Total de visualizações de página

Mostrando postagens com marcador Kelvin Van Dine. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Kelvin Van Dine. Mostrar todas as postagens

22 julho 2020

Confiança em Deus e Confiança de Deus - Kelvin Van Dine



CONFIANÇA EM DEUS E CONFIANÇA A DEUS


Dissertamos sobre as consequências da confiança que consagramos ao Poder Divino e, não raro arredamos automaticamente o estudo da confiança que o Divino Poder hipoteca em nós.

Se esperamos tudo de Deus é mais razoável que Deus espere de nós alguma cousa.

Costumamos desperdiçar dias valiosos confessando inutilidade e falência. A vida, porém, virando o livro do tempo e dando-nos a preencher a página de cada semana revela uma certidão da confiança do Alto. Desmente-nos a afirmação de incapacidade.

Observe este assunto com você mesmo. Desde o berço você está sob o auxílio admirável.

Até mesmo a noção de suas dívidas para com os pais foi temporariamente suprimida na forma de esquecimento da infância para que você, mais livre, pudesse atender aos objetivos fundamentais da reencarnação..

Você sobreviveu a múltiplos processos de adaptação ao meio terrestre que, de imediato, não é capaz de imaginar.

Mora num corpo para cujo equilíbrio e sustentação você faz apenas o mínimo.

E os erros do caminho? Quantas ocasiões nos oferecem os próprios erros motivos à fuga das nossas responsabilidades de trabalho? Entretanto, recursos providenciais aparecem e retomamos o ritmo do serviço.

Desânimo comparece como sendo caruncho invisível no teto de nosso ideal. Mas surgem amigos sob todas as formas a robustecer-nos as vigas dos bons propósitos e a imunizá-las com a antissepsia da bondade fraternal.

Do ponto de vista do cuidado e da proteção permanentes a natureza não pode ser mais pródiga nem mais atenta para conosco. Em toda parte, ingredientes multiformes de alimentação. Agentes maleáveis de construção que atendem ao gesto de cada um. Avisos de temperatura. Sugestões de tempo.

Se o Criador não tivesse fé na criatura por que cercá-la com tamanhos dispositivos de segurança? Se nada esperasse do homem para que abençoá-lo com tanta grandeza?

Retire um minuto de quando em quando da sua agenda de preocupações a fim de pensar nisso.

E se você quiser saber o que Deus pede a você ou espera de você, não perca as horas com tiradas filosóficas. Olhe em torno de você próprio.

As obras de Deus em suas mãos tem nomes específicos. Chamam-se deveres imediatos na ordem dos seus compromissos.

Cumpramos as nossas obrigações, melhorando-nos cada dia e o programa de Deus para nós melhorará sempre. Pratique a sua fé em viva em Deus, compreendendo que muito mais viva é a fé que Deus deposita em você.


Kelvin Van Dine
Médium: Waldo Vieira
Livro: Técnica de Viver

18 outubro 2018

Alguns parcos vinténs - Kelvin Van Dine




ALGUNS PARCOS VINTÉNS


A alma não se alimenta de filé, não se veste pelos figurinos de passarela, não se maquila, nem tem registro de nascimento nos cartórios humanos.

Fora das realizações de consequências nobilitantes e duradouras, todas as cogitações da criatura mostram-se insatisfatórias.

Dinheiro, beleza física, popularidade, poder, juventude, força ou dominação social não comunicam nenhum descanso de espírito referente ao amanhã.

Dinheiro exige carteira para guardá-lo, apetrecho que a alma não carrega.

Toda beleza exterior se desfaz com sol e chuva.

Em qualquer setor ou lugar, a popularidade se esfuma de um mês para outro.

Poder terrestre exprime simples reflexo de contingências instáveis.

A cada dia a juventude se desmancha.

Força, por mais se suponha vitoriosa, exprime processo de violência.

Brilhos mundanos são fulgurações terra-a-terra que vigem até que a moda os apague ao sopro de seus caprichos.

Ocupada unicamente com tais mecanismos superficiais do cotidiano, a pessoa, por maior seja a sua capacidade de iludir-se e atordoar-se, acaba constrangida à frustração pelo auto desperdício.

De tanto baratear-se, acorda como que desmoralizada ao mundo de si mesma. Suicídio moral em que atira fora, sem objetivo, os talentos da vida eterna que carreia e, instintivamente, reconhece possuir.

Atingindo esse ponto, a criatura já conheceu todos os itinerários humanos sem afazer-se a nenhum. Confundida e agitada, a consciência, então, só repousa na paz quando começa a crer racionalmente e a servir na edificação da melhoria comum.

Eis porque se pergunta: onde a maior força da Doutrina Espírita? A resposta fundamental é sempre única: na certeza do futuro de amor e felicidade para onde caminhamos.

Carece o espírito da fé incorruptível que lhe afugente, em definitivo, o medo da morte. Nada melhor que as realidades do Consolador para suscitar essa confiança.

Ponderemos nossas obrigações ante os princípios que manejamos.

Não queira viver só de você. Ninguém, em estado normal, o consegue.

Acima de suas moedas, você dispõe de tesouros muito mais vastos: seus sentimentos. Além de sua autoridade social, uma vantagem maior você possui: sua compreensão da Imortalidade.

Escolha o seu posto de atividade: sustentação do estudo, auxílio à nova geração, exposição de postulados libertadores, distribuição de consolo, socorro aos doentes, recuperação dos obsessos, proteção aos desvalidos, apostolados multiformes que convertem o Espiritismo num parque de construções e de bênçãos.

Não seja avaro de espírito.

Aja sem demora. Produza. Mostre o seu rendimento. Que fez você esta semana na distribuição de, pelo menos, alguns parcos vinténs dessas verdades?


Pelo Espírito de Kelvin Van Dine
Psicografia de Waldo Vieira
Obra:  “Técnica de Viver”


14 novembro 2017

Desconfiemos de nós - Kelvin Van Dine



DESCONFIEMOS DE NÓS


Existe quem atribua o fenômeno à atuação sistemática de entidades interessadas em perturbação ou descrédito. Possivelmente isso acontecerá algumas vezes. O tema, porém, é nosso, na ordem pessoal da vivência cotidiana. Referimo-nos ao poder sugestivo da impressão.

Habitualmente ouvimos conceitos acerca da higiene mental, como se nada tivéssemos a ver com semelhante matéria ao currículo da vida, quando isso expressa ponto fundamental para nós todos, mormente no capítulo preventivo.

Purificar as ideias. Elevar emoções. Efetuar a triagem dos pensamentos, como se procede à faxina diária dentro da casa. Imaginar o melhor e buscar o melhor.

Não há institutos de pesquisas no mundo, capazes de avaliar a quantidade de infortúnios e delitos desencadeados, entre os homens, anualmente, resultantes das impressões falsas, proclamadas por verdadeiras.

Não raro, vemos um caso ou outro desses enganos terríveis, positivados em tribunais, em se tratando de culpas cujas penas são cominadas pela justiça humana.

E os milhares de outros casos para os quais não existem corrigendas previstas em leis?

Nesses incidentes lamentáveis não há caluniadores em função. Os problemas decorrem da excitação mental condimentada em malícia, nem sempre nascida propriamente da intenção de injuriar ou ferir.

Desprevenida de base para garantir o equilíbrio no governo de si própria, a pessoa vê uma coisa e imagina outra.

Um homem descansa o braço num cofre alheio, enquanto conversa distraído e vê-se julgado por larápio. Certa mulher pede um favor ao vizinho, a fim de reparar um engenho elétrico imprescindível à serventia da casa e é suposta protagonizando um romance fora do lar.

E começa o conto pejorativo aumentando em vários pontos da boca ao ouvido. Até que se espraia. Toma corpo. Adere à existência das vítimas que precisarão de muito heroísmo para se colocarem a cavaleiro do mal que a invencionice lhes reserva.

Sabemos hoje, em ciência, que a nossa própria concepção da Terra se baseia no jogo das impressões Move-se o planeta a milhares de quilômetros por dia. Tem o homem a ideia de agir em ponto fixo. A cor do firmamento é aquela que os olhos humanos captam.

A maior percentagem do mal que existe no mundo, vive e se derrama de nós mesmos. Absolutamente configurado nos domínios da impressão para encaminhar-se, em seguida, às áreas da ação.

No trânsito do cotidiano, coloquemos o “certo” no coração e no raciocínio para que os nossos olhos e ouvidos não se tornem assalariados para as atividades infelizes do “errado”.

Acautelemo-nos contra as impressões negativas. Acreditemos no poder do otimismo. E quando o jugo do mal nos apareça claro à frente, prossigamos confiando no bem. Se temos algo a desconfiar, desconfiemos de nós.


Pelo Espírito de Kelvin Van Dine
De “Técnica de Viver”, de Waldo Vieira



10 março 2014

Heroísmo - Kelvin Van Dine


HEROÍSMO


Quanto maior a evolução, maior a necessidade de se viver sob regras. Tudo pede método, disciplina, orientação. A fé não escapa. Ordenou você o esquema das convicções.

O Espírita só é feliz quando já elegeu a plataforma de realizações, definindo a prática de seu ideal, escolhendo o posto onde serve e servirá na Seara do Senhor.

Ação a esmo, esforço caótico não adiantam; vitória reclama diretriz, construção exige planejamento. Todos podemos produzir vinculados ao roteiro do Espiritismo e ao programa da caridade.

Mais dinheiro, menos dinheiro; mais prestígio, menos prestígio terrestre, que importam se a empresa é de cunho espiritual; moeda não os faz humildes, a influência não adiciona um dia sequer de existência ao cardápio da morte.

Farrapos não denunciam virtude, doença visível não conta sublimação. Impraticável confundir o transitório com o imperecível.
Não anquilose suas forças em lazeres sucessivos, amenizando faculdades e atributos. Acostume-se a fortaleza de vontade, ressuscite, a cada golpe da luta, o ardor da esperança.

Dissabores de alguém assemelham-se a problemas de mil. Problemas surgem por laços naturais da obra evolutiva, possibilitando a superação de nós mesmos.

Diligência na libertação — eis a tentativa de raros.

Fuja à tragédia dos lábios fecundos que carregam mãos inermes numa tetratologia moral. Suor no bem significa igualmente freio para o mal. Quem persiste servindo consolida a defesa contra impulsos inferiores.

Edificante não será revelar sangue frio ante a vida. Mais que isso será fornecer sangue novo à lides maiores.

Não existe heroísmo espírita, nem mesmo para aqueles que respiram à testa das equipes gigantes de planejamento de trabalho.

Há cumprimento de dever, execução de encargos que nos competem. E ninguém aniversaria melhor que a criatura triunfante nos prélios da consciência, quando comemora a própria morte nos confins do Sem Fim.

De “Técnica de Viver”
De Waldo Vieira
Pelo Espírito de Kelvin Van Dine

28 maio 2012

Ofícios da Alma - Kelvin Van Dine


OFÍCIOS DA ALMA

Assunto digno de ser examinado com profundez. Pensemos nele. Você já verificou a dificuldade que encontramos para viver a existência que é nossa, isto é, o dever que o mundo nos confiou?

Habitualmente solicitamos a reencarnação, antes do berço, com o empenho dentro do qual suspiramos por emprego digno nas atividades terrestres. No plano físico disputamos cargos rendosos, na esfera espiritual pedimos encargos edificantes.

Interpretemos os compromissos a que nos impomos, na experiência humana, como sendo ofícios da alma. Requisitamos ofícios de pai, mãe, esposa, filho, filha, irmão e irmã e tarefas múltiplas tituladas diversamente no quadro das missões de natureza moral.

Recebidas as concessões, quando já nos achamos na oficina do mundo, não raros, eis-nos à caça de fuga, incapazes de aceitar o trabalho que nos pertence.

Tal fato quase sempre acontece no lar, onde somos exortados ao serviço que imploramos, para dar mostras de nossa habitação aos apostolados maiores, junto da Humanidade.

Revelados os problemas que nos cabem resolver, adornamo-nos com pretextos medidos a gesto brando e repetimos antes da deserção: “fiz o que era possível”, “não tenho culpa”, “sei que estou com a razão” ou “isso não está nas minhas forças”.

Se usufruímos posição de ceder, queremos tomar. Se precisamos testemunhar obediência e disciplina, adotamos aspiração ao mando favorecendo o desequilíbrio.

Da atitude desarrazoada à frente das pequeninas iniciativas de renúncia construtiva a que somos chamados, passamos da união à separação, do estímulo do louvor ao vinagre da queixa, do esclarecimento ao bate-boca, da vigilância à aventura.

Atingido esse ponto, somos tão-somente a pessoa frustrada, para quem os Bons Espíritos — mesmo os benfeitores que nos auxiliaram a renascer — conseguem por acréscimos de misericórdia, na Benemerência Divina, uma ou outra ocupação deficitária.

Aproveita-se desse modo, nos princípios de bondade, os salvados de naufrágio ou de incêndio, que, no caso mostram maior teor de lástima, de vez que são vítimas de desastres morais provocados por eles próprios.

Se você suporta conosco o exame deste tema, medite enquanto pode compreender-nos tranquilamente.

Tolere a responsabilidade presente, esquecendo-se para melhor cumpri-la. Todos vivemos facilmente, muito difícil é e será sempre viver a existência que é nossa.

Mas não se iluda. Ser-nos-á possível fugir ao dever por séculos e séculos, mas estejamos convencidos de que a nossa obrigação tem o nosso endereço e, de qualquer maneira, se encontra a caminho procurando por nós.

De “Técnica de Viver”
De Waldo Vieira
pelo Espírito de Kelvin Van Dine

29 setembro 2011

Novo Método de Cura - Kelvin Van Dine


NOVO MÉTODO DE CURA

Um problema existe na sustentação do equilíbrio e da paz que nos pede reflexão. É o problema da melhoria. Para que isso aconteça na vida física, desde os egípcios, estamos na Terra aperfeiçoando a medicina.

A história da ciência de curar é um dos mais belos capítulos da história humana. Sacrifícios, abnegações, heroísmos, experiências. Tudo se tem feito para sanar enfermidades e extinguir aleijões, diminuir provas e arredar calamidades orgânicas.

Laboratórios de farmácias, hospitais e refúgios foram convocados à luta. E qualquer doente que nos seja querido, se cai de cama, obtém nossas vigílias e recursos para que se recupere tão de pronto quanto possível.

Isso quanto ao corpo. E no que concerne ao espírito?

A criatura que adoece das vísceras adoece também dos mecanismos mentais. Há viciações de conduta como há degenerescências do fígado. E se providenciamos remédio para as ocorrências hepáticas, porque espancamos* a mente do companheiro colhido em perturbação espiritual?

Se temos anestesia para extirpar uma formação cancerosa, porque não usar o esquecimento para acabar com um processo obsessivo que se agravou pelas adições de orgulho ou vaidade, inveja ou revolta com que foi acrescido?

Porque não tratar o ofensor como um doente, mais necessitado de carinho que de censura?

Se um amigo aparece espiritualmente deformado, seja nas aparências de azedume ou descaridade, auxiliemo-lo para o justo reequilíbrio.

Comecemos, de imediato, com a providência aplicada aos enfermos: fazê-los sentirem-se melhores. Ninguém dá fogo líquido ao portador de uma úlcera gástrica. Nunca reajustaremos o coração de ninguém a labaredas de crítica.
Esclareçamos as situações difíceis, corrijamos erros e estabeleçamos a verdade, mas sem exceder os limites da bondade humana e da responsabilidade de viver, como o cirurgião que restaura o órgão lesado sem destruí-lo a golpes de bisturi.

Que o erro existe, existe. Mas experimentemos um novo método de cura do erro. Façamos a criatura errada sentir-se melhor.

* No original: "esbordoamos"

Kelvin Van Dine
Washington, In: D.C., EUA, 9 Junho 1965.
Psicografia de Francisco Cândido Xavier

Do livro "Entre Irmãos de Outras Terras" Médiuns: Francisco C. Xavier e Waldo Vieira

23 dezembro 2010

Tire Férias de Você - Kelvin Van Dine

TIRE FÉRIAS DE VOCÊ

Examine uma casa por fora: fachada, parede, janelas, portas... Lá dentro pode estar ocorrendo um crime, nascendo alguém, orando alguns, mas nada sabemos, nem nos interessamos sobre isso.

Se algo relacionado com ela atinge, tudo nela se nos transfigura aos olhos. Passa a ter importância. Lugar destacado nos cenários da existência.

Assim vivemos entre os homens e almas.

Mister ampliar nosso mundo, nosso itinerário. Façamos a convergência e a parada de nosso carro nas estações de outras criaturas.

Pessoas, coisas, fatos e tempo conservam o valor que lhes damos. A vida vai mal se o espírito não vai bem. Em tudo, nossa tendência instintiva é ver a nós mesmos. Somente nós. Sempre nós.

Entremos em recesso de nós próprios.

Tire férias de você de quando em quando. Pense nos outros. Olhe, fale, pergunte, sonde crises e dificuldades adentrando o calvário do próximo com o objetivo de auxiliar.

Não precisamos e nem conseguimos martirizar-nos ou morrer no lugar deles. Podemos comparticipar-lhes, de algum modo, a experiência seja amenizando-lhes o trabalho ou atenuando-lhes a balança da alegria-tristeza.

Comparecer com nossa quota de fraternidade em simpatia, palavra, ação, dinheiro, intercessão, servicinho.

Faça justiça, gerindo bem os bens que a vida lhe dá, antes que a Justiça da Vida lhe acerte as contas. Quem conhece os problemas que amanhecerão conosco amanhã?

Os talentos que o tempo lhe empresta, não lhe são confiados para seu exclusivo usufruto. Pertencem aos seres que lhe respiram a vizinhança.

Devemos ser úteis a todos, notadamente àqueles que se movimentam junto de nós.

Ninguém conte com burilamento íntimo num dia, num lance de intrepidez, numa vitória espetacular. Evolução não é prêmio de loteria. É serviço de pouco a pouco, repetição de sol a sol, remédio de gota a gota. Voltar sempre para avançar mais além, recapitular o que se aprendeu, eis a base das realizações.

Quem não tem ânsias de ser diferente? Pois seja! Pratique altruísmo em silêncio. Saborearás a sós a felicidade de se fazer mais humilde.

Arrisque-se a benefício do próximo sem mostrar-se.

Organize o contentamento alheio sem cogitar de aparecer.

Adestre paciência evitando as explosões de azedume habituais, sem dar a entender que já procura reeducar-se.

Acenda luminárias de fé e otimismo no coração...

Idéia renovadora na mente não permite o tresmalho dos pés da rota correta. Atividade construtiva nas mãos entretece louros no espírito.

Tire férias de você, largue as preocupações que lhe chumbam os pensamentos nas sombras do "eu mesmo".

Excursione nas províncias em que se entrechocam as esperanças e as provas dos outros e experimente. Você voltará ao distrito das próprias lutas de ânimo mais saudável e de espírito sempre melhor.

De “Técnica de Viver”
De Waldo Vieira
Pelo Espírito de Kelvin Van Dine

28 outubro 2010

Dificuldades - Kelvin Van Dine

DIFICULDADES

Será justo pensar o que seria de nós sem as ocorrências desagradáveis.

Decerto não se pedirá que a vida se faça um campo de aflições no pressuposto de que isso nos resolverá os problemas.

Necessário, porém, considerar que a maior parte dos acontecimentos felizes apenas nos acomoda em satisfação quando as dificuldades nos fazem raciocinar.

O corpo do recém-nato se fosse conservado em redoma, a pretexto de fugir a provações, acabaria em monstruosidade.

Espírito que se isolasse em contentamento egoístico, sob a desculpa de evitar o erro, terminaria em lamentável fenômeno de infantilização.

Há os que se fecham em si acossados pela própria vaidade e os que se interiorizam para exteriorizar mais amor desinteressado ao próximo. Uma atitude é tristeza, outra alegria; uma doença, outra prosperidade espiritual.

Estamos convocados pela sabedoria da vida a tudo compreender e valorizar.

Agradecer as vantagens, mas aproveitar os empeços.

Dificuldade cria transformação e toda transformação favorece a aquisição de experiência se for construtivamente utilizada.

O que recebemos como desilusão para a alma, pode ter o efeito da cirurgia por vezes indispensável à defesa do corpo. Lágrimas de alguns instantes lavam incertezas da mente como a chuva desfaz a sombra da atmosfera.

Tudo é lição no clima do espírito. O fato de cada hora é novo decantador da alma. O desespero nunca remediou qualquer situação; piora sempre todas as causas e todas as conseqüências.

Compara-se o tempo a rio que corre incessante para o estuário da eternidade. Mágoas, ressentimentos e desânimos assemelham-se a ensinamentos que viciamos ou perdemos, lembrando águas roubadas à correnteza das horas e convertidas em agentes de decomposição na tristeza do pântano.

Empreguemos os obstáculos do caminho na edificação da felicidade, como se ajustam pedras na construção.

Não nasceu a inteligência para estirar-se sob a hipnose da alegria deficitária do "eu" sem o "tu" .

Todos fomos criados pela Divina Sabedoria para sermos felizes com os outros e para isso é imperioso aprender, produzir e pensar.

De "Técnica de Viver"
de Waldo Vieira
pelo Espírito Kelvin Van Dine

11 outubro 2009

Processos Obsessivos - Kelvin Van Dine

Processos Obsessivos

Não raro auscultamos os processos obsessivos quando se encontram francamente instalados. No entanto, sabemos que a desagregação do equilíbrio mental, quando os problemas pertencem nitidamente ao espírito, levam tempo.

A sabedoria da vida não constitui o sistema nervoso para colapsos a troco de bagatelas.

Encontramos, desse modo, em toda parte do plano físico, os que se acham na fase prévia de segregação na enxovia da alma.

Sofreram ou se desenganaram em algum item da experiência humana e instintivamente entregam a chave do controle de si mesmos a inteligências outras que os espreitam na sombra. Do ressentimento passam à mágoa crônica. Da excitação se transferem à cólera sistemática. Daí seguem adiante até adquirirem um lugar destacado na patologia da mente.

Quando você se identifica nessa posição fronteiriça, capacite-se da necessidade que pode perfeitamente salvar-se, expedindo um S.O.S., e comece a derribar a cadeia mental que lhe ameaça a integridade, reunindo as suas forças em oração. Não espere o naufrágio.

Em seguida, repare as suas forças orgânicas através do auxílio medicamentoso à altura de suas exigências fisiológicas, imitando o cuidado do mecânico que restaura a casa de máquinas do navio, e prossiga no rumo certo.

Esse rumo certo na temática da obsessão é a continuidade da viagem terrestre sem ancoragem que não seja aquela programada para deveres nos portos de escala – as prestações de serviço aos outros.

Nada de parar sobre recifes de perturbação ou vascular o bojo das ondas de treva. Caminhar à frente. Esquecer-se em favor de outros viajantes.

Se você enfrenta um problema assim sutil da fronteira entre o equilíbrio e o desequilíbrio, observe que, na maioria das circunstâncias, você traz o recinto da mente cerrado ao auxílio dos outros. São pensamentos de desânimo, cansaço, tristeza ou tentação que se agigantaram.

Foram eles diminutas brechas de sombra, na cidadela do espírito, que serviram de mira a gazuas cruéis de velhos adversários dos caminhos percorridos em outras existências.

Não permita que se lhe derruam as portas defensivas. Reaja. Mas conserve a certeza de que a única reação construtiva é a de sua própria renunciação aos caprichos e preconceitos do círculo pessoal, com serviço desassombrado e desinteressado ao próximo.

Milhares ou talvez milhões de companheiros no mundo estão hoje no cairel da obsessão, quais viajores descuidados no dorso do abismo. Há socorro e libertação para todos, desde que cada um se disponha a renovar-se para o bem, renovando os agentes espirituais que lhes assessoram a vida.

Kelvin Van Dine
Do livro: Entre Irmãos de Outras Terras,
Médiuns: Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira