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30 julho 2014

Abençoado Festim - Francisco de Paula Victor


ABENÇOADO FESTIM


No Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec comenta, com muita propriedade, no item 8 do capítulo XIII, que por festins devemos entender a participação dos nossos irmãos do caminho na abundância do que já desfrutamos.

Reparemos.

Muito amiúde interpretamos como caridade apenas o ato exterior da distribuição de recursos e mantimentos, agasalhos e roupas, cestas de alimentação ou lanches fraternos.

Sem dúvida que toda ação no bem do semelhante, por mais singela que seja, será benção de luz em nossos caminhos.

Entretanto, analisando a parábola do festim, que nos foi proposta pelo Divino Mestre, forçoso reconhecermos o grande alcance da interpretação kardequiana.

O Divino Festim que o Cristo nos inspira aos corações é a repartição da abundância que nos favorece a existência.

Assim sendo, vejamos:

Que é feito de abundância das horas disponíveis em nossa vida diária, após as obrigações inadiáveis que atendemos no trabalho ou em casa?

O que fazemos com a alegria da saúde física, que nos envolve a benção da vida na terra, diante dos doentes que nos acompanham de longe?

O que estamos realizando com os recursos da inteligência que nos sobra das aquisições intelectuais perante a multidão de ignorantes e iletrados que nos rodeia?

O que fazemos com o excesso de parcelas relativas de poder dentro da organização social a que pertencemos, defronte da grande maioria de marginalizados da vida cidadã?

Que temos feito com os excessos de títulos acadêmicos ou de leituras brilhantes que descortinamos despreocupadamente ante a necessidade crescente de acesso à cultura pelas massas anônimas?

Como temos agido com as sobras de entendimento e compreensão, paciência e calma que porventura já possuímos no imo d'alma, perante aqueles outros irmãos desesperados e insanos em franco processo de agitação irrefletida?

Qual o destino que damos à benção das alegrias que nos exornam a vida perante aqueles outros companheiros de jornada desorientados e tristes? Não julguemos assim que a caridade se restrinja à distribuição de bênçãos ou recursos de ordem meramente material.

Nenhum de nós é tão pobre de recursos da alma, na abundância de nossas aquisições íntimas, que não possa partilhá-las em Divino Festim com os irmãos mais próximos de nosso roteiro terrestre.

Partilhar pois é o verbo da vida superior convidando-nos a conjugá-lo, o quanto antes, no convite à solidariedade cristã junto aos semelhantes.

Façamos isto e viveremos!


Irmão Victor (Francisco de Paula Victor)
Mensagem Psicografada em Reunião Pública no Centro Espírita Luz, Amor e Caridade, na noite de 28 de maio de 2007, por  Geraldo Lemos Neto. 

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