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16 dezembro 2019

Espiritismo, Magnetismo, Sonambulismo e Psicologia - Jacob Melo



ESPIRITISMO, MAGNETISMO, SONAMBULISMO E PSICOLOGIA


Existem coisas de difícil explicação. Algumas delas estão bastante vívidas no meio espírita. Escreverei sobre o entrelaçamento de quatro assuntos, compostos no título acima, que apresentam uma dessas grandes dificuldades de entendimento.

Na questão 555 de O Livro dos Espíritos, Allan Kardec afirma, de forma categórica, o vínculo do Espiritismo com o Magnetismo: essas duas Ciências “formam uma única”. E para que não restasse dúvida sobre se ele manteria tal pensamento ou se mudaria de ideia ao longo de seus restantes quase 12 anos neste mundo físico, 2 meses antes de desencarnar, portanto em Janeiro de 1869, na sua Revista Espírita, no artigo Estatística do Espiritismo, assim anotou acerca da questão: “O Magnetismo e o Espiritismo são, com efeito, duas ciências gêmeas, que se completam e se explicam uma pela outra, e das quais aquela das duas que não quer se imobilizar...”. (grifo original)

Em havendo tamanha ênfase, o mais natural seria de se esperar o franco e avançado desenvolvimento dessa Ciência, o Magnetismo, dentro do seio espírita. Contudo...

O sonambulismo – e isso é mais do que sabido e comprovado – é o parceiro inseparável do Magnetismo, seu filho direto e a quem serve como instrumento grandioso de prospecção e aprofundamento em vários estudos e setores da alma humana.

É tão forte o vínculo entre esses fenômenos – o magnético e o sonambúlico – que Allan Kardec tratava os dois como se fossem apenas um. Vejamos. Na Revista Espírita de junho de 1858, na coluna Variedades, artigo Os banquetes magnéticos, ele anotou: “Em nossa opinião, a Ciência magnética, Ciência que nós mesmos professamos há 35 anos, deveria ser inseparável da compostura” ... Já na Revista Espírita de maio de 1859, no artigo Refutação de um artigo de O Universo, assim pontuou: “Para mim que, durante trinta e cinco anos, fiz do sonambulismo um estudo especial” ... Não, isto não é uma confusão; apenas uma constatação do quanto, como magnetizador, ele se utilizou do sonambulismo e de suas enormes possibilidades de estudos.

Falta agora um outro elemento: a Psicologia. Onde ela entra no Espiritismo? Esta pergunta é recorrente; surge a cada vez que falamos dizendo que o Espiritismo tem fortes laços com a Psicologia – ou que deveria ter.

Em O Livro dos Espíritos, na questão 455, que trata do Resumo teórico do sonambulismo, do êxtase e da dupla vista, entre outras preciosidades ele assim se expressa: “Para o Espiritismo, o sonambulismo é mais do que um fenômeno psicológico; é uma luz projetada sobre a psicologia. É aí que se pode estudar a alma, porque é onde esta se mostra a descoberto”.

Mais definitivo ainda é quando ele explica o subtítulo que ele deu à Revista Espírita, logo na introdução de seu primeiro número: “Nosso quadro, como se vê, compreende tudo o que se liga ao conhecimento da parte metafísica do homem; estudá-la-emos em seu estado presente e em seu estado futuro, porque estudar a natureza dos Espíritos é estudar o homem, uma vez que deverá fazer parte, um dia, do mundo dos Espíritos; por isso acrescentamos, ao nosso título principal, o de jornal de estudos psicológicos, a fim de fazer compreender toda a sua importância.

E não poderia faltar uma outra colocação feita por ele em A Gênese, em seu primeiro capítulo, item 39: “O perispírito representa importantíssimo papel no organismo e numa multidão de afecções, que se ligam à fisiologia, assim como à psicologia”. – E o que não seria o perispírito senão esse elo, esse link portentoso a não apenas ligar o Espírito ao corpo, mas que possibilita todas as compreensões, pesquisas e percepções da essência da Vida, esse agente inoxidável que é trabalhado no Magnetismo tanto como no sonambulismo e na Psicologia!

Colocados os quatro elementos, vem o problema: por que será que o meio espírita é tão distante desses instrumentos de pesquisas, ajuda, progressos e redenção do próprio Espiritismo? O que será quem tem motivado a tantos não darem importância, sequer respeito, a tudo isso que existe e que está ao dispor do espírita, do ser humano, da humanidade?

Sabemos de muitos espíritas que estudam e estudaram Psicologia, mas, por difícil que seja de entender, uma larga maioria desses, depois de se apoderar do saber acadêmico dessa Ciência, parece desmerecer esses aspectos que são tão claros e que foram tão bem registrados na obra de Allan Kardec!

Já de há muito que falo do pouco caso que se faz do Magnetismo nesse meio deveras heterogêneo e, quiçá distante da base kardequiana. Agora se questiona: o que não se dizer, então, do sonambulismo? Afora a brava voz de um Adilson Mota – colaborador deste jornal – praticamente não ouvimos nem um outro burburinho a respeito. E sobre a Psicologia verdadeiramente Espírita, o que de fato tem sido difundido, se nem mesmo o “jornal de estudos psicológicos’, ou seja, a Revista Espírita, é lida por número significativo de espíritas?

São questões deste tipo que são muito difíceis de serem explicadas. Afinal, quem não gosta desses temas ou que se posiciona contra eles deveria, ao menos, explicitar suas posturas e justificativas, a fim de que fizéssemos melhor juízo e entendêssemos coisas tais, que soam como absurdas.

Espiritismo ter surgido como uma Ciência, fortalecido por um vigoroso viés filosófico e gerando conclusões morais, não se coaduna com esse descaso tão amplo quanto grave que vigora sabe-se lá sustentado por quem ou porquê.


Jacob Melo

15 dezembro 2019

Os espíritos sentem dor?




OS ESPÍRITOS SENTEM DOR?


Espírito não sente dor da forma como nós a compreendemos, pois a dor é uma característica do corpo físico, do seu organismo material.

No entanto, o espírito pode sentir uma dor interna, um sofrimento pelo que fez e pelo que não fez durante a encarnação. Pode sentir a carga do bem e do mal que ele praticou. Pode sentir a carga da culpa que ele nutriu dos seus erros, que é uma dor aguda. Pode sentir a dor da mágoa de pessoas que o fizeram mal, cujo ódio ele não conseguiu se libertar. Pode sentir também o peso de ter desperdiçado sua encarnação vivendo apenas em função de uma pessoa, por pura carência afetiva.

Tantas mães passam por isso quando desencarnam e percebem que desperdiçaram toda uma longa encarnação preocupadas com um filho que, independente de sua vontade, teria que viver seu karma e suas provações, pois nisso consiste o progresso do seu espírito.

Dizem que uma das maiores dores do espírito quando desencarna é a terrível sensação de tempo perdido, por sentir que desperdiçou sua encarnação com bobagens, futilidades, coisas do ego, orgulho, vaidade, aparência, etc. Então ele sabe que terá que recomeçar tudo de novo, nascer, ser um bebê, fazer cocô, passar pela infância, viver todas as provas novamente, apenas para fazer o que ele não fez por orgulho, egoísmo e vaidade.

É certo que tudo é aprendizado, mesmo os piores erros são fontes de uma rica e fértil experiência. O que ele não aprendeu numa encarnação, pode aprender nas próximas, pois o espírito tem toda a eternidade para fazer o que precisa ser feito para sua libertação e felicidade.

No entanto, quanto mais tempo ele fica aqui na matéria preso às suas idiossincrasias, ao seu egoísmo, ao seu orgulho, à sua vaidade, maior será sua dor interna, seu sofrimento e seu tempo perdido.


Hugo Lapa


14 dezembro 2019

Trio Maldito - Orson Peter Carrara


(Santos/SP)


TRIO MALDITO


A expressão é forte, causa até um certo mal-estar e não soa bem. Mas ela reflete a realidade que ainda nos permitimos agasalhar interiormente, como pessoa humana.

A expressão foi usada pela nobre Diana, espírito de grande elevação que visitou região onde habitava Irmão X e ao conhecido repórter contou sua história. Irradiando intensa luminosidade e com muita bondade na palestra que proferiu ao grupo de espíritos que a recebeu, despertou muita curiosidade no citado repórter do além, face à informação que colheu de outros amigos que ela habitava região trevosa há mais de 50 anos. Ele não perdeu oportunidade de indagar a razão de, apesar do estágio superior já alcançado, permanecer na sofrida região do plano espiritual.

A comovente história está no capítulo 12 do livro “Fé e Vida” (edição conjunta FEB/CEU), psicografia de diversos espíritos por Chico Xavier e foi lançado em 2014, cujo texto integral do citado capítulo também pode ser encontrado na net com o título “A nobre Diana”.

O texto é reflexivo e comovente, e fica impossível aqui detalhar nas valiosas considerações morais contidas nos diálogos entre os dois espíritos. Até porque a leitura integral propiciará grande reflexão ao leitor, ainda que por curiosidade ou melhor ainda por pesquisa.

Em síntese, porém, na história das próprias experiências como mulher em várias existências, deixou-se dominar pelo egoísmo, pelo ciúme e pela vaidade, que qualifica como o trio maldito que ainda habita o coração humano e que tanto a dominou, trazendo-lhe imenso sofrimento durante larga escala de tempo. E sua conclusão é que só conseguiu livrar-se do pernicioso trio causador de tanto sofrimento e angústias, após aceitar receber como filhos na carne, em dolorosa experiência, quatro espíritos em grande necessidade expiatória. E ela relata essas experiências, que deixo ao leitor procurar no texto original para inteirar-se da grandeza moral do ensino.

E por gratidão a esses irmãos sofredores que se situam na treva consciencial, demorando-se em regiões trevosas do mundo espiritual, é que permanece junto a eles, auxiliando-os igualmente a se livrarem desse trio maldito, conforme expressão usada por ela mesma, pois conforme concluiu a Irmão X foi por meio deles que libertou-se do ciúme, da vaidade, do egoísmo.

Trazendo a reflexão para os nossos dias, vemos os desdobramentos desse malfadado trio – o ciúme, a vaidade, o egoísmo –, causadores e responsáveis por tantas aflições e dificuldades que tornam a vida difícil. Não precisamos deles, podemos dispensá-los, demití-los de nossa intimidade, substituindo-os pelo amor, pelo altruísmo, pela abnegação, pela renúncia, pela bondade, pela disposição de servir. Considere o leitor: o mundo está como está por força de domínio desse maldito trio. Somos convidados a alterar essa triste realidade. Motivos, perspectivas, orientações, modelos, é que não faltam...

Por Orson Peter Carrara

13 dezembro 2019

Sessões Mediúnicas Sérias - Manoel Philomeno de Miranda,




SESSÕES MEDIÚNICAS SÉRIAS


O êxito em qualquer empreendimento é sempre resultado da qualidade daqueles que constituem o grupo de ação, a partir do empenho com que é realizado o labor à qualidade do esforço desprendido para executá-lo.

Sempre programadas pelos Espíritos que se especializam no mister, as sessões mediúnicas sérias dependem igualmente dos membros que a formam, exigindo-se-lhes ordem e disciplina.

As qualidades morais dos seus membros correspondem aos biótipos que se podem e se devem comunicar, em decorrência da lei de afinidades vibratórias.

Diferindo de todas as demais reuniões, os propósitos que são mantidos devem ser de qualidade superior, isto é, de interesse de aprendizagem das lições que ministram os desencarnados em geral. Concomitantemente, o desejo sincero de auxiliar aqueles que se apresentam em aturdimento ou perturbação, em terapias curativas das suas mazelas de variada natureza, sempre caracterizadas pelas sucessivas ondas de amor emitidas.

Quando se apresentem Espíritos assinalados pelo ódio ou em atividades de vingança, nos diversos fenômenos obsessivos, o diálogo, às vezes acalorado, não deve derrapar em acusações recíprocas ou em veementes discursos que objetivem vencer o outro, impor-lhe mudanças de comportamento.

A cuidadosa observação de conteúdo da mensagem de que se faça portador o visitante desencarnado, sem pressa, facultará ao dialogador o material iluminativo e esclarecedor que poderá aliviar a carga de animosidade e agressão.

É dever ter-se em mente que a direção do encontro pertence aos mentores que inspiram os trabalhadores materiais à aquisição dos recursos hábeis para o bom desempenho evangélico.

Em face dessa necessidade, é imperiosa a conexão mental entre ambos, devendo ser maleável e dócil aquele que esclarece, facilitando o auxílio que vem do Alto.

São inúteis expressões revestidas de termos técnicos e pomposos, recordando-se sempre da condição dos comunicantes não familiarizados com a terminologia espírita nem com o discurso exuberante.

Desse modo, cabe ao terapeuta encarnado o especial cuidado de evitar qualquer tipo de discussão, como ocorre nos debates humanos convencionais.

A paciência e a emissão vibratória de simpatia constituem elementos básicos para auxiliar o comunicante desencarnado, que, não encontrando reações equivalentes à sua angústia ou ao desequilíbrio em que se encontra, acalma-se, passa a reflexionar, predispõe-se a receber o tratamento de longo curso, na esfera em que se encontra.

Cuidados especiais devem dizer respeito a todos os membros da reunião, cuja preparação para o intercâmbio inicia-se com antecipação, às vezes, de 48 horas.

No dia reservado ao serviço abençoado, a preparação dos médiuns e de todos deve ser considerada como fundamental, evitando-se ocorrências perturbadoras, especialmente algumas programadas pelos Espíritos inferiores, que se comprazem em criar problemas e dificuldades em relação a tudo quanto é nobre e libertador.

A alimentação deve ser frugal, com algumas horas de antecedência, para evitar que algumas toxinas da digestão perturbem ou impeçam a assimilação do pensamento e das emoções que tipificam os comunicantes.

O hábito do silêncio anterior dos médiuns propicia o estado de mente-espelho que melhor capta as ocorrências na dimensão espiritual. Entregar-se com tranquilidade ao fenômeno, a fim de facilitar a imantação do visitante ao perispírito do instrumento mediúnico, faculta melhor transparência e fidelidade da mensagem transmitida.

Os participantes que não são médiuns ostensivos deverão auxiliar mentalmente por meio do contributo mental mediante pensamentos de simpatia e fraternidade, de compaixão e solidariedade envolventes e curativos.

Constituída por pessoas sérias na sua conduta e na dedicação ao Bem, exteriorizam dúlcidas ondas de harmonia, que envolvem os necessitados de autoencontro, de despertamento para a sua realidade espiritual.

Sendo a vida na erraticidade a original, é compreensível que aqueles que aí se encontram apresentem as mesmas ulcerações ou bênçãos comuns a todos que se encontram reencarnados na Terra.

Ademais, graças às reuniões mediúnicas os seres humanos compreendem mais facilmente o que os aguarda após o decesso tumular. Esse sublime ensinamento proporciona consciência da realidade da vida, enquanto os ajuda a trabalhar as anfractuosidades morais íntimas para que se facultem a conquista da alegria de viver.

Nessas reuniões a presença dos guias espirituais oferece segurança e as suas mensagens são verdadeiras bênçãos que vertem da Espiritualidade como resposta às inquietações da Terra.

O Espiritismo bem praticado por meio das sessões mediúnicas sérias oferece saúde e bem-estar aos seus membros, porquanto, durante o período em que são realizadas, a fluidoterapia é aplicada com carinho a todos os presentes por especialistas do Além que operam incessantemente em prol da sociedade, que ruma para a conquista da prosperidade real e plenificadora.

Participar de tarefas desse porte é uma oportunidade rara, que faculta a visão perfeita da vida a manifestar-se, quer no corpo físico ou fora dele. Em toda parte a vida estua e o ser é imortal, sempre construindo o próprio futuro.

Unindo-se pelos laços do amor, os membros que constituem as reuniões mediúnicas desse porte devem aprimorar-se sem cessar, a fim de instalarem, no coração, o Reino dos Céus a que se reportava Jesus.


Manoel Philomeno de Miranda
Psicografia de Divaldo Pereira Franco, na sessão da noite de 18 de julho de 2018, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia.

12 dezembro 2019

Dicas para vencer - Paulo Roberto Gaefke




DICAS PARA VENCER


Escolha uma pessoa bem ansiosa e note como as coisas que ela faz são pela metade, como a sua saúde vive sempre debilitada, como os relacionamentos vão sempre equilibrados em um pequeno fio, e a própria pessoa está sempre a beira de um ataque de nervos ou cardíaco.

Pare tudo por alguns momentos, nada de ficar lendo e atendendo o celular, relaxe e imagine o presidente da Coca Cola correndo feito um maluco para abastecer uma pequena vendinha de Mossoró com 3 caixas de refrigerante? Ou o presidente do Mac Donald´s doido para atender um cliente que quer o seu hambúrguer sem picles? Já imaginou o presidente da república pensando apenas na aposentadoria da Dona Cotinha? Sem planejamento, sem direção o máximo que conseguimos chegar é ao sanatório ou ao cemitério, porque é impossível atender a tudo e a todos ao mesmo tempo. repito é impossível. Estou repetindo porque sei que tem gente que está lendo, comendo um lanche e de olho em uma planilha que tem que entregar antes das 14 horas de hoje.

As coisas mal feitas, as coisas que não dão certo, em geral, são frutos de um mau planejamento, ou, pior ainda, da ausência de planejamento. E tem gente que ainda reclama de insônia, de gastrite, de nervosismo, de excesso de calmantes, bebidas...

Dirija o seu dia, tenha um planejamento, tenha uma direção. O que vai dar para fazer hoje? Onde você quer chegar? Do que dá para escapar e o que você mesmo tem que fazer? O que dá para delegar para os outros? Tem um monte de gente querendo trabalhar ou ajudar e você quer resolver o mundo sozinho? Pare de andar com esse celular no trânsito, ficar feito besta falando na rua, achando que vai ganhar o dia discutindo "a coisa nenhuma que leva ao lugar nenhum".

Agende-se, planeje-se, crie laços firmes com o planeta Terra e seus objetivos, afinal de contas, até para ser feliz é preciso ter tempo, não é verdade?

Fique com a paz


Paulo Roberto Gaefke

11 dezembro 2019

E a vida continua - Momento Espírita




E A VIDA CONTINUA...



"Vi meu pai morrendo na minha frente e não entendi porque Deus o matou... E desse dia em diante não mais acredito em Deus".

Frases como essas são uma constante.


Quando não conseguimos entender o fenômeno da vida e da morte, revoltamo-nos contra Deus, como a criança se revolta contra a mãe quando esta lhe obriga a beber um remédio amargo.


A idéia falsa de um Deus perverso e caprichoso, que mata uns antes dos outros, que castiga alguns e privilegia outros, que dá a riqueza a poucos enquanto muitos vivem na miséria, é a responsável pela revolta de muitos.


Concebendo um Deus temível, possuidor de todos os vícios humanos, pensamos que esse ser invisível está sempre à espreita para nos pregar uma peça.


A nossa visão ainda míope no que diz respeito às leis que regem a vida, nos faz sofrer como filhos ingratos que não compreendem as atitudes dos pais amorosos que têm como único objetivo a felicidades dos seus.


Enclausurados na concha do egoísmo, não percebemos que nossos bem-amados não são os únicos que saem de cena na vida física e só nos incomodamos com Deus quando ele mata um dos nossos.


Indiferentes às leis que regem a matéria, não vemos que tudo o que nasce, um dia tem que morrer, ou melhor, se transformar.


E o nosso corpo físico também é matéria, e como tal tem que se dissolver um dia. Mas quando isso acontece esquecemos de que somos espíritos imortais e não apenas um corpo que desaparece na poeira do chão.


Fomos feitos à imagem e semelhança de Deus, e por isso mesmo viveremos por toda a eternidade.


O que nos tem causado insegurança é pensar que Deus é a nossa imagem e semelhança e que, portanto, é portador de todos os vícios humanos.


Somos espíritos. E como tal somos imortais. Mas para que atinjamos a perfeição é preciso mergulhar na carne através da reencarnação.


Ao homem é dado morrer uma só vez, assegura o evangelho. Mas ao espírito não é possível a morte.


Um dia, num futuro ainda distante, não precisaremos mais entrar nem sair da carne, porque já teremos desenvolvido em nós a imagem e semelhança do Pai.


Jesus, após a morte do corpo, surge com toda vitalidade, em espírito, para legar à humanidade a certeza da imortalidade.


Dessa forma, não nos iludamos. O túmulo não é o fim da vida. É apenas o começo de uma nova fase de aprendizado para o espírito imperecível.


Compreendendo a sabedoria e a perfeição das leis divinas, mudaremos a nossa reação diante da partida de um ser querido.


E diremos com segurança: "Ví meu amado deixando o corpo físico na minha frente e entendi porque Deus o levou... É que Deus o ama mais do que eu e o quer, por algum tempo, no mundo dos espíritos. E, desse dia em diante, espero ansioso a oportunidade de um reencontro feliz. E por esse motivo, mais acredito e confio em Deus..."


* * *

O que chamamos morte, nada mais é do que um fenômeno biológico natural.


Seja pelo desgaste normal dos órgãos físicos ou de outra forma qualquer, todos deixaremos o corpo e voltaremos à pátria espiritual de onde partimos um dia.


Assim, tenhamos a certeza de que a separação é apenas temporária. E que mais cedo ou mais tarde tornaremos a reencontrar nossos amores dos quais sentimos saudades.

Pensemos nisso!


Equipe de Redação do Momento Espírita

10 dezembro 2019

Função Mediúnica - Emmanuel



FUNÇÃO MEDIÚNICA


Mediunidade é igual ao trabalho: acessível a todos.

Entretanto, qual ocorre ao trabalho, é forçoso que o servidor dela seja leal ao próprio dever, para que a obra alcance os fins em vista.

O mais humilde dos utensílios tem qualidades polimórficas.

Qualquer médium também é suscetível de ser mobilizado, na produção de fenômenos múltiplos, favorecendo pesquisas e observações, com algum proveito, mas se quisermos rendimento medianímico, seguro e incessante, na composição doutrinária do Espiritismo, cada tarefeiro da Mediunidade, embora pronto a colaborar, seja onde for, no levantamento do bem, é convidado logicamente a consagrar-se à própria função, conquanto possua faculdades diversas, amando-a, estudando-a, desenvolvendo-a e praticando-a, no serviço ao próximo, que será sempre serviço a nós mesmos.

Se fomos chamados a ensinar, através da palavra falada, aprimoremos a emoção e selecionemos a frase, para que os instrutores da Vida Maior nos utilizem o verbo, por agente de luz, construindo esclarecimento e consolação nos que ouvem; se designados a escrever, façamos em nós bastante silêncio interior, a fim de que a voz do mundo espiritual se manifeste por nossas mãos, instruindo a quem lê; se indicados ao labor curativo, sustentemos o magnetismo pessoal tão limpo quanto possível, para que os emissários celestes nos empreguem as energias no socorro aos doentes; se trazidos a cooperar na desobsessão, mantenhamos o pensamento liberto de idéias preconcebidas, a fim de que os benfeitores desencarnados nos encontrem capazes da enfermagem precisa, no amparo aos companheiros desorientados e sofredores, sem criar-lhes problemas...

Mero ferrolho, deve estar no lugar próprio, para atender à serventia que se lhe roga dentro de casa.

Simples fio, para canalizar os préstimos da eletricidade, necessita ajustar-se à ligação correta, de modo a garantir a passagem da força.

Sobretudo, é imperioso recordar que todos podemos ser medianeiros do bem, sob a inspiração de Jesus, honorificando encargos e responsabilidades, em posição certa, no plano de construção da felicidade geral. É por isso que ele, o Cristo de Deus, não nos disse que o maior no reino dos Céus será quem saiba fazer tudo, mas sim aquele que se fizer o servo leal de todos.


Pelo Espírito Emmanuel
Do livro: Opinião Espírita
Médiuns: Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira

09 dezembro 2019

A Rotina - Joanna de Ângelis



A ROTINA


A natural transformação social, decorrente dos efeitos da ciência aliada à tecnologia a partir do século 19, impôs que o individualismo competitivo pós renascentista cedesse lugar ao coletivismo industrial e comunitário da atualidade.

A cisão decorrente do pensamento cartesiano, na dicoto­mia do corpo e da alma, ensejou uma radical mudança nos hábitos da sociedade, dando surgimento a uma série de con­flitos que irrompem na personalidade humana e conduzem a alienações perturbadoras.

Antes, os tabus e as superstições geravam comportamen­tos extravagantes, e a falsa moral mascarava os erros que se tornavam fatores de desagregação da personalidade, a servi­ço da hipocrisia refinada.

A mudança de hábitos, no entanto, se liberou o homem de algumas fobias e mecanismos de evasão perniciosos, im­pôs outros padrões comportamentais de massificação, nos quais surgem novos ídolos e mitos devoradores, que respon­dem por equivalentes fenômenos de desequilíbrio.

Houve troca de conduta, mas não de renovação saudável na forma de encarar-se a vida e de vivê-la.

De um lado, a ciência em constante progresso, não se fa­zendo acompanhar por um correspondente desenvolvimento ético-espiritual, candidata-se a conduzir o homem ao milis­mo, ao conceito de aniquilamento.

Noutro sentido, o contubérnio subjacente, apresenta um elenco exasperador de áreas conflitantes nas guerras e ame­aças de guerras que se sucedem, nas variações da economia, nos volumosos bolsões de miséria de vária ordem, empur­rando o homem para a ansiedade, a insegurança, a suspeição contumaz, a violência.

A fim de fugir à luta desigual — o homem contra a máqui­na — os mecanismos responsáveis pela segurança emocional levam o indivíduo, que não se encoraja ao competitivismo doentio, à acomodação, igualmente enferma, como forma de sobrevivência no báratro em que se encontra, receando ser vencido, esmagado ou consumido pela massa crescente ou pelo desespero avassalador.

Estabelece algumas poucas metas, que conquista com re­lativa facilidade, passando a uma existência rotineira e neu­rotizante, que culmina por matar-lhe o entusiasmo de viver, os estímulos para enfrentar desafios novos.

Rotinaé como ferrugem na engrenagem de preciosa ma­quinaria, que a corrói e arrebenta.


Disfarçada como segurança, emperra o carro do progres­so social e automatiza a mente, que cede o campo do raciocí­nio ao mesmismo cansador, deprimente.


O homem repete a ação de ontem com igual intensidade hoje; trabalha no mesmo labor e recompõe idênticos passos; mantém as mesmas desinteressantes conversações: retorna ao lar ou busca os repetidos espairecimentos: bar, clube, tele­visão, jornal, sexo, com frenético receio da solidão, até al­cançar a aposentadoria.. - Nesse ínterim, realiza férias progra­madas, visita lugares que o desagradam, porém reúne-se a outros grupos igualmente tediosos e, quando chega ao denominado período do gozo-repouso, deixa-se arrastar pela inu­tilidade agradável, vitimado por problemas cardíacos, que resultam das pressões largamente sustentadas ou por neuro­ses que a monotonia engendra.

O homem é um mamífero biossocial, construído para experiências e iniciativas constantes, renovadoras.


A sua vida é resultado de bilhões de anos de transforma­ções celulares, sob o comando do Espírito, que elaborou equi­pamentos orgânicos e psíquicos para as respostas evolutivas que a futura perfeição lhe exige.

O trabalho constitui-lhe estímulo aos valores que lhe dor­mem latentes, aguardando despertamento, ampliação, desdo­bramento.


Deixando que esse potencial permaneça inativo por indo­lência ou rotina, a frustração emocional entorpece os sentimentos do ser ou leva-o à violência, ao crime, como processo de libertação da masmorra que ele mesmo construiu, nela encarcerando-se.


Subitamente, qual correnteza contida que arrebenta a bar­ragem, rompe os limites do habitual e dá vazão aos conflitos, aos instintos agressivos, tombando em processos alucinados de desequilíbrios e choque.


Nesse sentido, os suportes morais e espirituais contribu­em para a mudança da rotina, abrindo espaços mentais e emo­cionais para o idealismo do amor ao próximo, da solidarieda­de, dos serviços de enobrecimento humano.


O homem se deve renovar incessantemente, alterando para melhor os hábitos e atividades, motivando-se para o aprimo­ramento íntimo, com conseqüente movimentação das forças que fomentam o progresso pessoal e comunitário, a benefí­cio da sociedade em geral.


Face a esse esforço e empenho, o homem interior sobrepõe-se ao exterior, social, trabalhado pelos atavismos das re­pressões e castrações, propondo conceitos mais dignos de convivência humana, em consonância com as ambições es­pirituais que lhe passam a comandar as disposições íntimas.


O excesso de tecnologia, que aparentemente resolveria os problemas humanos, engendrou novos dramas e conflitos comportamentais, na rotina degradante, que necessitam ser reexaminados para posterior correção.


O individualismo, que deu ênfase ao enganoso conceito do homem de ferro e da mulher boneca, objeto de luxo e de inutilidade, cedeu lugar ao coletivismo consumista, sem iden­tidade, em que os valores obedecem a novos padrões de críti­ca e de aceitação para os triunfos imediatos sob os altos pre­ços da destruição do indivíduo como pessoa racional e livre.

A liberdade custa um alto preço e deve ser conquistada na grande luta que se trava no cotidiano.


Liberdade de ser e atuar, de ter respeitados os seus valo­res e opções de discernir e aplicar, considerando, naturalmente, os códigos éticos e sociais, sem a submissão acomodada e indiferente aos padrões de conveniência dos grupos domi­nantes.


A escala de interesses, apequenando o homem, brinda-o com prêmios que foram estabelecidos pelo sistema desuma­no, sem participação do indivíduo como célula viva e pen­sante do conjunto geral.


Como profilaxia e terapêutica eficaz, existem os desafios propostos por Jesus, que são de grande utilidade, induzindo a criatura a dar passos mais largos e audaciosos do que aqueles que levam na direção dos breves objetivos da existência ape­nas material.


A desenvoltura das propostas evangélicas facilita a rup­tura da rotina, dando saudável dinâmica para uma vida inte­gral em favor do homem-espírito eterno e não apenas da má­quina humana pensante a caminho do túmulo, da dissolução, do esquecimento.



Joanna de Ângelis
Médium: Divaldo P. Franco
Livro: O Homem Integral


08 dezembro 2019

A tarefa de cada um - Antonio Leite



A TAREFA DE CADA UM


Há um momento em nossas vidas em que todos nós nos rendemos ao inevitável apelo para o autoconhecimento. Enquanto isto não acontece, passamos pela vida como que anestesiados e insensíveis à realidade de nós mesmos, agindo e reagindo ao sabor dos ditames impostos pela sociedade em que vivemos.

A partir do ponto em que nos rendemos ao clamor íntimo do autodescobrimento, iniciamos uma verdadeira cruzada na tentativa de obter respostas às questões relacionadas com o velho dilema do "Conhece-te a ti mesmo". Começamos então a questionar a nossa própria realidade existencial, a origem da vida, a razão de estarmos aqui nesta existência, o porquê das experiências ou relacionamentos a que somos expostos, e até arvoramo-nos no direito de questionar o acerto da decisão Daquele que nos criou e nos colocou nessas circunstâncias.

No extraordinário livro Memórias do Padre Germano encontramos um ilustrativo exemplo desse dilema que ainda é uma característica da avassaladora maioria dos espíritos encarnados no planeta Terra, haja visto o baixo nível evolutivo dos seus habitantes. Através da maravilhosa obra de Amália Domingo Soler, o padre Germano nos relata o dilema que viveu em uma das suas encarnações aqui em nosso orbe, na qual experimentou, como membro da igreja de Roma, a permanente e asfixiante sensação de viver se sentindo com um peixe fora d'água, especialmente ao desempenhar a espinhosa função eclesiástica de confessor. Em momento de inquietação angustiante, ele assim se manifesta:

"Amado Deus, por que tive eu que nascer nas fileiras desta ordem religiosa?Por que Você me obrigou a ser guia dessas pobres ovelhas, meus paroquianos, se eu não posso tão pouco guiar a mim mesmo? Senhor, deve haver outras moradas no espaço, porque aqui neste planeta uma alma capaz de pensar fica asfixiada ao presenciar tanta miséria e hipocrisia. Eu desejo seguir o caminho certo, mas ao longo da jornada eu vejo tantas armadilhas!"

O exemplo é mesmo bem ilustrativo, mas cabe ressaltar que ao folhearmos as páginas deste excepcional livrinho, temos a convicção de que o padre Germano era um espírito em estágio evolutivo bem acima da maioria de todos nós e que cumpriu a sua missão naquela existência de forma exemplar, podendo mesmo servir de guia e modelo para todos nós que aspiramos passar pelos embates da vida e cumprirmos com a nossas tarefas onde quer que a vida nos coloque.

A Doutrina dos Espíritos veio para nos dar as respostas àquelas questões existenciais e acima de tudo para nos mostrar com uma clareza insofismável, as razões e os porquês de estarmos aqui e expostos às experiências e aos relacionamentos que temos vivenciado nesta encarnação. É bem verdade que ela só nos dá as respostas de que necessitamos para cumprirmos com a nossa tarefa de espíritos encarnados e galgar alguns degraus a mais na nossa escala evolutiva rumo a felicidade. Mas o que é mais importante e digno da atenção de todos nós que aspiramos sincera e honestamente por um mundo de Paz e Harmonia, enfim, um mundo regenerado, é que além das respostas que obtemos através da mensagem dos espíritos, existe nesta mesma mensagem um apelo claro ao nosso senso de responsabilidade perante a Lei de Causa e Efeito. A esta sim, teremos que nos curvar, pois somente o respeito e a adesão incondicional às suas diretrizes propiciarão o advento de um mundo de Paz e Harmonia para todos nós.

Assim, que tenhamos ouvidos para ouvir e olhos para enxergar e adotemos em nossas vidas a máxima insculpida na Doutrina dos Espíritos que nos diz: "Fora da caridade não há salvação".


Autor: Antonio Leite
Fonte: Boletim GEAE 493, de 14/06/2005


07 dezembro 2019

Descobertas e Transformaçõs - Orson Peter Carrara





DESCOBERTAS E TRANSFORMAÇÕES



Nada criamos. Tudo descobrimos ou transformamos. Aprendemos a descobrir as leis da natureza, extraímos a madeira das árvores, descobrimos os alimentos nas plantas e nos animais. Gradativamente fomos desenvolvendo a inteligência, produzindo ferramentas, equipamentos, utensílios e materiais que nos atendessem as exigências ou necessidades de conforto, proteção, locomoção, etc., Com isso, transformando os elementos naturais disponíveis ou gradativamente descobertos – principalmente pela observação, pela pesquisa ou pela mera exploração – chegamos ao atual estágio de uso de tudo que produzimos, transformando os elementos naturais que fomos descobrindo, entendendo seu mecanismo ou disciplinando seu uso.

Atualmente desfrutamos de alta tecnologia, que está sempre se multiplicando em novos benefícios para todas as áreas. Isso é muito bom e resultado natural da inteligência humana. O idealizador original, Deus, colocou as leis naturais a nosso serviço, em nosso favor, e estimulou que fossemos aos poucos descobrindo seus fabulosos recursos.

Com isso alcançamos a anestesia, o avião, o ar condicionado, a luz elétrica, canalizamos a água e o esgoto, aprimoramos a indústria, usamos a criatividade no comércio, nos especializamos em diferentes áreas, investimos na medicina e na odontologia, e criamos inúmeros confortos que hoje facilitam a vida e seus desdobramentos. Tudo fruto da inteligência. E o universo virtual abriu nova era na comunicação, na transmissão de dados e em tantos outros meios já disponíveis.

O que virá nas próximas décadas. Não sabemos. Mas muito ainda virá, valorizando a oportunidade de viver, conviver, aprender.

E é exatamente neste conviver que está o outro grande desafio dessas descobertas e transformações. Eis que no conviver nos relacionamos uns com os outros, onde as diferenças de todos os tipos se encontram. É aí que surge a descoberta e a transformação moral.

A consolidação moral solicita a honestidade, o respeito, a solidariedade, a retidão, o trabalho no bem, a gratidão, a fraternidade. E como ainda não descobrimos efetivamente isso – apesar da informação já disponível – vivemos na patinação dos conflitos de maior ou menor gravidade. Conosco mesmo nos desequilíbrios próprios, com aqueles que pensam diferente – gerando desprezo, disputa, maledicência, violência, desrespeito – ou até mesmo com a vida como se apresenta, onde temos a opção de escolha entre a revolta e a resignação, a fé ou o desespero, a violência ou a pacificação, a solidariedade ou a indiferença e a omissão, o trabalho e a acomodação, o egoísmo e o altruísmo.

Notemos! Todos valores morais. Degradantes ou elevados, enfermiços ou saudáveis.

Lutemos agora para descoberta dos benefícios morais – pois ainda estagiamos na mediocridade moral, apesar do avanço material – para que efetivamente nos transformemos para melhor. A vida fluirá em paz e alegria. Falta-nos esse comprometimento com o bem geral.


Por Orson Peter Carrara

06 dezembro 2019

Resgate no Umbral: Como acontece? - Márcia R. Farbelow e Hugo Puertas de Araújo

(Imagem meramente ilustrativa - Filme: Nosso Lar)


RESGATE NO UMBRAL: COMO ACONTECE?


O poder de agressão que um espírito possa ter é somente aquele que nós mesmos lhe damos ao entrarmos em sintonia vibratória com ele. Nenhum ser inferior tem ascendência sobre outro que lhe seja superior. Logo, quando falamos em casos de obsessão é porque todos os espíritos envolvidos comungam do mesmo estado vibratório e, geralmente, até dos mesmos interesses, não havendo superiores ou inferiores.

Quando uma equipe socorrista parte em auxílio a algum espírito, é porque este já se encontra em condições de ser ajudado e já permite algum tipo de ligação psíquica de ordem superior pois, do contrário, não haveria possibilidades dele ser socorrido.

A mesma impossibilidade de afinização vibratória impede que os espíritos inferiores sequer se dêem conta da presença de entidades superiores, que dirá um ataque às mesmas.

Também temos que nos lembrar que as descrições do umbral, apesar de retratarem um local físico específico, o umbral é um estado de espírito, como o céu e o inferno, no linguajar de outras religiões, também o são.

Muitas vezes os espíritos que “estão no umbral’, são justamente aqueles que estão tão profundamente mergulhados em suas próprias fantasias que não têm a menor percepção do que ocorre à sua volta.

Outros, em melhor estado, ainda podem interagir entre si e acabam por se agrupar, como é natural a todo ser humano, formando bandos que perambulam próximos (vibratoriamente falando) do plano físico, já que não têm condições de perceberem ambientes mais evoluídos.

É ao conjunto desses espíritos com suas ideias e formações mentais que damos o nome de umbral, e não a um local particular.


Autoria: Márcia R. Farbelow e Hugo Puertas de Araújo


05 dezembro 2019

É tristeza ou depressão? Eis a questão! - Jorge Hessen




É TRISTEZA OU DEPRESSÃO? EIS A QUESTÃO!


Antes de abordarmos o tema, cabe distinguir a simples tristeza da depressão. A tristeza é um sentimento corriqueiro que surge ocasionalmente em nossos corações. Mormente quando advém um acontecimento que sacode a nossa vida, porém é provisória.


Estranhamente, hoje em dia qualquer tristeza é tratada como doença psiquiátrica. Os pacientes preferem recorrer aos remédios a encarar os desafios da vida. Muitos médicos se rendem aos laboratórios farmacêuticos e indicam antidepressivos sem necessidade, exceto os psiquiatras, que são os que menos receitam antidepressivos, porque estão mais preparados para reconhecer as diferenças entre a “tristeza normal” e a patológica (depressão).


O que diferencia a “tristeza normal” da patológica é a intensidade. A tristeza patológica é muito mais intensa. A normal é um estado de espírito. Além disso, a patológica é longa. É o aperto no peito, a dificuldade de se movimentar; a pessoa só quer ficar deitada, tem dificuldade de cuidar de si própria, da higiene corporal. Na “tristeza normal” pode acontecer isso por um ou dois dias, mas depois passa. Na patológica, fica nas entranhas do ser.


Quem mais receita antidepressivos não são os psiquiatras, são os demais médicos. Os psiquiatras têm uma formação para perceber que primeiro é preciso ajudar a pessoa a entender o que está se passando com ela e depois, se for uma depressão, medicar. Agora, os não psiquiatras não querem ouvir. O paciente diz: “Estou triste.” O médico responde: “Pois não”, e receita o ansiolítico. Eis o problema!


A depressão deriva de duradoura ansiedade íntima. É uma indiferença de sentir o gozo pela vida, resultando em certo desgosto por viver. Essa amargura ou vazio d’alma podem estar escoltados por ideias de morte que se manifestam de múltiplas formas: o deprimido pode almejar morrer e até atentar contra a própria vida, ou meramente pode não ansiar mais viver, porém não pensa em tirar a própria vida e até receia a morte.


O processo depressivo pode variar de magnitude e é qualificado pela psiquiatria como depressão leve, quando os sintomas não intervêm em demasia no cotidiano, como depressão moderada quando já há um comprometimento maior na sustentação das atividades habituais e como depressão grave – neste estágio a pessoa torna-se bastante limitada na labuta cotidiana.


É muito importante buscar modos de se evitar chegar nesse nível, trabalhando-se com as causas profundas da doença, que por ser uma doença das emoções não tem sinais físicos ou bioquímicos. Frequentemente o doente deprimido ouve frases do tipo “você não tem nada” ou “depressão é frescura”, às vezes pronunciadas até por clínicos, que após escutarem o paciente requerem exames complementares que exibem resultados negativos.


Por outro lado, há aqueles médicos que se deixam levar pelo lobby da indústria farmacêutica. Não se pode mais ficar enfadado, apoquentado, triste, porque isso é imediatamente transformado em depressão. É a medicalização de uma condição humana. É transformar um sentimento normal, que todos nós temos, dependendo das situações, numa entidade patológica. Há situações em que, se não ficarmos abatidos, pode gerar transtornos emocionais – como quando se “perde” um ente querido. Mas muitos médicos não compreendem racionalmente alguns sentimentos e sintomas humaníssimos.


Muitos aflitos costumam recorrer aos tranquilizantes e se debatem aflitivamente para que a aflição não os abarque a vida cotidiana. É comum nos extasiarmos ante a beleza das estrelas do firmamento, em rogativas ao Criador, a fim de que a angústia não nos abata e nem nos alcance a caminhada, ou ainda para que os sofrimentos desviem para outros rumos. Contudo, a realidade das provas e expiações ante os estatutos de Deus chegará inexorável como mecanismos naturas de nossa evolução.


Ante os ventos impetuosos das chibatas emocionais, nos sentimos vencidos e solitários. Mas em realidade, o que parece infelicidade ou derrota pode significar intercessão providencial de Deus, sem necessidade, portanto do uso de tranquilizantes para aliviar a dor. Em muitos momentos da existência, quando choramos lágrimas de angústias, os Benfeitores se rejubilam de “lá”, da mesma forma em que os pomicultores de “cá” descansam, serenos, após o labor do campo bem podado. A vida é assim!


Essas lágrimas asfixiantes, muitas vezes representam para nós alegrias nas dimensões superiores da vida espiritual. Evidentemente nossos protetores do além não são indiferentes quando estamos em padecimentos atrozes, mas eles sabem exatamente que tal situação sinaliza possibilidades renovadoras no buril do nosso crescimento espiritual.


Jorge Hessen

04 dezembro 2019

Alcoólatra - Joaquim Dias



ALCOÓLATRA


Que outra palavra existirá na Terra, encerrando consigo tantas potencialidades para o crime?


O alcoólatra não é somente o destruidor de si mesmo. É o perigoso instrumento das trevas, ponte viva para as forças arrasadoras da lama abismal.

O incêndio que provoca desolação aparece numa chispa.

O alcoolismo que carreia a miséria nasce num copinho.

De chispa em chispa, transforma-se .0 incêndio em chamas devoradoras.

De copinho a copinho, o vício alcança a delinqüência.

Hoje, farrapo de alma que foi homem, reconheço que, ontem, a minha tragédia começou assim...

Um aperitivo inocente...

Uma hora de recreio...

Uma noite festiva...

Era eu um homem feliz e trabalhador, vivendo em companhia de meus pais, de minha esposa e um filhinho.


Uma ocasião, porém, surgiu em que tive a infelicidade de sorver alguns goles do veneno terrível; disfarçado em bebida elegante, tentando afugentar pequeninos problemas da vida e, desde então, converti-me em zona pestilencial para os abutres da crueldade.

Velhos inimigos desencarnados de nossa equipe familiar fizeram de mim seu intérprete.


A breve tempo, abandonei o trabalho, fugi à higiene e apodreci meu caráter, trocando o lar venturoso pela taverna infeliz...


Bebendo por mim e por todas as entidades viciosas que nos hostilizavam a casa, falsifiquei documentos, matando meu pai com medicação indevida, depois de arrojá-lo à extrema ruína...


Mais tarde, tornando-me bestial e inconsciente, espanquei minha mãe, impondo-lhe a enfermidade que a transportou para a sepultura...


Depois de algum tempo, constrangi minha esposa ao meretrício, para extorquir-lhe dinheiro, assassinan- do-a numa noite de horror e fazendo crer que a infeliz se envenenara usando as próprias mãos e, de meu filho, fiz um jovem salteador e beberrão, muito cedo eliminado pela polícia...

Réprobo social, colhia tão-somente as aversões que eu plantava.

Muitas vezes, em relâmpagos de lucidez, admoestava-me a consciência:

-Ainda é tempo! Recomeça! Recomeça!


Entretanto, fizera-me um homem vencido e cercado pelas sombras daqueles que, quanto eu, se haviam consagrado no corpo físico à criminalidade e à viciação, e essas sombras rodeavam-me apressadas, gritando-me, irresistíveis:

- Bebe e esquece! Bebe, Joaquim!


E eu me embriagava, sequioso de olvidar a mim mesmo, até que o delírio agudo me sitiou num catre de amargura e indigência.


A febre, a enfermidade e a loucura consumiram-me a carne, mas não percebi a visitação da morte, porque fui atraído, de roldão, para a turba de delinqüentes a que antes me afeiçoara.

Sofri-lhes a pressão, assimilei-lhes os desvarios e, com eles, procurei novamente embebedar-me.

A taverna era o meu mundo, com a demência irresponsável por meu modo de ser...

Ai de mim, contudo! Chegou o instante em que não mais pude engodar minha sede!...

A insatisfação arrasava-me por dentro, sem que meus lábios conseguissem tocar, de leve, numa gota do liquido tentador.


Deplorando a inexplicável inibição que me agravava os padecimentos, afastei-me dos companheiros para ocultar a desdita de que me via objeto.


Caminhei sem destino, angustiado e semi-louco, até que me vi prostrado num leito espinhoso de terra seca...

Sede implacável dominava-me totalmente...

Clamei por socorro em vão, invejando os vermes do subsolo.


Palavra alguma conseguiria relatar a aflição com que implorei do Céu uma gota d'água que sustasse a alucinação de minhas células gustativas...

Meu suplicio ultrapassava toda humana expressão...

Não passava de uma fogueira circunscrita a mim mesmo.

Começaram, então, para mim, as miragens expiatórias.


Via-me em noite fresca e tranqüila, procurando o orvalho que caía do céu para dessedentar-me, enfim, mas, buscando as bagas do celeste elixir, elas não eram, aos meus olhos, senão lágrimas de minha mãe, cuja voz me atingia, pranteando em desconsolo:

- Não me batas, meu filho! Não me batas, meu filho! ...


Devolvido à flagelação, via-me sob a chuva renovadora, mas, tentando sorver-lhe o jorro, nele reconhecia o pranto de meu pai, cujas palavras derradeiras me impunham desalento e vergonha:


- Filho meu, por que me arruinaste assim?' Arrojava-me ao chão, mergulhando meu ser na corrente poluída que o temporal engrossava sempre, na esperança de aliviar a sede terrível, mas, na própria lama do enxurro, encontrava somente as lágrimas de minha esposa, de mistura com, recriminações dolorosas, fustigando-me a consciência:

- _Por que me atiraste ao lodo? e por que me mataste, bandido?

- De novo regressava ao deserto que me acolhia, para logo após me entregar à visão de fontes cristalinas...

-Enlouquecido de sede, colava a boca ao manancial, que se convertia em taça de fel candente, da qual transbordavam as lágrimas de meu filho, a bradar-me, em desespero:

- Meu pai, meu pai, que fizeste de mim?

Em toda parte, não surpreendia senão lágrimas... Arrastei-me pelos medonhos caminhos de minha peregrinação dolorosa, como um Espírito amaldiçoado que o vício metamorfoseara em peçonhento réptil...

Suspirava por água que me aliviasse o tormento, mas só encontrava pranto...

Pranto de meu pai, de minha mãe, de minha esposa e de meu filho a perseguir-me implacável...

Alma acicatada por remorsos intraduzíveis, amarguei provações espantosas, até que mãos fraternas me trouxeram à bênção da oração...


Piedosos enfermeiros da Vida Espiritual e mensageiros da Bondade Divina, pelos talentos da prece, aplacaram-me a sede, ofertando-me água pura...

Atenuou-se-me o estranho martírio, embora a consciência me acuse...


Ainda assim, amparado por aqueles que vos inspiram, ofereço-vos o triste exemplo de meu caso particular par escarmento daqueles que começam de copinho a copinho, no aperitivo inocente, na hora de recreio ou na noite festiva, descendo desprevenidos para o desequilíbrio e para a morte...


E, em vos falando, com o meu sofrimento transformado em palavras, rogo-vos a esmola dos pensamentos amigos para que eu regresse a mim mesmo, na escabrosa jornada da própria restauração.


Joaquim Dias
Médium: Francisco Cândido Xavier
Livro: Vozes do Grande Além

03 dezembro 2019

Doação de orgãos - Nilton Moreira



DOAÇÃO DE ORGÃOS


É triste quando alguém tem um órgão debilitado e que num curto prazo de tempo parará, ocasionando a morte física de pessoa que amamos. É verdade que devemos preservar a vida a qualquer custo, pois até a própria Lei humana prevê que matar alguém só é admitido em casos específicos, e o desligar aparelhos...

É válido até mesmo que pessoas que tenham poder aquisitivo ofereçam valores altíssimos para obterem qualquer tipo de órgão, afinal é angustiante vermos quem gostamos aos poucos ter a vida esgotada. Também a ansiedade enfrentada por quem está doente a espera um transplante é muito grande, e do ponto de vista do doador que não exige pagamento algum, só nos resta elogiar a atitude, pois está dentro dos princípios Cristão de “amar ao próximo como a si mesmo”!

Acreditamos que a doação de um órgão é a demonstração de amor das mais sublimes, mas merece analise mais aprofundada pela complexidade existente, pois que envolve relação do corpo físico e perispiritual e crença.

Nosso corpo possui uma cópia fluídica invisível aos nossos olhos, mas bem perceptível ao mundo dos espíritos, e o espírito que é o princípio inteligente que somos, utiliza nos dois Planos esse corpo chamado perispírito. Assim sendo devemos lembrar que a doação deve acontecer estando o doador consciente da sua máxima vontade, devendo ter um desprendimento total da matéria, pois que a vida continua, e se este não estiver convicto realmente de querer doar, podem ocorrer problemas além túmulo.

Quando deixamos o corpo físico continuamos a individualidade, e se somos apegados à matéria temos dificuldade de nos desvencilharmos de tudo que nos pertence, seja objetos, valores e sentimentos. Claro que temos os mensageiros de Jesus que nos auxiliam no passamento nos ajudando discernir, mas em razão de vários fatores temos dificuldades nos primeiros momentos de raciocinar adequadamente, por isto muitas vezes a pessoa recebe um órgão por doação e passado um tempo aparecem às rejeições que normalmente torna inútil o transplante, e a medicina não consegue evitar o óbito.

A ciência leva em consideração apenas o que pode ser explicado por meio de comprovação científica, mas o que se segue após a morte é explicado apenas pela fé. A medicina diz que após a morte cerebral o quadro é irreversível, mas do ponto de vista religioso ainda existe um espírito vinculado aquele corpo, e enquanto existir a ligação fluídica entre espírito e corpo material, o processo de desencarne ainda não foi concluído, pois o corpo ainda está munido de fluido que possibilita a vida orgânica. É necessário que os benfeitores espirituais procedam à dissipação dessa “energia” da matéria e ai sim cortem o laço fluídico, cordão de prata como é mais conhecido.

O motivo pelo qual podemos passar por situações desta natureza, é que para o Espírito que somos, serve o período de coma ou semelhante, de aprendizado e até resgate. Portanto o doar um órgão é válido sempre, mas devemos fazê-lo com muito amor para evitar problemas futuros. Quem não estiver totalmente desapegado da matéria evite doar para o bem de ambas as partes.


Niltom Moreira
Coluna Semanal - Estrada Iluminada
Fonte: Espirit Book

02 dezembro 2019

A Inveja - Joanna de Ângelis



A INVEJA


Remanescente dos atavismos inferiores, a inveja é fraqueza moral, a perturbar as possibilidades de luta do ser humano.

Ao invés de empenhar-se na autovalorização, o paciente da inveja lamenta o triunfo alheio e não luta pelo seu; compete mediante a urdidura da intriga e da maledicência; aguarda o insucesso do adversário, no que se compraz; observa e persegue, acoimado por insidiosa desdita íntima.

Egocêntrico, não saiu da infância psicológica e pretende ser o único centro de atenção, credor de todos os cultos e referências.

Insidiosa, a inveja é resultado da indisciplina mental e moral que não considera a vida como patrimônio divino para todos, senão, para si apenas.

Trabalha, por inveja, para competir, sobressair, destacar-se. Não tem ideal, nem respeito pelas pessoas e pelas suas árduas conquistas.

Normalmente moroso e sem determinação, resultado da sua morbidez inata, o enfermo de inveja nunca se alegra com a vitória dos outros, nem com a alheia realização.

A inveja descarrega correntes mentais prejudiciais dirigidas às suas vítimas, que somente as alcançam se estiverem em sintonia, porém cujos danos ocorrem no fulcro gerador, perturbando-lhe a atividade, o comportamento.

A terapia para a inveja consiste, inicialmente, na cuidadosa reflexão do eu profundo em torno da sua destinação grandiosa, no futuro, avaliando os recursos de que dispõe e considerando que a sua realidade é única, individual, não podendo ser medida nem comparada com outras em razão do processo da evolução de cada um.

O cultivo da alegria pelo que é e dos recursos para alcançar outros novos patamares enseja o despertar do amor a si mesmo, ao próximo e a Deus, como meio e meta para alcançar a saúde ideal, que lhe facultará a perfeita compreensão dos mecanismos da vida e as diferenças entre as pessoas, formando um todo holístico na Grande Unidade.


Joanna de Ângelis
Médium: Divaldo Pereira Franco
Do livro: O Ser Consciente - Cap 19, A Inveja

01 dezembro 2019

Respeito - Hugo Lapa



RESPEITO


Respeito é tratar o outro com a atenção que ele merece.

É considerar que ele é um ser humano e tem o direito de guiar sua própria vida.

O outro tem livre arbítrio e devemos permitir que ele conduza sua vida como melhor lhe aprouver.

Respeito é dar espaço para que o outro caminhe na direção que ele quer, e não pela via que nós julgamos mais adequado.

Respeitar é deixar a vida fluir, sem ficar interferindo na vontade do outro.

Respeito é fazer ao outro exatamente aquilo que esperamos que o outro faça conosco.

Respeito é se colocar no lugar do outro e tentar enxergar um pouco a vida pela sua perspectiva.

Quem respeita não se sente superior a outras pessoas a ponto de decidir o que elas devem fazer.


Respeitar é não invadir o espaço do outro, não cercear sua liberdade, não lhe ditar regras que vão contra seus valores.

Respeitar é não impor, é não forçar, mas conceder liberdade às escolhas pessoais.

Respeitar é não invadir aquilo que não nos pertence ou não nos compete.

O respeito mútuo entre duas ou mais pessoas deixa a vida mais leve, menos opressora.

Respeito é saber que todas as pessoas caem, todas erram, todas fraquejam, todas tem limites, e por isso todos devemos tratar com consideração e atenção cada pessoa dentro de sua estrada.

Respeito é tratar com naturalidade as diferenças, sem nos chocar com elas.


Respeito é reconhecer que todos somos diferentes e que é na diferença onde reside o nosso desenvolvimento e amadurecimento.

Portanto, vamos entender regras simples e perenes da convivência humana:

Respeite para ser respeitado…

Ame para ser amado…

Faça o bem para se sentir bem…

O bem traz o bem, o mal traz o mal…


Cada um no seu canto, sem tentar mudar, impor, obrigar, constranger, decretar ou mover o outro e o mundo dentro da nossa visão.

Quando cada pessoa pratica a semeadura do respeito, tudo fica mais fluido, belo e tranquilo.

Respeito… é a pedra angular da sociedade humana e da espiritualização da humanidade.

Hugo Lapa