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09 maio 2015

O Advento do Consolador - Caibar Schutel




O ADVENTO DO CONSOLADOR

O mundo passava por momentos decisivos, transformadores, oferecendo condições para o surgimento de uma nova humanidade.

Ao mesmo tempo, ocorria o rompimento com idéias cristalizadas do passado no campo da religião e da cultura.

No século imediatamente anterior à Codificação foram lançados os alicerces da renovação do pensamento ocidental com os chamados iluministas que definiram uma arena de fermentação de ideais arrojados, apontando para um futuro glorioso no qual o homem assumiria o comando de si mesmo, aprendendo a valorizar a liberdade de pensar, falar e agir.

O século dezoito apresentou o início de uma nova era, propriamente dita.

O homem foi sacudido pelo vendaval das mudanças ocorridas nos diferentes campos do saber humano.

Discutiu-se muito, surgiram as ciências diversificadas tanto na área das relações humanas, como nas voltadas para o estudo das conexões nervosas, com o objetivo de melhor compreender a mente.

A religião, anteriormente abalada em seus fundamentos, encontrava-se oscilante; de um lado, entre católicos fielmente vinculados aos ditames da igreja de Roma ou aos renovadores da contra reforma protestante, os jesuítas, e, de outro, aos adeptos da igreja Reformada que, então, se auto intitulavam reformadores.

O Cristo era, então, o centro para onde convergiam todas as discussões, os debates, as disputas e as intrigas.

Homens de fé, teólogos respeitáveis, ou simples sacerdotes eram tomados por um frenesi, uma agitação febril, muitas vezes doentia, sempre com o intuito de demonstrar a grandeza e a superioridade das interpretações teologais.

Entre estes, poucos se deixavam manter-se no silêncio e na oração, buscando Jesus no íntimo do ser.

Angustiados, vezes sem conta se viam jogados de um lado para outro, como frágil barco na tempestade.

O século seguinte, o dezenove, nasceu desse caldo de idéias revolucionárias.

Muitas rebeliões e revoluções surgiram, em conseqüência, no velho continente europeu para, ao final, delinear e organizar as nações do mundo atual.

O século dezenove, o século das revoluções liberais, passou à história como uma época de construção civil, política, sobretudo religiosa.

Foi quando Jesus saiu dos altares e dos púlpitos, reuniu seus servos fieis e estabeleceu que era chegado o momento de materializar o Consolador, por Ele prometido, no mundo das formas.

A Humanidade encontrava-se mais lúcida, já detinha valores morais e conhecimentos suficientes para começar a exercitar a lei de amor, explicitada no seu Evangelho de Luz e Amor.

Sob os sons vibrantes de novas clarinadas, uma etérea e argêntea luz espalhou-se pelo Planeta, e, um exército de servidores, constituídos por soldados devotados e compromissados com o Bem Maior, organizou uma invasão em todos os recantos, convidando a Humanidade para receber o Cristo no coração, servindo ao próximo, amando e protegendo-o.

Médiuns surgiram aos borbotões para trazer à Terra a mensagem Sublime do Céu.

Em 18 de abril de 1857 um coro de Espíritos peregrinos, uniram-se em cântico celestial para fazer o mundo conhecer O Livro dos Espíritos.

Livro imortal, gravado no infinito com chispas de luzes do coração amoroso do Senhor.

A Verdade chegou por meio do zelo, cuidado, amor e muito senso de responsabilidade do Sr. Hippolite Léon Denizard Rivail que, sob o impacto da luz e do amor de Jesus abstraiu-se de si mesmo, livrando-se daquela sua personalidade de mestre lionês para, então, se converter no humilde servidor, denominado Allan Kardec.

O Livro dos Espíritos foi forjado, assim, nas oficinas divinas e continua representando o legado espiritual do Cristo para Humanidade.

Cairbar Schutel

Mensagem psicográfica recebida no dia 16.04.15, na FEB por Marta Antunes
Fonte: site "Fórum Espírita"

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