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25 dezembro 2012

O Natal do Cristo - Emmanuel

 
O NATAL DO CRISTO

A Sabedoria da Vida situou o Natal de Jesus frente do Ano Novo, na memória da Humanidade, como que renovando as oportunidades do amor fraterno, diante dos nossos compromissos com o Tempo.

Projetam-se anualmente, sobre a Terra os mesmos raios excelsos da Estrela de Belém, clareando a estrada dos corações na esteira dos dias incessantes, convocando-nos a alma, em silêncio, à ascensão de todos os recursos para o bem supremo.

A recordação do Mestre desperta novas vibrações no sentimento da Cristandade.

Não mais o estábulo simples, mas nosso próprio espírito, em cujo íntimo o Senhor deseja fazer mais luz...

Santas alegrias nos procuram a alma, em todos os campos do idealismo evangélico.

Natural o tom festivo das nossas manifestações de confiança renovada, entretanto, não podemos olvidar o trabalho renovador a que o Natal nos convida, cada ano, não obstante o pessimismo cristalizado de muitos companheiros, que desistiram temporariamente da comunhão fraternal.

E o ensejo de novas relações, acordando raciocínios enregelados com as notas harmoniosas do amor que o Mestre nos legou.

E a oportunidade de curar as nossas próprias fraquezas retificando atitudes menos felizes, ou de esquecer as faltas alheias para conosco, restabelecendo os elos da harmonia quebrada entre nós e os demais, em obediência à lição da desculpa espontânea, quantas vezes se fizerem necessárias.

É o passo definitivo para a descoberta de novas sementeiras de serviço edificante, através da visita aos irmãos mais sofredores do que nós mesmos e da aproximação com aqueles que se mostram inclinados à cooperação no progresso, a fim de praticarmos, mais intensivamente, o princípio do “amemo-nos uns aos outros”.
- Conforme a nossa atitude espiritual ante o Natal, assim aparece o Ano Novo à nossa vida.
- O aniversário de Jesus precede o natalício do Tempo.
- Com o Mestre, recebemos o Dia do Amor e da Concórdia.
- Com o tempo, encontramos o Dia da Fraternidade Universal.
- O primeiro renova a alegria.
- O segundo reforma a responsabilidade.
Comecemos oferecendo a Ele cinco minutos de pensamento e atividade e, a breve espaço, nosso espírito se achará convertido em altar vivo de sua infinita boa vontade para com as criaturas, nas bases da Sabedoria e do Amor.

Não nos esqueçamos.

Se Jesus não nascer e crescer, na manjedoura de nossa alma, em vão os Anos Novos se abrirão iluminados para nós.


EMMANUEL
Do livro Fonte de Paz
Médium: Francisco Cândido Xavier


24 dezembro 2012

O Natal e a Saudade - Van der Goehen

 

O NATAL E A SAUDADE
 
Eu me lembro: era ainda muito criança...

Buscando nos arquivos da memória, não encontrei sensação de maior felicidade!


Em casa, papai, mamãe, meus irmãos, meus avós, todos empolgados de uma desconhecida pressa, aguardávamos a chegada do Natal.

— Natal: o que quer dizer o Natal, para uma criança que o vive pela primeira vez?


Hoje, dezenas e dezenas de dezembros são passados e só então compreendo o que quer dizer o Natal.   Naquela época, a festa era mais por conta das nozes, das roscas e das tâmaras que através dos mares tinham chegado até nossa mesa.   A neve, presente lá fora, mas dando notícias no interior do lar, dizia-nos que o recolhimento doméstico, além de ser imperativo, era sobremaneira agregador.  E então, às horas tantas, chegava um bom visitante, todo de vermelho, mensageiro dos sonhos, carregado de presentes.

Presentes para todos!


Lembro-me bem: a primeira vez que vi Papai Noel fiquei emocionadíssimo e apiedado do frio que ele devia estar sentindo, com tanta “neve” embaixo do nariz e em volta de todo o rosto.


Papai, dando as boas-vindas àquele mensageiro sublime, convidava todos à oração.  Na primeira vez, só eu fiquei de olhos abertos, pensando:

— Coitado daquele velhinho: tanto peso, tanta neve no rosto... 


Não podia mesmo desviar meus olhos dele.


Papai, sem alongar explicações, falava de um Homem Bom, que incompreendido à sua época, séculos atrás, tinha sido martirizado. Mas, tal martírio, resgatara a Verdade, pois que o Mártir, mais vivo do que nunca, jamais se afastara dos homens: pela Ressurreição, avocou a missão de orientar e salvar a Humanidade.


Papai dizia também que Jesus — o bom Homem —, nunca se separara dos homens: sem ninguém saber, às vezes se apresentava como aquele velhinho.


Hoje, que também aquela “neve” está no meu rosto, compreendo que o Natal não é um dia: o Natal é sempre!  Nós é que elegemos um dia, que o calendário consagrou universalmente, para cultuarmos a vinda do Mestre até nós, como homem.


Compreendo também porque tantas e tantas pessoas, assim como eu, por muito tempo não gostavam do Natal: pesa-nos o remorso do que fizemos com Jesus.  E esse é um remorso milenar, do qual alguns vestígios rondam os dezembros e que muitos de nós ainda sentimos...


Por outro lado, lembranças de parentes amados que justamente no Natal, ou perto dele,  partiram para a casa de Papai Noel...


Compreendo e da minha parte penitencio-me do erro no Gólgota, pois quem volta para as planícies espirituais na época do Natal, encontra no caminho anjos e mais anjos que perfilam-se de ambos os lados, quais escolares postados num desfile cívico.  É que esses anjos, mãos unidas, são os condutores das preces que da Terra vão aos milhões para o Céu, quais estafetas de um gigantesco telegrama que dissesse a Jesus: parabéns!


E, quando tempos depois do Natal as cascas das nozes deslizam nas águas derretidas das neves, levando nossas saudades da “Noite Feliz”, não posso deixar de pensar que essas saudades, que as neves guardam por algum tempo, são parecidas com as saudades guardadas pelos séculos, de quando estávamos frente a frente a Jesus e não soubemos aquilatar a magnitude do presente, mal aproveitado, que Deus — o Grande Papai Noel —, então nos dera.


Eis porque, agora, já com a infância tão feliz arremessada distante no passado, pelos anos que passaram, sonho com cada Natal, pois naquele dia os homens se fazem meninos.

Pena que seja só uma vez por ano.

                                                           


Do Livro "Âncoras de Luz",  Psicografia de Eurípedes Kühl - Autor Espiritual VAN DER GOEHEN, Editora LEB, de Bagé/RS.

23 dezembro 2012

Mestre e Discípulo - André Luiz


MESTRE E DISCÍPULO


Nasce o Mestre – na manjedoura do coração,
Sorri divinamente – entre os impulsos sentimentais.
Mostra-se à razão – à luz da estrela da fé,
Desenvolve-se, dia a dia – sob os cuidados da alma.
Alegra a paisagem mental – renovando a esperança!...
Ainda menino – sobe ao templo do cérebro
E fala com simplicidade – confundindo raciocínios doutos.
Movimenta-se, desde então – no cosmos individual,
Aproveita sentimentos singelos – como se valeu dos pescadores humildes,
E começa o apostolado – da conversão do aprendiz
Devolve movimento – ao coração paralítico,
Restitui a visão – aos olhos enganados,
Limpa a lepra do mal – ao pensamento invigilante,
Equilibra-lhe a mente – invadida pelos princípios das trevas,
Revela-lhe a lei do amor – acima dos códigos humanos,
Transforma-o, dia a dia – pela divina atuação.
E, quando o mundo inferior se rebela contra o discípulo,
Une-se mais a ele
, no cenáculo do espírito,
Dá-lhe instruções baseadas – na submissão a Deus,
Revela-lhe o mundo maior – glorificando o sacrifício,
Dilata-lhe a personalidade – exemplificando a renúncia,
Eleva-lhe a estatura – semeando entendimento...
Atingindo o Calvário – das responsabilidades interiores,
Quando o aprendiz isolado – está sozinho em si mesmo, entre milhões de pessoas,
E o mesmo Senhor
 – nascido no presépio íntimo,
Que ampara – no monte do crânio,
Concedendo-lhe serenidade – para a cruz dos testemunhos,
A fim de que aprenda – em turbilhões de luta,
A sofrer – amando,
A orar – construindo,
A morrer – perdoando,
Para que em pleno infinito – da ressurreição eterna,
Haja mais luz divina – sobre as trevas humanas,
Mais alegria celeste – sobre as dores terrenas,
E nova benção resplandeça – no círculo das criaturas,
Em favor de nossa redenção – para um mundo melhor.

André Luiz
Do livro "Antologia Mediúnica do Natal"
Médium: Francisco Cândido Xavier

22 dezembro 2012

Na Área Social - Batuíra


NA  ÁREA  SOCIAL

Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim, nunca mais terá fome e o que crê em mim nunca mais terá sede. JOÃO 6:35.
 
A assistência social é um meio, não o objetivo principal a que se propõe a tarefa espírita.
 
Necessária e valiosa é a comida e a vestimenta para acalmar os sentidos fisiológicos; no entanto, magnífico e excelso é o suprimento que atende às necessidades do espírito imortal.
 
Muitos advogam que a criação e a manutenção de obras sociais compete unicamente ao Estado. 

Outros acreditam, de forma radical, que os objetivos do movimento espírita devam assentar-se na assistência social, esquecendo que a Doutrina proclama como primordial a educação das almas, e não apenas simplesmente a sustentação do corpo, que é perecível. 

Para este o prato de sopa é muito bem-vindo, sem dúvida, mas a alma aspira ao verdadeiro pão da vida.
 
A seara do Bem envolve diversos trabalhos em benefício dos carentes do corpo e da alma. Pode parecer, no entanto, que as necessidades essenciais e imediatas residam no corpo denso, mas, na realidade, se encontram no íntimo das criaturas.
 
Não basta construirmos lares ou abrigos que fazem do prato nutriente, da perpetuação da espécie e da maneira simplória de ver a vida as únicas razões da existência humana. 

Urge, sim, estabelecermos noções de valores imortais e bases educacionais para preparar as almas para a grandeza espiritual a que estão destinadas.
 
Toda congregação espírita na Terra tem como finalidade maior esclarecer pelo estudo, promover o amadurecimento emocional pelo trabalho e desenvolver as virtudes em potencial. Eis a atividade prudente e prioritária dos aprendizes do Evangelho.
 
A ação caritativa e a boa vontade do Movimento Espírita prestam inestimáveis serviços à sociedade e ao Estado, conquanto não devam assumir de maneira simplista e com espírito salvacionista as funções do serviço social, que cabe à administração pública.
 
A solidariedade pode surgir como anseio da alma, acompanhada das seguintes características:

a.. Responsabilidades abandonadas em existências passadas;
b.. Despertamento devido a uma nova visão do mundo e das pessoas;
c.. Terapia salutar para superar problemas e conflitos;
d.. Problemas de consciência por estar vivendo no fausto e na ociosidade;
e.. Felicidade em servir voluntariamente.

O companheiro interessado em ingressar no celeiro do alimento celeste deve buscar, antes de tudo, a sua iniciação espiritual.

Por iniciação, devemos entender o início da experiência da verdade sobre si mesmo. Ao buscarmos o alimento invisível em nossas potencialidades divinas, poderemos produzir por nós mesmos o pão da vida e reparti-lo com nossos companheiros de jornada.
 
Somente uma criatura iniciada poderá realmente induzir os outros à busca ou produção do próprio alimento.
 
Não devemos esperar que as organizações governamentais venham realizar a tarefa que compete ao Espiritismo, ou seja, levar a toda humanidade a mensagem de Jesus Cristo, através de Kardec, a fim de que nunca mais as almas tenham fome ou sede.
 
Todavia, enquanto o poder público não conseguir eliminar os horrores da miséria, é justo que cooperemos com o pão material em nossos empreendimentos assistenciais.
 
Tomemos o cuidado, porém, de não manter nossos assistidos tão dependentes e retrógrados quanto no primeiro dia em que puseram os pés no grupo de auxílio. Sem estudar, sem progredir, sem alargar a visão diante da vida e da sociedade. E nada fazendo para aprender a buscar por si mesmos a completa saciedade: a pérola no fundo do mar (Mateus 13: 45 e 46), o tesouro oculto no campo (Mateus 13:44), o grão de mostarda (Mateus 13:31 e 32) - o reino de Deus.
Batuíra
Texto psicografado por Francisco do Espírito Santo Neto. Extraído do livro "Conviver e Melhorar".


21 dezembro 2012

O Fim do Mundo Está Próximo!!! - Giselle Fachetti Machado


O FIM DO MUNDO ESTÁ PRÓXIMO!!!

O dogma o juízo final é aceito de forma automática nas sociedades ocidentais. Isso torna os membros destas sociedades extremamente suscetíveis ao proselitismo de profetas apocalípticos, que conquistam fiéis com as mais antigas, e ainda eficientes, técnicas de terrorismo moral, aquelas que se apoiam no mito do castigo eterno.

Quando os textos sagrados judaico-cristãos referem-se ao Juízo Final não deixam clara toda a sistemática envolvida no complexo processo judicial em questão. As interpretações convencionais propõem um julgamento coletivo e simultâneo no final dos tempos, só assim oargumento do medo é eficiente.

Se esse "Juízo Final" fosse, na realidade, referente ao balanço entre méritos e deméritos que nossa consciência, em constante progresso, faz ao findar de cada fase da existência do espírito imortal e eterno, seria um evento frequente, pessoal e produtivo.

Esta é a forma de interpretação que aos espíritas se mostra lógica, mais justa e mais compatível com a profunda bondade do Criador. Entretanto, essa tese de extrema simplicidadee coerência, foi sistematicamente boicotada, durante milênios, por contrariar os interesses daqueles que viveram do fruto da venda do paraíso, e que ainda agora a boicotam, já quecontinuam a depender desse mesmo trôpego filão.

Um pequeno detalhe será analisado neste texto, a questão do apocalipse, do fim dos tempos. O dogma em questão, o do "Juízo Final", envolve uma teoria que contradiremos com inúmeros argumentos.

Existirá um juízo final coletivo, simultâneo e irrevogável no final dos tempos? E esse tal de final dos tempos, quando será? Afirmam os teólogos do cristianismo majoritário que esse evento se dará após inúmeros "sinais" de degradação da humanidade e do planeta.

Poderíamos, em face dessa frágil, porém popular hipótese, afirmar que ainda que elafosse verdadeira, o presente momento histórico está infinitamente longe dessa época, portanto, o castigo eterno estaria, por sua vez, a uma eternidade de nossos tempos.

Por que pensamos assim?

Pois, se o final dos tempos se dará, conforme previsto, após uma crescente derrocada das sociedades humanas e após cataclismos gigantescos, sendo que essas tragédias seriam marcadores da proximidade do fim, teríamos que procurar sinais de decadência das sociedades humanas para constatarmos que a progressão em direção ao grande final já estaria em seu termo.

Usando esse sistema de raciocínio provaremos, neste texto, que o fim do mundo, conforme previsto pelos profetas apocalípticos, está muito longe e que os que temem as punições eternas, principalmente em função da sua proximidade temporal, podem ficar tranquilos, pois ainda terão muito tempo e infinitas oportunidades de regeneração antes que o Sol se apague e a Terra congele.

Os sinais dos tempos ainda não são aqueles previstos pelos fatalistas. Pelo contrário, fartos são os documentos históricos que comprovam claramente a evolução cientifica, filosófica, espiritual e moral das sociedades humanas.

Reconhecemos que esse progresso estarrecedor, que ocorreu especialmente nos últimos cento e cinquenta anos, não se dá de forma linear e uniforme. Ainda existem muitas ilhas de barbárie que se consideram parte da civilização humana.

Existem, também, aquelas comunidades que se afogaram em suas riquezas,

promovendo o vício e a exploração dos seus semelhantes. São exceções que nada mais fazem do que comprovar a regra.

A expectativa de vida do ser humano passou de não mais que quarenta anos nos tempos do Cristo para 70 a 80 anos atualmente. Viver mais tempo não é o suficiente, temos  que ter uma vida produtiva, útil. A qualidade de nossa vida melhorou sensivelmente com a regulamentação dos direitos humanos, das crianças, da mulher e dos idosos.

O trabalho hoje deve ser rentável, mas não escravizante. O lazer é um direito de todos, aqueles que não tem acesso à diversão estão reivindicando e obtendo progressos neste sentido.

A industrialização e a tecnologia permitiram um menor desgaste do ser humano na obtenção e processamento dos seus alimentos. Uma melhor qualidade da sua moradia, transporte e comunicação.

As viagens intermunicipais consumiam dias no lombo de mulas, hoje as viagens intercontinentais nos tomam horas.

A mulher, com o controle da natalidade, pôde desenvolver-se como profissional, assim,passou a colaborar com o crescimento da riqueza comunitária. Tornou-se mais independente e pôde lutar contra o massacre afetivo imposto pelos casamentos arranjados, pôde defender-se de maridos cruéis e de leis sexistas. Hoje ela escolhe seu parceiro, e manterá seu relacionamento em bases de amor verdadeiro, se assim achar melhor, e não somente pela obrigação do cumprimento de normas radicais de uma sociedade patriarcal.

A sexualidade agora pode ser exercida com liberdade. A promiscuidade que surgiu nos primeiros tempos da liberação sexual será, gradualmente, substituída pela liberdade responsável, e esta nascerá da democratização da educação para a saúde, que vem sendo estimulada pelas organizações sociais e governos legítimos.

O homem moderno não mais se satisfaz com relacionamentos sexuais com profissionais. Antes ele era obrigado, pelos costumes e convenções sociais, a manter relacionamentos sexuais com prostitutas para comprovar sua masculinidade. Hoje desdenha e ridiculariza essa postura retrógrada e relaciona-se com sua companheira, namorada ou esposa.

A prostituição, que consome em vida suas vítimas, como se no inferno estivessem, perdeu parte do seu espaço. Ainda não acabou, infelizmente, mas estamos caminhando para uma redução considerável do comércio sexual, já que a sexualidade exercida em ambiente de amor, além de ser muito mais gratificante é a antítese da derrota de não ser querido.

A violência dos guerreiros bárbaros, medievais e contemporâneos não mais ocorre, pelo menos não na mesma proporção. Os tribunais de guerra procuram controlar os excessos em conflitos armados, coíbem o ataque a civis e os genocídios ocorrem em menor escala, mesmo nos conflitos mais sangrentos. Os criminosos de guerra respondem, em muitos casos, pelos seus abusos.

A violência urbana e doméstica hoje é divulgada e nos horroriza. Não fica impune e escondida sob o escudo do poder. Os crimes dos ditadores, dos gangsteres, dos bandidos e dos corruptos são levantados e nos revoltamos quando não são esclarecidos e punidos.

Hoje, ajudar ao nosso próximo, ser condescendente e tolerante, é mérito e não fraqueza, como era nos tempos do Cristo. Procuramos a correção política por opção. Queremos ser melhores e queremos saber como lidar com as diferenças. As ONGs proliferam em uma rede abençoada de serviços ao próximo, aos animais e ao meio ambiente.

Nosso País é um exemplo de evolução nos últimos cinquenta anos. Superamos a ditadura e consolidamos a democracia. Reduzimos a fome e a mortalidade infantil.

Aumentamos a expectativa de vida. O cidadão está mais consciente de seus direitos como ser humano, homem, mulher, criança e consumidor.

Não estamos em um mundo perfeito, muito ainda deve ser feito. Mas se existe necessariamente uma curva de Gauss relativa à evolução humana, é evidente que estamos no quadrante da ascensão e não na decadência. Portanto, ainda falta muito para a derrocada. Ou seja, o fim do mundo esta mesmo é longe, muito longe...

A não ser que os profetas do apocalipse considerem que a inquisição, o holocausto, as penas capitais, a escravidão, a fome, as epidemias, os genocídios, a lei das selvas, que foram aspectos marcantes do passado da humanidade, representem o paraíso perdido. E que, paradoxalmente, o ambiente moderno seja efetivamente pior do que esses momentos nebulosos já vividos e, felizmente, superados.

A Providência Divina e seus verdadeiros mensageiros, aqueles que nos trazem eflúvios de otimismo, encorajamento, consolo, responsabilidade, liberdade e amor são os responsáveis pelo progresso contínuo, ainda que lento, dessa marcha coletiva em direção à regeneração plena. A ameaça, o medo, o terror... Não, isso não nos leva a Deus e muito menos ao amanhã glorioso que sonhamos.

Parafraseando Jesus: "Veja quem tem olhos de ver".

Giselle Fachetti Machado

20 dezembro 2012

O Centro Espírita - Guillon Ribeiro

 

O  CENTRO  ESPÍRITA
O Centro Espírita é importante núcleo educativo na vasto instituto da família humana, recolhemos sublimes inspirações que nos induzem ao auto-aperfeiçoamento  e nos ensejam o dever do auxílio mútuo no plantio do amor.


Imaginemo-lo na complexidade da usina e laboratório, hospital e escola, núcleo de pesquisas e células de experiências valiosas, onde o coração e o cérebro se entregam à inadiáveis tarefas de abnegação e fraternidade, de equilíbrio e união, de estudo e luz.


Abençoado lar de nossas almas, recorda-nos a efetiva integração na família universal.


Sentindo-lhe a missionária participação na atualidade de nossos destinos, abracemos responsabilidades e encargos na Casa Espírita, evitando, quanto possível, que a  instituição cresça ao sabor da casualidade, relembrando à inspiração de benfeitores espirituais zelos e providências inerentes aos encarnados. 


Findas as primeiras emoções no contato com as verdades espirituais, deixemos que a razão nos governe os sentimentos, a fim de que o Centro Espírita se alteie, disciplinado e nobre, conservando seu potencial de  atividades futuras, à feição de semente exuberante de esperanças entremostrando nos terrenos os gérmens que organizarão os  diversos departamentos do vegetal superior, transformadores da seiva nutris em frutos sazonados.


Evitemos as improvisações na sementeira da fé. Dois mil anos de experiência no Cristianismo são preciosas lições que não se  pode desprezar.


A casa Espírita guardará, por certo, a simplicidade do templo de corações, mas não poderá fugir às destinações de educandário  de almas.


Adequar-lhe a ambiência física, com vistas às suas finalidades precípuas, é conseqüência inadiável de nossa vivência à luz do bom senso, que jamais se compadece com a inoperância de tudo relegar à determinação única dos Espíritos.


Observemos , em breves comparações, os valores da cultura terrestre determinando eficientes orientação para o progresso geral, criando, nos bastidores de suas conquistas, ambientes propícios ao desenvolvimento de suas atividades. Aqui, reconhecemos que os redutos de instrução pedem salas adequadas, do pré-escolar ao estudo de nível superior; ali verificamos que os laboratórios médicos exigem implementos próprios, em meio asséptico; adiante, anotamos os engenhos da cibernética reclamando da tecnologia crescente compartimentos especiais para que funcionem a contendo, amparando o progresso...


Se as conquistas transitórias da mente reclamam tempo e espaço adequados às manipulações do estudo digno, estipulando em  média quinze anos no labor ininterrupto com os livros para que os diplomas rotulem o conhecimento especializado, que não dizer das aquisições perenes do espirito.


No trato com a moral sublime onde a religião reserva à fé seu galardão de luz?!


Contemplemos o recanto de terra trabalhada pelo agricultor. Após o primeiro instante do êxtase sob a força do ideal, o lidador do solo entrega-se, afanoso, a arrotear o campo, dividindo a área cultivada em compartimento destinados a este ou aquele cultivo.


O Centro Espírita não deve crescer, igualmente, ao influxo de nosso puro sentimentalismo, que nem sempre reflete amadurecimento, segurança ou equilíbrio.

Entendemos, assim, a importância do movimento unificador da Doutrina, cujas instituições mais experientes orientarão o crescimento equilibrado dos novos núcleos, ainda carentes de previsão e segurança.


A família cuidadosa edificará o domicilio acolhedor, prevendo, para melhor prover, departamentos nos quais acolherá a prole querida, nos quais atenderá  às obrigações, sociais e montará o indispensável laboratório da alimentação e saúde. Similarmente, a Casa Espírita há de surgir, crescer e desenvolver-se, considerando suas definições próprias nos cenários humanos.


É indispensável a sala de orações onde nos entregamos de igual modo aos estudos públicos do Evangelho  e da Vida ou à conversação discreta com irmãos enfermiços do plano espiritual. Contudo, bem maior é a responsabilidade, ainda não percebida por todos os espíritas, de mobilizar todos os recursos possíveis à instrução, orientação, alertamento e educação dos encarnados, seja na infância, na mocidade, na madureza ou velhice, a fim de que se desincumbam com êxito de suas tarefas.


O Centro Espírita será, antes de tudo, estabelecimento educativo para encarnados, de vez que o plano espiritual não se abstém de organizar a ambiência adequada ao amparo dos desencarnados.


Atentos, pois, à organização jurídico-social de nossas instituições, sem nos descurarmos dos encargos econômicos impostos pelo cotidiano, observemos, com singular ênfase, sua adequação física com vistas ao funcionamento ideal os núcleos doutrinários vigilantes no conhecimento de que o Centro Espírita, ainda que singelo e pequenino, exigirá de cada um de nós dignidade de convicção e fé, bem como disciplina e elevação no sublime sacerdócio que nos cabe no santuário de nossa renovação espiritual.

Espírito Guillon Ribeiro
Mensagem psicografada por Júlio Cezar Grandi Ribeiro)
Jornal Aliança Espírita Ano III -  No 31 - Novembro/Dezembro 1999
 

19 dezembro 2012

Itens de Fraternidade em Jesus - Bezerra de Menezes

 
ITENS  DE  FRATERNIDADE  EM  JESUS 


Filhos, o Senhor nos abençoe!

O trabalho de conscientização em Cristo é serviço pioneiro no Plano Físico, porquanto relaciona atividades, ou melhor, as atividades fundamentais do espírito desencarnado quando se reconhece defrontado pela grandeza da vida, perante o mais além.


O tempo é o principal fator de aferição de quaisquer aquisições que se façam nesse terreno, de vez que o tempo é o agente silencioso que preside o crescimento, a evolução e a maturação das sementes de renovação do mundo interior de cada um de nós, para que nossos recursos se descerrem plenamente ao sol do trabalho para o engrandecimento da vida em nós e fora de nós. 


Em vista do exposto, comecemos por apresentar as figurações ou idéias-sínteses, destinadas a acordar as nossas consciências à plena luz da imortalidade. 


Enumeremos algumas dessas indicações básicas para nosso aproveitamento:


01. Em toda questão difícil, indagar de nós mesmos o que faria Jesus em nosso lugar.


02. Aceitar-nos por parte da família universal de Deus, na mesma morada terrestre, moradia que permanece integrada no Plano Cósmico, à maneira de um conjunto residencial, renteando com inúmeros outros na Criação Divina. 


03. Cada criatura é um mundo por si, com leis e movimentos próprios, que nem sempre se harmonizam com os nossos. 


04. Ser-nos-á obrigação clara e simples aceitar os outros tais quais são, tanto quanto desejamos ser aceitos como somos, ante a consideração alheia. 


05. Reconheçamos a verdade de que todo bem e todo mal de que nos façamos autores para os que nos cercam, apresentarão, hoje, amanhã ou depois de amanhã, o somatório das bênçãos ou dos males de que tenhamos sido a causa. 


06. Atendendo-se à realidade de que somos psicologicamente diferenciados no campo geral da existência, respeitar sempre as necessidades ou os problemas do próximo, ja´ que, por enquanto, não conseguimos desvencilharmo-nos dos nossos, no sentido imediato dessas palavras.


07. Cada qual de nós neste justo momento está na melhor posição, na melhor tarefa e com os melhores companheiros que sejamos capazes de usufruir com o necessário proveito. 


08. As condições do berço e da família, do grupo social e dos compromissos que venhamos a assumir com outra pessoa ou outras pessoas são áreas de dever a cumprir que não nos será lícito esquecer ou menosprezar sem danos para nós mesmos. 


09. Admitirmos sem discussão o imperativo de tolerância para com os outros, tanto quanto precisamos ou desejamos ser tolerados em nossa estrada comum.

10. O trabalho, seja na condição de atividade profissional ou na prestação de serviço desinteressado aos nossos irmãos do caminho diário, é a nossa escola permanente, de cujos ensinamentos não nos será lícito desertar. 


11. Desculpar quaisquer ofensas de que nos julguemos vítimas, esquecendo esse ou aquele atrito que nos tenha colhido em más regiões de influência, com absoluto esquecimento dos desajustes havidos, para que a espontaneidade na prática do bem, seja em nós ou fora de nós, não sofra qualquer prejuízo. 


12. Entendendo-se que cada criatura se encontra no lugar que lhe é próprio, não nos permitirmos apreciações apressadas ou errôneas em torno dessa ou daquela pessoa. 


13. Abolir a queixa da conversação, na certeza de que se, porventura, tivermos alguma razão para essa ou aquela reclamação quanto aos outros, é possível que aqueles de quem nos queixamos, talvez possuam motivos fortes para se queixarem de nós. 


14. Ajustar-se à família à maneira do ouro entregue ao cadinho, para que se lhe promova a purificação. 


15. Regozijarmo-nos com o progresso alheio, na convicção de que o êxito nos visitará igualmente, na medida em que nos esforcemos por obtê-lo.


16. Nunca olvidarmos, em matéria de afeição, que a renúncia a quaisquer alegrias decorrentes de conjunções prematuras será sempre superior a qualquer vitória passageira nos domínios da posse. 


17. Fixar o lado melhor das pessoas e dos acontecimentos, para que o lado sombrio desapareça naturalmente. 


18. Rejubilarmo-nos com aquilo que tenhamos ao nosso dispor, sem preocupação por obter o que talvez quiséssemos. 


19. Saber sorrir tanto nas horas de contentamento, quanto naquelas outras em que as inquietações estejam conosco.


20. Abstermo-nos de gastar com a irritação, o tempo e os recursos da vida com reações desnecessárias e incompatíveis com o nosso dever de acompanhar o Divino Mestre. 


21. Não desconhecer que, muitas vezes, contra nós próprios, ser-nos-á necessário ouvir as opiniões de companheiros e acatá-las, considerando o benefício geral e não os nossos próprios interesses pessoais que nos cabe sofrear, para que a felicidade dos outros nos favoreça com a alegria de ver os outros felizes e abrindo, com isso, novas estradas no campo íntimo que nos visem a melhoria e a paz, a compreensão e o bom ânimo. 


22. Habituarmo-nos a enxergar nos companheiros de experiência terrestre a parte melhor que apresentem, a fim de que nenhum deles perca o incentivo de agir e servir, trazendo a quota de seus esforços no bem para a felicidade do grupo a que nos vinculamos. 


23. Auxiliar para o bem geral em todo tempo, mas escolher o tempo adequado para tratar dos problemas difíceis e dos casos graves com os irmãos neles envolvidos.


24. Exerçamos a paciência sem limite. 


25. Aceitar o amor que Jesus nos ensinou e nos legou por esquema a ser cumprido nas menores ocorrências do nosso campo de ação. 


26. Começar de nós mesmos o serviço de conscientização, transferindo-o em seguida às pessoas que nos sejam particularmente queridas e, logo após, transmiti-lo aos grupos humanos em geral.



Bezerra de Menezes  

Francisco C. Xavier - União em Jesus . Autoria de diversos Espíritos. 
 

18 dezembro 2012

Valorize o seu Dia - Espírito Joanes

 
Valorize  o  Seu  Dia

Cada dia corresponde a uma nova página escrita no livro da sua vida, onde você deverá escrever as melhores memórias.


Assim, quando desperte,dirija ao infinito a sua prece. Agradeça pela noite superada e rogue ao Pai do Céu as indispensáveis bênçãos para o período começante. Eleve as vibrações da alma e entregue-se ao Senhor, totalmente.


Erga-se e alegre-se com a oportunidade de manter seu corpo físico para os empreendimentos do progresso. Busque ocupar-se com algo nobre, algo que dignifique a sua existência na Terra.


À frente dos transtornos e contratempos, que surgem nos caminhos de todos invariavelmente, não se deixe conduzir pela irritação, pelo agastamento ou pelo azedume, procurando compreender que nada lhe ocorre sem que tenha um sentido útil para o seu crescimento geral.


Perante as ocorrências da violência e diante dos quadros de agressões que vejam em sua rota, realize o melhor que possa, sem praguejamentos, sem revolta, sem desespero, porque você não está senão no mundo que fez pôr merecer, com as situações que caracterizam a sua quadra evolutiva e com as pessoas do seu mesmo patamar moral, com ligeiras diferenças, facilmente observáveis.


Onde esteja, semeie alegria e jovialidade, atendendo à recomendação do Apóstolo Paulo para que demos graças a Deus por todas as coisas da vida.


Busque fazer amigos, mantendo, com carinho, os velhos companheiros. A amizade no mundo é como o beijo solar iluminando as flores, sem o qual elas tendem a murchar e fenecer.


Alimente-se com moderação. Não é preciso passar fome, contudo, é bom que não transforme o estômago em tonel de venenosas misturas, capazes de o intoxicar, de lhe acumular indevido colesterol nas artérias ou de lhe provocar disfunções hepáticas.


Afaste-se das pseudonecessidades alcoólicas. O álcool de que você precisa para a digestão a Divindade já fez constar do seu programa de produção orgânica. Fora disso, a ingestão dessa substância corresponderá sempre a consciente envenenamento que lhe perturbará a saúde aos poucos.


Procure ser comedido nas brincadeiras, a fim de não constranger os amigos, gerando afastamentos e inimizades, ou para não perder seu preciso tempo com intermináveis lorotas e banalidades que lhe possam prender as horas as visco la leviandade.


Sorria, seja prazenteiro, uma vez que o Evangelho de Jesus, que você afirma conhecer, é fonte inesgotável de alegrias.

E quando chegar ao fim o seu dia, vivido com maior ou menor dificuldade, ponha-se em meditação. Verifique onde é que você poderia ter sido melhor, em que ítens deveria ter agido melhor, e sem remorsos perniciosos, faça projetos de renovação para o dia seguinte, procurando levá-los seriamente.


Ore e entregue-se uma vez mais ao Supremo Senhor, construindo, dia-a-dia, a própria felicidade, a sua própria luz.

Valorize o seu dia.


Não o desperdice remoendo mágoas ou destilando tormento, mas aprenda a cultivar a alegria de viver, apesar das lutas e limitações que carregue.


Valorize o seu tempo na Terra e prossiga, decidido pelo bem, para que, no serviço do Senhor, você continue crescendo em busca do encontro consigo mesmo.


MEDITAÇÃO: Não julgueis, todavia, que, exortando-vos incessantemente à prece e à evocação mental, pretendamos vivais uma vida mística, que vos conserve fora das leis da sociedade onde estais condenados a viver. Não; vivei com os homens da vossa época, como devem vier os homens. Sacrificai às necessidades, mesmo às frivolidades do dia, mas sacrificai com um sentimento de pureza que a possa santificar. (Cap. XVII, item 10, segundo parágrafo)


Para Uso Diário, pelo Espírito JOANES, psicografia de J. Raul Teixeira, Ed. FRÁTER.