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16 outubro 2014

Pureza Doutrinária - Hélio Tinoco

 

PUREZA DOUTRINÁRIA

Em uma Época de transição planetária, tão amplamente discutida no meio Espírita, tornam-se necessárias as inúmeras comunicações dos Prepostos do Cristo, chamando-nos a Oração e a Vigilância.

 São palavras de Manoel Philomeno de Miranda, através das confiáveis mãos de Divaldo Franco, no Livro ‘Trilhas da Libertação’, e também em ‘Amanhecer de uma Nova Era’, que nos alerta para as “armas” que os ainda Inimigos do Cristo iriam se utilizar a fim de tentar promover a falência do projeto de resgate da humanidade promovido por Jesus com a participação de seus companheiros que viriam de todas as partes (Livro Boa Nova, capítulo 3). Entre estas, estaria a ideia de criar dissenção e divisão por questões doutrinárias.

Dividir e não unificar, aguçar trevas e não exaltar a luz, trazer ensinos passageiros em vez da mensagem renovadora do Evangelho de Jesus... tomar tempo desviando o olhar para os valores mais importantes do ensino do Cristo...

Diante deste quadro real e vigente em nossas Casas Espíritas e em especial nos Eventos que promovemos, me sinto compelido a me levantar em defesa da imperiosa necessidade de falarmos e ‘fazermos’ a tão cantada Pureza Doutrinária. É Meimei, através das abençoadas mãos de Chico Xavier, que no Livro Caminho Espírita traz-nos a “Prece diante da palavra”, onde em uma de suas partes, nos orienta a rogar aos Céus que ‘não me deixes emudecer diante da verdade, mas conserva-me em Tua prudência’. Embora seja um assunto de difícil abordagem, não me resta senão outra atitude amorosa que não seja a dizer ‘sim, sim, não, não’ como a orientação do Cristo nos propõe.

Bem, vamos lá: Quando abracei a Tarefa de pesquisar e divulgar o Espiritismo há alguns anos à traz, um veterano companheiro de Juiz de Fora (Cidade que iniciei minha caminhada no Espiritismo) comentou em uma de suas exposições, sobre a necessidade do palestrante espírita ser também ouvinte de palestras.

Recomendou, baseado na sua própria experiência, que a cada palestra feita deveria se escutar três! Daí em diante tenho procurado ser assíduo nas Reuniões de Palestras públicas da minha região, o que de fato muito me tem ajudado nas reflexões pessoais para a minha reforma moral e também na elaboração do conteúdo das palestras que faço.

É nesta frequência que tenho observado, de forma preocupante, a infiltração de ideias não espiritas, muitas vezes proferidas por companheiros bem intencionados, mas que têm se tornado, por conta da invigilância, instrumentos das Sombras para minar, pouco a pouco, a genuinidade da Doutrina trazida pelos Espíritos, tornando-se coparticipantes do projeto macabro de atrapalhar a expansão do Reino de Deus no coração dos homens.

Algumas destas palestras, que tem por certo alguma utilidade, embora distantes do propósito maior de instruir e consolar propostos pela Doutrina Espírita, acabam por tomar acentuadamente um cunho de ‘auto ajuda’, permeadas por mensagens filosóficas de autores não espíritas, trazendo para dentro da Doutrina informações que destoam da verdadeira mensagem do Consolador Prometido. Tenho visto e ouvido a exaltação dos ‘chacras’ e do ‘carma’, oriundos da cultura indiana, trazendo um conceito diferente e arriscado para ‘Centros de Força’ e ‘Lei de Causa e Efeito’; tenho observado também palestras inteiras onde o nome de Jesus sequer é citado e nada se fala de Espiritismo... temas que até atraem e congregam inúmeras pessoas, mas que deixam de fora o propósito mais nobre, que é a transformação do homem em um ser melhor e com maior utilidade no bem e no amor, para ser utilizado por Deus para a transformação da humanidade.

Nestas reuniões, os ouvintes são instruídos distantes dos princípios basilares da Doutrina Espírita, e muitos dos que nos visitam em busca de consolo deixam nossas Casas e Eventos decepcionados, e talvez não tenham tão cedo uma nova oportunidade...

Essa estratégia com aparência inocente e de pouco volume, vai lentamente construindo um tipo de seguido sem raízes e que facilmente é levado ao sabor dos ventos de um para outro lado. 

Alguns se auto intitulam, espíritas não praticantes, fazendo com que a Verdade seja banalizada e tida como possível de se seguir sem esforço e dedicação. Isso nos faz pensar se já não seja a hora de repensarmos se de fato estamos alcançado o objetivo primordial de levar a mensagem rediviva do Cristo até os confins do mundo.

O Cristo nos alertou quanto à presença de falsos Cristos nos ‘fins dos tempos’, e as perguntas responsáveis e honestas que devemos fazer a nós mesmos são: Não estarei eu sendo um falso Cristo? Que mensagem tenho pregado e por que motivo a tenho pregado?

Emmanuel nos diz no Livro Estude e Viva, no capítulo 40, que a maior caridade que podemos fazer pela Doutrina é sua própria divulgação. É preciso divulgar de forma acertada os ensinos evangélicos redivivos, sem permitir quaisquer infiltrações de conceitos que choquem com as verdades das obras básicas, sob pena de estarmos semeando sombras com aparência de luzes, e conduzindo muitos aos caminhos do conformismo, da desesperança e da insegurança, angariando para nós mesmos consequência inevitáveis de dor, quando a proposta maior é de exaltar Jesus e seus ensinos, hoje tão claros e racionais, trazidos pelo Espiritismo.V Pensemos, companheiros Expositores, sobre nossa responsabilidade. Mergulhemo-nos em pesquisas sérias e roguemos aos Bons Espíritos do Cristo que nos orientem, inspirem, intuam e instruam a fim de fazer o melhor sempre para Jesus e cumprimos nossa missão de divulgar com esmero e dedicação.

Tomemos o máximo de cuidado com a ‘pureza doutrinária’ dos princípios Espíritas e não nos descuidemos de vigiar, a fim de que não sejamos disseminadores de inverdades que levem as pessoas em direção à ruina e não à renovação espiritual... Muita paz!

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