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13 agosto 2012

Ele Atenderá - Emmanuel


ELE ATENDERÁ

Quando atravesses um instante considerado terrível, na jornada redentora da Terra, recorda que o desespero é capaz de suprimir-te a visão ou barrar-te o caminho.

Para muitos, esse minuto estranho aparece na figura da enfermidade; para outros, na forma da cinza com que a morte lhes subtrai temporariamente o sorriso de um ente amado.

Em muitos lugares, guarda a feição de crise espiritual, aniquilando a esperança; e, em outros ainda, ei-lo que surge por avalanche de provas encadeadas, baldando a energia.

Ninguém escapa aos topes de luta, que diferem para cada um de nós, segundo os objetivos que procuramos nas conquistas do Espírito.

Esse jaz atormentado de tentações, aquele padece abandono, aquele outro chora oportunidades perdidas e mais outro lamenta os desenganos da própria queda.

Se chegaste a instante assim, obscurecido por nuvens de lágrimas, arrima-te à paciência, ouve a fé, aconselha-te com a reflexão e medita com a serenidade, mas não procures a opinião de esmorecimento.

Desânimo é fruto envenenado da ilusão que alimentamos a nosso respeito. Ele nos faz sentir pretensamente superiores a milhares de irmãos que, retendo qualidades não menos dignas que as nossas, carregam por amor fardos de sacrifício, dos quais diminutas parcelas nos esmagariam os ombros.

Venha o desânimo como vier, certifica-te de que a forma ideal para arredar-lhe a sombra será compreender, auxiliar e servir sempre.

Guardes o coração conturbado ou ferido, magoado ou desfalecente, serve em favor dos que te amparem ou desajudem, entendam ou caluniem.

Ainda que todos os apoios humanos te falhem de improviso, nada precisas temer.

Tens contigo, à frente e à retaguarda, à esquerda e à direita, a força do companheiro invisível que te resolve os problemas sem perguntar e que te provê com todos os recursos indispensáveis à paz e à sustentação de teus dias. Ele que ama, trabalha e serve sem descanso, espera que ames, trabalhes e sirvas quanto possas.

Sem que o saibas, ele te acompanha os pequeninos progressos e se regozija com os teus mais íntimos triunfos, assegurando-te tranqüilidade e vitória. Ele que te salvou ontem, salvará também hoje.

Em qualquer tempo, lugar, dia ou circunstância, em que te sintas à beira da queda na tentação ou na angustia, chama por Ele.

Ele te atenderá pelo nome de Deus.

Emmanuel
Livro Rumo Certo
Psicografia Chico Xavier

12 agosto 2012

Meu Pai, Meu Herói - Momento Espírita


Meu Pai, Meu Herói

Quando eu cheguei a este mundo, não sabia ao certo o que estava fazendo aqui, até que percebi que havia alguém para me orientar na jornada.

Um dia, quando você me ergueu nos braços, elevando-me acima da sua cabeça, descobri que você queria que eu percebesse o mundo de um ponto de vista muito abrangente.

Quando comecei a ensaiar meus primeiros passos, com a musculatura das pernas ainda frágil, você me sustentou segurando-me a mão, e entendi que você não desejava me carregar no colo para sempre: queria que eu andasse com as próprias pernas.

Quando entrei em casa pela primeira vez, ofegante, me queixando dos amigos, você disse para eu me acertar com eles, e compreendi que deveria assumir a responsabilidade pelos meus próprios atos.

Quando trouxe para casa minha primeira lição e você se sentou ao meu lado, orientando-me, mas não fez a lição para mim, entendi que você desejava que o aprendizado fosse uma conquista minha.

No dia em que alguns objetos alheios foram parar em minha mochila escolar, você, sem me ofender, me pediu para devolver ao legítimo dono, e compreendi que você queria fazer de mim uma pessoa honesta.

Quando, um dia, meus amigos saíram da sala e tracei alguns comentários maldosos sobre eles, e você me disse que não devemos falar mal das pessoas ausentes, aprendi as lições da sinceridade e do respeito.

Nos momentos difíceis, você estava sempre ao meu lado para me apoiar, e nas horas alegres não me faltou o seu abraço para compartilhar.

Quando fraquejei diante do primeiro embate da vida, você me falou de coragem...

Quando chorei as lágrimas provocadas pelo primeiro sofrimento, você me falou de resignação...

Quando desejei fugir dos compromissos que se apresentavam, você me falou de responsabilidade...

Quando pensei em mentir para um amigo, você me falou de fidelidade...

Quando senti em minha alma os açoites dos primeiros vendavais, você me falou de flexibilidade, e aprendi a me dobrar para não quebrar, como o pequeno ramo verde faz diante dos golpes do vento.

Quando você pressentiu em meu olhar a insinuação da vingança, me falou do perdão...

Quando desejei salvar o mundo, nos ardentes dias da juventude, você me ensinou a moderação e o bom senso.

Quando quis me submeter aos modismos do grupo, você me falou de liberdade.

Quando me iludi, pensando que o mundo era meu, você me falou do Criador do Universo...

Assim, meu pai, desejo dizer que você sempre foi meu herói, meu amigo, meu grande mestre, meu companheiro de caminhada...

Você foi firme, quando era de firmeza que eu precisava...

Você foi terno, quando era de ternura que eu necessitava... Você foi lúcido, quando era de lucidez que eu precisava...

Quando eu cheguei a este mundo, não sabia ao certo o que estava fazendo aqui, até que percebi que havia alguém para me orientar na jornada...

Hoje, bem, hoje eu sei claramente o que estou fazendo aqui, porque você, meu pai, fez mais que apenas me orientar, você caminhou ao meu lado muitas vezes, me seguiu de perto outras tantas, e andou à minha frente muitas outras, deixando rastros de luz, como diretrizes seguras que eu pudesse seguir.

Hoje eu sei muito bem o papel que me cabe na construção de um mundo melhor, porque isso eu aprendi com você, meu grande e admirado amigo...

E quando eu vejo tantos jovens perdidos, sem rumo e sem esperança, vagando entre a violência e a morte, eu peço a Deus por eles, porque é bem possível que não tenham tido a felicidade de ter um pai como você...

E peço a Deus por você, papai, meu grande amigo.

Redação do Momento Espírita

11 agosto 2012

Golpes Duplos - Emmanuel


Golpes Duplos

Ostensivamente, não teremos prejudicado a qualquer pessoa.

*

Do ponto de vista do acatamento à segurança geral, carregamos a alma tranquila.

*

Quantos de nós, porém, estaremos livres de remorso pelos danos indiretos que tenhamos causado?

*

Não subtraímos dinheiro à bolsa do próximo; entretanto, se caímos inadvertidamente em pessimismo, comunicando desânimo aos companheiros, afastamo-los de oportunidades preciosas, no terreno de vantagens corretas, com as quais talvez minorassem muitas das grandes necessidades que nos rodeiam.

*

Não preterimos o direito de nossos irmãos nas atividades profissionais a que se afeiçoam, mas se nos prendemos com apego indébito e enfermiço a algum ou a alguns deles, desencorajando-lhes qualquer impulso à renovação, acabamos por impedir-lhes o acesso a encargos superiores, nos quais teriam efetuado maior prestação de serviço em apoio da Humanidade.

*

Não roubamos a alegria dos semelhantes; todavia, se entramos em desespero, sempre injustificável, instilamos desalento e amargura naqueles que mais amamos, aniquilando-lhes a coragem.

*

Não traímos a ordem, mas toda vez que desertamos, sem claro motivo, do dever que nos cabe, estragamos a confiança naqueles que nos procuram ação ou cooperação, frustrando, de algum modo, a harmonia de que carecem na sustentação da própria tranquilidade.

*

Ninguém é trazido a viver, sentir, imaginar e raciocinar para ocultar-se.

*

Cada um de nós permanece no lugar exato, a fim de realizar o melhor que pode.

*

Efetivamente, somos responsáveis pelo mal que praticamos e pelo Bem que deixamos de fazer, sempre que dispomos de recursos para fazê-lo.

*

E ao lado das culpas que trazemos por ofensas declaradas ou por omissões em serviço, temos ainda as que nascem dos golpes duplos que desferimos, sobre os quais raramente meditamos: - aqueles do mal que causamos aos outros, depois de causá-lo a nós.

Emmanuel

Livro Estude e Viva, de Emmanuel e André Luiz
Psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira

10 agosto 2012

Caminhos do Coração - Joanna de Ângelis


CAMINHOS DO CORAÇÃO

Multiplicam-se os caminhos do processo evolutivo, especialmente durante a marcha que se faz no invólucro carnal.

Há caminhos atapetados de facilidades, que conduzem a profundos abismos do sentimento.

Apresentam-se caminhos ásperos, coalhadas de pedrouços que ferem, na forma de vícios e derrocadas morais escravizadores.

Abrem-se, atraentes, caminhos de vaidade, levando a situações vexatórias, cujo recuo se torna difícil.

Repontam caminhos de angústia, marcados por desencantos e aflições desnecessárias, que se percorrem com loucura irrefreável.

Desdobram-se caminhos de volúpias culturais, que intoxicam a alma de soberba, exilando-a para as regiões da indiferença pelas dores alheias.

Aparecem caminhos de irresponsabilidade, repletos de soluções fáceis para os problemas gerados ao longo do tempo.

Caminhos e caminhantes!

Existem caminhos de boa aparência, que disfarçam dificuldades de acesso e encobrem feridas graves no percurso.

Caminhos curtos e longos, retos e curvos, de ascensão e descida, estão por toda parte, especialmente no campo moral, aguardando ser escolhidos.

Todos eles conduzem a algum lugar, ou se interrompem, ou não levam a parte alguma... São, apenas, caminhos: começados, interrompidos, concluídos...

*

Tens o direito de escolher o teu caminho, aquele que deves seguir.

Ao fazê-lo, repassa pela mente os objetivos que persegues, os recursos que se encontram à tua disposição íntima assinalando o estado evolutivo, a fim de teres condição de seguir.

Se possível, opta pelos caminhos do coração.

Eles, certamente, levarão os teus anseios e a tua vida ao ponto de luz que brilha à frente esperando por ti.

*

O homem estremunha-se entre os condicionamentos do medo, da ambição, da prepotência e da segurança que raramente discerne com correção.

O medo domina-lhe as paisagens íntimas, impedindo-lhe o crescimento, o avanço, retendo-o em situação lamentável, embora todas as possibilidades que lhe sorriem esperança.

A ambição alucina-o, impulsionando-o para assumir compromissos perturbadores que o intoxicam de vapores venenosos, decorrentes da exagerada ganância.

A prepotência anestesia-lhe os sentimentos, enquanto lhe exacerba as paixões inferiores, tornando-o infeliz, na desenfreada situação a que se entrega.

A liberdade a que aspira, propõe-lhe licenças que se permite sem respeito aos direitos alheios nem observância dos deveres para com o próximo e a vida; destruindo qualquer possibilidade de segurança, que, aliás, é sempre relativa enquanto se transita na este física.

Os caminhos do coração se encontram, porém, enriquecidos da coragem, que se vitaliza com a esperança do bem, da humildade, que reconhece a própria fragilidade, e satisfaz-se com os dons do espírito - ao invés do tresvariado desejo de amealhar coisas de secundário importância - os serviços enobrecedores e a paz, que são a verdadeira segurança em relação às metas a conquistar.

Os caminhos do coração encontram-se iluminados pelo conhecimento da razão, que lhes clareia o leito, facilitando o percurso.

*

Jesus escolheu os caminhos do coração para acercar-se das criaturas e chamá-las ao reino dos Céus.

Francisco de Assis seguiu-Lhe o exemplo e tornou-se o herói da humildade.

Vicente de Paulo optou pelos mesmos e fez-se o campeão da caridade.

Gandhi redescobriu-os e comoveu o mundo, revelando-se como o apóstolo da não-violência.

Incontáveis criaturas, nos mais diversos períodos da humanidade e mesmo hoje, identificaram esses caminhos do coração e avançam com alegria na direção da plenitude espiritual.

Diante dos variados caminhos que se desdobram convidativos, escolhe os caminhos do coração, qual ovelha mansa, e deixa que o Bom Pastor te conduza ao aprisco pelo qual anelas.

Joanna de Ângelis
Da obra "Momentos de Felicidade"
Psicografia de Divaldo Pereira Franco

09 agosto 2012

Mantém o Otimismo - Joanna de Ângelis


MANTÉM O OTIMISMO

Este companheiro desalentado, talvez tenha lutado até à exaustão.

Aquele amigo que tombou na delinqüência, provavelmente adiou a hora do crime quanto pôde.

Esse conhecido que se arrojou ao vício, reagiu por muito tempo, não havendo conseguido superar a circunstância ingrata.

Estoutro cooperador que debandou da ação dignificante, esforçou-se ao máximo das suas possibilidades, não logrando permanecer no trabalho.

Aqueloutro conhecido que se te fez adversário contumaz, não teve valores morais para vencer as más inclinações.

As criaturas em queda merecem compreensão antes que censura.

Algumas gostariam de encontrar-se em situação melhor e não conquistaram os recursos para manter-se no bem.

Outras ainda lutam, intensivamente, sem que ninguém saiba.

Diversas têm sido heroínas anônimas agora em fracasso.

Todas anelam pela oportunidade de soerguimento, embora nem sempre o demonstrem ou peçam ajuda.

*

Fixa-te no lado positivo dos seres e olvida-lhes o outro.
Não os rechaces.

É fácil simpatizar com pessoas afáveis e úteis, sempre dispostas a ajudar e a servir.

Faz-se agradável a companhia de criaturas dignas, que conquistam sem esforço.

Mesmo estas, no entanto, têm problemas; só que os não conheces.

*

A Terra é escola-hospital de aprendizes e enfermos da alma.

Não há ninguém que aqui se encontre em clima excepcional.

Inútil intentares conseguir a convivência com anjos, que aqui não se encontram reencarnados.

Da mesma forma que sofres, que tens limitações, que anelas pela paz e aguardas a felicidade, eles também, esses que compartilham das tuas horas e estão no teu caminho.

*

Evita censurar as deficiências que observas no teu próximo.

Se não podes ajudar, silencia e desculpa, quando fores atingido pelas imperfeições deles.

Não te desalentem os fracassos que anotas no comportamento alheio.

Conheces a diretriz de segurança e te afeiçoas ao trabalho do bem.

Permanece, desse modo, confiante, voltando à gentileza para com todos.

*

Sob qualquer esforço retira mágoas e desencantos das tuas paisagens emocionais e recupera o otimismo, com o qual te emularás ao avanço e reconquistarás os que se afastaram, para que voltem à vida.

Jesus jamais desanimou, nunca recolheu ressentimentos, mesmo quando abandonado após a traição e vencido pela urdidura da mentira, a fim de tornar-se o Vencedor perene em todas as refregas.


Espírito de Joanna de Angelis
Médium:Divaldo Pereira Franco
Em: Viver e Amar

08 agosto 2012

Transição Planetária - Edgar Cayce


Transição Planetária

A terra está sendo removida como um campo preparado para o plantio. O arado do Senhor está em plena atividade fazendo o serviço de remover do solo terrestre as impurezas que precisam ser eliminadas. Outros elementos devem ser selecionados para a produção de frutos de qualidade.

Como uma mãe que sente dores de parto pela proximidade do momento em que dará à luz um filho, um homem novo ao mundo, a Terra geme e estertora.
Mas como disse o Mestre há dois milênios: ainda não é o fim!

Angústia nas nações, mudanças climáticas, revelações sociais. Oscilações na economia e a derrocada do poder dos homens falidos. Tudo isso produz uma certa inquietação nas pessoas mais sensíveis. Toda essa movimentação, tanto física quando social, nos faz pensar que a Terra é um grande organismo vivo, que, como o homem, os filhos da Terra, reflete na área física e social as grandes revoluções que ocorrem na sua vida espiritual.

Multidões de espíritos a serviço do Cordeiro de Deus vão e vêm entre as dimensões da vida, obedecendo às ordens do seu Comandante Supremo, pois a hora da colheita se aproxima.

Os Espíritos do Senhor, realizando a sua vontade sublime e soberana, visitam as regiões sombrias da vida extrafísica, realizando a higienização intensa e profunda dos quistos purgatoriais do globo.

Do lado de cá da vida, a grande mudança está em pleno andamento. Toda essa movimentação de seres comprometidos com a política divina e das energias por eles postas em ação faz com que certos reflexos sejam sentidos no panorama físico do mundo...

Assim como o corpo físico do homem reflete as mudanças que ocorrem na área emocional e mental, também o mesmo ocorre num âmbito mais geral com o planeta Terra.

O conflito final está sendo travado nos bastidores da vida, e as energias desencadeadas pela ação natural do expurgo planetário, da seleção natural dos espíritos que ficarão na Terra e daqueles que partirão fazem com que a Terra se ressinta.

Não somente a ação do homem é o que interfere no sistema de vida do planeta. O mundo está expulsando de si os cânceres astrais, as inteligências sombrias, e, como um grande organismo que se contrai e se movimenta para eliminar os focos de pestilência internos, o planeta Terra reage
.
Em reação natural, progressiva, mas também incrementada por energias poderosas que estão a serviço do saneamento coletivo, faz com que os homens, os encarnados sintam de perto os primeiros sinais de que algo novo está ocorrendo, de que estamos começando a sentir as dores de um parto planetário. Um novo homem, uma nova humanidade e uma nova civilização emergirão das cinzas das antigas.

Água, terra, ar e fogo são os elementos criados e acionados pelo organismo terrestre a fim de dinamizar o processo de expurgo daquelas consciências que não amadureceram e não servem mais para compor o novo corpo da civilização do espírito que triunfará sobre todas as dores e falhas humanas.

Estejamos atentos às nossas responsabilidades; estejamos armados com a couraça da justiça e as armas do espírito, pois o Senhor ordenou que a primeira trombeta seja tocada, e os seus mensageiros já estão de prontidão para o grande dia do Deus Todo-Poderoso.

Edgar Cayce
Psicografia de Robson Pinheiro, em 08/04/2010

07 agosto 2012

Fundamentos do Espiritismo - Tadeu José Laurenti



FUNDAMENTOS DO ESPIRITISMO

Durante muitos séculos o homem vem tentando comprovar a existência da alma.

Muitos séculos atrás se acreditava que a alma se encontrava dentro do corpo. Pesquisadores passaram a abrir cadáveres buscando, sem sucesso, encontrar a alma. Como não a encontraram, disseram que no corpo morto não haveria alma, pois tinha ido embora. Passaram a abrir corpos de pessoas vivas, geralmente prisioneiros de guerra e escravos.

Se não podemos ver a alma, como podemos comprovar sua existência e saber para onde ela irá após o fenômeno chamado de morte?

A doutrina foi codificada por Allan Kardec, com o lançamento de O Livro dos Espíritos, em 18 de abril de 1857, em Paris, França. Este foi o pseudônimo assumido pelo conhecido educador Hippolite Leon Denizard Rivail, que se dedicava ao estudo dos fenômenos espíritas sob a ótica científica.

Foi o próprio Kardec quem definiu o Espiritismo como sendo a ciência que trata da natureza, origem e destino dos espíritos, bem como suas relações com o mundo material.

A codificação espírita, assentada em tríplice aspecto – científico, filosófico e religioso – está estabelecida em princípios fundamentais que constituem o seu alicerce e lhe dão autoridade.

Embora não haja um número específico dos princípios básicos da doutrina espírita (uns falam em 5 pontos, outros em 7 e outros ainda falam em10) citaremos aqueles que, em nosso entender, são os mais importantes.

Fundamentos espíritas

Existência de Deus: É o princípio e o “fim” de tudo. É o criador, causa primária de todas as coisas. Deus é a Suprema Perfeição, com todos os atributos que possamos imaginar e ainda muito mais.

Imortalidade do espírito: Antes de sermos seres humanos, filhos de nossos pais, somos, na verdade, filhos de Deus. O espírito é o princípio inteligente, criado por Deus, simples e ignorante, para evoluir e realizar-se individualmente pelos seus próprios esforços. Como espíritos, já existíamos antes de nascer e continuaremos a existir depois da nossa morte física. A morte não existe e isto é demonstrado pelas manifestações mediúnicas, fenômenos de quase-morte, terapia de vidas passadas, lembranças de encarnações anteriores, manifestações extracorpóreas, etc.

Reencarnação: É o mecanismo natural de evolução dos espíritos. O espírito é quem decide e cria seu próprio destino. Para isso, ele é dotado de livre-arbítrio, que é a capacidade de escolher; assim, ele tem a possibilidade de se desenvolver, evoluir, aperfeiçoar-se...tornar-se cada vez mais consciente de sua realidade transcendental. Isto requer um aprendizado que o espírito só consegue encarnando no mundo e reencarnando quantas vezes forem necessárias. O progresso adquirido pelo espírito através das múltiplas experiências de vida, nas inúmeras existências, não é tão somente intelectual, mas também, o progresso moral, que vai aproximá-lo cada vez mais de Deus. Os espíritas não creem na metempsicose, ou seja, a volta do espírito no corpo de animal.

Comunicabilidade entre os espíritos: O Espiritismo demonstra a possibilidade de comunicação entre os espíritos encarnados (vivos) e os espíritos desencarnados (mortos) através da mediunidade. Os espíritos agem sobre nós, os encarnados, mas essa ação é quase restrita ao pensamento, porque eles não conseguem agir diretamente sobre a matéria. Para isso, eles precisam de pessoas que lhes ofereçam recursos especiais; essas pessoas são chamadas de médiuns. Pelo médium, o espírito desencarnado pode se comunicar, se puder e quiser. Essa comunicação depende do tipo de mediunidade ou faculdade do médium, que pode ser feita pela fala (psicofonia), pela escrita (psicografia), por batidas (tiptologia), etc.

Lei da causa e efeito: A lei da causa e efeito é o mecanismo de retribuição ética universal a todos os espíritos, segundo a qual, nossa condição atual é resultado de nossos atos passados. A escolha nos pertence, logo, as consequências boas ou más são resultados de nossas próprias decisões. Se agora estamos sofrendo, podemos concluir que a causa do sofrimento advém das nossas atitudes, desta ou de outra encarnação. Nós construímos a nossa evolução e escolhemos o caminho a percorrer.

Pluralidade dos mundos habitados: A Terra não é o único planeta com vida inteligente no universo. A matéria existe em variados graus, desde a mais até a menos densa e isso indica a possibilidade de mundos em variados graus de densidade, e que neles podem existir seres inteligentes com corpos mais ou menos sutis. A doutrina espírita ainda classifica os mundos segundo seu grau de evolução, como por exemplo, mundos primitivos, mundo de expiação e provas, mundos de regeneração, etc. A Terra ocupa o segundo grau na evolução, como mundo de expiação e provas, destinada a espíritos ainda iniciantes no uso da razão e do sentimento.

Evolução da doutrina

São estes princípios que constituem os alicerces da codificação espírita. Sobre estas bases se assentam o Espiritismo. Ele não impõe os seus princípios. Convida os interessados em conhecê-los e a submeter seus ensinamentos ao crivo da razão. Cada espírita é livre para concordar ou não com estes conceitos. Kardec, inclusive, nos adverte para que, caso a Ciência comprove que alguns pontos doutrinários estejam equivocados, fiquemos com a Ciência. Com certeza não podemos alterar a codificação kardequiana, mas, o Espiritismo, acima de tudo, é uma doutrina evolucionista e não pode ficar estagnada em dogmas.


Tadeu José Laurenti
Artigo publicado na Revista Cristã de Espiritismo, edição 100

06 agosto 2012

Cordialmente - Irmão X


CORDIALMENTE

Declara-se aflito e exausto. Aproximou-se do espiritismo, como quem busca a fonte de águas vivas. Deslumbrado, feliz, você saciou a sede de conhecimento e consolação. Sentiu a grandeza da vida que se estende, sublime, além da morte, e passou a cooperar a fim de que outros recebessem a mesma dádiva.

Entretanto, alega a impossibilidade de ajustar-se a demais peças da máquina de serviço. Assevera, contrafeito, haver encontrado na organização doutrinária a inconsciência, a insensatez, a desconfiança e a maldade. Afirma que os irmãos não vibram no mesmo ritmo de fraternidade com que seu coração vai marcando as horas renovadoras.

Suas boas intenções são deturpadas, seus melhores sentimentos feridos...

No entanto, que lavrador do mundo encontrou o campo sem obstáculos e sem erva daninha, convidando-o ao amor da sementeira inicial?

Se você, de mãos postas no arado da própria redenção avançasse, firme, no esforço silencioso, provavelmente não seria defrontado pelo desapontamento.

Não espere que o amigo venha ao encontro de suas necessidades, nem estabeleça dívidas de gratidão que você mesmo teria dificuldade de aceitar.

Não fomos chamados a servir entre anjos. Criaturas imperfeitas quais somos, por que exigir um paraíso com exclusividade para os nossos desejos? Permanecemos num intenso campo de trabalho, onde cada servo foi trazido pelos Desígnios Superiores a recanto diferente.

O Espiritismo Evangélico detém gloriosa tarefa a concretizar-se através da colaboração dos homens de boa vontade. Se não nos sentirmos edificados para a melhoria dos outros, como realizar o cometimento?

Além disso, não creia seja você o único a tolerar. Todos nós arquivamos traços condenáveis na personalidade que outros suportam a seu turno.falhando-nos o senso de auxílio mútuo, como garantir a integridade das obras?

Por que a demora na exasperação ou no desânimo, se há tanto serviço nobre por fazer? Por que disputar funções alheias se cada qual de nós está situado na posição em que será possível produzir mais e melhor?

As abelhas, em plena atividade da colméia, quando visitadas por algum detrito, não perdem tempo, atribuindo-lhe demasiada importância. Envolvem o elemento indesejável em cera isolante e prosseguem na abençoada faina do mel.

Esqueçamos também o mal perturbador para que o bem não sofra perigoso intervalo.

Depois do sepulcro, na maioria das vezes, é que descobrimos o valor dos detritos nos círculos de luta em que você ainda se encontra. O corpo constitui para a alma o que a enxada representa para o lavrador - instrumento bendito para a aquisição de experiência. E acaso poderíamos justificar a deserção do agricultor, diante de pedras e espinheiros? Para que a enxada? Para que a oportunidade de elevação?

Não menoscabe o seu ensejo de aprender, trabalhar e servir.

Quanto à imperfeição dos companheiros, lembre-se de que o doente reclama remédio, tanto quanto o abismo anseia plenitude. As visões gloriosas e as gloriosas revelações não traduzem mais que responsabilidade. Paulo de Tarso contempla Jesus, radiante de beleza celestial, às portas de Damasco, todavia, voltando a si do êxtase divino, repara que a paisagem é a mesma e que os seus problemas individuais continuam inalteráveis, exigindo-lhe alta capacidade de renunciação e sacrifício para resolvê-los perante as Leis Eternas. O próprio Mestre, depois de maravilhosamente transfigurado no Thabor, desce o mente iluminado para escalar a cruz em plena sombra.

Que deseja, pois, meu amigo? Voar sem asas? Não intente. Por enquanto trabalhe por alcança-las.

É provável que você se aborreça com o meu parecer. Esta opinião, porém, é de um “morto” para um “vivo” e, por isto mesmo, não tem maior importância. Se você puder aproveita-la, parabéns merece pela atitude arrojada, diante de si próprio, mas se estiver incapacitado, continue procurando a “boa vida” até que a morte lhe descerre a visão. A essa altura, aprenderá muita lição útil na compulsória, engaiolado no “cárcere do tempo perdido”, contudo, nem por isso esteja abatido e desconsolado porque você não será o primeiro.

Pelo Espírito Irmão X
Do livro: Histórias e Anotações
Médium: Francisco Cândido Xavier

05 agosto 2012

Começa a Luta - Scheilla


COMEÇA A LUTA

A luta começa cedo, nas hostes da juventude, e, em muitos casos, as pessoas que a cercam não percebem o que se passa na sua intimidade, principalmente das jovens em crescimento.

A mulher conserva o resguardo das suas emoções, como apanágio da natureza feminina. São os princípios da moral, que se irradiam na sua personalidade, e somente a mãe é capaz de vislumbrar alguns segredos que as filhas alimentam, na cidade do coração. Às mães, pois, compete ajudar às adolescentes, no campo emocional, de forma que o tempo possa solidificar os seus ideais na sublimidade do Amor.

O lar é a primeira escola para o enobrecimento das aspirações. Se nesse lar falta harmonia, como buscar onde os filhos possam experimentar e sentir a segurança que devem vivenciar? É nesse sentido que falamos sobre o valor do Culto do Evangelho no lar. Tal valor é extraordinário, no campo da sabedoria espiritual e na educação dos impulsos, traçando meios, mostrando diretrizes capazes de fortalecer a fé revestindo os participantes da certeza do que deve ser buscado para a sua paz interna, combinando a inteligência com o coração, resultando no Amor.

O Amor tudo pode. Ele é o vencedor de todas as lutas, porque sabe condicionar seus poderes espirituais na flora divina da alma. Eis porque os lares em formação não deveriam esquecer o Culto do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, expressão do Seu Amor, de sorte a respirar-lhe a atmosfera de luz. Ele é a força renovadora dos pensamentos, ensinando como formar ideias, dando diretrizes superiores às palavras.

É nesse sentido que falamos aos jovens, oferecendo-lhes o incentivo para começar as lutas, que se estendem por todo o imenso campo da alma.

Há milhões de anos que o Espírito se empenhou em trabalhar, com muita luta, em prol das conquistas exteriores. Alguns já compreendem que devem tomar outros rumos, não cessando as lidas, mas, modificando-as. Veem que os inimigos estão mais próximos do que pensavam: eles moram dentro de nós, como instintos inferiores, a torcerem as verdades espirituais, a turvarem as consciências, nas suas mais altas aspirações de Amor. E passam a batalhar consigo mesmos, em busca da verdade, de modo a se tornarem livres, como cidadãos universais.

Jovens, falamos-te para começares cedo as tuas pelejas, a fim de que não percas a juventude em coisas vãs. Não isoles as tuas faculdades de servir, não alimentes ilusões. Que os teus sentimentos busquem, no quotidiano da vida, a felicidade, pelos processos naturais, que te são inspirados pelas leis divinas.

Se, por acaso, não encontras no lar a segurança de que falamos e de que precisas, existem outros recursos: na amizade, nos livros bem orientados, na oração e, enfim, na confiança em Deus. Apela para Ele, que Jesus não te deixará sem resposta.

Todos, sem exceção, temos nossos guias espirituais, mesmo nós, do plano do Espírito. Ser-nos-á dado o que pedimos com sinceridade e que imploramos com dignidade no coração. No entanto, não abandones o lar, quinhão sagrado, que sempre tem algo que se pode aproveitar, na multiplicação dos talentos da vida. Basta saber selecionar, na presença do Amor.

Jovem! Começa a lutar, desejando o melhor. Ama a teus pais, que o amor verdadeiro é um multiplicador de conceitos elevados e é semente, cujos frutos a vida jamais se esquecerá de devolver a quem semeou.

Não reclames por teres nascido nesse ou naquele lar. Estás onde o Senhor achou mais conveniente para o teu progresso. Luta aí, buscando o teu aprimoramento e fazendo da vida um cântico de fraternidade. Para os jovens é mais fácil o perdão, a alegria, e mesmo o amor. Esforça-te para essa conquista, que as mãos de Jesus nunca faltarão, em teu favor.

Do livro "Chão de Rosas"
De João Nunes Maia
Pelo Espírito Scheilla

04 agosto 2012

Laços Afetivos - Célio Faria da Silva


Laços Afetivos

“Se o amor é fantasia, eu me encontro ultimamente em pleno carnaval.”
(Vinícius de Moraes)

A sensação é, no mínimo, estranha quando nos deparamos com aquela pessoa que parece possuir algo que nos puxa em sua direção. Em todo processo afetivo que se instala, encontramos o rastro vibratório com uma força magnética ou atrativa que fica quase que impossível não ocorrer a aproximação. É aquela sensação levemente adocicada pela curiosidade perante o alvo atraente. Movimentamos-nos em sua direção sem nos dar conta de que estamos sendo neste momento conduzidos pela força sublime do primeiro nível do AMOR, que é uma atração momentaneamente vibracional. Ou seja, nossa energia entra em contato estabelecendo a necessária conexão entre os polos dicotômicos que mais tarde fomentam interesses mais profundos e vão se entrelaçando de forma harmônica quando a vibração é recíproca.

O QUE NÃO SE DEVE é confundir com qualquer desejo meramente físico, muitos acreditando que se encontram apaixonados estabelecem relações conflitosas exatamente por possuírem a síndrome da “SEDE DO MAR”, onde as relações são descartáveis e mudam de parceiros com tanta frequência que criam hábitos nocivos e preferem viver sozinhos e evitam “conviver” por não gostarem de criar vínculos com as vítimas da vez. Pessoas que ignoram o AFETO e optam somente pelo APEGO trazem em si uma necessidade sexual desequilibrada ao ponto de se vender prazerosamente a luxuria desgovernante.

As pessoas que criam necessidades de apego trazem certas características marcantes que geralmente terminam em desconfiança e sentimento de posse, e culminando em ciúme obsessivo. Não ficam satisfeitos com o bom relacionamento do parceiro(a) no meio social, pois, se sentem ameaçados pela própria consciência que acusa o péssimo comportamento pessoal perante o outro(a).

Já as pessoas que se buscam através do afeto, o meio de convivência tende a ser mais realizadoras, pois a energia vibratória que envolve os corpos é padronizada em sequência feliz da liberdade de expressão da própria personalidade. Um fica contente com as realizações e conquistas do outro(a). Tornando-se responsáveis pelo combustível do ânimo e dando força e credibilidade ao amado (a).

Quando observamos que nestes dias de trevas sentimentais apresentados pela mídia, onde “um casal famoso” se divorcia, o mercado especializado em “Fofocas” passa a ventilar as noticias particulares da vida dessas pessoas públicas. É que percebemos o que Abraham Lincoln asseverou: “Quase todos os homens são capazes de suportar adversidades, mas se quiser por à prova o caráter de um homem, dê-lhe poder.”

Nota-se que sendo essas pessoas formadoras de opiniões, muitos admiradores que levam a vida no anonimato tentam imitar seus ÍDOLOS de forma negativa e passam a sofrer do egocentrismo perturbador. E esse poder de figura pública geralmente sobe pela cabeça de certos famosos, é obvio que tem suas exceções.

Por isso é necessário estabelecer o paradoxo real entre afeto e apego.

Os laços afetivos são eternizados na calçada da boa conduta, onde os passos são ritmados pela dança do bem-estar. Já os nós do apego não conseguem caminhar pelo simples fato de saírem para lado algum, pois estão presos em si mesmos.

A união de corpos é corriqueira, mas a união de sentimentos é uma raridade. Precisamos mudar este conceito de relações descartáveis, pois este comportamento faz inúmeras vitimas ao redor do mundo, levando as pessoas à depressão, e para a noite de tormentas, criando uma geração dependentes de pessoas e até ansiolíticos para viver.

O afetivo é compreensivo, o apegado é compulsivo.

O Afetivo AMA, o apegado destrói.

O afetivo limita suas ações para não prejudicar o outro, o apegado prejudica o outro com suas ações.

Você é resultado daquilo que cultiva no bojo de seus sentimentos, observe-se. Se você anda exigindo demasiadamente do outro, aquilo que você mesmo não faz, você está correndo um grande risco, pois isso é característica comportamental do APEGO.

Os laços afetivos são frutos saborosos da árvore da convivência que nutre as almas. Os nós do apego são consequências desajustadas do egoísmo e do orgulho.

Antes que o sol se ponha, observe o que você tem feito de suas relações, LAÇOS OU NÓS?

Mas não se preocupe se você constatar que sua vida é um nó... Entretanto ocupe-se em reparar o quanto antes. Tem dificuldade de trabalhar suas emoções sozinho (a)? OK! Não se desespere, há cursos e seminários em sua cidade que podem lhe ajudar, basta você procurar organizações de eventos para participar ou solicitar de acordo com o que você necessita.

03 agosto 2012

Milagre dos Bebês - Momento Espírita


Milagre dos Bebês

Você já parou para analisar o quanto são interessantes os bebês?

É fascinante perceber como o Criador nos faz voltar ao palco terrestre para uma nova encarnação.

O Espírito velho é revestido por uma embalagem nova, delicada, simpática, que derrete corações e arranca sorrisos em todos os lugaresaonde vai.

Os bebês proporcionam, primeiramente aos pais, uma experiência sem igual.

Esse contato com um serfrágil, que inspira cuidados e atenção constante, desenvolve na alma paterna e materna alguns sentidos, uma espécie de sensibilidade nova, que antes não possuíam.

Tentar entender um ser que não fala, que não gesticula e que se expressa de maneiras nada convencionais, é um grande desafio.

Exige que se desenvolva a habilidade da empatia. Exige que se coloque no lugar do outro, que se esqueça um pouco das suas próprias necessidades, e pense nas do bebê em primeiro lugar.

Isso por si só já opera milagres em muitas famílias, pois é uma mudança de vida significativa.

E os pais que não se deixam levar por essas mudanças saudáveis, que não se entregam de corpo e alma a essa experiência, acabam perdendo uma das mais maravilhosas oportunidades da existência.

O milagre dos bebês é o convite de enxergar a vida de outra forma.

Percebem-se mudanças até no convívio social, nas comunidades onde vemos muitos bebês.

Os adultos se relacionam melhor, conversando entre si sobre suas experiências. Passam dicas, dividem preocupações, mas sempre entre sorrisos simpáticos e elogios aos pequenospetizes.

A família tem motivos a mais para se reunir, por vezes esquecendo pequenas querelas, implicâncias e atritos mais sérios, pois o assunto principal passa a ser o nenezinho.

Resumidamente: é uma fase muito importante para a vida de todos. Tanto para os progenitores, familiares, como para o Espírito que volta à Terra.

* * *

Se você é pai ou mãe, aproveite bem cada instante. Curta a fase, mergulhe nesse mundo novode cabeça e sem medo.

Evitemos ter que dizer, algum dia, a triste e preocupante sentença: Meus filhos cresceram e nem percebi!

As crianças são os seres que Deus manda a novas existências. Para que não lhe possam imputar excessiva severidade, dá-lhes Ele todos os aspectos da inocência.

Não foi, todavia, por elas somente que Deus lhes deu esse aspecto de inocência; foi também e sobretudo por seus pais, de cujo amor necessita a fraqueza que as caracteriza.

Esse amor se enfraqueceria grandemente à vista de um caráter áspero e intratável, ao passo que, julgando seus filhos bons e dóceis, os pais lhes dedicam toda a afeição e os cercam dos mais minuciosos cuidados.

Esta é mais uma faceta da sabedoria Divina, que nos mostra que os mecanismos da natureza são inteligentes e bons.

Tudo existe para que possamos crescer. Tudo funciona, no Universo, buscando a harmonia.

Redação do Momento Espírita, com reprodução de parágrafos do item 385, de O livro dos Espíritos, de Allan Kardec, ed. Feb.

02 agosto 2012

Servidor - Joanna de Ângelis


SERVIDOR

Sim, era de crer-se que o resultado do Bem fosse diferente.

O serviço do ideal libertador, e abraçando a caridade, seria de esperar-se por menos dores e incompreensões, por melhor colheita de frutos de alegria.

Isso, no entanto, seria um engodo proporcionado pela vida.

O missionário sempre enfrenta os piores desafios.

Quem abre estradas defronta maiores obstáculos.

Aquele que recupera solos áridos sofre dificuldades mais expressivas.

Quando alguém se põe a drenar pântanos e águas putrefatas não se pode furtar à presença dos odores nefastos, nem da lama pestilenta.

Todo aquele que se dispõe a alterar a paisagem moral da sociedade, é sempre considerado excêntrico, quando não se torna vítima de contínuas agressões e combates.

É natural que assim ocorra, porquanto o processo de alteração dos conceitos morais e da conduta pessoal, faz-se, normalmente, penoso.

Qualquer mudança no organismo social para melhor, ocorre de maneira dolorosa, e os seus promotores são perseguidos com acrimônia e perversidade.

Não estranhes a imensa colheita de amarguras do momento.

Todo apóstolo do progresso, da beleza e da fé experimenta a imolação, afim de modificar o grupo no qual se movimenta.

O mesmo ocorre contigo.

Não te deixes desgastar emocionalmente com as ocorrências infelizes que têm lugar a tua volta.

Mantém o ânimo e avança em paz.

Não fosses idealista, e não te encontrasses na ação cristã, sofrerias outras circunstâncias perturbadoras.

Observa aqueles que parecem triunfadores e felizes, aplaudidos e bajulados, quando passarem os seus dias de aparente triunfo, e vê-los-ás abandonados, vencidos, atormentados...

A Terra é planeta de provas, portanto, a luta é labor incessante.

***

Quando estejas cansado, renova-te pela prece.

Quando te sintas aturdido pelas ocorrências desagradáveis, recorreà meditação.

Quando te descobrires com estresse e mau humor, recupera-te pensando em Jesus e buscando-O.

Não estás a sós. Seres amados te envolvem nas dúlcidas vibrações que te sustentam as energias, te preservam a saúde e te vitalizam a disposição para continuares servindo.

Já te imaginaste em ociosidade dourada, ou em festas ruidosas, ou em recreações contínuas?

Renasceste para o serviço, pois que aceitaste a tarefa comoterapia salvadora.

Provéns de comportamentos anteriores que te alienaram, que te comprometeram.

Hoje é o teu dia de servir.

Não te arrependas da opção elegida.

Dia virá em que as circunstâncias se alterarão e será então a época própria para colher a luz que espalhas e o amor que incutes em outras vidas.

***

Ninguém até hoje se revelou maior servidor do que Jesus.

Seu exemplo rutila através dos tempos, iluminando vidas incontáveis.

Ele nunca se queixou, porque sabia que as criaturas humanas ainda se encontram na infância espiritual.

Toma-O como teu modelo e segue adiante.

Quanto mais extenuantes as refregas, mais expressivas se fazem as vitórias.

O servidor está sempre a postos, jovial e bom, ensinando com o exemplo e cantando o hino da alegria de que se sente possuído.

Serve, sem cessar, e prossegue sem enfado e sem desencanto.

És construtor do futuro, no qual Jesus te aguarda para o memorável encontro.

De “Fonte de Luz”
De Divaldo Pereira Franco
Pelo Espírito Joanna de Ângelis

01 agosto 2012

Caridade - Bezerra de Menezes


CARIDADE

Filhos, Jesus nos abençoe.

Nenhuma legenda maior que a Caridade para lâmpada acesa no vestíbulo de nossa Doutrina Redentora.

Sem dúvida, quando o Espírito da Verdade lhe descerrou a presença bendita, na Obra do Codificador, teve em mente comunicar ao Mundo de novo a presença do próprio Cristo de Deus.

Caridade será sempre o traço de união entre o discípulo e o Mestre, entre a Criatura e o Criador.

Atentos ao impositivo do Amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos, observamos que o Céu nos possibilita a caridade por chave permanente de ligação com o todo Misericordioso e com os nossos irmãos da Humanidade onde estejamos.

Notemos, no entanto, filhos meus, que é preciso renovar a nossa conceituação íntima de amor aos semelhantes, de vez que, ao enunciarmos o preceito, pensamos no próximo como sendo alguém perfeitamente igual a nós. Em verdade todos somos companheiros uns dos outros, no entanto, cada qual em nível diferente.

Referimo-nos a isso para considerar convosco que entre os aprendizes de Jesus e os tutelados de Jesus há comumente diferenças essenciais. Daí a necessidade de ponderar que o próximo ainda sem Jesus é um irmão em absoluta carência de recursos espirituais para viver.

Analisemos, por isso, a nossa condição de servidores. Achamo-nos, sobretudo, na atualidade da Terra, à feição de tarefeiros do coração e da inteligência, engajados no Evangelho a serviço do Senhor. Em todos os flancos de luta regenerativa e santificante registramos a fila quase interminável dos nossos irmãos da alma, hospitalizados no mundo.

Nunca nos circunscrevemos ao aspecto exterior das criaturas a fim de cooperar na Seara do Bem.

Somos chamados a socorrer (e socorrer nem sempre diretamente), tanto os enfermos do corpo quanto os enfermos de espírito. Efetivamente, é imprescindível atender aos filhos da penúria à mesa farta que o Senhor nos confiou, sem olvidar, porém, os filhos da angústia, conquanto, bem postos à mesa dos valores sociais, famintos de compreensão e de paz.

Jamais esquecer que o nosso próximo na Terra de hoje, quase que indiscriminadamente, se encontra sob o jugo de aflitivas perturbações.

Os desajustados se aglomeram junto de nós, a pedir-nos entendimento, enquanto os obsediados respeitáveis cruzam os nossos caminhos no cotidiano, sob a hipnose da indiferença, ante o próprio destino.

Há quem comande o dinheiro para sepultar-se em abismos de lama dourada e há quem despreze o benefício da prova, para arremessar-se às furnas de sombra pela revolta com que menoscabem os valores da vida.

Há quem fale e grite impropérios contra a Bênção Divina e há quem se cale, adiando a edificação do bem, favorecendo a ilusão em prejuízo de si próprios.

De todas as procedências, chegam até nós os tristes, os cansados, os abatidos, os derrotados, os obsessos, os desequilibrados, os empedernidos, os intolerantes, os violentos, os nossos irmãos-problemas nas mais diversas nuanças de perturbações e desajuste espiritual.

Caridade, pois, meus filhos! Caridade de toda hora, de todo o dia de toda estrada.

E junto uns dos outros na execução dos deveres a que fomos trazidos ou convocados, tenhamos mais caridade ainda por amor às responsabilidades de Jesus em nossas mãos. Sejamos a serenidade daquele que se arrojou à irritação, a paz do que sofre em guerra tremenda com as próprias tentações que carrega, a humildade daquele que olvidou a nossa condição de escravos do Senhor e se acredita dominado, onde foi intimado a ajudar e contribuir; o entendimento do que ainda ignora as contas que prestará dos empréstimos do Eterno Benfeitor; a bênção daquele que ainda se encontra na esfera da censura e da crítica destrutiva; o silêncio do que faz ruído inútil; a ponderação do precipitado; o companheiro daquele que não sabe ainda entender a significação da palavra“amigo”; a segurança do imprudente; a vigilância dos temerários; o otimismo dos que descem ao desânimo e ao pessimismo incapazes de aprender a extensão da desarmonia que causam ao mecanismo das boas obras; a modéstia dos que se envaidecem com os bens do Senhor, acreditando-se donos deles; o apoio dos que desampararam a si mesmos pela imprevidência com que afastam dos próprios compromissos; a visão dos cegos de espírito; a muleta generosa para aqueles que ainda não logram caminhar com a desenvoltura de que já dispomos no conhecimento do Evangelho; o leito espiritual para os que adoeceram na obsessão e não conseguem equilíbrio suficiente para agirem com a precisa saúde moral.

Caridade, sim, para todos, porque todos somos mendigos de algo à frente de Deus.

Enfim, meus filhos, na emotividade abençoada de nosso encontro fraterno, transmitimos a vós outros, tanto quanto transmitimos a nós mesmos, a mensagem de Fabiano de Cristo, o apóstolo da caridade, em favor de nós todos nesta manhã de confraternização e de luz.

“Filhos, é preciso sofrer para auxiliar. Outra não foi a Doutrina de Jesus e a conduta de Jesus para enriquecer-nos com o Seu Infinito Amor”. Estendamos as nossas mãos uns aos outros e que o Senhor nos inspire e nos abençoe.

Pelo Espírito Bezerra de Menezes
Do livro: União Em Jesus
Médium: Francisco Cândido Xavier - Espíritos Diversos

31 julho 2012

O Alcoolismo - Victor Hugo


O Alcoolismo

Sem nos determos no exame dos fatores sócio-psicológicos causais do alcoolismo generalizado, de duas ordens são as engrenagens que o desencadeiam, - observado o problema do ponto de vista espiritual.

Antigos viciados e dependentes do álcool, em desencarnando não se liberam do hábito, antes sofrendo-lhe mais rude imposição.

Prosseguindo a vida, embora a ausência do corpo, os vícios continuam vigorosos, jungindo os que a eles se aferraram a uma necessidade enlouquecedora. Atônitos e sedentos, alcoólatras desencarnados se vinculam às mentes irresponsáveis, de que se utilizam para dar larga à continuação do falso prazer, empurrando-os, a pouco e pouco, do aperitivo tido como inocente ao lamentável estado de embriaguez.

Os que lhes caem nas malhas, tornam-se, por isso mesmo, verdadeiros recipientes por meio dos quais absorvem os vapores deletérios, caindo, também, em total desequilíbrio, até quando a morte advém à vítima, ou as Soberanas Leis os recambiam à matéria, que padecerá das dolorosas injunções constritoras que lhe impõe o corpo perispiritual...

Normalmente, quando reencarnados, os antigos viciados recomeçam a atividade mórbida, servindo, a seu turno, de instrumento do gozo infeliz, para os que se demoram na Erraticidade inferior...

Outras vezes, os adversários espirituais, na execução de uma programática de desforço pelo ódio, induzem os seus antigos desafetos à iniciação alcoólica, mediante pequenas doses, com as quais no transcurso do tempo os conduzem à obsessão, desorganizando-lhes a aparelhagem físio-psíquica e dominando-os totalmente.

No estado de alcoolismo faz-se muito difícil a recomposição do paciente, dele exigindo um esforço muito grande para a recuperação da sanidade.

Não se afastando a causa espiritual, torna-se menos provável a libertação, desde que, cessados os efeitos de quaisquer terapêuticas acadêmicas, a influência psíquica se manifesta, insidiosa, repetindo-se a lamentável façanha destruidora...

A obsessão, através do alcoolismo, é mais generalizada do que parece.

Num contexto social permissivo, o vício da ingestão de alcoólicos torna-se expressão de status, atestando a decadência de um período histórico que passa lento e doído.

Pelos idos de 1851, porque enxameassem os problemas derivados da alcoolofilia, Magno Huss realizou, por vez primeira, um estudo acurado da questão, promovendo um levantamento dos danos causados no indivíduo e alertando as autoridades para as conseqüências que produz na sociedade.

Os que tombam na urdidura alcoólica, justificam-lhe o estranho prazer, que de início lhes aguça a inteligência, faculta-lhes sensações agradáveis, liberando-os dos traumas e receios, sem se darem conta de que tal estado é fruto das excitações produzidas no aparelho circulatório, respiratório com elevação da temperatura para, logo mais produzir o nublar da lucidez, a alucinação, o desaparecimento do equilíbrio normal dos movimentos...

Inevitavelmente, o viciado sofre uma congestão cerebral intensa ou experimenta os dolorosos estados convulsivos, que se tornam perfeitos delírios epilépticos, dando margem a distúrbios outros: digestivos, circulatórios, nervosos que podem produzir lesões irreversíveis, graves.

A dependência e continuidade do vício conduz ao delirium tremens, resultante da cronicidade do alcoolismo, gerando psicoses, alucinações várias que culminam no suicídio, no homicídio, na loucura irrecuperável.

Mesmo em tal caso, a constrição obsessiva segue o seu curso lamentável, já que, não obstante destrambelhadas as aparelhagens do corpo, o espírito encarnado continua a ser dominado pelos seus algozes impenitentes em justas de difícil narração...

Além dos danos sociais que o alcoolismo produz, engendrando a perturbação da ordem, a queda da natalidade, a incidência de crimes vários, a decadência econômica e moral, é enfermidade espiritual que o vero Cristianismo erradicará da Terra, quando a moral evangélica legítima substituir a débil moral social, conveniente e torpe.

Ao Espiritismo cumpre o dever de realizar a psicoterapia valiosa junto a tais enfermos e, principalmente, a medida preventiva pelos ensinos corretos de como viver-se em atitude consentânea com as diretrizes da Vida Maior.

Victor Hugo (espírito)
Psicografa de Divaldo Franco
Livro: Calvário de Libertação

30 julho 2012

Tens Estudado?- Camilo


TENS ESTUDADO?

É do costume ocidental perguntar em demasia e meditar pouquíssimo.

Uma ansiedade por respostas prontas, absolutas, que possam servir a todas e quaisquer situações, parece tomar conta das pessoas.

Pouco se cogita de formar uma ordem de concepções e de ideias, com base não só no material intelectual coletado de textos variados, de falas valorosas, mas, tudo isso apoiado em claras reflexões desenvolvidas ao longo do tempo, capacitando o indivíduo ao amadurecimento dos seus argumentos, das suas decisões, da sua vida.

É, daí, importantíssimo o ato de estudar e de estudar-se, com o fim de melhor situar-se o indivíduo no campo da lucidez.

Tens estudado? Ou segues conformado com as possibilidades de perguntar isso e aquilo a fulano ou a beltrano?

Não podemos desprezar o valor da pergunta didática, do questionamento científico ou da indagação filosófica. O que não deveremos aplaudir ou alimentar é esse gosto irrefletido de interrogar por interrogar, sem nenhuma coragem de mergulhar nos vastos oceanos do conhecimento formalizado pelas diversas áreas do conhecimento humano, que permite sistematizar as informações, recrutando-as dos pesquisadores mais respeitáveis, evitando amarrar-se a teias de opiniões de pessoas que, muitas vezes, acham-se inseguras para darem respostas, mas dão-nas mesmo assim aos conformados e inveterados perguntadores.

Estuda, pois, e estuda muito.

Na esfera dos conhecimentos espíritas, que desvendam realidades do mundo invisível para que se façam informadas as criaturas, encontrarás formidáveis conteúdos, imbatíveis argumentações, avultada claridade, alicerçados em pujante lógica, capazes, assim, de tornarem onusta de bênçãos de saber a tua intimidade sequiosa de verdades, aquelas verdades que o mundo já pode suportar.

Pergunta, sim. Mas, não te conformes com isso. Alevanta-te desse desastroso comodismo; ergue-te dessa inércia para o autoaprimoramento; lança-te aos textos, analisa os contextos, elabora teus raciocínios e discute-os, amadurecidamente, podando as arestas e firmando posições sempre abertas às complementações, aos enriquecimentos aos quais a tua continuada e feliz inquietação intelectual deverá conduzir-te.

Do “Revelações de Luz”
De J. Raul Teixeira
Pelo Espírito Camilo

29 julho 2012

Processos Obsessivos - Victor Hugo


PROCESSOS OBSESSIVOS

Afirmamos que os processos obsessivos são meticulosamente planejados e que, na trama dos acontecimentos humanos, sempre há a acção das mentes desencarnadas; a que protegem e guiam a Humanidade, como aquelas que conspiram contra o bem estar do homem. Não restam dúvidas quanto à vitória final dos construtores dos povos e do homem integral, pela vinculação mantida com a Divindade que os inspira e, a seu turno, os conduz.

Os outros, os que ainda se estribam na violência, recebem, igualmente, os nobres impulsos para a perfeição, demorando-se nos propósitos inferiores, enquanto lapidam as arestas e adquirem as experiências da razão e da intuição, liberando-se das altas cargas das sensações e paixões animalizantes, que os asselvajam.

Lamentável é. a falta de siso dos espiritualistas e geral e de alguns espiritistas em particular, porque, informados da sobrevivência fio Espírito ao túmulo, bem como da sua preexistência ao berço e das naturais interferências que consegue nas actividades humanas, não se consciencializam em definitivo, assumindo uma atitude mental e moral que os precate, os imunize contra a agressão desses infelizes espirituais, cuja psicosfera que produzem de par com as emanações dos seus obsessos, gera a poluição mental que vem vitimando milhões de incautos em trânsito pelo mundo.

Nos seus variados processos- de perseguição, utilizam-se das horas do repouso físico aos seus desafectos do passado ou antagonistas do presente, a fim de os surpreenderem, no parcial desdobramento pelo sono, atemorizando-os, quando não os conseguem conduzir aos antros de sombra onde vivem, exaurindo-lhes as resistências pela insidiosa e constante vigilância, mediante absorção vampirizante, com que impossibilitam o repouso necessário ao equilíbrio físico e à harmonia mental.

Aparecem-lhes com aspecto pavoroso, assumindo personificações bizarras de demónios com figurações além das mais férteis imaginações, produzem hipnoses de profundidade, instalam matrizes nos centros cerebrais - onde se encontram os registros psíquicos das dívidas e erros -, que desconectam a pouco e pouco, mediante pertinaz perseverança...

...E os pesadelos atormentam os futuros obsessos, infligindo-lhes pavores à hora do sono. desanimando-os nos processos de paz.

Somente as acções da beneficência, a vigilância nos actos morais, a prece ungida de fervor constituem antídotos a tais estratégias do mal, por situarem o espírito que se enobrece em faixa vibratória superior, inacessível às suas interferências, proporcionando uma sintonia com as mentes engrandecidas dos Instrutores e Guardiães da criatura humana.

Enquanto não se consiga uma conscientização geral, através da educação espiritual do ser, feita nas bases e métodos da razão, do esclarecimento e do amor, a Terra e a sua quase totalidade de habitantes sofrerão os revezes da própria incúria. até quando ao Senhor aprouver mudar as estruturas vigentes através de metodologias outras que nos escapam ao entendimento.

Victor Hugo (espírito)
Psicografa de Divaldo Franco
Livro: Calvário de Libertação

28 julho 2012

Não Violentes - Miramez


NÃO VIOLENTES

Não deves violentar o que for tocado por ti, em nenhuma circunstância.

Procura estudar todos os casos com que te defrontas em teus caminhos, pois todos eles têm soluções nas pautas das tuas atividades.

Na forja dos teus pensamentos, não devem existir agressões.
A mente é, pois, um terreno sensível onde os cuidados não podem faltar.
Sê parcimonioso nos tratos com as tuas próprias ideias.

O campo de força mental é divisível em equações inumeráveis que a própria

ciência desconhece na atualidade. Tal sabedoria não passa desapercebida pelos grandes

místicos. Eles são familiarizados com a gênese dos pensamentos e as formações das ideias.

O que se torna difícil para um iniciante nos corredores da mente, eles alcançam com facilidade, arrancando, pela raiz, os sentimentos indesejados que, por vezes, queiram brotar na profundidade do ser.

O sábio, na originalidade do santo, trabalha sem participação agressiva dos sentimentos inferiores e busca condições em si mesmo para a paz de muitos.
A violência é produto da ignorância.
Todo espírito incapacitado para tais ou quais trabalhos internos alia-se à violência, agredindo quem quer que seja, mostrando que tem, sem perceber, o pior.

O espírito superior não se ofende com ataques exteriores.
Ele comunga sempre com a paz de consciência, sem impor condições a ninguém.
Ajuda em silêncio a todas as criaturas na libertação de cada uma.

A alma que ama sem exigências não maltrata a quem quer que seja.
Conhece a evolução de cada coisa e de cada um, respeitando seus direitos e dando-lhes forças para cumprirem seus deveres.
O escandaloso é aluno das trevas e veste a roupagem das sombras, de fácil identificação.
O ser de bem é educado e faz questão da autodisciplina em todos os seus atos.

Procura a vida reta, sem agredir os que ainda não salientaram virtudes, sem a algazarra da vaidade e sem a prepotência do orgulho.
Quem deseja mostrar aos outros o que é, aquilo que está conquistando de bom, ainda não se cientificou das leis de comportamento, porque quem prega a própria conquista, na realidade duvida dela.
A quem já alcançou a graça do perdão, basta viver perdoando, sem pensar em anunciar isso, porque a natureza se encarrega do reconhecimento e Deus sabe ler em silêncio o que cada um está fazendo na vida.
A mentira que forjamos sobre nossas falsas virtudes nos deixa um saldo de inquietação, frustrando nosso comportamento.
Jesus já dizia: ... que a vossa mão esquerda não saiba o que faz a vossa mão direita...

Nas linhas da iniciação cristã, somente quem não compreende ,são os cegos e surdos de entendimento.
Não violentes teu companheiro impondo a ele tuas ideias.
O exemplo é escola suave que modela a fraternidade de acordo com a criatura e o silêncio agrada a todos, quando é aproveitado com amor.
A agressividade nasce dos distúrbios dos sentimentos e da desarmonia do coração.

Sê benevolente e manso, cordial e prestativo, que vestirás a roupagem da paz, distribuída pelas leis de Deus, que palpitam no coração do Universo.

Miramez
Médium: João Nunes Maia

27 julho 2012

Sob Limites - Joanna de Ângelis


SOB LIMITES

O dia pujante, marcha para o ocaso.
O ano, de largos dias, não excede um minuto na ampulheta do tempo.
A existência física, mesmo duradoura, não logra evitar a morte.
Tudo, na Terra, são limites.
Só a vida em plenitude permanece, mergulhando e liberando-se dos envoltórios transitórios de que se reveste, para as transformações e avanços na fatalidade da perfeição que busca e alcançará.

*

Nunca te suponhas indene aos acontecimentos dos processos da evolução.
Embrulha-te nos tecidos da humildade e avança, trabalhando sem cansaço.
Conserva o otimismo em tuas realizações, mesmo quando os céus da tua experiência estejam nublados por espessas sombras de dificuldades.
Quem receia agir no bem, entorpece as resistências da realização.

*

A prepotência age para a loucura.
A presunção atua para o desequilíbrio.
Só o amor, calcado no interesse pelo próximo, logra produzir para a Vida.

*

Instado a edificar o bem, onde estejas, não postergues a oportunidade.
Não conseguindo o desiderato, evita lamentar o esforço despendido.
A rosa aromatiza o ar; quantos se inebriam, preferem o aroma. Sê tu a rosa.
Todos bendizem o ar balsâmico da Natureza que os refrigera e agrada. Sê tu a brisa abençoada.
Na ambiência da tranquilidade, todos anelam por fruí-la. Sê tu quem a propicia.
Melhor ensejar ventura do que gozá-la.

*

Recorda Jesus, que tudo investiu em amor, para, mesmo sofrendo, ensinar o homem a ser feliz, não ultrapassando os deveres e submetendo-se, Ele, que é o nosso apoio às limitações do mundo, onde, por enquanto, nos encontramos a crescer e a evoluir.

Livro: Alerta
Divaldo P. Franco por Joanna de Ângelis


26 julho 2012

Problemas no Matrimônio - Joanna de Ângelis


PROBLEMAS NO MATRIMÔNIO

À exceção dos casos de relevantes compromissos morais, o matrimônio, na Terra, constitui abençoada oportunidade redentora a dois, que não se pode desconsiderar sem gravames complicados.

Em toda união conjugal as responsabilidades são recíprocas, exigindo de cada nubente uma expressiva contribuição, a benefício do êxito de ambos, no tentame encetado.

Pedra angular da família - o culto dos deveres morais -, a construção do lar nele se faz mediante as linhas seguras do enobrecimento dos cônjuges, objetivando o equilíbrio da prole. Somente reduzido número de pessoas, se prepara convenientemente, antes de intentar o consórcio matrimonial; a ausência desse cuidado, quase sempre, ocasiona desastre imediato de conseqüências lamentáveis.

Açulados por paixões de vária ordem, que se estendem desde a atribuição sexual aos jogos dos interesses monetários, deixam-se colher por afligentes desvarios, que redundam maior débito entre os consorciados e em relação à progenitura...

Iludidos, face aos recursos da atual situação tecnológica, adiam, de início, o dever da paternidade sob justificativas indébitas, convertendo o tálamo conjugal em recurso para o prazer como para a leviandade, com que estiolam os melhores planos por momento acalentados.

Logo despertam, espicaçados por antipatias e desajustes que lhes parecem irreversíveis, supõem que somente a separação constitui fórmula solucionadora quando não derrapam nas escabrosidades que conduzem aos lúgubres crimes passionais.

Com a alma estiolada, quando a experiência se lhes converteu em sofrimento, partem para novos conúbios amorosos, carregando lembranças tormentosas, que se transformam em pesadas cargas emocionais desequilibrantes.

Alguns, dentre os que jazem vitimados por acerbas incompreensões e anseiam refazer o caminho, se identificam com outros espíritos aos quais se apegam, sôfregos, explicando tratar-se de almas gêmeas ou afins, não receando desfazer um ou dois lares para constituir outro, por certo, de efêmera duração.

Outros, saturados, debandam na direção de aventuras vis, envenenando-se vagarosamente.

Enquanto a juventude lhes acena oportunidades, usufruem-nas, sem fixações de afeto, nem intensidade de abnegação. Surpreendidos pela velhice prematura, que o desgaste lhes impõe, ou chegados à idade do cansaço natural, inconformam-se, acalentando pessimismo e cultivando os resíduos das paixões e mágoas que os enlouquecem, a pouco e pouco.

*

O amor é de origem divina. Quanto mais se doa, mais se multiplica sem jamais exaurir-se.

Partidários da libertinagem, porém, empenham-se em insensata cruzada para torná-lo livre, como se jamais não o houvera sido. Confundem-no com sensualidade e pensam convertê-lo apenas em instinto primitivo, padronizado pelos impulsos da sexualidade atribulada.

Liberdade para amar, sem dúvida, disciplina para o sexo, também. Amor é emoção, sexo sensação.

Compreensivelmente, mesmo nas uniões mais ajustadas, irrompem desentendimentos, incompreensões, discórdias que o amor suplanta.

O matrimônio, desse modo, é uma sociedade de ajuda mútua, cujos bens são os filhos - Espíritos com os quais nos encontramos vinculados pelos processos e necessidades de evolução.

Pensa, portanto, refletindo antes de casar. Reflexiona, porém, muito antes de debandar, após assumidos os compromissos.

As dúvidas projetadas para o futuro sempre surgem em horas inesperadas com juros capitalizados. O que puderes reparar agora não transfiras para amanhã. Enquanto luz tua ensancha, produze bens valiosos e não te arrependerás.

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Tendo em vista a elevação do casamento, Jesus abençoou-o em Caná com a Sua presença, tomando-o como parte inicial do Seu ministério entre os homens.

E Paulo, o discípulo por excelência, pensando nos deveres de incorruptibilidade matrimonial, escreveu, conforme epístola número 5, aos Efésios, nos versículos 22 e 25: "as mulheres sejam sujeitas a seus maridos, como ao Senhor... Assim também devem os maridos amar a suas mulheres como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo". Em tão nobre conceito não há subserviência feminina nem pequenez masculina, antes, ajustamento dos dois para a felicidade no matrimônio.

Joanna de Ângelis, da obra "Celeiro de Bênçãos"
Psicografia de Divaldo Pereira Franco


25 julho 2012

Reparação - Emmanuel


REPARAÇÃO

Na Terra, muitas vezes, aguardamos a passagem da desencarnação para o ingresso ao paraíso, esquecendo na vizinhança a oportunidade de construir o Céu pela implantação da verdadeira fraternidade.

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Em muitas ocasiões, suspiramos pela presença dos anjos recusando os mais ínfimos exercícios de compaixão e bondade, a benefício de outrem.

*

Habitualmente, rogamos o amparo divino, sem ceder um milímetro de nosso conforto humano e, quase sempre, reclamamos a bênção dos instrutores espirituais cerrando a porta de nossas almas aos que nos suplicam entendimento e perdão.

*

É imprescindível, porém, recordar que ninguém precisa morrer na carne para ressurgir na atitude.

*

O sol renascente, cada manhã, ensina-nos, em silêncio, que a vida começa todos os dias e que em todos os dias é possível refazer o destino pela reparação voluntária de nossos próprios erros.

*

Aprendamos a fazer luz no íntimo de nós mesmos, através do estudo nobre e a corrigir nossos males pelo serviço do bem constante.

*

Saibamos edificar, segundo o amor claro e simples, e perceberemos, em cada instante, o nosso ensejo de cooperar em favor dos outros.

*

Dispõe a semelhante mister e não encontrarás no campo em que jornadeias senão companheiros de esperança e de luta, mendigando-te o coração.

Enxameiam aqui e ali, aflitos e desditosos, ainda mesmo quando se te afigurem dominados de orgulho ou envilecidos na vaidade.

Não lhe agraves a dor estendendo as sombras que lhes obscurecem as horas.

*

Foge à reprovação que aniquila, evita o sarcasmo que envenena, esquece a exigência que desfigura e abstém-te da acusação que vergasta...

*

Lembra-te de que a todos nós cabe o dever do auxílio para que sejamos auxiliados.

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E, reparando, incessantemente, o mal que outrem provoque, estarás restaurando o próprio caminho que, limpo e renovado, deixará passar, em teu socorro, a luz do bem eterno, de que ninguém prescinde na ascensão para Deus.
De Confia e Segue
De Francisco Cândido Xavier
Pelo Espírito Emmanuel

24 julho 2012

Mãos Benditas - Maria Dolores


MÃOS BENDITAS

Escuta-nos, Senhor,
Na luz do Lar Celeste!
Desejamos, Jesus, agradecer-te
As mãos benditas que nos deste!
Aquelas mãos sublimes
Que nos entreteceram o berço
Entre as forças do mundo,
Que fizeram escolas,
Aquelas que tornaram nossos dedos,
Revestidas por ti de amor terno e profundo
A fim de penetrarmos nos segredos
Das palavras e letras da instrução...

As que encontramos no caminho,
Quando a sombra da mágoa nos alcança
E acendem para nós com simpatia
O facho da esperança.
Aquelas que nos trazem,
Ao sol do dia-a-dia,
Exemplos de trabalho.
As que cavam a terra,
Muita vez suportando espinhos agressores
E vibram de alegria
Ao vê-la transformar-se em celeiro de flores!

As que fazem o pão,
As que costuram vestes multiformes,
Cobertura e agasalho,
Aquelas que nos dão
A bênção da limpeza,
As que buscam nos dons da Natureza,
Quantas vezes, cansadas de lutar,
Os recursos da vida
Que nos erguem o lar...

As que socorrem os doentes,
As que se inclinam para os sofredores,
Em recintos de angústia, lares e hospitais,
Que afagam companheiros indigentes
Ou que protegem pobres pequeninos
Revelando desvelos maternais!

As que orientam para a ordem,
Garantindo a justiça e a segurança,
As que escrevem bondade, educação, beleza,
Em que a estrada se eleva e a mente se aprimora,
Criando, mundo afora,
Idéias de otimismo, reconforto,
Das quais se estende a luz de surpresa em surpresa...

Aquelas que se humilham quais violetas
E, revolvendo o pó,
Levantam nosso irmão ou nossa irmã
Caídos nas sarjetas
Ou no esgoto comum,
De coração dizendo a cada um:
– “Você não está só”.

As que foram batidas
Por críticas mordazes
E prosseguem agindo como fazes,
Retribuindo o mal com o bem;
As que ajudam e passam
Sem ferir a ninguém...

Benditas sejam elas
Todas as mãos, Senhor, que procuram servir,
– Exército de estrelas a buscar-te,
Edificando, em toda parte,
O Reino do Porvir.

E agradecendo-as, rogo-te, Jesus:
Toma-me as mãos vazias,
Faze-me trabalhar
Em todos os meus dias!
E porque me conheça
Tão pobre quanto sou,
De revés em revés,
Sem nem mesmo poder

Aspirar, ante os séculos futuros,
À sublime ventura,
Anseio conquistar a posição
Da serva que se esqueça
Nas tarefas de amor que o teu amor reparte.
E, a despeito de minha imperfeição,
Frágil, errada e inculta, quero dar-te
Meu próprio coração.


Pelo Espírito Maria Dolores
Do livro: Diálogo dos Vivos
Médium: Francisco Cândido Xavier e J. Herculano Pires

23 julho 2012

Ação – Bondade - Joanna de Ângelis


Ação – Bondade

A cobrança da gratidão diminui o valor da dádiva.

O bem não tem preço, pois que, à semelhança do amor, igualmente não tem limite.

Quando se faz algo meritório em favor do próximo aguardando recompensa, eis que se apaga a qualidade da ação, em favor do interesse pessoal grandemente pernicioso.

O Sol aquece e mantém o planeta sem qualquer exigência.

A chuva abençoa o solo e o preserva rico, em nome do Criador, sustentando os seres e se repete em períodos ritmados, não pedindo nada.

O ar, que é a razão da vida, existe em tão harmonioso equilíbrio e discrição, que raramente as criaturas se dão conta da sua imprescindibilidade.

*

Faze o bem com alegria e, no ato de realizá-lo, fruirás a sua recompensa.

Ajuda a todos com naturalidade, como dever que te impões, a favor de ti mesmo, e te aureolarás de paz.

Se estabeleces qualquer condição para ajudar, desmereces a tua ação, empalidecendo-lhe o valor.
Une-te ao exército anônimo dos heróis e apóstolos da bondade.

Ninguém te saberá o nome, no entanto o pensamento dos beneficiados sintonizará com a tua generosidade estabelecendo elos de ligação e segurança para a harmonia no mundo.

Os que se destacam na ação comunitária e são aplaudidos, homenageados, sabem que, sem as mãos desconhecidas que os ajudam, coisa alguma poderiam produzir.

Assim, os benfeitores verdadeiros são os da retaguarda e não os que brilham nos veículos da Comunicação.

Aproveita o teu dia e vai semeando auxílios, esparzindo bondade de que esteja rica a tua vida, e provarás o licor da alegria na taça da felicidade de servir.


Pelo Espírito Joanna de Ângelis
Divaldo Pereira Franco - Livro: Episódios Diários