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19 junho 2017

Veneno Sutil - Joanna de Ângelis

 


VENENO SUTIL


Através de ingentes esforços mantém-te em harmonia.

Espanca o ressentimento das tuas paisagens emocionais e perdoa de todo coração e alma.

Os resíduos da mágoa intoxicam-te e entristecem-te, vencendo as tuas resistências morais a pouco e pouco.

Há pessoas que se te apresentam amigas e, para granjear-te o afeto, sabendo do teu temperamento forte, envenenam-te em relação a uns e outros, com habilidade, a fim de isolar-te, tendo-te ao seu alcance.

Vigia mais.

As informações malsãs que te fazem sofrer, apresentando-te as imperfeições dos outros, levar-te-ão a graves distúrbios de comportamento.

Ficas ressentido com este, magoado com esse, desgostoso com aquele... Desconfias de uns e te afastas de outros, aumentando-te somente do tom vibratório de quem te hipnotiza com interesse subalterno, tramando a tua derrocada.

Agem por si mesmos ou teleguiados por outras mentes que se te fazem adversários pertinazes.

Esquece, portanto, o mal que outros te hajam feito por desequilíbrio, merecendo tua compaixão, ou por qualquer outro motivo.

Não podes imaginar o que comentam de referência à tua pessoa, quando estás ausente, motivando que reajam desta forma, consoante vieram dizer-te.

Fechas os ouvidos a essas vozes e proíbe-as de falar-te mal a respeito dos outros.

Se te estimam, que o demonstrem, auxiliando-te e oferecendo-te belezas, estímulos, ao invés do lixo mental e emocional que te trazem.

-o-

Ressentimento expressa insegurança.

Se ages com correção, fica tranquilo em relação àqueles que te censuram.

Se atuas de forma equívoca, usa o ensejo para retificar atitudes.

Em qualquer circunstância, mantém-te em paz.

Ninguém foge à opinião alheia.

Tem a humildade de reconhecer que vives cercado daqueles de quem necessitas para evoluir.

Regulariza os teus débitos passados, mediante estes recursos que se te propõem pela vida.

-o-

Todos os missionários da Humanidade experimentaram os estigmas cruéis daqueles que os cercavam. Não obstante, felizes, concluíram a obra com a qual estavam comprometidos...

Segue-lhes o exemplo, e, preservando-te em paz, prossegue com amor, sem o ônus da amargura ou do ressentimento na mente ou no coração.


De “Luz da Esperança”, de Divaldo Pereira Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis


18 junho 2017

Líderes narcisistas e a sua influência - Anselmo Ferreira Vasconcelos



LÍDERES NARCISISTAS E A SUA INFLUÊNCIA



Com muita propriedade, lembra o Espírito Emmanuel na obra Caminho, Verdade e Vida (psicografia de Francisco Cândido Xavier) que não apenas as criaturas sofrem a obsessão de Espíritos perversos, mas, igualmente ou ainda mais, os agrupamentos e as instituições humanas.

De fato, certas obsessões coletivas são claramente perceptíveis no mundo hodierno. Algumas chegam a desafiar a lógica e o pensamento racional. Já nos referimos anteriormente às obsessões produzidas pelos vícios tecnológicos.

Essas, cada vez mais pronunciadas, têm manietado milhões de humanos no mundo inteiro às telas de smartphones, tablets, videogames e PCs numa frequência e intensidade anormais. Tais devices tornaram-se praticamente extensões do corpo humano. Por conseguinte, os seus efeitos deletérios têm sido proficientemente identificados por cientistas, médicos, psicólogos e terapeutas.

Todavia, existem outras obsessões coletivas menos visíveis. Estas exigem muito esforço do observador para detectá-las, pois não são claramente explicitadas pelo menos até o momento em que determinadas forças sociais eclodem. No geral, elas são mais sutis, embora não menos destrutivas. Elas nascem e se proliferam em meio aos valores e ideias comuns cultivadas por uma considerável parcela de indivíduos.

Às vezes, abarcam até uma nação tal o seu poder de penetração. O advento do nazismo, por exemplo, tem forte ligação com o que queremos aludir. Uma boa parte da população se sentia algo alijada e incomodada até que surgiu um líder carismático (e também narcisista) capaz de aglutinar todos os descontentes com o seu discurso explosivo.

De modo geral, os dicionários tendem a descrever o indivíduo narcisista como alguém extremamente apegado à própria imagem, assim como focado em si mesmo. Dito de outra forma, pessoas narcisistas não se importam muito com o que os outros pensam ou sentem. O que efetivamente vale para elas são os seus desejos pessoais. Por força das circunstâncias, elas conseguem elevada projeção, pois não raro apresentam grande capacidade de articulação e arregimentação. São normalmente populistas, astutos e, como tal, sabem convencer com extrema competência os mais incautos. Sabem manipular com destreza temas candentes.

Tais líderes estão ocupando presentemente postos de comando em importantes nações do planeta, assim como organizações humanas.

Precisamos, por isso, nos precatar contra a sua influência maléfica e destrutiva. Eles são muito sedutores e conseguem com grande habilidade distorcer fatos e acontecimentos para atingir os seus propósitos inconfessáveis. Na essência, contudo, não passam de almas infantilizadas já que brincam com coisas muito sérias.

No universo político, indivíduos com tal perfil abundam. Eles certamente vieram para confundir e iludir as criaturas mais ingênuas. As suas propostas nacionalistas, xenófobas, eivadas de intolerância e malícia, não visam nada mais do que criar o caos planetário. Com toda certeza, eles não servem a Deus. O seu ideário é constituído de pensamentos necrosados. Por isso, devemos lembrar dos sábios ensinamentos de Jesus como, por exemplo: “[...] O reino dos céus é semelhante a uma rede lançada ao mar, e que apanha toda qualidade de peixes” (Mateus, 13: 47). O sublime rabi da Galileia deixa entrever nessa passagem evangélica que o respeito às diferenças e singularidades estão presentes em toda a obra divina.

Desse modo, não há sentido em fomentar a cizânia e o preconceito, especialmente em sociedades claramente identificadas com os ideais cristãos. É fato que nem tudo pode nos agradar na atualidade, mas devemos exercitar a tolerância e o respeito. Ademais, todos têm o direito de buscar uma vida melhor independentemente das suas particularidades e crenças.


Anselmo Ferreira Vasconcelos


17 junho 2017

Animismo no centro espírita - Morel Felipe Wilkon



ANIMISMO NO CENTRO ESPÍRITA


O animismo é o terror de muitos médiuns e motivo de desconfiança por parte dos consulentes (ou pacientes; as pessoas que recebem o atendimento espiritual).

Quando nós falamos em animismo nós estamos nos referindo aos fenômenos produzidos ou experimentados pelo próprio espírito encarnado, com as suas próprias faculdades, sem a participação de um espírito desencarnado.

Toda faculdade que independe da participação de outro espírito é uma faculdade anímica.

Um exemplo é a projeção consciente, em que a pessoa, através de exercícios de mobilização de energias, ou de exercícios de visualização, mas principalmente com o uso de uma vontade forte, ela consegue sair do corpo físico com o seu corpo astral mantendo a consciência. Isso não pode ser confundido com o chamado desdobramento.

Quando nós dormimos normalmente nós nos desdobramos, ou seja, enquanto o corpo físico repousa, nós recobramos parcialmente a liberdade com o corpo astral. Mas não podemos chamar isso de projeção consciente (ou projeção astral). A projeção é o resultado de um exercício, que envolve a vontade, e é caracterizada pela manutenção da consciência.

Quem se projeta não é necessariamente médium. A pessoa não está servindo de intermediária para nenhum espírito.

Muitas faculdades que nós chamamos de mediúnicas na verdade são anímicas.

A vidência ou clarividência, por exemplo: você acha que é uma faculdade anímica ou mediúnica?

Allan Kardec criou uma expressão que hoje pode não parecer muito adequada: emancipação da alma. Ele se refere à emancipação, ou seja, à liberdade da alma em relação ao corpo.

– O que é isso?

Isso é um estado alterado de consciência. E não tem nada de extraordinário nisso. Nós entramos em estados alterados de consciência imediatamente antes de adormecer, imediatamente ao despertar, ou mesmo num relaxamento provocado, como na meditação.

O que ocorre nisso que Allan Kardec chama de emancipação da alma é que nós nos libertamos parcialmente do corpo físico. Essa relativa liberdade pode ser bem pequena ou muito ampla.

No nosso estado de consciência normal, o nosso contato com o mundo exterior se dá exclusivamente por intermédio dos nossos cinco sentido físicos. Quando nos libertamos parcialmente do corpo físico nossas percepções aumentam e temos, dependendo do grau dessa liberdade, até a possibilidade de agir em outros planos.

O animismo ocorre no estado de emancipação da alma.

Geralmente quando se fala em animismo no centro espírita ele está associado à mediunidade de incorporação (ou psicofonia).

Grande parte dos médiuns não tem certeza se a comunicação que ele está fazendo provém de um espírito ou dele mesmo. Essa desconfiança também existe por parte de dirigentes de grupos de atendimento espiritual e por parte dos consulentes.

Não há como saber, com certeza, o que vem do espírito e o que vem do médium.

A mediunidade é muito mais sutil do que os leigos imaginam. Para captar a mensagem do espírito com maior fidelidade, o médium precisa esvaziar-se de quaisquer preocupações externas e entrar num estado de emancipação da alma – no mínimo, um estado de relaxamento.

Isso nem sempre acontece. Temos que lembrar que a maior parte dos trabalhadores dos centros espíritas trabalha, tem outras ocupações. Nem todos podem chegar ao trabalho mediúnico com antecedência, nem todos dão o devido valor à necessidade desse estado de relaxamento, e, principalmente, nem todos conseguem se desligar dos seus problemas, das suas ocupações cotidianas.

Isso faz com que a percepção do médium seja mínima, e ele não consegue diferenciar o que é seu e o que não é seu numa comunicação.

Se o animismo fosse assumido como uma faculdade tão valiosa ou até mais valiosa do que a mediunidade, talvez as coisas fossem diferentes. É comum entre os trabalhadores dos centros espíritas esperar que os espíritos façam tudo, ou pelo menos deixar a maior parte do trabalho para os espíritos.

Se houvesse uma maior conscientização da importância do trabalho do trabalhador encarnado, talvez o seu senso de responsabilidade fosse mais exigido e ele então se prepararia melhor para o trabalho.

Quando nós temos noção da nossa importância e quando nós sabemos que um determinado trabalho depende de nós, da nossa participação efetiva, nós nos preparamos melhor para esse trabalho. É assim até na nossa vida profissional.

Será que os espíritos que trabalham no centro espírita são melhores que nós, encarnados?

A maioria pensa que sim. Eu afirmo que não.

Não faz sentido achar que os melhores estão todos do lado de lá. O estudo das obras de André Luiz nos mostra que os trabalhadores desencarnados são seres como nós – apenas estão livres da densidade da matéria, por isso percebem a realidade de uma forma mais ampla, sem tanto egoncentrismo como nós.

Mas nós temos as mesmas capacidades que eles e em algumas áreas até mais. Por estarmos num corpo físico nós temos a energia vital ou energia animal ao nosso dispor.

Nós vemos aqueles instrutores dos livros de André Luiz e temos a impressão de que eles são todos grandes mestres. Não são! São espíritos inteligentes e esforçados. Por que eles parecem tão melhores que nós? Por que nós vivemos tão ocupados com as coisas materiais, com o monte de compromissos que nós temos, que nós deixamos de lado as nossas próprias potencialidades – nós não investigamos e não desenvolvemos as nossas potencialidades.

Lembre-se que você já experimentou muitas existências. Você tem dentro de você um cabedal de conhecimentos incrível. Mas para ter acesso a isso você precisa investigar a si mesmo, conhecer a si mesmo e desenvolver o hábito de acessar as partes mais profundas do seu ser.

Isso não exige nenhum exercício extraordinário, a simples meditação serve. Experimente fazer exercícios respiratórios, mobilizar as suas energias, ativar os chacras, entrar num estado de profundo relaxamento e então orar – mas orar com imagens e com sentimento, não com palavras. Você descobre uma riqueza dentro de você!

O animismo não é prejudicial se o médium for bem preparado. Não faz diferença alguma se um conselho ou uma mensagem de apoio é oriunda de um espírito guia ou se vem do próprio médium. Também não faz diferença se a comunicação do médium é fiel ao que está acontecendo com o consulente ou não – desde que o médium tenha sensibilidade suficiente pra perceber o tipo de influência que está agindo sobre o consulente.

Se começarmos a levar o animismo a sério desenvolveremos melhor nossas potencialidades; ampliaremos o nosso senso de responsabilidade; tornaremos os atendimentos espirituais mais dinâmicos e completos; e, talvez o mais importante, seremos mais racionais, não dependeremos tanto de nossas crenças.


Morel Felipe Wilkon

16 junho 2017

Implicações espirituais da Corrupção - Antônio Carlos Navarro



IMPLICAÇÕES ESPIRITUAIS DA CORRUPÇÃO


A despeito de todo bem que já se pratica na Terra, o mal ainda se faz presente, principalmente, a partir de mentes aquinhoadas de profundo conhecimento intelectual e, por isso, de largo alcance.

Sempre haverá justificativa e atenuantes para o mal praticado, quando sua gênese está na ignorância da criatura malformada na estrutura sócio moral em que estagia, mas o que vem das criaturas, ditas esclarecidas, a responsabilidade pelas consequências avoluma-se, exponencialmente.

Ainda assim trata-se de ignorância. Da ignorância moral decorrente do desleixo pela essência humana e por sua natureza espiritual, mas…

Se soubessem o quanto lhes custará, em reencarnações futuras, devolver tudo o que retiraram do que não lhes pertencia…

Se soubessem o quanto lhes custará, em reencarnações futuras, a edificação do que impediram com gestos infelizes baseados na ganância material…

Se soubessem o quanto lhes custará, em reencarnações futuras, experimentar as moléstias que provocaram no próximo pela incúria na coisa pública…

Se soubessem o quanto lhes custará, em reencarnações futuras, vivenciar o estado de misérias materiais de largo curso, ao provocarem, intencionalmente, o desvio de verbas que facilitariam a vida dos seus iguais…

Se soubessem o quanto lhes custará, em reencarnações futuras, estacionar nas condições sociais mais abjetas, em função da vaidade e orgulho de hoje que causam a teima para atingir e se manter em classes sociais mais altas…

Se soubessem o quanto lhes custará, em reencarnações futuras, os estados de penúrias decorrentes da conduta perdulária de hoje… Se soubessem o quanto lhes custará, em reencarnações futuras, trabalhar, profissionalmente, em regime de escravidão, por conta das imposições aos menos favorecidos de hoje…

Se soubessem o quanto lhes custará, em reencarnações futuras, experimentar as maiores dificuldades e dores, de todo tipo, para recompor o que foi destruído, e por de pé o que deixou de ser construído…

Se soubessem o quanto lhes custará, em reencarnações futuras, as lágrimas de remorso, arrependimento e de saudades dos seus pelo afastamento necessário para valorização das relações familiares e sociais destruídas hoje…

Se soubessem o quanto lhes custará, no além, pós morte física, os estados conscienciais abrasadores a lhes queimarem o íntimo, decorrente dos abusos irresponsáveis praticados no desenrolar da vida física…

Se soubessem o quanto lhes custará, no além, pós morte física, as perseguições e ataques diretos que sofrerão por parte daqueles que não souberam ou não conseguiram perdoar o prejuízo de toda sorte de que foram vítimas…

Se soubessem que a vida espiritual prossegue além da vida física e que a reencarnação é mecanismo de depuração e crescimento espiritual e que, carregada de provas e expiações, possibilita a construção paulatina da felicidade possível de ser apreciada, por estar vinculada ao mecanismo de ação e reação, certamente, pensariam com mais profundidade nos valores morais que praticam e dedicar-se-iam a construção do mundo melhor desde já, enquanto as possibilidades para tanto se fazem presentes.

Por nossa vez, enquanto praticantes do exercício da reforma íntima pessoal, faz-se necessário cuidado na emissão de juízos de valores, porque a falência faz parte da identidade dos Espíritos vinculados ao nosso Planeta, o que significa que podemos errar tanto quanto os outros, porque não há privilegiados ou exceções nas Leis Divinas.

Pensemos nisso.

Antônio Carlos Navarro

15 junho 2017

O dinheiro diante das pesquisas científicas - Jorge Hessen



O DINHEIRO DIANTE DAS PESQUISAS CIENTIFÍCAS



O Espírito Bezerra de Menezes afirma que o dinheiro na sociedade, apesar de não ser luz, sustenta a lâmpada, que apesar de não ser a paz, é um instrumento que facilita a sua obtenção, que apesar de não ser calor, viabiliza o agasalho; que apesar de não ser o poder da fé, alimenta a esperança; que apesar de não ser amor, é capaz de erguer-se por valioso ingrediente na proteção afetiva; que apesar de não ser o tijolo de construção, assegura as atividades que garantem o progresso; que apesar de não ser cultura, apóia o livro; que apesar de não ser visão, ampara o encontro de instrumentos que ampliam capacidade dos olhos; que apesar de não ser base da cura, favorece a aquisição do remédio [1] e, obviamente, incentiva as pesquisas para a formulação dos medicamentos. Pensando sobre essas reflexões, veio-nos à mente o caso de Henrietta Lacks, uma mulher que desencarnou com câncer há 60 anos, porém cujas células (“imortais”) retiradas do seu corpo têm salvado vidas humanas até hoje.

Vejamos como se deu o fato. Tudo começou no ano de 1951, com a chegada de Henrietta a um hospital nos Estados Unidos. Tal fato marcou o início de um grande avanço para a biotecnologia. As células de seu corpo revolucionariam a ciência médica. Lacks teve câncer no colo do útero pouco antes de desencarnar, e um médico retirou um pedaço de tecido para uma biópsia e percebeu que eram células distintas das demais já analisadas por ele. Desde então, as células removidas do corpo de Henrietta vêm crescendo e se multiplicando.

Investindo-se vultosa soma de dinheiro produziu-se bilhões dessas células em laboratórios de pesquisa, sendo aproveitadas por cientistas, que as batizaram de linha celular HeLa, uma referência ao nome de Henrietta. Há muitas situações em que o cientista precisa estudar tecidos ou patógenos no laboratório. O exemplo clássico é a vacina contra a poliomielite. Para desenvolvê-la era necessário que o vírus crescesse em células de laboratório, e para isso eram necessárias células humanas e evidentemente muito investimento financeiro. As células HeLa acabaram sendo perfeitas para esse experimento, e as vacinas salvaram milhões de pessoas, fazendo com que essa linha celular ficasse mundialmente conhecida.

Essas células não somente permitiram o desenvolvimento de uma vacina contra a poliomielite e inúmeros tratamentos médicos, mas foram levadas nas primeiras missões espaciais e ajudaram cientistas a prever o que aconteceria com o tecido humano em situações de gravidade zero. Além disso, os militares dos EUA colocavam grandes garrafas com células HeLa em lugares que em que eram realizados experimentos atômicos.

Não entraremos no mérito do abuso mercantilista, compreensivelmente resultante das caríssimas pesquisas com as células em epígrafe que, diga-se de passagem, foram as primeiras a serem compradas, vendidas, embaladas e enviadas para milhões de laboratórios em todo o mundo – alguns deles dedicados a experiências com cosméticos, para avaliar os eventuais efeitos colaterais indesejados dos produtos. Nas dinâmicas dos paradoxos humanos reconhecemos que além da contribuição científica, gerou-se bilhões de dólares em produtos testados com as células HeLa.

No início deste texto discorremos com Bezerra sobre a importância do dinheiro, porém reconhecemos que a ganância ainda reina entre nós, mormente no universo científico. Porém o que importa no tema é que as células (“imortais”) retiradas do corpo de Henrietta Lacks têm sido a base de dezenas de milhares de estudos médicos em todo o mundo e em diversos ramos da ciência biológica para a melhoria de vida do homem. Portanto, tem sido um elemento crucial para o desenvolvimento científico na busca da saúde humana.

Trocando em miúdos, o dinheiro associado a consciência tranquila é alavanca do trabalho, fonte da beneficência, apoio da educação e alicerce da alegria. É uma benção do Céu que, de modo imediato, nem sempre faz felicidade, mas sempre faz falta. [2] Principalmente nas pesquisas científicas que agenciam terapêuticas e até a cura de diferentes doenças, a exemplo do câncer, que há poucas décadas era devastador para a nossa sobrevida.

Jorge Hessen


Referência bibliográfica:

[1] XAVIER, Francisco Cândido. “Caridade”, Cap. 36 “Dinheiro”, SP: Ed. IDE, 1997

[2] idem

14 junho 2017

Você sabia que somos nós que atraímos os espíritos obsessores? - Jairo Capasso


 
VOCÊ SABIA QUE SOMOS NÓS QUE ATRAÍMOS OS ESPÍRITOS OBSESSORES?


Muitos de nossos companheiros ao desencarnarem têm decepções de não serem recebidos na espiritualidade como vencedores, mas como espíritos ainda com muito a aprender e principalmente a melhorar.

No Livro Atitude de Amor (Ermance Dufaux), vemos essa preocupação de líderes espíritas na entrevista com Eurípedes Barsanulfo. O Espírito mostra aos interessados e preocupados companheiros que o problema está na melhora íntima. Muitos reencarnam com um defeito e desencarnam novamente com ele. Não mudaram intimamente.

No livro Mereça ser Feliz (Ermance Dufaux), Eurípedes nos alerta de que Trabalhar e Estudar não é tudo. Eles são caminhos de descoberta e fortalecimento, todavia, diz, se o tarefeiro não se aplica ao serviço essencial da transformação de si próprio, buscando o autoconhecimento com pleno domínio do mundo interior, deixará de semear, no seu terreno pessoal, as sementes que vão conferir no futuro sua verdadeira liberdade.

E é isso que fez com que sentissem falta de melhora ao voltarem para o mundo espiritual. Trabalharam, estudaram muito, mas a melhora íntima ainda ficou a desejar. Isto nos faz lembrar um engenheiro no leito de morte que confidenciou a um amigo: - construí muito, mas esqueci de construir a minha vida. Veja-se aqui a vida íntima. A melhor forma de saber se estamos cumprindo esse dever de nos melhoramos é sempre nos avaliando.

E o modo de nos capacitarmos para isso é o estudo. O Espírito Verdade ao preparar a Codificação da Doutrina Espírita com Kardec deixou como base dois importantes ensinamentos: - Espíritas, Amai-vos e Espíritas, Instrui-vos.

O ensinamento da necessidade da melhora íntima já vem dos tempos mais remotos. E na época de Jesus temos dois grandes exemplos de transformações, o de Madalena e o de Paulo de Tarso. Kardec trata da melhora íntima na pergunta 919 do Livro dos Espíritos que deve ser lida muitas vezes por todos nós, até compreendermos o seu verdadeiro significado e o praticarmos. Cada um de nós tem responsabilidades a cumprir. Classificamos estas responsabilidades de dois tipos, a responsabilidade pessoal e a responsabilidade coletiva. A pessoal é a nossa melhora íntima, como espíritos imortais, para podermos prosseguir na evolução. A responsabilidade coletiva é a de que cada filho tem sua tarefa na obra do Pai. Jesus diz que o nosso maior testemunho diante de Deus, são as nossas obras.

Então, estudar, trabalhar, mas melhorar sempre. Este é o caminho. E como diz Eurípedes Barsanulfo, a receita de Jesus para isso, é o amor incondicional.

Toda a orientação de Eurípedes Barnanulfo, cujo resumo está no livro Atitude de Amor, foi trabalhada na frase de João, Cap. 3:30, - mostra-nos bem o sentir e o proceder de verdadeiros Cristãos: ” – É NECESSÁRIO QUE EU DIMINUA, PARA QUE O CRISTO CRESÇA.”

Escrito por Jairo Capasso
União Espirita de Piracicaba

13 junho 2017

Crenças e Carma - Hammed


CRENÇAS E CARMA


A quem, pois, culpar de todas as suas aflições senão a si mesmo? O homem é, assim, num grande número de casos, o artífice dos seus próprios infortúnios; mas em vez de o reconhecer, ele acha mais simples, menos humilhante para a sua vaidade, acusar a sorte, a Providência...” O Evangelho Segundo O Espiritismo – Cap. V Item 4

Mentalidade é a capacidade intelectual, ou seja, o conjunto de crenças, costumes, hábitos e disposições psíquicas de um indivíduo. São registros profundos situados no corpo espiritual, raízes de nosso modo de agir e pensar, acumulados na noite dos tempos.

Nossa mentalidade atrai tudo aquilo que irradiamos consciente oi inconscientemente. Portanto, certos conceitos que mantemos atraem prosperidade e nos fazem muito bem; outros tantos nos desconectam do progresso e da realidade espiritual. Porque ainda não vemos as coisas sem o manto da ilusão é que acreditamos em prêmios e castigos; na realidade, suportamos apenas as consequências de nossos atos.

Dessa forma, tudo o que está acontecendo em tua vida é produto de tuas crenças e pensamentos que se materializam; não se trata, pois, de punições nem recompensas, mas reações desencadeadas pelas tuas ações mentais.

Certas ideias sobre o carma não condizem com a coerência e com a lógica da reencarnação, levando-te a interpretações distorcidas e irreais sobre as Leis Divinas.

Carma, em sânscrito, quer dizer simplesmente “ação”.

Tuas ações, ou seja, teus carmas são positivos ou negativos, de conformidade com o que fizeste e segundo tuas convicções e valores pessoais.

Deus não julga os atos pessoais, mas criou leis perfeitas que dirigem o Universo. Porque tens o livre-arbítrio como patrimônio, é que deves admitir que a vida dá chances iguais para todos: a diferença está na credulidade de cada um.

A seguir, algumas formas negativas de pensar: “Não posso mudar, é meu carma”; “Tenho que sofrer muito, são erros do passado”.

Se golpearmos algo para a frente, este objeto terá a força e a direção que lhe imprimirmos. Se continuarmos, pois, a golpeá-lo, recolheremos sucessivos retornos com relativa frequência e intensidade, conforme nossa ação promotora.

São assim teus carmas; atos e atitudes que detonas continuadas vezes, vida após vida, recebendo, como consequência, as reações decorrentes de tua liberdade de agir.

Por que, então, não mudas teu carma?

Jesus afirmou que as ações benevolentes impedem os efeitos negativos, quando asseverou: “Muito lhe foi perdoado porque muito amou, mas a quem pouco se perdoa, é porque pouco ama”. Ou ainda: “O amor cobre a multidão de pecados”.

Algumas religiões e sociedades vingativas e condenadoras impuseram a crença da punição como forma de resgatar a consciência intranquila perante as leis morais. Outras, mais radicais ainda, diziam que somente o sofrimento e o castigo até a “quarta geração”, eram o tributo necessário para que as criaturas pudessem se harmonizar perante o tribunal sagrado, com isso olvidando que a Providência Divina usa como método real de evolução apenas a educação e o amor.

Aquele que muito amou foi perdoado, não aquele que muito sofreu. O amor é que cobriu, isto é, resgatou a multidão de pecados, não a punição ou o castigo.

O sofrimento apenas nos serve como “transporte das almas” de retorno ao amor, de onde saímos, fruto da Paternidade Divina. A função da dor é ampliar horizontes para realmente vislumbrarmos os concretos caminhos amorosos do equilíbrio.

Como o golpe ao objeto pode ser modificado, repensa e muda também tuas ações, diminuindo intensidades e frequências e recriando novos roteiros em tua existência.

Transformar ações amando é alterar teu carma para melhor, atraindo pessoas e situações harmoniosas para junto de ti.



Espírito: Hammed
Médium: Francisco do Espírito Santo Neto
Livro: Renovando Atitudes

12 junho 2017

Suicídio - Divaldo Pereira Franco



SUICÍDIO


Com caráter epidêmico, o suicídio alcança índices surpreendentes na estatística dos óbitos terrestres, havendo ultrapassado o número daqueles que desencarnam vitimados pela AIDS.

A ciência, aliada à tecnologia, tem facultado incontáveis benefícios à criatura humana, mas não conseguiu dar-lhe segurança emocional.

Em alguns casos, a comunicação virtual tem estimulado pessoas portadoras de problemas psicológicos e psiquiátricos a fugirem pela porta abissal do autocídio, como se isso solucionasse a dificuldade momentânea que as aturde.

Por outro lado, sites danosos estimulam o terrível comportamento, especialmente entre os jovens ainda imaturos, que não tiveram oportunidade de experienciar a existência. De um lado, as promessas de felicidade, confundidas com os gozos sensoriais, dão à vida um colorido que não existe e propõem usufruir-se do prazer até a exaustão, como se a Terra fosse uma ilha de fantasia. Embalados pelos muito bem feitos estimulantes de fuga da realidade, quando as pessoas dão-se conta da realidade, frustram-se e amarguram-se, permitindo-se a instalação da revolta ou da depressão, tombando no trágico desar.

Recentemente, a mídia apresentou uma nova técnica de autodestruição, no denominado clube da baleia azul, no qual os candidatos devem expor a vida em esportes radicais ou situações perigosíssimas, a fim de demonstrarem força e valor, culminando no suicídio. Se, por acaso, na experiência tormentosa há um momento de lucidez e o indivíduo resolve parar é ameaçado pela quadrilha de ter a vida exterminada ou algum membro da sua família pagará pela sua desistência.

O uso exagerado de drogas alucinógenas, a liberdade sexual exaustiva e as desarrazoadas buscas do poder transitório conduzem à contínua insatisfação e angústia, sendo fator preponderante para a covarde conduta.

O suicídio é um filho espúrio do materialismo, por demonstrar que o sentido da vida é o gozo e que, após, tudo retorna ao caos do princípio.

É muito lamentável esse trágico fenômeno humano, tendo-se em vista a grandeza da vida em si mesma, as oportunidades excelentes de desenvolvimento do amor e da criação de um mundo cada vez melhor.

Ao observar-se, porém, a indiferença de muitos pais em relação à prole, a ausência de educação condigna e os exemplos de edificação humana, defronta-se, inevitavelmente, a deplorável situação em que estertora a sociedade.

Todo exemplo deve ser feito para a preservação do significado existencial, trabalhando-se contra a ilusão que domina a sociedade e trabalhando-se pelo fortalecimento dos laços de família, pela solidariedade e pela vivência do amor, que são antídotos eficazes ao cruel inimigo da vida – o suicídio!

Divaldo Pereira Franco
Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, em 20.4.2017

11 junho 2017

Esclarecimentos Oportunos - Manoel Philomeno de Miranda

 

ESCLARECIMENTOS OPORTUNOS
Perturbações Espirituais


''A onda de tentativa de moralização dos governantes incapazes e protegidos por negociações partidárias, demonstrando-lhes os vícios e extravagâncias administrativas com os furtos ultramilionários, é também obra dos honoráveis Espíritos encarregados de trabalhar nesse mister, inclusive com o renascimento na carne de muitos deles especialmente capacitados para tanto...

''As autoridades, mais do que os outros indivíduos, têm o dever de comportar-se de maneira honrada, tornando-se modelos para aqueles que se lhes estão submetidos.

Para isso, são muito bem remunerados, não necessitando dos expedientes reprocháveis que se permitem. Quando há corrupção nos altos escalões do mundo, os demais segmentos da sociedade contaminam-se e seguem-lhes os exemplos nefastos.

"Por essa razão, os mentores da Humanidade preocupam-se com o atual estado do planeta e estão vigilantes, em constantes tentativas de alterar essa viciosa conduta, que se fez responsável pela decadência e desaparecimento de muitos Impérios e civilizações do passado, após o apogeu que atingiram...

''A mácula permanece, mas providências transcendentais estão sendo tomadas para que haja radical mudança dos hábitos criminosos, para a vivência dos códigos de respeito aos deveres assumidos.

"Na atual conjuntura, equipes especializadas estão trabalhando com vigor, para que sejam extirpados os velhos cânceres que têm devorado o patrimônio público das nações, tornando mais difícil o prosseguimento da leviandade ultrajante e, logo mais, surgirão os primeiros frutos desta impar sementeira."

Novamente silenciou, e tentando penetrar em nossas interrogações, adiu:

- O atendimento especial que fizemos ao adversário do nosso irmão perturbado e perturbador, irá influir significativamente na sua conduta. O paciente despertará com algumas reminiscências da comunicação e resolverá, ainda sob inspiração superior, afastar-se do grupo para não mais criar embaraços, enquanto os seus pensamentos e atos definirão se prefere libertar-se da injunção obsessiva ou prosseguir submetido.

''A sociedade carrega muitos fardos onerosos sobre os ombros, em face da sua imaturidade espiritual e da predominância das paixões primárias. A grande maioria dos seus sicários e exploradores renasce forrada de propósitos elevados, mas, em contato com os comparsas e os antigos esquemas de crueldade, não tem tido as resistências necessárias para redimir-se, reincidindo nos desvios ultrajantes. Por sua vez, a Divindade os reenvia em expiações muito inquietantes, encarcerando-os no corpo, em silenciosas aflições e limitações aberrantes, a fim de que aprendam a valorizar a oportunidade de agir no bem. Nunca houve tanto desenvolvimento das ciências vinculadas à saúde, nem tantas problemáticas genéticas irrecuperáveis, agindo nas mentes, nas emoções e nos corpos dos calcetas e renitentes.

"O que denominamos como civilização está muito distante dos padrões do respeito à Natureza e à vida em todas as suas expressões, particularmente em relação ao ser humano nas suas multifárias tentativas de auto-iluminação, de crescimento moral interior.

"Cabe-nos manter, no entanto, uma atitude otimista, porque Jesus comanda a grande nave terrestre, conduzindo-a ao porto de segurança, e espera que façamos a nossa parte, na condição de cooperadores por Ele convidados ao exercício do amor e da compaixão.

''Aprendamos, pois, a servir sem murmurar, compreendendo que o inimigo é alguém que perdeu o próprio endereço e projeta as suas angústias e aflições no outro, naquele de quem se torna adversário, seja por heranças reencarnacionistas ou por injunção do progresso moral."


Divaldo Pereira Franco/ Manoel Philomeno de Miranda, Cap. 15 - Esclarecimentos Oportunos, pág. 206.  Fonte: Livro Perturbações Espirituais

10 junho 2017

Algumas ideias que Einstein fazia sobre Deus - Jorge Hessen



ALGUMAS IDÉIAS QUE EINSTEIN FAZIA SOBRE DEUS
 

No século XIX Kardec indagou dos Espíritos, “Onde se pode encontrar a prova da existência de Deus?”. “Num axioma que aplicais às vossas ciências. Não há efeito sem causa. Procurai a causa de tudo o que não é obra do homem e a vossa razão responderá”. Responderam os Espíritos (1)

A nossa compreensão de Deus muda na mesma proporção em que a nossa percepção sobre a vida se amplia. É uma tarefa difícil, quando o limitado tenta alcançar o Ilimitado, ou o finito entender o Infinito. Assim somos nós diante de Deus. As opiniões científicas ainda estão divididas quanto à origem do universo, mas há unanimidade num ponto, existe ordem no universo.

E “Sendo Deus a essência divina por excelência, unicamente os Espíritos que atingiram o mais alto grau de desmaterialização o podem perceber”.(2) Assinalamos aqui uma pequena digressão: é interessante notar que geralmente, nós imaginamos Deus como alguma coisa absolutamente externa. Pensamos em Deus como um ser ou algo separado de nós, advindo muitos conflitos.

Ora! Se o Todo-Poderoso também está dentro de nós, podemos mudar por nossa própria vontade. Mas se acreditamos que o Pai celestial está exclusivamente do lado externo, então supomos que só Ele pode nos mudar e não nos transformamos pela nossa própria vontade. Achamo-nos então, constantemente, em presença da Divindade; nenhumas das nossas ações lhe podem subtrair ao olhar; o nosso pensamento está em contato ininterrupto com o seu pensamento, havendo, pois, razão para dizer-se que Deus vê os mais profundos refolhos do nosso coração. Albert Einstein, físico alemão de origem judaica que dispensa apresentações “quando, em 1921, perguntado pelo rabino H. Goldstein, de New York, se acreditava em Deus, respondeu: “Acredito no Deus de Spinoza, que se revela por si mesmo na harmonia de tudo o que existe, e não no Deus que se interessa pela sorte e pelas ações dos homens”(3) .

Nesta mesma ocasião, muitos líderes religiosos diziam que a teoria da relatividade “encobre com um manto o horrível fantasma do ateísmo, e obscurece especulações, produzindo uma dúvida universal sobre Deus e sua criação”.(4) Tese que discordamos integralmente , pois Einstein confessou a um assistente que no fundo, seu único interesse era descobrir se no instante da criação Deus teve escolha de fazer um universo diferente e, caso tenha tido opção, por que é que decidiu criar esse universo singular que conhecemos e não outro qualquer? Dizia ainda, “Minha religião consiste em humilde admiração do espírito superior e ilimitado que se revela nos menores detalhes que podemos perceber em nossos espíritos frágeis e incertos. Essa convicção, profundamente emocional na presença de um poder racionalmente superior, que se revela no incompreensível universo, é a ideias que faço de Deus”.(5)

Outros cientistas expunham que da megaestrutura dos astros à infra-estrutura subatômica, tudo está mergulhado na substância viva da mente de Deus. O físico americano Paul Davies no seu livro intitulado Deus e a Nova Física afirma categoricamente que o universo foi desenhado por uma consciência cósmica.(6) O Universo, portanto, constituídos por esses milhões de sóis, regido por leis universais, imutáveis, completas, às quais acham-se sujeitas todas as criaturas, é a exteriorização do Pensamento Divino. Portanto, o Criador “É” Único…


Jorge Hessen

Referência bibliográficas:

1 Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, Rio [de Janeiro]: FEB, 1994, Questão 4
2 Kardec, Allan. A Gênese, Rio de Janeiro: Ed Feb, 2001, Cap. II – A Providência, item 34.
3 Citado em Golgher, I. O Universo Físico e humano e Albert Einstein, B.H: Oficina de Livros, 1991, p. 304.
4 Citado em Idem, ibidem, pp 304-305.
5 Einstein Albert. Extraído do livro “As mais belas orações de todos os tempos”.
6 Davies, Paul. Deus e a Nova Física, Lisboa: Edições 70, 1986, p. 157.

09 junho 2017

Divaldo P.Franco e sua irmã suicida - Grupo de Estudo Allan Kardec

(Santos/SP)


DIVALDO P. FRANCO E SUA IRMÃ SUICIDA


Divaldo, conta que viu sua irmã suicida em desespero, após vinte anos do suicídio, dizendo estar impregnada pelo veneno que havia ingerido.

Divaldo começou a pensar no que poderia fazer para atenuar o sofrimento da irmã, tão querida ao seu coração. Ele orava muito pela irmã, mas desejava fazer mais por ela.

Osvaldo, irmão de Divaldo, exercia na cidade de Feira de Santana, no Estado da Bahia, o cargo de Delegado de Polícia.

Divaldo, certa vez, perguntou ao irmão qual o fato que mais o impressionara em sua árdua carreira.

Osvaldo contou-lhe que o quadro mais triste que havia presenciado era a situação das mulheres nos lupanares ou zona de meretrício como eram chamados naquela época. Aquelas mulheres entregavam-se ao comércio carnal, despreparadas para a vida e completamente sem proteção.

Contou-lhe que sua equipe policial, numa das “batidas” naquelas casas, verificou que as pobres mulheres colocavam os filhinhos sob a cama, cobrindo-os com lençóis e os obrigavam a ficar quietos para poderem atender os clientes sobre a cama. Divaldo foi com o irmão até a zona de meretrício daquela cidade e reunindo as mulheres mais decadentes, já com o organismo corroído pela sífilis e outras doenças, indagou-lhes o que ele poderia fazer-lhes para atenuar a dor e a miséria em que viviam. A grande maioria disse que gostaria de encontrar alguém que salvasse seus filhos, principalmente as filhas de seguir tal “profissão”.

Uma outra moça implorou chorando:

- Seria tão bom se eu pudesse encontrar uma pessoa com misericórdia que nos salvasse desta desgraça.

Divaldo, enternecido, prometeu que iria cuidar dessas pobres crianças e de suas mães em homenagem à sua tão querida irmã Nair.

Pediu forças a Deus para poder levar à Mansão do Caminho todas aquelas crianças. Eram catorze. Chegaram a ter trinta e seis crianças através do tempo, filhas dessas pobres mulheres equivocadas. Algumas delas conseguiram mudar de vida, ter uma profissão digna, graças à orientação de Divaldo.

E os anos foram passando plenos de trabalho no ideal da caridade e fraternidade.

Quando dona Ana Franco, mãe de Divaldo, desencarnou em 1972, a irmã de Divaldo estava ao lado dela. E naquele momento, Nair agradeceu à Divaldo por tudo que ele havia feito pelas mães e filhos desamparados em seu nome.

Essa homenagem fez muito bem ao Espírito de Nair que passou a se preparar para uma futura reencarnação.

Hoje ela já está reencarnada. Nasceu com lábios leporinos, resultado do veneno que havia ingerido.

Nasceu debaixo de uma árvore, de uma mulher que não tinha marido.

Joanna disse para Divaldo:

- Veja Divaldo, através do mesmo mecanismo que você à homenageou, ela veio (reencarnou) para agradecer.

Mas . . . o mais importante é que lhe foi concedida, pela misericórdia de Deus uma nova oportunidade na Escola da vida. 

Vale a pena viver e amar como nos ensina o Espírito Joanna de Ângelis. Vale a pena preencher com a fraternidade, a solidariedade, que são frutos amadurecidos de amor, todos os momentos da vida.

Então, se perdemos nossos entes queridos, vamos seguir este exemplo de nosso Divaldo e amar com infinita ternura todos os tristes e desamparados do caminho, tratando-os como pais, mães e irmãos queridos.


Grupo de Estudo Allan Kardec 

08 junho 2017

Mistérios Ocultos - Cláudio Bueno da Silva


 


MISTÉRIOS OCULTOS


O que leva o incrédulo a não aceitar as verdades espirituais?

O que o faz manter-se impermeável a certas doutrinas espiritualistas?

De onde vem a dificuldade para aceitar a doutrina espírita, por exemplo, já que os princípios universais que esta declara existem desde sempre; não foram conjecturados para formar mais uma filosofia, dentre tantas, mas consolidar ideias e práticas aceitas milenarmente em muitos lugares e por várias civilizações.

Uma pessoa do meu convívio, que não chega a ser ateia, mas reluta sistematicamente em concordar com os argumentos espíritas, me disse que entende Deus como uma grande incógnita, um profundo mistério, acima das nossas pobres cogitações humanas, por isso não cuida Dele.

Com esse viés de incredulidade, ela se recusa a aceitar explicações que não sejam obtidas pela metodologia da ciência acadêmica que, como não é difícil compreender, é inadequada para aferir resultados de causa espiritual.

Em casos como este é inútil se pensar no argumento de Tomé: “É preciso ver para crer”, pois “ver”, para a maioria dos incrédulos, não muda suas concepções. Também não é possível se dizer o que Deus deve fazer para superar a sua incredulidade, pois Deus não se submete a quaisquer exigências ou imposições. Apenas “ouve com bondade os que o procuram humildemente, e não os que se julgam mais do que Ele”.

A compreensão das questões transcendentais que envolvem o problema de Deus, do ser e das leis divinas, parece não depender só da inteligência, pois muitas pessoas preparadas intelectualmente costumam rejeitar as respostas obtidas com a ajuda do conhecimento espiritual.

Allan Kardec afirma que essa compreensão é bastante facilitada e mais completa com o desenvolvimento do senso moral no indivíduo, o que lhe permite entender, sem esforço, a preponderância do elemento espiritual e suas leis específicas sobre o elemento material, que lhe é subalterno e coadjuvante.

Sobre a questão de muitas pessoas terem dificuldade em aceitar as verdades espirituais, assimiladas tão naturalmente por tantas outras, há no livro “O Evangelho segundo o Espiritismo” um comentário de Kardec esclarecendo um texto do evangelista Mateus (XI: 25): Mistérios ocultos aos sábios e prudentes.

Nele, o codificador afirma que Deus jamais oculta a luz da verdade a nenhuma criatura, ao contrário, a espalha prodigamente por toda a face da Terra. Explica que a inteligência no mundo, quase sempre, está associada ao orgulho e à vaidade que, normalmente, levam o homem a supor-se autossuficiente, satisfeito em buscar os segredos da Terra, que para ele bastam, pondo assim, uma venda nos próprios olhos.

Enquanto os vícios morais impedem o orgulhoso de “ver”, o simples e humilde pode, com as virtudes conquistadas, desvendar os segredos do Céu. Portanto, são dois sentimentos antagônicos — orgulho e humildade — que situam os seres em níveis diferentes de compreensão, e que os colocam mais ou menos próximos do ideal de verdade, proposto por Jesus de Nazaré e ratificado pelo Espiritismo.

Os que já detêm a sabedoria do Céu continuarão se aprimorando, com a amplitude de vistas que esse conhecimento lhes faculta. Os que se contentam com as razões do mundo precisarão amadurecer para compreender, e preparar o coração para sentir. Deus, que não quer abrir os seus olhos à força, os aguardará, enquanto lutam contra o próprio orgulho, até que passem a reconhecer Nele a mão que os governa.

Cláudio Bueno da Silva


07 junho 2017

Vidas Sucessivas - Emmanuel



VIDAS SUCESSIVAS


“Não te maravilhes de te haver dito: Necessário vos é nascer de novo.” Jesus. (JOÃO, 3:7.)

A palavra de Jesus a Nicodemos foi suficientemente clara.

Desviá-la para interpretações descabidas pode ser compreensível no sacerdócio organizado, atento às injunções da luta humana, mas nunca nos espíritos amantes da verdade legítima.

A reencarnação é lei universal.

Sem ela, a existência terrena representaria turbilhão de desordem e injustiça; à luz de seus esclarecimentos, entendemos todos os fenômenos dolorosos do caminho.

V O homem ainda não percebeu toda a extensão da misericórdia divina, nos processos de resgate e reajustamento.

Entre os homens, o criminoso é enviado a penas cruéis, seja pela condenação à morte ou aos sofrimentos prolongados.

A Providência, todavia, corrige, amando… Não encaminha os réus a prisões infectas e úmidas. Determina somente que os comparsas de dramas nefastos troquem a vestimenta carnal e voltem ao palco da atividade humana, de modo a se redimirem, uns à frente dos outros.

Para a Sabedoria Magnânima nem sempre o que errou é um celerado, como nem sempre a vítima é pura e sincera. Deus não vê apenas a maldade que surge à superfície do escândalo; conhece o mecanismo sombrio de todas as circunstâncias que provocaram um crime.

O algoz integral como a vítima integral são desconhecidos do homem; o Pai, contudo, identifica as necessidades de seus filhos e reúne-os, periodicamente, pelos laços de sangue ou na rede dos compromissos edificantes, a fim de que aprendam a lei do amor, entre as dificuldades e as dores do destino, com a bênção de temporário esquecimento.


Ditado pelo Espírito Emmanuel.
Psicografia de  Francisco Cândido Xavier
Da obra: Caminho, Verdade e Vida


06 junho 2017

Caridade - Joanna de Ângelis



CARIDADE

Guarda, na mente, que a caridade em teus atos deve ser a luz que vence a sombra.

Enquanto não compreendas que a caridade é sempre a bênção maior para quem a realiza, ligando o benfeitor ao necessitado, estarás na fase primária da virtude por excelência.

Poderás repartir moedas, a mãos-cheias; todavia, se não mantiveres o sentimento da amizade em relação ao carente, não terás logrado alcançar a essência da caridade.

Repartirás tecidos e agasalhos com os desnudos; no entanto, se lhes não ofertares compreensão e afabilidade, permanecerás na filantropia.

Atenderás aos enfermos com medicação valiosa; entretanto, se não adicionares ao gesto a gentileza fraternal, estarás apenas desincumbindo-se de um mister de pequena monta.

Ofertarás o pão aos esfaimados; contudo, se os não ergueres com palavras de bondade, não alcançaste o sentido real da caridade.

Distribuirás haveres e coisas com os desafortunados do caminho; não obstante, sem o calor do teu envolvimento emocional em relação a eles, não atingiste o fulcro da virtude superior.

A caridade é algo maior do que o simples ato de dar.

Certamente, a doação de qualquer natureza sempre beneficia aquele que lhe sofre a falta. Todavia, para que a caridade seja alcançada, é necessário que o amor se faça presente, qual combustível que permite o brilho da fé, na ação beneficente.

A caridade material preenche os espaços abertos pela miséria socioeconômica, visíveis em toda parte.

Além deles, há todo um universo de necessidades em outros indivíduos que renteiam contigo e esperam pela luz libertadora do teu gesto.

A indulgência, em relação aos ingratos e agressivos;
a compaixão, diante dos presunçosos e perversos;
a tolerância, em favor dos ofensores;
a humildade, quando desafiado ao duelo da insensatez;
a piedade, dirigida ao opressor e déspota
a oração intercessória, pelo adversário;
a paciência enobrecida, face às provocações e à irritabilidade dos outros;
a educação, que rompe as algemas da estupidez e da maldade que se agasalham nas furnas da ignorância gerando a delinquência e a loucura…
A caridade moral é desafio para toda hora, no lar, na rua, no trabalho.

Exercendo-a, recorda também da caridade em relação a ti mesmo.

Jesus, convivendo com os homens, lecionou exemplificando todas as modalidades da caridade, permanecendo até hoje como o protótipo mais perfeito que se conhece, tornando-a a luz do gesto, que vence a sombra do mal, através da ação do amor.

Caridade, pois, eis a meta.


Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis
Da obra: Vigilância
Psicografia de Divaldo P.Franco