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19 janeiro 2008

Direito de Nascer - Momento Espírita

DIREITO DE NASCER

Fala-se abertamente na possibilidade de realizar o abortamento do bebê, desde que seja detectado que ele possa vir a nascer com alguma deficiência física ou mental.

E a prática parece que se vai tornando usual. Ouve-se as pessoas afirmarem que, se fosse com elas, agiriam da mesma forma.

Afinal, ninguém deseja colocar no Mundo um deficiente mental, um alienado, um peso morto.

Mas é de nos indagarmos: e se o filho nascer perfeito e depois vir a se tornar, por enfermidade ou acidente, um deficiente, teríamos a coragem de tirar-lhe a vida?

Além disso, os que assim pensam atestam o desconhecimento das Leis Divinas que nunca se enganam, bem como as conquistas já realizadas pela medicina para tratar o feto ainda no ventre materno.

Possivelmente nunca ouviram falar da extraordinária Hellen Keller. Ela nasceu em 1880, numa pequena cidade do norte do Alabama.

Aos dezoito meses de idade, devido a uma doença infecciosa, tornou-se cega e surda. Sua deficiência sensorial lhe impedia qualquer comunicação com o mundo exterior e, por isso, ela foi tida como débil mental.

Aos sete anos era extremamente nervosa, agressiva. Foi então que apareceu em sua vida a professora Ana Sullivan.

Dali em diante sua vida se modificou radicalmente.

Aprendeu que as coisas tinham nome, que os pensamentos e sentimentos podiam ser escritos com sinais.

Com o tato, o gosto e o olfato estudou e pesquisou. Escreveu livros e ensaios.

Aos 24 anos formou-se no Colégio Universitário de Radcliff.

Ouvia a linguagem oral dos outros colocando suas mãos nos lábios ou no pescoço, sobre as cordas vocais dos que falavam.

Assim aprendeu a falar e proferiu palestras.

Dedicou toda a sua vida ao bem, ajudando os inválidos e os desesperados, através de conferências, trabalhos que promoveu em favor deles e de sua incontável correspondência.

Hellen Keller é a clara demonstração de que o Espírito pode superar a matéria.

Sua realidade interior venceu todos os obstáculos para transmitir a mensagem da esperança, a lição de confiança e persistência.

* * *

Hellen Keller costumava assistir a concertos musicais. Adorava solos de corda. Colocava suas mãos sobre o instrumento e ouvia a música.

Desencarnou no dia 2 de junho de 1968, com a idade de 88 anos, em Westport, Connecticut.

A respeito da linguagem oral dos surdos afirmou: “Havemos de falar e havemos de cantar porque Deus quer nossas palavras e nossos cantos.”

Considere tudo isso e pergunte-se, sinceramente, se é justo matar um ser humano sem lhe dar a mínima chance de tentar...

Redação do Momento Espírita, com base no cap. 4
2ª pt. do
livro As aves feridas na terra voam,
de Nancy Puhlmann di Girolamo,

ed. Instituição Beneficente Nosso Lar.
www.momento.com.br

18 janeiro 2008

Sintomas de Reencarnação - Antônio F. Rodrigues e Hélio Rossi

Abraham Lincoln e John F. Kennedy

John Wilkes Booth e Lee Harvey Oswald

Sintomas de Reencarnação

Após o infausto acontecimento do assassínio do Presidente Kennedy, o “Reformador”, periódico da Federação Espírita Brasileira, publicou certo artigo que dizia da possibilidade de ter sido o então presidente dos Estados Unidos, Sr. Kennedy, na vida pretérita, o assassino de Abraham Lincoln, o tão decantado Wilkes Booth, célebre figura dos meios teatrais estadunidenses, cujo homicídio processou-se quando Lincoln assistia num teatro a representação desse mesmo Wilkes Booth.

Com os sentidos voltados para essa conjectura de que Kennedy teria sido, no passado, o ator Booth, é que nos dispomos publicar a presente série de “coincidências” que pontificaram as vidas de Kennedy, Oswald, Lincoln e Wilkes. Vejam só:

1) Os Presidentes Kennedy e Lincoln estavam ligados à questão da proclamação de direitos cívicos de brancos e negros.

2) Lincoln foi eleito em 1860. Kennedy em 1960.

3) Ambos foram assassinados numa sexta-feira e à presença de suas esposas.

4) Ambos foram assassinados pelas costas e com ferimentos mortais na cabeça.

5) Seus sucessores, ambos chamados Johnson, eram democratas do Sul e senadores.

6) Andrew Johnson nasceu em 1808. Lindon Johnson nasceu em 1908.

7) John Wilkes Booth, matador de Lincoln, nasceu em 1839, Lee Oswald matador de Kennedy nasceu em 1939.

8) Booth e Oswald eram sulistas e favoráveis à idéias anti-populares.

9) Booth e Oswald foram assassinados antes do julgamento.

10) Ambas as esposas dos Presidentes perderam filhos que gestavam, por morte na Casa Branca.

11) O Secretário de Lincoln, cujo nome era Kennedy, aconselhou-o a não ir ao teatro, onde seria assassinado.

12) O Secretário de Kennedy, cujo nome era Lincoln, aconselhou-o a não ir a Dallas, onde seria assassinado

13) John Wilkes Booth matou Lincoln num teatro e fugiu para um armazém.

14) Lee Oswald matou Kennedy de um armazém e fugiu para um teatro.

15) Os nomes Lincoln e Kennedy contêm sete letras cada qual.

16) Os nomes Andrew Johnson e Lindon Johnson contêm treze letras cada qual.

17) Os nomes John Wilkes Booth e Lee Harvey Oswald contém quinze letras cada qual.

Será que esses pequeninos sinais foram propositalmente assinalados nas pessoas de Kennedy, Lincoln, Oswald e Wilkes, a fim de sugerir interação cármica pela Lei de Causa e Efeito?

Antônio F. Rodrigues e Hélio Rossi
Mensagem dos Mestres

17 janeiro 2008

Os Nazistas de Biafra - Luciano dos Anjos e Hermínio Corrêa de Miranda

Os Nazistas de Biafra

Pior, tragicamente pior que a do Vietnam é a guerra interna de Biafra, onde uma disputa fratricida pelo poder extermina diariamente milhares de criaturas absolutamente alheias ao processo político da Nigéria. São mães e crianças aparentemente inocentes que sofrem na carne a conseqüência da discórdia de seus lideres fanáticos, especialmente o diabólico general Ojkwo. Mas, então – é de se cogitar – onde está Deus? Como é possível explicar a hediondez que se vem praticando ali, num quadro incontestavelmente dantesco, contra populações civis inermes que só querem e só desejam a paz, não importa o governo que lhes dêem? Não consola a ninguém justificar tais atos de barbárie com os ignotos desígnios do Criador ou as origens pecaminosas dos seus ascendestes. Onde está a bondade de Deus? Onde, a justiça de Deus?

Meu caro leitor, somente o Espiritismo pode explicar a incongruência dessa cruel realidade. Somente a Doutrina de Allan Kardec consegue fazer luz nas trevas dessa incógnita, que, nos termos em que se nos oferece à razão, sem uma cabal explicação, resulta em desconsolo, desesperança e até revolta.

No “Grupo Ismael”, de que faço parte, na Federação Espírita Brasileira, em plena reunião, meu companheiro Francisco Thiesen interpreta para nós a mensagem do entendimento em torno do doloroso processo coletivo de Biafra. A ponderação é justa e precisa. Não há por que estranhá-la, tais os elementos de aclaramento que alinha.

Morrem em Biafra, sofrem ali os piores horrores duma guerra irracional, são torturados, queimados, dilacerados em Biafra, exatamente aqueles Espíritos que, há quase um quarto de século, integravam a horda nazista que tantas desgraças impuseram aos seus semelhantes! Repare-se que, essencialmente os jovens, as crianças acima de tudo, são as principais vitimas do abominável movimento separatista. Observe o leitor as imagens que as revistas nos transmitem: criaturas esquálidas, cadavéricas, morrendo de inanição no meio das ruas; esqueletos se arrastam nas sarjetas e a antropofagia começa a generalizar-se; os corpos se amontoam em tétricas pilhas, misturados aos quais há alguns que ainda se estertoram, mas para quem não há a mais mínima esperança de socorro; a cremação é a única solução e nela alguns mortos vivos vão gemer suas últimas dores. Outros, ainda respirando, acabam devorados pelos abutres, quando não são as formigas que lhes vêm assinalar as derradeiras torturas físicas e psicológicas. A loucura encontra muitos deles; a peste extermina milhares; o suicídio responde pelo desespero de mães que a ele recorrem antes de consumar a dramática e incoercível necessidade de devorar as carnes dos próprios filhos!

Onde foi, mesmo, que já vimos esse quadro aterrador? Certamente em Auschwitz, em Dachau, em Buchenwald, campos de concentração alemães, nos quais os sanguinários nazistas faziam sabão de judeus e “abat-jours” da pele dos prisioneiros...

Não há por que por em duvida: alguns desumanos nazistas já voltaram e resgatam na própria carne os seus repulsivos crimes. É essa dura mas justa resposta que o Espiritismo oferece e que, antes de macular a perfeição de Deus, dá-lhe configuração equânime e sábia. O Cristo fora portador dessa implicação: “A cada um será dado segundo as suas obras”... A Lei da Reencarnação é a única justificativa honesta e sem rebuços, que o Espiritismo trouxe aos homens e que basta para coloca-los diante dos efeitos da alegria ou da dor, da tormenta ou da paz, conscientes da sua verdadeira causa. Isto vale dizer (e aqui entra o maior benefício que a Doutrina dos Espíritos legou ao mundo): devemos sopesar cada ato, cada palavra, cada pensamento nosso, pois em função deles faremos desenrolar o nosso amanhã, que bem poderá ocorrer na tranqüilidade e na despreocupação das areias de Copacabana, ou nas aquerônticas terras de Biafra...

E agora, se me perguntam, ainda, onde está Deus, posso responder conscientemente: Deus estava no Reich e não foi ouvido...

Autor:
Luciano dos Anjos
Hermínio Corrêa de Miranda
Livro: Crônicas de um e de Outro

16 janeiro 2008

Mediunidade em Crianças - José Marcelo Gonçalves Coelho

Mediunidade em Crianças

Mais interessante ainda se torna o estudo da mediunidade quando as faculdades se evidenciam nos primeiros anos de nossas vidas.

A elucidação de tão interessante tema começaria a se esboçar na segunda obra da Codificação, publicada pela primeira vez em 1861, o Livro dos Médiuns, capítulo XVIII, item 221, 6ª questão, quando Kardec indagava se haveria algum inconveniente em se desenvolver a mediunidade nas crianças; ao que obteve a seguinte resposta:

“Certamente e sustento mesmo que é muito perigoso, pois que esses organismos débeis e delicados sofreriam por essa forma grandes abalos, e as respectivas imaginações excessiva sobreexcitação. Assim, os pais prudentes devem afastá-las dessas idéias, ou, quando nada, não lhes falar do assunto, senão do ponto de vista das conseqüências morais.”

Na questão seguinte, o Codificador alegava, no que pesasse a opinião acima, que havia crianças naturalmente médiuns, em suas diversas modalidades, questionando se residiria, nesse caso, o mesmo inconveniente; ao que responderia o mentor:

“Não; quando numa criança a faculdade se mostra espontânea, é que está na sua natureza e que a sua constituição se presta a isso. O mesmo não acontece quando é provocada e sobreexcitada. Nota que a criança, que tem visões, geralmente não se impressiona com estas que lhe parecem coisa naturalíssima, a que dá muito pouca atenção e quase sempre esquece. Mais tarde, o fato lhe volta à memória e ela o explica facilmente, se conhece o Espiritismo.”

Assim se deu, a propósito, com a inesquecível médium Yvonne Amaral Pereira, que, em sua obra Recordações da Mediunidade, pg. 27, nos afirmava que já aos quatro anos de idade comunicava-se com Espíritos desencarnados, através da visão e da audição, supondo estar dialogando com encarnados, por lhe parecerem absolutamente concretos, a ponto de tomá-los muito frequentemente por seus familiares, motivo pelo qual jamais se surpreendera com suas presenças.

Conclui-se, com clareza, das informações acima, que não se deve forçar o desenvolvimento das faculdades mediúnicas nas crianças, quando essas não se apresentem totalmente espontâneas, devendo-se abster-se de, em todos os casos, excitá-las.

Texto de José Marcelo Gonçalves Coelho
www.omensageiro.com.br

Bibliografia:
KARDEC, Allan. Livro dos Médiuns, 50ª edição, Rio de Janeiro (RJ): Federação Espírita Brasileira-Departamento Editorial, 1984. 477 pp., Cap. XVIII, pp. 255/258.

PEREIRA, Yvonne Amaral. Recordações da Mediunidade, 5ª edição, Rio de Janeiro (RJ): Federação Espírita Brasileira-Departamento Editorial, 1987. 212 pp., p. 27.

15 janeiro 2008

Renascer ou Reencarnar?

Renascer ou Reencarnar?

Em Missionários da Luz, André Luiz, pela psicografia de Chico Xavier, nos relata fatos surpreendentes. Convidado pelo instrutor Alexandre, observa o desenrolar do fenômeno da reencarnação de Segismundo, que envolve trama de longa data, onde ele, Adelino e Raquel – seus futuros pais – foram protagonistas de dolorosa tragédia.

Na caminhada dos séculos a reencarnação é sempre mais um capitulo na busca do equilíbrio e da evolução espiritual de cada um de nós. Dentro dessa perspectiva foi criado no espaço, pelo Plano Espiritual Superior, dentre outras de que nos fala André Luiz, uma colônia denominada “Planejamento da Reencarnação”, onde trabalham Espíritos evoluídos e altamente gabaritados, como os engenheiros da genética, por exemplo, a fim de que seja estudado e elaborado cada processo reencarnatório isoladamente.

Emmanuel, prefaciando o livro “Missionários da Luz” a que nos atemos, afirma: “Leitor amigo, André Luiz vem, uma vez mais, ao teu encontro, para dizer-te algo do serviço divino dos ‘Missionários da Luz’, esclarecendo, ainda, que o homem é um Espírito Eterno habitando temporariamente o templo vivo da carne terrestre (...)”.

Os Espíritos do Planejamento da Reencarnação têm um serviço muito importante nesta colônia espiritual, onde André Luiz é acompanha todo o processo reencarnatório de Segismundo. A partir daí ele nos relata a trama maravilhosa que envolve esses abnegados trabalhadores do Senhor, a fim de que possamos reencarnar numa nova chance de resgate, crescimento e evolução.

A maioria das reencarnações, explica o instrutor a André, se processa de forma padronizada, como neste caso, outras têm processos diferentes, como no caso de Espíritos Missionários que a solicitam e outros ainda, de Espíritos rebeldes e profundamente devedores que necessitam da Reencarnação Compulsória.

A reencarnação, na maioria das vezes desencadeia processos difíceis na nova experiência, de vez que temos necessidade da luta que nos corrige e aperfeiçoa.

André encanta-se com o respeito da Espiritualidade em torno de cada elemento formador do novo corpo, importante morada do Espírito, que Jesus classificara como templo do Senhor. Observa os especialistas em biologia e embriologia, elaborarem um mapa genético a cada reencarnante, de acordo com o que deverá vivenciar.

“A hereditariedade, se preciso, sofre a influência do Plano Espiritual, podendo ocorrer certas modificações à matéria na parte embriológica, determinando alterações favoráveis ao trabalho de redenção de que necessite.”

Acompanha os mapas cromossômicos percebendo que um deles trazia imagens da moléstia do coração que sofreria na idade adulta, como conseqüência de falta cometida no passado, com grandes perturbações dos nervos cardíacos, explicando: “Cada Espírito, encarnado ou não, é um mundo por si mesmo.

Aquele que possui a mente alicerçada nas bases do amor emite forças equilibrantes e restauradoras para os trilhões de células de seu próprio organismo; quando perturbada, emite raios magnéticos do alto poder destrutivo para estas mesmas células” .

Investigando se o ser recebe dos pais, características, enfermidades e disposições criminosas, ouve do instrutor: “O organismo provém do corpo dos pais, que lhes dando a vida, porém, as tendências que cercam cada um desde os primeiros dias, pelo ambiente a que foi chamado a viver ou pelo tipo de corpo com que nasceu, afeta-o mais ou menos, pela força do livre arbítrio.

As qualidades resultam da luta e do esforço individual... Herda-se tendências, nunca qualidades! Se o Espírito reencarnante atém-se a tendências inferiores desenvolvê-las-á, ao reencontrá-las na nova experiência humana, perdendo um tempo precioso, menosprezando o sublime ensejo de crescimento.

Se, ao contrário, luta pela auto-elevação, conseguirá sobrepor-se à exigências menos nobres do corpo, da família ou do ambiente, triunfando sobre as condições adversas. Por isto é que ninguém pode se queixar de forças destruidoras ou circunstancias asfixiantes do círculo em que renasceu.

As minúcias anatômicas se desenvolverão de acordo com a lei de hereditariedade, a depender dos cromossomos paternos e maternos, da influência dos moldes mentais da mãe, da atuação do reencarnante e dos Espíritos Construtores, verdadeiros funcionários da Natureza Divina.

Aprende que reencarnamos para trabalhar os defeitos morais que trazemos de outras vidas; deficiência mental, doenças, famílias difíceis, muitas vezes são necessárias para nosso aprendizado. Por isso, o mapa de provas é estudado e organizado com antecedência; com a cooperação fisiológica dos pais, do lugar e do lar em renasce e a ajuda que lhe será prestada pelos amigos espirituais.

Renascer na versão popular ou reencarnar, na versão espírita, nos propicia independência relativa, pois não suprime o livre arbítrio em sua luta pela elevação, estacionamento ou queda. A nova tarefa é sempre concorde com possibilidades, podemos muitas vezes ultrapassar ou não ser cumprida adequadamente.

André nos alerta para o fato de que muitas vezes nos alimentamos de formas mentais, que se valem da capacidade de absorção do perispírito, o que nem sempre percebemos. E que esse alimento mental – vibração, energia mental – nos é trazido por aqueles com quem convivemos, acrescido com o magnetismo pessoal de cada um, o que influi, se não dominamos nossas emoções, nos estados de felicidade ou desgosto, de prazer ou sofrimento, porque essa energia mental aloja-se e se somatiza em nosso corpo.

É quando sentimos perturbações do fígado depois de um atrito verbal, mal estar ante uma notícia ruim, e até mesmo nas grandes alegrias inesperadas.

Porque a desarmonia orgânica mesmo quando tudo é felicidade?... “É que em tais oportunidades se recebe certa quantidade de força mental, como o fio recebe a carga de eletricidade positiva. O ponto de recepção está efetivamente no cérebro, mas se a criatura não possui o controle de suas emoções, permitirá que uma força perturbadora se instale dentro de si mesmo, na parte mais profunda das células orgânicas, com grande prejuízo para as partes mais frágeis e vulneráveis em seu organismo.”

André continua as minúcias surpreendentes deste relato onde barreiras inúmeras tiveram que ser travadas e vencidas a fim de que se processasse o reencarne de Segismundo para que uma nova oportunidade, dentro de um encontro familiar, pudesse desenvolver a compreensão, o perdão e finalmente o amor entre estes três seres em evolução e resgate.

Finalizando queremos ressaltar que esta obra espetacular tem muitíssimo mais a acrescentar em ensinamentos e informações. Aquele que só se ater a este artigo ficará com apenas uma fatia desta maravilha! Vale a leitura total deste livro ímpar, que por bondade de André Luiz e de nosso bom e querido Chico, foi-nos possível viajar nas imensas maravilhas da reencarnação à nós concedida por misericórdia de Deus.

Bibliografia: Missionário da Luz – André Luiz
Frases aspeadas: Mensagens e Pensamentos

Doracy Mércia Azevedo Mota

14 janeiro 2008

Os Super Médiuns....Alamar Régis Carvalho

Os Super Médiuns... Tenha Muito Cuidado!

O Espiritismo é maravilhoso, ele é ético, sensato, coerente, racional e é uma boa proposta para pessoas que raciocinam. Todavia há muita gente que resolveu resumi-lo a uma simples religião, emprestando-lhe todas as características normalmente encontradas nas religiões tradicionais, ou seja: obrigações, proibições, rituais, censuras, hierarquias, subserviência a encarnados e a desencarnados, equívocos na concepção do que seja de fato moralidade e também fanatismos.

Um espírita excessivamente empolgado, sem uma forte base doutrinária, ou melhor, conhecedor do que realmente propõe a doutrina, chega a ser tão chato e inconveniente como aqueles crentes que em plena hora de almoço, ao meio dia, toca a campainha da nossa casa e praticamente impõem que os atendamos.

Já sei que espíritas chatos vão, mais uma vez, baixar-me o sarrafo por utilizar aqui a indispensável sinceridade e transparência que devemos ter para com as pessoas, mas não posso trair a minha consciência porque não quero estar inserido no universo da ridicularidade.

A grande verdade é que existe muito espírita bobo por aí, inclusive muitos dirigentes de centros. E muita gente, que chega agora ao movimento espírita, na expectativa de encontrar no Espiritismo alguma resposta que nunca teve na sua andança pelas igrejas, termina se decepcionando com o que vê, tendo frustrações que nem a amizade que nutre por espíritas sérios consegue demover.

Porque escrevo para muita gente do universo chamado leigo, ou seja, aquele constituído por pessoas de diversas religiões, é muito comum, por curiosidade, alguém que recebe um artigo meu, repassado por algum amigo comum, consultar o site www.redevisao.net para saber maiores informações sobre esse tal Alamar, que assinou a matéria que chegou ao seu computador, quando, de repente... "Ih, o cara é espírita!!! É envolvido com Espiritismo!!!".

A grande maioria procura conversar sobre o assunto, muitos falam de algumas "coisas" que vêem mas não sabem por que vêem, "a minha mãe sente isto", "o meu marido vê aquilo", "A minha sogra escuta"...

Terminam chegando a um centro espírita. Eu sempre indico a procura por um centro, além do indispensável encaminhamento ao estudo (não apenas leitura) das obras básicas, na sua seqüência que todos nós espíritas conhecemos.

Semanas ou meses depois, volta a mesma pessoa ao Alamar, pelo e-mail, MSN ou outro meio de comunicação a questionar, com muito jeitinho para não praticar indelicadeza com o amigo, relatando dúvidas acerca das suas primeiras convivências que o Espiritismo.

- "Sabe, Alamar, eu conheci a dona Fulana de Tal, lá no centro, e toda vez que eu chego lá ela me diz que está vendo isto, está vendo aquilo, está vendo o meu marido, que já morreu, ao meu lado, está sentindo isto..."

E nessa onda encontramos muitos espíritas "trabalhadores" deitando e rolando na inexperiência dos outros, proveniente do conhecimento da doutrina, nem sempre no interesse do cobrarem diretamente algum valor financeiro mas, certamente, com algum interesse que nem sempre corresponde à ética que o Espiritismo propõe.

E haja chutes, na necessidade que se acham de convencerem os outros de que "sou médium!!!". Só faltam usar crachá de médium.

Tem casos de médiuns que vão logo dizendo que está vendo o avô da pessoa ao seu lado, que ele está bem e que está lhe protegendo, quando a pessoa termina por ter que dizer:

- "A senhora me desculpe, mas os meus dois avôs, o paterno e o materno, ainda são vivos".

E por aí vai.

Quero aqui, com este artigo, orientar e informar às pessoas que estão chegando agora ao Espiritismo, bem como a várias outras que já estão há algum tempo, mas não entenderam bem a proposta da doutrina, algumas coisas:

Primeiro: O Espiritismo não é doutrina do "porque sim" e nem do "porque não". Isto quer dizer que você não é obrigado a ficar calado, aceitando tudo o que tentam lhe empurrar. Nada de ter que aceitar isto ou aquilo só porque determinada pessoa afirma que "é assim, tem que ser assim e você não pode questionar". Muito pelo contrário, em Espiritismo você tem que questionar, sim, e estar ciente de que todo espírita que foge de questionamentos dos outros, invariavelmente é um despreparado porque não tem condições básicas de sustentar um diálogo com alguém que pensa.

Doutrina do "porque sim" e do "porque não" é a doutrina católica e outras inúmeras por aí.

Segundo: Não existe nenhum super-médium com capacidade para estar vendo o tempo todo parentes desencarnados de todos os freqüentadores dos centros, a ponto de ficar dizendo que vê e que sente a todo momento. Na maioria dos casos você pode ter certeza de uma coisa: é exibicionismo, é palhaçada de alguns que se dizem videntes quando, na realidade, estão sempre querendo se colocar em evidência.

Uma amostra disto você verá em determinadas reuniões mediúnicas quando o médium A ou B começa a se estribuchar todo, sacudindo a cabeça e os braços, fungando, dando murros na mesa, quando mulheres de cabelos longos, balançam bem a cabeça para fazerem os cabelos irem pra frente e pra trás... enfim, o que querem é chamar a atenção.

Cuidado. Fungados e saculejos não significam autenticidade mediúnica e sim desequilíbrio e perturbação.

Existe possibilidade, sim, de um ou outro médium ter uma mediunidade mais apurada e até poder ver um ou outro espírito desencarnado acompanhando uma pessoa encarnada. Só que, quando este é realmente equilibrado e tem consciência do seu papel, como médium espírita, jamais fica se colocando em evidência, na necessidade de ter que dizer para a pessoa que está vendo fulano ou fulana.

São médiuns que fazem da casa espírita uma casa de sensatez e não necessariamente um picadeiro de circo.

Um dos grandes problemas que acontecem neste campo que estou denunciando, é a irresponsabilidade de alguns que, talvez para terem o freqüentador da casa nas suas mãos, insinuam algum possível perigo que a pessoa pode estar correndo, para deixá-la com medo, receio ou dúvida; daí ficarem com ela sob o seu domínio:

- "Olha. Eu estou vendo ao seu lado uma entidade que está pedindo par você ter muito cuidado, viu?"

O diabo é que esses infelizes, propositalmente, não dizem que cuidado é esse que a pessoa deve ter, cuidado com quê.

Aí fica a dúvida e o medo na cabeça da maioria das pessoas, já que invariavelmente essa maioria que chega à casa espírita é porque está enfrentando algum problema.

É um Deus nos acuda!!!

Se a pessoa, por exemplo, tiver com alguma gastrite ou indisposição estomacal, vai logo imaginar que o médium está vendo algum câncer nela, sem querer dizer, e vai ficar apavorada.

Se teve algum problema com alguém que, talvez lhe tenha feito alguma ameaça, poderá começar a achar que poderá ser assassinado por esse alguém.

E haja noites em claro, insônias, preocupações, gente a recorrer ao diazepan, valium, somalium e outros, inclusive desequilíbrios dentro de casa, a ponto de agredir todo mundo, perturbado que ficou com o medo que lhe foi plantado por um irresponsável.

Este assunto renderia um artigo enorme e e não quero, aqui, falar de todos e nem de muitos casos que podem acontecer em relação a isto.

O que quero alertar é o seguinte:

Cuidado com os tais super-médiuns que existem por aí. Nem todas as pessoas que você vê trabalhando, ou "trabalhando", em um centro espírita necessariamente é médium. Tem centro espírita onde até a cantineira se acha no direito de dar diagnósticos espirituais para freqüentadores da casa.

Médium equilibrado e responsável, nenhum, amedronta ninguém e nem pronuncia frases vagas para lhe deixar perturbado, sem saber o que ele quer dizer com aquilo. Os espíritos bons não permitem que ele faça isto e nem o conhecimento que ele realmente tem deixa que ele faça brincadeiras de tamanho mau gosto.

Quando espíritos, verdadeiramente bons e evoluídos, detectam algum problema numa pessoa, jamais eles se utilizam da boca de qualquer médium para dizer, porque sabem do despreparo de todos nós em relação a notícias sobre doenças, sobretudo em nós mesmos. Eles tomam as providências de cura, silenciosamente, sem que nem saibamos que fomos tratados e curados, quando merecemos a cura, ou, se for um problema cármico, eles deixam que a coisa prossiga conforme o que está programado.

Portanto, estejamos todos preparados, dentro de um centro espírita, para convivermos com a casa e com aqueles que estão lá, inclusive com os seus dirigentes que nem sempre expressam o equilíbrio e os bons qualitativos da Doutrina Espírita.

Recomendo o ESTUDO criterioso, atencioso e bem RACIONAL das obras básicas do Espiritismo, com outra dica, que eu acho fundamental para as pessoas mais exigentes e mais preocupadas com fidelidade: É sempre bom ter mais de uma tradução das obras básicas em casa, principalmente de O LIVRO DOS ESPÍRITOS. Se possível todas que existem disponíveis. Eu sei porque estou recomendando isto.

A melhor garantia que temos para estarmos bem acompanhados por espíritos bons, espíritos que nos ajudam a livrar dos males, espíritos que podem nos curar é o nosso BOM PROCEDER.

E este bom proceder não é aquele que atende apenas as conveniências e etiquetas sociais e religiosas, é aquele que se enquadra dentro da VERDADEIRA E AUTÊNTICA MORAL, que é aquele: "Faça ao seu próximo aquilo que você gostaria que os outros lhe fizessem" e também "não faça a ninguém o que você não quer que façam contigo".

Abração a todos.

Alamar Régis Carvalho
alamar@redevisao.net
www.redevisao.net
www.alamar.biz
orkut “alamarregis”

13 janeiro 2008

Ligações Familiares - Emmanuel

LIGAÇÕES FAMILIARES

Quanto possível, esforça-te - mas esforça-te de verdade - para viver em harmonia com os parentes que te pareçam menos afinados com os teus pontos de vista.

No Plano Físico, não nos achamos vinculados com alguém, nos laços da consangüinidade, sem justa razão de ser.

Aqueles que alimentam ódio e aversão, quando desejosos de melhoria, são induzidos por Benfeitores da Vida Sublimada, a se reencarnarem juntos, a fim de apagarem as labaredas de discórdia que lhes atormentam a vida íntima, através de provações atravessáveis em comum.

Se os propósitos desse ou daquele familiar te parecem claramente opostos aos ideais superiores que abraças, abençoa-o com os teus melhores pensamentos e não lhe barres os passos no caminho das experiências que se lhe fazem precisas.

Não desprezes teus pais ou teus filhos por serem desorientados ou doentes, porque talvez tenhas sido, em existências já transcorridas, a causa direta ou indireta dos desequilíbrios ou enfermidades que patenteiam.

Em muitas ocasiões, terás renascido em consangüinidade com parentes rudes e, às vezes, cruéis, unicamente por amor a eles, de modo a auxiliá-los na transformação necessária, com as tuas demonstrações de tolerância e paciência, devotamento e humildade.

Se depois de sacrifícios inumeráveis em favor de parentes determinados - e isso acontece freqüentemente entre pais e filhos - notas, no íntimo, que a tua consciência se reconhece plenamente quitada para com eles, sem que esses mesmos familiares, após longo tempo de convivência, demonstrem o mínimo sinal de renovação para o bem, deixa que sigam a estrada que melhor se lhes adapte ao modo de ser, porque as Leis da Vida não te obrigam a morrer, pouco a pouco, a pretexto de auxiliar aos que te recusam o amor.

Uma criança terna e inesquecível que retorna ao Mais Além, nos primeiros tempos da infância, quase sempre é um coração profundamente dedicado ao teu progresso espiritual que apenas regressou ao teu convívio doméstico, a fim de acordar-te para as realidades da alma, através da saudade e da afeição.

Se não tens a devida força para carregar os compromissos que assumiste diante de uma pessoa, com quem partilhaste as alegrias do sentimento, nunca abandones a criança ou as crianças que houverem nascido de semelhante união.

Educa ou reeduca os pequeninos, sob a tua responsabilidade, em quanto na infância tenra, facilmente amoldável aos teus princípios de natureza superior, mas diante dos familiares erguidos à condição de adultos, respeita-lhes a liberdade de caminhar no mundo, conforme as suas próprias escolhas, porque nem todos conseguem trilhar o mesmo caminho para a união com Deus.

Pelo Espírito: EMMANUEL
Psicografia: FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER
Do livro: CALMA

12 janeiro 2008

Trabalho Sacrificial - Emmanuel

TRABALHO SACRIFICIAL

O trabalho de sacrifício na Terra é sempre aquele recurso reparador de que se valem os princípios de causa e efeito no reajustamento das criaturas.

Aqui, vemos o lavrador suarento e contundido, escravizado à gleba que lhe devora a existência...

Mais além, observamos o artífice desprotegido e infortunado a mutilar-se nas tarefas difíceis por ninharias que nem mesmo lhe asseguram a bênção do pão...

Entretanto, na figura do homem do campo, aparentemente desamparado, quase sempre, temos o tirano rural que volta ao mundo, experimentando por si mesmo o sofrimento que infligia aos semelhantes no duro labor da Terra e na máscara do artesão em dificuldade, muitas vezes, permanece o onzenário de ontem que se preocupava tão-somente em acumular o ouro arrancado ao suplício de seus irmãos...

Convenhamos, desse modo, que a miséria e o pauperismo, a provação e o obstáculo podem ser categorizados à conta de doenças, exigindo o favor do médico.

Ainda assim, não será lícito esquecer que o tempo é fator indispensável entre a dívida e o resgate, entre o estrago e o reajuste.

Há remédio para todas as calamidades sociais, como existe assistência para as várias formas de desequilíbrio do corpo.

No entanto, é preciso que as horas desempenhem a função retificadora que lhes compete.

Observando os quadros aflitivos do mundo, em que provisórias desarmonias parecem valorizar a insensatez e premiar o vício, recordemos que a ferida e a desolação, a luta e a carência representam elementos de cura definitiva do espírito que não será justo menosprezar.

Não nos prendamos à visão estreita de um dia.

Estendamos mais longe a nossa observação e o nosso exame, na certeza de que a Bondade do Senhor é igual para todos, mas que os resultados de nossas próprias obras estabelecem a diferença temporária em que nos colocamos diante da justiça.

Todos, porém, dispomos indistintamente do tesouro de boa vontade e, se usamos realmente a boa vontade, no setor de serviço expiatório em que nos situarmos, mais facilmente caminharemos para a harmonia na execução de nossos deveres, como o enfermo paciente com a meditação que lhe é administrada, mais depressa retorna à saúde que o redimirá perante a Lei.

DO LIVRO: Semeador em Tempos Novos
Pelo Espírito: Emmanuel
Psicografia: Francisco Cândido Xavier

11 janeiro 2008

Inibições Mentais - Emmanuel

INIBIÇÕES MENTAIS

Embora o advento do Cristianismo sobre a Terra, espalhando amor e paz nos corações humanos, por muito tempo ainda, em favor da segurança e da ordem, não poderemos prescindir da justiça, que rearticula as peças vivas da comunidade, buscando recuperá-las para a harmonia.

Assim é que o magistrado, à maneira do cirurgião competente, trata o organismo social, usando o bisturi da lei para vazar a tumoração do vício, esvurmar as chagas morais ou interferir em regiões cancerosas ou gangrenadas, impondo-lhes a inevitável extirpação.

Por isso, o delinqüente - como zona enfermiça que é preciso regenerar - sofre a internação nas casas de socorro ou nos presídios adequados à pena que os tribunais lhe cominam.

Nesse mesmo critério, a alma que abusa da inteligência, transformando-a em laço escuro de exploração inferior, a detrimento dos semelhantes, padece, em nova romagem física, a prisão indispensável e justa, recebendo no cérebro doentio ou imperfeito a redentora detenção de que necessita.

É desse modo que vemos a idiotia e a loucura, a epilepsia e a obsessão garantindo processos de cura espiritual, tantas vezes dolorosos à visão daqueles que somente enxergam a existência da carne.

E é aí, nesses calabouços de sombra, que todos nós, quando malfeitores do pensamento, expiamos os delitos de lesa-fraternidade, não através de estagnação fria e inútil, mas por intermédio da inibição e do sofrimento, que nos apressam o reajuste.

Diante do companheiro segregado em semelhantes grades mentais, exerce o santo dever da caridade e da paciência, aprendendo na triste lição, sob teus olhos, que é preciso usar a cabeça para o bem comum, mentalizando e agindo em termos de compreensão e solidariedade, serviço e progresso de todos, a fim de que as forças do mal não nos apaguem a lâmpada divina do discernimento e da razão, a luz que Deus nos concede para os caminhos da Eternidade.

DO LIVRO: Semeador em Tempos Novos
Pelo Espírito: Emmanuel

Psicografia: Francisco Cândido Xavier

10 janeiro 2008

Escândalo e Nós - Emmanuel

ESCÂNDALO E NÓS

Acalmar-nos, a fim de trabalhar e servir com segurança será sempre o processo mais eficiente para liberar-nos da influência de escândalos, quaisquer que eles sejam.

Não poucas vezes, demoramo-nos acalentando mágoas e condenações contra nós mesmos, das quais costumamos sair desolados ou deprimidos, aumentando a incapacidade própria para qualquer reajuste.

Teremos errado, reconheçamos.

Lamentar-nos, porém, indefinidamente, seria o mesmo que segregar-nos em remorso, não só improdutivo mas destrutivo também, porquanto comunicaríamos o fogo de nossas próprias inquietações aos entes que mais amamos.

Importante aceitar nossas culpas, mas desaconselhável acomodar-nos voluptuosamente com elas, sem a mínima diligência para extinguir-lhes os desastrosos resultados.

Queixar-se alguém de si próprio, uma, duas, três vezes, quanto às dívidas e defeitos de que se lhe onere o caminho, será claramente compreensível, mas lastimar-se, todos os dias, e acusar-se, em todas as circunstâncias, sem qualquer esforço para melhorar de situação, pode transformar-se em atitude compulsiva, gerando enfermidade e perturbação.

Esterilidade, em qualquer setor, será invariavelmente.

Recordemos a lição viva e constante do livre arbítrio a conclamar-nos ao próprio burilamento e utilizemos o empréstimo das horas que nos é concedido, nos recursos em mão, comandando as oportunidades que o tempo nos faculte para empreender as renovações de que sejamos carecedores.

Somos espíritos eternos e, conquanto nos caiba o dever de aproveitar as experiências do passado no que evidenciem de útil e de preparar o futuro para que o destino se nos faça mais elevado, lembremo-nos de que somos chamados nas áreas do agora a viver um dia de cada vez.

Erros, teremos perpetrado inúmeros.

Débitos, temo-los ainda enormes.

Entretanto, se soubermos empregar com critério e equilíbrio os instrumentos de que dispomos, não há tempo a desperdiçar com lamentos inúteis, de vez que, quanto mais quisermos aprender e trabalhar, compreender e servir, mais alto e mais belo se nos fará o caminho na direção da Vida Melhor.

Pelo Espírito: EMMANUEL
Psicografia: FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER
Do livro: RUMO CERTO

09 janeiro 2008

Hereditariedade - Emmanuel

HEREDITARIEDADE

Realmente, não podemos negar os princípios da hereditariedade em formação do corpo físico.

O fruto é a síntese da árvore.

A casa construída revela a qualidade do operário que lhe assegurou o levantamento.

Nossos pais, na Terra, por isso mesmo, são os artífices da genética, plasmando o instrumento adequado à nossa materialização, a longo prazo, entre os homens.

Urge, porém, considerar que a moradia material nada tem a ver, substancialmente, com o seu inquilino provisório, como o leito nada possui de comum com o enfermo que o ocupa, excetuando-se naturalmente o valor do serviço prestado a um e outro, porquanto, sem o domicílio, o homem estaria relegado à intempérie e, sem o catre acolhedor, o doente pereceria por deficiência de proteção.

Na consangüinidade terrestre, reunimo-nos uns aos outros, de modo geral, pelos princípios da afinidade.

Pais delinqüentes atraem espíritos viciosos que, se lhes filiando à carne transitória, lhes impõem duro trabalho regenerativo, ao passo que lares dignos invocam a presença de almas enobrecidas e belas que elegem na sensibilidade e no amor, na ciência e na virtude o seu clima ideal.

Semelhante regra, contudo, tem as suas exceções porque no ambiente sombrio da viciação e do crime podem aparecer criaturas aformoseadas pelos mais alto nível de evolução, aí cumprindo difíceis tarefas de renunciação e soerguimento para que a luz se faça entre os que se refocilam nas trevas, enquanto que nos círculos felizes podem surgir almas torvas, emissárias de sofrimentos e sombras, trazendo agoniado reajuste à assembléia familiar em que temporariamente estagiam.

Desse modo, a família terrena é a forja de laços purificadores, em que cada espírito renascente, embora recolhendo da ascendência doméstica o corpo que mereceu, é, no fundo, o herdeiro de si próprio, de vez que cada qual de nós traz consigo do passado remoto e próximo as bênçãos e as chagas, as aflições e as alegrias que semeou para si mesmo nos caminhos imensuráveis do tempo.

Sejamos cultores da sabedoria e do amor, da bondade e da educação, ainda agora, porquanto,se somos hoje os escravos da espinhosa plantação do pretérito, seremos amanhã venturosos senhores de nossos próprios destinos, se esposarmos o bem por norma inalterável de nossa paz, desde hoje.

DO LIVRO: Semeador em Tempos Novos
Pelo Espírito: Emmanuel
Psicografia: Francisco Cândido Xavier

08 janeiro 2008

Na Senda da Ascensão - Emmanuel

NA SENDA DE ASCENSÃO

O animal caminha para a condição do homem, tanto quanto o homem evolui no encalço do anjo.

No reino animal, a consciência, à feição de crisálida, movimenta-se em todos os tons do instinto no rumo da inteligência, objetivando a conquista da razão sublimada pelo discernimento.

E, no reino angélico, essa mesma consciência, em múltiplas expressões de sabedoria e de amor, segue, vitoriosa, para a perfeita santificação, comungando a glória do Pai Celestial.

No campo das formas efêmeras, cada ser, portanto, pode residir, à parte, na elaboração dos próprios valores que o erguerão aos níveis mais altos da vida. Entretanto, no mundo das essências, irmanar-se-á com o Todo da Criação, crescendo para a Unidade Cósmica - porto divino a esperar-nos sem distinção - de modo a investir-nos, um dia, na posse da celeste herança que nos é reservada.

Desse modo, se pedes proteção e arrimo aos que te precederam na vanguarda do progresso e, se aguardas a assistência dos benfeitores que, de Mais Alto, te observam as esperanças, compadece-te também das criaturas humildes que laboriosamente se agitam na retaguarda, peregrinando ao teu encontro.

Se é justo esperar pelo amor que verte, sublime do Céu, em teu benefício, é preciso derramar esse mesmo amor nas furnas da Terra, a que consciências fragmentárias se acolhem, contando contigo para que se eduquem e aperfeiçoem.

Para o homem, o anjo é o gênio que representa a Providência Divina e para o animal, o homem é a força que representa a Divina Bondade.

Recorda, assim, os elos sagrados que nos ligam uns aos outros na estrada evolutiva e colabora na extinção da crueldade com que até hoje pautamos as relações com os nossos irmãos menores.

Lembra-te do mel que te angaria medicação, da lã que te oferece agasalho, da tração que te garante a colheita farta e do estábulo que te assegura reconforto e sejamos mais humanos para com aqueles que aspiram a nossa posição dentro da humanidade.

Auxilia aos que te seguem os passos e guarda, dessa maneira, a certeza de que receberás em pagamento de paz e luz o concurso daqueles que te antecederam no acesso às culminâncias da Vida Maior.

DO LIVRO: Semeador em Tempos Novos
Pelo Espírito: Emmanuel
Psicografia: Francisco Cândido Xavier

07 janeiro 2008

Tornar-se Espírita - Emmanuel

Tornar-se Espírita

Tornar-se espírita não é santificar-se automaticamente, não significa privilégio e nem expressa cárcere interior.

É oportunidade de libertação da alma com responsabilidades maiores ante as Leis da Criação.

É reencarnar-se moralmente, de novo, dentro da própria vida humana.

Convicção espírita é galardão abençoado no aprendizado multimilenar da evolução.

Desse modo, nem prevenção, nem invigilância constituem caminhos para semelhante conquista.

Urge sustentar perseverança e paciência na execução justa de todos os deveres.

Evite arrancar abruptamente as raízes defeituosas, mas profundas, de suas atividades; empreenda qualquer renovação pouco a pouco.

Contenha os ímpetos de defesa intempestiva das suas idéias novas; sedimente primeiro os próprios conhecimentos.

Espiritismo é Claridade Eterna.

Gradue a intensidade da luz que você vislumbrar, para que seus olhos não sejam acometidos pela cegueira do fanatismo.

Muitos irmãos nossos ainda se debatem nas lutas de subnível, porque não se dispuseram a aceitar a realidade que você está aceitando, mas, também, outros muitos palmilharam o lance da experiência que hoje você palmilha e nem por isso alcançaram êxitos maiores, na batalha íntima e intransferível que travamos conosco,
em vista da negligência a que ainda se afazem.

Crença não nos exime da consciência.

Acertar ou cair são problemas pessoais.

Tudo depende de você.

Quem persiste na ilusão, abraça a teimosia.

Quanto mais se edifica a inteligência, mais se lhe acentua o prazer de servir.

Obedeça, pois, o chamamento do Senhor, emprestando boa-vontade ao engrandecimento da redenção humana, através do trabalho ativo e incessante nos diversos setores em que se lhe possa desenvolver a colaboração.

Conserve-se encorajado e confiante.

Alegria serena, em marcha uniforme, é a norma ideal para atingir-se a meta colimada.

Eleve anseios e esperanças, tentando sublimar emoções e cometimentos.

Acima de tudo, consolide no coração a certeza de que revelação maior é aquela que nos preceitua o dever de procurar com Jesus a nossa libertação do mal e, em nosso próprio benefício, compreendamos a real posição do Mestre como Excelso Condutor de nosso mundo, em cujo infinito amor estamos construindo o Reino de Deus em nós."

Pelo Espírito: EMMANUEL
Psicografia: FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

Do livro: O ESPÍRITO DA VERDADE

06 janeiro 2008

Teus Filhos Frente ao Divórcio - Emmanuel

Teus Filhos Frente ao Divórcio

Se conflitos inquietantes te envenenam a alma, obstando-te a harmonia conjugal, as leis da vida não te impedem a separação do companheiro ou da companheira, com quem a convivência se te fez impraticável, embora, com isso, estejas debitando ao futuro a solução de graves compromissos em tua vida de espírito... Entretanto, pensa nos filhos. Almas queridas que viajaram das estâncias do passado, pelas vias da reencarnação, desembarcaram no presente, através dos teus braços, suplicando-te auxílio e renovação.

Quem são eles? Habitualmente, são aqueles mesmos companheiros de alegria e sofrimento, culpa e resgate, nas existências passadas, em cujo clima resvalaste em problemas difíceis de resolver. Ontem, associados de trabalho e ideal, são hoje os continuadores de tua ação ou intérpretes de tuas obras.

Quase sempre, renascemos na Terra à maneira das vergônteas de uma raiz, e, em nosso caso, a raiz é o conjunto de débitos e aspirações em que se nos desdobram os dias terrestres, objetivando nossa ascensão espiritual.

Os filhos não te pedem apenas dinheiro ou reconforto no plano físico, Solicitam-te igualmente assistência e rumo, apoio e orientação.

Se te uniste com alguém no tálamo doméstico, semelhante comunhão encerra também todos aqueles que acolhes na condição de herdeiros do teu nome, a te rogarem proteção e entendimento, a fim de que não lhes faleçam o dom de servir e a alegria de viver.

Em verdade, repetimos, as leis da vida não te impedem o divórcio, porque situações calamitosas existem no mundo nas quais a alma encarnada se vê sob a ameaça de naufrágio nas pesadas correntes do suicídio ou da criminalidade e o Senhor não faz a apologia da violência. Apesar disso, considera a extensão dos teus compromissos, porquanto não te reunirias com alguém no âmago do recinto caseiro para a criação da família ou para a sustentação de tarefas específicas, sem razões justas nos princípios de causa e efeito, evolução e aperfeiçoamento.

Sejam, pois, quais forem as circunstâncias constrangedoras que te afligem o lar, reflete, acima de tudo, em teus filhos, que precisam de ti. A tua união inclui particularmente cada um deles; e eles, que necessitam hoje de tua bênção, se buscas esquecer-te a fim de abençoá-los, amanhã também te abençoarão.

Pelo Espírito: EMMANUEL
Psicografia: FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER
Do livro: VIDA EM VIDA

05 janeiro 2008

Diante da Terra - Joanna de Ângelis

DIANTE DA TERRA

Teríamos sido, porventura, situados na gleba do mundo para fugir de colaborar no progresso do mundo, quando o mundo nos provê com todas as possibilidades necessárias ao progresso de nós mesmos?

Muitos companheiros se marginalizam em descanso indébito, junto à seara, alegando que não suportam os chamados problemas intermináveis do mundo; desejariam a estabilidade e a harmonia por fora, a fim de se mostrarem satisfeitos na Terra, quando a harmonia e a estabilidade devem morar por dentro de nós, de modo a que nossos encargos, à frente do próximo, se façam corretamente cumpridos.

O mundo, em todo tempo, é uma casa em reforma, com a lei da mudança a lhe presidir todos os movimentos, através de metamorfoses e dificuldades educativas.

O progresso é um caminho que avança. Daí, o imperativo de
contarmos com oposições e obstáculos toda vez que nos engajemos na edificação da felicidade geral.

Omissão, no entanto, é parada significando recuo.
Entendamo-nos na posição de obreiros, sob a pressão de crisesrenovadoras.

Todos faceamos permanente renovação, a cada passo da vida.
Nem tudo que tínhamos ontem por certo, nos quadros exteriores da experiência, continua como sendo certo nas horas de hoje. Os ideais e objetivos prosseguem os mesmos, a nos definirem aspiração e trabalho; entretanto, modificaram-se instrumentos e condições, estruturas e circunstâncias.

A Terra, porém, nos pede cooperação no levantamento do bem de todos e a ordem não é deserção e sim adaptação. Em suma, estamos chamados à vivência no mundo, a fim de compreendermos e melhorarmos a vida em nós e em torno de nós, servindo ao mundo, sem deixarmos de ser nós mesmos, e buscando a frente, mas sem perder o passo de nossos contemporâneos, para que não venhamos a correr o risco de seguir para frente demais.

Pelo Espírito: JOANNA DE ÂNGELIS
Psicografia: DIVALDO PEREIRA FRANCO
Do livro: RUMO CERTO

04 janeiro 2008

O Espinho - Newton Boechat

O Espinho

“E para que não me vangloriasse pela excelência das revelações, foi-me dado na carne um espinho, mensageiro de Satanás, para me esbofetear, a fim de que me não exaltasse”. Paulo. (II Coríntios, 12:7.)

Estudiosos das paginas escriturísticas, exegetas e teólogos têm levantado interpretações e formulado estudos para que seja apurado o significado daquilo que Paulo trazia e mencionava como sendo um espinho em sua carne.

Até que deixasse, à espada assassina de soldado romano, o corpo macerado, no sacrifício que lhe foi imposto, sentiu uma insatisfação enorme: era o desejo crescente de se integrar em Cristo Jesus, por meio de vida renovada, pela visão augusta do Senhor que se lhe apresentou majestaticamente, como que tecido em neve radiosa, na Estrada de Damasco.

Seria o espinho alegado, o da carência espiritual? A mágoa proveniente do abandono dos amigos, após a crise que lhe marcaria a reformulação?

Seria o espinho de paixões inferiores, muito comuns, residuais maiores ou menores, oriundos de passado próximo ou remoto, que gritam no íntimo a nossa baixeza, o orgulho, a vaidade, o egoísmo, de que não nos despojamos? Que luta inenarrável essa, a de o Espírito encarnado ou desencarnado estar às voltas com o espinho, incomodando, condicionando...

É o espinho que tem falado, sem palavras, em drama silencioso, na alma dos milênios ou na alma humana. Di-lo a insatisfação que está no mundo de todos, cheio de conceitos e emoções, guardados, bastando o movimentar de perspectivas ou iniciativas, para ele, o espinho, dar seu sinal, de que existe em nós.

Os momentos de prece, de meditação nas coisas espirituais, de assistência viva em obras de caridade e solidariedade, de trabalho em benefício do próximo, são os únicos que conseguem neutralizar ou anular seu acicate...

Civilizações e raças, comunidades e sistemas, sempre tiveram seus espinhos, herança do atavismo psicológico, na roda da vida.

Por detrás de cada ato, move-se o espinho. Nas relações internacionais, o espinho é a psicologia de desconfiança... envenenando as melhores promessas e alvíssaras, entre os povos.

Nos encontros sentimentais (quando o Amor, à semelhança de anjo, adeja mais o chão duro da alma, do que se apresenta em céus transparentes), para cada jura de amor e compromissos acenados para o futuro, reaparece o espinho, contundente, invisível, lastreando em maior ou menor estrago, abrindo feridas grandes ou pequenas.

No curso da vida, de modo geral, problemas e aflições, desencantos e tristezas que ficaram nos outros ou que em nós ficaram, são prefigurações do espinho que se imiscui. E ele seguirá no ser e na comunidade, a sua sina, advertência muda a elucidar sempre que a exaltação humana é bolha de sabão, que as vanglórias terrenas são flores de um dia, porque ninguém impedirá que continue espetando, só terminando a sua tarefa, quando, redimida, a criatura o retirar de si, espontaneamente, sem violência.

Autoria: Newton Boechat
Livro: O Espinho da Insatisfação

03 janeiro 2008

Se Queres Venhas - Fabiano de Cristo

SE QUERES VENHAS

Estamos contigo! Se te conflitas com o mundo, aspirando a vivenciar o bem, diante do mal que se te antepões a cada passo, recolhe-te nos braços do Senhor Jesus, em busca das forças que te faltam.

Não esmoreças, porém, no campo da fé seja qual for o obstáculo que se erga entre ti e teu companheiro, entre ti e teu próximo ou entre ti e teu inimigo.

Ergue a bandeira sublime da caridade que tudo pode e faz e segue adiante, sob o amparo da Misericórdia Divina.

Já te vimos, sim, noite a dentro, a chorar no silêncio de teu coração e a rogar por amparo e compreensão diante de atrozes sofrimentos.

E por te ver em oração sempre estamos a te dar as mãos, porque na grande caravana que se vai deste para planos superiores, tu és parte e estás contado entre os que se recolherão à direita do Pai, se até o final desta existência, te doares, sem condições particularistas e sem interesses pessoais, no campo do bem.

Já vives com o céu dentro de ti, em cada instante em que te dás ao que sofre e tens o céu em teu coração, para fazeres de teus braços os instrumentos de Jesus na corporificação da caridade.

Vem, pois! Segue após os nossos passos, porque estamos a movimentar-nos na direção do Mais-Alto e tu irás conosco debaixo da luz da bandeira do Amor que cobre a multidão de pecados.

Levanta-te e não te deixes abater. Vem, que te damos as mãos para a gloriosa ascese aos pés do sublime Mestre Jesus que te espera junto de cada criatura que caiu em dores na face deste mesmo mundo.

PÁGINA INSPIRADA POR FABIANO DE CRISTO

02 janeiro 2008

Joio - Emmanuel

JOIO

"Deixai crescer ambos juntos até à ceifa e, por ocasião da ceifa, direi aos ceifeiros:
Colhei primeiro o joio e atai-o em molhos para o queimar." - Jesus. (MATEUS, 13:30.)

Quando Jesus recomendou o crescimento simultâneo do joio e do trigo, não quis senão demonstrar a sublime tolerância celeste, no quadro das experiências da vida.

O Mestre nunca subtraiu as oportunidades de crescimento e santificação do homem e, nesse sentido, o próprio mal, oriundo das paixões menos dignas, é pacientemente examinado por seu infinito amor, sem ser destruído de pronto.

Importa considerar, portanto, que o joio não cresce por relaxamento do Lavrador Divino, mas sim porque o otimismo do Celeste Semeador nunca perde a esperança na vitória final do bem.

O campo do Cristo é região de atividade incessante e intensa.

Tarefas espantosas mobilizam falanges heróicas; contudo, apesar da dedicação e da vigilância dos trabalhadores, o joio surge, ameaçando o serviço.

Jesus, porém, manda aplicar processos defensivos com base na iluminação e na misericórdia.

O tempo e a bênção do Senhor agem devagarinho e os propósitos inferiores se transubstanciam.

O homem comum ainda não dispõe de visão adequada para identificar a obra renovadora.

Muitas plantas espinhosas ou estéreis são modificadas em sua natureza essencial pelos filtros amorosos do Administrador da Seara, que usa afeições novas, situações diferentes, estímulos inesperados ou responsabilidades ternas que falem ao coração; entretanto, se chega a época da ceifa, depois do tempo de expectativa e observação, faz-se então necessária a eliminação do joio em molhos.

A colheita não é igual para todas as sementes da terra.

Cada espécie tem o seu dia, a sua estação.

Eis por que, aparecendo o tempo justo, de cada homem e de cada coletividade exige-se a extinção do joio, quando os processos transformadores de Jesus foram recebidos em vão.

Nesse instante, vemos a individualidade ou o povo a se agitarem através de aflições e hecatombes diversas, em gritos de alarme e socorro, como se estivessem nas sombras de naufrágio inexorável.

No entanto, verifica-se apenas a destruição de nossas aquisições ruinosas ou inúteis.

E, em vista do joio ser atado, aos molhos, uma dor nunca vem sozinha.

Psicografia de Francisco Cândido Xavier
Do livro: Vinha de Luz
Ditado pelo Espírito Emmanuel

Como Evoluir - Antônio Fernandes Rodrigues

COMO EVOLUIR

Há pessoas que gostam das coisas organizadas, nos seus devidos lugares, bem limpinhas, se possível acondicionadas esmeradamente.

Outros procuram conservar os livros devidamente ordenados na estante, por ordem alfabética de títulos ou de autores.

Outros, ainda, colecionam recortes de jornais e revistas de páginas antológicas, de curiosidades, de pensamentos e de assuntos que despertem interesse etc.

Tudo isso é bom e pode ser útil na feitura de artigos e até de livros, mas também devemos ser organizados no sentido de estabelecermos normas sobre como eliminarmos nossos vícios, fraquezas, defeitos, maus hábitos etc.

Um amigo nosso disse que está se esforçando para cumprir um compromisso assumido consigo mesmo. Ele relacionou alguns maus hábitos e vai se esforçar para eliminá-los, um a um, paulatinamente. O primeiro a ser combatido, disse ele, é o "palavrão", porque é o mais feio, mormente se ele for proferido quando estiver alguma senhora presente. Toda vez que, involuntariamente, escapa um palavrão, ele repete mentalmente a seguinte frase: "Não direi mais essa palavra, devo esquecê-la, porque é desaconselhável!"

É evidente que esse é o primeiro exercício de aperfeiçoamento moral, até atingir o ponto em que mesmo sendo agredidos verbal ou fisicamente, possamos nos manter imperturbáveis, sem revida por palavras ou atos.

Nesta lição tão difícil, devemos ter um modelo em mente, e o que o nosso amigo escolheu foi o seguinte: Certo dia Francisco de Assis, como fazia sempre, angariava alimentos e roupas para as crianças que ele mantinha numa casa para esse fim, quando ao bater palmas na frente de uma bela mansão alguém sai enraivecido e pergunta: "Que queres?" Francisco pede-lhe alguma coisa para as suas criancinhas. O irritadiço senhor dá-lhe um bofetão e diz: "Aí tens o que precisas"! Francisco responde: " - Para mim já recebi, mas será que o senhor não tem alguma coisa para as minhas criancinhas?"

Mas, disse com tanta bondade e ternuras, que o feroz agressor, pediu-lhe perdão e entregou-lhe vultosa quantia em dinheiro.

Temos aí um dos mais belos exemplos do poder do amor, quando ele é realmente vivido pelos que alcançaram a condição angelical. E é natural que ele, o santo de Assis, também começou eliminando aos poucos os vícios físicos e psíquicos.

Autor: Antônio Fernandes Rodrigues
De "Colar de Pérolas" - Crônicas Espíritas

01 janeiro 2008

FELIZ ANO NOVO


MENSAGEM DE ANO NOVO

Aprendemos que, por pior que seja um problema ou situação, sempre existe uma saída.

Aprendemos que é bobagem fugir das dificuldades. Mais cedo ou mais tarde, será preciso tirar as pedras do caminho para conseguir avançar.

Aprendemos que perdemos tempo nos preocupando com fatos que muitas vezes só existem na nossa mente.

Aprendemos que é necessário um dia de chuva para darmos valor ao Sol, mas se ficarmos expostos muito tempo, o Sol queima.

Aprendemos que heróis não são aqueles que realizam obras notáveis, mas os que fizeram o que foi necessário e assumiram as conseqüências dos seus atos.

Aprendemos que, não importa em quantos pedaços nosso coração está partido, o mundo não pára para que nós o consertemos.

Aprendemos que, ao invés de ficar esperando alguém nos trazer flores, é melhor plantar um jardim.

Aprendemos que amar não significa transferir aos outros a responsabilidade de nos fazer felizes. Cabe a nós a tarefa de apostar nos nossos talentos e realizar os nossos sonhos.

Aprendemos que o que faz diferença não é o que temos na vida, mas QUEM nós temos. E que boa família são os amigos que escolhemos.

Aprendemos que as pessoas mais queridas podem às vezes nos ferir. E talvez não nos amem tanto quanto nós gostaríamos, o que não significa que não amem muito, talvez seja o máximo que conseguem. Isso é o mais importante.

Aprendemos que toda mudança inicia um ciclo de construção, se você não esquecer de deixar a porta aberta.

Aprendemos que o tempo é precioso e não volta atrás. Por isso, não vale a pena resgatar o passado. O que vale a pena é construir o futuro.

O nosso futuro ainda está por vir.

Então aprendemos que devemos descruzar os braços e vencer o medo de partir em busca dos nossos sonhos.

Autoria Desconhecida

31 dezembro 2007

Servicinhos - Emmanuel

SERVICINHOS

"Antes sede uns para com os outros benignos." - Paulo. (EFÉSIOS, 4:32.)

Grande massa de aprendizes queixa-se, por vezes, da ausência de grandes oportunidades nos serviços do mundo.

Aqui, é alguém desgostoso por não haver obtido um cargo de alta relevância; além, é um irmão inquieto porque ainda não conseguiu situar o nome na grande imprensa.

A maioria anda esquecida do valor dos pequenos trabalhos que se traduzem, habitualmente, num gesto de boas maneiras, num sorriso fraterno e consolador...
Um copo de água pura, o silêncio ante o mal que não comporta esclarecimentos imediatos, um livro santificante que se dá com amor, uma sentença carinhosa, o transporte de um fardo pequenino, a sugestão do bem, a tolerância em face de uma conversação fastidiosa, os favores gratuitos de alguns vinténs, a dádiva espontânea ainda que humilde, a gentileza natural, constituem serviços de grande valor que raras pessoas tomam à justa consideração.

Que importa a cegueira de quem recebe? que poderá significar a malevolência das criaturas ingratas, diante do impulso afetivo dos bons corações?

Quantas vezes, em outro tempo, fomos igualmente cegos e perversos para com o Cristo, que nos tem dispensado todos os obséquios, grandes e pequenos?
Não te mortifiques pela obtenção do ensejo de aparecer nos cartazes enormes do mundo.

Isso pode traduzir muita dificuldade e perturbação para teu espírito, agora ou depois.
Sê benevolente para com aqueles que te rodeiam.

Não menosprezes os servicinhos úteis.
Neles repousa o bem-estar do caminho diário para quantos se congregam na experiência humana.

Psicografia de Francisco Cândido Xavier
Do livro: Vinha de luz
Ditado pelo Espírito Emmanuel

30 dezembro 2007

Suicidas - Emmanuel

SUICIDAS

Não condenes as vítimas da loucura e do sofrimento que se retiram do mundo pelas portas do suicídio.

Ninguém lhes viu talvez a luta insana. E não sabes até que ponto sorveram o veneno da angústia na taça de fel!

Faze silêncio, diante dos que caíram no paroxismo da desesperação e da dor.

Na batalha do mundo, quantos despem o manto da carne, roídos no âmago da alma pelas chagas de aflitivas desilusões!... Quantos procuram fugir ao nevoeiro do vale, arrojando-se às trevas do despenhadeiro cruel!...

E, pedindo a paz do Senhor para os que descem à sombra da rendição antes do triunfo, ora também pelos que armam as garras da treva contra si próprios no pelourinho da maldade e da calúnia:

Pelos que perturbam o caminho alheiro, aniquilando a própria existência;

Pelos que rendem culto à perversidade, consumindo-se na ilusão de que destroem o próximo;

Pelos que se afogam no charco da viciação;

Pelos que se entregam à inércia e pelos que perseguem e chicoteiam os semelhantes, cavando para si mesmos o túmulo de lodo em que há de perecer!

Saibamos utilizar dificuldades na sublimação de nosso futuro.

A Terra é um santuário de regeneração e de esperança para quantos lhe abraçam as lições com ânimo forte, conscientes da misericórdia em que se fundamenta a Divina Justiça.

Dores, aflições, provas e desencantos representam o material educativo do templo em que nos asilamos, à procura de fortaleza moral e de créditos imprescindíveis à continuidade de nossa viagem para Deus.

Não te confies ao cansaço ou ao desalento, na solução dos problemas que te afligem a marcha.

Renova-te na excelsitude do Sol que te acompanha, cada manhã, prometendo-te, cada noite, o esplendor de um outro dia, que raiará sempre mais belo.

Caminha para diante, regozija-te com o sofrimento que te ajusta as contas e abençoa os obstáculos que te fazem mais experiente e mais nobre!...

E unido à tarefa que o Senhor te confiou, qualquer que ela seja, aprendendo e servindo, amando e lutando na construção do Bem Infinito, encontrarás, mesmo na Terra, o manancial da Vida Abundante que te alimentará o coração na conquista da Vida Imperecível.

DO LIVRO: ESCRÍNIO DE LUZ
PSICOGRAFIA DE FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER
DITADO PELO ESPÍRITO EMMANUEL

29 dezembro 2007

Nunca Desfalecer - Emmanuel

NUNCA DESFALECER

...Orar sempre e nunca desfalecer.. - (LUCAS, 18:1.)

Não permitas que os problemas externos, inclusive os do próprio corpo, te inabilitem para o serviço da tua iluminação.

Enquanto te encontras no plano de exercício, qual a crosta da Terra, sempre serás defrontado pela dificuldade e pela dor.

A lição dada é caminho para novas lições.

Atrás do enigma resolvido, outros enigmas aparecem.

Outra não pode ser a função da escola, senão ensinar, exercitar e aperfeiçoar.

Enche-te, pois, de calma e bom ânimo, em todas as situações.

Foste colocado entre obstáculos mil de natureza estranha, para que, vencendo inibições fora de ti, aprendas a superar as tuas limitações.

Enquanto a comunidade terrestre não se adaptar à nova luz, respirarás cercado de lágrimas inquietantes, de gestos impensados e de sentimentos escuros.

Dispõe-te a desculpar e auxiliar sempre, a fim de que não percas a gloriosa oportunidade de crescimento espiritual.

Lembra-te de todas as aflições que rodearam o espírito cristão, no mundo, desde a vinda do Senhor.

Onde está o Sinédrio que condenou o Amigo Celeste à morte?

Onde os romanos vaidosos e dominadores?

Onde os verdugos da Boa Nova nascente?

Onde os guerreiros que fizeram correr, em torno do Evangelho, rios escuros de sangue e suor?

Onde os príncipes astutos que combateram e negociaram, em nome do Renovador Crucificado?

Onde as trevas da Idade Média?

Onde os políticos e inquisidores de todos os matizes, que feriram em nome do Excelso Benfeitor?

Arrojados pelo tempo aos despenhadeiros de cinza, fortaleceram e consolidaram o pedestal de luz, em que a figura do Cristo resplandece, cada vez mais gloriosa, no governo dos séculos.

Centraliza-te no esforço de ajudar no bem comum, seguindo com a tua cruz, ao encontro da ressurreição divina.

Nas surpresas constrangedoras da marcha, recorda que, antes de tudo, importa orar sempre, trabalhando, servindo, aprendendo, amando, e nunca desfalecer.

Psicografado por Francisco Cândido Xavier
Do livro: Fonte Viva
Ditado pelo Espírito Emmanuel

28 dezembro 2007

No Reino Interior - Emmanuel

NO REINO INTERIOR

"Sigamos, pois, as coisas que contribuem para a paz e para a edificação de uns para com os outros." - Paulo. (ROMANOS, 14:19.)

Não podemos esperar, por enquanto, que o Evangelho de Jesus obtenha vitória imediata no espírito dos povos.

A influência dele é manifesta no mundo, em todas as coletividades; entretanto, em nos referindo às massas humanas, somos compelidos a verificar que toda transformação é vagarosa e difícil.

Não acontece o mesmo, porém, na esfera particular do discípulo.

Cada espírito possui o seu reino de sentimentos e raciocínios, ações e reações, possibilidades e tendências, pensamentos e criações.

Nesse plano, o ensino evangélico pode exteriorizar-se em obras imediatas.

Bastará que o aprendiz se afeiçoe ao Mestre.

Enquanto o trabalhador espia questões do mundo externo, o serviço estará perturbado.

De igual maneira, se o discípulo não atende às diretrizes que servem à paz edificante, no lugar onde permanece, e se não aproveita os recursos em mão para concretizar a verdadeira fraternidade, seu reino interno estará dividido e atormentado, sob a tormenta forte.

Não nos entreguemos, portanto, ao desequilíbrio de forças em homenagens ao mal, através de comentários alusivos à deficiência de muitos dos nossos irmãos, cujo barco ainda não aportou à praia do justo entendimento.

O caminho é infinito e o Pai vela por todos.

Auxiliemos e edifiquemos.

Se és discípulo do Senhor, aproveita a oportunidade na construção do bem.

Semeando paz, colherás harmonia; santificando as horas com o Cristo, jamais conhecerás o desamparo.

Psicografia de Francisco Cândido Xavier
Do livro: Vinha de luz.
Ditado pelo Espírito Emmanuel

27 dezembro 2007

Palavras aos Espíritas - Emmanuel

PALAVRA AOS ESPÍRITAS

REUNIÃO PÚBLICA DE 17-04-59 - QUESTÃO 798.

Espiritismo revivendo o Cristianismo - eis a nossa responsabilidade.

Como outrora Jesus revelou a Verdade em amor, no seio das religiões bárbaras de há dois mil anos, usando a própria vida como espelho do ensinamento de que se fizera veículo, cabe agora ao Espiritismo confirmar-lhe o ministério divino, transfigurando-lhe as lições em serviço de aprimoramento da Humanidade.

Espíritas!

Lembremos-nos de que templos numerosos, há muitos séculos, falam d'Ele, efetuando porfiosa corrida ao poder humano, olvidando-lhe a abnegação e a humildade.

E porque não puderam acomodar-se aos imperativos do Evangelho, fascinados que se achavam pela posse da autoridade e do ouro, erigiram pedestais de intolerância para si mesmo.

Todavia, a intolerância é a matriz do fratricídio, e o fratricídio é a guerra de conquista em ação. E a lei da guerra de conquista é o império da rapina e do assalto, da insolência e do ódio, da violência e da crueldade, proscrevendo a honra e aniquilando a cultura, remunerando a astúcia e laureando o crime, acendendo fogueiras e semeando ruínas em rajadas de sangue e destruição.

Somos, assim, chamados à tarefa da restauração e da paz, sem que essa restauração signifique retorno aos mesmos erros e sem que essa paz traduza a inércia dos pântanos.

É imprescindível estudar educando, e trabalhar construindo.

Não vos afasteis do Cristo de Deus, sob pena de converterdes o fenômeno em fator de vossa própria servidão às cidadelas da sombra, nem algemeis os punhos mentais ao cientificismo pretensioso.

Mantende o cérebro e o coração em sincronia de movimentos, mas não vos esqueçais de que o Divino Mestre superou a aridez do raciocínio com a água viva do sentimento, a fim de que o mundo moral do homem não se transforme em pavoroso deserto.

Aprendamos do Cristo a mansidão vigilante.

Herdemos do Cristo a esperança operosa.

Imitemos do Cristo a caridade intemerata.

Tenhamos do Cristo o exemplo resoluto.

Saibamos preservar e defender a pureza e a simplicidade de nossos princípios.

Não basta a fé para vencer. É preciso que a fidelidade aos compromissos assumidos se nos instale por chama inextinguível na própria alma.

Nem conflitos estéreis.

Nem fanatismo dogmático.

Nem tronos de ouro.

Nem exotismos.

Nem perturbação fantasiada de grandeza intelectual.

Nem bajulação às conveniências do mundo.

Nem mensagens de terror.

Nem vaticínios mirabolantes.

Acima de tudo, cultuemos as bases codificadas pro Allan Karde, sob a chancela do Senhor, assinalando-nos as vidas renovadas, no rumo do Bem Eterno.

O Espiritismo, desdobrando o Cristianismo, é claro como o Sol.

Não nos percamos em labirinto desnecessários, porquanto ao espírita não se permite a expectação da miopia mental.

Sigamos, pois, à frente, destemerosos e otimistas, seguros no dever e leais à própria consciência, na certeza de que o nome de Nosso Senhor Jesus-Cristo está empenhado em nossas mãos.

EXTRAÍDO DO LIVRO: RELIGIÃO DOS ESPÍRITOS,
DITADO PELO ESPÍRITO DE EMMANUEL,
PSICOGRAFADO PELO MÉDIUM FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER.