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10 abril 2022

Guerra - Eduardo Battel


GUERRA

A Humanidade ao longo de sua história já passou por inúmeras guerras e, atualmente, grande parte do mundo fica triste e apreensiva pela guerra da Rússia e Ucrânia. Em uma guerra, principalmente se forem usadas armas nucleares ou de destruição em massa, não existe um vencedor, todos serão perdedores.

O que a Doutrina Espírita nos fala sobre a guerra? A questão número 742 de O Livro dos Espíritos nos explica: “Qual a causa que leva o homem à guerra? Resposta: Predominância da natureza animal sobre a natureza espiritual e satisfação das paixões. No estado de barbárie, os povos só conhecem o direito do mais forte, daí por que, para eles, a guerra é um estado normal. À medida que o homem progride, a guerra se torna menos frequente, porque ele evita suas causas. E, quando se torna necessária, sabe fazê-la com humanidade”.

O mundo teve uma evolução tecnológica muito grande, principalmente nas últimas décadas, porém, ela nem sempre é acompanhada de uma evolução moral por parte de algumas pessoas. Assim, temos indivíduos com um conhecimento técnico muito grande, mas que fazem mau uso dele, tomando decisões muito erradas do ponto de vista moral. André Luiz nos fala através da mediunidade de Chico Xavier no livro Nosso Lar: “Infelizes dos povos que se embriaguem com o vinho do mal; ainda que consigam vitórias temporárias, elas servirão somente para lhes agravar a ruína, acentuando-lhes as derrotas fatais. Quando um país toma a iniciativa da guerra, encabeça a desordem da Casa do Pai, e pagará um preço terrível”.

A guerra nunca será o caminho preferido pela Espiritualidade Superior, que sempre se esforça em tentar evitá-la. Ela orienta os seus causadores, através do pensamento, a não seguirem por esse caminho equivocado. Porém, todos temos o livre-arbítrio e a decisão final é sempre de cada um. A guerra é somente a preferência do homem pela força à razão. A questão número 745 de O Livro dos Espíritos nos mostra: “Que se deve pensar daquele que promove a guerra em benefício próprio? Resposta: Esse é o verdadeiro culpado. Precisará de muitas existências para expiar todos os assassínios dos quais foi a causa, pois responderá por cada homem cuja morte tenha causado para satisfazer à sua ambição”.

E sobre as pessoas que são obrigadas a participarem de uma guerra, muitas vezes contra a sua vontade? E se elas, durante a batalha, se virem sem outra opção a não ser tirar a vida uma ou mais pessoas, que são seus semelhantes? Ela será realmente culpada perante a Consciência Universal? A questão número 749 de O Livro dos Espíritos no esclarece: “O homem é culpado pelos assassínios que comete durante a guerra? Resposta: Não, quando ele é constrangido pela força; mas é culpado pelas crueldades que cometa, e ser-lhe-á levado em conta o sentimento de humanidade”. Concluímos, dessa forma, que o assassinato em si não é o problema numa situação de guerra e sim qual a intenção por trás daquele ato. Se foi praticado com crueldade e/ou prazer ou se foi praticado pela simples necessidade de sobrevivência.

Até quando haverá guerra em nosso planeta? Kardec nos esclarece na questão número 743 de O Livro dos Espíritos: “A guerra desaparecerá, algum dia, da face da Terra? Resposta: Sim, quando os homens compreenderem a justiça e praticarem a lei de Deus; então, todos os povos serão irmãos”. Quando todos tivermos consciência que não existem diferenças entre as pessoas, que somos seres universais, filhos do mesmo Pai e praticarmos o amor que nosso modelo e guia Jesus Cristo tanto nos ensinou, então não haverá mais guerra. Emmanuel nos disse: “O mau permanecerá na Terra até que o amor tome posse dos corações dos homens”.

E nós aqui no Brasil, que estamos distantes do conflito e não participamos diretamente dele, o que devemos fazer? Temos que manter a confiança em Deus, sabendo que ele nunca nos abandona. Tenhamos fé, mantendo um padrão vibracional de amor, emitindo bons pensamentos para todos que estão sofrendo com essa terrível guerra, desejando que eles tenham forças para passar por essa situação muito difícil.
 

Eduardo Battel
Fonte: Agenda Espírita Brasil


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