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18 julho 2015

O Último Suspiro - Desprendimento do Corpo Após a Morte -

 
O ÚLTIMO SUSPIRO

Pergunta: Quando uma pessoa morre, o espírito sai do corpo, no mesmo instante do último suspiro? Ou demora para sair? Pergunto isso, porque meu pai, quando morreu, quase no mesmo instante, foi visto por minha tia na casa dela em outra cidade. Isso é possível?


Resposta de Herculano Pires:

“Sim. Isso é possível. É possível, porque o espírito, ao se desprender do corpo, o faz de acordo com sua situação espiritual.

As pessoas que demoram a se desprender do corpo, que ficam muito tempo apegadas ao cadáver, são aquelas que viveram uma vida intensamente material. O pensamento voltado sempre para as coisas materiais, pouco se preocupando com os problemas espirituais. Então elas se sentem, naturalmente apegadas aquilo, ao que seu pensamento esteve sempre voltado. É uma questão de hábito. E têm dificuldades em se retirar do cadáver.

Mas pessoas já mais espiritualizadas, que não passaram a vida apenas para viver materialmente e que souberam elevar o seu pensamento, souberam pensar em Deus, pensar que existe outra vida e que souberam ser úteis ao próximo, dar-se a si mesmo em beneficio dos outros, ao invés de querer tudo para si, essas pessoas geralmente saem com muita rapidez.

Mal o corpo começou a perder sua vitalidade, o espírito vai abandonando-o, sai com rapidez. E pode, conforme o grau evolutivo que a pessoa atingiu no plano moral, imediatamente comunicar-se com pessoas distantes.

No caso dessa sua tia, por exemplo, poderia ter sido. Não sei se foi. Poderia ter sido um aviso de morte. Porque geralmente os espíritos fazem isso. É um dos casos, que levou a parapsicologia atual a incluir no seu esquema fenomênico, um novo tipo de fenômeno, chamado de fenômeno Teta. Teta, quer dizer fenômenos relacionados com a morte. Porque Teta é a oitava letra do alfabeto grego, com a qual se escreve morte em grego. Então os cientistas tomaram essa letra, como designativas desses tipos de fenômenos. 

Os fenômenos principalmente de aviso de morte. Porque esses fenômenos foram comprovados exaustivamente pelas pesquisas parapsicológicas. Hoje, cientificamente o aviso de morte é uma verdade. É uma realidade. 

Então nós vemos que as pessoas que morrem, podem comunicar-se com outras à distância, mostrando a elas que morreram, dando um sinal. 

E esse sinal consiste em aparecerem ou em provocarem um fenômeno qualquer como sendo a derrubada de seu retrato que está na parede ou outro sinal qualquer que desperta na pessoa a idéia daquela pessoa que morreu e ao mesmo tempo a relaciona com um problema que ela vai ter que solucionar. 

Ela vai saber o que aconteceu com a pessoa e aí descobre que morreu. De maneira que a manifestação de seu pai a essa sua tia é perfeitamente viável.”

José Herculano Pires 
Programa de Rádio " No Limiar do Amanhã"
De 22/06/1974

O valor de cada um - Maisa Baria

 


O VALOR DE CADA UM


Não é porque o outro não nos valoriza que não temos o nosso valor. Não é porque o outro não reconhece o que fazemos que nossas atitudes não são válidas.

Quando agimos de acordo com o nosso coração e doamos de nós com alegria e desprendimento, não é sempre que essa atitude encontra eco no coração dos outros, as vezes nem encontra nem mesmo resposta ou aceitação. Na verdade ocorre que muitas vezes o outro nem mesmo nota o nosso esforço, nosso gesto de carinho ou nossa dedicação, e isso acaba por nos frustrar, pois sentimos que não temos o devido reconhecimento.

Nem sempre as nossas atitudes serão compreendidas, nem sempre nossos esforços serão reconhecidos, ainda assim isso não nos tira o mérito de tentar oferecer sempre a nossa melhor parte. Devemos buscar sempre fazer as coisas da melhor maneira possível, dando o nosso melhor, não para que os outros percebam ou notem o quão bom nos somos, mas sim porque quando fazemos o bem e agimos de maneira correta colocamos amor, ternura, carinho, em nossas atitudes e ampliamos dentro de nós o nosso potencial divino, entrando em sintonia com a vida, promovendo assim a satisfação interior que nos permite estar em paz com nossa consciência e em harmonia com nossos pensamentos e sentimentos.

Se as outras pessoas puderem compreender a extensão do que somos e como agimos será maravilhoso pois estaremos então em sintonia também um com o outro, vibrando em um mesmo padrão de ideias e ideais. Mas, se por outro lado o outro não tiver entendimento a nosso respeito, é preciso então aceitar que da mesma forma que eu não correspondo às expectativas dele pela forma que me comporto, penso, falo ou vivo, talvez ele também não corresponda às minhas quando espero dele compreensão e/ou reconhecimento que ele ainda não está preparado para demonstrar. A melhor alternativa seria buscar as semelhanças que nos aproximam valorizando-as mais do que as diferenças que nos afastam.

Aceite que o outro é diferente de você e que justamente nessa diferença pode haver uma limitação que no momento o impeça de te entender, compreender, valorizar e demonstrar gratidão por algo que você faça. Seja em uma relação afetiva, familiar ou de amizade não é sempre que estamos preparados para dançar a mesma música, algumas vezes é preciso estar disposto a conduzir o nosso parceiro, em outras tantas será necessário se deixar conduzir, e em todas elas estar preparado e paciente para cada pisão no pé ao longo do caminho.

Deixe sua essência transparecer em suas atitudes, o seu verdadeiro valor está naquilo que emerge das profundezas da sua alma, transcendendo conceitos e opiniões, se manifestando com verdade e transparência, de forma sutil e harmoniosa, no qual o único reconhecimento necessário é a certeza que brota do íntimo do seu ser de estar agindo no bem e para o bem de todo seu coração e em toda sua plenitude.



17 julho 2015

Ação e Reação - Orson Peter Carrara

 

AÇÃO E REAÇÃO
 
O Código penal da vida futura, apresentado por Allan Kardec na obra O Céu e o Inferno* (capítulo VII da primeira parte), é fonte de interessantes reflexões em torno da lei de ação e reação que rege os caminhos humanos.

Como pondera o próprio Codificador, no mesmo capítulo e com o subtítulo Princípios da Doutrina Espírita sobre as penas futuras, “(...) no que respeita às penas futuras, não se baseia num teoria preconcebida; não é um sistema substituindo outro sistema: em tudo ele se apóia nas observações, e são estas que lhe dão plena autoridade. Ninguém jamais imaginou que as almas, depois da morte, se encontrariam em tais ou quais condições; são elas, essas mesmas almas, partidas da Terra, que nos vêm hoje iniciar nos mistérios da vida futura, descrever-nos sua situação feliz ou desgraçada, as impressões, a transformação pela morte do corpo, completando, assim, em uma palavra, os ensinamentos do Cristo sobre este ponto. Preciso é afirmar que se não trata neste caso das revelações de um só Espírito, o qual poderia ver as coisas do seu ponto de vista, sob um só aspecto, ainda dominado por terrenos prejuízos, Tampouco se trata de uma revelação feita exclusivamente a um indivíduo que pudesse deixar-se levar pelas aparências, ou de uma visão extática suscetível de ilusões, e não passando muitas vezes de reflexo de uma imaginação exaltada. Trata-se, sim, de inúmeros exemplos fornecidos por Espíritos de todas as categorias, desde os mais elevados aos mais inferiores da escala, por intermédio de outros tantos auxiliares (médiuns) disseminados pelo mundo, de sorte que a revelação deixa de ser privilégio de alguém, pois todos podem prová-la, observando-a, sem obrigar-se à crença pela crença de outrem.”. 

Esta transcrição inicial é importante para nos situarmos no universo de observações que se colocou o Codificador para elaboração da teoria espírita, advinda toda das revelações que os próprios espíritos fizeram. 

O próprio O Livro dos Espíritos, obra lançada em 18 de abril de 1857 com os fundamentos doutrinários do Espiritismo e organizado em forma de perguntas e respostas, teve sua parte Quarta, com dois capítulos e exatas cem perguntas com suas respectivas respostas, totalmente dedicado ao tema das penas e gozos, terrenos e futuros.

No citado Código, que citamos no primeiro parágrafo acima, utilizaremos o 3º dos 33 itens, para orientar o desenvolvimento do tema. O texto original apresenta-se nos seguintes termos: Não há uma única imperfeição da alma que não importe funestas e inevitáveis conseqüências, como não há uma só qualidade que não seja fonte de um gozo

Ora, são as imperfeições ou as qualidades da alma humana que geram suas ações felizes ou equivocadas. E essas ações estão caracterizadas com o selo moral do estágio em que se situa o ser. 

Portanto, os pensamentos, os sentimentos, e as próprias ações executadas no transcorrer de uma existência geram reflexos na própria existência, na vida espiritual ou até mesmo na próxima ou futuras existências, a depender é claro da extensão ou gravidade da ação promovida. 

A lei de ação e reação, ou o a cada um segundo suas próprias obras, baseia-se num perfeito mecanismo de justiça e igualdade absoluta para todos. Não há qualquer favoritismo para quem quer que seja. Agindo bem, teremos o mérito do bem. Agindo mal, teremos as consequencias. Não se trata de castigo, em absoluto, mas de consequencias. 

Qualquer prejuízo que causarmos a nós mesmos ou a terceiros, ocasionarão consequencias inevitáveis em nossa própria vida. Isto é da Lei Divina. E qualquer benefício que distribuamos gerará méritos e benefícios correspondentes em nosso próprio caminho, ainda que haja ingratidão dos beneficiados.
Passamos a entender, portanto, que fazer o mal a quem quer que seja nunca será compensador, pois sempre responderemos pelo mal que causemos, inclusive a nós próprios. E, do mesmo modo, toda felicidade ou tranqüilidade que proporcionarmos ao próximo redundará, inevitavelmente, em bem para nós mesmos.

Não é por outra razão que Jesus ensinou a perdoar. O ódio alimentado, a vingança executada ou a perseguição contumaz a qualquer pessoa redundarão em estágios de sofrimento e dor a seu próprio autor. Perdoando, libertamo-nos. 

Também é pela mesma razão que a recomendação sempre constante é para que promovamos o bem, ainda que este não nos seja espontâneo (estamos aprendendo a incorporá-lo em nós mesmos), pois todo bem gera o bem. O mal sempre gerará consequencias desagradáveis.

Fácil perceber, portanto, que muitos sofrimentos existentes hoje na vida individual, social e coletiva, inclusive a nível de planeta, poderiam ser evitados se houvesse o conhecimento dessa realidade das consequencias geradas por nossos atos. Quantos equívocos pelo desconhecimento dessa lei que simplesmente usa a justiça e a igualdade como parâmetros...

Não temos o direito de ferir, de denegrir, de caluniar, de espoliar... Não temos igualmente o direito de matar, de roubar (bens, dignidade, oportunidades, paz, etc), de interferir na vida alheia, de impor idéias ou padrões que julgamos corretos. Entendamos que as criaturas são livres, desejam ser respeitadas, assim como queremos ser...

Este é o detalhe: as tentativas de dominação, imposição, de cerceamento da liberdade individual, sempre ocasionarão sofrimentos, pois todos somos seres pensantes, com vontade própria, responsáveis pelo próprio caminho. Poderemos, é claro, sugerir, aconselhar (se formos solicitados), auxiliar no que for possível, mas jamais violentar as consciências. Todas merecem respeito.

O tema suscita muitos debates, abre perspectivas imensas de estudo. Observa-se que as próprias leis humanas, refletindo as imperfeições do estágio evolutivo do planeta, muitas vezes são equivocadas, gerando também consequencias para o futuro. O que se observa atualmente é fruto de toda essa inconsciência coletiva dos mecanismos que nos dirigem a vida.

Há que se pensar no que estamos fazendo. Já não somos mais seres tão ingênuos que desconhecem as Leis Morais. Estamos todos num caminho evolutivo, onde os direitos são iguais. Tais direitos, abrangentes, devem ser respeitados pela igualdade e pela justiça.

E é justamente pelo desrespeito a tais princípios de igualdade e justiça que se observam os efeitos na vida material e na vida espiritual, com os depoimentos que os próprios espíritos trazem do estado em que se encontram, em virtude do padrão moral que adotaram no relacionamento uns com os outros ou consigo mesmos.

O próprio O Céu e o Inferno traz depoimentos, em sua segunda parte, de diferentes espíritos que descrevem a situação em que se encontraram após a morte. Mas a questão não é apenas para depois da morte. Há que se considerar a própria existência física, atual ou futura (s), onde os mesmos reflexos se fazem sentir.

Será de muita utilidade que possamos estudar e debater os itens do Código Penal da Vida Futura, constante do livro em referência, para espalhar tais esclarecimentos. Mesmo os depoimentos constantes da mesma obra, são de grande utilidade para estudos e reflexões.

São princípios desconhecidos da maioria dos espíritos encarnados no planeta, embora a consciência, onde está escrita a Lei de Deus (1), os avise de seus equívocos. Sufocados pelas imperfeições morais do orgulho, do egoísmo, da vaidade, ainda nos permitimos sufocar a própria consciência e agimos em detrimento uns dos outros. Daí as conseqüências inevitáveis e os sofrimentos...

Em tudo, porém, é preciso sempre considerar a misericórdia de Deus, que nunca abandona seus filhos e lhes abre sem cessar novas oportunidades de progresso. O tema é extenso, pois poderemos adentrar os domínios do arrependimento, expiação e reparação, mas desejamos mesmo é sugerir ao leitor a leitura atenta do Código constante em O Céu e o Inferno. Os itens enumerados, todos eles, abrem perspectivas imensas de entendimento e esclarecimento, o que seria impossível num artigo de poucas linhas. Melhor mesmo é buscar na fonte original a lucidez e clareza da própria Doutrina.

Para concluir, gostaríamos de oferecer à reflexão do leitor a frase de Joanna de Ângelis, na psicografia de Divaldo Pereira Franco, constante do capítulo 38 – A glória do trabalho –, do livro Lampadário Espírita (2): No lugar em que te encontras, sempre poderás semear a luz da esperança e do amor. Eis um programação de ação para modificar os panoramas da vida humana. Basta nos situarmos no esforço do bem, para gerar efeitos salutares de felicidade e saúde.

Se usarmos este roteiro nas atitudes de cada dia, pronto! Estaremos sintonizados com o bem, gerando efeitos de amor e alegria. Simples conseqüência da lei de ação e reação.

 Orson Peter Carrara


*Utilizamo-nos da 32ª edição da FEB, de 09/84, com tradução de Manuel Quintão.

(1) questão 621 de O Livro dos Espíritos, edição FEB.
(2) 3ª edição da Federação Espírita Brasileira, maio de 1978.
Matéria publicada originariamente na revista REFORMADOR, edição de novembro/04. 

16 julho 2015

É pela "Educação", mais do que pela "Instrução" - Jorge Hessen

 

É PELA “EDUCAÇÃO”, MAIS DO QUE PELA “INSTRUÇÃO”


Algumas propostas sócio pedagógicas atuais são elogiáveis para instruir e formar o homem, entretanto “é pela educação, mais do que pela instrução, que se transformará a humanidade”. [1] Para o notável Allan Kardec, “há um elemento que não se ponderou bastante, e sem o qual a ciência econômica não passa de teoria: a educação. Não a educação intelectual, mas a moral, e nem ainda a educação moral pelos livros, mas a que consiste na arte de formar o caráter, aquela que cria os hábitos adquiridos”. [2]

O que identificamos de forma generalizada é o absoluto distanciamento dos pais contemporâneos ao nível de educação dos filhos nesse sentido. De regra, transferem suas responsabilidades para as escolas ou para o Estado, enquanto eles, os pais, é que tinham que ensinar aos filhos se isso ou aquilo é acertado para eles. 

Sobretudo “os pais espiritistas devem compreender essa característica de suas obrigações sagradas, entendendo que o lar não se fez para a contemplação egoística da espécie, mas sim para santuário onde, por vezes, se exige a renúncia e o sacrifício de uma existência inteira.”[3]

Para Viviane Senna, coordenadora do Instituto Ayrton Senna (IAS), que vem organizando programas de reforço escolar , capacitação de professores, “numa escola não dá para continuar com um sistema retrógrado em que o professor é o detentor do conhecimento e o aluno um arquivo em que esse conteúdo deve ser “depositado”. 

Segundo Viviane, o aluno não pode apenas decorar conceitos, precisa desenvolver um pensamento crítico e um raciocínio lógico aguçado, desenvolver sua capacidade de inovar, ser criativo e flexível e de resolver problemas.[4]

A fase infantil, em sua primeira etapa, é a mais importante para a educação, e não podemos relaxar na orientação dos filhos, nas grandes revelações da vida. Sob nenhuma hipótese, essa primeira etapa reencarnatória deve ser enfrentada com insensibilidade. Até aproximadamente os sete anos de idade é o período infantil mais acessível às impressões que recebe dos pais, razão pela qual não podemos esquecer nosso dever de orientar os filhos quanto aos conteúdos morais. [5]

Numa análise espírita da questão cremos que a escola (pública ou particular – espírita ou não) deve formar um homem novo e precisa ser uma escola inteiramente inovadora, rompendo com o modelo do século XIX do sistema vigente, pois a educação tradicional, conforme aferimos, já não atende às necessidades da atual geração. 

A escola deve incentivar a participação, a interação, o diálogo, o debate livre, o estudo em grupo e abolir todas as formas de repressão.

A rede de escolas charter KIPP (Knowlegde is Power Program), nos Estados Unidos, tem como meta levar seus alunos (quase 90% oriundos de famílias pobres) até a universidade. A proposta consubstancia-se em diversas atividades visando despertar entusiasmo, perseverança, autocontrole, gratidão, otimismo, inteligência social e curiosidade em seus alunos. Uma de suas unidades, localizada no Harlem, em Nova York, extrapolou e criou uma inusitada aula de “CARÁTER”. Nesse sentido a escola investiu no ensino de habilidades como comunicação, resiliência e determinação. A proposta é para fazer conexões com a ciência e explicar como o cérebro funciona, através de técnicas de meditação, concentração e yoga. [6]

Os pais são responsáveis pelo desenvolvimento dos valores dos filhos e não devem apostar somente na escola para exercer essa tarefa. Um pai legítimo é aquele que cultiva em casa a cidadania familiar. Ou seja, ninguém em casa pode fazer aquilo que não se pode fazer na sociedade. É preciso impor a obrigação de que o filho faça isso, assim, cria-se a noção de que ele tem que participar da vida comunitária. Não há dúvida, que ante as balizas do bom senso e moderação os pais precisam educar estabelecendo limites. Porém essa exigência é muito mais acompanhar os limites, daquilo que o filho é capaz de fazer.

Uma legítima educação é aquela em que os poderes espirituais regem a vida social. Antigamente, a pureza das crianças era uma realidade mensurável. Sua perspectiva não ultrapassava os simples livros didáticos, um único humilde caderno e brinquedos baratos. Para repreendê-las e educá-las, às vezes, bastava um olhar firme dos pais. Porém, aquele imaginário infantil, de quietude e sonho ingênuo, desmoronou sob o impacto da era do sensualismo, da violência, do materialismo.

Estejamos atentos à verdade de que educar não se resume apenas a providências de abrigo e alimentação do corpo perecível. A educação, por definição, constitui-se na base da formação de uma sociedade saudável. A tarefa que nos cumpre realizar é a da educação das crianças pelo exemplo de total dignificação moral sob as bênçãos de Deus. Nesse sentido, os postulados Espíritas são antídotos contra todos os venenosos ardis humanos, posto que aqueles que os conhecem têm consciência de que não poderão se eximir das suas responsabilidades sociais, sabendo que o futuro é uma decorrência do presente. Destarte, é urgente identificarmos no coração infantil o esboço da futura geração saudável.


Jorge Hessen

Referências bibliográficas:


[1] Kardec ,Allan. Obras Póstumas, Rio de Janeiro: Ed. FEB 1980, página 384.
[2] ______ Allan. O Livro dos Espíritos, Rio de Janeiro: Ed FEB 2000, questão 685-A:
[3] XAVIER, Francisco Cândido. O Consolador. Pelo Espírito Emmanuel. 17. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1995, Perg. 113
[5] XAVIER, Francisco Cândido. O Consolador. Pelo Espírito Emmanuel. 17. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1995, perg. 113

15 julho 2015

Persistir Sempre - Momento Espírita


PERSISTIR SEMPRE


Persistir, perseverar, é manter firmeza, manter constância no que se faz ou se pretende fazer, apesar das dificuldades, de eventuais dores ou incômodos.

É uma virtude que colabora para o êxito na vida, como bem exemplificam certas pessoas que não desistem dos seus objetivos.

Aquela mulher, por exemplo. Morava no interior do Estado. Era falante, alegre, sempre muito disposta a auxiliar a quem precisasse.

Colaborava no grupo religioso a que pertencia com disposição incrível. Sempre se podia contar com sua participação espontânea para todo e qualquer tipo de tarefa.

Era viúva. Seu marido, depois de intensa luta contra um câncer, partira há alguns anos.

Morava só, mas não era sozinha. Contava com as companhias que conquistava, graças à sua simpatia. Também com as colegas dos bazares beneficentes, que ela tanto prezava.

Certa feita, depois dos habituais exames periódicos, descobriu que era portadora de terrível câncer.

Todos temeram por ela. Mas, ela os surpreendeu com o seu comportamento de verdadeira cristã, alicerçada na fortaleza da fé.

Viajava para a capital do Estado, onde permanecia para o tratamento necessário, e retornava para sua cidade, destemida, sorrindo e brincando com as companheiras.

As recidivas a tiravam do convívio dos amigos, mas ela não demonstrava desânimo. Muitas vezes, para não preocupar a ninguém, ocultava as datas de suas viagens para o tratamento.

Por vezes, através de parentes ou pessoas mais próximas, as notícias chegavam à sua cidade, não muito otimistas. Entretanto, ela se recompunha e voltava ao lar, dizendo que ainda estava na posição de vencedora.

Se Deus quer que eu permaneça por aqui mais um pouco, deve ser porque ainda não terminei o meu trabalho. Vou continuar firme. – Dizia, corajosa.

Lutou, por mais de sete anos, contra o mal que lhe machucava o corpo. Quem não conhecia sua história, sequer imaginava aquela dura realidade.

Era uma verdadeira lutadora. Não entregava os pontos, nem se deixava influenciar por quem pedia para que ela sossegasse, para que se aquietasse!

Então, num dia de sol, ela se foi, tranquila.

Persistir em um objetivo positivo, que nos dá serenidade e alegria, que nos aproxima da Divindade e nos faz úteis ao próximo, é uma bênção!

Muitas vezes, alegamos dificuldades, insucessos, impossibilidades, no entanto, se observarmos o que nos detém realmente, veremos que é a nossa falta de constância.

É a nossa falta de perseverança que nos impede de chegar aonde queremos.

Devemos lutar contra nossos impedimentos internos e externos. Renovarmos em nós a motivação, persistirmos no ideal.

O ambiente doméstico nos concede contínuas chances de treinarmos essa virtude.

É no lar que encontramos as oportunidades constantes de construir afeições, de estreitar laços, de superar obstáculos que se apresentam.

No ambiente de convivência contínua, onde vivemos interdependência, na condição de pais, filhos e irmãos, a persistência é imprescindível para realizarmos nossos propósitos.

Pensemos nisso e prossigamos em nossa jornada de aprendizado, com bom ânimo e muita, muita persistência.

Por Redação do Momento Espírita

14 julho 2015

O Amor como Solução - Bezerra de Menezes



O AMOR COMO SOLUÇÃO


... Então, este é o momento!

É o momento em que algo especial desce à Terra.

É o grande momento em que a psicosfera do nosso planeta se torna rarefeita e miríades de seres espirituais que nos amam emboscam-se na indumentária carnal para a grande transição planetária, que já está ocorrendo.

Tende tento! Jesus espera, filhas e filhos da alma. A decisão de segui-lO é vossa. Ele nunca se impõe.
A Sua doutrina foi exposta através dos Seus atos.

Reflexionai um pouco.

Diminuí esta fuga para o consumismo, para o individualismo, para o sexismo, para a drogadição. E fazei o silêncio da alma com uma interrogação: - Que queres (Jesus) que eu faça?

E com toda a certeza, esses Embaixadores do Seu reino, alguns dos quais em processo de reencarnação e outros, acercando-se do planeta sofrido, dir-vos-ão: - Amai! Tornai-vos uma sentinela de luz na grande noite para diminuir-lhe a escuridão!

Antes de vos reencarnardes, muitos de vós firmastes um documento de fidelidade ao Amor, para que abraçásseis a infância desvalida, a velhice ao abandono, a enfermidade ao desalinho, a miséria moral, geradora de todas as expressões em que nós a vemos nas máscaras do sofrimento.

Não aguardeis o amanhã! Agora é o vosso momento de autoiluminação.

Pensai: e se o anjo da morte acercar-se-me e, suave e docemente, envolver-me no seu abraço de ternura final, como despertarei no Mais Além?

E vivei de tal forma que, esta ocorrência quando se der, despertareis na ternura inefável dos afetos que vos anteciparam, escutando as vozes celestiais em um hinário de beleza incomum, agradecendo à Terra, nossa mãe generosa transitória, pela oportunidade de desenvolver o Cristo interno que jaz em todos nós e que germinando, transformou-se na árvore frondosa da caridade.

Ide! Como Jesus recomendou aos setenta, setenta e dois da Galileia e pregai pelo exemplo.

Introjetai a palavra do Rabi nas paisagens profundas da alma, para que todos O vejam nos vossos atos, para que O escutem pela vossa voz, para que recebam o carinho pelos vossos abraços e para que se sintam por Ele amados através do vosso incomparável amor.

O Amor deve ser exercitado. Iniciai-o na intimidade dos afetos profundos até chegardes àqueles que se vos constituíram adversários, amando-os também.

Ide! E cantai a glória do mundo melhor porque amanhece dia novo. É o mundo de regeneração que se anuncia, quando a dor fugirá envergonhada da Terra e o Reino dos Céus se estabelecer.
Muita paz, meus filhos, filhas da alma.

Ide em paz!

São os votos dos vossos amigos espirituais aqui conosco, através do servidor humílimo e paternal de sempre,

Bezerra

(Mensagem recebida pela psicofonia do médium Divaldo Pereira Franco, em 28/09/2014, no encerramento da palestra na Instituição Educacional Amélia Rodrigues, em Santo André/SP).  (Revisada pelo autor espiritual, Dr Bezerra de Menezes, através do médium Divaldo Pereira Franco)

13 julho 2015

Retrospectiva Íntima - Honório

 
 RETROSPECTIVA ÍNTIMA

Ao findar da jornada diurna em torno das tarefas que a providência divina lhes reserva aprimorar, verifica em torno da consciência o quão necessário seja o que realizastes em torno de tua elevação pessoal, e faças uma retrospectiva íntima de teus deveres e do cumprimento de tuas tarefas na consciência.

Ao findar um mês, verifica as possibilidades de auxílio que tenhas colocado todos os dias, analisando a elevação de tuas ideias ante a grandeza do infinito e se cumpriste, conforme o planejado, as realizações a que te planejastes findar, para que concluísses com alegria e harmonia os planos de teu coração.

Ao findar um semestre, verifica com lucidez se já progredistes conforme as tuas determinações interiores no que se refere à plantação séria e necessárias das virtudes em tua conduta, para que saibas com certeza se aproveitastes bem os meses que decorreram diante de teus planos, já que agora conta com muitos dias para apreciar com concretude o progresso que realizaste.

Ao findar um ano interiorize-se profundamente numa retrospectiva daquilo que conquistaste verdadeiramente neste ciclo de aprendizado. Haja vista que agora tens toda uma jornada em seus 365 dias para analisar com clareza e sinceridade se fixaste bem as lições imortais que Jesus legou e que havia de ter colocado o quanto pudesses em todos os clarões nas horas, nos minutos e nos segundos adequadamente aproveitados.

Toda essa analise deve favorecer-te o entendimento claro de teus compromissos para com a vida espiritual elevando em detalhes o que procuras verdadeiramente dentro de tua própria alma.

Cada viagem que fazes dentro de ti mesmo perscrutando a realidade de tuas intenções é valiosa caminhada muito mais ascendente do que qualquer peregrinação exterior que possas realizar em nome da fé.

É exatamente verificando tuas conquistas e também tuas dificuldades íntimas, as falhas que por ventura ainda não lograstes corrigir em tua personalidade que poderá ao termino do ciclo mais profundo que é a tua presente reencarnação, verificar em todas as qualidades do Espírito se cumpriste a tua programação elevada de vida.

Nisso consistirá a tua tranquilidade da consciência ou peso, que talvez carregues por não teres cumprido o que poderia. Lembrando sempre que haverá chance renovada, porém com desafios ampliados para teres a responsabilidade de superar o que não realizastes e concluir o que por isso mesmo adveio de consequências, mantendo-te em paz sempre, por teres a certeza que no dia seguinte nova retrospectiva poderá realizar considerando que a oportunidade nova é Deus confiando em ti mais uma vez.

Honório
Mensagem psicofônica ditado pelo Espírito Honório ao médium Afro Stefanini II na reunião mediúnica da Federação Espírita do Estado de Mato Grosso em 30/12/2013.

12 julho 2015

Infecções Fluídicas (Os Nossos Vícios) - Marlene R.S.Nobre


INFECÇÕES FLUÍDICAS (Os Nossos Vícios)

"Da mesma maneira como existem infecções orgânicas, acontecem também as fluídicas.Muitos desencarnados, movidos por vingança, empolgam a imaginação dos adversários encarnados, com formas mentais monstruosas, classificadas pelos instrutores como "infecções fluídicas", com grande poder destruidor, podendo levar até à loucura.

(...) É possível compreender, as...sim, os casos de possessos, relatados nos Evangelhos, que se curaram de doenças físicas ou de profunda deterioração mental, quando os Espíritos inferiores, que os subjugavam, foram retirados pela ação curadora de nosso mestre Jesus ou dos apóstolos.Mas não podemos nos esquecer que os encarnados também produzem larvas mentais, que são vampirizadas pelos desencarnados. Como vemos, na estrada do psiquismo, sempre existe dupla mão.

(...) Em *Missionários da Luz*, André Luiz continua os seus estudos sobre as larvas mentais. Observou que não têm forma esférica, nem são do tipo bastonetes como as bactérias biológicas, entretanto, formam colônias densas e terríveis.Em uma sessão, pôde examinar um rapaz, candidato ao desenvolvimento mediúnico em um centro espírita, constatando a presença de aluviões de corpúsculos negros, possuídos de espantosa mobilidade, que se deslocavam, desde a bexiga urinária, passando ao longo do cordão espermático e formando colônias compactas nas vesículas seminais, na próstata, na uretra, e invadindo os canais seminíferos, para, finalmente, lutar contra as células sexuais, aniquilando-as.Alexandre designou-os de *bacilos psíquicos da tortura sexual*, explicando que o rapaz os tem cultivado pela falta de domínio das emoções próprias, através de experiências sexuais variadas, e, também, pelo contato com entidades grosseiras, que se afinam com as predileções dele. Essas companhias espirituais o visitam com frequência, como imperceptíveis vampiros.

(...) André analisou também outra candidata ao desenvolvimento da mediunidade. Em grande zona do ventre dessa senhora, observou muitos parasitos conhecidos do campo orgânico, mas lá estavam também outros como se fossem lesmas voracíssimas, que se agrupavam em colônias, desde os músculos e fibras do estômago até a válvula íleo-cecal. Semelhantes parasitos atacavam os sucos nutritivos, com assombroso potencial de destruição.

Alexandre diagnosticou:
- Temos aqui uma pobre amiga desviada nos excessos de alimentação (...) descuidada de si mesmo, caiu na glutonaria crassa, tornando-se presa de seres de baixa condição. Um outro pretendente a médium, sob o exame de André Luiz, apresentava o aparelho gastrintestinal ensopado em aguardente, do esôfago ao bolo fecal.

(...) Alexandre ressaltou que ninguém quer fazer do mundo terrestre um cemitério de tristeza e desolação. Atender a santificada missão do sexo, no seu plano respeitável, usar um aperitivo comum, fazer a boa refeição, de modo algum significa desvios espirituais; no entanto, os excessos representam desperdícios lamentáveis de força, os quais retêm a alma nos círculos inferiores.

E concluiu o mentor: Não se pode cogitar de mediunidade construtiva, sem o equilíbrio construtivo dos aprendizes, na sublime ciência do bem-viver.O médico desencarnado desejou saber mais sobre os "bacilos mentais" que o benfeitor denominava larvas. Nascem da onde, qual a fonte?

Alexandre explicou que elas se originam da patogênese da alma: A cólera, a intemperança, os desvios do sexo, as viciações de vários matizes, formam criações inferiores que afetam profundamente a vida íntima.

As ações produzem efeitos, os sentimentos geram criações, os pensamentos dão origem a formas e consequências de infinitas expressões. Assim, a cólera, a desesperação, o ódio e o vício oferecem campo a perigosos gérmens psíquicos na esfera da alma. E, qual acontece no terreno das enfermidades do corpo, o contágio aqui é fato consumado, desde que a imprevidência ou a necessidade de luta estabeleçam ambiente propício, entre companheiros do mesmo nível."

Da obra *A Obsessão e suas Máscaras*, de Marlene R. S. Nobre, p. 71-75.

11 julho 2015

Deflagrada a grande transição - Samuel

 
DEFLAGRADA A GRANDE TRANSIÇÃO


Materializam-se, já, algumas etapas da grande transição.

O mundo sacode ante as tempestades severas e a acomodação das placas tectônicas que sustentam as estruturas conhecidas.

Manifestam-se religiões doentes, vingativas, em pleno desprezo pela vida.

Obras de arte multimilenares são destruídas, em afronta à coletividade, em expressões de selvageria.

Estas manifestações humanas deploráveis provêm de espíritos bárbaros, renascidos para experimentarem a última oportunidade de reajuste, mas que cedem a intempestividade e a loucura.

No contraponto, porém, fortalecem-se serviços de fraternidade. Médicos sem fronteiras, caridade sem fronteiras, amor sem fronteiras, que falam que o mundo anseia pela paz e pela vida.

As nações se unem, em solidariedade, ante os desastres sísmicos, apesar das diferenças ideológicas, e mesmo elas, as ideologias diversas, cedem, embora ainda timidamente, prenunciando nova era de desenvolvimento.

Ante a grande transição, sejamos alguém que faça a diferença.

Que possamos ter gestos pouco usuais de amizade, carinho e compreensão;

Exercitemos o perdão;

Não nos deixemos dominar pela ira e pela indiferença;

Sejamos religiosos por fora e por dentro;

Compartilhemos da tecnologia, mas não vivamos virtualmente.

Para que a Terra mude, o homem precisa mudar, o que nos transforma em corresponsáveis pelo êxito ou o fracasso do processo.

Façamos nossa parte, da melhor forma possível, e guardemos indiferença daqueles que nos criticam a postura por considerar-nos fracos.

Do alto, Jesus, o Supremo Governador, espera nossa adesão ao grande plano restaurativo do bem, enviando-nos as forças necessárias para o movimento interior.


Samuel
(Psicografia recebida na noite de 19/05/2015, assinada pelo espírito Samuel, por intermédio do médium Alberto Sampaio) Pedro Fagundes Azevedo, orientador da sessão mediúnica na Legião Espírita de Porto Alegre.  Fonte: Centro Espírita no Caminho da Luz

10 julho 2015

Educação - Joanna de Ângelis



EDUCAÇÃO

Queridos amigos:

Que Jesus, o Mestre por excelência, abençoe e nos manter em paz. A frustração de construções morais da sociedade se deve em especial à educação, que foi incapaz de alcançar o ser integral através de métodos Unicist psicológica.

Mais preocupados com a transmissão do conhecimento, sem os devidos cuidados para criar hábitos nobres, ele trabalhou mais para o desenvolvimento intelectual e não com os valores do sentimento profundo. Consequentemente, nós seguimos o progresso científico-tecnológico, o que facilitou a penetração no mais intrincados problemas e enigmas do Universo, elucidar as inúmeras, mas incapaz de atender-los, como se torna indispensável, as necessidades dos seres humanos agonizando sobre os conflitos depressivos e explodir em agressão e violência urbana, destruindo inúmeras vidas ...

O indivíduo, buscando mecanismos para escapar do tormento que machuca ele ou ela, desliza para o uso mórbido de tabaco, álcool e outras drogas químicas, sexo negligente e inúteis tentativas de anular as insatisfações se encontra.

A educação religiosa, no entanto, implicou com o fanatismo e sem a visão correta do ser integral, tem worthlessly tentou construir novos convertidos em sua congregação, não causa a produzir homens e mulheres nobres para a sua edificação, bem como a sociedade, sem as limitações impostas pela castração dogmática de cada fiel ou grupo dissidente do cristianismo primitivo.

Devido a isto, estamos perante uma sociedade construída sobre o desempenho da fé religiosa, as pessoas sem religiosidade, que perdeu o sentido maior da vida, e em breve a plataforma exterior de ser mais, eles escapam para o solo isento inchaço das paixões primitivas ou abandonando-se devido à falta de controle dos seus instintos rudimentares que ainda predominam.

Somente uma reavaliação das propostas educativas, sempre capaz de se levantar para seus próprios erros e fracassos, ao mesmo tempo que apresenta programas de enobrecimento novo, que convidaria o aluno a identificar os valores reais, a razão de viver, e os fins existenciais da sua imortalidade e da reencarnação, que institui como uma manifestação da Justiça Divina, que é quando nós a confiança no futuro e esperam que os frutos maduros.

Este compromisso é reservada para os educadores espíritas que, mantendo o sentido da vida e os objetivos essenciais que estão reservados para o ser humano, será capaz de levar os estudantes para a educação integral, enquanto que o espírita é fundamental na formação da personalidade de uma criança ou um jovem, complementando o ensino acadêmico convencional.

Os povos antigos toltecas, mais de três mil anos, já ensinava que o ser humano é feito de uma luz escondida no corpo, e superar esta obstrução para ser totalmente iluminado, é o verdadeiro objetivo da existência terrena.

Confirmando essa revelação, Jesus disse-nos que Ele "é a luz do mundo", graças à claridade, iremos superar as sombras que ainda prevalecem em nossa natureza animal. Posteriormente, Allan Kardec nos presenteou com informações esclarecedoras que só a educação moral, não educação moral através de livros, mas que consiste na arte de formar caracteres, que cria os hábitos, porque a educação é a soma dos hábitos adquiridos nos levará a alcançar as necessidades de dignidade e liberdade para o Espírito. Ele concluiu dizendo: A desordem ea falta de previsão são duas chagas que só uma boa educação pode curar, assim, que habilita a paz eo progresso para todos os povos.

Baseando-se no excelente trabalho que está prevista para o Encontro Nacional de Educadores Espíritas, que fundamento as bênçãos do nosso Amado Pai de todos nós que buscamos os melhores recursos, a fim de reunir pessoas de sorte, e da sociedade do futuro.

Joanna de Ângelis

*Esta página foi recebido por meio da escrita automática pelo médium Divaldo Franco, na reunião de 17 de julho de 2002, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Brasil - CEEAK.


09 julho 2015

Entre Altos e Baixos - Maisa Baria


ENTRE ALTOS E BAIXOS

O amadurecimento nos convida a olhar a vida com verdade, aceitando a realidade que temos diante de nós, não nos permitindo iludir-se a respeito de nós mesmos, das pessoas e do contexto no qual estamos inseridos.

Quando não temos maturidade suficiente para entender que a vida não vai nos dar tudo que queremos, nos colocamos na posição daquele que sofre acreditando-se vítima das circunstâncias, olhando para o lado e achando que as coisas só acontecem de forma positiva para o outro e não para si mesmo. É muito comum as pessoas olharem para tudo que o outro conquistou e achar que a vida dele é melhor do que a sua, porém esquecem-se de olhar o caminho que o outro percorreu para chegar onde está, não sabem das dificuldades, dos problemas, dos desafios que precisaram ser vencidos para que aquele resultado fosse alcançado.

Se você parar para observar mais atentamente perceberá que a vida tem sempre altos e baixos, e às vezes só enxergamos o outro quando ele está em destaque, no alto. A vida não é uma um caminho linear e sem surpresas; sem tropeços, quedas, superação e conquistas. Não existe um caminho reto e sem curvas, desvios e retornos. A vida é feita de escolhas e a cada um de nós é dado o livre arbítrio de escolher por onde ir, como ir, com quem ir e quando ir. Justamente porque cada um tem esse poder de escolha, e devido os nossos caminhos se entrelaçarem, muitas vezes a escolha de um afeta o caminho do outro. Por isso precisamos fazer escolhas conscientes e ter a maturidade de aceitar que cada um é dono de seu próprio destino.

Diante das dificuldades muitas vezes desejamos que o problema desapareça, que nada daquilo estivesse acontecendo, nos esquecemos de que são justamente os problemas que nos tornam mais amadurecidos. É justamente esse exercício interior de buscar uma solução, de encontrar uma saída, de superar as adversidades e muitas vezes superar a si mesmo, que nos possibilita adquirir confiança em quem somos, nos tornando mais seguros de nós mesmos, descobrindo assim o potencial em nós guardado. Quando nos sentimos lançados para o fundo do poço somos ao mesmo tempo forçados a um mergulho para dentro de nós mesmos, quanto tempo esse mergulho vai durar depende de cada um de nós, mas é certo que quando emergirmos de volta das profundezas de nosso ser, retornamos refeitos e fortalecidos.

Quando a vida te apresentar problemas busque soluções. Quando um obstáculo surgir encontre a melhor maneira de superá-lo. Quando a dor chegar até você procure digeri-la sem se machucar. Quando o desânimo te abater, olhe para si mesmo e pergunte-se se você realmente quer ficar parado onde está. É fácil? Não, não é. É rápida a mudança? Não, também não é. Aceitar as dificuldades, encarar os desafios, resolver os problemas e encher-se de energia positiva quando tudo desmorona a sua volta é muito difícil. Mas lembre-se: Não existe vitória sem batalha. Não há conquista sem desafio. Ninguém vence desistindo.

As dificuldades são degraus que te forçam para cima, ainda que por algum momento você os encare como obstáculos que queiram te derrubar e te impedem de prosseguir, a verdade é que quando você decidir reunir as suas forças e superar esse degrau estará mais alto do que jamais esteve.


08 julho 2015

Porque existe a Família?


PORQUE EXISTE A FAMÍLIA?


Você já pensou sobre qual é o objetivo da família, na terra?

Afinal de contas, por que existe a família?

Se Deus, que é o Criador de todas as coisas, criou a necessidade da vida em família, é porque ela tem uma finalidade importante para o progresso do Espírito.

Vamos encontrar a resposta para essa questão, nos ensinamentos do maior Sábio de todos os tempos.

Jesus recomendou que devemos amar o próximo como a nós mesmos.

Assim, a família é essa escola onde podemos aprender a amar umas poucas pessoas para um dia amar a humanidade inteira.

Deus, que é a inteligência suprema, sabe que no estágio evolutivo em que se encontra, o homem é incapaz de amar todos os seres humanos como a si mesmo.

Por essa razão ele distribui as pessoas nessas pequenas escolas chamadas lares, para que aprendam o amor ao próximo mais próximo.

É assim que em nossas múltiplas existências vamos aprendendo o amor, nas suas diversas facetas: amor de mãe para filho, de filho para mãe, de irmão para irmão, de avô para neto, de neto para avô, de tio para sobrinho, de sobrinho para tio, de esposo para esposa e assim por diante.

E, quando conseguimos amar verdadeiramente um filho, por exemplo, nosso coração se enternece também pelos filhos alheios.

Quando desenvolvemos profundo amor por uma avó ou pelos pais, toda vez que uma velhinha ou velhinho cruzar nosso caminho, sentiremos algum carinho, porque nos lembraremos dos nossos queridos velhos.

Assim, os laços de afeto vão se formando, aos poucos, para que um dia possam se estender por toda a grande família humana. Considerando-se, ainda, a lei da reencarnação, ou seja, das várias existências no corpo físico, vamos solidificando esses laços de afetividade com um maior número de espíritos, que nascem sob o mesmo teto que nós.

Dessa forma, nossa família espiritual se amplia e os laços de bem-querer se solidificam a cada nova possibilidade de convívio.

Podemos constatar essa realidade no amor que nutrimos pelos amigos, que não fazem parte da parentela corporal, mas com os quais temos laços sólidos de afeição.

Se o amor ao próximo é lei da vida, teremos, mais cedo ou mais tarde, que aprender esse amor. E nada mais lógico do que começar pelos familiares, que a sabedoria das leis divinas reuniu no mesmo lar.

Portanto, viver em família é um grande desafio e ao mesmo tempo um importante aprendizado, pois o convívio diário nos dá oportunidade de limar as arestas com aqueles que por ventura tenhamos alguma diferença.

Nascendo no mesmo reduto familiar é mais fácil superar as desafeições, pois os laços de sangue ainda se constituem num ponto forte a favor da tolerância e da convivência pacíficas.

É por essa razão que existe a família: para que aprendamos a nos amar como verdadeiros irmãos, filhos do mesmo Criador. Pense nisso!

Olhando a humanidade como uma grande família, todas as barreiras que separam os povos caem por terra, pois num outro país, numa outra raça, numa outra religião, pode estar alguém que já foi nosso parente consanguíneo ou nosso grande amigo numa existência física passada.

Assim, se você entender que isso tudo faz sentido, comece a ver as pessoas que cruzam seu caminho com outros olhos. Com olhos de quem entende e atende a recomendação do Cristo: ame o próximo como a si mesmo.


Redação do Momento Espírita

07 julho 2015

Fragmentos de Kardec - Orson Peter Carrara



FRAGMENTOS DE KARDEC

Data sugere conhecer melhor o Codificador

A ocorrência do bicentenário de nascimento de Allan Kardec, o Codificador do Espiritismo, em 03 de outubro de 2004 (o nascimento ocorreu em 1804), sugere que, além dos dados biográficos – amplamente divulgados e conhecidos –, ampliar-se o conhecimento de seus pensamentos, para identificação de seu perfil psicológico.
Colhemos em Obras Póstumas (1), alguns fragmentos de seus raciocínios, para homenagear a importante efeméride.

Para conhecer seu perfil moral, a transcrição seguinte traz preciso embasamento: “Um dos primeiros resultados das minhas observações foi que os Espíritos, não sendo senão as almas dos homens, não tinham nem a soberana sabedoria, nem a soberana ciência que o seu saber era limitado ao grau de seu adiantamento, e que a opinião deles não tinha senão o valor de uma opinião pessoal. Esta verdade, reconhecida desde o começo, evitou-me o grave escolho de crer na sua infalibilidade e preservou-me de formular teorias prematuras sobre a opinião de um só ou de alguns. Só o fato da comunicação com os Espíritos, o que quer que eles pudessem dizer, provava a existência de um mundo invisível ambiente era já um ponto capital, um imenso campo franqueado às nossas explorações, a chave de uma multidão de fenômenos inexplicados. O segundo ponto, não menos importante, era conhecer o estado desse mundo e seus costumes, se assim nos podemos exprimir. Cedo, observei que cada Espírito, em razão de sua posição pessoal e de seus conhecimentos, desvendava-me uma face desse mundo exatamente como se chega a conhecer o estado de uma país interrogando os habitantes de todas as classes e condições, podendo cada qual nos ensinar alguma coisa e nenhum deles podendo, individualmente, ensinar-nos tudo.”

Para conhecer o método aplicado nos estudos e observações sobre o Espiritismo, basta analisar esta frase: “(...) apliquei a esta ciência o método experimental, não aceitando teorias preconcebidas, e observava atentamente, comparava e deduzia as conseqüências, dos efeitos procurava elevar-me às causas, pela dedução e encadeamento dos fatos, não admitindo por valiosa uma explicação, senão quando ela podia resolver todas as dificuldades da questão. Foi assim que procedi sempre em meus anteriores trabalhos, desde os quinze anos”.

Sobre a responsabilidade que se impunha, expõe Kardec: “compreendi logo a gravidade da tarefa, que ia empreender, e entrevi naqueles fenômenos a chave do problema, tão obscuro e tão controvertido, do passado e do futuro da humanidade, cuja solução vivi sempre a procurar era, enfim, uma revolução completa nas idéias e nas crenças do mundo. Cumpria, pois, proceder com circunspecção e não levianamente, ser positivo e não idealista para não me deixar levar por ilusões”.

Comentando sobre o sistema de análise nas comunicações com os Espíritos: “Incumbe ao observador formar o conjunto, coordenando, colecionando e conferindo, uns com os outros, documentos que tenham recolhido. Desta forma, procedi com os Espíritos como teria feito com os homens considerei-os, desde o menor até o maior, como elementos de instrução e não como reveladores predestinados”.

Estabeleceu duas máximas que se imortalizaram de maneira patente a indicar os caminhos da Doutrina Espírita: a) Fora da caridade não há salvação, princípio que ressalta a igualdade entre as criaturas humanas, perante Deus, a tolerância, a liberdade de consciência e a benevolência mútua; b) Fé inabalável é aquela que pode encarar a razão face a face, em todas as épocas da humanidade, ressaltando que a fé raciocinada se apoia nos fatos e na lógica.

Para concluir, nada melhor que trazer aos leitores Uma Prece de Allan Kardec, também extraída de Obras Póstumas, onde podemos sentir toda grandeza d’alma deste nobre espírito: “Senhor! Se vos dignastes lançar os olhos sobre mim, para satisfazer os vossos desígnios, seja feita a vossa vontade! A minha vida está em vossas mãos disponde do vosso servo. Para tão alto empenho, eu reconheço a minha fraqueza. A minha boa vontade não faltará, mas podem trair-me as forças. Supri a minha insuficiência, dai-me as forças físicas e morais, que me sejam necessárias. Sustentai-me nos momentos difíceis e com o vosso auxílio e o dos vossos celestes mensageiros esforçar-me-ei por corresponder às vossas vistas”.

(1) Edicão Lake

Orson Peter Carrara

Nota do autor: esta matéria usou como referência a publicação Hippolyte Léon Denizard Rivail - O Perfil de um Mestre, elaborado pelo Centro Espírita “Esperança e Fé”, de Franca-SP, e reeditado pelo Centro Espírita “Caminho de Damasco”, de Garça-SP, com pequenas alterações do texto original, e utilizando como bibliografia as seguintes obras:
  1. Biografia de Allan Kardec, de Henry Sausse, edição LAKE;
  2. Grandes Espíritas do Brasil, de Zêus Wantuil, ed. FEB;
  3. Allan Kardec, de Zêus Wantuil e Francisco Thiesen, ed. FEB;
  4. Vida e Obra de Allan Kardec, de Canuto Abreu, ed. Edicel;
  5. Obras Postumas, de Allan Kardec, ed. LAKE;
  6. Revista Reformador, de 1952, ed. FEB;
  7. Narrações do Infinito, de Camile Flammarion, ed. FEB;
  8. Herculanun, de J. W. Rochester, ed. FEB.
Matéria publicada originariamente no jornal O Clarim, de outubro de 2004.

06 julho 2015

Tragédias - Richard Simonetti


TRAGÉDIAS

Multidões regressam à Espiritualidade, diariamente, envolvidas em circunstâncias trágicas: incêndios, desmoronamentos, terremotos, afogamentos, acidentes aéreos e automobilísticos...

"Por quê?" – questionam, angustiados os familiares. A Doutrina Espírita demonstra que tais ocorrências estão associadas a experiências evolutivas. Não raro representam o resgate de dívidas cármicas contraídas com o exercício da violência no pretérito.

Todos "balançamos" quando nos vemos às voltas com mortes assim envolvendo nossos afetos. Muitos, desarvorados, mergulham em crises de desespero e revolta, reação compreensível ante o impacto inesperado. Somente o tempo, a fluir incessante, no desdobramento dos dias, amenizará suas mágoas, sugerindo um retorno à normalidade. A vida continua...

Considere‐se, entretanto, que o desencarnado não pode esperar. Personagem central da tragédia, situa‐se perplexo e confuso.

Embora amparado por benfeitores espirituais, enfrenta previsíveis dificuldades de adaptação, sentindo repercutir nele próprio as emoções dos familiares. Se estes cultivam reminiscências infelizes, detendo‐se nos dolorosos pormenores do funesto acontecimento, fatalmente o levam a revivê‐lo com perturbadora insistência. Imaginemos alguém vitimado num incêndio a reviver o inferno de chamas sob indução do pensamento inquieto e atormentado dos que não se conformam...

Nas manifestações desses Espíritos há uma tônica comum: o apelo para que os familiares retornem à normalidade e retomem suas atividades, desenvolvendo novos interesses, particularmente os relacionados com a prática do Bem, bálsamo divino para as dores da separação.

No livro "VIDA NO ALÉM", psicografia de Francisco Cândido Xavier, o Espírito do jovem Willian José Guagliardi, desencarnado juntamente com outros cinquenta e oito, num acidente com ônibus escolar que se precipitou num rio, em São José do Rio Preto, dirige‐se à sua mãe, confortando‐a. Dentre outras considerações, diz:

"Estou presente, rogando à senhora que me ajude com sua paciência. Tenho sofrido mais com as lágrimas da senhora do que mesmo com a libertação do corpo... Isso, Mamãe, porque a sua dor me prende à recordação de tudo o que sucedeu e quando a senhora começa a perguntar como teria sido o desastre, no silêncio do seu desespero, sinto‐me de novo na asfixia".

Evidente que não vamos cultivar fleumática tranquilidade, considerando natural que alguém muito amado parta tragicamente. Por mais ampla seja nossa compreensão, sofreremos muito. Talvez não exista angústia maior. Imperioso, contudo, que mantenhamos a serenidade, cultivando confiança em Deus, não por nós apenas, mas, sobretudo em benefício daquele que partiu. Mais do que nunca ele precisa de nossa ajuda.

Autor: Richard Simonetti
Livro: Quem tem medo da morte