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25 abril 2022

Nossos Filhos e o Carnaval - Flávio de Oliveira

 
NOSSOS FILHOS E O CARNAVAL

Ao contrário da famosa frase de Caetano Veloso – “Atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu” – a frase “Atrás do trio elétrico também vai quem já morreu” não tem uma autoria conhecida, mas com certeza já está bastante difundida no movimento espírita quando queremos falar da questão do carnaval e suas consequências.

Ela nos lembra que no meio da folia onde, via de regra, as pessoas vão para extravasar, há sempre a companhia de espíritos inferiores que, por já estarem desencarnados, buscam se aproximar dos encarnados para satisfazerem suas necessidades de reviver as sensações e prazeres que não mais conseguem usufruir.

Nesses momentos, nos lembra Richard Simonetti em um dos seus famosos “Pinga Fogo” que “Os foliões renunciam, momentaneamente, às conquistas da civilização e retornam à taba” e, dessa forma, se envolvem em situações que, em muitos casos, vão lhes trazer consequências indesejadas tanto físicas quando morais.

Muitas pessoas insistem que o que vale é a sintonia e que se estivermos com nobres propósitos e pensamentos elevados não haveria problema algum em participar dos festejos carnavalescos. Também aqui recorro ao mesmo texto de Richard Simonetti onde ele diz: “Poderia também entrar no salão com o evangelho na mão. Entretanto, com semelhante disposição dificilmente encontraria prazer no carnaval”.

Mas aí vem a grande questão: haveria problema em levarmos nossos filhos nas matinês e deixá-los participar da folia? Afinal lá não haveria, em teoria, bebidas, drogas nem comportamento lascivo…

Para responder a esta pergunta, devemos primeiro nos lembrar que a infância é o principal período para a educação do espírito e é responsabilidade dos pais acompanhar seu desenvolvimento, estimulando as boas tendências e corrigindo os impulsos mal direcionados que ele já traz de outras existências. Dessa forma vamos lhes oferecendo estímulos superiores e ideais nobres, os auxiliando a se tornarem pessoas melhores.

Nesse período os pais são os responsáveis pela referência dos valores morais para seus filhos e ensinam, principalmente através do exemplo, aquilo o que é certo e errado.

Então, se já temos a noção de que os festejos carnavalescos não trazem nada de bom para nosso desenvolvimento moral, qual o motivo de oferecermos esse tipo de “lazer” aos nossos filhos? Como vamos orientá-los quando estiverem maiores sobre o que realmente é o carnaval se desde pequenos os incentivamos a participar?

Relembremos então Emmanuel no livro “O Consolador”, questão 109 quando ele nos diz: O período infantil é o mais sério e o mais precioso à assimilação dos princípios educativos. Passada a época infantil, os processos de educação moral, que formam o caráter, tornam-se mais difíceis com a integração do espírito em seu mundo orgânico material e, atingida a maioridade, se a educação não se houver feito no lar, então só o processo violento das provas rudes no mundo, pode renovar o pensamento e a concepção das criaturas.”

Sejamos sábios ao educar

Buscando agir desde cedo

Sendo próximos e amigos

Mas corrigindo sem medo

Flávio de Oliveira
Fonte:
Agenda Espírita Brasil
 
Nota do autor:
 
Coluna – Evangelização Infantil, Texto – Fevereiro/22.


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