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20 outubro 2013

Fazer o Bem Quando Encarnado - Patrícia

 

FAZER O BEM QUANDO ENCARNADO

O Espírito Patrícia sobre a prática do bem enquanto estamos encarnados…

Fazer o bem estando desencarnado é muito mais fácil, Podemos trabalhar horas seguidas em determinada tarefa, seja no plano espiritual, seja entre os encarnados, ou até mesmo no Umbral, mas, ao terminá-la, ou vencendo nosso horário de trabalho, temos o equilíbrio das casas de socorro, do nosso cantinho nas colônias ou dos nossos abrigos. Nós nos recompomos rápido. E os encarnados?

Eles têm seus afazeres físicos, têm a preocupação com a sua manutenção e a de sua família. Têm o corpo para cuidar, higienizar, conservar sadio e, quando não, devem tentar sanar suas deficiências físicas. São muitos os encarnados que fazem o bem apesar de todas essas dificuldades. Alguns ainda o fazem por motivos, mas se libertarão dessa conduta. Outros, e são muitos, fazem-no por amor, tendo como recompensa o prazer de servir.

Como admiro os encarnados que fazem o bem! E esse fazer deve ser no presente, agora, no momento. Não deixe, você, agora encarnado, para fazê-lo depois. No plano espiritual, certamente terá oportunidade, mas é aí, no corpo físico, que se tem o grande aprendizado do bem. E esse bem deve ser feito sem cultuar nomes famosos de desencarnados. Há sabedoria em praticar o bem com amor e simplicidade.

Livro: O Vôo da Gaivota, cap. O Vôo da Gaivota
Espírito Patrícia
Psicografia de Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho



19 outubro 2013

Tesouro Nem Sempre Valorizado - Orson Peter Carrara


TESOURO NEM SEMPRE VALORIZADO 

A maior felicidade que podemos desfrutar no cotidiano diário é a convivência com pessoas afins, com pessoas amigas de verdade. 

A juventude passa num instante, o dinheiro troca de mão e a saúde é sujeita às fragilidades próprias de nosso tempo. 

O que fica realmente são os sentimentos. E eles são sólidos quando construídos pela afeição verdadeira, sem interesses e onde prevalecem o respeito e a consideração real. 

Pessoas afins são pessoas que amam e são amadas mutuamente. Por isso sente-se o prazer da convivência recíproca. 

Daí a razão de se buscarem, de se alimentarem emocionalmente porque significam autenticidade nos sentimentos. Segundo o dicionário, amigo é pessoa que quer bem a outra, defensor, protetor. 

Já a palavra amizade é definida como o sentimento de amigo, afeto que liga as pessoas, reciprocidade do afeto, benevolência, amor. Já se disse que quem tem um amigo, tem um tesouro. 

E pesquisas recentes indicam que ter amigos aumenta o tempo de vida e protege a saúde contra doenças, especialmente aquelas que afetam o coração.

É que a convivência com amigos autênticos proporciona o incomparável prazer de estar com pessoas com quem não precisamos nos preocupar em como vamos nos portar, o que vamos dizer... Estar com amigos livra-nos do ambiente constrangedor de muitas vezes “pisar em ovos”. 

Com eles, somos nós mesmos, naturalmente. 

Os amigos nos entendem, nos compreendem, nos aceitam. Como somos.

E estes sentimentos são recíprocos. É aquela cumplicidade natural da reciprocidade do afeto. 

Mesmo que tenhamos de chamar a atenção ou sermos advertidos, em virtude de qualquer equívoco, isto será feito com jeito, sabendo abordar o assunto, sem magoar, sem constranger. 

É que entre amigos há um ingrediente fundamental para a boa convivência: o respeito mútuo. 

Basta pensar que as causas dos atritos, desentendimentos e intrigas estão nas tentativas de imposição das ideias ou no desrespeito à liberdade de cada um. 

A amizade leal é a mais formosa modalidade de amor fraterno, segundo Emmanuel, consagrado autor. Por isso pensemos nos amigos! E reflitamos nos benefícios que este magno sentimento é capaz de espalhar onde se apresente. 

Antes, pois, de qualquer iniciativa, sejamos amigos uns dos outros, e sentiremos a vontade da convivência saudável de quem se quer bem... 

Não podemos, todavia, esquecer o Amigo Incondicional da Humanidade: Jesus! 

Sempre presente na vida humana, poderia ter enviado um representante para a Terra, a fim de apresentar o Evangelho. 

Mas fez questão de estar pessoalmente entre nós, pelo amor fraternal e autêntica amizade que dedica a seus irmão ainda em processo evolutivo, lento e difícil. 

A amizade é mesmo um sentimento notável, virtude a ser cultivada, tesouro e fonte de imensas alegrias que precisamos valorizar e cultivar. 

Meu abraço, pois, meu amigo, minha amiga! 






18 outubro 2013

As Equipes Mediúnicas Espíritas - José Couto Ferraz


 AS EQUIPES MEDIÚNICAS ESPÍRITAS

As atividades das equipes mediúnicas nos Centros Espíritas são de fundamental importância para a solução de problemas psíquicos, desenvolvimento, educação da personalidade mediúnica e atendimento desobsessivo dos seus integrantes com uma perspectiva socorrista para os Espíritos sofredores e perturbadores que renteiam na esfera de ação dos encarnados.
         
Todas as Instituições espíritas precisam destas atividades para manterem inclusive a coesão de pensamento nos ideais de enobrecimento das criaturas humanas, que se propõem a trabalhar pela causa do amor ao próximo e sofrem as investidas de Espíritos malévolos, empenhados em criar desentendimentos e malquerenças nas hostes espiritistas.
          
Por esta razão, o bom senso recomenda que a prioridade na composição da primeira equipe mediúnica, de qualquer Centro espírita, deve recair sobre aqueles que fazem parte da Diretoria em exercício, presumindo-se que todos esses possuam conhecimento doutrinário razoável, vida moral sadia e estejam integrados às tarefas de promoção humana.
          
Sem convites precipitados, os encarregados do Departamento Doutrinário aguardam as solicitações dos frequentadores das reuniões públicas doutrinárias, integrados na Instituição, para receberem a permissão depois do estudo prévio de O Livro dos Médiuns, a fim de se incorporarem aos grupos mediúnicos espíritas analisando-se cada caso com um critério de seleção cuidadoso, com bases nas diretrizes exaradas nas diretrizes traçadas por Allan Kardec, antes de conceder-se a necessária autorização
           
O dirigente encarnado que será o representante no plano físico do Mentor espiritual da equipe deve ser preferencialmente, um elemento que faça parte da Diretoria executiva ou então alguém de inteira confiança dela, devendo preencher os requisitos mínimos para o desempenho da função, notadamente o conhecimento teórico sobre a mediunidade, características de liderança natural, e ascendência moral na convivência com os encarnados, refletindo nos desencarnados.
            
No seu impedimento, não existindo um substituto devidamente credenciado pelo titular, não é recomendável que se processe a parte prática do intercâmbio espiritual.
            
Nesses casos as leituras preparatórias serão realizadas normalmente, com posterior conversação edificante sobre as questões lidas, com os cuidados compreensíveis para evitar-se polêmicas, finalizando-se as atividades com vibrações salutares e a prece de encerramento.
            
No transcorrer destas atividades, os Orientadores espirituais farão o atendimento aos Espíritos sofredores programados, no nível do plano espiritual com os recursos energéticos simultâneos, do plano físico e extra físico.
            
Na hipótese de um grupo iniciante, sem médiuns ostensivos atuantes, as atividades devem tomar um caráter de estudo sistemático das obras básicas do Espiritismo, notadamente de O Livro dos Médiuns, desdobradas através de comentários objetivos e resumidos, devendo-se evitar a dinâmica discursiva e desnecessária.
            
No final dos estudos reservar alguns minutos para aclimatação daqueles possuidores da faculdade em afloramento, para uma convivência mental mais estreita com os Espíritos sofredores trazidos pelos Orientadores no plano extrafisico para um atendimento de enfermagem espiritual. Quando os médiuns atuantes iniciarem as comunicações com frequência, deve-se suspender o estudo sistemático passando somente para as leituras preparatórias sem necessidade de comentários.

Sobre o número de pessoas que devem compor as equipes mediúnicas existem variadas opiniões de estudiosos encarnados e desencarnados. Todavia, caberá ao dirigente encarnado dimensionar a quantidade ideal de participantes para a formação de um grupo bem afinado.

Seria conveniente elaborar-se um regulamento interno, consultando o capítulo específico existente em O Livro dos Médiuns e em outras obras de autores confiáveis para as normas disciplinares a serem seguidas de referência: a assiduidade, o número de comunicações dadas por cada médium, e outros detalhes que ficarão a cargo do encarregado do Departamento Doutrinário da Instituição

Importante frisar que o êxito dos trabalhos com a participação da equipe espiritual vai depender da postura pessoal dos seus integrantes encarnados. Imprescindível uma preparação antecipada, principalmente na conduta mental e moral, cuidados alimentar, de repouso físico para relaxar as tensões físicas e psicológicas, provenientes das atividades cotidianas.

Artigo da Autoria de José Ferraz, trabalhador da Mansão do Caminho, Salvador/Ba e membro do Projeto Manoel Philomeno de Miranda.
           
José Couto Ferraz

17 outubro 2013

Sua Relação com o Pensamento - Espírito Joanes


SUA RELAÇÃO COM O PENSAMENTO 
Tão importante quanto a chegada do ser espiritual ao corpo físico, no fenômeno da reencarnação, é a sua saída do corpo fisiológico, quando da desencarnação.

Num caso, o evento ganha aspecto de gravidade em função das responsabilidades trazidas à vida física pelo reencarnante, as expectativas sobre os passos e caminhos a serem percorridos no mundo corporal e quanto ao maior ou menor aproveitamento das ocasiões com as quais o reencarnado se defrontará...

Porém, a gravidade da saída das cadeias celulares está no fato de que nessa ocasião, ao termo de mais uma etapa, estará determinado o nível dos méritos e dos deméritos desenvolvidos pela alma desprendida do corpo carnal. Não há mais como remediar as decisões mal tomadas, não há mais como voltar atrás quanto às providências que se tornaram causa de perturbação ou tragédia para muitos ou para poucos.

A seriedade do momento final do corpo orgânico está também nos registros psíquicos dos desencarnados e na repercussão desses registros sobre o corpo espiritual ou períspirito.

A manutenção das situações ruins ou a fruição das agradáveis estesias, tudo se intensifica por meio da desencarnação.

No mundo das mentalidades comuns, “morrer é descansar”. Poucos avaliam contudo, o que significará “descansar” para quem converteu a etapa da vida corporal em tormentoso inferno...

Há pessoas que dizem que “quem morreu se libertou”. A que corresponderá “libertação” para quem passou a vida corporal confeccionando cadeias e amarras, através de incontáveis desestruturações”.

Há, ainda, quem afirme que “quem morre vai para o céu” ou “para o inferno”, por causa dos parâmetros ideológicos de suas crenças religiosas mal orientadas, ou de filosofias estapafúrdias que são verdadeiros atentados à maturidade e ao bom senso.

A realidade do “céu” e do “inferno” instala-se no interior de cada um pelo que fez ou deixou de fazer ao longo da lida terrena.

Quanto a você, como se acham as suas concepções em relação à “morte”? Já se deixou envolver pelas claridades dos ensinamentos de Jesus, que o Espiritismo reforça, ou ainda vem se arrastando por entre medos e superstições, escravizado pela ignorância que maltrata a tanta gente?

Para aperceber-se do seu nível de maturidade perante a morte, bastará que analise como vem se pautando no seio da reencarnação. O dito popular que exprime que “tal vida, tal morte”, analisado em termos 
espirituais é corretíssimo. Valendo-nos desse refrão, poderemos estabelecer que “tal sua visão da vida, tal será sua visão da morte”.

Assim, procure pensar nas responsabilidades do renascimento da alma em novo corpo físico, quando ela chega repleta de sonhos de progresso e embelezamento, mas não perca a seriedade quanto à experiência oposta, ou seja, a do processo fisiológico, quando ela retorna ao Grande Lar com a leveza ou com o peso do que haja realizado de nobre ou de desastroso, o que o ajudará muito a pautar-se bem no trajeto terreno, desenvolvendo relação de madureza com as questão do passamento.

Não há porque temer-se a morte, quando se vive reta e dignamente. Não há porque contar com regalias celestiais após a vida física, quando a sua rota humana segue marcada pela inconsequência, por inconsistências morais, ou por descaso para com as “coisas do Alto”.

Apoie-se no bem continuado, seja onde, como ou com quem for, e, sem qualquer temor ou preocupação, ponha-se nas Mãos de Deus para que Ele decida qual será o melhor tempo, ideal momento, para que você retorne, fortalecido e protegido pelas venturosas coberturas que você vem construindo para si mesmo.

Meditação: Orai e crede! Pois que a morte é as ressurreição, sendo a vida a prova buscada e durante a qual as virtudes que houverdes cultivado crescerão e se desenvolverão como o cedro. (Cap. VI, item 5, segundo parágrafo, ESE).


De “Para Uso Diário” 
De J. Raul Teixeira 
Pelo Espírito Joanes



16 outubro 2013

Câncer da Alma - Wellington Balbo

 

CANCÊR DA ALMA

Há enormes equívocos por parte da mídia e das pessoas em geral quando o tema é o suicídio. A mídia considera o tema um tabu, julgando que as notícias farão pipocar casos e mais casos pelo mundo afora. Portanto, fala-se pouco sobre este assunto  e, claro, abordar pouco um tema é privar o público de informação.

A ignorância mata!

Se há campanhas de prevenção para o câncer de mama, próstata e tantos outros dever-se-ia pensar seriamente numa campanha de prevenção ao suicídio, o câncer da alma.

Prevenir a infelicidade é matar o suicídio.

Abordar a imortalidade da alma é fundamental.

Somos imortais, eis o que as pessoas devem saber!

Por isso, considero que este assunto precisa ser tratado constantemente pelos meios de comunicação.

Obviamente que não da forma sensacionalista que visa tão somente o comércio, mas de uma maneira humana, com o intuito de mostrar que não adianta em nada o ato de extermínio.

Primeiro porque se trata de jogar os familiares, os que ficam, numa verdadeira cilada, deixando nossos problemas para eles resolverem.

Segundo porque o trauma que o suicídio causa em amigos e familiares é por demais significativo.

Terceiro porque não se elimina o espírito, apenas o corpo. Nada pode matar nosso espírito que continua a viver, sentir, ter sensações e emoções.

Percebe-se, pois, a inutilidade do suicídio.

E há como preveni-lo e não deixar que as situações evoluam para o desespero. É o desespero e a vontade de sumir que levam o indivíduo a cogitar do autoaniquilamento. 


Quando escrevia com dois amigos o livro Evite a rota do suicídio, constatamos situações inusitadas:

Em 90% dos casos de suicídio as pessoas avisam antes de cometê-lo.

Portanto, aqui não cabe a questão de que quem muito fala nada faz. No caso do suicídio faz sim.

Outro ponto são os casos de suicídio porque não se conseguiu lidar com desilusões amorosas. Eis que se identifica a necessidade urgente de elaborar planos para ensinar a importância de se cuidar bem das emoções.

É uma tarefa principalmente dos espíritas conhecedores da imortalidade da alma colaborar para a prevenção do câncer da alma.

É preciso ser ousado e transmitir as lições dos imortais a fim de que as dores sejam suavizadas e as dificuldades não tomem dimensões gigantes...

Prevenir é informar.

Não deixemos, pois, passar a oportunidade, um texto, uma palavra, uma informação passada adiante pode salvar uma existência.

Pensemos nisto.





15 outubro 2013

Busca Incessante - Joanna de Ângelis


BUSCA INCESSANTE 

Uma das formas de ser feliz é buscar a Verdade sempre, não estacionando no já conseguido, e seguindo além. 

Não tenhas, porém, a pretensão de obrigar os outros a aceitarem o que hajas conquistado. 

As criaturas estacionam e progridem em faixas de valores diferentes, não podendo ser padronizadas mediante a mesma escala. 

Além disso, a Verdade absoluta não será conseguida pelo homem finito. 

Assim, ela se apresenta com matizes variados que atendem aos diversos graus da evolução humana, sem imposições constrangedoras. 

Conquista sem humilhar; submete sem ferir; domina, libertando. 

Quem a encontra, modifica-se inteiramente, alterando, para melhor, o padrão do comportamento. 
Livre, com ela faz-se mais sábio e paciente, apaziguado e feliz. 

Como não gostas que te cerceiem a faculdade de pensar e eleger o que te parece melhor, não te imponhas nem as tuas aquisições intelecto-morais a ninguém. 

Através do exemplo leciona a verdade, nunca revidando mal por mal, desculpando a ignorância e olvidando toda ofensa. 

Com uma visão mais clara e perfeita da vida, entendes melhor os homens e suas debilidades, sendo paciente com eles e conquistando- os para o clima de bem-estar que desfrutas. 
O sábio não é aquele que conhece, mas quem aplica o conhecimento na vivência diária. 
A verdade é manifestação de Deus, que a pouco e pouco o homem penetra. 
Por isso, ensinou Jesus que todos buscássemos a verdade, pois que ela, expressando o amor em plenitude, liberta e torna feliz o ser. 

Espírito Joanna de Ângelis
Médium: Divaldo Franco

 


14 outubro 2013

Obsessão - Ernest O'Brien

 

OBSESSÃO

Certamente que você deve olhar para a frente, onde novas descobertas descerram horizonte ilimitados, e não para trás.

Tudo afirma o poder da máquina. Dispõem os homens, agora, de invenções, a fim de acompanhar a resolução científica, mas em todo o mundo, à nossa volta, há uma grande escuridão espiritual. Em toda parte, podemos observar a frustração, a dúvida, a aflição e o medo do futuro.

Muitos parecem hoje novos-ricos e novos-pobres na verdade espiritual. A Ciência está iluminando aspectos exteriores da vida, enquanto crises de ansiedade a estão danificando por dentro. O mundo nos parece imenso aprendizado sob a investida de perigosos inimigos da alma. Que pode ser feito sobre isso? Devemos continuar sentados e aplaudir?

Quando nego ajuda ao meu irmão, nego-a a mim mesmo.

Teremos de penetrar mais nesse problema, porque estamos imersos nele.

Aqui e ali, devemos desviar-nos do nosso caminho para ajudar o semelhante desencorajado e abandonado.

Depois da morte, no mundo espiritual, compreendemos isso. E você?

Você e eu podemos estar firmes com a verdade, mas nenhum de nós está livre de culpa.

Falhamos mais freqüentemente do que pensamos. Em outras palavras, caímos facilmente na fraqueza, no egoísmo, na intolerância, na crueldade, ou na impaciência. Sempre que isso acontece, Espíritos obsessores exercem sua influência sobre você. A insanidade pode eclodir. Então você deve orar, a fim de encontrar um meio prático de libertar-se.

Acima de tudo, coopere. Busque o Bem. Você pode ajudar os outros, porque nunca está só. Sempre que se precisa de ajuda, Deus está por perto. O espírito inferior deve tornar-se homem verdadeiro, antes de ser anjo. Todos esses chamados demônios são seres humanos. Que possamos abençoá-los e dar-lhes mais amor.

Pelo Espírito Ernest O Brien
Do Livro: Entre Irmãos de Outras Terras
Médiuns: Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira

13 outubro 2013

O Orgulho e o Egoismo - Miramez


O ORGULHO E O EGOISMO

Em que é que, na causa primária, se revela uma inteligência suprema e superior a todas as inteligências? "Tendes um provérbio que diz: Pela obra se reconhece o autor. Pois bem! Vede a obra e procurai o autor. O orgulho é que gera a incredulidade. O homem orgulhoso nada admite acima de si. Por isso é que ele se denomina a si mesmo de espírito forte. Pobre ser, que um sopro de Deus pode abater!"(O LIVRO DOS ESPÍRITOS, questão 9) O Orgulho e o Egoísmo

O Espírito orgulhoso, encarnado ou desencarnado, se supervaloriza, criando assim em torno de si, o seu próprio mundo, de sorte a querer desconhecer os valores que não lhe pertencem e, principalmente, a Fonte Criadora de todas as coisas. O orgulho está sempre ligado ao egoísmo, estado deprimente daqueles que o possuem. Nós, os moradores da casa terrena nos dois planos de vida, estamos fechando o círculo de provações e começando a perceber o fim do materialismo. Graças a Deus, está morrendo essa época de descrer da Paternidade Universal.

Compete aos próprios homens erguerem seus pensamentos às alturas espirituais, reconhecendo e fazendo com que os outros encontrem a segurança de todas as seguranças, que é conhecer Deus dentro e fora de si e ouvir sua palavra a nos educar por todos os meios e métodos de que Ele dispõe, pelas formas visíveis e invisíveis da sua majestosa criação.

O egoísmo contrai todas as forças do Espírito e atrofia as sensibilidades, fazendo­as perderem o contato com os agentes da Divindade, que nos trazem as notícias de vida em todos os planos da vivência espiritual. Nós podemos dizer, pelos meios de que dispomos, que nada existe sem vida, mesmo a matéria que chamamos inerte. Em tudo manda a vida como vida de Deus.

O ser orgulhoso deixa de conhecer os seus próprios poderes, inerentes à sua personalidade. O ser egoísta facilita condições para a sua angustiosa solidão e sempre é portador desses dois carrascos. Não desconfia de que está andando para o abismo sem o perceber. Se queremos ser livres, procuremos educar­nos e instruir­nos, e o caminho mais acertado é Jesus Cristo. Ele é o Pastor Inconfundível de todos nós; o seu amor nos sustenta desde o princípio, nos abençoando em todos os caminhos e nos dando vida em todas as circunstâncias. Meu filho, não duvides mais da existência de Deus.

Se queres reconhecer seu valor, olha sua obra. Se tudo está em plena harmonia, certamente que o seu Criador é perfeito em todos os seus aspectos. Negar o Senhor nos dias que correm,é assinar o atestado de ignorância calculada, que desvincula o amor do coração e separa a fé do ambiente em que se vive. No lugar do orgulho, constrói a fraternidade, e na área do egoísmo, conquista o amor.

Não és diferente dos que já se realizaram na vida espiritual, e não existem outros caminhos que não sejam os delineados pelos grandes missionários da Caridade. Falar no bem e viver no bem é a meta do Espírito inteligente, que não se esqueceu da educação.

Quando admiramos uma pintura famosa, a primeira coisa que desejamos saber é quem foi seu autor. Pois bem, a natureza universal, de cujos benefícios desfrutamos, é a mais bela pintura, é a mais engenhosa construção que podemos contemplar. Façamos o mesmo, busquemos o seu autor. Encontraremos esse Deus de que sempre falamos com toda a nossa alegria, com toda a gratidão. A obra reflete a inteligência de quem a fez. Se ainda duvidas da nossa fala, procura­O nas diversas literaturas espiritualistas, busca meditar sobre Ele, que a sua presença tornar­se­á visível às tuas sensibilidades, bem como ao teu raciocínio. E Ele passará a ser teu companheiro permanente, porque abriste o coração à procura da sua benfeitora luz.

Já procuraste observar o teu próprio corpo e o seu funcionamento inteligente? Foi o acaso que o fez? Se desconheces o teu próprio corpo, foi alguém mais capacitado que o planejou; procura esse alguém, que O encontrarás sorrindo para ti, ajudando­te a desvendar os mistérios que existem em muitos outros ângulos da vida. Livra­te do orgulho e do egoísmo, que encontrarás as bênçãos do entendimento, encontrarás Deus dentro de ti.


Extraído do livro: "FILOSOFIA ESPÍRITA" (Cap. 9)
Pelo Espírito Miramez 
Por João Nunes Maia



12 outubro 2013

Viver, Amar, Ser Criança! - Irmão José

VIVER, AMAR, SER CRIANÇA! 


A vida terrena nos coloca em contato com prazeres, amores e alegrias ilusórias.

Hoje quero sugerir a vocês uma pausa em seus afazeres diários para refletirmos juntos sobre o significado da palavra AMOR e o sentido que damos a este sublime ato, quando nosso espírito esta sob a pesada matéria.

Confundimos os sentimentos. Ao sentirmos falta de alguém ou alguma coisa pensamos, acreditamos, juramos amar.

No estado de seres fisiológicos, pensamos que amamos, porém nosso sentimento é de posse.

Acreditamos que estamos cuidando, porém desejamos prender, amarrar a nós o "objeto" amado. A consequência desta ilusão é a dor, a falta de compaixão e a falta de amor. Emaranhados nas teias de nossas ilusões, deixamos de lado o que pensamos ter e pelo que pensamos proteger. O Amor, nossos amores.

Nossa falta de consciência chega a tal ponto que chegamos a pronunciar "Sofro por que amo demais".

Doce veneno, em doses homeopáticas, estes pensamentos e atos, filhos queridos!

Estamos na era dos valores do espírito. Tempos propícios para franco desenvolvimento moral. Vamos acordar do sono da matéria. Vamos nos libertar das falsas ilusões que minam nosso campo energético.

O verdadeiro Amor é sublime. O verdadeiro amor liberta. O verdadeiro Amor constrói pontes que nos levam ao caminho reto. Estamos sendo algozes de nós mesmos. Se pensamos, "aquele irmão me odeia". Na verdade somos nós mesmos que estamos nos odiando. Ninguém tem o poder de nos atingir. Este poder esta em nós. Somos nós que alimentamos o ódio e as atitudes malévolas que os outros tem para conosco.

Vamos recordar um belo ensinamento do mestre Jesus: "Pagar o mal com o bem". Esta é a única moeda que realmente quita qualquer dívida. Quando fazemos isso, estamos cortando a corrente que alimenta no outro, pensamentos e sentimentos negativos.

Em Coríntios temos um aprendizado mais claro ainda: "Ainda que eu falasse a língua dos homens. E falasse a língua dos anjos, sem amor nada seria".

Palavras lindas nos emocionamos quando sentimos a força e a energia delas.

Porém nosso ego se apresenta dominante e os pensamentos não geram motivação para a prática do Amor.
Hoje, proponho a vocês se despedirem das máscaras e couraças que foram vestindo.

Aproveitem a energia do momento. Apesar do dia das crianças ser uma data comercial, podemos transformar este sentimento. Vamos aproveitar para resgatar nossa criança interior. A centelha divina que existe em nosso espírito. Vamos exercitar o amor ao nosso próximo. Desejar amor aos que dizem nos odiar. Filhos, não adianta jogar o tapete, não querer suportar qualquer coisa! Somente o que resolve é amarmos, amarmos muito, com liberdade, com doação! "Que não saiba sua mão esquerda o que doa a direita."

Se queremos compaixão, sejamos benevolentes; Se queremos palavras doces e aconchegantes, sejamos humildes. Vamos agasalhar nossos corações com o manto do Amor. Este é o verdadeiro manto de Maria de Nazaré! Nossos olhos ainda imperfeitos enxergam sob os ombros da mãe bondosa, um pedaço de pano azul que lhe agasalha. Filhos, o pedaço de pano que vemos, na verdade é a representação do grande amor que o coração de Maria consegue gerar.

Deixamos o manto de Amor de nossa mãe agir sobre nós. Vamos abrir os cadeados e chaves da jaula dos nossos corações e deixar o caminho livre para o amor entrar, limpar e transformar.

Despeço-me hoje, amando muito, criando uma energia de amor incondicional que ficará agindo sob todos nós.

Em amor, vamos ao trabalho filhos queridos!


Espírito: Irmão José 
Psicografado pela médium: Ariana



11 outubro 2013

Um Jeito de Escapar do Inferno - Momento Espírita


UM JEITO DE ESCAPAR DO INFERNO 

Mohandas Karamchand Gandhi foi um homem fabuloso e inesquecível.


Seu conhecimento sobre as leis de Deus é digno de nosso mais profundo respeito e admiração.


Uma das mais belas passagens de sua vida é relatada com competência pelo cineasta britânico Richard Attenborough.


O filme mostra a sangrenta guerra civil que se seguiu à divisão da Índia em Paquistão muçulmano e Índia hindu.


As mortes só trouxeram retaliações e mais vítimas, até que Gandhi, líder espiritual respeitado por hindus e muçulmanos, iniciou um jejum e jurou que não comeria até que a matança terminasse, mesmo que isso significasse sua morte por inanição.


Esse foi apenas um dos muitos jejuns de Gandhi defendendo a não-violência.


Um hindu enlouquecido visitou o Mahatma e, ao chegar aos pés da cama onde estava, atirou-lhe um pedaço de pão enquanto gritava:


Eu já vou para o inferno e não quero a culpa da sua morte também em minha alma! Coma, por favor!


Gandhi, sereno como sempre, replicou:

Por que você vai para o inferno?


O hindu tremia ao responder:

Eu tinha um filho pequeno, mais ou menos deste tamanho, que foi assassinado pelos muçulmanos. Então, eu peguei a primeira criança muçulmana que consegui encontrar e a matei, arrebentando-lhe a cabeça contra uma parede.


Gandhi fechou os olhos e chorou por dentro.


Depois se recompôs, pois sabia da importância de seu papel perante aquele povo e, com esperança na voz, disse:

Eu conheço um jeito de escapar do inferno.

Muitos meninos agora estão sem os pais por causa da matança. Encontre um menino muçulmano, com mais ou menos este tamanho - repetindo o gesto feito pelo visitante há pouco – e o crie como se fosse seu. Adote-o.


O homem desorientado estava admirado com a proposta, e tentava assimilá-la da melhor forma. Uma brisa de esperança chegou-lhe ao rosto.


Porém, Gandhi não havia terminado sua fala:

Atente apenas para um detalhe: você não deve esquecer que deverá criá-lo como um muçulmano.


O hindu não estava preparado para aquela proposta. Era muito diferente de tudo que sentia, de tudo que pensava. Era uma proposta revolucionária.


Era a revolução da lei do amor, ensinada por Gandhi, de forma magistral.


O homem caiu aos pés do mestre. A loucura abandonou seus olhos, que choravam copiosamente.


Gandhi colocou as mãos na cabeça do hindu, abençoando-o do fundo de seu coração, desejando que ele pudesse aceitar seu novo caminho, o caminho para sair do inferno.


Quando o hindu saiu, ele tinha um pouco de paz no coração, e uma proposta da lei do amor em suas mãos: proposta de perdão e de autoperdão.


*   *   *


Nada como o amor, em toda sua resplandecência, para nos libertar desse estado d’alma de inferno.


Sim, já somos capazes de entender que o inferno não é um local delimitado no espaço, mas um estado d’alma temporário.


Para alguns, desorientados e reincidentes nos mesmos erros, esse estado de espírito parece uma eternidade, mas essa dita eternidade dura apenas o tempo do aprendizado, o tempo do despertar para o amor.


O amor cobre uma multidão de pecados, conforme tão bem afirmou o Apóstolo Pedro.


A lei de causa e efeito abraça-se à lei da amorosidade e ambas, interligadas sempre, carregam-nos para a tão desejada felicidade.

 
Redação do Momento Espírita



10 outubro 2013

O Poder do Pensamento - Mensagem Espírita




O PODER DO PENSAMENTO

Estou convencido de que uma das formas mais eficientes de mudar nossa vida é mudando nossos pensamentos. Sei disso por experiência própria!

Qual é a atitude das pessoas que você conhece frente aos acontecimentos? Tenho certeza de que você vai se lembrar daquelas que tem uma atitude positiva, confiante, que vêem as coisas e as pessoas pelo seu lado melhor e que diante de um problema, sempre dizem:

- Vamos resolvê-lo!

- Existe um jeito para tudo!

São pessoas que nos fazem bem, com quem gostamos de conviver, que emanam uma energia positiva contagiante e por isso mesmo, enfrentam as dificuldades com mais força e coragem. Em contrapartida, temos as pessoas criadoras de dificuldades, as que colocam obstáculos em qualquer tarefa, as que desconfiam de tudo e de todos, imaginando as piores intenções nos atos daqueles com quem convivem.

Você percebe todo este contexto são exemplos de pensamentos que facilitam ou dificultam a vida, que geram medo ou confiança, indisposição ou garra para lutar, persistência ou sentimento prévio de derrota?
Pare um pouco e pergunte-se:

- Quais são os seus pensamentos dominantes diante dos acontecimentos?

Tendo consciência disso, não para se acusar, se culpar ou se julgar, mas simplesmente para tomar consciência dos próprios pensamentos, verificamos se eles ajudam-nos a viver feliz e harmonicamente. 

Tenha a absoluta certeza: Nós temos uma imensa capacidade de mudar o mundo e nossas vidas com os nossos pensamentos! Quando você limpa a mente de todos os pensamentos negativos e lança as sementes de pensamentos positivos, aquilo que você pensa germina com absurda magnitude. Quando entendemos que os nossos pensamentos controlam a nossa vida, e que precisamos aprender a controlar a nossa maneira de pensar, adquirimos um poder que transborda e emana energia. Esta consciência nos dá enormes possibilidades para melhorar a qualidade de nossas vidas.

Somos, sem dúvida, um produto de nossos pais, de nossas escolas e da sociedade. Com eles aprendemos a nos comportar e pensar. No entanto, não somos escravos de nossa formação, criação, nem tampouco da sociedade em que vivemos porque, lembrem-se, todas as coisas em que acreditamos são somente pensamentos, e pensamentos podem ser mudados.

Consciente do poder que você possui de mudar e criar seus pensamentos, definitivamente devemos mudar nossas afirmações, afirmar no presente o que pretendemos para nossas vidas, o que pretendemos para nossa qualidade de vida e bem estar espiritual!
Somos o que pensamos ser...





09 outubro 2013

Curandeiros Endeusados, Cirurgiões do Além... - Jorge Hessen

 

“CURANDEIROS ENDEUSADOS”, CIRURGIÕES DO ALÉM – SOB OS NARCÓTICOS INSENSATOS DO COMÉRCIO

Após leitura de intrigante reportagem da Revista “VEJA” , deliberamos reproduzir e contextualizar alguns trechos da matéria publicada.  Intitulada “A face humana do mais endeusado médium brasileiro”(1) , a  “VEJA” destacou  a capacidade do famigerado médium de atrair gente do mundo inteiro para um município próximo do Distrito Federal. Afirma a reportagem que o “santificado médium” convive o cotidiano  sob o manto da contradição entre o “espírito e a carne”, a “cura e a doença”, o “desprendimento e a vaidade”, os gestos de “generosidade , os arroubos de cólera” e os negócios terrenos (2) [é milionário], os amores [tem onze filhos com dez mulheres diferentes]. A cada  dois anos, o “curandeiro-endeusado do cerrado”  troca a frota de carros da família. O dele é um Mohave Kia, avaliado em 170 000 reais..” (3)


Sabemos que a  mediunidade não guarda relação com o desenvolvimento moral, seu funcionamento independe das qualidades morais, assim como o coração pulsa independentemente dos sentimentos bons ou maus que a pessoa alimente. O fato é que os médiuns de tais “cirurgiões do além” sempre seduzem grande número de fregueses,  estabelecendo, não raro, com a mediunidade, um negócio rendoso,  uma polpuda fonte de captação de dólares e reais. Para comprovar, consideremos o fato aqui comentado. Chequemos o seguinte: o PIB – Produto Interno Bruto do município onde “médium-feiticeiro do cerrado” comercializa disfarçada e generosamente  a “cirurgia transcendental” é de 15 milhões de reais ao ano. No mesmo período, a instituição dirigida por tal “deus da mediunidade de cura” “ tem faturamento de ,no mínimo, 7,2 milhões de reais, levando-se em conta exclusivamente  o comércio de passiflora, preparado à base de maracujá, produzido ali mesmo, vendido a 50 reais o frasco e receitado a uma média de 3 000 visitantes semanais.” (4)


Por sérias razões não apreciamos e sequer indicamos esse tipo de mediunidade, embora, excepcionalmente, acatemos os efeitos mediúnicos atingidos por alguns poucos médiuns humildes e honestos. Infelizmente alguns  “deuses dos bisturis”, que promovem cirurgias com auxílio de supostos médicos do além,  conseguem robustecer suas contas bancárias. Há algumas décadas Chico Xavier advertiu: “Creio que isto deva ser fruto da educação da pessoa simplória, acreditar que, pagando bem, irá conseguir curas espirituais. O verdadeiro Espiritismo não pode cobrar, nem mesmo os remédios que receita aos doentes. Também sou contra essa estória de meter instrumentos cortantes no corpo dos outros, sem ser clínico. O médico estudou bastante anatomia, patologia e, por isso, está habilitado a fazer uma cirurgia. Por que eu, sendo médium, vou agora pegar uma faca e abrir o corpo de um cristão sem ser considerado um criminoso?” (5)


O médium de Pedro Leopoldo disse que foi operado pelos médicos terrenos cinco vezes, e vários médiuns lhe ofereceram seus serviços. “O Espírito Emmanuel lhe repreendeu: Você deveria ter vergonha até em pensar em receber esse tipo de cura, porque todos os outros doentes vertem sangue, usam éter, tomam determinados remédios para melhorar. Como você pretende se curar numa cadeira de balanço?”(6)

Do exposto, indagamos o seguinte: como ajuizarmos atualmente esses “curandeiros e cirurgiões do além”? Chico Xavier quando estava para se submeter a uma cirurgia, em 1968, de um tumor na próstata, Zé Arigó [que não era espírita], mandou lhe avisar que estava pronto para realizar a operação. Chico respondeu: “como é que eu ficaria diante de tanto sofredor que me procura e que vai a caminho do bisturi, como o boi vai para o matadouro? E eu, sabendo disso, vou querer facilidades? Eu tenho é que operar [com médicos encarnados] como os outros, sofrendo com eles! (7)   

Por isso, o Espírito André Luiz advertiu para “aceitar o auxílio dos missionários e obreiros da medicina terrena, não exigindo proteção e responsabilidade exclusivos dos médicos desencarnados”. (8)


É deplorável os médiuns evocarem “Espíritos”  para que lhes atendam como “cirurgiões do além”, a fim de  retalhar e perfurar  corpos em nome de “operações espirituais”; que lhes prescrevam placebos. É lamentável essa tendência de subestimar a contribuição da medicina humana, entregando nossas enfermidades aos Espíritos “curandeiros do além” (preferencialmente com nome germânico ou hindu) para que “curem” doenças.  Precisamos “aproveitar a moléstia como período de lições, sobretudo como tempo de aplicação de valores alusivos à convicção religiosa. A enfermidade pode ser considerada por termômetro da fé”. (9)


Não desconhecemos a plausível intervenção dos desencarnados nos processos terapêuticos na Terra, mas não se pode dar proeminência a esse tipo de trabalho, na suposição de curas ou na pérfida ideia de robustecimento do Espiritismo por esses meios. É urgente não abrirmos mão da precaução! Ainda mesmo  que o excesso em tudo seja prejudicial, contudo, Kardec endossa nossa atitude  dizendo que “em semelhante caso, vale mais pecar por excesso de prudência do que por excesso de confiança”. (10)


Acreditamos que as “terapias alternativas”, “curandeirismos” e a fascinação na prática mediúnica, são fatores que têm desestabilizado o plano [da união] entre os espíritas e da unidade doutrinária. (11) É pouco significante que um “cirurgião do além-túmulo”  faça desaparecer anomalias inibidoras ou deformantes do corpo. Até porque o perispírito conservará a patologia, que vai se projetar para reencarnações futuras, exceto que nos ajustemos com a lei da justiça, cobrindo com amor a “multidão de pecados” que carregamos. Jamais olvidemos que a cirurgia transcendente pode até mesmo refrear temporariamente as doenças físicas, mas o amor, trabalhando nos tecidos sutis da alma, cura, purifica e redime para a eternidade.


Segundo Divaldo Franco   “é uma temeridade transformar o centro espírita em pequeno hospital para atendimento de todas as mazelas , isso é uma loucura. É um desvio da finalidade da prática do Espiritismo. Podemos, sim, fazer uma atividade de atendimento a doentes que são portadores de problemas na área da saúde espiritual. Poderemos aplicar-lhes passes, doar-lhes a água fluidificada, se for o caso, mas a função principal do Centro Espírita é iluminar a consciência daqueles que o buscam.”(12)


Ressalta o tribuno baiano que certa vez o Espírito do “Dr. Fritz” quis operar Chico Xavier, em 1965, através do médium não espírita Zé Arigó: – “Eu te ponho bom desse olho. Faço-te a cirurgia agora! Pronunciou  Arigó e  Chico Xavier respondeu-lhe: – “Não, isso é um karma. Eu sei que o senhor pode consertar o meu olho. Mas como o karma continuará, vai aparecer-me outra doença. Como eu já estou acostumado com essa, eu a prefiro. Por que eu iria querer uma doença nova?”. (13)

Os Espíritos não estão a disposição para promoverem curas de patologias que não raro representam providências corretivas para nosso crescimento espiritual no buril expiatório.

 
Nesse sentido, os dirigentes de núcleos espíritas deveriam promover bases de estudos e reflexões sobre as propostas filosóficas, científicas e religiosas do Espiritismo ao invés de encetarem trabalhos espirituais para os inócuos “curanderismos”.


Jorge Hessen


Referências bibliográficas:


(2)    Suas economias vêm do garimpo. Ele é dono de fazendas na região, é proprietário de apartamentos em Brasília, Goiânia, Anápolis e Abadiânia.
(4)    Idem
(5)    Entrevista, concedida aos jornalistas goianos Batista Custódio — Diário da Manhã — e Consuelo Nasser — Revista Presença —publicado no jornal “Goiás Espírita” — órgão de divulgação da Federação Espírita do Estado de Goiás — edição 284, de janeiro/fevereiro de 1988
(6)    Idem
(7)    Idem
(8)    Vieira, Waldo. Conduta Espírita, Ditado pelo Espírito André Luiz, Cap.35. RJ: Editora FEB, 1977-5ª edição
(9)    Idem
(10)    Kardec, Allan. Viagem Espírita-1862, Brasília, Ed. Edicel, 2002, pág. 33
(11)    Franco. Divaldo. Publicado no jornal Alavanca – abril/maio-2000
(12)Entrevista com Divaldo Franco publicado no jornal “A Gazeta do Iguaçu” em julho de 1997
(13)Idem


08 outubro 2013

O Palavrão - Richard Simonetti


O PALAVRÃO

1 – Como você define o palavrão?
Um eco das cavernas, o rosnar do troglodita que ainda existe no comportamento humano.

2 – Conheço gente civilizada que diz palavrões.
Destempero verbal, civilidade superficial.

3 – Seria uma educação de fachada?
Sim. Não podemos confundir rótulo com conteúdo. É fácil cultivar urbanidade nos bons momentos. Mostramos quem somos quando nos pisam nos calos ou martelamos os dedos.

4 – Não seria razoável considerar que em circunstâncias assim o palavrão é útil, exprimindo indignação ou amenizando a dor?
Há quem diga que nessas situações ele é mais eficiente do que uma oração. Só que a oração nos liga ao Céu. O palavrão nos coloca à mercê das sombras.

5 – Mas o que vale não é o sentimento, expresso na inflexão de voz?
Posso fazer carinho com um palavrão ou agredir com palavras carinhosas. Não me parece do bom gosto demonstrar carinho com palavrões. imagine-se dando uma paulada carinhosa em alguém. Além disso há o problema vibratório.

6 – As palavras têm peso vibratório específico?
Intrinsecamente não. No entanto, revestem-se de magnetismo compatível com o uso que fazemos delas. Há uma vibração sublime, que nos edifica e emociona, a envolver o Sermão da Montanha. Quando o lemos contritos, sintonizamos com a vibração sublime de milhões de cristãos que ao longo dos séculos se debruçaram sobre seus conceitos sublimes, em gloriosas reflexões.

7 – Considerando assim, imagino a carga deletéria que há no palavrão mais usado, em que “homenageamos” a mãe de nossos desafetos.
Sem dúvida, além de nos colocar abaixo do comportamento do troglodita, já que este agredia seus desafetos, não a mãe deles.

8 – Você há de Convir que é difícil abolir o palavrão inteiramente. Há todo um processo de condicionamento, o ambiente. Lá em casa, por exemplo, ele corre solto.

Isso é relativo. Venho de uma família de italianos da Calábria, um povo que cultua adoidado o palavrão. Alguns tios meus, em situação de irritação extrema, dirigiam impropérios a Deus. Desde cedo, vinculando-me ao Espiritismo, compreendi que esse tipo de linguajar não interessa ao bom relacionamento familiar e muito menos à nossa economia espiritual.

Richard Simonetti 


07 outubro 2013

Perdoai - Bezerra de Menezes



PERDOAI

Façamos uma reflexão em torno dos objetivos essenciais da nossa existência na Terra, perguntando de maneira profunda e significativa: Que queres que eu faça, Senhor?

Quando Ele apareceu às portas de Damasco ao inimigo, a Sua pergunta foi caracterizada pela ternura: Saulo, Saulo, por que me persegues?

Quantas vezes estaremos repetindo essa mesma pergunta porque a dor agasalhou-se em nosso coração, porque o sofrimento tomou conta do país da nossa alma.

Saulo, no entanto, teve a sabedoria de contrainterrogar ao Senhor.

Era o servo que encontrava seu amo, o escravo que encontrava o seu Senhor.

Que queres que eu faça? 

Ele respondeu: Vai a Damasco e ali te dirão o que deves fazer.

Damasco, filhos da alma, é a província da nossa consciência.

Sigamos em direção da nossa consciência e descubramos o que nos é lícito fazer, diante dos desafios que se encontram à nossa frente.

Jesus veio para que tivéssemos vida e vida em abundância.

...E nos ofereceu em holocausto a Sua vida.

Não temais aquele que permanece no mal.

Não vos pode fazer mal algum, se não aceitardes o desafio do seu atrevimento.

Com Jesus aprendei a permanecer no bem.

A dor que a todos nos assalta é nada mais do que um acidente de percurso, induzindo-nos ao amadurecimento espiritual.

Sem qualquer masoquismo, bendizei a dor libertadora que demonstra a fragilidade do corpo no qual estais e a debilidade das forças morais que a todos nos caracteriza.

Somos da Divina Luz gerados.

Permitamos que o Deus interno expanda-se e consiga vencer todas as trevas.

Ide e amai!

Parti daqui com a alma referta de esperança e perdoai! Mesmo àquele que parece não ser credor do perdão, perdoai, porque vos fará bem.

A Justiça Divina, a seu modo e termo, realizará a retificação do infrator.

Mas a vós, a nós, cabe perdoar sempre e incessantemente.

Os Espíritos-espíritas que aqui se encontram em nome da brasilidade espiritual, enternecidos, distribuem energias saudáveis por sobre todos vós que nos ouvistes, onde quer que estejais e que acompanhais este momento de clausura de mais uma etapa que oferece iluminação para as consciências saírem daqui modificadas pelo Espírito do Cristo, vós que tendes a honra e a glória de conhecer Jesus.

E, quando alguma noite vos parecer excessivamente tempestuosa, buscai a Estrela de primeira grandeza que é Jesus e segui o Seu rumo, para que, no término, Ele passe a viver em vós.

Muita paz, filhos da alma!

São os votos do servidor humílimo e paternal de sempre,

Bezerra

Psicofonia de Divaldo Pereira Franco, no encerramento da 60ª Semana Espírita de Vitória da Conquista, Bahia, em 8 de setembro de 2013.