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08 dezembro 2014

Em Louvor do Serviço - Scheilla


EM LOUVOR DO SERVIÇO

Avancemos – intemeratos – no serviço que nos amplia a visão - Irmã Scheilla 

Enquanto irmanados nos serviços do Consolador, urge ajustar corações e mentes com o objetivo de melhor atender aos labores do Senhor.

Não há porque temer dificuldades, tendo em vista que não existe, sobre o chão do mundo, aquele que não se debate com problemas mais ou menos graves, requisitando maturidade e tolerância, de modo a solvê-los, devidamente.

Não há motivos para fugir dos compromissos na área do Consolador, atentos à referência do Mestre Jesus, quando afirma que a cada qual será concedido consoante as próprias obras...

Não procuremos justificativas para a divulgação do Mal, relembrando a expressão do Rabi Galileu, ao ensinar-nos que a boca expressa o conteúdo do coração, coadjuvado pela ternura do Apóstolo Pedro, quando assevera que somente o amor é capaz de neutralizar todos os pecados...

Não armemos situações para a omissão, com relação ao serviço aos semelhantes, elaborando, a cada dia, os mecanismos da própria renovação, estabelecendo os pilotis da vera Caridade. Ouçamos o Cristo em Sua verberação aos hipócritas, afirmando que onde estiver nosso tesouro, ali depositaremos as emoções, estabelecendo o coração...

Não encontremos razões para deixar de arrostar as lutas, as perseguições, as injustiças, por amor do Bem, reflexionando sobre a Boa Nova do Senhor, na assertiva de que são bem-aventurados os perseguidos por amor à justiça e à paz, pois que serão justiçados.

Não admitamos retirar os pés da caminhada de luz, por injunções sociais, pelo sofrimento ou pela agressão que se nos crave na contextura da alma por acúleos ferintes, observando o posicionamento de Jesus: Se fazem padecer ao tronco verde, que não farão aos lenhos secos, que representamos!?

*

Apressemo-nos na conquista do Reino dos Céus, a partir do cerne da alma, arrimados à certeza de que somente o serviço do autoiluminamento, por meio do que possamos oferecer de nós, em favor da Vida, receberemos as respostas da própria Vida, de vez que, conforme as advertências da Mensagem do Pai, somos, todos nós, heréus dos nossos serviços em prol ou contrários à luz.

Avancemos – intemeratos – no serviço que nos amplia a visão e liberta-nos dos grilhões de antanho, apresentando, em louvor do serviço do bem, nossa disposição e nossa fé, nosso esforço e nossa Vida toda ao Senhor da Vinha.

Que nada e ninguém logre deter-nos os passos no jornadear que ora empreendemos, para os Cimos da Paz. 

Scheilla 

Psicografia de J. Raul Teixeira, em 7.8.1981, na residência de Alice Couri, durante o Culto do Evangelho, em Muriaé, Minas Gerais.


07 setembro 2014

Sofrimentos e Resignação - Raul Teixeira



SOFRIMENTOS E RESIGNAÇÃO

Temos que admitir que na Terra todos sofremos. Sim, todos sofremos na Terra.

Este é um planeta de provações e de expiações. Isso não é bom, nem é ruim, é a condição evolutiva do planeta.

Desde os mundos primitivos destinados às primeiras existências humanas até os mundos divinos, celestes, conforme a classificação dos Espíritos, encontramos os mundos de provas e expiações.

Afirmam os Guias da Humanidade que, nos mundos de provas e expiações predomina o mal. O bem ainda se elabora, mas predomina o mal.

Se nesses mundos predomina o mal, todos aqueles que neles vivemos, estamos, de certa maneira, sujeitos ao mal desse mundo.

É muitíssimo importante pensar nessa questão. Cada vez que olhamos a nossa volta encontramos sofrimentos de todos os níveis.

Sofrimentos na área social. Há indivíduos que nascem, que vivem em estado de tamanha pobreza, de miséria sociologicamente ditos, abaixo da linha da pobreza, economicamente também entendidos assim.

E ficamos a nos perguntar: Como é que no mundo onde se põe fora, onde se exorbita, onde há lixo rico, nas grandes cidades, pode existir tanta fome?

Encontramos criaturas que, desde que nascem são marcadas por enfermidades soezes, indivíduos que são autistas, hidrocéfalos, microcéfalos, macrocéfalos, cegos, surdos-mudos, criaturas que nascem com lesões intransponíveis como os anencéfalos, os descerebrados; crianças que nascem com parte do tronco cerebral apenas e, por isso, a vida orgânica não pode avançar.

Olhamos para outro lado deste mesmo mundo e achamos criaturas que nascem em berço de ouro, ricas, de famílias poderosas, mas elas próprias marcadas por insidiosas paralisias, lesões cerebrais, com esquizofrenias, tormentas no campo psicológico, no campo psiquiátrico.

Então ficamos a pensar: Que mundo é este? Um mundo de provas e expiações.

Desta maneira, temos dois caminhos: ou entendermos por que é que vivemos neste mundo e por que este mundo tem essas características ou desarvorarmo-nos ou nos perdermos na revolta.

Este segundo caminho é completamente inábil. Não nos serve, não nos levará a lugar algum que não seja o enlouquecimento maior. Resta-nos a primeira possibilidade: tratar de compreender porque nesse mundo se sofre tanto.

Ora, na medida que entendemos que esse é um mundo de provações e de expiações fica claro porque todos sofremos, de uma maneira ou de outra. Não existe uma só criatura que não tenha as suas lesões. Pessoas bonitas, bem postas mas, quando conversamos com elas, são dadas a enxaquecas, têm problemas de coluna, têm crises hepáticas, carregam mil e um problemas que o rosto não mostra.

Ficamos a pensar nas condições deste mundo. Se é um mundo onde o mal ainda predomina, nós que estamos aqui ainda carregamos muitas marcas desse mal que na Terra predomina.

Por que carregamos essas marcas? Porque proviemos de outras existências onde essas coisas foram realizadas e Cristo afirmou que não sairíamos daqui até pagarmos o último quadrante, a última moeda, para usar uma linguagem figurada do mundo.

Por causa disso, vale a pena pensar numa saída para toda essa gama de sofrimentos, de males, que encontramos ao longo do nosso planeta.

Fugir deles? Impossível. Para onde quer que vamos, lá estará o problema, a dificuldade, o acicate da Lei Divina, as Leis naturais funcionando.

E cada qual de nós precisará se acostumar com essas ocorrências do planeta Terra, a driblar esse mal que exacerba no nosso mundo e procurarmos, ao longo dos dias, trabalhar para que a Terra seja mais feliz do que é hoje.

* * *

Quando pensamos nessa gama de sofrimentos do nosso planeta, muitas vezes ficamos a nos perguntar a respeito do sofrimento dos bichos, dos animais. Por que é que eles sofrem?

Chegamos a compreender porque é que nós, seres humanos, sofremos. Nossos erros, nossos delitos, nossos crimes cometidos em outras existências, em outras experiências aqui no mundo, nesta mesma vida, em vidas passadas.

Mas e os bichos? Os bichos não erram, eles não cometem erros. Os animais seguem a Lei do determinismo e, dentro da Lei do determinismo, eles não erram nunca.

Jamais uma serpente dá o bote em alguém porque não gostou do rosto, porque não simpatizou com a pessoa. Ela dá o bote para se defender, porque se sente acuada. Assim fazem todos os demais animais com as suas defesas.

Quando pensamos no sofrimento dos animais temos que perceber que, cada ser que sofre neste mundo, tem um objetivo determinado pela Lei Divina.

Os bichos sofrem não para resgatar os erros cometidos. É para despertar-lhes os centros psíquicos.

Os animais são princípios espirituais, são Espíritos em evolução e, certamente, precisam da dor, do sofrimento para se acostumarem a buscar no planeta os recursos salvadores. Jamais a Humanidade soube existir veterinários, nas florestas. No entanto, os animais sofriam e buscavam recursos na floresta. Sofrem e buscam recursos na floresta.

Naturalmente que tudo isso se deveu a esse processo evolutivo. A dor, nos irracionais, não tem o mesmo objetivo que a dor no ser humano.

No ser humano, a dor nos fustiga o lado moral para que a gente aprenda a perdoar, a ser humilde, a baixar a crista do orgulho. Mas, nos irracionais não, a dor tem outro sentido. É de fazê-los crescer, fazê-los progredir.

Olhamos o nosso gato em casa, o nosso cão e, de repente, eles vão comer grama, comem capim. A gente não sabia o que eles estavam sentindo. Põem para fora, regurgitam e ficam sãos. Quem foi que ensinou a esses animais a buscar em a natureza vegetal o remédio para seus problemas?

Assim se passa com as aves, com as feras, na intimidade da floresta e, naturalmente, temos que convir que há um caminho importantíssimo a trilharmos, que é o da compreensão.

Na medida em que sabemos disso, encaramos melhor as dores do mundo, as dores da Terra, com uma virtude que se chama resignação.

A resignação, de maneira alguma, será acomodação. Não temos que cruzar os braços porque sofremos ou diante das dores e deixar que Deus resolva.

Se estamos desempregados, temos que correr atrás do trabalho. Se estamos enfermos, temos que buscar a medicina, a medicação, o tratamento. Se temos qualquer problema neste mundo, neste mundo teremos que resolvê-lo.

Mas a resignação não é sinônimo de acomodação, vale repetir, a resignação é o olhar que temos para esses fenômenos, é a maneira como vemos esses fenômenos.

Se não fosse a resignação, entraríamos na rota do desespero, entraríamos no circuito da desolação porque, quando não compreendemos porque sofremos, sofremos duas vezes.

A primeira vez pelo sofrimento em si, a segunda vez pela ignorância a respeito dele.

Por isso, é a Doutrina dos Espíritos que tem, no seu contexto e nos seus textos, essas explicações, esses recursos para nos fazer pensar na razão pela qual os seres humanos sofremos e por qual razão os irracionais sofrem na Terra.

Vale a pena pensar que os animais sofrem por um sentido: para despertar-lhes a vida psíquica, acordamento dos seus valores psíquicos enquanto o ser humano sofre para resgatar seus débitos e realizar aprendizagens no campo moral.

Daí começarmos a perceber como é importante essa virtude da resignação.

O Evangelho segundo o Espiritismo, a terceira obra da Codificação da Doutrina Espírita, feita por Allan Kardec nos explica que, enquanto a obediência corresponde ao consentimento do raciocínio, da razão, a resignação corresponde ao consentimento do coração. É o nosso sentimento que nos dá ensejo à resignação.

Ser resignado não é ser paralisado, estagnado, acomodado, inerme, inerte. Resignado é ter o entendimento da razão das coisas, o que não nos impede de sofrer, nem de chorar, mas que nos dá a alegria de saber que estamos dando conta do nosso recado no mundo.

Raul Teixeira

23 junho 2014

Qual a finalidade da Mediunidade na face da Terra? - Albino Teixeira



QUAL A FINALIDADE DA MEDIUNIDADE NA FACE DA TERRA?


Divaldo Franco responde: A mediunidade é, antes de tudo, uma oportunidade de servir, bênção de DEUS, que faculta manter o contato com a vida espiritual.

Graças ao intercâmbio podemos ter aqui, não apenas a certeza da sobrevivência da vida após a morte, mas também o equilíbrio para resgatarmos com proficiência os débitos adquiridos nas encarnações anteriores.

É graças à Mediunidade que o homem tem a antevisão do seu futuro espiritual, e, ao mesmo tempo, o relato daqueles que o precederam na viagem de volta à Erraticidade, trazendo-lhe informes de segurança, diretrizes de equilíbrio e a oportunidade de refazer o caminho pelas lições que ele absorve do contato mantido com os desencarnados. Assim, a Mediunidade tem uma finalidade de alta importância, porque é graças a ela que o homem se conscientiza das suas responsabilidades de Espírito imortal. Conforme afirmava o apóstolo Paulo, se não houvesse a ressurreição do Cristo, para nos trazer a certeza da vida espiritual, de nada valeria a mensagem que Ele nos deu.

Há mediunidade mais importante que outras? E médiuns mais fortes que outros?

Raul Teixeira responde: Verdadeiramente não pode haver mediunidade mais importante que outras, nem médium mais forte do que outros. Existem médiuns e mediunidades. Segundo Paulo de Tarso, existem os “dons” e ele se refere à visão, à audição, à cura, à palavra, ao ensino, mas disse que um só é o Senhor.

Ela provém da mesma fonte. Os indivíduos que psicografam, que psicofonizam, que materializam poderão todos realizar um trabalho apostolar na realidade em que se encontram. Não é o número de possibilidades que dá importância ao médium. O que engrandece espiritualmente o médium é aquilo que ele faz com os dons que possua. Verificamos que a importância do médium se localiza na honra que tem de poder servir.

O médium mais forte que outro, na Doutrina Espírita, não existe, mas sim, existem os que são mais dedicados que outros, mais afervorados que outros, que estão renunciando à matéria e efetuando o esforço do auto-aprimoramento mais que outros. Isso ocorre. E é esse esforço para algo mais alto que confere ao médium, ou a outro servidor qualquer, melhores condições de estar à frente na lide. Mas isso não significa que o que venha na retaguarda não poderá alcançá-lo, realizando os mesmos esforços.

O nosso venerável Chico Xavier dizia para os companheiros que o questionavam que o dia em que não chorava, não viveu. Depreendemos disso que quanto mais se alteia à mediunidade, colocando aquele que dela é portador numa posição de destaque, numa posição de claridade, naturalmente, os que não desejam a luz atirarão pedras à lâmpada, tentando quebrá-la, quando não desejam derrubar o poste que a sustenta.

Daí, o médium mais importante ser aquele que mais disposto esteja para enfrentar essas lutas em nome do Cristo, Médium de Deus por excelência, e o mais importante Senhor da mediunidade que nós conhecemos.

Não caberá nenhum desânimo a nenhum de nós outros que ainda nos localizamos numa faixa singela de mediunidade, galgando os primeiros passos.livro_diretrizes_de_seguran Isto porque já ouvimos companheiros que gostariam de receber mensagens como o Chico recebia, desejariam receber obras daquele talante, desejariam ser médiuns da envergadura desse ou daquele companheiro que se projeta na sociedade, mas desconhecem a cota de sacrifícios diários, de lutas, de lágrimas, de renúncias a que eles têm de se predispor e se dispor. Por isso, em Espiritismo, não há médiuns superiores a outros, nem mediunidades mais importantes que outras; existem oportunidades para que todos nós tomemos a charrua da evolução sem olharmos para trás, crescendo sempre.

Numa colocação feita pelo espírito Albino Teixeira através de Chico Xavier, no livro Paz e Renovação, diz ele: “Que o melhor médium para o mundo espiritual não é o que seja portador de múltiplas faculdades, mas é aquele que esteja sempre disposto a aprender e sempre pronto a servir.” 

Fonte: Livro - Diretrizes de Segurança , de Divaldo Franco e Raul Teixeira. Ed. Frater.

“o melhor médium para o mundo espiritual não é o que seja portador de múltiplas faculdades, mas é aquele que esteja sempre disposto a aprender e sempre pronto a servir.”


Espírito Albino Teixeira
Publicado na coluna da Liga Espírita Pelotense no dia 02 de Setembro 2012 – JORNAL DIÁRIO DA MANHÃ

07 junho 2014

O Encontro de uma alma com a outra já estava escrito? - Raul Teixeira

 


O ENCONTRO DE UMA ALMA COM A OUTRA JÁ ESTAVA ESCRITO?

Nem sempre. 

Há casos em que um indivíduo vem no mundo com comprometimentos com um determinado indivíduo. 

Daí, ao se encontrarem no mundo irão formar um par ou não, de acordo com o livre arbítrio de cada um. No entanto, nas regras do mundo terrestre, onde ainda somos espíritos tão limitados, com tantas dificuldades e deficiências que é comum que nos unamos por afinidades. 

Nem sempre aquela criatura que se une conosco no casamento veio pré determinado. 

Mas a nossa vinculação afetiva, magnética estabelece que nós podemos ter uma vida a dois segura e realizar os projetos de Deus nessa relação. 

Então, podemos dizer que os casamentos são fundamentados, na maioria das vezes, na afinidade. 

Há casos muito interessante de que uma pessoa é apaixonada por outra em um determinado lugar e esta pessoa falece, o abandona, e o que ficou muda-se para outra cidade, país e encontra lá uma outra pessoa (afinidade) que amará tanto quanto amou a primeira ou até mais. 

Então, se houvesse essa determinação o indivíduo errou na primeira vez? Não errou. 

É que nós encontramos no mundo uma quantidade de pessoas de nossas afinidades. 

A grande responsabilidade é quando eu encontro a primeira (afinidade) e eu me dedicar a ela sem sair procurando as outras afinidades que sempre encontraremos, porque somos espíritos mais ou menos do mesmo nível. 

Autoria de José Raul Teixeira


01 fevereiro 2014

Morte e Vida - Sebastião Lasneau

MORTE E VIDA

Não te aturdas perante a ação da morte,
Que o corpo enreda e dá alforria à alma.

Procura em Deus o alento que te acalma,
A inspiração a te indicar o norte. 
Vale considerar nesse momento
Toda delicadeza do processo,
Porque é alguém que se encontra de regresso
Ao lar do qual ninguém estará isento.
Pensa na morte como liberdade
P’ra quem ousou no bem, serviu, valente.

Do mesmo modo que é bem diferente
P’ra quem se asilou na mediocridade. 
A morte exprimirá paz e beleza
Para a pessoa que, na caridade,
Soube crescer, lutando de verdade,
E que só no amor plantou sua certeza.
Do mesmo modo a morte é outra cadeia
De frustração, de dor e de agonia,
P’ra quem se dedicou, dia por dia,
A projetar de si só coisa feia. 
Em Deus, o amor é a lei que nos ensina
A cada dia forjar o futuro,
Ante a visão do bem, calmo e seguro,
Que cada luta humana descortina. 
Por isso, a voz do povo é de bom porte,
Refletindo a verdade permanente
De que através de toda ação da gente,
Conforme seja a vida será a morte. 
Trabalha e estuda com amor ardente,
Valorizando cada um dos teus dias,
Para que colhas, então, alegrias,
Numa existência nobre e competente. 
Pensa na morte com maturidade,
Sem neuras ou pieguices, nobremente,
Pois morrer é o final de toda gente.

Ninguém se evadirá dessa verdade. 
Dê mais valor ao teu tempo terreno,
Tendo, ante os olhos, teu fanal de luz.

Toma essa estrada que leva a Jesus,
Que é Vida Plena, a aguardar-te sereno.

Sebastião Lasneau
Mensagem psicografada pelo médium Raul Teixeira, em 25.10.2004, na Sociedade Espírita Fraternidade, Niterói-RJ.


31 janeiro 2014

Entre Irmãos -

ENTRE IRMÃOS

Estes são tempos desafiadores para todos os que buscam um mundo melhor, onde reine o amor, onde pontifique a fraternidade, onde possam florir os mais formosos sentimentos nos corações.

Anelamos por dias em que a esperança, há tanto tempo acariciada, possa converter-se em colheita de progressos e de paz.

Sonhamos com esse alvorecer de uma nova era em que o Espiritismo, transformado em religião do povo, apresentando Jesus às multidões, descrucificado e vivo, possa modificar as almas, para que assumam seu pujante papel de filhas de Deus no seio do mundo.

Entrementes, não podemos supor que esses ansiados dias estejam tão próximos, quando verificamos que há, ainda, tanta confusão nos relacionamentos, tanta ignorância nos entendimentos, tanta indiferença e ansiedade nos indivíduos, como se vendavais, tufões, tormentas variadas teimassem em sacudir o íntimo das criaturas, fazendo-as infelizes.

A fim de que os ideais do Cristo Jesus alcancem a Terra, torna-se indispensável o esforço daqueles que, tendo ouvido o cântico doloroso do Calvário, disponham-se a converter suas vidas na madrugada luminosa do Tabor.

O mundo terreno, sob ameaças de guerras e sob os rufares da violência, em vários tons, tem urgência do Mestre de Nazaré, ainda que O ignore em sua marcha atordoada, eivada do materialismo que o fascina, que o domina e que o faz grandemente desfigurado, por faltar sentido positivo e digno no uso das coisas da própria matéria.

Na atualidade, porém, com as advertências da Doutrina dos Espíritos, com essa luculenta expressão da misericórdia de Deus para com Seus filhos terrenos, tudo se torna menos áspero, tudo se mostra mais coerente, oferecendo-nos a certeza de que, no planeta, tudo está de conformidade com a lei dos merecimentos, com as obras dos caminheiros, ora reencarnados, na estrada da suspirada libertação espiritual.

“A cada um segundo as suas obras” aparece como canto de justiça e esperança, na voz do Celeste Pastor.

Hoje, reunidos entre irmãos, unimo-nos aos Emissários destacados do movimento de disseminação da luz sobre as brumas terráqueas, e queremos conclamar os queridos companheiros, aqui congregados, a que não se permitam atormentar pelos trovões que se fazem ouvir sobre as cabeças humanas, ameaçadores, tampouco esfriar o bom ânimo, considerando que o Cristo vela sempre. Que não se deixem abater em razão de ainda não terem, porventura, alcançado as excelentes condições para o ministério espírita, certos de que o tempo é a magna oportunidade que nos concede o Senhor. Que ponham mãos à obra, confiantes e vibrantes, certos de que os verdadeiros amigos de Jesus caminham felizes, apesar das lutas e das lágrimas, típicas ocorrências das experiências, das expiações e das provas.

Marchemos devotados, oferecendo, na salva da nossa dedicação, o melhor que o Espiritismo nos ensina, o melhor do que nos apresenta para os que se perdem nas alamedas do medo, da desesperança e da ignorância a nossa volta.

Hoje, entre os amigos espíritas, encontramos maior ânimo para a superação dos nossos próprios limites, o que configurará, ao longo do tempo a superação dos limites do nosso honroso Movimento Espírita.

Sejamos pregadores ou médiuns, evangelizadores, escritores ou servidores da assistência social, não importa. Importa que nos engajemos, todos, nos labores do Codificador, plenificando-nos na grande honra de cooperar com os excelsos interesses do Insuperado Nazareno. O tempo é hoje, queridos irmãos. O melhor é o agora, quando nos entrelaçamos para estudar, confraternizar e louvar a Jesus com os corações em clima festivo.

Certos de que o Espiritismo é roteiro de felicidade e bandeira de luz, que devemos içar bem alto sobre o dorso do planeta, abracemo-nos e cantemos, comovidos: Louvado seja Deus! Louvado seja Jesus!

Com extremado carinho e votos de crescente progresso para todos, em suas lidas espiritistas, quero despedir-me sempre devotada e servidora pequenina.

Olympia Belém
Mensagem psicografada por Raul Teixeira, no dia 03.09.1995, no encerramento da X Confraternização Espírita do Estado do Rio de Janeiro.


30 janeiro 2014

Cristo reina! - Camilo

CRISTO REINA!

Na Terra, vivem-se momentos de importantes transformações que influem sobre os indivíduos que, por seu turno, igualmente, se inscrevem no contexto das transmutações de si mesmos.

O hálito de Jesus Cristo envolve o mundo, sem dúvida, e Ele convoca Seus discípulos para o trabalho de redenção humana, pela via do amor.

Pelo orbe, pervagando os caminhos de todos, a loucura infanticida aterroriza; porém, Jesus reúne grupos de almas que se dedicam a salvar muitos dos recém chegados à atmosfera terrena, com boa-vontade e ternura.

Vêem-se quadros de abandono infantil em toda parte, entretanto, Jesus organiza falanges de devotados espíritos que se empenham em adotar e orientar, alimentar e manter crianças atingidas pela friagem de tantos corações.

Acompanham-se os que se agregam às indústrias da morte, mas um número imenso de lidadores ajusta-se às empresas da vida, em nome do Senhor.

Descobre-se o egoísmo a explorar comunidades inteiras dos menos afortunados de cultura intelectual, espalhando a miséria; entanto, o Cristo, sobrepujando o mal passageiro, prepara homens e mulheres que conduzem, ensinam, servem e amam, desinteressadamente, os irmãos do caminho.

Muitos entoam as cantilenas da guerra e da desagregação, enquanto o Mestre tem Seus servidores da paz e da construção do bem, difundindo luz sobre o Planeta.

Tantos seguem frios, indiferentes, desajustando-se na praça do gozo intérmino das sensações grosseiras; porém, Cristo arrebanha os Seus seguidores, dispostos e fiéis, aquecidos pela fraternidade que lhes propicia emoções sutis, que os aproxima do Reino, estendendo harmonias no mundo.

Deficientes físicos e doentes mentais acham apoio e proteção, sob o patrocínio Dele.

Macróbios desditosos encontram novo lar de afeto, sob a égide Dele.

Indigentes das sarjetas recebem assistência fraterna nas noites de abandono, sob inspiração Dele.

Governantes de sociedades e de povos se reúnem para o diálogo, nas decisões graves do momento humano, sob os auspícios Dele.

Almas delicadas que saem a servir, renunciando às próprias vidas para dá-las aos outros, fazem-no por amor a Ele.

Cristo reina sempre!

Em todas e quaisquer cogitações planetárias, somente Nele tem-se roteiro seguro para seguir-se em frente, firmemente.

Por mais se discuta sobre Sua figura excelsa, contra ou a favor, a realidade é que Jesus prossegue a Estrela fulgurante na noite caliginosa da Humanidade, anunciando a Boa Nova do Seu Natal, capaz de penetrar e sensibilizar, ativar e clarificar o âmago de todos aqueles que, mergulhados nas difíceis lutas da Terra, fazem-se homens de boa-vontade, espalhando bênçãos em Seu Nome.

Camilo Mensagem psicografada pelo médium J. Raul Teixeira, em  15.10.1986, na Sociedade Espírita Fraternidade – Niterói – RJ.


23 dezembro 2013

Eu Gostaria - Guilherme March




EU GOSTARIA
 

Eu gostaria Jesus,

Gostaria que Tu olhasses Para minha alma, 

 Para minha pobreza espiritual, 

Para minha vida na Terra. 

Gostaria que Tua misericórdia Me abraçasse, 

Que ouvisses o meu cantar que roga, 

Em silêncio, Tua caridade. 

Gostaria que Tua sabedoria 

Me levasse aonde o Pai do Céu quiser,

Para o meu coração aprender 

A louvar-Te como Guia e Modelo da Humanidade. 


Jesus, 

Gostaria que o Natal abrisse 

As comportas do Céu, para que todos 

Experimentem os favônios do Teu Reino. 


Mestre, 

Que o Natal possa fazer a revolução do espírito, 

Que gera esforço, boa vontade, tolerância, 

Bom senso, confiança no trabalho, 

Bondade, riqueza no tempo e felicidade; 

Essa revolução que nós necessitamos, 

Para que a paz reine no mundo, 

Principalmente no mundo da alma. 


Guilherme March 

Psicografia do médium Raul Teixeira, em 27.10.2013, em Niterói, RJ.


23 outubro 2013

Vigilância no Trabalho - Joaquim Olympio de Paiva



VIGILÂNCIA NO TRABALHO

Amigos, louvado seja Deus!

O tempo urge, de fato, convocando as almas de boa vontade ao trabalho libertador. É a grande ensancha que Deus oferta aos filhos Seus, que se encontram realizando esforços de evolução na Terra.

Fomos obsequiados com as bênçãos do Criador para que, mesmo sob o azorrague de intensas pelejas, realizássemos o próprio progresso, deixando ao pretérito as experiências em que desconsiderávamos a nossa condição de seres imortais, fazendo uso indevido das oportunidades da reencarnação.

O trabalho dos Emissários de Jesus, o Nazareno, junto aos seareiros do bem, vem sendo, curiosamente, o de envolvê-los em fluidos salutares específicos, o de protegê-los com recursos apropriados, impedindo que sejam desnorteados ou tragados por influências nefastas do campo espiritual sombrio, que se valem dos cochilos morais dos lidadores, embora a sua atuação nas atividades do Movimento Espírita.

A razão de enfocarmos essa temática, no momento, deve-se ao fato de que muitos confrades respeitáveis, que vêm operando um considerável labor positivo no âmbito da mensagem luminosa do Espiritismo, não têm mantido o esperado cuidado relativamente às suas vidas pessoais, particulares, muitas vezes por entender que se possa ser espírita por turnos... Num turno, faz-se tudo o que a Doutrina Espírita propõe, conquistando a consideração e os encômios dos irmãos de crença, enquanto noutro, libera-se o homem velho para que se possa experimentar todos os sabores do mundo passageiro, mesmo que amargos, seja na esfera dos negócios, da vida com a família ou do relacionamento com os confrades, desatendendo aos preceitos da honorabilidade, da fidelidade e da fraternidade, como se fosse perfeitamente normal essa dualidade moral. É do Apóstolo Paulo a orientação: Vede prudentemente como andais... (Efésios, 5:15).

Na órbita das realizações espíritas, torna-se um dever de cada um de nós guardar a devida vigilância em torno dos próprios passos, garantindo que cremos, que assumimos exatamente aquilo que estamos transmitindo a outras inteligências, guardando, assim coerência entre o nosso discurso e o curso da nossa vida.

Dispostos, então, a envolver-nos com o vero espírito do Espiritismo, que não nos cobra perfeição, mas que nos pede fidelidade, tratemos de não desmentir com os feitos o que apregoamos com nossas palavras escritas ou faladas.

Conscientes quanto à honra de viver tão eloquente contexto espiritista, nesses tempos complicados do mundo contemporâneo, unamo-nos, fraternalmente, e confraternizemos em torno desse Ideal, sem perdermos a ocasião de exercitar, ainda que pouco a pouco, a fidelidade proposta por Jesus aos Seus seguidores de todos os tempos.


É com augúrios de muito progresso e paz, que abraço os irmãos, na condição de pequeno servidor, pelo Espírito Joaquim Olympio de Paiva. Psicografia de Raul Teixeira, durante a reunião do Conselho Federativo Nacional,em 11 de novembro de 2005, em Brasília, DF.


17 outubro 2013

Sua Relação com o Pensamento - Espírito Joanes


SUA RELAÇÃO COM O PENSAMENTO 
Tão importante quanto a chegada do ser espiritual ao corpo físico, no fenômeno da reencarnação, é a sua saída do corpo fisiológico, quando da desencarnação.

Num caso, o evento ganha aspecto de gravidade em função das responsabilidades trazidas à vida física pelo reencarnante, as expectativas sobre os passos e caminhos a serem percorridos no mundo corporal e quanto ao maior ou menor aproveitamento das ocasiões com as quais o reencarnado se defrontará...

Porém, a gravidade da saída das cadeias celulares está no fato de que nessa ocasião, ao termo de mais uma etapa, estará determinado o nível dos méritos e dos deméritos desenvolvidos pela alma desprendida do corpo carnal. Não há mais como remediar as decisões mal tomadas, não há mais como voltar atrás quanto às providências que se tornaram causa de perturbação ou tragédia para muitos ou para poucos.

A seriedade do momento final do corpo orgânico está também nos registros psíquicos dos desencarnados e na repercussão desses registros sobre o corpo espiritual ou períspirito.

A manutenção das situações ruins ou a fruição das agradáveis estesias, tudo se intensifica por meio da desencarnação.

No mundo das mentalidades comuns, “morrer é descansar”. Poucos avaliam contudo, o que significará “descansar” para quem converteu a etapa da vida corporal em tormentoso inferno...

Há pessoas que dizem que “quem morreu se libertou”. A que corresponderá “libertação” para quem passou a vida corporal confeccionando cadeias e amarras, através de incontáveis desestruturações”.

Há, ainda, quem afirme que “quem morre vai para o céu” ou “para o inferno”, por causa dos parâmetros ideológicos de suas crenças religiosas mal orientadas, ou de filosofias estapafúrdias que são verdadeiros atentados à maturidade e ao bom senso.

A realidade do “céu” e do “inferno” instala-se no interior de cada um pelo que fez ou deixou de fazer ao longo da lida terrena.

Quanto a você, como se acham as suas concepções em relação à “morte”? Já se deixou envolver pelas claridades dos ensinamentos de Jesus, que o Espiritismo reforça, ou ainda vem se arrastando por entre medos e superstições, escravizado pela ignorância que maltrata a tanta gente?

Para aperceber-se do seu nível de maturidade perante a morte, bastará que analise como vem se pautando no seio da reencarnação. O dito popular que exprime que “tal vida, tal morte”, analisado em termos 
espirituais é corretíssimo. Valendo-nos desse refrão, poderemos estabelecer que “tal sua visão da vida, tal será sua visão da morte”.

Assim, procure pensar nas responsabilidades do renascimento da alma em novo corpo físico, quando ela chega repleta de sonhos de progresso e embelezamento, mas não perca a seriedade quanto à experiência oposta, ou seja, a do processo fisiológico, quando ela retorna ao Grande Lar com a leveza ou com o peso do que haja realizado de nobre ou de desastroso, o que o ajudará muito a pautar-se bem no trajeto terreno, desenvolvendo relação de madureza com as questão do passamento.

Não há porque temer-se a morte, quando se vive reta e dignamente. Não há porque contar com regalias celestiais após a vida física, quando a sua rota humana segue marcada pela inconsequência, por inconsistências morais, ou por descaso para com as “coisas do Alto”.

Apoie-se no bem continuado, seja onde, como ou com quem for, e, sem qualquer temor ou preocupação, ponha-se nas Mãos de Deus para que Ele decida qual será o melhor tempo, ideal momento, para que você retorne, fortalecido e protegido pelas venturosas coberturas que você vem construindo para si mesmo.

Meditação: Orai e crede! Pois que a morte é as ressurreição, sendo a vida a prova buscada e durante a qual as virtudes que houverdes cultivado crescerão e se desenvolverão como o cedro. (Cap. VI, item 5, segundo parágrafo, ESE).


De “Para Uso Diário” 
De J. Raul Teixeira 
Pelo Espírito Joanes



20 fevereiro 2013

O Amor no Lar - Thereza de Brito


O AMOR NO LAR

Torna-se difícil fazer os corações do mundo entender com exatidão o que realmente constitui o amor, no campo da atuação doméstica.


Há muitos que se estorcegam na tentativa de encontrar o amor e lançam-se às paixões tormentosas, impondo e ferindo, equivocados na paixão possessiva.

Inúmeros falam do amor, mergulhando na fossa do desejo de domínio inferior, que pouco ou nada tem que ver com a sublime virtude.

No lar, vezes sem conta, o arremedo do amor espalha irresponsabilidade por meio da desconsideração entre cônjuges, da má condução da prole ou do excesso de dons materiais que obstrui os canais da percepção do Espírito.

O amor, como ainda é encontrado no clima doméstico, mantém-se aturdido pelo ciúme e pelo egoísmo que desestruturam e congelam as relações, pela desconfiança e pelo fel que passam a porejar entre os seus elementos.

No comportamento de filhos e irmãos, o amor, quando mal entendido, há gerado a absurda competição, tangendo o círculo das vaidades que se aconselham com o orgulho soez.

Quando o amor verdadeiro adentra o lar, ilumina a família e torna-se possível a materialização da boa vontade, do espírito de cooperação, do entusiasmo com vitória do outro, da participação das lutas comuns.
O amor, entronizado no coração dos que amam, não padece de interesses mesquinhos, renuncia quando sabe que, assim, poderá melhor auxiliar.

O amor superior, no seio doméstico, sabe calar para apaziguar infrutíferas querelas ou consegue falar para esclarecer e enlevar, construir e abençoar.

Só no amor, como o apresentou Jesus, os rebentos receberão dos pais a orientação para a vida, como segurança e fidelidade ao vero bem.

E, com esse mesmo amor, na pauta familiar, os filhos se aperceberão que seus genitores são importantes vigilantes do criador, cuidando dos próprios irmãos, convertidos, temporariamente, em filhos da carne, a fim de que todos sejam alinhados nas hostes renovadoras por todos desejadas.

É no reduto doméstico, onde são permitidas tantas liberalidades, mas nem sempre a verdadeira liberdade, que se acha a escola sublime, capaz de estruturar os caracteres diversos, com as lições vividas de ação elevada, desde que o amor a tudo possa conduzir.

A partir desses exercícios de amor e dessa busca feliz, a alma do grupo familiar se distenderá a fim de que consiga estender os braços, com altruísmo, para abraçar junto a si a família maior que Deus nos concede para o convívio social.



Obra: Vereda Família
Médium: Raul Teixeira 
Espírito de Thereza de Brito

24 janeiro 2013

 

O RENASCER

Normalmente discutimos as questões referentes ao renascimento corporal, entrelaçando esse ou aquele argumento, perpassando impressões e casos vários, probatórios, donosso conhecimento.

O renascimento do corpo, todavia, reclama o nosso esforço, no sentido de refazer aprópria romagem, utilizando-nos das felizes lições que a Doutrina do Consolador vem-nosapresentando, há tanto tempo.

Renascer em nova indumentária fisiológica é reencarnar. Muito embora o peso que o termo deixa transparecer para alguns, não resta dúvida de que, sendo lei divina, todos nela estamos incursos. Os que crêem na ação dessa lei quanto os que não a admitem, todos estamos
sujeitos ao seu comando.

O ressurgimento no corpo, concitando-nos à mudança de posicionamento ético em fase das vivências que empreendemos, torna necessária a observação das recomendações ou dos lembretes que nos chegam por meio da mostragem dos que estão lacrimosos, sofridos e marcados por rudes expiações no mundo, junto a tantos que remoem amarguras de aparência interminável.

Mas, ao lado disso, verificamos os que se gloriam no trabalho são e afanoso, contínuo e feliz, na expansão das alegrias e da esperança, do amor e do bem, na trajetória dos seus dias.

Acompanhemos esses quadros, a fim de fazermos nossa própria escolha, uma vez que sabemos que a colheita que se faz agora não passa do resultado da sementeira efetuada por nós mesmos,
em outra ocasião...

Ante a benção do renascimento em que você está matriculado, não desdenhe as experiências que o alcançam, convocando-lhe ao serviço para o encontro com Jesus, nosso Senhor.

Trabalhe e aprimore-se. Aprimore-se e sirva. Sirva e passe, fazendo luz a sua volta, clareando a sua reencarnação, renascendo também em espírito, assemelhando-se ao Criador pelo amor
que espalhe.
 
Obra: Rosângela
Raul Teixeira 

18 dezembro 2012

Valorize o seu Dia - Espírito Joanes

 
Valorize  o  Seu  Dia

Cada dia corresponde a uma nova página escrita no livro da sua vida, onde você deverá escrever as melhores memórias.


Assim, quando desperte,dirija ao infinito a sua prece. Agradeça pela noite superada e rogue ao Pai do Céu as indispensáveis bênçãos para o período começante. Eleve as vibrações da alma e entregue-se ao Senhor, totalmente.


Erga-se e alegre-se com a oportunidade de manter seu corpo físico para os empreendimentos do progresso. Busque ocupar-se com algo nobre, algo que dignifique a sua existência na Terra.


À frente dos transtornos e contratempos, que surgem nos caminhos de todos invariavelmente, não se deixe conduzir pela irritação, pelo agastamento ou pelo azedume, procurando compreender que nada lhe ocorre sem que tenha um sentido útil para o seu crescimento geral.


Perante as ocorrências da violência e diante dos quadros de agressões que vejam em sua rota, realize o melhor que possa, sem praguejamentos, sem revolta, sem desespero, porque você não está senão no mundo que fez pôr merecer, com as situações que caracterizam a sua quadra evolutiva e com as pessoas do seu mesmo patamar moral, com ligeiras diferenças, facilmente observáveis.


Onde esteja, semeie alegria e jovialidade, atendendo à recomendação do Apóstolo Paulo para que demos graças a Deus por todas as coisas da vida.


Busque fazer amigos, mantendo, com carinho, os velhos companheiros. A amizade no mundo é como o beijo solar iluminando as flores, sem o qual elas tendem a murchar e fenecer.


Alimente-se com moderação. Não é preciso passar fome, contudo, é bom que não transforme o estômago em tonel de venenosas misturas, capazes de o intoxicar, de lhe acumular indevido colesterol nas artérias ou de lhe provocar disfunções hepáticas.


Afaste-se das pseudonecessidades alcoólicas. O álcool de que você precisa para a digestão a Divindade já fez constar do seu programa de produção orgânica. Fora disso, a ingestão dessa substância corresponderá sempre a consciente envenenamento que lhe perturbará a saúde aos poucos.


Procure ser comedido nas brincadeiras, a fim de não constranger os amigos, gerando afastamentos e inimizades, ou para não perder seu preciso tempo com intermináveis lorotas e banalidades que lhe possam prender as horas as visco la leviandade.


Sorria, seja prazenteiro, uma vez que o Evangelho de Jesus, que você afirma conhecer, é fonte inesgotável de alegrias.

E quando chegar ao fim o seu dia, vivido com maior ou menor dificuldade, ponha-se em meditação. Verifique onde é que você poderia ter sido melhor, em que ítens deveria ter agido melhor, e sem remorsos perniciosos, faça projetos de renovação para o dia seguinte, procurando levá-los seriamente.


Ore e entregue-se uma vez mais ao Supremo Senhor, construindo, dia-a-dia, a própria felicidade, a sua própria luz.

Valorize o seu dia.


Não o desperdice remoendo mágoas ou destilando tormento, mas aprenda a cultivar a alegria de viver, apesar das lutas e limitações que carregue.


Valorize o seu tempo na Terra e prossiga, decidido pelo bem, para que, no serviço do Senhor, você continue crescendo em busca do encontro consigo mesmo.


MEDITAÇÃO: Não julgueis, todavia, que, exortando-vos incessantemente à prece e à evocação mental, pretendamos vivais uma vida mística, que vos conserve fora das leis da sociedade onde estais condenados a viver. Não; vivei com os homens da vossa época, como devem vier os homens. Sacrificai às necessidades, mesmo às frivolidades do dia, mas sacrificai com um sentimento de pureza que a possa santificar. (Cap. XVII, item 10, segundo parágrafo)


Para Uso Diário, pelo Espírito JOANES, psicografia de J. Raul Teixeira, Ed. FRÁTER.

29 novembro 2012

Carta aos Pais - Raul Teixeira


CARTA AOS PAIS

 
Meu irmão.

Evocamos as homenagens que lhe são tributadas, pela nobre missão que o Senhor da Vida lhe concedeu, na condição de pai na Terra, venho ao encontro de seu coração, a fim de que possamos, juntos, refletir acerca de alguns elementos que muitas vezes, são deixados lado, por variados motivos.

Você sabe que ser pai no mundo é honrosa oportunidade com que Deus brinda o homem, com que abençoa a masculinidade, homenageando a sua função co-criadora, ao lado da mulher que se fez mãe pelos vínculos carnais.

Assim, meu irmão-pai, torna-se necessária a sua atenção para os episódios mais estridentes que acontecem nos momentos que passam, na conjuntura social.

Ouve-se falar dos tormentos dos vícios, do tóxico em particular, solapando as energias jovens, começando a destroçar a criança, ainda nas primeiras experiências infantis, enleando até mesmo os seus filhos na volúpia viciosa, e tantas vezes você não se interessa e , por isso , nada vê.

É verdade que você se encontra preocupado com a manutenção doméstica. É valido que você se torne o eixo em torno do qual giram preocupações. É compreensível que esteja cansado, ao voltar dos sucessos cotidianos da profissão.

Porém papai, não deponha sobre os ombros da companheira-mãe a responsabilidade de, sozinha, conduzir o lar, educar a prole, acompanhar os passos dos pequenos e dos mocinhos, fazendo-se presente onde se torne preciso. Você pode e necessita, meu amigo, na condição de genitor, participar desse luminoso esforço, que é o de conduzir ao Criador as almas que lhe foram apresentadas na função de filhos.

Quantas vezes você tem mirado nos olhos dos seus filhos para sentir-lhes as realidades intimas, pelas “janelas da alma”?

Quantas vezes você tem renunciado a um lazer para que esteja com eles, nos compromissos escolares em que se faça importante a sua pessoa, numa ou noutra atividade social, a fim de que se sintam apoiados por sua presença a dar-lhes segurança?

Quantas vezes você tem dialogado com seus filhos, ouvindo-lhes as opiniões sobre a vida, as pessoas, os fatos cooperando no esclarecimento de equívocos e fazendo recolocações devidas, auxiliando-os a caminhar pelas vias do discernimento?

Quantas vezes visitou, você mesmo, os ambientes, os redutos, nos quais vivem e se agitam seus filhos, a fim de conhecer onde estão comumente, com quem estão e o que fazem, demonstrando interesse pelo acerto deles na vida?

Quantas vezes chamou-lhes a atenção, com carinho e energia, ao vê-los bandear-se para caminhos obscuros, induzidos pela propaganda tendenciosa do mal ou pelas opiniões de quem se lhe apresenta como liderança da moda?

Quantas vezes você conseguiu conversar, sem gritar; orientar, sem imposição descabida; corrigir, sem agressão, para que eles adquirissem o senso do equilíbrio das proporções e da tranqüila disciplina? 

Pense, meu irmão, pense seriamente, desarmado emocionalmente, para verificar se não terá tido ou se não tem participação nos equívocos em que os filhos se lançam por ignorância ou desamparo, por falta de sua assistência...

Se, muito bem, que você ama seus filhos. Entretanto , o amor, sendo a virtude por excelência, deve ser vigilante e perspicaz, para que , em seu nome, a insensatez e assombra não se estabeleçam.

Hoje, quando tantos filhos sofrem a carência da presença dos pais, Vigie-se para não trocar por presentes matérias a atenção que lhes deve, de modo a conquistá-los. Ainda que tenha coisas para dar, de-as, mas oferte-se a eles. Sorria com eles, corra com eles, ajude-os em pequenos serviços, em singelos deveres escolares. Ouça-lhes as historias simples do dia-a-dia, vividas com colegas e amigos. Dê valor às suas dificuldades, sem exageros prejudiciais, contudo. Pergunte-lhes, ao tornando-se, assim, amigo-confidente, para que seja aceito como conselho.

Mas, não se olvide de que todas as suas orientações, palavras e ensinos se esboroarão, ruirão por terra, se você apenas quiser ensinar, sem que viva, nobremente, os ensinos que ministra.

Reflita, pai querido, que seus rebentos lhe conduzirão a mensagem de vida aonde quer que forem, impregnados que estarão por tudo quanto lhes houver oferecido.

Não se esqueça, ainda, papai, que você não está a sós, com sua companheira, para o conduzimento dos filhos. Contam vocês com a assistência e com a participação dos nobres Emissários do Bem, que se fizerem seus Anjos Quardiães, e que têm interesse em recambiá-los a Deus, valendo-se da sua disposição de pai e mãe na Terra.

Não diga que se torna difícil a lide, por lhe faltar o burilamento da cultura escolar. Para orientarmo-nos pelo bem, pelo caminho correto, junto aos nossos afetos, não temos necessidade de diploma, mas, sim, de bom senso e maturidade, aliados a uma profunda confiança em Deus.

Repito-lhe que os Espíritos Avalistas da sua família acompanharão as suas lutas e dificuldades, limitações e empenhos , suprindo onde seja necessário, a fim que você consiga avançar , cooperando com o Criador de modo efetivo, e mais afetivo, alcandorando-se com os seus educadores bem formados.

Ao abraçá-los por sua coragem e por seu amor, junto aos filhos amados, auguramos-lhes verdadeiros progressos, na marcha para a real felicidade, após a sua missão devidamente atendida.

Vereda Familiar 
José Raul Teixeira