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13 março 2019

Mensagem psicofônica de Nilson de Souza Pereira - Nilson de Souza Pereira



MENSAGEM PSICOFÔNICA DE NILSON DE SOUZA PEREIRA


Almas queridas do caminho evolutivo.

Suplico a Jesus Sua misericórdia em forma de bênçãos para todos nós.

Há cinco anos desvestia-me do corpo carnal para retornar à Casa da Consciência da Verdade.

Recordo-me dos instantes finais em que o corpo consumido pelo câncer não tinha condições de prosseguir.


Perfeitamente consciente da ocorrência, passou-me com uma velocidade ciclópica toda a experiência carnal, em um retrospecto que jamais imaginei ser possível.

Revi-me jovem e vigoroso, sonhador e prepotente, atravessando os dias da infância até o momento do parto.

Não sei ainda hoje dizer o tempo dessa ideação cinematográfica.


Todas as cenas, muitíssimas que me pareciam sem importância, voltaram à tela da memória, enquanto o coração debilitado estertorava, sem a força de irrigar-me o corpo vencido.

E quando parou, eu me senti no ar, de imediato amparado por misericordiosas mãos que me sustentaram, enquanto uma doce voz me dizia palavras de alento e de fé.

Era a desencarnação.

Adormeci para despertar com as imagens do passado impregnadas no ser que respirava outra dimensão.

Não é fácil desencarnar.

Os apegos, os desejos não vivenciados, voltam impetuosos e provocam rios de lágrimas.


No meu caso, o trabalho em nome de Jesus assomava à minha mente, facultando-me ver projetos inacabados e aqueles que foram realizados com as imperfeições da minha incapacidade.

Não tive alternativa senão enfrentar a consciência, arrepender-me, programar correções e medir o esforço para continuar a luta.

A luta é nossa Instituição.

Pude vê-la em modelo no Além e na sua forma grotesca no Aquém.

Risos de incontido júbilo muitas vezes explodiam nos meus lábios envoltos em saudades inomináveis.

Quantas vezes desejei voltar, recomeçar, aparar as arestas, modificar conceitos.

Era tarde.

Comecei a desenhar projetos para o futuro ao lado dos meus irmãos e das minhas irmãs, aqui, onde Jesus me havia situado.

E neste breve período, largo e rápido ao mesmo tempo, tenho vivenciado com todos as emoções difíceis do sofrimento das multidões que nos buscam.

É bem diferente a visão espiritual daquela física.

Compreendi a magnitude do trabalho e a mesquinhez de fatos e ocorrências aos quais dera valor, arrependendo-me fortemente.

Dos senões que eu considerava insignificantes, mas que poderiam ser muito melhor conduzidos.

Não venho dar conselhos nem apontar rumos.

Venho solidarizar-me com a perseverança dos seus corações.

Venho agradecer as lembranças gentis do companheiro que viajou pela Casa.


Venho dizer-lhes que todo e qualquer investimento de amor tem um significado muito mais profundo do que as aparências e os resultados materiais.

Se possível, não desperdicemos tempo em quinquilharias que não conduzimos para a Vida maior.

É um momento de terríveis decisões no planeta terrestre.


Lutas, conflitos, aproximam-se com certa ferocidade, tentando envolver a nação brasileira no triste rol dos países vencidos pelo ódio.

Mantenhamo-nos juntos ao coração de Jesus.


Os nossos ideais de beleza, de simplicidade, as alegrias dos benefícios que nos podemos propiciar uns aos outros utilizando do Evangelho como roteiro de plenificação.


Nilson de Souza Pereira
Psicofonia de Divaldo Pereira Franco, na reunião mediúnica do Centro Espírita Caminho da Redenção,em Salvador, Bahia, em 21 de novembro de 2018.


12 março 2019

A Ação de Obsessores - Carlos Torres Pastorino



A AÇÃO DE OBSESSORES


Mateus 12:43-45: "Mas quando o espírito não purificado tiver saído do homem perambula por lugares áridos, buscando repouso, e não o acha. Então diz: "Voltarei para minha casa donde saí", E ao chegar, encontra-a desocupada, varrida e arrumada. Vai, então, e leva consigo sete outros espíritos piores que ele, e ali entram e habitam, e a condição posterior desse homem Torna-se pior que a anterior. Assim acontecerá também a esta geração má".


Lucas 11:24-26:  "Quando o espírito não purificado tiver saído do homem, perambula por lugares áridos, procurando repouso; e não o achando, diz: "Voltarei para minha casa donde saí". E, ao chegar, acha-a varrida e arrumada. Depois vai, e leva consigo outros sete espíritos piores que ele, e, tendo entrado, aí habitam; e a condição posterior desse homem torna-se pior que a anterior".


Como Mateus a coloca depois do episódio do "pedido de um sinal celeste", e Lucas a situa antes, preferimos não estabelecer nenhuma ligação lógica entre esse fato e o ensino aqui dado, deixando-o como lição autônoma.

Na interpretação vulgar, entendemos a advertência como relativa às obsessões, devendo ter sido dada em conexão com algumas das libertações de obsessores, executada por Jesus, e talvez a mais recente, a do cego mudo.

O Mestre firma doutrina a respeito da técnica obsessiva por parte dos desencarnados. Perfeito conhecedor do assunto, pode revelar-nos com segurança há dois mil anos, uma coisa que o ocidente só ficou sabendo, por experiência direta, há um século, com os estudos do Espiritismo de Allan Kardec e seus seguidores.

O obsessor - espírito não purificado (a kátharton) e, por conseguinte, não esclarecido (mas não se use o termo contundente e descaridoso "imundo": afinal é um "espírito" filho de Deus, como nós!) - liga-se a uma criatura por quem sente ódio e sede de vingança. Ora, o ódio é o desequilíbrio de um amor, frustrado por qualquer motivo: e quanto maior o amor, mais fundo o ódio. Uma vez ligado fluidicamente à criatura - ou, na linguagem evangélica, "tendo entrado nele" - o obsessor passa a usufruir de todas as sensações e emoções da vítima, ao mesmo tempo que lhe injeta todas as suas próprias sensações, emoções e pensamentos, estabelecendo-se, assim, tenebroso, intercâmbio de vibrações barônticas, muito desagradáveis para o encarnado, embora aprazíveis para o perseguidor.

Ocorre que, quando, por ação externa, é ele desligado de sua vítima, se vê coagido a permanecer pervagando no plano astral que, mutável como é , apresenta a cada entidade o aspecto condizente com sua evolução. Em se tratando, pois de entidades não evoluídas, a ambiência astral manifesta-se como a exteriorização da imaginação de cada um: região ainda inóspita, árida ("sem água" = anhydrôn), cansativa porque sem postos fixos de referencia, já que é instável, onde o "espírito" não encontra repouso, porque sua desorganização mental faz que aí os sítios se modifiquem a cada alteração do pensamento. O repouso (ou paz) só poderia provir de seu próprio âmago, de seu coração: e justamente aí reside a insatisfação frustrada e a rebeldia inconformada, que se projetam no intelecto, o qual, ao pensar, plasma os ambientes pavorosos em seu redor.

Quando, porém, se vê desligado da vítima e aliviado das pressões fluídicas que o expulsaram daquele posto avançado da luta em que vivia empenhado, se sente descontrolado e confuso e tenta voltar. Ao chegar. novamente atraído pela sintonia vibratória - alguns obsidiados registram sensações desagradáveis pela ausência do peso do perseguidor a que estavam habituadas, e esse "vazio" faz que subconscientemente de novo o atraiam para junto de si - percebe que há dificuldade em influenciar a antiga vítima: a "casa" está "desocupada, varrida e arrumada". Significa isso que a personagem visada já se corrigiu de alguns defeitos colocou em ordem suas emoções, reequilibrando sua aura e se libertou das falsas imagens sugeridas pelo perseguidor espiritual. Talvez, até, tente injetar-lhe novos quadros astrais inferiores, sem encontrar ressonância: perdeu: a antiga ascendência.

Regressa, então, desacorçoado, mas não desanima de seus objetivos. Consegue, nas rodas de entidades semelhantes a si, outros sete "piores que ele". A decepção com a evolução de quem ele considera seu inimigo, faz nele crescer proporcionalmente a raiva e o desejo insano de derrubá-lo do ponto atingido, e não aceita obstáculos a seu ódio implacável. Ao lado dos sete novos "amigos", e já a eles subjugado porque devedor de um obséquio que será cobrado até o último centavo e mais os "juros" - embora eles só aceitem a empreitada quando veem possibilidades de auferir boas vantagens de baixo teor - o ataque é renovado. E a condição última torna-se pior que a anterior.

Jesus termina prevendo e predizendo que assim aconteceria aquela geração má - ou melhor, "enferma" - que não está assimilando a profundidade de Seu ensino.

A lição desdobra-se em profundidade maior que a aparente. A escala de valores, como sempre, aplica-se a diversos graus, segundo a interpretação que pode ser dada.

Em primeira plano aparece, sem dúvida, a lição literal, que vimos acima. Trata-se do que realmente ocorre nos casos de obsessão e possessão, por parte de espíritos desencarnados. O texto é claro: é o exemplo da vida diária. Fatos corriqueiros.

Há outra interpretação: após a "conversão" de uma criatura, do materialismo ou da descrença, à espiritualidade, verificamos que foi dela expulso um "espírito atrasado": o da dúvida. Mas logo depois, com a "casa vazia, limpa e arrumada", surgem outros sete espíritos piores, que são: a vaidade de ter alcançado aquela compreensão; o convencimento de sua capacidade pessoal em melhorar; o orgulho de haver galgado um passo a mais na evolução: a auto satisfação da crença de que realmente é um eleito; a pretensa superioridade que o faz acreditar-se melhor que "os outros"; a arrogância que descaridosamente despreza os outros pecadores; e o pior de todos, a invigilância que se supõe infalível em suas opiniões, em seus julgamentos, em suas condenações.

Esses sete espíritos piores - muito piores - que o materialismo e a descrença, passam a morar naquele indivíduo, cujo estado se tornou muito mais grave do que antes. Huberto Rohden tem uma frase que descreve bem esse caso tão típico e, infelizmente, tão comum nos espiritualistas de qualquer religião. "Livre-me Deus de minhas virtudes, que de meus vícios eu me livrarei".

No entanto, a última frase profética de Jesus, relatada por Mateus, e que amplia o conceito do indivíiduo para a coletividade, abre-nos o horizonte para uma terceira interpretação. Diz "e assim acontecerá a esta geração" .

Essa profecia é facilmente verificável, agora, após vinte séculos, em sua realização comprovada.

Aqueles homens que ingressaram no cristianismo, embora o cristianismo não tivesse ingressado neles, e que, portanto, não perceberam o âmago, a base, a profundidade do ensino de Cristo, foram exatamente os que se apoderaram do poder, imbuídos da convicção de se haverem libertado do "espírito" do paganismo e do judaísmo. Expulso aquele espírito, todavia, outros sete piores vieram neles habitar. Convenceram-se de que eram os melhores, quiçá os únicos que realmente compreendiam e interpretaram a verdadeira religião cristã, numa vaidade sem limitações; incharam de convencimento a ponto de se intitularem, eles mesmos, os legítimos e indiscutíveis representantes de Deus na Terra, herdeiros dos "Apóstolos", fundamentando-se, para isso, no lugar geográfico em que se encontravam, e não no espírito que possuíam; encheram-se de orgulho, certos de que eram "donos de Deus" e chegaram ao cúmulo de se julgarem por Ele obedecidos, podendo determinar "por decreto", aqueles que deviam habitar o céu ( e mesmo, durante certa época o fizeram, até o lugar do céu que deveriam ocupar . . . ); dormiram sobre os louros das conquistas de seus postos, com a auto satisfação de que eram "escolhidos", os "eleitos de Deus", os "privilegiados" do planeta; felicitaram-se com a pretensa superioridade de que, quem os não seguisse, estaria condenado, e desprezaram, perseguiram, e espezinharam outros povos, destruindo documentos e monumentos que - por não provirem deles - eram julgados "diabólicos"; cresceram em sua arrogância desmesurada, torturando, queimando, e assassinando, em "nome de Deus" e como delegados Seus, todos aqueles que se lhes não queriam submeter; e finalmente caíram na pior das invigilâncias, solenemente decretando-se a si mesmos como sendo infalíveis, pois o que diziam era o próprio Deus que falava por sua boca. A profecia de Jesus cumpria-se ad litteram : "nem um iota" . . .

No capitulo 17 do Apocalipse há outros pormenores proféticos a respeito da "Babilônia a grande" (v . 5),. "instalada sobre sete colinas" (v . 9) e que está "embriagada (satisfeita, feliz em sua irresponsabilidade) com o sangue dos mártires (testemunhas) de Jesus", tanto que o vidente "ficou estupefacto ao vê-la" (v. 6).


Carlos Torres Pastorino
Do livro: Sabedoria do Evangelho
Fonte: FraterLuz

11 março 2019

Deus não pune e nem premia - Rita Foelker



DEUS NÃO PUNE E NEM PREMIA


É uma lei da vida social que a gente se junta em grupos por afinidades. Isso expressa uma lei espiritual, que nos aproxima de espíritos como nós, porque é assim que aprendemos sobre nós mesmos (autoconhecimento) e sobre aquela experiência compartilhada. É assim que confirmamos nossa presença naquela sintonia de pensamento e emoção ou, então, somos incentivados à mudança.

Conforme as coisas vão acontecendo e gerando consequências, contudo, tem pessoas – especialmente aquelas ligadas à religião -, que costumam enxergar causas e consequências como prêmios divinos ou castigos por condutas que Deus aprova ou não. A crença por trás disso é de que condutas e consequências têm valores absolutos, são boas ou ruins, de sorte ou infortúnio. É como se Deus fosse uma pessoa tomando conta de suas vidas. Quando algo desagradável ocorre, elas mentalmente associam isso a algo que creem ter feito errado e atribuem a ocorrência ao Criador.

Mas não é assim que acontece. Se Deus nos deu liberdade, não tem cabimento que ele nos castigue por usá-la.

Pense: você só vai à oficina mecânica quando o carro quebra. O mecânico abre o capô e vai descobrindo que, além da peça que provoca o problema, há muitas outras, desgastadas, ressecadas, precisando trocar e faz um orçamento. Você, então, reclama: “Toda vez que eu venho à oficina, acabo gastando um valor absurdo! Que falta de sorte!!” Mas se conhecesse melhor o seu carro, adotaria procedimentos que evitariam a situação que seu próprio comportamento e inconsciência criaram. Não é culpa da sorte ou de Deus. Nem é um castigo. É uma consequência de uma forma de agir sem consciência.

Com o funcionamento das leis do Universo, é a mesma coisa: o hábito de ver punição em eventos desagradáveis e recompensas em situações felizes provém da incompreensão dos mecanismos de evolução dos seres. Se compreendêssemos melhor, saberíamos que nós mesmos criamos ou atraímos aquela consequência, pelo nosso modo de pensar e agir.

De fato, somos aprendizes. Agimos com o discernimento possível em nosso estágio evolutivo e estado de consciência. Podemos nos equivocar na escolha, mas aquilo que acontece devido ao nosso ato não é uma punição. Na dinâmica da existência, entram em cena o conhecimento e a habilidade, a forma como vemos a vida, como decidimos encarar cada acontecimento e também a forma como reagimos a cada situação. Não há algo apenas bom ou ruim. Isso fica bem claro numa lenda sufi sobre o cavalo do fazendeiro chinês, que eu convido você a ler pelo link.

Enfrentar obstáculos e crises, ficar diante de nossas próprias fragilidades, é uma providência natural de um Universo que promove o progresso dos seres. Quando algo o desafia, esse desafio traz uma mensagem e um ensinamento. Como diz Calunga, “vida é subida”.


Rita Foelker


10 março 2019

O “karma” é uma fábula pré-histórica mal contada - Jorge Hessen



 O "KARMA" É UMA FÁBULA PRÉ-HISTÓRICA MAL CONTADA


A liberdade de escolha dos nossos atos vincula-se à “Lei de Causa e Efeito”, ou seja, tudo aquilo que penso, que desejo, que faço determinam consequências naturais. A experiência da vida humana é circunstanciada por livres decisões vinculadas às implicações das escolhas. As Leis Divinas permitem assumirmos decisões livremente, contudo as escolhas geram resultados adequados ou desagradáveis, dependendo das opções.

No orbe humano Deus jamais pune e suas Leis não são e nunca foram de natureza punitiva, pois as escolhas que fazemos poderão trazer uma “colheita” natural e sempre proporcional ao “plantio”, consoante maior ou menor discernimento dos atos.

No mundo dos animais, um cachorro, por exemplo, age por automatismo, portanto não consegue fazer escolhas, exceto aquelas que estão dentro do espectro do seu instinto. O cão não tem livre arbítrio, logo seus “atos errados” não lhes podem trazer consequências negativas. Contudo, o ser irracional ensaia para vida racional, por esta razão, quando o irracional ingressa no mundo humano desabrocha-se lhe pouco a pouco a consciência e com ela a lei de liberdade, capacitando-o para as escolhas das ações, determinando os resultados ao nível da consciência alcançada.

A semeadura rende conforme os propósitos e consciência do semeador. A “Lei de Causa e Efeito” sincronizada às Leis “de Liberdade” e “de Responsabilidade” determina o rumo da existência humana. Portanto, somos livres para pensar e agir, porém somos , em algum nível, “servos” (responsáveis) por aquilo que fazemos, pensamos ou deixamos de fazer.

No movimento espírita defende-se a fábula de que TODO sofrimento do presente é fruto dos atos errados do passado, entretanto, no capítulo V do livro O Céu e o Inferno, Kardec diz categoricamente que o sofrimento atual é apenas resultado da imperfeição que ainda não nos livramos e não necessariamente de atos errados do pretérito. Indubitavelmente a lei do “karma” é uma lei contraditória, vingativa, fatalista. Seu princípio é – “bateu terá que apanhar”, “traiu terá que ser traído”, “matou terá que morrer” sempre numa ancestral evocação à antediluviana lei do “olho por olho dente por dente”.

No entanto, o bom senso kardequiano sussurra que não há um destino assinalado com acontecimentos detalhados nos punindo durante a reencarnação, conforme apregoam os místicos partidários do tal “karma”. A bem da verdade, o Codificador jamais citou a lei do “karma” na literatura espírita. A rigor, o tal “karma” é uma lei impensada e incongruente, por sua vez, a Lei de Causa e Efeito (contida na Codificação) é uma lei moral coerente que nos faz crescer e avançar consciencialmente.

O sofrimento é inerente a nossa imperfeição, ou seja, o orgulhoso sofre as consequências do orgulho e o egoísta sofre os efeitos do egoísmo, mas que fique bem fulgente uma verdade: ninguém reencarna para passar pela Lei de Talião, mas para superar a imperfeição e evoluir através do trabalho no bem no limite da força de cada um.

À luz da Doutrina dos Espíritos só existe um destino projetado para todas as criaturas, é o destino da evolução, do aprimoramento intelectual e moral mirando o conhecimento da VERDADE para a aquisição da pura e inexaurível felicidade. Não há fatalismos catastróficos em nosso destino. Jamais poderemos pronunciar que “o que está escrito está escrito” e nada modificará o nosso destino. Ora! Se acreditarmos nisso, renegaremos o livre arbítrio e a Lei de Misericórdia, que nos induz ao amor cobre a multidão dos atos errados.

Não somos uma máquina (robotizada), até porque sabemos decidir. Adquirimos consciências graduais sobre o chamado bem ou o mal, e isso estabelece os cenários das experiências agradáveis ou não em nossa caminhada. Deus instituiu leis que estão inscritas em nossas consciências. Com a Lei de Causa e Efeito conseguimos avaliar melhor as escolhas e com elas desenvolvemos o discernimento em face das decorrências naturais através das reencarnações.

Todos estamos num conjunto de forças providenciais que determinam uma certa quantidade de “intervenções” para que o livre-arbítrio possa ser operado. Mas todas as escolhas são nossas. Por isso, antes da reencarnação, o fluxograma da nova experiência física jamais será compulsório, porém sugerido amorosamente pelos especialistas do além, por causa disso elegemos o grupo familiar, a sociedade, a cultura, as condições socioeconômicas, a raça, o sexo. Tudo isso faz parte de nossa escolha, sugerida ou não pelos Espíritos mais esclarecidos antes da reencarnação, e tal decisão vai nos aproximar desta ou daquela influência de um grupo social que poderá ter um certo peso relativo nas nossas escolhas.

A liberdade é proporcional ao nosso estágio de evolução moral, por isso somos relativamente livres para certas decisões, mas não precisamos ser reféns das circunstâncias e fatores sociais, estruturas familiares, raciais, espirituais, “astrológicas”, numerológicas etc., tudo isso pode até influenciar-nos, mas não determinará as nossas resoluções a partir das nossas escolhas. Certamente tais influências podem impulsionar-nos às melhores ou piores escolhas, mas teremos inevitavelmente oportunidades para aprender com a vida.

É bem verdade que livros de Ivone Pereira, Chico Xavier, Divaldo Franco demonstram as concernentes influências do cenário social, político, econômico e cultural em que estamos colocados em algum nível pode estar de maneira relativa conexo a um cenário de vida anterior, mas sem implacáveis determinismos “cármicos”. Enfatizamos que nas leis divinas não existe punição ou recompensa. O Criador estabeleceu leis sábias e justas que determinam efeitos naturais ante nossas escolhas.

Apropriamo-nos da nossa vida e determinamos nossas existências com liberdade dentro da evolução. Por isso, responsabilizamo-nos pelas nossas existências, caminhando na vida de conformidade com que fazemos de nós mesmos. Essa autoapropriação da existência através da auto-responsabilização de tudo que acontece conosco dá-nos um certo sentido de domínio na relatividade da nossa existência sobre a aflição, a ternura, a alegria, a desventura. Naturalmente tudo o que nos acontece nos diz respeito, portanto não podemos imputar a ninguém a vitória ou o infortúnio daquilo que nos acontece, até porque o que nos ocorre é , na relatividade, um espelho do passado recente ou mais remoto e aquilo que podemos colher amanhã resultará relativamente da nossa semeadura do presente.

Somos os senhores e responsáveis pela vida, portanto, quando erramos podemos refazer a caminhada mediante novas escolhas, considerando que muitas vezes cometemos escolhas equivocadas e sorvemos os naturais efeitos delas , porém à medida em que ampliamos a consciência sobre os atos errados vamos diminuindo até mesmo os efeitos das escolhas , porque bancaremos escolhas mais apropriadas.

Fomos criados para a FELICIDADE! Portanto, ainda que diante de todas a dores e sofrimentos devemos encará-los com AMOR.


Jorge Hessen



09 março 2019

Lutas Conflitivas - Joanna de Ângelis,



LUTAS CONFLITIVAS


A experiência vivencial é feita de lutas. No passado remoto, o mais forte venceu a fragilidade do outro e impôs-se, abrindo o campo da evolução antropológica.

À medida que o cérebro foi-se desenvolvendo sob o império do psiquismo espiritual e tornando-se mais complexo, a inteligência contribuiu para que o processo de vitória se fizesse menos agressivo, embora ainda predomine na criatura humana uma soma de manifestações da natureza animal.

O ser, no entanto, já discerne, repetindo as lutas cruentas por atavismo e sentido de perversidade, muitas vezes patológica, que lentamente serão superadas pela força mesma da evolução.

Apesar disso, abandonar os patamares mais imediatos, do que considera como necessidade de sobrevivência, exige uma luta feita de conflitos entre o que se desfruta e ao que se aspira, o que se tem e o que se pode e deve conseguir.

Essa luta tem muito a ver com os hábitos ancestrais que deixaram sulcos profundos no inconsciente e que se repetem por quase automatismo que à razão compete superar.

Nesse esforço ressurgem as impressões das reencarnações próximas, caracterizadas pela predominância do instinto, sem matrizes dominantes da razão e do sentimento de solidariedade.

Reaparecem, então, como tormentos íntimos, frustrações e desaires que atormentam, exigindo terapia conveniente e esforço pessoal, a fim de ultrapassar os limites impostos pelas circunstâncias.

Da mesma forma que existe o fototropismo, o heliotropismo, podemos encontrar na vida um psicotropismo superior propelindo os seres iniciantes a crescer, a se direcionar no rumo do Pensamento Causai e Organizador de tudo.

É inevitável essa atração e ninguém pode fugir-Lhe ao imperioso magnetismo, que vitaliza tudo e a tudo envolve.

A luta, porém, trava-se no âmago do ser acostumado ao menor esforço e muitas vezes à exploração do trabalho alheio.

Nessa ascese, cada qual desempenha um papel importante e ninguém pode viver por outrem o compromisso que lhe cabe atender.

Esse crescimento é feito com suot e esforço bem-direcionado que, por isso mesmo, compensa e fascina abrindo novas oportunidades e desenvolvendo outras propostas de integração, que não mais se compadecem com a autocomiseração, nem com a angústia, medo, limites a que se está acostumado. O desafio da evolução é grandioso e todos os seres são conduzidos inevitavelmente à sua conquista.

Como luta pode oferecer resultados sempre melhores, porque fortalece aquele que combate, essa, a da evolução das necessidades básicas para as libertadoras, superará os conflitos em que o ser vem mergulhado, libertando-o das amarras que o prendem na retaguarda do progresso. Os seres humanos que caminham sob o jugo da insegurança pessoal, diante da vida, aclimatam-se às regiões de sombras, porque aí se refugiam para prantearem os limites em que se comprazem, temendo tomar decisões que os libertariam, mas que, por outro lado, exigem-lhes o denodo, o sacrifício e a coragem para não desistir.

Começada essa batalha nova, a de conquistar os espaços da evolução, mesmo sob conflitos perturbadores, dá-se o primeiro passo, que logo será seguido por outros, até o momento em que o prazer de ser livre se torna emulador para mais audaciosas realizações. Ninguém, portanto, aspire a vencer, aguardando que outros realizem o esforço que lhe cumpre desenvolver, porque a conquista é pessoal e intransferível, não havendo lugar para fraude ou enganos.

Quando o homem primitivo ergueu os olhos para o Infinito, atemorizou-se e curvou-se ante a majestade que não conseguiu entender.

Lentamente, porém, perscrutando a Natureza e exercitando-se, passou do instinto grotesco para os mais refinados e abriu o campo da razão, que lhe faculta alcançar as primeiras manifestações da intuição que lhe será patrimônio futuro, quando totalmente livre dos imperativos da matéria.

Assim, a luta conflitiva cede lugar à de natureza consciente e racional, porque apresenta a meta a ser conquistada, sem cuja vitória o sofrimento permanece como ditador, impondo as suas diretrizes arbitrárias e nem sempre necessárias.

A vida não exige dor, mas brinda amor.


Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Pereira Franco
Obra: Vida: Desafios e Soluções
 

08 março 2019

Mudar, sonhar e viver - Fabricio Corrêa Gasparetto



MUDAR, SONHAR E VIVER


Nossas vidas, cheias de tribulações e dificuldades, nos conduzem muitas vezes a pensamentos que nos reduzem como Espíritos, tornando nosso viver um mar de lamentações e infortúnios.

Geralmente, pensamos com uma visão muito limitada da vida e estes pensamentos limitados acabam por criar “hábitos” que nos fazem andar em círculos.

“Hábitos” nos conduzem a atitudes repetitivas e, quando estes hábitos são negativos e estacionários, inevitavelmente nosso dia a dia será repleto de sedentarismo, pensamentos ruins, medos, angústias e ansiedades.

O correto é vasculharmos dia a dia nossas vidas, com o intuito de termos melhor conhecimento de nós próprios, avaliarmos nossa mentalidade, nossas atitudes e, principalmente, conhecermos a causa destes hábitos enraizados.

Perceber quem somos, o que fazemos e como pensamos é o ponto inicial para as mudanças. A partir daí, vamos tentar mudar nossa mentalidade para melhor e, com isso, muitos hábitos serão remodelados para que nossas vidas passem a ser mais produtivas e mais gratificantes.

Daí a importância de aprofundarmos os estudos sobre a vida, imortalidade, reencarnação, porque isso nos trará uma nova visão cheia de confiança, fé, perdão, amor e transformará nosso caminho.

Este conhecimento, inevitavelmente, criará novos pensamentos, mais positivos e confiantes, pois acreditaremos que a vida nos traz um crescimento constante e infinito em inúmeros aspectos, e este novo modo de pensar visualizará sempre tudo como “um mar de oportunidades.”

Pensamentos positivos e confiantes nos levam a sonhar, acreditar nos nossos planos e objetivos, independentemente do que aconteça no caminho, acreditando que, se às vezes não acontecem as coisas que programamos, justamente é porque precisamos tomar outros rumos e aprender novas lições, para que nosso objetivo final seja alcançado.

Adversidades, com toda a certeza, não são problemas, mas sim aprendizado e preparação para que possamos concretizar o que nos propomos a fazer nas nossas vidas.

As adversidades são oportunidades para sairmos da zona de conforto. Podemos, graças a elas, reprogramar nossas vidas, buscar novas ocupações, trocar hábitos sedentários e negativos por exercícios físicos regulares, boas leituras, diálogos com a família, meditação, oração, técnicas de meditação, controle da mente.

A televisão é um importante meio de comunicação, mas a nossa ignorância dá audiência aos mais absurdos programas.

Devemos selecionar o que vemos e ouvimos, pois tudo programa nossa mente e, quando estamos desavisados, coisas ruins, torturantes e inúteis povoarão nossas ideias, engessando nossos pensamentos de forma muito negativa.

Atividades edificantes nos remetem a um novo panorama, uma nova ideia sobre a vida, levando-nos, automaticamente, à renovação íntima, que é a chama viva da resolução dos nossos problemas e a fonte de felicidade e realização.

Podemos e devemos reprogramar nossos pensamentos e nossas vidas.

Nunca viva sem sonhar; porque, se você viver sem sonhar, vai deixar de existir.

Mude para melhor, sonhe e viva a vida com alegria.

Fabricio Corrêa Gasparetto
Fonte: Nova Era

07 março 2019

Dever ser chamamento - Nilton Moreira



DEVE SER CHAMAMENTO


Temos acompanhado nestes últimos dias catástrofes como a de Brumadinho, alojamento do clube Flamengo, acidente com personalidade famosa como a do jornalista Ricardo Boechat, e certamente neste momento que estamos preparando este artigo ou que o amigo leitor assíduo da coluna Estrada Iluminada, lê este artigo no Blog do Juares, está acontecendo pelo mundo tragédias, desastres, calamidades, acidentes diversos, que acabam ceifando vidas bruscamente.

De fato, estes acontecimentos chocam todos nós que acompanhamos o desenrolar dos noticiários, mas são mais tristes naquelas comunidades que se vinculam e para pessoas próximas, amigos e familiares.

E nos perguntamos o motivo pelo qual Deus deixa que tais acontecimentos ocorram, sendo Ele venerado por todos como bondoso? E respondemos que apesar de bondoso, é justo, e em algum momento no futuro, quem ainda não chegou à conclusão do motivo pelo qual acontecem tais tragédias, chegará.

É verdade também que para entendermos os objetivos do Criador, temos de evoluir a um patamar satisfatório de intelectualidade, pois que hoje ainda estamos numa escala evolutiva bastante inferior perante a Criação.

Por outro lado, cada um de nós é uma individualidade, pois como disse o filósofo Léon Denis, somos uma Centelha Divina projetada no mundo material, dai concluímos que cada um de nós tem a sua história.

Também devemos considerar que cada um tem um tempo para permanecer na Terra, e quando este tempo se esgota, retornamos à Pátria Espiritual, e a maneira de como acontece esse passamento está relacionado à história de cada um, tanto dos que se vão, como dos que se envolvem emocionalmente com o acontecido.

Mas acima de tudo, as tragédias ensejam um objetivo maior que é de nos chamar a atenção. Dar aquele chamamento de que somos muito frágeis e impotentes perante os desígnios do Pai Maior.

O homem ainda não conseguiu, embora esteja no século XXI, entender o que significa ter a oportunidade de viver neste Planeta! Não parou para pensar o motivo pelo qual está aqui. Já não falo de nos questionarmos de onde viemos e para onde vamos. Tem gente que pensa que veio ao mundo a passeio, e faz da sua vida um verdadeiro desfile através dos anos, sem nada de importante realizar no campo da solidariedade por exemplo.

O homem esquece o que aconteceu no passado, onde eram colocadas pessoas em grandes arenas para serem devoradas pelas feras, simplesmente a título de diversão! Será que estes acontecimentos tristes que vivenciamos atualmente não tem alguma relação com o pretérito? Não seriam os resgates como muitos comentam?

Enquanto o amor ficar relegado apenas a questões de interesse econômico, sexual, interesseiro e outros matizes sem relevância, as angústias deverão nos assolar, pois certamente está nisto contido o chamamento para que despertemos para algo grandioso. Pensemos nisso.


Nilton Moreira
Coluna Semanal - Estrada Iluminada
Fonte: Espirit Book


06 março 2019

Agenda suas velas - José Carlos De Lucca



AGENDA SUAS VELAS


É melhor acender uma vela do que amaldiçoar a escuridão - Confúcio


Na hora da tempestade, o melhor a fazer é abrir o guarda-chuva. Quando fizer frio, agasalhe-se. No calor, refresque-se. Na escuridão, acenda uma luz.

Quando a dificuldade bater à nossa porta, façamos o mesmo, isto é, tenhamos atitudes que nos levem à solução do problema, e não ao seu agravamento. Amaldiçoar o obstáculo nos tira do caminho das soluções. Exasperar-se, praguejar ou revoltar-se são reações que tornarão o problema maior do que é. Esses estados explosivos nos tiram do controle da situação, perdemos o bom-senso, a capacidade de raciocínio fica afetada, e, por consequência, a chance de tomarmos uma atitude equivocada é muito grande. E isso quer dizer: problema agravado!

No final das contas, ficamos com os nervos em frangalhos, esgotados mentalmente, com dores pelo corpo, insônia, mau humor, irritação, pressão arterial elevada e problemas de coluna. Bombardeados pelo excesso de adrenalina e envoltos por energias negativas atraídas por nossa exasperação, nos tornamos uma verdadeira “panela de pressão”, prestes a explodir a qualquer momento e, o pior de tudo, sem forças para resolvermos o problema que ainda está conosco!

Por isso, diante de qualquer dificuldade, sobretudo daquela que nos surge inesperadamente, o melhor a fazer é acender uma luz, vale dizer, adotar comportamentos que nos ajudem a clarear a situação, enxergando o problema na sua exata dimensão e iluminando nossos pensamentos para as soluções possíveis, agindo com lucidez na mente, serenidade no espírito e a certeza de que, por vezes, são situações assim que nos levam a procurar a vela para alumiar a escuridão em que nos encontramos. Toda dor tem um propósito regenerador!

Em sã consciência, ninguém consegue brigar contra a escuridão, porque, se a escuridão é ausência de luz, a única estratégia possível para vencê-la é iluminar o nosso caminho. Eis algumas “velas” que podemos acender quando a escuridão chegar: fiquemos um pouco em silêncio, refletindo no aprendizado para o qual a vida está nos chamando; procuremos nos acalmar, sabendo que para tudo há jeito; façamos uma prece; conversemos com um amigo; abramos um livro de orientações espirituais; ouçamos uma canção que nos inspire coisas boas; procuremos ajuda de um profissional especializado; busquemos socorro e orientação no templo da nossa fé; caminhemos num parque, absorvendo as energias da natureza, que ali se encontram em abundância.

Ajuda muito, também, nos lembrarmos das coisas pelas quais devemos ser gratos. Nossa vida não pode se tornar num canteiro de queixas e azedume! Vamos nos recordar de quantas coisas boas já nos aconteceram e ainda continuam nos felicitando todos os dias! A gratidão é um grande farol a dissipar a escuridão dos maus momentos.

E continuemos trabalhando e confiando em Deus. O mesmo Pai que ontem nos sustentou em dificuldades, talvez até maiores, haverá de nos sustentar hoje, outra vez, se nos dispusermos a acender as nossas velas! 



José Carlos De Lucca
Capítulo do livro "Pensamentos Que Ajudam"
Fonte: Intelítera


05 março 2019

Carnaval - Vania Mugnato de Vasconcelos



CARNAVAL


Não é raro ouvir de espíritas e religiosos não espíritas quão negativo é o ambiente astral durante o carnaval, fazendo com que alguns destes julguem quem aprecia a grande festa. Afinal, pensam, há abuso de bebidas, drogas, irresponsabilidade no trânsito, desregramentos no uso das forças sexuais e muitas outras, realmente causando repercussões de ordem material, física, moral e, porque não dizer, espirituais.

Todavia, seríamos ingênuos se imaginássemos que a força das coisas se limita ao mal que existe em determinados momentos e situações, assim como pensar que seríamos submetidos de forma involuntária a essas questões espiritualmente negativas, como vítimas inocentes. É preciso compreender melhor.

O Espiritismo esclarece que é pela afinidade, pela sintonia, que nos vinculamos energeticamente a outros seres, estejam encarnados (“vivos”) ou desencarnados (“mortos”). Sendo isso um fato incontestável para os espíritas, natural imaginar que uma pessoa problemática em determinada área estará em sintonia com semelhantes, tanto residentes do lado de cá quanto de lá da vida, pois a morte não modifica miraculosamente o caráter de ninguém.

Para quem duvida do alerta espírita de que estamos sempre em sintonia com os afins, lembramos que na própria bíblia, em Hebreus, cap. 12, 1, se diz “Portanto, também nós, considerando que estamos rodeados por tão grande nuvem de testemunhas, desembaracemo-nos de tudo o que nos atrapalha e do pecado que nos envolve (…)”. Sem dúvida, nunca estamos sozinhos!

Desse modo, o importante nessa época é alertar não contra a festa propriamente dita, mas contra a postura insensata, desequilibrada, inconsequente. A alegria, a música, a reunião de pessoas que compartilham momentos, a dança, nada disso por si só causa ou atrai o mal. O mal é atraído pelos pensamentos de luxúria, pelos atos irresponsáveis dos quais nos envergonharemos amanhã, pelas ações cujas consequências nos causarão sofrimentos e culpas.

O carnaval pode ser uma festa bonita para quem tem alma vigilante e sintonia superior. Mas, pode ser a porta para futuras dores quando a pessoa esquece de respeitar-se e ao próximo, pois de forma alguma escaparemos da lei de causa e efeito que ativamos ao utilizarmos nosso livre-arbítrio.

Por isso, pule, cante, ria, alegre-se. Mas faça isso na presença de Deus.


Vania Mugnato de Vasconcelos 


04 março 2019

Carnaval: Uma Festa Espiritual - Geraldo Campetti Sobrinho



CARNAVAL: UMA FESTA ESPIRITUAL


É natural que queiramos saber a visão espírita sobre o carnaval. O que o Espiritismo diz sobre o assunto?

Opiniões materialistas de apoio e espiritualistas de condenação reforçam a consagrada dicotomia entre o mal e o bem, a sombra e a luz, o errado e o certo, o material e o espiritual. A visão maniqueísta do a favor ou do contra, do conflito entre dois lados opostos, é tendência comum para registrar o posicionamento de adeptos e críticos ante a curiosa temática.

Por mais que argumentemos, eis uma questão que continuará suscitando acerbas discussões durante muito tempo, até que ela deixe de ter importância. Ainda não é a nossa situação. Falar sobre o carnaval é necessário, pois vivemos a festividade anualmente, com data marcada: a mais comemorada e outras tantas, que se prolongam no decorrer do ano em várias regiões do país e do planeta.

Para que possamos entender melhor o tema, é necessário que percebamos o seu real significado. A par de todas as movimentações de planejamentos e preparativos, ações e zelo – que denotam certa arte e cultura na apresentação de desfiles com seus carros alegóricos e foliões -, somadas as festividades de matizes diversificados, em que grupos se reúnem para comemorações sem medida, não podemos deixar de reconhecer que o carnaval é uma festa espiritual.

O culto à carne evoca tudo o que desperta materialidade, sensualidade, paixão e gozo. O forte apelo do período que antecede, acompanha e sucede o evento ao deus Mamon guarda íntima relação com o conúbio de energias entre os dois planos da vida, o físico e o extrafísico, alimentado pelos participantes, “vivos de cá e de lá”, que se deleitam em intercâmbio de fluidos materialmente imperceptíveis à maioria dos carnavalescos encarnados.

Vivemos em constante relação de intercâmbio, conectando-nos com os que nos são afins pelos pensamentos, gostos, interesses e ações. Sem que nos apercebamos, somos acompanhados por uma “nuvem de testemunhas”, que retrata nossa situação íntima.

Não cabe a análise sob a ótica de proibições ou cerceamento de vontades. Todos somos livres para fazer as escolhas que julgarmos convenientes. Porém, não podemos nos esquecer de que igualmente somos responsáveis, individual ou coletivamente, pelas opções definidas em nossa vida.

O Espiritismo não condena o carnaval, mas, também, não estimula suas festividades. Nesse período são cometidos excessos de todos os graus, com abusos e desregramentos no âmbito do sexo, das drogas, da violência; exageros que extravasam desequilíbrio e possibilitam a atuação de espíritos inferiores que se locupletam com a alimentação de fluidos densos formadores de uma ambiência espiritual de baixo teor vibratório.

Carnaval é, de fato, uma festa espiritual. Porém, eu não quero participar dessa festa. E você?

O espírita verdadeiro pode e deve aproveitar o feriado prolongado para estudar, trabalhar, ajudar aos outros e conectar-se com o Plano Maior da Vida em elevada festividade espiritual que nos faz bem, proporcionando real alegria e plenitude ao Espírito imortal.


Geraldo Campetti Sobrinho
Fonte: FEBNet


03 março 2019

Alguém nasce predistinado a matar. Predistinado a ser um assassino? - Hugo Lapa




ALGUÉM NASCE PREDESTINADO A MATAR. PREDESTINADO A SER UM ASSASSINO?


Não, ninguém nasce para matar. Nascemos para evoluir. Se alguém nascesse predestinado a matar não estaria evoluindo. Portanto, ninguém nasce predestinado ao crime e todo crime ou qualquer ato, seja bom ou ruim, resulta sempre da vontade e do livre-arbítrio da pessoa. O Espírito pode escolher, ao encarnar, esta ou aquela prova “FÍSICA” para sofrer, como deformidades físicas e mentais. Mas, quanto às provas “MORAIS” e às “TENTAÇÕES”, o Espírito, conservando o livre-arbítrio para escolher se quer praticar o Bem ou o Mal, é quem decidirá ceder ou resistir. Exemplo: se aceitarmos o convite de alguém para usar drogas, não poderemos alegar que a culpa é de quem fez o convite. Aceitamos por livre e espontânea vontade e afinidade. Então, aceitar a idéia que alguém nasce predestinado a cometer um crime seria acreditar que o assassino não é um criminoso, e sim um instrumento que Deus utiliza para punir alguém, o que seria um absurdo.

DO QUE RESULTA A CRUELDADE?


A crueldade resulta sempre de uma natureza má, ela deriva da falta de desenvolvimento do senso moral, porque o senso moral existe como princípio, em todas as pessoas. É esse senso moral que fará dos seres cruéis, mais tarde, seres bons e humanos.

O HOMEM DE BEM ESTÁ LIGADO AO SEU DESENVOLVIMENTO INTELECTUAL?

Não. Pois, há muitos que são superiores em inteligência, mas são maus. Temos o exemplo de Hitler. Já Chico Xavier tinha 4º ano de grupo, mas era bom.


EM ALGUNS CASOS DE MORTE VIOLENTA, HÁ ESPÍRITOS QUE AFIRMAM (EM COMUNICAÇÕES MEDIÚNICAS) QUE: "ESTAVA NA HORA DELE DESENCARNAR". COMO EXPLICAR ESTA AFIRMATIVA?


Ele, provavelmente, deveria desencarnar de qualquer forma. Mesmo que, em outra encarnação, ele tenha cometido um crime, não quer dizer que ele deveria passar pelo mesmo sofrimento que fez outra pessoa passar. A lei não é do “olho por olho, dente por dente”.

COMO RESSARCIR NOSSO DÉBITO COM A LEI DIVINA? A LEI É “OLHO POR OLHO, DENTE POR DENTE”?


Não. Se fosse estaríamos num circulo vicioso, por exemplo: se eu matei alguém no passado, nesta encarnação alguém tem que nascer para me matar para eu quitar meu débito, e depois outro alguém terá que nascer para atirar no meu assassino, e assim sucessivamente. E na verdade o resgate acontece assim, por exemplo: quem matou uma pessoa a facadas na região do estômago, não necessita que alguém lhe dê facadas na mesma região para que ela resgate seu débito. Esta poderá reencarnar predisposto a desencadear uma úlcera ou um câncer no órgão que ele lesou no próximo. Os códigos divinos dispõem de mecanismos hábeis para regularizar os conflitos e os atentados às Leis, sem gerar novos devedores, e conforme muito bem acentuou Jesus: "O ESCÂNDALO É NECESSÁRIO, MAS AI DO ESCÂNDALOSO”, ou seja, A REGULARIZAÇÃO DE DÉBITO É NECESSÁRIA, MAS AI DO REGULARIZADOR.Portanto, ninguém tem o direito de tornar-se um desumano regularizador das Leis de harmonia, utilizando-se dos próprios e ineficazes meios.

ENTÃO, ESTAMOS SUJEITOS A QUALQUER TIPO DE MORTE PARA REGULARIZAR NOSSO DÉBITO?


A Terra é um planeta de provas e expiações. O simples fato de aqui vivermos significa que somos Espíritos comprometidos com débitos que justificam qualquer tipo de sofrimento ou morte que venhamos a enfrentar, como contingência evolutiva, sem que tenha ocorrido um planejamento dos superiores celestes nesse particular.

QUE DÉBITO TEM UMA CRIANÇA?


Não podemos esquecer que, uma criança, é um Espírito que traz, ao reencarnar, uma bagagem de ações boas e/ou más que fizeram em encarnação anterior. É um Espírito velho num corpo novo. Ninguém sofre por acaso. Elas também estão no mundo para resgatar algum débito do passado. Ficamos sensibilizados com a morte de uma criança, mas talvez, se soubéssemos o que fizeram, ficássemos assustados.

DEUS NÃO PERDOA NOSSA DÍVIDA?


Quem não perdoa é a LEI DE DEUS, porque perdoar seria anular o mal que foi feito. A lei ama, deixando ao infrator a oportunidade de reparação. Aqueles que conseguiram romper as amarras do passado, pelo Bem que fizeram, naturalmente minimizaram ou excluíram as conseqüências do Mal que realizaram.

ENTÃO, PODEMOS MUDAR NOSSO CARMA?


Sim, podemos mudar o nosso carma a cada minuto. O Bem que praticamos, diminui o mal praticado; todo mal que realizamos, aumenta a carga dos males que já fizemos. Então, se trazemos um carma muito pesado, com o Bem que fizermos, vamos diminuindo nosso débito, porque Deus não é cobrador de impostos, Deus é amor, e na sua lei o que vigora é o Bem.

COMO DEVE PROCEDER O ESPÍRITO ASSASSINADO, NO PLANO ESPIRITUAL?


As “pseudovítimas”, se conseguirem superar as reações de ódio e vingança, ganham muito. Regressam à Espiritualidade como alunos bem sucedidos em inesperado teste, habilitando-se a uma situação melhor no futuro. E aqueles que se tornarem verdugos (obsessores), um trágico futuro os aguarda, em virtude de seu comprometimento com o mal. Este conselho serve também aos encarnados. Toda vingança é contrário ao perdão. O assassino é um enfermo da alma. Fazer justiça com as próprias mãos, seria igualar-se ao irmão desequilibrado. O pedido de Jesus, não deve ficar no papel. É no momento de dor que somos testados. Como nos pediu Jesus: "Se alguém te bater numa face, apresenta-lhe a outra". Explica Joanna de Ângelis: "A vida possui duas faces: a boa e a má. Uma é a face da violência, do orgulho ferido, da vaidade mesquinha, do medo. A outra é a da paz, da confiança no bem, da vitória do amor, da dignidade." Então, se alguém nos ofender ou ferir, apresentemos a ele a outra face que ele desconhece, que é a da paz, do perdão . . .

E QUANDO UM POLICIAL MATA ALGUÉM NO COMBATE?


Richard Simonetti responde: O policial que num combate com criminosos ferir ou matar um deles não assumirá responsabilidade desde que o tenha feito na legítima intenção de defender-se e defender a sociedade, sem jamais resvalar para a crueldade. Por exemplo, se após dominado o criminoso, ele o matar, grande será sua responsabilidade. É um ato de crueldade, não de defesa. Veja as questões 748 e 749, de O Livro dos Espíritos.



02 março 2019

Nem ele pecou nem seus pais - Hugo Lapa



"NEM ELE PECOU NEM SEUS PAIS”


Há uma passagem na Bíblia que fala sobre a cura do homem cego de nascença. Essa passagem parece contradizer a lei de causa e efeito e a reencarnação, pois Jesus fala que o homem cego “não pecou” para que a doença se abatesse sobre ele. Vejamos a passagem:

“E, passando Jesus, viu um homem cego de nascença.
E os seus discípulos lhe perguntaram, dizendo: Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? Jesus respondeu: Nem ele pecou nem seus pais; mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus. (João 9:1-3)”

A pergunta que se faz aqui é: se nem ele nem os pais pecaram, como disse Jesus, onde entra a lei de causa e efeito? Para compreender esse ponto todos devem saber que os espíritos vem ao mundo para viverem experiências de dois tipos principais: provas e expiações ou em missão. O espírito pode escolher vir ao mundo para viver provações e assim evoluir, ou ele pode vir ao mundo em missão, quando é um espírito mais elevado.

No caso do cego do tanque de Siloé, o que aconteceu? O cego fazia parte de um grupo de espíritos que vieram ao mundo especialmente para serem curados por Jesus. Eles escolheram passar por essa prova para que pudessem estabelecer um laço mais estreito com o Cristo, e sendo profundamente tocados pela cura, tivessem a oportunidade de seguir de Jesus, olhar mais atentamente para sua obra, serem sensibilizados pelos prodígios que ele realizava, e assim, esses espíritos tinham uma oportunidade maravilhosa e sublime de evolução, de desenvolvimento espiritual a partir do contato com o ministério do Cristo na Terra.

Dessa forma, nem ele pecou para ser cego e nem seus pais pecaram, mas seu espírito escolheu, antes de nascer no plano material, viver a tribulação da cegueira, passar por todos os sofrimentos de uma grave enfermidade, para com isso se aproximar de Jesus e seguir seus passos rumo ao Reino de Deus. Se ele aproveitou ou não essa valiosa chance de evolução, não sabemos. Mas é certo que ele pediu para nascer cego e, assim, tomando contato com Jesus e a “obra de Deus” que o mestre veio trazer, ele pudesse despertar para a realidade do espírito que ele é.

Jesus explicou que “foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus”. O que é a obra de Deus? Tudo o que Jesus fez e todo o caminho que ele percorreu para conduzir os espíritos sofredores ao reino dos céus, à iluminação espiritual, mais próximo da perfeição do espírito, etc. Por isso, a cura do cego do tanque de Siloé não foi uma questão de karma, de faltas cometidas em vidas passadas, mas sim de escolha do próprio espírito que, num ímpeto missionário de guia para sua purificação, optou em nascer cego para que fosse curado e regenerado por Jesus.

Sim… ser curado por Jesus foi um privilégio imenso para esse espírito como para qualquer espírito. Não é difícil imaginar que, na época, foi feita uma fila imensa de espíritos que aceitaram de bom grado encarnar com as doenças mais terríveis e devastadoras tão somente para serem tocados pelas mãos sagradas do Cristo e receberem a cura…. não apenas a cura exterior, mas principalmente a cura interior.

A cura exterior, para o espírito, é irrelevante… mas a cura interior, essa vale infinitamente mais.




01 março 2019

O Carnaval está chegando, o que podemos ou não fazer? - Adriana Machado



O CARNAVAL ESTÁ CHEGANDO, O QUE PODEMOS OU NÃO FAZER?




Em razão disso, algumas religiões são contrárias ao carnaval, tendo como base a própria Bíblia.

ARGUMENTOS CONTRÁRIOS BASEADOS NA BÍBLIA


“Atualmente, o carnaval é uma festa em que o ser humano cultua o próprio corpo, satisfaz os prazeres carnais e pratica todo tipo de orgia. Em Colossenses 3:17, lemos que os cristãos devem fazer tudo em nome de Jesus. A palavra que ressalta é a palavra tudo: tudo o que fizermos, devemos fazer porque representamos alguém, Jesus. Glorificamos a Deus com o que fazemos ou onde estamos? É para a Sua honra e glória? Sempre que a resposta for "sim", podemos fazer.”


“Deus em Sua Palavra diz-nos que o pendor da carne dá para a morte (Romanos 8:6), a Sua vontade é que fujamos de tudo aquilo que não O honre, e que vivamos uma vida de santidade. 1 Tessalonicenses 4:3 diz que a vontade de Deus é a nossa santificação, ela é um processo.

A Bíblia lembra-nos em 1 Coríntios 6:19, que o nosso corpo é o santuário do Espírito Santo, que todas as coisas me são permitidas, mas nem tudo me convém. O carnaval é uma identificação com as práticas do mundo, quando participamos nos identificamos com tudo o que nos oferece. E a pergunta que deve ser respondida por cada um de nós é: honramos a Deus quando participamos?”[1] (grifos no original)

Bem, vou somente até aí.


Para algumas pessoas, o carnaval é exatamente isso: uma festa pagã onde o homem acha que pode fazer o que quiser, se perdendo em seus desejos carnais. Mas, será que é isso?

OUTROS PENSAMENTOS

Eu acredito que não é o ambiente que faz a pessoa, mas sim a pessoa que o molda.


Se eu gosto de pular o carnaval com os meus amigos, preciso deixar de fazê-lo? Digo que talvez não deva frequentar alguns lugares específicos que você sabe que as pessoas estão agindo sem qualquer responsabilidade, colocando em risco até a integridade física delas e a sua. Mas, nem todo lugar será assim e nada o impede de se divertir.

Fico me perguntando o que Jesus nos diria? Ele foi o primeiro a nos mostrar que devemos dar o melhor exemplo, ir aos necessitados e não nos afastar deles. Se todo bom cristão, que tem a intenção de pular com responsabilidade, se esquivasse desta festa, onde os que “agem na perdição” teriam bons exemplos a seguir?

Tentarei explicar o meu pensamento: podemos pular atrás do trio elétrico sem nos mancharmos pelas “devassidões humanas”, porque já portamos a compreensão que a exacerbação de nossos desejos (pela felicidade sem limites) não é a solução de nossa dor! Vou além, o que adiantaria vivenciar quatro dias de puro prazer e, ao acabar, se deparar com a mais pura realidade? Só pioraria o seu estado emocional e psíquico.

Continuo ainda na análise e me pergunto: o que seria da pessoa que está se perdendo nas drogas e no álcool se não tivesse alguém para provar, através de seus exemplos, que ele pode e deve sair daquele caminho?

Me lembro que nem sempre o Carnaval foi assim! Se você tem mais de trinta anos, lembrará das marchinhas nos clubes e o quanto era gostoso dançar e se alegrar com os amigos e familiares. Não havia necessidade de muito. Juntos com eles, esta festa somente servia para deixar a tristeza e as preocupações de lado (só um pouquinho), deixando as músicas os alegrar. Já ouvi depoimentos de jovens que, em razão de enxergar a sua degradação e perceber que algumas pessoas conseguiam escapar daquele caminho “da perdição”, se viram na esperança de poder fazer o mesmo. Será que não foi semeado uma nova postura para estes jovens no futuro? Não posso me furtar em dizer que aqueles necessitam muito mais do exemplo dos outros, necessitam também de sua vontade sincera em querer mudar, mas já é um começo! Não é para isso que vivemos neste planeta escola? Não é para também aprendermos com as atitudes responsáveis e irresponsáveis dos outros?

Hoje, algumas igrejas estão, elas mesmas, formando festas de carnaval para os seus jovens. Eu achei lindo quando vi um vídeo dos jovens evangélicos dançando e se divertindo em um ambiente controlado.

Isso só me fez pensar se é a festa do carnaval que é ruim ou é o comportamento humano equivocado que a está desmerecendo?

Acredito que é a segunda opção e isso vem de séculos! Antes haviam os Bacanais, as Sarcéias, as Saturnálias, etc. todas festas pagãs com objetivos próprios, mas que serviam para a subversão social, para os prazeres da Carne e adoração de deuses expressivos da época.

DIREITOS E DEVERES DOS FOLIÕES


Mas, é claro que, se você não gosta deste tipo de festa, está no seu direito de não ir. Eu, por exemplo, não gosto de aglomerações nas ruas (já estou velha rs), mas não me esquivaria de ir a encontros de amigos no carnaval onde poderíamos dançar e nos divertir.

É claro que o carnaval é uma festa que traz felicidade, mas traz também responsabilidade para todo aquele que fizer uma escolha, boa ou não tão boa.


Como tudo que diz respeito ao nosso ser, nossas ações trazem consequências e na maioria das vezes que intencionalmente “chutamos o balde”, sem querer pensar sobre o que fazemos no momento presente, ele (o balde) cai na nossa cabeça.

São quatro dias de muita folia, onde poderíamos nos refugiar dos problemas do cotidiano, descansando a nossa cabeça, construindo novas amizades, aproveitando a alegria.

Por isso, não execremos o carnaval, mas não aceitemos de nós um comportamento que nos trará consequências futuras danosas e que não desejamos vivenciá-las quando “sóbrios” estivermos.

Sejamos honestos conosco, procuremos entender os nossos reais motivos por estar na folia e arquemos com eles quando a vida reagir às nossas escolhas, porque sejam essas escolhas boas ou não tão boas, os aprendizados virão.

POR FIM...


Finalizo dizendo, respeitando o livre arbítrio como instrumento divino, se o nosso desejo é pular o carnaval, procuremos um lugar saudável para frequentarmos e não nos sintamos culpados por gostar de uma festa alegre e divertida.

[1] In https://www.respostas.com.br/o-que-deus-diz-sobre-o-carnaval/br/o-que-deus-diz-sobre-o-carnaval/