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23 março 2008
Agradeçamos - Meimei
Sabemos que a nossa mente, para evoluir, sofre processos de transformação por vezes violentos e rudes, qual acontece à terra necessitada de amanho para produzir.
Nos círculos da natureza, observamos o arado, vergastando o solo e ferindo-o, e se a grande massa rochosa aparece, de improviso, impedindo o esforço do lavrador, notamos que a dinamite comparece, estilhaçando os obstáculos...
Assim também a nossa inteligência não se modifica sem a visitação da dificuldade.
A lâmina dos problemas inquietantes como que nos tortura, dia-a-dia, constrangendo-nos à compreensão mais justa da vida e se o endurecimento espiritual é a nota de nossas reações, ante a passagem da máquina renovadora do sofrimento, surgem os impactos diretos da provação sobre a nossa experiência pessoal, desintegrando-nos antigas cristalizações no
egoísmo e no orgulho.
Ofereçamos o coração do Divino Cultivador que é Jesus.
Digne-se o Mestre Divino fazer de nossa existência o que lhe aprouver.
Os golpes sublimes da Vontade superior sobre os nossos desejos serão recursos do máximo proveito para o nosso próprio futuro.
Se a dor nos procura, em forma de incompreensão do meio ou na máscara de tristes desilusões terrestres, abençoemo-la, acentuando a nossa fé viva em Nosso Senhor e continuemos servindo o próximo, na medida de nossas possibilidades, porque a dor é realmente a Sábia Instrutora, capaz de elevar-nos da Terra para os Céus.
Nos círculos da natureza, observamos o arado, vergastando o solo e ferindo-o, e se a grande massa rochosa aparece, de improviso, impedindo o esforço do lavrador, notamos que a dinamite comparece, estilhaçando os obstáculos...
Assim também a nossa inteligência não se modifica sem a visitação da dificuldade.
A lâmina dos problemas inquietantes como que nos tortura, dia-a-dia, constrangendo-nos à compreensão mais justa da vida e se o endurecimento espiritual é a nota de nossas reações, ante a passagem da máquina renovadora do sofrimento, surgem os impactos diretos da provação sobre a nossa experiência pessoal, desintegrando-nos antigas cristalizações no
egoísmo e no orgulho.
Ofereçamos o coração do Divino Cultivador que é Jesus.
Digne-se o Mestre Divino fazer de nossa existência o que lhe aprouver.
Os golpes sublimes da Vontade superior sobre os nossos desejos serão recursos do máximo proveito para o nosso próprio futuro.
Se a dor nos procura, em forma de incompreensão do meio ou na máscara de tristes desilusões terrestres, abençoemo-la, acentuando a nossa fé viva em Nosso Senhor e continuemos servindo o próximo, na medida de nossas possibilidades, porque a dor é realmente a Sábia Instrutora, capaz de elevar-nos da Terra para os Céus.
De "Sentinelas da Alma", de Francisco Cândido Xavier,
pelo Espírito Meimei
pelo Espírito Meimei
22 março 2008
Para Onde Vamos Durante o Sono - Momento Espírita
Era manhã de sol nas proximidades do mar.
A esposa despertara ansiosa por narrar ao marido a experiência que tivera na noite anterior.
Estavam fisicamente separados por cerca de 5 dias, em cidades diferentes, e a saudade já batia forte.
Há mais de trinta anos dividiam a mesma cama, a mesma vida, e qualquer rápida separação já era sentida por ambos.
Tomando do telefone, então, ela lhe conta, que na noite anterior tivera uma sensação muito especial.
Deitada na cama, nos primeiros instantes do sono, sentira o perfume dele, como se ele tivesse acabado de sair do banho, e se colocado ao seu lado, como sempre o fazia em casa.
Além do aroma agradável, percebeu uma presença muito forte, como se ele realmente estivesse ali.
Virou-se rapidamente, mas não havia ninguém.
O marido, do outro lado da linha, ouvia tudo também emocionado.
Quando ela terminou a narração, foi a vez dele dizer:
Pois também vivi uma experiência singular nesta noite.
Na madrugada, acordei com a certeza de que você estava dormindo ao meu lado. Tinha certeza que você estava ali. Mas quando olhei para o seu lugar na cama, nada vi.
Terminam os dois a conversa, surpresos, dizendo:
É... acho que nos encontramos esta noite!
Muitos de nós temos histórias muito peculiares sobre o período do sono.
Aqueles que conseguem lembrar mais claramente dos sonhos trazem experiências muito ricas, por vezes, e que merecem nossa análise.
Para onde vamos durante o sono? Todas essas lembranças serão apenas produto do cérebro?
O Espiritismo vem nos elucidar, afirmando que durante o período do sono, a alma se emancipa, isto é, se afasta do corpo temporariamente.
Desta forma, o que conhecemos como sonhos são as lembranças do que o Espírito viu e vivenciou durante esse tempo.
Quando os olhos se fecham, com a visitação do sono, o nosso Espírito parte em disparada, por influxo magnético, para os locais de sua preferência.
Através da atração produzida pela afinidade, procuramos muitas vezes aqueles que nos são caros, amigos, parceiros e amores.
Por isso é que aqueles que muito se amam na Terra, podem se encontrar no espaço, e continuarem juntos.
É assim que encontramos Espíritos amados, que já não se encontram conosco fisicamente, e partilhamos com eles momentos inesquecíveis.
Por vezes lembramos, por outras tantas não, mas sempre conservamos no íntimo bons sentimentos, ou a sensação de ter vivido experiência agradável.
O Espírito sopra onde quer, e mesmo durante nosso aparente repouso, perceberemos que ele está em atividade, sempre.
Podemos nos preparar melhor para conseguirmos ter bons sonhos.
Obviamente que os acontecimentos do dia, e nosso estado emocional irão influenciar nossas experiências oníricas, mas podemos tomar alguns cuidados a mais para aproveitar melhor este período:
Todos estes ingredientes colaboram para que as últimas impressões do dia sejam positivas, e sejam levadas conosco, favorecendo a emancipação da alma.
Assim, tenha bons sonhos...
A esposa despertara ansiosa por narrar ao marido a experiência que tivera na noite anterior.
Estavam fisicamente separados por cerca de 5 dias, em cidades diferentes, e a saudade já batia forte.
Há mais de trinta anos dividiam a mesma cama, a mesma vida, e qualquer rápida separação já era sentida por ambos.
Tomando do telefone, então, ela lhe conta, que na noite anterior tivera uma sensação muito especial.
Deitada na cama, nos primeiros instantes do sono, sentira o perfume dele, como se ele tivesse acabado de sair do banho, e se colocado ao seu lado, como sempre o fazia em casa.
Além do aroma agradável, percebeu uma presença muito forte, como se ele realmente estivesse ali.
Virou-se rapidamente, mas não havia ninguém.
O marido, do outro lado da linha, ouvia tudo também emocionado.
Quando ela terminou a narração, foi a vez dele dizer:
Pois também vivi uma experiência singular nesta noite.
Na madrugada, acordei com a certeza de que você estava dormindo ao meu lado. Tinha certeza que você estava ali. Mas quando olhei para o seu lugar na cama, nada vi.
Terminam os dois a conversa, surpresos, dizendo:
É... acho que nos encontramos esta noite!
Muitos de nós temos histórias muito peculiares sobre o período do sono.
Aqueles que conseguem lembrar mais claramente dos sonhos trazem experiências muito ricas, por vezes, e que merecem nossa análise.
Para onde vamos durante o sono? Todas essas lembranças serão apenas produto do cérebro?
O Espiritismo vem nos elucidar, afirmando que durante o período do sono, a alma se emancipa, isto é, se afasta do corpo temporariamente.
Desta forma, o que conhecemos como sonhos são as lembranças do que o Espírito viu e vivenciou durante esse tempo.
Quando os olhos se fecham, com a visitação do sono, o nosso Espírito parte em disparada, por influxo magnético, para os locais de sua preferência.
Através da atração produzida pela afinidade, procuramos muitas vezes aqueles que nos são caros, amigos, parceiros e amores.
Por isso é que aqueles que muito se amam na Terra, podem se encontrar no espaço, e continuarem juntos.
É assim que encontramos Espíritos amados, que já não se encontram conosco fisicamente, e partilhamos com eles momentos inesquecíveis.
Por vezes lembramos, por outras tantas não, mas sempre conservamos no íntimo bons sentimentos, ou a sensação de ter vivido experiência agradável.
O Espírito sopra onde quer, e mesmo durante nosso aparente repouso, perceberemos que ele está em atividade, sempre.
* * *
Podemos nos preparar melhor para conseguirmos ter bons sonhos.
Obviamente que os acontecimentos do dia, e nosso estado emocional irão influenciar nossas experiências oníricas, mas podemos tomar alguns cuidados a mais para aproveitar melhor este período:
uma leitura salutar,
a oração sincera,
uma música suave que nos acalme,
alguns momentos de meditação.
a oração sincera,
uma música suave que nos acalme,
alguns momentos de meditação.
Todos estes ingredientes colaboram para que as últimas impressões do dia sejam positivas, e sejam levadas conosco, favorecendo a emancipação da alma.
Assim, tenha bons sonhos...
Redação do Momento Espírita com base no cap. 17,
do livro Estudando a Mediunidade, de Martins Peralva, ed. Feb
www. momento.com.br
do livro Estudando a Mediunidade, de Martins Peralva, ed. Feb
www. momento.com.br
21 março 2008
Na Construção do Futuro - Emmanuel
"Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo..." - JESUS - JOÃO, 18:36.
"Todo cristão, pois, firmemente crê na vida futura, mas a idéia que muitos fazem dela ainda é vaga, incompleta e , por isso mesmo, falsa em diversos pontos. Para grande número de pessoas, não há, a tal respeito, mais do que uma crença, balda de certeza absoluta, donde as dúvidas e mesmo a incredulidade.
O Espiritismo veio completar, nesse ponto, como em vários outros, o ensino do Cristo, fazendo-o, quando os homens já se mostram maduros bastante para aprenderem a verdade." - Cap. II, 3 - ESE.
Esperavas pelos irmãos do caminho a fim de te entregares à construção da Terra melhor e quedas-te, muita vez, em amargoso desalento porque tardem a vir.
Observa, porém, a estrada longa da evolução, para que o entendimento te pacifique.
Milhares deles são corações de pensamento verde que te rogam apoio e outros muitos seguem trilha adiante, inibidos por névoas interiores que desconhecem.
Repara os que se renderam às lágrimas excessivas.
Choraram tanto que turvaram os olhos não mais divisando os companheiros infinitamente mais desditosos a lhes suplicarem auxílio nas vascas da aflição.
Contempla os que passam vaidosos sem saberem utilizar, construtivamente, os favores da fortuna.
Habituaram-se tanto às enganosas vantagens da moeda abundante que perderam o senso íntimo.
Enumera os que se embriagam de poder transitório.
Abusaram tanto da autoridade que caíram na exaltação da paranóia sem darem conta disso.
Relaciona os que asseveram amar, transformando a afetividade no egoísmo envolvente.
Apaixonaram-se tanto por criaturas e cousas, cultivando exigências, que deliram positivamente sem perceber.
Anotam os que avançam, hipnotizados pelas dignidades que receberam
do mundo.
Fascinaram-se tanto pelas honras exteriores que olvidaram os semelhantes a quem lhes compete o dever de servir.
Nenhum deles atrasou por maldade. Foram vítimas da ilusão que, freqüentemente, se agiganta qual imenso nevoeiro na periferia da vida, mas regressarão depois à verdade triunfante para atenderem às tarefas que realizas.
Para todos eles que ainda não conseguiram chegar à grande renovação é compreensível o adiamento do trabalho a fazer.
Entretanto, nada nos justificará desânimo ou deserção na Obra do Cristo, porque embora estejamos consideravelmente distantes da sublimação necessária, transportamos conosco o raciocínio lúcido e libertado no sustento da fé.
O Espiritismo veio completar, nesse ponto, como em vários outros, o ensino do Cristo, fazendo-o, quando os homens já se mostram maduros bastante para aprenderem a verdade." - Cap. II, 3 - ESE.
Esperavas pelos irmãos do caminho a fim de te entregares à construção da Terra melhor e quedas-te, muita vez, em amargoso desalento porque tardem a vir.
Observa, porém, a estrada longa da evolução, para que o entendimento te pacifique.
Milhares deles são corações de pensamento verde que te rogam apoio e outros muitos seguem trilha adiante, inibidos por névoas interiores que desconhecem.
Repara os que se renderam às lágrimas excessivas.
Choraram tanto que turvaram os olhos não mais divisando os companheiros infinitamente mais desditosos a lhes suplicarem auxílio nas vascas da aflição.
Contempla os que passam vaidosos sem saberem utilizar, construtivamente, os favores da fortuna.
Habituaram-se tanto às enganosas vantagens da moeda abundante que perderam o senso íntimo.
Enumera os que se embriagam de poder transitório.
Abusaram tanto da autoridade que caíram na exaltação da paranóia sem darem conta disso.
Relaciona os que asseveram amar, transformando a afetividade no egoísmo envolvente.
Apaixonaram-se tanto por criaturas e cousas, cultivando exigências, que deliram positivamente sem perceber.
Anotam os que avançam, hipnotizados pelas dignidades que receberam
do mundo.
Fascinaram-se tanto pelas honras exteriores que olvidaram os semelhantes a quem lhes compete o dever de servir.
Nenhum deles atrasou por maldade. Foram vítimas da ilusão que, freqüentemente, se agiganta qual imenso nevoeiro na periferia da vida, mas regressarão depois à verdade triunfante para atenderem às tarefas que realizas.
Para todos eles que ainda não conseguiram chegar à grande renovação é compreensível o adiamento do trabalho a fazer.
Entretanto, nada nos justificará desânimo ou deserção na Obra do Cristo, porque embora estejamos consideravelmente distantes da sublimação necessária, transportamos conosco o raciocínio lúcido e libertado no sustento da fé.
De "Livro da Esperança", de Francisco Cândido Xavier,
pelo Espírito Emmanuel
pelo Espírito Emmanuel
20 março 2008
Até Quando - Momento Espírita
Quantas vezes você já indagou por quanto tempo ainda conseguirá agüentar as dificuldades que o atormentam?
Quantas vezes, pela manhã, ao despertar, você se sente sem forças para enfrentar o dia que surge?
Quantas vezes já disse a si mesmo que chegou ao limite de suas energias, que não agüenta mais?
E, no entanto, você prossegue, dia após dia, nas lides do trabalho, nas problemáticas familiares, nos embaraços financeiros, enfim...
É bastante peculiar essa capacidade que tem o ser humano de não se entregar, mesmo que pareça estar em quase desfalecimento.
Mais de uma vez, com certeza, você já ouviu falar de crianças e bebês encontrados com vida, após dias de soterrados. Como se recusassem a desistência da luta, da vida.
E nos recordamos dos sofrimentos das mulheres que vivem em países onde lhes são negados quaisquer direitos.
Sem direitos à escola, a atendimento médico, a tratamento humanitário.
Mulheres que em plena adolescência, ou ainda na meninice, são dadas em casamento a homens, quase sempre bem mais velhos que elas.
Elas têm seus sonhos destroçados, suas vontades menosprezadas.
Mulheres que sofrem espancamentos por nada e por coisa alguma.
Porque ousaram conceber uma menina, quando o marido aguardava um menino.
Porque tentam andar sozinhas pelas ruas, porque planejam fugir, porque erguem a tonalidade da voz.
Os maus tratos são rotina. E ninguém se importa. O que faz um homem, portas adentro de seu lar, com a esposa ou filhos, não é da conta de ninguém.
Os anos passam e elas vão acumulando no corpo as marcas dos espancamentos: dentes faltando, lacerações, hematomas.
Algumas fogem da vida, por não enxergarem perspectivas de alterações positivas, em suas existências.
Outras, corajosas, optam por estabelecer objetivos para si mesmas.
Objetivos que as mantêm vivas e as fazem não desistir: a vida de seus filhos, a sua liberdade, a liberdade de seu país.
Como uma rocha, enfrentam os ventos turbulentos. Choram, lamentam, mas não desistem.
Quantas agressões pode suportar um corpo humano? Qual o limite?
Algumas ainda carregam a generosidade n´alma, para socorrer seres que crêem mais infelizes que elas mesmas.
Uma generosidade que não se abala, nem se contamina pelos desapontamentos e desilusões de cada dia.
E quando têm a oportunidade de fazer algo a benefício de outrem, se entregam até ao sacrifício da própria vida.
São exemplos. Por isso, quando as forças lhe estiverem falhando, pense que dentro de você ainda existem energias.
E não se deixe derrotar, jamais. Um dia, o panorama se modifica. A noite se transforma em alvorada.
Aguarde pelos raios da madrugada nova e não se entregue ao desânimo, em circunstância alguma.
O sol pode demorar a surgir, mas sempre ressurge, afagando a vida e renovando a esperança.
Aguarde, sem abandonar a luta. Amanhã, amanhã pode ser o dia da sua libertação do círculo das dores.
Espere.
Quantas vezes, pela manhã, ao despertar, você se sente sem forças para enfrentar o dia que surge?
Quantas vezes já disse a si mesmo que chegou ao limite de suas energias, que não agüenta mais?
E, no entanto, você prossegue, dia após dia, nas lides do trabalho, nas problemáticas familiares, nos embaraços financeiros, enfim...
É bastante peculiar essa capacidade que tem o ser humano de não se entregar, mesmo que pareça estar em quase desfalecimento.
Mais de uma vez, com certeza, você já ouviu falar de crianças e bebês encontrados com vida, após dias de soterrados. Como se recusassem a desistência da luta, da vida.
E nos recordamos dos sofrimentos das mulheres que vivem em países onde lhes são negados quaisquer direitos.
Sem direitos à escola, a atendimento médico, a tratamento humanitário.
Mulheres que em plena adolescência, ou ainda na meninice, são dadas em casamento a homens, quase sempre bem mais velhos que elas.
Elas têm seus sonhos destroçados, suas vontades menosprezadas.
Mulheres que sofrem espancamentos por nada e por coisa alguma.
Porque ousaram conceber uma menina, quando o marido aguardava um menino.
Porque tentam andar sozinhas pelas ruas, porque planejam fugir, porque erguem a tonalidade da voz.
Os maus tratos são rotina. E ninguém se importa. O que faz um homem, portas adentro de seu lar, com a esposa ou filhos, não é da conta de ninguém.
Os anos passam e elas vão acumulando no corpo as marcas dos espancamentos: dentes faltando, lacerações, hematomas.
Algumas fogem da vida, por não enxergarem perspectivas de alterações positivas, em suas existências.
Outras, corajosas, optam por estabelecer objetivos para si mesmas.
Objetivos que as mantêm vivas e as fazem não desistir: a vida de seus filhos, a sua liberdade, a liberdade de seu país.
Como uma rocha, enfrentam os ventos turbulentos. Choram, lamentam, mas não desistem.
Quantas agressões pode suportar um corpo humano? Qual o limite?
Algumas ainda carregam a generosidade n´alma, para socorrer seres que crêem mais infelizes que elas mesmas.
Uma generosidade que não se abala, nem se contamina pelos desapontamentos e desilusões de cada dia.
E quando têm a oportunidade de fazer algo a benefício de outrem, se entregam até ao sacrifício da própria vida.
São exemplos. Por isso, quando as forças lhe estiverem falhando, pense que dentro de você ainda existem energias.
E não se deixe derrotar, jamais. Um dia, o panorama se modifica. A noite se transforma em alvorada.
Aguarde pelos raios da madrugada nova e não se entregue ao desânimo, em circunstância alguma.
O sol pode demorar a surgir, mas sempre ressurge, afagando a vida e renovando a esperança.
Aguarde, sem abandonar a luta. Amanhã, amanhã pode ser o dia da sua libertação do círculo das dores.
Espere.
Redação do Momento Espírita
www.momento.com.br
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19 março 2008
Consequências do Sofrimento - Momento Espírita
Existem pessoas muito amargas no Mundo. Pessoas que parecem ter se tornado indiferentes à dor alheia, às dificuldades que tantos enfrentam.
Fechadas em si mesmas, essas pessoas somente exteriorizam a mágoa que as atormenta.
Por mais familiares ou amigos as envolvam em manifestações de afeto, de consideração, elas persistem na sua posição.
Afirmam que foram muito feridas, receberam traições, sofreram em demasia e, por isso, ficaram assim.
Contudo, há de se considerar que, em verdade, a causa da sua amargura não são as dores eventualmente experimentadas, desde que muitas pessoas sofreram muito mais do que elas e não têm essa mesma reação.
Recordamos do exemplo da paquistanesa Mukhtar Mai.
A jovem paquistanesa, para atender uma desavença tribal, mereceu a penalidade da violência sexual, por vários homens do clã que se considerou ofendido.
Sua história ganhou as manchetes. Tudo porque essa jovem corajosa, em vez de se entregar ao desespero, resolveu lutar por seus direitos.
Direitos humanos. Direitos de mulher.
Sabedora de que centenas de mulheres, em seu país, se suicidam, todos os anos, depois de passarem por situações semelhantes à sua, ou outras violências, resolveu agir.
Analfabeta e pobre, a partir de valores que lhe foram dados pelo governo paquistanês, em um acordo histórico, ela abriu uma escola para meninas.
Seu objetivo é que as futuras gerações de mulheres, em seu país, não cresçam analfabetas como ela e venham a ser vítimas indefesas de toda forma de barbárie.
Diretora de escola, foi eleita mulher do ano nos Estados Unidos, em 2005.
Em março de 2007, o Conselho Europeu outorgou a ela o North-South Prize de 2006, pela contribuição notável aos direitos humanos.
É ela mesma, Mukhtar Mai quem diz: Se eu ficasse em casa chorando e me lamentando pelo meu destino, não poderia mais me olhar no espelho.
Às vezes, fico sufocada de indignação. Mas nunca perco a esperança.
Minha vida tem um sentido. Minha infelicidade tornou-se útil para a comunidade.
Todos os dias eu ouço as meninas recitarem suas lições, correrem, conversarem no pátio e rirem.
Todas essas vozes me reconfortam, alimentam minha esperança.
Essa escola tinha de ser criada, e eu continuarei a lutar por ela.
Daqui a alguns anos, essas menininhas já terão suficientes ensinamentos escolares para enfrentar a vida de uma outra maneira, espero.
Luto por mim mesma e por todas as mulheres vítimas de violência em meu país.
Ao defender meus direitos de ser humano, lutando contra o princípio da justiça tribal que se opõe à lei oficial, tenho a convicção de estar apoiando as intenções da política de meu país.
Se pelos estranhos caminhos do destino posso ajudar, desse modo, o meu país e o seu governo, é uma grande honra.
Que Deus proteja minha missão.
Pensemos no exemplo e nas palavras da paquistanesa, que continua aguardando por justiça, sem deixar de lutar pelo bem geral.
Pensemos e, ante as dores que nos cheguem, decidamos pela melhor ação: aproveitar integralmente a lição, a oportunidade, o momento.
Utilizemos a dor a nosso favor e, se possível, de todos os demais que conosco privam das bênçãos deste lar chamado Terra.
Fechadas em si mesmas, essas pessoas somente exteriorizam a mágoa que as atormenta.
Por mais familiares ou amigos as envolvam em manifestações de afeto, de consideração, elas persistem na sua posição.
Afirmam que foram muito feridas, receberam traições, sofreram em demasia e, por isso, ficaram assim.
Contudo, há de se considerar que, em verdade, a causa da sua amargura não são as dores eventualmente experimentadas, desde que muitas pessoas sofreram muito mais do que elas e não têm essa mesma reação.
Recordamos do exemplo da paquistanesa Mukhtar Mai.
A jovem paquistanesa, para atender uma desavença tribal, mereceu a penalidade da violência sexual, por vários homens do clã que se considerou ofendido.
Sua história ganhou as manchetes. Tudo porque essa jovem corajosa, em vez de se entregar ao desespero, resolveu lutar por seus direitos.
Direitos humanos. Direitos de mulher.
Sabedora de que centenas de mulheres, em seu país, se suicidam, todos os anos, depois de passarem por situações semelhantes à sua, ou outras violências, resolveu agir.
Analfabeta e pobre, a partir de valores que lhe foram dados pelo governo paquistanês, em um acordo histórico, ela abriu uma escola para meninas.
Seu objetivo é que as futuras gerações de mulheres, em seu país, não cresçam analfabetas como ela e venham a ser vítimas indefesas de toda forma de barbárie.
Diretora de escola, foi eleita mulher do ano nos Estados Unidos, em 2005.
Em março de 2007, o Conselho Europeu outorgou a ela o North-South Prize de 2006, pela contribuição notável aos direitos humanos.
É ela mesma, Mukhtar Mai quem diz: Se eu ficasse em casa chorando e me lamentando pelo meu destino, não poderia mais me olhar no espelho.
Às vezes, fico sufocada de indignação. Mas nunca perco a esperança.
Minha vida tem um sentido. Minha infelicidade tornou-se útil para a comunidade.
Todos os dias eu ouço as meninas recitarem suas lições, correrem, conversarem no pátio e rirem.
Todas essas vozes me reconfortam, alimentam minha esperança.
Essa escola tinha de ser criada, e eu continuarei a lutar por ela.
Daqui a alguns anos, essas menininhas já terão suficientes ensinamentos escolares para enfrentar a vida de uma outra maneira, espero.
Luto por mim mesma e por todas as mulheres vítimas de violência em meu país.
Ao defender meus direitos de ser humano, lutando contra o princípio da justiça tribal que se opõe à lei oficial, tenho a convicção de estar apoiando as intenções da política de meu país.
Se pelos estranhos caminhos do destino posso ajudar, desse modo, o meu país e o seu governo, é uma grande honra.
Que Deus proteja minha missão.
* * *
Pensemos no exemplo e nas palavras da paquistanesa, que continua aguardando por justiça, sem deixar de lutar pelo bem geral.
Pensemos e, ante as dores que nos cheguem, decidamos pela melhor ação: aproveitar integralmente a lição, a oportunidade, o momento.
Utilizemos a dor a nosso favor e, se possível, de todos os demais que conosco privam das bênçãos deste lar chamado Terra.
Redação do Momento Espírita, com base no livro Desonrada,
de Mukhtar Mai, ed. BestSeller.
www.momento.com.br
18 março 2008
Em Torno de uma Irritação - Emmanuel
Em Torno de uma Irritação
Observação estranha, mas fato real. As ocorrências da irritação aparecem muito mais freqüentemente nos caracteres enobrecidos. Espécie de enfermidade da retidão, se a retidão pudesse adoecer.
A pessoa percebe a grandeza da vida, acorda para a responsabilidade, consagra-se à obrigação e passa a prestigiar disciplina e tempo; adquirindo mais ampla noção do dever, que reconhece precisa exprimir-se, irrepreensivelmente executado, supõe-se com mais vasta provisão de direitos.
E, por vezes, leva mais longe que o necessário a faculdade de preservá-los e defendê-los, iniciando as primeiras formações de irascibilidade, através da superestimação do próprio valor. Instalado o sentimento de auto-importância, a criatura abraça facilmente melindres e mágoas, diante de lutas naturais que considera por incompreensões e ofensas alheias.
Chegando a esse ponto, as vítimas desse perigoso síndroma, vinculado à patologia da mente, surgem perante os mais íntimos na condição de enfermos prestimosos, amados e evitados, de vez que não se lhes pode ignorar a altura moral e nem adivinhar o momento da explosão.
E porque o mau-humor dos espíritos respeitáveis, pelo trabalho que exercem e pela conduta que esposam, dói muito mais que a leviandade de criaturas menos afeitas à dignidade e ao serviço, semelhantes companheiros estimáveis e preciosos são procurados tão-somente em regime de exceção ou postos à margem pela gentileza dos outros, interpretados à conta de amigos temperamentais ou nervosos distintos.
Examinemos a nós mesmos.
Dirijamos para dentro da própria alma o estilete da introspecção.
Se a agressividade nos assinala o modo de ser, tratemos do caráter enfermiço, com a mesma atenção com que se medica um órgão doente.
E se a nossa consciência jaz tranqüila, na certeza de que temos procurado realizar o melhor ao nosso alcance, no aproveitamento das oportunidades que o Senhor nos concedeu, estejamos serenos na dificuldade e operosos na prática do bem, à frente de quaisquer circunstâncias, lembrando-nos de que a erva-de-passarinho asfixia as árvores nobres e a tiririca se alastra, como verdadeira calamidade, justamente na terra boa.
De "Estude e viva", de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira,
pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz
A pessoa percebe a grandeza da vida, acorda para a responsabilidade, consagra-se à obrigação e passa a prestigiar disciplina e tempo; adquirindo mais ampla noção do dever, que reconhece precisa exprimir-se, irrepreensivelmente executado, supõe-se com mais vasta provisão de direitos.
E, por vezes, leva mais longe que o necessário a faculdade de preservá-los e defendê-los, iniciando as primeiras formações de irascibilidade, através da superestimação do próprio valor. Instalado o sentimento de auto-importância, a criatura abraça facilmente melindres e mágoas, diante de lutas naturais que considera por incompreensões e ofensas alheias.
Chegando a esse ponto, as vítimas desse perigoso síndroma, vinculado à patologia da mente, surgem perante os mais íntimos na condição de enfermos prestimosos, amados e evitados, de vez que não se lhes pode ignorar a altura moral e nem adivinhar o momento da explosão.
E porque o mau-humor dos espíritos respeitáveis, pelo trabalho que exercem e pela conduta que esposam, dói muito mais que a leviandade de criaturas menos afeitas à dignidade e ao serviço, semelhantes companheiros estimáveis e preciosos são procurados tão-somente em regime de exceção ou postos à margem pela gentileza dos outros, interpretados à conta de amigos temperamentais ou nervosos distintos.
Examinemos a nós mesmos.
Dirijamos para dentro da própria alma o estilete da introspecção.
Se a agressividade nos assinala o modo de ser, tratemos do caráter enfermiço, com a mesma atenção com que se medica um órgão doente.
E se a nossa consciência jaz tranqüila, na certeza de que temos procurado realizar o melhor ao nosso alcance, no aproveitamento das oportunidades que o Senhor nos concedeu, estejamos serenos na dificuldade e operosos na prática do bem, à frente de quaisquer circunstâncias, lembrando-nos de que a erva-de-passarinho asfixia as árvores nobres e a tiririca se alastra, como verdadeira calamidade, justamente na terra boa.
De "Estude e viva", de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira,
pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz
17 março 2008
A Importância do Mundo - Francisco de Paula Vítor
"Não te peço para que os tires do mundo, mas para que os livres do mal."
Jesus (Jo, 17:15)
Jesus (Jo, 17:15)
Sem embargo, é nos vastos cenários da existência terrena que o espírito reencarnado precisa crescer para Deus, avançando na conquista das suas perfeições.
Lamentável é que há tanto tempo se pense que para servir a Deus e eximir-se dos erros, tenha-se que fugir da convivência do mundo.
A formação das escolas iniciáticas, monastérios e claustros, ao longo das experiências das sociedades humanas, se teve a virtude de permitir o desenvolvimento de férreas disciplinas em muitas almas, se conseguiu a valorização de hábitos de trabalhos, dos mais simples aos mais elaborados, impôs neuroses múltiplas e incontáveis torturas íntimas por causa da constante presença do pecado e das fobias desconcertantes relativas aos poderes satânicos do mal.
Por outro lado, o afastamento do aconchego familiar por parte de corações, na maioria das vezes muito jovens e inexperientes, determinou o surgimento de irresolúveis ansiedades e carências efetivas perturbadoras.
Criaturas meigas e mansas aceitavam todos esses padecimentos como desígnios de Deus, como sua missão terrena, e se convertiam em eminentes servidores do bem, estendendo o amor de suas almas dulcificadas.
Outras, porém, a quem se impunha tal vivência, fosse por imposição de castigos por parte da família, fosse por determinação da orfandade, tornavam-se exemplos completos de frieza, de insensibilidade e mesmo de maldade extrema, dispostas aos crimes mais horrendos, em nome de Deus, bandeando-se, muitas vezes, para viciações e incontinências, como se cometessem inconscientes vinganças que, quanto mais as praticavam, mais se atormentavam em seu âmago entre remorsos e revoltas.
A visão do mundo como um antro de perdição, incontestavelmente, é grave equívoco decorrente da miopia espiritual dos indivíduos. O Senhor não nos situaria num inferno, a fim de, sadicamente, punir-nos depois da queda.
O mundo é uma escola que atende a alunos de vários níveis em incontáveis estágios de compreensão e maturidade.
É no atritar das diferenças que nasce a lucidez para o bom e para o belo. É desse conjunto de contrastes que surge o discernimento entre o que nos é lícito e o que nos é conveniente, de acordo com a advertência do Apóstolo Paulo.
Condenar o mundo porque muitos se perdem será ignorar que nele também muitos se alcandoram, muitos se iluminam.
Ver no mundo a matriz de todos os males humanos será inculpar a boa escola porque grupos de estudantes preferiram ser relapsos, dando as costas aos esforços, às nobres disciplinas, à dedicação aos compromissos.
Quando Jesus roga ao Pai pelos Discípulos, que ficariam sem a Sua presença física, comove-nos ao valorizar as experiências do mundo, ainda quando sejam difíceis, enfatizando a importância de que eles não tombassem nas ciladas do mal. E pede, então, para que o Pai Celeste os livrasse do mal.
Do mesmo modo que o Mestre, ao nos ensinar a orar, roga ao Criador para que não nos deixasse cair em tentação, e que nos livrasse do mal que nos torna maus indivíduos, agora Ele o repetiria ao pedir pelos Seus Continuadores.
Não será difícil perceber, então, que o grande problema para o espírito em experiências libertadoras no mundo não é o mundo em si mesmo, mas os apelos de fora, que entram em ressonância com a perturbação do íntimo, fechando o circuito das tentações, capazes de nos incitar o desejo da fuga do equilíbrio do bem, o que caracteriza a comunhão com a desarmonia do mal.
Não te peço para que os tires do mundo...
Jesus é o Guia Seguro da humanidade, perenemente de braços abertos, confiante em nossa vontade de vencer o mundo tortuoso de dentro, que reflete perturbação do lado de fora, e de abençoar o mundo dificultoso de fora, que nos proporciona valiosas e felizes conquistas para o mundo renovado de dentro.
De "Quem é o Cristo?", de J. Raul Teixeira,
pelo Espírito Francisco de Paula Vítor
pelo Espírito Francisco de Paula Vítor
16 março 2008
Pensamentos Formas - Miramez
Há uma proposição que diz: "Toda forma é um conglomerado de coisas". É justamente o que queremos dizer. Os pensamentos são formas emblemáticas que transmitimos em muitas dimensões para as mentes da mesma sintonia, e os sentimentos que plasmamos neles são partes de nós, que ficam nos outros, sob a nossa responsabilidade.
Há momentos de fraqueza humana em que o pensamento alheio causa distúrbios inacreditáveis, dependendo do estado de alma de quem o recebe, como do influxo mental de quem o transmite.
A realidade é que orar e vigiar, como nos propõe o Evangelho, na lavoura das idéias, é dever sagrado de cada dia. A agenda do cristão deve ter uma palavra com letras grandes: VIGILÂNCIA. As formas mentais têm uma força coesiva sem precedentes, maior que a liga de todas as colas e o traço de todos os cimentos.
Os espíritos de alta envergadura conhecem a ciência, de modo a desintegrar as formas mentais inferiores, aproveitando-as, como lixo mental, em adubos, ou canalizando-as para animais da mesma faixa, que as transmitam em alimentos psíquicos, de certa forma, para eles, suculentos.
A estrutura congênita das idéias, quando se trata de alma evoluída, é de máxima importância, pois é nessa oportunidade que ela começa a amar o próximo, inicia seu dia doando o que mais lhe toca o coração.
É a verdadeira caridade espiritual, porque em uma corrente contínua de pensamentos se estende a mensagem da fraternidade, por não lhes dar o trabalho de limpeza psíquica. Se a humanidade fosse consciente da grandeza das emoções elevadas, transformaria o mundo dos sentimentos em fontes puras de amor.
As correntes mentais inferiores, intercruzando os espaços da Terra e se ajustando, por sintonia, com as pessoas, é que impulsionam os países às guerras, às calamidades, aos grandes desacertos financeiros. E essa troca de magnetismo decadente entre os homens proporciona as maiores promiscuidades, os desajustes dos lares, e os desleixos morais, por entorpecer as mentes e levá-las às mais baixas vibrações.
Os nossos pensamentos brotam do fulcro mental com uma ardência de vida sem paralelos na escala das emoções. Quando canalizados aos seus devidos fins, esvaziam o campo energético da alma, para depois serem reabastecidos pelos centros de força mais responsáveis pela consciência. Isso é um cinetismo indescritível do éter cósmico.
E não sendo usado para a nobreza do caráter, o reator emotivo cria colisões nos campos de força, de maneira a demorar o próprio reabastecimento e adormecer, de certa forma, parte da consciência, que retarda o seu comando instintivo dos órgãos e deixa de fornecer a cota de energia protoplasmática ao sensível metabolismo celular.
E não sendo usado para a nobreza do caráter, o reator emotivo cria colisões nos campos de força, de maneira a demorar o próprio reabastecimento e adormecer, de certa forma, parte da consciência, que retarda o seu comando instintivo dos órgãos e deixa de fornecer a cota de energia protoplasmática ao sensível metabolismo celular.
O místico se embriaga nas suas sábias deduções, caindo em êxtase pelo prazer que lhe dão as formas mentais elaboradas em sua mente. Todavia, o espírito inferior sofre com as suas criações, que correspondem à sua própria inferioridade.
O Cristo, médico das almas, foi também o maior médico dos corpos. A especulação científica chegará algum dia à realidade do espírito, cinzelando os fatos com a oficialidade de que os pensamentos bons são capazes de restaurar os homens e as coisas danificadas, como torturar vidas e desagregar formas na ação magnética inferior. Poderemos ser médicos de nós mesmos, elaborar remédios, que nos possam curar. Isso depende da educação da mente.
A configuração das idéias obedece a um plano evolutivo por excelência e pré-estabelecido por esquema do Todo Poderoso. Entretanto, compete a nós outros uma intervenção, cuja altura devemos alcançar, de determinadas modificações no que concerne aos valores emotivos.
Devemos plasmar, com os recursos a nós oferecidos no magnetismo estuante da mente, o amor mais puro, que se irradia em muitas formas de conceitos, porque ele, sendo vida maior, sustenta todas as vidas, em todos os reinos do alvorecer eterno.
Ao nosso pensamento é justo não faltar o traço que compete à elegância.
Sejamos felizes, deixando o Cristo participar das nossas correntes mentais e entremos, com Ele, no reino de Deus.
De "Horizontes da Mente", de João Nunes Maia,
pelo Espírito Miramez
pelo Espírito Miramez
15 março 2008
Ante a Vida Espiritual - Emmanuel
Descerrando o portal luminoso da Vida Mais Alta, os Espíritos Sábios e Generosos não entrariam em comunicação com o homem para induzi-lo à ociosidade ou à inconseqüência.
É indispensável te lembres disso para que a Doutrina do Amor não seja em tuas mãos chave à má fé ou brinquedo de que te arrependerás fatalmente amanhã.
Decerto, os instrutores desencarnados estender-te-ão braços amigos nas dificuldades e lutas, mas não te furtarão aos obstáculos, de vez que os óbices da senda são lições estimulantes e valiosas; auxiliar-te-ão ao socorro do corpo doente ou exausto, mas, acima de tudo, ensinar-te-ão a conservar a própria saúde para que não menosprezes o veículo que te acolhe, na Terra, por templo de redenção e trabalho; amparar-te-ão o espírito atormentado nas provas justas; contudo, não te subtrairão a cruz regeneradora, porque, antes do elixir da consolação, necessitas de ombros fortes para o desempenho dos deveres que o mundo te conferiu.
Recebe no intercâmbio espiritual a visita dos amigos que te ajudam, conscientes e respeitáveis, benevolentes e dignos, não como agentes na execução de teus desejos inferiores, mas sim como mensageiros veneráveis da Luz Divina, consagrados à formação de tua verdadeira felicidade.
Recorda que chegam ao teu círculo, acordando-te novas noções de responsabilidade e justiça e guiando-te para a Vida Superior...
E honrando-lhes a companhia com o devotamento à verdade e com a dedicação incessante ao bem, estarás preparando abençoado e precioso caminho ao próprio futuro, de vez que serás igualmente o desencarnado de amanhã, reclamando atenção e respeito, entendimento e carinho para a missão que te cabe realizar, nas tarefas que te cabem atender.
É indispensável te lembres disso para que a Doutrina do Amor não seja em tuas mãos chave à má fé ou brinquedo de que te arrependerás fatalmente amanhã.
Decerto, os instrutores desencarnados estender-te-ão braços amigos nas dificuldades e lutas, mas não te furtarão aos obstáculos, de vez que os óbices da senda são lições estimulantes e valiosas; auxiliar-te-ão ao socorro do corpo doente ou exausto, mas, acima de tudo, ensinar-te-ão a conservar a própria saúde para que não menosprezes o veículo que te acolhe, na Terra, por templo de redenção e trabalho; amparar-te-ão o espírito atormentado nas provas justas; contudo, não te subtrairão a cruz regeneradora, porque, antes do elixir da consolação, necessitas de ombros fortes para o desempenho dos deveres que o mundo te conferiu.
Recebe no intercâmbio espiritual a visita dos amigos que te ajudam, conscientes e respeitáveis, benevolentes e dignos, não como agentes na execução de teus desejos inferiores, mas sim como mensageiros veneráveis da Luz Divina, consagrados à formação de tua verdadeira felicidade.
Recorda que chegam ao teu círculo, acordando-te novas noções de responsabilidade e justiça e guiando-te para a Vida Superior...
E honrando-lhes a companhia com o devotamento à verdade e com a dedicação incessante ao bem, estarás preparando abençoado e precioso caminho ao próprio futuro, de vez que serás igualmente o desencarnado de amanhã, reclamando atenção e respeito, entendimento e carinho para a missão que te cabe realizar, nas tarefas que te cabem atender.
De "Instrumentos do Tempo", de Francisco Cândido Xavier,
pelo Espírito Emmanuel
pelo Espírito Emmanuel
14 março 2008
Amor e Companheirismo - Joanna de Ângelis
O companheirismo fortalece-se através da vitalidade do amor.
Nem sempre transcorrerá em clima de total identidade de propósitos e de sentimentos, como é natural, pois se trata de duas ou mais pessoas outras envolvidas na afetividade, no relacionamento fraternal. Por extensão, na convivência a dois, quando os interesses se apresentam ricos de esperanças, mas o comportamento é descuidado, sem arquivos de maturidade psicológica, desfaz-se, por falta de estrutura e de profundidade.
Pensa-se que a finalidade do companheirismo é fugir-se ao tédio, à solidão, e nunca se procura nele identificar o significado do amor, os benefícios dele defluentes, as satisfações da convivência e da amizade.
Pessoas que se sentem solitárias buscam relações com o propósito de fugir do desconforto que as assalta, porque isoladas, sem campo emocional para expressar os seus estados interiores. Não obstante, pareça justa a busca, não alcança o objetivo, por tratar-se de uma fuga e não de uma realidade.
Quem assim procede, pensa apenas em receber, em vencer os conflitos, apagar os ressentimentos íntimos que guarda contra si mesmo, terminando por transferi-los para aqueles com os quais pretende identificar-se.
Somente um trabalho de autodescoberta facilita a comunicação com os demais indivíduos, porquanto, ao serem identificados os traumas e as inquietações, as ansiedades e os desejos, não os transfere para os outros, procurando vencê-los em si mesmo antes que lutar contra, projetando-os como imagens detestáveis que são vistas nas pessoas a quem procura amar.
Quando se está carente de afeto e se deseja relacionamentos amorosos, o romantismo toma conta da imaginação e estabelecem-se normas de afetividade, nas quais o outro deve preencher as lacunas internas e os vazios existenciais.
Formulam-se programas de convivência exterior, como os passeios, divertimentos, refeições em restaurantes e lugares paradisíacos, teatros e cinemas, dando campo às emoções que logo passam, trazendo de volta a mesma insegurança, insatisfação e tédio...
Somente quando se é capaz de vencer os distúrbios íntimos e os auto-ressentimentos, é que se pode amar e buscar relacionamentos que estejam liberados de projeções perturbadoras e de fáceis atritos desgastantes.
É comum descobrir-se pequenas coisas que são detestáveis, quando praticadas pelo ser com quem se relaciona ou a quem se afeiçoa. Não obstante, essa repulsa decorre de intolerância interior a atitudes semelhantes que a pessoa mantém e não se dá conta de como procede.
Ao combater aquilo que lhe é desagradável no outro, está-se descobrindo, inconscientemente, a respeito de comportamentos iguais que vivencia e que, certamente, incomodam também ao companheiro que os silencia.
Joanna de Angelis / Divaldo Franco
Garimpo e Amor
Garimpo e Amor
13 março 2008
Auxílio Moral - Emmanuel
Em muitas circunstâncias, afligimo-nos ante a impossibilidade de alterar o pensamento ou o rumo das pessoas queridas.
Tudo o que era harmonia passa ao domínio das contradições aparentes, e tudo aquilo que se nos figurava tarefa triunfante nos oferece a impressão de trabalho deteriorado, voltando à estaca zero.
Chegados a esse ponto de indagação e estranheza, é imperioso compreender que todos temos, na edificação espiritual uns dos outros, uma parte limitada de serviço e concurso, depois da qual vem a parte de Deus.
O lavrador promove condições favoráveis ao plantio da lavoura, mas não consegue colocar o embrião na semente; protege a árvore, mas não lhe inventa a seiva.
Assim ocorre igualmente conosco, nas linhas da existência. Cada qual de nós pode ofertar a outrem apenas a colaboração de que é capaz. Além dela, surge a zona íntima de cada um, na qual opera a Divina Providência, através de processos inesperados e, muitas vezes, francamente inacessíveis ao nosso estreito entendimento.
Diante, pois, dos seres diletos que se nos complicam na estrada, o melhor e mais eficiente auxílio moral com que possamos socorrê-los será sempre o ato de estender-lhes a bênção da oração silenciosa, para que aceitem, onde se colocaram, o Amparo Divino que nunca falha.
Sejam quais forem os problemas que nos forem apresentados pelos entes queridos, guardemos a própria serenidade e cumpramos para com eles a parte de serviço e devotamento que lhes devemos, depois da qual é forçoso que nos decidamos a entregá-los à oficina da vida, em cujas engrenagens e experiências recolherão, tanto quanto nós todos temos recebido, a parte oculta do amor e da assistência de Deus.
Como auxiliar um filho que se distancia de nós, através de atitudes que consideramos indesejáveis, ou amparar um amigo que persiste em caminho que não nos parece o melhor?
Às vezes, a criatura em causa é alguém que nos mereceu longo tempo de conveniência e carinho; noutros lances da vida, é pessoa que se nos erigia na estrada em baliza de luz.Tudo o que era harmonia passa ao domínio das contradições aparentes, e tudo aquilo que se nos figurava tarefa triunfante nos oferece a impressão de trabalho deteriorado, voltando à estaca zero.
Chegados a esse ponto de indagação e estranheza, é imperioso compreender que todos temos, na edificação espiritual uns dos outros, uma parte limitada de serviço e concurso, depois da qual vem a parte de Deus.
O lavrador promove condições favoráveis ao plantio da lavoura, mas não consegue colocar o embrião na semente; protege a árvore, mas não lhe inventa a seiva.
Assim ocorre igualmente conosco, nas linhas da existência. Cada qual de nós pode ofertar a outrem apenas a colaboração de que é capaz. Além dela, surge a zona íntima de cada um, na qual opera a Divina Providência, através de processos inesperados e, muitas vezes, francamente inacessíveis ao nosso estreito entendimento.
Diante, pois, dos seres diletos que se nos complicam na estrada, o melhor e mais eficiente auxílio moral com que possamos socorrê-los será sempre o ato de estender-lhes a bênção da oração silenciosa, para que aceitem, onde se colocaram, o Amparo Divino que nunca falha.
Sejam quais forem os problemas que nos forem apresentados pelos entes queridos, guardemos a própria serenidade e cumpramos para com eles a parte de serviço e devotamento que lhes devemos, depois da qual é forçoso que nos decidamos a entregá-los à oficina da vida, em cujas engrenagens e experiências recolherão, tanto quanto nós todos temos recebido, a parte oculta do amor e da assistência de Deus.
De "Alma e Coração", de Francisco Cândido Xavier,
pelo espírito de Emmanuel
pelo espírito de Emmanuel
12 março 2008
Jesus e Decisão - Joanna de Ângelis
A um jovem, que parecia disposto a ingressar na Nova Era, candidatando-se a segui-Lo, Jesus propôs o convite direto, sem preâmbulos.
Apesar do interesse que se refletia na face ansiosa, o moço, receoso, esquivou-se sob a justificativa de que iria antes sepultar o genitor que havia morrido.
Diante da resposta que parecia justa, o Mestre foi, no entanto, contundente, informando-o: "Deixa aos mortos o cuidado de sepultar os seus mortos; mas tu, vem construir no coração o reino de Deus."
Pode causar estranheza a atitude e proposta de Jesus a um filho que pretendia cumprir com o seu dever imediato: no caso, enterrar o pai desencarnado. É provável que esse fosse o seu direito real, adiando o engajamento na tarefa da vida eterna.
Todavia, é possível que o moço ocultasse alguma outra intenção.
O desejo de estar presente ao velório e à inumação do cadáver talvez significasse a preocupação de ser visto como um filho cuidadoso e fiel, merecedor da herança que lhe cabia.
Alguma disposição testamentária, provavelmente, exigia-lhe o cumprimento desse dever filial, sob pena de perder o legado. Então, a sua presença não significaria um ato de amor, mas um ato de interesse subalterno.
Os bens materiais, não obstante, possuam utilidade, favorecendo o conforto, o progresso, a paz entre os homens quando bem distribuídos, são, às vezes, de outra forma, algemas cruéis que aprisionam as criaturas, e que, transitando de mãos, são coisas mortas, que não merecem preferência ante as verdades eternas.
Igualmente se pode pressupor que o rapaz, ainda cioso de sua juventude, não estivesse disposto a renunciá-la, encontrando, na justificativa, uma forma nobre para evadir-se do compromisso.
Os gozos materiais são cadeias muito vigorosas que jugulam os homens às paixões primitivas que deveriam superar a benefício próprio, mas que quase sempre os levam à decomposição moral, à morte dos ideais libertadores.
Quiçá a preocupação a respeito da nova responsabilidade causasse no candidato um receio injustificado, levando-o à escusa com o argumento apresentado.
O medo de assumir compromissos graves impede o desenvolvimento intelecto-moral do indivíduo, mantendo-o estacionado na rotina despreocupada e monótona do seu dia-a-dia.
O convite de Jesus faz-se acompanhar de um programa intenso, iniciando-se na renovação íntima para melhor, e prosseguindo na ação construtiva do bem em toda parte.
O medo é fator dissolvente da individualidade humana, responsável por graves desastres e crimes que poderiam ser evitados. É força atuante que conduz à morte das realizações dignificantes e das próprias criaturas.
Por fim, suponhamos que o sentimento filial prevalecesse na resposta e ele estivesse preocupado com o pai desencarnado. Ainda assim, qualquer pessoa poderia sepultá-lo, mas ninguém, exceto ele mesmo, poderia encarregar-se da sua iluminação.
Jesus era a sua oportunidade única.
Jesus penetrou-o e sabia o motivo real de sua recusa.
Porém, deixou-o livre para decidir-se.
Ele foi sepultar o progenitor e não voltou. Perdeu a oportunidade. Muitos ainda agem assim.
Observa o que elegeste para tua atual existência: seguir a vida e vivê-la ou acumular tesouros mortos para sepultá-los no olvido.
Desnuda-te interiormente e contempla-te que possuis de real, que a morte não te arrebatará, e o que seguirá contigo?
Usa de severidade neste exame de consciência e toma o lugar do jovem convidado.
Que responderias a Jesus nesse momento?
Queixa-te dos problemas que te aturdem e os relacionas, ignorando ou tentando desconhecer que estás na Terra para aprender, resgatar, reeducar-te.
Olha ao teu redor e compreenderás o quanto é urgente que te decidas pelo melhor e duradouro para ti como ser imortal que és.
Postergando a decisão, quando então a tomar, provavelmente as circunstâncias já não serão as mesmas e a tua situação estará diferente, talvez complicada.
O momento é este. Deixa-te permear pela presença d Ele e, feliz, segue-O. Com tal atitude os teus problemas mudarão de aparência, perderão o significado afligente, contribuirão para a tua felicidade.
Renascerás dos escombros e voarás no rumo da Grande Luz, superando a noite que te aturde.
De "Jesus e Atualidade", de Divaldo P. Franco
pelo espírito Joanna de Ângelis
pelo espírito Joanna de Ângelis
11 março 2008
Insuperável Brandura - Marco Prisco
Quando você for defrontado por alguém violento, que o agrida verbalmente ou o ameace fisicamente, recorde-se de que ele é muito infeliz.
Todo aquele que não recebeu amor na infância ou foi vítima de insucessos emocionais, sempre perde o endereço de si mesmo e se torna inimigo dos outros.
Conceda-lhe a graciosa dádiva da bondade que não o torna mais desventurado. Não há quem resista a um indisfarçável gesto de benevolência.
*
Surpreendido pela astúcia dos perversos, sempre hábeis na arte de infligir sofrimentos aos outros, tenha em mente que eles são também impiedosos para consigo mesmos.A sua desorientação provém de experiências amargas, nas quais sofreram crueldades e abandono.
Proporcione-lhes o ensejo de despertar, dando-lhes compreensão.
Ninguém recusa amor, mesmo que, aparentemente reaja com aspereza, o que é falta de hábito em recebê-lo.
*
No pandemônio da revolta que grassa violenta em toda parte, anunciando desastres morais e conjunturas físicas dolorosas, reserve-se o direito de permanecer em paz.O aturdimento que procede de alguns poucos, facilmente contamina o grupo social que se perturba. O agitador, é alguém que se sentiu desrespeitado nos seus direitos de criança e, na ocasião, não soube administrar a ira nem a frustração, agora tornadas bandeiras de comportamento doentio.
Seja amistoso para com ele, apresentando-lhe o outro lado da existência humana. O ser carente vive armado contra tudo e todos, até o momento em que se sente rociado pela presença da brandura.
*
No crepitar das labaredas das acusações e calúnias contra alguém, gerando situações asfixiantes e más, continue portador de generosidade para com a vítima.Quem delinqüe, perde-se no labirinto de terríveis alucinações morais.
Não fustigue mais o desditoso, antes aplique temperança para com ele. O solo que arde, não pode receber mais calor, e sim, água refrescante que lhe diminua e aplaque a temperatura elevada.
Todos somos sensíveis à compreensão de alguém para conosco.
Perseguido pela inveja ou malsinado pela insensatez daquele que não gosta de você, resguarde-se na compaixão para com ele.
A insegurança que o leva a afligi-lo é resultado da família com a qual viveu e de quem somente recebeu lições de impiedade e malquerença.
Ele gostaria, por certo, de ser como você, e, na impossibilidade de que se dá conta, tenta amargurá-lo.
Ofereça-lhe o silêncio em resposta de brandura, que o alcançará inexoravelmente, alterando-lhe a atitude interior. Nada pode detê-la, e quem a recebe jamais prossegue como antes.
*
Na raiz de muitos males, que afligem e desconcertam a criatura, o desamor de que foi objeto, na atual ou em anterior reencarnação, é o responsável pelo seu transtorno.Naturalmente, quem lhe experimenta o aguilhão impiedoso deseja libertar-se, defendendo-se e acusando, reagindo.
Não existe, porém, defesa real quando se agride nem se conquista harmonia quando se entra em debates de violência.
Nunca aceite as injunções do mal nem as arruaças dos desordeiros, simplesmente deixando de conceder-lhes consideração.
Você cresce na vertical do amor, tendo por dever levantar caídos e nunca torná-los mais vulneráveis ao mal que neles reside.
Viva com brandura e esparza-a, tornando o mundo melhor e as criaturas menos desesperadas.
Somente quem ama e se reveste de bondade pode resistir aos conflitos e desafios perturbadores da sociedade agressiva que prefere ignorar o Bem.
Marco Prisco Londres, 21-6-98 . De "Luzes do alvorecer",
de Divaldo P. Franco - diversos espíritos
de Divaldo P. Franco - diversos espíritos
10 março 2008
Ajuda aos Mortos - José Herculano Pires
AJUDA AOS MORTOS
“Como podemos ajudar os mortos? Os mortos estão mortos. Nada temos a fazer com eles. Tratemos de ajudar os vivos e deixemos os mortos em paz. Vocês, espíritas, são necrófilos!”.
O cidadão se aborreceu porque encontrou num jornalzinho espírita de bairro esta solicitação piedosa: “Ajudem os que pereceram no incêndio, orando por eles. Os mortos não estão mortos e precisam de ajuda”. Ficou mais indignado quando meu amigo Juvenal lhe explicou que muitos mortos são esclarecidos em reuniões espíritas.
Sua objeção foi à mesma de sempre: “Vocês pretendem ser mais que os anjos e os santos, mais que Deus? Pensam que os mortos dependem de meia dúzia de bobagens que vocês lhes dizem nas sessões?” Juvenal sorriu e me fez um pedido. Que eu tentasse explicar ao cabeça-dura que se passa na doutrinação espírita. Vou tentar resumir o que lhe disse.
Para começar, lembrei-lhe este pequeno trecho da prece de Emmanuel em favor dos mortos do Edifício Joelma: “Acende-lhes nos corações a luz divina da imortalidade, oculta neles mesmos, a fim de que a mente se lhes distancie do quadro de agonia ou desespero, transferindo-se para a visão da vida imperecível”.
Com essas palavras Emmanuel coloca de maneira bem clara o problema da doutrinação espírita. Não cabe a nós, criaturas humanas, libertar os espíritos de suas angústias. Cabe-nos apenas auxiliá-los, como irmãos na vida e na morte, a desviar a mente torturada da situação dolorosa em que se encontravam no momento da morte.
Nem todas às pessoas compreendem que a morte é simplesmente, como diz Chico Xavier, um descondicionamento do espírito. É uma passagem, como a define a sabedoria popular. O espírito obrigado a abandonar o corpo material retira-se do plano físico para o plano etéreo da vida. E às vezes tão rapidamente que nem percebe o que se passou.
Perdendo a consciência no momento da morte, o espírito desperta no mundo espiritual como quem volta de uma síncope. Mas, conserva todas as sensações, toda a lembrança das angústias por que passou ao morrer. Essas sensações e lembranças condicionam a sua nova situação fora do corpo físico. E o corpo espiritual lhe parece o corpo físico.
Logo após a morte as ligações do espírito com o plano físico não se rompem de todo. Ele está ainda impregnado de sensações materiais, provindas do sensório fisco a que se acostumou durante a vida. É, portanto, mais acessível ao esclarecimento dos homens do que à influência dos anjos. Está mais ligado a nós do que aos espíritos desencarnados.
Mas, os mortos, como os vivos, trazem oculta em si mesmos a noção da imortalidade. Essa noção está no inconsciente de todos nós, porque todos somos imortais.
Na mente subliminar, pesquisada por Frederic Myers, abaixo do nível da mente comum, circulam as correntes ídeo-emotivas provenientes de vidas anteriores e do plano espiritual.
A comunicação mediúnica dá ao espírito, ainda inseguro no mundo espiritual, a sensação de segurança que lhe faltava. Ligado magneticamente ao médium ele se sente como se estivesse no seu corpo material.
Então o doutrinador espírita pode conversar com ele como de vivo para vivo e despertá-lo para a compreensão do seu verdadeiro estado ao mesmo tempo, os espíritos amigos que o levaram à comunicação e permanecem junto a ele conseguem ajudá-lo com mais eficiência.
Os homens apenas iniciam a doutrinação, que na verdade será completada pelos espíritos orientadores do trabalho mediúnico. É assim que o Céu e a Terra se encontram para a solidariedade humana entre dois mundos.
O trabalho principal do doutrinador é desviar a mente do espírito recémdesencarnado do quadro trágico da sua morte. Provando-lhe que ele continua vivo e livre do corpo material, cuja perda foi como a perda de uma simples vestimenta, desvia-lhe a atenção para a nova realidade em que se encontra. O resto é trabalho dos espíritos.
O cidadão se aborreceu porque encontrou num jornalzinho espírita de bairro esta solicitação piedosa: “Ajudem os que pereceram no incêndio, orando por eles. Os mortos não estão mortos e precisam de ajuda”. Ficou mais indignado quando meu amigo Juvenal lhe explicou que muitos mortos são esclarecidos em reuniões espíritas.
Sua objeção foi à mesma de sempre: “Vocês pretendem ser mais que os anjos e os santos, mais que Deus? Pensam que os mortos dependem de meia dúzia de bobagens que vocês lhes dizem nas sessões?” Juvenal sorriu e me fez um pedido. Que eu tentasse explicar ao cabeça-dura que se passa na doutrinação espírita. Vou tentar resumir o que lhe disse.
Para começar, lembrei-lhe este pequeno trecho da prece de Emmanuel em favor dos mortos do Edifício Joelma: “Acende-lhes nos corações a luz divina da imortalidade, oculta neles mesmos, a fim de que a mente se lhes distancie do quadro de agonia ou desespero, transferindo-se para a visão da vida imperecível”.
Com essas palavras Emmanuel coloca de maneira bem clara o problema da doutrinação espírita. Não cabe a nós, criaturas humanas, libertar os espíritos de suas angústias. Cabe-nos apenas auxiliá-los, como irmãos na vida e na morte, a desviar a mente torturada da situação dolorosa em que se encontravam no momento da morte.
Nem todas às pessoas compreendem que a morte é simplesmente, como diz Chico Xavier, um descondicionamento do espírito. É uma passagem, como a define a sabedoria popular. O espírito obrigado a abandonar o corpo material retira-se do plano físico para o plano etéreo da vida. E às vezes tão rapidamente que nem percebe o que se passou.
Perdendo a consciência no momento da morte, o espírito desperta no mundo espiritual como quem volta de uma síncope. Mas, conserva todas as sensações, toda a lembrança das angústias por que passou ao morrer. Essas sensações e lembranças condicionam a sua nova situação fora do corpo físico. E o corpo espiritual lhe parece o corpo físico.
Logo após a morte as ligações do espírito com o plano físico não se rompem de todo. Ele está ainda impregnado de sensações materiais, provindas do sensório fisco a que se acostumou durante a vida. É, portanto, mais acessível ao esclarecimento dos homens do que à influência dos anjos. Está mais ligado a nós do que aos espíritos desencarnados.
Mas, os mortos, como os vivos, trazem oculta em si mesmos a noção da imortalidade. Essa noção está no inconsciente de todos nós, porque todos somos imortais.
Na mente subliminar, pesquisada por Frederic Myers, abaixo do nível da mente comum, circulam as correntes ídeo-emotivas provenientes de vidas anteriores e do plano espiritual.
A comunicação mediúnica dá ao espírito, ainda inseguro no mundo espiritual, a sensação de segurança que lhe faltava. Ligado magneticamente ao médium ele se sente como se estivesse no seu corpo material.
Então o doutrinador espírita pode conversar com ele como de vivo para vivo e despertá-lo para a compreensão do seu verdadeiro estado ao mesmo tempo, os espíritos amigos que o levaram à comunicação e permanecem junto a ele conseguem ajudá-lo com mais eficiência.
Os homens apenas iniciam a doutrinação, que na verdade será completada pelos espíritos orientadores do trabalho mediúnico. É assim que o Céu e a Terra se encontram para a solidariedade humana entre dois mundos.
O trabalho principal do doutrinador é desviar a mente do espírito recémdesencarnado do quadro trágico da sua morte. Provando-lhe que ele continua vivo e livre do corpo material, cuja perda foi como a perda de uma simples vestimenta, desvia-lhe a atenção para a nova realidade em que se encontra. O resto é trabalho dos espíritos.
José Herculano Pires
09 março 2008
O Anjo de Karen - Momento Espírita
A adolescente aguardou o final da aula e se dirigiu ao professor. Confiava nele e, por isso, desejava lhe contar a tormenta que estava vivenciando.
Estava prestes a sair de casa, embora não soubesse para onde ir. Mas, não agüentava mais a situação.
Sua mãe se prostituíra e, todos os dias, homens diferentes adentravam o que deveria ser o seu lar.
Era uma vergonha! - dizia Karen. Tenho vergonha de minha mãe. Não nos falamos há muito.
O professor, experimentado nas questões do mundo, ouviu com atenção e sugeriu que ela conversasse com sua mãe.
Alguma vez perguntara a ela o que estava acontecendo? Por que se permitia tal comportamento?
Mãe e filha eram como duas estranhas vivendo sob o mesmo teto. Quando uma entrava, a outra saía.
O tempo passou. Aquele ano se findou e meses depois, a jovem procurou o professor, outra vez.
Estava diferente. O rosto irradiava felicidade. Ela falara com sua mãe. Um longo e doloroso diálogo.
Contudo, se dera conta que sua mãe sofria de uma grave carência afetiva.
A mãe falara de sua viuvez muito jovem, uma filha para criar, a rebeldia de Karen, a soma das dificuldades.
E, por fim, do equivocado caminho pelo qual optara.
Mais um tempo passado e Karen veio dizer ao professor que ela e sua mãe tinham transferido residência.
Que se haviam tornado amigas. Que agora costumavam fazer tudo juntas. Que a mãe deixara a vida equivocada e se dedicava, com exclusividade a ela.
Saíam, conversavam, faziam compras, trocavam idéias. Como era boa aquela mãe - descobrira a jovem.
Karen estava muito agradecida ao professor por ter sugerido que ela conversasse com sua mãe, que se aproximasse dela.
Hoje, passados alguns poucos anos, Karen está casada e tem um filhinho.
O genro encontrou na sogra uma pessoa especial, dedicada, carinhosa.
Agora, quando o casal deseja viajar, ou necessita estender-se em horas a mais no trabalho, é a mãe dedicada que fica com o netinho.
Vovó, mamãe! – essas são as palavras mágicas que alimentam o coração da mãe de Karen.
Em verdade, o anjo de Karen. O anjo de sua vida, que vela todos os dias por ela, pelo genro a quem acolheu como filho e ao netinho.
O diálogo franco, honesto ainda faz muita falta. No lar, as pessoas se isolam, magoadas umas com as outras, por palavras ditas ou não ditas, por atitudes impensadas.
Tudo se tornaria bem mais fácil se as pessoas aprendessem a conversar, a perguntar porquês, a indagar de razões.
Se, em vez de se falar às ocultas, criar desconfianças, gerar desencontros, aprendêssemos sempre a conversar, olhando nos olhos uns dos outros, a vida se tornaria mais fácil de ser vivida.
Pois o que complica a vida é cada qual ficar em seu canto, imaginando que não é amado, querido, desejado.
Quando seria tão simples perguntar: Por que você está agindo desta forma?
Por que tomou aquela atitude? Por que não fez o que lhe pedi? Por que esqueceu do nosso aniversário?
Pense nisso e adote, em sua vida, a atitude de nunca deixar para depois o elucidar qualquer questão.
Converse mais, participe das questões familiares, seja amigo dos seus amores.
Descubra, enfim, a riqueza de cada um e enriqueça-se interiormente, tornando a sua vida plena de amor, de atitudes de afeto e bem-querer.
Experimente!
Estava prestes a sair de casa, embora não soubesse para onde ir. Mas, não agüentava mais a situação.
Sua mãe se prostituíra e, todos os dias, homens diferentes adentravam o que deveria ser o seu lar.
Era uma vergonha! - dizia Karen. Tenho vergonha de minha mãe. Não nos falamos há muito.
O professor, experimentado nas questões do mundo, ouviu com atenção e sugeriu que ela conversasse com sua mãe.
Alguma vez perguntara a ela o que estava acontecendo? Por que se permitia tal comportamento?
Mãe e filha eram como duas estranhas vivendo sob o mesmo teto. Quando uma entrava, a outra saía.
O tempo passou. Aquele ano se findou e meses depois, a jovem procurou o professor, outra vez.
Estava diferente. O rosto irradiava felicidade. Ela falara com sua mãe. Um longo e doloroso diálogo.
Contudo, se dera conta que sua mãe sofria de uma grave carência afetiva.
A mãe falara de sua viuvez muito jovem, uma filha para criar, a rebeldia de Karen, a soma das dificuldades.
E, por fim, do equivocado caminho pelo qual optara.
Mais um tempo passado e Karen veio dizer ao professor que ela e sua mãe tinham transferido residência.
Que se haviam tornado amigas. Que agora costumavam fazer tudo juntas. Que a mãe deixara a vida equivocada e se dedicava, com exclusividade a ela.
Saíam, conversavam, faziam compras, trocavam idéias. Como era boa aquela mãe - descobrira a jovem.
Karen estava muito agradecida ao professor por ter sugerido que ela conversasse com sua mãe, que se aproximasse dela.
Hoje, passados alguns poucos anos, Karen está casada e tem um filhinho.
O genro encontrou na sogra uma pessoa especial, dedicada, carinhosa.
Agora, quando o casal deseja viajar, ou necessita estender-se em horas a mais no trabalho, é a mãe dedicada que fica com o netinho.
Vovó, mamãe! – essas são as palavras mágicas que alimentam o coração da mãe de Karen.
Em verdade, o anjo de Karen. O anjo de sua vida, que vela todos os dias por ela, pelo genro a quem acolheu como filho e ao netinho.
* * *
O diálogo franco, honesto ainda faz muita falta. No lar, as pessoas se isolam, magoadas umas com as outras, por palavras ditas ou não ditas, por atitudes impensadas.
Tudo se tornaria bem mais fácil se as pessoas aprendessem a conversar, a perguntar porquês, a indagar de razões.
Se, em vez de se falar às ocultas, criar desconfianças, gerar desencontros, aprendêssemos sempre a conversar, olhando nos olhos uns dos outros, a vida se tornaria mais fácil de ser vivida.
Pois o que complica a vida é cada qual ficar em seu canto, imaginando que não é amado, querido, desejado.
Quando seria tão simples perguntar: Por que você está agindo desta forma?
Por que tomou aquela atitude? Por que não fez o que lhe pedi? Por que esqueceu do nosso aniversário?
Pense nisso e adote, em sua vida, a atitude de nunca deixar para depois o elucidar qualquer questão.
Converse mais, participe das questões familiares, seja amigo dos seus amores.
Descubra, enfim, a riqueza de cada um e enriqueça-se interiormente, tornando a sua vida plena de amor, de atitudes de afeto e bem-querer.
Experimente!
Redação do Momento Espírita com base em fato real. www.momento.com.br
08 março 2008
Parábola Moderna - Ignotus
Enfermara fazia muito tempo e transitara de guichê em guichê de informações, munido com a competente guia para o internamento hospitalar.
Difícil, ali, a vaga de que necessitava.
Adicionando à enfermidade a fome perseguidora, desmaiou à porta da Repartição, quase ao término do expediente.
Passado o primeiro choque de alguns transeuntes, ali ficou semi-hebetado.
- Certamente é bebida, afirmaram alguns, ou epilepsia, completaram outros.
- Convém que não nos metamos, acentuaram terceiros, e ele ficou girando no mundo do vagado demorado.
A noite caiu e ele, sem forças, continuou tombado.
A precipitação de todos não tinha tempo para examiná-lo; a velocidade dos veículos não permitia que o vissem desfalecido.
Ele permaneceu derreado.
Quando o silêncio se abatera sobre o centro comercial, um petiz desafortunado vendo-o tombado se acercou e perguntou-lhe o que havia. Ele balbuciou algumas palavras e o menino de rua, acostumado ao sofrimento humano, respondeu: "Isto se resolve com uma xícara de café."
Saiu a correr e a correr retornou, trazendo nas mãos o estimulante que lhe faltava ao corpo combalido.
Depois, ofereceu-lhe ombro gentil e ajudou-o a tomar a condução em local próximo a fim de retornar ao lar.
A criança não lhe pediu o nome. Nem ele agradeceu ao benfeitor anônimo.
Tudo sob o manto da noite e o olhar da Caridade.
Sê o Samaritano, mesmo que não tenhas "nada com isto", que ele não seja dos teus e que a pressa te esteja impulsionando para dele fugir.
Talvez, um dia, - pois que ninguém está isento dessa ocorrência - sejas tu o tombado, na calçada da rua, ou no leito do hospital, em qualquer lugar, sob o manto da noite e o olhar da Caridade.
Difícil, ali, a vaga de que necessitava.
Adicionando à enfermidade a fome perseguidora, desmaiou à porta da Repartição, quase ao término do expediente.
Passado o primeiro choque de alguns transeuntes, ali ficou semi-hebetado.
- Certamente é bebida, afirmaram alguns, ou epilepsia, completaram outros.
- Convém que não nos metamos, acentuaram terceiros, e ele ficou girando no mundo do vagado demorado.
A noite caiu e ele, sem forças, continuou tombado.
A precipitação de todos não tinha tempo para examiná-lo; a velocidade dos veículos não permitia que o vissem desfalecido.
Ele permaneceu derreado.
Quando o silêncio se abatera sobre o centro comercial, um petiz desafortunado vendo-o tombado se acercou e perguntou-lhe o que havia. Ele balbuciou algumas palavras e o menino de rua, acostumado ao sofrimento humano, respondeu: "Isto se resolve com uma xícara de café."
Saiu a correr e a correr retornou, trazendo nas mãos o estimulante que lhe faltava ao corpo combalido.
Depois, ofereceu-lhe ombro gentil e ajudou-o a tomar a condução em local próximo a fim de retornar ao lar.
A criança não lhe pediu o nome. Nem ele agradeceu ao benfeitor anônimo.
Tudo sob o manto da noite e o olhar da Caridade.
*
Cuidado com a indiferença! Porque tudo esteja mal, não agraves com o cepticismo a maldade que grassa.Sê o Samaritano, mesmo que não tenhas "nada com isto", que ele não seja dos teus e que a pressa te esteja impulsionando para dele fugir.
Talvez, um dia, - pois que ninguém está isento dessa ocorrência - sejas tu o tombado, na calçada da rua, ou no leito do hospital, em qualquer lugar, sob o manto da noite e o olhar da Caridade.
De "Espelho d'alma", de Divaldo Pereira Franco,
pelo espírito Ignotus
pelo espírito Ignotus
07 março 2008
Recomeço - Momento Espírita
Na natureza, o processo de renovação ocorre de forma cíclica.
As estações do ano se sucedem.
Na gradual alternância entre frio e calor, a vida se renova.
Algumas espécies vegetais sobressaem-se e vicejam em determinadas épocas do ano.
Depois saem de cena e dão lugar a outras.
Há animais que hibernam no inverno e apenas vivem ativamente durante o verão.
Os hábitos de boa parte deles apresentam diferenças conforme a época do ano.
Sempre há na natureza um certo frescor que decorre desse bailado renovador.
Os homens também sentem necessidade de renovação.
No princípio de um novo ano, são comuns as promessas de modificação do próprio comportamento.
Surgem projetos de dietas, economias, estudos e dedicação a diversos objetivos.
Tem-se aí o desejo de romper com a inércia ou com velhos hábitos nocivos.
Entretanto, muitas vezes o que se fez ou não se fez, o que se calou ou o que se disse parece irremediável.
Nem sempre é fácil voltar sobre os próprios passos e refazer o passado.
Padrão de comportamento mais nobre para o futuro sempre pode ser adotado.
Mas algumas conseqüências dos atos praticados se afiguram incontornáveis.
Quem não deu atenção a pais idosos e enfermos vê-se em dificuldades para reparar a falta, após a morte deles.
A traição entre esposos costuma deixar tristes marcas na intimidade.
Mesmo que eles permaneçam juntos, a relação pode adquirir outro jeito de ser, menos espontâneo e feliz.
A calúnia que se lançou na vida do próximo dificilmente comporta total reparação.
O caluniado conviverá para sempre com as suspeitas que sobre ele foram lançadas.
Pais omissos que vêem os filhos nos caminhos do crime ou das drogas não vêem modo fácil ou eficaz de remissão.
Como recuperar a confiança do amigo a quem se faltou em momento de grande dor ou necessidade?
De fato, alguns atos apresentam conseqüências graves e inexoráveis.
A leviandade de um momento pode complicar uma vida.
Muitas vezes, ao refletir melhor sobre o que fez, o homem experimenta atroz arrependimento.
Desejaria poder voltar sobre os próprios passos e agir com dignidade.
Na velhice, quando as paixões e as ilusões diminuem, não raro surge a vontade de refazer muitas coisas.
A sabedoria Divina, atenta à fragilidade humana, providenciou um meio de amplo recomeço.
Trata-se da reencarnação, que permite o esquecimento das faltas cometidas e sofridas.
Ela tem a finalidade de viabilizar que as criaturas aprendam e se recomponham.
Ofendidos e ofensores do passado renascem no mesmo ambiente familiar ou social.
Mediante nova convivência, têm a oportunidade de reatar velhos laços e acertar antigas pendências.
Ciente disso, valorize e trate muito bem seus familiares, vizinhos e amigos.
Os que lhe parecem mais difíceis talvez tenham sido outrora prejudicados por você e guardem intuição do ocorrido.
Aproveite toda oportunidade de ser compreensivo, leal e bondoso.
As dificuldades de hoje representam a nova oportunidade que você desejou ardentemente no passado.
Não a perca!
As estações do ano se sucedem.
Na gradual alternância entre frio e calor, a vida se renova.
Algumas espécies vegetais sobressaem-se e vicejam em determinadas épocas do ano.
Depois saem de cena e dão lugar a outras.
Há animais que hibernam no inverno e apenas vivem ativamente durante o verão.
Os hábitos de boa parte deles apresentam diferenças conforme a época do ano.
Sempre há na natureza um certo frescor que decorre desse bailado renovador.
Os homens também sentem necessidade de renovação.
No princípio de um novo ano, são comuns as promessas de modificação do próprio comportamento.
Surgem projetos de dietas, economias, estudos e dedicação a diversos objetivos.
Tem-se aí o desejo de romper com a inércia ou com velhos hábitos nocivos.
Entretanto, muitas vezes o que se fez ou não se fez, o que se calou ou o que se disse parece irremediável.
Nem sempre é fácil voltar sobre os próprios passos e refazer o passado.
Padrão de comportamento mais nobre para o futuro sempre pode ser adotado.
Mas algumas conseqüências dos atos praticados se afiguram incontornáveis.
Quem não deu atenção a pais idosos e enfermos vê-se em dificuldades para reparar a falta, após a morte deles.
A traição entre esposos costuma deixar tristes marcas na intimidade.
Mesmo que eles permaneçam juntos, a relação pode adquirir outro jeito de ser, menos espontâneo e feliz.
A calúnia que se lançou na vida do próximo dificilmente comporta total reparação.
O caluniado conviverá para sempre com as suspeitas que sobre ele foram lançadas.
Pais omissos que vêem os filhos nos caminhos do crime ou das drogas não vêem modo fácil ou eficaz de remissão.
Como recuperar a confiança do amigo a quem se faltou em momento de grande dor ou necessidade?
De fato, alguns atos apresentam conseqüências graves e inexoráveis.
A leviandade de um momento pode complicar uma vida.
Muitas vezes, ao refletir melhor sobre o que fez, o homem experimenta atroz arrependimento.
Desejaria poder voltar sobre os próprios passos e agir com dignidade.
Na velhice, quando as paixões e as ilusões diminuem, não raro surge a vontade de refazer muitas coisas.
A sabedoria Divina, atenta à fragilidade humana, providenciou um meio de amplo recomeço.
Trata-se da reencarnação, que permite o esquecimento das faltas cometidas e sofridas.
Ela tem a finalidade de viabilizar que as criaturas aprendam e se recomponham.
Ofendidos e ofensores do passado renascem no mesmo ambiente familiar ou social.
Mediante nova convivência, têm a oportunidade de reatar velhos laços e acertar antigas pendências.
Ciente disso, valorize e trate muito bem seus familiares, vizinhos e amigos.
Os que lhe parecem mais difíceis talvez tenham sido outrora prejudicados por você e guardem intuição do ocorrido.
Aproveite toda oportunidade de ser compreensivo, leal e bondoso.
As dificuldades de hoje representam a nova oportunidade que você desejou ardentemente no passado.
Não a perca!
Redação do Momento Espírita
www.momento.com.br
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06 março 2008
Ninguém Morre - Momento Espírita
A temática não é nova. Mas, toda vez que é abordada, há sempre quem surja com a tão gasta frase: Ninguém voltou do lado de lá para dizer que está vivo.
Quem assim repete o jargão, não se dá conta ou possivelmente ignora que as comunicações dos chamados mortos ocorrem todos os dias, sob as nossas vistas, ao nosso redor.
São inúmeros os casos dos que retornaram após a morte do corpo físico, testemunhando que a vida prossegue. E abundante.
São familiares, afetos que através de sinais irrecusáveis, se dão a conhecer aos mais íntimos.
Ou simplesmente amigos, conhecidos, alguém que deseje auxiliar a outrem.
Em 1943, um ex-piloto da força aérea inglesa de nome Robert Gislepie fazia treinamento com uma tripulação de alunos, sobre o mar da Irlanda.
Certa noite, recebeu uma ordem para verificar o que havia acontecido com um avião que vinha do Canadá.
Seguiu com seus alunos, sem tardar e uma hora e meia depois chegaram exatamente ao local onde havia ocorrido o último contato pelo rádio com o avião canadense.
Por causa do forte nevoeiro, eles voavam sem visibilidade alguma. Por isso decidiram retornar. Se nada viam, como procurar?
Então um dos motores falhou. O gelo começou a se formar nas asas do aparelho.
Gislepie pensou em baixar a altitude para se livrar do gelo. Mas, se fizesse isso, deveria voar sobre o mar, a fim de evitar as montanhas. Tal atitude aumentaria a rota. E a gasolina era pouca.
O que fazer? Era o seu dilema.
De repente, sentou-se ao seu lado um aluno e lhe disse: Mantenha a altitude. Logo vamos ter uma modificação de temperatura.
O instrutor acatou a orientação. Logo mais, o avião estava fora de perigo.
Com alegria, Gislepie pediu ao jovem que agradecesse à base a instrução, pois que pensou que o jovem tivesse recebido orientação do pessoal de terra.
Foi então que o rapaz olhou para ele e falou:
Meu nome é Ken. Ken Russel. Se não precisa mais de mim vou voltar...
E desapareceu sob o olhar espantado do piloto.
Alguns dias depois, conversando com os seus alunos, Gislepie apontou um deles e disse:
Você deve ser Ken Russel. É muito parecido.
Não, foi a resposta. Eu sou Tony Russel. Ken Russel é meu irmão.
Ele morreu naquela noite em que fomos procurar o avião canadense. O avião em que estava caiu no mar e ele morreu.
Nem é preciso dizer do espanto do piloto.
Ele fora auxiliado por um morto.
À semelhança deste fato, existem outros muitos. Os que morreram, estão vivos. E se interessam pelos que ficaram.
Até mesmo por aqueles com quem não têm ligação afetiva. E se comunicam, testemunhando que ninguém morre de verdade. Só o corpo físico perece.
O Espírito prossegue a viver e se interessa pelo que sempre constituiu a sua preocupação e seus cuidados enquanto no corpo carnal.
A morte é sempre a chave que desata o perfume da vida. Não há morte, em essência. Tudo é recriação.
A morte simplesmente revela a vida mais amplamente.
Pense nisso.
Quem assim repete o jargão, não se dá conta ou possivelmente ignora que as comunicações dos chamados mortos ocorrem todos os dias, sob as nossas vistas, ao nosso redor.
São inúmeros os casos dos que retornaram após a morte do corpo físico, testemunhando que a vida prossegue. E abundante.
São familiares, afetos que através de sinais irrecusáveis, se dão a conhecer aos mais íntimos.
Ou simplesmente amigos, conhecidos, alguém que deseje auxiliar a outrem.
Em 1943, um ex-piloto da força aérea inglesa de nome Robert Gislepie fazia treinamento com uma tripulação de alunos, sobre o mar da Irlanda.
Certa noite, recebeu uma ordem para verificar o que havia acontecido com um avião que vinha do Canadá.
Seguiu com seus alunos, sem tardar e uma hora e meia depois chegaram exatamente ao local onde havia ocorrido o último contato pelo rádio com o avião canadense.
Por causa do forte nevoeiro, eles voavam sem visibilidade alguma. Por isso decidiram retornar. Se nada viam, como procurar?
Então um dos motores falhou. O gelo começou a se formar nas asas do aparelho.
Gislepie pensou em baixar a altitude para se livrar do gelo. Mas, se fizesse isso, deveria voar sobre o mar, a fim de evitar as montanhas. Tal atitude aumentaria a rota. E a gasolina era pouca.
O que fazer? Era o seu dilema.
De repente, sentou-se ao seu lado um aluno e lhe disse: Mantenha a altitude. Logo vamos ter uma modificação de temperatura.
O instrutor acatou a orientação. Logo mais, o avião estava fora de perigo.
Com alegria, Gislepie pediu ao jovem que agradecesse à base a instrução, pois que pensou que o jovem tivesse recebido orientação do pessoal de terra.
Foi então que o rapaz olhou para ele e falou:
Meu nome é Ken. Ken Russel. Se não precisa mais de mim vou voltar...
E desapareceu sob o olhar espantado do piloto.
Alguns dias depois, conversando com os seus alunos, Gislepie apontou um deles e disse:
Você deve ser Ken Russel. É muito parecido.
Não, foi a resposta. Eu sou Tony Russel. Ken Russel é meu irmão.
Ele morreu naquela noite em que fomos procurar o avião canadense. O avião em que estava caiu no mar e ele morreu.
Nem é preciso dizer do espanto do piloto.
Ele fora auxiliado por um morto.
À semelhança deste fato, existem outros muitos. Os que morreram, estão vivos. E se interessam pelos que ficaram.
Até mesmo por aqueles com quem não têm ligação afetiva. E se comunicam, testemunhando que ninguém morre de verdade. Só o corpo físico perece.
O Espírito prossegue a viver e se interessa pelo que sempre constituiu a sua preocupação e seus cuidados enquanto no corpo carnal.
* * *
A morte é sempre a chave que desata o perfume da vida. Não há morte, em essência. Tudo é recriação.
A morte simplesmente revela a vida mais amplamente.
Pense nisso.
Redação do Momento Espírita com base no artigo Morto dá dica na hora certa, do jornal Correio Fraterno do ABC, julho/1996 e no cap. A morte, do livro Rosângela, pelo Espírito Rosângela, psicografia de J.Raul Teixeira, ed. Fráter.
www.momento.com.br
05 março 2008
Palavras da Vida Eterna - Emmanuel
"Tu tens as palavras da vida eterna." - Simão Pedro. (JOÃO. 6:68.)
Rodeiam-te as palavras, em todas as fases da luta e em todos os ângulos do caminho.
Frases respeitáveis que se referem aos teus deveres.
Verbo amigo trazido por dedicações que te reanimam e consolam.
Opiniões acerca de assuntos que te não dizem respeito.
Sugestões de variadas origens.
Preleções valiosas.
Discursos vazios que os teus ouvidos lançam ao vento.
Palavras faladas... palavras escritas...
Dentre as expressões verbalistas articuladas ou silenciosas, junto das quais a tua mente se desenvolve, encontrarás, porém, as palavras da vida eterna.
Guarda teu coração à escuta.
Nascem do amor insondável do Cristo, como a água pura do seio imenso da Terra.
Muitas vezes te manténs despercebido e não lhes assinalas o aviso, o cântico, a lição e a beleza.
Vigia no mundo, isolado de ti mesmo, para que lhes não percas o sabor e a claridade.
Exortam-te a considerar a grandeza de Deus e a viver de conformidade com as Suas Leis.
Referem-se ao Planeta como sendo nosso lar e à Humanidade como sendo a nossa família.
Revelam no amor o laço que nos une a todos.
Indicam no trabalho o nosso roteiro de evolução e aperfeiçoamento.
Descerram os horizontes divinos da vida e ensinam-nos a levantar os olhos para o mais alto e para o mais além.
"Palavras, palavras, palavras..."
Esquece aquelas que te incitam à inutilidade, aproveita quantas te mostram as obrigações justas e te ensinam a engrandecer a existência, mas não olvides as frases que te acordam para a luz e para o bem; elas podem penetrar o nosso coração, através de um amigo, de uma carta, de uma página ou de um livro, mas, no fundo, procedem sempre de Jesus, o Divino Amigo das Criaturas.
Retém contigo as palavras da vida eterna, porque são as santificadoras do espírito, na experiência de cada dia, e, sobretudo, o nosso seguro apoio mental nas horas difíceis das grandes renovações.
Frases respeitáveis que se referem aos teus deveres.
Verbo amigo trazido por dedicações que te reanimam e consolam.
Opiniões acerca de assuntos que te não dizem respeito.
Sugestões de variadas origens.
Preleções valiosas.
Discursos vazios que os teus ouvidos lançam ao vento.
Palavras faladas... palavras escritas...
Dentre as expressões verbalistas articuladas ou silenciosas, junto das quais a tua mente se desenvolve, encontrarás, porém, as palavras da vida eterna.
Guarda teu coração à escuta.
Nascem do amor insondável do Cristo, como a água pura do seio imenso da Terra.
Muitas vezes te manténs despercebido e não lhes assinalas o aviso, o cântico, a lição e a beleza.
Vigia no mundo, isolado de ti mesmo, para que lhes não percas o sabor e a claridade.
Exortam-te a considerar a grandeza de Deus e a viver de conformidade com as Suas Leis.
Referem-se ao Planeta como sendo nosso lar e à Humanidade como sendo a nossa família.
Revelam no amor o laço que nos une a todos.
Indicam no trabalho o nosso roteiro de evolução e aperfeiçoamento.
Descerram os horizontes divinos da vida e ensinam-nos a levantar os olhos para o mais alto e para o mais além.
"Palavras, palavras, palavras..."
Esquece aquelas que te incitam à inutilidade, aproveita quantas te mostram as obrigações justas e te ensinam a engrandecer a existência, mas não olvides as frases que te acordam para a luz e para o bem; elas podem penetrar o nosso coração, através de um amigo, de uma carta, de uma página ou de um livro, mas, no fundo, procedem sempre de Jesus, o Divino Amigo das Criaturas.
Retém contigo as palavras da vida eterna, porque são as santificadoras do espírito, na experiência de cada dia, e, sobretudo, o nosso seguro apoio mental nas horas difíceis das grandes renovações.
De "Fonte Viva", de Francisco Cândido Xavier,
pelo espírito Emmanuel
pelo espírito Emmanuel
04 março 2008
A Dor e o Tempo - J.Herculano Pires
A DOR E O TEMPO
As coisas naturais são constantes lições de paciência ao nosso redor.
Tudo no mundo nos ensina duas lições fundamentais: a da evolução e a da imortalidade.
Porque tudo se desenvolve em direção ao futuro e tudo morre para renascer.
A Ciência reconhece que nada se perde, tudo se transforma. A Filosofia, mesmo em suas correntes mais atuais e mais negativas, reconhece a evolução geral e admite que o homem é um projeto, ou seja, uma flecha que atravessa a existência em direção a um alvo superior.
Se nos recusamos a entender as lições que nos rodeiam e as que brotam do fundo de nós mesmos é porque, segundo explica a questão 738 de O Livro dos Espíritos:
“Durante a vida o homem relaciona tudo ao seu corpo”. Mas, diz a mesma questão: “após a morte pensa de outra maneira”. Apegados ao corpo, limitados pelas percepções físicas, avaliamos a dor pela medida do tempo. Entretanto os Espíritos nos lembram, nessa mesma questão: “Um século do vosso mundo é um relâmpago na eternidade”.
Jesus nos ensinou, por isso, o desapego, advertindo: “Quem se apega à sua vida perde-la-á”. Maria Dolores se comunica em poesia para nos tocar ao mesmo tempo o sentimento e a razão. É a mesma técnica usada por Jesus nas parábolas e na poesia do Sermão do Monte.
A didática moderna confirma a eficiência desse método que nos relaciona com as coisas naturais, que se serve do estímulo do ambiente, da lição das coisas concretas para nos levar à compreensão do sentido da vida.
A dor, ensinou Léon Denis, discípulo e sucessor de Kardec, é uma lei de equilíbrio e educação. A Psicologia moderna comprova que aprendemos através de tentativas frustradas, de ensaios sucessivos. É por meio dos erros que chegamos ao acerto.
A sabedoria popular nos diz: “O que arde cura, o que aperta segura” As pessoas inquietas perguntam porque tem de ser assim, porque Deus não nos criou perfeitos e bons. Mas, Rousseau já ensinava que tudo sai perfeito das mãos do Criador.
A perfeição, porém, inclui o livre arbítrio, pois, só através dele chegamos à consciência plena. A dor de um minuto nos desperta para a felicidade sem limites como a ventania de um instante limpa a atmosfera por muitos dias.
Tudo no mundo nos ensina duas lições fundamentais: a da evolução e a da imortalidade.
Porque tudo se desenvolve em direção ao futuro e tudo morre para renascer.
A Ciência reconhece que nada se perde, tudo se transforma. A Filosofia, mesmo em suas correntes mais atuais e mais negativas, reconhece a evolução geral e admite que o homem é um projeto, ou seja, uma flecha que atravessa a existência em direção a um alvo superior.
Se nos recusamos a entender as lições que nos rodeiam e as que brotam do fundo de nós mesmos é porque, segundo explica a questão 738 de O Livro dos Espíritos:
“Durante a vida o homem relaciona tudo ao seu corpo”. Mas, diz a mesma questão: “após a morte pensa de outra maneira”. Apegados ao corpo, limitados pelas percepções físicas, avaliamos a dor pela medida do tempo. Entretanto os Espíritos nos lembram, nessa mesma questão: “Um século do vosso mundo é um relâmpago na eternidade”.
Jesus nos ensinou, por isso, o desapego, advertindo: “Quem se apega à sua vida perde-la-á”. Maria Dolores se comunica em poesia para nos tocar ao mesmo tempo o sentimento e a razão. É a mesma técnica usada por Jesus nas parábolas e na poesia do Sermão do Monte.
A didática moderna confirma a eficiência desse método que nos relaciona com as coisas naturais, que se serve do estímulo do ambiente, da lição das coisas concretas para nos levar à compreensão do sentido da vida.
A dor, ensinou Léon Denis, discípulo e sucessor de Kardec, é uma lei de equilíbrio e educação. A Psicologia moderna comprova que aprendemos através de tentativas frustradas, de ensaios sucessivos. É por meio dos erros que chegamos ao acerto.
A sabedoria popular nos diz: “O que arde cura, o que aperta segura” As pessoas inquietas perguntam porque tem de ser assim, porque Deus não nos criou perfeitos e bons. Mas, Rousseau já ensinava que tudo sai perfeito das mãos do Criador.
A perfeição, porém, inclui o livre arbítrio, pois, só através dele chegamos à consciência plena. A dor de um minuto nos desperta para a felicidade sem limites como a ventania de um instante limpa a atmosfera por muitos dias.
Irmão Saulo*
Artigo do Jornal – Diário de São Paulo. 08/10/72.
*Pseudôminio de J.Herculano Pires
Artigo do Jornal – Diário de São Paulo. 08/10/72.
*Pseudôminio de J.Herculano Pires
03 março 2008
O Passe - J.Herculano Pires
O PASSESuas, origens, aplicações e efeitos
O passe espírita é simplesmente a imposição das mãos, usada e ensinada por Jesus, como se vê nos Evangelhos. Origina-se das práticas de Cura do Cristianismo Primitivo. Sua fonte humana e divina são as mãos de Jesus.
Mas há um passado histórico que não podemos esquecer. Desde as origens da vida humana na Terra encontramos os ritos de aplicação dos passes, não raro acompanhado – rituais, como o sopro, a fricção das mãos, a aplicação de saliva e até mesmo (resíduo do rito do barro) a mistura de saliva e terra para aplicação no doente.
No próprio Evangelho vemos a descrição da cura de um cego por Jesus usando essa mistura. Mas, Jesus agiu sempre, em seus atos e em suas práticas, de maneira anti-ritual, de maneira que essas descrições, feitas entre quarenta e oitenta anos após a sua morte, podem ser apenas influências de costumes religiosos da época.
Todo o seu ensino visava a afastar os homens das superstições vigentes no tempo. Essas incoerências históricas, como advertiu Kardec, não podem provir dele, mas dos evangelistas.
Caso contrário Jesus teria procedido de maneira incoerente no tocante aos seus ensinos e aos seus exemplos, o que seria absurdo.
O passe espírita não comporta as encenações e explicações em que hoje o envolveram alguns teóricos improvisados, geralmente ligados a antigas correntes espiritualistas de origem mágica ou feiticista.
Todo o poder e toda a eficácia do passe espírita dependem do espírito e não da matéria, da assistência espiritual do médium passista e não dele mesmo.
Os passes padronizados e classificados (pertencem) derivam de teorias e práticas mesméricas, magnéticas e hipnóticas de um passado já há muito superado.
Os Espíritos realmente elevados não aprovam nem ensinam essas coisas, mas apenas a prece e a imposição das mãos. Toda a beleza espiritual do passe espírita que provém da fé racional no poder espiritual, desaparece ante as ginásticas pretensiosas e ridículas gesticulações.
Ambiente de pessoas interessadas em ajudá-lo, o que lhe desperta sensação de segurança e confiança em si mesmo.
Trata-se de uma reação anímica (da própria alma do paciente) por isso mesmo psicológica, conhecida na Psicologia como estímulo de conjunto, em que se quebra o desânimo da solidão.
Por outro lado, a visita do passista ao paciente isolado em casa dá-lhe a sensação de valor social, reanimando-lhe a esperança de volta à vida normal.
Além disso, a presença do paciente numa reunião lhe permite receber a ajuda do calor humano dos outros e da doação fluídica administrada, seja do médium ou também de pessoas que o acompanham.
Assim, o passe à distância só deve ser empregado quando for de todo impossível o passe de contato pessoal.
São esses também os motivos que justificam a prática dos passes individuais nos Centros, onde todos sabem que ninguém deixa de ser assistido e receber a fluidificação necessária.
Mas há um passado histórico que não podemos esquecer. Desde as origens da vida humana na Terra encontramos os ritos de aplicação dos passes, não raro acompanhado – rituais, como o sopro, a fricção das mãos, a aplicação de saliva e até mesmo (resíduo do rito do barro) a mistura de saliva e terra para aplicação no doente.
No próprio Evangelho vemos a descrição da cura de um cego por Jesus usando essa mistura. Mas, Jesus agiu sempre, em seus atos e em suas práticas, de maneira anti-ritual, de maneira que essas descrições, feitas entre quarenta e oitenta anos após a sua morte, podem ser apenas influências de costumes religiosos da época.
Todo o seu ensino visava a afastar os homens das superstições vigentes no tempo. Essas incoerências históricas, como advertiu Kardec, não podem provir dele, mas dos evangelistas.
Caso contrário Jesus teria procedido de maneira incoerente no tocante aos seus ensinos e aos seus exemplos, o que seria absurdo.
O passe espírita não comporta as encenações e explicações em que hoje o envolveram alguns teóricos improvisados, geralmente ligados a antigas correntes espiritualistas de origem mágica ou feiticista.
Todo o poder e toda a eficácia do passe espírita dependem do espírito e não da matéria, da assistência espiritual do médium passista e não dele mesmo.
Os passes padronizados e classificados (pertencem) derivam de teorias e práticas mesméricas, magnéticas e hipnóticas de um passado já há muito superado.
Os Espíritos realmente elevados não aprovam nem ensinam essas coisas, mas apenas a prece e a imposição das mãos. Toda a beleza espiritual do passe espírita que provém da fé racional no poder espiritual, desaparece ante as ginásticas pretensiosas e ridículas gesticulações.
Ambiente de pessoas interessadas em ajudá-lo, o que lhe desperta sensação de segurança e confiança em si mesmo.
Trata-se de uma reação anímica (da própria alma do paciente) por isso mesmo psicológica, conhecida na Psicologia como estímulo de conjunto, em que se quebra o desânimo da solidão.
Por outro lado, a visita do passista ao paciente isolado em casa dá-lhe a sensação de valor social, reanimando-lhe a esperança de volta à vida normal.
Além disso, a presença do paciente numa reunião lhe permite receber a ajuda do calor humano dos outros e da doação fluídica administrada, seja do médium ou também de pessoas que o acompanham.
Assim, o passe à distância só deve ser empregado quando for de todo impossível o passe de contato pessoal.
São esses também os motivos que justificam a prática dos passes individuais nos Centros, onde todos sabem que ninguém deixa de ser assistido e receber a fluidificação necessária.
Autoria: J. Herculano Pires
02 março 2008
O Caráter Promocional do Serviço Assistencial Espírita - Elaine Curti Ramazzini
Em grande parte das obras assistenciais espíritas não há a preocupação de trabalhar os conteúdos interiores de cada um, buscando ajudá-lo no sentido de que ele seja partícipe de sua própria evolução. O trabalho de reconstrução interior é de vital importância, pois constitui apanágio do espírito imortal.
Uma das características do trabalho do serviço assistencial em moldes espiritistas é a promoção social do ser. Promoção é a ação de promover, de elevar, de engrandecer, de fazer crescer. Nada poderia se enquadrar melhor na visão espírita do trabalho de assistência ao próximo do que a promoção do indivíduo num contexto sócio-econômico-cultural e sobretudo espiritual.
Temos enfatizado muito esse aspecto nos nossos encontros com as casas e as obras assistenciais espíritas que desenvolvem o atendimento à criatura num sentido integral, isto é, nos aspectos bio-psico-sócio-espiritual. E não raras vezes temos nos deparado com uma visão unilateral de espíritas quanto ao atendimento ao carente.
Expliquemos. Tem havido por parte dos trabalhadores dessa área de atuação uma obsessiva preocupação com o dar, tão-somente, coisas materiais, sem compromissar a criatura consigo mesma e com suas possibilidades de crescimento e de não dependência de seus semelhantes.
Não negamos, em absoluto, a necessidade de atendermos às carências de ordem física ou material, porque sabemos que de nada adianta falarmos de Jesus para uma pessoa cujo estômago arde de fome.
Na escala de hierarquia das necessidades humanas, Abraham Maslow, um conhecido psicólogo americano, colocava num primeiro nível de atendimento aquelas carências que visam ao equilíbrio físico do ser vindo, subseqüentemente, as outras de caráter social, de status e espiritual. Satisfeitas as primeiras, abrem-se outras que também reclamam atendimento.
Assim, levando em conta essa classificação no atendimento às necessidades do ser humano, enfatizamos essa assistência, direcionando esforços no sentido de que a criatura busque a sua homeostase, o seu equilíbrio, a partir dos níveis primeiros, tornando-se, com o passar do tempo, auto-supridora e auto-nutridora.
Não é isto, contudo, que temos notado em grande parte das obras assistenciais espíritas. Sem querermos ser cáusticos e nem criticar por criticar, temos observado que dirigentes de trabalhos de atendimento ao carente vêm se preocupando com o número de pratos de sopa que oferecem semanal, quinzenal ou mensalmente à sua clientela.
Além do mais, são montados grupos de pessoas que visitam favelas e barracos levando alimentos e roupas, que matam a fome temporária e agasalham por alguns dias o corpo.
Não há, porém, a preocupação de trabalhar os conteúdos interiores de cada um, buscando ajudá-lo no sentido de que ele seja partícipe de sua própria evolução. O trabalho de reconstrução interior é de vital importância, pois constitui apanágio do espírito imortal.
Se quisermos ser os cireneus da passagem evangélica, poderemos auxiliar o outro a carregar o fardo de suas limitações e impossibilidades, mas tenhamos em mente que a construção do eu profundo é tarefa de cada um, pois só assim, haverá o mérito pelo esforço empreendido.
Algumas casas espíritas têm-se mostrado reticentes quanto à participação nos encontros do serviço assistencial programados, pois alegam que já sabem como realizar seu trabalho. Será que esses núcleos não conseguiriam se abrir para o estudo e a reflexão acerca de outros enfoques?
Não seria talvez oportuno deixar de lado o comodismo nos quais se vêm atrelando há anos e anos e permitir-se o benefício da dúvida? Embora saibamos que pisar o novo assusta, tenhamos em mente que o crescimento exige coragem, determinação e vontade.
Finalmente, perguntamo-nos se o nosso personalismo e a nossa vaidade não nos têm obliterado a razão e o sentimento no atendimento às reais necessidades dos nossos irmãos. Um repensar em torno dessa nossa posição valeria a pena neste momento, para que não venhamos, mais tarde, nos arrepender do uso indevido do tempo que passa.
Uma das características do trabalho do serviço assistencial em moldes espiritistas é a promoção social do ser. Promoção é a ação de promover, de elevar, de engrandecer, de fazer crescer. Nada poderia se enquadrar melhor na visão espírita do trabalho de assistência ao próximo do que a promoção do indivíduo num contexto sócio-econômico-cultural e sobretudo espiritual.
Temos enfatizado muito esse aspecto nos nossos encontros com as casas e as obras assistenciais espíritas que desenvolvem o atendimento à criatura num sentido integral, isto é, nos aspectos bio-psico-sócio-espiritual. E não raras vezes temos nos deparado com uma visão unilateral de espíritas quanto ao atendimento ao carente.
Expliquemos. Tem havido por parte dos trabalhadores dessa área de atuação uma obsessiva preocupação com o dar, tão-somente, coisas materiais, sem compromissar a criatura consigo mesma e com suas possibilidades de crescimento e de não dependência de seus semelhantes.
Não negamos, em absoluto, a necessidade de atendermos às carências de ordem física ou material, porque sabemos que de nada adianta falarmos de Jesus para uma pessoa cujo estômago arde de fome.
Na escala de hierarquia das necessidades humanas, Abraham Maslow, um conhecido psicólogo americano, colocava num primeiro nível de atendimento aquelas carências que visam ao equilíbrio físico do ser vindo, subseqüentemente, as outras de caráter social, de status e espiritual. Satisfeitas as primeiras, abrem-se outras que também reclamam atendimento.
Assim, levando em conta essa classificação no atendimento às necessidades do ser humano, enfatizamos essa assistência, direcionando esforços no sentido de que a criatura busque a sua homeostase, o seu equilíbrio, a partir dos níveis primeiros, tornando-se, com o passar do tempo, auto-supridora e auto-nutridora.
Não é isto, contudo, que temos notado em grande parte das obras assistenciais espíritas. Sem querermos ser cáusticos e nem criticar por criticar, temos observado que dirigentes de trabalhos de atendimento ao carente vêm se preocupando com o número de pratos de sopa que oferecem semanal, quinzenal ou mensalmente à sua clientela.
Além do mais, são montados grupos de pessoas que visitam favelas e barracos levando alimentos e roupas, que matam a fome temporária e agasalham por alguns dias o corpo.
Não há, porém, a preocupação de trabalhar os conteúdos interiores de cada um, buscando ajudá-lo no sentido de que ele seja partícipe de sua própria evolução. O trabalho de reconstrução interior é de vital importância, pois constitui apanágio do espírito imortal.
Se quisermos ser os cireneus da passagem evangélica, poderemos auxiliar o outro a carregar o fardo de suas limitações e impossibilidades, mas tenhamos em mente que a construção do eu profundo é tarefa de cada um, pois só assim, haverá o mérito pelo esforço empreendido.
Algumas casas espíritas têm-se mostrado reticentes quanto à participação nos encontros do serviço assistencial programados, pois alegam que já sabem como realizar seu trabalho. Será que esses núcleos não conseguiriam se abrir para o estudo e a reflexão acerca de outros enfoques?
Não seria talvez oportuno deixar de lado o comodismo nos quais se vêm atrelando há anos e anos e permitir-se o benefício da dúvida? Embora saibamos que pisar o novo assusta, tenhamos em mente que o crescimento exige coragem, determinação e vontade.
Finalmente, perguntamo-nos se o nosso personalismo e a nossa vaidade não nos têm obliterado a razão e o sentimento no atendimento às reais necessidades dos nossos irmãos. Um repensar em torno dessa nossa posição valeria a pena neste momento, para que não venhamos, mais tarde, nos arrepender do uso indevido do tempo que passa.
Elaine Curti Ramazzini Dirigente Espírita Nº 53
Junho/Julho de 1999
01 março 2008
Com Todo o Amor - Maria Dolores
Era sim. Eu era a teimosia em pessoa.
Lembra-se, Mãezinha, de quando me ocultava para fugir de você?
Escutava seus gritos, suas palavras ternas: - "Venha cá, Mamãe está chamando..."
Ouvia tudo e arrancava-me para longe.
E quando me achava de novo em casa era bastante que o seu olhar indagador me fitasse para que me pusesse a agredir: - "Você, Mamãe, não me entende...
Nunca entendeu... Nada. Quero viver minha vida que é diferente da sua.
Deixe-me em paz..."
Percebia que os seus olhos se erguiam para mim, molhados de lágrimas que não chegavam a cair, sem qualquer palavra de reprovação ou de queixa.
Hoje que a experiência me renovou, creio que o seu silêncio deveria ser uma conversa com Deus a meu respeito, que eu não procurava, nem queria compreender.
Agora, porém, anseio confessar que todas as minhas frases trocadas de aspereza e de ingratidão eram mentira pura.
Por que passaria tanto tempo sem que eu lhe dissesse isto?
Em verdade, nunca encontrei um amor igual ao seu.
A vida nos separou com a rudeza da tesoura que corta um ramo florido da árvore em que nasceu. Qual sucede à flor arrebatada aos braços da fronde, muitos disseram que eu ia para a festa...
Entretanto, de todas as festas a que o mundo me conduziu, sempre me retirei com mais sede da sua ternura, da sua ternura transitoriamente perdida.
Seu amor está em meu coração, como a vida que se entranha em minhalma. Seus gestos de carinho permanecem comigo como estrelas no céu noturno.
Perdoe-me pelas cruzes da aflição que dependurei no seu peito, mas ouça, Mãezinha !... Deus não permitirá que o seu sacrifício tenha sido em vão.
Venho beijar-lhe os cabelos que a prata do tempo começou a enfeitar de luz e, ao rever-me no espelho cristalino do seu olhar, observo quanto mudei !...
Ampara-me, não me abandone !... E se posso pedir alguma coisa com o pranto de meu reconhecimento, rogo incline os ouvidos para os meus lábios. Anseio revelar um segredo... Unicamente entre nós. Você e eu...
Isto agora é tudo quanto quero falar.
- Você, Mãezinha, sempre me compreendeu... Sei agora que nunca nos separamos. Abrace-me... Está sentindo?
Meu coração está pulsando pelo seu coração... Abrace-me... Mais ainda !...
Tenho fome do seu amor... Abençoe-me, ensine-me a conversar também com Deus e deixe que eu diga que nunca serei feliz sem você.
Maria Dolores
De "OS DOIS MAIORES AMORES"
de Francisco Cândido Xavier Autores diversos
De "OS DOIS MAIORES AMORES"
de Francisco Cândido Xavier Autores diversos
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