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15 maio 2020

Sobre sua Família - Joanes



SOBRE SUA FAMÍLIA


É empolgante a marca da Providência Divina no seio das existências humanas.

No sentido de proporcionar apoios e socorros, cooperações e ensinamentos, prepara o Criador o grupo de companheiros que chegarão ao mundo corporal nas malhas da familiaridade consangüínea.

Sabemos que, segundo as condições do nosso mundo, as relações familiares não são as assinaladas por perfeita harmonia, tendo-se em vista que, num campo de episódios relativos ao estágio provacional, as estruturas familiares devem estar submetidas a essa realidade.

Desse modo, são aproximados para a convivência doméstica, nas várias situações de parentesco, espíritos que são simpáticos no bem ou simpáticos nos equívocos; seres que se amam profundamente ou que começam a se amar; outros, ainda, que se abominam, presos pelas intenções divinas de libertá-los de suas deficiências na vivência em comum - intenções de que eles tenham esmerilhados os antagonismos, dissipadas as malquerenças, desfeitas as mágoas, transformados os ódios.

Desde os cônjuges que se ajudam nos passos do crescimento aos irmãos que reforçam os laços ternos das almas; desde os afins que se estimam e vibram com os bons sucessos recíprocos aos afetos que se valorizam e incentivam entre si. Desde esposos que se estranham aos irmãos que se agridem; desde filhos que se perturbam nos vales escuros da teimosia irracional aos afins que se toleram a custo, tudo isto forma painéis das vivências de inumeráveis grupos familiares.

Aparecem queixas diversas sobre familiares que se mostram atenciosos e cordatos com pessoas de fora o lar, mas que são indiferentes ou ásperos com os membros de casa.

Surgem reclamações sobre familiares que estão sempre prontos a aparentar grandezas, com presentes e gastos com os de fora, enquanto se fazem sovinas e coercitivos com os parentes no lar.

É na estrutura da família que cada um aprende o melhor para o seu progresso definitivo.

É na família que encontramos o cadinho especial no qual o fogo das lutas, o atrito das lides, o lixar das diferenças vão aperfeiçoando seus pares, que passam a obter conquistas difíceis e vitórias impensadas. É onde as bênçãos do crescimento individual se estabelecem sob o patrocínio da boa vontade.

Por mais complicado que se mostre o quadro da sua família terrena, ainda que você se sinta atado a forte processo de graves reajustamentos, ainda quando perceba que suas energias se esgotam no fragor das batalhas internas, e que tudo pareça conspirar contra a sua alegria doméstica, jamais se entregue ao desespero, nunca se perca no descaminho da rebelião.

Creia que o Pai Criador que os uniu não comete enganos, e que por isso você está no contexto ao qual faz jus, com as almas com as quais precisa se exercitar para a definitiva instalação do bem no grupo.

Honre-se com a chance que tem de estar vinculado ao seu grupo familiar; rejubile-se por ter a cabeça afagada pelas mãos enternecidas de sua mãe; vibre confiante pela presença paterna, ativa e vigilante, na estrada por onde você trilha; aprenda a retirar boas lições para a sua vida, através das várias diferenças dessa alma que o Senhor lhe ofereceu na pele de irmão carnal, guardando a certeza de que, apesar de todas as pelejas difíceis que vive a equipe doméstica, foi Deus que permitiu a união de todos, em razão das vivências mais ou menos distanciadas no tempo que tiveram.

Acerte-se com a própria consciência, a fim de comungar com as supremas leis do Criador. Verifique onde você tem sonegado atenção ao lar ou a partir de onde tem-se feito cruel com os que o amam, ou, pelo menos, o servem, esforçando-se por modificar essas indesejáveis posturas.

Desenvolva seus sentimentos de bem-querer dirigidos aos seus familiares. E mesmo quando sinta que se mostra difícil maior aproximação emocional com alguns deles, confiante na ação do tempo que Deus lhe dá e no fortalecimento dos seus recursos morais, aprenda a desculpar, a compreender, a servir, aplainando os caminhos do amor verdadeiro para com eles, do mesmo modo que você espera que cada um deles aja em relação a você.

Seja a convivência luminosa ou difícil, amorosa ou fria, calma ou exasperada, não se esqueça de que é o grupo familiar que você merece.

Compreenda a sua família, ainda que com esforços, a fim de que você, observando bem que ela é, saiba compreender-se a si mesmo, percebendo quem você é, porque está vinculada a ela, e de que experiências pretéritas você vem.

Meditação: Os que encarnam numa família, sobretudo como parentes próximos, são, as mais das vezes, Espíritos simpáticos, ligados por anteriores relações, que se expressam por uma afeição recíproca na vida terrena. Mas, também pode acontecer sejam completamente estranhos uns aos outros esses Espíritos, afastados entre si por antipatias igualmente anteriores, que se traduzem na Terra por um mútuo antagonismo, que aí lhes serve de provação. (Cap. XIV, item 8, segundo parágrafo - ESE).


Joanes
Médium: José Raul Teixeira
Livro: Para Uso Diário

07 junho 2019

Cirurgias Espirituais nas Casas Espíritas - J.Raul Teixeira


CIRURGIAS ESPIRITUAIS NAS CASAS ESPÍRITAS


Quando falamos em cirurgias espirituais, temos que destacar aquilo que os Espíritos fazem e de que, muitas vezes, não temos consciência. Eles trabalham no campo do perispírito, utilizando-se dos recursos fluídicos do mundo espiritual e do poder mediúnico que a casa tem, em função do seu corpo de médiuns, e que nem ficamos sabendo. Quando passamos a saber, costumamos fazer em torno disso um verdadeiro carnaval. Então, surgem celeumas, discrepâncias, desentendimentos, jogos de interesse e cerimoniais plenamente desnecessários para o trabalho em questão.

Quando se tratar de cirurgias com utilização de instrumentos de perfuração ou corte, a casa espírita deverá todo cuidado possível porque essa não é a proposta da Doutrina Espírita. Com todo respeito devido aos médiuns curadores que utilizam as facas, canivetes, bisturis, serras, agulhas, etc, cumpre saibamos que não é essa a finalidade de um centro espírita, evitando, sempre que possível, semelhantes práticas em nossas instituições. Perfurações, cortes, extirpações de órgãos e tudo o mais nessa órbita são da alçada da medicina humana, e devemos respeito aos facultativos, respeito à ciência.

Temos à nossa disposição a fluidoterapia, que é uma forma de tratamento que os Espíritos nos ensinaram, conforme as referências de Allan Kardec, no cap. XIV, itens 32 e 33, de A Gênese, o que deve ser observado e realizado com profunda unção, identificando os princípios da fluidoterapia com as perfeitas leis da natureza.

Há, contudo, médiuns com possibilidade de realizar essas atividades de cura espiritual, sem que pertençam a centro espírita algum, mas quando pertencem, é comum haver muita indisciplina em torno desse tipo de atividade, porquanto são raros os dirigentes que não se põem extasiados diante dessa expressão mediúnica, passando a devotar aos médiuns uma perigosa veneração e por isso se sentem desencorajados de lhes chamar a atenção para a indispensável vigilância e a urgente renovação, enquanto atuam nos labores do bem ao próximo.

É muita gente que procura essa faceta mediúnica, é muita gente que a deseja e diversos são os médiuns que se dedicam a essa lida, mas que se sentem impossibilitados de vivenciar a disciplina que o Espiritismo propõe, e passam, em nome do exercício da caridade, a dedicar um tempo muito grande a essas práticas, deixando de lado o tempo precioso para os estudos indispensáveis para refletir em torno da sua própria atividade, para saber como atuam os Espíritos por seu intermédio, que objetivos têm eles ao se prestar a esse serviço; e por desconhecer o sentido da mediunidade para a vida dos médiuns, menosprezam os esforços da autorrenovação, conquanto se apoiem, quase sempre, numa visão distorcida do que seja a prática da caridade. Esse é um aspecto perigoso das práticas cirúrgicas nos centros espíritas. É certo que os Espíritos dedicados ao bem do próximo realizam verdadeiros prodígios sem que o saibamos. Outros dão-se a conhecer, mas investem recursos na melhoria íntima daqueles aos quais oferecem curas físicas, em nome do Senhor.

No Rio de Janeiro há instituições muito conhecidas que, como o Templo Espírita Tupyara, realizam respeitáveis trabalhos de tratamento de saúde física, que se tornaram dignos de confiança pelos resultados obtidos, em razão dos médiuns que lidam nesse labor serem instados às disciplinas e à boa conduta, para que possam merecer o auxílio dos Bons Espíritos. Realizam tratamentos cirúrgicos à distância sem que nenhum médium necessite furar ou cortar os pacientes. É comum que as pessoas sintam os resultados e as curas são realizadas, demonstrando, exatamente, aquilo que O Livro dos Médiuns nos ensina, ou seja, quando há mérito do enfermo e um médium em boas condições para a realização do fenômeno da cura, ela se dá.

Os indispensáveis cuidados que o centro espírita deverá ter são: primeiro, verificar se há médiuns com essas habilidades todas - que são raros - e, depois, que tipo de trabalho será chancelado pela instituição, em nome do Espiritismo. O tratamento da saúde alheia é algo de muita responsabilidade.


J.Raul Teixeira


10 janeiro 2019

Quais as causas do sono em uma reunião espírita? E como evitá-lo? - Raul Teixeira



QUAIS AS CAUSAS DO SONO EM UMA REUNIÃO ESPÍRITA? 
E COMO EVITÁ-LO


O sono em uma reunião espírita: Quais as causas do sono de que muitos companheiros se queixam quando participam de uma reunião mediúnica? Como evitá-lo?

Raul Teixeira: – As causas podem ser várias. Desde o cansaço físico, quando o indivíduo que vem de atividades muito intensas e que, ao sentar-se, ao relaxar-se, naturalmente é tomado pelo torpor da sonolência.

Também, pode ser causado pela indiferença, pelo desligamento, quando alguém está num lugar, fisicamente, entretanto, pensando em outro, desejando não estar onde se acha. Compelido por uma circunstância qualquer, a pessoa se desloca mentalmente.

O sono pode, ainda, ser provocado por entidades espirituais que nos espreitam e que não têm nenhum interesse em nosso aprendizado para o nosso equilíbrio e crescimento.

Muitas vezes, os companheiros questionam. ‘Mas nós estamos no Centro Espírita, estamos num campo protegido e como o sono nos perturba?”

Temos que entender que tais entidades hipnotizadoras podem não penetrar o circuito de forças vibratórias da Instituição ficam do lado de fora. Mas, a pessoa que entrou no Centro, na reunião não sintonizou-se com o ambiente, continua vinculada aos que se conservam fora, e através dessa porta, desse plug aberto, ou dessa tomada, as entidades que ficaram lá de fora lançam seus tentáculos mentais, formando uma ponte. Então, estabelecida a ligação atuam na intimidade dos centros neuroniais desses incautos, que dormem, que se dizem desdobrar:

“Eu não estava dormindo… apenas desdobrei, eu ouvi tudo…

“Eles viram e ouviram tudo o que não fazia parte da reunião. Foram fazer a viagem com as entidades que os narcotizaram.

Deparamos aí com distúrbios graves, porque quando termina a reunião o indivíduo está fagueiro, ótimo e sem sono e vai assistir à televisão até altas horas, depois de se haver submetido aos fluidos enfermiços. Por isso recomendamos àqueles que estão cansados fisicamente, que façam um ligeiro repouso antes da reunião ainda que seja por poucos minutos, para que o organismo possa beneficiar-se do encontro, para que fiquem mais atentos durante o trabalho doutrinário, levantar-se, borrifar o rosto com água fria, colocar-se em uma posição discreta, sempre que possível ao fundo do salão, em pé, sem encostar-se, a fim de lutar contra o sono.

Apelar para a prece, porque sempre que estamos desejosos de participar do trabalho do bem, contamos com a eficiente colaboração dos Espíritos Bondosos. Faze a tua parte que o céu te ajudará.

Temos, então, o sono como esse terrível adversário de nossa participação, de nosso aprendizado, de nosso crescimento espiritual. Não permitamos que ele se apodere de nós. Lutemos o quanto conseguirmos, e deveremos conseguir sempre, para combatê-lo, para termos bons frutos no bom aprendizado.

Raul Teixeira
Do livro: Diretrizes de Segurança (Divaldo Franco e Raul Teixeira)


30 outubro 2018

Prospera no trabalho - Raul Teixeira



PROSPERA NO TRABALHO


Com toda a certeza, o ser humano estranha, ainda agora, o fato de ter que trabalhar para atender as necessidades da vida material.

Muitos, visivelmente agastados, questionam-se, tanto quanto indagam a terceiros, sobre quem tem a autoria do trabalho.

Um pouco de atenção, contudo,levar-nos- á e aos questionadores, bem como aos que demonstram ojeriza ao trabalho, à compreensão de que o trabalho é uma das bem-aventuradas leis de Deus, ainda que muitos mantenham sua indisposição a qualquer tipo de ocupação útil. Foi o Criador da Vida, sem embargo, o criador do trabalho.

Recordemo-nos de que o Cristo afirmou que o Pai Celestial trabalhava sempre, e que Ele trabalhava também.

Assim, longe de ser um ato lamentável ou algo doloroso, é o trabalho uma das grandes oportunidades para que a criatura humana se desenvolva e se aproxime do Senhor dos Mundos. Temos na Terra diferentes modos de realizar trabalho.

O trabalho de iluminação intelectual, que impõe vontade e disciplina, regularidade e disposição para realizá-lo.

O trabalho de renovação do universo cultural, que exige amadurecimento e sensibilidade, a fim de que a alma se assenhoreia desses valores.

O trabalho na gleba terrena, onde se desatam as folhas verdes e os grãos, que precisam de quem conheça o ofício de adubar, de podar e de regar, para que não se mutile o vegetal.

O trabalho de lavrar a madeira ou o ferro, com ancinhos e formões, serrotes e martelos, com forjas, bigornas e tornos, o que exige prudência e imaginação, para que se leve a cabo a empreitada.

O trabalho de projetar, calcular e construir a morada humana, por meio da criatividade da arquitetura, da lucidez do cálculo e da força muscular, o que somente se consegue após longos anos de bancos escolares e de experiências com as várias combinações e traçados dos materiais.

O trabalho realizado no mundo, portanto, apresenta-se como recurso indispensável para que se possa conquistar tanto os valores da teoria quanto os dotes experimentais.

Não foi sem sentido que os nobres Mensageiros da humanidade ensinaram que toda ocupação útil é trabalho.

Pobre de quem somente vê o trabalho como fonte de ganhos e de lucros pecuniários.

Triste de quem não consegue ver no trabalho, que ilumina a mente e faz crescer a alma ou que fortifica a musculatura e honra a existência, a forma feliz de o homem conseguir prestar serviço ao semelhante, o que redunda em favor de si mesmo.

É por esses motivos que nos devemos lançar no aprimoramento da alma e do corpo, por meio do trabalho, quer dizer, de toda e qualquer ação de utilidade que venhamos a desenvolver na Terra.

Adotemos, pois, os bons costumes de gostar de ler, de estudar, de tocar um instrumento, de desenvolver ciências e artes, ao mesmo tempo que nos cabe forjar luz na mente e no coração, a fim de que o Cristo passe a pulsar em nossas atitudes, fale com nossas palavras e brilhe na luz projetada dos nossos raciocínios e sentimentos.

Seja qual for a luta a enfrentar na Terra, não deveremos deixar de desenvolver, em nós e em redor de nós, o hábito por demais salutar de servir por meio do trabalho que possamos realizar.

Trabalho sempre, eis a nossa meta para que nos acerquemos sempre mais do nosso Pai Criador.

Guilherme March
Psicografia de Raul Teixeira, em 21.5.2009, no Instituto Espírita Bezerra de Menezes, em Niterói, RJ.

07 março 2018

Os papéis que assumimos na vida - Benedita Maria



OS PAPÉIS QUE ASSUMIMOS NA VIDA


Como são perfeitamente inteligentes os programas em que o Pai do Céu mergulhou Seus filhos, destinados à vivência terrestre, com vistas ao seu progresso continuado para a vitoriosa imortalidade!

Todos, sem exceção, experimentam, ao longo dos séculos e dos milênios, as mais diversificadas posições no seio da família. Os membros que formam um grupo familiar no planeta, tendo ou não convivido juntos no passado, vivenciaram, com certeza, posições alternadas em suas idas e vindas, Além-Terra-Além.

São os mesmos os Espíritos que nascem homens e mulheres, no planeta terreno, conforme ensina o Espiritismo. Alternam-se em seu retorno do Além ao mundo, a fim de que possam fazer o aprendizado que coube ao outro, em outra ocasião.

Mulheres esposas de hoje podem ter sido os homens esposos do pretérito; quem foi pai ou mãe retorna como filho ou filha nos limites do lar.

Irmãos e primos, tios e avós costumam alternar essas posições em suas novas famílias, de modo a se enriquecerem com as vivências íntimas, marcadas pelos tempos, ansiedades, ternura, medos, amargura, preocupações e os investimentos do amor. Além do aprendizado íntimo, em nível sentimental e emocional, existem as atividades sociais e laborais que devem ser bem exercidas para o crescimento.

Independentemente dos papéis que são vividos e alternados na família, alternam-se também os quadros do trabalho com que se fundamentam as profissões; das buscas do entendimento religioso e outras incontáveis relações sociais.

Essas mudanças têm o poder de enriquecer de novas experiências cada Espírito que tenha que mergulhar no estuário das reencarnações. É por isso que todos vão conseguindo, pelos tempos afora, aprimorar-se, de modo a atender a parte que lhes cabe, com desenvoltura, na obra de Deus na Terra.

Embora haja muitos Espíritos que repetem tanto posições familiares quanto profissionais, tanto situações religiosas quanto sociais, o mais comum é que as suas posições em todos os contextos sejam modificadas para o engrandecimento geral.

Como um estupendo curso divino de aperfeiçoamento para o amor, ocupamos posições passageiras em cada existência, da qual deveremos retirar o melhor quinhão de aprendizagem e de aprimoramento que nos seja possível.

É para esse trabalho volumoso e belo que todos reencarnamos.


Psicografia de Raul Teixeira, pelo Espírito Benedita Maria


09 janeiro 2018

Temos data e hora certa para desencarnar: - J.Raul Teixeira




TEMOS DATA E HORA CERTA PARA DESENCARNAR?


Quando encarnamos, recebemos uma carga de fluido vital (fluido da vida).
Quando este fluido acaba, morremos. Somos como a pilha que com o tempo vai descarregando.

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Chegamos ao ponto que os remédios já não fazem mais efeito. Daí não resta outra alternativa senão trocar de “roupa” e voltar para a escola planetária.

Mas a quantidade de fluido vital não é igual em todos seres orgânicos. Isso dependerá da necessidade reencarnatória de cada um de nós.

Quando chegamos á Terra cada um tem uma “estimativa de vida”. Vai depender do que viemos fazer aqui. A pessoa que está estimado viver em torno de 60 anos receberá mais fluido que a pessoa que está estimado viver 20 anos.

*****

André Luiz, através da psicografia de Chico Xavier, explica que poucos são completistas, ou seja, nascemos com uma estimativa de vida e, com os abusos, desencarnamos antes do previsto, não completamos o tempo estimado, isso chama-se suicídio indireto.

Se viemos acertar as pendências biológicas por mau uso do corpo, como o suicídio direto ou indireto, nós vamos ficar aqui pouco tempo. É só para cobrir aquele buraco que nós deixamos. Exemplo: Se nossa estimativa de vida é 60 anos e nós, por abusos, desencarnamos aos 40 anos, ficamos devendo 20 anos. Então, na próxima encarnação viveremos somente 20 anos.

Mas há outros indivíduos que vem para uma tarefa prisional. E daí vai ficar, 70, 80, 90, 100 anos. Imaginamos que quem vira os 100 anos está resgatando débitos. Porque vê as diversas gerações que já não são as suas. E o indivíduo vai se sentindo cada vez mais um estranho no ninho.

*****

Os jovens o olham como se ele fosse um dinossauro. Os da sua idade já não se entendem mais porque já faltam certos estímulos (visuais, auditivos, etc.). Já não podem visitar reciprocamente, com raras exceções.

Tornam-se pessoas dependentes dos parentes, dos descendentes para levar aqui e acolá. Até para cuidar-se e tratar-se. Então, só pode ser resgate para dobrar o orgulho, para ficar nas mãos de pessoas que nem sempre gostam dela. Alguns velhos apanham, outros são explorados na sua aposentadoria, outros são colocados em asilos onde nunca recebem visitas.

Em compensação, outros vêm, cuidam da família, educam os filhos em condição de caminhar, fecham os olhos e voltam para a casa com a missão cumprida com aqueles que se comprometeu em orientar, impulsionar, a ajudar.

*****

Por isso, precisamos conversar com os jovens. Dizer a eles que é na juventude que a gente estabelece o que quer na velhice, se chegar lá. E que vamos colher na velhice do corpo o que tivermos plantado na juventude. Se ele quiser ter um ídolo, que escolha alguém que esteja envolvido com a paz, com a saúde, a ética, ao invés de achar ídolos da droga, do crime, das sombras.

E aqueles que não tem jovens para orientar e que estão curtindo a própria maturidade, avaliar o que fizeram da vida até agora. Se a morte chegasse hoje, o que teriam para levar? Se chegarem a conclusão que não tem nada para levar lembrem que: HÁ TEMPO.

Enquanto Deus nos permitir ficar na Terra, HÁ TEMPO, para fazermos algum serviço no Bem seja ao próximo ou a nós mesmos: estudar, aprender uma língua, uma arte, praticar um esporte. Enquanto respirarmos no corpo perguntemos: “O QUE DEUS QUER QUE EU FAÇA?” Usemos bem o fluido que nos foi disponibilizado.

ATENÇÃO: a vida bem vivida pela causa do Bem pode nos dar “MORATÓRIA”, ou seja, uma sobrevida, uma dilatação do tempo de permanência do Espírito no corpo de carne. Por isso vemos muitos trabalhadores do BEM desencarnando com idade bem avançada. Estes receberão uma carga extra de fluido vital para estender seu tempo no corpo físico. Então, há idosos em caráter expiatório e em caráter de moratória.

José Raul Teixeira

27 julho 2017

Razão de Viver - Espírito Joanes

 
RAZÃO DE VIVER


É consideravelmente grande o número de pessoas que se ergue pela manhã sem qualquer sentido para o seu despertar. Se dormiu sem nenhum objetivo, acorda do mesmo modo, transformando todo o seu dia, a partir de então, em uma experiência insossa ou vazia.

Em decorrência desse oco no campo da existência, é que incontáveis criaturas põem-se a vagar pelas ruas, sem nenhum objetivo, ficando à mercê do que apareça, do que aconteça no passar do dia.

Essa experiência de levar uma vida sem direção costuma fazer com que nas pessoas não considerem a importância do tempo, a grandeza de cada oportunidade que a encarnação apresenta. Desaparece qualquer significação para família, amigos, trabalho. O indivíduo costuma deixar-se levar pelos ventos do acaso ou pelas correntezas do "deixa acontecer".

Quando se estabelece esse estado d'alma, a pessoa corre o risco de ser traga pelo aguaceiro das circunstâncias, completamente desprevenida, sem quaisquer resistências morais para facear qualquer perigo.

Com certeza, esse não é o melhor modo de se viver.

É urgente que nos possamos sentir como peças importantes nas engrenagens da vida, tomando gradual consciência quanto ao nosso exato papel frente às leis de Deus.

Seria muito belo se cada pessoa, principalmente as que ainda não encontraram sentido para as próprias vidas, resolvesse perguntar-se: o que é que posso fazer em prol do mundo onde estou? Ou, por outro lado: afinal, para o que pe que eu vivo? Para quem é que eu vivo?

Muito dificilmente não achará respostas valiosas, caso esteja, de fato, imbuída da vontade de conferir um sentido para a sua existência no mundo.

Cada um de nós, quando se encontra nas pelejas do mundo terreno, pode viver para atender, para cuidar de alguém ou de alguma coisa, dando valor as suas horas. É importante e necessário dar sentido à vida. É, sim, importante viver por algo ou por alguém. Tal experiência irá desatando os filetos do nosso amor, que se tornarão cascatas, até que se transformem em gigantescas cachoeiras, derramando as energias dessa luminosa virtude.

Dedique-se a um ser que lhe seja querido, que lhe sensibilize a alma, e passe a viver em homenagem a ele, ou a eles, se forem vários.

Dedique-se a uma causa que lhe pareça significativa para o bem geral, e passe a viver em cooperação com ela.

Dedique-se a cuidar de jardins, de animais, do ambiente. Apóie-se seja no que for, desde que voltado para as fontes do bem, que alimentará seu íntimo, a fim de que seus passos pela Terra não sigam a esmo, ao azar.

Quando se encontram razões para viver, passa-se a respeitar e a honrar as bênçãos da existência terrestre, o que converte cada momento em oportunidade valiosa para crescer e progredir.

A vida na Terra não precisa ser um 'campo de concentração' a impor-lhe tormentos a cada hora. Se você quiser, ele será um jardim de flores ou um pomar de saborosos frutos, após a sementeira responsável e cuidadosa que você fizer. Dedique-se a isso.

Empreste sentido e beleza a cada um dos seus dias terrenos. Liberte-se desse amortecimento da alma que produz indiferença. Sinta que, apesar de todos os problemas e danações que se abatem sobre a humanidade, a chuva nutriente continua a beijar a face do mundo e um sol magnífico segue iluminando e garantindo a vida em todo lugar. Isto porque todos nós somos alvos da dedicação de Deus.

Meditação: A inteligência é rica de méritos para o futuro, mas, sob a condição de ser bem empregada. Se todos os homens que a possuem dela se servissem de conformidade com a vontade de Deus, fácil seria, para os Espíritos, a tarefa de fazer que a Humanidade avance.

Espírito Joanes 
Mensagem extraída do Livro Para Uso Diário 
Psicografia José Raul Teixeira 

01 janeiro 2017

Bençãos de Ano Novo - J.Raul Teixeira



BENÇÃOS DE ANO NOVO


No Ano Novo que chega, repleto do amor de Deus, desejamos muitas bênçãos para ti e para os teus.

Que tenhas boa saúde, mesmo que estejas doente, com o pensamento em Jesus levando a vida para frente. Que possas manter acesa a chama azul da bonança, semeando a fraternidade, a caridade e a esperança. No ano que chega agora, cheio de oportunidades, que transformes desafetos em felizes amizades.

Tem cuidados pela rota do ano agora nascente, nos esforços para que possas viver bem com toda gente. Não deixes nunca passar as chances de progredir, sem corromper bons costumes e sem a ninguém ferir. Estuda firme e trabalha para o bem do mundo, onde estejas, pois só gozarás as bênçãos dos valores que projetas.

Pensa melhor na vivência junto aos teus familiares. Educa, ama e orienta, para te felicitares. Pais, irmãos, esposos, filhos, afins da esfera do ar são-te as preciosas gemas que te cabe resguardar. Nesse Ano Novo promete a ti mesmo, de verdade, exercitar na família mais atenção e bondade.

Procura passar distante, no tempo que Deus te oferta, das dissipações, dos vícios, na busca da estrada certa. Cuida melhor do corpinho com que nasceste na Terra, para que não te sintas presa do suicídio que a alma emperra.

Saúda esse novo tempo com paz no teu coração, envolvendo os teus afetos na mais sentida oração. E se plantares, com fé, as sementes de alegria, teu Novo Ano, então, será de belezas, dia-a-dia.


J.Raul Teixeira


27 outubro 2016

Nova Luz - Camilo


NOVA LUZ

Galvanizados pela eloquência dos esclarecimentos do Consolador, levantamo-nos para cantar-lhe as notas de gratidão, pelo congraçamento fraternal que nos une as almas em redor da Boa Nova do Evangelho de Jesus, falando-nos de soerguimento e de progresso impostergáveis.

Eis chegada a hora de dedicarmos nosso tempo precioso aos empreendimentos necessários para que conquistemos a renovação própria, tão vastamente exaltada.

* * *

Com ingentes esforços, Maria, a cortesã equivocada pela ilusão carnal, abdica do prazer mentiroso e aviltante para alcançar paz, em plenitude de gozo, após travar contato com Jesus deixando para trás a perturbação de que fora presa, em Magdala.

Zaqueu, atormentado onzeneiro, sofrido com coração espinhado pela necessidade de paz, transforma seu roteiro conquistando as bênçãos da paz anelada, no convívio com Jesus.

A mulher aturdida do poço de Jacó, na Samaria, depois do diálogo mantido com Jesus, reergue-se para o verdadeiro sentido da vida, seguindo, então, sob a chancela da dignidade moral, em clima de paz.

Lázaro, somente depois de retornar dos panos da morte, reestrutura seu próprio caminho, vivificado pelas messes de energias que lhe ensejaram paz ao coração, desfechadas por Jesus.

José de Arimateia embrenha-se nas experiências do bem e na intensidade do amor, na sua condição de destacado príncipe, logo que sua alma foi tocada pela presença da paz que de Jesus emanava.

Inumeráveis outros lidadores dos tempos atuais, convertidos ao amor cristão e à renovação dos semelhantes, deixaram-se envolver pela aura luminífera que se evola do Mestre Nazareno, nutrindo-se de paz, a fim de a outros pacificarem, igualmente.

* * *

Levanta-se, destarte, a imperiosa necessidade de modificares a conduta, teu proceder, utilizando-te do aprendizado que o Espiritismo faculta, penetrando a vida do Evangelho, transfazendo a pauta cotidiana, tendo a paz necessária para as reflexões maduras, certo de que Jesus Cristo em tua jornada torna-se o Sol excelente a aquecer-te a vida, entendendo que, com Ele, a Doutrina Espírita se te fará ponte levadiça para a imortalidade grandiosa, significando uma nova luz mantendo teus passos com firmeza no vigoroso ideal que te valoriza os dias na Terra.


Camilo
Psicografia de Raul Teixeira, em 30 de setembro de 1984, na Sociedade Espírita Renovação.

20 outubro 2016

Cuide da sua saúde - J. Raul Teixeira

 
CUIDE DA SUA SAÚDE


Nas atividades diárias, você encontra muita desatenção para com a saúde, vivida por gigantesco número de pessoas.

Observando bem, com sinceridade, talvez você mesmo esteja incurso nesse número de indivíduos que desrespeitam os recursos do corpo físico, que o Criador lhes concedeu.

Na lista das cotidianas agressões contra a saúde do corpo, você poderá deparar-se com:

- o vício do tabaco, sob todos os nomes incentivado aqui e ali;

- o vício do alcoolismo, que, empesteando lares, templos e escolas, ainda recebe o aplauso social em diversas áreas;

- o vício da gastronomia, que, costuma deformar o estômago, o corpo em geral, danificando as suas funções, sendo, não obstante, mal interpretado como "comer bem";

- o vício dos exageros de trabalho, submetendo o maquinário orgânico a excessos tais que em curto tempo dilapidam as energias somáticas, candidatando o veículo carnal a prematuro desgaste;

- o vício do demasiado lazer, que leva a pessoa a desrespeitar a lei do trabalho, atirando-se ao extremo oposto, que leva o corpo orgânico à inação, ao desgaste pela inoperância a que é relegado por aqueles que tudo entregam ou negociam por uma hora a mais no leito, ou por um feriado a mais e outras providências pró-paralisia, em nome de um contínuo cansaço;

- o vício dos regimes para emagrecer ou para engordar, sem qualquer necessidade em muitos casos, ou sem a orientação da Medicina e do Nutricionismo, provocando desastres que podem conduzir à falência do veículo corporal.

- Cuide de sua saúde, sim, sem esquecer, no entanto, que o seu corpo físico é importante bênção a serviço da sua evolução no planeta, é um bendito talento para que, bem utilizando-o, possa galgar os passos da evolução que você persegue.

Evite, então, os exageros de quaisquer tipos. Não se permita padecer carências e distúrbios orgânicos sem que procure os cuidados médicos necessários, sem cultivar, contudo, a hipocondria que estabelece a mania neurótica de doenças, bombardeando as células com os dardos da mente perturbada.

Evite o uso indiscriminado desse ou daquele medicamento, por mais apregoada esteja, considerando as reações danosas que podem provocar no seu corpo.

Cuide bem da sua saúde, com todos os cuidados que ela exige, seja do alimento de boa qualidade e da dinâmica da boa ginástica, desde os descansos necessários até os remédios bem indicados pelo facultativo. Assim, aprenda a fazer tudo o que lhe seja importante com moderação, de modo a não desperdiçar as bênçãos do corpo.

Não olvide, porém, que o seu estado mental e a sua harmonia psíquica são fundamentais para o devido acionamento dos seus recursos corporais.

Então, procure manter a sua mente alimentada por tudo o que lhe seja útil, salutar, relaxante, retirando você das tensões nervosas, dos estresses, que têm sido tão comuns na vida de hoje, provocando, com os distúrbios psicoemocionais, as disfunções somáticas, gerando enfermidades ao invés de manter a saúde.

Cuide-se, então.

Respeite esse talento bendito que o Criador lhe oferta na Terra.

Viva o seu dia-a-dia com essa visão de que você é o grande responsável por seu estado geral de doença ou de saúde, como o senhor de suas células corporais, como você sabe que é.

Meditação: Amai, pois, a vossa alma, porém, cuidai igualmente do vosso corpo, instrumento daquela. Desatender as necessidades que a própria Natureza indica, é desatender a lei de Deus. (Cap. XVII, item 11, segundo parágrafo, do Evangelho Segundo o Espiritismo)


Pelo Espírito Joanes
 De "Para uso diário", de J. Raul Teixeira


19 outubro 2016

Dias difíceis - Camilo




DIAS DIFÍCEIS


Há dias que parecem não ter sido feitos para ti.

Amontoam-se tantas dificuldades, inúmeras frustrações e incontáveis aborrecimentos, que chegas a pensar que conduzes o globo do mundo sobre os ombros dilacerados.

Desde cedo, ao te ergueres do leito, pela manhã, encontras a indisposição moral do companheiro ou da companheira, que te arremessa todos os espinhos que o mau humor conseguiu acumular ao longo da noite.

Sentes o travo do fel despejado em tua alma, mas crês que tudo se modificará nos momentos seguintes.

Sais à rua, para atender a esse ou àquele compromisso cotidiano, e te defrontas com a agrestia de muitos que manejam veículos nas vias públicas e que os convertem em armas contra os outros; constatas o azedume do funcionário ou do balconista que te atende mal, ou vês o cinismo de negociantes que anseiam por te entregar produtos de má qualidade a preços exorbitantes, supondo-te imbecil. Mesmo assim, admites que, logo, tudo se alterará, melhorando as situações em torno.

Encontras-te com familiares ou pessoas amigas que te derramam sobre a mente todo o quadro dos problemas e tragédias que vivenciam, numa enxurrada de tormentos, perturbando a tua harmonia ainda frágil, embora não te permitam desabafar as tuas angústias, teus dramas ou tuas mágoas represadas na alma.
Em tais circunstâncias, pensas que deves aguardar que essas pessoas se resolvam com a vida até um novo encontro.

São esses os dias em que as palavras que dizes recebem negativa interpretação, o carinho que ofereces é mal visto, tua simpatia parece mero interesse, tuas reservas são vistas como soberba ou má vontade. Se falas, ou se calas, desagradas.

Em dias assim, ainda quando te esforces por entender tudo e a todos, sofres muito e a costumeira tendência, nessas ocasiões, é a da vitimação automática, quando se passa a desenvolver sentimentos de autopiedade.

No entanto, esses dias infelizes pedem-nos vigilância e prece fervorosa, para que não nos percamos nesses cipoais de pensamentos, de sentimentos e de atitudes perturbadores.

São dias de avaliação, de testes impostos pelas regentes leis da vida terrena, desejosas de que te observes e verifiques tuas ações e reações à frente das mais diversas situações da existência.

Quando perceberes que muita coisa à tua volta passa a emitir um som desarmônico aos teus ouvidos; se notares que escolhendo direito ou esquerdo não escapas da ácida crítica, o teu dever será o de te ajustares ao bom senso. Instrui-te com as situações e acumula o aprendizado das horas, passando a observar bem melhor as circunstâncias que te cercam, para que melhor entendas, para que, enfim, evoluas.

Não te olvides de que ouvimos a voz do Mestre Nazareno, há distanciados dois milênios, a dizer-nos: No mundo só tereis aflições...

Conhecedores dessa realidade, abrindo a alma para compreende que a cada dia basta o seu mal..., tratarás de te recompor, caso tenhas te deixado ferir por tantos petardos, quando o ideal teria sido agir como o bambuzal diante da ventania. Curvar-se, deixar passar o vendaval, a fim de te reergueres com tranquilidade, passando o momento difícil.

Há de fato, dias difíceis, duros, caracterizando o teu estádio de provações indispensáveis ao teu processo de evolução. A ti, porém, caberá erguer a fronte buscando o rumo das estrelas formosas, que ao longe brilham, e agradecer a DEUS por poderes afrontar tantos e difíceis desafios, mantendo-te firme, mesmo assim.

Nos dias difíceis da tua existências, procura não te entregares ao pessimismo, nem ao lodo do derrotismo, evitando alimentar todo e qualquer sentimento de culpa, que te inspirariam o abandono dos teus compromissos, o que seria teu gesto mais infeliz.

Põe-te de pé, perante quaisquer obstáculos, e sê fiel aos teus labores, aos deveres de aprender, servir e crescer, que te trouxeram novamente ao mundo terrestre.

Se lograres a superação suspirada, nesses dias sombrios para ti, terás vencido mais um embate no rol dos muitos combates que compõem a pauta da guerra em que a terra se encontra engolfada.

Confia na ação e no poder da luz, que o Cristo representa, e segue com entusiasmo para a conquista de ti mesmo, guardando-te em equilíbrio, seja qual for ou como for cada um dos teus dias.



Mensagem Psicografada em 30.12.2002 - Raul Teixeira / Camilo
Fonte: site "Fórum Espírita"

29 setembro 2016

Supere a Perturbação - Espírito Joanes

 
SUPERE A PERTUBAÇÃO


É bem verdade que o seu dia-a-dia tem o valor de uma trama de desafios, aptos a lhe conferir a diplomação em diversas virtudes, que o auxiliarão a transpor as barreiras morais que ainda o afastam da alegria verdadeira e da paz-conquista, que o erguerão do chão comum do mundo aos Cimos da Consciência iluminada por seus esforços na existência terrena.

No seu período diário, não são poucas as ocasiões de se exasperar, de lhe desnortear ou de entristecer seu íntimo, aguardando pela sua coragem e lucidez para não passar recibo a tais perturbações. Você se angustia com os preços mais altos da feira onde se abastece; você se entristece com a indiferença ou frieza emocional dos que lhe devem afetividade e amor; você se enraivece com a mentira deslavada que toma ares de legislação impoluta, nos arraiais em que se movimentam seus passos; você se irrita com os baixos salários, enquanto se apercebe das múltiplas necessidades materiais da sua vida, que têm que ser adiadas; você se curva perante o familiar que não o ouve, que não lhe considera os arrazoados honestos, e tudo isso, com certeza, pesa sobre seu estado psico-emocional.

Não podemos afirmar que nas caminhadas do mundo você não possa desenvolver esses sentimentos, ou que não lhe devesse passar pela mente as amarguras que passa.

Entretanto, se você sabe que no mundo apenas conheceremos aflições, conforme o assegurou Jesus, o Cristo, é esperável que pelas suas trilhas na busca do sonhado progresso todas essas agruras ocorram, todas essas frustrações apareçam.

Você não está errado quando se insurge contra o desvario, quando se nega a aceitar a impostura, quando recrimina o vício, ou quando se indispõe perante o cinismo, a desfaçatez que costuma mascarar tantos rostos a sua volta.

O que as Vozes do Bem decantam aos nossos ouvidos, o que Jesus nos ensinou com Seu testemunho terrestre é que você pode dizer isso ou aquilo, você pode fazer isso ou aquilo; você pode pensar isso ou aquilo, sem que se tenha de apoiar no destempero verbal; sem que precise envenenar-se com a agressiva violência; sem que necessite gritar, explodir, perdendo o próprio controle em face das situações diversas e desafiadoras que se lhe defrontem.

Adote o hábito, que os mais antigos recomendavam, de "contar até dez", antes de fazer ou acontecer. Apóie-se na harmonia íntima que lhe trará luzes e refrigério ao discernimento, impedindo que você se atire ao pélago de tormentos da alma, que indubitavelmente, o farão infeliz e remorseado.

Pense e repense a respeito do aprendizado que as situações difíceis lhe propiciam: as bênçãos da paciência, da moderação, da tranqüilidade, da frugalidade, da tolerância, da fraternidade, da compreensão, da indulgência, do autocontrole, tornando-se alguém amadurecido para merecer compromissos mais altos, na Oficina de Deus, que é a Terra inteira.

A questão principal em tudo é saber como tomar cada providência, sem passar recibo às sombras, não o esqueça.

Caso você esteja no lar, no local de trabalho, no lazer, nas atividades desportivas ou nas lidas da sua fé, não se esqueça que está diante de importantes desafios que visam a diplomá-lo em virtude, ante os olhos amorosos do Criador.

Mais uma vez, queremos lhe advertir para que não se deixe perturbar com as ocorrências diárias, passando recibo ao mal ou às insinuações do mal, quando cada dia no mundo, com todos os seus episódios, não passa de mais um dia de aulas, com estranhos professores chamados a conferir-lhe o devido grau, na abençoada escola terrestre.

Meditação: Jamais deve o homem olvidar que se acha num mundo inferior, ao qual somente as suas imperfeições o conservam preso. A cada vicissitude, cumpre-lhe lembrar-se de que, se pertencesse a um mundo mais adiantado, isso não se daria e que só de si depende não voltar a este, trabalhando por se melhorar. (Cap. V, item 7, terceiro parágrafo – ESE)


De "Para uso diário"
de J. Raul Teixeira
Pelo Espírito Joanes


01 agosto 2016

A história da reencarnação de um político brasileiro - J.Raul Teixeira



A HISTÓRIA DA REENCANAÇÃO DE UM POLÍTICO BRASILEIRO


José Raul Teixeira, mais conhecido como Raul Teixeira, trouxe ao conhecimento do público uma história que nos faz refletir sobre a vida dos políticos corruptos e o que pode o futuro os apresentar. A experiência de Raul Teixeira foi a seguinte:

Certo dia Raul Teixeira ia a uma conferência em uma cidade importante do Brasil, e ao dirigir-se para almoçar no restaurante, com os seus anfitriões, enquanto esperavam que o semáforo abrisse para atravessarem larga avenida, ele observou uma mulher andrajosa ao lado, no caixote do lixo a procurar comida e a separar o lixo mais limpo do mais sujo.

Tal cena causou-lhe tamanha impressão, que perdeu a vontade de almoçar, embora a necessidade de o fazer.

Enquanto tentava se recompor mentalmente, já no restaurante, pensando naquele ser que nada tinha, e ele ali num restaurante com os seus amigos, apareceu-lhe, através do fenômeno da vidência espiritual, um Espírito Amigo que o acompanha na sua tarefa doutrinária, que o acalmou, referindo que mesmo que fosse dar comida aquela senhora ela recusaria.



E o Espírito, em breves pinceladas contou a história daquela mulher, que nesta vida era a reencarnação de um famoso político brasileiro, ainda hoje muito conceituado, e que por ter prejudicado tanto o povo, tinha reencanado numa condição miserável, devido ao mecanismo do complexo de culpa que fez, após a morte do corpo de carne, no mundo espiritual (onde não conseguimos esconder nada, nem de nós, nem dos outros), voltando numa condição miserável para aprender a valorizar aquilo que ele tanto desprezara na vida anterior: as dificuldades financeiras do próximo. Curiosamente, o nome desse famoso político estava afixado nesse local, dando nome à avenida, e essa mulher, por um mecanismo de fixação inconsciente, não largava aquele local onde outrora lhe prestaram grandes homenagens.

Não era um castigo divino, mas sim uma decorrência da Lei de Causa e Efeito, onde cada um colhe de acordo com os seus atos, pensamentos e sentimentos.

Certa vez Chico Xavier fez a seguinte afirmação: “Devemos orar pelos políticos, pelos administradores da vida pública. A tentação do poder é muito grande. Eu não gostaria de estar no lugar de nenhum deles. A omissão de quem pode e não auxilia o povo é comparável a um crime que se pratica contra a comunidade interira. Tenho visto muitos espíritos dos que foram homens públicos na Terra em lastimável situação na Vida Espiritual.

Que está história também sirva para todos nós, pois “A plantação é livre, mas a colheita é obrigatória”.

José Raul Teixeira

02 junho 2016

A Família é programada no Além? - J.Raul Teixeira


A FAMÍLIA É PROGRAMADA NO ALÉM?

Embora encontremos no Movimento Espírita o pensamento do senso comum estabelecendo que cada fulano vem à Terra para encontrar uma certa “beltrana”, ambos devidamente definidos um para o outro, desde o além, as coisas não se passam exatamente assim. Somente aos espíritos dotados de expressivos valores morais, é permitido a escolha, a seleção, o condicionamento do núcleo familiar com quem irá casar-se ou viver afetivamente na Terra. A livre escolha é quando o indivíduo deseja realizar certos ministérios que lhe exigem entrega total. Geralmente são afetos do passado. Neste caso chamamos de prova.

Faltando esses valores nos espíritos de pouca evolução (a maioria), a escolha é estabelecida pelos Espíritos Mentores que sabem o que será melhor para o progresso e a libertação gradual dos seus tutelados. Trata-se de expiação. Muitas vezes, quando encarnados, desviam-se da pessoa ou do tipo de pessoa que lhe foram planejadas. Exemplo: casam-se com outras pessoas, abortam, diminuem o número de filhos que se comprometeram ter, etc.

Quando os desencarnados, na erraticidade, estão pensando no próximo retorno aos campos terrenos (reencarnação), os Mentores Espirituais costumam se reunir para tratar da questão. Essas reuniões, diálogos e entendimentos só acontecem quando se trata de Espíritos com maturidade suficiente para compreender o que seja melhor para si, na caminhada evolutiva. Os mentores colocam os prós e contras, ou seja, as conquistas, débitos, ações complicadoras, e virtudes trazidos das encarnações anteriores. 

Avaliam os modos de vida que lhes propiciarão liberação rápida ou lenta, verificam suas condições para suportar uma ou outra vereda provacional-expiatória, e estabelecem, desde então, com que “tipo” de indivíduo e não com que indivíduo deverão se encontrar. É desses entendimentos e ajustes que cada ser, que se prepara para o grande retorno ao cenário da matéria densa e que características deverão ter suas relações conjugais, filiais, pater-maternais, ou seja, que caráter deverá ter a esposa ou o esposo, o pai ou a mãe, os filhos, propiciando-lhe oportunidade de expiar o que deve alcançar as virtudes das quais carece, ajustando-se ao contexto das leis do Criador.

Exemplo: Há espíritos que renascerão em corpos masculinos e necessitarão de esposas exigentes, disciplinadoras, sem grandes demonstrações emotivas, em razão da equipagem que trazem do pretérito. Outros deverão encontrar esposas afetuosas, emotivas, românticas e liberais. Outros mais precisarão de companheiras nas quais se misturem essas várias nuances do caráter; há os que reencarnarão com corpos femininos e que, por sua vez, carecerão de esposos, de companheiros portadores de tipos de caráter como os apontados acima. Uns serão esposos rígidos, policiadores, dominadores, afetivamente frios, outros serão sensíveis, amigos, parceiros, atenciosos ou que experimentem no modo de ser combinações dessas características.

Dadas as necessidades, os espíritos são preparados para renascer em novo corpo físico em determinada família cujas características melhor atendam ao reencarnante, seja em termos biológicos, sociais, econômicos ou morais.

A família terrena tem, então, grande importância no processo da reencarnação de cada espírito. Nela este encontrará o que lhe seja necessário para podar os males do caráter, quanto para conquistar as virtudes que lhe faltam.

Caso não consiga perceber essa função divina do grupo familiar, o reencarnado poderá complicar-se ou complicar-se mais, fazendo-se devedor desse benefício que lhe foi concedida pela vontade amorosa de Deus, da qual não fez bom uso.

J.Raul Teixeira

26 abril 2016

Sofredores Inconscientes - Cícero Pereira

 

SOFREDORES INCONSCIENTES


Muitos dos nossos irmãos, que se estatelam sob o peso dos mais aturdentes padeceres, não guardam o mínimo entendimento em torno do que vivem, nem se aprestam, em razão disso, ao esforço superador.

Encontramos, de fato, aqueles que, embora açodados por lancinantes agonias, mantêm-se acomodados ao seu ninho de agruras, como se assim devesse ser a vida, sem qualquer manifestação nobilitante no sentido de modificar o ritmo das coisas.

Temos os que, diante dos problemas, assumem atitude amadurecida, enquanto faceando o tormento, procurando desfazer-lhe a causa, determinando o advento de situações melhores.

Conhecemos outros que, perante a enfermidade soez, alteram múltiplos dispositivos, antes comuns em suas vidas, ensejando a requisição da saúde, evitando, desde então, as condições em que novamente se instale a aflição.

Presenciamos tantos companheiros da luta diária, que, quando enfrentam a sombra da violência, buscam acender o facho da indulgência, sem que, com isto, aplaudam o mal ou se amedrontem, neuroticamente; tomam as providências cabíveis, para que o drama não volte a dar-se.

Em volta dos episódios com as criaturas, há, sem dúvida, muita dor, muito sofrer. Entretanto, identificamos muita inconsciência, quando não renteamos a omissão perigosa e aniquiladora dos ideais superiores.

O Espiritismo, na sua feição de Consolador, não louva a modorra, quando as situações requerem disposição corajosa e lúcida.

Em seu empenho de renovar o ser humano, a Doutrina Espírita prescreve esforço para o amor e para a instrução, admitindo que, pelo amor, desenvolveremos paciência e afabilidade, para que nos advenha a resignação necessária, ante o inevitável; porém, será por meio da elucidação, que o conhecimento engendra, que lograremos resolver os problemas que nos alcancem e evitar, através de atitudes claras e firmes, no bem, que os fatos infelizes e frustradores se repitam em nossa estrada, ou, em caso de retornarem por outras mãos, não nos atinjam, desestruturando-nos o âmago do ser.

Para que vivamos felizes, dentro dessa felicidade que a Terra já nos permite fruir, será preciso enfrentar as lutas, verdadeiramente ásperas, contudo, desenvolvendo a conscientização, quanto aos nossos recursos internos e externos, que nos ajudem a conjurá-las.


Cícero Pereira
De “Nossas Riquezas Maiores”
De J. Raul Teixeira – Diversos Espíritos

07 março 2015

Temos Data e a hora Certa, para Desencarnar ? - José Raul Teixeira/Richard Simonetti,



TEMOS DATA E A HORA CERTA, PARA DESENCARNAR?


Quando encarnamos, recebemos uma carga de fluido vital (fluido da vida) !

Quando este fluido acaba, morremos.

Somos como a pilha que com o tempo vai descarregando.

Chegamos ao ponto que os remédios já não fazem mais efeito.

Daí não resta outra alternativa senão trocar de “roupa” e voltar para a escola planetária.

Mas a quantidade de fluido vital não é igual em todos seres orgânicos.

Isso dependerá da necessidade reencarnatória de cada um de nós.

Quando chegamos á Terra cada um tem uma estimativa de vida.

Vai depender do que viemos fazer aqui.

André Luiz, através da psicografia de Chico Xavier, explica que poucos são completistas, ou seja, nascemos com uma estimativa de vida e, com os abusos, desencarnamos antes do previsto, não completamos o tempo estimado, isso chama-se suicídio indireto.

Se viemos acertar as pendências biológicas por mau uso do corpo, como o suicídio direto ou indireto, nós vamos ficar aqui pouco tempo.

É só para cobrir aquele buraco que nós deixamos.

Exemplo:- - Se nossa estimativa de vida é 60 anos e nós, por abusos, desencarnamos aos 40 anos, ficamos devendo 20 anos.

Então, na próxima encarnação viveremos somente 20 anos.

Mas há outros indivíduos que vem para uma tarefa prisional.

E daí vai ficar, 70, 80, 90, 100 anos.

Imaginamos que quem vira os 100 anos está resgatando débitos.

Porque vê as diversas gerações que já não são as suas.

E o indivíduo vai se sentindo cada vez mais um estranho no ninho.

Os jovens o olham como se ele fosse um dinossauro.

Os da sua idade já não se entendem mais porque já faltam certos estímulos (visuais, auditivos, etc.).

Já não podem visitar reciprocamente, com raras exceções.

Tornam-se pessoas dependentes dos parentes, dos descendentes para levar aqui e acolá.

Até para cuidar-se e tratar-se.

Então, só pode ser resgate para dobrar o orgulho, para ficar nas mãos de pessoas que nem sempre gostam dela.

Alguns velhos apanham, outros são explorados na sua aposentadoria, outros são colocados em asilos onde nunca recebem visitas.

Em compensação, outros vêm, cuidam da família, educam os filhos em condição de caminhar, fecham os olhos e voltam para a casa com a missão cumprida com aqueles que se comprometeu em orientar, impulsionar, a ajudar.

Por isso, precisamos conversar com os jovens.

Dizer a eles que é na juventude que a gente estabelece o que quer na velhice, se chegar lá.

E que vamos colher na velhice do corpo o que tivermos plantado na juventude.

Se ele quiser ter um ídolo, que escolha alguém que esteja envolvido com a Paz, com a Saúde, a Ética, ao invés de achar ídolos da droga, do crime, das sombras.

E aqueles que não tem jovens para orientar e que estão curtindo a própria maturidade, avaliar o que fizeram da vida até agora.

Se a morte chegasse hoje, o que teríam para levar?

Se chegarem a conclusão que não tem nada para levar lembrem que:-
- HÁ TEMPO.

Enquanto Deus nos permitir ficar na Terra, HÁ TEMPO, para fazermos algum serviço no Bem seja ao próximo ou a nós mesmos:- - Estudar, Aprender uma Língua (Idioma), uma Arte, Praticar um Esporte.

Enquanto respirarmos no corpo perguntemos:-
- “O QUE DEUS QUER QUE EU FAÇA?”

Usemos bem o fluido que nos foi disponibilizado.

A vida bem vivida pela causa do Bem pode nos dar “moratória”, ou seja, uma sobrevida, uma dilatação do tempo de permanência do Espírito no corpo de carne.

Então, há idosos em caráter expiatório e em caráter de moratória.


Rudymara compilou este texto da palestra de José Raul Teixeira e de Richard Simonetti
Grupo de estudo Allan Kardec