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16 novembro 2015

Desfazendo Acusações - Irmão X


DESFAZENDO ACUSAÇÕES

Nas ruidosas campanhas contra o Espiritismo, não raro surge aqueles que acusam os desencarnados através de variados modos.

Por que motivo os Espíritos não descobrem os segredos ocultos da Natureza, atenuando as dificuldades que rodeiam a existência do homem? porque não escrevem livros técnicos avançados, solucionando os intrincados problemas da Ciência e da Indústria? como não oferecem recursos para a cura da morféia ou o câncer? Regressando às escalas mais baixas, no pentagrama das inquirições puramente intelectuais, encontramos criaturas perguntando porque não indicamos o local onde se encontra bolsa perdida da senhora M. ou que razão nos leva ao desinteresse pela procura do anel de preço, esquecido no bonde pelo senhor B.

Desconhecendo a Bondade de Deus, o Doador Anônimo do Universo, os escritores orgulhosos afirmam que todas as conquistas da cultura humana são devidas ao pensamento dos vivos, como se as suas declarações se destinassem a ferir a suposta vaidade dos mortos, para que venham disputar com os homens, na aquisição de gloríolas efêmeras.

É preciso considerar, todavia, que se os desencarnados assumissem na Terra o papel de orientadores tangíveis da evolução, na descoberta de utilidades novas, esses mesmos escritores se revoltariam contra eles, acoimando-os de infratores da lei de liberdade, a invadirem seara alheia. Estejam, porém, tranquilos os nossos amigos do mundo físico, porque ninguém, com bastante esclarecimento, em nosso plano, se sente autorizado a interferir diretamente nas edificações que competem aos missionários, estudiosos e trabalhadores da Terra. A esfera que habitamos agora, se oferece bastante luz à nossa mente, oferece também problemas inúmeros, que precisamos resolver, atendendo às nossas necessidades para a vida eterna. A morte do corpo não se faz acompanhar de estacionamento, no qual seríamos forçados a contemplar os encarnados, nem das delícias do céu ou das torturas do inferno. Somos compelidos por ela a novos caminhos de ascensão, em que o Infinito nos deslumbra. A matéria diferenciada convida-nos a trabalhar em fascinantes enigmas, a evolução apresenta outros aspectos e a universalidade conduz-nos a maravilhosas invenções de felicidade e paz.

O campo de lutas renovadas não nos deixa ensejos à interferência indébita no labor cometido ao homem de carne, e, ainda que as oportunidades nos permitissem a colaboração dessa natureza, não seria lícito subtrair a criatura humana à faculdade de orientação própria, na descoberta de si mesma.

Se o pauperismo e a enfermidade fossem eliminados de vez, possivelmente o orgulho e a vaidade consolidariam o seu império na existência terrestre, encerrando os habitantes do Planeta em grosseira crosta de egoísmo, por milênios inumeráveis, além de cerrar-lhes a visão do panorama universal. Quanto ao serviço de invenções e descobrimentos, a esfera invisível, atendendo aos superiores desígnios de Deus, presta concurso fraternal e indireto às realizações terrenas, mas não impõe inovações espetaculares ao quadro evolutivo das criaturas.

E por falar nos engenhos de que a civilização se enriquece, cada vez mais, é imprescindível considerar que o homem não se pode queixar no tocante às edificações que lhe foram autorizadas pela Providência Divina, importando observar como as utiliza.

Permitiu Deus que a criatura humana recebesse a embarcação a velas: organizou-se então a pirataria do passado; deu-lhe o navio a vapor e armaram-se verdadeiras cidades flutuantes, que atacam as coletividades praieiras sem aviso prévio; conferiu-lhe o Senhor a descoberta da matéria explosiva, para que as montanhas de pedra calçassem a residência aos filhos da Terra e a fim de que as mãos humanas colaborassem na estruturação de uma superfície planetária mais acolhedora e mais bela. Entretanto, fêz-se da conquista preciosa a bomba destruidora que deixa, cair a chuva da morte sobre lares e hospitais inocentes. Concedeu o Altíssimo ao mundo necessitado o trator e o automóvel; em breve, porém, tornavam-nos como padrão para o fabrico de tanques arrasadores que talam as mais humildes ervas do campo. Autorizou o Pai a entrega do telefone sem fio às nações insuladas umas das outras, a fim de que aprendessem a fraternidade legítima; aproveita-se o recurso para a expedição de sinistras mensagens de morte a submarinos criminosos que atacam mulheres e crianças em viagem no mar. Mandou o Doador Divino que o avião fosse entregue aos povos terrestres, facilitando o intercâmbio entre as diversas regiões do Globo e incentivando a solidariedade mundial; todavia, a máquina do ar foi convertida no pássaro do extermínio, ferindo e deformando, matando e destruindo.

Que fez o homem do progresso científico que o Senhor conferiu à Terra, se ele saiu da caverna da idade da pedra, a caminho dos palácios gregos e dos anfiteatros romanos, dos castelos medievais e dos arranha-céus modernistas, regressando, agora, apressadamente, à caverna de cimento armado dos abrigos antiaéreos?

Não formulamos a interrogação como as pessoas atacadas de pessimismo crônico.

Acreditamos sinceramente no mundo melhor, na fraternidade legitima e na paz restaurada.

Queremos responder tão somente aos inquiridores ociosos que indagam, sarcásticos, sobre a atuação dos espíritos desencarnados, no círculo das invenções e descobrimentos, que a Terra tem recebido excessivamente da Bondade de Deus, retribuindo mal a confiança celeste, acrescentando que se eu fosse alguém, com bastante autoridade, rogaria ao Altíssimo interromper o serviço de doação de novos engenhos para o homem terrestre, pelo menos durante mil anos sucessivos, até que ele reconsidere a velha atitude de menosprezo aos bens divinos, crescendo devidamente para a verdadeira compreensão da luz espiritual.

Pelo Espírito Irmão X
Do livro: Lázaro Redivivo
Médium: Francisco Cândido Xavier

15 novembro 2015

A Glória do Esforço - Neio Lúcio


A GLÓRIA DO ESFORÇO

Relacionava Tiago, filho de Alfeu, as dificuldades naturais na preparação do discípulo, quando várias opiniões se fizeram ouvir quanto aos percalços do aprimoramento.

É quase impossível praticar as lições da Boa Nova, no mundo avesso à bondade, à renúncia e ao perdão — concluíram os aprendizes de maneira geral.

A maioria das criaturas comprazem-se na avareza ou no endurecimento.

Registrava o Mestre a conceituação expendida pelos companheiros, em significativa quietude, quando Pedro O convocou diretamente ao assunto.

Jesus refletiu alguns instantes e ponderou:

— Entre ensino e aproveitamento, tudo depende do aprendiz.

E a seguir, falou com brandura: — Existiu no tempo de David um grande artista que se especializara na harpa com tamanha perfeição que várias pessoas importantes vinham de muito longe, a fim de ouvi-lo.

Grandes senhores com as suas comitivas descansavam, de quando em quando, junto à moradia dele, cercada de arvoredo, para escutar-lhe as sublimes improvisações.

O admirável mestre fez renome e fortuna, parecendo a todos que ninguém o igualaria na Terra na expressão musical a que se consagrara.

Em seus saraus e exibições, possuía em seu serviço pessoal um escravo aparentemente inábil e atoleimado, que servia água, doce e frutas aos convivas e que jamais conversava, fixando toda a atenção no instrumento divino, como se vivesse fascinado pelas mãos que o tangiam.

Muitos anos correram quando, certa noite, o artista volta, de inesperado, ao domicílio, findo o banquete de um amigo nas vizinhanças e, com indizível espanto, assinala celeste melodia no ar.

Alguém tocava magistralmente em sua casa solitária, qual se fora um anjo exilado no mundo.

Quem seria o estrangeiro que lhe tomara o lugar? Em lágrimas de emoção por pressentir a existência de alguém com ideal artístico muito superior ao dele, avança devagar para não ser percebido e, sob intraduzível assombro, verificou que o harpista maravilhoso era o seu velho escravo tolo que, usando os minutos que lhe pertenciam por direito e sem incomodar a ninguém, exercitava, as lições do senhor, às quais emprestava, desde muito tempo, todo o seu vigilante amor em comovido silêncio.

Foi então que o artista magnânimo e famoso libertou-o e conferiu-lhe a posição que por justiça merecia.

Diante da estranheza dos discípulos que se calavam, confundidos, o Mestre rematou:

— A aquisição de qualidades nobres é a glória infalível do esforço.

Todo homem e toda mulher que usarem as horas de que dispõem na harpa da vida, correspondendo à sabedoria e à beleza com que Nosso Pai se manifesta, em todos os quadros do mundo, depressa lhe absorverão a grandeza e as sublimidades, convertendo-se em representantes do Céu para seus irmãos em humanidade.

Quando a criatura, porém, somente trabalha na cota de tempo que lhe é paga pelas mordomias da Terra, sem qualquer aproveitamento das largas concessões de horas que a Divina Bondade lhe concede no corpo, nada mais receberá, além da remuneração transitória do mundo.

Pelo Espírito Neio Lúcio
Do livro: "Jesus no Lar"
Médium: Francisco Cândido Xavier

14 novembro 2015

Perseverai no Bem e Não Vaciles! - Bezerra de Menezes



PERSEVERAI NO BEM E NÃO VACILEIS!


Unidos seremos resistência, fragmentados seremos vencidos em nossos objetivos essenciais. Temos o direito de discrepar, de pensar de maneira diversa e o dever de discutir, de expor, mas não de dissentir.

Filhos e filhas do coração, guarde-nos na sua paz o Mestre incomparável.

Os ciclos da evolução sucedem-se invariavelmente obedecendo à planificação superior. Períodos de ascendência evolutiva caracterizados pelo conhecimento, períodos outros de maturidade para fixação dos postulados apreendidos. É inevitável que vivamos as crises existenciais decorrentes da situação moral em que se encontra o nosso planeta.

Reencarnastes-vos para contribuir com o momento da mudança de paradigmas do planeta de provas e de expiações para o mundo de regeneração. Assumistes o compromisso de divulgar Jesus Cristo conforme as lições insuperáveis do seu Evangelho.

A ciência e a tecnologia, a partir do século XVII, vêm realizando mister para o qual foram criadas pela Divindade esses paradigmas, mas o amor, experiência nova no mapa evolutivo das criaturas terrestres, não pode acompanhar esse desenvolvimento fascinante que, de um lado, proporciona comodidade, diminuição de aflições, facilidades no intercâmbio, aproximação dos sentimentos na construção do bem, mas sob outro aspecto, utilizados por mentes enfermas e corações aturdidos, têm sido os instrumentos da degradação das massas, da apropriação indébita das consciências, da vulgarização das propostas nobres do bem.

Alucinam-se aqueles que desejam controlar as inteligências humanas e proclamam o niilismo, assumindo a responsabilidade grave de diluir a fé nas almas já enfraquecidas, contribuindo para que se estabeleça o caos, através da perda de valores morais e de sentimentos de engrandecimento da alma. É necessário vigiar para depois orar em tranquilidade ante os recursos que se intrometem com objetivos nefandos na sementeira luminosa do conhecimento.

Olhamos uma sociedade que se degrada na luta infeliz do egocentrismo, do individualismo, da consumpção dos valores herdados da divina Providência e, não poucas vezes, a dúvida interroga as mentes mais saudáveis, “quando a sociedade será melhor?”, porque a grande mídia prefere a divulgação daquelas condições canhestras, exageradamente perniciosas, como as que devem ser vivenciadas pelas massas. Surgem comportamentos esdrúxulos, atitudes que chocam, e lentamente o desencanto e o medo passam a residir nos sentimentos antes audazes com a deserção de muitos lutadores empenhados na construção do reino de Deus.

Não temais o mal, nem os maus. As suas artimanhas têm a durabilidade da sua própria facécia, logo desaparecem assim que são arrebatados pelo túmulo os idealistas que despertam no Além com a consciência atormentada e o coração estiolado.

Perseverai no bem.

Unidos seremos resistência, fragmentados seremos vencidos em nossos objetivos essenciais. Temos o direito de discrepar, de pensar de maneira diversa e o dever de discutir, de expor, mas não de dissentir. Evocando o encontro de Jerusalém, quando as duas figuras exponenciais do Evangelho de Jesus, Pedro e Paulo, enfrentaram-se para debater paradigmas de alta relevância na divulgação do Evangelho límpido e cristalino que Jesus trouxe para todos, sem privilégios nem preconceitos, relembramos que foi o amor que venceu as opiniões divergentes e que em lágrimas fez que o primeiro concílio dos cristãos se transformasse na pedra angular da divulgação da verdade, depois que o Mestre retornou aos páramos divinos.

Mantende-vos coesos com a Codificação Espírita, que um dia influenciará o comportamento da sociedade terrestre. O Espiritismo não é uma filosofia para determinado número de criaturas, é uma mensagem de vida eterna para todos os seres humanos. E, ante a interrogação dos desafios que parecem apresentar uma humanidade em decadência, ponde a certeza de que a Barca terrestre continua sob o comando do nauta Jesus, e na sua marcha inexorável irá aportar no país da regeneração.

Dai-vos as mãos em qualquer circunstância.

Que a sensibilidade exacerbada, nascida na presunção ou nos dispositivos egóicos, não vos constitua impedimento ao trabalho de iluminar consciências.

Existem, filhas e filhos amados, mais relevantes ações do bem do que degradação e decadência. Sucede que o erro e o vício trombeteiam as suas ações, enquanto a virtude discreta e silenciosa aproveita das noites sem estrelas para se tornarem as lâmpadas divinas guiando para o momento supremo da libertação.

Sabemos das vossas lutas, dos vossos testemunhos silenciosos, das lágrimas vertidas ante o que desejais realizar e o que lograis fazer. Não poucas vezes, com os vossos guias espirituais, enxugamo-vos o pranto e apontamo-vos o rumo no oceano bravio a ser conquistado para serem encontradas as terras da promissão.

Não vacileis!

Utilizai-vos dos sublimes recursos da Doutrina, especialmente as reuniões mediúnicas para, através dessa ponte sublime, que liga um ao outro plano da vida, deslindardes os aranzéis das forças negativas que muitas vezes vos envolvem, disseminando nos sentimentos amarguras e decepções.

Não creiais que aquilo que não lograis seja negativa do Senhor; antes considerai que a dificuldade de agora é a melhor solução para as necessidades vigentes. Amanhã entendereis melhor o que hoje vos constitui incógnita.

Saudamo-vos, filhas e filhos da união, pelos resultados do nosso encontro anual, pela serenidade com que discutistes os temas em pauta.

Agradecemos a Deus a compreensão das necessidades locais, na Pátria do Cruzeiro, neste país continental, que deve restaurar o pensamento de Jesus e enviá-lo para a humanidade.

À Europa e aos Estados Unidos da América do Norte cabem as investigações mais profundas em quase todas as áreas do conhecimento. À nova Sulamérica, marcada pela dor, pelo sofrimento do irmão de África e do indígena ingênuo e nativo, compete o surgimento do bem com a contribuição da Europa e da Ásia, caracterizado pelo sentimento de amor. Seremos a demonstração viva de que a mais pulsante força do universo é o amor, porque Deus é amor, e através desse amor que vige em toda parte e em nós, podemos tolerar-nos e dar-nos as mãos para os objetivos que nos levarão à plenitude.

Exultai, porque o Senhor vigia e os seus embaixadores, os cocriadores do planeta que lhe têm a direção estão alertas e a programação em pauta está sendo executada mesmo que, por enquanto, não seja visível quanto gostaríamos.

Contribuí, pois, filhas e filhos da alma, com a vossa ternura, burilando as imperfeições do período primário da evolução e, transformando-as em sentimentos de entrega em nome da caridade fraternal que, em breve, se expandirá pela Terra toda, sem que haja a diferença dos superdesenvolvidos e dos miseráveis, quando então o lobo feroz estará na mesma fonte sorvendo a água ao lado do cordeiro pacífico.

Nesses dias que se aproximam, e de que fazeis parte, exultai com os corações voltados para Jesus e cantai hosanas.

Tendes o nome escrito no livro do reino dos Céus e esforçai-vos para que seja mantido diante da misericórdia inefável daquele que é o caminho para a verdade, que é o caminho para a vida: nosso Senhor Jesus Cristo!

Os Espíritos-espíritas trabalhadores da Casa de Ismael, mantenedora do lema Deus, Cristo e Caridade, aqui conosco, solicitam-nos para que lhes sejamos a voz pedindo: avante, anônimos seareiros da verdade, e amai até as últimas forças da vossa jornada no planeta abençoado!

Muita paz, filhas e filhos, são os votos do servidor e amigo de sempre,

Bezerra.

(*) Revista pelo autor espiritual.


Mensagem psicofônica ditada pelo Espírito Bezerra de Menezes ao médium Divaldo Pereira Franco no encerramento da reunião ordinária do Conselho Federativo Nacional, da FEB, realizada em Brasília, em 08 de novembro de 2015.

13 novembro 2015

Vidas Vazias - Divaldo P.Franco

(by DanyEid)

VIDAS VAZIAS

Segundo a Dr.ª Elisabeth Lukas, a nobre discípula do psiquiatra austríaco Viktor Frankl, a sociedade atual perdeu as tradições, abandonou os mitos e desorganizou a família, vindo a padecer as dolorosas circunstâncias psicológicas do vazio existencial. Suas vítimas caminham sem maiores aspirações, porque estão mais fixadas nos instintos primários – comer, dormir e praticar sexo – do que nos sentimentos de elevação que promovem o ser humano aos patamares da autoiluminação e da plenitude.

Ela sugere reflexões da sua experiência em logoterapia, muito valiosas para a aquisição da harmonia interior, nestes dias atribulados da existência humana. Por excelência, propõe: “Manterás a relação com a transcendência; conservarás tua receptividade aos valores; periodicamente recolher-te-ás para dialogar com a tua consciência”... e conclui: “Não aspirarás a ter, mas a ser”. Numa síntese excelente, convida-nos a análises em torno da nossa transcendência, da vida exuberante, da imortalidade na qual nos encontramos mergulhados, mesmo que na investidura carnal, enquanto sugere o sentido psicológico existencial, a descoberta dos valores que enobrecem, propondo o diálogo com a consciência, de modo a serem superadas as más inclinações e ser impedida a instalação da culpa, cujos efeitos são perniciosos à estabilidade emocional.

Por fim, numa época de consumismo e individualismo voluptuosos, propõe o ser em vez do ter, que desarmoniza todos aqueles que se lhe entregam em caráter de devotamento. É necessário que o ser humano preencha o seu vazio existencial, voltando às origens espirituais de onde procede e, ao mesmo tempo, consiga estabelecer regras de comportamento saudável em relação à vida de todas as suas variadas expressões.

Ninguém consegue viver tranquilo e com saúde se não possui significados éticos, nem realiza tarefas que lhe valorizam a existência. Para alcançar tal resultado, o bem-estar, é necessário amar, sem a preocupação de ser amado.

Divaldo Franco
Professor, médium e conferencistaivaldo Franco escreve quinta-feira, quinzenalmente.
Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, em 06-11-2014.

11 novembro 2015

Um Sublime Alguém - Marco Prisco

 
UM SUBLIME ALGUÉM

Ninguém poderá carregar o fardo das suas dores. Eduque-se com o sofrimento.

Ninguém lhe entenderá os problemas complexos da existência. Exercite o silêncio.

Ninguém seguirá com você indefinidamente. Acostume-se com a solidão.

Ninguém acreditará que as suas aflições sejam maiores do que as do vizinho. Liberte-se delas com o trabalho de auto iluminação.

Ninguém responderá pelos seus erros. Tenha cuidado no proceder.

Ninguém suportará suas exigências. Adira à brandura e à simplicidade.

Ninguém o libertará do arrependimento após o crime. Medite na paciência e domine os impulsos.

Ninguém compreenderá seus sacrifícios e renúncias para a manutenção de uma vida modesta e honrada. Persevere no dever bem cumprido.

Sábio é todo aquele que reconhece a infinita pequenez ante a infinita grandeza da vida. Embora ninguém possa servi-lo sempre, você encontrará um sublime Alguém que tem para cada anseio da sua alma uma alternativa de amor.

Por você,

Carregou o fardo do mundo...

Compreendeu os conflitos da vida...

Caminhou com todos...

Socorreu a quantos O buscaram...

Matou a fome, saciou a sede e ouviu as multidões inquietas...

Atendeu à viúva de Naim, ao apelo materno em Cana, restituiu a saúde à Hanah...

Carregou a Cruz da injustiça sem nenhuma reclamação...

Perdoou a traição de Judas, desculpou as negativas de Pedro e os libertou do remorso, com a concessão do trabalho em novos avatares...

Compreendeu as lutas da mulher atormentada, sedenta de paz, esclareceu o enfático doutor do Sinédrio, sedento de saber, arrancou das trevas o cego Bartimeu, sedento de caridade...

Ensinou que diante do amor todos os enigmas do Universo se aclaram por ser o Pai Celeste a Suprema Fonte do Amor.

Não se imponha, pois, a ninguém.

Embora você dependa de todos, nada aguarde de outrem. Receba e agradeça o que lhe chegue, como chegue, ajude e passe...

Aprenda que a luta é a lição de cada hora no abençoado livro da existência planetária e siga adiante com Ele.

Marco Prisco
Do livro “Sementeira da Fraternidade”
 De Divaldo Pereira Franco – Diversos Espíritos

10 novembro 2015

Tratamentos Espirituais - Blog Mundo Maior


TRATAMENTO ESPIRITUAIS


Embora o meio científico não reconheça, muitas pessoas buscam os tratamentos espirituais como forma de auxilio para suas dores e problemas.  Entre os recursos mais conhecidos estão os passes, como prática de transfusão de energias ou fluidos energéticos; os atendimentos à distância, no qual o atendido recebe o auxilio de equipes espirituais onde quer que esteja, a desobsessão que trata as influências espirituais e as cirurgias espirituais, intervenções realizadas pelas equipes socorristas do plano espiritual no perispírito, ou corpo fluídico.

De acordo com o Espiritismo as doenças e os desequilíbrios nascem no espírito, portanto a terapêutica da alma é realizada pela espiritualidade com o auxílio dos médiuns e tem como finalidade agir sobre as energias, reequilibrando as emoções e os pensamentos, trabalhando em conjunto matéria e espírito.

Porém um ponto importante que vale ser ressaltado e que faz parte dos procedimentos dos centros espíritas comprometidos, a orientação a seus frequentadores para que não abandonem o tratamento médico.

A Doutrina Espírita ainda esclarece que é fundamental que se crie condições propicias para o sucesso do tratamento espiritual, com mudanças de atitudes e sentimentos, atuando dessa forma nas causas e não apenas nos sintomas. Como exemplificou Jesus, a fé tem um grande poder, e aqueles que por merecimento foram curados por Jesus tinham dentro de si a fé e uma confiança inabalável.

Nessa conexão interior com o Pai e as forças do universo, a oração representa um recurso importante, ligando aquele que ora com fé às energias positivas e revigorantes, permitindo que os benfeitores espirituais possam atuar em seu benefício.

O alimento espiritual deve fazer parte deve ser uma prática diária, lembrando a recomendação de Santo Agostinho na questão 919 de O Livro dos Espíritos, que ao final de cada dia façamos um exame de consciência.

A ajuda espiritual sempre será oferecida, mas para que a pessoa possa se abrir para recebê-la é preciso criar as condições adequadas. O Espiritismo abre um vasto campo para a compreensão do papel da doença, mas também para o caminho curativo do corpo espiritual, que se reflete na saúde do corpo físico, por elos invisíveis.


09 novembro 2015

Consumismo - Momento Espírita


CONSUMISMO

Você já notou que, nos dias de hoje, os apelos são imensos para nos tornar cada vez mais consumistas?

Nas revistas e jornais, no rádio, na televisão e na internet, os convites às compras parecem estar em toda parte.

Nem mesmo nos elevadores e nas ruas estamos a salvo: outdoors, cartazes, painéis eletrônicos, folhetos e todo tipo de propaganda estão ao alcance de nossos olhos e mãos.

É o excesso de nossos dias. Vivemos uma vida quase artificial, em que, aos poucos, a simplicidade e os valores reais vão sendo substituídos por coisas artificiais e passageiras.

Em vez de nossas conversas com familiares e vizinhos, agora passamos horas em frente à televisão ou ao computador. Ficamos cegos para os que vivem ao nosso lado.

Deixamos de ouvir o mundo, para nos isolar em fones de ouvido. E acabamos por nos tornar um pouco surdos para a realidade.

E assim prossegue nossa vida, cada vez mais mecanizada, cada vez mais dirigida pelos produtos que compramos sem parar, estimulados pelos anúncios e propagandas.

E isso não ocorre apenas com os adultos. As crianças são bombardeadas pela publicidade, já que se descobriu que elas influenciam poderosamente os pais, não só para comprar brinquedos, mas também para adquirir carros, eletrodomésticos e produtos alimentícios.

Interessante lembrar que a publicidade nos faz acreditar que precisamos ter as coisas. Ela se infiltra em nós, comandando a vontade.

Vale-se de conceitos importantes para o ser humano: aceitação, alegria, bem-estar.

Por outro lado, a força da propaganda também nos atinge ao informar que, se não temos determinadas coisas ou serviços, somos infelizes ou excluídos de grupos sociais.

Mas o problema não está nos publicitários ou nos anunciantes. Eles fazem o trabalho deles. O problema está em nós, que acreditamos e aceitamos, como verdades, os comerciais.

É um caso de sintonia. Aceitamos passivamente a mensagem da publicidade e vamos além: nós nos identificamos com ela.

Passamos a acreditar que seremos felizes somente se tivermos objetos caros ou de marcas famosas.

Aos poucos, nos tornamos escravos da necessidade de comprar. Cosméticos, alimentos, aparelhos eletrônicos - tudo passa a ser objeto de desejo.

É quando nos entregamos sem reservas à mensagem da publicidade.

Para libertar-se dessa escravidão, temos a força de vontade, a capacidade de resistir e o livre-arbítrio.

Por isso, Mestres Espirituais de todas as épocas, povos e religiões advertiram o homem para que combatesse os desejos desenfreados.

Na Índia, Krishna e Buda alertaram sobre os desejos que comandam as ações humanas e recomendaram eliminá-los, a fim de alcançar a libertação.



E Jesus de Nazaré advertiu que, onde estiver o nosso tesouro, aí estará o nosso coração.

Se pusermos nosso foco em coisas, pessoas ou situações que desejamos, é a isso que estaremos vinculados, mesmo após a morte do corpo.

Ao contrário, se nossa atenção estiver voltada para Deus, para a vivência da ética e dos valores do Espírito, certamente superaremos os desejos que aprisionam e caminharemos em direção à pureza e à alegria permanentes.

Pense nisso!

Redação do Momento Espírita. Disponível no livro Momento Espírita, v. 7, ed. Fep.

08 novembro 2015

Fixação no Presente - Izaias Claro

 

FIXAÇÃO NO PRESENTE

Não poucas criaturas, malbaratando o presente e não investindo no futuro, gastam-se e desgastam-se na pós-ocupação. A pós-ocupação é ocupação vã, porque retém a mente fixada em algo já ocorrido no pretérito e que poderia estar superado. É uma atitude típica do depressivo que se compraz, de maneira enfermiça, em fixar-se nas experiências negativas transatas, desperdiçando tempo, energia e oportunidade.

De outras vezes, o ser desgasta-se numa atitude de pré-ocupação. Preocupar-se, como o indica a própria palavra, é o ocupar-se antes com a ocorrência que imagina ocorrerá mais tarde. Com isto a pessoa ocupa-se pelo menos duas vezes, antes da ocorrência e enquanto ela se dá. Na tese hipótese de pós-ocupar-se com o problema, a criatura terá se ocupado três vezes, isto é, antes, durante e depois.

Pensar e refletir com confiança na problemática, é positivo e necessário. Preocupar-se em excesso é inútil e nada de bom acrescenta.

O ideal, para a existência humana, é a criatura procurar viver sem tristeza pelo passado e sem ansiedade negativa pelo futuro, num interminável e abençoado presente, vivendo cada instante, totalmente, não se preocupando de maneira estéril com o que virá, e também não se pós-ocupando com o que de negativo sucedeu.

A hora é agora.

Como ensina velha canção, quem sabe faz a hora, não espera acontecer...

Emmanuel, pelas mãos queridas de Francisco Cândido Xavier, assevera que hoje é o dia mais importante de nossas vidas; nem o ontem, que já vivemos com suas experiências, nem o amanhã que poderá surgir modificado...

Izaias Claro

07 novembro 2015

Perdas de Entes Queridos - Nara Cristina Goulart


PERDA DE ENTES QUERIDOS

A dor causada pela perda dos entes amados atinge a todos nós com a mesma intensidade. É a lei da vida a que estamos sujeitos. Quando nascemos, nossa única certeza absoluta no transcorrer da vida será a de que um dia morremos.

Não costumamos pensar muito na morte, não fazendo ela parte das nossas preocupações mais imediatas. Vamos levando a vida sem pensar que um dia morremos. Mas daí vem o inesperado, e quando nos deparamos ela bate nossa porta arrebatando-nos um ente amado.

Então sentimo-nos impotentes diante dela e o pensamento de que nunca mais “o veremos” aumenta mais a dor. Dor alguma é comparável a essa. Ceifando a alegria de viver de quem fica no corpo, assinala profundamente os sentimentos de amor, deixando vigorosas marcas no campo emocional. Mesmo na vida física há separações traumáticas, longa e às vezes definitiva. Na morte, então a saudade e a vontade de ter outra vez aquele que se foi é perfeitamente natural e compreensível.

A morte, no entanto, é uma fatalidade inevitável, e todos aqueles que se encontram vivos no corpo, em momento próprio dele serão arrebatados.

Algumas pessoas sentem com maior intensidade a perda do ente amado, demorando a se recuperar da dor pela partida deste. O chamado período de luto. O período de luto é influenciado por vários fatores, dentre estes a idade, saúde, cultura, crenças religiosas, segurança financeira, vida social, antecedentes de outras perdas ou eventos traumáticos e principalmente quando a morte ocorreu repentinamente, de uma forma brusca, como acontece em desastres, acidentes ou por ato de violência. Cada um desses fatores pode aumentar ou diminuir a dor do luto.

Mas porque é tão dolorosa a perda, ou melhor, a separação de um ente amado? Justamente, porque os amamos, e porque os amamos queremos tê-los continuamente junto a nós, e isso é natural, portanto, não necessita de explicações! Vivemos em função uns dos outros, se aquele que amamos se vai... Como não sentir? A impossibilidade de se conversar, ouvir a voz, tocar no ente amado que partiu, é desvastor para aquele que ficou. Uma foto, um aroma, uma música bastam para lembrar o ente querido e a dor da sua ausência reaparece cada vez mais forte acompanhada da saudade causticante!

Diante de tão terrível e amarga dor. Aonde procurar consolo? Aonde procura respostas? O que fazer e qual a nossa atitude mais correta para sobrevivermos a ela?

Para entender a atitude dos espíritas diante da dor da perda de entes queridos, é preciso entender a visão espírita da morte!

Toda a religião espiritualista tem em comum a crença na imortalidade da alma. No entanto, o Espiritismo acrescenta e difere das demais, porque nos mostra que além de imortal, a alma após a morte mantém sua individualidade, se aperfeiçoa e evolui pela pluralidade das existências (reencarnação) e existe a comunicação entre os que se encontram no Mundo Espiritual e aqueles que se encontram no mundo material.

Diante da imortalidade da alma a morte é, pois: a destruição do corpo físico, comum a todos os seres biológicos, seja pelas transformações orgânicas, pelo desgaste à medida que nele se movimenta, ou por uma agressão violenta! Considerando que o Espírito esta em constante crescimento e renovação, a morte é um meio de transição e não um ponto final, possibilitando assim através da reencarnação mudança de ambientes e projetos de vida! Vejamos o que diz o Livro dos Espíritos.

Questão 153:
P: Em que sentido se deve entender a vida eterna?
R: “A vida do espírito é que é eterna; a do corpo é transitória e passageira. quando o corpo morre, a alma retorna a vida eterna”.

Segundo consolo que encontramos na Doutrina Espírita: possibilidade de comunicação entre os encarnados e os desencarnados!

A possibilidade da comunicação com o ser querido leva muitas pessoas a desejarem, a todo custo, uma mensagem, uma palavra que possa proporcionar-lhes a aceitação do ocorrido e que lhes minore a dor da enorme saudade que sentem.

No entanto, é necessário se precaver contra a urgência desenfreada de se obter essa comunicação, principalmente quando é recente a desencarnação. Nesse caso, sabemos que ela não é impossível, mas não é recomendada porque, e isto é natural e previsível para todos os recém desencarnados, há um período de adaptação do Espírito a sua nova realidade.

Não podemos olvidar também que as condições em que se encontram os Espíritos no mundo espiritual, se dão pelo próprio espírito, ou seja, pelas escolhas, a forma como viveu enquanto encarnado, seus méritos e suas necessidades! Diante disso, a comunicação pode ser impedida ou não possível por um determinado tempo.

Em segundo, as comunicações são acompanhadas de uma necessidade e de uma utilidade! Temos que entender que o mundo espiritual não esta para nos servir a qualquer hora ou custo, para saciar desejos desenfreados, isso pode abrir portas para mistificações e ate obsessões. Por isso toda e qualquer comunicação deve ser vista com cautela e seriedade!

Então as pessoas que buscam o centro espírita com profundo desejo de receberem uma mensagem de um ente querido desencarnado, estejam avisadas de que este contato nem sempre é possível. Às vezes passam-se meses e até anos antes de obterem uma palavra ou mensagem. Nem os médiuns, nem os Espíritos estão obrigados a nos dar as respostas que queremos, mas se a Misericórdia Divina permitir, com certeza será recebida, como podemos comprovar por tantas psicografias, posteriormente publicadas em livros, recebidas por Francisco Cândido Xavier, mensagens consoladoras e esperançosas para pais, filhos, amigos...

Outro consolo que a Doutrina Espírita trás, diz respeito às desencarnações de entes amados em tenra idade, jovens, filhos ceifados de um momento para outro, por meio de acidentes, violência desenfreada, doenças rápidas! Esse tipo de desencarnação geralmente causa espanto, e muita revolta para os que ficam. Mas no Evangelho Segundo Espiritismo, no capitulo V, Instruções dos Espíritos no item perda de pessoas amadas e mortes prematuras (Sansão, antigo membro da Sociedade Espírita de Paris, 1863):

Ele diz assim: “A morte prematura é quase sempre um grande beneficio que Deus concede ao que se vai. Sendo assim preservado das misérias da vida, ou das seduções que poderiam arrastá-lo à perdição. aquele que morre na flor da idade não é vitima da fatalidade, pois, deus julga que não lhe será útil permanecer maior tempo na terra.”

Ressalta-se que é nos casos de morte em que não houve imprudência ou que não houve nenhuma participação do desencarnado.

E Sansão ainda nos diz: “Regozijai-vos em vez de chorar quando apraz Deus retirar um dos seus filhos deste vale de misérias. Não é egoísmo desejar que ele fique para sofrer convosco? Ah! essa dor se concebe entre os que não têm fé, e que vêem na morte a separação eterna. Mas vós espíritas, sabeis que a alma vive melhor quando livre de seu invólucro corporal. Mães sabeis que vossos filhos bem-amados estão perto de vós; sim, eles estão bem perto; seus corpos fluídicos vos envolvem, seus pensamentos vos protegem, vossa lembrança os inebria de contentamento, mas também as vossas dores sem razão os afligem, porque revelam uma falta de fé e constituem uma revolta contra a vontade de Deus!”

Diante dessas palavras instrutivas do Espírito Sansão, podemos ver que os pensamentos, dirigidos aos entes amados desencarnados, chegam como vibrações e são percebidas e assimiladas por eles. Porque a morte nada mais é do que a destruição do corpo orgânico, mas a alma imortal segue eterna, assim como os laços de amor e afeições que os uniu aos pais, aos filhos, aos maridos, as esposas, aos amigos!

A Doutrina Espírita orienta-nos a pensar e emitir vibrações de amor, e não de dor e desespero. Vejamos o que nos revela a questão 936 do Livro dos Espíritos.

P: - Como é que as dores inconsoláveis dos que sobrevivem se refletem nos espíritos que as causam?
R: O espírito é sensível às lembranças e às saudades dos que lhes eram caros na terra; mas uma dor incessante e desarrazoada, o toca penosamente, porque nessa dor excessiva ele vê falta de fé no futuro e confiança em Deus e, por conseguinte, um obstáculo ao adiantamento dos que o choram e talvez à sua reunião com ele.”

Da mesma forma os entes amados que partiram nos emitem pensamentos e vibrações de amor e de esperança. Acontece que muitas vezes, nos prendemos na dor, e não nos apercebemos da presença deles. Muitas vezes, eles têm que recorrerem às sessões mediúnicas, com a devida permissão dos seus orientadores espirituais, para pedir, que não soframos mais. Que nosso sofrimento excessivo, os fazem sofrer, que nosso apego as lembranças com dor os atingem e os afligem. Muitos ainda impossibilitados de virem se comunicar, porque ainda estão de adaptando e se recuperando, (um dos motivos que a evocação não é recomendada) solicitam aos seus mentores que mandem noticias em seus nomes, para acalmar o coração dos familiares em sofrimento. A morte não é o mergulho no nada, é apenas a mudança de estado, e que eles continuam do lado de lá, recebendo de nós, os sentimentos de amor, ou de revolta que possamos emitir.

Joanna de Ângelis nos alerta quanto nossa atitude perante nossos desencarnados entes queridos, na obra "Rumos Libertadores".

Ela diz assim: - Não digas, ou interrogues, antes os que desencarnaram: “deixaram-me, e agora? O que será de mim?
Estes conceitos, profundamente egoístas, atestam desamor, antes do que devotamento.

Nem te entregues ao desejo de partir, também sob a falsa alegação de que não pode continuar sem eles. Esta atitude fá-los-ás sofrer.
Poe-te no lugar deles.
Como te sentirias do lado de cá, acompanhando o ser amado que se resolvesse complicar a própria situação, justificando seres tu o responsável?
Imagina-te impossibilitado por leis soberanas de socorrer ao amor da retaguarda que, em desalinho caprichoso, chamasse e imprecasse por ti, e verificarás quanto te seria doloroso.

“Assim também eles sofrem em razão de atitude contundente, quanto se alegra em face da resignação, da saudade dúlcida e das preces gentis que os afetos lhes devotam”.

Podemos tirar três lições do texto de Joanna de Ângelis:

Primeira lição: nossos pensamentos emitidos os fazem sofrer ou os alegram!
Segunda lição: é não buscar evocá-los; quando ela diz: “imagina-te impossibilitado por leis soberanas de socorrer ao amor da retaguarda que, em desalinho caprichoso, chamasse e imprecasse por ti...”
Terceira lição: envolvê-los em preces. O Evangelho Segundo Espiritismo traz uma coletânea de preces e fala da importância da oração pelos que acabam de deixar a terra como forma de ajudar no desligamento do Espírito, tornando seu despertar no além tumulo mais tranqüilo.

Para enfrentarmos a dor da perda de entes queridos, devemos partir primeiro da fé e confiança na imortalidade da alma; que a morte é apenas a transição de um estado para o outro, qual seja, a saída do mundo físico para a vida espiritual. Que a alma liberta do corpo segue seu curso mantendo sua individualidade, levando consigo, as experiências, os amores e os laços de família, que são ainda mais reforçados, posto que libertos do corpo os Espíritos compreendem melhor certas situações, as quais, enquanto estavam no corpo, passavam despercebidas.

A crença na vida após a morte e que a separação é passageira, traz um grande consolo no momento da partida daqueles que amamos. Lembrar os bons momentos vividos com esse ente amado, sabendo que nada acontece ao acaso e que a separação é apenas momentânea demonstrando assim fé e confiança nos desígnios de Deus e na possibilidade do reencontro.

Sabendo que a desencarnação é para, nós inevitável devemos nos preparar para ela, vivendo cada instante, uns com os outros como se fosse o ultimo; aprendendo e compartilhando conhecimentos! Amando, perdoando e servindo ao bem comum!

Cultuar a memória dos entes queridos desencarnados mediante ações de que eles se alegram, de que possam participar inspirando-nos e protegendo-nos, ou aprendendo conosco aquilo que não souberam ou não quiseram aproveitar!

Nara Cristina Goulart


Bibliografia:

Livro dos Espíritos
Evangelho Segundo Espiritismo
Rumos Libertadores
Fonte: CEAE - Centro Espírita Aprendizes do Evangelho.

06 novembro 2015

As Provas e Expiações como Mecanismos Evolutivos - Marta Antunes de Moura

 

AS PROVAS E EXPIAÇÕES COMO MECANISMOS EVOLUTIVOS


Um dos princípios da Doutrina Espírita é a reencarnação, entendida pelos orientadores espirituais como necessária à evolução humana, pois “uma só existência corpórea é claramente insuficiente para que o Espírito possa adquirir todo o bem que lhe falta e de desfazer de todo o mal que traz em si.”[1]

Para nos auxiliar no processo ascensional, Deus nos concede o livre arbítrio, uma vez que, se o homem “(…) tem liberdade de pensar, tem também a de agir. (…).”[2] Podemos, então, afirmar que o ser humano é o árbitro do seu destino e que cada escolha, independentemente das suas motivações ou justificativas, acionam a lei de causa e efeito em qualquer plano de vida que se situe: o físico ou o espiritual.

O uso do livre arbítrio são ações que provocam reações, no tempo e no espaço. As boas escolhas produzem progresso evolutivo, enquanto as escolhas infelizes geram provações ou expiações que se configuram como mecanismos evolutivos, moduladores da lei de causa e efeito, claramente consubstanciada no planejamento reencarnatório de cada indivíduo. Daí Emmanuel afirmar: “A lei das provas é uma das maiores instituições universais para a distribuição dos benefícios divinos.”[3]

Para melhor compreensão do assunto, Emmanuel especifica também a diferença que há entre prova (ou provação) e expiação: “A provação é a luta que ensina ao discípulo rebelde e preguiçoso a estrada do trabalho e da edificação espiritual. A expiação é pena imposta ao malfeitor que comete um crime.”[4]

Percebe-se, portanto, que a prova assemelha-se a uma corrida de obstáculos que tem o poder de impulsionar o progresso humano. As provas sempre existirão, mesmo para Espíritos superiores, por se tratarem de desafios evolutivos. A expiação, contudo, representa uma contenção temporária da liberdade individual, necessária à reeducação do Espírito que, melhor utilizando o livre arbítrio, reajusta-se às determinações das leis divinas.

As provações podem ser difíceis, não resta dúvida, mas, por seu intermédio, o Espírito é colocado em situações que o afasta do estado de inércia em que ora permanece ou se compraz, proporcionando-lhe, ao mesmo tempo, oportunidades para que ele possa trabalhar a melhoria das suas atuais condições de vida.

Nas expiações, o Espírito vê-se colocado prisioneiro das más ações cometidas, pelo uso indevido do livre arbítrio. Para que não se prejudique mais, renasce sob processos de contenção que, obviamente, produzem sofrimentos, sobretudo se o ser espiritual ainda não consegue apreender o valor da dor como instrumento de educação e cura espirituais.

Em O Céu e o Inferno, Allan Kardec lança outras luzes a respeito do tema, quando explica que o arrependimento das faltas cometidas é o elemento chave para liberar o Espírito das provações dolorosas e das expiações. O Codificador, assim se expressa: Arrependimento, expiação e reparação são as três condições necessárias para apagar os traços de uma falta e suas consequências. O arrependimento suaviza as dores da expiação, abrindo pela esperança o caminho da reabilitação; só a reparação, contudo, pode anular o efeito destruindo-lhe a causa.(Grifos no original)[1]

Nesses termos, a libertação do Espírito, ou reparação, indica ser a etapa final da expiação porque, perante os códigos divinos, não nos é suficiente expiar uma falta, é preciso anulá-la, definitivamente, da vida do Espírito imortal, pela prática do bem: A reparação consiste em fazer o bem a quem se havia feito o mal. Quem não repara os seus erros nesta vida por fraqueza ou má vontade, achar-se-á numa existência posterior em contato com as mesmas pessoas a quem prejudicou, e em condições voluntariamente escolhidas, de modo a demonstrar-lhes o seu devotamento, e fazer-lhes tanto bem quanto mal lhes tenha feito.[2]

Marta Antunes de Moura


Referências


KARDEC, Allan. O Céu e o Inferno. Trad. de Evandro Noleto Bezerra. 1ª ed. Rio de Janeiro: FEB Editora, 2009.
__________. O Livro dos Espíritos. Trad. de Evandro Noleto Bezerra. 2ª ed. 1ª reimp. Rio de Janeiro: FEB Editora, 2011.
XAVIER, Francisco Cândido. O Consolador. Pelo Espírito Emmanuel. 28ª ed. Rio de Janeiro: FEB Editora, 2008
[1] Allan Kardec. O Céu e o Inferno. Pt. 1, cap. III, it. 9, pág. 49.
[2] Idem. O Livro dos Espíritos. Q. 843, pág. 507.
[3] Francisco Cândido Xavier. O Consolador. Q. 245, pág. 201.
[4] Ibid., q. 24, pág. 201.
[5] Allan Kardec. O Céu e o Inferno. Pt. 1, cap. VII – Código penal da vida futura -, q.16ª, pág. 126.
[6] Ibid., q. 17ª, p. 12.
Fonte: FEB

05 novembro 2015

Transitoriedade da Existência Física - Geraldo Campetti Sobrinho

 
TRANSITORIEDADE DA EXISTÊNCIA FÍSICA

Geraldo Campetti Sobrinho O homem carnal, mais preso à vida corporal do que à vida espiritual, tem, na Terra, penas e gozos materiais. Sua felicidade consiste na satisfação fugaz de todos os seus desejos. Sua alma, constantemente preocupada e angustiada pelas vicissitudes da vida, mantém-se num estado de ansiedade e de tortura perpétuas. A morte o assusta, porque ele duvida do futuro e porque tem de deixar no mundo todas as suas afeições e esperanças.

O homem moral, que se colocou acima das necessidades artificiais, criadas pelas paixões, experimenta, já neste mundo, prazeres que o homem material desconhece. A moderação dos desejos dá ao seu Espírito calma e serenidade. Feliz pelo bem que faz, não há decepções para ele e as contrariedades deslizam sobre sua alma sem lhe deixarem nenhuma impressão dolorosa (O livro dos espíritos, q. 941, nota).

*

Conta-se que no século XIX, um turista americano foi à cidade do Cairo, no Egito.
Seu objetivo era visitar um famoso rabino.
O turista ficou surpreso ao ver que o rabino morava num quarto simples, cheio de livros.
As únicas peças de mobília eram uma mesa e um banco.
– Onde estão os seus móveis? – perguntou o turista
E o rabino, bem depressa, perguntou também:
– Onde estão os seus?
– Os meus? – Disse o turista. – Mas eu estou aqui de passagem?!
– Eu também! – Disse o rabino.

*

A existência material, iniciada no momento da concepção e extinta na denominada morte, é uma passagem. Por mais que dure 80, 100 anos, transcorre com rapidez.

A reencarnação, definida como o retorno do Espírito a um novo corpo físico, constitui-se em valiosa oportunidade de desenvolvimento intelectual e moral. Por essa razão, deve ser bem aproveitada.

A cada dia deveríamos nos preparar para a morte, para bem morrer, considerando ser o passamento a nossa porta de entrada na vida real, permanente. Para isso, é importante aprender a bem viver a existência material, transitória, facultada pela experiência da pluralidade das existências.

Aprendemos com Jesus que é necessário cuidar das duas vidas: a material e a espiritual. Quando nos dedicamos exclusivamente à materialidade, tornando-nos consumistas, hedonistas, egoístas, perdemos a noção dos valores reais com os quais devemos alimentar a intimidade de nossos seres.

A compreensão dos ensinamentos de Jesus só é possível com o entendimento da vida futura. O maior patrimônio que Deus concedeu aos seus filhos foi tê-los criado Espíritos imortais. A imortalidade é a dádiva por excelência a que o Espírito está destinado por concessão divina.

O Espiritismo combate assim o Materialismo que ainda alimenta o imaginário de boa parte de homens e mulheres que não creem na vida após a morte ou que não dão importância às questões da espiritualidade. Para otimizar o aproveitamento da nossa atual existência, é importante manter a firmeza da vontade para o cultivo de virtudes imperecíveis que nos conduzirão ao autoconhecimento e realização interior. A melhor maneira de nos autodescubrir é a convivência salutar com os semelhantes.

Geraldo Campetti Sobrinho
Extratos do livro Anotações espíritas, ditado por Espíritos diversos e psicografado por Divaldo Pereira Franco. Ed. FEB.

04 novembro 2015

Esquecimento do Passado - Luiz Sérgio



ESQUECIMENTO DO PASSADO

Na problemática reencarnatória, mesclam o ontem e o hoje, plasmando situações necessárias ao aprimoramento de percepções, à reabilitação dos transgressores das leis do amor, ao reajuste benéfico, à reconstrução da experiência.

Sem dúvida, as pessoas, nos momentos difíceis de suas experiências, tendem sempre a se perguntar o porquê de tais sofrimentos. É uma atitude natural, que reflete não apenas curiosidade, muito característica do próprio homem, mas uma necessidade de aprofundar justificativas que tornarão menos pesado o fardo e mais lógico o futuro.

O esquecimento do passado, por impedir que tenhamos domínio da teia de fatos de que participamos, direta ou indiretamente, no pretérito, pode, em certos momentos, nos parecer importuno. Entretanto, posso lhes garantir que o simples bom senso, apoiado em situações explicadas nos livros que tratam seriamente do assunto, nos levará a conclusões que nos clareiam a mente a respeito do que estamos experimentando.

Imperioso é nos colocarmos em atitude de humildade, ao querermos manipular os dados que temos em mãos, na tentativa de reconstruir o nosso passado. Por isso, não busquemos acusar nossos algozes de hoje, mas sempre nos imaginemos instrumento de desequilíbrio e sofrimento das pessoas que hoje nos são caras. Este posicionamento nos situará dentro de uma vibração positiva, porque estaremos predispostos a perdoar, a refazer, a reanimar, a indenizar. Nesta atitude, começaremos a granjear simpatias e a refortalecer afetos que já nos pareciam desfeitos.

Como poderão sentir, a prática do amor é que irá nos conduzir, num futuro não tão distante, à felicidade tão almejada.

Que Deus continue nos amando e nos ajudando a crescer pelo nosso próprio esforço, é o que neste instante mais desejo.

Espírito Luiz Sérgio
Livro Intercâmbio, cap. Esquecimento do Passado
Psicografia de Alayde de Assunção e Silva, Lucia Maria Secron Pinto.

03 novembro 2015

Espiritismo ou "Espiritismos"? - José Lucas

 

ESPIRITISMO OU "ESPIRITISMOS"?

"O Espiritismo é a ciência que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como das suas relações com o mundo corporal", refere Allan Kardec no livro "O que é o Espiritismo".

Sendo uma ciência filosófica de consequências morais, como ciência de observação investiga os chamados factos espíritas, como filosofia explica esses mesmos factos, e como moral apresenta um roteiro para a Humanidade, de modo a que esta se espiritualize mais depressa.

Sendo a Doutrina dos Espíritos (ditada por eles) e estando assente em valores universais, bem como nas leis imutáveis da Vida, jamais poderia a Doutrina dos Espíritos ser mais um joguete dos seres humanos, que a utilizassem a seu belo prazer. Allan Kardec, estruturou muito bem os ensinamentos dos Espíritos, compilando-os na sua obra, que engloba os 12 volumes da "Revista Espírita" e 8 livros (considerando-se o livro "Obras Póstumas" e "Viagem Espírita em 1862"), deixando bem vincado o carácter universalista e universal da Doutrina dos Espíritos.

Léon Denis, o filósofo do Espiritismo, referia a seu tempo, que o Espiritismo seria aquilo que os Espíritas dele fizessem. A obra de Kardec permanece segura, bem estruturada, e ainda não é bem entendida pela grande maioria de nós, o que é natural tendo em conta que é algo muito recente, apenas com 158 anos de idade.

Os espíritas (adeptos da ideia espírita) entendem a Doutrina dos Espíritos de acordo com a sua capacidade de entendimento, que varia em grau e em profundidade, o que é perfeitamente normal, saudável, desde que haja bom senso, discernimento, lucidez, equilíbrio e uma normal troca de ideias, dentro da assertiva espírita da fraternidade, da caridade, do Amor entre todos.

Pelo processo da reencarnação, muitos de nós, espíritas, somos ex-padres e ex-freiras, oriundos do catolicismo dominante no Ocidente, desde sempre. Ainda presos aos atavismos do passado, vamos levando para os centros espíritas muitas coisas que nada têm a ver com a essência universal do Espiritismo, como toalhas brancas para a mesa (saudades dos altares?), fotografias de Jesus e de vultos espíritas (saudades dos santos das Igrejas?), rezas em coro e cânticos igrejeiros (reminiscências do catolicismo?), o "Amen" no fim de uma prece, posturas igrejeiras e castradoras por parte de dirigentes espíritas (saudades do clero?) (tudo isto criticado por Kardec, in "Viagem Espírita em 1862", cap. XI e seguinte).

Paralelamente, ao nível da divulgação espírita, em termos locais, regionais, nacionais e internacionais, vamos perdendo a essência do espiritismo, o estatuto de livre-pensador, para começarmos a criar organizações, grupos, por vezes sectários, dentro dos movimentos espíritas, feitos pelos homens, que muitas vezes vão contra a essência da Doutrina dos Espíritos (que não é sectária).

É fundamental que as organizações de divulgação espírita, seja a que nível for, as Federações Espíritas em todos os países, não se tornem uma reedição dos Bispados de outrora, assim como é importante que o Conselho Espírita Internacional (CEI) não seja entendido como um papado espírita.

No entanto, todas estas organizações são muito úteis e necessárias no processo de divulgação do espiritismo, mantendo-se uma estrutura horizontal, em rede, sem necessidade da tradicional estrutura piramidal, papal.

O espiritismo é uma ideia fabulosa.
Os espíritas são os seus bons ou maus intérpretes, 
que não podem ser confundidos com a ideia espírita.

O ser humano, espírita, habituado a ser "orientado" pelos padres de outrora, sente-se perdido, sem saber o que fazer ou como fazer, agora que usufrui do estatuto de livre-pensador. Então, num movimento de “retrocesso” evolutivo temporário, o espírita refugia-se em organizações que reeditam vícios e erros do passado, criando-se regras rígidas, outras absurdas, supostas hierarquias, fazendo-se com o Espiritismo o mesmo que os Homens fizeram com o Cristianismo, descaracterizando-o e catolicizando-o.

Os centros espíritas pequenos, como preconizava Kardec, um em cada bairro, com 20, 30 pessoas, vão dando origem a "igrejas" com 400, 800, 1000 ou mais pessoas, descaracterizando a essência do centro espírita, que aponta no conhecimento mútuo, no amparo entre todos, na entreajuda e companheirismo (in "O Livro dos Médiuns", cap. XXIX, "Reuniões e Sociedades"). Saudosos dos grupos divergentes dentro do catolicismo, em vidas passadas, divergências essas que deram origem às várias ordens religiosas e aos vários grupos dentro do Catolicismo, os espíritas menos atentos agrupam-se em torno dos seus "santos" espíritas, criando "grupos de amigos" deste ou daquele espírita mais proeminente, num claro desacerto com o rumo da Doutrina dos Espíritos, compilada por Allan Kardec.

Não existem espiritismos, nem existem correntes espíritas.

"Espiritismo só há um, o de Kardec e mais nenhum" costuma referir pessoa amiga, em jeito de brincadeira, mas falando a sério. Espiritismo é uma coisa.

Os espíritas podem ser outra bem diferente...

Em caso de dúvida, peguemos nos livros de Allan Kardec, estudemo-los, usemos o nosso espírito crítico, com Amor, fraternidade, e prossigamos vivendo, amando, servindo, na certeza de que no actual estado evolutivo, jamais conseguiremos agradar a gregos e troianos.

José Lucas