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11 fevereiro 2015

Reflexões Oportunas - Manuel Vianna de Carvalho


REFLEXÕES OPORTUNAS

A sociedade terrestre alcançou, na atualidade, os mais altos níveis de ciência e tecnologia, decifrando inúmeros enigmas do macro ao microcosmo.

As doutrinas médicas vêm conseguindo debelar enfermidades pandêmicas destruidoras de milhões de vidas, enquanto a tecnologia de ponta elimina as distâncias, facilita as comunicações e a locomoção, ensejando melhor compreensão das culturas diversas e mais fácil aprendizagem sobre as avançadas aquisições da inteligência.

Pântanos e desertos têm sido transformados em jardim e pomares que embelezam a Terra e facilitam o convívio humano.

Nada obstante, o ser contemporâneo encontra-se faminto de luz espiritual, de amor fraternal e de paz interior.

Em consequência, aumentam os índices de criminalidade, do abandono, do desrespeito aos direitos humanos, das massas em revoluções contínuas, inquietas e dominadas por sofrimentos inenarráveis punidas com severidade, assim como alarmantes desmandos morais, sociais, religiosos, políticos e administrativos...

Homens e mulheres que assumiram a responsabilidade pela condução dos povos, com exceções consideráveis, arruínam as nações que governam dominados pelo egoísmo, pelas ambições desmedidas que os induzem a condutas reprocháveis e criminosas, constituindo-se exemplos de malversação dos recursos públicos mediante comportamentos vergonhosos.

Os vícios campeiam ao lado da violência urbana, que culmina em revoluções coletivas, tentando desapear do poder governos arbitrários que os usurpam, e pretendem neles eternizar-se, inescrupulosos e servis às paixões subalternas que os dominam.

Isto, naturalmente, como resultado da perda da identidade moral em torno da responsabilidade pessoal, da desconsideração aos princípios ético-morais que devem viger no indivíduo, tanto quanto na sociedade. Falhando, no primeiro, inevitavelmente desaparece na segunda.

Vive-se o momento de inadiável necessidade de retornar-se aos valores estabelecidos pela cultura, pela civilização, pelo Evangelho de Jesus – o mais extraordinário código de ética da Humanidade em todos os tempos – a fim de construir-se um mundo melhor, iniciando-se no cidadão transformado pelo bem.

Nenhuma legislação terrestre pode alcançar esse mister, porque é da natureza íntima de cada um, intransferível, já que nada de fora pode alterar a consciência e o comportamento interior do ser humano.

Somente o esclarecimento em torno de suas responsabilidades morais e sociais, particularmente as que dizem respeito à sua realidade de Espírito Imortal, pode realizar o processo de transformação interior para melhor, como clara consciência do que lhe cabe realizar como dever, a fim de fruir dos decorrentes direitos que lhe dizem respeito.

O ser humano ainda permanece um enigma para ele próprio, mas somente através da introspecção orientada com segurança conseguirá decifrar-se por conhecer-se na intimidade, nas raízes existenciais do imenso caminho reencarnacionista, propondo-se à autoiluminação e ao serviço de solidariedade em relação ao seu próximo.

Um ser iluminado é um campeão de conquistas valiosas, que se transforma em farol humano apontando as penedias no oceano existencial.

Para lográ-lo, torna-se impostergável o dever de trabalhar-se intimamente, a fim de descobrir-se, identificando de onde vem, para onde vai e qual o sentido objetivo que lhe deve direcionar o comportamento, a fim de prosseguir no rumo da imortalidade vitoriosa.

O Espiritismo é a ciência ainda não conhecida quanto deveria, que dispõe dos mais seguros instrumentos que facultam a análise e o autoconhecimento humano, aliada a uma filosofia otimista, rica de elucidações profundas que deságuam nos luminosos conceitos de ordem moral de efeito religioso...

O seu estudo consciente e sério liberta o ser humano da ignorância em torno da existência, enquanto o enriquece de sabedoria, a fim de conduzir-se com segurança, experimentando a plenitude – meta de toda a existência.

Conhecê-lo profundamente é o grande desafio que a todos aguarda.

Desse modo, aos militares espíritas, que são educados na severa disciplina dos códigos legais, para servir à Pátria, cabe a grande tarefa de aliar os conhecimentos da estratégia bélica e daqueloutra pacífica, às lições do Embaixador da Paz no mundo, que veio para servir e doou-se, tornando-se exemplo do mesmo, os inolvidáveis servidores Maurício e à sua legião tebana, que matar, mesmo quando legalmente, é um crime perante as Leis Cósmicas, sendo mais importante salvar e pacificar para melhor conquistar aquele que se lhe torna inimigo...

Todo inimigo é alguém que perdeu o endereço de si mesmo, e, por consequência, teme os outros, deles fugindo através do conflito da agressividade mental, emocional, política e social.

A compaixão para com ele e a educação para com todos são os recursos psicoterapêuticos mais valiosos, a fim de dar-lhes sentido e significado psicológico e espiritual à existência que atravessa a noite escura da alma, perdidos em si mesmos.V Congratulando-nos com os companheiros de lutas terrestres e servidores militares pelo transcurso do septuagésimo aniversário da Cruzada dos Militares Espíritas, exora o amparo e as bênçãos de Jesus para todos nós, de ambos os planos da vida, o companheiro e amigo de lides espíritas e militares.

Manuel Vianna de Carvalho
Psicografia de Divaldo Pereira Franco, na tarde de 12 de maio de 2014, na cidade de Bruxelas, Bélgica.

10 fevereiro 2015

Inquietações justificáveis - Amélia Rodrigues


INQUIETAÇÕES JUSTIFICÁVEIS

Aquele fora um dia exaustivo e cheio de surpresas.

A Boa Nova espraiava-se como perfume docemente carreado por mansa brisa. Cidades e aldeias da Galileia eram beneficiadas pelas informações libertadoras em torno da vida, do ser humano e do Reino de Deus.

Outras tetrarquias igualmente haviam sido abençoadas pela presença do Rabi, e de regiões próximas, além do rio Jordão, pertencentes a outros países chegavam peregrinos e enfermos em busca da Sua misericórdia.

Por outro lado, aumentava também a animosidade de fariseus, saduceus e herodianos contra Jesus, por sentir-se ameaçados pelas sublimes palavras de que Ele se fizera portador, e em razão do seu absoluto desinteresse pelas posses materiais e quejandos.

O retorno de Gadara, após a libertação de Legião e da indiferença dos gerasenos, mais interessados nos seus porcos do que no Mestre, causara sentimentos desencontrados e frustrantes nos Seus companheiros.

Enquanto as barcas cortavam as ondas em movimentos contínuos sob um céu iluminado fortemente pelo Astro-rei, alguns discípulos não escondiam a decepção e a raiva em decorrência do acontecimento...

Caprichosos, sequer deram oportunidade ao Rabi para que expusesse o que possuía de beleza interior para oferecer-lhes. A sua agressividade às portas da cidade, irritara Pedro a tal ponto, que Lhe solicitara fizesse descer fogo celeste para os destruir, no que não fora atendido. O Mestre compreendia-os na ignorância em que se refugiavam e tivera deles infinita compaixão.

Nem toda semente encontra solo fértil para germinar.

Ele cumprira com o dever de auxiliar o enfermo a ver-se livre da opressão terrível dos obsessores que o constringiam, desde há muito, ameaçando-lhe a existência.

Após o largo percurso no mar, atingiram a praia de Cafarnaum onde a multidão acostumada a ouvi-lO e a receber-Lhe as bênçãos, ansiosamente aguardava inquieta.

Repetiu-se o espetáculo dos infelizes trazidos por familiares e a esforço pessoal, a fim de conseguirem a cura para as suas mazelas. Não lhes interessavam muito as palavras repassadas de ternura e misericórdia, saturadas de amor, que lhes podiam propiciar a cura real profunda, a do Espírito.

A preocupação exclusiva era com o corpo e suas deficiências, sem sabedoria para tentar entender-lhes as causas.

Quando o velário da noite desceu, salpicado de lírios estelares, após a refeição na casa de Simão, o Amigo buscou a praia quase deserta onde as ondas sucessivas do mar cantavam sua melodia, aureoladas pela espuma branca que as praias absorviam e aguardou que os amigos se Lhe acercassem, o que logo ocorreu.

Suave perfume de flores miúdas misturadas à maresia e tudo mais em volta formavam um cromo em movimento de beleza incomum.

Bartolomeu era talvez o discípulo mais discreto e algo experiente.

Nascera em Caná da Galileia e era conhecido como Natanael (que significa Deus deu) Bar Tolmay, que ao ser apresentado a Jesus, o Mestre lhe informou que já o conhecia pelas suas reflexões à sombra das árvores na cidade. Mas ele, por sua vez, quando informado sobre o Mestre e Sua origem redarguira, perguntando: - Que pode vir de bom de Nazaré? Tornara-se-Lhe discípulo humilde e devotado, que mais tarde daria a existência em holocausto de amor em Sua memória.

Utilizando-se do silêncio que se fizera natural, interrogou o amado Amigo:

Por que os demônios exercem domínio sobre as criaturas humanas, enlouquecendo-as, vampirizando-as, aniquilando-as quase, sem nenhuma piedade?

O Rabi olhou ternamente, o discípulo sisudo e respondeu com suave entonação de voz:

Convém recordarmos que os demônios são as almas daqueles que habitaram a Terra e foram despidos pela morte, retornando à pátria de origem: o mundo espiritual, Porque a sua era uma conduta vilipendiosa, entregue aos disparates da insensibilidade moral, à luxúria e às paixões perversas, despertaram além da morte com as imensas feridas dos sentimentos abertas em chagas vivas e, infelizes, comprazem-se em atormentar todos aqueles com os quais se afinizam.

As criaturas humanas ouvem e tomam conhecimento das Escrituras que advertem quanto ao comportamento e aos deveres para com Deus e os seus irmãos. No entanto, entregam-se aos prazeres cumprindo algumas recomendações legais, sem qualquer vínculo com a vida espiritual. Dão a impressão que viverão para sempre no corpo e, quando descobrem a imortalidade acreditam-se credenciadas ao repouso no paraíso gratuito que pensam merecer.

O Pai generoso e sábio permite que os mais comprometidos porém, voltem à Terra em estado de redenção, enfermos e debilitados, tomando-se vítimas daqueles aos quais prejudicaram e anatematizaram.

E qual seria - indagou o discípulo atento - o meio para impedir essa ocorrência lamentável por sua crueldade?

Os profetas demonstraram que a existência terrena é oportunidade para o crescimento espiritual e prescreveram as leis que, obedecidas, precatam os indivíduos das interferências do mal.

O egoísmo, a soberba, os sentimentos negativos, porém, prevalecem em sacerdotes, levitas, fariseus, saduceus inescrupulosos, divulgando as suas ideias fantasistas e negadoras da realidade de Deus, facultando a degradação íntima, embora disfarçada pela pureza dos trajes impecáveis, da hipocrisia religiosa, que a todos empurram para a submissão às forças do mal.

Para sanar a calamidade proponho o amor incondicional como recurso preventivo e curador de todas as desgraças, por dignificar o ser humano e resguardá-lo das influências destrutivas provindas do mundo espiritual.

Quando se ama, eliminam-se as imperfeições e ascende-se moralmente a estâncias elevadas, que se constituem impedimento para as fixações mentais desses desventurados com os aflitos da Terra.

Dias virão, no futuro, em que o Pai enviará os Seus mensageiros em meu nome para iluminar as consciências terrestres e resgatar os que demonizam as demais, voltando-se para o bem.

Bartolomeu refletiu um pouco e porque o silêncio geral o estimulasse, volveu a nova interrogação:

E o que acontecerá a Legião, a esses Espíritos que foram expulsos do endemoniado de Gadara?

Voltarão à Terra - ripostou o Mestre - sofridos e assinalados pelas enfermidades do mal que praticaram, depurando-se mediante as bênçãos das dores acerbas.

Ninguém burla as leis de amor, de compaixão e de misericórdia estatuídas pelo Pai.

Por isso, é necessário ser-se simples como o lírio do campo, humilde e puro de coração como as leves borboletas, pobre de espírito de inveja e de torpezas e sentir fome e sede de justiça superior e nobre, a fim de ser-se saciado e encontrar-se o reino dos céus onde passará a habitar. Logo silenciou, detendo-se na contemplação dos astros luminosos no firmamento.

As ânsias da Natureza registraram nas suas ondas e, na atualidade, o conhecimento da obsessão, atesta a afirmativa do Senhor, traçando diretrizes para quem deseja a conquista da saúde em plenitude.

Amélia Rodrigues
Psicografia de Divaldo Pereira Franco, na sessão mediúnica da noite de 21 de dezembro de 2014, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia.

09 fevereiro 2015

Terapia da Oração - Joanna de Ângelis

 

TERAPIA DA ORAÇÃO

Recurso valioso para todo momento ou necessidade, a oração encontra-se ao alcance de quem deseja paz e realização, alterando para melhor os fatores que fomentam a vida e facultam o seu desenvolvimento.

A oração é o instrumento pelo qual a criatura fala a Deus, e a inspiração lhe chega na condição de divina resposta.

Quando alguém ora, luariza a paisagem mental e inunda-se de paz, revitalizando os fulcros da energia mantenedora da vida.

A oração sincera, feita de entrega íntima a Deus, desenvolve a percepção de realidades normalmente não detectadas, que fazem parte do mundo extrafísico.

O ser material é condensação do energético, real, transitoriamente organizado em complexos celulares para o objetivo essencial da evolução. Desarticulando-se, ou sofrendo influências degenerativas, necessita de reparos nos intrincados mecanismos vibratórios, de modo a recompor-se, reequilibrar-se e manter a harmonia indispensável, para alcançar a finalidade a que se destina.

O psiquismo que ora, consegue resistências no campo de energia, que converte em forças de manutenção dos equipamentos nervosos funcionais da mente e do corpo.

A oração induz à paz e produz estabilidade emocional, geradora de saúde integral.

A mente que ora, sintoniza com as fontes da vida, enriquecendo-se de forças espirituais e lucidez.

Terapia valiosa, a oração atrai as energias revigorantes que reajustam moléculas orgânicas no mapa do equilíbrio físico, ao tempo que dinamiza as potencialidades psíquicas e emocionais, revigorando o indivíduo.

Quando um enfermo ora, recebe valiosa transfusão de forças, que vitalizam os leucócitos para a batalha da saúde e sustentação dos campos imunológicos, restaurando-lhes as defesas.

O indivíduo é sempre o resultado dos pensamentos que elabora, que acolhe e que emite.

O pessimista autodestrói-se, enquanto o otimista auto-sustenta-se.

Aquele que crê nas próprias possibilidades desenvolve-as, aprimora-as e maneja-as com segurança.

Aquele outro que duvida de si mesmo e dos próprios recursos, envolvendo-se em pensamentos perturbadores, desarranja os centros de força e exaure-se, especialmente quando enfermo. Assemelha-se a uma vela acesa nas duas extremidades, que consome duplamente o combustível que sustenta a luz, até sua extinção.

A mente que se vincula à oração ilumina-se sem desprender vitalidade, antes haurindo-a, e mais expandindo a claridade que possui.

Envolvendo-se nas irradiações da oração a que se entregue, logrará o ser enriquecer-se de saúde, de alegria e paz, porquanto a oração é o interfone poderoso pelo qual ele fala a Deus, e por cujo meio, inspirado e pacificado, recebe a resposta do Pai.

Ao lado, portanto, de qualquer terapia prescrita, seja a oração a de maior significado e a mais simples de ser utilizada.

Espírito de Joanna de Ângelis
Médium: Divaldo P.Franco

08 fevereiro 2015

Gratidão: Um novo olhar sobre a vida - Joanna de Ângelis


GRATIDÃO: UM NOVO OLHAR SOBRE A VIDA

Vida, Natureza, família, semelhante, trabalho, chefe, prova, expiação, dor, sofrimento, enfermidade, saúde, amigo, inimigo, alegria, tristeza, situação financeira são alguns exemplos dos motivos de gratidão ou reclamação de nossa parte.

 Qualquer coisa pode ser razão para agradecer ou reclamar, a depender do ponto de vista.

 Costumamos reclamar de tudo.
 
Quando chove, reclamamos do mau tempo; quando faz sol, reclamamos porque está quente; quando é noite, gostaríamos que fosse dia; quando é dia, nos incomodamos pelo desejo de que a noite chegue logo; se o tempo passa depressa, reclamamos sugerindo a ampliação do dia para 36 horas; se o tempo é vagaroso, lamentamos pela lerdeza do deus Cronos. Tudo, sem exceção, parece ser motivo para reclamar. Poderíamos continuar escrevendo uma página ou um livro inteiro elencando motivos de reclamação ou exemplos práticos de sua ocorrência.

Vamos fazer o contrário? Agradeçamos por tudo. Até pela dor que nos atinge profundamente. “Bendita a dor, ela é a grande sinfonia que acorda os corações humanos para a Vida Eterna”, já dizia meu pai e continua dizendo até hoje nos seus 80 anos, como informação colhida de fonte oral. Segundo Emmanuel, Guia Espiritual do cândido Chico Xavier, “a dor é um constante convite da vida, a fim de que aceitemos uma entrevista com Deus”. (1)

Quando tudo está bem, tendemos a nos esquecer do agradecimento. Mas, a misericórdia divina, reconhecendo nossas necessidades, oferece-nos a dor-expiação, a dor-evolução, a dor-auxílio (2) para que, humildemente, nos coloquemos diante do Senhor da Vida e, em definitivo, consigamos nos libertar de nosso passado infeliz, acordando o homem renovado para o novo mundo de regeneração.

Joanna de Ângelis, a psicóloga espiritual e guia do médium Divaldo Pereira Franco, alerta que a “reclamação é perda de tempo”. (3) Realmente, quem reclama está perdendo a oportunidade de agradecer, de fazer algo útil na existência Aquele momento de reclamação não nos leva a resultado efetivo, então, poderia ser absolutamente dispensado sem que fizesse falta alguma. Não estamos aqui cogitando da avaliação serena e necessária para determinadas situações, ocorrências e circunstâncias que vivenciamos fruto da nossa iniciativa ou decorrente da ação de terceiros. É importante, sim, avaliarmos para melhorar o que for indispensável à caminhada evolutiva.

 A reclamação, pelo contrário, não tem propósito útil. Apenas o da lamentação, que deixa transparecer nosso azedume. Seria melhor que nos silenciássemos, pois o silêncio na maioria das vezes se traduz na melhor das respostas. É como aquela expressão do ditado popular que nos exorta, quando não fomos felizes em alguma afirmação: “Você perdeu uma boa oportunidade de ficar calado”.


Vamos exercitar o silêncio quando a vontade de reclamar visitar os escaninhos da mente, provocando-nos para ações menos recomendáveis. Reclamar é feio, denota falta de educação, e, dependendo de como a atitude é manifestada, ausência de respeito para com o semelhante e, sobretudo, ingratidão para com Deus.

Gostaria de fazer um trato e assinar tacitamente um contrato com o prezado leitor. No dia, temos três períodos claramente delimitados: manhã, tarde e noite. Vamos assumir o compromisso de agradecer pelo menos uma vez em cada período do dia. Agradeceremos: pela manhã ao acordar – cada dia é como se fosse uma nova encarnação; à tarde, quando almoçarmos ou olharmos o crepúsculo ou, ainda, estivermos no trânsito que nos oferece o ensejo de desenvolver várias virtudes, tais como a paciência, a tolerância e a indulgência; e agradeçamos ao final da noite por mais um dia, repleto de oportunidades e desafios para o aprendizado constante. 
 
Amanhã, depois de amanhã, e depois... A atitude deverá ser mantida ao longo de todo o mês. Quando este findar, na noite do derradeiro dia, o número de agradecimentos chegará a pelo menos 90 vezes!

Acredito que, após esse período, já teremos adquirido o hábito do agradecimento. A partir daí, o comportamento será espontâneo, assegurando que começamos a exercitar um novo olhar sobre a vida.

A reclamação reflete postura de orgulho, ao passo que a gratidão é resultado de atitude humilde.

 A reclamação nos fecha para a sintonia com o auxílio superior; a gratidão facilita a sinergia com aqueles que aspiram à harmonia e ao equilíbrio dela decorrente. A gratidão é um ato que transparece a divindade existente em cada um de nós. Já a reclamação é de nossa responsabilidade, sobre a qual deveremos prestar as devidas contas no momento em que a lei de causa e efeito nos requisitar para uma entrevista com Deus.

Se analisarmos detidamente, chegaremos à conclusão de que a vida nos oferece muito mais motivos para agradecer do que para reclamar. Agradecer faz bem à saúde integral do indivíduo, que se sente mais aberto à sintonia com o Plano Superior da Vida, em contato com os amigos espirituais que podem ter o trabalho de inspiração facilitado pelas vias da nossa intuição a ser colocada, gradativamente, à disposição do serviço no bem.

Agradecer-nos tornas felizes, pois aprendemos a enxergar novos horizontes. Os nossos olhos brilham mais, identificando-se com o belo, o bom, o útil. Agradeçamos pelo bem e pela oportunidade de melhoria, pela prova e pela expiação, pela bênção do trabalho e da libertação. Na vida, é recomendável aprendermos a agradecer mais e a reclamar menos.


 REFORMADOR Fev.2012


Referências:

  1. Francisco C. Xavier. Material de construção. Pelo Espírito Emmanuel. São Paulo: Ideal, 1982. 
  2. Ação e reação. Pelo Espírito André Luiz. 28. ed. 4. reimp. Rio de Janeiro: FEB, 2011. Cap. 19, p. 329. 
  3. Divaldo P. Franco Desperte e seja feliz. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. 6. ed. Salvador: LEAL, 2000


07 fevereiro 2015

A Honra Também se Ensina - Momento Espírita



A HONRA TAMBÉM SE ENSINA


É comum, em nossos dias, ouvirmos reclamações por parte de pessoas que se sentiram desrespeitadas em seus direitos.

É o médico que marca uma hora com o paciente e o deixa esperando por longo tempo, sem dar satisfação.

É o advogado que assume uma causa e depois não lhe dá o encaminhamento necessário, deixando o cliente em situação difícil.

É o contador que se compromete perante a empresa a providenciar todos os documentos exigidos por lei e, passados alguns meses, a empresa é autuada por irregularidades que esse diz desconhecer.

É o engenheiro que toma a responsabilidade de uma obra, que mais tarde começa a ruir, sem que ele assuma a parte que lhe diz respeito.

É o político que faz muitas promessas e, depois de eleito, ignora a palavra empenhada junto aos seus eleitores.

Esses e outros tantos casos acontecem com frequência nos dias atuais.

É natural que as pessoas envolvidas em tais situações, exponham a sua indignação junto à sociedade, e reclamem os seus direitos perante a justiça.

Todavia, vale a pena refletir um pouco sobre a origem dessa falta de honradez por parte de alguns cidadãos.

Temos de convir que todos eles passaram pela infância e, em tese, podemos dizer que não receberam as primeiras lições de honra como deveriam.

Quando os filhos são pequenos não damos a devida importância às suas más inclinações ou, o que é pior, as incentivamos com o próprio exemplo.

Se nosso filho desrespeita os horários estabelecidos, não costumamos cobrar dele a devida atenção.

Se prometem alguma coisa e não cumprem, não lhes falamos sobre o valor de uma palavra empenhada.

Ademais, há pais que são os próprios exemplos de desonra. Prometem e não cumprem. Dizem que vão fazer e não fazem. Falam, mas a sua palavra não vale nada.

É importante que pensemos a respeito das causas, antes de reclamar dos efeitos.

É imprescindível que passemos aos filhos lições de honradez.

Ensinar aos meninos que as filhas dos outros devem ser respeitadas tanto quanto suas próprias irmãs.

Ensinar que a palavra sempre deve ser honrada por aquele que a empenha.

Ensinar o respeito aos semelhantes, não os fazendo esperar horas e horas para, só depois, atender, como se estivéssemos fazendo um grande favor.

Enfim, ensinar-lhes a fazer aos outros o que gostariam que os outros lhes fizessem, conforme orientou Jesus.


* * *


Não há efeito sem causa. Todo efeito negativo, tem uma causa igualmente negativa.

Por essa razão, antes de reclamar dos efeitos, devemos pensar se não estamos contribuindo com as causas, direta ou indiretamente.

Pensemos nisso!   

Redação do Momento Espírita



06 fevereiro 2015

Diante do Tempo - Emmanuel


DIANTE DO TEMPO

Contempla o mundo a que voltaste, através da reencarnação, para resgatar o passado e construir o futuro.

Sol que brilha, nuvem que passa, vento que ondula, terra expectante, árvore erguida, fonte que corre, fruto que alimenta e flor que perfuma utilizam a riqueza das horas para servir.

Aproveita, igualmente, os minutos, para fazeres o melhor.

Perdeste nobres aspirações em desenganos esmagadores; no entanto, as esperanças renascem no coração dilacerado, à maneira de rosas sobre ruínas.

Perdeste créditos valiosos na insolvência passageira que te aflige o caminho; todavia, o trabalho dar-te-á recursos multiplicados para conquistas novas.

Perdeste felizes ocasiões de prosperidade e alegria, à vista da calúnia com que te ferem, mas, no culto da tolerância, removerás a maledicência, demandando níveis mais altos.

Perdeste familiares queridos que te largaram à solidão; no entanto, recuperá-los-ás tão logo consigas sazonar os frutos do entendimento, na esfera da própria alma.

Perdeste afetos sublimes na fronteira da morte; todavia, reaverás todos eles, um dia, quando te sentires de espírito libertado, nos planos da Grande Luz.

Perdeste dons preciosos, na enfermidade em que te flagelas, mas o próprio corpo físico é santuário que se refaz.

Observa, contudo, o que fazes do Tempo e vale-te Dele para instalar bondade e compreensã

o, discernimento e equilíbrio, em ti mesmo, porque o dia que deixas passar, vazio e inútil, é, realmente, um tesouro perdido que não mais voltará. 


Espírito Emmanuel
Do livro "Justiça Divina"
Obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier
Fonte: Revista "O Consolador"

05 fevereiro 2015

História de um Espírito - Divaldo P. Franco



HISTÓRIA DE UM ESPÍRITO

Há muitos anos, um Espírito apareceu a Divaldo (médium espírita, dirigente da instituição Mansão do Caminho da Bahia), e contou-lhe sua triste história: “Eu era uma mulher bela, casada, também, com um homem muito atraente. Éramos felizes, até que um dia a beleza física dele nos desgraçou. Simpático, jovial e atraente, arranjou outra mulher mais bela e mais jovem do que eu. Uniu-se a ela, e disse-me:

- A partir de hoje irei me transferir de casa. Por você estar velha e desgastada, procurei outra mulher mais jovem para me estimular e dar colorido à minha vida.

Dizendo isso, arrumou suas malas e saiu. Enquanto ele saía, dei um tiro em minha cabeça, para que ele ouvisse e tivesse remorso para o resto da vida. Suicidei-me! Não posso lhe dizer quanto tempo se passou. Senti o tormento que me veio depois do suicídio, a crueldade do ato impensado, o desespero que me proporcionou.

Tudo quanto posso lhe dizer é que agora eu me libertei, momentaneamente do tiro, da bala que partira minha cabeça. E meu primeiro pensamento foi ver o homem por quem eu destruí minha vida. Quis visitá-lo, e uma força estranha como um magneto me atraiu a uma casa majestosa, a uma mulher de meia idade e a um homem que estava atormentado e deitado em uma cama especial.

Era meu antigo marido, portador agora de uma doença degenerativa. Estava desmemoriado, deformado, hebetado, teve também, derrame cerebral, estava sem cabelos, sem dentes, trêmulo sobre a cama . . . Uma verdadeira pasta de carne! Então eu olhei, e pensei: - Meu Deus! Foi por isso que eu me matei!? Como fui tão apegada à matéria, que murcha e se decompõe mesmo em vida. 

Hoje estou sofrendo moralmente! Como pude dar tanto valor à matéria! . . . Não confiei em Deus, e cheguei ao extremo de tirar minha vida por um homem que não a merecia, enceguecida por sua beleza física. Apeguei-me muito, a ponto de anular minha personalidade. Não podia viver sem ele. Tem piedade de mim e de todos aqueles que estão presos às pastas de carnes que irão se decompor e morrer em breve tempo, mais breve do que esperamos.”

E o Espírito, saiu depressa, sem dar tempo de Divaldo falar com ela.

Dessa história, podemos tirar 3 lições:

1ª - Sobre o suicídio. A recomendação Espírita é: “Não se mate você não morre.”

2ª - Procurar parceiros (as) visando beleza física e não espiritual, é outro engano. O amor verdadeiro não é cego, mas a paixão sim. Na questão 969, os Espíritos disseram para Allan Kardec que: “Muitos são os que acreditam amar perdidamente, porque apenas julgam pelas aparências, e que, obrigados a viver em comum, não tardam a reconhecer que só experimentaram um encantamento material! Não basta uma pessoa estar enamorada de outra que lhe agrada e em quem supõe belas qualidades. Vivendo realmente com ela é que poderá apreciá-la. Cumpre não se esqueça de que é o espírito quem ama e não o corpo, de sorte que, dissipada a ilusão material, o espírito vê a qualidade.”

3ª - Ninguém é de ninguém. Ninguém é posse de ninguém. Quando amamos verdadeiramente a outra pessoa, nós queremos vê-la bem, feliz, seja lá com quem for. Divaldo com muita propriedade nos exorta:

- É necessário libertar-nos dos apegos, das coisas escravocratas e seguirmos a direção do alvo, porque somos a flecha que o grande Arqueiro disparou.

Aprende, pois, a olhar não com nossos olhos, mas sim com o coração, amar verdadeiramente a alma e não o corpo, pois o corpo acaba e a alma se eterniza o Espírito é realmente a verdadeira luz , e nós como seres humanos deveríamos ver, não com os olhos mas com o coração, pois este, nunca nos engana!

Escrito por Divaldo P. Franco

04 fevereiro 2015

Porque Queres? - Joanna de Ângelis


PORQUE QUERES?


Que os espíritos ainda pouco evoluídos na luz perseguem os homens, não há dúvida.

Lúcidos e frívolos tanto quanto perversos, prosseguem, além do corpo, consoante foram antes da desencarnação.

Invejando ou odiando aqueles que se esforçam e se esmeram para evoluir, intentam, por todos os meios possíveis, envolvê-los nas suas redes e tramas sórdidas.

Inspiram, aturdem, criam situações embaraçosas, insistindo na manipulação dos seus objetivos infelizes, entregando-se a tais misteres nos quais se creem realizados.

Turbados e ignorantes em relação às leis da vida, supõem-se "braços da Justiça" ou livres para agir conforme as próprias aspirações.

Interferem, desse modo, na conduta humana, os espíritos zombeteiros e impiedosos, gerando sofrimentos.

Há, naturalmente, em todo intercâmbio, uma reciprocidade de sintonia.

A lei de identidade moral e emocional responde pela comunhão de idéias entre aqueles que participam da mesma união.

Mantenha o indivíduo um salutar padrão mental e comportamental superior, e, de forma alguma, os espíritos, doentes e ignorantes, encontrarão campo para os seus objetos de desejos perniciosos.

Em toda área de comunicação a mensagem somente é recebida por quem lhe permanece na faixa de registro.

Ante, portanto, a intermitente perseguição espiritual, defrontamos um agente atuante e um paciente agradavelmente receptivo. Isto, porém, ocorre contigo, porque o queres.

Ergue-te, mentalmente, acima das faixas vibratórias, nas quais se movimentam os Espíritos vulgares e impuros. Resguarda-te do pessimismo e da suspeita, que são fatores propiciatórios para o desequilíbrio.

Consolida as disposições felizes, no íntimo, mentalizando o bem e a ele entregando-te, a fim de pairares em clima superior de paz.

Medita e ora, agindo corretamente, e, se algo, ainda assim, te acontecer, compreende que é um episódio fortuito da vida, que não te merecerá maior consideração.

O processo, no qual te encontras engajado, é de evolução; resolve-te por avançar.

Ascendendo psiquicamente e harmonizando-te emocionalmente, será respeitado pelos Espíritos perturbadores que, mesmo intentando molestar-te, não encontrarão receptividade da tua parte.

Recorda-te, por fim, de Jesus.

Quem o encontrou, descobriu um tesouro luminoso, e, enriquecendo-se com ele, jamais tropeçará em sombra e aflição. Impregna-te dele, e sê feliz, sem mais controvérsia.


Espírito de Joanna de Ângelis
Médium: Divaldo P.Franco

03 fevereiro 2015

Elitização do Movimento Espírita um caminho contrário à Caridade - Ismael Batista da Silva



ELITIZAÇÃO DO MOVIMENTO ESPÍRITA UM CAMINHO CONTRÁRIO À CARIDADE


Quem me conhece sabe que não sou do tipo de ficar jogando pedras em ninguém, pois não me sinto com capacidade de julgar quem quer que seja, sou, ainda, muito falho. Porém tenho o dever de zelar pela preciosidade que Deus me ofereceu: o Espiritismo.

Como todos os divulgadores da doutrina, procuro acompanhar o nosso movimento através de jornais, revistas e, sobretudo, da internet. Confesso que, em observando algumas iniciativas atuais de alguns dirigentes, mesmo entendendo “suas razões”, tenho ficado um tanto preocupado com aquilo que o Chico Xavier mais temia: ver o movimento espírita se tornar elitista.

Sei que o movimento espírita é constituído em boa parte por pessoas mais intelectualizadas, mas isso não impede de nos voltarmos para o caminho da humildade e da caridade que somos convidados, doutrinariamente, a vivenciar.

Estou observando, por exemplo, que eventos pomposos estão sendo realizados em nome de uma doutrina que nos chama para uma vivência puramente cristã, como acontecia na época de Jesus, onde todo espírito vibrava fraternidade e estava voltado para o bem coletivo. Afinal, o Espiritismo é ou não é a revivescência do Cristianismo? Precisamos aprender a conviver nos momentos corriqueiros, nas dificuldades e desfrutar dos banquetes espirituais em conjunto, apesar das diferenças que nos assinalam, pois só assim vamos viver harmoniosamente.

E o que estamos fazendo? Parece-me que estamos, atualmente, caminhando no sentido contrário. Programando atividades onde somente os mais endinheirados podem participar. E os nossos irmãos mais pobres em moedas, onde ficam? Somente nas cadeiras dos centros ouvindo os intelectuais e na hora de um evento maior não podem participar? Ou então, no fundo das cozinhas dando duro e longe dos ensinamentos ministrados no recinto luxuoso? E aqueles que só podem ir para ficar guardando os carros dos chefões doutrinários?

Ah!... Mas estamos num mundo material e, aqui, tudo custa dinheiro: alguns argumentam. Sim. Correto. Mas se desejarmos fazer um evento grandioso, deveríamos então nos programar melhor e, o grupo interessado na sua realização, buscar outras fontes de rendas para o custeio, seja com trabalho próprio, patrocínios e outras iniciativas justas e coerentes, sem prejudicar, com isso, a participação daqueles que não podem pagar e/ou comprar obras dos oradores famosos.

Muitos companheiros, felizmente, já fazem isso. Temos bons exemplos de excelentes eventos, com a participação dos mais renomados oradores, cantores que são realizados graciosamente e alguns, inclusive, são feitos até em lugares públicos, onde toda e qualquer pessoa pode participar sem nenhum constrangimento e taxa.

Esse deve ser o movimento espírita como idealizou Allan Kardec e depois os seus mais legítimos seguidores.

Fico imaginando Cairbar Schutel, Eurípedes Barsanulfo, Batuira, Dr. Bezerra e tantos outros exemplos de vivência cristã e dedicação que tivemos no movimento espírita, se hoje estivessem reencarnados, realizariam ou participariam de alguma atividade espírita cobrando taxa dos interessados? Evidentemente que não, pois testemunharam a grandeza espiritual de que são portadores, exatamente pelo amor a doutrina, desprendimento e devotamente ao espírito coletivo.

Será que Allan Kardec aceitaria realizar uma palestra ou algum seminário, onde a compra de suas obras seria obrigatória para se participar?

Com certeza, jamais ele aceitaria participar de algo tão materialista e tão contrário aos seus ideais. Sua meta era e é, tão somente, corroborar para a espiritualização de todos, indistintamente.

O endeusamento de palestrantes e médiuns está, cada vez mais, tomando conta do movimento espírita. Sabemos que isso é, por demais, prejudicial à evolução dos mesmos, mas continuamos a endeusa-los. Triste engano e mais triste ainda é ver que muitos deles aceitam, até com alegria, serem tratados como celebridades ou Pop Star.

Alguns se esquecem de que mais será cobrado daquele que mais recebeu. Que outros trouxeram o trabalho por misericórdia divina, pois pediram clemência para não terem que suportar tantas dores no mundo, se colocando para resgatarem seus débitos, levando mensagens espiritualizadas que eles próprios são os primeiros que precisam conscientizá-las.

Dias atrás vi uma propaganda de um evento espírita que acontecerá no nordeste que me deixou de queixo caído. Para participar do referido trabalho, o interessado deverá pagar R$ 100.00 por palestra, recebendo duas obras do palestrante do dia, podendo pagar até em três vezes no cartão de crédito. Pense bem: Por esse valor de entrada pode-se assistir os megas shows envolvendo os melhores artistas brasileiros.

Onde estamos? O que é isso? Será que o Cristo, sobretudo num momento em que a Terra está passando por duros abalos materialistas, precisando de Sua mensagem com urgência, apoiará um evento como esse? Será que os Benfeitores estarão, mesmo, dando cobertura a essa gente? Só mesmo se for pela misericórdia divina, pois pela razão ficariam todos ao bel prazer de seus atos materialistas.

Vamos fazer eventos onde todos podem participar sem constrangimento e sem o espírito separatista. Se não puder fazer suntuoso, que seja simples e rico de alegria cristã. Se for cobrar algo, que seja simbólico para alimentação, mas de preferência que seja aberto a toda gente. Vamos exaltar a espiritualidade, a fraternidade que estamos sendo convidados a desenvolver em nossa humanidade e não a nossa materialidade orgulhosa! Pense nisso.


Ismael Batista da Silva

 

02 fevereiro 2015

Desejas - Emmanuel

 

DESEJAS

Toda melhora parece distante...

Toda superação surge como sendo quase impossível. Pediste, porém, o berço terrestre, no exato lugar em que te cabe aprender e reaprender.

Não olvides, por isso, que o domínio da lição não dispensa a vontade.

Recebeste no lar muitos daqueles que te não alimentam a simpatia.

No entanto, se desejas, podes transformar toda aversão em amor, desde que te decidas a ajudá-los com paciência.

Sofres o chefe insano, a crivar-te de inúmeros dissabores.

Contudo, se desejas, podes convertê-lo em amigo, desde que te disponhas a auxiliá-lo sem pretensão.

Padeces dura condição social, renteando o infortúnio.

Todavia, se desejas, podes transfigurar a subalternidade em elevação, desde que te eduques, para que a vida te use em plano mais alto.

Trazes o órgão enfermo, a cercar-te de inibições. Entretanto, se desejas, podes aproveitá-lo, na própria sublimação, em nível superior.

Ainda hoje, é possível encontres sombras enormes...

O obstáculo dos que te não compreendem, a palavra dos que te insultam, o apontamento insensato ou as lágrimas que a prova redentora talvez te venha pedir.

Mas podes usar o silêncio e a oração, clareando o caminho...

Declaras-te sem trabalho, amargando posição desprezível, mas, se desejas, podes ainda agora começar humilde tarefa, conquistando respeito e cooperação.

Acusam-te de erros graves, criando-te impedimentos, mas, se desejas, podes tomar, em bases de humildade e serviço, a atitude necessária à justa renovação.

Sentes-te dominado por esse ou aquele hábito vicioso, que te exila no desapreço, mas, se desejas, podes reaver o próprio equilíbrio, empenhando energia e tempo no suor do trabalho digno.

Afirmas-te na impossibilidade de socorrer os necessitados, mas, se desejas, podes efetuar pequeninos sacrifícios domésticos em favor dos outros, de modo a que tua vida seja uma bênção na vida de teus irmãos.v Para isso, porém, é preciso não esquecer os recursos singelos que tanta gente deixa ao olvido...

O minuto de tolerância.

O esquecimento de toda injúria.

O concurso anônimo.

A bondade que ninguém pede.

O contacto do livro nobre.

A enxada obediente.

A panela esquecida.

O tanque de lavar.

A agulha simples.

A flor da amizade.

O resto de pão.

Queixas-te de necessidade e desencanto, fadiga e discórdia, abandono e solidão, mas, se realmente desejas, tudo pode mudar...

Emmanuel (Espírito)
Francisco C. Xavier (psicografia)
Do livro "Religião dos Espíritos", cap. 83

01 fevereiro 2015

Planeta Terra em Transição -PLANETA TERRA EM TRANSIÇÃO



PLANETA TERRA EM TRANSIÇÃO


— Filhos de minha alma – disse com voz firme e serena aqui nos acercamos para compartilhar com vocês importantes alertas recebidos de esferas mais elevadas e que devem dirigir nossos esforços no tocante ao momento em que vivemos junto às criaturas encarnadas.

Todos já ouvimos falar dos trabalhadores da última hora a que se refere Jesus em inspirada mensagem de seu evangelho. Assim, sabem vocês que graças ao trabalho no bem que aceitaram como o quinhão da entrega pessoal, são considerados no rol dos convocados à última jornada. Entretanto, urge saber que nos encontramos nas últimas etapas da última hora, quando os esforços e sacrifícios devem ser multiplicados e as advertências precisam chegar de maneira mais direta aos corações dos encarnados.

Para tanto, essa nobre instituição é farol que orienta multidões que lhe buscam o conforto espiritual e que, como seus alunos ou trabalhadores, não podem ficar ao largo da iluminação das próprias consciências, impondo-se lhes seja recordado o fato de que já desperdiçamos quase dois mil anos de ensinos e exemplos e que, diante das renovações que se aproximam, cada qual deve empenhar-se na efetiva transformação moral, pela renúncia ao mundo, pela abnegação sincera e pelo exemplo no bem.

Esses avisos estão sendo espalhados pelas instituições religiosas de todos os credos. No entanto, ninguém melhor dos que os espíritas para poder recebê-los no âmago do ser, com a consciência que nos permitem as leis do discernimento espiritual, que nos chegaram graças aos esforços da plêiade de nobres almas, coordenadas pelo heroísmo de Kardec, sob cuja sombra nos educamos para melhor compreender o amorável Jesus.

Essa mensagem, oriunda de esferas mais sublimes e de outros orbes solidários conosco em matéria de adiantamento, precisa tocar primeiro os vossos corações e mentes para que, assim assimilados, dirijam-se na direção de todos quantos possam encontrar aqui, não somente o pão para o estômago, a roupa para o corpo, o remédio para a enfermidade, mas o precioso ensino para as dúvidas da alma nascidas dos problemas diários. Aqui, eles precisam achar a luz para seus passos incertos como almas imortais. Não se reduzam a cultivadores de corpos, tratadores de corpos, protetores de corpos. O evangelho do Senhor é muito claro a respeito quando Jesus afirma:

Tende o cuidado de preservar-vos de toda a avareza, seja qual for a abundância em que o homem se encontre, sua vida não depende dos bens que ele possua. (Lucas, cap. XII, v. 15)

A vida, portanto, não depende da abundância material em qualquer sentido, nem nos valores transitórios, nem no equilíbrio orgânico nem na satisfação dos prazeres ou desejos tão variados quanto o permita a criatividade insaciável dos homens.

A vida está acima de todas essas coisas, precisando chegar aos nossos aflitos companheiros de jornada a notícia de que não devem perder mais tempo. Todo esforço no bem que forem capazes de fazer ainda será pequeno diante das grandes dificuldades que se avizinham. No entanto, ainda que as provações coletivas não possam ser impedidas, por seguir o curso natural das coisas em obediência às indefectíveis leis que regem o progresso dos orbes, a conduta sinceramente generosa, a disposição diária para a bondade, o despertamento para a noção da responsabilidade poderão mudar o destino de cada indivíduo enquanto há tempo.

E dirigindo-se aos responsáveis pela instituição que se posicionavam bem diante de seus olhos, Bezerra enfatizou:

— Vocês, queridos filhos, ocupando funções transitórias na responsabilidade administrativa ou doutrinária, devem estar à altura da tarefa, sendo os primeiros a exemplificar as virtudes evangélicas que predicam, recordando que, se a lei não for iludida por orações de última hora, a sentença será mais pesada sobre os ombros dos líderes indiferentes ao destino de seus liderados, dos que deixaram passar a hora preciosa e, por preconceitos, por ideias pessoais, por interpretações mesquinhas, negaram-se a transmitir a notícia que poderia salvar muitas vidas.

Não solicito que deixem o bom senso de lado para adotar a obediência cega e sem questionamento. É importante que saibam, porém, que não dispõem de autonomia para interferir no conteúdo da mensagem sem que, com isso, fraudem o esforço das sublimes dimensões que nos tutelam, responsabilizando-se pessoalmente por todas as dores que não forem evitadas.

Não se esqueçam de que o carteiro não é mais importante do que a notícia que carrega e não está a seu cargo estabelecer nenhum julgamento sobre a conveniência ou não de fazer chegar às mãos do destinatário aquele documento de que é, apenas, o simples portador.

Os olhares de todos se concentravam no orador que, com seu magnetismo intenso, dominava mesmo as mentes mais contrariadas, muitas das quais defendiam a manutenção da ignorância coletiva com a desculpa de não angustiar os ouvintes.

Agora, eram eles que se viam angustiados em decorrência das repercussões graves que sua omissão produziria em prejuízo deles próprios. Além disso, a própria consciência de culpa lhes era um espinho a dilacerar a alma, apontando-lhes erros e nódoas que lhes pesariam na avaliação moral de qualquer hora e tempo. Eram também eles, certamente, convocados à urgente transformação.

Depois de entender-se diretamente com os dirigentes, Bezerra voltou-se para o público onde estavam os diversos trabalhadores da casa.

— A todos vocês, filhos queridos, também está destinada a participação importante na obra do bem. Por suas bocas estaremos transmitindo mensagens de estímulo e vigilância. Tais comunicados virão tanto dos amigos invisíveis que os orientam na prática da mediunidade quanto pelos sofredores que dela se valerem para descrever os próprios tormentos. Sentirão o medo de muitos Espíritos com a aproximação do fim das oportunidades de reforma. Receberão entidades recém-saídas das trevas interiores, carregadas de fluidos pesadíssimos, blasfemando contra a hora difícil que as tirou das obscuras furnas. Magos da ignorância, perseguidores cruéis, estrategistas do mal, muitos se manifestarão por meio de suas faculdades mediúnicas, relatando a força poderosa que os está sugando para longe de seus domínios, sem saber explicar o que os está conduzindo.

Saibam entender que isto já é o prenúncio das coisas. Não desnaturem as comunicações pelo receio de não ser compreendidos pelos coordenadores da obra humana. Menos ainda por se identificar na mesma situação da entidade que se manifesta através de suas faculdades. Não será por minimizar as ideias, tentando desnaturar a comunicação em benefício de quem quer que seja, que conseguirão impedir o curso das coisas.

Tanto quanto os dirigentes, são vocês igualmente corres-ponsáveis pelo prejuízo dos irmãos que não forem alertados, que não puderem escutar uma palavra esclarecedora sem o véu da fantasia, pois toda mensagem de vigilância que morrer em suas gargantas será a nódoa da omissão que os desqualificará como maus carteiros.

A hora não é de titubeios, queridos filhos. A hora é de coragem e decisão no bem. Por isso, mantendo a calma e a seriedade na obra do Senhor, saibamos corresponder ao chamamento que nos trouxe a esta encarnação, como o momento mais importante para nossa existência, por nos permitir edificar o nosso futuro sem as tristes amarras que trazemos de nosso passado. Para isso é que se faz indispensável que compreendamos o dever que precisa ser cumprido a fim de não se atrapalhar o deslinde da obra.

Não se incomodem se as críticas aparecerem no dia a dia desejando intimidá-los nem percam o bom senso que deve permear toda conduta mental e emocional de dirigentes e trabalhadores da causa.

O momento é delicado e nele deverão saber alertar sem alarmar, orientar sem fanatizar, falar com clareza sobre as leis espirituais, sobretudo as de destruição, sem profetizar o fim do mundo.

A casa de Deus e a nossa casa interior deverão ser a morada do equilíbrio e da serenidade na hora da tormenta, porquanto, graças ao consolador prometido, não nos faltam noções de confiança em Deus e em nós mesmos para suportar os embates da luta nem a convicção de que só existe morte para o corpo. Somos indestrutíveis na alma e, por isso, nada nos deve amedrontar.

Escutarão essas notícias de todos os lados, saberão de outras mensagens através de diversos médiuns, de variados lugares, por

quanto é chegada a hora de que as parábolas com as quais se educa o Espírito infantil sejam substituídas pela lição direta, adequada ao Espírito que cresceu. 

Espírito Lúcius
Psicografia de André Luiz Ruiz
Livro No Final da Última Hora, cap. 9