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21 março 2016

Apocalipse (Pinga-fogo) - Richard Simonetti

 
APOCALIPSE

1 – Que significa o termo apocalipse?

Vem do grego apokálypsis. Significa revelação. Há vários apocalipses no Velho Testamento. O mais conhecido é o último livro do Novo Testamento, atribuído a João Evangelista. Trata de acontecimentos relacionados com o final dos tempos, com revelações que o apóstolo teria obtido por meio de visões. 

2 – Estudiosos dizem que há ali a revelação de grandes hecatombes e guerras que dizimarão a Humanidade neste milênio. O Mundo vai acabar?

Certamente, sim, mas vai demorar um pouco… perto de seis bilhões de anos, quando o Sol agonizar. Em seus estertores crescerá desmesuradamente, engolindo os planetas de nosso sistema. Até lá Deus arranjará outro lugar para morarmos.

3 – João fala de um final dos tempos marcados por fogo. Não seria uma referência a uma hecatombe nuclear?

As previsões de João são muito nebulosas, simbólicas, ao gosto de cada intérprete, de tal maneira que podemos situá-las em variadas épocas da História. Alguns exegetas, talvez mais acertadamente, concebem que João reportava-se a eventos de seu tempo, quando os romanos, sob o comando do general Tito, incendiaram Jerusalém, não deixando pedra sobre pedra, promovendo a dispersão dos judeus, a chamada diáspora.

4 – Como podemos encarar o assunto, à luz do Espiritismo?

A Doutrina é bem clara ao nos alertar quanto à separação do joio e do trigo, os bodes das ovelhas, a que se referia Jesus, com a promoção de nosso planeta, na sociedade dos mundos. Deixaremos a condição de planeta de provas e expiações, onde o egoísmo predominante gera os males humanos, para planeta de regeneração, em que consciências despertas para os objetivos da existência elegerão os serviços do Bem por norma de conduta.

5 – Pela conturbação atual, com o clima de violência que se instala na sociedade humana, podemos dizer que é chegado o momento dessa separação, a fim de que os justos não sejam esmagados pelos injustos?

Considerando a afirmativa de Jesus, no Sermão da Montanha, Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a Terra, seria complicado operar essa separação agora. Certamente nosso planeta ficaria semi-deserto, porquanto raros venceram a agressividade inerente ao comportamento humano.

6 – E como fica a previsão que os Espíritos Superiores fazem com relação à civilização cristianizada que deverá estabelecer-se na Terra neste milênio?

Como dizia Chico Xavier, um milênio tem mil anos. Temos muito tempo pela frente, até que ocorra essa realização grandiosa, com a adesão humana aos princípios do Evangelho. Deus não tem pressa.

7 – Com o desenvolvimento dos recursos tecnológicos, no terreno bélico, não demorará muito tempo e estaremos mergulhados num conflito atômico, de conseqüências devastadoras. Não estaria aí o apocalipse, promovendo a morte de considerável parcela da Humanidade, para que ocorra o grande expurgo?

Há uma tendência de imaginar que o Reino de Deus será precedido por hecatombes naturais ou provocadas pelo homem, dizimando grande parcela da Humanidade. Não há necessidade de nada disso. 

Quando chegar a hora, quando os poderes que nos governam considerarem que há suficiente número de habitantes que conquistaram a mansuetude, o expurgo será feito naturalmente, atendendo aos ditames da Natureza. Ela nos transfere, inelutavelmente, para o mundo espiritual, a cada experiência reencarnatória, dentro de limites que normalmente não ultrapassam os cem anos. Isso significa que em um século será completado o expurgo, quando chegar a hora, sem violência.

8 – O que pode ser feito para tornar mais rápido o processo de transformação da Humanidade, com a edificação de uma sociedade melhor, um mundo de mansuetude?

Combater o materialismo, não apenas a convicção materialista, exercitada por uma minoria, mas a pior forma, que é o comportamento materialista, exercitado por multidões que dizem acreditar em Deus e na sobrevivência da alma, mas de forma superficial, que não se reflete em seu comportamento. Enquanto as pessoas não tiverem convicção de que a vida continua e de que colheremos, inexoravelmente, as conseqüências de nossas ações, após a morte, o mundo continuará agitado como o vemos. Nesse aspecto, a Doutrina Espírita é a grande benção, descerrando a cortina que separa o plano físico do espiritual, conscientizando-nos de nossas responsabilidades, ante a certeza da vida que não acaba nunca e onde nunca está ausente a justiça de Deus.

  

20 março 2016

O Espiritismo ante o merecimento e as desigualdades - Jorge Hessen



O ESPIRITISMO ANTE O MERECIMENTO E AS DESIGUALDADES

A economia do mundo atual está periclitante e não consegue se recuperar da debacle econômica de 2008, aliás, a maior das últimas 8 décadas. Tudo teve início nas quebras de grandes bancos nos EUA, deixando um rombo estimado em quase US$ 3 trilhões. A crise de então se expandiu pelo planeta, provocando amplos cenários de desemprego e recessão. A rigor, as principais economias do mundo ainda não se recuperaram. Apesar de toda essa tempestade econômica, paradoxalmente o número de bilionários duplicou.

Os fatos demonstram que as crises econômicas têm o poder de concentrar renda e deixar os ricos mais ricos. Como resolver isso? Seguramente não será com as ideologias extremistas do igualitarismo. Quanto maior a desigualdade econômica num país, mais forte tende a ser a divisão ideológica entre os chamados grupos do “igualitarismo” e do “liberalismo”. E a história sugere que a superconcentração de recursos redunda em algum tipo de desordem. Por isso, a desigualdade das riquezas é um dos problemas que preocupa muita gente. Mas, debalde se procurará resolver tal desigualdade levando em conta apenas a unicidade das existências.

Afinal, por que não são igualmente ricos todos os homens? Indagou Kardec aos Benfeitores que responderam: “Não o são por uma razão muito simples: por não serem igualmente inteligentes, ativos e laboriosos para adquirir, nem sóbrios e previdentes para conservar”. [1] E mais, é fato matematicamente demonstrado que “a riqueza, repartida com igualdade, a cada um daria uma parcela mínima e insuficiente. Por outra, se efetuada essa partilha, o equilíbrio em pouco tempo estaria desfeito, pela diversidade dos caracteres e das aptidões. Supondo ainda que seja possível e durável essa divisão, cada um teria somente com o que viver e o resultado seria o aniquilamento de todos os grandes trabalhos que concorrem para o progresso e para o bem-estar da Humanidade”.

[2] Ora, “se Deus concentra a riqueza em certos pontos, é para que daí se expanda em quantidade suficiente, de acordo com as necessidades. Admitido isso, pergunta-se por que Deus a concede a pessoas incapazes de fazê-la frutificar para o bem de todos”. [3] Eis aí uma prova da Sabedoria e da Bondade Divina. Dando o livre-arbítrio ao homem, quer Deus que o mesmo chegue, por experiência própria, a distinguir o bem do mal e opte pelo bem, de livre vontade e por seus esforços. Obviamente a harmonia da sociedade não virá por decretos, nem de parlamentos que caracterizam sua ação por uma força excessivamente passageira.

Os conceitos do Espiritismo defendem a meritocracia do ideário liberal, a liberdade individual e quem pugna por esses valores não deve ser tido como um reacionário. O princípio da improfícua ideologia igualitária sempre fascinou a mente revoltosa, porque parece ser mais “justa”, e atender melhor à parte mais desprotegida da humanidade. Irrisão! Essa ideologia carrega consigo uma mancha execrável. Não é capaz de respeitar o que é inerente ao ser humano, que é o livre arbítrio individual. Como não conseguirá jamais se estabelecer com a concordância dos cidadãos, precisa se impor à força para que os “mais iguais” (grupos artificiais) minoritários liderem e dirijam a “liberdade” do resto da população reprimida.

Reafirmamos que os adeptos do materialismo sonham com a igualdade irrestrita das criaturas, sem compreender que, recebendo os mesmos direitos de trabalho e de aquisição perante Deus [aceitem ou não!], os homens, por suas próprias ações, são profundamente desiguais entre si, em inteligência, virtude, compreensão e moralidade. E consta nos anais da História que o “trabalho” , o “batente”, o “rala rala”, o “labor diário” para o ganha pão não é a credencial moral dos reivindicadores do princípio igualitário.

Sob o ponto de vista reencarnacionista, o Espiritismo ilustra os contra-sensos das teorias radicais do igualitarismo e coopera na restauração do adequado caminho da evolução social. Emoldurando a ideologia igualitária nos apelos cristãos, não se deslumbra com as reformas exteriores, para rematar que a excepcional renovação considerável é a do homem interior, célula viva do organismo social de todos os tempos, justando pela intensificação dos movimentos educativos da criatura, à luz eterna do Evangelho do Cristo.

De acordo com a História sempre existiram, existem e deploravelmente existirão grupos de materialistas, ateus e rebeldes extremistas em número significativo, que são estrepitosos, violentos e constituem ameaça à liberdade do cidadão. E quem se opõe à sua cartilha agressiva não pode ser considerada uma “maioria” alienada e muito menos cidadãos que se sentem ameaçados nas suas conquistas, construídas com trabalho e dignidade. Ora, qualquer ideologia de princípios igualitários não pode perder de vista a sábia máxima do Cristo “a cada um segundo seus merecimentos”.

Cabe ressaltar ainda que os princípios contidos em o Livro dos Espíritos relativos às leis morais, e mesmo no Evangelho de Jesus, dão sustentação à fraternidade sem quaisquer pechas de ideologias igualitárias. Será perda de tempo valer-se da retórica vazia de que o livro “Nosso Lar” descreve uma comunidade com as falácias socialistas igualitárias, não é verdade! Pois lá se reafirma a lógica da meritocracia em que o indivíduo é abonado pelas virtudes e talentos morais conquistados. Aliás, um exemplo para qualquer socieda

Jorge Hessen

Referência bibliográfica:

[1] Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XVI, RJ: Ed. FEB
[2] Idem
[3] Idem



19 março 2016

Reflexões sobre a Violência - Joanna de Ângelis


REFLEXÕES SOBRE A VIOLÊNCIA

“Sabeis que foi dito aos antigos: Não matareis e quem quer que mate merecerá condenação pelo juízo. – Eu, porém, vos digo que quem quer que se puser em cólera contra seu irmão merecerá condenação no juízo; [....]”.Jesus (Mateus, 5: 21).

A LOUCURA DA VIOLÊNCIA 

Entre as expressões do primarismo, no mercado das paixões humanas, destaca-se com realce a violência, espalhando angústia e dor. Remanescente dos instintos agressivos, ela estiola as mais formosas florações da vida, estabelecendo o caos.

Em onda volumosa arrasa, deixando destroços por onde passa, alucinada.

Na raiz da violência encontra-se a falta de desenvolvimento do senso moral, que o espírito aprimora através da educação, do exercício dos valores éticos, da amplitude de consciência.

Atavismo cruel, demora de ser transformada em ação edificante, face às suas vinculações com os reflexos instintivos do período animal, que se prolongam, perturbadores.

Não apenas gera aflição, quando desencadeada, como também provoca reações equivalentes em sucessão quase incontrolável, arrebentando tudo quanto se lhe opõe no percurso destrutivo.

Todo o empenho em favor da preservação dos valores morais deve ser colocado a serviço da paz, como antídoto à força devastadora da violência.

Pequenos exercícios de autocontrole terminam por criar hábitos de não-violência.

Disciplinas mentais e silêncios fortalecidos pela confiança em Deus geram a harmonia que impede a instalação desse desequilíbrio. Atividades de amor, visando o bem e o progresso da criatura humana e da sociedade, constituem patamar de resistência às investidas dessa agressividade.

Reflexões em torno dos deveres morais produzem a conscientização do bem, gerando o clima que preserva os sentimentos da fraternidade.

A violência é adversária do processo de evolução, fomentadora da loucura. Quem lhe tomba nas garras exaure-se, e, sem forças, termina no abismo do autoaniquilamento ou do assassínio...

A violência disfarça-se no lar, quando os cônjuges não respeitam os espaços, os direitos que lhes cabem reciprocamente; quando os filhos se sentem preteridos por falsos valores do trabalho, do dinheiro, do poder...

Na sociedade, quando os preços escorcham os necessitados;

quando os interesses pessoais extrapolam os seus limites e perturbam os outros;

quando a comodidade e os prazeres de alguns agridem os compromissos e os comportamentos alheios;

quando as injustiças sociais estiolam os fracos a benefício dos fortes aparentes;

quando os sentimentos inferiores da maledicência, da calúnia, da inveja, da traição, do suborno de qualquer tipo, da hipocrisia, disseminam suas infelizes sementes;

quando os pendores asselvajados não encontram orientação;

quando as ilusões e fugas, os vícios e aliciamentos levam às drogas, ao sexo desvairado, às ambições absurdas, explodindo nas ruas do mundo e invadindo os lares;

quando os governantes perdem a dignidade e estimulam a prevalência da ignorância, provocando guerras nacionais e internacionais...

A violência, de qualquer natureza, é atraso moral, síndrome do primitivismo humano remanescente.

O homem e a mulher estão fadados à paz, à glória estelar.

Assim, liberta-te daqueles remanescentes agressivos que terminam insuflando-te reações infelizes.

Se te compraz ainda mantê-los, tem a coragem de te violentares, superando-os ou domando-os, e contribuirás para o apressar do progresso humano.

Como não te é lícito conivir com o erro, ensina pela retidão os mecanismos da felicidade, evitando a ira, a cólera, o ódio.

A ira é fagulha que ateia o fogo da violência. A cólera é combustível que a mantém, e o ódio é labareda que a amplia.

Pensa em Jesus, e, em qualquer circunstância, interroga-te como Ele agiria, se estivesse no teu lugar. Tentando-o, lograrás imitá-lO, fazendo como Ele, sem nenhuma violência. ”(Joanna de Angelis, Momentos enriquecedores,.1.ed., p.14-18 ).

FATORES QUE GERAM A VIOLÊNCIA 

“A violência vem dominando o mundo e as consciências, quando são impostos regimes políticos, condutas sociais, convicções religiosas, ideologias que se fazem aceitar pela força, o que tem resultado em acúmulo de iras que se convertem em mágoas e ódios, ampliando os ressentimentos e dando lugar às explosões periódicas de rebeliões e crimes ferozes.

Enquanto predominarem a rebeldia e a indisciplina do instinto não submetido à razão, a violência governará o ser humano.

A ambição desmedida de ser o que ainda não conseguiu, possuir de qualquer maneira o que lhe falta, de sobrepor-se ao seu próximo e dominá-lo sob a tirania do orgulho, da presunção ou dos conflitos de inferioridade que o infelicitam, farão o indivíduo violento.” (Joanna de Ângelis, Sendas luminosas, p. 150 )

“A violência urbana, por exemplo, é filha legítima dos que se encontram em gabinetes luxuosos e desviam os valores que pertencem ao povo, que desrespeitam; que elaboram Leis injustas, que apenas os favorecem; que esmagam os menos afortunados, utilizando-se de medidas especiais, de exceção, que os anulam; que exigem submissão das massas, para que consigam o que lhes pertence de direito... produzindo o lixo moral e os desconsertos psicológicos, psíquicos, espirituais.” (Joanna de Ângelis, Amor, imbatível amor, p. 84 ).

* * *

REAÇÃO E CONSEQUÊNCIAS

“Quando alguém reage, revidando contra o agressor, passa a sintonizar com ele, mantendo ambos estreita e perniciosa interdependência psíquica, em desditoso comércio mental de ódio dissolvente, que termina por subjugá-los sem reversão.” (Joanna de Ângelis, Após a tempestade, 5. ed., p. 90).

* * *

AGRESSIVIDADE NO LAR

“O agressor deve ser examinado como alguém perturbado em si mesmo, em lamentável processo de agravamento. Não obstante merece tratamento a agressividade, que procede do espírito cujos germes o contaminam, em decorrência da predominância dos instintos materiais que o governam e dominam.

Problema sério que exige cuidados especiais, a agressividade vem dominando cada vez maior número de vítimas que lhe caem inermes nas malhas constritoras.

Sem dúvida, fatores externos contribuem para distonias nervosas, promotoras de reações perturbantes, que geram, não raro, agressividade naqueles que, potencialmente, são violentos.

Acostumado à “lei da selva”, o espírito atribulado retorna à carne galvanizado pelas paixões que o laceram e de que não se deseja libertar, favorecendo facilmente que as reminiscências assomem ao consciente e se reincorporem à personalidade atual, degenerando nas trágicas manifestações da barbárie que ora aterram todas as criaturas.

A agressividade reponta desde os primeiros dias da vida infantil e deve ser disciplinada pela educação, na sua nobre finalidade de corrigir e criar hábitos salutares.

A pouco e pouco refreada, termina por ceder lugar às expressões superiores que constituem a natureza espiritual de todo homem.

O espírito é constituído pelos feixes de emoções que lhe cabe sublimar ao império dos renascimentos proveitosos.

O que não corrija agora, transforma-se em rude adversário a tocaiá-lo nas esquinas do futuro.

O temperamento irascível, aqui estimulado, ressurge em violência infeliz adiante.

O egoísmo vencido, o orgulho superado cedem lugar ao otimismo e à alegria de viver para sempre.

O agressivo torna-se vítima da própria agressividade, hoje ou posteriormente.

O organismo sobrecarregado pelas toxinas elaboradas arrebenta-se em crise de apoplexia fulminante.

A máquina fisiológica sacudida pelas ondas mentais de cólera, sucumbe, inevitavelmente, quando não desarranja a aparelhagem eletrônica em que se sustenta, dando início aos lances da loucura e das aberrações mentais.

Outrossim, gerando ódio em volta de si, o agressivo atrai outros violentos com os quais entra em choque padecendo, por fim, as conseqüências das arbitrariedades que se permite.

Não foi por outra razão que Jesus aconselhou a Simão, no momento grave da Sua prisão: ‘Embainha a tua espada, porque quem com ferro fere, com ferro será ferido.´

Acautela-te, e vence a agressividade, antes que ela te infelicite e despertes tardiamente. Só o amor vence todo o mal e nunca se deixa vencer.” (Joanna de Ângelis, Leis morais da vida, p. 111-113).

* * *

COMBATE À VIOLÊNCIA

“Com Jesus aprendemos que o amor substituirá, um dia, a agressividade humana, resolvendo todas as questões que possam constituir pontos de divergência entre as criaturas e motivações para as guerras.” (Joanna de Ângelis, Após a tempestade, 3. ed., p. 105).

“ A mansuetude, a pacificação, a humildade, a paciência, a brandura são os métodos mais eficazes para se enfrentar a violência.

Não-violência é amor em elevado grau, que permite considerar o agressor como enfermo, oferecendo-lhe a resistência pacífica, a fim de neutralizar-lhe a fúria desencadeada pelas paixões inferiores.” (Joanna de Ângelis, Sendas luminosas, 2.ed., p. 151 ).

Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo P.Franco

18 março 2016

Cura Espiritual – Como Funciona e Como Receber - Buno J. Gimenes



CURA ESPIRITUAL - COMO FUNCIONA E COMO RECEBER

Vivemos um momento em que o ser humano, por conta do seu estilo de vida, afastou-se profundamente da sua própria essência. Em resumo isso que dizer que não se prestigia mais a vida simples, não no sentido dos bens materiais e conquistas, mas no sentido do contato com as coisas mais simples da vida, como andar descalço na grama, ver o por do sol, tomar banho de rio, etc. Toda essa falta de contato com a natureza e com as pequenas e simples coisas da vida, tem nos custado caro.

POR QUE FICAMOS DOENTES?

Estamos fabricando doenças!
A alimentação muito carregada de gorduras e substâncias sintéticas, pouca qualidade de sono, excesso de agito e ar poluído, são alguns dos exemplo que mais oferecem condições para as doenças proliferarem-se e por isso, é sensato dizer que estamos fabricando novas doenças diariamente.

A CURA ESPIRITUAL PEDE PASSAGEM

Nos dias atuais, é comum, mesmo um médico cético e cartesiano em sua visão pautada pelo materialismo da medicina ocidental, aconselhar seus pacientes com frases do tipo: “O que a medicina podia fazer ela já fez! Acho melhor você buscar algum tipo de tratamento alternativo e buscar força na sua fé!” Na minha visão, esse tipo de conselho não é errado, tampouco mostra a fragilidade da medicina ocidental, contudo, enfatiza que toda cura só é completa se abranger todos os principais aspectos da vida humana: físico, emocional, mental e espiritual. Por isso, é sempre sensato, que quando a doença surgir, que você ou a pessoa que precisa de cura, busque tratar esses quatro aspectos.

SÓ A CURA ESPIRITUAL É SUFICIENTE?

Como eu já disse, o segredo da cura integral é também um tratamento integral, o que significa que o doente deve também mudar suas atitudes, pensamentos e sentimentos.

CURA ESPIRITUAL E SUAS FORMAS

Você pode conseguir cura espiritual indo em uma igreja, templo, centro espírita, centro holístico, centro de ioga, centro de meditação, centro de umbanda e até no seu lar. O conceito genuíno da cura espiritual considera que o tratamento acontece por ação de forças e energias não físicas. Essas energias contudo, podem ser de ordem natural, provinda de elementos da natureza, como também de espíritos guias, protetores e curadores. A chave deste tipo de cura é a construção da comunhão perfeita entre o enfermo e as forças sutis e espirituais. Normalmente são as preces, os rituais, as intenções corretas, a purificação dos pensamentos, dos sentimentos e das emoções, o caminho mais certo para essa comunhão acontecer.

CIRURGIA ESPIRITUAL

Principalmente a doutrina espírita adotou este termo que ficou mundialmente conhecido. Neste tipo de cura espiritual genericamente acontece a intermediação de trabalhadores treinados na mediunidade, que empregam a sua intenção e energia para que possam servir de canais para os médicos espirituais atuarem na cirurgia. Existem também as cirurgias espirituais feitas a distância em que o enfermo não precisa deslocar-se ao local onde os médiuns estejam. Também existe o tipo de cirurgia espiritual em que o espírito projetado, pela fenômeno da projeção astral, recebe o tratamento enquanto o corpo do enfermo dorme no mundo terreno. Este terceiro tipo é muito comum e muitas pessoas já relataram sonhar receber tratamentos médicos, o que é um grande indício desse acontecimento, haja vista que nos dias posteriores, profundas melhoras nas enfermidades forma notadas. Veja abaixo uma técnica para receber esse tipo de tratamento.

MEDIUNIDADE DE CURA

A mediunidade de cura está associada a práticas e técnicas em que pessoas consideradas médiuns, atuam como intermediadoras entre energias espirituais sutis e curativas, que são aplicadas em pessoas enfermas ou mesmo, em qualquer tipo de pessoa que queira simplesmente aumentar sua imunidade ou melhorar como um todo.

Esse tipo de prática é conhecida também como uma forma de terapia que oferece ao tratado, fluidos vitais que atuam de forma benéfica em todos os aspectos: físicos, emocionais, mentais e espirituais.

Você poderá encontrar esse tipo de tratamento baseado na mediunidade de cura em qualquer reunião religiosa, como também nas terapias vibracionais como Reiki, Seichim, Magnified Healing, Johrei, Passe Espírita, entre outras.

AJUDA ESPIRITUAL

Algo importante precisa ser evidenciado. A ajuda espiritual será sempre oferecida desde que a pessoa saiba convocar as condições adequadas. Muitas formas são possíveis, algumas mais simples e outras mais complexas, todas elas podem ser acionadas por qualquer tipo de pessoa, haja vista que 100% delas convocam energias naturais extrafísicas.

APRENDA A REZAR!

Aprenda a Meditar!
Aprenda a Relaxar!
Aprenda a limpar-se de pensamento, emoções e sentimentos tóxicos!
Livre-se das reclamações de coisas pequenas da vida!
Aumente a sua Gratidão por pequenas coisas da vida!
Conecte-se com os elementos da natureza!
Durma bem e eleve-se a Deus sempre!
Você terá muitas doses de cura espiritual diarimente.

TRATAMENTO ESPIRITUAL DURANTE O SONO
– É POSSÍVEL CURAR-SE ENQUANTO VOCÊ DORME

Essa prática é incrível! Posso dizer com toda segurança que você não precisa ser de nenhuma religião específica e nem precisa de conhecimentos avançados para beneficiar-se dessa oportunidade de cura espiritual.

DICAS PARA RECEBER TRATAMENTOS ESPIRITUAIS ENQUANTO VOCÊ DORME.

Ciclo de 3 Dias – Tratamento Espiritual Durante o Sono:

- Jamais durma contrariado, chateado ou alcoolizado.

- Coma algo muito leve e no máximo até 3 horas antes de dormir. Não coma carne ou gorduras pesadas.

- Prepare-se para dormir, sentando-se a beira da sua cama, fazendo uma intenção positiva de luz. Faça uma oração apenas de agradecimento. Agradeça a sua vida, a sua existência e eleve os pensamentos aos seres de luz que você acredita e confia. Depois eleve os pensamentos, pedindo em intenção mental que você receba dos seres de luz de cura espiritual, o tratamento que você precisa. 

Então por último diga. Solicito em nome do bem maior, tratamento para ( diga especificamente o que você precisa) > Somente depois da fase anterior feita, deite-se na cama. Então peça ao seu anjo da guarda, amparador ou protetor espiritual lhe proteger durante o sono.

- Muito importante: Faça 20 respirações profundas. Inspire e Expire no mesmo tempo. É muito importante que você siga corretamente essa fase e que tome cuidado para que o tempo inspiração e de expiração sejam idênticos e que a respiração não seja rápida, mas longo e calma.

- Entregue-se ao sono e simplesmente relaxe.

- Faça o mesmo processo pelos dois dias seguidos.

- Você sempre deve fazer 3 dias seguidos, não interrompa.

- Depois de fazer os 3 dias, dê uma semana de intervalo, caso você queira fazer o ciclo novamente. Você pode fazer o ciclo quantas vezes quiser, desde que dê o tempo de uma semana de espera.

- No outro dia, ao acordar, é recomendável que você anote possíveis lembranças de possíveis sonhos, pois eles lhe farão muito sentidos e poderão significar muitas mensagens de orientações.

- Faça a sua parte em mudar atitudes, pensamentos e sentimentos.

Buno J. Gimenes

17 março 2016

A Mediunidade e o Sobrenatural - Djalma Santos


A MEDIUNIDADE E O SOBRENATURAL

A mediunidade é conhecida de todos os tempos e sempre foi praticada por todas as raças, num processo de interação energética entre o mundo físico e o mundo espiritual, sem que isso represente nada de assombroso ou sobrenatural, mas simplesmente uma conexão entre o que é visível e o invisível, através da intervenção dos espíritos, agitando, sacudindo ou alterando o clima psíquico dos encarnados, que já possuem certa sensibilidade para se comunicar com os chamados mortos.

É importante ressaltar que ninguém morre, e que aqueles que se foram, através do fenômeno que chamamos morte, estão em algum lugar, e recebem com carinho, alegria e felicidade, os nossos pensamentos e os nossos sentimentos.

Muito do nosso folclore popular teve sua origem na mediunidade, que com o passar do tempo vem ganhando espaço na mídia, deixando de ser apenas um baú de superstições e fatos maravilhosos, para se tornar uma realidade do próprio homem. Até mesmo aqueles que combatiam a mediunidade já se posicionam de uma forma diferente, como é o caso da Igreja Católica, que durante séculos combateu a manifestação dos espíritos, e hoje já possui grupos que estudam os fenômenos mediúnicos, com o nome de ``carismáticos´, e que de uma forma sigilosa mantém contato com os mortos, não divulgando, porém, o resultado de suas pesquisas, que, depois de analisadas pelos chefes da Igreja, são guardadas a sete chaves, para que, em outras oportunidades que possam interessar ao clero católico, sejam aproveitadas.

Em épocas remotas, os feiticeiros das tribos utilizavam rituais, danças, e outras formas visuais de apresentação, para esconjurar os maus espíritos e atrair os bons, e um passo mais à frente, os nossos matutos do interior se apegam a sortilégios, simpatias, promessas e rezas, tentando conseguir com isso a proteção dos mortos, principalmente daqueles que se tornaram famosos ou santificados pelo próprio povo, como é o caso do Padre Cícero, do Nordeste, que atrai milhares de pessoas para visitar sua estátua.

As lendas que conhecemos, e que fazem parte do nosso folclore, também são oriundas de fatores psíquicos. Conhecidas como ``mula sem cabeça´´, ´´lobisomem´´, ``mãe-d´água´´, ``saci-pererê´´ e outras entidades, umas benfeitoras, outras dedicadas ao mal, representam apenas estados mentais alucinógenos, em que a excitação mediúnica cria através da tela mental, figuras bizarras que desafiam a ação do tempo, passando de geração em geração, e só mesmo o avanço da parte moral e intelectual do homem pode apagar.

A codificação kardecista veio exatamente para isso, ou seja, desmistificar a prática mediúnica, retirando todos os recheios de aforismo, superstições, apetrechos, rituais, cantorias, paramentos, libações e sacrifícios, para deixá-la apenas com a força do pensamento contínuo, o maior instrumento já concedido ao espírito imortal, esse viajor da eternidade, esse andarilho do infinito, esse nômade do espaço, na sua caminhada gloriosa para o seu Criador.

Do livro: Segredos da Vida e da Morte - Djalma Santos

16 março 2016

Será útil sabermos quem fomos e o que fizemos em outras vidas? - Wellington Balbo


SERÁ ÚTIL SABERMOS QUEM FOMOS E O QUE FIZEMOS EM OUTRAS VIDAS?

Um dos tópicos que mais chamam o interesse do público quando se fala em reencarnação é a possibilidade de saber quem foi quem em existência pregressa, ou, ainda, identificar algumas experiências vividas no passado com os nossos entes da atualidade.

Natural a curiosidade da esposa que quer saber quem foi e o que representou em sua vida pregressa seu atual marido, ou mesmo a mãe que tem muitas afinidades com os filhos e quer saber de onde vem todo esse bem querer.

Aqueles que trazem consigo gostos requintados, não raro, desejam saber se usaram coroas ou foram nobres. Os que muito sofrem intentam desvendar as razões pelas quais a dor bate-lhes tão cruel à porta.

Esta curiosidade faz parte da condição de seres em progresso, o complicado é quando se torna uma fixação.

Conheço muita gente que daria esta vida para saber o que foi na outra e, por isso, procuram médiuns que infelizmente abrem o baú das revelações, como se tivessem uma lista completa do que fomos e o que fizemos em pregressas estadias por este mundo.

Esses médiuns revelam situações e casos, parcerias, romances vividos, assassinatos e intrigas.

Já vi muita gente desequilibrar-se e entrar em parafuso por conta dessas revelações.

Certa feira um médium disse ao esposo de uma amiga que o filho dela havia sido seu assassino em anterior existência.

O marido acreditou e a relação com o enteado estremeceu.

Quase colocou fim ao seu casamento por conta disto.

Após alguns entreveros o esposo desta amiga resolveu deixar pra lá a “suposta” violência do enteado.

Este caso teve final feliz, contudo, o desfecho poderia ter sido outro.

O tema é tão palpitante que há muitos confrades estudando para saber as reencarnações de Chico Xavier, Allan Kardec e tantos outros.

Não sei se existe algum proveito real em sabermos se Chico foi Kardec ou não, como, também, não sei se há utilidade em identificarmos se fomos padres, coroinhas ou um operário.

Nosso foco não deve ser no passado, mas no presente.

Que importa quem fomos?

O fundamental é como estamos.

E, como estamos?

Como anda nosso progresso?

Antes de buscar o passado vale viver o presente.

Farol seguro é o Espiritismo, e este diz que o esquecimento temporário do que fomos e o que fizemos em existências passadas é fundamental para que possamos agir sem as culpas do passado a inibir iniciativas no presente, ou criar entraves de relacionamento.

Kardec, aliás, ensina que ao estudarmos nosso próprio comportamento, tendências e aptidões, temos a intuição do que fizemos anteriormente.

Definitivamente não teríamos condições psicológicas de conviver com alguém que sabemos ter sido nosso algoz.

Esta, porém, é apenas uma das razões pelas quais nosso passado fica sob um véu, e penso ser bem forte para justificar tal regra imposta pela espiritualidade.

As revelações de outras existências, segundo os Espíritos, vêm apenas em situações especialíssimas.

Portanto, útil guardarmos serenidade ante ao passado.

Foco no presente, foco no hoje, no agora.

Nada nos importa mais do que saber como estamos.

E, repito a pergunta acima:

Como estamos?


Wellington Balbo

15 março 2016

Não carregues ao colo - Cenyra Pinto

 
NÃO CARREGUES AO COLO

Meu irmão,

Muitas vezes você pensa estar fazendo um grande bem a outrem satisfazendo seus caprichos, cedendo sempre, não sabendo dizer “não”, mesmo à custa de sacrifícios. Com essa atitude você centenas de vezes tem prejudicado, principalmente, aqueles a quem mais ama.

Não gosta de ver ninguém triste nem contrariado com você, porque tem receio de perder o amigo.

Mesmo aqueles que você costuma carregar ao colo, quando têm eles pernas para caminhar, nem sempre se lembram de você com a gratidão que você espera. Ao contrário, alguns são contra você porque, inconscientemente, você os prejudicou, anulando-lhes a possibilidade de carregarem seus próprios fardos, de treinarem a experiência, fazendo deles comodistas, indiferentes e preguiçosos. E as criaturas que foram superprotegidas, carregadas ao colo, por assim dizer, sentem-se inseguras, incapazes de tomar qualquer decisão. E se angustiam, revoltando-se contra você que, sem querer, anulou-lhes as possibilidades de agir por conta própria.

Seu dever, meu irmão, é ajudar, apontar o caminho e ensinar a caminhar. Cada um de nós deve levar seu próprio fardo, a bagagem que trouxe de longe, para ser carregada com esforço próprio. Se você tomar o fardo de outro e o colocar sobre seus ombros, no momento, isto lhe parecerá certo e até lhe dará alegria em fazer a tarefa de alguém a quem ama. O futuro dirá o prejuízo que causamos àquele que perdeu a oportunidade de exercitar-se e levar tombos e levantar-se com dignidade.

É um dever nosso carregar ao colo uma criança pequenina, até o momento de colocá-la no chão, quando já pode andar por seus próprios pés; é um dever ensinar-lhe os primeiros passos, auxiliando-a pela mão, até deixá-la livre, aprendendo a levantar-se quando cai, e a recomeçar, enfrentando suas dificuldades, e novos tombos. Isto é certo.

Assim deve proceder moral e espiritualmente. A criatura que se tornou dependente, tendo, embora, condições de fazer tudo sozinha, se acovarda e não desabrocha suas melhores qualidades.

Ajudar ao que necessita é humano e cristão, mas não ao indolente que assim se tornou graças à maneira como foi criado.

Portanto, meu irmão, aprenda a ajudar sempre que puder, não apenas aos entes queridos, mas a qualquer um que necessite de auxílio. Mas cuidado: não impeça outros de aprenderem com a própria experiência. Não carregue fardos alheios nem se torne muletas para ninguém. Colabore com a obra do Mestre, não criando impedimentos que limitem as qualidades e o pleno desabrochar da vida em outros, para que venham a se tornar mestre de si mesmos.

De “A Verdade e a Vida”, de Cenyra Pinto

14 março 2016

Existe Morte por Acidente? - Fernando Rossit


EXISTE MORTE POR ACIDENTE?


Muitas mães, aflitas e saudosas, procuram a Casa Espírita para se informar a respeito das causas espirituais dos acidentes, notadamente com veículos, que vitimaram seus filhos.

– Foi inevitável? – meu filho tinha que partir mesmo? – havia programação espiritual para meu filho morrer?

Depende das circunstâncias e dos fatos que foram determinantes para a ocorrência do acidente.

A análise desse tema, sob a ótica espírita, não possui o condão de ser definitiva e abarcar todas as variáveis. Quem seria capaz de conhecer, em profundidade, os desígnios de Deus?

Vivemos num mundo de matéria muito grosseira onde qualquer acidente ou doença poderá levar à morte. Conclusivamente, a vida aqui na Terra, por si só, já é uma expiação para os Espíritos (ver questão 132 de O Livro dos Espíritos).

Denominamos de Suicídio Direto aquele que a pessoa que o pratica tem a intenção de acabar com a própria vida. Exemplos:

enforcamento, uso de armas de fogo, ingestão de medicamentos e venenos, objetivando a morte do corpo físico.

De Suicídio Indireto aquele que a pessoa não tem a intenção de se matar, mas por imprudência, negligência, desrespeito ao corpo e à vida, age de forma irresponsável, desencarnando prematuramente. Exemplo: pessoa que, embriagada, dirige em alta velocidade, desrespeitando as normas do trânsito.

Muitos acidentes são provocados, isto é, são resultado de imprudência e irresponsabilidade das pessoas. Quando isso ocorre, não há como pensar que tal ocorrência estava prevista para acontecer nos planos divinos. Trata-se de suicídio indireto (da parte de quem provocou).

No entanto, temos que considerar que num acidente envolvendo outro veículo, quando acontecer da batida provocar vítimas fatais no outro carro, para elas ( as vítimas da imprudência do primeiro motorista ), tratar-se-á de provação e talvez expiação, isto é, resgate de dívidas do passado, quando também malbarataram a própria vida. Claro que nesses casos não serão considerados suicidas indiretos.

Concluindo:

1- suicídio indireto no caso de imprudência do motorista (pessoa que passa num farol vermelho em alta velocidade, consciente do perigo a que se sujeita, e perde a vida, por exemplo);

2- provação ou expiação para aquele que é vítima da imprudência de outros motoristas. Por exemplo, um jovem passa em alta velocidade num cruzamento com farol vermelho e colide com outro veículo, levando seu condutor à morte.

De destacar que, não havendo INTENÇÃO de se matar, o Espírito desencarnado, vítima de si mesmo, terá abrandados seus sofrimentos com a ajuda espiritual que não lhe faltará – aliás, não faltará para ninguém.No caso do suicídio indireto, sempre haverá atenuantes para o sofrimento.

No trabalho mediúnico realizado em favor dos irmãos suicidas, realizados nas últimas sextas-feiras de cada mês, no Kardec, já presenciamos a comunicação de muitos desses irmãos em desespero pelo acidente que os vitimou, provocando a morte prematura. O caminho de volta ao reequilíbrio é sempre doloroso, até porque se trata de uma morte violenta, inesperada.

Não há saída: terão que encarar a nova realidade em que se precipitaram e reconstruir suas vidas, com a ajuda e socorro dos Benfeitores Espirituais. Preces, aceitação, esforço próprio e confiança em Deus.

Não podemos nos esquecer, também, que cada caso é um caso. A situação de cada um após a desencarnação vai sempre depender de variáveis que estamos longe de conhecer em razão do nosso pouco entendimento. Uns sofrem mais, outros menos.

Queremos ajudar?
Incluamos em nossas preces diárias esses irmãos, envolvendo-os com amor e compreensão, respeitando a situação que atravessam, certos de que não temos direito nem condições de expressar qualquer julgamento depreciativo, haja vista que também somos vítimas de nós mesmos em várias situações das nossas vidas, em face das imperfeições que carregamos dentro de nós.

Fernando Rossit
 

13 março 2016

Momento de gratidão - Joanna de Ângelis


MOMENTO DE GRATIDÃO


Não postergues indefinidamente o teu momento de gratidão.

Sorris e amas, trabalhas e sofres, renuncias e cresces, sonhas e progrides bendizendo a vida. No entanto, muitas vezes asfixias, na garganta, a palavra de reconhecimento que o afeto te ergue do coração aos lábios, sem que a deixes cantar o hino de louvor que pode modular com felicidade.

Atrais amigos e conquistas pessoas; padeces dores, que buscas dissimular no vaivém dos deveres cotidianos; crês-te em soledade antes as provações que se camartelam as horas. Sem embargo, há alguém que chora contigo, sem que lhe vejas as lágrimas; que te acompanha por toda parte, sem que lhe percebas a presença; que faz silêncio e passa com discrição pelo teu caminho; que ilumina as tuas horas com as estrelas sublimes da oração, nada te exigindo, não te perturbando, fazendo espaço para ti, porque a sua é a tua alegria e tudo por quanto anela é ver-te feliz.

Gasta-se, na luta, como uma chama que brilha, porém consome combustível, a fim de que não falte claridade onde te encontras; oculta as próprias dores de modo a não te afligir; extenuando-se no trabalho, emoldura o lar com alegria e repleta-o com a esperança de paz, de forma que os teus conflito aí se asserenem.

Ouve-te, sem queixas, e, quando te desequilibras, sempre te oferta o bálsamo da renovação na taça da paciência, que transparece em cada palavra e gesto, sem reproche nem azedume.

Há momentos em que se converte em anjo protetor sustentando-te as horas; doutras vezes, faz-se o apoio das tuas aspirações como alicerce que passa desconhecido; quase sempre realiza a sua e parte da tua tarefa sem chamar a atenção, nem cobrar qualquer contributo.

Porque nunca te defrauda nem deixa que te falte qualquer coisa, não lhe valorizas o sacrifício, a pontualidade, a permanente ação benéfica.

Dessa forma, não lhe vês os vincos da dor silenciosa, a palidez das renúncias constantes, nem as lágrimas que lhe aljofram os olhos.

Momentos houve em que quiseste dizer-lhe mil palavras de carinho e doar-lhe toda a ternura que represas nalma. Sufocaste, porém, o arroubo, ante a equivocada reflexão de que ela o sabe.

O amor abastece a quem ama e àquele que é amado. Todavia, é necessário doá-lo, demonstrando que o seu potencial tem vida e direção.

Se o ser amado tem conhecimento, melhor será que o confirmes, que o expresses, que enriqueças com as tuas vibrações a pessoa a quem o doas.

Faze isso com a tua Mãezinha.

Não aguardes que ela te solicite carinho. Dá-lho, conforme a ti ela o oferece.

Não adies o momento de dizer à tua Mãe o quanto a amas, como dela dependes, o tanto que a necessitas.

Se deixas para fazê-lo depois, pode suceder que, ao intentares, seja tarde, muito tarde para que o logres.

Fala-lhe hoje sobre a tua imensa ternura e gratidão, envolvendo-a em bênçãos de amor filial.

Ela sorrirá, e, na explosão do júbilo de que se verá possuída, verterá transparente cortina líquida de emoção, falando-te, trêmula e ditosa:

— Meu filho, meu filho, tu me honras em demasia e eu reconheço não o merecer, porquanto sou apenas tua Mãe.


Pelo Espírito Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo P. Franco
De “Otimismo”


12 março 2016

Parto CesárIa traz repercussões espirituais ? - Cristiane Assis


 
PARTE CESÁRIA TRAZ REPERCUSSÕES ESPIRITUAIS?

Antecipar o nascimento de um bebê (por exemplo, cesariana com uma data planejada) tem consequências para o espírito reencarnante? E uma cesária anterior contra-indica um parto normal?
*
Cientificamente, sabemos que os mecanismos envolvidos no trabalho de parto são muito importantes para que a criança nasça nas condições físicas adequadas. Trabalhos especializados também têm demonstrado que os registros psíquicos na criança que nasce de parto cesáreo podem não ser os mais adequados, podendo, ao longo de sua vida, ter influências importantes. Diante desses fatos, o parto abdominal (cesariana) só está indicado nos casos de risco à saúde materna ou fetal, ou ainda na falha do parto normal. Mesmo nos casos de cesária, sabemos que as contrações induzem à produção de hormônios que auxiliam a criança a nascer em melhores condições. A conduta obstétrica depende muito do médico envolvido. Estudos demonstram que uma cesária anterior não contra-indica o parto normal, pois outro bebê está envolvido no processo, e hoje certamente você pode ser uma pessoa diferente do que na gestação anterior. Entretanto, para que isso ocorra, alguns fatores são importantes:

Participação ativa do médico, que deseje tanto quanto você que a criança nasça de parto normal. Seu bebê pode querer nascer a qualquer hora do dia ou da noite e é essencial que ele esteja disposto a recebê-lo. A tranqüilidade do médico e sua felicidade em fazer o que faz é importante para que ele possa se conectar com a equipe espiritual que auxiliará o parto. Estando tudo bem com você e com o bebê fisicamente, essa é a melhor via de parto.

Participação ativa da parturiente no processo. O fato de não ter tido dilatação no parto anterior não é diagnóstico fechado para essa gestação. Sabemos que ansiedade e nervosismo maternos podem influenciar nesse caso. Portanto, para sucesso do parto normal, é essencial que esse realmente seja o seu desejo. O parto normal dói, isso é uma realidade, mas é uma dor suportável e que passa logo após o nascimento do bebê. Porém, ansiedade e nervosismo aumentam a quantidade de receptores para a dor, fazendo com que ela seja maior. É por esse motivo que a dor não é a mesma para todo mundo.

Participação ativa do bebê: como você sabe, o espírito reencarnante também tem seus receios e preocupações. Se a mãe que está consciente do que está acontecendo já fica preocupada, imagine ele que teve sua tranqüilidade intra-útero interrompida e não sabe o porquê. É preciso que a mãe o acolha com muito amor nesse momento, explicando o que está acontecendo, que ele é muito amado e esperado com saúde e que não tem motivos para se preocupar, uma vez que estão junto com vocês, durante todo o processo, muitos amigos espirituais que os auxiliarão para que as coisas ocorram conforme o planejado. Para isso, basta que vocês dois estejam com o Cristo em seus corações, facilitando assim sua tarefa. Independentemente da via de parto, é importante você explicar ao seu bebê que, assim que ele nascer, o pediatra o levará para alguns cuidados, e assim que possível vocês estarão juntos.

É lógico que existem casos em que realmente o parto via vaginal não é possível e, aí sim, a cesárea é mais do que bem indicada, mas é importante lembrar que ela sempre deve ser a última opção


Por Cristiane Assis
Da Associação Médico-Espírita de São Paulo

11 março 2016

Espíritos presos à Terra - Hugo Lapa

 
ESPÍRITOS PRESOS À TERRA

Pode uma alma, após a morte, permanecer presa à Terra?

Sim, pode. Isso acontece muitas vezes. As almas presas à Terra são pessoas que, após a morte, não conseguiram desligar-se dos seus corpos físicos e da vida que levavam. Eles permanecem envolvidos pelo magnetismo terrestre, presos ao nivel da crosta planetária, e não conseguem se desprender do apego à existência que já se encerrou. Geralmente eles acreditam ainda estar vivos, e não entendem por que as pessoas não falam mais com eles. Essas almas possuem um acesso bem fácil aos encarnados, e podem mesmo se ligar psiquicamente a eles. Com isso, eles atrasam sua entrada nos planos mais sutis e permanecem em estado de perturbação e sofrimento.

O médium mineiro Franciso Cândido Xavier diz o seguinte: Quando o corpo é reclamado pelo sepulcro, o espírito volta à pátria de origem, e, como a natureza não dá saltos, as almas que alimentam aspirações puramente terrestres continuam no ambiente do mundo, embora sem o revestimento do corpo carnal.

É possível a alma evoluir nesse estado de prisão?

A evolução encontra-se em todos os estados e condições, mas pode-se dizer que ela é insignificante quando a alma está presa à Terra. O ser desencarnado atrasa muito seu desenvolvimento espiritual, fica quase que estagnado; é como se ele ficasse congelado ou cristalizado dentro dos parâmetros de mente e comportamento. Nesse sentido, eles tendem a repetir estereotipadamente os padrões da última personalidade e também do momento da transição. Por exemplo, um rapaz morre num acidente de carro e fica chamando pelos seus pais. Ele pode ficar invocando a presença dos pais por períodos bem longos, sem perceber que sofreu um acidente e não possui mais corpo físico. Também contribui consideravelmente para a prisão no plano da Terra uma morte rápida e trágica. A alma não tem tempo de perceber o que ocorreu e pode ficar confusa com o impacto da súbita transição.

O que uma alma faz quando fica presa à Terra?

Algumas vezes ela tenta realizar as mesmas atividades de quando estava encarnada; outras vezes fica próxima de parentes e amigos, tentando um contato. Em outras situações, como já dissemos, ela fica repetindo os mesmos padrões de ação e comportamento de sua última existência. Em casos não tão raros, ela fica perambulando por locais que lhe foram familiares em vida ou peregrina por locais desconhecidos. Quando isso ocorre, na maioria das vezes ela acaba se conectando com um encarnado, e participa de seus prazeres e de sua vida. Sem que o encarnado se dê conta, ela pode guiar seus pensamentos, desejos e até as principais escolhas de sua vida. Porém, o mais grave é a vampirização de energias vitais que se processa nessa conexão psíquica entre ambos. A alma presa à Terra necessita da vitalidade de pessoas para se manter no nível da crosta terrestre. Na maioria das vezes, suga as energias sem perceber o prejuízo que lhes causa.

Podeis enumerar um outro motivo da alma permanecer presa a Terra?

Geralmente, o ceticismo extremo ou mesmo o dogmatismo religioso podem ser a causa do aprisionamento. Os céticos conservaram ao longo da vida arraigadas concepções sobre a inexistência da vida após a morte, e, ao se deparar com uma realidade que negaram ao longo da existência corpórea, eles se recusam a enxergar sua nova condição. Não acreditam que possam estar mortos e ainda assim vivendo, pois sempre guardaram uma inquebrantável convicção que a morte é o encerramento definitivo da existência humana.

Os céticos da vida após a morte podem experimentar duas condições mais gerais: a primeira é um estado de perturbação pós-morte, uma firme negação de sua nova condição, o que gera confusão e até desespero. Por outro lado, os céticos podem unir-se a outros céticos, numa experiência coletiva, e podem acreditar que foram transladados para outro mundo, um local estranho que eles não sabe como chegaram ali, mas creem ainda estar vivos.

O mesmo ocorre com os fanáticos religiosos; a ortodoxia, o sectarismo e o dogmatismo são grandes entraves a visão da realidade pós-morte. O religioso fundamentalista crê firmemente que, caso estivesse mesmo morto, deveria estar agora nos céu, no reino de Deus que sempre almejou em sua passagem pela Terra. Ele acreditava na sua salvação, e não pode admitir que, após a morte, ele não fosse recebido pelo ícone do seu culto. Essa prisão é fato corrente para um número significativo de religiosos fanáticos, aprisionados em suas próprias concepções cristalizadas.

Por outro lado, ele pode encontrar-se frente a frente com suas convicções religiosas, que nada mais são do que suas próprias criações mentais produzidas quando encarnados. Ele pode envolver-se nessa ilusão de suas formas de pensamento e viver de acordo com elas. Porém, isso possui algo de providencial, pois a vida após a morte seria algo doloroso demais se as almas não pudessem, de certa forma, adaptar suas crenças ao novo ambiente e viver de conformidade com eles, caso ainda não estejam prontos para uma comunhão com estados sutis mais reais.

Há outros motivos para a fixação no nível da crosta terrestre?

Sim, esses motivos variam conforme a individualidade de cada alma. Mas existem motivos gerais a se considerar:

Não cumpriram seu roteiro kármico (proposta encarnatória).
Suicidaram-se e deixaram assuntos inacabados.
Possuíam extremo apego a Terra e aos desejos materiais.
Viciaram-se em álcool, fumo, comida, sexo, lazer, prazeres diversos.
Tinham medo de morrer e após o desencarne continuaram negando a morte.
Dificuldade de aceitarem que passaram pela transição e não têm mais corpo físico.
Morte súbita (os espíritos não tiveram tempo de perceber que morreram).
Ódio e vingança a algum desafeto.
Apego a entes queridos ou a pessoas próximas.
Ceticismo fortemente arraigado.
Morte após deficiências mentais ou transtornos psíquicos graves.

Que dizer sobre as estórias sobre espíritos aprisionados em locais específicos?

Essas estórias podem ser reais. Alguns espíritos podem fixar-se em lugares em que eram muito afeiçoados durante a sua vida. Muitos ficam presos a sua própria residência; outros aos lugares onde ocorreu sua transição; outros ainda se unem a outras almas que escolhem um local propício a sua permanência. Esse é o fundamento das chamadas “casas mal assombradas”, que reúnem grande número de almas perdidas e presas em locais específicos. Ocorre com certa frequencia uma ligação psíquica entre a alma recem-desencarnada e pessoas que compraram o imóvel onde a alma passou a maior parte de sua vida.

Disseste que uma alma pode ficar presa à Terra em decorrência do ódio a desafetos. Podeis explicar melhor?

Enquanto o ódio aprisiona, o amor liberta. No Novo Testamento está escrito: Nós sabemos que passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos. Quem não ama a seu irmão permanece na morte. (João 3: 14). Isso significa que, aqueles que não amam, permanecem presos no ódio e aprisionados no nível terrestre após o passamento. Não é possível neutralizar o ódio com o esquecimento, pois em épocas futuras esse ódio regressará numa outra roupagem, numa outra forma de manifestação. O ódio só pode ser dissipado com amor e o perdão. O amor vem da consciência de que todos nós estamos interligados, que somos uma mesma família universal e estamos numa mesma missão cósmica; todos somos almas ainda inferiores, dependentes, ignorantes e limitadas. 

Compreender isto é uma forma de libertação de todo o ódio. Devemos também compreender que ninguém pode nos tirar nada, nem destruir qualquer de nossos bens sem a nossa participação. Nosso corpo pode ser queimado, torturado, destroçado e morto; mas nossa alma só sera tocada se assim permitirmos. Esse foi o caso de Jesus: enquanto o corpo físico e a personalidade humana de Jesus estavam sofrendo dores lancinantes na cruz, sua alma, seu espírito imortal estava completamente ausente e invulnerável a mortificação de sua carne. Ele assistia tudo de fora, sem se envolver no sofrimento que lhe acometera. As maiores maldades podem ser realizadas conosco, mas uma alma de luz, um ser mais evoluído, não pode ser atingido, pois ele sabe que não é matéria, não é esse ego nem essa personalidade; ele é algo infinitamente maior e que não pode jamais ser destruído. O espírito é indestrutível, é perene; vive para sempre e não é subjugado pelo caráter transitório da matéria e do mundo da manifestação. As almas que carregam o ódio dentro de si invariavelmente se prendem nos liames da matéria e podem permanecer longos períodos esperando para consumar sua vingança. Ela desconhece que estará tão presa e ficará tão mal quanto aquele que deseja prejudicar.

Almas de luz não poderiam resgata-las se assim desejassem?

Já dissemos que uma alma pode fixar-se em seus pensamentos, imagens mentais e padrões após a morte. Pois bem, quando ela fica nesse estado, a comunicação com o que está a sua volta é perdida. 

Ela está tão envolvida por uma autohipnose, tão cristalizada dentro de suas repetições, está de tal forma mergulhada em suas tendências, criando ilusões atrás de ilusões, que seu pensamento e percepção ficam girando em torno de si mesmo. Dessa forma, ela se fecha em seu mundo psíquico e não entra em contato e nem enxerga o que está ao seu redor. Quando é este o caso, as almas de luz sequer conseguem chegar até ela. Muitas vezes, esse resgate, caso ocorresse, seria uma violação de seu livre arbítrio. Se a alma ainda deseja estar naquele nível, uma alma mais evoluída não poderia contrariar sua própria vontade, mesmo que ela esteja seguindo um caminho que lhe seja prejudicial. O mesmo ocorre na Terra.

Quando uma alma não fica presa à Terra, qual será o seu destino?

O grau de densidade de seu corpo etérico diminui, conforme ela vai se desvinculando de sua existência física. Os resíduos de materialidade do seu antigo corpo físico vão se dissolvendo, e ela aceita sua nova condição vibratória. Ela deixa para trás sua última vida, sem apego, assimilando as lições que necessita, revendo seus erros e compreendendo o que precisa fazer para melhorar-se. Conforme o tempo vai passando, seus níveis de maior densidade e materialidade vão sendo dissipados. Ela vai descartando os envoltórios menos pesados e adquirindo outros mais sutis. Muitas tendências grosseiras vão sendo depostas na matéria primordial de seu nível, e isso a permite ascender a planos mais sutis.

Autor: Hugo Lapa