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14 outubro 2015

A Oração em Família - Thereza Brito

A ORAÇÃO EM FAMÍLIA

Luz inapagável passa a brilhar sobre o lar, onde perduram as vibrações da prece.

Ondas permanentes de harmonia envolvem o ambiente familiar que instala o hábito salutar da oração.

Saúde espiritual inarredável costuma penetrar as almas que, no reduto doméstico, se aliam aos benefícios da prece.

***

É lamentável o olvido a que é relegada a oração, em grande número de lares pela Terra inteira.

Mesmo em grupos familiais que envergam a rotulagem cristã, falta o aconchego maior com as Fontes Fecundas de paz em que se converte a oração. BR>
Mais do que pode supor a pessoa que ora, a alma que se liga às faixas luminosas do diálogo com Deus absorve desse estuário bendito do Mundo Invisível as mais profundas messes de recursos aptos a sustentá-la, nas lides em que se movimenta no planeta.

Esse salutar costume de abrir-se para dizer ao Senhor o que se sente, mesmo sabendo que o Senhor sabe de todas as coisas, converte-se em exercício maduro de autoconhecimento gradual, em exercício de humildade, que eleva e bendiz a criatura.

No campo doméstico, pois, ensine a seus filhos, desde pequeninos, tão logo consigam acompanhar os pais, a entoar as palavras da prece, que, com o tempo irão compreendendo, adicionando seus próprios sentimentos, valendo-se, ao mesmo tempo, dessa norma feliz, como fuga das tormentas em si ou em torno de si, ou como bálsamo medicamentoso em face dos padecimentos físicos e morais que, acaso, lhes esbarre a caminhada terrestre.

Ensine-lhes a não fazer da prece um conjunto de palavras inócuas, das quais a sincera compenetração não faça parte.

Mostra-lhes que, por ser valiosa, a prece deve ser entoada ou emitida, em regime de função íntima, fazendo silêncio no aposento do coração, para que aprenda a ouvir as respostas das Alturas, que podem ser imediatas ou encontrar-nos pelos caminhos.

***

Afervore-se à oração em seu lar, seja na estação feliz das alegrias domésticas, seja nos momentos ou nas quadras de testemunhos difíceis.

Evite demonstrar aos seus familiares qualquer ansiedade, injustificável para quem ora.

Entregue-se, incondicionalmente, ao Pai Criador, realizando a parte que lhe cabe, nos cenários de sua vida, certo de que aquilo que, pedindo na oração, não obtiver, é que você não está no momento ideal de perceber as bênçãos que busca.

*** Ensine aos seus que a prece não é um instrumento para barganhar com a Divindade, num regime de trocas infantil. A prece é uma forma de comunicação. Quanto mais honesta, mais alta. Quanto mais alta, melhores os seus resultados.

Independentemente de sua oração diária e íntima, aproveite o encontro de sua família, uma vez que seja por semana, em qualquer dia, em qualquer horário que possam estabelecer para a prece em conjunto.

Diante da mesa posta do Evangelho de Jesus, recolherão você e os seus os mais sublimes e valiosos recursos da Divindade, para que consigam dar conta dos múltiplos compromissos da presente reencarnação, sem perda de tempo.

Orar é nobre condicionamento, harmonizando-nos com o Infinito.

Orar em família é ver derramar-se sobre ela o cálice aurífico dos Céus, acondicionando-nos nesse imenso bojo de ventura que o Cristo traz ao nos visitar.

Ensine aos seus entes queridos a se utilizarem das formidáveis bênçãos que movimentamos para o equilíbrio e para a presença da luz em nosso cenário doméstico.

Pelo Espírito Thereza de Brito
Psicografia de Raul Teixeira
Do Livro: Vereda Familiar

12 janeiro 2015

Exercício de Paz no Lar - Thereza de Brito


EXERCÍCIO DE PAZ NO LAR


Ninguém desconhece, em lidando nas áreas espíritas, esclarecendo-se com as suas lições, a grandeza de que reveste a estrutura familiar, relativamente aos programas sagrados, nos quais o Criador nos inscreveu, a fim de avançarmos na estrada evolutiva.

Na família corporal, grupo de almas vinculadas aos nossos enganos amplos e às nossas virtudes parcas, encontramos os ensejes de aprender, convivência diária, as disciplinas capazes de nos reaparelhar para o exercício da própria paz.

Com o empenho junto aos ensinos de Jesus Cristo, evite tornar-se elemento despótico no lar, como se todos lhe devessem obrigações de subalternidade, tendo que dobrar-se aos seus caprichos.

Na confiança com que se deve entregar ao Senhor, penetrando-se de tranquilidade, busque não agredir com palavras ferinas ou com silêncios gelados aqueles que se põem à sua volta na luta doméstica.

Atento ao impositivo da humildade, da generosidade, ante a luz do Evangelho, que lhe indica o rumo a seguir, fuja do esnobismo intelectual com a exibição vazia, sem propósito, como forma de se auto-projetar, humilhando os que estão sob sua custódia ou participando do seu quotidiano.

Na caminhada para as bênçãos do Reino de Deus, dedique-se ao cultivo da disciplina, a fim de que não use gritos e expressões de violência, quando à frente da rebeldia ou persistência dos equívocos dos irmãos-familiares que vivem com você.

Ansiando por crescer, na convivência com os ideais enobrecidos dos Espíritos Luzeiros, aprenda a dialogar para solucionar problemas, conversando equilibradamente, para o bem geral; faça o possível para não cobrar afeição dos amores ou reclamar consideração que, talvez, você ainda não tenha feito, nem esteja fazendo nada por merecer. Dedique-se a agradecer as coisas mínimas com que seja beneficiado em casa, e a ser gentil com os entes queridos e com os auxiliares domésticos, presenteando-os com a sua alegria natural, com a sua fraternidade, sem a hipocrisia que envenena a linfa da vida.

Se é correto que no ambiente do lar você tem o território livre para que se mostre como é, para desenvolver-se, não se pode olvidar, entretanto, que não cabe aos outros suportar seus impulsos negativos ou suas desastrada invigilância, por fazerem parte da sua equipe doméstica.

Trabalhando com discernimento, beneficiando-se com o devotamento do bem, seu e de todos, conseguirá, com o passar do tempo, a conquista da paz no lar, por meio dos perseverantes e nobres exercícios que, se lhe custarão disciplina e atenção permanentes, propiciar-lhe-ão alegria e renovação imorredouras a acompanharem seus passos no rumo de Deus, para a plenitude da sua legítima paz, com a qual você honrará as bênçãos familiares, nas quais se encontra vinculado.


Pelo Espírito Thereza de Brito
Psicografia de Raul Teixeira
Livro: Vereda Familiar

20 fevereiro 2013

O Amor no Lar - Thereza de Brito


O AMOR NO LAR

Torna-se difícil fazer os corações do mundo entender com exatidão o que realmente constitui o amor, no campo da atuação doméstica.


Há muitos que se estorcegam na tentativa de encontrar o amor e lançam-se às paixões tormentosas, impondo e ferindo, equivocados na paixão possessiva.

Inúmeros falam do amor, mergulhando na fossa do desejo de domínio inferior, que pouco ou nada tem que ver com a sublime virtude.

No lar, vezes sem conta, o arremedo do amor espalha irresponsabilidade por meio da desconsideração entre cônjuges, da má condução da prole ou do excesso de dons materiais que obstrui os canais da percepção do Espírito.

O amor, como ainda é encontrado no clima doméstico, mantém-se aturdido pelo ciúme e pelo egoísmo que desestruturam e congelam as relações, pela desconfiança e pelo fel que passam a porejar entre os seus elementos.

No comportamento de filhos e irmãos, o amor, quando mal entendido, há gerado a absurda competição, tangendo o círculo das vaidades que se aconselham com o orgulho soez.

Quando o amor verdadeiro adentra o lar, ilumina a família e torna-se possível a materialização da boa vontade, do espírito de cooperação, do entusiasmo com vitória do outro, da participação das lutas comuns.
O amor, entronizado no coração dos que amam, não padece de interesses mesquinhos, renuncia quando sabe que, assim, poderá melhor auxiliar.

O amor superior, no seio doméstico, sabe calar para apaziguar infrutíferas querelas ou consegue falar para esclarecer e enlevar, construir e abençoar.

Só no amor, como o apresentou Jesus, os rebentos receberão dos pais a orientação para a vida, como segurança e fidelidade ao vero bem.

E, com esse mesmo amor, na pauta familiar, os filhos se aperceberão que seus genitores são importantes vigilantes do criador, cuidando dos próprios irmãos, convertidos, temporariamente, em filhos da carne, a fim de que todos sejam alinhados nas hostes renovadoras por todos desejadas.

É no reduto doméstico, onde são permitidas tantas liberalidades, mas nem sempre a verdadeira liberdade, que se acha a escola sublime, capaz de estruturar os caracteres diversos, com as lições vividas de ação elevada, desde que o amor a tudo possa conduzir.

A partir desses exercícios de amor e dessa busca feliz, a alma do grupo familiar se distenderá a fim de que consiga estender os braços, com altruísmo, para abraçar junto a si a família maior que Deus nos concede para o convívio social.



Obra: Vereda Família
Médium: Raul Teixeira 
Espírito de Thereza de Brito

02 julho 2009

Guardados - Thereza de Brito

GUARDADOS

Curioso, no mundo, é que quase todas as pessoas costumam manter seus guardados.

São trastes emperrados, que o apego não permite deles se desfaça.

São vestes e utensílios que lembram essa ou aquela ocasião, detendo valores afetivos, conforme se diz nos caminhos terrestres.

Quinquilharias apresentam-se atulhando gavetas várias, assemelhando-se a museus pessoais, detidos nos lares ou em instituições específicas.

Vislumbram-se jóias caras, que não são usadas, em virtude do medo, nem têm outra finalidade senão agrilhoar as almas, já de per si tão presas ao amontoado de coisas verdadeiramente sem legítimos valores.

São nossos guardados, afiançamos.

Quem nos dera fosse mais fácil guardar virtudes e glórias das conquistas espirituais, em aplicação constante, que, sob nenhuma hipóteses, estariam paralisadas!

Quem nos dera fossem nossos guardados utilizados a benefício dos carentes, dos sofredores, adquirindo expressão nobre!

Comentamos, vastas vezes, acerca dos ensinamentos de nosso Jesus, com relação a não fazermos tesouros perecíveis, aqueles que não ficarão em nosso poder ou que são corroídos, consumidos, furtados; entretanto, continuamos a manter guardados inúteis, ao mesmo tempo que alegamos não dispor de recursos de servir a quem suplica amparo.

Ponha-se a criatura a armazenar alegria, para distribuí-las com os tristes; coloque-se o homem a amealhar sorrisos, espalhando bondade pelos caminhos; ajuste-se cada um ao labor de guardar ternura, ofertando-a aos irmãos ao redor, nessa quadra tão crua do sentimento humano, e, sem dúvida, os seus serão os melhores guardados, nas reservas felizes em sua vida, pelo possibilidade de dirigi-los a outros, promovendo júbilos e alevantando vidas.

Guardados que estamos no Amor Divino, guardemos na fé e no trabalho de cada hora o melhor dos nossos empenhos, de modo que, em nome do amor ao próximo, nos libertemos e nos iluminemos, fazendo amigos com os recursos que temos no mundo, como prelecionou Jesus.

Thereza de Brito
De "Nossas riquezas maiores",
de J. Raul Teixeira - diversos espíritos

13 abril 2009

Vale a Pena - Thereza de Brito

VALE A PENA

Você cogita das dificuldades que lhe amargam os caminhos quando, em meio às lutas, prepara-se para a superação das circunstâncias ásperas que se apresentam.

Vale a pena, porém, considerando as possibilidades de pelejar que lhe são concedidas, e que determinam a sua vitória, caso você não desanime, nem descoroçoe, manter-se à frente dos compromissos que lhe dizem respeito.

Você alega cansaço, macerado por mil e um necessidades que demarcam sua rota, como pontiagudas lanças que lhe fisgassem o corpo e a alma, enquanto você se apega às virtudes da prece, entregando-se aos poderes celestes.

Vale a pena, entretanto, como amigo do Cristo, Nele apoiado, demonstrar a grandeza que há em suportar as adversidades, guardando-se na oração como quem vai protegido por broqueis luminosos, em pleno campo de batalhas, firmado na certeza da vitória.

Você lastima os familiares que, contrariamente aos seus anelos, jungem-se a veredas de dissipação ou de indiferença, desdenhando o substrato da fé que você vem esposando, desenvolvendo-se nos empenhos pela própria redenção.

Vale a pena o travo da amargura, agüentado com nobreza, desde que você não se esteja omitindo, nem ignorando que acima dos nossos anseios familiares não entendidos, por isto desatendidos, muitas vezes, paira o Plano Divino a abranger todas as criaturas, no devido momento.

Você chora o filho mergulhado na embriaguês etílica ou no vale desesperador da toxicomania, plenamente deslocado da estrada de equilíbrio que você lhe há apontado, à custa dos sacrifícios e exemplificações com que conduz a nau doméstica.

Contudo, vale a pena o seu denodo, uma vez que ignora você de que pântanos de tormenta transatos provém a alma sob sua atenção, na atualidade, representando a sua dedicação, valiosa contribuição para com o afeto, depondo, então, suas frustrações nas mãos do Senhor.

O Espiritismo tem-lhe aberto a visão do mundo renovado pelo qual aspira seu coração.

Aguarde-o, pois, em serviço, sem desfalecimento, oferecendo o melhor do que disponha, para que, sob as bênçãos de Deus, o amanhã se faça formidável canteiro de venturas, alicerçado nas pelejas que travou e nas lágrimas vertidas por seus olhos, e que foram importantes para o erguimento do templo do amor e da renúncia, sobre o mundo, tendo valido a pena você haver-se tornado um servo dos próprios deveres, para converter-se em cooperador dedicado de Jesus Cristo, sopesando lutas e afrontas, semeando o imbatível bem, para a glorificação dos Céus em seus esforços remissores.

Por : Thereza de Brito
De "Nossas riquezas maiores",
de J. Raul Teixeira - Diversos Espíritos