DESAFIOS DA FÉ
A
sociedade hedonista atual, vinculada ao consumismo exorbitante, no qual
parece encontrar segurança em relação aos conflitos existenciais,
mantém atávica resistência a todas e quaisquer expressões de fé
religiosa, buscando mecanismos de fuga da realidade, como afirmação de
liberdade de expressão e de autorrealização.
Nada
obstante, avança em desabalada correria para as fugas psicológicas,
tombando, não poucas vezes, no vazio existencial, na depressão ou no
consumo do álcool, do tabaco, das drogas ilícitas, dos alucinógenos e
dos desvios de comportamento sexual.
As
castrações decorrentes das religiões ortodoxas do passado prosseguem
afligindo-a de tal forma, que a simples lembrança de qualquer expressão doutrinária
indu-la ao pensamento das imposições asselvajadas dos regimes políticos
ditatoriais, ou quando se referem ao Espírito, ressuma inconsciente
aversão, decorrente dos abusos da fé arbitrária dos tempos recuados.
Pensa-se
unicamente em viver-se as comodidades defluentes da tecnologia e das
ciências, sem dúvida, portadoras de valores inestimáveis, mas nem por
isso, únicas proporcionadoras de harmonia e de completude.
O
ser humano renasce para a conquista da autoconsciência, para a
superação dos arquétipos perturbadores que lhe permanecem no
inconsciente impondo diretrizes de libertação que mais o afligem.
O
prazer tornou-se o novo deus, substituindo os deuses de outrora, e os
ases dos esportes, do cinema, da televisão, do poder, dos divertimentos,
das fantasias, tornam-se inspiração para as buscas atormentadoras,
gerando mais conflitos que se tornam epidêmicos.
Eles próprios, os novos centuriões e gladiadores do Panis et circenses
da velha Roma, desfilam nos carros da alucinação e da glória de um dia,
logo substituídos por outros mais audaciosos, inumeráveis deles, porém,
portadores de graves transtornos psicológicos e psiquiátricos, que se
opõem à ordem, à beleza, à estesia, celebrizando-se pelas alucinações e
agressões que lhes retratam a violência e o desconforto interno.
Pergunta-se: - Para onde segue a sociedade?
Os
padrões éticos destroçam-se nas aventuras chocantes e desastrosas em
que malogram os novos programadores dos destinos, dando lugar a
tragédias contínuas, à violência e à degradação dos costumes.
A
juventude, sem a assistência da família, opta pelo aproveitamento do
tempo para o desordenado jogo do prazer, especialmente quando os pais
imaturos competem com os filhos nos seus campeonatos de insensatez,
entregando-se à exaustão dos vícios, perdendo a infância que cede lugar
ao amadurecimento precoce, invariavelmente resultado da necessidade de
competir desde muito cedo com os mais velhos, aproveitando-se das
oportunidades que lhes chegam...
Os
tormentos sexuais instalam-se-lhes prematuramente e as experiências
dessa natureza sucedem-se, sem qualquer controle, atingindo níveis de
elevada frustração e de desencanto.
Sem
o amparo do lar, os jovens formam clãs primitivos, fogem para as ruas
do desgoverno social, entregando-se, na sua ignorância, curiosidade e
inexperiência a toda sorte de sensações apressadas.
Certamente,
existem exceções enobrecedoras, que mantêm o equilíbrio social e
trabalham pelo progresso com elevados sentimentos morais.
Referimo-nos,
porém, à devastadora cultura newtoniana e cartesiana estruturada no
conceito da matéria, cuja máquina expressa na organização física dos
seres de todas as espécies, demanda ao aniquilamento, em razão do
desconserto de suas peças.
Como
efeito, somente apresenta validade o que pode ser apalpado, medido,
programado, exatamente no momento quando as conquistas da tecnologia
avançada oferecem à reflexão o bóson de Higgs, o mapeamento do
DNA ou código da vida, a visão do universo com os seus bilhões de
galáxias, induzindo o pensamento a uma Causalidade não física ou a uma assinatura de Deus nas expressões mais extraordinárias da energia.
A
alucinação pelo conforto, no entanto, sempre transitório e frustrante,
em razão da sua fugacidade, que logo exige novas expressões mais fortes,
deixa o indivíduo distante dessas referências que induzem ao
aprofundamento da mente nas causas da vida e no seu significado,
mantendo-o iludido quanto ao sentido da sua existência planetária que,
não sendo interrompida pela morte, para ela ruma...
Desse
modo, quando as forças físicas e mentais, emocionais e estruturais do
corpo diminuem com o advento das enfermidades inevitáveis e da velhice, a
amargura, a revolta ou o desespero mais se insculpem no âmago do
indivíduo, que não se conforma com o aniquilamento, nem a perda dos
recursos propiciatórios dos gozos, agora, mais difíceis...
Para todos os seres humanos, entretanto, existe o Espiritismo com as suas portentosas demonstrações positivistas
em torno da sobrevivência do ser real, em torno do mundo legítimo e
causal, da programática existencial no cômputo das leis universais
perfeitas, elaboradas pela inteligência suprema e causa primeira de todas as coisas, que é Deus.
Aos
espíritas cabe a desafiadora tarefa de apresentar a fé raciocinada e
lógica legada pela codificação do Espiritismo, de maneira a enfrentar o
materialismo nos seus significativos estertores, de maneira a atender a
grande massa humana aturdida por haver perdido o rumo religioso na
neblina da ignorância e do dogmatismo.
Observando-se
o interesse dos astrofísicos em constatar a probabilidade de vida em
outros planetas ou quaisquer outros astros do Universo, qual ocorre com
as extraordinárias análises do solo de Marte, ora estudado pelo jipe
robô Curiosity, deve o ser humano reflexionar em torno da vida
de maneira mais grave e não superficialmente com indiferença qual vem
ocorrendo com a quase generalidade.
Breve
meditação em torno do ser existencial e logo chega-se à conclusão do
sentido da vida na Terra, do seu magnífico programa educacional e de
desenvolvimento da divina fagulha de que se constitui,
despertando-se para os valores éticos e os objetivos reais,
proporcionadores da harmonia interior e do equilíbrio dos sentimentos
com a razão.
A
existência terrena é mais do que um licor ou fel para serem tragados
pela imposição nefasta do acaso ou do destino injustificável.
Pode, sim, tornar-se uma e outra coisa dependendo de como se considera a experiência fantástica do viver, dela fazendo um vale de lágrimas das ultrapassadas alegorias religiosas ou um paraíso de benesses das utopias passadistas...
Desse
modo, esta filosofia científica, em razão dos seus fundamentos poderem
ser demonstrados nos laboratórios das experiências mediúnicas, que é uma
ciência filosófica, face aos seus paradigmas elucidativos em torno do
ser, do destino e do sofrimento, é, também, uma religião de profundos
conteúdos psicológicos e éticos centrados no amor, na autoconquista, na
iluminação interior.
Investigá-la
com seriedade sem parcialismo é dever de todo ser inteligente que anela
pela autoconsciência, a fim de viver com discernimento e harmonia.
Vianna de Carvalho
Psicografia de Divaldo Pereira Franco, na manhã de 27 de outubro de 2012, em Sydney, Austrália.
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09 janeiro 2013
Desafios à Fé - Vianna de Carvalho
08 janeiro 2013
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Vencedor Incomparável
O cadáver das
nações vencidas encontrava-se exposto em decomposição moral, devorado
pelos abutres do poder transitório, sucedidos sempre pelos mais fortes
momentaneamente.
Naqueles dias, as
legiões romanas esmagavam o mundo conhecido, enquanto a decadência moral
tomava conta da capital do Império e se espalhava por toda parte.
A degradação humana atingira o clímax da sua degenerescência.
A sombra do terror
diminuía a claridade do sol do discernimento e a crueldade reinava
soberana em todo lugar, devorando aqueles que se lhe faziam vítimas,
sendo substituída por mais terríveis manifestações de selvageria.
As musas haviam-se
refugiado no Parnaso e os deuses do bem e da justiça, da harmonia e da
ética, que sempre eram cantados nas expressões da beleza foram
expurgados da sociedade, que agora cultivava as paixões bélicas e as
transitórias forças do poder exaustivo.
Deus silenciara a
Sua mensagem de amor nos penetrais do infinito, e mesmo Israel, que
afirmava cultuá-lO, sentia-Lhe a ausência, dominada pelas ambições
desmedidas e orgulhosas das suas tradições.
O crime campeava à solta e os mais vis conciliábulos eram firmados entre os triunfadores de um dia.
Nesse clima de
hediondez veio, então, Jesus, confirmando a promessa apresentada pelos
profetas do passado, a fim de inaugurar a Era do amor, e para modificar a
estrutura moral da sociedade para sempre.
Um pouco antes,
enviados especiais nas artes e na cultura enriqueceram o Império romano
com beleza, diminuindo a arbitrariedade dominante e, ao mesmo tempo,
preparando o advento do Evangelho de luz e de misericórdia.
De um lado, a barbárie em predomínio, enquanto que, de outro, o raiar de glorioso amanhecer de bênçãos.
Desprezando as
honrarias do mundo e as ilusões vigentes, Jesus nasceu na pobreza e
dignificou a simplicidade, demonstrando que o maior poder existente e
que perdura para sempre é aquele que se origina nos sentimentos de
ternura e de compaixão, renovando as ressequidas searas do coração
desolado...
A partir de então, nunca mais a Humanidade seria a mesma.
Por mais teimassem
os destruidores da esperança e os zombadores do bem, a Sua mensagem
penetraria o âmago das criaturas que, mesmo destituídas, no momento, da
capacidade de entendê-la para modificar-se, ficaria ensementada para o
futuro por todo o sempre.
Tocados por esse
fluxo divino, renasceriam nas páginas sombrias da História do futuro,
deixando as imorredouras lições da fraternidade e do sacrifício como
normativas felizes para o triunfo sobre todas as paixões asselvajadas.
Por essa razão, nos
dias atuais, quando as paisagens humanas encontram-se devoradas pelo
fogo da insensatez e do orgulho, da violência e dos descalabros morais,
ressurgem do silêncio dos túmulos as vozes da Imortalidade, entoando o
hino de compaixão e de caridade para com todas as criaturas terrestres.
Repontam, em toda
parte, aqueles mesmos Espíritos que ouviram a mensagem no passado e não a
souberam vivenciar, agora habilitados para transmiti-la aos ouvidos e
aos corações dos sofredores de todo jaez.
* * *
Jamais a sociedade recebera no seu seio alguém semelhante a Jesus.
A Sua presença incomum dividiu os períodos históricos, tornando-se imorredoura na memória e no comportamento de todos os tempos.
Adulterada, a fim
de atender as conveniências de alguns daqueles que se lhe diziam
vinculados, utilizada como arma de vingança e de destruição pelos
insensatos mistificadores que não acreditavam na sobrevivência ao
túmulo, permaneceu incorruptível na memória dos tempos, a fim de ser
reapresentada pelos imortais, por Ele enviados, para inaugurar a Era do
Consolador que prometera, antes da partida...
... E ao retornar a
sinfonia de incomparável beleza, que o mundo parecia haver esquecido,
aqueles que O ouviram e não O seguiram ou O acompanharam conforme os
próprios interesses, levantaram-se para apresentá-la ao mundo
contemporâneo, rico de inteligência e saber, mas sofrido e desgastado
nas emoções superiores asfixiadas pelos vícios e comprometimentos
infelizes.
Sendo o
Espiritismo, que O desvela, a doutrina dos que vivem além da sepultura,
ninguém o pode deter, nem o conspurcar, conforme o fizeram com a
mensagem inicial.
É certo que
tentarão reverter a ordem dos ensinamentos, adaptando-os aos infiéis
conteúdos do passado, que procurarão apresentar desvios de condutas
próprias às alucinações da época, porém, sem o êxito a que se propõem,
porque os Espíritos que sopram em toda parte, demonstrarão os equívocos hediondos e manterão puros os paradigmas e as lições de inconfundível beleza do Evangelho.
Embora estes dias
apresentem-se com muitas das características daqueles em que Ele viveu
com as criaturas humanas, as circunstâncias são diferentes, por causa da
grande transição que o planeta experiencia, deixando as sombras densas
em que se encontra mergulhado para flutuar nas divinas claridades da
regeneração que se aproxima.
Força alguma, de
qualquer procedência, poderá impedir o processo irreversível da evolução
comandada por esse Vencedor incomparável, que transformou os braços de
uma cruz de vergonha em asas luminosas de libertação perene.
O Espiritismo é a
sublime realidade da volta de Jesus a todos quantos padecem injunções
penosas e caminham pelas estradas difíceis da ignorância, aguardando o
guia e seguro mentor.
Não havendo outra
alternativa para que seja conseguido o significado psicológico da
existência física, senão o alvo da Imortalidade, é inevitável que as
propostas incomparáveis do amor de Jesus encontrem ressonância no íntimo
de todos e permaneçam como diretrizes de segurança emocional, para a
jornada feliz.
As conquistas da
ciência, as admiráveis realizações da tecnologia, os altos índices de
conhecimento do mundo exterior, na atualidade, inevitavelmente conduzem,
também, o ser humano, à viagem interna, a fim de que decifre as
incógnitas do sentimento e equacione os desafios existenciais, abraçando
as causas do bem e da fraternidade como as mais dignas de serem
vivenciadas.
* * *
Ante as dúlcidas
melodias evocativas do Natal que recorda o momento em que Jesus
mergulhou nas sombras do planeta para viver com os Seus discípulos
humanos, mantém-te vigilante, procurando descobrir se já O sentes nos
recessos do ser e se te entregas, realmente, à Sua programação.
O Natal é mais do que uma data elegida aleatoriamente no calendário, para assinalar o dia do Seu nascimento.
É, também, o
momento em que Ele, nascendo no teu coração passa a comandar a tua
existência, nela edificando o reino de Deus que se espalhará por toda a
Terra, tornando todas as criaturas melhores e mais felizes.
Felicidades, pois, no Natal e em todos os Anos Novos da tua jornada terrestre!
Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Pereira Franco, na manhã de 11 de agosto de 2012, na residência do Dr. Epaminondas Corrêa e Silva, em Paramirim, Bahia. |
07 janeiro 2013
Autodoação - Joanna de Ângelis
AUTODOAÇÃO
Aprende a doar-te, se desejas atingir a prática legítima do Evangelho.
Pregador
que se alça à tribuna dourada, derramando conceitos brilhantes, mas não
se gasta nos labores que propõe é apenas máquina de falar, inconsciente
e inconsequente. O verdadeiro aprendiz da Boa Nova está sempre a
postos.
Se
convidado a dar algo, abre a bolsa humilde e, recordando-se da parábola
da viúva pobre, oferta o seu óbolo sem constrangimento. Se chamado a
dar-se, empenha-se no trabalho, gastando-se em amor, consumindo as
energias, recordando o Mestre na carpintaria nobre.
Há
muita gente nas fileiras do Cristianismo que ensina com facilidade,
utilizando linguagem escorreita, falando ou escrevendo, mas logo que é
convocada a dar ou doar-se recua apressadamente ferida no amor próprio.
Prefere
as posições superiores de mando, distante das honrosas situações do
serviço. Pode ser comparada a parasitas em alta posição na árvore de
que se nutrem, inúteis.
Em comezinhos exemplos, encontrarás, no quotidiano, o ajudar gastando-se.
A pedra que afia a lâmina consome-se no mister.
A grafite que escreve, desaparece enquanto registra.
O sabão que higieniza, dissolve-se, atendendo ao objetivo.
Em razão disso, não receies sofrer nas tarefas a que te propões.
São os maus que de ti necessitam, Os enfermos te aguardam e os infelizes confiam em ti.
Pede
a ti mesmo algo por eles e, embora o teu verbo não tenha calor nem a
tua pena seja portadora da fraseologia retumbante, haverá sempre muita
beleza em teus atos e muita bondade em teus gestos quando dirigidos
àqueles para quem, afinal, a Boa Nova está no mundo, recordando que
Jesus, após cada pregação sublime, dava-se a si mesmo para a felicidade
geral.
A estes oferecia a palavra de alento e paz.
Àqueles ministrava, compassivo, lições de vida e gestos de amor.
A
uns abria os olhos fechados ou os ouvidos moucos. A outros lavava as
mazelas em forma de pústulas ou recuperava a paz, afastando os Espíritos
infelizes.
E
a todos se doava, sem cessar, cantando a Boa Nova e vivendo-a entre os
sofredores até a Cruz, que transformou em ponto de luz na direção da
Vida imperecível.
Joanna de Ângelis.
Psicografia de Divaldo Pereira Franco,
da obra Espírito e vida, ed. Leal.
Psicografia de Divaldo Pereira Franco,
da obra Espírito e vida, ed. Leal.
06 janeiro 2013
Carga Erótica - Emmanuel
Dois sistemas se
defrontam: o dos ascetas, que tem por base o aniquilamento do corpo,
e o dos materialistas, que se baseia no rebaixamento da alma. Duas
violências quase tão insensatas uma quanto a outra. Ao lado desses
dois grandes partidos, formiga a numerosa tribo dos indiferentes
que, sem convicção e sem paixão, são mornos no amar e econômicos no
gozar. Onde, então, a sabedoria? Onde, então, a ciência de viver?
Em parte alguma; e o grande problema ficaria sem solução, se o Espiritismo não viesse em auxílio dos pesquisadores, demonstrando-lhes as relações que existem entre o corpo e a alma e dizendo-lhes que, por serem necessários uma ao outro, importa cuidar de ambos. Amai, pois, a vossa alma, porém, cuidai igualmente do vosso corpo, instrumento daquela. Desatender às necessidades que a própria Natureza indica, é desatender a lei de Deus. Não castigueis o corpo pelas faltas que o vosso livre arbítrio o induziu a cometer e pelas quais é ele tão responsável quanto o cavalo, mal dirigido, pelos acidentes que causa.
Sereis, porventura, mais perfeitos se, martirizando o corpo, não vos tornardes menos egoístas, nem menos orgulhosos e mais caritativos para com o vosso próximo? Não, a perfeição não está nisso, está toda nas formas por que fizerdes passar o vosso Espírito. Dobrai-o, submetei-o, humilhai-o, mortificai-o: esse o meio de o tornardes dócil à vontade de Deus e o único de alcançardes a perfeição. Do item 11, do Cap. XVII, de "O Evangelho Segundo o Espiritismo".
Em parte alguma; e o grande problema ficaria sem solução, se o Espiritismo não viesse em auxílio dos pesquisadores, demonstrando-lhes as relações que existem entre o corpo e a alma e dizendo-lhes que, por serem necessários uma ao outro, importa cuidar de ambos. Amai, pois, a vossa alma, porém, cuidai igualmente do vosso corpo, instrumento daquela. Desatender às necessidades que a própria Natureza indica, é desatender a lei de Deus. Não castigueis o corpo pelas faltas que o vosso livre arbítrio o induziu a cometer e pelas quais é ele tão responsável quanto o cavalo, mal dirigido, pelos acidentes que causa.
Sereis, porventura, mais perfeitos se, martirizando o corpo, não vos tornardes menos egoístas, nem menos orgulhosos e mais caritativos para com o vosso próximo? Não, a perfeição não está nisso, está toda nas formas por que fizerdes passar o vosso Espírito. Dobrai-o, submetei-o, humilhai-o, mortificai-o: esse o meio de o tornardes dócil à vontade de Deus e o único de alcançardes a perfeição. Do item 11, do Cap. XVII, de "O Evangelho Segundo o Espiritismo".
EMMANUEL - O instinto sexual, exprimindo amor em expansão
incessante, nasce nas profundezas da vida, orientando os processos
da evolução. Toda criatura consciente traz consigo, devidamente
estratificada, a herança incomensurável das experiências sexuais,
vividas nos reinos inferiores da Natureza.
De existência a existência, de lição em lição e de passo em passo, por séculos de séculos, na esfera animal, a individualidade, erguida à razão, surpreende em si mesma todo um mundo de impulsos genésicos por educar e ajustar às leis superiores que governam a vida.
A princípio, exposto aos lances adversos das aventuras poligâmicas, o homem avança, de ensinamento a ensinamento, para a sua própria instalação na monogamia, reconhecendo a necessidade de segurança e equilíbrio, em matéria de amor; no entanto, ainda aí, é impelido naturalmente a carregar o fardo dos estímulos sexuais, muita vez destrambelhados, que lhe enxameiam no sentimento, reclamando educação e sublimação. Depreende-se disso que toda criatura na Terra transporta em si mesma determinada taxa de carga erótica, de que, em verdade, não se libertará ünicamente ao preço de palavras e votos brilhantes, mas à custa de experiência e trabalho, de vez que instintos e paixões são energias e estados inerentes à alma de cada um, que as leis da Criação não destroem e sim auxiliam cada pessoa a transformar e elevar, no rumo da perfeição. Fácil entender, portanto, que do erotismo, como fator de magnetismo sexual humano, na romagem terrestre, seja em se tratando de Espíritos encarnados ou desencarnados na Comunidade Planetária, não partilham tão-somente as inteligências que já se angelizaram, em minoria absoluta no Plano Físico, e aqueles irmãos da Humanidade provisoriamente internados nas celas da idiotia, por força de lides expiatórias abraçadas ou requisitadas por eles próprios, antes do berço terreno.
Os Espíritos sublimados se atraem uns aos outros por laços de amor considerado divino, por enquanto inabordáveis a nós outros, seres em laboriosa escalada evolutiva e que compartilhamos das tendências e aspirações, dificuldades e provas do gênero humano.
E os companheiros temporariamente bloqueados por cérebros deficientes e obtusos atravessam períodos mais ou menos longos de silêncio emocionados, destinados a reparações e reajustes, quase sempre solicitados por eles mesmos - repetimos -, já que se sentenciam a entraves e inibições, no campo de exteriorização da mente, através dos quais refazem atitudes e recondicionam impulsos afetivos em preciosas tomadas e retomadas de consciência.
À vista do exposto, é fácil reconhecer que toda criatura humana, sempre nascida ou renascida sob o patrocínio do sexo, carreia consigo determinada carga de impulsos eróticos, que a própria criatura aprende, gradativamente, a orientar para o bem e a valorizar para a vida.
Diante do sexo, não nos achamos, de nenhum modo, à frente de um despenhadeiro para as trevas, mas perante a fonte viva das energias em que a Sabedoria do Universo situou o laboratório das formas físicas e a usina dos estímulos espirituais mais intensos para a execução das tarefas que esposamos, em regime de colaboração mútua, visando ao rendimento do progresso e do aperfeiçoamento entre os homens.
Cada homem e cada mulher que ainda não se angelizou ou que não se encontre em processo de bloqueio das possibilidades criativas, no corpo ou na alma, traz, evidentemente, maior ou menor percentagem de anseios sexuais, a se expressarem por sede de apoio afetivo, e é claramente, nas lavras da experiência, errando e acertando e tornando a errar para acertar com mais segurança, que cada um de nós - os filhos de Deus em evolução na Terra - conseguirá sublimar os sentimentos que nos são próprios, de modo a erguer-nos em definitivo para a conquista da felicidade celeste e do Amor Universal.
De existência a existência, de lição em lição e de passo em passo, por séculos de séculos, na esfera animal, a individualidade, erguida à razão, surpreende em si mesma todo um mundo de impulsos genésicos por educar e ajustar às leis superiores que governam a vida.
A princípio, exposto aos lances adversos das aventuras poligâmicas, o homem avança, de ensinamento a ensinamento, para a sua própria instalação na monogamia, reconhecendo a necessidade de segurança e equilíbrio, em matéria de amor; no entanto, ainda aí, é impelido naturalmente a carregar o fardo dos estímulos sexuais, muita vez destrambelhados, que lhe enxameiam no sentimento, reclamando educação e sublimação. Depreende-se disso que toda criatura na Terra transporta em si mesma determinada taxa de carga erótica, de que, em verdade, não se libertará ünicamente ao preço de palavras e votos brilhantes, mas à custa de experiência e trabalho, de vez que instintos e paixões são energias e estados inerentes à alma de cada um, que as leis da Criação não destroem e sim auxiliam cada pessoa a transformar e elevar, no rumo da perfeição. Fácil entender, portanto, que do erotismo, como fator de magnetismo sexual humano, na romagem terrestre, seja em se tratando de Espíritos encarnados ou desencarnados na Comunidade Planetária, não partilham tão-somente as inteligências que já se angelizaram, em minoria absoluta no Plano Físico, e aqueles irmãos da Humanidade provisoriamente internados nas celas da idiotia, por força de lides expiatórias abraçadas ou requisitadas por eles próprios, antes do berço terreno.
Os Espíritos sublimados se atraem uns aos outros por laços de amor considerado divino, por enquanto inabordáveis a nós outros, seres em laboriosa escalada evolutiva e que compartilhamos das tendências e aspirações, dificuldades e provas do gênero humano.
E os companheiros temporariamente bloqueados por cérebros deficientes e obtusos atravessam períodos mais ou menos longos de silêncio emocionados, destinados a reparações e reajustes, quase sempre solicitados por eles mesmos - repetimos -, já que se sentenciam a entraves e inibições, no campo de exteriorização da mente, através dos quais refazem atitudes e recondicionam impulsos afetivos em preciosas tomadas e retomadas de consciência.
À vista do exposto, é fácil reconhecer que toda criatura humana, sempre nascida ou renascida sob o patrocínio do sexo, carreia consigo determinada carga de impulsos eróticos, que a própria criatura aprende, gradativamente, a orientar para o bem e a valorizar para a vida.
Diante do sexo, não nos achamos, de nenhum modo, à frente de um despenhadeiro para as trevas, mas perante a fonte viva das energias em que a Sabedoria do Universo situou o laboratório das formas físicas e a usina dos estímulos espirituais mais intensos para a execução das tarefas que esposamos, em regime de colaboração mútua, visando ao rendimento do progresso e do aperfeiçoamento entre os homens.
Cada homem e cada mulher que ainda não se angelizou ou que não se encontre em processo de bloqueio das possibilidades criativas, no corpo ou na alma, traz, evidentemente, maior ou menor percentagem de anseios sexuais, a se expressarem por sede de apoio afetivo, e é claramente, nas lavras da experiência, errando e acertando e tornando a errar para acertar com mais segurança, que cada um de nós - os filhos de Deus em evolução na Terra - conseguirá sublimar os sentimentos que nos são próprios, de modo a erguer-nos em definitivo para a conquista da felicidade celeste e do Amor Universal.
Do livro "Vida e
Sexo"
Emmanuel (Espírito)
Francisco C. Xavier (psicografia)
05 janeiro 2013
Vazio Interior - Marco Prisco
VAZIO INTERIOR
Enquanto você não preencher o vazio interior permanecerá insatisfeito, deprimido ou agressivo.
A falta de objetivo real para a existência física deixa um profundo sentimento de frustração, responsável por vários fenômenos perturbadores.
As metas próximas, de conquista fácil, não satisfazem o interior, não bastando à plenificação. Por isso, conquista uma, outra logo se apresenta, impondo a contínua luta para a aquisição de coisas, cujo valor desaparece, assim que são conseguidas. Elas fomentam o narcisismo, o hedonismo, não, porém, o humanitarismo, o sentimento de solidariedade.
Quem pensa me felicidade a sós, engana-se, dando curso a desequilíbrios neuróticos.
É necessário que você reflexione com decisão corajosa a respeito de você mesmo, identificando as razões das suas buscas, perdas e inquietações.
Ninguém lhe pode ajudar nessa incursão, porquanto ela é pessoal e intransferível.
Não aguarde que alguém lhe diga o que lhe está faltando. Como não o conhece, não identifica o seu vazio interior.
Esse vazio pode ter causalidade atual ou remota, iniciada em outras existências.
Não postergue o seu preenchimento íntimo, iludindo-se com a perspectiva de fazê-lo no futuro.
Hoje, aqui e agora é a sua oportunidade de proceder à autoconquista.
O seu dia, portanto, é este em que se encontra. Sua realização deverá acontecer agora.
Preencha todos os seus vazios interiores com pensamentos, palavras e ações enobrecedores, e sorria, feliz.
Marco Prisco (espírito)
Livro: Diretrizes para uma Vida Feliz
Psicografia Divaldo Pereira Franco
04 janeiro 2013
Adversários Sutis Permanentes - Irthes Therezinha
ADVERSÁRIOS SUTIS PERMANENTES
Comprometidos com as nobres tarefas da caridade, em favor dos
sofredores, necessitados, de certo modo, que todos o somos,
não faltam apelos nem circunstâncias que nos impulsionem para a queda ou
para a desistência.
Sejam, porém, quais forem os quadros da dificuldade em que você se
veja colocado, realize a sua parte com abnegação,
sem preocupar-se com os resultados que, afinal, pertencem a Deus.
Não espere, por enquanto, produzir entre anjos.
Todos somos aprendizes da vida em processo de crescimento e de
renovação.
Por isso, não se estremunhe, quando defrontando azedume e má
vontade, nem se irrite diante de impertinência e desequilíbrio.
Evite pensar em termos de abandono dos serviços.
Estamos colocados no lugar certo para o trabalho edificante, onde
melhor podemos produzir a benefício de nós mesmos.
Certamente que é agradável a ação fácil, de resultados imediatos.
Todavia, o trabalho-desafio é o que oferta rendimentos mais
valiosos e duradouros.
Além dos problemas naturais que qualquer labor suscita, surgem
adversários sutis, que rondam, sem cessar, ameaçando o
êxito dos compromissos libertadores.
O desânimo é um deles; vacine-se contra.
O cansaço apresenta-se como mensageiro danoso; acautele-se das
suas urdiduras.
O desinteresse apunhala com segurança; resguarde-se contra a sua
injunção.
A irritação tenta dominá-lo; acalme-se na prece.
A vaidade cicia soberba e indiferença pelo próximo; remove os seus
conceitos e reconsidere as suas atitudes.
A inveja insinua malícias infelizes; supere-a mediante a análise
das suas imperfeições e limites.
Não dê tréguas a esses fâmulos do mal, que ainda residem com você.
Os inimigos mais perigosos são os que se situam em nosso caráter e
buscam assenhorear-se do coração.
Não os procure no próximo; combata-os, sem trégua, em você mesmo,
com os recursos do trabalho incessante.
Você deixará o corpo, em oportunidade própria, partindo, da Terra,
com as realizações de que se faça instrumento. Como não
lhe é fácil saber, quando tal ocorrência se dará, aja hoje com a equidade e
dedicação semelhantes àquelas que o movimentariam caso
este fosse o último dia da sua existência física.
Irthes Therezinha
De “Terapêutica de Emergência”
De Divaldo P. Franco – Diversos Espíritos
03 janeiro 2013
Recado aos Espíritas - Inácio Ferreira
Recado aos Espíritas
Recado do Dr. Inácio Ferreira aos Médiuns
Quem
deveria estar escrevendo isto era o nosso mentor Odilon, mas ele está ocupado,
assim pediu-me para transmitir-lhes estes apontamentos.
O
que esperamos dos médiuns:
Estudem
o evangelho, de preferência em grupo.
Se vejam como menor de todos.
Se aceitem com as suas potencialidades, fugindo de sonhos “mediúnicos”.
Que falem mais de amor e menos duras verdades.
Que se eduquem no lúdico momento do alimento.
Que falem menos, ouçam mais, de preferência não falem.
Que se aceitem doentes. O único são que passou por aqui, pregamos na cruz.
Que não seja alcoviteiro em crises matrimoniais. Sua vida já é rica de problemas sem os de fora.
Que não se sinta isento de culpas, de vez que são os mais culpados.
Que a mediunidade não é banca de jogo com corações humanos.
Que quem manda em nós é Jesus. Quem não concordar entregue o boné.
Se conscientizem que somos um nada, vivendo em um mundo de faltos, coma missão de servir.
Que entendam que de uma maneira geral a diferença entre nós e os presidiários, é que a justiça divina, ainda, não nos encontrou.
Que entendam que não existem médiuns espíritas, umbandistas e outros. Existem médiuns que deveriam servir a Deus não a Mamon ou, por outra, a si mesmos.
Que na mediunidade não temos gazofilácio. Quem desejar fazer vida com a mediunidade, não seja espírita. Quem desejar vida reta com os espíritos pegue a enxada e cale a boca.
Que o fato de ser médium não o isenta de cumprir suas funções humanas.
Espíritos não pagarão suas contas.
Que na mediunidade com Jesus não existe trabalho para isto ou para aquilo.
Quem desejar milagres, estude-se para conhecer-se: já é um grande milagre.
Médium pode até ser psicólogo, mas quem vai resolver os problemas dos outros são eles. No máximo poderemos ser todo ouvidos e, se possível nenhuma boca ou pensamento.
Que o médium deve esperar sempre as diretivas de Jesus, na liça mediúnica, não seguir cartilhas frias, sem amor.
Que se o livro gera conhecimento para a mente, o mesmo conhecimento será luz, pela transformação do coração. Muita luz sem nenhuma ação é mergulhar em piscina sem água.
Que médium crítico assina a própria sentença. Se estudassem, seriam mais felizes. Não obstante muitos médiuns adoram os mofos da ortodoxia. É uma pena.
Que não existe trabalho mediúnico sob nosso controle. Existem os mais necessitados, nós, e os assistidos, nossos médicos. A barca de Jesus é imensa.
Que não nos importa muito o que o médium tem no estômago, mas quanto ao coração...
Que nós todos, daí ou daqui somos, em essência, indisciplinados. Sirvamos apenas, a disciplina correta virá com o tempo.
Que nenhum médium deve ser “moleque de recado” e que os médiuns devem conversar-se e confessar-se mais uns com os outros. O diálogo é a liga do amor.
Esta mensagem é antes cristã. Se os espíritas julgarem-se doentes podem fazer dela espírita-cristã. Se não, podem apagá-la.
Que os chamados “espíritos da umbanda” ou de “mesa branca” só existem em nossa mente parva e preconceituosa. A rigor todos somos espíritos de Deus, numa barca cujo timoneiro é Jesus.
Que aceitem estas palavras como sinceras e com carinho e, em se não concordarem, me esqueçam.
Se vejam como menor de todos.
Se aceitem com as suas potencialidades, fugindo de sonhos “mediúnicos”.
Que falem mais de amor e menos duras verdades.
Que se eduquem no lúdico momento do alimento.
Que falem menos, ouçam mais, de preferência não falem.
Que se aceitem doentes. O único são que passou por aqui, pregamos na cruz.
Que não seja alcoviteiro em crises matrimoniais. Sua vida já é rica de problemas sem os de fora.
Que não se sinta isento de culpas, de vez que são os mais culpados.
Que a mediunidade não é banca de jogo com corações humanos.
Que quem manda em nós é Jesus. Quem não concordar entregue o boné.
Se conscientizem que somos um nada, vivendo em um mundo de faltos, coma missão de servir.
Que entendam que de uma maneira geral a diferença entre nós e os presidiários, é que a justiça divina, ainda, não nos encontrou.
Que entendam que não existem médiuns espíritas, umbandistas e outros. Existem médiuns que deveriam servir a Deus não a Mamon ou, por outra, a si mesmos.
Que na mediunidade não temos gazofilácio. Quem desejar fazer vida com a mediunidade, não seja espírita. Quem desejar vida reta com os espíritos pegue a enxada e cale a boca.
Que o fato de ser médium não o isenta de cumprir suas funções humanas.
Espíritos não pagarão suas contas.
Que na mediunidade com Jesus não existe trabalho para isto ou para aquilo.
Quem desejar milagres, estude-se para conhecer-se: já é um grande milagre.
Médium pode até ser psicólogo, mas quem vai resolver os problemas dos outros são eles. No máximo poderemos ser todo ouvidos e, se possível nenhuma boca ou pensamento.
Que o médium deve esperar sempre as diretivas de Jesus, na liça mediúnica, não seguir cartilhas frias, sem amor.
Que se o livro gera conhecimento para a mente, o mesmo conhecimento será luz, pela transformação do coração. Muita luz sem nenhuma ação é mergulhar em piscina sem água.
Que médium crítico assina a própria sentença. Se estudassem, seriam mais felizes. Não obstante muitos médiuns adoram os mofos da ortodoxia. É uma pena.
Que não existe trabalho mediúnico sob nosso controle. Existem os mais necessitados, nós, e os assistidos, nossos médicos. A barca de Jesus é imensa.
Que não nos importa muito o que o médium tem no estômago, mas quanto ao coração...
Que nós todos, daí ou daqui somos, em essência, indisciplinados. Sirvamos apenas, a disciplina correta virá com o tempo.
Que nenhum médium deve ser “moleque de recado” e que os médiuns devem conversar-se e confessar-se mais uns com os outros. O diálogo é a liga do amor.
Esta mensagem é antes cristã. Se os espíritas julgarem-se doentes podem fazer dela espírita-cristã. Se não, podem apagá-la.
Que os chamados “espíritos da umbanda” ou de “mesa branca” só existem em nossa mente parva e preconceituosa. A rigor todos somos espíritos de Deus, numa barca cujo timoneiro é Jesus.
Que aceitem estas palavras como sinceras e com carinho e, em se não concordarem, me esqueçam.
*
Esperamos
que os médiuns, não todos, pois a fogueira me aguarda:
Sejam
mais humildes e menos “eles”;
Sigam os exemplos de Jesus, não dos médiuns referência;
Ocupem cargos de comando, pois médium deve se ver como servo, se é que entenderam de quem;
Preocupem antes em seu melhorar que dar passagem a contos da carochinha;
Não pensem que somos deuses ou infalíveis; somos doentes como vocês e o médico é Jesus;
Não pensem que mentor é ama seca, pois este é um ser co-evolutivo, ou seja, se cairmos vai tudo para as brecas;
Entendam que o estudo é importante, mas seu excesso sem a prática, enferruja o coração;
Entendam que a mediunidade é ferramenta a ser usada com o coração, sem dispensar as primícias das razão;
Entendam que a mediunidade é ferramenta com a razão que, em excesso pode afastar seres e sofrimento;
Entendam que o espiritismo, sob a égide dos valores de Jesus, serve a nós, cristãos. Assim devemos conhecer rudimentos das outras religiões;
Entendam que reunião mediúnica não é nem missa medieval, nem circo dos horrores; com todo respeito ambos os grupos, encarnados ou não, é um local onde lambemos feridas uns dos outros;
Entendam que por mais horrível seja o espírito comunicante, dele promana um espírito humano carente, lembrando sempre que a beleza é relativa aos valores do coração;
Entendam que mensagens mediúnicas, embora possa ter caráter genérico ou aparentemente pessoal, é receituário bendito aos corações que querem amar com a consciência Crística. Quem desejar entender, fique à vontade;
Entendam que a mediunidade não deve ser vista com pressa. Quem tem pressa “come cru” ou erra desnecessáriamente. Embora “o erro em clima de sinceridade seja aprendizado”, errar podendo acertar nos faz ganhar tempo;
Entendam e aceitem, se puderem, pois pode ser muito para muitas cabeças bucéfalas, que nunca vi “preto-velho” que não estalasse os dedos ou não cantasse os pontos e, sem desconsiderar os confrades e as confreiras espíritas que tive e tenho como amigos, os melhores passes que tomei foram na simplicidade dos casebres, no meio da mato, sem nada material ou teórico, mas com muito amor;
Entendam que médium espírita com teoria é manancial de luz; só com teoria, é candidato ao hospital da esperança;
Entendam que somos portadores de várias mediunidades obrigatórias: e a primeira a ser praticada é a do auto-amor, curando as próprias feridas;
Entendam que raros médiuns saberão, de início, qual mediunidade Jesus demandará dele. Isto não é importante, mas, se vale a dica: olhemos o espelho da consciência e verifiquemos como estamos perante a contabilidade divina;
Entendam que médium que premeditadamente escolhe a mediunidade gloriosa, é médium doente; médium que se forma na fôrma do conhecimento, da sabedoria e do amor, é útil a Jesus;
Entendam que alguns médiuns, mormente os portadores de processos psico-patológicos graves e incuráveis, dos quais somos igualmente portadores, em níveis diversos, deveriam ser direcionados para tarefas subsidiárias. Nestes casos, o médico é o Cristo e nós devemos preservar estas mentes sofridas;
Entendam que médiuns que falam muita via aparelhos eletro-eletrônicos, deveriam falar mais pessoalmente. O afeto e o afago são essenciais.
Entendam que jogar conversa fora é erva daninha a corroer espíritos, tanto encarnados quanto desencarnados. Se fofoca fosse positiva teríamos menos dor na terra;
Entendam, mais uma vez, que médium bom é aquele que ouve e não escuta, pensa muito e não fala. O coração alheio é precioso demais para que nossos devaneios destruam.
Entendam que desabafo é uma coisa, auto-apiedar-se sem lógica, razão e bom-senso é outra.
Sigam os exemplos de Jesus, não dos médiuns referência;
Ocupem cargos de comando, pois médium deve se ver como servo, se é que entenderam de quem;
Preocupem antes em seu melhorar que dar passagem a contos da carochinha;
Não pensem que somos deuses ou infalíveis; somos doentes como vocês e o médico é Jesus;
Não pensem que mentor é ama seca, pois este é um ser co-evolutivo, ou seja, se cairmos vai tudo para as brecas;
Entendam que o estudo é importante, mas seu excesso sem a prática, enferruja o coração;
Entendam que a mediunidade é ferramenta a ser usada com o coração, sem dispensar as primícias das razão;
Entendam que a mediunidade é ferramenta com a razão que, em excesso pode afastar seres e sofrimento;
Entendam que o espiritismo, sob a égide dos valores de Jesus, serve a nós, cristãos. Assim devemos conhecer rudimentos das outras religiões;
Entendam que reunião mediúnica não é nem missa medieval, nem circo dos horrores; com todo respeito ambos os grupos, encarnados ou não, é um local onde lambemos feridas uns dos outros;
Entendam que por mais horrível seja o espírito comunicante, dele promana um espírito humano carente, lembrando sempre que a beleza é relativa aos valores do coração;
Entendam que mensagens mediúnicas, embora possa ter caráter genérico ou aparentemente pessoal, é receituário bendito aos corações que querem amar com a consciência Crística. Quem desejar entender, fique à vontade;
Entendam que a mediunidade não deve ser vista com pressa. Quem tem pressa “come cru” ou erra desnecessáriamente. Embora “o erro em clima de sinceridade seja aprendizado”, errar podendo acertar nos faz ganhar tempo;
Entendam e aceitem, se puderem, pois pode ser muito para muitas cabeças bucéfalas, que nunca vi “preto-velho” que não estalasse os dedos ou não cantasse os pontos e, sem desconsiderar os confrades e as confreiras espíritas que tive e tenho como amigos, os melhores passes que tomei foram na simplicidade dos casebres, no meio da mato, sem nada material ou teórico, mas com muito amor;
Entendam que médium espírita com teoria é manancial de luz; só com teoria, é candidato ao hospital da esperança;
Entendam que somos portadores de várias mediunidades obrigatórias: e a primeira a ser praticada é a do auto-amor, curando as próprias feridas;
Entendam que raros médiuns saberão, de início, qual mediunidade Jesus demandará dele. Isto não é importante, mas, se vale a dica: olhemos o espelho da consciência e verifiquemos como estamos perante a contabilidade divina;
Entendam que médium que premeditadamente escolhe a mediunidade gloriosa, é médium doente; médium que se forma na fôrma do conhecimento, da sabedoria e do amor, é útil a Jesus;
Entendam que alguns médiuns, mormente os portadores de processos psico-patológicos graves e incuráveis, dos quais somos igualmente portadores, em níveis diversos, deveriam ser direcionados para tarefas subsidiárias. Nestes casos, o médico é o Cristo e nós devemos preservar estas mentes sofridas;
Entendam que médiuns que falam muita via aparelhos eletro-eletrônicos, deveriam falar mais pessoalmente. O afeto e o afago são essenciais.
Entendam que jogar conversa fora é erva daninha a corroer espíritos, tanto encarnados quanto desencarnados. Se fofoca fosse positiva teríamos menos dor na terra;
Entendam, mais uma vez, que médium bom é aquele que ouve e não escuta, pensa muito e não fala. O coração alheio é precioso demais para que nossos devaneios destruam.
Entendam que desabafo é uma coisa, auto-apiedar-se sem lógica, razão e bom-senso é outra.
Por
ora me vou, mas volto.
Médium:
Paulo Viotti
Espírito: Inácio Ferreira
02 janeiro 2013
Arte e Ciência de Ajudar - Joanna de Ângelis
ARTE E CIÊNCIA DE AJUDAR
A indiferença ante a dor do próximo é
congelamento da emoção, que merece combate.
À medida que o homem cresce espiritualmente, mais se lhe desenvolvem no íntimo os sentimentos nobres.
Certamente não se devem confundi-los com os desregramentos
da emotividade; igualmente não se os podem controlar a ponto de tornar-se
insensível.
No bruto, a indiferença é o primeiro passo para a crueldade, porta que se abre na emoção para inúmeros outros estados de primitivismo.
A indiferença coagula as expressões da fraternidade e da solidariedade, ensejando a morte do serviço beneficente.
O antídoto para este mal, que reflete o egoísmo exacerbado, é o Amor.
*
Se não queres conviver com a dor do teu irmão, ajuda-o a tê-la diminuída com aquilo que te esteja ao alcance.
Se defrontas multidões de necessitados e não sabes como resolver o problema, auxilia o primeiro que te apareça, fazendo a tua parte.
Se te irrita a lamentação dos que choram, silencia-a com o teu contributo de amizade.
Imagina-te no lugar de algum d’Eles e saberás o que fazer, como efeito natural do que gostarias que alguém fizesse por ti.
*
Ninguém está seguro de nada, enquanto se encontra na Terra.
A roda das ocorrências não para.
Quem hoje está no alto, amanhã terá mudado de lugar e vice-versa.
E não só por isso.
Quem aprende a abrir a mão em solidariedade, termina por abrir o coração em amor.
Dá o primeiro passo, o mais difícil. Repete-o, treina os sentimentos e te adaptarás à arte e ciência de ajudar.
*
Há quem diga que os infelizes de hoje estão expiando os erros de ontem, na injunção de carmas dolorosos. Ajudá-los, seria impedir que os resgatassem.
É correto que a dor de agora procede de equívocos anteriores, porém, a indiferença dos enregelados,por sua vez, está-lhes criando situações penosas para mais tarde.
Quem deve paga, é da Lei.
Mas, quem Ama, dispõe dos tesouros que, quanto
mais se repartem, mais se multiplicam.
É semelhante à chama, que acende outros pavios e
sempre faz arder, repartindo-se, sem nunca diminuir de intensidade.
Faze pois, a tua opção de ajudar e o mais a Deus pertence.
Espírito de Joanna de Ângelis
Médium: Divaldo Pereira Franco
01 janeiro 2013
Ano Novo - Momento Espírita
ANO NOVO
Hoje é o dia que dá início a um novo ano.
É o dia primeiro. Todos queremos iniciar mais um ano com esperanças renovadas. É um momento de alegria e confraternização.
As rogativas, em geral, são para que se tenha muito dinheiro no bolso, saúde para dar e vender.
Mas será que se tivermos tudo isso teremos a garantia de um ano novo cheio de felicidade?
Se
Deus nos dá saúde, o que normalmente ocorre é que tratamos de acabar
com ela em nome das festas. Seja com os excessos na alimentação, bebidas
alcoólicas, tabaco, ou outras drogas não menos prejudiciais à saúde.
Não nos damos conta de que a nossa saúde depende de nós.
Dessa forma, se quisermos um bom ano, teremos que fazer a nossa parte.
Se pararmos para analisar o que significa a passagem do ano, perceberemos que nada se modifica externamente.
Tudo
continua sendo como na véspera. Os doentes continuam doentes, os que
estão no cárcere permanecem encarcerados, os infelizes continuam os
mesmos, os criminosos seguem arquitetando seus crimes, e assim por
diante.
Nós, e somente nós podemos construir um ano melhor, já que um feliz ano novo não se deseja, se constrói.
Poderemos
almejar por um ano bom se desde agora começarmos um investimento
sólido, já que no ano que se encerra tivemos os resultados dos
investimentos do ano imediatamente anterior e assim sucessivamente.
Poderemos
construir um ano bom a partir da nossa reforma moral, repensando os
nossos valores, corrigindo os nossos passos, dando uma nova direção à
nossa estrada particular.
Se começarmos por modificar nossos comportamentos equivocados, certamente teremos um ano mais feliz.
Se
pensarmos um pouco mais nas pessoas que convivem conosco, se abrirmos
os olhos para ver quanta dor nos rodeia, se colocarmos nossas mãos no
trabalho de construção de um mundo melhor, conquistaremos, um dia, a
felicidade que tanto almejamos.
Só
há um caminho para se chegar à felicidade. E esse caminho foi mostrado
por quem realmente tem autoridade, por já tê-lo trilhado. Esse alguém
nós conhecemos como Jesus de Nazaré, o Cristo.
No ensinamento Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo está a chave da felicidade verdadeira.
Jesus nos coloca como ponto de referência. Por isso recomenda que amemos o próximo como a nós mesmos nos amamos.
Quem
se ama preserva a saúde. Quem se ama não bombardeia o seu corpo com
elementos nocivos, nem o Espírito com a ira, a inveja, o ciúme etc.
Quem
ama a Deus acima de todas as coisas, respeita Sua criação e Suas leis.
Respeita seus semelhantes porque sabe que todos fomos criados por Ele e
que Ele a todos nos ama.
Enfim, quem quer um ano novo repleto de felicidades, não tem outra saída senão construí-lo.
Importa
que saibamos que o novo período de tempo que se inicia, como tantos
outros que já passaram, será repleto de oportunidades. Aproveitá-las bem
ou mal, depende exclusivamente de cada um de nós.
* * *
O rio das oportunidades passa com suas águas sem que retornem nas mesmas circunstâncias ou situação.
Assim, o dia hoje logo passará e o chamaremos ontem, como o amanhã será em breve hoje, que se tornará ontem igualmente.
E, sem que nos demos conta, estaremos logo chamando este ano que se inicia de ano passado e assim sucessivamente.
Que
todos possamos aproveitar muito bem o tesouro dos minutos na construção
do amanhã feliz que desejamos, pois a eternidade é feita de segundos.
Redação do Momento Espírita, com pensamentos extraídos dos verbetes Oportunidade e Tempo, do livro Repositório de sabedoria, v. 2, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
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