhar nossas divergências. Em outras palavras: "adiantamos o serviço" da reconciliação, que teria de ser feito mais tarde, em futuras reencarnações.

Questão [#013]

Como se dão as reencarnações regidas pelo automatismo? Esta situação abrange os casos de reencarnação forçada que os espíritos de pouca luz unidos em falanges impõem a seus subjugados?

Resposta: Há reencarnações com um componente de compulsoriedade, obviamente em benefício da entidade reencarnante. O livro Prontuário da Obra de Allan Kardec, de Deoclécio de Demócrito, recomenda ler, sobre este aspecto, a Questão 262, em O Livro dos Espíritos.

Recorro, ainda, ao Indicador Espírita, compilado por outro meticuloso e competente confrade, João Gonçalves. Veja o que contém o verbete número 2155: "Reencarnações se processam muita vez sem qualquer consulta aos que necessitam segregação em certas lutas no plano físico, qual enfermos e criminosos que, pela própria condição ou conduta, perderam temporariamente a faculdade de resolver quanto à sorte que lhes convém. Incapazes de eleger o caminho de reajuste, são decididamente internando na cela física como doentes isolados sob assistência precisa. Vemo-los, assim, repontando de lares faustosos ou paupérrimos, ao lado daqueles que lhe devem abnegação e carinho, contrariando por vezes até certo a hereditariedade, por representarem dolorosas exceções no caminho normal."

São indicados, nesse verbete, as seguintes fontes de consulta: Evolução em Dois Mundos, Entre a Terra e o Céu, Missionários da Luz, Nosso Lar, No Mundo Maior, Obreiros da Vida Eterna, todos de André Luiz e mais: Autodescobrimento - uma busca interior, de Joanna de Ângelis e ainda, As Mil Faces da Realidade Espiritual, de Herminio C. Miranda, bem como Nascer e Renascer (?) e, finalmente, O Problema do Ser, de Léon Denis.

Sobre a segunda parte de sua pergunta, lembro meu artigo "O médium do Anti-Cristo" (Reformador, março e abril de 1976), no qual é examinada a hipótese de reencarnações de um mesmo grupo de entidades em torno de Adolf Hitler.

Questão [#014]


Gostaria que o Sr. analisasse de forma sintética a presença da fatalidade, do destino e da lei de causa e efeito no processo reencarnatório. Afinal, nem todos os que reencarnam vêm com uma programação reencarnatória? Quando esta programação existe, pode ser encarada como determinismo? Ou alguns aspectos podem ser modificados?

Resposta: A questão é ampla demais para uma resposta compacta e nem me considero suficientemente preparado para fazê-lo. Não atribuo, contudo, grande importância e conteúdo a palavras como fatalidade, destino, acaso. O conceito dominante aqui é o da lei de causa e efeito ou carma. É evidente que todos nós trazemos para a vida na carne uma programação de trabalho, mas tal programa não é determinista, porque a lei sempre leva em conta o exercício do livre arbítrio e a consequente responsabilidade por tudo quanto fazemos ou deixamos de fazer.

Podemos ou não cumprir as tarefas programadas na espiritualidade antes da reencarnação. Daí, tantos desvios e fracassos, que muito teremos a lamentar ao regressar à dimensão espiritual e verificar que pouco ou nada realizamos do que estava planejado. Pior ainda: muitas vezes, fizemos justamente aquilo que não era para fazer. Costumo dizer que o único determinismo a que estamos irrevogavelmente sujeitos é o de chegar aos mais elevados patamares da perfeição espiritual. Não fomos criados para o fracasso, o sofrimento eterno, a prática permanente do erro.

Trazemos um plano geral, não um rígido conjunto de ordens que desçam aos detalhes dos detalhes. É como se tivéssemos que ir de determinado lugar a outro, não importando muito que caminhos vamos percorrer, nem que tipo de condução iremos usar. Se preferimos fazer uma viagem mais longa, mais difícil, mais demorada e sofrida, passando por precipícios, desertos e espinheiros, o problema é nosso. Ninguém nos obrigará necessariamente a fazer as coisas desta ou daquela maneira.

A respeito do descumprimento da programação reencarnatória, sugiro que você leia "As Sete Vidas de Fenelon" (Publicações Lachâtre).

Questão [#015]


Qual sua opinião sobre o processo reencarnatório entre os animais? Na passagem do animal para o humano como surge a reencarnação inicialmente? Há algum processo de aprimoramento do princípio espiritual para reencarnar como espírito?

Resposta: Não conheço suficientemente o assunto. Sugiro que você leia o livro da dra. Irvênia Prada, competente veterinária, com excelente formação doutrinária espírita. O livro intitula-se A Questão Espiritual dos Animais e é uma edição da Folha Espírita, São Paulo.

O Sr. poderia comentar sobre a situação do perispírito durante o processo reencarnatório? Há perda do perispírito no processo reencarnatório? Como podemos compreender o fenômeno da "redução perispiritual", da qual nos fala o espírito André Luiz?

Resposta: O perispírito é um "modelo organizador biológico" e traz consigo a programação daquilo que deve ser projetado no corpo físico. Não encontro referências à "perda de perispírito" no texto, citado (Entre a Terra e o Céu, p. 179). O que está ali escrito é que há "redução volumétrica do veículo sutil pela diminuição dos espaços intermoleculares." Ou seja, o perispírito compactou-se, mantendo-se, porém, integral, sem nenhuma perda de função.

Questão [#017]


Qual a participação da espiritualidade e do mentor do reencarnante, no retorno do espírito à carne?

Resposta: Pelo que sabemos, mentores e amigos espirituais participam da elaboração de nossos planos reencarnatórios, ajudando-nos na escolha das prioridades que nos convêm programar segundo nossas possibilidades e limitações. Mais uma vez, recomendo a leitura de André Luiz para melhor entendimento de tais aspectos.

Questão [#018]


Na sua opinião, quais benefícios reais o espírito obtém com a reencarnação? Ele não poderia evoluir apenas na erraticidade? Resposta: Sobre o objetivo da encarnação, leia a Questão 132, de O Livro dos Espíritos. Quanto ao progresso na erraticidade, diz a Questão 230: "(O Espírito) pode melhorar-se muito (na erraticidade) tais sejam o desejo que tenha de consegui-lo. Todavia, na existência corporal é que põe em prática as ideia que adquiriu." Veja, ainda, a Questão 330 a).:

"Pergunta: Então, a reencarnação é uma necessidade da vida espírita, como a morte o é da vida espiritual?

Reposta: Certamente; assim é."

Questão [#019]


Allan Kardec, em A Gênese, postula que a consciência espiritual vai diminuindo com a proximidade do parto, sendo que no nascimento o espírito estaria completamente inconsciente. No seu livro "Nossos filhos são Espíritos", o Sr. transcreve narrativas, obtidas através de regressão, que algumas pessoas fazem sobre a situação na hora do nascimento. Como conciliar estas duas informações?

Resposta: É pertinente a observação da leitora (ou leitor). No texto que escreveu para A Gênese, Kardec refere-se ao estado de perturbação do espírito a partir do momento em que é "apanhado pelo laço fluídico" que o prende ao corpo físico em início de formação. Prossegue o Codificador, declarando que esse estado de perturbação intensifica-se durante a gestação, "perdendo o Espírito, nos últimos momentos (quando começam os trabalhos de parto) toda a consciência de si próprio, de sorte que jamais presencia o seu nascimento. Quando a criança respira, começa o Espírito a recobrar as faculdades, que se desenvolvem à proporção que se formam e consolidam os órgãos que lhe hão de servir às manifestações."

Na Questão 380, os Espíritos se haviam manifestado de modo semelhante, ao dizerem que "A perturbação que o ato da encarnação produz no Espírito não cessa de súbito, por ocasião do nascimento. Só gradualmente se dissipa, com o desenvolvimento dos órgãos."

De qualquer modo, as técnicas regressivas e as regressões espontâneas da memória não confirmam generalizado estado de perturbação na entidade reencarnante, ao mesmo tempo em que demonstram nela perfeita consciência de si mesma durante a gravidez e no momento do parto. Alguma modalidade de consciência, portanto, está funcionando nessas fases.

No capítulo 48 de "Nosso Lar", uma entidade reencarnada ainda na fase infantil, no berço, manifesta-se com sua personalidade (reencarnação) anterior, aos familiares que deixara ao morrer como Ricardo. Em tarefas de nosso grupo mediúnico, conhecemos uma entidade recém-encarnada era ainda um bebê, que não tinha controle sobre o corpo físico e, por conseguinte, nenhuma condição de se comunicar com a família. No entanto, revelou-se lúcido e consciente de sua situação no encontro mantido, em desdobramento, com nossos amigos espirituais. O caso está relatado no capítulo 19 - Filhos deficientes, de "Nossos Filhos são Espíritos". Ignoro, pois, em que condições ocorre o estado de perturbação a que se referem os Espíritos.


Hermínio C.Miranda
Fonte: CVDEE - Centro Virtual de Divulgação e Estudo do Espírito


07 agosto 2016

Soluções Terapêuticas da Medicina Espírita

 
SOLUÇÕES TERAPÊUTICAS DA MEDICINA ESPÍRITA


Diante das enfermidades o Espiritismo não recomenda o conformismo, por isso é justo buscar a medicina terrena, que pode suavizar a dor e refrear a doença no limite da permissão de Deus. Se a Providência Divina pôs os remédios ao nosso alcance é porque podemos e precisamos utilizá-los a fim de combater as energias danosas que migraram do perispírito para o corpo físico.

Tem médico receitando bom humor, outro trocando remédio por aulas de surf para tratar doenças crônicas e até aquele que investe em comida fresquinha, saudável e barata. O médico Garth Davis, do Mermorian Herman Medical Center, no Texas, vem chamando atenção por cuidar de seus pacientes de uma forma muito orgânica. [1] Davis costuma receitar alimentos frescos como tratamento. Para isso, ele criou sua própria farmácia responsável por distribuir legumes, verduras e frutas orgânicas, a Farmacy Stand. Garth fechou uma parceria com a Kristina Gabrielle Carrillo-Bucaram, fundadora da Rawfully Organic, a maior rede de cooperação sem fins lucrativos de alimentos orgânicos com sede em Houston. [2]

Sem entrar no mérito das eficácias da alimentação sadia, dos medicamentos fitoterápicos, alopáticos ou homeopáticos, cremos que as causas das doenças transpõem os aspectos biológicos. Há enfermidades que exigem tratamentos demorados, outras vezes precisamos até de cirurgia, mas tudo tem sua matriz na alma e está sob as diretrizes da “Lei de Causa e Efeito”, que visa despertar a reforma moral do doente através de processos dolorosos.

Qualquer medida preventiva ou profilática em relação às doenças tem que se iniciar na conduta mental do doente, exteriorizando-se na ação moral que reflete o velho conceito latino: mens sana in corpore sano. A doença não é uma causa, é uma consequência proveniente dos alentos negativos que circundam os nossos organismos psicossomático e físico.

O controle das energias mento-espiritual é proeza dos pensamentos, dos desejos e dos sentimentos, portanto possuímos potências energéticas que nos causam saúde ou doenças em razão das disciplinas ou desordens mentais e emocionais. Por conseguinte, “assim como o corpo físico pode ingerir alimentos venenosos que lhe intoxicam os tecidos, também o organismo perispiritual absorve elementos que lhe degradam, com reflexos sobre as células materiais”. [3]

Se ainda não conseguimos disciplinar e dominar as emoções e mantemos paixões (ódio, inveja, mágoa, rancor, ideia de vingança), invariavelmente entraremos em sintonia com os irmãos enfermos do plano espiritual (obsessores), que emitirão fluidos maléficos para impregnar nosso perispírito, intoxicando-nos com suas emissões de energias insalubres, podendo nos levar a doenças crônicas.

Os médicos de boa formação espírita compreendem muito bem que a resposta para as enfermidades, que há milênios perturba a humanidade, está em nossa mente. Sobre a base dos estudos de médicos encarnados e desencarnados, a medicina à luz do espiritismo vem se fortalecendo cada vez mais na Terra. São enfermos e médicos, que encontraram na Doutrina Espírita diferentes interpretações para toda e qualquer enfermidade.

Ao contrário dos médicos tradicionais, os médicos espíritas dizem anular paradigmas ao avaliar, em seus consultórios, também a essência (alma) daquele paciente que busca socorro. Seja diante de um simples resfriado, um transtorno mental ou até mesmo um câncer, os médicos que abraçam o Espiritismo, ao contrário do médico clássico, não analisam no paciente apenas o corpo biológico enfermo, mas o espírito, a alma e suas vivências morais, que dizem muito para o diagnóstico eficaz.

Não ignoram os médicos espiritas que a saúde e a doença estão enraizados no espírito e não na matéria, como acredita a medicina clássica. Obviamente os tratamentos à luz do Espiritismo não abandonam os remédios tradicionais e tampouco as tecnologias, porém vão além. Propõem os recursos terapêuticos da água fluidificada. Indicam o passe, isto é, a transfusão de energias fisiopsíquicas através das emissões de magnetismo pela imposição das mãos de um médium. E ainda sugerem a técnica básica do tratamento da obsessão fundamentada na doutrinação dos espíritos envolvidos, encarnados e desencarnados.

Todos tipos de doenças pertencem às provas e às vicissitudes da vida terrena. São intrínsecos à nossa natureza material e à inferioridade do mundo que habitamos. Nos orbes mais adiantados, física e moralmente, o corpo humano, mais refinado e menos pesado, não está sujeito às mesmas doenças a que está exposto no nosso, e o corpo não é minado pela devastação das paixões. Se Deus não quisesse que pudéssemos curar ou aliviar os sofrimentos mentais e físicos, em certos casos, não teria colocado diversos meios medicinais à nossa disposição. Ao lado da medicação ordinária, elaborada pela ciência, o magnetismo e a desobsessão nos deram a conhecer o poder da ação dos Espíritos, e o Espiritismo veio comprovar-nos o potencial da mediunidade curativa e a poderosa influência da prece.



Jorge Hessen


Referências:


[2] idem.

[3] Xavier , Francisco Cândido. Nos Domínios da Mediunidade, ditado pelo espírito André Luiz, Rio de janeiro: ED. Feb, 1999.

06 agosto 2016

Processos de libertação da culpa - Joanna de Ângelis



PROCESSOS DE LIBERTAÇÃO DA CULPA



Há uma culpa saudável que deve acompanhar os atos humanos quando os mesmos não correspondem aos padrões do equilíbrio e da ética. Esse sentimento, porém, deve ser encarado como um sentido de responsabilidade.

Sem ela, perder-se-ia o controle da situação, permitindo que os indivíduos agissem irresponsavelmente.

Todas as criaturas cometem erros, alguns de natureza grave. No entanto, não tem por que desanimar na luta ou abandonar os compromissos de elevação moral.

O antídoto para a culpa é o perdão. Esse perdão poderá ser direcionado a si mesmo, a quem foi a vítima, à comunidade, à Natureza.

Desde que a paz e a culpa não podem conviver juntas, porque uma elimina a presença da outra, torna-se necessário o exercício da compreensão da própria fraqueza, para que possa a criatura libertar-se da dolorosa injunção.

A coragem de pedir perdão e a capacidade de perdoar são dois mecanismos terapêuticos liberadores da culpa.

Consciente do erro, torna-se exequível que se busque uma forma de reparação, e nenhuma é mais eficiente do que a de auxiliar aquele a quem se ofendeu ou prejudicou, ensejando-lhe a recomposição do que foi danificado.

Tratando-se de culpa que remanesce no inconsciente, procedente de existência passada, a mudança de atitude em relação à vida e aos relacionamentos, ensejando-se trabalho de edificação, torna-se o mais produtivo recurso propiciador do equilíbrio e libertador da carga conflitiva.

Ignorando-se-lhe a procedência, não se lhe impede a presença em forma de angústia, de insegurança, de insatisfação, de ausência de merecimento a respeito de tudo de bom e de útil quanto sucede... Assim mesmo, o esforço em favor da solidariedade e da compaixão, elabora mecanismos de diluição do processo afligente.

É comum que o sentimento de vergonha se instale no período infantil, quando ainda não se tem ideia de responsabilidade de deveres, mas se sabe o que é correto ou não para praticar. Não resistindo ao impulso agressivo ou à ação ilegítima, logo advém a vergonha pelo que foi feito, empurrando para fugas psicológicas automáticas que irão repercutir na idade adulta, embora ignorando-se a razão, o porquê.

A culpa tem a ver com o que foi feito de errado, enquanto que o sentimento de vergonha denota a consciência da irresponsabilidade, o conhecimento da ação negativa que foi praticada.

Somente a decisão de permitir-se herança perturbadora, que remanesce do período infantil, superando-a, torna possível a conquista do equilíbrio, da auto-segurança, da paz.

A saúde mental e comportamental impõe a liberação da culpa, utilizando-se do contributo valioso do discernimento que avalia a qualidade das ações e permite as reparações quando equivocadas e o prosseguimento delas quando acertadas.


Fonte: Do livro “Conflitos Existenciais” pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografado por Divaldo Franco.

05 agosto 2016

Inevitalvemente - Marco Prisco

 
INEVITAVELMENTE

Refugie-se nas abençoadas paisagens do amor, a fim de poder amar-se em profundidade, significando que você deverá trabalhar-se moral, intelectual e espiritualmente, a fim de ser melhor em cada momento, superando as tendências maléficas que ainda predominam em a sua natureza.

Todo o bem que puder fazer, realize-o, estimulando-se e crescendo interiormente.

Recorde-se de que você é a única pessoa que convirá com você mesmo para todo o sempre.

*

Nunca subestime a lição do sofrimento, recebendo-o com boa disposição interior.

Ninguém passa pelo carreio da evolução sem as experiências de alegria e de dor, de felicidade e de desdita. São essas, as denominadas desagradáveis, que ajudam na seleção daquelas outras, que são denominadas prazerosas.

O processo da evolução é realizado através de etapas, nas quais as escamas da ignorância e da sombra são diluídas, a fim de que se instale no cerne do ser a peregrina luz da sabedoria.

*

Tenha paciência com você mesmo, sendo mais gentil e perdoando-se mais. Isso não significa que esteja de acordo com os procedimentos infelizes, mas sim, que os recebe de maneira positiva, como experiências da evolução.

Manter ressentimentos íntimos, especialmente em relação a si mesmo, constitui um morbo que se transforma em enfermidade emocional, depois física, e por fim, destruidora...

Compreenda que você está num estágio de aprendizagem, no qual o erro é fenômeno natural, mas permanecer nele significa falta de consideração por si mesmo.

*

Seja simpático com todos, mesmo nos seus momentos menos saudáveis.

Seus amigos, inimigos ou desconhecidos, não devem ser molestados com a sua indisposição de momento.

Treinando bem-estar, você criará condições para que se modifiquem as circunstâncias internas para melhor, mesmo que os fatos não se hajam alterados. Com essa disposição, você verá melhor a situação em que se encontra e descobrirá soluções mais rápidas e mais felizes para qualquer conjuntura perturbadora.

*

Cultive as conversações edificantes, apesar do anseio de queixar-se, exteriorizando as angústias e decepções que os assinalem nos momentos infelizes.

Os outros também têm problemas não resolvidos e dificilmente entenderão os que se passa com você, necessitados como se encontram de ser entendidos.

A queixa é um miasma envolvente, que sempre piora qualquer situação. Quanto mais é comentada pior se apresenta o quadro, fixando-se na mente e dando lugar a ressentimentos e frustrações. À semelhança de lodo, quanto mais é movimentado, mais exala putrefação.


Busque a ajuda da alegria, sem algazarra nem vulgaridade.

Um semblante aberto ao sorriso de esperança e de bondade esparze confiança e amizade em toda parte.

Uma carranca sempre desagrada, produzindo vibrações de antipatia e animosidade, que são desferidas contra aquele que se mantém fechado em si mesmo.

O mundo não é hostil, porque é neutro. São as pessoas como você que o tornam generoso ou agressivo, bondoso ou perverso.

*

Faça sempre a sua parte mantendo a consciência do dever.

Não lhe importem os outros, aquele se comprazem na ignorância e, por isso mesmo, tornam-se problema para eles próprios, assim como para os demais.

Se cada pessoa lúcida conscientizar-se de que a sombra nunca vence a luz, o mundo ficará inundado de claridade, que é a mais bela expressão do Amor que se exterioriza.

*

Inevitavelmente, o seu auto amor torna-se essencial para o amor entre todos, e por consequência, o amor a Deus. Ame-se, pois, um pouco mais, exteriorizando-se na direção do seu próximo e perceberá que já ama a Deus na expressão de todas as coisas e pessoas que Ele criou.


Marco Prisco
Psicografia de Divaldo P. Franco
Fonte: Do livro Diretrizes para uma vida Feliz, psicografado pelo médium Divaldo P. Franco

04 agosto 2016

Banho e passe - Miramez



BANHO E PASSE

O contato da água no corpo provoca um estímulo magnético, que percorre todo o organismo, deixando-o calmo, e preparando-o para o sono reparador ou as lutas de cada dia. O banho diário, quando encontra na mente apoio, torna-se um passe. Além das virtudes curativas da água, enxertar-se-ão fluidos magnéticos, de acordo com a irradiação da alma.

A disciplina dos pensamentos é uma fonte de bem-estar, na hora da higiene do instrumento carnal. No instante do banho é preciso que entendais a necessidade da alegria, que o vosso pensamento sustente o amor, até ao próprio líquido que vos serve de asseio. Visualizai, além da água que cai em profusão, a contraparte, como fluidos espirituais banhando todo o vosso ser. O impulso dessa energia destampa no vosso íntimo a lembrança da fé, da esperança, da solidariedade, do contentamento e do trabalho.

Por este motivo, banho e passe, conjugados, são uma magia divina ao alcance das vossas mãos. O chuveiro seria como um médium da água e, esta, o fluido que vivifica o corpo. Poder-se-á vincular o banho ao passe, e ele poderá ser uma transfusão de energias eletromagnéticas, dependendo do modo pelo qual pensais. Uma mente ordena na alta disciplina e pela concentração, em segundos, selecionará, em seu derredor, grande quantidade de magnetismo espiritual, e os adicionará, pela vontade, na água que lhe serve de veículo de limpeza física, passando a ser útil na higiene psíquica.

Sabeis por que, ao tomar banho, sentimo-nos comovidos, a ponto de nos tornamos cantores? É a alegria advinda da esperança, de que a água é portadora pelos fluidos espirituais, que lhes são ajustados por bênção do amor. O lar é o vosso aprisco acolhedor, e nele existem espíritos de grande elevação, cuja dedicação e carinho coma família nos mostrará como Deus é bom. Essa assistência atinge igualmente as coisas materiais, desde a arborização, até o preparo das águas que nos servem.

Quantas doenças surgem e desaparecem sem que a própria família se cientifique disso? É a misericórdia do Senhor pelos emissários de Jesus, operando na dimensão oculta para os homens, e encarregados de assistir ao lar. Eles colocam fluidos apropriados nas águas para banho, e nas que tomais. E quando eles encontram disposições mentais favoráveis alegram-se pela grande eficiência do trabalho.

Na hora do repasto é sagrado e conveniente que tenhais boas conversações. No momento do banho, é preciso que ajudeis com pensamentos nobres, tanto quanto a prece, para que tenhais mãos mais eficientes operando em vosso favor. Se quereis quantidade maior de oxigênio nitrogenado, basta pensardes firmemente que estais recebendo esses elementos,e a natureza dar-vos-á com abundância. É o “pedi e obtereis” do Cristo. E com o tempo estareis mestre nessa operação.

A alegria tem também bases físicas. Um corpo sadio nos proporcionará facilidades para expressar o amor. Quando tomardes o vosso café pela manhã, tomai-o convicto de que estais absorvendo, juntamente com os ingredientes materiais, a porção de fluidos curativos, de modo a desembaraçar todo o miasma pesado que impede o fluxo da força vital em vosso corpo. E saireis da mesa dispostos para o trabalho, como também para a vida. Despedi-vos dos vossos familiares com um sorriso agradável, e deixai deslumbrar em vosso olhar o otimismo, de maneira a fascinar todos, que eles, ocultamente, vos beneficiarão, sem que percebais.

Lembrai-vos de que um copo de água que tomais, onde quer quê seja, é, sobremaneira, um banho e passe, por dentro. Não vos esqueçais de sorvê-lo com alegria e amor. Lembrando com gratidão de quem vos deu, porque, se ele vem rico de coisas espirituais, aumentará com o que tendes. Se não, os fluidos que vos cercam, canalizados pela vossa mente, limparão o acrescido na água, inútil à vossa saúde, como vigilância da vossa parte. É muito bom saber, como é muito bom amar. São dois caminhos paralelos, que a felicidade percorre com alegria.


Pelo Espírito Miramez
Psicografia de João Maia
Livro fonte: Horizonte da Mente

03 agosto 2016

A lei da causa e efeito - Hugo Lapa

 
A LEI DA CAUSA E EFEITO


Toda causa tem seu efeito, todo efeito tem sua causa; tudo acontece de acordo com a Lei. O acaso é simplesmente o nome dado a uma lei desconhecida; há muitos planos de causalidade, porém nada escapa à lei.

Esse princípio está contido na lei do karma, ou lei de causa e efeito. Ele afirma que tudo ocorre com base numa causa e tem como resultado uma consequência. Nada existe que seja sem uma causa, pois, como já dissemos, a ideia do acaso é falsa, irreal e tão somente uma falha de nossa percepção.

O que julgamos acaso é tão somente uma lei que ainda não foi percebida e compreendida, e que permanece ainda desconhecida, mas um dia vai se revelar a nós, mesmo que isso demore muito tempo. Por mais aleatório que algo possa parecer, sempre devem existir leis que precipitam tal coisa ocorrer de uma forma e não de outra. Por mais dolorida e sofrida que seja uma situação, devemos sempre pensar que estamos dentro da influência de leis naturais perfeitas, atuando sobre nós e sempre nos empurrando para o aperfeiçoamento.

Tudo está interligado e todas as coisas formam uma corrente que vão influenciando umas as outras, e formando as relações de causa e efeito entre os acontecimentos da vida. Não pode haver uma corrente se não existir um elo que as una, e esse elo se expressa em vários aspectos e um deles é a forma como está descrito o princípio de causa e efeito.

Apesar dessa corrente de causas e efeitos ser um fator de robusta influência aos seres, eles podem modificar esse esquema e ir além dele, e nisso consiste a sabedoria divina, pois todos somos capazes de transcender a força dessa corrente e não se abalar com coisa alguma. Assim, a reencarnação é uma função dos princípios do polaridade, do ritmo e de causa e efeito. O que fizemos numa vida é a causa de um efeito que pode se expressar em outra vida. Fica bem claro que esses três princípios existem de forma bastante semelhante e não é possível imaginar um sem o outro. Por isso, adiantamos que os princípios formam, em essência, um mesmo princípio e que suas diferentes manifestações não são mais do que aspectos diferentes de uma mesma lei fundamental.

Hugo Lapa


02 agosto 2016

Aborto criminoso - André Luiz

 
ABORTO CRIMINOSO


Em meio a tantos casos de microcefalia poderá está havendo inúmeros casos de aborto criminoso de fetos que carreguem a dificuldade física da microcefalia. O aborto é uma das práticas mais criminosas em que não dar a oportunidade da vítima se defender, isto ocorrendo pelo grandíssimo egoísmo por parte da mais responsável, a mãe, pois não sabe aceitar o seu bebê como ele é, e não sabe assim amar. Desta forma ao invés de progredir a sua evolução recebendo um bebê, com o aborto é a contração de mais dívidas perante as Leis Divinas, e posteriormente mais sofrimentos para sanar tais erros.

Encontramos no livro Evolução em Dois Mundos, pelo Espírito André Luiz, e psicografado por Chico Xavier e Waldo Vieira. O texto que transcrevo abaixo sobre o aborto criminoso, em que André Luiz nos explica as responsabilidades que cabem ao pai e a mãe, assim como no futuro as doenças físicas mais graves em que o aborto vai causar tanto na mãe a mais responsável, e no pai que também é lesado por doenças futuras por não ter assumido a responsabilidade que o cabia, assim como também a pessoa que realizou o aborto; como nos informa também as causas emocionais e psíquicas que esta prática criminosa causa nos que a prática.

- Reconhecendo-se que os crimes do aborto provocado criminosamente surgem, em esmagadora maioria, nas classes mais responsáveis da comunidade terrestre, como identificar o trabalho expiatório que lhes diz respeito, se passam quase totalmente despercebidos da justiça humana?

Temos no plano terrestre cada povo com o seu código penal apropriado à evolução em que se encontra, mas, considerando o Universo em sua totalidade como Reino divino, vamos encontrar o bem do Criador para todas as criaturas, como Lei básica, cujas transgressões deliberadas são corrigidas no próprio infrator, com o objetivo natural de conseguir-se, em casa circulo de trabalho no campo cósmico, o máximo de equilíbrio com o respeito máximo aos direitos alheios, dentro da mínima cota de pena.

Atendendo-se, no entanto, a que a Justiça perfeita se eleva, indefectível, sobre o perfeito amor, no hausto de Deus “em que nos movemos e existimos”, toda reparação, perante a lei básica a que nos reportamos, se realiza em termos de vida eterna, e não segundo a vida fragmentaria que conhecemos na encarnação humana, porquanto uma existência pode estar repleta de acertos e desacertos, méritos e deméritos, e a misericórdia do Senhor preceitua não que o delinquente seja flagelado, com extensão indiscriminada de dor expiatória, o que seria volúpia de castigar nos tribunais do destino, invariavelmente regidos pela Equidade soberana, mas sim que o mal seja suprimido de suas vítimas, com a possível redução do sofrimento.

Desse modo, segundo o princípio universal do Direito cósmico a expressar-se, claro, no ensino de Jesus que manda conferir “a cada um de acordo com as próprias obras”. Arquivamos em nós as raízes do mal que acalentamos, para extirpá-las à custa do esforço próprio, em companhia daqueles que se nos afinem à faixa de culpa, com os quais, perante a Justiça eterna, os nossos débitos jazem associados.

Em face de semelhantes fundamentos, certa romagem na carne, entremeada de créditos e dividas, pode terminar com aparência de regularidade irrepreensível para a alma que desencarna, sob o apreço dos que lhe comungam a experiência, seguindo-se de outra em que essa mesma criatura assuma a empreitada do resgate próprio, suportando nos ombros as consequências das culpas contraídas diante de Deus e de si mesma, a fim de reabilitar-se ante a harmonia divina, caminhando, assim transitoriamente, ao lado de espíritos incursos em regeneração da mesma espécie.

É dessa forma que a mulher e o homem acumpliciados nas ocorrências do aborto delituoso, mas principalmente a mulher, cujo grau de responsabilidade nas faltas dessa natureza é muito maior, à frente da vida que ela prometeu honrar com nobreza, na maternidade sublime, desajustam as energias psicossomáticas, com mais penetrante desequilíbrio do centro genésico, implantando nos tecidos da própria alma sementeira de males que frutescerão, mais tarde, em regime de produção a tempo certo.

Isso ocorre não somente porque o remorso se lhes entranhe no ser, à feição de víbora magnética, mas também porque assimilam, inevitavelmente, as vibrações de angústias e desespero e, por vezes, de revolta e vingança dos espíritos que a Lei lhes reservara para filhos do próprio sangue, na obra de restauração do destino.

No homem, o resultado dessas ações aparece, quase sempre, em existência imediata aquela na qual se envolveu em compromissos desse jaez, na forma de moléstias testiculares, disendocrinias diversas, distúrbios mentais, com evidente obsessão por parte de forças invisíveis emanadas de entidades retardatárias que ainda encontram dificuldade para exculpar-lhes a deserção.

Nas mulheres, as derivações surgem extremamente mais graves. O aborto provocado, sem necessidade terapêutica, revela-se matematicamente seguido por choques traumáticos no corpo espiritual, tantas vezes quantas se repetir o delito de lesa-maternidade, mergulhando as mulheres que o perpetram em angústias indefiníveis, além da morte, uma vez que, por mais extensas se lhes façam as gratificações e os obséquios dos espíritos amigos e benfeitores que lhes recordam as qualidades elogiáveis, mais se sentem diminuídas moralmente em si mesmas, com o centro genésico desordenado e infeliz, assim como alguém indebitamente admitindo num festim brilhante, carregando uma chaga que a todo instante se denuncia.

Dessarte, ressurgem na vida física, externando gravidade, na tessitura celular de que se revestem, a disfunção que podemos nomear como a miopraxia do centro genésico atonizado, padecendo, logo que reconduzidas ao curso da maternidade terrestre, as toxemias da gestação. Dilapidado o equilíbrio do centro referido, as células ciliadas, mucíparas e intercalares não dispõem da força precisa na mucosa tubária para a condução do óvulo na trajetória endossalpingeana, nem para alimentá-lo no impulso da migração por deficiência hormonal do ovário, determinando não apenas os fenômenos da prenhez ectópica ou localização heterotópica do ovo, mas também certas síndromes hemorrágicas de suma importância, decorrentes da nidação do ovo fora do endométrio ortotópico, ainda mesmo quando já esteja acomodado na concha uterina, trazendo habitualmente os embaraços da placentação baixa ou a placenta prévia hemorragípara que constituem, na parturição, verdadeiro suplício para as mulheres portadoras de órgãos germinal em desajuste.

Enquadradas na arritmia do centro genésico, outras alterações orgânicas aparecem, flagelando a vida feminina, como sejam o deslocamento da placenta eutópica, por hiperatividade histolítica da vilosidade corial; a hipocinesia uterina, favorecendo a germicultura do estreptococo ou do gonococo, depois das crises endometríticas puerperais; a salpingite tuberculosa; a degeneração cística do cório; a salpingo-oforite, em que o edema e o exsudato fibrinoso provocam a aderência das pregas da mucosa tubária, preparando campo propício às grandes inflamações anexiais, sem que o ovário e a trompa experimentam a formação de tumores purulentos que os identificam no mesmo processo de desagregação; as síndromes circulatórias da gravidez aparentemente normal, quando a mulher, no pretérito, viciou também o centro cardíaco, em consequência do aborto calculado e seguido por disritmia das forças psicossomáticas que regulam o eixo elétrico do coração, ressentindo-se, como resultado, na nova encarnação e em pleno surto de gravidez, da miopraxia do aparelho cardiovascular, com aumento da carga plasmática na corrente sanguínea, por deficiência no orçamento hormonal, daí resultando graves problemas da cardiopatia consequente.

Temos ainda a considerar que a mulher sintonizada com os deveres da maternidade na primeira ou, às vezes, até na segunda gestação, quando descamba para o aborto criminoso, na geração dos filhos posteriores, inocula automaticamente no centro genésico e no centro esplênico do corpo espiritual as causas sutis de desequilíbrio recôndito, a se lhe evidenciarem na existência próxima pela vasta acumulação do antígeno que lhe imporá as divergências sanguíneas com que asfixia, gradativamente, por meio da hemólise, o rebento de amor que alberga carinhosamente no próprio seio, a partir da segunda ou terceira gestação, porque as enfermidades do corpo humano, como reflexos das depressões profundas da alma, ocorrem dentro de justos períodos etários.

Além dos sintomas que abordamos em sintética digressão na etiopatogenia das moléstias do órgão genital da mulher, surpreenderemos largo capítulo a ponderar no campo nervoso, em face da hiperexcitação do centro cerebral, com inquietantes modificações da personalidade, a raiarem, muitas vezes, no martirológio da obsessão, devendo-se ainda salientar o caráter doloroso dos efeitos espirituais do aborto criminoso para os ginecologistas e obstetras delinquentes.

- Para melhorar a própria situação, que deve fazer a mulher que se reconhece, na atualidade, com dívidas no aborto provocado, antecipando-se, desde agora, no trabalho da sua própria melhoria moral, antes que a próxima existência lhe imponha as aflições regenerativas?

Sabemos que é possível renovar o destino todos os dias. Quem ontem abandonou os próprios filhos pode hoje afeiçoar-se aos filhos alheios, necessitados de carinho e abnegação. O próprio Evangelho do Senhor, na palavra do apóstolo Pedro, adverte-nos quanto à necessidade de cultivarmos ardente caridade uns para com os outros, porque a caridade cobre a multidão de nossos males ( Pedro, 4:8).


Pelo Espírito André Luiz
Fonte: Evolução em Dois Mundos
Psicografia de Chico Xavier e Waldo Vieira 

01 agosto 2016

A história da reencarnação de um político brasileiro - J.Raul Teixeira



A HISTÓRIA DA REENCANAÇÃO DE UM POLÍTICO BRASILEIRO


José Raul Teixeira, mais conhecido como Raul Teixeira, trouxe ao conhecimento do público uma história que nos faz refletir sobre a vida dos políticos corruptos e o que pode o futuro os apresentar. A experiência de Raul Teixeira foi a seguinte:

Certo dia Raul Teixeira ia a uma conferência em uma cidade importante do Brasil, e ao dirigir-se para almoçar no restaurante, com os seus anfitriões, enquanto esperavam que o semáforo abrisse para atravessarem larga avenida, ele observou uma mulher andrajosa ao lado, no caixote do lixo a procurar comida e a separar o lixo mais limpo do mais sujo.

Tal cena causou-lhe tamanha impressão, que perdeu a vontade de almoçar, embora a necessidade de o fazer.

Enquanto tentava se recompor mentalmente, já no restaurante, pensando naquele ser que nada tinha, e ele ali num restaurante com os seus amigos, apareceu-lhe, através do fenômeno da vidência espiritual, um Espírito Amigo que o acompanha na sua tarefa doutrinária, que o acalmou, referindo que mesmo que fosse dar comida aquela senhora ela recusaria.



E o Espírito, em breves pinceladas contou a história daquela mulher, que nesta vida era a reencarnação de um famoso político brasileiro, ainda hoje muito conceituado, e que por ter prejudicado tanto o povo, tinha reencanado numa condição miserável, devido ao mecanismo do complexo de culpa que fez, após a morte do corpo de carne, no mundo espiritual (onde não conseguimos esconder nada, nem de nós, nem dos outros), voltando numa condição miserável para aprender a valorizar aquilo que ele tanto desprezara na vida anterior: as dificuldades financeiras do próximo. Curiosamente, o nome desse famoso político estava afixado nesse local, dando nome à avenida, e essa mulher, por um mecanismo de fixação inconsciente, não largava aquele local onde outrora lhe prestaram grandes homenagens.

Não era um castigo divino, mas sim uma decorrência da Lei de Causa e Efeito, onde cada um colhe de acordo com os seus atos, pensamentos e sentimentos.

Certa vez Chico Xavier fez a seguinte afirmação: “Devemos orar pelos políticos, pelos administradores da vida pública. A tentação do poder é muito grande. Eu não gostaria de estar no lugar de nenhum deles. A omissão de quem pode e não auxilia o povo é comparável a um crime que se pratica contra a comunidade interira. Tenho visto muitos espíritos dos que foram homens públicos na Terra em lastimável situação na Vida Espiritual.

Que está história também sirva para todos nós, pois “A plantação é livre, mas a colheita é obrigatória”.

José Raul Teixeira