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16 outubro 2019

Sublime Ação - Joanna de Ângelis



SUBLIME AÇÃO


Pessoas há, imensamente generosas, que são tocadas de compaixão ante as necessidades do seu próximo e distendem-lhe mãos amigas de socorro e de amizade.

Repartem o pão, mesmo quando escasso, distribuem calor fraterno aos enregelados no abandono, brindam palavras gentis aos esfaimados de orientação.

Corteses e joviais, possuem verdadeiras fortunas de generosidade, desempenhando o seu papel de cidadania em alto clima de solidariedade.

Enquanto se encontram em posição de relevo, não se ensoberbecem e procuram auxiliar todos aqueles que lhes buscam apoio e necessitam do crescimento espiritual.

Esses homens e mulheres bem-intencionados contribuem em favor da sociedade que dignificam, mediante os bons exemplos de honradez, fomentando o progresso do grupo em que se encontram com os olhos postos do futuro da Humanidade.

Não importa se abraçam ou não qualquer religião. Agem espontaneamente em decorrência dos sentimentos bons que lhes exornam o caráter.

Modelos sociais que se fizeram, conseguem movimentar-se em círculo de amizades prósperas, homenageados e em destaque onde se apresentam.

Tornam-se estímulos para outros, que ainda não conseguiam superar as barreiras do egoísmo nem os estigmas da indiferença ante a dor que ceifa esperanças a sua volta.

Representam biótipos que um dia se multiplicarão na Terra, tornando-se comuns, enquanto hoje rareiam.

Descobriram a arte de servir por meio da qual avançam intimoratos no rumo da própria felicidade.

Aprendendo a abrir o coração, ampliam os gestos de amor mediante as mãos solidárias ao sofrimento das demais criaturas.

Não cobram recompensa pelo que fazem, não exigem retribuição afetiva. O que praticam, realizam-no, porque lhes faz bem.

A verdadeira caridade, porém, conforme a entendia Jesus, é mais profunda, sendo benevolência para com todos, indulgência para as faltas alheias e perdão das ofensas.

A verdadeira caridade expressa-se mediante ações morais, relevantes e graves.

Sem dúvida, a doação de alimentos, de roupas e de medicamentos, de moedas que resgatam dívidas, é valioso contributo para aqueles que o recebe, evitando-lhe inomináveis padecimentos, situações desesperadoras e mesmo alucinações que terminam em desaires e crimes variados.

Toda e qualquer oferta, portanto, distendida a quem sofre, é portadora de contributo significativo em nome do Bem.

Não constituindo sacrifício para o doador, é benção para o atendido, auxiliando o coração generoso a habituar-se no exercício da solidariedade e no cumprimento dos deveres fraternos que a vida impõe.

A ação sublime, no entanto, é mais escassa em razão dos sacrifícios de que se reveste.

A benevolência para com todos representa um sentimento de profundo amor pelo seu próximo, de compreensão pelos seus atos, por cuja manifestação identifica as suas necessidades evolutivas e não lhe cria embaraços na marcha.

A indulgência para as faltas alheias define-lhe o estágio moral avançado, após vencidas as etapas de desequilíbrio e sombra, que lhe ensinaram a entender quão difícil é a libertação dos atavismos primários que retém na retaguarda.

O perdão das ofensas, por sua vez, é o auge das conquistas íntimas que desidentificam o ser das próprias imperfeições, porque se dá conta do quanto necessita ser perdoado, naquilo que se refere às próprias fraquezas e delitos que tem cometido.

Essa ação sublime é, sim, a verdadeira caridade como a entendia Jesus.

As dádivas de natureza material enfocam a caridade nas suas primeiras manifestações, avançando para as expressões morais, quais a benevolência para com todos os corações perversos e carentes, a tolerância ante as suas debilidades morais, olvido do mal e apoio àquele que o praticou.

Não bastará tolerar e até mesmo perdoar o mal que lhe é dirigido, mas sobretudo auxiliar aquele que derrapou na insensatez e gerou a situação infeliz. Ideal seria que esses sentimentos fossem acompanhados do olvido do erro, mas como isso independe do sentimento, estando mais afeito à memória, o treinamento de auxílio ao infrator contribui para o esquecimento da sua ação nefanda.

Treina a ação sublime do teu dia-a-dia, colocando nas tuas práticas de bondade, as valiosas contribuições morais que te desvelem espiritualmente bem em relação ao teu próximo. Nao esqueças, todavia, de prosseguir no auxílio mediante as ofertas materiais de algum significado para os que necessitam desse imediato socorro.

Toma Jesus como teu modelo, sê benevolente, usando indulgência e perdoando com total fraternidade até o momento em que consigas esquecer todo e qualquer mal para pensar somente no bem libertador.


Joanna de Ângelis
Livro: Diretrizes para o Êxito
Médium: Divaldo P. Franco

15 outubro 2019

Vontade Sempre Acatada - Orson Peter Carrara



VONTADE SEMPRE ACATADA


Há vários provérbios (frase ou ditado curto de origem popular, que resume um conceito moral, uma norma social) que indicam que a vontade é potencial mecanismo para aquisição de nossos desejos. É pela vontade que movimentamos forças, superamos obstáculos, vencemos desafios. Sem ela nada podemos. Ela é força da alma, capaz de nos tirar do desânimo, de empreender projetos e movimentar ações que resultem no alcance da meta ou objetivo traçado.

Um detalhe, porém, a diferencia em focos distintos. A vontade, por si só, é neutra do ponto de vista moral – cuja decisão é de alçada da alma, conforme suas bagagens –, pois nem sempre é ética, correta ou honesta. Existem vontades perversas, desonestas, manipuladoras, cruéis. Vontades que criam sofrimentos nos outros, prejudicam terceiros ou que causam muitos transtornos. E, claro, vontades lícitas, honestas, empreendedoras, generosas, como acima afirmado.

Quanto mais conscientes nos tornamos, portanto, mais responsáveis na direção dessa potência interior. Por isso, embora a liberdade como atributo individual, ao mesmo tempo a responsabilidade pelos atos, decisões, reações e direcionamentos da vida moral.

Afinal, como afirma Emmanuel no capítulo 130 – Na luz da Verdade, do livro Palavras de Vida Eterna, “(…) A vontade do Espírito é acatada pela Providência, em todas as manifestações, incluindo aquelas em que o homem se extravia na criminalidade, esposando obscuros compromissos. (…)”. Observe-se a profundidade da afirmação:

Vontade é acatada em todas as manifestações;
Esse acatamento inclui os extravios para a criminalidade;
Vincula-se a obscuros compromissos.
Em síntese de outras palavras: somos livres, podemos optar por esse ou aquele caminho e agir conforme nos determina a vontade (nem sempre ponderada, correta, sábia e bondosa ou disciplinada), mas estaremos sempre vinculados a compromissos gerados pelos caminhos escolhidos, inclusive os da criminalidade, gerando aflições e necessidade de reparações em futuro breve ou remoto.

Por isso, prudência nas escolhas e caminhos de ação, parece-nos a melhor medida. Pelo menos em respeito às sábias Leis que regem a vida. Diante dos quadros atuais do mundo, a compreensão sobre a gravidade do assunto, requer muita atenção…

Não nos iludamos, somos integrantes desse processo de viver e todos conectados uns com os outros, gerando compromissos que inevitavelmente sempre refletirão para nossa aflição ou para a felicidade que todos desejamos.


Orson Peter Carrara

14 outubro 2019

Depressão: encontro com a verdade sobre si mesmo!



DEPRESSÃO ENCONTRO COM A VERDADE SOBRE SI MESMO


Temos vivido momentos difíceis, momentos de aflição, desistência, desilusão, insatisfação com tudo e com todos. O que fazer para aceitar a si mesmo, aprendendo a gostar do que é, do que tem e do que faz? Perguntas que, geralmente, ficam sem respostas por não nos conhecermos. Lembrando Sócrates (450 anos a.C.), quando disse: “Conhece-te a ti mesmo”, e em seguida Jesus: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. De que verdade ele estava falando senão sobre nós mesmos?

Inicialmente, teremos que compreender o que realmente está acontecendo conosco, para então, a partir daí começar a fazer o caminho de volta. Ermance Dufaux define a depressão assim: “Condição mental da alma que começa a resgatar o encontro com a verdade sobre si mesma depois de milênios nos labirintos da ilusão”.

Considerada a doença da alma, a depressão é a “doença-prisão”, que caça a liberdade da criatura rebelde, viciada em ter seus caprichos atendidos. Parece um pouco cruel essas palavras, mas se olharmos para trás veremos quão rebelde somos diante daqueles que são ou pensam diferente de nós.

Somos espíritos milenares, e assim sendo, acumulamos o vício do prazer sem limites e hoje temos dificuldades em aceitar as frustrações do ato de viver. Enfim, depressão é a reação da alma que não aceitou sua realidade pessoal como ela é, por não se aceitar como é, o que tem e o que faz. Se observarem com mais afinco, veremos que o depressivo tem baixa autoestima, ausência de prazer e redução na alegria de viver.

Relacionarei alguns itens consequentes da depressão, e convido a fazer uma introspecção questionando-se:

1 – A insegurança obsessiva;
2 – A ansiedade inexplicável;
3 – A solidão em grupo;
4 – A aterrorizante sensação de abandono;
5 – Sentir-se inútil;
6 – O desencanto com os amigos;
7 – A indisposição de conviver com os diferentes;
8 – A insatisfação com o corpo;
9 – O apego aos fatos passados;
10 – A inveja do sucesso alheio;
11 – A desistência de ser feliz;
12 – Fixação dos pontos de vista;
13 – O medo do futuro.

Enfim, são intermináveis os estados emocionais que a depressão causa. E o medo de ser rejeitado e a necessidade de controlar a vida confirmam nosso desajuste diante dessa existência. Ora somos escravos das lembranças do passado, ora temos medo do futuro.

Aí você me pergunta: Como se libertar de tudo isso? A solução está dentro de nós. Nossa libertação está em deixar de desejar para fazer o que se deve. A maioria de nós procura preencher o “vazio”, mas isso vem acompanhado de arrependimento e culpa. Jung chamou isso de processo de individuação.

A terapia de Gestalt criada pelo Dr. Frederick Perls, aparentemente, parece um pouco cruel e individualista, mas extremamente necessária para nossa “cura”. Ele diz assim:

“Eu faço as minhas vontades e você faz as suas. Eu não estou neste mundo para viver de acordo com as suas expectativas, e você não está neste mundo para viver de acordo com as minhas. Eu sou eu e você é você. Se um dia nos encontrarmos, vai ser lindo! Se não, nada há de se fazer”.

Devido nossa carência e a necessidade de aprovação, queremos agradar o outro sem se preocupar conosco, e aí que causa o conflito. Bastaria lembrar do Cristo quando nos chama de hipócritas: “Primeiro tira a trave do seu olho, para depois tirar o argueiro do olho de vosso irmão”. Querendo dizer que primeiro precisamos olhar para nós. Se eu me perdoar, aprendo a perdoar o outro; se eu me aceitar, aceito o outro e se eu admitir que erro, fica mais fácil de aceitar o erro do outro. Isso chama-se alteridade.

Quando aprendermos a manter uma relação de amor e perdão para conosco, aumentaremos nossa autoestima e superaremos essa dor que tanto assola a humanidade.


Francisco Ortolan

13 outubro 2019

Preparação do Espírito para reencarnar -



PREPARAÇÃO DO ESPÍRITO PARA REENCARNAR, OU SEJA, 
VOLTAR NOVAMENTE AO CORPO FÍSICO


No intervalo compreendido entre as Reencarnações (reencarnação = entrar de novo na carne, isto é, em novo corpo físico), em geral, o Espírito imortal, no exercício de seu livre-arbítrio, escolhe o Gênero de Provas por que há de passar em sua próxima experiência e, com isso, assume desde logo a responsabilidade por suas decisões e logicamente pelas conseqüências delas decorrentes. Sendo importante destacar que esta escolha diz respeito ao Gênero das Provas propriamente dito, e não às suas particularidades, razão pela qual os Mentores Espirituais, como sempre, recomendam cautela.

Toda Reencarnação é precedida de planejamento. O Espírito trabalha, pesquisa, estuda e observa para fazer a sua escolha. Tal afirmação às vezes provoca surpresa, por existir quem acredite que, na Terra, integra determinada família por engano. Entretanto, e como facilmente se pode observar, um mínimo de planejamento é necessário até mesmo para o cumprimento de tarefas primárias de nosso dia-a-dia. E quanto ao trabalho (toda ocupação útil é trabalho” – “O Livro dos Espíritos”, questão 675), não deveria nos surpreender a afirmação de sua existência após a desencarnação diante do que disse Jesus, o Cristo, há mais de dois mil anos: O Pai trabalha até hoje, isto é, sempre!

De outra parte, informado do Planejamento, há quem não compreenda, por exemplo, a razão de alguém escolher a prova da miséria quando poderia optar pela prova da riqueza, que proporciona facilidades, conforto, bem-estar. No entanto, completada a informação, passa a entender que ambas as provas são difíceis e que a prova da riqueza provavelmente seja mais difícil porque pode torná-lo avaro e egoísta; pode lançá-lo aos vícios.

De certo modo, agimos assim, quando fisicamente adoentados, por exemplo, tomamos o remédio mais desagradável para nos curarmos de pronto.

Está mais do que comprovado que precisamos aprender, crescer, progredir intelectual e moralmente e que não nos encontramos em férias, e muito menos em férias permanentes.

Até atingir a perfeição relativa, o Espírito passa por provas e expiações (“A prova examina, experimentando o grau de preparação do educando” – “A expiação ensina, rigorosa, a lição desperdiçada na inutilidade ou na viciação.” – livro “Dimensões da Verdade”, Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal, cap. “Sob testes e exames”).

O ideal é que enfrentemos com fé, resignação e amor, mantendo-nos ativos, trabalhando e estudando sempre, procurando eliminar quanto antes as queixas de nossa vida.

A propósito, como já esclareceu André Luiz, Espírito, no livro Agenda Cristã: “As suas reclamações, ainda mesmo afetivas, jamais acrescentarão nos outros um só grama de simpatia por você.” (psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. FEB, cap. 38). Na mesma linha, no livro “Para Uso Diário”, o Espírito Joanes aconselha: “Evite a lamentação, uma vez que ela em nada lhe auxiliará. Não diminuirá o peso da sua cruz, nem dispensará as nuvens que estejam toldando, porventura, os seus horizontes.” Como se pode observar com muita facilidade, a queixa não soluciona qualquer problema. Logo, se não resolve nem sequer acrescenta nos outros um só grama de simpatia por nós, cabe perguntar: que postura devo adotar? Qual a mais adequada? Qual a que mais nos beneficia?

A reencarnação, repetimos para enfatizar, é sempre precedida de planejamento, de modo que ninguém está solto, só, e muito menos por acaso na Terra, havendo fortíssimas razões para termos renascido neste ou naquele país, nesta ou naquela cidade, nesta ou naquela família, com incontáveis facilidades ou dificuldades, etc., mesmo que agora não saibamos identificá-las e apontá-las. A Reencarnação, como bênção de oportunidade, reflete a Justiça de Deus. Oportunidade de corrigir nossos erros, males e equívocos, ainda que parcialmente, de ajustar e reajustar contas. Oportunidade de crescimento, de evolução, de progresso intelectual e moral. Oportunidade ímpar de dar nova direção à nossa Vida, com o ingresso definitivo na estrada do Bem, praticando-o onde quer que nos encontremos.


Antonio Carlos Piesigilli

12 outubro 2019

O Espiritismo é uma religião? - Paulo Henrique de Figueiredo



ESPIRITISMO É RELIGIÃO?


Dúvida antiga e muito incompreendida. Mas a resposta é simples, quando buscamos a resposta em sua origem, nas explicações de Kardec.

A doutrina espírita pode ser útil a todas as religiões. Só não pode tornar-se ela uma delas. Senão sai da condição de conhecimento fundamental e se equipara na disputa pela salvação, como promessa aos fiéis de uma seita.

Nem pode associar-se a um corpo dogmático, senão sincretiza-se e deixa de ser basilar e progressivo. Sua essência é como a Física, Biologia, Cosmologia: um entendimento das leis universais, no caso, pelo ponto de vista dos espíritos sábios.

Além disso, considerando o sentido filosófico do termo “religião”, Kardec se referia a um significado bastante presente em seu tempo, o de religião natural. Vem do fato de naquela época as ciências humanas se fundamentarem no espiritualismo racional, independente de credo religioso. Estando Deus presente na natureza como causa e imanente, estamos todos relacionados naturalmente com ele.

Há quem busque o significado etimológico da palavra no latim religare, que significa religação. Mas esse significado é confuso, pois nunca, jamais nos desligamos de Deus. O sentido que a doutrina espírita promove, pela natureza de sua mensagem, é o laço natural que nos une de forma solidária, entre nós, e entre nós e o Criador.

Dessa forma, o importante está no que ele representa para nós, pois compreendendo o Espiritismo como filosofia de vida, não haverá diferença entre compreensão e ato, ou seja, será uma doutrina vivenciada, transformadora. As religiões tradicionais colocam o fiel em postura de submissão, de espera, de pedinte de recompensas e também temeroso de castigos. Nada disso será encontrado no Espiritismo bem compreendido. É dever daquele que bem o compreendeu divulgar essa visão original, para resgatarmos sua essência primeira!


Paulo Henrique de Figueiredo

11 outubro 2019

Culpa e Consciência - Jorge Hessen



CULPA E CONSCIÊNCIA


Culpa e consciência é matéria que ponderaremos neste texto. É importante dizer que o “alerta ou conflito da consciência” ainda não é a instalação da culpa, porém nos convida ao arrependimento diante dos erros. Tal constrangimento consciencial é imprescindível para a libertação do desalinho psicológico, oriundo da culpa.

A consciência é o Divino em nossa realidade existencial; nela estão escritas as Leis do Criador. Já a culpa resulta da não auscultação do “alerta da consciência”, portanto é patológica e gera profundo abalo psicológico autopunitivo. Detalhe: é impossível inexistir o alerta consciencial no psiquismo humano. Podemos fingir não ouvir a “voz da consciência”, e apesar disso ela sempre alertará, exceto nos casos extremos de psicopatologias, quando o doente mental não sente um mínimo de arrependimento e ou culpa.

O alerta consciencial sinaliza as transgressões à Lei de amor, justiça e caridade. À vista disso, tomamos consciência e nos arrependemos do erro, buscando repará-lo. Por outro lado, a culpa é um processo patológico em que ficamos cultuando o erro no movimento psicológico de autojulgamento, autocondenação e autopunição.

Das diversas características da culpa há aquela advinda da volúpia de “prazer”, quando alguém não se divertiu como gostaria de ter feito (se esbaldado numa “balada”, por exemplo). Após a “farra” se sente culpado e se cobra por não ter permanecido mais tempo na festa, por não ter realizado isso e ou aquilo etc. Sob esse estado psicologicamente perturbador surge a culpa como reflexo daquilo que não se fez e almejaria ter feito, resultando o movimento de autopunição.

Todas as recordações negativas paralisam o entusiasmo para as ações no bem, únicas portadoras de esperança para a libertação da culpa. Quando entramos no processo autopunitivo geramos um processo de distanciamento da realidade da vida e do próprio viver. É um grande desafio transformarmos a experiência desafiadora (dor e sofrimento) em experiência de aprendizado. Para isso, importa fazermos o BEM no limite das nossas forças, principiando em nós mesmos, permitindo-nos experimentar esse BEM no coração e ao mesmo tempo realizarmos o BEM ao próximo, e assim nos libertarmos totalmente do nódulo culposo.

A Lei de causa e efeito é um dos princípios fundamentais preconizados pela Doutrina Espírita para explicar as vicissitudes ligadas à vida humana. Ante a Lei de causalidade a colheita deriva da semeadura, sem qualquer expressão castradora ou fatalista para reparação. O “alerta de consciência”, por exemplo, bem absorvido, transforma-se em componente responsável. Mas se o ignoramos desmoronamos no desculpismo, não admitindo sequer a responsabilização do erro. Em face disso, o desculpismo é uma postura profundamente irresponsável perante a vida.

O negligente (desculpista) diz que “errar é humano”, porém é arriscado raciocinar assim. É um processo equivocado que ultraja a lei de Deus. Em verdade, não precisamos nos culpar (exigência) quando erramos, e muito menos nos desculpar (negligência), porém carece ouvirmos a voz da consciência e aprendermos com os erros a fim de repará-los.

Sobre as diferentes peculiaridades da culpa ainda há aquela advinda naqueles trabalhadores que avidamente mergulham nos assistencialismos. São confrades conflituosos que ambicionam consolidar a beneficência, visando, antes, anestesiarem a própria culpa. Na realidade, estão apostando barganhar com Deus, a fim de se livrarem da ansiedade de consciência. Decerto isso é uma prática espontânea e contraproducente.

Não obstante, no MEB – Movimento Espírita Brasileiro – há farta natureza de serviços assistencialistas. O psiquiatra Alírio Cerqueira, coordenador do Projeto Espiritizar, da Federação Espirita do Mato Grosso, lembra que muitos fazem assistencialismos sem real consciência da necessidade social dos desprovidos. Em verdade, laboram “caritativamente” sob as algemas da consciência culposa e apostam disfarçar para si mesmos o automático exercício de filantropia. Agem subconscientemente quais portadores de ferida muito dolorosa, e em vez de tratá-la para cicatrizar, ficam passando pomada anestésica na ferida (culpa) para abrandar a dor.

Agindo assim a culpa momentaneamente é “escondida”, mas não desaparece, pois passando o efeito do anestésico a culpa retorna e a pessoa mantém o conflito de consciência. Desse modo, vai ampliando cada vez mais os compromissos assistencialistas; vai se assoberbando nos pactos “caritativos”, porém a culpa é conservada. Muitos passam a vida inteira nessa atitude de “FAZEÇÃO” DE COISAS” sem qualquer objetivo consciencial. Tais “caridosos” certamente auxiliam TEMPORARIAMENTE os necessitados, todavia provocam para si mesmos em alto grau o cansaço mental, estresse e saturação psicológica, e não se HARMONIZAM CONSIGO MESMOS.

Na verdade, o objetivo das leis divinas (sediadas na consciência) é nos proporcionar pura e eterna felicidade. Em face disso, quando as transgredimos ficamos ansiosos, porque nos afastamos da felicidade, logo, sentimos extremada ansiedade. Nesse caso é importante o exercício do auto perdão, que obviamente não extinguirá a responsabilidade dos erros praticados, até porque auto perdoar-se não é simplesmente passar uma borracha em cima do desacerto, mas fazer uma avaliação equilibrada do desacerto para repará-lo.

No limite, há pessoas que alimentam tanta culpa que se sentem indignas de fazer uma prece e ou de fazer o bem. Porém, pensemos o seguinte: a prece não é para espíritos puros. Jesus orientou que não são os sadios que necessitam de médicos, mas os doentes. Ora, esperarmos nossa purificação para orar e fazer o bem não faz nenhum sentido, pois que nos aperfeiçoamos gradativamente, orando e de maneira especial fazendo o bem no limite das nossas forças.


Jorge Hessen
jorgehessen@gmail.com

10 outubro 2019

Ante os grandes irmãos - Emmanuel



ANTE OS GRANDES IRMÃOS


Médiuns!

Ainda que a trilha se vos abra na sarça de fogo, purificai o pensamento, a fim de refletirdes, no mundo, a mensagem celeste!...

Todas as realizações respeitáveis da Terra nascem no trabalho dos que se humilham para servir.

Não admitais, entretanto, que os obreiros do progresso recebam exclusivamente de Deus o quinhão das lágrimas, porque nenhum deles se esfalfa, sem que a dor se lhes transfigure no espírito em cântico jubiloso... É que, em meio aos golpes que lhes ultrajam a carne e a lama, sentem-se apoiados pelos Grandes Irmãos!...

Os espíritos sublimados, que atingiram a alegria suprema do amor sem nome, trazem-vos hoje à edificação do reino de paz e felicidade das promessas do Cristo.

Nem sempre sereis o pano alvo das legendas desfraldadas. Surgireis, muitas vezes, na condição da pedra colada ao limo do solo para que as paredes se levantem. Outros conduzirão dísticos preciosos, enquanto que, em muitas circunstâncias, se vos reservará o papel do cimento oculto, garantindo a estrutura dos edifícios!...

Lembrai-vos, porém, dos representantes da Glória Inefável que asseguram a harmonia do mundo, sem jamais esperarem por aplausos terrestres.

Quando não estiverdes à altura das interrogações humanas, não vos sintais diminuídos, se o alheio sarcasmo vos impele à desilusão!

O jequitibá vigoroso foi ramo tenro e muitos sábios da Terra, conquanto se riam dos céus, obrigam-se a comer o pão que os vermes acalentaram, quando a semente descansava no berço escuro.

Aos que vos peçam maravilhas, oferecei o prodígio do coração renovado e humilde, em que o Amparo Divino se manifeste.

Se os vossos deveres estão cumpridos, não vos preocupeis por vós, porque a claridade fala da lâmpada que se extingue para varrer as sombras. Postos no mundo para alimentar 16as verdades do espírito, tendes o formoso e obscuro destino das árvores, que produzem abastança, entre as varas e os repelões dos que lhes arrebatam os frutos, mas os vossos cultivadores não possuem campos na Terra... Moram na gleba estrelada do Infinito, de onde volvem, abnegados, ao domicílio dos homens, par integra-lhes o espírito na posse de herança imarcescível de imortalidade, que o Pai Supremo lhes destina, no erário do Universo!...

Regozijai-vos porque os mensageiros da Eterna Alegria vos aceitam a migalha de sofrimento por tijolos de luz na construção divina!

Eles que estiveram com todos os apóstolos do passado, sustentam-vos, hoje, as energias, para que a Terra de amanhã surja melhor!...Clareiam-vos a palavra, para que os desalentos de reanimem, balsamizam-vos os dedos para que os enfermos se refaçam... São eles a inspiração que vos move a pena, a oração que vos tonifica!... Curai, atribuindo-lhes a virtude; estendei o bem, restituindo-lhes o poder; consolai, conferindo-lhes o mérito; esclarecei, creditando-lhes a lição!...

Confiai e auxiliai, porque os Grandes Irmãos estão convosco e para que estejais invariavelmente unidos a todos eles, basta seguirdes adiante, esquecendo a vós mesmos, no serviço ao próximo, carregando a consciência tranqüila na sinceridade do coração!...


Pelo Espírito Emmanuel
Do livro: Opinião Espírita
Médium: Francisco Cândido Xavier

09 outubro 2019

Exige a Moral Espírita uma Conduta Espontânea - J.Herculano Pires



EXIGE A MORAL ESPÍRITA UMA CONTUDA ESPONTÂNEA?


Há uma tendência bastante forte, no meio espírita, para um tipo de moral religiosa que se caracteriza pelo artificialismo. Compreende-se que grande número de pessoas, em conseqüência das heranças do passado e dos exemplos de presente, não consigam adotar outra forma de conduta. Mas não é justo que os espíritas mais esclarecidos, de mente suficientemente aberta para as novas perspectivas que a doutrina abre sobre o mundo, continuem a formalizar-se na vida social.

O Espiritismo, ensina Kardec: "é uma questão de fundo e não de forma". De nada vale o exagero nas boas maneiras, a voz macia e os extremos de pureza formal, — não comer carne, não fumar, não tomar bebidas alcoólicas, não freqüentar festas mundanas, não contar nem ouvir anedotas picantes, — se o coração não estiver limpo. A pureza que o Espiritismo nos ensina é interior. Deve, por isso mesmo, reger a nossa conduta, em vez de esperarmos que uma conduta artificial nos purifique.

Quando o Espiritismo ensina que os formalismos do culto exterior são inúteis, ensina também que toda exterioridade sem raízes no coração é igualmente inútil. E é o mesmo que Jesus ensinava, ao repelir os formalismos da hipocrisia farisaica. Veja-se o caso do ascetismo, da fuga ao mundo, às responsabilidades. pesadas da vida em sociedade, que o Espiritismo condena como produto do egoísmo. Se a encarnação é a nossa possibilidade de relações com pessoas e meios sociais, a que estamos ligados em virtude do passado, é claro que devemos aproveitar essa oportunidade e não inutilizá-la. Estamos, agora, no lugar certo, como diz uma recente mensagem mediúnica, e seria prejudicial fugirmos a ele.

O espírita não tem motivo algum para retornar às práticas da moral farisaica. A doutrina lhe ensina a espontaneidade, a naturalidade, e a correção dos seus erros e dos seus defeitos na própria relação com os semelhantes. É na vida de relação que podemos evoluir. Querer forçar a evolução com abstenções e atitudes falsas, seria iludir-nos a nós mesmos e também aos outros, o que é ainda mais grave. Ninguém vira santo por meio de fórmulas. Não é o que entra pela boca o que contamina o homem, como Jesus ensinou, mas o que sai da boca. Nossa conduta deve refletir o que somos, e por isso devemos cuidar muito mais do nosso coração do que das nossas aparências.


J.Herculano Pires
Livro: O Homem Novo

08 outubro 2019

A Desencarnação - Marta Antunes de Moura



A DESENCARNAÇÃO


A morte do corpo físico é fenômeno natural que atinge todos os seres da Criação, cedo ou tarde. A desencarnação acontece quando os laços peripirituais, até então mantidos enraizados, molécula a molécula no corpo físico, se desfazem, concedendo liberdade ao Espírito que passa a viver em outra dimensão da vida.

Segundo o Espiritismo, a morte é “[…] uma simples mudança de estado, a destruição de uma forma frágil que já não proporciona à vida as condições necessárias ao seu funcionamento e à sua evolução. […].1 Ensina igualmente: a separação do Espírito do corpo que lhe pertencia não é dolorosa, sobretudo quando das mortes naturais, que decorre dos desgastes biológicos dos órgãos 2, como também não é uma separação brusca. A “alma se desprende gradualmente e não escapa como um pássaro cativo a que se restituiu subitamente a liberdade.[…].”3 Assim,nunca é demais lembrar:

[…] A observação comprova que, no instante da morte, o desprendimento do perispírito não se completa subitamente; que se opera gradualmente e com uma lentidão muito variável conforme os indivíduos. Em uns é bastante rápido, podendo dizer-se que o momento da morte é também o da libertação, que se verifica logo após; em outros, sobretudo naqueles cuja vida foi toda material e sensual, o desprendimento é muito menos rápido, durando algumas vezes dias, semanas e até meses, o que não implica a existência, no corpo, da menor vitalidade, nem a possibilidade de um retorno à vida. […].De fato, é racional conceber-se que, quanto mais o Espírito se tenha identificado com a matéria, tanto mais penoso lhe seja separar-se dela, ao passo que a atividade intelectual e moral e a elevação dos pensamentos operam um começo de desprendimento, mesmo a vida durante o corpo.[…].4

A falência dos órgãos e o desprendimento perispírito que se segue definem o estado de transição ou de passagem de um plano para outro. Neste momento, o Espírito encontra-se inconsciente 5, situação que pode perdurar por um maior ou menor espaço de tempo, da acordo com as condições pessoais de cada um.

A chegada no plano espiritual, porém, pode ser sofrida ou não. Trata-se de um sofrimento moral. É a alma que sofre, não o corpo, pois este transforma em matéria inerte, morta, em processo de decomposição. O sofrimento poderá ser mais agravado se o Espírito se manter jungido ao corpo em decomposição e à vida que se extinguiu.

Situações semelhantes são encontradas em certos gêneros de suicídios, em homicídios; em desencarnantes presos a profundos remorsos, ou, ainda, em Espíritos vinculados aos prazeres da vida material, apegados excessivamente a bens e/ou pessoas. Nestas circunstâncias, a morte é vista como uma perda irreparável, um sofrimento atroz, uma sensação de destruição total, porque ele, o Espírito, desconhece a sua própria imortalidade que existe e preexiste à morte do veículo somático.

Situação bem diversa acontece com o Espírito que durante a existência se deixou conduzir por uma vida mais simples, sem ganâncias ou ambições exageradas; que procurou desenvolver virtudes, combatendo imperfeições; que praticou a caridade, promovendo o bem; que cumpriu os seus deveres familiares, profissionais e sociais.

A sua desencarnação será mais amena; os sofrimentos e as angústias do período de transição serão passageiros e breves; a adaptação na nova moradia será tranquila, sabendo administrar com serenidade a saudade dos entes queridos que permanecem reencarnados, e as surpresas do além-túmulo.

Ajustado à vida no plano espiritual, o Espírito colherá, então, os frutos, bons ou amargos, do que semeou durante a experiência reencarnatória, se submetendo, no final das contas, à lei de progresso. É o que nos lembra André Luiz quando aponta o valor da desencarnação como lei divina:

Toda morte traz dor.


Sem a desencarnação, porém, não atingiríamos a renovação precisa, largando processos menos felizes de vivência ou livrando-nos da caducidade no terreno das formas.

Compreendamos, em face disso, que não podemos louvar as dificuldades que nos rodeiam, mas é imperioso reconhecer que, sem elas, eternizaríamos paixões, enganos, desequilíbrios e desacertos, motivo pelo qual será justo interpretá-las por chaves libertadoras, que funcionam em nosso Espírito, a fim de que nosso Espírito se mude para o que deve ser, mudando em si e fora de si tudo aquilo que lhe compete mudar. 6

Marta Antunes de Moura
Fonte: FEBNet

Bibliografia


1. DENIS, Léon. O Problema do Ser, do Destino e da Dor. 1. ed. Rio de Janeiro:FEB, 2008. 1ª Parte (O Problema do Ser), cap. X (A morte), p.175.

2. KARDEC, Allan. O livro dos espíritos. céu e o inferno. Tradução de Evandro Noleto Bezerra.4. ed. 1. Imp. Brasília: FEB: 2013. Questão 154-comentário, pág. 113.

3. Questão 155-a, pág. 113.

4. Questão 155-a-comentário, p.114.


5. O céu e o inferno. Tradução de Evandro Noleto Bezerra. 2. ed. 1. Imp. Brasília: FEB: 2013. 2ª Parte. Cap. I, it.7, pág. 157.


6. XAVIER, Francisco Cândido/WORM, Fernando. Janela para a vida. 1. Ed. Porto Alegre: Francisco Spinelli, 2014. Cap. VI, , p. 128

07 outubro 2019

Morte e Desligamento do Corpo Físico – Richard Simonetti




MORTE E DESLIGAMENTO DO CORPO FÍSICO


Morte física e desencarne não ocorrem simultaneamente. A morte física se dá com a morte cerebral. O Espírito desencarna quando se completa o desligamento, o que demanda algumas horas ou alguns dias.

Basicamente o Espírito permanece ligado ao corpo enquanto são muito fortes nele as impressões da existência física.

Indivíduos materialistas, que fazem da jornada humana um fim em si, que não cogitam de objetivos superiores, que cultivam vícios e paixões, ficam retidos por mais tempo, até que a impregnação fluídica animalizada de que se revestem seja reduzida a níveis compatíveis com o desligamento.

Certamente os benfeitores espirituais podem fazê-lo de imediato, tão logo se dê o colapso do corpo. No entanto, não é aconselhável, porquanto o desencarnante teria dificuldades maiores para ajustar-se às realidades espirituais. O que aparentemente sugere um castigo para o indivíduo que não viveu existência condizente com os princípios da moral e da virtude, é apenas manifestação de misericórdia. Não obstante o constrangimento e as sensações desagradáveis que venha a enfrentar, na contemplação de seus despojes carnais em decomposição, tal circunstância é menos traumatizante do que o desligamento extemporâneo.

Há, a respeito da morte, concepções totalmente distanciadas da realidade. Quando alguém morre fulminado por um enfarte violento, costuma-se dizer:

“Que morte maravilhosa! Não sofreu nada!”

No entanto, é uma morte indesejável.

Falecendo em plena vitalidade, salvo se altamente espiritualizado, ele terá problemas de desligamento e adaptação, pois serão muito fortes nele as impressões e interesses relacionados com a existência física.

Se a causa da morte é o câncer, após prolongados sofrimentos, em dores atrozes, com o paciente definhando lentamente, decompondo-se em vida, fala-se:

“Que morte horrível! Quanto sofrimento!”

Paradoxalmente, é uma boa morte.

Doença prolongada é tratamento de beleza para o Espírito. As dores físicas atuam como inestimável recurso terapêutico, ajudando-o a superar as ilusões do Mundo, além de depurá-lo como válvulas de escoamento das impurezas morais. Destaque-se que o progressivo agravamento de sua condição torna o doente mais receptivo aos apelos da religião, aos benefícios da prece, às meditações sobre o destino humano. Por isso, quando a morte chega, ele está preparado e até a espera, sem apegos, sem temores.

Algo semelhante ocorre com as pessoas que desencarnam em idade avançada, cumpridos os prazos concedidos pela Providência Divina, e que mantiveram um comportamento disciplinado e virtuoso. Nelas a vida física extingue-se mansamente, como uma vela que bruxuleia e apaga, inteiramente gasta, proporcionando-lhes um retomo tranquilo, sem maiores percalços.


Richard Simonetti
Livro: Quem tem medo da Morte


06 outubro 2019

Um Espírito pode nos Empurrar ou até nos Bater? - Márcio Martins da Silva Costa



UM ESPÍRITO PODE NOS EMPURRAR OU ATÉ NOS BATER?


Era noite de Réveillon e toda a família havia se reunido no quintal da casa para ver os fogos de artifício. Entre comes e muitos bebes alguns já tinham ultrapassado o limite da razão, mostrando-se mais alegres e tontos em relação a outros.

Naquela época, Pedrinho nem contava oito anos de vida. De pé, à porta da casa que dava acesso ao quintal, contemplava a alegria dos tios e primos com medo dos fogos barulhentos que começavam a tomar o céu. Bem atrás de onde estava, havia um pequeno banheiro e um corredor de acesso à cozinha, onde sua mãe lavava algumas louças acumuladas do jantar. Naquele pequeno espaço sentia-se seguro.

O pai de Pedrinho era um dos que tinham bebido além da conta. Nunca tinha soltado um foguete, mas resolveu insistir com o cunhado que lhe cedesse um dos fogos que ele estava soltando. Lúcio hesitou, porém não teve jeito. Trocando as pernas, Reinaldo pegou o rojão, acendeu o pavio, estendeu a mão para cima e fechou os olhos.

O facho de fogo explodiu, ascendeu um dois metros e, ao invés de subir, desceu em linha reta em direção à porta da cozinha onde estava Pedrinho. O menino congelou de pavor vendo uma bola de fogo vindo direto ao encontro de sua barriga.

Foram segundos de desespero de todos.

Prestes a ocorrer o trágico impacto, Pedrinho sentiu duas mãos a lhe empurrarem de súbito para o lado. A chama explodiu dentro do banheiro com tamanha violência que tudo dentro dele foi queimado. Equilibrando-se do empurrão, o garoto parou em frente à mãe gélido, suando frio e ofegante.

Ninguém mais quis ver fogos de artifício naquela noite.

* * *

Sim, um espírito pode nos empurrar e até mesmo nos bater. Na Revista Espírita de janeiro de 1860, Kardec publica a evocação de um espírito na qual lhe é perguntado se é possível que o mesmo desfira um soco sensível ao encarnado e o mesmo responde de forma afirmativa. Na Revista Espírita do mês seguinte, descreve-se um ocorrido no qual um proprietário de uma casa considerada como assombrada à época recebe uma forte bofetada de uma mão invisível ao adentrar em um dos seus aposentos, mesmo sozinho no local. Além destes, diversos outros relatos publicados em outras edições da Revista Espírita descrevem interações físicas sensíveis aos encarnados causadas por espíritos interessados e capazes de realizá-las (1).

No capítulo “Da teoria das manifestações físicas”, em O Livro dos Médiuns, Kardec nos esclarece que a interação entre o espírito e a matéria ocorre por meio de forças fluídicas de natureza desconhecida ainda por nós. Quando o espírito está encarnado, a sua vontade de atuar sobre o meio físico é transmitida do espírito ao corpo por meio do períspirito. Quando desencarnado, a atuação sobre a matéria ocorre por meio da vontade do espírito que leva a uma interação fluídica com o objeto a ser manipulado (2).

Destaca-se, contudo, que quaisquer interações somente acontecem se houver a intenção do espirito e ainda que lhe seja permitido fazê-lo. Do contrário, tais ações não ocorrem (1-2).

Na história de Pedrinho fica clara a presença de espíritos protetores atuando em benefício de sua integridade física. Sejam eles nossos anjos da guarda ou espíritos com os quais nos afinamos pela sintonia de nossas atitudes, sua ação só ocorre com a permissão da Divina Providência.

Que busquemos sempre trabalhar no amor e na caridade para que sejamos dignos de ter à nossa volta espíritos sublimes que sintonizem com as nossas ações. Nossas próprias emanações mentais e estas presenças de luz manterão distantes espíritos levianos que desejem nos impressionar fisicamente de maneira afrontosa.


Márcio Martins da Silva Costa

Referências:

(1) KARDEC, A. Revista Espírita. Jornal de Estudos Psicológicos, 1860;

(2) KARDEC, A. O Livro dos Médiuns. Cap. IV. 81a ed. Brasília (DF): Federação Espírita Brasileira, 2013.


05 outubro 2019

O Poder da Irradiação - Edvaldo Kulcheski



O PODER DA IRRADIAÇÃO


Conforme o dicionário, é o ato ou efeito de emitir ondas, lançar raios de luz ou de calor, ou vibrações.

Em termos de Espiritismo a definição para irradiação é:

Transmissão de fluidos espirituais à distância.

No processo da irradiação, transmitimos aos outros, pelo mecanismo da força mental, a carga de força vital que dispomos para doar. A irradiação se faz à distância, projetando o nosso pensamento e sentimentos em favor de alguém, movimentando as forças psíquicas através da vontade.

A pessoa que irradia deve cultivar bons sentimentos, bons pensamentos e bons atos. Isto vai lhe formando uma "atmosfera espiritual" positiva, criando uma tonalidade vibratória e uma quantidade de fluidos agradáveis e salutares que poderão ser dirigidos através da vontade para outras pessoas.

A pessoa que irradia deve focalizar mentalmente o paciente para quem quer fazer a irradiação e transmitir, através do sentimento, aquilo que deseja: paz, conforto, coragem, saúde, equilíbrio, paciência etc.

Irradiação é a projeção do pensamento e do sentimento, que são energias que conseguimos exteriorizar de nós mesmos. Cada cérebro pode emitir vibrações de alta ou baixa freqüência, de acordo com os pensamentos constantes.

Irradiamos todos nós através dos nossos pensamentos, sentimentos, palavras e atos.

Essa energia que emitimos continuadamente forma nosso hálito mental e se propaga ao nosso derredor. Essas energias têm reflexos sobre nós mesmos e sobre as pessoas que convivem conosco, os que estão distanciados e todos os seus do ambiente em que vivemos.

Nos processos de irradiação, o seareiro, pela ação de sua vontade dirigida, transmite aos outros as suas energias vitais, que são imediatamente repostas pela absorção e metabolização automática das energias do ambiente pelos centros de força (chacras). Na irradiação, a pessoa, aplicando pensamento e vontade acelera essa absorção-metabolização de energias vitais e espirituais direcionando-as para aquele que as receberá.

Os fluidos ou energia, se submetem à lei das proporções, isto é, cada um de nós movimenta uma certa quantidade relativa dessas forças, que podem ser ajuntadas com as dos espíritos, proporcionalmente, sendo então carreadas para o seu objetivo. Devemos focalizar o nosso pensamento, restringindo-o a uma certa área, pessoa ou grupo de pessoas, para que ele seja o sustentáculo dessa mesma força. Isto quer dizer que a nossa irradiação deve focalizar alguém, alguns ou uma situação determinada, cientes de que os pedidos feitos genericamente em favor de todos os necessitados não alcançam objetivamente os seus fins. Apenas valem pela intenção.

O potencial movimentado é aplicado de acordo com o mérito de cada um. Isto é, não é pelo fato de alguém pedir excessivamente em favor de alguém que conseguirá o seu fim. A pessoa que irradia deve inicialmente concentrar-se; orar em seguida, e depois, pela vontade, focalizar o objeto de sua irradiação e transmitir aquilo que se deseja.

Endereço vibratório

Todas as nossas ações e atitudes refletem as nossas disposições mentais e emocionais. Quando escrevemos ou ditamos para que seja escrito, não apenas alinhamos no papel nossas idéias, mas são grafadas também nossas disposições íntimas. Isso significa que podemos escrever com a luz dos sentimentos nobres ou com as tintas escuras do negativismo. No momento em que adicionamos o nome de alguém para irradiação, aquele nome estará impregnado da energia de quem solicitou a irradiação, pois certamente, quem deseja ajudar estará com o pensamento em quem ele quer ajudar no momento da inscrição do nome. Isto criará o endereço vibratório.

O importante, no momento da escrita, é que alguém esteja mentalizando o paciente para se criar o endereço vibratório. Os espíritos que vão atuar neste processo fazem a localização do paciente através do “endereço vibratório”, não sendo essencial se anotar o endereço. A leitura dos nomes de necessitados e os respectivos endereços são necessários somente para que os médiuns criem uma imagem mental.

O “endereço vibratório” guia os espíritos, assim como os policiais que fazem o cão treinado cheirar algo do fugitivo para encontrá-lo. Se o número de necessitados é muito grande, podemos reuni-los em grupos de dez ou mais e numerar esses grupos e, ao invés de nomes, enunciar os grupos pelos respectivos números, ou ainda, suprimir tal enunciação, somente conservando sobre a mesa os competentes registros, conforme nos orienta Edgard Armond, no livro Passes e Irradiações.

Isto quer dizer que quando escrevermos ou ditarmos para alguém escrever os nomes de irmãos que necessitam de ajuda, o façamos movidos pelo desejo sincero de auxiliar e socorrer, e não com o propósito de nos libertarmos do dever de ter que orar em benefício do semelhante. Isto vai lhe formando uma "atmosfera espiritual" positiva, criando uma tonalidade vibratória e uma quantidade de fluidos agradáveis e salutares que poderão ser dirigidos através da vontade para outras pessoas. Recolhido em prece, o homem de boa vontade recebe recursos do Plano Superior, projetando-os depois, na direção do enfermo ausente, cuja figura mentaliza.

Superando obstáculos

Os espíritos que trabalham na cura enfrentam sérias dificuldades no serviço de socorro aos pacientes cujos nomes estão inscritos nas listas dos centros espiritualistas. Além das dificuldades técnicas resultantes de certo desequilíbrio do ambiente onde eles atuam, outros empecilhos os aguardam em virtude do estado psíquico dos próprios doentes.

Às vezes, o enfermo tem a mente saturada de fluidos sombrios devidos a conversações maledicentes de intrigas, calúnias e fofocas. Outros, encontram-se em excitação nervosa devido a uma violenta discussão. Existem aqueles que estão presos no vício das drogas e do álcool, dificultando ainda mais o trabalho socorrista.

Outras vezes, os fluidos irradiados das sessões espíritas penetram nos lares enfermos, mas encontram o ambiente carregado de fluidos agressivos provenientes de discussões ocorridas entre os seus familiares.

É evidente que os desencarnados têm pouco êxito na sua tarefa abnegada de socorrer os enfermos quando estes vibram sentimentos de ódio, vingança, luxúria, cobiça ou quaisquer outros sentimentos negativos. No processo de irradiação, ocorrerá um fluxo de energia que se dirigirá a outra pessoa, chegando ao perispírito desta, que poderá absorvê-las ou não, de acordo com a lei de sintonia, de afinidade, de merecimento e de condições específicas do momento.

Para a irradiação ser eficaz, a pessoa que a ser ajudada deve estar receptiva (favorável ao recebimento da ajuda para melhor absorver o recurso espiritual). Além disso, é fundamental estar disposta a se melhorar espiritualmente. A ajuda da irradiação é passageira e tais recursos fixar-se-ão e novos acrescentar-se-ão quando o indivíduo passar a ter vida moralmente equilibrada. Aqueles que foram fazer as vibrações (irradiação), deverá recolher-se em oração, evitar desentendimentos, ambientes negativos e intoxicar-se com fumo, alcoólicos etc.

O Evangelho no Lar é muito Importante para ajudar harmonizar o ambiente e despertar nossa religiosidade. Um ambiente harmonioso é extremamente importante. Lar sem harmonia passa a ser habitado por entidades inferiores, que criam desentendimentos colocando todos para fora. Um sai de casa por isso, outro por aquilo, desmantelando toda a família. Com o autoconhecimento e nossa reforma íntima estaremos cada vez mais aptos para ajudarmos e sermos ajudados, inclusive, através das irradiações energéticas.


Edvaldo Kulcheski
Artigo publicado na Revista Cristã de Espiritismo, ed. 46.

04 outubro 2019

Morte de Ente Querido: A dos de ambos - Carlos Murion




MORTE DE ENTE QUERIDO : A DOR DE AMBOS


"Não, o coração que amou de fato jamais esquece. Mas, continua amando até o fim. Como o girassol volta para o seu Deus, quando ele se põe, o mesmo olhar que lhe dirigiu quando ele nasceu ", (Thomas Moore )


Uma das maiores dores que podem atingir a um coração na Terra é a separação de pessoas que se amam. É humano sofrer com a morte física de alguém. É necessário, no entanto, que não se faça do fim natural a que chega a vida física, um palco de revolta contra Deus. A vida física tem seu início, meio e fim. Término esse que todos sabem que um dia chegará. Por que não se preparar? Não a esperando para qualquer momento, mas se conscientizando de que nada na vida lhes pertence, posto que "são depositários e não proprietários".

Apegam-se às pessoas, tornando-se delas donas, razão pela qual chega a revolta da separação. Como alguém que é meu me pode ser tirado, sem o meu consentimento?

A saudade fará com que suas lágrimas caiam para sempre, diminuindo com o tempo, mas estarão sempre em sua face. Mas, creia, o dia do reencontro chegará. Aguarde com confiança e sem qualquer precipitação. Não chantageie a vida se entregando à autodestruição, isto só o levará a se afastar mais e mais das vibrações de refazimento e reequilíbrio.

Não retenha quem se foi além do necessário para que tenha boas recordações. Desfaça-se dos excessos de correntes que podem aprisionar o seu amor ao seu lado. A vida dele prosseguirá em outras paragens, não mais na que você se encontra. Não o chame para ajudá-lo diante das suas dificuldades de vida. Elas são suas.

Deus não é cruel. Jamais o faria reencontrar ou encontrar um amor para depois o lançar fora de sua vida, eternamente. Seu sofrimento não é o maior do mundo, portanto não agrida a quem quer que seja com a justificativa de que o seu coração está de luto.

Alguém partiu, não faça com que os outros partam também, afastando-se de sua companhia. Ore, pedindo pela paz do que se foi, lembrando-se que ele também sofre a saudade da separação. Mas em suas preces nunca se esqueça de dizer: "Vá adiante amor, aqui ficaremos bem e, quando Deus assim quiser, nós nos veremos..."


Carlos Murion
Local: "Centro Espírita Cavaleiros da Luz" - Salvador (BA)
Médium : José Medrado (do livro “Construção Interior”, Ed. Mundo Maior)

03 outubro 2019

Depressão e Obsessão: Duas Faces De Uma Doença Espiritual -




DEPRESSÃO E OBSESSÃO: DUAS FACES DE UMA DOENÇA ESPIRITUAL


Como um dos maiores problemas da atualidade podemos apontar a depressão, estado esse pelo o qual o indivíduo perde o interesse e a vontade pelas coisas da vida, trazendo assim vários desajustes emocionais para o ser humano. Em muitos dos casos observados de depressão os acometidos não sabem dizer o porquê de sua falta de interesse pela vida, não podendo assim chegarmos a origem que desencadeou tal processo. Como um dos maiores problemas da atualidade podemos apontar a depressão, estado esse pelo o qual o indivíduo perde o interesse e a vontade pelas coisas da vida, trazendo assim vários desajustes emocionais para o ser humano. Em muitos dos casos observados de depressão os acometidos não sabem dizer o porquê de sua falta de interesse pela vida, não podendo assim chegarmos a origem que desencadeou tal processo.

A obsessão segundo os ensinamentos repassados por Allan Kardec é o domínio que alguns espíritos adquirem sobre certas pessoas, é praticado por espíritos inferiores que procuram dominar o obsediado, é a ação persistente que um espírito exerce sobre um indivíduo. Pode apresentar características muito diversas, desde a simples influência moral sem maiores sinais exteriores, até a perturbação completa do organismo e das faculdades mentais.

Ambos processos, podemos dizer que geralmente tem seu gatilho gerador no afastamento da criatura de seu criador e suas leis. A benfeitora Joanna de Ângelis nos ensina em sua obra “Entrega-te a Deus”, que em todos os casos de depressão ocorre o fenômeno da obsessão, sendo este a causa primária ou não.

Analisando os conhecimentos espíritas podemos definir que, a depressão gerada por uma possível obsessão é aquela em que o espírito obsessor ao qual geralmente fomos o terrível algoz do passado ainda nos vê como a época em que o prejudicamos e procura esse a justiça através da vingança. Já quando desenvolvemos a depressão sem o fenômeno da obsessão como sendo causa primária, acabamos em determinado momento atraindo para nós mesmos o espírito obsessor, através da faixa mental que nos encontramos criando assim afinidade com esse espírito, que na maioria das vezes é mais sofredor do que mal.

Uma vez sintonizado com essas entidades desencarnadas passamos a viver como em estado de simbiose com esses espíritos, que descarregam toda sua faixa vibracional ruim em nosso corpo mental, nos impondo assim um estado de escravidão mental, reduzindo em muitas das vezes nossas forças de nos vermos livres saudavelmente de tais perturbações. Procuramos assim meios mais fáceis de nos libertarmos desse sofrimento, seja pelo isolamento ou até mesmo recorrendo ao suicídio onde a mente doente acha que matando o corpo se verá livre do problema, tal é o poder de controle dessas entidades sobre a mente humana que até mesmo espiritas com conhecimento doutrinário recorrem ao ato de matar o corpo alegando que com elas será diferente.

Como apoio ao tratamento da depressão, aliando-se ao atendimento por profissionais especialistas na área psicológica, vemos a importância na mudança da faixa mental que se encontra o indivíduo quando acometido por tal, como também a busca pelo conhecimento e reflexão das leis divinas, principalmente as leis de justiça, amor e caridade como sendo diretriz de vida. Entender que os problemas do caminho não são punições que Deus nos manda, mas sim encararmos como oportunidades de evolução pessoal, devemos nos matricular a sermos aprendizes do Cristo na escola da vida, vivendo de acordo com as leis de Deus, buscando a fé consciencial e raciocinada. Não basta só conhecermos as leis mas sim, buscarmos refleti-las e compreendê-las em nossa consciência, pois como nos traz Kardec na questão 621 do livro dos espíritos, quando pergunta: “Onde está escrito a lei de Deus?” e os benfeitores respondem: “Na consciência”. Para logo após essa parte do processo colocarmos essas leis em prática nas nossas vidas. Mesmo sendo duro e difícil o acometido deve buscar se ver não como sendo somente a vítima, mas também como o principal responsável por sua cura, estimulando a fé em Deus e em si mesmo. Lembremo-nos o que o mestre Jesus falava sempre logo após os milagres como maneira de estimular a fé naqueles que haviam sido curados, Jesus sempre apontava que a fé do indivíduo foi a responsável pela salvação, jamais ressaltou que havia sido ele quem havia os curados, lembremos algumas passagens:

“ E lhe disse, filha a tua fé te salvou; vai te em paz e te verás livre do teu mal.” Marcos:10,52.

“ Mas Jesus disse a mulher, a tua fé te salvou, vai-te em paz.” Lucas: 7,50.

Extenso e preocupante demais é o assunto, seria egoísmo de nossa parte querer tratar o assunto em apenas algumas linhas, como também não podemos de deixar de salientar a importância da busca por ajuda especializada por profissionais da psicologia e psiquiatria. Viemos através deste texto mostrar e despertar a responsabilidade de que nós somos co-criadores com Deus e que nossa mente co-criadora é peça fundamental no nosso sucesso ou fracasso.

Apontamos nossas direções em busca da fé racionalizada que pode ser encarada frente a frente com todos os problemas com o crivo da razão, a fé racionalizada e consciencial que nos dá a confiança para amar e confiar em Deus que é causa primeira de todas as coisas, sabedoria infinita, soberanamente justo e bom e que mesmo as coisas que aos nossos olhos estão totalmente erradas aos olhos do pai estão sobre o controle dele. Saibamos seguir a Jesus que é o caminho, a verdade e a vida, que possui o fardo leve e o jugo suave.


Deivid Machado