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10 setembro 2012

Comprometimento com a Causa Espírita - Orson Peter Carrara


COMPROMETIMENTO COM A CAUSA ESPÍRITA

Estamos todos envolvidos com a salutar e extensa rede de atividades espíritas, em diferentes áreas que nos proporcionam ajudar, participar, mas principalmente aprender. Sim, é no contato uns com os outros que aprendemos nas experiências mútuas. Em toda parte nota-se o envolvimento com nossas instituições, em diferentes focos de aprendizado e auxílio às dificuldades humanas. De uma forma ou de outra, estamos ligados a alguma instituição, contribuindo e somando para que a mensagem espírita alcance o coração e proporcione à proposta espírita concretizar-se em ações nobres para nosso próprio bem e para o bem da coletividade.

É o que todos desejamos, não há dúvida. A proposta espírita é clara, lúcida e nos convida ao trabalho. Tanto no trabalho em favor uns dos outros como no trabalho de aprimoramento interior na área do intelecto, da moral, das emoções.

E isto nos conclama à palavra comprometimento, derivada de compromisso, que pode significar um ajuste ou acordo em favor de uma causa ou meta, por exemplo.

Em nosso caso, considerando o conjunto das instituições espíritas numa cidade, região ou Estado e até mesmo no país, sentimos e temos um compromisso moral – seja pelos benefícios que temos recebidos, seja pela consciência que vamos adquirindo – com a grandeza e beleza da extraordinária Doutrina Espírita. A consciência adquirida e os benefícios percebidos – da divulgação e da vivência espírita – conclamam-nos a um comprometimento natural com a causa do Espiritismo, atualmente organizada através de órgãos que representam o movimento e a união de casas e adeptos. Sem imposições ou desejo de comando, objetivo é facilitar a tarefa de expansão do pensamento espírita, unindo forças e recursos para realizar o que dificilmente apenas uma instituição conseguiria.

Organizados com o mesmo objetivo em todo o país, embora as adaptações ao perfil de regiões ou Estados, referidos órgãos se fortalecem com a presença e participação das instituições que a formam, já que todas buscam o mesmo objetivo. Inclusive a equipe diretiva é formada pela base das instituições representadas.

É comum que ocorram intensas atividades durante o mandato de uma diretoria e, seguindo o acordo estabelecido, ocorra a renovação dos membros diretivos, com as eleições que ocorrem em períodos determinados, embora possa ocorrer reeleições.

É o que vamos viver agora no início de 2009 em alguns Estados, mais exatamente no mês de abril, quando se renovam as diretorias. Algumas regiões até já se anteciparam na questão, todavia, o compromisso com a causa aí está.

Há que se considerar, todavia, seja nas reuniões rotineiras para programação de atividades durante um mandato ou nas reuniões de eleição de nova diretoria, a importância de que a instituição representada nas reuniões envie representante ativo, com poder de decisão e principalmente comprometido com a causa espírita. Pois é exatamente do dinamismo dos componentes e participantes que teremos órgãos ativos, produtivos e com ações que beneficiem o movimento e exatamente as instituições que o formam.

Se enviarmos alguém apenas para figurar como representante, que não traga propostas, nem igualmente leve o dinamismo e efeitos da reunião para beneficiar a atividade da instituição que representa, de que valerá enviá-lo? Apenas para fazer número?

Alguém que não conheça o perfil da instituição que ou esteja indiferente ao dinamismo da causa espírita, distante da proposta trazida pelo Espiritismo, de que valerá sua participação? Poderá bem representá-la?

O cuidado com a escolha do representante, a motivação para participação, o aproveitamento das idéias e decisões e, óbvio, o comprometimento com a causa são elementos vitais para fortalecimento exatamente daquela consciência citada no início da presente abordagem.

Mais do que representação num órgão de união, a consciência da instituição de sua importância no contexto geral, unindo-se e fortalecendo-se com as demais, é sinal claro, evidente mesmo, de que seus diretores entenderam a proposta espírita. Afinal, as portas continuam abertas, trabalhando com afinco e a única maneira de não perder a referência é manter permanente intercâmbio com aqueles que lutam pelo mesmo ideal.

Orson Peter Carrara

09 setembro 2012

As Aparências Enganam - Momento Espírita


Num orfanato, igual a tantos outros que enxameiam por toda parte, havia uma pobre órfã, de oito anos de idade.

Era uma criança lamentavelmente sem encantos, de maneiras desagradáveis, evitada pelas outras, e francamente malquista pelos professores.

Por essa razão, a pobrezinha vivia no maior isolamento.

Ninguém para brincar, ninguém para conversar... Sem carinho, sem afeto, sem esperança... Sua única companheira era a solidão.

O diretor do orfanato aguardava ansioso uma desculpa legítima para livrar-se dela.

E um dia apresentou-se, aparentemente, uma boa desculpa.

A companheira de quarto da menina informou que ela estava mantendo correspondência com alguém de fora do orfanato, o que era terminantemente proibido.

- Agora mesmo, disse a informante, ela escondeu um papel numa árvore.

O diretor e seu assistente mal puderam esconder a satisfação que a denúncia lhes causara.
Vamos tirar isso a limpo agora mesmo, disse o superior.

E, somando-se ao assistente, pediu para que a testemunha do delito os acompanhasse a fim de lhes mostrar a prova do crime.

Dirigiram-se os três, a passos rápidos, em direção à árvore na qual estava colocada a mensagem.
De fato, lá estava um papel delicadamente colocado entre os ramos.

O diretor desdobrou, ansioso, o bilhete, esperando encontrar ali a prova de que necessitava para livrar-se daquela criança tão desagradável aos seus olhos.

Todavia, para seu desapontamento e remorso, no pedaço de papel um tanto amassado, pôde ler a seguinte mensagem:
"A qualquer pessoa que encontrar este papel: eu gosto de você."

Os três investigadores ficaram tão decepcionados quanto surpresos com o que leram.

Decepcionados porque perderam a oportunidade de livrar-se da menina indesejável, e surpresos porque perceberam que ela era menos má do que eles próprios.

Quantos de nós costumamos julgar as pessoas pelas aparências, embora saibamos que estas são enganadoras.

E o pior é que, se as aparências não nos agradam, marcamos a pessoa e nos prevenimos contra ela e suas atitudes.

Uma antiga e sábia oração dos índios Siuox, roga a Deus o auxílio para nunca julgar o próximo antes de ter andado sete dias com as suas sandálias.

Isto quer dizer que, antes de criticar, julgar e condenar uma pessoa, devemos nos colocar no seu lugar e entender os seus sentimentos mais profundos.

Aqueles que talvez ela queira esconder de si mesma, para proteger-se dos sofrimentos que a sua lembrança lhe causaria.

***

Nenhuma pessoa é essencialmente má.

Isso porque todos nós temos, na intimida de, a Centelha Divina que é o amor em gérmen.

Assim sendo, potencialmente todos somos bons, basta que nos esforcemos para fazer brilhar essa chama sagrada depositada em nós pelo Criador.

Jesus conhecia essa realidade, por isso afirmou: Vós sois deuses e noutra oportunidade insistiu: Brilhe a vossa luz.

Redação do Momento Espírita



08 setembro 2012

Quando a espiritualidade quiser ... - Alamar Régis Carvalho


Quando a espiritualidade quiser isto se resolverá

Isto é confiança na espiritualidade ou é preguiça mesmo?


Certamente você já deve ter ouvido várias pessoas dizerem frases mais ou menos assim:

- “Não se preocupe, quando a espiritualidade quiser, esse problema será resolvido”.

- “Fique tranqüilo, Jesus está no comando”.

- “Quando a espiritualidade achar que seja o momento, ela agirá”.


Há muitos espíritas que adoram dizer isto.

Vamos questionar em cima disto também?

Quer dizer, então, que não devemos nos preocupar com nada, não devemos tomar atitudes e ações para tentar solucionar os problemas, simplesmente cruzando os braços, entendendo que eles só serão resolvidos quando a espiritualidade achar que é o momento?

Será que é assim mesmo que a doutrina espírita entende a realidade da vida e a nossa razão de existir, enquanto encarnados?

Será então que a espiritualidade acha que não é o momento de acabar com as tempestades que alagam cidades e destroem os bens de famílias, com os terremotos, com os crimes e assassinatos, com a corrupção, com as doenças incuráveis e com inúmeros males que há na Terra?

Milênios, antes de Jesus, já existiam pessoas boas e justas na Terra, mas os males já existiam também, o que, nesta linha de raciocínio implica que a espiritualidade superior já achava que aquele não era o tempo dos problemas serem resolvidos.

Aí veio Jesus, em sua época, fazendo aquela maravilha que fez, trazendo aqueles ensinamentos que trouxe, contidos no Evangelho. A espiritualidade achou que ainda não era o momento.

Depois veio Allan Kardec, com a equipe do Espírito da Verdade nos trazendo os ensinamentos espíritas e, ainda, a espiritualidade achou que não era o momento.

Mais de 150 anos se passaram do surgimento do Espiritismo e a espiritualidade acha que ainda não é o momento.

Afinal de contas, eu pergunto a essas pessoas que ficam com essa conversa: Quando é que a espiritualidade vai achar que é o momento da extinção dos males da Terra?

A Doutrina Espírita nos deixa bem claro que não há milagres, não há privilégios, não há interferência de Deus e dos bons espíritos na vida de gente preguiçosa e acomodada que não faz o menor esforço em crescer e evoluir, inclusive a doutrina nos ensina que a simples opção de não fazermos o mal não nos evolui em nada, deixando bem claro que é indispensável fazer o bem, tomar iniciativas no bem, produzir alguma coisa em benefício nosso e do nosso semelhante.

Como pode um espírita, que tenha o mínimo de lucidez sobre o que realmente ensina o espiritismo, vir, travestido de uma suposta calma, tranqüilidade e evolução espiritual, recomendar para que os outros se aquietem, não se preocupem com nada, não tomem iniciativa nenhuma sob a insensata e comodista argumentação de que “Jesus está no comando” e que “quando a espiritualidade quiser, tudo se resolverá”?

Quando isto? No ano de 5100 ou alguns milênios adiante?


O que existe é muita preguiça e comodismo

Confiemos sempre na Espiritualidade Superior, estejamos sempre sintonizados com os espíritos que são afins conosco porque, certamente, eles não nos negam as boas inspirações, atuam nas nossas vidas “muito mais do que imaginamos”, estarão sempre dispostos a nos ajudar mas... vejam bem, dispostos as nos ajudar e não a fazer as coisas por nós.

Está claro nos ensinamentos espíritas que todos temos que agir, que atuar pra valer, que trabalhar, que lutar e que nos empenhar ao máximo para resolver os nossos problemas, lutar contra os males da terra e enfrentar as terríveis ações negativas que prejudicam a nós e ao nosso próximo.

Essas frases feitas, citadas acima, nada mais significam do que mania de ostentação de evolução espiritual de fachada, disposição de alguns em passar a impressão de que mergulharam na onda espiritual do bem e que estão quase no nível do Clarêncio e dos amigos coordenadores do “Nosso Lar”.

Quando um espírita começa a dizer que nós não devemos nos preocupar com a política, por exemplo, ele não é um espírita prudente e sim um omisso e irresponsável, pois, se nós não utilizarmos as nossas inteligências, os nossos protestos, as nossas ações para colocar gente de bem na condução da coisa pública, fiscalizando as ações políticas, denunciando os males, lutando para coibir as ações dos safados e dos corruptos, com certeza absoluta a argumentação de que “Jesus está no comando” não vai resolver, porque no comando ele está há muito tempo e já deu todas as amostras daquilo que ele resolve e do que é de competência do homem encarnado.

Veja bem, gente:

Eu e todo mundo estamos vendo que um determinado salafra, que está à frente da prefeitura da minha cidade, está roubando descaradamente, está ficando milionário, está beneficiando a si e aos seus familiares escancaradamente; daí eu vou ter que arrotar a minha “evolução” espiritual e na minha santidade doutrinária, para mandar que os outros se acalmem, “aquietem os seus corações”, deixem isto pra lá, porque temos que entender o nível moral que ele está e que quando a espiritualidade achar que ele deve ser afastado, ela vai afastá-lo naturalmente?

Estou vendo um ente dentro do meu próprio lar, envolvido no vício, agredindo todo mundo dentro de casa, fazendo o que quer e o que bem entende, ameaçando todo mundo e fazendo chantagem, será que vou ter que ficar caladinho, cheio de paciência, tolerância e compreensão, deixando tudo como está, sob a argumentação de que a família provavelmente tem débitos terríveis com ele de encarnação passada, e deixo a desgraça crescer no lar, deixo as agressões acontecer, sob a argumentação de que “Jesus está no comando”?

Ora, tenham a santa paciência.

Insisto em afirmar que tem muita gente que sofre porque é besta mesmo. Não é porque é evoluído, pacífico e compreensivo não, é porque é idiota mesmo.

Repito, novamente, que postura enérgica não tem nada a ver com agressão. Quando ouvimos alguém dizer “não gosto do estilo dele, porque acho muito agressivo”, na realidade está confundindo alhos com bugalhos, está confundindo helicóptero com beija-flor, vive numa ingenuidade gigantesca em relação a como deve ser, de fato, o comportamento humano lúcido, equilibrado, sensato, autêntico e coerente, da mesma forma como foi exemplificado por Jesus, em todos os momentos que se viu diante das pessoas abusadas e hipócritas.

Pessoas superficiais acham que ser bom, compreensivo e caridoso para com o próximo necessariamente é dizer SIM, todas as vezes, quando na realidade em muitas vezes o NÃO é muito mais caridoso, mais educativo, mais oportuno e indispensável.

Você diria SIM para um ente, por mais querido que seja, que peça para você ser avalista de uma dívida que ele quer fazer, comprometendo-se a pagar uma mensalidade de um valor que você tem certeza que está muito além do que ele ganha e que, com certeza também, ele não vai poder pagar e vai sobrar pra você?

Vai ter que dizer SIM só porque ama, considera e porque é uma pessoa querida?

Só se você for besta.

Então é exatamente isto que eu quero dizer em relação a muitos espíritas bestas, que existem por aí.

Em nome da “caridade”, em nome da “humildade” e em nome de todos esses valores, concebidos absolutamente de forma equivocada, tem muito espírita omisso, praticando irresponsabilidades de conseqüências terríveis.

Jesus está no comando, sim, ele nos ama, sim, mas não é um irresponsável e sabe muito bem que nós temos que fazer a nossa parte. Ele apenas nos ajudará, não fará por nós.

Abração

07 setembro 2012

Quem Soubesse - Emmanuel


QUEM SOUBESSE

Quem soubesse quão venenoso é o conteúdo de fel a tisnar o cálice da aversão, decerto compreenderia que todo golpe da crueldade não é senão desafio à nossa capacidade de entendimento.

*

Quem soubesse da trama de sombra que freme, perturbadora, em torno da palavra infeliz que profere na crítica à vida alheia, preferiria amargar no silêncio as feridas da mágoa, esperando que o tempo lhes ofereça a necessária medicação.

*

Quem soubesse da quantidade de crimes, oriundos da revolta e da queixa, escolheria suportar toda espécie de sofrimento, antes que reclamar consideração e justiça, em seu próprio favor.

*

Quem soubesse da multidão de males que a vingança provoca, esqueceria sem custo os braseiros de dor que a calúnia lhe arremessa à existência.

*

Tenhamos em mente que o ódio é o grande fornecedor das prisões e de que a cólera é responsável por grande parte das doenças que infelicitam a Humanidade, e, guarda o coração na grande paciência, se te propões conservar em ti mesmo o tesouro da paz e a bênção da segurança.

*

Ainda mesmo que alguém te ameace com o gládio da morte, desculpa e segue adiante, porque as vítimas ajustadas aos trilhos do Bem Eterno elevam-se ao nível, ao passo que os ofensores ainda quando se mostrem como sendo os aparentemente mais dignos, descem aos precipícios do tempo para o acerto reparador.

*

De qualquer modo, se a ofensa te procura, cala e perdoa sempre, porque se o Mestre nos exortou ao amor pelos inimigos, também nos advertiu que a mão erguida à delinquência da espada, agora, hoje ou amanhã, através da espada se ferirá.

Emmanuel

De “Passos da vida”
De Francisco Cândido Xavier
Espíritos diversos

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06 setembro 2012

Drogas: Um Novo Alerta que Você Necessita Saber - Vilson Aparecido Disposti


DROGAS:
UM NOVO ALERTA QUE VOCÊ NECESSITA SABER


Quando falta informação, sobra espanto e imobilismo.

O flagelo das drogas, pela repetida história de dor que escreve nas páginas de lares dignos e honrados, onde antes reinava a paz, o trabalho e a esperança, merece o cuidado do conhecimento e a atenção de nossa vigilância. Porque quando alguém dentre os nossos, se torna escravo do álcool ou das drogas proibidas, como a maconha, crack, cocaína e agora o oxi, sentimo-nos roubados e impotentes para enfrentar o problema com a determinação e serenidade que ele exige.

Não imaginamos que pessoas tão próximas de nosso coração, poderão cair nesse vício. Porque, nossa visão da dependência química, ainda é ingênua e preconceituosa.

Talvez isso, ajude a explicar o triste avanço que a epidemia do alcoolismo e das drogas ilícitas tem registrado e a contínua dificuldade que as famílias têm, para lidar com o problema, assim que o vê instalado em sua própria casa. A postura costuma ser de espanto e imobilismo, o que muitas vezes, levam as pessoas a tomarem decisões impróprias.


Quem é o dependente de drogas?

Não se pode mais, associar a dependência de drogas com a marginalidade ou atribuí-la ás “más companhias”. A drogadição esconde causas muito sérias e insuspeitas, porque presentes no indivíduo, bem antes de seu primeiro contato com as substâncias que geraram a sua dependência.

Por isso, precisamos saber quem é do dependente e como ele funcionava como pessoa, antes se ligar ao infeliz consumo. É dessa análise que poderemos obter boas respostas que ajudarão a definir a causa motivadora de sua escravização ás drogas e permitir a busca do tratamento que melhor se ajuste ás suas necessidades.


O consumo de drogas para aliviar sintomas de ansiedade e depressão.


No Centro de Reabilitação Ave Cristo, a cada dez pessoas que se submetem ao programa, seis apresentam transtornos de ansiedade ou depressão. Portanto, uma causa orgânica e com tal necessita ser tratada.

Os transtornos de ansiedade de maior incidência, também constados pela Unifesp – Universidade Federal de São Paulo são: TB- transtorno bipolar, TOC – transtorno obsessivo-compulsivo e o TDAH – transtorno do déficit de atenção e hiperatividade, dente outros, além da depressão.


A origem espiritual dos Transtornos de Ansiedade e Depressão

Os transtornos não são determinantes para a dependência, embora prevalentes. Estas anomalias cerebrais têm origem nos núcleos energéticos do espírito, que foram lesados no passado; na atualidade, por meio do perispírito, lança na rede dos neurônios, energia pouco saudável. É o que se depreende dos ensinos do psiquiatra e escritor espírita Dr. Jorge Andréa.

No entanto, a medicação apropriada ajuda a equilibrar essa disfunção e a realização do bem e a integração com Deus poderá suprir gradualmente, estas deficiências da alma, como alerta o Espírito Joanna de Ângelis, por Divaldo P. Franco, na obra Transtornos Psiquiátricos e Obsessão.


Não sou dependente, paro quando quero!


Nesses casos é necessário que a família faça um pacto pela união de todos, para buscar informações sobre a dependência de drogas e melhor compreender o que se passa com o familiar que caiu. Estabelecer em casa, o culto do Evangelho que além de promover o ajuste emocional da família, facilitará o socorro dos Espíritos Amigos. Estas práticas não passarão despercebidas pelo dependente, nem tão pouco, pelos espíritos afins que acompanham o viciado e atuam para ampliar os seus desejos.


Como iniciar o tratamento e o drama da internação

O tratamento se inicia por meio de avaliação pessoal do dependente, para se verificar os níveis de ansiedade ou depressão. Isso é importante porque quando uma destas condições se faz presente e com certa intensidade, haverá necessidade de intervenção médica para se equilibrar a mente inquieta ou deprimida.

Porém, não haverá necessidade de internação quando o indivíduo ainda mantém seus vínculos com a família, emprego e escola. Mas, caso tenha deixado de funcionar socialmente, porque a droga se tornou a sua única preocupação, somente a internação para o tratamento intensivo será eficaz.

Enquanto as experiências clínicas demonstram que a internação forçada somente é recomendada quando houver riscos para a vida do paciente e dos seus familiares, a não ser quando se trate de criança ou adolescente até 13 anos de idade.


O Tratamento Espírita

O Espiritismo oferece valiosos recursos que ampliam o sucesso da terapia. Seja pelo convencimento da necessidade da transformação moral do paciente; pelos passes que restauram a tessitura perispiritual lesada pelas partículas das drogas; pela intervenção da terapia desobsessiva que harmoniza as mentes em pugna. Enquanto, o Evangelho no Lar promove o ajuste do ciclo vibratório da família.

Seja qual for o grau da dependência de drogas ou a recusa em aceitar a ajuda, jamais se deverá perder a esperança. Porque todo ser humano é recuperável. Posto que, o Médico Maior, dentre todos, segue declarando: “Vós sois deuses, pois brilhe a vossa luz”. (Mateus, 5:14-15)


REFERÊNCIAS

CASA DO CAMINHO AVE CRISTO

ALLAN KARDEC. O LIVRO DOS ESPÍRITOS, Ed. Feb, Rio de Janeiro, 2009

ALLAN KARDEC. O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO. Ed. Petit. São Paulo. 1997

DIVALDO P. FRANCO (pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda) TRANSTORNOS PSIQUIÁTRICOS E OBSESSIVOS. Ed. Espírita Alvorada. Salvador. 2008

DISPOSTI, VILSON. FILHOS DA DOR – Prevenção e tratamento da dependência de drogas – Relatos de casos reais. Ed. Intelítera. São Paulo. 2010.

JORGE ANDRÉA – PSICOLOGIA ESPÍRITA, vol. I, 1997, p. 16

Artigo publicado com autorização do autor




Vilson Aparecido Disposti

(Publicado na Revista “O Semeador” da FEESP de Setembro/2011)

e-mail: vilsondi@terra.com.br

Site: http://www.avecristo.com.br/

05 setembro 2012

Apenas um Lembrete


Apenas um Lembrete

Lembre-se que você é um Espírito imortal vivendo breve experiência num corpo físico.

Lembre-se que seu corpo é feito de matéria e, como tal, sofre o desgaste natural como tudo o que é matéria. Mas esse desgaste não atinge o Espírito.

Assim, quando você perceber que a sua pele está enrugando, lembre-se de que esse é um fenômeno que não alcança o Espírito.

Enquanto a sua pele enruga, seu Espírito pode ficar ainda mais radiante e mais iluminado.
Você não pode deter os segundos, nem evitar que se transformem em anos.

Não pode impedir que o seu cabelo caia ou se torne branco, mas isso não deve ser motivo para levar embora a vitalidade da sua alma imortal.

Sua esperança jamais poderá estar atrelada à sua forma física, pois o ser pensante que você é, é o mais importante e sobreviverá por toda a eternidade.

Sua força e sua vitalidade independem da sua idade.

Seu Espírito é o agente capaz de espanar a poeira do tempo.

Lembre-se de que você não é um corpo que tem um Espírito, é um Espírito temporariamente vivendo num corpo físico.

Chegará o dia que você encontrará uma linha de chegada e perceberá que logo à frente há outra linha de partida...

A vida é feita de idas e vindas... Partidas e chegadas.

Um dia você terá que abandonar esse corpo, mas jamais abandonará a vida...

Lembre-se que cada dia é uma oportunidade de viver e viver bem.

Se acontecer de cometer um engano, não detenha o passo, siga em frente pois logo adiante encontrará outro desafio...

A vida é feita de desafios... Vencemos uns, somos vencidos por outros, mas não podemos deter o passo.

E o maior de todos os desafios é vencer a si mesmo, usando a razão para não se deixar dominar por vícios e prazeres excessivos e prejudiciais.

Importante é não perder tempo vivendo de lembranças amargas e fotografias pela metade, amarelas e empoeiradas...

O dia mais importante é o dia de hoje... E hoje você tem a oportunidade de reescrever a sua história... Conhecer novas paisagens... Colecionar imagens de cores vivas.

Lembre-se que você é um Espírito feito de luz e a luz sempre pode suplantar as trevas... por mais densas que sejam.

O importante é que jamais detenha o passo...

Se as forças físicas não lhe permitem mais correr como antes, ande depressa.

Se algo o impedir de andar depressa, caminhe lentamente, mas siga em frente.

E, se por algum motivo, não puder mais caminhar sem apoio, use bengalas, muletas, cadeira de rodas. Mas vá em frente...

E se, um dia, você não puder mais movimentar seu corpo para continuar andando, voe com o pensamento.

Seu pensamento nada e ninguém poderá deter.

Você é livre para pensar, para aprender, para alcançar os céus em busca de esperança e paz.
O essencial é que você não pare nunca...

Deus não criou você para a derrota. Deus criou você para a vitória, para a felicidade plena. E essa conquista é a parte que lhe cabe.

Este é apenas um lembrete pois, um dia, um Sublime Alguém já nos disse tudo isso e nós esquecemos.

Esquecemos que Ele saiu do corpo mas jamais saiu da vida...

O Seu suave convite ainda paira no ar: Quem quiser vir após Mim, tome a sua cruz, negue-se a si mesmo, e siga-Me.

Esquecemos que Ele afirmou com convicção e firmeza: Nenhuma das ovelhas que o Pai Me confiou se perderá.

Eu sou uma de Suas ovelhas e você também é. Não importa a que religião você pertença. Não importa a que religião eu pertença.

Somos as ovelhas que o Criador confiou ao Sublime Pastor da Galileia, para que Ele nos ensine o caminho que nos conduzirá à felicidade plena.

* * *

Este é apenas um lembrete... que você pode até desconsiderar...

Mas uma coisa é certa: você não deixará de existir, como Espírito imortal que é e não evitará os percalços e as lições da caminhada, porque você, você é filho da Inteligência Suprema do Universo...

Pense nisso!


Redação do Momento Espírita


04 setembro 2012

Bater ou Não Bater, Eis a Questão - Wellington Balbo


Bater ou Não Bater, Eis a Questão

Com ou sem palmada educar os filhos é a missão primordial dos pais. Há os que defendem a palmada como forma de educar alegando que as receberam e são pessoas de bem, e há os que defendem a posição de que para educar não é preciso dar palmada. Eu, por exemplo, tomei palmadinhas e palmadões e ainda assim fiz muita besteira nesta vida. Em meu caso não sei se as palmadas resolveram muita coisa.

A verdade é que hoje as palmadas estão saindo de moda. Poucos pais a utilizam para educar. No entanto, saiu a palmada e entrou em ação a permissividade. Tudo pode, tudo vale. É proibido proibir os filhos. Atualmente os pais permitem muito e cobram pouco. E como cobram pouco, quando cobram geralmente os filhos torcem o nariz para pagar. Óbvio, não estão acostumados.

A chamada geração Z está crescendo muito mimada e sem ideia de responsabilidade, entretanto não quero generalizar. Se você é um pai ou mãe que consegue impor limites aos filhos, ensiná-los a como gastar, ou, melhor dizendo, a como não gastar o seu dinheiro, a apreciar o estudo e respeitar o semelhante está no caminho certo.

Outro dia presenciei uma cena muito interessante do Gustavo, um velho amigo. A filha, uma adolescente de 15 anos queria ir a um baile com as amigas. O Gustavo, sempre reticente quando a questão se refere a balada, disse à filha que ela não iria ao baile. Mas ela teimou, insistiu, a mãe entrou no meio da conversa pra negociar e por fim chegou o exército muito bem armado: as amigas da filha do Gustavo implorando para que ele deixasse a garota ir ao baile. “Deixa, tio, por favor” – pediam as meninas com aquela voz manhosa.

E após muita conversa e negociação ficou decidido o seguinte: Gustavo cederia e deixaria a garota ir ao baile, porém... ah, porém, sempre ele no meio, a filha deveria apresentar o boletim no 4 bimestre, (aquele bimestre que muitos alunos costumam desprezar por já terem fechado as notas), com a média acima de 7,0. Caso isso não ocorresse a garota passaria toda a época de férias sem poder sair de casa e estudando. A menina, com a irreverência própria dos adolescentes, afirmou empolgada: “Tirar 7,0 na escola é mamão com açúcar! Puxa, pai, o senhor nem exigiu muito!” E Gustavo respondeu: “É para você poder pagar, minha filha!” Prevenido como todo pai Gustavo escreveu documento de próprio punho para que a filha assinasse e então selassem o acordo. E assim foi feito. Papel assinado e meninas contentes. A filha de Gustavo saiu aquela noite.

E os dias transcorreram tranquilamente até que chegou o momento de pagar a fatura, ou seja, da filha mostrar o boletim ao pai. Era uma sexta feira. Gustavo pediu o boletim e para sua surpresa não havia açúcar naquele mamão, mas, sim, sal. A filha não cumprira com o combinado e as notas estavam bem abaixo do medíocre 7,0 acertado dias atrás. Em poucas horas lá estavam as amigas da filha de Gustavo pedindo a ele para que cedesse e deixasse a garota ir ao shopping. Ele apenas retirou de seu bolso o documento assinado pela filha e mostrou para todas elas dizendo: “ Eis o documento, eu cumpri com a minha parte no combinado, agora, minha filha, é a sua vez!”.

A garota, inconformada, redargüiu: “Mas pai, terei que ficar em casa estudando as férias inteiras?” E Gustavo arrematou sem palmadas: “Exatamente, minha filha, o que é combinado não é caro”. E, virando-se para as amigas de sua filha pediu licença para que a sua menina pudesse começar em breves minutos a estudar Geometria.

Gustavo não bateu, mas também não foi permissivo. Será que educou?


Wellington Balbo (Bauru – SP)

03 setembro 2012

Para Onde se Devem Levar as Pessoas - Adenáuer Novaes


Para Onde se Devem Levar as Pessoas

Quero levar as pessoas a entenderem a natureza de sua conexão com o criador da vida, conscientes de que nunca estiveram desconectadas ou na iminência de romper essa ligação. Que se conscientizem da sua íntima ligação, de tal forma que se percebam como um portal de realização do criador na dimensão concreta da consciência. Que passem a entender os limites da lógica humana para compreender a natureza da essência do Criador. Que possam acessar o Criador a partir do entendimento de que se é e o que se pensa a respeito de Deus.

Quero levar as pessoas, indistintamente, à consciência de que são espíritos imortais, capazes de infinitas realizações. Que possam compreender que suas vidas lhes pertencem e que são autônomas para realizarem seus destinos. Como espíritos imortais são portadores de uma marca divina que lhes capacitam operar maravilhas à medida em que avançam na evolução intelecto-moral. Que percebam o poder pessoal de coagular pensamentos e idéias, construindo com elas um cenário, que tomam como realidade, no qual se inserem e laboram.

Quero levar as pessoas a respeitarem os outros, considerando cada individuo representante da divindade e sua legítima obra. Que compreendam que o outro deve ser reverenciado como sendo o principal sujeito com o qual se deve contracenar para evoluir. Que percebam a importância de que as coisas sejam realizadas incluindo o outro. Que sintam a importância da construção de uma sociedade justa, harmônica e organizada, na qual todos sejam e se sintam incluídos.

Quero levar as pessoas a entenderem que o amor é a força propulsora do Universo, sendo o motivo principal da vida. Que a vida acontece tendo como base o princípio da construção do sentimento de amor, que nada exige, e que surge independentemente da lógica humana.

Que a união entre duas pessoas é representativa do encontro com o divino. Que se deve começar a entender o amor a Deus a partir do amor a alguém de quem nada se possa cobrar.

Quero levar as pessoas à consciência da vida espiritual, numa dimensão acessível a todos. Que aprendam a se comunicar eficazmente com aqueles que já ultrapassaram a barreira da morte de forma tranquila e sem perturbações. Que a continuidade da consciência do eu seja o norte para os comportamentos enquanto estejam ligados a um corpo físico. Que nunca se esqueçam da continuidade eterna do eu no estabelecimento das relações interpessoais.

Quero levar as pessoas a alcançarem a felicidade possível na terra, trabalhando pela sua transformação, a fim de que se tornem aquilo para o qual foram designadas. Que entendam a felicidade como um conjunto de sensações que envolvem o corpo, mente, espírito e meio social. Que, pelo trabalho digno, conscientes de seu exercício constante, possam alcançar o que desejam. Que percebam a importância de contribuir para uma vida comunitária pacífica, doando parte de seu tempo em favor dos outros.

Quero levar as pessoas a serem tão solidárias com os outros como são com os que amam, para que não haja de forma alguma alguém infeliz. Que compreendam a importância de servir ao próximo, atendendo aos próprios anseios íntimos de caridade para com seus semelhantes. Que entendam as diferenças entre as pessoas, buscando valorizar aquilo em que são iguais, principalmente lutando pelos direitos e garantias individuais. Que persistam em implantar a liberdade de expressão humana, para que todos se percebam livres e maduros para usufruir do que a divindade lhes ofertou.

Quero levar as pessoas a se tornarem mais esperançosas e crentes que a vida foi feita para que todos alcancem a realização pessoal e coletiva. Que todos possam educar seu olhar sobre o Universo, vendo a grande maravilha divina, representação da psique humana, campo de realização do Espírito. Que não esperem externamente, de forma mágica, a realização do melhor, mas que configurem e plasmem em torno de sí mesmas o que pretendem alcançar de Deus.

Quero levar as pessoas a encontrarem o rítmo da vida, que pulsa a favor do crescimento e desenvolvimento dos espiritos, como um coração que nutre a totalidade de um organismo vivo. Que desenvolva seu próprio ritmo em consonância com a música cósmica que ressoa desde o princípio de tudo. Que possam respirar com satisfação o perfume da natureza, que permeia todas as coisas e que gratuitamente está disponível a todos.

Quero levar as pessoas a se sentirem pertencentes, filiadas ao mesmo Criador e nutridor da Vida. A se unirem em favor da solução de problemas comuns e a melhorarem a vida no planeta Terra. A se conectarem pelos fios invisíveis do sentimento de amor, que promove e alimenta a vida. A perceberem no outro o irmão como a si mesmas, vinculadas e unidas à mesma fonte geradora da vida.
Quero levar as pessoas a cultivarem a paciência, a humildade e o perdão, para que a convivência humana se torne leve e serena. Que as mágoas sejam diluídas e todos reconheçam o direito de discordância, como concernente aos diferentes graus de percepção da realidade. Que as virtudes conquistadas não se tornem elementos que estimulem a exclusão, nem motivo para que se construam castas na sociedade.

Quero levar as pessoas além da religião, para que encontrem a religiosidade que as aproximam do Criador. Quero levá-las para além do espiritismo, para que encontrem a verdadeira espiritualidade, que as torna mais próximas de sua verdadeira essência. Que possam se sentir sempre conectadas ao mundo de onde vieram, promovendo a disseminação do saber espiritual e a consciência da imortalidade do espirito.

Quero levar as pessoas a valorizarem a educação e a família como pontos centrais de desenvolvimento da sociedade. Que possam promover melhores condições de aprendizagem e de educação aos que retornam a uma nova vida. Que ampliem seus conceitos de família, acolhendo todo aquele que necessite de amor e de paz. Que valorize cada vez mais as aptidões fora do eixo lógico-matemático e lingüistico-verbal, ampliando os processos de aprendizagem dos outros tipos de inteligência.

Quero levar as pessoas a entenderem o mecanismo que promove a doença, buscando decifrar os sinais que a Vida oferta para compreensão das leis de Deus. Que possam levar a todos a compreensão de como entrar e sair da roda das encarnações sem ferir a ninguém, encontrando caminhos suaves de iluminação pessoal.

Quero que todos amem indistintamente, pois a vida é o amor que acontece.


Adenáuer Novaes (Salvador–BA)
Visite o website:www.larharmonia.org.br

02 setembro 2012

Vencendo a Depressão - Célio Faria da Silva


Vencendo a Depressão

A depressão em sua realidade pode ser uma grande aliada de sua evolução. Em sua totalidade não é toda negativa, pois coloca você para refletir perante sua vida, algo que você não tenha valorizado devidamente. As perdas afetivas ou frustrações são responsáveis por quase todas as melancolias que experimenta o Espírito. Causando dissabores e desafetos no campo comportamental, advindo dessa forma a Depressão. Porém, sentir-se triste em determinados momentos é até natural, graças a lei de afeto que envolve as pessoas. Por exemplo, a morte de um ente querido, a perda do emprego, a ausência de saúde, expectativas frustradas, querelas em família etc., acabam por nos deixar tristes, mas o que pode levar para um nível mais profundo dessa melancolia é o cultivo de sentimentos nocivos, ou seja, tudo que se planta na terra da emoção se colhe na árvore sentimental. E há sim um grande agravante para todos nós, pois existem várias pessoas que estão reféns de medicamentos de uso contínuo, porém não se dão conta que medicamentos não curam sentimentos. O que pode curar uma ferida sentimental é a transformação moral, e isso é de suma importância estar ciente do que precisa para sanar um problema emocional.

A indústria de medicamentos fatura bilhões em cima das pessoas que fazem o uso contínuo. Nesse ínterim, entra um ciclo vicioso que atinge desde o médico até o paciente que, não enxergando alternativa, buscam desesperados o auxílio em ansiolíticos tentando dessa forma, abafar os sentimentos ruins, porém se não tomar a medicação voltam à estaca zero... E como todos sabem, advém a síndrome da abstinência causando ainda mais danos ao depressivo em potencial. Ou seja, quando abafamos sentimentos, corremos o risco de sofrer uma explosão emotiva que gera destruições em nosso convívio, perdendo assim amizades e amores que poderiam ser para nós um grande auxílio, simplesmente por colocarmos toda responsabilidade em comprimidos isentando-nos inconscientemente das ações de comportamentos gerenciados pela depressão. Vencer a depressão é uma conquista do Espírito perante o tribunal da própria consciência e há meios para este mister, que separamos em passos para você. São eles:

1º passo. Procurar ajuda terapêutica expondo suas dificuldades e fazer o uso da Bioenergia tais como o passe, na casa Espírita, e o Reiki, em consultórios que forneçam este tipo de auxílio. Obs: Caso já tome ansiolíticos não suspenda nada sem consultar seu médico.

2° passo. Ser transparente e estar ciente de suas fragilidades sem transferir para os outros suas frustrações, procurando ajuda. Seja aberto às considerações. A ajuda psicológica ou tratamentos terapêuticos podem juntos abrir as portas para a saúde emotiva.

3° passo. Selecione suas emoções que lhe fazem bem e as cultive no bojo sentimental, isso cria defesa para si e lhe promove sensações de serenidade mesmo em períodos de tempestades emocionais.

4° passo. Promova todo o bem que estiver ao seu alcance, pois depois é o próprio bem que lhe alcança onde estiveres.

5° passo. Nunca esqueça que se um dia você caiu foi porque não esteve vigilante, quando menos se espera somos sequestrados por emoções sem aviso prévio, ou seja, não permita uma tristeza por longo tempo, pois ela pode ser seu passaporte para depressão obsessiva.

6° passo. Leia livros que lhe motivem e participe de encontros festivos ou comemorativos de onde você é militante. Seminários e palestras são para nós auxílios impostergáveis. Quando temos a tendência de não comparecer em eventos festivos de nossa convivência, já é um estado de alerta que estamos nos fechando em nosso interno.

7° passo. Selecione o que você quer e viva um passo de cada vez. Se você for focado no que está fazendo há mais chances de conquistar o que anseia. Não queira tudo de uma vez só, não adianta abraçar o mundo se você não consegue abraçar suas próprias necessidades. Pense nisso!

Para concluir observe nosso senhor Jesus Cristo, que em várias oportunidades asseverou para que tomássemos cuidado com nossas ações, pois haveria pranto e ranger de dente. Vocês minhas queridas amigas e amigos, já observaram que o que mais mata na atualidade é a hipertensão e depressão, segundo a (OMS)Organização Mundial de Saúde?

Veja bem e é um alerta para todos nós. Pranto significa choro, lamentação, queixas e lágrimas. Notem que tudo isso e mais ocorre com quem está passando pela depressão. O ranger de dente não seria hoje em dia os problemas de nervo, irritabilidade e o mau-humor?

E se observamos tudo isso não está relacionado á Depressão?

Procure hoje mesmo fazer as pazes consigo e se abra para se tratar caso seja necessário. Hoje em dia temos vários recursos para estes tratamentos, inclusive on-line.

Espero do fundo de minha alma que você vença e se liberte. Ao ler este texto faço votos de que os bons fluidos lhe cheguem e você tenha força para lutar e se tornar mais um vencedor, assim como um dia eu também cai nas lacunas depressivas, mas como Deus é Bom Pai, aqui estou eu em lágrimas de felicidades redigindo este texto aos que anelam por dias melhores.


01 setembro 2012

Enfrentando a Depressão - Momento Espírita


ENFRENTANDO A DEPRESSÃO

Considerada pelos especialistas como o Mal do século XXI, a depressão já atinge cerca de 15% da população mundial. A depressão é um estado d'alma que tem como causa diversos fatores. Mas o principal deles, e muitas vezes ignorado pelos especialistas, está radicado no cerne do Espírito imortal.

O Espírito eterno é herdeiro de si mesmo. Pela Lei de Causa e Efeito ele traz, ao nascer, as experiências acumuladas ao longo dos milênios.

O que geralmente ocorre é que o Espírito que se reconhece culpado cria, inconscientemente, um mecanismo de autopunição. Sabe que infringiu as Leis Divinas e por isso não se permite ser feliz.

Assim, nos porões da consciência, o que Freud chama ID, estão esses clichês mentais que muitas vezes são causadores de depressões graves.

Por essa razão, nem sempre é possível reverter esse mal sem uma ação profunda e efetiva, nas raízes do problema. O que acontece, muitas vezes, é que, sem se aperceberem da gravidade da enfermidade, muitos pais fortalecem as bases da depressão nos primeiros anos de existência dos filhos, adotando um comportamento inadequado.

Quando a educação se baseia principalmente em questões materiais, visando uma projeção social e a abastança financeira do ser, geralmente está se criando fortes bases para que a depressão possa se instalar.

Um exemplo simples está no fato de pais e educadores massificarem a ideia de que o sucesso é de quem consegue um lugar de destaque na sociedade.

E que vencer na vida significa ter um cargo importante e dinheiro sobrando.

Desde pequena a criança aprende a fazer cálculos, ouve falar em investimentos financeiros, juros, aprende a comparar seus brinquedos com os do amigo, o carro do pai com o carro do vizinho, etc.

É iniciada desde cedo num mundo de competições, de concorrências, de incentivo ao ter em detrimento do ser.

Por tudo isso, quando essa criança se torna adulta e mergulha numa profissão, não está preparada para lidar com as emoções e fraquezas que trouxe consigo de outras eras.

Saberá muito bem calcular o quanto seu colega ganha mais do que ele, mas não subtrair uma simples ofensa do companheiro de trabalho.

Saberá lutar pela primeira posição na empresa, mas não tolerar a mínima frustração de um afeto não correspondido.

Conseguirá traçar metas brilhantes para elevar os lucros da empresa, mas não vencer o abismo que o distancia dos entes queridos.

Criará estratégias eficientes para elevar-se na hierarquia, galgando postos de relevância, mas não compartilha a mínima tarefa em equipe.

Quando não consegue nenhuma dessas façanhas que julga importantes, frustra-se e acredita-se imprestável, impotente, inútil.

E, no final de tudo, aparece a depressão. Esse mal que tem origem nas raízes do ser imortal e que é causa de muitas desgraças nos dias atuais.

Outro ponto falho é deixar de passar às crianças a ideia de Deus como um Pai amoroso e justo, além de extremamente misericordioso.

Se ele cresce com a certeza da existência de Deus e do Seu amor, saberá confiar e alimentar a esperança de dias melhores, mesmo tendo que enfrentar algumas noites sem estrelas.

A criatura que crê em Deus jamais se desespera, mesmo sabendo-se devedora das leis que regem a vida, pois tem a certeza de que Deus não quer o castigo nem a morte daquele que dá um passo em falso.

Sabe que Deus deseja, tão somente, que acertemos o passo no compasso das Suas soberanas leis.

* * *

Se o seu coração lhe diz que você já tropeçou antes, e as feridas abertas em sua alma o impedem de ser feliz, é momento de parar um instante para refletir.

É o momento de abrir a alma ao Criador, reconhecendo os atos insanos e rogar o Seu perdão em forma de oportunidades para refazer o caminho.

Certamente ouvirá a resposta do Pai amoroso a lhe dizer com suavidade:

Filho, cada dia que amanhece é a renovação da Minha confiança na sua redenção, no seu aprendizado, no seu progresso, como filho da luz que é.

E enquanto houver dias amanhecendo, você saberá que o convite do Criador está se repetindo ao seu coração de filho bem-amado.


Momento Espírita

31 agosto 2012

Quem Merece Viver e Quem Merece Morrer? - Décio Iandoli Júnior


QUEM MERECE VIVER E QUE MERECE MORRER?

Apesar de não gostarmos de admitir isso, o homem é um ser de visão bastante estreita em se tratando de assuntos como a vida, a doença e a morte; apesar disso, quando fazemos algum avanço, nos arvoramos em detentores da verdade, tentamos reduzir o universo em uma casca de noz forçando a natureza a caber em nossos parcos conhecimentos. Este movimento egoísta e pretensioso é típico do ser humano, principalmente daqueles que tem um conhecimento técnico maior e mais amplo que a maioria de nós, mas que tem uma visão monocromática da vida e da natureza humana.

Esta arrogância já foi experimentada diversas vezes, e a história da humanidade nos conta estes tristes episódios que, infelizmente, aconteceram em abundância. Apesar disso, podemos notar que não aprendemos quase nada com isso tudo, já que mantemos hoje um holocausto velado, que não se faz mais nos campos de concentração insalubres e pútridos, mas nas ricas e bem decoradas clínicas onde se propala uma “medicina fetal” cuja arma “terapêutica” mais utilizada é a morte, chamada cinicamente de “subtração”.

Sob o falso argumento de proteger a mãe e seus direitos, muitas mulheres são induzidas à “subtração” de seus fetos diante de diagnósticos de mal formação ou de síndromes genéticas. Diante da impotência da medicina e de seus praticantes em dar uma solução a determinadas doenças ou mal-formações, a saída é eliminá-las, evitando que o “fracasso” e a “incompetência” anunciada se materialize.

De início as mal-formações graves, depois os sindrômicos, em seguida aqueles com genes que trarão doenças graves no futuro ou então, para garantir que “nada de ruim” possa acontecer com aquela família; depois poderemos escolher a altura, a cor dos olhos ou dos cabelos, o grau de inteligência, quem sabe? Na Holanda já estão matando os fetos com espinha bífida (mal-formação da coluna vertebral).

Tudo isso tem um nome, eugenia, o homem escolhendo, segundo seus interesses ou convicções quem merece viver e quem merece morrer. Depois de tanto tempo, tantas experiências dolorosas, continuamos a incidir no mesmo erro, já que o poder sobre a vida de nossos semelhantes exorta nosso egoísmo, e passamos a uma prática de lógica imediatista que gera dor e sofrimento e cuja origem é bastante óbvia: os interesses de uma pessoa ou de um grupo se impondo aos demais.

Argumentos imediatistas, utilitaristas, escondem a crueldade daqueles que não conseguem colocar o valor da vida humana em seu devido lugar, mas não podemos nos deixar enganar por esta falácia que prioriza razões materiais e políticas e ignora as razões espirituais.

Ofereça a um destes médicos, que estão julgando em suas ricas clínicas quem merece viver e quem merece morrer, a possibilidade de diagnosticar uma criança que terá uma doença chamada esclerose lateral amiotrófica, uma doença que provoca uma destruição gradual das células do cérebro e da medula espinhal que controlam os músculos do corpo, levando a uma paralisia que impede o seu portador de se mover, de se comunicar, tornando-o prisioneiro de seu próprio corpo, capaz de pensar mas incapaz de se expressar, até que a doença atinja seus músculos respiratórios levando à morte em no máximo 3 anos. Certamente ele lhe dirá que é melhor “subtrair” este feto, afinal de contas, quem gostaria de ter um filho assim?

Facilmente, este nosso hipotético médico convenceria a família, posso até imaginar os argumentos:

- Vocês podem tentar novamente, não há necessidade de passar por tudo isso, em alguns minutos tudo estará bem e vocês poderão ir para casa e seguir suas vidas.

Entretanto, vamos oferecer a este mesmo médico um outro caso, onde seria possível prever que uma criança se tornaria um grande cientista, provavelmente um dos maiores físicos do mundo, professor em Cambridge na mesma cadeira que pertenceu a Isaac Newton, escritor de livros incríveis que iriam popularizar a física e os conhecimentos de nossa era às pessoas comuns; o que este médico diria aos pais?

- Vocês terão um gênio, seu filho trará grande contribuição à humanidade, meus parabéns, vamos cuidar para que a gestação corra sem problemas e a criança nasça bem.

Pois bem, os dois casos são um só, trata-se da mesma pessoa, Dr. Stephen Hawking, que teve diagnosticada sua doença aos 21 anos de idade, antes de se tornar um doutor, antes de formular suas teorias sobre os buracos negros, antes de escrever seus livros, antes de se casar, de ter filhos, de assombrar a todos vivendo por mais de 42 anos com uma doença que deveria mata-lo aos 24 anos de idade.

A ciência está muito próxima de fazer prognósticos como o do primeiro caso, mas nunca será capaz de fazer prognósticos como o do segundo caso, sendo assim, Dr. Hawking não teria chance alguma de nascer.

A morte nunca é uma saída.


Prof. Dr. Décio Iandoli Jr. – Com doutorado em medicina pela UNIFESP-EPM, é professor titular da cadeira de Fisiologia nos cursos de Fisioterapia, Farmácia e Biologia da Universidade Santa Cecília (UNISANTA), responsável pela disciplina de Envelhecimento e Espiritualidade do curso de Gerontologia da UNISANTA, atual vice-presidente da Associação Médico-Espírita de Santos (AME-Santos), e autor dos livros “Fisiologia Transdimensional”, “Ser Médico e Ser Humano” e “A Reencarnação Como Lei Biológica” editados pela FE. Apresenta o programa “Ciência e Espiritualidade” pela TV Mundo Maior. E-mail: decio@movimentoespirita.org

30 agosto 2012

Grande Além - Irmão X


GRANDE ALÉM

Nos mais estranhos lugares do mundo, todas as pessoas trazem o passaporte invisível para o Grande Além. O esquimó e o europeu, o hotentote e o americano encaminham-se, diariamente, para o mesmo fim.

Em algumas antigas regiões asiáticas, a roupa velha dos viajantes, que atravessam as fronteiras da morte, é confiada aos abutres famintos, e, nas cidades supercivilizadas dos tempos modernos, as vestes rotas dos que demandam o invisível são consumidas no forno crematório ou abandonadas à cinza do sepulcro.

Todos seguirão.

Testas coroadas deixam o trono e o cetro aos aventureiros; filósofos e sábios costumam legar tesouros aos estúpidos; legisladores e estadistas entregam suas obras aos caprichos populares; os amantes afastam-se do objeto de sua adoração, atirando-se à grande experiência. Não valem as lágrimas da dor, nem os argumentos da Ciência. Não prevalecem as invocações do sangue ou da condição. Partem os algozes e as vítimas, os bons e os maus. Sócrates, condenado à cicuta, apenas antecede os seus juízes. Dario e Alexandre, fulgurantes de armaduras, põem-se a caminho, seguidos de todos os vassalos. Nero determina o flagelo dos circos, aciona a maquinaria do martírio e da destruição, fazendo igualmente a grande viagem, através de terríveis circunstâncias.

Quem escapará?

Magos de todas as épocas intentam descobrir o vinho miraculoso da eterna mocidade do corpo físico. Desejando fugir aos imperativos: da consciência, tenta o homem esquecer os seus títulos de imortalidade espiritual, com que receberá sempre de acordo com as suas obras, procurando perpetuar o baile de máscaras, onde estima a opressão e disfarça o vício. Entretanto, por mais que sonde os segredos da Mãe Natura, descobrindo rotas aéreas e caminhos subterrâneos, não conseguirá improvisar a invulnerabilidade dos ossos com que se materializa, por tempo determinado, na Terra, atendendo a místicos desígnios da esfera superior. A enfermidade segui-la-á, de perto; se persevera no desequilíbrio, a luta vergastá-lo-á, todos os dias ; a morte espera-o, em cada esquina da precipitação ou da imprudência. As vacilações alegres da infância exigir-lhe-ão os graciosos ridículos do princípio e as dolorosas hesitações da velhice reclamarão dele os detestáveis ridículos do fim.

Há sempre, em cada existência, o período de aproveitamento, onde a criatura pode revelar-se. Alguns homens, raros embora, valem-se da ocasião para o esforço supremo da tarefa a que foram chamados a cumprir. A maioria, como deuses caídos, entrega-se às dissipações da prodigalidade, aproveitando o tempo de ser-viço em banquetes de criminosos prazeres.

Do nascente orvalhado ao poente sombrio, o Sol brilha apenas algumas horas, em cada dia do ano. Do berço risonho à sepultura tenebrosa, a vida de um homem fulgura apenas por limitado tempo, no curso da existência que é um dia da eternidade. Vieira faz alguns sermões e desaparece do cenário. Pasteur sofre pela Ciência e termina a missão que o trouxe.

Todos conhecem a verdade da morte. O índio sabe que abandonará sua tribo, como o cientista reconhece que não escapará do último dia do corpo. Todos demandarão a pátria comum, onde o criminoso encontrará o seu inferno e o santo identificará o céu que construiu com o sacrifício e a esperança. Nesse infinito país, existem vales escuros de condenados e montanhas gloriosas onde respiram os justos. Há liberdade e asfixia, luz e treva, alegria e dor, reencontro e separação, recompensa e castigo, júbilo e tormento, novas esperanças e novas desilusões. Ninguém ignora que haverá continuidade de lutas, modificação de aspectos, extinção da oportunidade; no entanto, em toda parte, pulsam rígidos corações de pedra, que reclamam irresponsabilidade e indiferença. Querem a morfina dos prazeres fáceis, com que abreviam a morte.

De quando em quando, rajadas de extermínio cruzam a atmosfera planetária, multiplicando gemidos de angústia e tentando acordar as almas adormecidas na carne. Bocas de fogo precedem o bico de corvos famulentos. Jardins transformam-se em ossuários. A realidade terrível do ódio faz cair as máscaras diplomáticas, a fim de que os agrupamentos humanos se mostrem tais quais são. Milhares de criaturas acorrem ao Grande Além, reconhecendo, mais uma vez, que o sílex e a baioneta, a catapulta e a granada são filhos da mesma ignorância primitivista, em que se mergulham voluntàriamente as criaturas da Terra, há milênios numerosos.

Continuará o seio da vida alimentando a Humanidade sobre milhões de túmulos, e escancarada permanecerá a porta da morte, esperando todos os seres.

Ninguém fugirá.

Mães e filhos, jovens e velhos, ricos e pobres estarão de partida, a qualquer momento. Todos guardam o passaporte final, com que regressam ao país de que procedem. Hóspedes temporários da carne, voltam ao lar comum, onde colherão, de acordo com a semeadura. No pórtico, entre os dois planos, movimenta-se a alfândega da Justiça, que confere asas divinas à consciência reta para os vôos do cimo resplandecente e verifica as algemas pesadas escolhidas pelos criminosos para o mergulho no precipício das sombras.

Grande Além!... Grande Além!... Onde estão na Terra os homens que te recordam? Entretanto, na fronte de todos eles permanece o sinal de teu invisível poder!

Pelo Espírito Irmão X
Do livro: Lázaro Redivivo
Médium: Francisco Cândido Xavier

29 agosto 2012

A Justiça - Wallace Leal V.Rodrigues


A JUSTIÇA

Quando criança eu tinha a mania de me sentir sempre injustiçado. Por um ou outro motivo, não me tinham feito justiça, sem perceber que, para mim, a "injustiça" era sempre qualquer restrição feita aos meus desejos, fantasias e vontades.

E invariavelmente arrebentava em lágrimas de protesto. Um dia papai me chamou e disse:

- Meu filho, vamos combinar uma coisa. Você sabe que o papai não gosta de ver você triste, não é? Então nós vamos fazer o seguinte: Cada vez que você chorar, escreva num papel a causa. Coloque o papel no vaso azul, ali, sobre a escrivaninha. Deixe passar alguns dias e leia-o. Se achar que o assunto ainda o está aborrecendo, venha a mim, que corrigirei a injustiça que tiverem feito contra você. Combinado?

Estava combinado. Nos primeiros dias eu enchi o vazo azul de anotações.
Passadas no preto e branco, minhas queixas me pareciam perfeitamente justificadas.

Passaram-se os dias e meu pai voltou a falar comigo.

- Você já pode começar a reexaminar os seus papéis. Depois venha falar comigo.

Comecei. Mas, estranhamente, constatei que minhas queixas eram banais e que, na realidade, não havia nada que pudesse motivar aborrecimento.

Abreviei o espaço dos dias e, depois, passei a examinar os papéis horas depois dos acontecimentos.

Verifiquei que não tinha nenhuma injustiça a exigir a reclamação de papai. E parei de chorar várias vezes como estava acostumado a fazer.

Hoje compreendo que tudo foi uma brincadeira de papai. Todavia, com grande habilidade ele me levou a refletir antes de reagir. E desenvolveu em mim a compreensão a respeito do que é justiça e injustiça em face do nosso egocentrismo, exigência de privilégios e pretensões descabidas.

Com isso o meu espírito de tolerância ganhou uma amplitude que me tem beneficiado ao longo de toda a vida ...

A redenção da Humanidade terá começo no caráter da criança ou o sofrimento dos Homens não terá fim.

Do livro: E para o Resto da Vida
De Wallace Leal V. Rodrigues


28 agosto 2012

Educação dos Valores - Joanna de Ângelis


EDUCAÇÃO DOS VALORES

"Infelizmente, o ser humano atual renasce num contexto cultural imediatista, utilitarista, em que os valores reais são postos em plano secundário e é-lhe exigida a conquista daqueles que são de efêmera duração, porque pertencentes ao carreiro material.

A formação cultural e educacional centra-se especialmente na meta em que se destacam os triunfos de fora, as conquistas dos recursos que exaltam o ego, que o alienam, que entorpecem os
melhores sentimentos de beleza e de amor, substituídos pelo poder e pelo ter, através de cujos significados acredita-se em vitória e triunfo social, econômico, político, religioso ou de outras denominações...

Raramente se pensa na construção interior saudável do ser que (re)inicia a jornada carnal, incutindo-lhe as propostas nobres da autorrealização pelo bem, pelo reto cumprimento do dever,
pelas aspirações da beleza, da harmonia e da imortalidade Tidos como de significação modesta, que se os podem reservar para a velhice ou para quando se instalem as doenças, tal filosofia da comodidade suplanta a busca do equilíbrio emocional e moral, porquanto se mantém no patamar dos prazeres sensoriais.

Perante esse comportamento, o egoísmo assinala o percurso da preparação do ser jovem, insculpindo-lhe na mente a necessidade de destacar-se na comunidade a qualquer preço, o que o perturba nesse período de formação da personalidade e da própria identidade, tomando como modelo o que chama a atenção: os comportamentos exóticos, alienantes, as paixões de imediatos efeitos, sem que os sentimentos educados possam fixar-se nos painéis dos hábitos para a construção da conduta do futuro.

Ressumam as culpas que lhe dormem no inconsciente e ressurgem as tendências negativas, que deveriam ser corrigidas, mas que encontram campo para se expressar através da irresponsabilidade moral e comportamental em uma sociedade leniente, que tudo aceita, desde que esteja nos padrões do exibicionismo, da fama, da fortuna, da transitória mocidade do corpo e da estética...

Paralelamente, apresentam-se os vícios sociais como forma de participação dos grupos em que se movimenta, iniciando-se pelo tabaco, a seguir pelo álcool, quando não se apresentam simultaneamente, abrindo espaço para as drogas alucinógenas e de poder destrutivo dos neurônios, do discernimento, da saúde orgânica, emocional e mental.

A cultura jaz permissiva e cruel, na qual a etica e a moral são tidas como amolecimento do caráter, debilidade mental, conflito de inferioridade com disfarces de pureza, em lamentável ironia contra os tesouros espirituais, únicos a proporcionarem saúde real e equilíbrio.

Seria ideal que cada um que desperta para os bens imateriais possa afirmar, sorrindo: 'Quanta coisa eu já não necessito! Agradeço, portanto, a DEUS a dádiva de haver superado essa fase da minha existência.'

Assim, a emoção gratulatória assoma e a satisfação existencial toma sentido no constructo pessoal. Quando surgem os pródromos da gratidão, percebe-se a conquista da normalidade emocional e mental do indivíduo."

Joanna de Ângelis (espírito)
Psicografia de Divaldo Franco
Livro: Psicologia da Gratidão

27 agosto 2012

As Quatro Estações da Vida - Momento Espírita


AS QUATRO ESTAÇÕES DA VIDA

Você já notou a perfeição que existe na natureza? Uma prova incontestável da harmonia que rege a Criação. Como num poema cósmico, Deus rima a vida humana com o ritmo dos mundos.

Ao nascermos, é a primavera que eclode em seus perfumes e cores. Tudo é festa. A pele é viçosa. Cabelos e olhos brilham, o sorriso é fácil. Tudo traduz esperança e alegria.

Delicada primavera, como as crianças que encantam os nossos olhos com sua graça. Nessa época, tudo parece sorrir. Nenhuma preocupação perturba a alma.

A juventude corresponde ao auge do verão. Estação de calor e beleza, abençoada pelas chuvas ocasionais. O sol aquece as almas, renovam-se as promessas.

Os jovens acreditam que podem todas as coisas, que farão revoluções no mundo, que corrigirão todos os erros.

Trazem a alma aquecida pelo entusiasmo. São impetuosos, vibrantes. Seus impulsos fortes também podem ser passageiros... como as tempestades de verão.

Mas a vida corre célere. E um dia - que surpresa - a força do verão já se foi.

Uma olhada ao espelho nos mostra rugas, os cabelos que começam a embranquecer, mas também aponta a mente trabalhada pela maturidade, a conquista de uma visão mais completa sobre a existência. É a chegada do outono.

Nessa estação, a palavra é plenitude. Outono remete a uma época de reflexão e de profunda beleza. Suas paisagens inspiradoras - de folhas douradas e céus de cores incríveis - traduzem bem esse momento de nossa vida.

No outono da existência já não há a ingenuidade infantil ou o ímpeto incontido da juventude, mas há sabedoria acumulada, experiência e muita disposição para viver cada momento, aproveitando cada segundo.

Enfim, um dia chega o inverno. A mais inquietante das estações. Muitos temem o inverno, como temem a velhice. É que esquecem a beleza misteriosa das paisagens cobertas de neve.

Época de recolhimento? Em parte. O inverno é também a época do compartilhamento de experiências.

Quem disse que a velhice é triste? Ela pode ser calorosa e feliz, como uma noite de inverno diante da lareira, na companhia dos seres amados.

Velhice também pode ser chocolate quente, sorrisos gentis, leitura sossegada, generosidade com filhos e netos. Basta que não se deixe que o frio enregele a alma.

Felizes seremos nós se aproveitarmos a beleza de cada estação. Da primavera levarmos pela vida inteira a espontaneidade e a alegria.

Do verão, a leveza e a força de vontade. Do outono, a reflexão. Do inverno, a experiência que se compartilha com os seres amados.

A mensagem das estações em nossa vida vai além. Quando pensar com tristeza na velhice, afaste de imediato essa ideia.

Lembre-se que após o inverno surge novamente a primavera. E tudo recomeça.

Nós também recomeçaremos. Nossa trajetória não se resume ao fim do inverno. Há outras vidas, com novas estações. E todas iniciam pela primavera da idade.

Após a morte, ressurgiremos em outros planos da vida. E seremos plenos, seremos belos. Basta para isso amar. Amar muito.

Amar as pessoas, as flores, os bichos, os mundos que giram serenos. Amar, enfim, a Criação Divina. Amar tanto que a vida se transforme numa eterna primavera.

Redação do Momento Espírita

26 agosto 2012

Não Estrague Seu Dia - Momento Espírita


NÃO ESTRAGUE SEU DIA

Você já experimentou, alguma vez, aquele amanhecer sombrio, em que tudo lhe parece amargo?

Esses dias aparentemente têm os mesmos aspectos para todos nós, mas são vividos de maneira diferente por cada indivíduo.

Alguns ficam tristes e quase calados. Buscam isolar-se para evitar qualquer contato com alguém que lhes faça perguntas sobre o que está acontecendo, porque está assim, etc.

Outros deixam o mau humor dirigir seus passos e, em poucos minutos, azedam todo o ambiente em que se encontram. Distribuem gestos bruscos, falam com irritação, respondem com azedume, culpam os outros por tudo de errado que acontece.

E a resposta para comportamentos desse tipo logo se faz sentir no organismo, em forma de azia, enxaqueca, dores musculares, entre outros males.

E o pior de tudo é que nem sabemos o porquê de tanta irritação. Não paramos um pouco para meditar sobre a situação em que nos encontramos, nem para mudar o curso dos acontecimentos.
De maneira irrefletida, estragamos o nosso dia movidos por um estado d´alma que nos toma de assalto e no qual nos deixamos mergulhar, sem refletir.

Passados esses momentos amargos, fica uma desagradável sensação de mal-estar, de indisposição, de sentimentos feridos, de relacionamento comprometido.

Assim, se você sentir que está diante de uma manhã sombria, de um momento amargo, vale a pena tomar medidas urgentes para não se deixar cair nas armadilhas.

Se ainda está em casa, faça uma prece antes de sair.

Se estiver no trabalho, busque um local que lhe permita ficar só por um instante, respire fundo e eleve o pensamento a Deus, rogando forças e discernimento para não se deixar levar por circunstâncias desagradáveis.

Lembre-se, sempre, que todos temos momentos difíceis, e que só depende de nós complicá-los ainda mais, ou sair deles com sabedoria e bom senso.

Lembre-se, ainda que, por mais difícil que esteja a situação, ela será tragada pelas horas e substituída por momentos mais leves e mais felizes.

Por essa razão, nunca valerá a pena estragar o seu dia.

* * *

Não estrague o seu dia.

A sua irritação não solucionará problema algum.

As suas contrariedades não alteram a natureza das coisas.

Os seus desapontamentos não fazem o trabalho que só o tempo conseguirá realizar.

O seu mau humor não modifica a vida.

A sua dor não impedirá que o sol brilhe amanhã sobre os bons e os maus.

A sua tristeza não iluminará os caminhos.

O seu desânimo não edificará a ninguém.

As suas lágrimas não substituem o suor que você deve verter em benefício da sua própria felicidade.

As suas reclamações, ainda mesmo afetivas, jamais acrescentarão nos outros um só grama de simpatia por você.

Não estrague o seu dia.

Aprenda, com a Sabedoria Divina, a desculpar infinitamente, construindo e reconstruindo sempre para o infinito Bem.

Redação do Momento Espírita

25 agosto 2012

A Vida Não Cessa - André Luiz


A VIDA NÃO CESSA

A vida não cessa. A vida é fonte eterna e a morte é o jogo escuro das ilusões.

O grande rio tem seu trajeto, antes do mar imenso. Copiando-lhe a expressão, a alma -percorre igualmente caminhos variados e etapas diversas, também recebe afluentes de conhecimentos, aqui e ali, avoluma-se em expressão e purifica-se em qualidade, antes de encontrar o Oceano Eterno da Sabedoria.

Cerrar os olhos carnais constitui operação demasia-damente simples.

Permutar a roupagem física não decide o problema fundamental da iluminação, como a troca de vestidos nada tem que ver com as soluções profundas do destino e do ser.

Oh! caminhos das almas, misteriosos caminhos do coração! É mister percorrer-vos, antes de tentar a suprema equação da Vida Eterna! É indispensável viver o vosso drama, conhecer-vos detalhe a detalhe, no longo processo do aperfeiçoamento espiritual!...

Seria extremamente infantil a crença de que o simples "baixar do pano" resolvesse transcendentes questões do Infinito.

Uma existência é um ato
Um corpo — uma veste
Um século — um dia
Um serviço — uma experiência
Um triunfo — uma aquisição
Uma morte — um sopro renovador.

Quantas existências, quantos corpos, quantos séculos, quantos serviços, quantos trunfos, quantas mortes necessitamos ainda?

E o letrado em filosofia religiosa fala de deliberações finais e posições definitivas.

Ai! por toda parte, os cultos em doutrina e os analfabetos do espirito!

É preciso muito esforço do homem para ingressar na academia do Evangelho do Cristo, ingresso que se verifica, quase sempre, de estranha maneira — ele só, na companhia do Mestre, efetuando o curso difícil, recebendo lições sem cátedras visíveis e ouvindo vastas dissertações sem palavras articuladas.

Muito longa, portanto, nossa jornada laboriosa. Nosso esforço pobre quer traduzir apenas uma idéia dessa verdade fundamental. Grato, pois, meus amigos!

Manifestamo-nos, junto a vos outros, no anonimato que obedece à caridade fraternal A existência humana apresenta grande maioria de vasos frágeis, que não podem conter ainda toda a verdade.

Aliás, não nos interessaria, agora, senão a experiência profunda, com os seus valores coletivos.

Não atormentaremos alguém com a idéia da eternidade. Que os vasos se fortaleçam, em primeiro
lugar. Forneceremos, somente, algumas ligeiras notícias ao espírito sequioso dos nossos irmãos na senda de realização espiritual, e que compreendem conosco que "o espírito sopra onde quer".

E, agora, amigos, que meus agradecimentos se calem no papel, recolhendo-se ao grande silêncio da simpatia e da gratidão. Atração e reconhecimento, amor e júbilo moram na alma. Crede que guardarei semelhantes valores comigo, a vosso respeito, no santuário do coração.

Que o Senhor nos abençoe.

Espírito de André Luiz
Médium: Chico Xavier

24 agosto 2012

Ter Filhos e Ser Pai - Momento Espírita


TER FILHOS E SER PAI

Você tem filhos?

Se a resposta for positiva, então responda: Você é pai?

Ora, alguns pensarão que ter filhos e ser pai é a mesma coisa, mas uma reflexão mais detida nos mostrará a diferença.

Para ter filhos basta estar apto à reprodução e entregar-se à conjunção carnal para procriar.

Para ser pai é preciso alguns cuidados a mais.

Há pouco tempo, uma revista tratou do assunto retratando algumas dificuldades, principalmente com relação a empresários e executivos que têm filhos e que não são pais.

Geralmente chegam em casa e não se dão conta de que já saíram dos seus escritórios.

Esquecem-se de sintonizar os sentimentos afetivos e continuam dando ordens, como se a esposa fosse a secretária e os filhos seus subalternos. Não mudam nem o tom de voz.

Uma estatística da revista Fortune atesta a dramática dimensão desse problema.

Revela que filhos de empresários e executivos de alto nível apresentam graus de desajustes bem maiores que os dos outros pais, inclusive os de famílias financeiramente menos abastadas.

No livro The parent’s handbook, ou Manual dos pais, em português, um dos livros mais vendidos nos Estados Unidos, dois especialistas tratam do tema com grande competência.

Estabelecem, entre outras coisas, sete regras básicas para ser um bom pai:

1ª - Comporte-se naturalmente. Dê atenção na medida certa. Se você exagerar com freqüência, quando por qualquer motivo reduzir sua atenção, seu filho se sentirá desprezado.
2ª - Diga sempre ao seu filho que você o ama. Principalmente quando ele não espera esse tipo de declaração. Não economize nos gestos. Beijos, carinhos, abraços, emoção, muitas vezes valem mais que uma dezena de atitudes.
3ª - Vale mais encorajar do que repreender; incentivar do que premiar. Dizer com sinceridade: Eu confio na sua capacidade de decisão, eu aposto no seu discernimento.
4ª - Ouça seu filho! (talvez a mais importante das recomendações). Aprenda a ouvir o que ele tem a dizer. Ouça tudo e até o fim.
Não interrompa, não conclua nem o obrigue a concluir no meio do relato. Mais do que a sua opinião, ele quer contar para você...
5ª - Mesmo diante de uma aparente falta grave, procure não criticá-lo duramente. Deixe que ele lhe dê as próprias razões.
Se você não se convencer, tente refletir em conjunto, ajudando-o a perceber o que o levou a errar, tornando-o capaz de identificar o erro.
6ª - Por mais certeza que você tenha do que vai acontecer, nos casos que não haja risco à integridade de seu filho, permita que ele experimente e conclua por si mesmo. O melhor aprendizado ainda é o da própria experiência.
7ª - Trate seu filho com a mesma educação e cordialidade que você reserva para seus amigos. A

Agindo assim, por certo ele acabará se tornando o melhor de todos os seus amigos.

Não se resumem aqui todas as regras para se ser um bom pai, mas aqueles que as observarem já terão dado passos largos no caminho que a todas as outras conduz.

* * *

Todo filho é empréstimo sagrado que deve ser valorizado e melhorado pelo cinzel do amor dos pais, para oportuna devolução ao Genitor Celeste.

Redação do Momento Espírita, com base na Revista Factus



Redação do Momento Espírita, com base na Revista Factus