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18 agosto 2020

Influências espirituais - Joanna de Ângelis


INFLUÊNCIAS ESPIRITUAIS


Mente a mente processa-se o intercâmbio entre os Espíritos envoltos na indumentária carnal e os dela desvestidos.

Sempre uma está influenciando outra mente. Não há isolamento de natureza mental entre os seres humanos, assim como de vibração entre todos os seres vivos.

O inter-relacionamento mental é intenso, porque emana da divina mente que mantém a vida no Universo.

Tratando-se de uma verdadeira guerra moral, na qual o planeta Terra se encontra, a potência do Bem experimenta a agressão do Mal, em incessante batalha.

Mentes interessadas multimilenarmente na derrocada do Amor não suportam contemplar o progresso da sociedade e a harmonia emocional entre as criaturas humanas.

Desde remotos períodos do processo evolutivo que os inferiores, sem esforçar-se para superar as manifestações brutais, hão resolvido lutar contra aqueles que, passo a passo, galgaram os degraus do progresso.

Os emissários da Verdade sempre apareceram e trouxeram as diretrizes de segurança austeras para as modificações das estruturas grotescas se modificarem e foram, invariavelmente agredidos, por tentarem modificar o status quo vigente.

Massacrados em hediondas perseguições, ofereceram-se como cobaias que deveriam servir de exemplo e de modelo aos pósteros...

Nesse ínterim, veio Jesus!...

Antes dEle as guerras sanguinolentas e devastadoras dizimaram povos e nações, reduzindo-os a pó, não ficando pedra sobre pedra que o ódio não derrubasse, a fim de atemorizarem os que viriam depois, olvidados da sua transitoriedade material.

Logo renasceram em outras civilizações, que também se deixaram consumir pelos vândalos e opressores, os quais igualmente sucumbiram ao peso da morte, antes de serem traídos ou, por sua vez perseguidos...

Os Céus ofereceram a beleza, por meio da Literatura, da Arte, das construções magníficas, de modo a sensibilizar, no entanto, os rebeldes, tornados vencedores inclementes, a tudo destruíram ou buscaram apagar da memória dos tempos.

A tudo sempre submeteram suas paixões asselvajadas e transformaram em escombros e sombras do passado glorioso de um momento.

Depois de Jesus, o Excelso Pacificador, as guerras continuaram mais ferozes e aniquiladoras, usando Seu nome ou não, a nada respeitando, somente deixando desolação e tristeza...

As areias dos desertos e as águas dos mares e oceanos, nas sucessivas mudanças do orbe, cobriram algumas dessas civilizações, que lentamente foram descobertas, e a História hoje se debruça sobre suas lições sem colher aprendizados que modifiquem o comportamento dos tempos a esse respeito.

Com o advento do Consolador, no século XIX, a caridade distendeu o seu manto sobre a Humanidade, convidando ao amor e à solidariedade, únicas maneiras de sobreviverem ao caos e facultarem a plenitude a todos. Entretanto, mais de cento e sessenta anos depois houve pequena e insignificante mudança nos painéis da sociedade.

O ser humano é belicoso, graças ao instinto de conservação da vida. Mas a razão que o ergue ao altar da sublimação tem por objetivo alterar-lhe a conduta combativa para labores criativos e não destrutivos.

Aparentemente, a vitória tem sido da ignorância e da impiedade. Realmente, contudo, hoje brotam já em toda parte do planeta as plântulas da afeição e da solidariedade humana, contrapondo-se à perversidade e ao cinismo cruel dos maus.

* * *

Não te gerem conflitos os tormentos que trazes de experiências malogradas, agora quando te voltas para a edificação da Verdade na Terra.

Não te permitas autopunições diante de alguma falência na execução do programa do Bem.

Insiste, pois, certamente não é fácil. Mas, se quiseres, lograrás.

A libertação dos hábitos arraigados agradáveis, porém, dissipadores, é um desafio para almas sinceras.

Eleva o padrão mental no momento em que te vejas sitiado pelas tristezas, arrependimentos ou íntimas revoltas pelo fracasso de alguma tentativa. Persiste e repete a luta sem temor.

Vencerás!

Tens a mensagem de superação às ideias deprimentes e os valiosos tesouros do teu esforço. Acende a luz da alegria no teu espaço mental em sombras e conta com os teus mentores espirituais que te amam e estão envolvidos com o teu progresso espiritual.

Acende a luz da alegria no teu espaço mental em sombras e conta com os teus mentores espirituais que te amam e estão envolvidos com o teu progresso espiritual.

Tens o direito de errar, embora não o devas. Considera, porém, que as tuas dificuldades íntimas abrem campo vibratório para que a tua mente seja golpeada por outras mentes que te detestam. E porque são insistentes, sutis, insaciáveis, logram dominar-te, dando-te a impressão de serem tais ocorrências más geradas pela tua própria natureza, de forma que não te sintas ou não queiras a ajuda de outrem, nem encarnado ou desencarnado, porque o ego nesses momentos desvaira.

Reage e recompõe-te, alma querida, certa do triunfo da tua imortalidade.

Até Jesus experimentou a incidência da perseguição dos maus, influenciados pelos Espíritos aliciadores de obsessões inomináveis.

Na aparência, eles triunfaram na tarde da Crucificação.

Sem ela, no entanto, não teria ocorrido a Ressurreição gloriosa e com essa a permanente mensagem de amor do abandonado na Cruz, na sintonia poderosa do Triunfador.

Reconquista o terreno que ficou eivado pelos cardos e pedrouços.

Volta a ele e semeia a luz para que se transforme numa escada ascensional de vitória.

És o que te permitas mentalmente, ainda mais nestes dias calamitosos, em que tudo conspira em favor do pessimismo, da revolta, da insegurança.

Testemunha o teu valor em processo de redenção e segue com júbilo, arrebanhando os receosos que se encontram pela senda.

Considera o teu amanhã da Vida, acionado pela Divina Mente.

Entrega-te, e não te permitas mais titubear.

* * *

A noite, que perturbava, ilumina-se suavemente deste amanhecer de bênçãos.

O dia logo esplenderá!

Segue adiante para desfrutares da claridade libertadora.

- Eu sou a luz do Mundo! – afirmou Jesus.

Sê a claridade que dEle procede e não mais trevas na tua mente nem no teu coração.

Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Pereira Franco, na sessão mediúnica de 8 de abril de 2020, na Mansão do Caminho, em Salvador, Bahia

17 agosto 2020

A Vida é Grande Retribuidora - Oceander Veschi


 A VIDA É GRANDE RETRIBUIDORA


Quando desejar se conectar com as forças Divinas mais abençoadas, lembre-se sempre de filtrar o que se passa no seu pensamento, na sua fala, no que escreve, e no que guarda dentro de seu coração.

Dizem os benfeitores espirituais que as forças superiores tentam nos alcançar o tempo todo, mas encontram enormes barreiras quando estamos magoados com alguém, ou planejando fazer uma vingança…Também quando respondemos com ironia e desprezo.

Quando escrevemos algo agressivo nas redes sociais e não conseguimos perceber que nos contaminamos….

Quer ver então quando ficamos incomodados com a felicidade de alguém….puxa, isso é altamente bloqueador. Ficamos literalmente impedidos de receber qualquer tipo de ajuda vinda dos Céus.

E se tem uma coisa que me deixa contente é ter este canal aqui, pra contar pra todos vocês isto. Eu aprendi isso tudo, e vejo que é exatamente assim na prática.

Encontro diversas pessoas por dia, sejam os amigos ou pacientes. Converso com muita gente, ando muito por aí, e posso lhes afirmar com toda convicção de que sofremos muito na vida por nunca alguém ter dito isso pra gente.

E quando surge quem nos dê esta valiosa informação, passamos a vigiar mais nossas ações, nossas aspirações mentais, e nos tornamos seres melhores.

Deixamos os velhos hábitos infelizes, e damos lugar a um novo padrão de pensamento. Nos tornamos mais gentis e preocupados em não perturbar quem quer que seja, e isso nos coloca em elevado grau de sintonia positiva.

Nossa saúde melhora, surgem mais amigos disponíveis, e os velhos amigos percebem em nós uma mudança positiva.

Informamos pra nós mesmos que somos capazes de ser melhores.

E isso não tem preço. É empolgante, a gente quer melhorar mais e mais, dia a dia.

Seja gentil com as pessoas. Valorize suas qualidades, diga isso a elas, sorria mais, seja mais otimista.

Trate as pessoas da forma que você gosta que lhe tratem, considere-as, não as oprima com reprimendas constrangedoras.

Não lhes faça perguntas desagradáveis ou irônicas.

Ajude, quando você perceber que pode e consegue.

Oculte críticas destrutivas.

E prepare-se: sua vida vai mudar.

Pra muito melhor.



Oceander Veschi

16 agosto 2020

Cuidemos do nosso habitat planetário - Jorge Hessen

CUIDEMOS DE NOSSO HABITAT PLANETÁRIO


Inobstante não tenha sido esta a primeira vez na história, certamente não será a derradeira, em que a vida da população jaz ameaçada por devastadora pandemia. Há uma estreita analogia entre ação humana no orbe e o advento de patologias pandêmicas, considerando a desrespeitosa indiferença pelo habitat (meio ambiente).

O formato de perseguir riqueza e poder sem se importar com as consequências, levou o planeta “à beira do abismo”. É urgente revigorarmos o orbe no campo da responsabilidade individual, desacelerando o bestial consumismo, onde se tem priorizado mais o ter (transitório) do que o ser (permanente). É mister ajuizarmos que o planeta é compartilhado e cada um tem que fazer a sua parte para mantê-lo em boas condições de habitabilidade.

Cada governante deve adotar políticas para o bem comum. Os empresários podem coadunar a busca natural pelo lucro com a justiça social. Dá para pensar em distribuir esses ganhos entre os que movem a organização, que são as pessoas. É preciso buscar um acordo, uma boa convivência planetária. Um conglomerado de líderes e governantes nacionais que se reúnam pelo bem do planeta, deixando de priorizar somente o lucro e o poder para o reinado do materialismo.

O planeta está seriamente enfermo, jaz em avançado e abatido estágio de imoralidades, por isso é necessária a intervenção da Providência Divina para que a ruína moral não avassale mais intensamente a harmonia do todo reinante perante a beleza natural.

O ecossistema, como um todo, tem trabalhado com hercúleo esforço para se desatrelar do guante deletério daqueles que abusam dos recursos naturais. Os laboratórios donde deveriam nascer os recursos para o bem estar e saúde da população têm sido núcleos calamitosos de manejos técnicos para desenvolvimento de mortíferas substâncias biológicas em nome da guerra.

Allan Kardec, nos trouxe oportunas reflexões, através dos espíritos, sobre as relações entre os seres vivos e o habitat e o quanto um depende do outro. O homem começa a perceber, hoje, em face dos alardes sobre o avanço da degradação do planeta, que não há como haver uma produção ilimitada deles na biosfera, que é finita e limitada.

Em uma sociedade de consumo, como a nossa, nenhum de nós se contenta apenas com o necessário. Cada um de nós é responsável por tudo isso que está aí. O meio ambiente somos nós, o meio que nos cerca e as relações que estabelecemos com ele. A boa convivência planetária transcende ao gueto da fauna, flora e preservação. É muito mais que isso.

Na verdade, quando o planeta adoece, nosso projeto evolutivo fica comprometido. Não é possível esperar a chegada do mundo de regeneração indiferentes à tanta degradação. Pelos mecanismos da reencarnação, se ainda quisermos encontrar aqui estoques razoáveis de água potável, ar puro, terra fértil, menos lixo e um clima estável, sem os flagelos previstos pela queima crescente de petróleo, gás e carvão que agravam o efeito estufa, deveremos agir agora, sem perda de tempo.

Cremos que após a atual pandemia, advirão outros paradigmas comportamentais da humanidade, considerando que as novas gerações que estão chegando têm o firme compromisso de estabilizar o equilíbrio na dinâmica da vida planetária, considerando o momento de regeneração.



15 agosto 2020

Estamos à Espera - Inácio Ferreira



ESTAMOS À ESPERA


Estamos à espera de que, os que contestam, principalmente, as obras de André Luiz, desvendando as realidades da Vida além da morte do corpo, apresentem as suas teses a respeito.

Não estamos lhes ironizando a posição doutrinária, que, cremos, continua a basear-se no que os Espíritos revelaram a Kardec em meados do século XIX.

Não obstante, semelhantes estudiosos, além de simplesmente negarem as narrativas do referido Autor espiritual, nada são capazes de acrescentar ao já existente, ou seja, ao que contém as Obras do Pentateuco.

Somos, inclusive, levados a deduzir que, contestando André Luiz, tais confrades almejam tão somente projeção pessoal – como neófitos da Doutrina, verteram, até o presente momento, aproximadamente, ½ litro de suor, contra os 10.000 litros, ou mais, que ao longo de seus 75 anos de legítimo Mandato Mediúnico, Chico Xavier derramou. Limitam-se eles, os que se opõem à magnífica Coleção “Nosso Lar”, a dizerem: - Não aceito!...

Fácil, não é?!

Não aceita?! Então, é muito simples: com base na Codificação, proponha uma tese que, raciocinadamente, possa ser levada em consideração – possa ser levada à conta da opinião de gente grande, e não de menino metido a besta.

Ah, desculpem-me, mas eu não aguentei – prometi a mim mesmo me comportar e... Acontece, meus caros, que eu tenho lido e ouvido tanta fanfarronice, que... Bem, é melhor que eu me contenha.

O Espiritismo, em seu tríplice aspecto, é uma doutrina aberta, que avança com a evolução do pensamento – em sã consciência, não se pode dizer que o Espiritismo seja uma “doutrina pronta”, que não mais comporte horizontalizações e verticalizações do pensamento na busca pela Verdade.

Por outro lado, conforme já tivemos oportunidade de escrever alhures, os “vivos” não devem ficar na expectativa de que os “mortos” tudo lhes digam, ou revelem – se não é assim na Ciência, por que haveria de sê-lo na Filosofia, ou na Religião?!

Então, estamos na expectativa, ou, pelo menos, eu estou na expectativa de que os espíritas presentemente encarnados algo venham a acrescentar ao edifício doutrinário, com base em suas pesquisas, estudos, reflexões, mediunidades, etc.

Perdoem-me a heresia, mas espírita que carrega apenas o Pentateuco Kardeciano debaixo do braço, a rescender dogmático cecê, para mim não difere muito do judeu com o Torá, do muçulmano com o Corão, do hindu com o Bhagavad Gita, do protestante com a Bíblia, do católico com as bulas e homilias papais e... por aí vai.

Então, eu vou permanecer à espera de que alguém, em vez de mostrar a cara no Youtube, ou no Facebook, ou no Instagram, ou nas Lives da “Pandemia”, disputando curtidas, possa trazer algo que nos induza a maior conhecimento da Vida nas muitas “moradas da Casa do Pai”, não se limitando à tentativa de eclipsar a luz que, até agora, não foram capazes de acender por si mesmos.

Inácio Ferreira
Uberaba – MG, 13 de Julho de 2020

14 agosto 2020

Crianças que se lembram de vidas passadas. O que acham? - Wellington Balbo



CRIANÇAS QUE SE LEMBRAS DE VIDAS PASSADAS


Recentemente publiquei uma postagem numa rede social sobre a filha da apresentadora Xuxa, (resultado da entrevista que Xuxa concedeu ao jornalista Pedro Bial) que quando ainda criança, 2 anos, lembrou-se de que numa suposta existência passada era agredida pelos seus pais.

Pois bem, por conta desta postagem recebi diversos relatos, mais de 40, todos referentes a hipotéticas recordações que as crianças trazem de suas vidas passadas.

Registros que se tratam de informações colhidas dos pais, portanto, trago-as aqui para nosso estudo, mas sem a ideia de fechar questão ou de montar uma verdade inexistente.

Trata-se, grosso modo, de um trabalho empírico que pode abrir mais algumas portas no que diz respeito à reencarnação e lembranças de outros tempos, tema, aliás, já bem explorado, mas que não se esgota.

Uma pena, penso, que muitas supostas recordações de vidas pregressas relatadas pelos pequenos que estão próximos a nós passem despercebidas, negligenciadas e, ainda, mal anotadas. É um material que poderia servir de pesquisa importante, mas que se perde, vítima de nosso pouco apreço pelo tema, ou mesmo desinteresse em conquistar o campo científico.

Por isso estimulo os pais:

Anotem o que dizem seus filhos; coloquem data, hora, ano, deixem o registro.

E, sabe-se Deus porquê, talvez por esta tal de sincronia trabalhada por Jung, que bem no momento em que estou escrevendo este texto recebo contato de um pai, que assim manifestou-se:

“Que faço com meu filho de 3 anos, ele quer que eu o leve para os seus pais japoneses, diz que é de lá e vem cantando músicas bem estranhas, em linguagem parecida com o idioma japonês”.

Pois bem, diante do exposto acima, e como já dito, apenas com a pretensão do estudo, compartilho as informações principais, já resumidas, que colhi dos relatos paternos e maternos sobre as espontâneas manifestações de seus filhos.

– As crianças tinham idade mínima de 2 anos e máxima de 5 anos.

– Algumas crianças agradecem aos pais por deixá-las nascer, pois outros pais não haviam permitido.

– Narrativas de amigos imaginários, com nomes e descrições detalhadas desses amigos.

– Comentários relacionados a outros mundos, diferentes da Terra, seguidos de pedidos para morrer em virtude de ser este mundo, a Terra, muito ruim em comparação aos seus mundos de origem.

– Citações de terem outros pais e mães. Informações relacionadas ao tipo de morte que seus supostos pais de outra vida tiveram.

– Relatos de agressões sofridas de outros pais em uma hipotética vida pregressa. Um destes relatos, aliás, traz informações de que a mãe havia afogado a filha. A menina tem isso tão marcado que, inclusive, repercutiu na vida atual, pois a garotinha de 3 anos impedia a mãe de dar-lhe banho. Só com muito amor e pedido de perdão da mãe à filhinha é que a situação acalmou-se um pouco. Mas, segundo a mãe, ainda hoje, após muitos anos, a filha recusa-se, por exemplo, a tomar banho de mar com ela.

– Vários casos de meninas dizendo à família que não querem ser meninos. E quando a família diz que são meninas e não meninos, as crianças informam: ainda bem, pois quando eu era menino sofria muito, não quero nunca mais ser menino.

– Perguntas do tipo:

“Mãe, você lembra quando era minha irmã e brincávamos pelo gramado?”

“Vovó, recorda-se da época em que éramos criança e tínhamos a mesma mãe?”

Pois bem, meus amigos, trata-se de uma pequena pincelada neste instigante tema.

Se são imaginações da cabeça infantil, exagero dos pais ou recordações de vidas pregressas, ao certo não sabemos.

Pode ser um pouco de cada coisa, mas que há farto material para estudo nas vivências com nossos pequenos… Ah, isto sem dúvida é uma verdade.

Wellington Balbo

13 agosto 2020

Vazio Interior - Antonio Carlos Navarro



VAZIO INTERIOR


Há duas frases atribuídas a Pitágoras, filósofo e matemático grego que viveu por volta de 500 AC, que nos chamam a atenção. São elas:

“Aprenda a ficar em silêncio. Deixe sua mente serena ouvir e assimilar”.

“Não é livre quem não obteve domínio sobre si”.

Relacionado ao assunto, no dia vinte e dois de julho de dois mil e catorze a Folha de São Paulo¹ divulgou em seu site matéria com o título “Maioria das pessoas tem dificuldades de ficar a sós com seus pensamentos, diz estudo” divulgando o resultado de um estudo do psicólogo Tymothy Wilson, da Universidade de Virgínia, nos Estados Unidos, de onde transcrevemos o seguinte trecho:

“Antes do estudo pensei que fossemos capazes de usar nossos cérebros para gerar pensamentos agradáveis, recuperar pensamentos felizes. Mas não foi assim”, disse ele à Folha.

“Quando desafiadas a ficar de seis a quinze minutos sem companhia (nem mesmo o celular), 57% das pessoas afirmaram ter dificuldades para se concentrar, 89% disseram que a mente vagou e 49% não gostaram da experiência. Em outro teste, 67% dos homens e 25% das mulheres preferiram levar choques a ficar sós.”

“Parece que há uma dificuldade para se distrair com a própria mente. Suspeito que a popularização da tecnologia e dos smartphones é ao mesmo tempo um sintoma e uma causa dessa dificuldade. Hoje temos menos oportunidades para refletir e desfrutar dos nossos pensamentos”, complementa Wilson.

Parece-nos fácil deduzir que temos dentro de nós um vazio que nos deixa inseguros e que esperamos seja preenchido com o que vem de fora, mantendo-nos em um círculo vicioso, onde a tecnologia seria suficiente para fazê-lo, mas nos esquecemos que a tecnologia rapidamente apresenta novos produtos, sempre mais modernos, o que nos mantém em uma corrida sem fim. Não admitimos a possibilidade de nós mesmos preenchê-lo sadiamente.

Isso se dá por não nos conhecermos, ou por preguiça mental, e por isso mesmo desenvolvemos dependências exteriores, inclusive materiais, para pacificar o interior. É uma sede que não sacia.

Nosso Senhor Jesus Cristo nos disse que quem bebesse da água que Ele trazia já não mais teria sede, e que Nele encontraríamos a paz interior, o que significa que longe dos Seus ensinos permaneceríamos sedentos e intranquilos, deslocados da vida por nos afastarmos dos valores do espírito, correndo atrás do que é passageiro.

A Doutrina Espírita nos esclarece que somos espíritos imortais em evolução, tendo partido da simplicidade para alcançar a perfeição. Consequentemente há um trabalho a ser feito, que é justamente desenvolver o espírito em todas as suas potencialidades, corrigindo-se o que é negativo em relação às leis naturais, que são as leis de Deus, e que o Senhor Jesus sintetizou na lei de amor.

Santo Agostinho, na questão novecentos e dezenove de O Livro dos Espíritos nos recomenda o autoconhecimento, indicando-nos o exercício diário da reflexão e da meditação, para identificarmos nossas tendências, hábitos, forma de pensar e de agir, enfim, como solução para agir corretamente diante da vida, e isso se dará através de um planejamento consciente e honesto no sentido de mudarmos o que é inadequado, e fortalecermos o que já é bom em nós.

Ao nos identificarmos como espíritos imortais em evolução, entenderemos as orientações de o Evangelho Segundo o Espiritismo que nos recomenda a prática do amor e da instrução como exercício constante em nossas vidas, e também a orar para que entremos em sintonia com as vibrações superiores, que nos fortalecerão para o que realmente interessa, resultando uma segurança íntima que nos trará tranquilidade até mesmo na mais profunda solidão. Pensemos nisso.

Antonio Carlos Navarro
Fonte: Kardec Rio Preto

Referências:




12 agosto 2020

O que não se entende, venera-se - Rogério Coelho




O QUE NÃO SE ENTENDE, VENERA-SE


O Espiritismo simplificou e eliminou o que há de incompreensível, de ababelado, e obtuso nas equações da vida

“Se eu não entender o que significam as palavras, serei um bárbaro. Se oro numa língua que não entendo, meu coração ora, mas a minha inteligência não colhe fruto”. – Paulo. (I Cor., 14:11.)

Por séculos, as missas foram celebradas em latim, ficando o sacerdote de costas para o povo que, qual cordeiro domesticado e sonolento, submetia-se, dócil, ao alienante regime de escravidão mental imposto sob o aguilhão do baraço e cutelo, coadjuvados pelas ignominiosas e desumanas fogueiras inquisitoriais…

Não falece dúvida que o latim e o grego foram os dois berços linguísticos destinados a acolher a Boa Nova nascente; mas também não podemos perder de vista que o “Pentecostes”, em Jerusalém, testemunhado por filhos da Mesopotâmia, da Frígia, da Líbia, do Egito, cretenses, árabes, partos e romanos, que se aglomeravam na praça extensa, não foi apenas um espetáculo de fenômenos físicos revelador da realidade espiritual, senão um altissonante recado dos Céus, mostrando que o Evangelho deveria ser propagado na língua própria de cada nação que O acolhesse…

Mas, desastre total!… Quando o sacerdote postou-se de frente para o povo, abandonando o latim e falando a mesma língua de seus fiéis, passou a apresentar um “evangelho” todo truncado, permeado de enxertias, no qual foi realçada a “letra” que mata em detrimento do “espírito” que vivifica. E como se não bastasse, a idolatria e o mercantilismo pagãos ganharam título de cidadania e até hoje imperam, mesclados a cerimoniais ricos e complicados, que nada têm a ver com o que Jesus ensinou e exemplificou.

Hodiernamente, quando os escândalos de variegados matizes assolam o seio das Igrejas, quando a incredulidade atinge o seu ponto máximo por não haver mais espaço para tanta obtusidade, o Espiritismo vem colocar a definitiva “pá de cal” nesse império de iniquidades com mofos e azinhavres da Idade Média. Não existe mais espaço para a arrogância clerical e tampouco para os engodos em que se locupletavam.

A novel Doutrina Espírita oferece as explicações para os enigmas da vida e do “post-mortem” em termos claros e simples ao alcance até mesmo das inteligências mais acanhadas, e das criaturas mais incultas.

Ao contrário das religiões que se dizem cristãs, mas prestam um desserviço ao Cristianismo, cujo prestígio e preponderância entre os homens se ancoram principalmente na forma obscura, intricada e incompreensível em que formulam seus empoeirados dogmas e teorias esdrúxulas, tão nebulosos que só podem ser acatados por mentes frustas e pela fé cega, o Espiritismo trabalha com a razão, com o bom senso, com a lógica, com a transparência… Nada de mistérios e tampouco milagres!… Nada de apetrechos para rituais! Nada que fique acima do âmbito da compreensão de seus profitentes! Nada de intermediários assalariados entre Deus e as criaturas! Nada das sendas ínvias, tortuosas e ladeirentas dos meandros dogmáticos! Nada de lazeira espiritual insaciável! Nada de fé amissível!…

O Espiritismo arrasou as dificuldades, desmantelou as dúvidas e eliminou as arestas das sutilezas farisaicas. Provou de forma eloquente e insofismável que Deus é um Pai Bom e Justo que jamais condenaria um filho Seu a penas eternas e irremissíveis. Ele tornou clara a reencarnação, a pluralidade dos mundos habitados, a Imortalidade da alma e a comunicabilidade dos Espíritos como fatos contra os quais não existem argumentos possíveis. Sua ação demolidora fez ruir os pesados e ancilosados dogmas medievais que “engessaram” o pensamento impedindo-lhe o voo aos alcandorados proscênios da vida imortal… Enfim, o Espiritismo simplificou e eliminou o que há de incompreensível, de ababelado, e obtuso nas equações da vida, descortinando os painéis do futuro, não mais como hipótese, mas como fatos incontestáveis.

Com a Doutrina Espírita, já sabemos de onde viemos, o que estamos fazendo aqui e para onde vamos. Ela nos faz compreender que de nossa livre sementeira atual depende a futura e compulsória colheita, ratificando o inolvidável axioma messiânico, exarado no livro de Mateus, capítulo dezesseis, versículo vinte e sete: “a cada um será dado de acordo com as suas obras”.

Portanto, a humanidade não carece de falíveis e imperfeitos intermediários assalariados para ter acesso aos altiplanos da Espiritualidade: somos artífices do nosso próprio destino.

Aos espíritas compete o cuidado para que o mercantilismo não penetre os arraiais espiritistas, levando-lhes a contaminação dos despautérios mundanos, bem como lhes compete, também, a preservação doutrinária impedindo as imiscíveis enxertias, atavios e incoerências que muitos teimam em acrescentar-lhes em (até agora) baldadas tentativas de adulterações. O Espiritismo deve permanecer tal qual nos foi legado por Kardec e os Espíritos Superiores que o assessoraram, para que continue cumprindo o seu papel de iluminar mentes e corações em sua missão emancipadora, livre dos prejuízos e das consequências da obtusidade dos ecônomos infiéis.

Segundo Kardec (1), “(…) O Espiritismo é a ciência nova que vem revelar aos homens, por meio de provas irrecusáveis, a existência e a natureza do mundo espiritual e as suas relações com o mundo corpóreo. Ele no-lo mostra, não mais como coisa sobrenatural, porém, ao contrário, como uma das forças vivas e sem cessar atuantes da Natureza, como a fonte de uma imensidade de fenômenos até hoje incompreendidos e, por isso, relegados para o domínio do fantástico e do maravilhoso. É a essas relações que o Cristo alude em muitas circunstâncias e daí vem que muito do que Ele disse permaneceu ininteligível ou falsamente interpretado.

O Espiritismo é a chave com o auxílio da qual tudo se explica de modo fácil”.

Rogério Coelho

Referência:

(1) KARDEC, Allan. O Evangelho Seg. o Espiritismo. 125.ed. Rio [de Janeiro]: FEB, 2006, cap. I, item 5.

11 agosto 2020

Como largar o "amigo" cigarro - Nilton Moreira



COMO LARGAR O "AMIGO" CIGARRO


Todo vício é difícil de largar. E são muitos! Temos as drogas lícitas, as ilícitas que geram prisões a quem as comercializa. Os vícios comuns que são a compulsão por comida, a paranoia pelo sexo insaciável, o alcoolismo, e por fim o que nos interessa neste artigo que é o tabagismo.

Sem dúvidas o mais difícil de ser abandonado é a dependência pelo cigarro, isto em razão de nele estarem inseridos vários produtos químicos que são reforçados pelas propagandas que atualmente embora mais discretas ainda despertam atenção dos usuários.

Também o uso do fumo está atrelado a certos conceitos como o cachimbo a um ar de pensador, a piteira ao ar intelectual, dominador, e o charuto ritual de cumplicidade e superioridade, muito embora os jovens não estejam mais ligados a estas ilusões.

Sempre digo em minhas palestras que é difícil mudar conceitos que foram valorizados ao longo de muitos anos, pois colocamos filtros de várias cores nos cigarros, com marcas sedutoras, carteiras anatômicas, nomes estratégicos como “o fino que satisfaz”, músicas enaltecendo o fumar e até ritual do cachimbo da paz criou-se, e sabemos bem o que continha em tais cachimbos.

Mas o fumante sempre busca alternativas para desvencilhar-se do vício. Vai para o cachimbo, cigarrilha, masca fumo, usa narguilé com aromatizantes e flavorizantes, este que também causa câncer de pulmão, boca e bexiga, doenças respiratórias, isto sempre na intenção de se livrar do vício, seja ele qual for, enquanto a ciência não consegue libertar o usuário, mesmo com administração de medicamentos poderosos! Mas porque será tão difícil libertar-se? É que existe a figura do obsessor que nada mais é do que o fumante que “morreu”, e que continua vivo no outro plano, pois ninguém morre, já disse Jesus e nos provou isso. Esse obsessor que pode ser amigo, parente, vizinho ou até inimigo nosso, se acerca do fumante para poder sorver as baforadas já que ele não pode pegar o cigarro com as mãos, e então aspira emanações fluidicamente!

Por isso meus amigos é que é difícil largar do vício, pois não somos um só fumando. Lembremos também da legião que Jesus também nos falou! Portanto, é necessário primeiro decidir deixar de fumar. Depois, muita meditação, prece pedindo ajuda para que Jesus envie seus mensageiros médicos do espaço para nos desintoxicar, pois assim os obsessores vão se afastando aos poucos.

Também não devemos largar do “amigo” cigarro como algo que se atira pela janela, com desprezo, raiva. Não! Não faça isto! Chico Xavier sempre disse que devemos agir com cautela, caridade. Devemos agradecer sim ao vício o tempo que nos beneficiou, nos momentos de angústia, desânimo, ansiedade, e explicar que agora vamos prosseguir nossa caminhada sem esta dependência! Agradecer a companhia dos irmãos desencarnados e que estavam a nós vinculados em parceria, pedindo a eles que sigam também o caminho do esclarecimento e que serão também auxiliados na espiritualidade.

Muita perseverança irmão, e se fores fraquejar recorre ao socorro da prece! Certamente receberás ajuda.


Nilton Moreira
Coluna Semanal - Estrada Iluminada
Fonte: Espirit Book

10 agosto 2020

Auxílio a Sofredores - Joanna de Ângelis



AUXÍLIO A SOFREDORES


Diante deles, os sofredores de qualquer jaez, policia a conduta no ato de ajudá-los.

Tragam-te ao conhecimento problemas econômicos, morais ou de saúde, não te revistas de falsa superioridade, assumindo a aparência de benfeitor, com que poderás constrangê-los, adicionando às já existentes, novas aflições.

Cada dificuldade se resolve mediante recurso específico.

Não os padronizes, igualando suas dores somente porque façam parte da imensa massa de padecentes da Terra.

Este deseja externar aflições e receber amizade.

Aquele anseia por socorro imediato através do pão ou do medicamento e, talvez, no desespero em que se vê colhido, não disponha das palavras próprias, fazendo-se impertinente, rebelde, inquieto.

Esse, ferido nos dédalos da alma por dardos venenosos, está prestes a sucumbir e necessita de um amigo.

Aqueloutro, desarvorado por inquietações psíquicas e emocionais, perdeu o contato com a realidade objetiva e desvaira, ansiando por alívio.

Propõe-te solidariedade e alcança-os com os teus sentimentos fraternos.

Não os objurgues, amargando o pão que por acaso disponhas para ofertar-lhes.

Nada lhes exijas, em face da moeda ou da palavra que lhes distendas.

Se te escassearem meios externos com que lhes diminuas as penas, recorre ao auxílio espiritual sempre valioso: a prece, a água fluidificada, o passe para a restauração das suas forças.

Sempre possuis algo para doar.

* * *

Há quem ajude avinagrando a linfa da generosidade.

Muitos confortam e reprocham simultaneamente.

Diversos socorrem e advertem, chamando a atenção para a dádiva que dispensam.

Uns abrem os braços à dor, mas não ocultam o enfado, a saturação logo nos primeiros tentames, isto quando não exteriorizam o azedume e a censura rude.

Estão na provação hoje, os que não souberam utilizar-se dos bens da vida com a necessária correção no passado.

Sofrem os que iniciam o processo evolutivo por meio da dor-burilamento.

Batem-te à porta, buscam-te o socorro, pedem-te compreensão. Não lhes recuses o amor.

* * *

Jesus recomendou-nos com a Sua autoridade inconteste: “Batei e abrir-se-vos-á; buscai e achareis; pedi e dar-se-vos-á.”

Se esperas encontrar à tua disposição a Misericórdia Divina, amanhã, sê, agora, o mensageiro dela em relação aos que te batem à porta, te pedem e te buscam, executando o mais meritório esforço na caridade sem jaça: dar e dar-se sempre sem limite.


Joanna de Ângelis
Médium: Divaldo P. Franco
Livro: Leis Morais - 59


09 agosto 2020

Imunização Espiritual - Bezerra de Menezes

IMUNIZAÇÃO ESPIRITUAL

 

Meus filhos,

Enquanto aguardam ansiosos pela descoberta de uma vacina que os imunize contra o vírus que atordoa a humanidade, não vos esqueceis da imunização espiritual que se alcança com a vivência dos princípios do Evangelho de Jesus.

A imunização do espírito precede a imunização do corpo físico, que nada mais é do que um espelho da nossa alma.

Quanto mais o homem se inferioriza, mais ele se se fragiliza. Quanto mais ele se espiritualiza, mais ele se imuniza. Embora distantes da imunologia perfeita, dada a condição evolutiva da humanidade, ainda caracterizada pelas paixões decorrentes do orgulho e do egoísmo, as quais criam o campo mórbido favorável para a instalação da maioria das patologias médicas, psicológicas e espirituais, o homem precisará ainda de muitas vacinas até alcançar a saúde integral do espírito. Enquanto isso, continuamos orientados quanto à necessidade de cuidarmos do corpo e da alma, atendendo às orientações da medicina da Terra, mas, sobretudo, não olvidando os apelos da medicina do Céu, através do uso diário dos remédios da oração, do amor, da humildade, do perdão e da caridade. Vacinem o corpo, sim. Não esqueçam, porém, de vacinarem a alma!


São as singelas recomendações do nosso coração, em nome do Cristo Consolador.

Bezerra de Menezes
Mensagem recebida por José Carlos De Lucca, em 01 de agosto de 2.020.
Fonte: Intelitera


08 agosto 2020

Alucinações: na psicopatologia e na mediunidade



ALUCINAÇÕES: NA PSICOLOGIA E NA MEDIUNIDADE


Vez por outra, estou acudindo alguém em desespero que vem me contar que está “vendo Espíritos” - Nubor Orlando Facure

Qualquer um de nós que sair por aí dizendo que está “vendo vultos” vai ouvir seus amigos dizerem que está ficando louco e, se consultar um médico, vai conhecer o que eles chamam de alucinações. São esses os dois diagnósticos que os pobres médiuns recebem quando desconhecem a Doutrina Espírita.

Vez por outra, estou acudindo alguém em desespero que vem me contar que está “vendo Espíritos”. Com frequência, estão desesperados para encontrar alguém que acredite com sinceridade nas visões que eles relatam ter.

Fenômenos mediúnicos:

Numa certa ocasião, atendi uma jovem que, nas vésperas do seu vestibular, começou a ser perturbada por visões de rapazes que a perturbavam na escola ou no clube e que chegaram até a lhe provocarem uma certa hostilidade na hora das suas provas para a faculdade. Mesmo assim, ela conseguiu passar nos exames da Faculdade. Algumas semanas depois, embora já estivesse mais tranquila, sem as expectativas e tensões do vestibular, as “visões” voltaram e aumentaram muito sua frequência e duração. Os mesmos rapazes lhes apareciam de súbito. Certa vez, ela percebeu que dois deles entraram no banheiro quando ela se dirigia para o banho. O susto foi tão grande que a fez gritar, pedindo socorro para sua mãe. Foi quando ela veio com a moça ouvir minha opinião sobre o quadro. Pedi paciência garantindo que tudo ia passar sem maior prejuízo para a filha.

Uma outra menina, de 13 anos, foi a mãe também foi quem trouxe-me para consulta. Estava tremendamente atormentada pela presença de vários Espíritos que ela passara a enxergar. As visões ocorriam dia e noite, num número grande e variado de entidades. Havia crianças que conversavam amigavelmente com ela e outras que choravam procurando pela mãe, pedindo colo e querendo brincar. Ela via, também, um jovem com sinais de ferimentos no corpo, sugerindo ter sido vítimas de acidente que pediu que ela desse um recado para mãe. Apareciam certas “figuras” amedrontadoras que a ameaçavam agressivamente. Essa menina nos dizia que, quando menos esperava, estava percebendo a respiração e o batimento do coração das “pessoas” que se aproximavam muito dela. Ela prendia a sua respiração para confirmar que havia “alguém” por perto. À noite, a situação piorava, porque ela, em sonho, passava a viver junto dos Espíritos que via durante o dia. Sendo que alguns a atormentavam agressivamente.

O tormento de ver tantas “entidades” passou a perturbar sua atenção na escola, onde ela era excelente aluna. A capacidade de relacionar-se com as amigas tornou-se impossível. Quando sua mãe insistia com ela para estudar, chegavam a se atritarem e ela achava que os gestos e a voz da mãe, quando discutiam, eram modificados pelos Espíritos que pareciam ocupar o corpo da mãe.

Essa menina já havia recebido o diagnóstico de esquizofrenia pelo psiquiatra que a consultou prescrevendo remédios que a doparam gravemente. Tinha passado por duas internações onde tomara doses altas de medicamentos. Seu raciocínio era absolutamente lúcido e coerente. Mesmo dopada pelos remédios, e foi assim que eu a atendi, nunca deixou de se cuidar e, uma ou outra vez, ela chorou, falando da sua desesperança, perguntando se eu seria mais um médico que não iria acreditar nela.

Psicopatologia

A alucinação é um fenômeno tão comum na mente humana quanto são aquelas lembranças que nos assaltam sem qualquer evocação. Nós costumamos dizer aos amigos: “não sei porque esse pensamento me veio à mente”.

Nos esquizofrênicos, esses pensamentos tornam-se mais ou menos constantes e carregados de um conteúdo persecutório. O esquizofrênico ouve “seu próprio pensamento” e as vozes que o acusam são perturbadoras. Eles com frequência têm visões, poucas vezes estruturadas, quase sempre são vultos.

Essas alucinações têm origem química – dopaminérgica, ativada no sistema límbico. Alucinação é uma situação comum na abstinência do álcool. Nesses quadros, o paciente é atormentado desesperadamente por visões de bichos. São aranhas, insetos e cobrinhas que sobem e descem pelas paredes.

Nas demências, especialmente na doença de Alzheimer, são frequentes a visões de pessoas, crianças passando por perto ou sentados na mesma cama.

Estou revendo essas alucinações que se apresentam uniformemente nas patologias aqui descritas para chamar a atenção para o fenômeno mediúnico, rico em visões e diálogos audíveis pelos médiuns.

As diferenças são gritantes e, mesmo assim, as “academias de medicina” insistem em classifica-Ias com o mesmo rótulo dos esquizofrênicos ou das “patologias atípicas”. Dizem que as visões e as mensagens traduzidas pelos médiuns seriam produto da auto sugestão ou desejos ardentes do público presente, ansioso para ouvir uma mensagem muito aguardada.

Qualquer um de nós que fizer um estudo sério das obras de Kardec ou dos textos de André Luiz que Chico Xavier psicografou, pode deter-se apenas em colher as informações inéditas que a Ciência nem sequer cogitou em suas pesquisas para perceber as novidades, a variedade de assuntos, a lucidez e a importância das informações ali contidas. Isso não tem nada a ver com os “Napoleões”, as “Joana D’Arc” ou os “demônios” que os esquizofrênicos do mundo todo fixaram no painel das suas visões.

Alucinação e Mediunidade

Em O Livro dos Médiuns, Allan Kardec, ao estudar as hipóteses que contrariam o fenômeno mediúnico, faz comentários sobre as alucinações. Estariam os médiuns sob o domínio de alucinações?

Os que não admitem o mundo incorpóreo e invisível julgam tudo explicar com a palavra alucinação. Ela exprime o erro, a ilusão de uma pessoa que julga ter percepções que realmente não tem.

Kardec anotou que, quando o cérebro está enfraquecido, portanto, com uma doença que afeta seu bom funcionamento, a alma, ao emancipar-se parcialmente, pode ver imagens registradas no cérebro físico que estão, de certa forma, distorcidas pela doença.

Contudo, o que não se pode confundir, são essas alucinações que ocorrem nas doenças do cérebro, com uma outra ordem de manifestações que ocorrem nas comunicações mediúnicas, que tem uma natureza completamente diferente,  dependente da interação fluídica entre o médium e o espírito que se faz visível em circunstâncias especiais.

Nubor Orlando Facure


07 agosto 2020

A visão inter-religiosa como elemento natural ao espírita kardecista - Alexandre Mota



A VISÃO INTER-RELIGIOSA COMO ELEMENTO NATURAL AO ESPÍRITA KARDECISTA


Nos evangelhos é fácil verificar o quanto Jesus foi contra a idolatria à sua pessoa. Ele direcionava ao Pai toda sua a atenção e pedia àqueles à sua volta que também o fizessem. Afinal só Deus poderia ser chamado de bom, ele no máximo de mestre.

Mestre no grego, e posteriormente no latim, está relacionado aquele que tem notório saber em alguma coisa e que o transmite para outros. Alguns definem a ação do mestre como puro exercício dialético, pois todo discípulo poderia sobrepujar o mestre, como Jesus também afirmou aos apóstolos.

Jesus, ao se autodefinir como mestre, marca como queria ser reconhecido claramente, esvaziando o intento de qualquer um querer-lhe imputar uma importância divina.

Porém, hoje, século XXI, a figura de Jesus está transformada para além do mestre. Jesus é adorado em paridade com a figura de Deus (o que de certa forma é até justificável pela subjetividade que Deus impõe aos nossos sentidos e inteligência). A construção histórica de Jesus levou a essa configuração, porém vale a pena refletir sobre ela, principalmente os espíritas kardecistas que colocam Jesus em posição de superioridade em relação a qualquer outro espírito que esteja ligado ao planeta Terra.

Por qual motivo essa reflexão deve ser feita sobre a figura de Jesus estar acima de qualquer outra e superior ao perfil que ele mesmo definiu para si?

Frente aos desafios de se viver em um mundo mais justo e igual é importante que os cristãos tenham consciência que eles não representam mais do 35% da população mundial. Ou seja, outros quase 2/3 do mundo procuram sua religiosidade em fontes primárias longe do cristianismo.

Dentre os espíritas kardecistas é mais pujante a necessidade dessa reflexão, pois supostamente a viagem do espírito em seu arco evolutivo ocorre em diversos países, diferentes culturas, ocupação de corpos de diferentes gêneros e por aí vai. Ou seja, a visão inter-religiosa, intercultural, inter-racial deveria ser o guia de entendimento do mundo atual pelo espírita, independentemente de como coloque seu sentimento e ligação com Deus a partir da ética de qualquer figura religiosa.

Pontuar Jesus dessa forma, mais próximo do significado de mestre, não busca diminuí-lo ou colocar o cristianismo em julgamento. Mas se os cristãos mantiverem a visão de superioridade de Jesus perante os demais líderes religiosos, como se solucionará a questão da evolução planetária, por exemplo? Será necessário a conversão de 2/3 da população mundial para o cristianismo?

Não é lógico que isso aconteça. Nem mesmo sensato, pois haveria um toque de fundamentalismo religioso que, conforme a história nos conta, não leva a lugar algum senão a um vale de tristezas e abusos.

Mesmo se inferirmos que no Livro dos Espíritos Jesus é citado como o modelo mais perfeito a ser seguido é preciso colocar a obra em seu contexto histórico. A história que conhecemos a fundo (brasileiros e europeus) é a Ocidental, sendo o Ocidente praticamente sinônimo de Europa, daí o termo eurocentrismo. Kardec estava imerso nesse ambiente, o Livro dos Espíritos teria como primeiros leitores os franceses e depois os demais povos da Europa. Não fazia sentido apresentar outras culturas e personalidades desconhecidas. Até porque a figura de Jesus apartada dos desmandos das Igrejas, bastava para que a mensagem fosse divulgada como deveria. (No Evangelho Segundo o Espiritismo não há sequer uma mensagem de um espírito oriental)

A grande verdade é que os principais ensinos de Jesus são universais, calam na humanidade de todos aqueles que buscam o necessário bem viver para si e para o próximo, o que para o espírita significa evoluir pelo conhecimento e prática do amor. Nesse sentido universal, também foi dito, que sempre houve na humanidade a presença de grandes mestres, em todos os lugares, o que nos leva a crer que a ética defendida por Jesus também foi passada às demais culturas por outros mestres, adaptadas às suas características. Além disso, se no caso do cristianismo tivemos os problemas criados pelas Igrejas, também em outros lugares aconteceu o mesmo.

Assim, e nisso o espiritismo kardecista é emancipador, o kardecista, mesmo tendo com sua base sólida e como fonte primária os ensinos de Jesus, poderá dialogar com qualquer outra matriz religiosa e filosófica sem entraves, pois a busca nesses diálogos seria procurar os pontos comuns que elevam o ser em direção a Deus, e por consequência, à evolução espiritual, e sem a necessidade de instituições para intermediar esses processos.


Alexandre Mota


06 agosto 2020

Incorporação e Possessão - Silvio Junior



INCORPORAÇÃO E POSSESSÃO


Quando se fala em espiritualidade de modo geral, são diversos os temas tratados, onde por vezes alguns assuntos polêmicos dividem crenças e opiniões em relação a isso ou aquilo, no tocante a possíveis fenômenos observáveis através dos chamados “médiuns”, termo este criado por Allan Kardec durante a codificação do Espiritismo para identificar aqueles que serviam como meio de comunicação entre os planos material e espiritual. O Espiritismo, aliais, que surgiu no século XIX explicando toda uma gama de fenômenos até então sem explicações, além de trazer assuntos dos mais variados em relação a vida de modo geral que atendessem a curiosidade de uma sociedade que vivia em meio ao apogeu do início do movimento científico ainda em desenvolvimento.

Dentre os fenômenos espirituais que precisavam de esclarecimento, e que ainda hoje geram dúvida, curiosidade, incredulidade e desconhecimento, mas que tem suas devidas descrições principalmente nas obras O Livro dos Espíritos e O Livro dos Médiuns estão, incorporação e possessão.

Estamos acostumados a ver (principalmente os amantes dos filmes de terror) cenas onde um espirito maligno possui um indivíduo e sai cometendo atrocidades, passando uma imagem clara de posse total do corpo da pessoa, que por sua vez perde por completo o controle de suas ações, servindo única e exclusivamente como ferramenta para o mau, caindo assim nos braços no povo que transforma folcloricamente os fenômenos em cultura popular sem aferição da verdade que existe por traz do evento servido como base para as produções cinematográficas. A pergunta que fica: O que há de verdade nestas situações representadas?

Kardec, em O Livro dos Espíritos (p. 251) na questão de número 473 é bastante assertivo na ao perguntar aos espíritos em relação ao assunto (como sempre em suas obras, diga-se de passagem), ele faz a seguinte indagação:

Pergunta: Um Espírito pode, momentaneamente, revestir-se do envoltório de uma pessoa viva, quer dizer, introduzir-se em um corpo animado e agir em substituição ao Espírito encarnado?

Resposta: “O Espírito não entra em um corpo como se entra numa casa. Ele se identifica com o espírito encarnado que possui os mesmos defeitos e as mesmas qualidades para uma ação conjunta; contudo é sempre o Espírito encarnado que age como deseja sobre a matéria de que está revestido. Um Espírito não pode substituir aquele que está encarnado, porque este está ligado ao corpo físico até o tempo estabelecido para o termo da existência material”. (1)

Desta forma podemos perceber claramente a impossibilidade de dois espíritos coabitarem um mesmo corpo, assim parte de nossas dúvidas se mostram vencidas. Porém curiosidades quanto a voluntariedade ou disponibilidade do corpo receptor do fenômeno por parte do espírito habitante do mesmo ainda aparecem existentes, e é aí que entra mais uma pergunta com resposta importante em O livro dos Espíritos (p. 251), questão de número 474:

Pergunta: Se não há possessão propriamente dita, ou seja, coabitação de dois Espíritos no mesmo corpo, a alma pode encontrar-se na dependência de um outro Espírito, de maneira a ser subjugada ou obsedada, a ponto de ter sua vontade vencida?

Resposta: “Sim, e aí os verdadeiros possessos. Mas saibam que essa denominação não se faz jamais sem a conivência daquele que sofre, seja por sua fraqueza, seja por seu desejo. Frequentemente se tomam por possessos pessoas portadoras de enfermidades como epilepsia ou doenças mentais, que necessitam mais da Medicina do que do exorcismo”. (2)

A representação anterior se mostra adequada, nos permitindo interpretar que jamais um espírito obsessor pode tomar completo comando do corpo de alguém que não se coloque a disposição total, exceto em casos de enfermidades de caráteres citados. A observação de Allan Kardec (p. 251) a seguir ainda complementa acerca do significado de “possessão”: “A palavra possesso deve ser entendida apenas como a dependência absoluta em que a alma possa se encontrar em relação aos Espíritos imperfeitos que a subjugam. (3)

Não podemos, de forma alguma interpretar somente o lado tido como ruim da situação como um todo, pois se podemos observar a possessão como algo estigmatizado por conta do contexto cultural, histórico, ou folclórico como significantemente ruim no significado vulgar da palavra, por outro ponto de vista temos a possibilidade de entender com mais amplitude o que realmente acontece no processo onde o médium sede seu veículo físico as vontades do espírito secundário de modo a permitir sua atuação em trabalhos benevolentes, caracterizando-se assim um fenômeno de incorporação de forma tecnicamente assistida por espíritos bons, como o seguinte trecho do livro Missionários da Luz de Francisco Cândido Xavier nos explica: “Mediunicamente falando, as medidas são as mesmas adotadas nos casos de psicografia comum, acrescentando-se, porém, que necessitaremos proteger, com especial carinho, o centro da linguagem na zona motora, fazendo refletir nosso auxílio magnético sobre todos os músculos da fala, localizados ao longo da boca, da garganta, laringe, tórax e abdômen. (4)

Analisando o conteúdo apresentado até aqui e nos fazendo pensar e interpretar o tema “incorporação e possessão”, percebemos que o conteúdo a ser estudado para se chegar a conclusões mais claras, objetivas e concretas é bastante vasto e recheado de variáveis conforme cada caso em especifico, mas de modo geral conseguimos encontrar um possível ponto de separação entre os dois termos, pelo menos nos significados mais popularmente conhecidos, onde “possessão” acabou com o passar do tempo sendo mais relacionado a eventos ruins assim dizendo, como usamos o exemplo de filmes de terror, fazendo-se alusão a demônios ou criaturas espiritualmente inferiores, e por outro lado “incorporação” acabou se tornando mais usada para designar eventos mediúnicos em prol do bem, onde espíritos de ordens elevadas assistem ao médium em meio a realização dos trabalhos em que o espírito que incorpora faz uso dos meios físicos do medianeiro voluntario a comunicação. Contudo, vemos que são eventos que se confundem em termos interpretativos por se referirem a um fenômeno em comum, mas que com o passar do tempo e sofrendo mudanças de interpretação com a ação de pessoas conhecedoras ou não do assunto, foram se tornando quase que imperceptivelmente distintos quando os usamos para melhor entendimento de modo geral. Assim vale sempre, ressaltar que é de eximia importância o estudo e a pesquisa para que se chegue a conclusões mais completas sobre temas complexos como esses envolvendo a Doutrina Espírita, e para isso temos as obras do pentateuco de Kardec, com destaque para O Livro dos Médiuns, para esclarecimentos mais abrangentes em relação ao tema, por exemplo, deste artigo.


Silvio Junior

Referências:  

1 - KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. 6a Edição. São Paulo: Mundo Maior Editora, 2012.
2 - KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. 6a Edição. São Paulo: Mundo Maior Editora, 2012.
3 - KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. 6a Edição. São Paulo: Mundo Maior Editora, 2012.
4 - XAVIER, Francisco Candido. Missionários da Luz. Rio de Janeiro. FEB. 1945.

05 agosto 2020

A Caridade - Divaldo P.Franco



A CARIDADE


Nestes dias tempestuosos, com a repetição de desastres e calamidades de todos os tipos, a Caridade é convidada a visitar-nos em regime de emergência.

O Apóstolo Paulo denominou-a como a maior das virtudes, especialmente em referência à Fé e à Esperança, isto porque a Caridade as engloba em seu sublime desiderato.

Quando falham os sentimentos conhecidos no comportamento dos seres humanos, o Evangelho de Jesus nos convoca à prática da Caridade para com eles, ampliando o seu valor a tudo quanto existe.

Dessa forma, a Caridade abarca o amor na sua mais elevada expressão. Não se trata de uma fundamentação religiosa, mas conquista de uma excelente virtude de integração da criatura na Criação.

Confunde-se, invariavelmente, a Caridade coma esmola, o doar de valores e coisas que já não servem e mantêm aqueles que a recebem em situação deplorável de necessidade.

O verdadeiro objetivo da Caridade é o de dignificar aquele que é beneficiado, assim como se engrandece no silêncio e no anonimato daqueloutro que a exerce.

Em razão disso, a Caridade pode ser material e espiritual, no seu aspecto enobrecedor de natureza moral. Bem orientada, socorre a fome, a sede, a nudez, a enfermidade, mas também ilumina o desconforto moral, o abandono afetivo, a loucura das paixões dissolventes, as situações de abandono, sem olvidar a iluminação das consciências.

Nunca se perverte, nem depende de nada, exceto de ser vivenciada com naturalidade, arrancando o necessitado da situação em que padece, concedendo-lhe recursos morais para levantar-se da queda e recomeçar a avançar na jornada mil vezes.

Quando as criaturas compreendermos que somos interdependentes umas das outras, e que a solidão, a distância entre os seres humanos são estados patológicos ou filhos rebeldes da ignorância assim como do orgulho vão, desaparecerão as diferenças de classes, as presunçosas manifestações do preconceito de qualquer natureza, porque todos serão vistos como irmãos em estágios diferentes da evolução, todos trabalhando para a sua ascensão moral e construção do mundo de legítima fraternidade.

A evolução do pensamento nas suas manifestações éticas, culturais, científicas, civilizatórias tem como alvo a união de todas as criaturas, mesmo animais e vegetais em harmonia, que se pode considerar sinfônica, pois que, cada qual, como se fosse um instrumento musical, é indispensável, portador de importância igual a todos demais.

Qualquer expressão restritiva na conduta humana em relação ao seu próximo é atraso moral que a Caridade corrige.

Nesta hora de pandemia virótica, em que predomina a pandemia da miséria moral de mulheres e homens mesquinhos, eles nos merecem o espírito de Caridade, para serem menos infelizes.


Divaldo Pereira Franco
Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, em 09/07/2020.

04 agosto 2020

A Reencarnação de Espíritos mais Evoluídos - Frederico Menezes



A REENCARNAÇÃO DE ESPÍRITOS MAIS EVOLUÍDOS

Há um bom tempo que se fala nas reencarnações de espíritos mais avançados objetivando a consolidação da Terra como mundo de regeneração.

Esse fato vem sendo comprovado através de informações advindas por intermédio de médiuns responsáveis em várias partes do planeta, além da simples observação do comportamento diferenciado de muitas crianças e jovens na atualidade.

Como Kardec escrevera na sua obra A Gênese, a troca de uma geração mais atrasada moralmente por outra mais desenvolvida se daria paulatinamente. Verificamos esta ocorrência na atualidade.

Boriska, na Rússia, vem impressionando os jornalistas com seus conceitos filosóficos morais, apesar de ser uma criança ainda. No México, um garoto vem impactando os médicos com os seus conhecimentos científicos e dizendo que uma de suas tarefas no mundo é conseguir a cura para diversos tipos de câncer. Vários outros estão deixando perplexos os que lhe ouvem ou com eles partilham a convivência, pelos tesouros morais que apresentam.

Gostaria, no entanto, de me referir, especificamente, a uma menina chamada Akiane. Desde os quatro anos que desenha de maneira encantadora, inclusive, seu primeiro desenho foi o rosto lindo que ela afirmou ser a de um anjo que a levou para um mundo muito belo de cores e luzes deslumbrantes. A partir daí, Akiane começou a retratar espíritos e paisagens maravilhosas. Ela afirma, ainda, que tem uma tarefa especial nesta vida. Escreve poemas extraordinários, de uma pureza deslumbrante.

Muito doce, hoje Akiane está com doze anos Mora em Idaho, EUA.

A garota seria o que alguns estudiosos definem como uma criança cristal, ou seja, uma alma evoluída, que veio contribuir para a mudança de nível espiritual do nosso mundo. Divaldo diz que Akiane pintou o que seria o rosto mais próximo do que tinha Jesus. Assisti a um vídeo e fiquei realmente impressionado com os seus quadros e, particularmente, o de Jesus. No YouTube há vários vídeos sobre ela. Recomendamos.

Como se vê, eles já estão entre nós para fazer a diferença. Façamos a nossa parte.



Por Frederico Menezes

03 agosto 2020

Confiança e Amor - Joanna de Ângelis


CONFIANÇA E AMOR


Se confias na Providência Divina não te agastes em face das incompreensões que te surpreendem no ideal do bem a que te dedicas.

Possivelmente encontrarás pessoas que desfilam na Terra cercadas de bajuladores e ovacionadas pelo entusiasmo geral, sem que, no entanto, se dediquem a qualquer mister de enobrecimento. Por isso mesmo são elogiadas, por outros equivocados, que se demoram na inutilidade.

* * *

Se te reservas a alegria do serviço nobre, não esperes resultados favoráveis aos teus empreendimentos superiores.

Certamente há muitos que coletam provisões de simpatia e entusiasmo com facilidade, não obstante permaneçam insatisfeitos.

* * *

Se preferes a dedicação exclusiva à Seara do Cristo, defrontarás empecilhos e mal-querenças onde esperavas que medrariam amor e fraternidade.

É provável que noutros campos de ação compareçam sorrisos e gentilezas de caráter exterior, porqüanto os homens são sempre homens — nem anjos nem demônios — lutando contra as imperfeições onde quer que se encontrem.

* * *

Se esperas conseguir a perseverança no lídimo serviço da Verdade, não descoroçoes ante injustiças e difamações.

Existem, sim, os que são ditosos e transitam aureolados por títulos de benemerência, requestados por uns e aplaudidos por outros, não, porém, indenes à sanha da inveja, à chuva do despeito, feridos pela flecha da impiedade dos negligentes e malfeitores contumazes.

* * *

Na Terra, a felicidade somente é possível quando alguém se esquece de si mesmo para pensar e fazer tudo que lhe seja possível em favor do seu próximo.

A felicidade perfeita, se existisse, no mundo, se diluiria ante uma criança infeliz, um enfermo ao abandono, um velhinho relegado ao esquecimento...

Não pretendas, portanto, ouropéis enganosos, cortesias especiais, reconhecimento imediato, favoritismo ou, mesmo, entendimento fraternal...

Como não é correto cultivar pessimismo, não é proveitoso sustentar ilusão de qualquer matiz.

Se confias na Misericórdia de Deus, trabalha sem desfalecimento e ama em qualquer circunstância, sem distinção nem preferências, recordando Jesus, que embora Modelo Impar, não encontrou, ainda, no mundo o entendimento nem a aceitação que merece.


Joanna de Ângelis
Médium: Divaldo P. Franco
Livro: Leis Morais - 58

01 agosto 2020

Amor antigo - Alma afim - Nilton Moreira


AMOR ANTIGO - ALMA AFIM


A questão da busca pela pessoa que vamos compartilhar na nossa vida neste Planeta é bem mais complexa do que imaginamos. Uns dizem: “onde estará a minha alma gêmea”, outros “quero encontrar a minha cara metade” e outros dizem que nasceram para ser sozinhos, pois os relacionamentos não dão certo, não passando da fase dos encontros ou do namoro.

De fato em muitos casos existem sim as “almas afins” que se assemelham a ímãs que se atraem por uma compulsão inexplicável para quem não entende.

A particularidade dos relacionamentos se inicia normalmente antes mesmo do nascimento, isto é, quando estamos lá no plano espiritual, na fase que preparamos junto com os benfeitores algumas ocorrências aqui na Terra, utilizando para tal do livre arbítrio. Entre os planejamentos está incluído quem vamos encontrar para compartilhar a vida a dois. Mas também pode acontecer de que em nossa programação se faça necessário passarmos por aqui sozinhos.

Como esta vida que estamos vivenciando tem relação com vidas passadas, somos compelidos a que nos aproximemos de várias pessoas, cujos relacionamentos podem ou não dar certo, cujos motivos são os mais diversos, isso porque talvez numa outra existência tenhamos infringido a Lei Divina e como resgate tenhamos que viver sem parceria.

Mas por outro lado, temos aqueles relacionamentos que são delineados por circunstâncias que nem imaginamos. Não importando à distância, o lugar, a cidade que possa estar à alma afim, os benfeitores espirituais providenciarão para que haja o reencontro. As pessoas que devam se encontrar serão compelidas a se cruzarem e certamente se reconhecerão, pois que é o espírito que ama e não o corpo.

É lógico que o corpo material tem uma participação na atração dessas almas, pois que o desejo é necessário para que ecloda a paixão, o desejo de ficar junto, mas este desejo dará logo ali lugar a um amor sublime, pois que o espírito tomará as rédeas do relacionamento, ficando a paixão e a atração física como sentimento secundário.

Às vezes podem acontecer relacionamentos temporários, semelhante aos que acontecem na adolescência, pois nesta ocasião o espírito está em uma busca muito acirrada para encontrar a outra pessoa, e em razão da falta de esclarecimento sobre o amor pode deixar-se levar por uma paixão momentânea, mas logo que reconhece não ser a parceria pretendida, o sentimento se esvai e a busca continuará.

Mas apesar de ser um determinismo o encontro com a alma afim, podemos utilizando o livre arbítrio não querer conviver com a pessoa que estaria em nosso planejamento, mas isso não será obstáculo para que sigamos outro caminho e certamente poderá este outro relacionamento dar certo.

Certa ocasião uma mulher perguntou ao Chico se a pessoa que ela estava convivendo era a certa. Chico com o humor e a sabedoria que lhe era peculiar disse: “olha minha amiga se não for a certa, muito errada não é”.

O importante é procurar a felicidade, seja acompanhado ou só.


Nilton Moreira Coluna Semanal - Estrada Iluminada