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25 setembro 2016

Fisiologia da Reencarnação - Ricardo Baesso de Oliveira

 
FISIOLOGIA DA REENCARNAÇÃO


O estudo do processo de reencarnação dos Espíritos pode ser feito, de forma didática, a partir do exame de cinco indagações: Para que reencarnamos? Por que reencarnamos? Quando reencarnamos? Onde reencarnamos? Como reencarnamos? 

1 - Para que reencarnamos?

Emmanuel, através da mediunidade de Chico Xavier, coloca a reencarnação como um impositivo natural [i], ou seja, uma condição à qual o Espírito não pode furtar-se, um determinismo evolutivo, estabelecido por leis específicas. Para que o princípio inteligente, criado simples e ignorante, se identifique com o projeto de perfectibilidade, que lhe é inato, é imperativo que se submeta, durante longo período de sua história, à lei da reencarnação. Esta é uma lei natural, cósmica, espiritual e biológica, inerente a todos os seres, que tem como finalidade o desenvolvimento do princípio espiritual.

Segundo Kardec:
[...] a reencarnação surge como uma necessidade absoluta, como condição inerente à humanidade; numa palavra: como lei da Natureza.[ii] 

E ainda o codificador:
A passagem dos Espíritos pela vida corporal é necessária para que eles possam cumprir, por meio de uma ação material, os desígnios cuja execução Deus lhes confia. É-lhes necessária, a bem deles, visto que a atividade que são obrigados a exercer lhes auxilia o desenvolvimento da inteligência.[iii]
E também Kardec:

Para o Espírito do selvagem, que está apenas no início da vida espiritual, a encarnação é um meio de ele desenvolver a sua inteligência [...] aquele que trabalha ativamente pelo seu progresso moral, além de abreviar o tempo da encarnação material, pode também transpor de uma só vez os degraus intermédios que o separam dos mundos superiores.[iv] 

2 - Por que reencarnamos?

A literatura mediúnica mostra-nos que a evolução se verifica também na dimensão espiritual. Por que então a obrigatoriedade das experiências na dimensão física? Não poderia o princípio inteligente desenvolver todas as suas potencialidades exclusivamente na dimensão espiritual? Isso não é possível, e pode ser explicado em razão de determinadas características particulares da dimensão física, que a diferenciam da dimensão espiritual. Essas características tornam as experiências na dimensão física essenciais ao desenvolvimento das potencialidades do Espírito.

A dimensão física se diferencia da dimensão espiritual pelos seguintes aspectos:

1- A inserção em um ciclo vital que é próprio da biologia reencarnatória: nascer, crescer, reproduzir-se, criar filhos, envelhecer, vivenciar enfermidades que são exclusivas da vida física.

2- A luta pela vida: a inserção na dimensão física coloca o Espírito em um meio em que a atividade e o trabalho são praticamente obrigatórios, do contrário, vem a fome, a doença e a morte. Tal estado de coisas não parece existir na dimensão espiritual.

3- O período da infância tornando o Espírito mais acessível ao burilamento de seu caráter, através da educação e dos bons exemplos dos pais, professores e outras pessoas podem auxiliar na transformação moral da individualidade. Não existe infância, como a conhecemos, na erraticidade.

4- O esquecimento do passado, que permite à individualidade conviver com seus desafetos, sem recordar-se dos desatinos perpetrados reciprocamente. Tais recordações poderiam reviver animosidades, criando embaraços à harmonização dos relacionamentos.

5- A convivência com pessoas de nível evolutivo diferente. Na dimensão espiritual, a lei de sintonia é absoluta. Os iguais se buscam na imensidão do espaço e vivem entre si. Na dimensão física, isso não se dá – vivem todos em um “balaio de gato”. A convivência na diversidade estimula o progresso. Os que se acham em condição evolutiva inferior têm, em seus superiores, o exemplo e o estímulo para a autossuperação. Os últimos encontram, na convivência com os primeiros, oportunidades para exercitar a tolerância, a paciência e a perseverança.

3 - Quando reencarnamos?

Considerando a condição de a individualidade encontrar-se na dimensão espiritual, que fatores determinam o momento em que seu retorno ao cenário físico deverá verificar-se?

Em O Livro dos Espíritos se lê:

[...] a fatalidade só consiste nestas duas horas: aquelas em que deveis aparecer e desaparecer neste mundo. [v]

Os Benfeitores colocam, então, o momento em que devemos aparecer no mundo, ou seja, a reencarnação, como uma fatalidade, algo que está determinado por princípios bem definidos. Isso porque a reencarnação é uma necessidade da vida espiritual, como a morte é uma necessidade da vida corporal. Assim os Espíritos pressentem a época em que reencarnarão como o cego sente o fogo que se aproxima. Embora nem todos se preocupem com ela, pois há os que não pensam nela e que nem mesmo a compreendem, cedo ou tarde o Espírito sente a necessidade de progredir, pois a condição de desencarnado não pode se prolongar indefinidamente.

Acredita o psiquiatra e escritor espírita Jorge Andréa que a “estrutura energética do Espírito”, com o passar dos anos na dimensão espiritual, vai tendo maior dificuldade em se “recarregar”, impossibilitando a permanência da individualidade desencarnada na dimensão espiritual, por um período de tempo superior à sua capacidade de renovação fluídica. Quanto mais primitiva for a condição evolutiva da entidade espiritual, mais brevemente deverá retornar à dimensão física. Ocorre, segundo ele, um desgaste progressivo das “unidades energéticas”, que passam a “vibrar mais lentamente”. Os Espíritos menos evoluídos, estando mais necessitados do retorno à gleba planetária, reencarnariam com intervalo de tempo menor; os mais evoluídos reencarnariam com maior intervalo de tempo, pela possibilidade de mais fácil aquisição de material necessário ao metabolismo do psicossoma e por possuírem, em potencial, qualidades energéticas que lhe permitiriam "viver" mais tempo no estágio dimensional em que se encontram. [vi]

O tempo de permanência do Espírito desencarnado na dimensão espiritual é, segundo André Luiz, diretamente proporcional à sua condição evolutiva:

A percentagem de tempo no plano espiritual para as criaturas de evolução mediana varia com o grau de aproveitamento de tempo no estágio recente que desfrutaram no corpo físico. Quão mais vasta a provisão de conhecimento e maior a aquisição de virtudes, por parte do Espírito, mais largo período desfruta na Esfera Superior para obtenção de mais nobres recursos para mais alta ascensão. [vii]

À medida, então, que as vibrações espirituais se tornam mais “pobres”, em decorrência de uma espécie de “enfraquecimento espiritual”, comenta Jorge Andréa, observa-se uma redução progressiva das atividades do Espírito. Essa condição leva-o a um estado de torpor e fraqueza progressiva. A lei de causa e efeito, por mecanismos desconhecidos, o impele à vinculação ao aparelho genésico de uma mulher em idade fértil, com a qual o mesmo se relaciona por elos de afinidade espiritual.
Desencadeia-se assim o mecanismo reencarnatório automático por necessidade imperiosa da entidade desencarnada de retornar à dimensão física, por absoluta falta de condições fisiopsíquicas de manter-se distante das vibrações materiais.
Léon Denis esclarece, em Depois da morte:

Quando chega a ocasião de reencarnar, o Espírito sente-se arrastado por uma força irresistível, por uma misteriosa afinidade, para o meio que lhe convém.

E ainda Denis:

As leis inflexíveis da Natureza, ou antes, os efeitos resultantes do passado, decidem da reencarnação. O Espírito inferior, ignorante dessas leis, pouco cuidadoso de seu futuro, sofre maquinalmente a sua sorte e vem tomar o seu lugar na Terra sob o impulso de uma força que nem mesmo procura conhecer.

A hipótese apresentada por Jorge Andréa, segundo a interpretação que faz de algumas citações de Kardec e André Luiz, nos permite traçar um paralelo entre a necessidade de renovação do corpo físico que se dá com a morte física e a equivalente necessidade de renovação do corpo espiritual com a reencarnação. O vestuário físico de que se vale o Espírito enquanto encarnado se deteriora com o envelhecimento e as enfermidades, advindo daí a desencarnação. De forma semelhante, o corpo espiritual, impossibilitado de renovar-se indefinidamente na dimensão espiritual, necessita refazer-se, através do regresso à dimensão material.

Importante considerar que, em muitas ocasiões, o processo reencarnatório é efetivado bem antes do esgotamento dos recursos fisiopsíquicos, pois Espíritos lúcidos e almas mais evoluídas podem direcionar o processo encarnatório de seus tutelados, fazendo com que retornem à gleba planetária, em encarnações previamente organizadas, gerenciando todo o processo.

4 - Onde reencarnamos?

Os Espíritos formam famílias espirituais, cujos elos se devem a tendências e características comuns. A necessidade de estarem juntos faz com que eles se busquem, movidos por forças inconscientes. Kardec, examinando as relações entre indivíduos, perguntou aos Espíritos Superiores se os encontros, que costumam dar-se, de algumas pessoas e que comumente se atribuem ao acaso, não serão efeito de certa relação de simpatia? Eles responderam que entre os seres pensantes há ligação que ainda não conhecemos, e que o magnetismo é o piloto desta ciência, que mais tarde compreenderemos melhor.[viii] Relações magnéticas, ignoradas por nós, ligam os Espíritos uns aos outros, e o Espírito reencarnante tenderá a vincular-se a Espíritos “simpáticos” domiciliados na esfera física em condição de recebê-lo na condição de filho. 

Ricardo Baesso de Oliveira
 

 Referências:

[i] Emmanuel/Chico Xavier: Roteiro
[ii] Allan Kardec: O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. IV, item 17 
[iii] Allan Kardec. O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. IV, item 25 
[iv] Allan Kardec. O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. IV, item 26 
[v] Allan Kardec. O Livro dos Espíritos, item 859 
[vi] Jorge André: Palingênese, a grande lei 
[vii] André Luiz/ Chico Xavier. Evolução em dois mundos, parte II, cap. XVIII 
[viii] Allan Kardec. O Livro dos Espíritos, item 338


Grupo Espírita Casa do Caminho de S.Vicente


Local: Rua Jacob Emmerick, 903 - Centro - S.Vicente/SP
Grupo Espírita Casa do Caminho de S.Vicente
Propósito, História e Programação


O Grupo Espírita Casa do Caminho é uma entidade que foi criada com o intuito de levar o estudo, auxilio espiritual e o conhecimento da doutrina espírita Kardequiana a todos que a procurarem. Esta entidade é sem fins lucrativos, nós trabalhamos com afinco para construirmos nossa sede própria. Almejamos ampliar tanto o nosso espaço físico, como o nossa assistência aos carentes que nos procuram.


***

Dirigente da Casa: Jussara Faria

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Resumo de sua história


Um grupo de 12 amigos, começou a se reunir todas as terças-feiras para fazer o evangelho. Um ano depois, ou seja, em 20/01/1996, após muitas reuniões, iniciou-se a Casa do Caminho, dava-se assim o início aos trabalhos ao público, onde a maior intenção era levar ao próximo os seus ensinamentos da doutrina e assistência espiritual.

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PROGRAMAÇÃO SEMANAL

SEGUNDA-FEIRA (NOITE)
Atendimento Fraterno das 18:30hs às 19:00hs
Musicaterapia das 19:00hs às 20:00hs
Palestra das 20:00hs às 20:30hs
Passes e Água Fluidificada.

TERÇA-FEIRA
Curso de Educação Mediúnica (Trabalho Privativo)
das 19:30hs às 21:00hs

QUINTA-FEIRA
Tratamento Médico Espiritual (Cirurgia)  às 17:30 hs
(Trabalho Privativo)

SEXTA-FEIRA

Desobsessão às 19:30 hs (Trabalho Privativo)


SÁBADO
Atendimento Fraterno às 14:00hs
Palestra e  Passes às 15:30hs
Evangelização Infantil às 17:00hs
ESDE (Estudo Sistematizado da  Doutrina Espírita) às 17:00hs

LINKS:
Deste Blog: http://www.gecasadocaminhosv.blogspot.com
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24 setembro 2016

A consciência não jaz sob algema na massa craniana - Jorge Hessen


A CONSCIÊNCIA NÃO JAZ SOB ALGEMA NA MASSA CRANIANA


O pesquisador materialista afirma que a consciência humana (ou o espírito) é resultante exclusivo das funções cerebrais e está confinada no crânio. Para ele, quando o corpo morre a consciência (ou o espírito) desaparece. A rigor, não existem proposições científicas que apoiem a sobrevivência da alma após a morte, e muito menos a comunicação dos mortos.

Contudo, diante do acúmulo de fatos, a exemplo da sensibilidade extrafísica de Chico Xavier, que não foram explicados pelas leis da natureza ou foram analisados algumas vezes como fraude, um grupo de cientistas metafísicos resolveu interrogar a ciência – e não os médiuns. A conclusão desses cientistas está contida no livro Irreducible Mind. A obra parte da lógica de que fenômenos como a mediunidade, a telepatia e experiências de quase-morte são indícios de que o velho modelo teórico vigente nos meios academistas é incompleto. [1]

Para o psiquiatra da Universidade da Virgínia (EUA) Edward Kelly, a ciência vem ignorando um princípio científico básico, o da “falseabilidade ou refutabilidade”, ou seja, todo cientista sério deveria estar sempre procurando um vácuo na sua tese – e não o contrário. Para Kelly, a mediunidade pode ser um desses vácuos, por isso é plausível desvendar o mistério da consciência, que instiga filósofos e cientistas há milênios. [2]

Os pesquisadores clássicos acreditam que parte do problema está em considerar mente e cérebro uma coisa só. Porém, Edward Kelly propõe que o cérebro seja encarado como um aparelho de TV. A consciência seriam seus programas. Um defeito na TV (cérebro) pode alterar a qualidade da imagem, mas não o conteúdo dos programas (consciência). Ou seja, sem a TV, não podemos enxergar nosso seriado favorito, mas o seriado existe mesmo assim. Só não pode ser assistido. Funcionaria de um jeito parecido com a consciência: dependemos do cérebro para percebê-la, mas ela não está, segundo a proposta, encarcerada dentro do aparelho (cérebro). [3]

Essa realidade garantiria sobrevida da consciência além do corpo, abrindo a possibilidade de explicar a ideia de que a consciência segue vagando por aí após a morte e pode se comunicar com outras consciências, vivas, encarnadas ou não. [4] Kelly propõe que os cientistas tradicionais questionem suas convicções e prestem mais atenção em fenômenos hoje ignorados, como a mediunidade.

Por quanto tempo filósofos, cientistas e religiosos têm ponderado o que acontece após a morte? Existe vida após a morte, ou nós simplesmente desaparecemos no grande desconhecido? Embora corpos individuais estejam destinados à autodestruição, o sentimento vivo, a consciência, o “quem sou eu?” – É uma fonte de baixa voltagem de energia operando no cérebro. Mas essa energia não desaparece com a morte. Um dos mais seguros axiomas da ciência é que a energia nunca morre; ela pode ser criada mas não destruída”. [5]

Não existiríamos sem a consciência. Aliás, nada poderia existir sem consciência. Pesquisadores recordam que a morte não existe em um mundo sem espaço atemporal. Não há distinção entre passado, presente e futuro. É apenas uma ilusão teimosamente persistente. A imortalidade não significa uma existência perpétua no tempo sem fim, mas reside fora de tempo completamente. [6] Articulam alguns acadêmicos que a consciência é um produto da atividade cerebral, que surge para dar coerência às nossas ações no mundo. O cérebro toma a decisão por conta própria e ainda convence seu “titular” que o responsável foi ele. Assim sendo, somos um só: o que é cérebro também é mente. A sensação de que existe um eu que habita e controla o corpo é apenas o resultado da atividade cerebral que nos ilude. Então não há nenhum “espírito” na máquina cerebral.

Será mesmo? É óbvio que as muitas deduções dos múltiplos experimentos da neurociência reducionista são ardis da ficção. “A mente tem a dinâmica de um mosaico de luzes que se projetam pela consciência, que se contrai ou expande diante do que nos emociona.” [7] Desse Universo abstrato “emanam as correntes da vontade, determinando vasta rede de estímulos, reagindo ante as exigências da paisagem externa, ou atendendo às sugestões das zonas interiores.” [8]

Há estudos consistentes que comprovam a total impossibilidade de se medir com precisão o tempo entre o estímulo cerebral e o ato em si, o que, aliás, já derruba todas as precipitadas teses materialistas. A consciência e a inteligência não são um curto-circuito nem o subproduto casual do intercâmbio de quaisquer neurônios. Enquanto a ciência demorar-se abraçada à matéria e não alcançar a dimensão do que não pode palpar, ver e ouvir, ficará ainda extremamente distante de tanger as imediações da verdade que investiga.

O atributo essencial do ser humano é sem dúvida a inteligência, mas a causa da inteligência não reside no cérebro humano, mas sim no ser espiritual que sobrevive ao corpo físico e pode se comunicar com o homem encarnado. Graças ao Espiritismo, no seu aspecto filosófico e experimental, está sendo possível construir a sólida ponte sobre o abismo que separa matéria e espírito. Os mortos podem ser ouvidos. Todo brado de coroados “nobeis” de ciência alça a sua voz para nos expressar a morte da matéria.

Já é tempo de nos instruir ante os ensinos da ciência pós-mecanicista dos séculos passados e de nos livrarmos da camisa de força que o materialismo do século XIX infligiu aos nossos julgamentos filosóficos. Neurocientistas, “químicos e físicos, geômetras e matemáticos, erguidos à condição de investigadores da verdade, são hoje, sem o desejarem, sacerdotes do Espírito, porque, como consequência de seus porfiados estudos, o materialismo e o ateísmo serão compelidos a desaparecer, por falta de matéria, a base que lhes assegurava as especulações negativistas.”. [9]


Jorge Hessen

Referências bibliográficas:


[2] Idem
[3] Idem
[4] Idem
[6] Idem
[7] Facure Nubor Orlando. Operações Mentais e como o Cérebro Aprende, disponível no Site http:// www.geocities.com/Nubor_Facure acesso em 22/03/2013
[8] Xavier, Francisco Cândido. No Mundo Maior, Ditado pelo Espirito André Luiz, RJ: Ed.. FEB, 1997, cap. 4
[9] Xavier, Francisco Cândido. Nos domínios da mediunidade, Ditado pelo Espírito André Luiz, “prefácio” do Espírito Emmanuel, Rio de Janeiro: Ed FEB, 1999.
 

23 setembro 2016

Transição do Planeta - Bezerra de Menezes



TRANSIÇÃO DO PLANETA


"Meus filhos: Que Jesus nos abençoe A sociedade terrena vive, na atualidade, um grave momento mediúnico no qual, de forma inconsciente, dá-se o intercâmbio entre as duas esferas da vida. 

Entidades assinaladas pelo ódio, pelo ressentimento, e tomadas de amargura cobram daqueles algozes de ontem o pesado ônus da aflição que lhes tenham proporcionado. 

Espíritos nobres, voltados ao ideal de elevação humana sincronizam com as potências espirituais na edificação de um mundo melhor. 

As obsessões campeiam de forma pandêmica, confundindo-se com os transtornos psicopatológicos que trazem os processos afligentes e degenerativos.

Sucede que a Terra vivencia, neste período, a grande transição de mundo de provas e de expiações para mundo de regeneração.

Nunca houve tanta conquista da ciência e da tecnologia, e tanta hediondez do sentimento e das emoções. As glórias das conquistas do intelecto esmaecem diante do abismo da crueldade, da dissolução dos costumes, da perda da ética, e da decadência das conquistas da civilização e da cultura...

Não seja, pois, de estranhar que a dor, sob vários aspectos, espraia-se no planeta terrestre não apenas como látego mas, sobretudo, como convite à reflexão, como análise à transitoriedade do corpo, com o propósito de convocar as mentes e os corações para o ser espiritual que todos somos.

Fala-se sobre a tragédia do cotidiano com razão.

As ameaças de natureza sísmica, a cada momento tornam-se realidade tanto de um lado como de outro do planeta. O crime campeia a solta e a floração da juventude entrega-se, com exceções compreensíveis, ao abastardamento do caráter, às licenças morais e à agressividade.

Sucede, meus filhos, que as regiões de sofrimento profundo estão liberando seus hóspedes que ali ficaram, em cárcere privado, por muitos séculos e agora, na grande transição, recebem a oportunidade de voltarem-se para o bem ou de optar pela loucura a que se têm entregado. E esses, que teimosamente permanecem no mal, a benefício próprio e do planeta, irão ao exílio em orbes inferiores onde lapidarão a alma auxiliando os seus irmãos de natureza primitiva, como nos aconteceu no passado.

Por outro lado, os nobres promotores do progresso de todos os tempos passados também se reencarnam nesta hora para acelerar as conquistas, não só da inteligência e da tecnologia de ponta, mas também dos valores morais e espirituais. Ao lado deles, benfeitores de outra dimensão emboscam-se na matéria para se tornarem os grandes líderes e sensibilizarem esses verdugos da sociedade.

Aos médiuns cabe a grande tarefa de ser ponte entre as dores e as consolações. Aos dialogadores cabe a honrosa tarefa de ser, cada um deles, psicoterapeutas de desencarnados, contribuindo para a saúde geral.

Enquanto os médiuns se entregam ao benefício caridoso com os irmãos em agonia, também têm as suas dores diminuídas, o seu fardo de provas amenizadas, as suas aflições contornadas, porque o amor é o grande mensageiro da misericórdia que dilui todos os impedimentos ao progresso – é o sol da vida, meus filhos, que dissolve a névoa da ignorância e que apaga a noite da impiedade.

Reencarnastes para contribuir em favor da Nova Era.

As vossas existências não aconteceram ao acaso, foram programadas.

Antes de mergulhardes na neblina carnal, lestes o programa que vos dizia respeito e o firmastes, dando o assentimento para as provas e as glórias estelares.

O Espiritismo é Jesus que volta de braços abertos, descrucificado, ressurreto e vivo, cantando a sinfonia gloriosa da solidariedade.

Dai-vos as mãos!

Que as diferenças opinativas sejam limadas e os ideais de concordância sejam praticados. Que, quaisquer pontos de objeção tornem‑se secundários diante das metas a alcançar.

Sabemos das vossas dores, porque também passamos pela Terra e compreendemos que a névoa da matéria empana o discernimento e, muitas vezes, dificulta a lógica necessária para a ação correta. Mas ficais atentos: tendes compromissos com Jesus...

Não é a primeira vez que vos comprometestes enganando, enganado- vos. Mas esta é a oportunidade final, optativa para a glória da imortalidade ou para a anestesia da ilusão.

Ser espírita é encontrar o tesouro da sabedoria.

Reconhecemos que na luta cotidiana, na disputa social e econômica, financeira e humana do ganha-pão, esvai-se o entusiasmo, diminui a alegria do serviço, mas se permanecerdes fiéis, orando com as antenas direcionadas ao Pai Todo-Amor, não vos faltarão a inspiração, o apoio, as forças morais para vos defenderdes das agressões do mal que muitas vezes vos alcança.

Tende coragem, meus filhos, unidos, porque somos os trabalhadores da última hora, e o nosso será o salário igual ao do jornaleiro do primeiro momento.

Cantemos a alegria de servir e, ao sairmos daqui, levemos impresso no relicário da alma tudo aquilo que ocorreu em nossa reunião de santas intenções: as dores mais variadas, os rebeldes, os ignorantes, os aflitos, os infelizes, e também a palavra gentil dos amigos que velam por todos nós.

Confiando em nosso Senhor Jesus Cristo, que nos delegou a honra de falar em Seu nome, e em Seu nome ensinar, curar, levantar o ânimo e construir um mundo novo, rogamos a Ele, nosso divino Benfeitor, que a todos nos abençoe e nos dê a Sua paz.

São os votos do servidor humílimo e paternal de sempre, 

Bezerra"


Mensagem psicofônica de Bezerra de Menezes (espírito) transmitida por Divaldo Franco.



22 setembro 2016

Por que as pessoas gritam quando estão aborrecidas - Autoria desconhecida



POR QUE AS PESSOAS GRITAM QUANDO ESTÃO ABORRECIDAS


Um dia um sábio perguntou aos seus discípulos o seguinte:
Por que as pessoas gritam quando estão aborrecidas ?
Os homens pensaram por alguns momentos ...
- Porque perdemos a calma, disse um deles, por isso gritamos.

- Mas, por que gritar quando a outra pessoa está ao teu lado ? Perguntou o sábio. Não é possível falar-lhe em voz baixa? Por que gritas a uma pessoa quando estas aborrecido?

Os homens deram algumas respostas, mas nenhuma delas satisfazia ao sábio. 

Finalmente ele explicou:
- Quando duas pessoas estão aborrecidas, seus corações se afastam muito. Para cobrir esta distância precisam gritar para poder escutar-se. Quanto mais aborrecidas estejam, mais forte terão que gritar para escutar-se um ao outro através desta grande distância.

Em seguida o sábio perguntou:
- O que sucede quando duas pessoas se apaixonam? Elas não gritam, mas sim, se falam suavemente, por que? Porque seus corações estão muito perto. A distância entre elas é pequena.

O sábio continuou:
- Quando se apaixonam acontece mais alguma coisa? Não falam, somente sussurram e ficam mais perto ainda de seu amor. Finalmente não necessitam sequer sussurrar, somente se olham e isto é tudo. Assim é quando duas pessoas que se amam estão próximas.

Então o sábio disse:

- "QUANDO DISCUTIREM, NÃO DEIXEM QUE SEUS CORAÇÕES SE AFASTEM. NÃO DIGAM PALAVRAS QUE OS DISTANCIEM MAIS. CHEGARÁ UM DIA EM QUE A DISTÂNCIA SERÁ TANTA QUE NÃO MAIS ENCONTRARÃO O CAMINHO DE VOLTA."


Autoria desconhecida

21 setembro 2016

Tua Religião - Emmanuel



TUA RELIGIÃO


Em muitas ocasiões, perguntas se ela é realmente a melhor.

Não precisas, porém, de largar comparações.

Faze o exame da própria fé.

Se, nas crises da vida, quando suplicas concessões especiais, em teu benefício, a tua religião te ensina que todas as criaturas são filhas do Criador, sem que te seja lícito exigir qualquer privilégio na Criação...

Se, nas atribuições de merecimento, quando rogas favores particulares para aqueles que te desfrutam os caprichos do afeto, a tua religião te aconselha a respeitar o direito dos outros...

Se, nas invasões da mentira, diante das perturbações que se distendem por gases envenenados, quando te inclinas, naturalmente, para onde te predisponham os ventos da simpatia, a tua religião te confere a precisa força moral para aceitar a verdade...

Se, no jogo dos interesses materiais, quando tentações numerosas te induzem a trapacear, em nome da inteligência, com vantagens pessoais manifestas, a tua religião te mostra o caminho do dinheiro correto, sem afastar-te do suor no trabalho e da responsabilidade no esforço próprio...

Se, nos dias amargos de humilhações, quando o orgulho ferido te sugere desespero e revide, a tua religião te recomenda humildade e abnegação com a desculpa incondicional das ofensas e esquecimento de todo mal...

Se, nas horas de angústia, perante a morte que paira, inevitável, sobre a fronte dos entes queridos, quando a separação temporária te impele ao desânimo e à rebeldia, a tua religião te assegura a certeza da imortalidade da alma, sustentando-te a paciência e iluminando-te as esperanças...

Se, a tua religião considera a felicidade do próximo acima de tua felicidade, convertendo-se em serviço incessante no bem, sob a inspiração da justiça, a tua religião é e será sempre uma luz verdadeira para o caminho, conduzindo-te a alma, degrau de entendimento e trabalho, para as esferas superiores.

Se te declaras em ação na Doutrina Espírita, efetivamente, a tua religião não pode ser outra.

E, se dúvidas te avassalam o pensamento em matéria de crença e conduta, preconceitos e tradições, entra no mundo de ti mesmo e indaga da própria consciência qual teria sido, entre os homens, a religião de Jesus.


Pelo Espírito Emmanuel
Psicografia de Francisco Cândido Xavier
Livro: Mãos Marcadas. Lição nº 37. Página 139


20 setembro 2016

Você nasceu para ser vencedor - Momento Espírita,



VOCÊ NASCEU PARA SER VENCEDOR


Incessantemente, busque a sua identidade real, isto é, descubra-se, para o seu próprio bem. Em qualquer circunstância, mantenha-se você mesmo.

Não se apresente superior ao que é, nem se subestime, a ponto de parecer o que não seja. Ser autêntico é forma de adquirir dignidade.

Quem hoje triunfa, começou a batalha antes.

Quem está combatendo, alcançará a vitória logo mais.

Você nasceu para ser vencedor.

Um vencedor é sempre parte da resposta.

Um perdedor é sempre parte de um problema.

Um vencedor sempre tem um programa.

Um perdedor sempre tem uma desculpa.

Um vencedor diz: Deixe-me ajudá-lo.

Um perdedor diz: Não é minha obrigação!

Um vencedor enxerga uma resposta para cada problema.

Um perdedor enxerga um problema para cada resposta.

Um vencedor diz: Pode ser difícil, mas é possível.

Um perdedor diz: Pode ser possível, mas é difícil.

Rudyard Kipling, criador do personagem Mogli, escreveu com grande lucidez, o seguinte poema:

Se és capaz de manter a tua calma quando todo mundo ao redor já a perdeu e te culpa;

De crer em ti quando estão todos duvidando e para esses, no entanto, achares uma desculpa;

Se és capaz de esperar sem te desesperares, ou, enganado, não mentir ao mentiroso;

Ou, sendo odiado, sempre do ódio te esquivares;

E não parecer bom demais, nem pretensioso.

Se és capaz de pensar – sem que a isso só te atires;

De sonhar – sem fazer dos sonhos teus senhores;

Se encontrando a derrota e o triunfo, conseguires tratar da mesma forma a esses dois impostores;

Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas em armadilhas as verdades que dissestes, e as coisas, por que deste a vida, estraçalhadas, e refazê-las com o bem pouco que te reste;

Se és capaz de arriscar numa única parada tudo quanto ganhaste em toda a tua vida e perder, e, ao perder, sem nunca dizer nada, resignado, tornar ao ponto de partida;

Se és capaz de, entre a plebe não te corromperes; entre reis, não perder a naturalidade, e de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes;

Se a todos podes ser de alguma utilidade; e se és capaz de dar, segundo por segundo, ao minuto fatal todo teu valor e brilho;

Tua é a Terra com tudo que existe no mundo, e – o que ainda é muito mais – és um homem, meu filho!

Seja amigo da verdade, sem a transformar numa arma de destruição ou de ofensa.

Guie-se sempre pela decisão que produza menor soma de prejuízos a você mesmo e ao seu próximo.

Você não é um observador distante da vida.

Você está na condição de membro do organismo universal, investido de tarefas e responsabilidades, de cujo desempenho resultarão a ordem e o sucesso de muitas coisas.

Considere-se pessoa valiosa no conjunto da Criação, tornando-se cada dia mais atuante na obra do Pai e fazendo-a melhor conhecida e mais considerada.

Você é herdeiro de Deus, e o Universo, de alguma forma, também lhe pertence.

Cada dia vencido são vinte e quatro horas que você ganhou.



Por Redação do Momento Espírita, com transcrição do poema Se..., de Rudyard Kipling, tradução de Guilherme de Almeida, do livro Um presente especial, de Roger Patrón Luján, ed. Aquariana.

19 setembro 2016

Em serviço mediúnico - Joanna de Ângelis



EM SERVIÇO MEDIÚNICO


Allan Kardec, o emérito codificador do Espiritismo, explicou em termos belos e vigoroso que a mediunidade é coisa santa, que deve ser praticada santamente, religiosamente.

Conquista ético-moral do Espírito no seu processo evolutivo, é imanente à organização perispiritual, expressando-se conforme as necessidades do seu possuidor.

Semelhante a outras faculdades da alma, exige cuidados especiais de ordem moral, psíquica, emocional e espiritual, a fim de poder ser ativada e desenvolvida conforme a finalidade a que se encontra destinada pela Divindade.

Instrumento delicado e forte que demonstra a indestrutibilidade da vida, mantém-se como força psíquica libertadora no mecanismo de desenvolvimento das aptidões que jazem em latência no âmago do ser. Ela fomenta os cuidados que devem ser mantidos e trabalhados, tais os procedimentos específicos, como a sublimação do seu portador mediante as ações relevantes da caridade.

Utilizada com sabedoria, é tesouro de valor inestimável pelos bens que propicia no seu entorno e a distância, penetrando nos mais variados painéis do Mais Além, assim como nas mais sórdidas e lúgubres regiões de trevas e dor.

Tais cuidados para adquirir a necessária plasticidade para a ocorrência dos variados fenômenos, tornam-se essenciais para a segurança nas suas manifestações, assim como do seu veículo humano.

Não se é médium em apenas alguns momentos, senão durante todos eles, embora sofra interrupção do seu fluxo e mesmo desaparecimento quando determinadas circunstâncias assim o exigem.

Conhecer-lhe as expressões através das suas manifestações físicas, emocionais e mentais, é dever de cada um que a pretenda utilizar no sentido elevado da sua transcendente finalidade.

Com plasticidade exuberante, dependendo das experiências de outras existências vivenciadas, está sempre em ação, mesmo que sem a anuência do seu portador. Isto porque seu mecanismo de comunicação encontra-se com os receptores ativados, enquanto os decodificam de ondas mentais para exteriorizações gráficas, verbais, ectoplásmicas...

Através das suas incontáveis possibilidades, amplia o seu campo de capacitação com naturalidade, utilizando-se dos campos vibratórios com os quais o médium sintoniza através da mente, dos hábitos, das aspirações...

À medida que o exercício dilui as barreiras da mente, impedindo a captação anímica, as comunicações fluem espontâneas e simples, tornando-se parte normal da existência incorporada aos fenômenos convencionais.

A ignorância sempre lhe tem atribuído ações maléficas destituídas de fundamento. O sofrimento que alguns médiuns experimentam ao exercê-la faz parte do seu mapa de resgates, e se eles observam e vivem a aflição com alegria e consciência adquirem incontáveis méritos e amizades transcendentes que se lhes tornam bênçãos de dignificação.

É natural que ao dar passividade aos sofredores do Mais Além, experimenta-se-lhes a carga de dores que os esfacelam, e, ao diminuí-las, porque se tornam divididas pratica-se a nobre caridade fraternal recomendada por Jesus.

* * *

Considera a tua faculdade mediúnica como um sexto sentido para mais significativos empreendimentos morais e de transcendência imortalista.

Não lhe temas as vibrações deletérias que filtra e depura.

Tem em vista que a circunstância de atenuar a aflição dos Espíritos atormentados representa concessão divina para a tua própria iluminação.Se desejas o contato com os anjos, convive com os demônios do roteiro, amando-os e encaminhando-os para a elevação que se lhes faz imperiosa necessidade.

O ser em situação de obsessão, estigmatizado pelo ódio que vem à comunicação através da delicada aparelhagem supereletrônica merece respeito e atenção. Ele está doente, porque não teve força para superar a injunção afligente que o atirou ao abismo da rebeldia e da infelicidade.

Ele necessitava de carinho e foi traído no seu sentimento profundo de honra e de confiança, tinha imperfeições e foi escorraçado sem piedade, anelava por ternura e recebeu açoites e flagelos que o dilaceraram e porque tinha sede deram-lhe ácido para sorver.

Perdeu a confiança na humanidade, deixou-se consumir pelo ódio, é perseguidor, mas é teu irmão necessitado da luz do entendimento para reencontrar-se, para entender como operam as Divinas Leis.

Se aspiras pelo mediumnato, desce aos abismos de sombra e dor onde rebolcam os desditosos e auxilia-os a erguer-se, a ascender, a mudar de atitude mental, portanto, moral também.

Todos experimentam, certamente há exceções, a perturbação post-mortem, resultado natural das consequências dos desregramentos a que se entregavam.

Em alguns, o processo da desencarnação é de longo curso, enquanto noutros se transforma numa áspera experiência carregada de mágoas e de rancores, nos quais se debatem num tempo sem fim, sem um suave luar de esperança.

Torna-te lenitivo para eles.

Faze-te dócil ao seu desespero.

Ama-os como filhos do coração, que se extraviaram e, enlouquecidos, não sabem como encontrar a paz.

Vive de tal forma que, a qualquer momento, embora preservando as tuas obrigações e responsabilidades humanas e sociais, possas estar receptivo ao labor dos Guias e Mensageiros da Luz no trabalho de harmonização dos infelizes.

Preza a tua mediunidade, poupando-a aos choques da perversão mental e da vulgaridade dos relacionamentos infelizes.

Quanto mais puderes, não cesses de intermediar o amor, levando ao desesperado a tua contribuição de solidariedade fraternal, e mesmo que te sintas perseguido, com noites indormidas, enfermidades simulacros, aflições de todo porte, alegra-te por seres médium a serviço de Jesus, tornando a humanidade melhor e mais feliz.

* * *

Jesus nunca se escusou de auxiliar. Até mesmo quando foi convidado ao holocausto na Cruz, perdoou a massa obsidiada por forças infelizes da Erraticidade inferior, na condição de Médium de Deus e transformou-a em asas para alçar-se ao Infinito.

Joanna de Ângelis
Psicografia do médium Divaldo Pereira Franco, na sessão mediúnica de 25 de abril de 2016, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia.

18 setembro 2016

Despertar Tardio - Luiz Sérgio



DESPERTAR TARDIO


Dia a dia, enfrentamos um mundo

cada vez mais materialista. Muitas famílias levam a vida longe da espiritualidade, nada querendo saber sobre a “morte”.

Deus é um ser tão distante delas que, às vezes, pronunciam o Seu nome apenas por pronunciar, sem o mínimo respeito. É comum ouvirmos dizer: Oh! Meu Deus!, quando quebram um copo, ou quando algo não dá certo, como o bolo que queima, a doméstica que falta. Mas Ele é muito mais, por isso no Decálogo nos lembramos do segundo mandamento:

Não tomar seu santo nome em vão.

Se a família se preocupasse mais em educar o filho na fé, não veríamos o que estamos assistindo hoje: crianças fantasiadas de adultos, com roupas de senhoras ou de mulheres fúteis, e as mães achando lindo: os filhos, em tenra idade, varando as madrugadas e tudo isso porque a família não possui uma base religiosa. Quando os avós pedem aos seus filhos que levem seus netos para serem evangelizados, os pais se revoltam, dizendo: não queremos nossos filhos apegados ao fanatismo.

A religião torna os homens fracos.

Enquanto isso, um forte vício pode estar aprisionando seu filho que você deseja livre. Antigamente, o homem temia a Deus. É verdade, mas O respeitava. Hoje, o homem só teme a falta de dinheiro, como se isso fosse a única razão da vida. Alguns, ao lerem o nosso livro, irão dizer: como levar as crianças para serem evangelizadas? Essas aulas de evangelização são geralmente aos sábados e nesse dia torna-se impossível acordar cedo, deixar de ir ao clube ou ao shopping. E assim as pobres crianças têm por companhia a pior babá que alguém possa ter: a televisão.

É nela que a criança aprende a trair, a mentir, torna-se violenta, enfim, ao ver os seus ídolos diante da tela, procura imitá-los, com um cigarro na mão, na outra um copo de bebida. Não é só isso, a virgindade, que é o símbolo da pureza feminina, é tratada de maneira bastante vulgar, passando para a menina-moça a imagem de que ser virgem é um estigma e que os homens modernos não respeitam uma mulher pura. E os pais, onde se encontram? 

Trabalhando, jogando, indo ao chá das cinco, ou saindo de um emprego e indo para o outro, acumulando afazeres, que no fim do mês aumentem seu rendimento. E os filhos, por onde andam?

Aprendendo com o mundo o que o mundo depois vai-lhes cobrar com altos juros. É fácil tornar-se um jovem moderno, o difícil é passar pelo lamaçal do modernismo e não contrair doenças incuráveis, como por exemplo, as que estão maltratando demais: as doenças neurológicas, como a depressão e outras mais. Se as famílias não levantarem a bandeira em prol da moralidade, logo teremos uma sociedade doente e desesperada.

Hoje, não só a droga toma conta da população, mas também a falta de moral, onde as crianças são as maiores vítimas.


Luiz Sergio
Trecho extraído do livro “Na Hora do Adeus” 
Psicografia de Irene Pacheco Machado


17 setembro 2016

Reencarnação e trabalho - Morel Felipe Wilkon


 REENCARNAÇÃO E TRABALHO 


Você não sabe exatamente quando e como foi a sua última reencarnação antes da atual. Você pode ter uma noção, pode ter pequenas lembranças esparsas, principalmente em sonhos, mas lembrar você não lembra. Só uma coisa é certa: Você veio pra ser melhor do que era antes. E você alcançará isso por meio do trabalho.

Você reencarnou com o propósito de realizar um monte de coisas. Mas também pra arrumar a bagunça que você deixou nas outras vezes em que esteve aqui, encarnado. Como uma criança que deixou seus brinquedos espalhados e tem que guardar tudo em seus devidos lugares.

Se pudéssemos lembrar de nossas encarnações anteriores, pelo menos algumas delas, iríamos constatar que fizemos mais mal do que bem. Você tem dúvida sobre isso? Eu não tenho. Se hoje somos ainda tão imperfeitos, imagine séculos atrás! Estamos recém aprendendo a dominar nossos instintos…

Você tem plenas condições de arrumar a bagunça que deixou das outras vezes. Temos uma vida mais cômoda, temos informação como nunca tivemos antes e temos boa vontade. Como eu sei que você tem boa vontade? Uma pessoa que não tem boa vontade não se dá ao trabalho de ler um artigo como este, nem sequer visita um site que trate desses assuntos.

Tenho notado que o que falta a muitas pessoas é determinação. Determinação pra fazer o que deve ser feito, pra fazer o certo, pra arcar com os compromissos que assumimos nesta vida. Não adianta desistir. Por mais que às vezes tudo pareça difícil e sem graça, não podemos esquecer que colhemos aquilo que plantamos.

As pessoas que acham a vida injusta e que se revoltam contra tudo e contra todos são as que menos fazem. Reclamam, reclamam, e não realizam. E estamos aqui para realizar. Não há nada mais urgente que o trabalho. É através do trabalho que avançamos neste planeta. Toda tarefa útil é trabalho. Encargos de família, serviço prestado à sociedade, trabalho voluntário, tudo é ação benéfica e construtiva.

Temos que dar mais do que recebemos. Temos que compensar de alguma forma o mal que já praticamos e o bem que deixamos de praticar. Mas temos que dar mais do que recebemos porque é assim que crescemos espiritualmente, é assim que assimilamos na prática o ensinamento cristão. Sem esquecer que é dando que se recebe…

Em nenhuma de suas vidas anteriores você esteve tão elevado espiritualmente como agora. Você nunca teve tantas possibilidades de fazer o bem e de se sentir bem como agora. Você é feito à imagem e semelhança de Deus, portanto, perfectível; e a cada reencarnação, e a cada ano desta reencarnação, e a cada instante, está mais próximo da felicidade. Nosso destino é a felicidade.

Assuma sua responsabilidade perante si mesmo. Aproveite a oportunidade de estar encarnado, livre para agir! Você faz ideia de como é grande a fila pra reencarnar? Há espíritos implorando por um corpo, qualquer um! A vida não tem grandes mistérios, a vida não é uma sucessão de aventuras. A vida é trabalho. E não há nada mais gratificante que o trabalho. Não há nada que nos faça compreender a vida tão bem quanto a sensação do dever cumprido.

Sei que a vida na Terra oferece muitos prazeres materiais. E eles são maravilhosos. Mas experimente estudar melhor a si mesmo. Analise como você se sente depois de ter cedido a algum prazer material e analise como você se sente quando você faz o que sabe que deve ser feito.

Quem sabe de você é você. Se você se sentir bem consigo mesmo, se você se sentir bem com o seu íntimo, é porque você está no caminho certo. Mas se você sente que falta alguma coisa importante, ou se os velhos prazeres já não o satisfazem mais como antes, está na hora de fazer mais, realizar mais, desenvolver suas possibilidades, cumprir o seu dever moral. Ou a bagunça vai acumulando cada vez mais…


Morel Felipe Wilkon


16 setembro 2016

Transplante de Órgãos na Visão Espírita - Evandro Noleto Bezerra

 
TRANSPLANTE DE ORGÃOS NA VISÃO ESPÍRITA

Desde a mais remota Antiguidade o homem tenta substituir partes do corpo e até mesmo órgãos inteiros por similares retirados de doadores. As primeiras notícias que mostram esse procedimento datam do ano 800 a.C., quando, na Índia, efetuaram-se transplantes para reparar partes lesadas do nariz com a pele retirada da fronte de um doador.

Nos tempos modernos, contudo, o primeiro transplante de um órgão vital executado com relativo sucesso ocorreu na África do Sul, em 1967, graças à habilidade do cirurgião Christian Barnard em dominar as técnicas operatórias cardiovasculares já então desenvolvidas. Hoje, devido a uma maior compreensão dos mecanismos responsáveis pela rejeição de tecidos, os transplantes cardíacos, hepáticos e renais têm ocorrido de maneira por assim dizer rotineira, em alguns casos permitindo sobrevida que ultrapassa uma dezena de anos.

Consciente da realidade do Espírito imoral, é natural que a grande família espírita de nosso país se preocupe com o assunto ou lhe oponha alguns questionamentos, sobretudo a partir da promulgação da Lei nº 9434, de 4 de fevereiro de 1997, que “dispõe sobre a remoção de órgãos, tecidos e partes do corpo humano para fins de transplante e tratamento e dá outras providências”.

O cerne da questão é a denominada morte encefálica, na vigência da qual, órgãos ou partes do corpo humano são removidos para utilização imediata em enfermos deles necessitados. A dificuldade reside justamente em identificar, com precisão, se determinada criatura já preenche os requisitos exigidos para ser classificada nessa situação. Como imaginar que alguém possa ter morrido, se o seu coração ainda bate? E quem garante que a Medicina terá dado a sua última palavra ao afirmar que o agonizante em coma encontra-se em processo irreversível e inexorável em direção à morte? Afinal de contas, há tantos relatos verídicos de enfermos em tais condições que recuperaram parcial ou totalmente a saúde e se reintegraram ao convívio social... E se confundirmos o estado de morte encefálica, retirando órgãos vitais de pessoas ainda vivas? Qual a repercussão desse ato sobre o corpo físico do doente? Não estaríamos, nesta hipótese, cometendo um assassinato? E que dizer do perispírito, esse modelador plástico de importância tão significativa na elaboração do organismo em que vai habitar por algum tempo o Espírito imortal? Tais as questões sobre as quais importa nos fixemos na tentativa de esclarecer o assunto.

Vamos começar pela definição de morte encefálica. O conceito é baseado na constatação clínica de coma aperceptivo e ausência total de reflexos ou de movimentos supra-espinhais que não sejam provocados por hipotermia ou depressão medicamentosa, observados por um tempo mínimo de seis horas. Tal achado clínico deverá necessariamente respaldar-se em um exame subsidiário que demonstra de forma cabal e definitiva a ausência de atividade elétrica cerebral, de perfusão sangüínea cerebral ou de atividade metabólica. A primeira é evidenciada pelo eletroencefalograma e pelo estudo dos potenciais evocados; a segunda, pela arteriografia cerebral, pelo estudo radioisotópico, pela ultrasonografia transcraniana e pela monitorização da pressão intracraniana, enquanto a última poderá ser constatada pelo PET-SCAN e por métodos que medem a extração e o consumo de oxigênio (HC-FMUSP). Estar em morte encefálica, portanto, é estar em uma condição de parada definitiva e irreversível do encéfalo, incompatível com a vida e da qual ninguém jamais se recupera. 

Logo, os doentes considerados desenganados e em fase terminal que se recuperaram são aqueles que em verdade não preenchiam os critérios de morte encefálica, dela possuindo apenas a aparência, como certos estados comatosos que resultam da agressão de um ou de vários órgãos do corpo humano. Conseqüentemente, carece de argumentação científica o pretexto utilizado pelos espíritas para condenarem o transplante de órgãos: a eutanásia de modo algum se encaixaria nesses casos de morte encefálica comprovada.

Uma objeção por assim dizer ponderável que se faz no meio espírita em relação ao transplante de órgãos diz respeito às repercussões perispirituais que o Espírito possa vir a sentir. 

Diagnosticada a morte encefálica, experimentaria o Espírito algum tipo de dor no momento em que um órgão de seu corpo moribundo esteja sendo retirado pela equipe médica que intervém no processo? 

Os Espíritos reveladores informam que a separação da alma e do corpo não é dolorosa (“O Livro dos Espíritos”- questão 154), embora os relatos mediúnicos, sobretudo quando descrevem o sofrimento por que passam os suicidas, nos mostrem que alguns deles experimentam a sensação aterrorizadora da decomposição do corpo físico que já foi abandonado à sepultura! Ora, é a Doutrina Espírita também que nos esclarece que os laços perispirituais não se quebram, simplesmente se desatam. (Questão 155 - obra citada). 

Isso é facilmente entendido na chamada morte natural, aquela que sobrevém pelo esgotamento dos órgãos físicos, em conseqüência da idade ou de moléstia prolongada. Contudo, nos casos de morte violenta, em que a desencarnação não resultou da extinção gradual das forças vitais, sendo mais tenazes os laços que prendem o corpo ao perispírito, mais lento será o desprendimento completo do corpo espiritual. Ou seja, persistindo ainda alguns laços que prendem o perispírito ao corpo agonizante ou em estado de decomposição, conforme o tempo transcorrido é natural que, a alma experimente certa repercussão no corpo perispiritual provocada pela retirada dos órgãos que serão transplantados, sem que isso se traduza necessariamente por dor ou sofrimento.

No entanto, os Espíritos nos têm alertado sobre o cuidado que devemos observar diante da cremação de cadáveres. Segundo orientação transmitida pelos Imortais a Léon Denis, “a cremação provoca desprendimento mais rápido, mais brusco e violento, doloroso mesmo para a alma apegada à Terra por seus hábitos, gostos e paixões”. Emmanuel chega mesmo a recomendar que se procrastine a cremação por 72 horas, certamente em virtude dos ecos de sensibilidade existentes entre a alma e o corpo que será incinerado. Trazendo o problema para a órbita dos transplantes, poderíamos, da mesma forma, inferir que a retirada abrupta de tecidos ou órgãos de um corpo, cujos laços perispirituais ainda não se romperam completamente, possa levar a igual resultado, ou seja, provocará dor e sofrimento de gradação variada. É possível! Contudo, não nos esqueçamos de que o Espírito de um indivíduo que só viveu para a satisfação de seus instintos materiais e sensuais poderá experimentar também dores inenarráveis, em virtude do processo natural de decomposição do corpo que a morte colheu, ainda mesmo que tenha sido abençoado pela chamada morte natural e não haja sofrido o processo de cremação! Nele, o desprendimento do perispírito é bem mais lento, podendo durar dias, semanas ou meses. Recordemos, ainda, de situação que ocorre todos os dias nas grandes cidades: a prática da necrópsia, exigida por força da Lei, nos casos de morte violenta ou sem causa determinada: abre-se o cadáver, da região esternal até o baixo ventre, expondo-se-lhe as vísceras tóracoabdominais.

Muitas vezes a morte do corpo físico se verificou horas antes dessa intervenção, portanto, no período em que o desligamento dos laços perispirituais não se teria dado completamente, podendo o processo repercutir de forma dolorosa na alma que partiu! Muitos exemplos poderiam enumerar ainda para ilustrar outros casos que resultassem em idêntica conseqüência para o Espírito recém-chegado ao Plano Espiritual. Mas... sofreriam eles, realmente, em qualquer uma dessas situações? E a questão do mérito pessoal? Estaria o destino dos Espíritos desencarnados à mercê da decisão dos homens em retirar-lhes os órgãos para transplante, em cremar-lhes o corpo ou em retalhar-lhes as vísceras por ocasião da necrópsia?! O bom senso e a razão gritam que isso não é possível, porquanto seria admitir a justiça do acaso e o acaso não existe!

Jesus - Cristo marcou a sua passagem entre nós pelos exemplos de caridade de que se fez protagonista. A autoridade dos seus ensinamentos reside precisamente nos atos de nobreza com que dignificou o seu apostolado na Terra.

E quantas vezes Ele se serviu de imagens do cotidiano para ilustrar a Sua mensagem de paz e de boa vontade entre os homens! A parábola da ovelha e dos bodes, na alegoria do Juízo Final (Mateus 25:31-46), assim como a do Bom Samaritano (Lucas, 10:25-37) evidenciam o Seu empenho em nos apontar o verdadeiro caminho da felicidade eterna - a caridade, o amor na sua mais lídima expressão. As curas por Ele operadas em nome da fraternidade legítima, os exemplos numerosos de que deu testemunho ao vivenciar o entendimento, a tolerância, a humildade e o perdão sem fronteiras atestam de maneira eloqüente que o seu discurso estava perfeitamente alinhado com a conduta irrepreensível que dele fez o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem, para lhe servir de guia e modelo. (“O Livro dos Espíritos” - questão 625).

Paulo de Tarso, o vaso escolhido por Jesus para levar a mensagem libertadora do Evangelho muito além das acanhadas fronteiras de Israel é, também, um exemplo vivo de dedicação e de fidelidade à causa cristã. E ninguém melhor do que ele para compreender a exata dimensão do amor que se desprende das lições iluminadas da Boa-Nova: falar a língua dos homens e dos anjos; ter fé ao ponto de transportar montanhas; distribuir todos os bens, entre os pobres; e entregar o próprio corpo ara ser queimado, nada disso teria proveito se não fosse chancelado pelo amor. Amor paciente, benigno, que não arde em ciúmes, que não cuida dos seus interesses, que se regozija com a verdade, que sofre, que suporta tudo, que jamais acaba... (I Cor., 13:1-13).

A Doutrina Espírita, cumprimento da promessa de Jesus de permanecer eternamente conosco, resumiu todos os deveres do homem para consigo mesmo e para com o Criador através da máxima ”FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO” (Allan Kardec - “O Evangelho segundo o Espiritismo”, cap. 15, item 5). Seus missionários nada mais têm realizado do que observar fielmente esse preceito.

Ora, quando retiramos partes de um cadáver para transplantar em alguém não é o sentimento da mais pura caridade que nos impulsiona? Não estaremos animados daquele sentimento de solidariedade, de caridade pura e desinteressada a que o Evangelho se refere e nos convida a por em prática?

Sejamos pragmáticos. O Espiritismo não poderá jamais contestar interpretações que se afastem desse princípio, a pretexto de defender hipotéticas considerações doutrinárias, até mesmo a de que o transplante levaria à obsessão. A retirada de órgãos aproveitáveis de um cadáver para serem transplantados em alguém que deles necessite não afetará o Espírito que animava o corpo do doador, se este não merecer passar por esta prova. A Lei de Deus, além de justa, é eminentemente misericordiosa, representando o transplante de órgãos valiosa oportunidade dentre tantas outras colocadas à nossa disposição para o exercício da caridade. Estejamos, pois, certos de que “eventuais repercussões perispirituais ou ecos de sensibilidade que o Espírito possa vir a sentir são irrelevantes, diante de um Bem maior”. (Jornal Espírita - fev./98).

Finalmente, não nos esqueçamos jamais de orientar o receptor de transplantes acerca da aquisição e manutenção da saúde que realmente importa - a saúde do Espírito. Todas as criaturas que Jesus curou fisicamente experimentaram o fenômeno da morte do corpo físico, ascendendo às regiões inacessíveis ao sofrimento somente aquelas que foram reconhecidas por muito se amarem.

Evandro Noleto Bezerra
Fonte: Revista Reformador – Outubro/1998