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14 junho 2018

O rosto da felicidade - Almir Paes



O ROSTO DA FELICIDADE


Certa vez, eu vi numa foto um rosto sorridente, inocente, singelo, de uma criança.

Ao fundo, por trás da foto, nos bastidores, vi a dura realidade social que envolve a sua vida: habitações sub normais (barracos), esgoto a céu aberto, lixo, roedores, contrastando ao semblante da criança feliz.

Não é que para ser feliz precisamos ser miseráveis, mas que não haja tanta vinculação da felicidade com ostentação, materialismo. A mídia nos bombardeia a toda hora com esses jargões: felicidade é ter lancha, roupas finas, casas suntuosas, com a real intenção de criar e manter o hábito de consumo nosso de cada dia. A pedido dos empresários, os marqueteiros, os psicólogos, sociólogos, estudaram o perfil social e comportamental do ser humano e apresentaram para eles um modelo mercadológico que cria dependência de consumo, tipo assim: "quem não consome o produto X não tem status social.

O direcionamento do mercado de consumo é voltado para todos, mas sobretudo para crianças e adolescentes que ainda estão formando suas personalidades. A estratégia dos empresários não é apenas vender, mas criar o ímpeto e uma certa dependência do consumidor para com o determinado produto. Algumas crianças já dizem que não vivem sem consumir tal salgadinho, tal chocolate, tal refrigerante etc. Daí, eles pressionam os pais e conseguem o que querem. Com isto, vai se formando, perigosamente, uma geração de crianças e jovens dependentes, obesos, angustiados e, o que é pior, depressivos.

Veja até onde está chegando a volúpia de lucros desses empresários. Eles pouco estão ligando para ética, moral ou saúde pública. Eles só querem saber de auferir lucros bem exorbitantes.

A felicidade é um estado interior de cada um. É uma conquista individual das pessoas. O rosto da felicidade está na simplicidade dos fatos e ações e não nos bagulhos/trambolhos tecnológicos que tentam nos empurrar.

Almir Paes
O Cronista da Alma

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